Maia aponta privatização da Sabesp como prioridade como novo secretário de SP; ações disparam

(Marcelo Camargo/Ag. Brasil)

SÃO PAULO – Novo integrante da gestão João Doria (PSDB), o ex-presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia (sem partido) tomou posse como secretário de Projetos e Ações Estratégicas do governo de São Paulo nesta sexta-feira (20) e disse que uma das prioridades de sua gestão é organizar a concessão ou privatização da Sabesp.

“Acho que é uma coisa simbólica [a privatização da Sabesp]. Organizar a privatização, a concessão, deixar isso organizado até o final da minha gestão junto com o governador Doria e o vice-governador Rodrigo Garcia será uma marca importante da minha gestão”, afirmou em resposta a jornalistas.

Após a fala, a ação da Sabesp passou a disparar, chegando a saltar 14,80%, a R$ 37,85. Às 11h38 (horário de Brasília), o ativo disparava 12,86%, a R$ 37,21.

Na breve coletiva de imprensa após tomar posse, Maia afirmou estar “começando a estudar a pasta”. Ele teve uma reunião mais cedo com o vice-governador Rodrigo Garcia (PSDB), na qual disse que “o único tema tratado” foi a desestatização da companhia.

O governador João Doria afirmou que o novo secretário atuará para acelerar os programas de privatizações, concessões, desestatizações no estado, usando de sua experiência parlamentar e dos relacionamentos construídos com empresários e investidores nacionais e internacionais.

“O deputado Rodrigo Maia acumulou, ao longo dos anos, um extraordinária experiência na interpretação de legislação, na vocação liberal, que sempre o moveu em seus mandatos, nos seus pronunciamentos e na sua interlocução com os setores econômicos no Brasil e no exterior”, disse.

Simbologia

Do ponto de vista político, a nomeação de Rodrigo Maia para o cargo de secretário de Projetos e Ações Estratégicas do governo de São Paulo é carregado de simbologia.

No caso de Doria, trata-se de mais um esforço pela nacionalização de seu nome de olho na corrida presidencial de 2022 em um momento de dificuldades para crescer nas pesquisas.

Com um secretariado repleto de ex-ministros – casos de Henrique Meirelles (Fazenda), Alexandre Baldy (Transportes Metropolitanos) e Sérgio Sá Leitão (Cultura) – e figuras políticas de outros estados, o governador tenta dar um ar nacional e plural à sua gestão.

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O movimento também ocorre em meio à disputa de diversos nomes da política pelo selo de candidato do “centro” nas próximas eleições para o Palácio do Planalto. No ninho tucano, Doria tenta superar figuras como Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul, e o senador Tasso Jereissati (CE).

Ao trazer Maia com um foco especial na pauta das privatizações, há também um esforço de Doria em recuperar a imagem de político liberal no momento em que os compromissos fiscais do governo Jair Bolsonaro são colocados em xeque pelo mercado.

Durante a cerimônia, Doria colocou São Paulo como “o estado que mais desestatiza no Brasil” e provocou: “um governo liberal promete e cumpre”.

Já Rodrigo Maia, que perdeu enorme capital político ao não conseguir fazer o sucessor na disputa pelo comando da Câmara dos Deputados, embarca cedo na campanha presidencial do governador. Na posse, ele foi enfático na defesa do nome de Doria contra a possível ida de Bolsonaro ao segundo turno.

“Minha sinalização clara, é que está na hora de a gente parar de brincar de fazer política e compreender que o natural é a gente fortalecer um projeto no nosso campo… E temos um nome que tem todas as condições de liderar esse processo, que é o nome do governador João Doria. Minha sinalização política está dada”, disse.

“Está na hora de todos aqueles que falam em independência ao governo federal, da necessidade de mudar, tenham a responsabilidade de deixar claro que precisamos construir um caminho. Não teremos cinco caminhos, teremos um caminho”, continuou.

O novo secretário do governo paulista descartou a possibilidade de mudança de domicílio eleitoral ou de compor a vice em uma chapa presidencial e disse que deve disputar o cargo de deputado federal nas próximas eleições.

Seu movimento, além de fortalecer Doria, poderá auxiliar nas articulações políticas no campo do “centro”, agregando figuras relevantes deste espectro político no Rio de Janeiro. “Meu projeto no Rio é 100% vinculado ao prefeito Eduardo Paes”, destacou.

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Ibovespa fecha em queda nesta sexta, mas registra 7ª semana consecutiva de ganhos; dólar sobe a R$ 5,08

ações bolsa gráfico índices mercado trader alta (Shutterstock)

SÃO PAULO – O Ibovespa fechou em queda nesta sexta-feira (18), mas não apagou a alta de 2,51% na semana, provocada pelo rali das ações de Vale (VALE3) e siderúrgicas em meio à disparada na cotação do minério de ferro, e também pelo início da vacinação nos Estados Unidos e expectativas de estímulos nesse mesmo país.

Já nesta sexta, a sessão foi de muita volatilidade. O índice abriu em alta, zerou ganhos, voltou a subir com mais força e na última hora de negociação virou para queda, pressionado pela piora no desempenho das bolsas americanas e pelo aumento nas tensões entre o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e o governo.

No caso do ambiente externo, as negociações entre republicanos e democratas para um pacote de US$ 900 bilhões em estímulos seguem, mas o investidor já está impaciente com a demora em um acordo.

O líder da maioria republicana no Senado americano, Mitch McConnell, disse ontem que um acordo “bipartidário e bicameral está prestes a acontecer” e hoje ele afirmou que as negociações “seguem produtivas” e que está mais otimista hoje do que estava no dia anterior. O problema é que o fim do ano se aproxima e os frequentes adiamentos em um acordo, que já duram meses, trazem desconfiança.

Por aqui, Maia chamou Bolsonaro de mentiroso e falou em articulação de “bolsominions” para desmoralizar adversários.

“Mais um episódio ocorrido ontem quando, infelizmente, o presidente da República mentiu em relação a minha pessoa. Aliás, muita coincidência, a narrativa que ele usou ontem e a narrativa que os ‘bolsominions’ usam há um ano comigo, em relação as MPs [Medidas Provisórias] que perdem a validade nessa Casa, é a mesma narrativa”, disse.

Durante sua live semanal nas redes sociais, Bolsonaro disse a seus seguidores que deveriam cobrar o fim do 13º salário do programa Bolsa Família do presidente da Câmara, que teria deixado caducar a MP que criou o pagamento em 2019. A medida permanente era uma das promessas de campanha do mandatário.

Na verdade, o próprio governo decidiu deixar a medida expirar porque o relator, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), transformara o benefício em permanente e a equipe econômica afirmou que não havia recursos para isso.

“A responsabilidade de não haver um novo programa social é exclusiva do presidente”, disse Maia.

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Também no radar, o Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para a vacinação obrigatória e o ministro Ricardo Lewandowski autorizou estados a importarem vacinas mesmo sem a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O Ibovespa teve queda de 0,32%, aos 118.023 pontos com volume financeiro negociado de R$ 31,5 bilhões. Na máxima intradiária, o índice chegou a bater 119.370 pontos, bem próximo da máxima histórica de fechamento, atingida no dia 23 de janeiro, data em que o benchmark encerrou a sessão cotado a 119.527 pontos.

