IRB tem prejuízo líquido de R$ 206,9 milhões no 2º trimestre de 2021, queda de 68,5% nas perdas; Conselho aprova JCP referente a 2019

IRB (Foto: Divulgação)

O IRB Brasil RE (IRBR3) registrou prejuízo líquido de R$ 206,9 milhões no segundo trimestre de 2021, o que indica perdas 68,5% menores em relação ao mesmo período de 2020, quando reportou prejuízo de R$ 656,7 milhões. No primeiro trimestre de 2021, o ressegurador teve lucro de R$ 35,1 milhões. Nos primeiros seis meses de 2021, o prejuízo líquido totalizou R$ 156,1 milhões, ante perdas de R$ 621,7 milhões no ano anterior, ou uma queda nas perdas de 74,9%.

De acordo com a companhia, o resultado de abril a junho foi impactado pela conjuntura econômica que afetou globalmente o setor de resseguros, bem como por sinistros decorrentes de negócios descontinuados (run-off), com efeito de R$ 190,3 milhões, e por eventos não recorrentes (one-offs) de R$ 14,4 milhões.

A partir da exclusão de tais efeitos, run-off e one-off, o IRB teria apresentado um prejuízo líquido normalizado bem menor, destacou a empresa, de R$ 31 milhões no trimestre. Já na primeira metade do ano, com a retirada dos contratos deficitários e dos efeitos não-recorrentes do resultado, a companhia teria registrado um lucro líquido normalizado de R$ 57,1 milhões.

“No segundo trimestre de 2021, a companhia obteve resultado de subscrição superior ao verificado no segundo trimestre de 2020 em quase R$ 700 milhões, reforçando a curva de melhora nos resultados esperada para este ano. Se excluirmos os efeitos do run-off no período avaliado, a melhora no resultado de underwriting é de R$ 889 milhões”, destacou.

O índice de sinistralidade da companhia apresentou uma redução de 39,6 pontos percentuais no trimestre ante igual período do ano anterior, passando de 135,3% para 95,7%. Excluindo-se os sinistros dos negócios descontinuados (run-off), o índice foi 84,7%.

“Seguimos evoluindo para uma operação mais enxuta, eficiente e orientada ao cliente, aprimorando controles e a gestão de riscos para assegurar nossa liderança e a sustentabilidade econômico-financeira no longo prazo. Se olharmos o filme dos resultados no último ano e meio, constatamos uma melhora significativa no desempenho financeiro e operacional, que deve se acentuar nos próximos trimestres, por meio da captura de novas oportunidades no mercado, da redução gradual dos efeitos dos contratos deficitários e da obtenção de melhores margens com os negócios renovados”, explica o CEO interino e COO do IRB Brasil RE, Wilson Toneto.

O volume total de prêmios emitidos pelo IRB apresentou queda de 15,1% quando comparado com o mesmo período de 2020, totalizando R$ 2,16 bilhões. O prêmio emitido no Brasil correspondeu a R$ 1,24 bilhão entre abril e junho, aumento de 6,6% na comparação anual, decorrente do maior volume nas linhas de Vida (alta de 42,9%), Rural (alta de 34%) e outros (alta de 34,5%).

Este acréscimo foi parcialmente compensado pela redução de 50,6% no segmento Aviação, em virtude de ajustes decorrentes da descontinuidade de contratos, e pela queda de 21,6% no segmento Patrimonial. Já os prêmios emitidos no exterior totalizaram R$ 919,3 milhões no trimestre, o que representou redução de 33,3% em relação ao mesmo período de 2020.

Segundo a companhia, esta diminuição, que em moeda constante totalizou 46%, está em linha com a estratégia de re-underwriting amplamente divulgada pela companhia e decorre do menor volume de prêmios emitidos nas linhas de Vida (queda de 54,2%), Rural (queda de 59,6%) e outros (queda de 29,7%).

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O IRB registrou, ao fim do segundo trimestre de 2021, excesso de capital regulatório de R$ 1,2 bilhão, o que equivale a um índice de solvência de 175% (patrimônio líquido ajustado / capital de risco total), ao mesmo tempo em que o índice de solvência total da empresa (geralmente utilizado em outros países) alcança o patamar de 273%. Ambos os indicadores apresentam posições melhores que o último trimestre de 2020, apontou a companhia.

A companhia encerrou o mesmo período com suficiência no enquadramento da liquidez regulatória de R$ 335,5 milhões, em comparação aos R$ 167,5 milhões verificados em 31 de dezembro de 2020. Excluindo-se a margem adicional de 20% sobre o capital de risco, o ressegurador registrou, em 30 de junho deste ano, uma suficiência de ativos elegíveis para garantia das provisões técnicas de R$ 644,1 milhões, em comparação a de R$ 542,6 milhões, em 31 de dezembro de 2020.

“Os índices se mantiveram positivos no trimestre e mostraram reversão da insuficiência observada ao longo do ano passado”, destacou a empresa no release de resultados.

