Ação da Sabesp tem baixa de mais de 3% após salto de sexta; Vale cai com minério, Petrobras e PetroRio sobem com petróleo

SÃO PAULO – As ações da Sabesp (SBSP3) são destaque de queda, com baixa de mais de 3%, após a disparada de mais de 10% na sexta-feira.

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou no sábado que a Sabesp será preparada para ser privatizada nos próximos anos, e que o governo não realizará nada de forma precipitada. Ele comentou as declarações do recém-nomeado secretário de Projetos e Ações Estratégicas de São Paulo, o deputado federal Rodrigo Maia (sem partido-RJ), sobre a privatização da companhia, ressaltando que a privatização da companhia de saneamento é um projeto de “longo prazo”, não de curto prazo.

Os ativos da Vale (VALE3) tem queda de cerca de 1% em uma nova sessão de baixa para o minério de ferro, mas as ações de siderúrgicas avançam, com destaque para Usiminas (USIM5). Em relatório, o Credit Suisse destacou preferir Usiminas e CSN a ações de mineradoras no momento.

Papéis de petroleiras também avançam, com destaque para a alta de cerca de 3% de PetroRio (PRIO3), enquanto Petrobras (PETR3;[PETR4]) sobe mais de 1%. Os preços do petróleo saltavam 3% nesta segunda-feira, recuperando-se de uma sequência de sete dias de perdas, apoiados pela desvalorização do dólar, apesar das preocupações de demanda causadas pelo aumento no número de casos da variante Delta do coronavírus.

Já as ações da Azul (AZUL4) seguem com ganhos nesta segunda-feira (23) após a alta de 2,67% na última sexta-feira (20). A alta foi motivada após a notícia do jornal americano Wall Street Journal, citando fontes, de que a Azul tem conversado com credores para comprar as operações da rival Latam no Brasil.

De acordo com a publicação, a Azul estaria aberta para comprar a empresa inteira e depois vender operações em outros países. A empresa brasileira também estaria aberta a uma possível joint venture com a Latam para complementar seus negócios atuais no Brasil, conforme as fontes do jornal. Veja mais clicando aqui. 

Confira os destaques:

A Alliar informou que acordo de acionistas agora representa 50,46% das ações da empresa, com mais acionistas aderindo ao acordo.

Vale (VALE3), siderúrgicas e minério de ferro

O contrato mais negociado do minério de ferro em Dalian, para janeiro de 2022, fechou em queda de 1,1%, a 757 iuanes/tonelada, girando em torno de uma mínima de sete meses e meio, à medida que os controles de produção de aço e as restrições causadas pela Covid-19 na China pesam sobre o entusiasmo do mercado.

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Na bolsa de Cingapura, o contrato mais ativo do minério de ferro, para setembro, recuava 1,5%, a 136,60 dólares a tonelada.

“A perspectiva de menor produção dos altos-fornos no segundo semestre de 2021 frente ao primeiro agora é uma realidade, embora os embarques de minério de ferro da Austrália continuem decepcionando”, disse Atilla Widnell, diretor-gerente da Navigate Commodities, que mantém um alvo de médio prazo de US$ 140 a US$ 170 a tonelada (CFR) para entrega à China.

Já os contratos futuros do coque e do carvão metalúrgico negociados na China atingiram nesta segunda-feira seus limites diários de alta de 8% e renovaram máximas recordes, à medida que rumores de mercado sobre uma suspensão das importações de carvão da Mongólia em função da pandemia de Covid-19 alimentaram temores de uma oferta mais restrita das matérias-primas siderúrgicas.

Os contratos mais negociados do carvão coque e do coque na bolsa de commodities de Dalian, para janeiro de 2022, escalaram máximas de 2.421 iuanes (US$ 373,01) por tonelada e 3.053,50 iuanes por tonelada, respectivamente.

A EZTec informou na sexta-feira que seu conselho de administração aprovou um programa de recompra de até 5.035.897 ações.

O programa tem prazo de até seis meses, terminando em 23 de fevereiro de 2022. O montante referido equivale a cerca de 5% das ações da companhia em circulação no mercado.

BR Properties (BRPR3)

A BR Properties comunicou ter encerrado seu plano de recompra de ações. Ela obteve 99,95% dos ativos que havia se proposto a comprar, sendo adquiridas 10.994.600 ações por R$ 94,888 milhões, com o custo médio por ação de R$ 8,63.

A Movida, por sua vez, aprovou programa de recompra de até 12.335.379 ações.

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Uma unidade da Minerva Foods  em Palmeira de Goiás (GO) foi alvo de busca e apreensão pela Polícia Federal (PF) dentro da Operação A Posteriori, que apura supostas irregularidades de auditores fiscais federais agropecuários no período de 2018 a 2019, informou a companhia na sexta-feira.

Segundo a empresa, o procedimento, realizado na quinta, teve cooperação dos colaboradores da Minerva e a planta mantém suas atividades regulares.  “Não existe indiciamento ou denúncia contra a companhia, contra seus administradores ou qualquer de seus empregados ou colaboradores no âmbito da operação”, disse em comunicado.

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou no sábado que a Sabesp será preparada para ser privatizada nos próximos anos, e que o governo não realizará nada de forma precipitada.

Ao comentar declarações do recém-nomeado secretário de Projetos e Ações Estratégicas de São Paulo, o deputado federal Rodrigo Maia (sem partido-RJ), sobre a privatização da Sabesp, Doria ressaltou que a privatização da companhia de saneamento é um projeto de “longo prazo”, não de curto prazo.

“Nosso governo é desestatizante… A Sabesp já é de capital aberto, cotada em bolsa, com performance muito boa e bem administrada. Ao longo dos próximos anos, ela vai ser preparada evidentemente para um programa de privatização, mas não faremos isso de forma precipitada”, comentou Doria a jornalistas, no Rio de Janeiro. As declarações de Maia fizeram disparar as ações da Sabesp na sexta-feira.

A Braskem comunicou que não tem conhecimento sobre a realização de uma oferta pública de ações da companhia como uma possível estratégia de saída dos acionistas, em esclarecimento após notícia da Coluna do Broadcast.

A empresa diz que “não é parte de eventuais discussões de seus acionistas sobre a venda das suas participações acionárias”, segundo comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), como esclarecimento de notícia veiculada na mídia.

Recomendações 

O Morgan Stanley iniciou a cobertura para as ações da Smart Fit com recomendação overweight (exposição acima da média do mercado) e preço-alvo de R$ 32, uma alta de 15% em relação ao fechamento de sexta-feira (20).

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O banco diz que a rede está posicionada para consolidar um mercado enfraquecido pela Covid, com uma histórico de crescimento e gestão fortes. Segundo o banco, a SmartFit está presente em 13 países, com 981 pontos, principalmente no Brasil, no México e na Colômbia, com 12% de participação do mercado na América Latina. Mundialmente, é quarta maior empresa de academias, e a maior fora dos Estados Unidos, diz o banco. Em 2010, a empresa tinha menos de 1% do mercado da América Latina, e o crescimento se deu principalmente com a abertura de lojas próprias, mas também com franquias. Apenas 6 unidades foram fechadas desde a fundação.

O banco diz que fusões e aquisições deverão impulsionar a empresa e vê uma taxa de crescimento anual composta de lojas próprias (CAGR em inglês) de 17% para o período entre 2019 e 2023.

Na última sexta, o  InfoMoney conversou com Edgard Corona, fundador e CEO do negócio, sobre o caminho até a oferta pública inicial de ações; o impacto da pandemia nos negócios; e planos após o IPO. Confira clicando no link a seguir. 

Já o Bradesco BBI iniciou cobertura para CBA (CBAV3) com recomendação outperform (desempenho acima da média do mercado) e preço-alvo de R$ 19, ou alta de 73% em relação ao fechamento de sexta.

O banco diz que a tese de investimento na empresa se baseia em custo baixo de energia renovável e da bauxita, boas tendências globais de descarbonização, crescimento de projetos de crescimento com baixo custo e uma perspectiva positiva para os preços do alumínio.

O banco diz que prevê que o preço do alumínio chegue a US$ 2.500 por tonelada em 2022; e a US$ 2.300 por tonelada em 2023, enxergando tendências estruturais sólidas por conta de demanda de veículos elétricos, substituição do plástico, projetos de energia renovável, prédios “verdes” e com estrutura mais leve e exigências de descarbonização, que elevam custos e pressionam a produção.

O banco também diz que enxerga preços com desconto injustificado em relação a outras empresas do setor. Entre os riscos, o banco cita a possibilidade de custos de alumínio mais baixos do que o esperado, o que poderia ocorrer se a demanda da China não correspondesse à expectativa ou se a economia do Brasil piorasse.

O BBI também iniciou a cobertura para a ação do Banco Pan (BPAN4), com recomendação outperform (perspectiva de valorização acima da média do mercado) e preço-alvo de R$ 26 para 2022  para os papéis BPAN4, potencial de alta de 35% em relação ao fechamento de sexta.

Os analistas do banco destacam visão positiva por conta do ecossistema que vem sendo construído pelo Banco Pan para produtos e clientes, a existência de um mercado relevante para seus serviços no Brasil, com 138 milhões de clientes e R$ 1,2 trilhão em empréstimos para uma população ainda não plenamente servida; forte número crescimento em número de clientes, com mais de 40 mil adições diárias no segundo trimestre; expectativa de crescimento acima da média de rendimento, com expectativa de taxa anual de crescimento composto (CAGR na sigla em inglês) para o período entre 2021 e 2023 de 35%, frente a 10% em média para os bancos sob cobertura do Bradesco.

Itaúsa (ITSA4), Itaú (ITUB4) e XP

A Itaúsa, em continuidade as notícias sobre o investimento do Itaú na XP, informou que as assembleias gerais extraordinárias – com o objetivo de deliberar sobre a incorporação das companhias – ocorrerão em 1º de outubro.

Considerando a fixação da data das AGEs e o cancelamento das ações de emissão da XPart em tesouraria, a relação de troca final será de 43,3128323 ações de emissão da XPart por 1 ação classe A da XP, ou 1 BDR por 1 ação também classe A. Aprovada a incorporação, a Itaúsa passará a ser detentora de 15,07% do capital total da XP e 4,74% de seu capital votante.

IPOs

A empresa de cibersegurança ISH Tech, com sede em Vitória, pediu registro para uma oferta inicial de ações (IPO na sigla em inglês) em busca de recursos para financiar seu crescimento orgânico e via aquisições, além de investir em pesquisa. A empresa foi fundada em 1996 como consultoria em TI.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

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Programas de recompra de Movida, EzTec e BR Properties; noticiário sobre Sabesp, nova queda do minério, recomendações e mais destaques

SÃO PAULO – No radar corporativo, a EZTec informou na sexta-feira que seu conselho de administração aprovou um programa de recompra de até 5.035.897 ações. A Movida, por sua vez, aprovou programa de recompra de até 12.335.379 ações. Já a BR Properties comunicou ter encerrado seu plano de recompra de ações.