Enquanto isso, o dólar comercial teve leve variação positiva de 0,08% a R$ 5,0824 na compra e a R$ 5,0829 na venda. Na semana, a moeda dos EUA se valorizou em 0,73% ante o real. O dólar futuro com vencimento em janeiro de 2021 registrava alta de 0,91%, a R$ 5,103 no after-market.

O que mexeu no câmbio foi o leilão de linha de US$ 2 bilhões realizado pelo Banco Central e vendido integralmente ao mesmo tempo em que todos os 16 mil contratos de swap cambial foram colocados. O BC tem atuado para evitar o efeito do overhedge no fim do ano. Na véspera, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, reforçou que a autoridade monetária só vai atuar no câmbio quando houver disfuncionalidade.

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2022 ficou estável a 2,96%, o DI para janeiro de 2023 teve alta de um ponto-base a 4,40%, o DI para janeiro de 2025 caiu dois pontos-base a 5,91% e o DI para janeiro de 2027 registrou variação negativa de três pontos-base a 6,70%.

Voltando ao exterior, as tensões entre EUA e China se renovam após a Reuters informar que os EUA devem barrar dezenas de empresas chinesas.

Com isso, na Ásia, a maior parte dos índices fechou em baixa na sexta. Também no radar, estão as decisões do Banco Central do Japão. A instituição anunciou que estendeu por seis meses seu programa especial voltado a reduzir as pressões de financiamento, em meio à pandemia. A meta de 10 anos de rendimento do título do governo japonês ficou em 0%, e a taxa de juros de curto prazo ficou em -0,1%.

Disputa pela Câmara

Após uma reunião de quase três horas entre presidentes nacionais e líderes das bancadas dos partidos de esquerda, PT, PDT, PSB, PCdoB e PSOL decidiram formalmente que vão vetar o apoio a qualquer candidato apoiado por Bolsonaro na disputa pela presidência da Câmara dos Deputados.

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Bolsonaro apoia o candidato Arthur Lira (PP-AL). No campo opositor, o atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia, busca fazer um sucessor, sem ter, no entanto, um nome definido até o momento. Há dois pré-candidatos: Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) e Baleia Rossi (MDB-SP).

Na reunião entre partidos de esquerda, lideranças de PDT, PSB e PCdoB tentaram convencer PT e PSOL a integrarem o bloco de Maia. Em entrevista ao jornal O Globo, a presidente nacional do PT, deputada Gleisi Hoffman (PR), afirmou: “achamos que realmente dá para ir para esse bloco de centro. Temos divergências na área econômica, mas temos convergência na defesa da democracia e em pautas como o meio ambiente, por exemplo”.

Mas disse que, uma vez integrando o bloco, a esquerda deveria apresentar ainda um terceiro nome para ser avaliado ao lado de Ribeiro e Rossi. Com o apoio dos partidos de esquerda, Maia estaria em posição para fazer seu sucessor.

Também na quinta, a Câmara dos Deputados concluiu a votação de uma medida provisória editada pelo governo em setembro, que promove mudanças no setor elétrico visando conter o aumento das contas de luz até 2025 no Norte e no Nordeste, atendidos por empresas privatizadas recentemente, que pertenciam à Eletrobras. A proposta ainda precisa passar pelo Senado.

A medida dá mais poder ao CNPE (Conselho Nacional de Política Energética) nas definições sobre Angra 3, e prevê a retirada de subsídios à geração de energia renovável.

Alta de mortes pela Covid

O consórcio de veículos de imprensa que sistematiza dados sobre covid coletados por secretarias estaduais de Saúde no Brasil divulgou, às 20h de quinta, o avanço da pandemia no Brasil em 24h. Após alegar ter tido problemas com o sistema do Ministério da Saúde na quarta, o estado de São Paulo registrou casos acumulados de infecções e mortes, impulsionando o saldo final.

Foram registrados 68.832 novos casos, o segundo maior registro de novos diagnósticos em um único dia. A média móvel de casos nos últimos 7 dias foi de 46.855, alta de 10% frente 14 dias antes e um recorde desde o início da pandemia.
E o país registrou mais de mil mortes por covid em 24h pela primeira vez desde 15 de setembro. Foram 1.054 no total, alta de 27% frente a média de 14 dias atrás.

Também na quinta, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que a vacinação contra a Covid-19 deve ser obrigatória, mas não forçada. Corte determinou que podem ser impostas medidas restritivas àqueles que recusarem a imunização.

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Como sanção aos que não se imunizarem, firmou-se a tese do relator Ricardo Lewandowski, de que pode “ser implementada por meio de medidas indiretas, as quais compreendem, dentre outras, a restrição ao exercício de certas atividades ou à frequência de determinados lugares, desde que previstas em lei, ou dela decorrentes”. Essas medidas podem ser implementadas tanto por União quanto por unidades da federação e municípios.

Os ministros decidiram também que não há necessidade de assinatura de um termo de consentimento, como deseja o presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Em uma decisão separada, os ministros determinaram que pais não podem deixar de vacinar seus filhos, mesmo que motivados por questões filosóficas ou crenças pessoais. O recurso trata da vacinação em geral, prevista no calendário oficial, e não especificamente da imunização contra a covid.

Na quinta, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, estimou que o Brasil terá 24,5 milhões de doses de vacinas contra covid disponíveis em janeiro, dependendo de aprovação da Anvisa.

Na quinta, uma fonte cujo nome não foi identificado afirmou à agência de notícias Reuters que a farmacêutica Pfizer só apresentará pedido à Anvisa para autorização de uso emergencial de sua vacina contra a covid no Brasil após assinatura de contrato definitivo com o governo brasileiro para a venda do imunizante, disse nesta quinta-feira uma fonte com conhecimento da decisão da empresa.

No mesmo dia, o ministro Lewandowski autorizou, em caráter liminar, que estados e municípios possam importar e distribuir vacinas contra a covid-19 registradas por autoridades sanitárias estrangeiras, caso a Anvisa não as autorize em 72 horas. São Paulo deve receber mais 2 milhões de doses da CoronaVac, produzida pelo laboratório chinês Sinovac, nesta sexta.
Em cerimônia de apoio ao setor produtivo realizada no momento em que a votação pelo Supremo ocorria, o presidente ressaltou que, “uma vez certificada pela Anvisa”, a vacina deve estar disponível para quem desejá-la. Mas afirmou que não pretende tomá-la.

Bolsonaro afirmou: “ninguém pode obrigar ninguém a tomar a vacina… Se o cara não quer ser tratado, que não seja, eu não quero fazer uma quimioterapia e vou morrer, problema é meu, pô”. “Alguns falam que estou dando um péssimo exemplo. Ô imbecil, ô idiota que está dizendo do péssimo exemplo, eu já tive o vírus, eu já tenho anticorpos, para que tomar de novo?”, disse.

O presidente assinou na quinta medida provisória que abre crédito extraordinário de R$ 20 bilhões para vacinação contra covid no Brasil.

Ainda em destaque, na véspera, a Câmara aprovou a desvinculação de recursos de 29 fundos setoriais para ações de combate à pandemia do novo coronavírus. Juntos, esses fundos têm R$ 177,7 bilhões, mas a aplicação do dinheiro era “carimbada” e não poderia ser alterada sem autorização do Congresso.

O projeto de lei complementar 137 (PLP 137) foi aprovado por 384 votos a 79. Agora, os deputados vão avaliar os destaques – propostas que modificam o texto-base. A maioria das sugestões para alterar o texto tenta retirar alguns desses fundos da desvinculação, como os relacionados à defesa, telecomunicações e café. Depois de concluída a votação, o texto ainda precisa do aval dos senadores.

