Os 3 fatores que derrubaram o Ibovespa e fizeram o dólar subir nesta terça

(Shutterstock)

SÃO PAULO – O Ibovespa fechou em queda nesta terça-feira (6) com uma conjunção de três fatores que causaram pessimismo.

O primeiro deles foi a instrução do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a oficiais da Casa Branca para frear as negociações de um pacote trilionário de estímulos contra o coronavírus. Um acordo entre democratas e republicanos parecia próximo até o início desta semana. Trump defendeu no Twitter que os estímulos só serão aprovados depois que ele for eleito para um segundo mandato.

Mais cedo, outro fator de pessimismo foi a fala do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, de que a recuperação econômica dos EUA está longe de ser concluída e ainda pode cair em uma espiral descendente se o coronavírus não for controlado.

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“Nesta fase inicial, eu argumentaria que os riscos da intervenção da política monetária ainda são assimétricos. Muito pouco apoio levaria a uma recuperação fraca, criando dificuldades desnecessárias para famílias e empresas”, declarou o chairman do Fed.

Por fim, notícia do Globo destacou que o presidente Jair Bolsonaro deve deixar o anúncio do Renda Cidadã para depois das eleições municipais. Fontes teriam dito ao jornal que o presidente não quer avalizar medidas impopulares para o financiamento do programa antes das eleições.

Recentemente foi aventada a possibilidade de que o governo extinguisse o desconto de 20% na declaração simplificada do Imposto de Renda para poder abrir espaço no Orçamento para o programa, que entraria no lugar do Auxílio Emergencial.

O Ibovespa teve queda de 0,49%, aos 95.615 pontos com volume financeiro negociado de R$ 26,784 bilhões.

Pela manhã, as bolsas mundo afora subiam porque Trump recebeu alta do hospital. O americano ficou internado por três dias para combater uma infecção por coronavírus. Com a melhora no seu estado de saúde, o cenário para as eleições presidenciais de novembro fica menos incerto.

A paralisação das negociações pelos estímulos anti-Covid e o balde de água fria do presidente do Fed nas expectativas mais otimistas para a retomada econômica, contudo, acabaram fazendo investidores correrem para se desfazerem de posições compradas. Os índices Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq caíram 1,34%, 1,4% e 1,57% respectivamente.

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Enquanto isso, o dólar comercial subiu 0,52% a R$ 5,594 na compra e a R$ 5,595 na venda. O dólar futuro com vencimento em novembro registrava ganhos de 0,23%, a R$ 5,592 no after-market.

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2022 subiu seis pontos-base a 3,33%, o DI para janeiro de 2023 avançou oito pontos-base a 4,79%, o DI para janeiro de 2025 teve alta de sete pontos-base a 6,64% e o DI para janeiro de 2027 registrou variação positiva de seis pontos-base a 7,53%.

Ainda no radar, o Fundo Monetário Internacional (FMI) melhorou suas perspectivas econômicas de 2020 para o Brasil, mas alertou que os riscos permanecem “excepcionalmente altos e multifacetados” e que a dívida do governo está a caminho de encerrar o ano em torno de 100% do Produto Interno Bruto (PIB).

Na política, depois de protagonizarem atritos nas últimas semanas, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o ministro da Economia, Paulo Guedes, decidiram fazer as pazes. Ontem, eles jantaram juntos e pediram desculpas mútuas. Os dois defenderam a pacificação e a continuidade da agenda de reformas, de acordo com o Estadão.

Voltando ao noticiário americano, os médicos de Trump disseram ontem que a saúde do presidente continuou a melhorar nas 24 horas anteriores, embora o médico Sean Conley tenha alertado que ele ainda pode não estar totalmente fora de risco. Ao mesmo tempo, o mercado acompanha as negociações do governo dos Estados Unidos sobre um novo pacote de estímulos à economia.

Dívida pública

O tema do ajuste fiscal já era uma grande preocupação do mercado, mas ganhou força com os planos do governo para financiar o programa Renda Cidadã com precatórios, planos estes que estão sendo ajustados.

Ontem, o senador Márcio Bittar (MDB-AC), relator do Orçamento de 2021 e da proposta do Pacto Federativo, afirmou que qualquer solução para criar o Renda Cidadã vai respeitar o teto de gastos e ter a chancela do titular da equipe econômica. Segundo a Folha de S.Paulo, o diálogo está “entrando nos eixos”, e uma nova proposta deve ser apresentada até amanhã (7).

A deterioração da confiança dos investidores pode ser percebida com o aumento dos gastos do governo com a dívida pública.

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Segundo a Folha, o prazo médio prazo médio dos títulos da dívida pública brasileira emitidos desde janeiro de 2020 caiu à metade, de 4,7 anos para 2,4 anos. Com isso, em apenas um ano os vencimentos em doze meses praticamente dobraram, de R$ 553 bilhões para R$ 1,02 trilhão, atingindo quase 25% da dívida total.

Os juros exigidos pelo mercado para refinanciar o governo também aceleraram, sobretudo nas últimas semanas e dias, mesmo para os papéis com vencimento mais curto. Mesmo com a Selic a 2% ao ano, o Tesouro Nacional vem sendo obrigado a pagar mais que o dobro disso para vender títulos na praça com vencimento daqui a dois anos.

Guedes e Maia

Em reunião na noite da última segunda-feira, Maia disse que haverá união para dar andamento à agenda econômica no Congresso, enquanto Guedes voltou a defender a aprovação de um programa de renda básica para 2021 e uma medida de desoneração da folha salarial para gerar “empregos em massa”. Ele também reiterou compromissos com o envio de outra etapa da reforma tributária.

Ontem, o líder do governo no Congresso, Eduardo Gomes (MDB-TO) disse que o veto à desoneração da folha salarial para 2021 será derrubado pelos parlamentares.

Com isso, o benefício seria garantido para 17 setores da economia por mais um ano. No entanto, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), adotou uma manobra para adiar a votação e cancelar a sessão do Congresso Nacional. Segundo o Estadão, Alcolumbre vai se reunir hoje com líderes partidários para definir a data da sessão do Congresso.

Além disso, o presidente Jair Bolsonaro reafirmou que vai indicar um nome “terrivelmente evangélico” para a segunda indicação que fizer no Supremo Tribunal Federal (STF), em julho. Ele sugeriu que pode até alçar um pastor à corte.

Outro destaque é a notícia de que foi marcado para a próxima quinta (8), o julgamento de recurso da Advocacia-Geral da União (AGU) sobre o depoimento por escrito do presidente Jair Bolsonaro no inquérito que apura suposta interferência política na Polícia Federal.

Radar corporativo

Em destaque no noticiário corporativo, o Marfrig comprou a Campo del Tesoro, na Argentina por US$ 4,6 milhões, enquanto a BR Malls e a Multiplan investiram R$ 9 milhões e R$ 18,6 milhões, respectivamente, na Delivery Center.