Já o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou no sábado que a Sabesp será preparada para ser privatizada nos próximos anos, e que o governo não realizará nada de forma precipitada. Ainda no radar, bancos iniciaram cobertura para CBA e Smart Fit. Confira os destaques:

A Alliar informou que acordo de acionistas agora representa 50,46% das ações da empresa, com mais acionistas aderindo ao acordo.

Vale (VALE3), siderúrgicas e minério de ferro

O contrato mais negociado do minério de ferro em Dalian, para janeiro de 2022, fechou em queda de 1,1%, a 757 iuanes/tonelada, girando em torno de uma mínima de sete meses e meio, à medida que os controles de produção de aço e as restrições causadas pela Covid-19 na China pesam sobre o entusiasmo do mercado.

Na bolsa de Cingapura, o contrato mais ativo do minério de ferro, para setembro, recuava 1,5%, a 136,60 dólares a tonelada.

“A perspectiva de menor produção dos altos-fornos no segundo semestre de 2021 frente ao primeiro agora é uma realidade, embora os embarques de minério de ferro da Austrália continuem decepcionando”, disse Atilla Widnell, diretor-gerente da Navigate Commodities, que mantém um alvo de médio prazo de US$ 140 a US$ 170 a tonelada (CFR) para entrega à China.

Já os contratos futuros do coque e do carvão metalúrgico negociados na China atingiram nesta segunda-feira seus limites diários de alta de 8% e renovaram máximas recordes, à medida que rumores de mercado sobre uma suspensão das importações de carvão da Mongólia em função da pandemia de Covid-19 alimentaram temores de uma oferta mais restrita das matérias-primas siderúrgicas.

Os contratos mais negociados do carvão coque e do coque na bolsa de commodities de Dalian, para janeiro de 2022, escalaram máximas de 2.421 iuanes (US$ 373,01) por tonelada e 3.053,50 iuanes por tonelada, respectivamente.

A EZTec informou na sexta-feira que seu conselho de administração aprovou um programa de recompra de até 5.035.897 ações.

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O programa tem prazo de até seis meses, terminando em 23 de fevereiro de 2022. O montante referido equivale a cerca de 5% das ações da companhia em circulação no mercado.

BR Properties (BRPR3)

A BR Properties comunicou ter encerrado seu plano de recompra de ações. Ela obteve 99,95% dos ativos que havia se proposto a comprar, sendo adquiridas 10.994.600 ações por R$ 94,888 milhões, com o custo médio por ação de R$ 8,63.

Uma unidade da Minerva Foods  em Palmeira de Goiás (GO) foi alvo de busca e apreensão pela Polícia Federal (PF) dentro da Operação A Posteriori, que apura supostas irregularidades de auditores fiscais federais agropecuários no período de 2018 a 2019, informou a companhia na sexta-feira.

Segundo a empresa, o procedimento, realizado na quinta, teve cooperação dos colaboradores da Minerva e a planta mantém suas atividades regulares.  “Não existe indiciamento ou denúncia contra a companhia, contra seus administradores ou qualquer de seus empregados ou colaboradores no âmbito da operação”, disse em comunicado.

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou no sábado que a Sabesp será preparada para ser privatizada nos próximos anos, e que o governo não realizará nada de forma precipitada.

Ao comentar declarações do recém-nomeado secretário de Projetos e Ações Estratégicas de São Paulo, o deputado federal Rodrigo Maia (sem partido-RJ), sobre a privatização da Sabesp, Doria ressaltou que a privatização da companhia de saneamento é um projeto de “longo prazo”, não de curto prazo.

“Nosso governo é desestatizante… A Sabesp já é de capital aberto, cotada em bolsa, com performance muito boa e bem administrada. Ao longo dos próximos anos, ela vai ser preparada evidentemente para um programa de privatização, mas não faremos isso de forma precipitada”, comentou Doria a jornalistas, no Rio de Janeiro. As declarações de Maia fizeram disparar as ações da Sabesp na sexta-feira.

A Braskem comunicou que não tem conhecimento sobre a realização de uma oferta pública de ações da companhia como uma possível estratégia de saída dos acionistas, em esclarecimento após notícia da Coluna do Broadcast.

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O Morgan Stanley iniciou a cobertura para as ações da Smart Fit com recomendação overweight (exposição acima da média do mercado) e preço-alvo de R$ 32, uma alta de 15% em relação ao fechamento de sexta-feira (20).

Na última sexta, o  InfoMoney conversou com Edgard Corona, fundador e CEO do negócio, sobre o caminho até a oferta pública inicial de ações; o impacto da pandemia nos negócios; e planos após o IPO. Confira clicando no link a seguir. 

Já o Bradesco BBI iniciou cobertura para CBA (CBAV3) com recomendação outperform (desempenho acima da média do mercado) e preço-alvo de R$ 19, ou alta de 73% em relação ao fechamento de sexta.

O BBI também iniciou a cobertura para a ação do Banco Pan (BPAN4), com recomendação outperform (perspectiva de valorização acima da média do mercado) e preço-alvo de R$ 26 para 2022  para os papéis BPAN4, potencial de alta de 35% em relação ao fechamento de sexta.

Os analistas do banco destacam visão positiva por conta do ecossistema que vem sendo construído pelo Banco Pan para produtos e clientes, a existência de um mercado relevante para seus serviços no Brasil, com 138 milhões de clientes e R$ 1,2 trilhão em empréstimos para uma população ainda não plenamente servida; forte número crescimento em número de clientes, com mais de 40 mil adições diárias no segundo trimestre; expectativa de crescimento acima da média de rendimento, com expectativa de taxa anual de crescimento composto (CAGR na sigla em inglês) para o período entre 2021 e 2023 de 35%, frente a 10% em média para os bancos sob cobertura do Bradesco.

Itaúsa (ITSA4), Itaú (ITUB4) e XP

A Itaúsa, em continuidade as notícias sobre o investimento do Itaú na XP, informou que as assembleias gerais extraordinárias – com o objetivo de deliberar sobre a incorporação das companhias – ocorrerão em 1º de outubro.

Considerando a fixação da data das AGEs e o cancelamento das ações de emissão da XPart em tesouraria, a relação de troca final será de 43,3128323 ações de emissão da XPart por 1 ação classe A da XP, ou 1 BDR por 1 ação também classe A. Aprovada a incorporação, a Itaúsa passará a ser detentora de 15,07% do capital total da XP e 4,74% de seu capital votante.

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A empresa de cibersegurança ISH Tech, com sede em Vitória, pediu registro para uma oferta inicial de ações (IPO na sigla em inglês) em busca de recursos para financiar seu crescimento orgânico e via aquisições, além de investir em pesquisa. A empresa foi fundada em 1996 como consultoria em TI.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

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Maia aponta privatização da Sabesp como prioridade como novo secretário de SP; ações disparam

(Marcelo Camargo/Ag. Brasil)

SÃO PAULO – Novo integrante da gestão João Doria (PSDB), o ex-presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia (sem partido) tomou posse como secretário de Projetos e Ações Estratégicas do governo de São Paulo nesta sexta-feira (20) e disse que uma das prioridades de sua gestão é organizar a concessão ou privatização da Sabesp.

“Acho que é uma coisa simbólica [a privatização da Sabesp]. Organizar a privatização, a concessão, deixar isso organizado até o final da minha gestão junto com o governador Doria e o vice-governador Rodrigo Garcia será uma marca importante da minha gestão”, afirmou em resposta a jornalistas.

Após a fala, a ação da Sabesp passou a disparar, chegando a saltar 14,80%, a R$ 37,85. Às 11h38 (horário de Brasília), o ativo disparava 12,86%, a R$ 37,21.

Na breve coletiva de imprensa após tomar posse, Maia afirmou estar “começando a estudar a pasta”. Ele teve uma reunião mais cedo com o vice-governador Rodrigo Garcia (PSDB), na qual disse que “o único tema tratado” foi a desestatização da companhia.

O governador João Doria afirmou que o novo secretário atuará para acelerar os programas de privatizações, concessões, desestatizações no estado, usando de sua experiência parlamentar e dos relacionamentos construídos com empresários e investidores nacionais e internacionais.

“O deputado Rodrigo Maia acumulou, ao longo dos anos, um extraordinária experiência na interpretação de legislação, na vocação liberal, que sempre o moveu em seus mandatos, nos seus pronunciamentos e na sua interlocução com os setores econômicos no Brasil e no exterior”, disse.

Simbologia

Do ponto de vista político, a nomeação de Rodrigo Maia para o cargo de secretário de Projetos e Ações Estratégicas do governo de São Paulo é carregado de simbologia.

No caso de Doria, trata-se de mais um esforço pela nacionalização de seu nome de olho na corrida presidencial de 2022 em um momento de dificuldades para crescer nas pesquisas.

Com um secretariado repleto de ex-ministros – casos de Henrique Meirelles (Fazenda), Alexandre Baldy (Transportes Metropolitanos) e Sérgio Sá Leitão (Cultura) – e figuras políticas de outros estados, o governador tenta dar um ar nacional e plural à sua gestão.

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O movimento também ocorre em meio à disputa de diversos nomes da política pelo selo de candidato do “centro” nas próximas eleições para o Palácio do Planalto. No ninho tucano, Doria tenta superar figuras como Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul, e o senador Tasso Jereissati (CE).

Ao trazer Maia com um foco especial na pauta das privatizações, há também um esforço de Doria em recuperar a imagem de político liberal no momento em que os compromissos fiscais do governo Jair Bolsonaro são colocados em xeque pelo mercado.

Durante a cerimônia, Doria colocou São Paulo como “o estado que mais desestatiza no Brasil” e provocou: “um governo liberal promete e cumpre”.

Já Rodrigo Maia, que perdeu enorme capital político ao não conseguir fazer o sucessor na disputa pelo comando da Câmara dos Deputados, embarca cedo na campanha presidencial do governador. Na posse, ele foi enfático na defesa do nome de Doria contra a possível ida de Bolsonaro ao segundo turno.

“Minha sinalização clara, é que está na hora de a gente parar de brincar de fazer política e compreender que o natural é a gente fortalecer um projeto no nosso campo… E temos um nome que tem todas as condições de liderar esse processo, que é o nome do governador João Doria. Minha sinalização política está dada”, disse.

“Está na hora de todos aqueles que falam em independência ao governo federal, da necessidade de mudar, tenham a responsabilidade de deixar claro que precisamos construir um caminho. Não teremos cinco caminhos, teremos um caminho”, continuou.

O novo secretário do governo paulista descartou a possibilidade de mudança de domicílio eleitoral ou de compor a vice em uma chapa presidencial e disse que deve disputar o cargo de deputado federal nas próximas eleições.

Seu movimento, além de fortalecer Doria, poderá auxiliar nas articulações políticas no campo do “centro”, agregando figuras relevantes deste espectro político no Rio de Janeiro. “Meu projeto no Rio é 100% vinculado ao prefeito Eduardo Paes”, destacou.

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Sabesp dobra lucro no 2º tri, apoiada na queda do dólar

SÃO PAULO (Reuters) – A Sabesp mais do que dobrou seu lucro no segundo trimestre, refletindo sobretudo efeito da valorização do real contra o dólar, o que ofuscou a receita praticamente estável.