A companhia destacou ainda que, no campo regulatório, a publicação pela Susep, em julho, da Circular 634, que regulamentou a Resolução CNSP 412, abrirá novas perspectivas às resseguradoras no Brasil.

“A partir deste mês, o regulador permitirá a utilização de determinados ativos como redutores de provisões técnicas nas garantias das operações internacionais. Além disso, a partir de dezembro deste ano, haverá a eliminação da exigência da margem de liquidez de 20% do capital de risco, o que também é positivo”, aponta.

O vice-presidente de Riscos, Conformidade e Jurídico do IRB Brasil RE, Carlos Guerra, destaca: “As ações adotadas durante o ano anterior, bem como a maior eficiência nos processos de cobrança, gestão do fluxo de caixa, resultado técnico com efeitos da re-subscrição realizada, e os avanços na regulamentação do setor, permitirão manter a companhia com índices robustos, melhorando nossas securities e dando aos nossos clientes maior nível de tranquilidade quanto à capacidade financeira do IRB”.

O IRB também destacou que, considerada a principal ação estrutural iniciada pela companhia, o processo de revisão das condições e cancelamento dos principais contratos deficitários de resseguros existentes, denominado re-underwriting, teve seu início em julho de 2020 e foi concluída em julho deste ano.

No período, foram cancelados 17 grandes contratos, quase que exclusivamente de negócios oriundos do exterior, que seguem impactando os resultados financeiros atuais (negócios descontinuados). “O trabalho também gerou ampla limpeza em contratos de menor magnitude com o cancelamento de mais de 160 contas neste período”, apontou o IRB.

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“Concluímos parte importante de nosso re-underwriting e, agora, entraremos em um ciclo normal de nossa subscrição. Foi uma fase complexa, mas conseguimos renovar mais de 85% das contas que desejamos manter em nossa carteira, além de conquistar novos negócios, em ambos os casos ajustando termos e condições de forma adequada”, comenta a vice-presidente de Resseguros do IRB Brasil RE, Isabel Blazquez Solano.

O IRB também apontou que, pelo quarto trimestre consecutivo, apresentou uma geração de caixa operacional positiva. No semestre foram R$ 528 milhões e no trimestre R$ 352 milhões.

O executivo destaca ainda a redução das despesas totais com retrocessão no segundo trimestre de 2021, que tiveram uma queda de 31,6% na comparação com o segundo trimestre de 2020, passando de R$ 833 milhões no ano passado para R$ 570 milhões em igual período de 2021.

Já o índice de retrocessão caiu de 32,8% no segundo trimestre de 2020 para 26,4% no mesmo período de, uma diminuição de 6,4 pontos percentuais. A companhia aponta ser importante ressaltar que houve uma melhora significativa em todos os indicadores em relação a 2020 e que o segundo trimestre de 2021 ainda veio bastante afetado pelos negócios descontinuados a partir de julho do ano passado. “Este efeito, porém, começa a perder força, enquanto os prêmios dos contratos mantidos e dos novos vão melhorando o resultado”.

Pagamento de proventos

O IRB também comunicou que, em reunião extraordinária, o Conselho de Administração aprovou o pagamento aos acionistas de Juros sobre Capital Próprio referentes ao exercício social findo em 31 de dezembro de 2019. Serão pagos no total R$ 27.276.432,54, correspondendo a R$ 0,02953635375 de valor bruto por ação e um valor atualizado de R$ 0,03091745378.

Os beneficiários do pagamento dos referidos proventos são os acionistas detentores de ações da empresa com base na posição acionária existente no fechamento do pregão do dia 14 de agosto de 2020.

Os valores dos proventos serão atualizados de acordo com a variação da Selic, a partir do encerramento do exercício social até o dia do efetivo pagamento, quando será divulgado novo Aviso aos Acionistas com o valor atualizado.

O pagamento correspondente aos Juros sobre Capital Próprio será efetuado no dia 8 de setembro de 2021.

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Evento online da XP sobre seguro garantia reúne especialistas do setor

dinheiro protegido

A XP promove nesta quinta-feira (17) o Financial Risks Summit, um evento online e gratuito sobre seguro garantia.

A partir das 18h, especialistas no assunto vão debater como as empresas podem gerar eficiência de caixa por meio do seguro garantia e como o produto tem evoluído.

Entre os palestrantes, estão José Berenguer, CEO do Banco XP, Henrique Pocai, head de novos negócios e linhas financeiras da XP, e Gustavo Balassiano, head de corporate e investidores institucionais da XP. O encerramento será feito por Thiago Maffra, CEO da XP Inc.