Maiores altas

Ativo Variação % Valor (R$)
CVCB3 9.2669 15.8
GOLL4 7.5311 18.99
AZUL4 6.7873 25.96
ABEV3 4.9961 13.45
BRKM5 4.5131 22

Maiores baixas

Ativo Variação % Valor (R$)
IRBR3 -16.5318 7.22
MRFG3 -3.7874 14.48
B3SA3 -3.6771 53.7
NTCO3 -3.2686 47.35
BEEF3 -2.9956 11.01

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Também chama atenção o dado divulgado ontem à noite pelo Banco Central sobre o primeiro dia do PIX. Até as 18h30, foram feitos 3,5 milhões de cadastros de chaves no sistema brasileiro de pagamentos instantâneos. Pode influenciar as empresas produtoras de carne a notícia de que o Ministério da Agricultura confirmou a ocorrência de um foco de Peste Suína Clássica (PSC) no Piauí, em um criatório de porcos para subsistência.

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Ibovespa Futuro opera entre perdas e ganhos com expectativa de estímulo nos EUA e reviravolta no Renda Cidadã no radar

ações bolsa gráfico índice mercado (Shutterstock)

SÃO PAULO – O Ibovespa Futuro abre entre perdas e ganhos nesta quinta-feira (1) descolando-se mais uma vez do exterior, que tem um dia de alta impulsionado pelas expectativas de que finalmente democratas e republicanos cheguem a um acordo para o pacote trilionário de estímulos contra os impactos econômicos do coronavírus.

A Câmara de Representantes adiou ontem uma votação do pacote de US$ 2,2 trilhões defendido pelo Partido Democrata com o objetivo de permitir mais diálogo com os republicanos. O presidente americano, Donald Trump, teria aceitado um programa que fosse até maior que US$ 1,5 trilhão, mas consideraria qualquer cifra acima de US$ 2 trilhões um problema grave.

Por aqui, o ministro da Economia, Paulo Guedes, descartou o uso de precatórios para financiar o programa Renda Cidadã, que substituiria o Bolsa Família e entraria no lugar do Auxílio Emergencial. Com isso, as discussões voltam à estaca zero e líderes do Congresso já veem a votação só em 2021.

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Às 09h16 (horário de Brasília), o índice futuro para outubro tinha leve variação negativa de 0,05%, aos 95.010 pontos.

Enquanto isso, o dólar comercial recua 0,44% a R$ 5,615 na compra e a R$ 5,616 na venda. O dólar futuro com vencimento em novembro registrava leves perdas de 0,14%, a R$ 5,606.

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2022 sobe cinco pontos-base a 3,06%, o DI para janeiro de 2023 avança oito pontos-base a 4,53%, o DI para janeiro de 2025 tem alta de nove pontos-base a 6,51% e o DI para janeiro de 2027 registra variação positiva de oito pontos-base a 7,48%.

A pandemia continua a influenciar o sentimento dos investidores, que acompanham de perto o noticiário sobre vacinas. O presidente da farmacêutica Moderna disse que só deve pedir autorização da FDA para uma nova vacina da Covid-19 depois das eleições presidenciais, em novembro, segundo o Financial Times.

Sobre a reforma tributária, a expectativa agora é de que seja adiada para 2021, devido à proximidade das eleições municipais, que reduz a disposição de lideranças políticas para debater mudanças, segundo a Folha de S. Paulo. Além disso, os líderes partidários já sinalizaram que não gostaram da ideia da criação de um imposto sobre pagamentos.

Renda Cidadã

Depois da polêmica gerada em torno das fontes de recursos que seriam usadas para bancar o programa Renda Cidadã, o governo procurou dar uma pausa no assunto. De acordo com o Estadão, membros do governo e a equipe econômica se reuniram na noite de ontem, mas saíram sem falar com a imprensa.

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Até o momento, o governo não formalizou qual será a fórmula para financiar o benefício a partir do ano que vem. Mais cedo, o ministro da Economia, Paulo Guedes, declarou que o governo não usaria dinheiro de precatórios para financiar o Renda Cidadã. Além disso, ele chamou a alternativa de “puxadinho”.

Na segunda-feira 28, o governo anunciou que o programa social seria bancado com recursos reservados para o pagamento dessas dívidas e para o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb).

Sobre a reforma tributária, a expectativa agora é de que seja adiada para 2021, devido à proximidade das eleições municipais, que reduz a disposição de lideranças políticas para debater mudanças, segundo a Folha de S.Paulo. Além disso, os líderes partidários já sinalizaram que não gostaram da ideia da criação de um imposto sobre pagamentos.

O mercado continua a acompanhar a troca de farpas entre o ministro da economia e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Guedes afirmou ontem que há boatos de que Maia fez um acordo com a esquerda para não pautar as privatizações, segundo a Folha de S.Paulo. “Não há razão para interditar as privatizações”, afirmou. Maia rebateu e declarou: “Paulo Guedes está desequilibrado”.

Teto para obras

No noticiário nacional, chama atenção a informação de que o presidente sancionou ontem uma lei que estipula um teto de R$ 100 mil para obras executadas pelo poder público sem licitação durante a pandemia do novo coronavírus. O limite anterior à MP era de R$ 8 mil ou R$ 15 mil, conforme o tipo de obra.

Segundo o Estadão, as regras já estão em vigor desde maio, quando foram editadas pelo governo em uma medida provisória. Com a aprovação no Congresso e a sanção presidencial, o novo limite fica consolidado durante a pandemia e não corre risco de perder validade.

Além disso, o governo vai prorrogar, por mais dois meses, o programa que autoriza empresas a reduzirem proporcionalmente, ou suspenderem, a jornada e o salário dos funcionários, segundo o G1.

O benefício foi instituído com uma medida provisória em abril e, após duas prorrogações, estava mantido até meados de outubro. Com a promessa de mais dois meses, o prazo deve ser levado até 31 de dezembro. Ontem, o IBGE mostrou que a taxa de desemprego atingiu o patamar inédito de 13,8%.

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Outro destaque é a notícia de que o governo federal alterou a finalidade de R$ 7,5 milhões doados especificamente para a compra de testes rápidos da Covid-19. Segundo a Folha, a verba foi repassada para o programa Pátria Voluntária, liderado pela primeira-dama, Michelle Bolsonaro.​

Radar corporativo

No ramo corporativo, chama atenção o anúncio de que a Natura fará uma oferta global de ações que pode somar R$ 6,207 bilhões. A oferta inclui uma emissão pública de distribuição primária com esforços restritos das ações no Brasil e uma oferta pública primária no exterior, sob a forma de ADSs. O objetivo da operação é acelerar o crescimento nos próximos três anos e otimizar a estrutura de capital, acelerando a desalavancagem.