A companhia de saneamento do Estado de São Paulo anunciou nesta quinta-feira que seu lucro de abril a junho somou 773,1 milhões de reais, um salto de 104,4% ante mesma etapa de 2020.

Porém, o resultado veio pouco abaixo da previsão de analistas compilada pela Refinitiv, de 819,5 milhões de reais.

Já o resultado operacional da empresa medido por lucro antes de impostos, juros, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado somou 1,453 bilhão de reais no trimestre, queda de 8,1% ano a ano e também inferior aos 1,815 bilhões previstos por analistas.

No trimestre, a receita líquida da Sabesp, de 4,6 bilhões de reais, foi apenas 3,7% maior do que um ano antes, enquanto os custos e despesas cresceram 14,6%, para 2,7 bilhões de reais.

Porém, o resultado financeiro, que passou de 675,5 milhões de despesas no segundo trimestre de 2020 para 248,8 milhões positivos neste ano, garantiram a melhora da última linha.

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Já tivemos uma redução importante da vazão em alguns municípios, diz presidente da Sabesp

O presidente da Sabesp (SBSP3), Benedito Braga, afirmou nesta quarta-feira, 7, que a situação pluviométrica “está ruim” neste período de inverno. “Já tivemos uma redução importante da vazão em alguns municípios”, disse durante evento Lide Talks ESG.

Ele acrescentou que em outros municípios já houve utilização de captação emergencial e até situação de comprometimento.

No entanto, ele ponderou que o Estado de São Paulo já tem um plano em caso de seca extrema. Além disso, por parte da Sabesp, a companhia tem feito importantes obras de infraestrutura, como a transposição de volumes de águas.

“Estamos tranquilos, criamos uma capacidade de produção de água potável muito maior desde a crise de 2014”, disse o executivo. “Em termos de segurança hídrica, nossa capacidade hoje é muito maior.”

Ele ressaltou, porém, que a companhia está atenta ao consumo racional da água por parte dos consumidores. “A situação está sob controle em São Paulo.” Segundo Braga, o sistema integrado está com 51,2% da capacidade hoje.

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Sabesp: SP decide contratar consultoria do Banco Mundial para analisar privatização; ações sobem forte

SÃO PAULO – O governo de São Paulo decidiu contratar uma empresa de consultoria para fazer estudo sobre a possível privatização da Sabesp (SBSP3).

Em entrevista ao jornal Valor Econômico, o ex-ministro Henrique Meirelles, hoje à frente da Secretaria de Fazenda do governo estadual, disse que “muito provavelmente” o trabalho ficará a cargo do International Finance Corporation (IFC), braço privado do Banco Mundial (Bird).

O Credit Suisse avalia a notícia como positiva, mas que acredita que o mercado somente precificará uma melhor perspectiva para a Sabesp se a opção de privatização for confirmada.

Na avaliação do banco, com a proximidade das eleições de 2022, a privatização pode ser dificultada. O Credit, contudo, segue com recomendação outperform (desempenho acima da média do mercado) para os ativos SBSP3, com preço-alvo de R$ 60,90, alta de 59% em relação ao fechamento da véspera.

Na manhã desta sexta-feira, às 10h13 (horário de Brasília), os ativos SBSP3 subiam 3,16%, a R$ 39,50.

Vale destacar que as ações da Sabesp têm registrado queda expressiva, de 13% em 2021, ante alta de 9,3% do Ibovespa no acumulado do ano até o fechamento de quinta-feira (10). Além da crise hídrica afetando os papéis da companhia, as últimas notícias sobre a privatização foram vistas como desanimadoras pelos investidores.

No final de maio, também ao Valor, Marcos Penido, secretário de Infraestrutura e Meio Ambiente do Estado de São Paulo, afirmou  que o Governo de São Paulo não deveria levar adiante nem a capitalização nem a privatização da Sabesp até 2022. O foco neste momento, disse ele, seria a universalização dos serviços.

Saiba mais
Crise hídrica de um lado, regulamentação do marco legal de outro: os sinais dúbios para as ações de saneamento

Ainda no radar da empresa, ela informou nesta quinta-feira que seu conselho de administração aprovou uma emissão de debêntures de até R$ 1,2 bilhão.

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Segundo o fato relevante, a emissão será feita em até três séries. A operação depende de que seja emitido pelo menos um bilhão de reais, sendo no máximo R$ 300 milhões da primeira série.

A oferta será destinada exclusivamente a investidores profissionais.

“Os recursos obtidos com a emissão serão destinados ao refinanciamento de compromissos financeiros vincendos em 2021 e à recomposição de caixa da companhia”, afirmou a Sabesp.

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Sabesp emitirá até R$ 1,2 bi em debêntures, Ecorodovias aprova oferta de ações, renúncia de CEO da Alliar; Petrobras, Vale e mais

(Divulgação/Sabesp)

SÃO PAULO – O noticiário corporativo desta sexta-feira (11) é movimentado, com os acionistas da Lojas Americanas e da B2W aprovando a proposta de fusão da companhia, o Bradesco BBI elevando “duplamente” a recomendação para os ADRs da Embraer, de equivalente à neutra para compra.

O pedido de renúncia do CEO da Alliar, a Azul informando a captação de US$ 600 milhões nesta quinta-feira em bônus de cinco anos no exterior, a emissão de debêntures de até R$ 1,2 bilhão pela Sabesp e a Ecorodovias anunciando a aprovação de uma oferta restrita de 172 milhões de ações também estão em destaque.

Sobre a Sabesp, ainda em destaque, o governo de São Paulo decidiu contratar uma empresa de consultoria para fazer estudo sobre a possível privatização da Sabesp. Em entrevista ao Valor, o ex-ministro Henrique Meirelles, hoje à frente da Secretaria de Fazenda do governo estadual, disse que “muito provavelmente” o trabalho ficará a cargo do IFC (International Finance Corporation), braço privado do Banco Mundial (Bird). Confira no que ficar de olho:

Lojas Americanas (LAME4) e B2W (BTOW3)

A Lojas Americanas  e sua controlada B2W informaram que seus respectivos acionistas aprovaram nesta quinta-feira em assembleias uma proposta de fusão que cria a Americanas s.a.

A companhia resultante da fusão será presidida por Miguel Gutierrez, que também será diretor de relações com investidores.

O conselho de administração do grupo será composto por Eduardo Saggioro Garcia (presidente), Carlos Alberto Sicupira; Claudio Moniz Garcia e Paulo Lemann, além de Mauro Muratório Not, Sidney Breyer e Vanessa Lopes, como independentes.

O Itaú BBA avalia o anúncio como marginalmente positivo, destacando que a nova empresa já tem uma nova junta e diretores estatutários. O banco avalia que este é um passo importante para ambas as empresas, mas já antecipado, esperando uma reação levemente positiva do mercado.

O Bradesco BBI elevou a recomendação para os ADRs, ou os recibos de ações da Embraer negociados na Bolsa de Nova York, após a empresa confirmar que está conversando com a Zanite Acquisition Corp sobre a possibilidade de uma fusão, e de listar a subsidiária Eve Urban Air Mobility, avaliada em US$ 2 bilhões.

O banco vê essa potencial transação como provável, e avalia que a listagem da subsidiária pode elevar o preço das ações da Embraer. Na véspera, as ações subiram cerca de 16%.

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Saiba mais: Por que a possível fusão de unidade de carros voadores com a Zanite fez a ação da Embraer disparar

Os analistas elevaram a recomendação de underperform (perspectiva de valorização abaixo da média do mercado) para outperform (acima da média), e apresentou o novo preço-alvo para 2022 de US$ 21, frente ao preço-alvo para 2021 de US$ 5. O preço-alvo de 2022 incorpora US$ 11 relativos à subsidiária.

Cury (CURY3), Direcional (DIRR3), Plano&Plano (PLPL3) e MRV (MRVE3)

A XP iniciou a cobertura para Cury (CURY3, Compra, Preço-Alvo de R$15,0/ação), Direcional (DIRR3, Compra, Preço-alvo de R$20,5/ação) e Plano&Plano (PLPL3, Compra, Preço-Alvo de R$10,0/ação). Além disso, atualizaram as estimativas para Tenda (TEND3, Compra, Preço-Alvo de R$ 38,0/ação) e MRV (MRVE3, Neutro, Preço-Alvo de R$ 23,0/ação).

De acordo com analistas, a demanda resiliente deve continuar alimentando o plano de crescimento das companhias. Apesar de espaço limitado de crescimento do programa habitacional Casa Verde e Amarela, eles avaliam que as grandes companhias e as mais líquidas estão bem-posicionadas para continuar crescendo e ganhando market share do programa.

Já a inflação de custos é uma preocupação, mas veem impactos limitados nas margens das companhias. Os crescentes custos de construção continuam sendo o principal risco para o setor. “Dito isso, vemos os esforços das companhias parcialmente compensando os maiores custos e amenizando os impactos nas margens brutas em 2021”, apontam.

Eles ainda ressaltam que as diferentes estratégias adotadas pelas incorporadoras poderão resultar em crescimento adicional fora do programa CVA. Na nossa visão, projetos de média renda devem continuar ganhando representatividade nas operações das companhias (com exceção da Tenda, que continua focada no segmento de baixa renda e desenvolvendo sua produção off-site).

A Cury é a preferência da XP no segmento popular, dada a combinação de: i) sólida execução e executivos experientes; ii) baixa alavancagem da companhia; iii) uma das maiores rentabilidades do mercado (retorno sobre PL de 59% para 2022E vs. 32% da média dos pares) e iv) valuation atrativo, sendo negociado a 7,4x P/L para 2022.

“Apesar da nossa visão mais conservadora para a MRV, destacamos a sua liderança na frente ESG, com sólidos compromissos nos pilares E e S. Em seguida, a Tenda se destaca na frente G, além do desenvolvimento de uma solução mais verde através da construção com placas de madeira (wood frame)”, ressaltam.

Petrobras (PETR3;PETR4) e BR Distribuidora (BRDT3)

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A Petrobras  reiterou que venderá sua participação de 37,5% na BR Distribuidora por meio de oferta secundária de ações (follow on).

A decisão havia sido tomada pelo conselho de administração da empresa em agosto do ano passado, ainda na gestão do ex-presidente da petrolífera, Roberto Castello Branco.

Havia dúvidas, no entanto, se seria mantida na gestão do general Joaquim Silva e Luna, no cargo desde abril.

Em comunicado, a Petrobras confirmou nesta quinta-feira, 10, que a participação remanescente na BR será oferecida ao mercado financeiro por meio de oferta secundária de ações. “O montante a ser arrecadado dependerá do resultado da precificação da transação”, informou a empresa.

A empresa acrescentou ainda que a oferta estará sujeita às condições de mercado, à aprovação dos órgãos internos da Petrobras quanto ao preço, e à análise da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e demais órgãos reguladores.

A privatização da BR aconteceu, na verdade, em 2019, quando a estatal se desfez do controle da distribuidora, com a venda da participação de 30% por R$ 9,6 bilhões. A abertura do capital ocorreu em 2017.