Radar corporativo

O destaque do noticiário fica para a Petrobras: a companhia informou que realizará o pré-pagamento parcial de R$ 4,493 bilhões à Fundação Petrobras de Seguridade Social (Petros) em janeiro de 2021. Ontem, a estatal realizou o pagamento de R$ 94 milhões, na liquidação parcial antecipada do Termo de Compromisso Financeiro Pré-70 (TCF Pré-70).

A companhia ainda fechou acordo com o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil (Previ) para finalizar o litígio arbitral sobre as perdas relacionadas à Sete Brasil. A estatal pagou R$ 190 milhões para a Previ. Segundo a Petrobras, o acordo se encerra sem o reconhecimento de culpa ou responsabilidade por ambas as partes.

A estatal também assinou na quinta um contrato para a venda da totalidade de sua participação em 14 campos terrestres de exploração e produção, denominados Polo Recôncavo, localizados na Bahia.

Já a Qualicorp anunciou a expansão da parceria comercial com o Grupo Notre Dame Intermédica (GNDI), para a comercialização de seus produtos em todos os canais de venda da Quali. De acordo com comunicado ao mercado da empresa, a expansão da parceria permitirá a oferta do planos GNDI no mix de produtos Quali no segmento coletivo por adesão em todos os seus canais de distribuição, formado por mais de 40 mil corretores parceiros e 500 plataformas distribuídas por todas as regiões do Brasil.

A Usiminas, por sua vez, aprovou a retomada das operações do alto-forno 2 da usina de Ipatinga (MG) que foi paralisado em abril logo após os impactos das medidas de isolamento social sobre a demanda de aço do país.

Maiores altas

Ativo Variação % Valor (R$)
USIM5 4.95988 14.39
CSNA3 3.33107 30.4
SUZB3 2.67467 56.43
GOAU4 2.61497 11.38
BEEF3 2.06693 10.37

Maiores baixas

Ativo Variação % Valor (R$)
GOLL4 -4.04426 25.15
WEGE3 -3.82737 72.87
CVCB3 -2.6017 20.59
CIEL3 -2.5974 3.75
PRIO3 -2.57511 56.75

O Conselho de Administração da Eneva aprovou um programa de recompras de ações de sua própria emissão, que envolverá até 1,07 milhão de papéis, informou a companhia em fato relevante. A CCR comunicou nesta quinta-feira que a Controladoria-Geral do Paraná revogou resolução que impedia a controlada RodoNorte de participar de novas licitações e fechar contratos com o governo estadual.

A BRF comunicou nesta quinta-feira a venda da Banvitfoods SRL, que desenvolve atividades de fabricação de rações e granja de ovos na Romênia, para a Aaylex System Group por 20,3 milhões de euros (126,1 milhões de reais).

A Cosan informou nesta quinta-feira ter sido notificada pelo seu acionista controlador, Rubens Ometto Mello, sobre a realização de um acordo com a gestora de recursos Dynamo, que terá direito de participar da indicação de um membro independente do Conselho de administração da companhia. A Fitch afirmou o rating ‘CCC+’ para Oi.

Por fim, em mediação conduzida pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais na quinta, o governo de Minas Gerais e a mineradora Vale não chegaram a um acordo sobre compensações ao Estado pelo desastre de Brumadinho (MG). Mas a expectativa é de um acerto em janeiro, disse o secretário-geral da administração estadual, Mateus Simões.

(Com Reuters, Bloomberg e Agência Estado)

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Ibovespa sobe perto de 1% puxado por Petrobras e Vale em sessão de muita volatilidade

ações bolsa mercado stocks índices gráficos (Shutterstock)

SÃO PAULO – O Ibovespa tem um pregão extremamente volátil nesta quinta-feira (29) depois da baixa de 4,25% na sessão anterior.

O índice, depois de recuar mais de 2% pela manhã, zerou perdas com a virada das ações da Petrobras (PETR3; PETR4), voltou a registrar baixa no início da tarde diante de declarações do ministro da Economia, Paulo Guedes, mas logo voltou a subir novamente acompanhando o exterior e os resultados das empresas brasileiras ligadas a commodities.

Mais cedo, Guedes disse que a instituição de um novo imposto digital é uma necessidade para bancar a desoneração da folha de pagamento das empresas.

“Está vindo aí uma infovia digital, está vindo o Pix aí, ele vai permitir essas transferências ocorrerem em velocidade fulminante. Todo mundo dizendo: nova CPMF. É o contrário, você não precisa nem ir no banco, já vai direto a transferência, não tem nada a ver com CPMF”, disse.

Contudo, pouco tempo depois, ele indicou que o imposto digital para bancar a desoneração está morto. “Do meu ponto de vista o imposto está morto, não tem imposto nenhum, não tem desoneração, não tem como fazer”, afirmou ele em audiência pública no Congresso.

Ao mesmo tempo, continuam no radar as preocupações com a segunda onda do coronavírus no mundo enquanto os investidores repercutem o PIB dos EUA acima do esperado, e os resultados de Ambev (ABEV3), Bradesco (BBDC3; BBDC4), Petrobras e Vale (VALE3).

No caso da petroleira, os números trimestrais fortes voltam a fazer mais preço do que o desempenho negativo do petróleo no mercado internacional. Para mais destaques de ações, clique aqui.

Tanto França como Alemanha anunciaram severas restrições à circulação e às atividades comerciais por pelo menos um mês para conter o avanço do coronavírus, o que levou investidores a projetarem um desempenho ainda mais comprometido para a economia global em 2020.

O dia também é de indicadores importantes. O Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos teve um crescimento de 33,1% no terceiro trimestre de 2020 na comparação com o segundo trimestre em termos anualizados. Segundo o consenso Bloomberg, a expectativa mediana dos economistas para o dado era de avanço de 32%.

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Hoje ainda foram divulgados os pedidos por seguro-desemprego nos EUA, que chegaram a 751 mil na semana passada. Este número foi menor do que a mediana das expectativas dos economistas compilada no consenso Bloomberg, que apontava para 770 mil requisições do benefício no período.

Às 15h12 (horário de Brasília), o Ibovespa tinha alta de 0,94%, aos 96.265 pontos. Na mínima, o benchmark chegou a cair mais de 2%, chegando a 93.386 pontos. Acompanhe o nosso Telegram para atualizações em tempo real do desempenho da Bolsa.

Enquanto isso, o dólar comercial tem leve alta de 0,1% a R$ 5,768 na compra e a R$ 5,769 na venda. O dólar futuro com vencimento em novembro registrava alta de 0,33%, a R$ 5,766.

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2022 cai cinco pontos-base a 3,44%, o DI para janeiro de 2023 tem baixa de dois pontos-base a 4,97%, o DI para janeiro de 2025 avança quatro pontos-base a 6,70% e o DI para janeiro de 2027 registra variação positiva de sete pontos-base a 7,49%.

Por aqui, um novo incidente entre os poderes ocorreu, mas o incêndio foi prontamente apagado. Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara dos Deputados, afirmou que o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, vazou para a imprensa uma conversa particular que teve com ele na véspera.

Campos Neto procurou Maia para expressar seus temores em torno da crise política e da possibilidade das reformas não andarem no Congresso. Segundo interlocutores, Maia disse a Campos Neto o mesmo que tem respondido em público: que a obstrução parte da base do governo.