A CVC Corp divulgou, com atraso, os resultados do primeiro trimestre, com prejuízo líquido consolidado de R$ 1,15 bilhão, ante um lucro de R$ 46 milhões (pro forma), no mesmo período do ano anterior. Além disso, deve ser retomado hoje o julgamento de uma ação que questiona a venda de subsidiárias da Petrobras, constituídas a partir do desmembramento da empresa matriz, sem aval do Congresso Nacional. O julgamento começou ontem, no STF.

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Ibovespa cai 3,5% em 2 sessões à espera de definições do Renda Cidadã: o que preocupa tanto os investidores?

(Getty Images)

SÃO PAULO – O Ibovespa fechou em queda nesta terça-feira (29) e acumula baixa de 3,52% nos dois dias desta semana por conta do anúncio do governo sobre como seria financiado o programa Renda Cidadã. A decisão de usar a rolagem de precatórios e o Fundeb para bancar o substituto do Auxílio Emergencial não foi bem recebida pelos investidores e acende o alerta para a saúde fiscal brasileira no futuro.

Por que houve um movimento tão forte de vendas de ações brasileiras e compras de dólares depois deste anúncio?

Rachel de Sá, analista de macroeconomia da XP Investimentos, escreveu em relatório que como os precatórios são despesas obrigatórias oriundas de um instrumento legal previsto na Constituição, de modo que mesmo diante de uma mudança constitucional sobre o momento de seu pagamento, essas dívidas precisarão ser pagas eventualmente.

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“De acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal, os precatórios não pagos serão incorporados à dívida pública. Deste modo, os R$ 38,65 bi de precatórios não pagos em 2021 serão efetivamente ‘empurrados para depois’, e sobre eles incidirão juros. A depender de a proposta ser temporária ou permanente, essa dinâmica se tornaria gradualmente perversa, pesando sobre a já elevada dívida pública”, explica Rachel.

Ou seja, a já preocupante trajetória de aumento do endividamento público do Brasil seria exacerbada pelo uso de precatórios no financiamento de programas sociais.

Além disso, Rachel de Sá avalia que limitar o pagamento de precatórios a 2% da receita corrente líquida elevaria a incerteza jurídica sobre tal instrumento jurídico, que hoje é base de uma relevante indústria de investimentos.

“A União estaria se igualando à situação hoje encontrada em Estados e municípios, cuja deterioração fiscal elevada e a não possibilidade de emissão de dívida levou à limitação do pagamento de maneira similar, elevando a incerteza jurídica sobre o pagamento de tais dívidas.”

Já Júlio Erse, diretor de gestão da Constância Investimentos, destaca que uma das maiores preocupações é com a situação do ministro da Economia, Paulo Guedes.

“A narrativa do Paulo Guedes em relação à austeridade fiscal sempre foi explícita e esse ajuste que flerta com uma goteira no teto é mais um sinal de enfraquecimento do ministro, com repercussões incertas para a permanência dele no cargo”, argumenta.

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Para a equipe de análise da Levante Ideias de Investimento, tanto o uso de recursos do Fundeb quanto dos precatórios, que são despesas extraordinárias, para custear despesas correntes, o governo está se aproximando do passado recente das pedaladas fiscais.

“As duas sugestões aproximam perigosamente o governo de voltar a pedalar o Orçamento, com as consequências bem conhecidas. O excesso de gastos eleva a dívida em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), aumenta a percepção de risco e afasta os investidores internacionais. Isso deprecia o real em relação ao dólar e faz cair os preços das ações.”

Ao mesmo tempo em que eram anunciados os detalhes do Renda Cidadã, o ministro afirmava que a ideia de criar um novo imposto sobre transações digitais aos moldes da CPMF está sendo discutida, mas não há consenso sobre a utilização do instrumento para compensar a desoneração da folha de pagamento.

A equipe de análise do Travelex Bank avalia que o desgaste de Guedes tende a se intensificar, pois, além da reforma, sua tentativa de incluir um novo imposto ficou impossibilitada no momento.

De acordo com Erse, a esperança agora é de que o governo volte atrás. Segundo ele, não seria a primeira vez em que a gestão Bolsonaro faz com que uma notícia não se consolide após a repercussão negativa.

“Isso tudo pode ser reavaliado, é como quando o Bolsonaro disse que não transferiria renda de pobres para paupérrimos.”

Foi justamente essa esperança que fez com que a Bolsa operasse em alta até a hora do almoço hoje. Entretanto, Márcio Bittar (MDB-AC), relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Pacto Federativo, reiterou que Fundeb e precatórios serão usados para financiar o Renda Cidadã. “Falei com o presidente hoje e ele disse que está firme”, disse Bittar.

A confirmação tirou dos investidores essa última possibilidade de alívio, tornando a queda nas cotações dos ativos de renda variável inevitável.

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O Ibovespa hoje fechou em queda de 1,15% a 93.580 pontos com volume financeiro negociado de R$ 23,437 bilhões. Foi o menor patamar de fechamento do benchmark desde 16 de junho, quando o índice encerrou o pregão cotado a 93.531 pontos.

Enquanto isso, o dólar comercial subiu 0,14% a R$ 5,6400 na compra e a R$ 5,6410 na venda. O dólar futuro com vencimento em outubro operava em leve baixa de 0,25% a R$ 5,648 no after-market.

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2022 subiu seis pontos-base a 3,17%, o DI para janeiro de 2023 avançou nove pontos-base a 4,68%, o DI para janeiro de 2025 terminou estável a 6,65% e o DI para janeiro de 2027 registrou variação negativa de três pontos-base a 7,63%.

O dia nas bolsas internacionais foi de leves baixas depois da disparada de ontem. A cautela é motivada pelo primeiro debate presidencial nos Estados Unidos em um momento no qual o mundo chega a um milhão de mortos pelo coronavírus. O republicano Donald Trump e o democrata Joe Biden estarão frente a frente em Cleveland, Ohio às 22h (horário de Brasília).

Ontem à noite, os democratas revelaram um pacote de US$ 2,2 trilhões de estímulos, menor do que o inicialmente proposto, mas acima do que os líderes republicanos ofereceram.

Já na Europa, libra avança em meio a especulações de que as negociações comerciais bem-sucedidas do Brexit poderiam ajudar a proteger Reino Unido de uma ruptura confusa com a União Europeia.

Nova CPMF adiada

Outro tema importante é a criação de um novo impostos sobre pagamentos, nos moldes da antiga CPMF. Até o momento, a ideia não recebeu apoio necessário da base parlamentar do presidente Bolsonaro.

Com isso, segundo a Folha, a entrega da segunda fase da proposta de reforma tributária foi adiada novamente. De acordo com o líder do governo na Câmara, o Executivo só vai apresentar o texto se houver 340 votos favoráveis.