A Petrobras informou que concluiu na quinta, por meio da sua subsidiária integral Petrobras Global Finance B.V., oferta de títulos no mercado de capitais internacional no valor de US$ 1,5 bilhão de dólares, com vencimento em junho de 2051. A operação, precificada no dia 2 de junho, representou a menor taxa de retorno (“yield”) de uma emissão na história da Petrobras para um título de 30 anos, segundo comunicado. A demanda aproximada foi 6,2 vezes superior à oferta, com participação de 426 investidores dos Estados Unidos, Europa, Ásia e América Latina.

A Alliar anunciou na noite de quinta-feira que recebeu o pedido de renúncia do seu então CEO Sami Foguel, que havia assumido o cargo em dezembro de 2019.

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Conforme destaca a XP, Foguel estava em meio a execução de um plano ambicioso de dobrar a companhia num intervalo de 3-5 anos com uma série de novas iniciativas. Quem assumirá o cargo será o Fernando Terni, que exercia a função de conselheiro da Companhia e já havia ocupado o cargo de CEO de 2012 a 2019.

‘Terni conhece a companhia e está a par dos planos e projetos, mas vemos com cautela a notícia visto que a maior parte das novas iniciativas da companhia ainda está sendo implementada”, apontam os analistas da XP, que reiteram recomendação neutra e possuem preço-alvo de R$ 10 para as ações da Alliar.

A companhia de alimentos BRF construirá um novo centro de distribuição na região da Grande Vitória (ES), com investimentos estimados em R$ 70 milhões, informou a empresa em nota divulgada nesta quinta-feira.

O anúncio se segue a investimentos de R$ 764 milhões divulgados na véspera para ampliar instalações em Santa Catarina e Mato Grosso Sul.

Segundo a BRF, o novo centro de distribuição capixaba ocupará área de 13 mil metros quadrados e será o mais “sustentável” da companhia, contando com painéis solares com capacidade para gerar até 1,5 megawatts de energia.

Além da geração solar, a BRF também promete o reaproveitamento de água, inovações na geração de frio e uma frota com zero emissão de gás carbônico para a nova instalação capixaba.

A BRF já possui um centro de distribuição no Espírito Santo, localizado em Viana, que movimenta um volume médio mensal de mais de 2.700 toneladas, destacou a empresa, que não detalhou a capacidade da nova unidade ou o cronograma para as operações.

A companhia aérea Azul captou US$ 600 milhões nesta quinta-feira em bônus de cinco anos no exterior.

A operação, que terá Citi, JPMorgan, Morgan Stanley e Santander como coordenadores globais, mas com participação de BTG Pactual, Itaú BBA, Safra, envolve títulos seniores sem garantia, não resgatáveis antes de três anos.

A rentabilidade indicativa ao investidor, de 7,375% ao ano, ficou abaixo da taxa indicativa, de ao redor de 7,625%.

A emissão acontece duas semanas após a empresa ter anunciado que contratou consultores enquanto estuda oportunidades de consolidação na indústria brasileira de aviação.

A companhia paulista de saneamento básico Sabesp informou nesta quinta-feira que seu conselho de administração aprovou uma emissão de debêntures de até R$ 1,2 bilhão.

Segundo o fato relevante, a emissão será feita em até três séries. A operação depende de que seja emitido pelo menos um bilhão de reais, sendo no máximo R$ 300 milhões da primeira série.

A Oferta será destinada exclusivamente a investidores profissionais.

“Os recursos obtidos com a emissão serão destinados ao refinanciamento de compromissos financeiros vincendos em 2021 e à recomposição de caixa da companhia”, afirmou a Sabesp.

Ainda em destaque, o governo de São Paulo decidiu contratar uma empresa de consultoria para fazer estudo sobre a possível privatização da Sabesp. Em entrevista ao Valor, o ex-ministro Henrique Meirelles, hoje à frente da Secretaria de Fazenda do governo estadual, disse que “muito provavelmente” o trabalho ficará a cargo do IFC (International Finance Corporation), braço privado do Banco Mundial (Bird).

O Credit Suisse avalia a notícia como positiva, mas que acredita que o mercado somente precificará uma melhor perspectiva para a Sabesp se a opção de privatização for confirmada. Na avaliação do banco, com a proximidade das eleições de 2022, a privatização pode ser dificultada.

Os contratos futuros do minério de ferro saltaram nesta sexta-feira para o seu nível mais alto em mais de três semanas, uma vez que uma recuperação nos estoques de aço na China sugeriu que a demanda pela matéria-prima permaneceu forte.

O contrato de minério de ferro mais negociado na Bolsa de Commodities de Dalian DCIOcv1 encerrou as negociações com alta de 5,9%, para 1.247 iuanes (US$ 195,19) por tonelada, após atingir seu maior valor desde 19 de maio, de 1.248 iuanes, tendo o segundo aumento semanal consecutivo.

“Os futuros do minério de ferro ampliaram os ganhos, já que o sentimento permaneceu sustentado por sinais de forte demanda na China”, disse o estrategista sênior de commodities da ANZ Daniel Hynes.

Ainda no radar, a Samarco, joint venture entre a Vale e a BHP, protocolou na quinta-feira seu plano de recuperação judicial na 2ª Vara Empresarial da Comarca de Belo Horizonte, propondo descontos de 85% no valor a ser pago aos maiores credores da companhia que não aceitarem receber ações preferenciais da mineradora. Ao principal grupo de credores, que reúne quase 100% da dívida de cerca de R$ 50 bilhões e engloba detentores de títulos, acionistas e fornecedores médios e grandes, a empresa propôs a conversão dos valores a receber em capital social da empresa, por meio de ações preferenciais com direito a dividendos diferenciados.

Ainda em destaque, sindicatos de trabalhadores da estatal de energia Eletrobras têm preparado a realização de uma greve de 72 horas que poderia ser iniciada caso um projeto do governo para privatização da companhia entre na pauta de votações do Senado. O movimento visa protestar contra os planos do governo Jair Bolsonaro de desestatizar a companhia. A paralisação não impactaria a geração de energia no Brasil, que tem visto seu parque de hidrelétricas pressionado por uma crise hídrica, mas poderia eventualmente atrapalhar atividades de manutenção e elevar riscos para o sistema, disse à Reuters um líder sindical.

Na quinta, o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, garantiu que o projeto de privatização resultará em redução de tarifas para o consumidor, após mudanças à proposta original de desestatização terem gerado críticas de especialistas e temores de impacto futuro à conta de luz.

A Arezzo anunciou ao mercado a aquisição da BAW Clothing, marca digital de streetwear com forte apelo à Geração Z, entre os 20 e 30 anos. A compra foi feita por meio da controlada da Arezzo ZZAB Comércio de Calçados Ltda.

O valor da transação é de R$ 105 milhões, a ser pago da seguinte forma: (a) R$ 35 milhões, em dinheiro, na data do
fechamento da Operação; (b) R$ 20 milhões no aniversário de cinco anos da data do fechamento da Operação; e (c) R$ 50 milhões por meio da entrega de um número de ações da companhia em tesouraria, que correspondam a referido valor, calculado com base na média da cotação, ponderada pelo volume, nos 10 (dez) últimos pregões em que as ações da
companhia tenham sido negociadas imediatamente anteriores ao fechamento, observado, em qualquer hipótese, a quantidade máxima de 682.035 de ações da Arezzo&Co.

Além disso, caso a BAW atinja determinadas métricas de desempenho no exercício de 2021, conforme fixado no contrato, a empresa pagará aos atuais sócios da BAW uma parcela adicional contingente de até R$ 10 milhões.

A BAW teve um faturamento de R$ 40 milhões em 2020 e espera atingir R$ 80 milhões em 2021, o que implica em um múltiplo do valor da empresa mais dívidas sobre a receita esperado para 2021 (EV/Receita) de 1,3 vez.

Os analistas da XP destacaram, em nota, ver a transação como positiva e em linha com a estratégia da Arezzo de reforçar a construção do seu portfólio de vestuário, através da aquisição de marcas aspiracionais. A XP mantém recomendação de compra para a ação ARZZ, com preço alvo de R$ 110,0 por ação. Veja mais clicando aqui. 

A CCR anunciou nesta quinta-feira que assinou um aditivo ao contrato de concessão da BR-163/MS, operado por sua subsidiária MSVia.

O acordo assinado com o governo federal, por meio da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), prepara terreno para a relicitação do trecho de 846 quilômetros, que corta o Estado do Mato Grosso do Sul, nas divisas com Mato Grosso e Paraná.

Após a assinatura do aditivo haverá diversas etapas para a efetiva conclusão da relicitação, período em que a MSVia permanecerá operando o trecho concedido.

Ecorodovias (ECOR3)

A Ecorodovias anunciou a aprovação de uma oferta restrita de 172 milhões de ações. Considerando o valor de fechamento dos papéis na véspera de R$ 13,33, a oferta pode levantar R$ 2,3 bilhões. Um porcentual de 80% deve ser destinado ao caixa da empresa.

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Crise hídrica de um lado, regulamentação do marco legal de outro: os sinais dúbios para as ações de saneamento

SÃO PAULO – O noticiário dos últimos dias têm movimentado o setor de saneamento, com indicações positivas e negativas para as companhias.

Do lado positivo, está o decreto de regulamentação do novo marco legal do saneamento, considerado bastante importante para a transformação do setor (veja mais clicando aqui), principalmente para chegar às metas de universalização num contexto em que o abastecimento de água e do tratamento da rede de esgoto ainda é bastante precário no Brasil.

Por outro, a crise hídrica, ainda que tenha gerado mais preocupações num primeiro momento sobre um possível encarecimento na conta de luz por conta da ativação de energia térmica, é monitorada de perto e pode impactar as empresas de saneamento. As últimas declarações de representante do governo paulista indicando uma privatização mais distante da Sabesp (SBSP3) também acabaram impactando a ação da companhia na B3 nos últimos dias.

Nesta quarta-feira (2), a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) publicou, no Diário Oficial da União resolução que declara “situação crítica de escassez quantitativa dos recursos hídricos” na Região Hidrográfica do Paraná, polo de produção agropecuária e de grandes hidrelétricas, até o dia 30 de novembro.

De acordo com a ANA, após a análise de cada situação, poderão ser adotadas medidas, como regras de operação temporárias para os reservatórios preservar seus volumes. “Num primeiro momento, a necessidade de restrições para usos consuntivos [que consomem água], como a irrigação e o abastecimento humano, não é vislumbrada”, esclarece a agência ao informar que, por meio das medidas adotadas “em caráter preventivo” pretende “mitigar possíveis riscos aos usos consuntivos de água, decorrentes do cenário desfavorável de chuvas, até o fim do período seco”.

A agência acrescenta que a Região Hidrográfica do Paraná passa por um “déficit de precipitações severo” desde outubro de 2019, e que diversos locais dessa região registraram vazões baixas a extremamente baixas tanto em 2019 quanto no período chuvoso de 2020/2021, quando foram registradas as menores vazões afluentes.