Mais tarde, no Twitter, Maia disse que recebeu uma ligação do presidente do BC afirmando que ele não divulgou a conversa à imprensa. “Diante da palavra do presidente, o vazamento certamente foi provocado por terceiros. Deixo aqui registrado a ligação e a confiança que tenho nele”, defendeu o presidente da Câmara.

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Ainda no radar, o Banco Central manteve a Selic e confirmou o forward guidance de taxas inalteradas. Parte dos analistas vê comunicado como dovish (favorável a relaxamento monetário para estimular a economia) apesar da recente pressão inflacionária e da paralisia das reforma, enquanto há quem destaque que o BC fechou as portas para novos cortes.

Também na política, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou atrás em proposta de estudar parcerias privadas para obras e administração de Unidades Básicas de Saúde. A medida havia levantado temor de uma privatização do SUS.

Atenção ainda para o noticiário corporativo por aqui, com a repercussão dos números reportados por Petrobras, Vale, Bradesco, Ambev, entre outras companhias.

Governo recua 

Após repercussão negativa, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) revogou o decreto que 10.530. O documento autorizava estudos para realizar parcerias entre os setores privados e público, para construção e administração de UBS (Unidades Básicas de Saúde).

A medida levantou preocupação sobre uma possível privatização do SUS, e foi combatida por parlamentares, especialistas, ex-ministros, e gerou comoção nas redes.

Ao recuar, Bolsonaro defendeu o decreto, afirmando que o objetivo era viabilizar a finalização de obras no SUS. Ele afirmou que era “falsa” a ideia de que havia pretensão de privatizar o serviço.

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O decreto era assinado por Bolsonaro e pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, mas não pelo ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello.

Em nota reproduzida pelo portal UOL, o Ministério da Economia alegou que o decreto teria sido pedido pelo Ministério da Saúde, comandado pelo general Eduardo Pazuello. “De acordo com o Ministério da Saúde, a participação privada no setor é importante diante das restrições fiscais e das dificuldades de aperfeiçoar o modelo de governança por meio de contratações tradicionais”.

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Mas, segundo o Estadão, a revogação pegou o próprio Ministério da Saúde de surpresa. De acordo com o jornal, a pasta demorou quase um dia inteiro para responder a questionamentos.

A resposta chegou praticamente no mesmo momento em que Bolsonaro recuava publicamente. O Ministério da Saúde enviou uma nota à Coluna do Estadão defendendo a proposta abortada, alegando se tratar de um pedido da pasta. A nota afirmava que “a avaliação conjunta (com a Economia) é de ser preciso incentivar a participação da iniciativa privada”.

Citando fontes governistas, a coluna afirma que Pazuello ficou, novamente, “vendido”, ou seja, foi pego de surpresa, pelo episódio.

Intenção de investir

Segundo leitura da Sondagem de Investimentos da FGV publicada pelo jornal Valor nesta quinta-feira, a intenção de investimentos da iniciativa privada ensaia retomada nos próximos meses. A pesquisa consultou 4.050 empresas.

Segundo o levantamento trimestral, após retração recorde no período de abril a junho, indústria, serviços, comércio e construção sinalizam maior intenção investimentos para os próximos 12 meses até o terceiro trimestre de 2021

Quanto mais pontos no indicador, maior a intenção de investir nos próximos 12 meses.

Na indústria, a intenção de investimentos atingiu 104,1 pontos, 47,8 a mais do que no segundo trimestre. No comércio, atingiu 109,9 pontos, alta de 31,7 pontos frente o segundo trimestre. Na construção, atingiu 94,3 pontos, alta de 29,7 pontos frente o segundo trimestre. Em serviços, atingiu 91,4 pontos, alta de 33 pontos frente o segundo trimestre.

As reações mais fortes nos setores industrial e de varejo são impulsionados pela demanda de bens de consumo não duráveis, como alimentos e vendas pela internet.

Mesmo assim, cerca de um terço dos empresários ainda demonstra incerteza em fazer investimentos nos próximos 12 meses.

Na indústria, 28,2% dos empresários se mostram incertos em investir, frente 49,5% no segundo trimestre. Nos serviços, 49,1% dos empresários mostram incerteza em investir, frente 66,5% no segundo trimestre. No comércio, 35,7% mostram incerteza, frente 41,1% no segundo trimestre. E na construção, 40,3% mostram incerteza, frente 65,9% no segundo trimestre.

Radar corporativo

Na quarta-feira, a Vale informou um aumento de 76% no lucro no terceiro trimestre, na comparação com o mesmo período do ano passado, com resultados impulsionados pela demanda chinesa e pela alta do preço do minério de ferro. O lucro líquido atingiu US$ 2,9 bilhões.

Já a Petrobras teve prejuízo de R$ 1,5 bilhão no terceiro trimestre. O resultado foi afetado por itens como a adesão a programa de anistia tributária, informou a empresa na quarta-feira.

“Destacamos a aprovação da adesão aos programas de anistia tributária afetando tanto o lucro líquido quanto o Ebitda ajustado, e o prêmio pago na recompra de títulos, que afetou apenas o lucro líquido”, disse a estatal.

O lucro Ebitda foi de R$ 33,4 bilhões, frente R$ 32,6 bilhões no mesmo período de 2019.

Também na quarta, o Bradesco anunciou lucro recorrente de R$ 5 bilhões no terceiro trimestre, cerca de 15% acima da média de estimativas de analistas, segundo dados da Refinitiv. O patamar é, no entanto, 23,1% abaixo do lucro de um ano antes.

Já na manhã desta quinta, a Ambev reportou lucro de R$ 2,274 bilhões no 3º trimestre, recuo de 8,9% na comparação anual. Os valores referem-se aos atribuíveis aos controladores.

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Ibovespa vira para queda com exterior após Trump frear negociação de estímulos

Trading chart with business cell of coronavirus CODIV-19 on the transparent background (Pincio/Getty Images)

SÃO PAULO – O Ibovespa vira para queda nesta terça-feira (6) depois do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, instruir oficiais da Casa Branca a frear as negociações para um pacote trilionário de estímulos contra o coronavírus. Um acordo entre democratas e republicanos parecia próximo até o início desta semana.

Trump defendeu no Twitter que os estímulos só serão aprovados depois que ele for eleito para um segundo mandato.

As bolsas já vinham reduzindo as altas registradas mais cedo quando a decisão de Trump tornou-se um novo foco de frustração. No fim da manhã, o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, afirmou que a recuperação econômica dos EUA está longe de ser concluída e ainda pode cair em uma espiral descendente se o coronavírus não for controlado.

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“Nesta fase inicial, eu argumentaria que os riscos da intervenção da política monetária ainda são assimétricos. Muito pouco apoio levaria a uma recuperação fraca, criando dificuldades desnecessárias para famílias e empresas”, declarou o chairman do Fed.

Na abertura, as bolsas mundo afora subiam porque Trump recebeu alta do hospital. O americano ficou internado por três dias para combater uma infecção por coronavírus. Com a melhora no seu estado de saúde, o cenário para as eleições presidenciais de novembro fica menos incerto.

Às 16h07 (horário de Brasília), o Ibovespa tinha queda de 0,81%, aos 95.314 pontos.

Enquanto isso, o dólar comercial opera em leve variação positiva de 0,02% a R$ 5,566 na compra e a R$ 5,567 na venda. O dólar futuro com vencimento em novembro registrava ganhos de 0,48%, a R$ 5,606.