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Além disso, chama atenção a notícia de que a dívida pública federal aumentou 1,56% e chegou a R$ 4,412 trilhões em agosto. Apesar de certos indicadores mostrarem melhora devido a um ambiente externo mais favorável, o Tesouro Nacional afirma que há incerteza de investidores sobre as contas públicas brasileiras. Isso tem limitado os números e pressionado taxas de juros no longo prazo, segundo a Folha.

Sobre a vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), a expectativa é de que Bolsonaro fará uma indicação no último minuto para evitar que o nome escolhido fique exposto a um desgaste público. Isso porque a antecipação da aposentadoria de Celso de Mello gerou pressão de grupos políticos, jurídicos e evangélicos sobre o presidente Bolsonaro, de acordo com o Estadão. No Senado, a expectativa é que a indicação ocorra por volta de 15 de outubro.

Outro foco de atenção são as decisões anunciadas ontem pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) derrubando a proteção ao desmatamento em manguezais e restingas. Logo depois de serem apresentadas, as medidas foram alvos de uma série de questionamentos judiciais, segundo o Estadão.

Radar corporativo

Já na esfera corporativa, a Boa Vista confirmou preço de R$ 12,20 por ação em IPO, no centro da faixa indicativa, em uma oferta que movimentou R$ 2,17 bilhões. A Hapvida anunciou a compra do Grupo Santa Filomena por R$ 45 milhões, enquanto a Vale informou o pagamento de US$ 5 bilhões de suas linhas de crédito rotativo com vencimento em junho de 2022 e dezembro de 2024.

Maiores altas

Ativo Variação % Valor (R$)
WEGE3 3.25966 64.94
LAME4 2.05036 28.37
NTCO3 1.97004 49.69
FLRY3 1.37091 26.62
BRKM5 1.10999 20.04

Maiores baixas

Ativo Variação % Valor (R$)
AZUL4 -7.70713 23.95
GOLL4 -5.7241 16.47
EMBR3 -4.08805 6.1
CVCB3 -4 15.6
RAIL3 -3.77074 19.14

O IRB está preparando uma emissão de debêntures simples, em duas séries, no valor de até R$ 900 milhões. Além disso, a Braskem foi autuada pelo Instituto do Meio Ambiente de Alagoas, enquanto a CCR e a EzTec vão pagar dividendos.

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Relator do Orçamento reitera plano de precatório para Renda Cidadã, que deve ficar acima de R$ 200 e abaixo de R$ 300

Marcio Bittar (Foto: Jefferson-Rudy-Agência-Senado)

O relator do Orçamento de 2021, senador Márcio Bittar (MDB-AC), afirmou nesta terça-feira, 29, que o valor do benefício do programa Renda Cidadã ainda não foi definido, mas deve ficar acima de R$ 200 e abaixo de R$ 300, pelo menos no primeiro ano. Ele também rebateu críticas à fonte de financiamento do Renda Cidadã, em entrevista à GloboNews.

Segundo o senador, a proposta é colocar o novo programa de renda mínima dentro da PEC Emergencial, o que, segundo ele, indica o compromisso do governo com a agenda liberal e conservadora com a qual o presidente Jair Bolsonaro se elegeu. “A proposta é colocar o programa Renda Cidadã na PEC Emergencial, a Proposta de Emenda Constitucional dos gatilhos. Isso é fundamental porque é um sinal claro de que o governo e as lideranças estão atentas à retomada da agenda”, disse. “A PEC emergencial é um instrumento que aciona gatilhos. É dura e necessária”, disse.

O senador classificou como “menos danosa” a nova ideia sobre como financiar a perpetuação do auxílio emergencial, criado para apoiar brasileiros sem renda durante a pandemia e que induziu aumento da popularidade de Bolsonaro, especialmente nas regiões Norte e Nordeste.

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“Chegamos a uma conta do possível e do menos danoso. O presidente colocou baliza de que não iria tirar do pobre para dar ao miserável. Então, vamos chegando naquilo, retirar recursos dos precatórios e também do Fundeb, que é possível. A reação foi extremamente positiva entre os líderes no Congresso. A resposta positiva foi praticamente unanimidade”, disse Bittar.

Leia também: Bolsonaro reage a críticas ao Renda Cidadã e cobra sugestões do mercado: “Se o Brasil for mal, todo mundo vai mal”

Bittar argumentou que a proposta do governo de utilizar os recursos alocados para pagamento dos precatórios não é algo novo. Esse mecanismo já é feito por municípios e Estados, entre eles São Paulo, como fez questão de mencionar o senador. O parlamentar disse que proporcionalmente a União irá comprometer menos recursos dos precatórios do que já fazem os outros entes federativos. “Estamos propondo que União pague 2% da receita corrente líquida, o que representa um terço do total com precatórios. O porcentual de Estados e municípios é 1,5%. Nós vamos pagar 2% e estamos criando um programa para atender milhões de brasileiros”, afirmou.

A ideia é que, ao longo do tempo, menos brasileiros necessitem do auxílio e sejam beneficiários. “O novo programa vai modernizar o Bolsa Família”, avaliou Bittar. Segundo ele, o Renda Cidadã vai criar uma série de “gatilhos” que incentivarão a pessoa a “querer” um emprego com carteira assinada. “Hoje, quem tem o Bolsa Família tem medo de sair do programa”, disse.

Crivo de Guedes

Márcio Bittar disse, ainda, que a proposta passou pelo crivo do ministro da Economia, Paulo Guedes. “Jamais proporia se não tivesse passado pelo crivo e pela criatividade do ministro Paulo Guedes”, afirmou, na entrevista.

Bittar buscou esclarecer que a nova ideia, considerada “pedalada fiscal” por alguns críticos, não é dele. Segundo ele, é resultado de reuniões com o líder do governo Ricardo Barros (PP-PR).

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Bittar afirmou ainda que ele, pelo respeito e admiração que diz ter por Guedes, assinaria a proposta original do titular do Ministério da Economia. “Mas não adiantaria. Se percebeu que não seria aprovada. Não adiantava eu apresentar a proposta original dele. No dia, seria um tumulto e, no outro, eu seria ignorado. Eu apresentaria alguma coisa que ninguém ia levar a sério, que não ia andar”, disse. “Tinha de chegar algo possível e que tivesse chance de ser aprovado.”

O senador explicou que foi apenas uma brincadeira a sua declaração de que o “deus teto”, referindo-se ao teto constitucional para os gastos públicos, é “reverenciado pelo ‘tal mercado’”. “Fiz a brincadeira apenas para chamar atenção de uma parte da crítica que acha ser um ‘sacrilégio’ que a verba para esse programa pudesse ser ‘extra teto’. Eles dizem que isso seria uma ‘heresia’”, afirmou Bittar.

O senador enfatizou que a inclusão do programa Renda Cidadã na PEC Emergencial é um sinal claro do compromisso do governo com a agenda liberal com a qual o presidente Jair Bolsonaro foi eleito. “Retomar a agenda é fundamental, se dependesse de mim, os Correios já estavam privatizados”, afirmou. O parlamentar também disse que, assim como aconteceu com a reforma da Previdência, o governo vai explicar à sociedade que não há outra alternativa a ser adotada.