“Quanto aos volumes armazenados nos reservatórios, em 1º de maio, sete dos 14 principais reservatórios de hidrelétricas da região estavam com seu pior nível desde 1999. E os demais estavam com níveis entre os cinco piores desse período”, informou a ANA. Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná estão na Região Hidrográfica do Paraná; na semana passada, o governo já havia publicado um alerta de emergência hídrica para o período de junho a setembro para esses cinco estados brasileiros.

Em relatório desta semana, os analistas do Credit Suisse apontam que a Sabesp (SBSP3) e Copasa (CSMG3), estatal mineira de saneamento, estão mais preparadas para enfrentar o cenário atual depois da crise hídrica de 2014, não apenas aumentando a oferta, mas também melhorando a flexibilidade entre os reservatórios.

“Somando-se a isso, ambas as empresas têm observado crescimento limitado do consumo desde a crise, com população mais consciente do uso da água e da mudança de hábitos de consumo”, apontam Carolina Carneiro e Rafael Nagano, analistas do banco suíço.

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Veja também: Quais ações de elétricas mais perdem e quais mais ganham em meio à crise hídrica?

Já para a Sanepar (SAPR11), a empresa tem enfrentado limitação de oferta desde 2020 e os clientes na região metropolitana de Curitiba estão sofrendo com o rodízio de abastecimento por mais de um ano. Mesmo assim, o Paraná segue em emergência de crise hídrica.

Novo marco legal 

No noticiário do setor, os analistas do Credit Suisse ainda destacaram a publicação pelo governo federal do decreto de regulamentação do novo marco legal do saneamento na última terça-feira (1). O decreto que disciplina trecho do novo marco, em vigor desde julho, foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) e estabelece uma linha de corte para empresas de saneamento atuarem no mercado. O objetivo da comprovação de capacidade econômico-financeira é assegurar que as empresas tenham condições para cumprir as metas de universalização dos serviços.

Em março, o ministro do Desenvolvimento Regional (MDR), Rogério Marinho, adiantou que, considerando o nível atual de caixa, pelo menos dez companhias estaduais de saneamento não conseguiriam atingir os índices necessários para continuarem operando, segundo as regras do decreto.

O ato determina que, se não se regularizarem até março de 2022, prazo final para os contratos em vigor se adequarem às metas de universalização de saneamento, essas empresas devem perder esses negócios. “O processo de comprovação de capacidade econômico-financeira deverá estar concluído, com a inclusão de decisões sobre eventuais recursos administrativos, até 31 de março de 2022”, cita o decreto.

Pelas regras, a avaliação da capacidade econômico-financeira será feita pela entidade reguladora em duas etapas sucessivas. Na primeira etapa, será analisado o cumprimento de índices referenciais mínimos dos indicadores econômico-financeiros e, na segunda etapa, a adequação dos estudos de viabilidade e do plano de captação de recursos. As empresas têm até 31 de dezembro de 2021 para apresentar requerimento de comprovação de sua capacidade à cada entidade reguladora responsável pela fiscalização.

Para a aprovação na primeira etapa, o prestador deverá comprovar que os indicadores econômico-financeiros do grupo econômico a que pertence atendem aos seguintes referenciais mínimos: índice de margem líquida sem depreciação e amortização superior a zero; índice de grau de endividamento inferior ou igual a um; índice de retorno sobre patrimônio líquido superior a zero; e índice de suficiência de caixa superior a um.

Para a aprovação na segunda etapa, a empresa deverá comprovar que os estudos de viabilidade resultam em fluxo de caixa global com valor presente líquido igual ou superior a zero e que o plano de captação de recursos – detalhado no decreto – está compatível com os estudos de viabilidade. Esse plano deve conter os termos e as condições das captações previstas nos estudos de viabilidade para o cumprimento das metas de universalização, além de seguir prazos e fases de implementação.

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As regras do decreto não se aplicam à prestação direta de serviços públicos de abastecimento de água potável ou de esgotamento sanitário pelo município ou pelo Distrito Federal titular do serviço, ainda que seja feita por intermédio de autarquia, empresa pública ou sociedade de economia mista por ele controladas.

Quanto às empresas estatais em processo de privatização, o decreto garante seu pressuposto de capacidade econômica e financeira, uma vez que as empresas atendem a alguns requisitos, incluindo a conclusão da privatização até 31 de março de 2024.

Por fim, os analistas do Credit ainda apontam esperar por mais avanços na agenda da ANA para a definição de novas regras e diretrizes federais para a regulação regional das agências, incluindo metodologia de indenização de ativos, metodologia de revisão tarifária, de metas operacionais e definição da tarifa de resíduos sólidos urbanos.

Carolina e Nagano veem a regulamentação como positiva para o futuro do setor, destacando a definição dos requisitos econômico e financeiro para as empresas nos termos da nova lei de saneamento, uma vez que as prestadoras de serviços menos eficientes tendem a perder participação no mercado, favorecendo assim o atendimento à população.

Além disso, a opção de privatização poderia ser acelerada após as novas metas o que, a rigor, favoreceria mais a Sabesp, apesar de também verem Sanepar e Copasa também sendo beneficiadas com as novas diretriz regulatórias.

Porém, cabe ressaltar, uma notícia negativa sobre o tema afetou a ação da Sabesp desde a última sexta-feira (28). Em apenas três pregões, entre sexta-feira (28) da semana passada e a última terça-feira (1), as ações SBSP3 tiveram queda de 7,5%.

Marcos Penido, secretário de Infraestrutura e Meio Ambiente do Estado de São Paulo, afirmou em entrevista ao Valor Econômico que o Governo de São Paulo não deverá levar adiante nem a capitalização nem a privatização da Sabesp até 2022. O foco neste momento, disse ele, é a universalização dos serviços.

De acordo com o Credit Suisse, independentemente do cenário de estrutura de capital no curto prazo, os analistas mantêm a visão de que a Sabesp tem uma valorização descontada e que a perspectiva de lucro é positiva dada a recente revisão tarifária aprovada. Se a revisão tarifária for totalmente implementada, deve implicar em números melhores que o esperado pelos analistas.

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“Ainda assim, o fluxo de notícias relacionado à privatização foi um catalisador potencial para as ações (para desbloquear o potencial de valor para o ativo) e, até que o governo decida sobre essa possibilidade, o desempenho das ações pode ser limitado. Além disso, embora não vejamos risco de racionamento no momento para garantir abastecimento de água em São Paulo, o fluxo de notícias relacionado à hidrologia seca deve continuar e também pode ser um obstáculo para as concessionárias de água”, apontam os analistas do banco suíço.

A recomendação atual do Credit para as ações do setor é de outperform (desempenho acima da média do mercado) para Sabesp, com preço-alvo de R$ 60,90, uma alta de 57% em relação o fechamento da véspera, enquanto possui recomendação neutra para Copasa, com preço-alvo de R$ 17,03 (queda de 2,3%) e possuem recomendação underperform (desempenho abaixo da média) para as units da Sanepar, com preço-alvo de R$ 27,10 (ainda que com um potencial de valorização de 33% frente o último fechamento).

O cenário é de cautela mas, mesmo assim, algumas notícias mostram que o ambiente de longo prazo é de investimentos fortes para o setor, em boa parte em decorrência da aprovação do novo marco legal do saneamento. Na última sexta-feira, em 28 de maio, foi lançado o edital de um novo projeto de saneamento básico no Amapá. A concessão engloba o atendimento de 16 municípios, mais de 90% da população do estado e deverá trazer investimentos da ordem de R$ 3 bilhões para o setor.

A concessão terá prazo de 35 anos. A universalização dos serviços de água deverá, por exigência do contrato, ocorrer em até no máximo 11 anos. “A notícia é positiva uma vez que se projeta a entrada de forte investimento para o projeto de universalização dos serviços de água e esgoto”, avalia a Levante Ideias de Investimentos. Assim, apesar dos sinais contraditórios no curto prazo, a expectativa é de fortes aportes no setor.

Cabe destacar que, no final de abril, o leilão da Cedae, maior concessão de saneamento do Brasil, arrecadou R$ 22,7 bilhões e superou projeções – e mais certames do gênero estão no radar. E, além do Amapá, quatro novos leilões estão no radar do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para serem realizados até o primeiro semestre do ano que vem.

(com Estadão Conteúdo e Agência Brasil)

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Ações da Sabesp fecham em baixa de 4,7% após fala de secretário de SP sobre data para privatização ou capitalização

(Divulgação/Sabesp)

SÃO PAULO – Além da crise hídrica acender o alerta para a Sabesp (SBSP3), uma vez que a companhia foi bastante impactada em 2014 com os baixos níveis dos seus reservatórios, uma outra notícia afetou as ações na sessão desta sexta-feira (28), fazendo com que a ação fechasse em queda de 4,74%, a R$ 39,96, maior baixa do índice.

Marcos Penido, secretário de Infraestrutura e Meio Ambiente do Estado de São Paulo, afirmou em entrevista ao Valor Econômico que o Governo de São Paulo não deverá levar adiante nem a capitalização nem a privatização da Sabesp até 2022.  O foco neste momento, disse ele, é a universalização dos serviços.

“O marco legal [do saneamento] trouxe para nós uma obrigação, uma responsabilidade muito grande, então estamos focados na universalização. Neste ano e no ano que vem, vamos deixar estruturadas todas as ações necessárias para que todos os 370 municípios [com operação da Sabesp] tenham a universalização. Quaisquer outras ações estão fora do nosso radar até o final do ano que vem”, afirmou.

Vale ressaltar que, em abril, Henrique Meirelles, secretário da Fazenda do governo de São Paulo, tinha afirmado que o estado deixaria para 2022 a capitalização da Sabesp, um processo considerado mais complexo. Ele ainda apontou que o governo ainda avalia se fará uma capitalização parcial (sem entrega do controle) ou total, o que corresponderia a uma privatização.

A expectativa em torno da privatização da Sabesp ganhou força após aprovação do novo marco regulatório do saneamento básico no país, que, entre outras mudanças, abriu caminho para o aumento da presença da iniciativa privada sobre o setor que hoje depende praticamente de entes estatais.

Procurado pela Reuters, a secretaria de Infraestrutura de São Paulo afirmou em nota que “nesse momento a prioridade é a universalização dos serviços, a previsão é de que o processo de capitalização da companhia possa ocorrer ao longo de 2022”.

(com Reuters)

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ADRs da Petrobras sobem até 5% no pré-market da NYSE após balanço; Sabesp, Renner, CCR, Ecorodovias e mais 30 resultados

SÃO PAULO – A reta final da temporada de resultados é bastante movimentada, com destaque para a divulgação dos números do primeiro trimestre da Petrobras, Magazine Luiza, Renner, CCR, Ecorodovias, entre outras companhias.

Os ADRs (recibo de ações) da Petrobras avançam cerca de 5% no pré-market da Bolsa de Nova York após o balanço: às 8h30 (horário de Brasília), a alta era e 4,99%, a US$ 9,68 para os ativos PBR, equivalente aos ordinários. Contudo, os ativos amenizaram a alta e, às 9h52, os papéis subiam 2,82%, a US$ 9,48.