Também haverá apresentações de Thiago Leão de Moura, CEO da KOVR Seguradora; Guilherme Malucelli, diretor comercial na Junto Seguros; Carlos Ferreira Quick, vice-presidente na Pottencial Seguradora; Igor de Beo, vice-presidente de subscrição, comercial e marketing da AXA no Brasil; Sébastien Guidoni, vice-presidente de parcerias, estratégia e finanças da AXA no Brasil; e Renata Oliveira, vice-presidente de negócios na BMG Seguros, entre outros participantes

Henrique Pocai destaca que o crescimento recente do seguro garantia: “Temos notado um interesse cada vez maior por parte dos clientes por ser um produto que custa, na média, metade da fiança bancária e por ser uma alternativa para gerar eficiência de caixa às empresas, em substituição a depósitos judiciais de ações trabalhistas, cíveis ou fiscais”.

Segundo Pocai, o seguro garantia também vem sendo utilizado por companhias que participam de concorrências públicas ou em contratos entre empresas privadas, como para garantia de capacidade de execução de um projeto.

O evento é promovido pela XP Corretora de Seguros. Para conferir a programação completa e se inscrever gratuitamente, acesse: https://4yourlive.com/xpfinancialrisks-clientes/

Além do seguro de automóveis: como a Porto Seguro quer dobrar número de clientes através de novas verticais

Roberto Santos, CEO da Porto Seguro (Fernando Martinho/Divulgação) Roberto Santos, CEO da Porto Seguro (Fernando Martinho/Divulgação)

SÃO PAULO — Líder em seguros de automóveis, a Porto Seguro (PSSA3) tem conseguido depender cada vez menos desta categoria, ampliando a autonomia de outras verticais do negócio. O objetivo é dobrar a quantidade total de clientes, que hoje são 8,5 milhões, em um prazo de cinco anos.

“A companhia evoluiu muito ao longo dos anos, deixando de ser uma seguradora de automóveis somente. O mercado enxerga muito a Porto Seguro como uma seguradora de automóveis, mas a gente quer mostrar ao mercado que somos mais”, disse Roberto Santos, CEO da Porto Seguro, em entrevista ao InfoMoney.

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Em seguro de automóveis, a companhia tem 5,5 milhões de veículos segurados, o que corresponde a 28% de market share. Ela acredita que o espaço de crescimento nesta área ainda é imenso, já que 70% da frota de carros em circulação no país não têm seguro. Mas a concorrência tem aumentado, especialmente das associações que vendem a chamada proteção veicular.

Enquanto inova em seguros de veículos, ela também investe em produtos diversos, que vão desde seguros para pets até consórcios, cartão de crédito e empréstimo pessoal. O braço financeiro da companhia, inclusive, foi responsável por R$ 270 milhões do lucro total de R$ 1,7 bilhão do grupo em 2020.

Veja abaixo os principais trechos da entrevista com Roberto Santos, CEO da Porto Seguro.

InfoMoney: Como foi 2020 para a Porto Seguro? A empresa é líder em seguros de automóveis, mas a circulação de carros diminuiu bastante com a pandemia. Isso prejudicou a empresa? E como está agora?

Roberto Santos: No início do ano passado, nós tivemos uma retração forte de vendas por conta do isolamento social. Principalmente no segundo trimestre e até no terceiro trimestre, embora os seminovos tenham apresentado alguma melhora entre julho e setembro. O quarto trimestre foi totalmente diferente do resto do ano, e nós conseguimos ter uma recuperação de vendas. No ano como um todo, a receita de seguro de automóveis até cresceu um pouco sobre 2019.

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Como havia menos carros em circulação, especialmente nos grandes centros como São Paulo e Rio de Janeiro, houve uma queda no número de sinistros [pedidos de indenizações por roubo ou colisões, por exemplo], o que compensou em partes as vendas menores. Isso reduziu nossa taxa de sinistralidade [relação percentual entre vendas e sinistros].

No momento atual, volta o isolamento e também a receita cai. É algo parecido com o que a gente viu ano passado, mas mais com o terceiro trimestre do que com o segundo trimestre. Há uma queda na receita, não tão grande quanto tivemos no segundo trimestre de 2020, mas é uma queda. Por outro lado, o número de ocorrências [sinistros] também caiu.

IM: Mesmo sendo líderes no segmento de automóveis, vocês precisam inovar para manter o share elevado. O que tem sido feito em relação a isso?

RS: Lançamos um produto novo na linha de seguros de automóveis que é o Blue, um produto que é gerido pela Azul Seguros, que é uma das empresas do grupo. É como se fosse uma assinatura mensal de seguro de automóveis. Totalmente digital, pode ser adquirido diretamente pelo cliente pela internet, mas o produto é alocado na carteira de um corretor de seguros, que vai auxiliá-lo em caso de dúvidas.

Outra característica principal é que ele é um produto um pouco mais enxuto e mais barato do que o seguro tradicional da Azul, que por sua vez é um pouco mais barato do que o da Porto. Em média, é 20% mais barato do que o seguro tradicional da Azul. O intuito é conseguir penetrar naqueles 70% da frota de veículos sem seguro que estão em circulação pelo país.

IM: O Blue foi criado para concorrer com os players que estão oferecendo a chamada proteção veicular, um produto mais barato que o seguro tradicional?