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Ibovespa volta a cair em meio à polêmica do Renda Cidadã; dólar sobe a R$ 5,65

ações promissoras (alexsl/Getty Images)

SÃO PAULO – O Ibovespa engatou queda nesta terça-feira (29) depois de chegar a operar em alta com o compromisso do presidente Jair Bolsonaro com a responsabilidade fiscal e o teto de gastos, porém a tese de enfraquecimento da pauta liberal no governo ganhou força enquanto investidores digerem as notícias.

As notícias que animavam o mercado de manhã de que a equipe econômica pensa em revisar o plano de financiamento do programa Renda Cidadã perderam força depois de Márcio Bittar (MDB-AC), relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Pacto Federativo, reiterar que Fundeb e precatórios serão usados para financiar o Renda Cidadã. “Falei com o presidente hoje e ele disse que está firme”, disse Bittar.

A decisão de financiar o substituto do Auxílio Emergencial com esses recursos soou como pedalada fiscal e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) já taxou a ideia de inconstitucional. No pregão de ontem, a Bolsa desabou com o anúncio da ideia.

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No Tribunal de Contas da União (TCU) e no Congresso, as duas propostas do governo foram vistas como uma forma de “contabilidade criativa”, mesma estratégia usada pelo governo Dilma Rousseff para melhorar o resultado fiscal do país, segundo a Folha de S.Paulo.

Também foi mal vista a falta de clareza sobre a criação de um novo imposto sobre transações financeiras digitais aos moldes da CPMF. O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que a ideia está sendo discutida, mas não há consenso sobre a utilização do instrumento para compensar a desoneração da folha de pagamento.

A equipe de análise do Travelex Bank avalia que o desgaste de Guedes tende a se intensificar, pois além da reforma sua tentativa de incluir um novo imposto ficou impossibilitada no momento.

Já as bolsas internacionais hoje operam com leves baixas depois da disparada de ontem. A cautela é motivada pelo primeiro debate presidencial nos Estados Unidos em um momento no qual o mundo chega a um milhão de mortos pelo coronavírus. O republicano Donald Trump e o democrata Joe Biden estarão frente a frente em Cleveland, Ohio às 22h (horário de Brasília).

Às 13h54 o Ibovespa tinha leve queda de 0,87%, aos 93.838 pontos.

Enquanto isso, o dólar comercial sobe 0,3% a R$ 5,649 na compra e a R$ 5,65 na venda. O dólar futuro com vencimento em outubro operava em leve baixa de 0,31% a R$ 5,644.

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No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2022 sobe quatro pontos-base a 3,15%, o DI para janeiro de 2023 avança sete pontos-base a 4,65%, o DI para janeiro de 2025 vira para queda de dois pontos-base a 6,63% e o DI para janeiro de 2027 registra variação negativa de três pontos-base a 7,63%.

A expectativa no exterior também cai sobre o estímulo à economia dos Estados Unidos influencia os investidores. Ontem à noite, os democratas revelaram um pacote de US$ 2,2 trilhões de estímulos, menor do que o inicialmente proposto, mas acima do que os líderes republicanos ofereceram.

Já na Europa, libra avança em meio a especulações de que as negociações comerciais bem-sucedidas do Brexit poderiam ajudar a proteger Reino Unido de uma ruptura confusa com a União Europeia.

Polêmica do Renda Cidadã

Os investidores vão seguir acompanhando os passos do governo federal, depois de um dia de forte turbulência nos mercados. O anúncio das medidas para financiar o novo programa social do governo, chamado de Renda Cidadã, caiu tão mal no mercado financeiro que os assessores próximos do presidente Jair Bolsonaro começaram a defender uma mudança, de acordo com o G1. A ideia seria abandonar a rolagem de precatórios para bancar o novo programa social, segundo o portal.

A proposta de rolar o pagamento dos precatórios foi criticada por várias frentes da sociedade. Mesmo sem a trava, esse estoque de dívida relativo a estas decisões judiciais já supera R$ 70 bilhões, segundo a Folha. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) divulgou uma nota dizendo que adiar o pagamento de precatórios é inconstitucional.

A ideia de usar recursos do fundo para educação básica (Fundeb) também desagradou. Entidades como a Rede Brasileira de Renda Básica e o Todos pela Educação alertaram que ideia é inconstitucional, segundo o Estadão.

No Tribunal de Contas da União (TCU) e no Congresso, as duas propostas do governo foram vistas como uma forma de “contabilidade criativa”, mesma estratégia usada pelo governo Dilma Rousseff para melhorar o resultado fiscal do país, segundo a Folha de S.Paulo.

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Entre os auxiliares do ministro Paulo Guedes (Economia), a solução também foi vista como uma “pedalada”, de acordo com o jornal. Auxiliares do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e líderes da oposição fizeram a mesma crítica.

Ontem, a reação foi tão negativa que o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR) fez uma teleconferência com participantes do mercado financeiro para entender a leitura do mercado, segundo o Valor Econômico. O índice Ibovespa foi para baixo de 95 mil pontos, enquanto o dólar subiu a R$ 5,63, e a curva de juros futuros se estressou.

De acordo com o Estadão, limitar o pagamento dos precatórios a 2% da receita corrente líquida pode liberar até R$ 40 bilhões para o novo programa social do governo, o Renda Cidadã, segundo cálculos de técnicos do Legislativo. No entanto, o jornal mostrou que proposta semelhante já foi declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Nova CPMF adiada

Outro tema importante é a criação de um novo impostos sobre pagamentos, nos moldes da antiga CPMF. Até o momento, a ideia não recebeu apoio necessário da base parlamentar do presidente Bolsonaro.

Com isso, segundo a Folha, a entrega da segunda fase da proposta de reforma tributária foi adiada novamente. De acordo com o líder do governo na Câmara, o Executivo só vai apresentar o texto se houver 340 votos favoráveis.

Além disso, chama atenção a notícia de que a dívida pública federal aumentou 1,56% e chegou a R$ 4,412 trilhões em agosto. Apesar de certos indicadores mostrarem melhora devido a um ambiente externo mais favorável, o Tesouro Nacional afirma que há incerteza de investidores sobre as contas públicas brasileiras. Isso tem limitado os números e pressionado taxas de juros no longo prazo, segundo a Folha.

Sobre a vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), a expectativa é de que Bolsonaro fará uma indicação no último minuto para evitar que o nome escolhido fique exposto a um desgaste público. Isso porque a antecipação da aposentadoria de Celso de Mello gerou pressão de grupos políticos, jurídicos e evangélicos sobre o presidente Bolsonaro, de acordo com o Estadão. No Senado, a expectativa é que a indicação ocorra por volta de 15 de outubro.