Por outro lado, os ADRs da Vale caem cerca de 1% na NYSE em meio a um novo dia de queda do minério, depois de um forte rali para a commodity.

A sessão é novamente de queda do minério, com queda de 7,49% da commodity na Bolsa de Dalian.

Ainda em destaque, a Vale, BHP e Rio Tinto, três das maiores mineradoras do mundo, lançaram na quinta-feira uma chamada global voltada a empreendedores, fornecedoras e start-ups capazes de desenvolver soluções de eletrificação de grandes caminhões, como os usados em minas.

Num cenário de explosão de preços de commodities e de recuperação das vendas de combustíveis no Brasil, a Petrobras fechou o primeiro trimestre deste ano com lucro de R$ 1,16 bilhão.

O resultado reverte o prejuízo de R$ 48,5 bilhões no primeiro trimestre de 2020, quando a pandemia de Covid-19 derrubou a cotação do petróleo do tipo Brent, negociado na bolsa de Londres, e também o consumo de derivados no Brasil. Diante das perspectivas pessimistas com o comportamento da commodity ao longo do ano, a Petrobras fez, na época, uma série de baixas contábeis de seus ativos, prevendo que boa parte deles não valeria a pena com o barril do petróleo na casa dos US$ 30. As apostas, no entanto, não se concretizaram, e a empresa fechou o ano passado com lucro trimestral recorde de R$ 59,89 bilhões.

Neste trimestre, a empresa aproveitou a alta do petróleo no mercado internacional para reforçar sua receita, ao promover reajustes em suas refinarias toda vez que o barril ficava mais caro nas principais bolsas de negociação do mundo.

A resiliência do agronegócio garantiu o crescimento da venda de óleo diesel, usado no transporte de produtos agrícolas. Enquanto o afrouxamento das medidas de isolamento manteve o comércio de gasolina. A Petrobras ainda conseguiu aumentar sua participação nos mercados dos dois combustíveis para 73%.

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Na comparação com o quarto trimestre do ano passado, houve retração de 98,1% do resultado, por conta da desvalorização do real frente ao dólar, que pesou nas despesas financeiras.

O Bradesco BBI classificou os resultados divulgados pela Petrobras como fortes. O Ebitda recorrente de R$ 47,7 bilhões está em linha com sua estimativa e com o consenso do mercado. O rendimento do fluxo livre de caixa do acionista foi de 5%. Assim, o banco avalia que há uma boa probabilidade de que a empresa entregue um fluxo livre de caixa acima de sua estimativa de US$ 12 bilhões para o ano.

O banco destaca que a empresa continua em sua trajetória para redução do endividamento, mas aponta que a Petrobras está a US$ 11 bilhões distante de atingir sua meta de dívida bruta de US$ 60 bilhões, que impulsionaria uma política de dividendo mais alta. Com a expectativa sobre fluxo livre de caixa do acionista para este ano, além das vendas de ativos, o Bradesco espera que a empresa possa atingir esse patamar ainda em 2021. Mas expressa dúvida sobre se a nova gerência e o novo conselho manterão a política atual.

Apesar dos bons resultados, o banco avalia que o mercado está mais interessado em compreender como a nova gestão irá se comportar em relação à política de dividendos, precificação de combustíveis, perspectiva de venda da BR Distribuidora e um fundo de estabilização dos combustíveis junto ao governo.

O Bradesco mantém avaliação neutra e preço-alvo de R$ 32 para os papéis PETR4, que fecharam na quinta a R$ 24,99.

O Credit Suisse ressaltou que o Ebitda da Petrobras no primeiro trimestre, de US$ 8,7 bilhões, ficou 5% abaixo de sua estimativa. Mas diz que não se trata de uma surpresa, pois pode ser atribuído a vendas abaixo da expectativa, mesmo com a alta na produção de petróleo. No entanto, ressalta que as vendas abaixo do esperado indicam perda de cerca de US$ 500 milhões em Ebitda. O Credit mantém recomendação neutra e preço-alvo de US$ 10, frente aos US$ 9,22 negociados na quinta pelos papéis PBR na Bolsa de Nova York.

O banco Morgan Stanley afirma que a percepção crescente de intervenção do governo nos últimos meses elevou a preocupação de que a independência da gestão se reduza. Isso é central para uma política de combustíveis funcional, diz o banco. Assim, o banco diz que suas projeções mais otimistas e mais negativas parecem igualmente plausíveis. Mesmo se não houver um desvio material nos próximos meses, o sentimento e a volatilidade devem continuar a dominar o debate, afirma o banco.

O Morgan Stanley mantém recomendação equal-weight (perspectiva de valorização dentro da média do mercado) e preço-alvo de US$ 8,50, frente os US$ 9,22 de fechamento na quinta pelos papéis PBR na Bolsa de Nova York.

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Ainda em destaque, as vendas de diesel da Petrobras atingiram 824 mil barris por dia (bpd) em abril, alta de 59% na comparação anual, informou nesta quinta-feira a companhia, que apurou ainda um novo recorde na comercialização de diesel S-10.

A Cogna registrou prejuízo líquido de R$ 90,975 milhões no primeiro trimestre, um salto de 132,5% em relação ao mesmo período do ano anterior, de acordo com dados divulgados pelo grupo de educação nesta sexta-feira.

Assim como no quarto trimestre, a companhia afirmou que o resultado deve efeito de itens não recorrentes (que totalizaram R$ 130,037 milhões) em função dos gastos com a reestruturação da Kroton e impairment na Saber.

Em termos ajustados pela amortização do intangível, mais valia de estoques e impairment (todos efeitos não-caixa), a Cogna apurou lucro líquido de R$ 6,495 milhões no período, um tombo de 86,1% frente ao primeiro trimestre do ano passado.

A empresa disse que o desempenho refletiu redução do resultado operacional e maior volume de despesas não-recorrentes, parcialmente compensado por menores despesas financeiras líquidas.

A receita líquida caiu 22,4%, para R$ 1,262 bilhão, refletindo nos ensinos superior e básico, entre outros, enquanto as despesas operacionais recuaram apenas 1,6%, para R$ 230,546 milhões.

Lojas Renner (LREN3)

A Lojas Renner reportou um prejuízo líquido de R$ 147,7 milhões no primeiro trimestre de 2021, depois de lucrar R$ 7,1 milhões no mesmo período do ano passado.

Já o Ebitda (Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciações e Amortizações) da varejista de roupas excluindo arrendamentos somou R$ 31,8 milhões, valor 85,5% menor que o do primeiro trimestre de 2020.

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A receita líquida da empresa foi de R$ 1,36 bilhão, o que representa uma queda de 12% na comparação anual.

Houve uma queda de 12,7% das vendas nas lojas por conta das maiores restrições à mobilidade, parcialmente compensada pelo salto de 173% nas vendas digitais.

Segundo a administração da Renner, o prejuízo ocorreu devido à retomada nos protocolos de distanciamento social realizados para conter a proliferação da Covid-19. “Desta forma, os clientes se mostraram novamente mais cautelosos quanto à circulação em shoppings, resultando em um fluxo inferior no primeiro trimestre, em comparação com o mesmo período do ano anterior”, afirma a companhia.

De acordo com a Renner, nos primeiros três meses deste ano operou-se com 69% da carga horária total, versus 86% no mesmo período do ano passado.

Por outro lado, a companhia aponta que as vendas têm apresentado crescimento consistente desde 19 de abril, quando houve reabertura quase integral do parque de lojas.

A C&A teve prejuízo de R$ 138,5 milhões no primeiro trimestre de 2021, alta de 150% frente as perdas de R$ 55,4 milhões registradas em igual período de 2020. O Ebitda ficou negativo em R$ 37,3 milhões, ante dado positivo de R$ 78,1 milhões no mesmo período de 2020.

Já a receita líquida totalizou R$ 776,1 milhões, queda de 20,6% na base de comparação anual em meio ao impacto de fechamento de lojas e redução no horário da operação. A receita em vestuário foi de R$ 565,5 milhões, queda de 20,8%, enquanto a divisão de “fashiontronics” (eletrônicos) teve queda de 25,5%, totalizando R$ 142,9 milhões.

As vendas no conceito “mesmas lojas” caíram 21,7% em meio ao fechamento dos estabelecimentos e maiores restrições de funcionamento. Já as vendas brutas totais (GMV) tiveram alta de 178,4%, a R$ 139,2 milhões. A receita líquida on-line foi a R$ 106,6 milhões, alta de 176,2% frente 2020.

Magazine Luiza (MGLU3)

O Magazine Luiza apresentou lucro líquido de R$ 258,6 milhões no primeiro trimestre de 2021, alta de 739,7% ante o mesmo período de 2020. O número, porém, foi beneficiado por receitas e despesas não recorrentes, incluindo ganhos relacionados à reversão de provisões tributárias.

Assim, a companhia informa que seu lucro líquido ajustado (que exclui os efeitos não recorrentes) foi de R$ 81,5 milhões, revertendo o prejuízo de R$ 8 milhões no primeiro trimestre de 2020.

Leia mais: Lucro líquido da Magazine Luiza salta 740% no primeiro trimestre e chega a R$ 259 milhões puxado pelo app

O Ebitda, por sua vez, foi de R$ 695,6 milhões, alta de 109%. Da mesma forma, a companhia explica que o indicador ajustado ficou em R$ 427,2, alta de 56%.

A receita líquida foi de R$ 8,252 bilhões, alta de 57,7% na comparação anual. As vendas totais da companhia avançaram 62,8%, chegando a R$ 12,5 bilhões. As vendas online da empresa cresceram 114,4% no trimestre, ante igual período de 2020.

Cyrela (CYRE3

A Cyrela Brazil Realty apresentou um salto de 588% no lucro líquido, atingindo R$ 192 milhões no primeiro trimestre de 2021 em comparação com os R$ 28 milhões no mesmo período de 2020. A companhia não divulga a métrica de Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização).

A receita líquida totalizou R$ 1,004 bilhão, aumento de 89,6% na mesma base de comparação. A margem bruta subiu 1,8 ponto porcentual, para 34,5%.

A expansão do lucro foi puxada pelo avanço do faturamento com o maior volume de obras em andamento de unidades já comercializadas (no setor de construção a receita avança de acordo com andamento das obras), além do maior volume de vendas no período. As vendas somaram R$ 908 milhões no primeiro trimestre, alta de 32,2%.

Também houve ganho com o resultado financeiro, que gerou uma receita de R$ 11 milhões, crescimento de R$ 265% em comparação com a receita de R$ 3 milhões de um ano antes.

A Cury Construtora e Incorporadora teve lucro de R$ 50 milhões no primeiro trimestre de 2021, alta de  669% na comparação anual. A receita líquida subiu 49,3%, para R$ 339,3 milhões.  As vendas líquidas subiram R$ 590 milhões, a níveis recordes.

A Eztec viu seu lucro cair no primeiro trimestre, com a construtora e incorporadora citando atrasos devido à escalada de preços de insumos da construção e aos efeitos de medidas de isolamento social para conter a pandemia. A companhia anunciou que seu lucro líquido do período caiu 6% contra um ano antes, para R$ 72,9 milhões.