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2022 sobe cinco pontos-base a 3,32%, o DI para janeiro de 2023 avança nove pontos-base a 4,80%, o DI para janeiro de 2025 tem alta de 10 pontos-base a 6,67% e o DI para janeiro de 2027 opera com variação positiva de nove pontos-base a 7,56%.

Ainda no radar, o Fundo Monetário Internacional (FMI) melhorou suas perspectivas econômicas de 2020 para o Brasil, mas alertou que os riscos permanecem “excepcionalmente altos e multifacetados” e que a dívida do governo está a caminho de encerrar o ano em torno de 100% do Produto Interno Bruto (PIB).

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Na política, depois de protagonizarem atritos nas últimas semanas, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o ministro da Economia, Paulo Guedes, decidiram fazer as pazes. Ontem, eles jantaram juntos e pediram desculpas mútuas. Os dois defenderam a pacificação e a continuidade da agenda de reformas, de acordo com o Estadão.

Voltando ao noticiário americano, os médicos de Trump disseram ontem que a saúde do presidente continuou a melhorar nas 24 horas anteriores, embora o médico Sean Conley tenha alertado que ele ainda pode não estar totalmente fora de risco. Ao mesmo tempo, o mercado acompanha as negociações do governo dos Estados Unidos sobre um novo pacote de estímulos à economia.

A presidente da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, e o Secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, conversaram ontem durante quase uma hora, mas ainda não chegaram a um acordo. Eles devem ter uma nova conversa hoje sobre o assunto.

Dívida pública

O tema do ajuste fiscal já era uma grande preocupação do mercado, mas ganhou força com os planos do governo para financiar o programa Renda Cidadã com precatórios, planos estes que estão sendo ajustados.

Ontem, o senador Márcio Bittar (MDB-AC), relator do Orçamento de 2021 e da proposta do Pacto Federativo, afirmou que qualquer solução para criar o Renda Cidadã vai respeitar o teto de gastos e ter a chancela do titular da equipe econômica. Segundo a Folha de S.Paulo, o diálogo está “entrando nos eixos”, e uma nova proposta deve ser apresentada até amanhã (7).

A deterioração da confiança dos investidores pode ser percebida com o aumento dos gastos do governo com a dívida pública.

Segundo a Folha, o prazo médio prazo médio dos títulos da dívida pública brasileira emitidos desde janeiro de 2020 caiu à metade, de 4,7 anos para 2,4 anos. Com isso, em apenas um ano os vencimentos em doze meses praticamente dobraram, de R$ 553 bilhões para R$ 1,02 trilhão, atingindo quase 25% da dívida total.

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Os juros exigidos pelo mercado para refinanciar o governo também aceleraram, sobretudo nas últimas semanas e dias, mesmo para os papéis com vencimento mais curto. Mesmo com a Selic a 2% ao ano, o Tesouro Nacional vem sendo obrigado a pagar mais que o dobro disso para vender títulos na praça com vencimento daqui a dois anos.

Guedes e Maia

Em reunião na noite da última segunda-feira, Maia disse que haverá união para dar andamento à agenda econômica no Congresso, enquanto Guedes voltou a defender a aprovação de um programa de renda básica para 2021 e uma medida de desoneração da folha salarial para gerar “empregos em massa”. Ele também reiterou compromissos com o envio de outra etapa da reforma tributária.

Ontem, o líder do governo no Congresso, Eduardo Gomes (MDB-TO) disse que o veto à desoneração da folha salarial para 2021 será derrubado pelos parlamentares.

Com isso, o benefício seria garantido para 17 setores da economia por mais um ano. No entanto, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), adotou uma manobra para adiar a votação e cancelar a sessão do Congresso Nacional. Segundo o Estadão, Alcolumbre vai se reunir hoje com líderes partidários para definir a data da sessão do Congresso.

Além disso, o presidente Jair Bolsonaro reafirmou que vai indicar um nome “terrivelmente evangélico” para a segunda indicação que fizer no Supremo Tribunal Federal (STF), em julho. Ele sugeriu que pode até alçar um pastor à corte.

Outro destaque é a notícia de que foi marcado para a próxima quinta (8), o julgamento de recurso da Advocacia-Geral da União (AGU) sobre o depoimento por escrito do presidente Jair Bolsonaro no inquérito que apura suposta interferência política na Polícia Federal.

Radar corporativo

Em destaque no noticiário corporativo, o Marfrig comprou a Campo del Tesoro, na Argentina por US$ 4,6 milhões, enquanto a BR Malls e a Multiplan investiram R$ 9 milhões e R$ 18,6 milhões, respectivamente, na Delivery Center.

Também chama atenção o dado divulgado ontem à noite pelo Banco Central sobre o primeiro dia do PIX. Até as 18h30, foram feitos 3,5 milhões de cadastros de chaves no sistema brasileiro de pagamentos instantâneos. Pode influenciar as empresas produtoras de carne a notícia de que o Ministério da Agricultura confirmou a ocorrência de um foco de Peste Suína Clássica (PSC) no Piauí, em um criatório de porcos para subsistência.

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Ibovespa Futuro sobe com Trump fora do hospital e paz entre Guedes e Maia; dólar cai

SÃO PAULO – O Ibovespa Futuro abre em alta nesta terça-feira (6) após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, receber alta do hospital, e também com o noticiário político mais positivo no Brasil. Trump foi internado por três dias para combater uma infecção por coronavírus. Com a recuperação, o cenário para as eleições presidenciais de novembro fica menos incerto.

Além disso, o Fundo Monetário Internacional (FMI) melhorou suas perspectivas econômicas de 2020 para o Brasil, mas alertou que os riscos permanecem “excepcionalmente altos e multifacetados” e que a dívida do governo está a caminho de encerrar o ano em torno de 100% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo a Reuters.

Na política, depois de protagonizarem atritos nas últimas semanas, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o ministro da Economia, Paulo Guedes, decidiram fazer as pazes. Ontem, eles jantaram juntos e pediram desculpas mútuas. Os dois defenderam a pacificação e a continuidade da agenda de reformas, de acordo com o Estadão.

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Às 09h08 (horário de Brasília), o índice futuro para outubro tinha alta de 0,94%, aos 96.850 pontos.

O dólar futuro com vencimento em novembro registrava perdas de 59%, a R$ 5,546.

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2022 cai 12 pontos-base a 3,15%, o DI para janeiro de 2023 recua 13 pontos-base a 4,58%, o DI para janeiro de 2025 tem queda de 14 pontos-base a 6,43% e o DI para janeiro de 2027 registra variação negativa de 14 pontos-base a 7,33%.

Voltando ao noticiário americano, os médicos de Trump disseram ontem que a saúde do presidente continuou a melhorar nas 24 horas anteriores, embora o médico Sean Conley tenha alertado que ele ainda pode não estar totalmente fora de risco. Ao mesmo tempo, o mercado acompanha as negociações do governo dos Estados Unidos sobre um novo pacote de estímulos à economia.

A presidente da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, e o Secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, conversaram ontem durante quase uma hora, mas ainda não chegaram a um acordo. Eles devem ter uma nova conversa hoje sobre o assunto.

Dívida pública

O tema do ajuste fiscal já era uma grande preocupação do mercado, mas ganhou força com os planos do governo para financiar o programa Renda Cidadã com precatórios, planos estes que estão sendo ajustados.