Outro foco de atenção são as decisões anunciadas ontem pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) derrubando a proteção ao desmatamento em manguezais e restingas. Logo depois de serem apresentadas, as medidas foram alvos de uma série de questionamentos judiciais, segundo o Estadão.

Radar corporativo

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Já na esfera corporativa, a Boa Vista confirmou preço de R$ 12,20 por ação em IPO, no centro da faixa indicativa, em uma oferta que movimentou R$ 2,17 bilhões. A Hapvida anunciou a compra do Grupo Santa Filomena por R$ 45 milhões, enquanto a Vale informou o pagamento de US$ 5 bilhões de suas linhas de crédito rotativo com vencimento em junho de 2022 e dezembro de 2024.

O IRB está preparando uma emissão de debêntures simples, em duas séries, no valor de até R$ 900 milhões. Além disso, a Braskem foi autuada pelo Instituto do Meio Ambiente de Alagoas, enquanto a CCR e a EzTec vão pagar dividendos.

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Ibovespa Futuro sobe após forte queda da véspera, mas temor fiscal limita ganhos

SÃO PAULO – O Ibovespa Futuro registra leve alta nesta terça-feira (29) com uma recuperação das vendas registradas na véspera, mas ainda limitada pela persistência da decepção dos investidores por conta do anúncio do programa Renda Cidadã pelo governo.

A decisão de financiar o substituto do Auxílio Emergencial com recursos do pagamento de precatórios e do Fundeb soou como pedalada fiscal e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) já taxou a ideia de inconstitucional.

No Tribunal de Contas da União (TCU) e no Congresso, as duas propostas do governo foram vistas como uma forma de “contabilidade criativa”, mesma estratégia usada pelo governo Dilma Rousseff para melhorar o resultado fiscal do país, segundo a Folha de S.Paulo.

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Também foi mal vista a falta de clareza sobre a criação de um novo imposto sobre transações financeiras digitais aos moldes da CPMF. O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que a ideia está sendo discutida, mas não há consenso sobre a utilização do instrumento para compensar a desoneração da folha de pagamento.

Já as bolsas internacionais hoje operam com leves baixas depois da disparada de ontem. A cautela é motivada pelo primeiro debate presidencial nos Estados Unidos em um momento no qual o mundo chega a um milhão de mortos pelo coronavírus.

Às 09h18 (horário de Brasília), o índice futuro para outubro tinha leve alta de 0,47%, aos 94.940 pontos.

Enquanto isso, o dólar futuro com o mesmo mês de vencimento registrava queda de 0,36%, a R$ 5,641.

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2022 sobe três pontos-base a 3,14%, o DI para janeiro de 2023 avança sete pontos-base a 4,65%, o DI para janeiro de 2025 tem alta de seis pontos-base a 6,71% e o DI para janeiro de 2027 registra variação positiva de seis pontos-base a 7,71%.

A expectativa no exterior também cai sobre o estímulo à economia dos Estados Unidos influencia os investidores. Ontem à noite, os democratas revelaram um pacote de US$ 2,2 trilhões de estímulos, menor do que o inicialmente proposto, mas acima do que os líderes republicanos ofereceram.

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Polêmica do Renda Cidadã

Os investidores vão seguir acompanhando os passos do governo federal, depois de um dia de forte turbulência nos mercados. O anúncio das medidas para financiar o novo programa social do governo, chamado de Renda Cidadã, caiu tão mal no mercado financeiro que os assessores próximos do presidente Jair Bolsonaro começaram a defender uma mudança, de acordo com o G1. A ideia seria abandonar a rolagem de precatórios para bancar o novo programa social, segundo o portal.

A proposta de rolar o pagamento dos precatórios foi criticada por várias frentes da sociedade. Mesmo sem a trava, esse estoque de dívida relativo a estas decisões judiciais já supera R$ 70 bilhões, segundo a Folha. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) divulgou uma nota dizendo que adiar o pagamento de precatórios é inconstitucional.

A ideia de usar recursos do fundo para educação básica (Fundeb) também desagradou. Entidades como a Rede Brasileira de Renda Básica e o Todos pela Educação alertaram que ideia é inconstitucional, segundo o Estadão.

No Tribunal de Contas da União (TCU) e no Congresso, as duas propostas do governo foram vistas como uma forma de “contabilidade criativa”, mesma estratégia usada pelo governo Dilma Rousseff para melhorar o resultado fiscal do país, segundo a Folha de S.Paulo.

Entre os auxiliares do ministro Paulo Guedes (Economia), a solução também foi vista como uma “pedalada”, de acordo com o jornal. Auxiliares do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e líderes da oposição fizeram a mesma crítica.

Ontem, a reação foi tão negativa que o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR) fez uma teleconferência com participantes do mercado financeiro para entender a leitura do mercado, segundo o Valor Econômico. O índice Ibovespa foi para baixo de 95 mil pontos, enquanto o dólar subiu a R$ 5,63, e a curva de juros futuros se estressou.

De acordo com o Estadão, limitar o pagamento dos precatórios a 2% da receita corrente líquida pode liberar até R$ 40 bilhões para o novo programa social do governo, o Renda Cidadã, segundo cálculos de técnicos do Legislativo. No entanto, o jornal mostrou que proposta semelhante já foi declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Nova CPMF adiada

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Outro tema importante é a criação de um novo impostos sobre pagamentos, nos moldes da antiga CPMF. Até o momento, a ideia não recebeu apoio necessário da base parlamentar do presidente Bolsonaro.

Com isso, segundo a Folha, a entrega da segunda fase da proposta de reforma tributária foi adiada novamente. De acordo com o líder do governo na Câmara, o Executivo só vai apresentar o texto se houver 340 votos favoráveis.

Além disso, chama atenção a notícia de que a dívida pública federal aumentou 1,56% e chegou a R$ 4,412 trilhões em agosto. Apesar de certos indicadores mostrarem melhora devido a um ambiente externo mais favorável, o Tesouro Nacional afirma que há incerteza de investidores sobre as contas públicas brasileiras. Isso tem limitado os números e pressionado taxas de juros no longo prazo, segundo a Folha.

Sobre a vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), a expectativa é de que Bolsonaro fará uma indicação no último minuto para evitar que o nome escolhido fique exposto a um desgaste público. Isso porque a antecipação da aposentadoria de Celso de Mello gerou pressão de grupos políticos, jurídicos e evangélicos sobre o presidente Bolsonaro, de acordo com o Estadão. No Senado, a expectativa é que a indicação ocorra por volta de 15 de outubro.

Outro foco de atenção são as decisões anunciadas ontem pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) derrubando a proteção ao desmatamento em manguezais e restingas. Logo depois de serem apresentadas, as medidas foram alvos de uma série de questionamentos judiciais, segundo o Estadão.