RS: Há cinco anos, percebemos a entrada no mercado de associações que vendem um produto, que não é seguro, que chama proteção veicular. Não tem fiscalização do órgão regulador, da Susep [Superintendência de Seguros Privados], não recolhe impostos e não é um mercado regulado. O nosso produto, o Blue, ele é regulado, é um seguro mais enxuto, e tem objetivo de competir com a proteção veicular.

Por este motivo, o produto foi lançado nas praças do Rio de Janeiro e Minas Gerais, onde as associações de proteção veicular são mais fortes. Ele foi lançado há pouco mais de um mês e a recepção foi muito boa. Estamos acompanhando a reação do mercado ao produto para darmos sequência com a estratégia de divulgação.

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IM: Além do seguro de automóveis, quais outras proteções também foram prejudicadas pela pandemia?

RS: O seguro patrimonial também foi bastante afetado na receita, principalmente os empresariais, por causa da crise econômica. Somos líderes em seguro patrimonial de empresas de pequeno e médio portes, e foi um segmento bastante afetado pela crise. Muitas empresas fecharam as portas. Mas conseguimos recuperar também no quarto trimestre.

Diferentemente do seguro de automóveis, em que tivemos junto com a queda da receita uma queda dos sinistros, nos seguros patrimoniais os sinistros não caíram tanto. Nós tivemos principalmente no primeiro trimestre de 2020 eventos naturais que geraram sinistros, como o ciclone bomba.

Já o seguro residencial é um caso à parte. Como as pessoas agora ficam mais dentro de casa, elas passaram a valorizar mais os lares. Houve uma demanda maior pela proteção dos lares. As vendas deste seguro estão impulsionadas por isso. Tem uma demanda pela cobertura de serviços, para arrumar por exemplo uma pia que entupiu ou outros tipos de manutenção domiciliar.

IM: Da mesma forma que houve uma demanda maior para o seguro residencial e serviços na pandemia, também aumentou a procura por seguro de vida?

RS: Você tem duas vertentes: individual e o que as empresas contratam aos funcionários. Esse segundo teve uma queda nas receitas por conta de empresas que demitiram pessoas, empresas que fecharam. Já o individual tem um efeito diferente: as pessoas estão mais preocupadas com suas vidas e, por isso, contrataram mais seguros.

O seguro de vida individual é o produto que mais vai crescer no futuro. Já vem crescendo a dois dígitos e vai continuar nessa tendência por conta necessidade das pessoas por proteção. Por outro lado, o seguro de vida tem sido impactado por conta do aumento de sinistros relacionados à Covid.

IM: Vocês não eram obrigados a pagar indenizações por Covid, mas estão pagando?

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RS: O seguro de vida não cobre o risco de pandemia porque você não consegue precificar isso. É assim no mundo inteiro. Quando a pandemia chegou ao Brasil, as seguradoras conversaram entre si, cada um fez suas contas, e optaram por cobrir os sinistros relacionados à Covid. Nós chegamos à conclusão que isso não afetaria a saúde financeira da empresa, mas é claro que houve um impacto nos números, tanto no ano passado como neste ano.

O capital segurado, o valor da indenização, não é linear, depende do que cada pessoa contratou. Mas, no geral, o que podemos dizer é que no ano passado isso aumentou de três a quatro pontos a nossa sinistralidade. Os novos produtos vendidos já incluem o risco de pandemia, mas com uma pequena carência. Em média, as principais seguradoras estão adotando uma carência de três meses no caso da Covid.

Nós já percebemos um aumento próximo a 20% das vendas de seguro de vida individual no começo deste ano em relação ao mesmo período do ano passado. Temos cerca de 800 mil vidas seguradas atualmente.

IM: E os planos de saúde da Porto Seguro?

RS: As receitas de todo o mercado foram afetadas pela decisão da ANS [Agência Nacional de Saúde Suplementar] de suspender o reajuste dos planos de saúde. Isso atingiu a todos, não só a Porto Seguro. Também fomos impactados pelas demissões das empresas, já que muitos planos são empresariais.

Teve também um movimento de downgrade dos planos, com empresas procurando opções mais baratas para diminuir o custo em seus balanços. Os planos de saúde dos funcionários geralmente são o segundo maior custo das companhias, depois das folhas de pagamento. Por causa disso, perdemos clientes na pandemia, mas também ganhamos em planos mais acessíveis.

Houve um aumento de internações devido à Covid, mas por outro lado uma redução nos outros tipos de internações já que consultas e cirurgias eletivas, que não eram urgentes, foram adiadas em 2020. Isso foi feito para evitar a superlotação dos hospitais e reduzir o risco de contágio do coronavírus.

Neste ano, estamos vivendo a mesma coisa. Mas a nova cepa do vírus atinge mais os jovens e os jovens acabam ocupando os leitos por mais tempo, já que eles são mais resistentes. Isso também está afetando nossos resultados de 2021.