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Ontem, o senador Márcio Bittar (MDB-AC), relator do Orçamento de 2021 e da proposta do Pacto Federativo, afirmou que qualquer solução para criar o Renda Cidadã vai respeitar o teto de gastos e ter a chancela do titular da equipe econômica. Segundo a Folha de S.Paulo, o diálogo está “entrando nos eixos”, e uma nova proposta deve ser apresentada até amanhã (7).

A deterioração da confiança dos investidores pode ser percebida com o aumento dos gastos do governo com a dívida pública.

Segundo a Folha, o prazo médio prazo médio dos títulos da dívida pública brasileira emitidos desde janeiro de 2020 caiu à metade, de 4,7 anos para 2,4 anos. Com isso, em apenas um ano os vencimentos em doze meses praticamente dobraram, de R$ 553 bilhões para R$ 1,02 trilhão, atingindo quase 25% da dívida total.

Os juros exigidos pelo mercado para refinanciar o governo também aceleraram, sobretudo nas últimas semanas e dias, mesmo para os papéis com vencimento mais curto. Mesmo com a Selic a 2% ao ano, o Tesouro Nacional vem sendo obrigado a pagar mais que o dobro disso para vender títulos na praça com vencimento daqui a dois anos.

Guedes e Maia

Em reunião na noite da última segunda-feira, Maia disse que haverá união para dar andamento à agenda econômica no Congresso, enquanto Guedes voltou a defender a aprovação de um programa de renda básica para 2021 e uma medida de desoneração da folha salarial para gerar “empregos em massa”. Ele também reiterou compromissos com o envio de outra etapa da reforma tributária.

Ontem, o líder do governo no Congresso, Eduardo Gomes (MDB-TO) disse que o veto à desoneração da folha salarial para 2021 será derrubado pelos parlamentares.

Com isso, o benefício seria garantido para 17 setores da economia por mais um ano. No entanto, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), adotou uma manobra para adiar a votação e cancelar a sessão do Congresso Nacional. Segundo o Estadão, Alcolumbre vai se reunir hoje com líderes partidários para definir a data da sessão do Congresso.

Além disso, o presidente Jair Bolsonaro reafirmou que vai indicar um nome “terrivelmente evangélico” para a segunda indicação que fizer no Supremo Tribunal Federal (STF), em julho. Ele sugeriu que pode até alçar um pastor à corte.

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Outro destaque é a notícia de que foi marcado para a próxima quinta (8), o julgamento de recurso da Advocacia-Geral da União (AGU) sobre o depoimento por escrito do presidente Jair Bolsonaro no inquérito que apura suposta interferência política na Polícia Federal.

Radar corporativo

O Grupo Mateus incluiu em seu prospecto de oferta inicial de ações (IPO) o acidente ocorrido no Mix Atacarejo, em São Luís (MA), onde a queda de gôndolas causou a morte de uma funcionária. Segundo o Estadão, a empresa abriu prazo para desistência até 9 de outubro para investidores institucionais que já apresentaram seu pedido de reserva. Além disso, a Marfrig comprou a Campo del Tesoro, na Argentina por US$ 4,6 milhões, enquanto a BR Malls e a Multiplan investiram R$ 9 milhões e R$ 18,6 milhões, respectivamente, na Delivery Center.

Também chama atenção o dado divulgado ontem à noite pelo Banco Central sobre o primeiro dia do PIX. Até as 18h30, foram feitos 3,5 milhões de cadastros de chaves no sistema brasileiro de pagamentos instantâneos. Pode influenciar as empresas produtoras de carne a notícia de que o Ministério da Agricultura confirmou a ocorrência de um foco de Peste Suína Clássica (PSC) no Piauí, em um criatório de porcos para subsistência.

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Ibovespa tem maior alta em 1 mês com espera por alta de Trump e compromisso de Maia com fiscal; dólar cai 1,7%

SÃO PAULO – O Ibovespa fechou em alta nesta segunda-feira (5) acompanhando o desempenho positivo das bolsas internacionais em meio à expectativa de que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, receba alta do hospital. O líder americano disse que sai ainda hoje.

Junto com o alívio no exterior, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), defendeu a união de esforços para resolver a questão fiscal antes da criação do Renda Cidadã, mostrando compromisso com as reformas.

Além dele, o senador Márcio Bittar (MDB-AC) disse que qualquer solução para o Renda Cidadã respeitará o teto de gastos.

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Membros do governo estão fazendo esforços para apaziguar a relação do ministro da Economia, Paulo Guedes, com Rodrigo Maia. Hoje à noite eles se encontrarão em um jantar para tentar retomar o diálogo. Segundo o Broadcast Político, o encontro ocorrerá na casa do ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Bruno Dantas.

O Ibovespa teve alta de 2,21%, aos 96.089 pontos com volume financeiro negociado de R$ 21,647 bilhões. Foi a maior alta diária do índice desde 1º de setembro, quando o benchmark avançou 2,82%.

Enquanto isso, o dólar comercial registrou queda de 1,76% a R$ 5,565 na compra e a R$ 5,566 na venda. O dólar futuro com vencimento em novembro registrava perdas de 2,14%, a R$ 5,571 no after-market.

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2022 caiu 23 pontos-base a 3,25%, o DI para janeiro de 2023 recuou 28 pontos-base a 4,69%, o DI para janeiro de 2025 teve queda de 29 pontos-base a 6,53% e o DI para janeiro de 2027 registrou variação negativa de 24 pontos-base a 7,45%.

Trump saiu do hospital de carro por alguns minutos no fim de semana para cumprimentar apoiadores. As notícias de que seu quadro de saúde está melhor reduzem as incertezas em torno das eleições presidenciais que ocorrem no dia 3 de novembro.

Vale lembrar, no entanto, que os médicos informaram que ele está sendo tratado com dexametasona, remédio que costuma ser recomendado para casos severos da doença. O presidente também passou por duas quedas nos níveis de oxigênio desde o anúncio do diagnóstico, na sexta-feira.

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No domingo, uma pesquisa eleitoral da Reuters/Ipsos mostrou Joe Biden à frente da disputa presidencial, com 51% das intenções de voto, enquanto Trump ficou com 41% dos eleitores.

Por aqui, o mercado continua a acompanhar nesta semana as articulações do governo para tentar criar o programa social Renda Cidadã. A ideia mais recente, segundo a Folha de S.Paulo, é extinguir o desconto de 20% concedido a contribuintes que optam pela declaração simplificada do Imposto de Renda da pessoa física.

Relatório Focus

Entre os indicadores, os economistas do mercado financeiro projetam uma queda um pouco menor do Produto Interno Bruto (PIB) em 2020, revelou o Relatório Focus do Banco Central. De -5,04% na semana, os especialistas enxergam agora um recuo de 5,02%. Para 2021, a mediana das projeções continua em crescimento de 3,5%.

Já as expectativas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foram elevadas de 2,05% para 2,12% para 2020. Para 2021, as previsões oscilaram de 3,01% na semana passada para 3,00% agora.

Sobre o dólar, as projeções se mantiveram em R$ 5,25 para 2020 e em R$ 5,00 para 2021.

Por fim, as estimativas para a taxa básica de juros, Selic, seguem em 2,00% ao ano para 2020 e em 2,50% ao ano para 2021.