Radar corporativo

Já na esfera corporativa, a Boa Vista confirmou preço de R$ 12,20 por ação em IPO, no centro da faixa indicativa, em uma oferta que movimentou R$ 2,17 bilhões. A Hapvida anunciou a compra do Grupo Santa Filomena por R$ 45 milhões, enquanto a Vale informou o pagamento de US$ 5 bilhões de suas linhas de crédito rotativo com vencimento em junho de 2022 e dezembro de 2024.

O IRB está preparando uma emissão de debêntures simples, em duas séries, no valor de até R$ 900 milhões. Além disso, a Braskem foi autuada pelo Instituto do Meio Ambiente de Alagoas, enquanto a CCR e a EzTec vão pagar dividendos.

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TCU, Congresso e mercado veem drible a teto e “pedalada” em Renda Cidadã

Várias notas de cem reais na mão de uma pessoa que não aparece na foto. (Shutterstock)

A proposta do governo de financiar o novo programa social, chamado Renda Cidadã, com recursos hoje carimbados para o pagamento de precatórios (valores devidos após sentença definitiva na Justiça) e o Fundeb está sendo vista como uma “pedalada fiscal” por apenas adiar dívidas já consideradas líquidas e certas e ainda driblar o teto de gastos, que limita o avanço das despesas à inflação.

O anúncio, feito após reunião do presidente Jair Bolsonaro, ministros e lideranças no Palácio da Alvorada, acentuou a desconfiança do mercado financeiro sobre o compromisso do governo com o controle das contas públicas.

A divulgação da proposta, que não trouxe nenhum corte efetivo de outras despesas no Orçamento, azedou o humor dos investidores e resultou na disparada do dólar (alta de 1,44% fechando a R$ 5,63) e dos juros futuros, além de a Bolsa ter despencado (queda de 2,41%).

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O Banco Central precisou queimar suas reservas para tentar conter o avanço da moeda dos EUA. A turbulência vem num momento em que a dívida do País se aproxima a 100% do PIB e precisa ser refinanciada num prazo cada vez mais curto.

Relator do Pacto Federativo e do Orçamento de 2021, o senador Marcio Bittar (MDB-AC) disse que a intenção é garantir pelo menos R$ 30 bilhões adicionais para o novo programa, além dos R$ 35 bilhões já garantidos para o Bolsa Família.

Hoje, o valor médio do benefício do Bolsa Família é em torno de R$ 193. Auxiliares do presidente Jair Bolsonaro disseram que a ideia é que o Renda Cidadã tenha um benefício médio 50% superior ao do que é pago no programa criado na gestão petista (algo em torno de R$ 290).

Ex-secretário do Tesouro Nacional, Carlos Kawall, diretor do Asa Investments, avaliou que o adiamento dos precatórios é uma “pedalada fiscal”, uma vez que a dívida não paga continua existindo. “Tem gente dizendo que é pedalada ( o adiamento de pagamento dos precatórios). É pedalada. Mas é pior do que isso, é calote. Se há dinheiro, mas não pago a dívida na data combinada para abrir mais espaço para gastar, lá na frente, pode fazer isso de novo e não pagar nunca”, disse.

Truque

O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Bruno Dantas, disse que usar dinheiro reservado para o pagamento de precatórios “parece truque para esconder fuga do teto de gastos” ao reduzir a despesa primária de “forma artificial” porque a dívida não desaparece, apenas é rolada para o ano seguinte. “Em vez do teto estimular economia, estimulou a criatividade”, criticou no Twitter.

Segundo cálculos da Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado, o governo pode “poupar” R$ 38,65 bilhões dos R$ 55 bilhões previstos originalmente para 2021 com a nova fórmula de pagamento dos precatórios, que destinaria 2% da receita corrente líquida a esse fim. Esse valor poderia ser direcionado ao novo programa social. Mas o diretor executivo da IFI, Felipe Salto, alerta que a medida apenas “empurra com a barriga” o valor que o governo federal deve aos seus credores, que vão desde beneficiários da Previdência Social até empresas credoras da União. “Precatório é despesa obrigatória, fruto de decisão judicial. Fixar limites para o seu pagamento significa escolher pagar a alguns dos credores da União”, diz Salto.

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A proposta de limitar o pagamento de precatórios a 2% da receita corrente líquida já foi declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que analisou regime especial aprovado pelo Congresso para Estados e municípios saldarem suas dívidas com os credores. A análise da Corte é que a medida fere cláusulas pétreas da Constituição como a de garantia de acesso à Justiça, a independência entre os Poderes e a proteção à coisa julgada.

Com a recepção negativa dos investidores, durante a tarde, o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), se reuniu virtualmente com dezenas de economistas das principais empresas de investimentos e bancos, entre eles Itaú, XP Investimentos, Garde Investimentos, mas não os convenceu.

O líder do governo no Senado, Fernando Bezerra (MDB-PE), defendeu a medida e afirmou que é “equivocado dizer que é pedalada”.

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Ibovespa se descola do exterior e fecha em queda de 2,4% no seu menor patamar desde junho após decepção na política

SÃO PAULO – O Ibovespa se descolou do exterior e fechou em forte queda nesta segunda-feira (28), atingindo seu menor patamar desde junho após o governo divulgar a proposta de financiamento para o programa Renda Cidadã.

A solução foi restringir o que é destinado ao pagamento de precatórios por parte da União. A ideia é estabelecer um limite de 2% das receitas correntes líquidas para pagar precatórios e agregar o restante ao montante já previsto para o Bolsa Família.

No Projeto de Lei Orçamentária Anual de 2021, o governo reservou R$ 34,8 bilhões para o programa, um aumento de 18% em comparação com os valores previstos para este ano.

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Segundo análise da XP Política, a mudança do texto constitucional para permitir o financiamento do Renda Cidadã com a rolagem dos pagamentos de precatórios é possível via Proposta de Emenda à Constituição (PEC), mas pode haver resistência do Supremo Tribunal Federal (STF) apoiada nos princípios de validade das determinações judiciais e insegurança jurídica.

Hoje, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que o Brasil é um País que precisa criar emprego em massa e sinalizou que a decisão sobre bancar a desoneração da folha de pagamentos ainda não foi tomada.

“Continuamos estudando esse capítulo particularmente na reforma tributária”, disse. “Temos a nossa proposta praticamente pronta e agora é a política que dá o timing.” Guedes defendeu ainda que o Renda Cidadã respeitará o teto de gastos.

O mercado esperava que já houvesse consenso para entregar a segunda parte da reforma tributária.

Em meio a tantas incertezas políticas, o Ibovespa fechou em queda de 2,41% a 94.666 pontos com volume financeiro negociado de R$ 27,342 bilhões.

Foi o menor patamar de fechamento do índice desde 26 de junho, quando o benchmark encerrou a sessão cotado a 93.834 pontos. Foi também a maior queda diária do Ibovespa desde 10 de setembro, dia em que a Bolsa caiu 2,43%.