Já o Ebitda somou R$ 38,9 milhões, montante 28% menor do que um ano antes, e a margem recuou 1,8 ponto percentual, a 20%.

No relatório de resultados, a Eztec citou desgaste dos indicadores operacionais “com reflexos negativos para a receita líquida”, devido à absorção de inflação de custos aço, cimento e alumínio, entre outras commodities, além de restrições da fase vermelha da pandemia em São Paulo, que implicaram em plantões de vendas fechados por mais de um terço do trimestre.

A receita líquida da companhia somou R$ 195 milhões no trimestre, queda de 22%. A Eztec fechou março com caixa líquido de R$ 1,06 bilhão, com queima de R$ 12 milhões.

Na construção/incorporação, a Even teve lucro líquido de R$ 83,6 milhões, Ebitda de R$ 111,46 milhões e receita líquida de R$ 683,38 milhões, em crescimentos de 130%, 87,5% e 68% respectivamente na comparação com o primeiro trimestre de 2020.

Melnick Even (MELK3)

A Melnick Even teve lucro líquido de R$ 14,6 milhões, ante lucro de R$ 3 milhões reportados em igual período de 2020. A receita líquida passou de R$ 134,2 milhões para R$ 165 milhões. O Ebitda foi de R$ 22,3 milhões no trimestre, ante R$ 15,2 milhões nos primeiros três meses de 2020. A margem teve alta de 2,17 pontos percentuais, para 13,54%.

Mais uma construtora e incorporadora, a Lavvi teve um lucro líquido de R$ 17,05 milhões, o que equivale a um crescimento de 89% ante o mesmo período do ano passado. A receita líquida da empresa totalizou R$ 90,43 milhões, em expansão de 113% na base anual de comparação.

A incorporadora Tecnisa teve prejuízo líquido de R$ 26 milhões no primeiro trimestre de 2021, uma melhora de 55% em relação ao prejuízo líquido de R$ 58 milhões no primeiro trimestre de 2020. O Ebitda foi negativo em R$ 10,56 milhões, ante R$ 50,58 milhões de perda no mesmo período do ano passado. A receita líquida totalizou R$ 33 milhões no período, em redução de 26% em relação aos primeiros três meses de 2020.

A CCR reportou no primeiro trimestre um lucro líquido de R$ 688,9 milhões no critério IFRS, alta de 137,8% sobre igual intervalo de 2020.

Segundo a CCR, o crescimento expressivo do indicador se deve principalmente à resolução do acordo de reequilíbrio da concessão da ViaQuatro com o governo de São Paulo no final de março, que acabou sendo reconhecido no exercício do primeiro trimestre. Excluindo esse reconhecimento, a companhia teria apresentado uma queda de 56,5% do lucro líquido, para R$ 126 milhões.

O Ebitda ajustado foi de R$ 2,50 bilhões de janeiro a março, avanço de 70,7% ante igual intervalo do ano passado. A margem Ebitda ajustada foi de 72,8% no primeiro trimestre, alta de 11,4 pontos porcentuais na mesma base de comparação.

A receita líquida (que exclui receita de construção) no primeiro trimestre foi de R$ 3,43 bilhões, alta de 44,1%, também impactada pelo reequilíbrio da ViaQuatro.

Ecorodovias (ECOR3)

A Ecorodovias sofreu queda de 11,9% no lucro líquido do primeiro trimestre ante o mesmo período do ano passado, para R$ 88 milhões, informou a empresa de concessões de infraestrutura. A companhia afirmou que a queda no lucro ocorreu por fatores que incluem aumento da depreciação e fim de contratos de concessão dos ativos Ecovia Caminho do Mar e Ecocataratas.

O crescimento em despesas financeiras também pressionou a última linha do balanço. O Ebitda cresceu 8,8% no período, para R$ 543,3 milhões. Enquanto isso, o custo caixa ajustado subiu 4,3%, para R$ 247,2
milhões. A Ecorodovias terminou o trimestre com uma alavancagem de 3,3 vezes, ante 3,4 vezes no final do ano passado.

A brMalls teve queda de 41,5% no lucro líquido ajustado do primeiro trimestre sobre o mesmo período do ano passado, para R$ 76 milhões. A companhia, atingida como outros operadores de shopping centers do país por uma onda de medidas de isolamento social no início deste ano, viu a receita líquida recuar 18,5% no período, para R$ 241 milhões. O Ebitda ajustado caiu 17,2%, para R$ 171 milhões.

A companhia registrou inadimplência líquida de 14,3%, sensível alta ante o patamar de 4,9% de um ano antes. As vendas mesmas lojas despencaram 25,3%, depois de já terem recuado 13% no primeiro trimestre de 2020.

“Considerando o período mais curto (de restrições) e a evolução do programa de vacinação, a expectativa para os próximos trimestres é de recuperação no indicador (de inadimplência)”, afirmou a brMalls no balanço. A empresa afirmou que todo o seu portfólio voltou a operar em 22 de abril, embora com restrições de atividades.

Qualicorp (QUAL3)

A operadora de planos de saúde Qualicorp lucrou R$ 114,5 milhões no primeiro trimestre de 2021,  alta de 67,9% ante o lucro líquido de RS 68,2 milhões registrados no mesmo período do ano passado.

A receita líquida foi de R$ 523,0 milhões, alta de 4,1% na mesma base de comparação. O Ebitda  ajustado do primeiro trimestre de 2021 a R$ 241,6 milhões, em queda de 0,2%.

A Qualicorp anunciou na quinta-feira que acertou a compra de até 40% da Escale Health Seguros e Corretagem, operação que pode envolver cerca de R$ 133 milhões.

A Qualicorp também pode exercer bônus de subscrição no período de 12 meses, o que poderá ter 40% da Escale, além de uma participação indireta via Quinhentos, controladora da Escale.

A operadora de ferrovias e contêineres Rumo  passou de prejuízo para lucro no primeiro trimestre, beneficiada por alta das receitas e um ganho não recorrente numa operação financeira.

Braço de logística do grupo de agronegócio Cosan (CSAN3), a Rumo anunciou nesta quinta-feira que teve lucro líquido de R$ 175 milhões de janeiro a março, ante prejuízo de R$ 274 milhões um ano antes.

Segundo a companhia, o desempenho refletiu o crescimento da receita com aumento dos volumes transportados e das tarifas cobradas, além de menores despesas financeiras decorrentes de marcação a mercado de derivativos, com o pagamento antecipado de notas de dívida que vencem em 2024, o que gerou um efeito positivo de R$ 203,3 milhões.

O volume transportado pela Rumo no trimestre foi de 13,9 bilhões de toneladas equivalentes, 12,8% maior do que na mesma etapa de 2020. Na chamada operação norte, o volume cresceu 16,4%, com destaque para fertilizantes (+55,2%) e industriais (+21%), enquanto o segmento agrícola avançou 15,8%.

Com isso, a receita líquida somou R$ 1,75 bilhão, avanço de 22,6% no comparativo anual, favorecida também pelo aumento de 5,9% das tarifa, em meio a reajustes de 20% do preço do combustível.

O Ebitda atingiu R$ 832 milhões, 44,2% maior em um ano. A margem Ebitda chegou a 47,7%, aumento de 7,1 pontos percentuais ano a ano.

A CPFL Energia registrou lucro líquido de R$ 961 milhões no primeiro trimestre de 2021, alta de 6,3% em relação a igual período do ano passado, impulsionada por um aumento do Ebitda nos segmentos de distribuição e geração, informou a companhia nesta quinta-feira.

O Ebitda da CPFL, do grupo chinês State Grid, atingiu R$ 1,966 bilhão no período, avanço de 15,9% no ano a ano.

“A pandemia ainda não acabou, mas assim como passamos pelos desafios de 2020, começamos esse primeiro trimestre com a mesma diretriz e estratégia”, disse em nota o presidente da companhia, Gustavo Estrella. “No desempenho econômico-financeiro, mais uma vez alcançamos resultados expressivos.”

A CPFL destacou um aumento de 2,5% nas vendas de energia elétrica na área de concessão de suas distribuidoras, puxado pelas classes residencial e industrial, com uma “mudança de hábito da população no residencial e continuidade da recuperação da indústria em todos os segmentos relevantes em nossas regiões.”

Já no segmento de geração, a CPFL mencionou que os parques eólicos tiveram boa performance no período frente ao primeiro trimestre de 2021.

A empresa apurou ainda redução de 0,1% em sua dívida líquida, que totalizou ao final do trimestre 15,1 bilhões de reais, com alavancagem de 2,03 vezes na medição dívida líquida/Ebitda.

A receita operacional líquida avançou 13,8% na comparação anual, a R$ 8,3 bilhões, enquanto os investimentos somaram R$ 695 milhões no período, alta de 36,3%, acrescentou a elétrica.

A Energisa teve lucro líquido de R$ 49,3 milhões no primeiro trimestre deste ano, alta de 106,8% em comparação com o mesmo período do ano passado.

O Ebitda ajustado subiu 43,5% no trimestre, enquanto a receita líquida avançou 17,8%, a R$ 496,5 milhões.

No trimestre o número de consumidores no mercado cativo aumentou 2,7%, para 824,2 mil unidades, mas a venda de energia a consumidores cativou caiu 3,4% a 861,2 gigawatts-hora (GWh). Já a venda de energia para consumidores cativos e livres cresceu 1,5% no período, para 1.182,2 Gwh.

As perdas de energia nas distribuidoras do grupo aumentaram 8,5 pontos porcentuais (p.p.) para 6,79%, ante 6,26% registrados um ano antes.

Ao final do primeiro trimestre a dívida líquida da Energisa era de R$ 619,8 milhões, crescimento de 15% em relação aos R$ 540,8 milhões registrados em 31 de dezembro de 2020. A alavancagem medida pelo indicador dívida líquida/Ebitda ajustado dos últimos 12 meses ficou em 1,9 vez, alta de 0,1 p.p.

Ânima Educação (ANIM3)

A Ânima Educação encerrou o primeiro trimestre de 2021 com lucro líquido ajustado de R$56,3 milhões, 28,5% a mais na comparação anual. A receita líquida da organização educacional alcançou R$ 416,0 milhões representando um aumento de 22,8% em relação ao ano anterior.

A empresa, ainda, no mesmo período, apresentou um Ebitda ajustado de R$ 146,5 milhões, sendo 23,9% superior a 2020 e com a margem Ebitda ajustada de 35,2%.

Houve um aumento de base de alunos de 11,3%, com um ticket líquido médio superior em 12,1% em relação ao primeiro trimestre de 2020. Além disso, a taxa de evasão da graduação no primeiro trimestre de 2021 foi de 7,0%, representando 0,5% inferior ao mesmo período do ano anterior.

Em geração de caixa operacional, a Ânima Educação apresentou crescimento de R$ 33,7 milhões, totalizando R$ 144,0 milhões, em relação ao primeiro trimestre de 2020.