Renda Cidadã

O mercado continua a acompanhar nesta semana as articulações do governo para tentar criar o programa social Renda Cidadã. A ideia mais recente, segundo a Folha de S.Paulo, é extinguir o desconto de 20% concedido a contribuintes que optam pela declaração simplificada do Imposto de Renda da pessoa física. De acordo com o jornal, a medida pode atingir mais de 17 milhões de brasileiros.

Apesar de incluir o formulário simplificado – que existe há 45 anos – este plano manteria o direito a deduções médicas e educacionais. Mesmo assim, ainda seria necessário abrir espaço no teto de gastos. Por isso, o Ministério da Economia deve fazer um pente-fino no Orçamento para encontrar verbas que possam ser cortadas.

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Além do Renda Cidadã, existem outros temas sendo discutidos pelo governo. Segundo o Valor Econômico, começou a ser discutida a possibilidade de prorrogar outras ações criadas para lidar com a pandemia, como o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe) e a redução a zero da alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) nas operações de crédito. No entanto, não há dinheiro para mantê-las.

A situação gera um impasse. De um lado, a equipe econômica pretende restringir todos os programas emergenciais a 2020. Desta forma, este seria um ano de exceção na estratégia de ajuste fiscal. Por outro lado, a pandemia pode impor a continuidade de alguns destes programas, de acordo com integrantes da equipe econômica ouvidos pelo Valor.

O quadro de saúde do presidente dos Estados Unidos continua a ser monitorado por investidores de todo o mundo, e existem chances de que ele receba alta hoje. No domingo, o médico da Casa Branca, Sean Conley, disse que ele “continua a melhorar”.

Antes disso, informações desencontradas e a confirmação de que Trump teve dois episódios de queda no nível de oxigenação foram o centro das atenções. Ontem, o presidente norte-americano chegou a deixar o hospital para um passeio de carro no qual acenou para apoiadores.

Relacionamentos de Guedes

Membros do governo estão fazendo esforços para apaziguar a relação do ministro da Economia, Paulo Guedes, com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Hoje à noite, eles se encontrarão em um jantar para tentar retomar o diálogo. Segundo o Broadcast Político, o encontro ocorrerá na casa do ministro do Tribunal de Contas da União Bruno Dantas. Havia uma expectativa de que Guedes e Maia fossem se encontrar neste domingo, mas a conversa foi adiada.

A conversa tem como objetivo destravar a agenda legislativa da economia. Na semana que passou, eles voltaram a trocar farpas. Guedes acusou Maia de se unir à esquerda para impedir as privatizações, e o deputado chamou o ministro de desequilibrado.

Outro relacionamento de Guedes que segue no radar do mercado é com o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho. A guerra declarada entre eles em torno da forma de financiamento do programa Renda Cidadã evidenciou um racha no governo. Na semana passada, Marinho defendeu publicamente que o programa deve sair “de qualquer jeito”.

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Como resposta, Guedes voltou a chamar Marinho de traidor e deu um alerta à ala política do governo. “Se a doença vier (numa segunda onda), vamos furar teto. Mas não vamos furar o teto para fazer política”, avisou. “Não acredito que Marinho falou mal de mim. Se falou mal, isso mostra que ele, em primeiro lugar, é despreparado, além de desleal e fura teto”, afirmou, segundo reportagem do Estadão.

Depois da briga entre Marinho e Guedes, o presidente Jair Bolsonaro disse neste final de semana que pretende repreender Marinho em uma tentativa de encerrar de vez a disputa entre os dois, de acordo com a Folha de S.Paulo. A expectativa é de que a conversa do presidente com o ministro ocorra no início desta semana, quando Bolsonaro deve promover uma reunião ministerial.

Radar corporativo

No noticiário corporativo, a Petrobras anunciou a venda de uma empresa no Uruguai por US$ 61,7 milhões.

Maiores altas

Ativo Variação % Valor (R$)
PRIO3 6.59469 36.53
GOAU4 6.59459 9.86
IRBR3 6.5513 8.62
GGBR4 5.82524 21.8
CSNA3 5.60191 17.72

Maiores baixas

Ativo Variação % Valor (R$)
CVCB3 -2.82258 14.46
COGN3 -1.66667 5.31
EMBR3 -1.07858 6.42
EZTC3 -0.61832 35.36
PCAR3 -0.59793 68.16

Já a Qualicorp e a JHSF divulgaram a distribuição de juros sobre capital próprio. A CCR informou na sexta-feira que o tráfego nas rodovias entre 25 de setembro e 1º de outubro subiu 4,1% na comparação anual. No acumulado do ano, houve queda de 4,6%.

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Rodrigo Maia diz que Bolsa está “supervalorizada” e alerta para longo caminho a percorrer com reformas

Rodrigo Maia (foto: Marcelo Camargo/Ag. Brasil)

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou na noite da quarta-feira, 5, que a Bolsa está “supervalorizada”, alertando que “temos de tomar um certo cuidado”, pois ainda “há um longo caminho” a ser percorrido com o andamento das reformas econômicas, como a tributária e a administrativa.

“Muitos (empresários) não querem mudar nada (no sistema tributário). Não é justo a gente ficar concentrando os nossos esforços, e a unanimidade dos empresários, nas reformas previdenciária e administrativa, porque elas atingem os servidores públicos e os brasileiros mais simples. Naquelas (tributária) que eles (os empresários) vão ajudar, se eles não querem ajudar, também não é justo”, advertiu. “Se a gente não resolver o sistema tributário, eles (os empresários) vão pagar a conta lá na frente.”

Em entrevista à GloboNews, o parlamentar disse que o Brasil “ainda está em crise” e “cresceu só 1% em 2019, e o último trimestre foi muito pior que a gente esperava”. Sem aprovar as próximas duas reformas da fila e sem encontrar soluções para mostrar a investidores preocupação do País com a preservação ambiental, ele comentou, o crescimento vai continuar em um nível baixo.

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Para Maia, falar que o País vai crescer “2%, 3% ou 4% é excesso de otimismo” e diminui a “urgência” de passarem pelo aval do Congresso as reformas consideradas fundamentais após a aprovação das mudanças nas regras da Previdência Social. Ainda assim, o deputado considera haver “espaço” no Congresso para avançar com a proposta do governo para a reforma da administração pública e a tributária ao mesmo tempo.

Maia foi questionado sobre a diferença das suas declarações sobre o governo federal no ano passado, quando chegou a se referir ao Palácio do Planalto como uma “usina de crises”, em relação ao início de 2020 – ele afirmou tratar de temas que considera relevantes diretamente com o presidente Jair Bolsonaro, com quem tem, nas suas palavras, “uma ótima relação”.

O presidente da Câmara abordou, por um lado, os efeitos de polêmicas gestadas pelo próprio Executivo sobre a economia, apontando que a projeção, no fim de 2018, era de que o PIB brasileiro cresceria 2,5% em 2019, mas “virou 1%” por causa das crises amplificadas dentro do próprio governo. Por outro, Maia apontou para a sua sintonia com a agenda do ministro da Economia, Paulo Guedes.

Diante da insistência sobre uma eventual mudança de tom em relação a Bolsonaro, Maia ainda elogiou a postura do presidente na discussão em torno do peso de impostos sobre o custo do combustível nos postos de gasolina. Na sua visão, Bolsonaro adotou uma “posição corajosa” ao oferecer uma eventual perda de arrecadação com a isenção de impostos federais sobre o combustível como forma de baixar o preço cobrado na bomba.