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O movimento aqui foi completamente descolado dos índices internacionais. As bolsas europeias avançaram puxadas por bancos, que se recuperam depois de desabarem na semana passada em meio ao escândalo revelado por consórcio internacional de jornalistas de que estariam negligenciando práticas de prevenção à lavagem de dinheiro e permitiram a transferência de US$ 2 trilhões de origens suspeitas.

Entre as instituições financeiras globais, o HSBC foi quem mais atraiu compras hoje após a seguradora China Ping An anunciar que aumentará sua participação no banco. As ações do HSBC dispararam 10,22% na Bolsa de Londres.

O exterior se animou ainda com os sinais de aceleração da retomada da economia chinesa, com crescimento nos lucros das empresas industriais. No final de semana, o National Bureau of Statistics da China informou que o lucro da indústria local cresceu 19,1% em agosto.

Os lucros das empresas industriais da China cresceram impulsionados em parte pela recuperação nos preços de commodities e fabricação de equipamentos, informou no domingo a agência de estatísticas. A recuperação da China vem ganhando força uma vez que a demanda reprimida, o estímulo do governo e exportações surpreendentemente resilientes impulsionam a recuperação.

Nos Estados Unidos, o destaque ficou para as empresas de alta tecnologia, que registraram mais um dia de alta depois de caírem forte por diversas sessões nas três semanas anteriores. Os investidores americanos monitoram as negociações entre democratas e republicanos para o pacote de estímulos contra os impactos econômicos do coronavírus.

A presidente da Câmara dos Deputados dos EUA, Nancy Pelosi, do Partido Democrata, disse que há uma chance de que ela e o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, cheguem a um acordo antes da eleição presidencial de 3 de novembro.

Também nos EUA, um relatório do jornal The New York Times aponta que o presidente americano, Donald Trump, pagou apenas US$ 750 em imposto de renda nos EUA entre 2016 e 2017. Trump respondeu que a história é “completamente falsa”.

Os índices Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq subiram 1,51%, 1,61% e 1,87% respectivamente.

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Enquanto isso, o dólar comercial subiu 1,48% a R$ 5,635 na compra e a R$ 5,636 na venda. O dólar futuro com vencimento em outubro registrava ganhos de 1,22%, a R$ 5,631 no after-market.

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2022 subiu 23 pontos-base a 3,07%, o DI para janeiro de 2023 avançou 34 pontos-base a 4,57%, o DI para janeiro de 2025 teve alta de 41 pontos-base a 6,62% e o DI para janeiro de 2027 registrou forte variação positiva de 42 pontos-base a 7,62%.

Entre os indicadores, a mediana das projeções dos economistas do mercado financeiro para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2020 oscilaram de queda de 5,05% na semana passada para retração de 5,04% esta semana, mostrou o Relatório Focus do Banco Central. Para 2021, a previsão segue em crescimento de 3,5% do PIB.

Já em relação ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) as projeções foram elevadas de 1,99% para 2,05% em 2020. A expectativa para 2021 ficou em 3,01%.

A previsão para o dólar ao fim do ano se manteve em R$ 5,25 e para o fim de 2021 também continuou em R$ 5,00.

Por fim, as estimativas para a taxa básica de juros, Selic, mantiveram-se em 2,00% ao ano para 2020 e em 2,50% ao ano para 2021.

Chama atenção a notícia de que os governos estaduais deflagraram uma articulação junto ao Congresso Nacional para incluir na reforma tributária dois fundos bilionários de compensação para os Estados e municípios.

A estratégia é tentar contornar a resistência da equipe econômica a esses repasses, que somariam R$ 485 bilhões em dez anos, segundo O Estado de S.Paulo.

Portaria de Aras

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Uma notícia que repercutiu no final de semana foi sobre o pagamento de uma gratificação a procuradores que acumulam mais de um ofício. Em mensagem enviada em 14 de setembro a todos os integrantes do Ministério Público Federal, o procurador-geral Augusto Aras informou ter assinado portaria que estabelece critérios para procuradores receberem um benefício por acúmulo de função.

Segundo o Estadão, o valor estipulado para a gratificação é de um terço do salário de R$ 33,6 mil fixado para os cargos de entrada dos procuradores no órgão. Caso seja adotada, a gratificação pode elevar o número de membros do MPF que recebem o benefício para até 70% do total.

Os senadores receberam aval de Paulo Guedes para uma terceira fase do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe), formulado para socorrer pequenos negócios durante a crise da covid-19. Segundo o Estadão, o programa de financiamento terá mais R$ 10 bilhões neste ano. Apesar disso, congressistas ligados ao setor pedem mais e querem que o programa se torne permanente.

Outro destaque de hoje deve ser a reunião do presidente Bolsonaro com o ministro da Secretaria Geral da Presidência da República, Jorge Oliveira. Segundo a CNN Brasil, eles vão conversar sobre a vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) aberta pela saída do ministro Celso de Mello.

A antecipação da aposentadoria do decano da corte era uma possibilidade, mas o presidente não acreditava que iria ocorrer, de acordo com auxiliares ouvidos pela CNN. O presidente retornou para Brasília, neste sábado, após cirurgia em São Paulo.

Além disso, começou ontem a campanha eleitoral para os cargos de prefeito, vice-prefeito e vereador. Os candidatos estão liberados para a pedir votos e divulgar propostas nas ruas, na internet e na imprensa escrita. Já a propaganda gratuita em rádio e televisão do primeiro turno – marcado para 15 de novembro – será veiculada de 9 de outubro a 12 de novembro, segundo a Agência Brasil.

Radar corporativo

No noticiário corporativo, a Invepar teve seus ratings rebaixados pela S&P Global Ratings, enquanto a BR Distribuidora decidiu pagar dividendos em 30 de setembro. Já a CCR viu aumento de 2,8% no tráfego total de suas rodovias entre 18 e 24 de setembro deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado.

Maiores altas

Ativo Variação % Valor (R$)
EMBR3 3.92157 6.36
SANB11 2.09559 27.77
IRBR3 0.83682 7.23
BBAS3 0.69307 30.51
GGBR4 0.14627 20.54

Maiores baixas

Ativo Variação % Valor (R$)
BEEF3 -5.43933 11.3
YDUQ3 -5.34778 27.08
GNDI3 -5.20095 64.16
UGPA3 -5.00472 20.12
MRVE3 -4.84848 15.7

A Engie Brasil informou que a subsidiária Usina Termelétrica Pampa Sul pediu registro de oferta pública de distribuição de 582 mil debêntures simples, que somarão R$ 582 milhões. Além disso, o leilão de privatização da elétrica CEB Distribuição (CEB-D), responsável pelo fornecimento no Distrito Federal, deverá ter preço mínimo de R$ 1,42 bilhão pela totalidade das ações da companhia.

(Com Reuters e Bloomberg)

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