Temos uma carteira de saúde relativamente pequena, 270 mil vidas em planos de saúde e 630 mil em plano odontológico. Nosso share é pequeno e uma operação bastante focada em São Paulo, com alguma coisa no Rio.

IM: A Porto Seguro também atua em serviços financeiros, uma área que tem crescido. Pode falar um pouco sobre isso?

RS: Nós temos dois milhões de clientes ativos usando nosso cartão de crédito. É um negócio muito importante para a empresa, porque ele gera sinergia com outros produtos da companhia. Somos a única empresa que permite que o cliente do cartão de crédito utilize sua pontuação para ter desconto no preço do seguro. O ponto tem muito mais valor dentro do ecossistema da empresa, para usar com outros produtos, do que fora dela.

Temos também uma financeira, que opera muito na parte CDC [crédito direto ao consumidor], com financiamento de automóveis e empréstimo pessoal. Temos crescido essa operação geograficamente. Era muito focada no Sudeste e expandimos para Sul, Centro-Oeste e Nordeste. Temos ainda muito espaço para crescer. Esse segmento já tem crescimento de dois dígitos.

Outra linha é a de consórcios, tanto de automóveis quanto de imóveis. Também temos crescido dois dígitos nesta área. Na pandemia vem com forte demanda, já que você consegue comprar um imóvel fazendo uma poupança através do consórcio.

IM: E a inadimplência, como ficou? Aumentou na pandemia?

RS: Sim, no ano passado experimentamos um aumento da inadimplência, assim como os bancos. Muitas pessoas vieram nos procurar para renegociar as dívidas. Nós tivemos uma postura pró-ativa sobre isso, procurando as pessoas para renegociar contratos antes de elas se tornarem devedoras. Isso foi muito bom.

Fizemos também provisões com base em cálculos matemáticos. Uma postura bastante conservadora para proteger o business. As provisões afetaram um pouco o resultado, mas foram importantes. Neste ano, percebemos uma pequena alta na inadimplência, mas muito pequena em relação ao que foi ano passado. Nada que assuste, tanto no CDC quanto no cartão.

IM: E qual é a agenda de crescimento da Porto Seguro para os próximos anos?

RS: A Porto Seguro tem hoje 8,5 milhões de clientes pessoas físicas. Temos um objetivo, um sonho, que em cinco anos a gente quer dobrar a nossa carteira de clientes. Temos hoje 20 negócios para as pessoas físicas, temos uma oportunidade muito grande de vender produtos a novos clientes. Queremos ser cada vez mais um porto seguro para as pessoas.

Temos muito investimento na área de tecnologia, utilizando Analytics, modelos de propensão para identificar as necessidades que as pessoas têm de produtos. Você traz o cliente para dentro de casa com um produto e depois você oferece para ele, no momento certo, outros produtos que nós temos e que ele precisa.

IM: O crescimento previsto é só orgânico ou podemos esperar algo na área de M&A (fusões e aquisições)?

RS: Sim, M&A é uma possibilidade. Temos olhado com muito carinho muitas opções. Algumas em conversas avançadas. Não só para crescimento de carteira de clientes, mas sim empresas que tenham tecnologia que possam se incorporar dentro do nosso processo de transformação digital.

Nós criamos há pouco menos de dois anos uma diretoria de transformação digital dentro da companhia. Numa agenda em que colocamos o cliente no centro das nossas decisões, a gente tem buscado revisar toda a jornada dos nossos clientes, tirando pontos de dor com novas tecnologias.

Um exemplo é a nossa parceria com a Raízen. Nós construímos um super app, que está em fase final de teste, onde o cliente consegue usar o cartão de crédito e outros produtos do grupo no mesmo aplicativo. Nós colocamos a solução da Raízen, o Shell Box, dentro do nosso cartão. Você dentro do carro, para em frente à bomba, com três cliques acessa o Shell Box, coloca o número da bomba e faz o pagamento sem ter que sair do carro para passar o cartão.

A Porto Seguro é mais que uma seguradora, é quase uma empresa de tecnologia. A gente quer ser uma empresa de tecnologia, ou o mais parecido com isso possível. Não como uma seguradora com prédios antigos. Uma coisa sólida, mas antiga, difícil. Não. Queremos ser leves, somos leves.

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IRB (IRBR3) sai de prejuízo e registra lucro de R$ 38,8 milhões no 1º bimestre de 2021; ações sobem 5%

IRB Brasil IRB Brasil (Foto/Reprodução: Youtube)

O IRB (IRBR3) teve lucro líquido de R$ 20,8 milhões em fevereiro de 2021 ante um lucro líquido em fevereiro de 2020 de R$ 700 mil, segundo relatório mensal enviado à Superintendência de Seguros Privados (Susep).

No acumulado do bimestre, o lucro líquido acumulado de R$ 38,8 milhões ante um prejuízo líquido no mesmo período de 2020 de R$ 131,3 milhões.