Metal Leve (LEVE3)

A Mahle Metal Leve registrou lucro atribuível aos sócios controladores da empresa de R$ 126,2 milhões no primeiro trimestre de 2021, alta de 487% na comparação anual.

Já a receita líquida foi de R$ 835 milhões, alta de 45,5% frente igual período de 2020, com a alta impulsionada pelo desempenho positivo das vendas no mercado de “aftermarket” (peças para reposição), que teve alta de 62,1%; e de equipamentos originais, tanto no mercado doméstico, com avanço de 40,5%, e de exportação, que obteve alta de 35,7%. O Ebitda subiu 117,7%, para R$ 199,2 milhões.

Os analistas do Bradesco BBI apontam que os principais destaques: 1) fortes vendas de aftermarket na Argentina; 2) as receitas de exportação beneficiadas por um real mais fraco; e 3) margem Ebitda de 23,9% no primeiro trimestre de 2021 impulsionada por exportações e rígido controle de custos.

Os analistas apontam que a Mahle Argentina foi responsável por 48% do crescimento da receita, com receita de R$ 142 milhões (alta de 61% na base anual). Considerando que a produção de veículos no trimestre no Brasil e na Argentina combinados atingiu 687.705 unidades (alta de 5% na base anual), as vendas de aftermarket na Argentina parecem explicar a receita melhor do que o esperado. Porém, a expectativa é de que as receitas na Argentina desacelerem nos próximos trimestres.

“Apesar dos resultados melhores do que o esperado, mantemos nossa visão cautelosa à medida que a eletrificação de veículos se acelera globalmente. Embora os veículos elétricos possam levar anos para ganhar relevância no mercado interno brasileiro, para a Mahle Metal Leve, as exportações para a Europa e América do Norte para as fabricantes de equipamentos representaram 30% da receita líquida no trimestre. Portanto, a tendência global de eletrificação de veículos pode comprometer o futuro crescimento e lucratividade da linha de frente”, avaliam.

Eles mantêm recomendação underperform (desempenho abaixo da média do mercado), mas elevando o preço-alvo de R$ 17 para R$ 20, o que representa uma queda de 15% em relação ao fechamento de quinta.

A Alliar registrou um lucro líquido de R$ 12,5 milhões no primeiro trimestre de 2021, ante prejuízo de R$ 20 milhões em igual período de 2020. A receita líquida (ex-construção) totalizou R$ 284,7 milhões, alta de 20,8% na comparação anual. Já o Ebitda ajustado passou de R$ 36,3 milhões para R$ 71,8 milhões, alta de 97,7%, enquanto a margem Ebitda ajustada subiu 9,8 pontos percentuais, a 25,2%.

A Triunfo Participações e Investimentos (TPI) teve prejuízo atribuído aos controladores de R$ 49 milhões, uma alta de 228% na comparação anual. Enquanto isso, a receita da companhia teve queda de 4% no trimestre frente 2020, para R$ 243,9 milhões.  O Ebitda ajustado foi de R$ 91,9 milhões, queda de 21,6%.

A Arezzo &Co, que tem as marcas Arezzo, Schutz e Reserva, viu seu lucro líquido contábil subir 15%, para R$ 29,8 milhões. Já sem considerar efeitos não recorrentes, como os R$ 30 milhões em créditos fiscais, a empresa teve alta de 310,7% na comparação do lucro líquido.

A receita líquida subiu 33,2%, a R$ 499,9 milhões. O Ebitda teve alta de 79,9% na comparação anual, para R$ 64,74 milhões.

“Mesmo diante de um cenário desafiador no país, a Arezzo foi capaz de entregar um crescimento expressivo de Ebitda, principalmente devido à assertividade das coleções e maturidade das vendas digitais — capazes de viabilizar a geração de receita mesmo com fechamento das lojas físicas durante grande parte do trimestre”, destacou a companhia em seu release de resultados.

A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) registrou lucro líquido de R$ 496,9 milhões no primeiro trimestre de 2021, revertendo o prejuízo de R$ 657,9 milhões observado um ano antes.

O Ebitda ajustado somou R$ 1,636 bilhão, o que representou uma alta de 10,3% na comparação anual. O Ebitda ajustado corresponde ao lucro antes das outras receitas ou despesas operacionais, líquidas, do resultado financeiro, do imposto de renda e contribuição social; e das despesas de depreciação e amortização.

O resultado financeiro ficou negativo em R$ 354,4 milhões, uma melhora de 82,1% em relação ao resultado financeiro negativo de R$ 1,980 bilhão de um ano antes.

A receita operacional líquida da Sabesp somou R$ 4,677 bilhões entre janeiro e março, um incremento de 15,7% na comparação anual.

Em relação aos indicadores operacionais, houve um aumento de 1,5% nas ligações de água, para 10,133 milhões; aumento de 2,3% em ligações de esgoto, para 8,566 milhões, e um ligeiro aumento de 0,4% no volume de água produzido no trimestre, para 728 milhões de metros cúbicos. O Índice de Perdas Micromedido (IPM) observou uma redução de 28,9% no primeiro trimestre de 2020 para 26,8% no primeiro trimestre de 2021.

A Randon lucrou R$ 134 milhões, alta de 4.000% no primeiro trimestre de 2021 na comparação anual. O Ebitda teve alta de 226,5%, a R$ 349,27 milhões.

A receita líquida totalizou R$ 1,91 bilhão no período, 63,8% acima do registrado nos primeiros três meses de 2020. A margem Ebitda foi para 18,3%, alta de 9 pontos percentuais frente igual período do ano anterior.

O lucro líquido da Sanepar teve queda de 3,7% no primeiro trimestre de 2021 na base de comparação anual, a R$ 246,5 milhões, na comparação anual. A receita líquida da estatal paranaense de saneamento caiu 1,6%, a R$ 1,23 bilhão.

O Ebitda teve leve variação positiva de 0,3%, a R$ 522,7 milhões; a queda na receita foi parcialmente compensada pela queda nos custos e despesas.

O número de economias (unidades consumidoras) subiu 2,7%, no caso de distribuição de água, e 3,7%, em coleta de esgoto, frente igual período de 2020. Contudo, os volumes faturados de água e esgoto caíram 5,2% e 5,1%, respectivamente, impactados pela crise hídrica que atinge o Paraná e pela necessidade de adoção de medidas como o rodízio de abastecimento na Região Metropolitana de Curitiba.

Grupo SBF (SBFG3)

O Grupo SBF, dono da rede Centauro, teve prejuízo de R$ 36,2 milhões no primeiro trimestre, ante lucro de R$ 8,1 milhões em igual período do ano passado.

A receita teve alta de 60,8% na comparação anual, para R$ 812,8 milhões; o número foi beneficiado pelo desempenho da Fisia, distribuidora de produtos Nike no Brasil. O Ebitda teve queda de 14,9%, a R$ 37 milhões.

Unipar ([ativo=UNIP6)]

A Unipar Carbocloro teve lucro líquido atribuível aos sócios controladores de R$ 277,5 milhões no primeiro trimestre, ante prejuízo de R$ 92,2 milhões registrado no mesmo período de 2020. O Ebitda foi a R$ 564,7 milhões, alta de 536,1%.

A receita líquida da companhia subiu 64,2%, a  R$ 1,3 bilhão. De acordo com a empresa, o resultado se deve à alta dos preços internacionais de PVC, avanço da demanda de cloro, derivados e do PVC, aliado à maior utilização de capacidade das plantas, além da apreciação do dólar frente ao real.

A Ferbasa lucrou R$ 59 milhões no primeiro trimestre de 2021, enquanto a receita líquida foi de R$ 517,3 milhões. Já a receita líquida foi de R$ 346,2 milhões.

A Wiz Soluções, gestora de canais de distribuição de seguros e produtos financeiros, obteve lucro líquido ajustado de R$ 77,7 milhões no primeiro trimestre de 2021. O montante foi 38,2% maior do que o alcançado no mesmo período do ano passado. De acordo com a companhia, esse número foi resultado da estratégia de abertura e consolidação de novas unidades de negócio, diversificação da atuação e construção de parcerias com relevantes instituições financeiras e do setor automotivo.

“A estratégia de usar a experiência bem-sucedida de bancassurance para diversificar as linhas de receita da Companhia continua”, afirma Heverton Peixoto, CEO da Wiz Soluções. “As parcerias recém-anunciadas estão em estágios variados de maturidade, com algumas já contribuindo para o resultado positivo, como a com a BMG Corretora, que adicionou R$ 36,1 milhões à receita bruta apresentada no trimestre”.

Grupo Mateus (GMAT3)

A rede varejista Grupo Mateus reportou um lucro líquido de R$ 157 milhões no primeiro trimestre deste ano, em um crescimento de 53,9% em relação ao mesmo período do ano passado. O Ebitda foi de R$ 220 milhões, em avanço de 41,6% e a receita líquida somou R$ 3,362 bilhões, o que representa uma expansão de 39,6% sobre os primeiros três meses de 2020.

No setor de distribuição de energia elétrica, a Light registrou prejuízo líquido de R$ 40,83 milhões, nos primeiros três meses deste ano depois de ter lucrado R$ 166,7 milhões no primeiro trimestre de 2020. O Ebitda da empresa foi de R$ 419,8 milhões, em uma retração de 9,9% na base anual. A receita líquida bateu R$ 3,51 bilhões, crescendo 21,2% na comparação anual.

O IRB Brasil RE apurou lucro líquido contábil de R$ 50,8 milhões no primeiro trimestre de 2021, resultado 44,9% superior aos R$ 35,1 milhões verificados em igual período de 2020. Quando excluídos os efeitos não recorrentes a companhia apresentou lucro líquido recorrente de R$ 80,5 milhões, frente a perdas de R$ 75,2 milhões apuradas em março de 2020.

O Credit Suisse vê os resultados do IRB como negativos para as ações, uma vez que a lucratividade permanece baixa, mesmo ajustando para despesas únicas e o impacto negativo das operações descontinuadas. Os prêmios continuam a ser impactados pela estratégia de “re-underwriting” da empresa.

Contudo, apontam, mais importante do que isso, os resultados foram ajudados pela reversão das provisões “Incurred But Not Reported” (IBNR, uma provisão atuarial feita em bases estatísticas para se prevenir de futuros avisos de sinistros) no segmento de vida, reversão do despesas de provisionamento no segmento internacional, além do impacto positivo no valor de R$ 22,5 milhões de créditos tributários relativos a PIS / Cofins no primeiro trimestre e resultados financeiros acima níveis normalizados. “Retirados esses efeitos, o desempenho de núcleo aponta para um número muito pior”, apontam os analsitas do Credit.

Assim, Marcelo Telles e Alonso Garcia, analistas do Credit, reiteram a sua recomendação underperform (desempenho abaixo da média do mercado) para os ativos IRBR3, com preço-alvo de R$ 7,50, valor 15,5% superior ao de fechamento da véspera.

“A ação continua negociando a um alto múltiplo de 1,85 vez o preço sobre o valor patrimonial, apesar
do Retorno sobre o Patrimônio Líquido [ROE] bem abaixo do custo de capital próprio”, apontam.

(Com Reuters e Estadão Conteúdo)

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