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“Acho que a reforma tributária será votada antes da administrativa”, diz Maia

SÃO PAULO — Em evento em São Paulo nesta quinta-feira (30), o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, voltou a cobrar o governo sobre o atraso no envio da proposta de reforma administrativa.

“Acho que a reforma tributária sai antes da administrativa. (…) Não temos como avançar com a reforma administrativa sem o governo enviar a sua proposta”, disse. “A reforma administrativa é minha prioridade também.”

O presidente da Câmara afirmou que a sua relação com o presidente Jair Bolsonaro tem sido muito positiva. Ele também elogiou o ministro da Economia, Paulo Guedes, e se mostrou confiante na aprovação das reformas.

“Nas reformas que virão, acho que termos muita condição de organizar com o ministro Paulo Guedes. Ele tem o dom da palavra e o dom de construir boas narrativas para convencer”, disse Maia.

“É preciso cuidado porque uma pessoa sozinha não empurra um caminhão. Qualquer governo tem que governar com a sua base. No Brasil, se transferiu a responsabilidade para o Congresso.”

Para Maia, tanto a reforma administrativa quanto a tributária podem ser aprovadas neste ano. “Sou otimista. Temos condições”, disse. “Nosso papel é constituir maioria e aprovar o que é prioridade.”

Ele voltou a dizer que a agenda eleitoral não deve esvaziar o parlamento na segunda metade deste ano e que isso pode até ajudar o encaminhamento das reformas. “Deputados não têm tanto compromisso com a agenda municipalista.”

Maia também reforçou que é preciso a aprovação da PEC Emergencial, que está no Senado, e enfatizou que outros projetos importantes estão na agenda.

Um deles é a votação da nova lei de recuperação judicial, que deve ocorrer em duas semanas, e também da lei de parceria público-privada (PPP), prevista para o final de fevereiro e começo de março.

Guedes: reforma sai em até duas semanas

No mesmo evento em São Paulo, Guedes disse que o governo deve enviar ao Congresso a proposta de reforma administrativa em até duas semanas.

Segundo o ministro, quanto mais o tempo passa, mais a reforma desidrata. “Nossa reforma administrativa vai, mas com restrições políticas”, disse.

Ele defendeu que a reforma administrativa é mais fácil de ser aprovada porque prevê mudanças para novos servidores, e não para os que já têm cargos públicos.

“Será preciso provar que é um bom servidor ao longo de anos de trabalho para ganhar estabilidade. (…) Se não é possível politicamente aplicar [as novas regras] para quem está no serviço público hoje, coloca-se então um filtro para o futuro.”

O ministro também falou que o governo fará o máximo para que a reforma tributária seja aprovada também neste ano, mas que isso depende de outros fatores alheios a ele.

“O trabalho do Legislativo é de total colaboração. Mais do que namoro. É uma aliança política de centro-direita. Houve uma aliança política de 30 anos de centro-esquerda. Agora, a coisa está avançando.”

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Eleições municipais podem atrapalhar privatização da Eletrobras, diz Maia

Rodrigo Maia (Luis Macedo/Câmara dos Deputados)

SÃO PAULO – O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou, nesta quarta-feira (29), que a tramitação do projeto de lei que trata da privatização da Eletrobras pode ser prejudicada pela dinâmica das eleições municipais. O parlamentar participou de evento promovido pelo Credit Suisse, em São Paulo.

Leia também: presidente da Eletrobras diz que privatização pode ocorrer no 1º semestre

Segundo ele, deputados e senadores sensíveis ao assunto poderão trabalhar para obstruir o andamento do texto e que, a depender de como os pontos mais sensíveis forem tratados, será preciso montar um cronograma para a votação da proposição apenas no final do ano.

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Entre os pontos mais complexos envolvendo o processo de desestatização da companhia, o parlamentar cita a questão envolvendo o elevado número de funcionários de grandes subsidiárias da companhia, como em Furnas, que amplia a sensibilidade de políticos com bases eleitorais nessas regiões.

“O ideal era que a Câmara tivesse acabado o processo no ano passado e avançasse no Senado no primeiro semestre [deste ano]. Se esses problemas não tiverem solução rapidamente, será preciso montar cronograma para votação ao final do ano. Alguns deputados e senadores não vão querer que a matéria tramite”, disse.

Maia também cobrou envolvimento direto do governo federal no convencimento da sociedade e dos parlamentares neste processo. “Todo mundo quer privatizar até sentar na cadeira. Depois de sentar na cadeira diz que a empresa é eficiente. A Caixa Econômica era pra fazer um downsizing (redução) dela e daqui a pouco ela vai virar o maior banco do Brasil. Está corajoso o presidente da Caixa, não está?”, provocou.

“O governo faz tão bem [o trabalho de comunicação com seus eleitores], faz tão bem para atacar a gente. Poderia fazer também para aprovar a [privatização da] Eletrobras”, emendou.

Otimismo com as reformas

Se por um lado, no caso da Eletrobras, a eleição pode atrapalhar, por outro, Rodrigo Maia acredita que o pleito pode servir como estímulo para os parlamentares votarem novos pontos da agenda de reformas.

“Tem deputado candidato a prefeito. Se conseguir votar a reforma tributária, como vai perder uma eleição? Impossível”, disse em entrevista a jornalistas ao final do evento

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“O Brasil quer a reforma tributária, quer a administrativa. Nós queremos simplificar o sistema e queremos, no médio prazo, reduzir a carga tributária e os impostos no Brasil. Só vai fazer isso se fizermos as reformas”, argumentou.

Durante o evento, o presidente da Câmara dos Deputados disse que a reforma tributária deve ser aprovada no plenário da casa até abril deste ano, prazo com quem trabalha o relator do texto, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), líder da maioria.

Maia também disse que a reforma administrativa será tratada com atenção pelos parlamentares assim que for encaminhada pelo governo. Segundo ele, existe uma expectativa de que a proposta seja apresentada na próxima semana, quando o Congresso Nacional volta do recesso.

Doria elogia Maia e crê em reformas tributária e administraria votadas em 2020

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), elogiou nesta terça-feira, 28, o trabalho do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e disse acreditar que as reformas tributária e administrativas serão votadas este ano no Congresso.

“Ambas serão votadas este ano. A perspectiva é de aprovação da tributária e da administrativa”, comentou, em evento do Credit Suisse. “E há liderança muito clara do Maia, que precisa ser exaltado”, acrescentou.

Na visão de Doria, a reforma tributária será “‘simplificante’ e boa para a economia”.

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Além disso, o governador acredita que a tributária será priorizada pelo Congresso. A administrativa, ele disse, deve ser conduzida na sequência.

Aumento de impostos

Doria disse também que não pretende, durante o mandato, fazer qualquer aumento de imposto, “por pior que seja a situação de caixa”.

“Sou um liberal, mas não sou liberal para aumentar imposto. Sou liberal para reduzir ou zerar imposto”, comentou, ao citar o exemplo do querosene de aviação, que teve a alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) diminuída em 2019.

Obras paradas

O governador do São Paulo afirmou que o Estado se organiza para retomar até julho todas as obras paradas do metrô e monotrilho. Além disso, comentou que as obras do Rodoanel voltarão à ativa também até o meio do ano.

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“Todas as linhas de metrô e monotrilho que estão paralisadas serão retomadas este ano. Rodoanel também será retomado este ano. Até julho o Rodoanel retoma. São Paulo não terá, a partir de julho, nenhuma obra parada”, afirmou Doria.

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