Às 10h22 (horário de Brasília), os ativos IRBR3 subiam 5,12%, a R$ 6,57.

O ressegurador registrou prêmio emitido de R$ 528,6 milhões em fevereiro de 2021, uma redução de 12,3% em relação a fevereiro de 2020, sendo R$ 255,8 milhões no Brasil e R$272,7 milhões no exterior. Com redução de 5,4% no Brasil em relação a fevereiro de 2020 e redução de 17,9% no exterior no mesmo conceito.

Já no bimestre, o prêmio emitido atingiu R$ 1,342 bilhão, crescimento de 9,2% em relação ao mesmo período de 2020, sendo R$ 719,7 milhões no Brasil e R$ 622,5 milhões no exterior, crescimento de 46,7% e redução de 15,7% respectivamente, em relação ao mesmo período de 2020.

De acordo com o IRB, a redução no exterior está em linha com a estratégia de re-underwriting amplamente divulgada pela companhia.

O prêmio ganho foi de R$ 537,2 milhões em fevereiro, com uma pequena redução de 1,7% em relação a fevereiro de 2020.

Já no bimestre, o prêmio ganho foi de R$ 948,1 milhões com crescimento de 7,0% em relação ao mesmo período de 2020.

O Índice de sinistralidade (Despesas de Sinistros/Prêmio Ganho do período) atingiu 70,7% em fevereiro de 2021, equivalente a uma despesa de sinistro de R$ 379,6 milhões.

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No acumulado dos dois primeiros meses do ano, o índice de sinistralidade foi de 70,6%, equivalente a uma despesa de sinistro de R$ 669,6 milhões, já em linha com a tendência de redução da sinistralidade esperada pela companhia.

O resultado antes dos Impostos positivo em R$ 29,3 milhões, uma melhora em relação a fevereiro de 2020, que apresentou resultado negativo de R$ 8,7 milhões.

Já no bimestre, o resultado antes dos impostos foi positivo em R$ 59,3 milhões, comparado a um resultado negativo de R$ 198,9 milhões no mesmo período de 2020.

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Em IPO, Caixa Seguridade fixa faixa de preço de ação entre R$ 9,33 e R$ 12,67

A Caixa Seguridade, holding de seguros da Caixa Econômica Federal, lançou sua oferta de ações (IPO, na sigla em inglês) ao mercado, podendo levantar até R$ 5,7 bilhões, considerando o topo da faixa indicativa da oferta, que vai de R$ 9,33 a R$ 12,67 por ação.

A oferta é secundária e conforme o prospecto devem ser ofertadas inicialmente 450 milhões de ações da sua controladora, a Caixa. A oferta poderá ser acrescida em até 15%, ou seja, até 67.500.000 ações da acionista vendedora, o que pode elevar a captação para R$ 6,548 bilhões, considerando o topo da faixa.

O Banco Morgan Stanley (Coordenador Líder), a Caixa, o Bank of America, o Credit Suisse (Brasil), o Banco Itaú BBA e o UBS Brasil fazem parte da operação, que terá esforços de colocação das Ações no exterior.

O prazo para encerramento do período de reserva para pessoas vinculadas é 15 de abril, com o encerramento da oferta no dia 26.

A fixação do preço por ação está marcada para 27 de abril. O início das negociações do papel está previsto para 29 de abril.

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IRB reverte prejuízo e tem lucro de R$ 17,9 milhões em janeiro; ações sobem até 6%

IRB Brasil IRB Brasil (Foto/Reprodução: Youtube)

SÃO PAULO- O IRB Brasil RE (IRBR3) registrou lucro líquido de R$ 17,9 milhões em janeiro, revertendo prejuízo de R$ 132 milhões de um ano antes, de acordo com dados da resseguradora divulgados na noite de segunda-feira (22).

Com isso, às 10h45 (horário de Brasília) desta terça-feira (23), os ativos IRBR3 subiam 4,76%, a R$ 6,38, após chegarem a avançar 6,24%, a R$ 6,47, na máxima do dia.

O faturamento bruto (prêmio emitido) cresceu quase 30%, para R$ 813,6 milhões – sendo R$ 463,8 milhões no Brasil (+110,7%) e R$ 349,8 milhões no exterior (-13,9%).

De acordo com a empresa, o declínio no exterior está em linha com a estratégia do IRB de focar em negócios, linhas e mercados que possam agregar valor.

O faturamento de competência (prêmio ganho) totalizou R$ 410,9 milhões, alta de 20,9% ano a ano.

O índice de sinistralidade ficou em 70,6% no período, equivalente a uma despesa de sinistro de R$ 290,1 milhões, dentro do esperado pela companhia.

O IRB acrescentou que, no período, não foram observados eventos extraordinários (one-offs) que mereçam destaque.

Em fevereiro, na ocasião da divulgação do balanço do último trimestre de 2020, o presidente da resseguradora, Antonio Cássio dos Santos, afirmou que o IRB terá lucro neste ano e voltará a divulgar previsões de desempenho anual (veja mais aqui).

(com Reuters)

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Ações da Wiz desabam e da Alper saltam 10% com resultados da licitação por contratos da Caixa Seguridade

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SÃO PAULO – Após comunicados divulgados na última sexta-feira (12), as ações das corretoras Wiz (WIZS3) e da Alper (APER3) registraram movimentos opostos na B3 na sessão desta quarta-feira (17), com a primeira despencando na Bolsa, enquanto a segunda registra forte alta. Os ativos WIZS3 tiveram queda de 10,20%, a R$ 7,04, enquanto os papéis APER3 tiveram alta de 11,36%, a R$ 60,39.

A Wiz comunicou ter sido informada  que não se sagrou vencedora nos Blocos de Oferta do processo competitivo promovido pela Caixa Seguridade para oportunidade de negócios de co-corretagem nas linhas de Saúde, Grandes Riscos, Auto e Recuperação em Produtos de Seguridade, sendo derrotada pela Alper em alguns contratos.

De acordo com a Wiz, os serviços representaram 44,5% da receita bruta da corretora de seguros no acumulado de nove meses até setembro de 2020. Ainda assim, a Wiz terá direito a receber comissões por apólices que foram comercializadas antes do período de 15 de fevereiro, e pelo tempo em que elas vigorarem. A empresa estima que essa carteira remanescente, ou a “carteira em run-off”, representou 28,9% da sua receita bruta no acumulado de nove meses de 2020.

A Wiz destacou que, conforme fato relevante divulgado no último dia 2, continuará auxiliando e cooperando com a Caixa Seguridade, sua corretora própria e eventuais co-corretoras no processo de transição, conforme disciplinado no Primeiro Termo Aditivo ao Acordo Comercial celebrado entre a Companhia e a Caixa Seguridade.

A empresa também apontou seguir focada em sua estratégia de crescimento inorgânico por meio da construção de parcerias junto a empresas líderes de mercado e vem atuando na diversificação de fontes de receitas. “A companhia está bem estruturada para aproveitar oportunidades que permitam criar valor a partir de sua expertise na comercialização de produtos financeiros e seguros”, afirma Heverton Peixoto, CEO da Wiz, na nota.

Por outro lado, uma das ganhadoras da concorrência foi a Alper Consultoria e Corretora de Seguros, conforme também fato relevante publicado na noite de sexta-feira no bloco de oferta de saúde e odonto. O acordo terá contrato de dez anos. Atualmente, o banco possui pouco mais de 90 milhões de correntistas, mas menos de 20% deles consomem algum produto ou serviço oferecido.

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Motoristas com menos escolaridade tendem a pagar mais por seguro

(Bloomberg) — Os motoristas com menos escolaridade e empregos de hierarquia mais baixa podem acabar pagando mais por seguro de automóveis, ampliando o impacto do racismo sistêmico, de acordo com uma análise da Consumer Reports.

O grupo de defesa do consumidor buscou cotações de preços de várias seguradoras para uma pessoa hipotética, variando apenas a escolaridade ou o emprego do indivíduo. A análise, divulgada nesta quinta-feira, descobriu que Progressive Corp. e Geico, da Berkshire Hathaway Inc.’s, cotaram valores mais altos para clientes com empregos de baixa hierarquia, enquanto essas empresas, bem como Liberty Mutual, deram cotações mais altas para clientes com menor escolaridade.

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Algumas seguradoras, incluindo Allstate Corp. e Travelers Cos., não solicitaram informações sobre o emprego ou nível de escolaridade.

O setor de seguro de automóveis tradicionalmente conta com muitos fatores para determinar quais são os casos com menos riscos, mas o nível de educação e a situação profissional têm sido examinados nos últimos anos. Alguns estados, incluindo Nova York, têm instituído novos regulamentos em torno da prática. Califórnia proibiu o uso de gênero para rating de automóveis.

Consumer Reports disse que os reguladores estaduais deveriam proibir o uso de todos os fatores não determinantes na fixação de prêmios.

“O que acaba acontecendo é que os motoristas mais ricos tendem a ter acesso a seguro de automóveis com taxas melhores do que os motoristas de baixa renda”, disse Kaveh Waddell, editor-adjunto do laboratório digital do Consumer Reports, em uma entrevista por telefone.

Muitos fatores

A Liberty Mutual analisa “dezenas de fatores” permitidos pelos reguladores estaduais ao determinar o risco de um cliente, disse a empresa em um comunicado por e-mail, acrescentando que está comprometida em oferecer seguro de carro justo e com preços competitivos.

Um porta-voz da Progressive se recusou a comentar imediatamente, enquanto um representante da Geico não respondeu imediatamente a uma mensagem pedindo comentários.

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“Ocupação e educação são apenas duas das muitas variáveis não direcionadas que comprovadamente melhoram a precisão dos preços para várias operadoras, o que leva a preços mais acessíveis e maior disponibilidade no mercado de seguros mais amplo”, disse a American Property Casualty Insurance Association em comentário enviado por e-mail.

A Consumer Reports analisou mais de 800 cotações de preços de apólices de nove seguradoras, usando 21 códigos postais em seis estados diferentes e em Washington DC. A investigação não envolveu todo o processo de inscrição, o que significa que a Consumer Reports recebeu as cotações iniciais, mas não foi capaz de ver como esses fatores afetaram o preço final.

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IRB faz dois anúncios: prejuízo de R$ 124,5 mi em novembro e recebimento de R$ 358 mi da Eletronorte

SÃO PAULO – O IRB Brasil (IRBR3) teve prejuízo líquido de R$ 124,5 milhões no penúltimo mês de 2020, de acordo com dados divulgados pela resseguradora nesta sexta-feira, ampliando a perda acumulada em outubro e novembro a R$ 148,3 milhões.

A companhia ponderou, contudo, que excluindo o impacto dos negócios descontinuados, a perda em novembro passa a R$ 80,7 milhões, “explicado quase que em sua totalidade, pelo resultado financeiro do período e pelo desenvolvimento no mês das linhas de property e rural”.

Ao excluir efeitos extraordinários e outubro e o impacto dos negócios descontinuados em novembro, o prejuízo acumulado nesses dois meses se reverte para lucro líquido de 29,6 milhões de reais.

O IRB Brasil RE também divulgou faturamento bruto (prêmio emitido em novembro de R$ 709,8 milhões, um crescimento 10,2% em relação ao mesmo período do ano anterior, sendo 399,3 milhões de reais no Brasil (+9,3%) e R$ 310,6 milhões no exterior (+11,4%).

O faturamento de competência (prêmio ganho), por sua vez, totalizou R$ 350,8 milhões em novembro.

No penúltimo mês do ano passado, excluindo o efeito de mudança no critério de alocação dos impactos da variação cambial sobre os estoques de provisão, a resseguradora teve R$ 364 milhões em despesa de sinistro, com destaque para o impacto dos negócios descontinuados, na ordem de R$ 71,4 milhões.

“Com isso, o índice de sinistralidade alcançou 103,8% no mês de novembro de 2020. Ao excluirmos os efeitos do impacto dos negócios descontinuados e dos efeitos one-offs do período, o índice de sinistralidade se reduz para 89,5%”, afirmou.

O resultado completo do último trimestre de 2020, bem como de todo o ano passado, está previsto para 18 de fevereiro, após fechamento do pregão.

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As ações do IRB Brasil RE fecharam 2020 com o pior resultado do Ibovespa, com queda de 76,89%, diante de uma crise de confiança após uma série de adversidades envolvendo a empresa, entre elas fraude contábil, que resultou na troca de comando e republicação de resultados financeiros, entre outras medidas.

Em outro comunicado, o IRB divulgou que o conselho de administração da Eletronorte informou acordo judicial para encerramento da ação de ressarcimento de 2005, proposta por IRB Brasil RE, Sul América Companhia Nacional de Seguros e outras seguradoras. Eles processaram a Eletronorte buscando ressarcimento dos valores pagos à Albras (Alumínio Brasileiro) por conta de sinistro envolvendo interrupção de energia elétrica. O fornecimento era responsabilidade da Eletronorte.

O acordo, que já fora aprovado pelo IRB Brasil, prevê o pagamento de R$ 358 milhões. Após homologação judicial, será pago o restante do valor, que chegará a R$ 390 milhões.

(com Reuters)

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IRB Brasil tem prejuízo líquido de R$ 65,4 milhões em agosto

IRB Brasil IRB Brasil (Foto/Reprodução: Youtube)

SÃO PAULO (Reuters) – A resseguradora IRB Brasil Re (IRBR3) informou nesta terça-feira que teve prejuízo líquido de R$ 65,4 milhões em agosto. Excluindo o impacto de negócios descontinuados, teria tido lucro de R$ 73,8 milhões.

Segundo a companhia, os prêmios emitidos atingiram R$ 697,6 milhões, mesmo nível de agosto de 2019. No exterior, o alta foi de 11,7%, enquanto no Brasil houve queda de 9,4%.

A despesa de sinistro no mês foi de 593,8 milhões de reais. O índice de sinistralidade, que mede quanto as despesas com pagamento de indenizações representou da receita, atingiu 89,6%, após ter atingido 108% no primeiro semestre. Excluídos sinistros de negócios descontinuados, o índice de agosto ficou em 56%.

Ainda de acordo com o IRB, seu resultado de subscrição foi negativo em R$ 99,3 milhões, refletindo a sinistralidade dos negócios descontinuados no valor de R$ 263,1 milhões.

No mês passado, o IRB havia reportado prejuízo líquido de R$ 62,4 milhões para julho, reduzindo o prejuízo de R$ 292,6 milhões um mês antes.

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