JHSF tem forte resultado com incorporação e retomada dos shoppings; ação chega a subir 6%, mas fecha em alta de 2%

SÃO PAULO – Depois de divulgar resultado do segundo trimestre de 2021 considerado positivo pelos analistas, as ações da JHSF (JHSF3) chegaram a subir até 5,96%, a R$ 8, na máxima do dia na sessão desta sexta-feira (6). Contudo, amenizaram, fechando com alta de 2,12%, a R$ 7,71.

A companhia, dona do shopping Cidades Jardim e dos restaurantes Fasano, teve lucro líquido de R$ 321,4 milhões no segundo trimestre deste ano, o que representa alta de 26,4% ante o resultado do mesmo período do ano passado.

De acordo com o Itaú BBA, a gestora de shoppings e empreendimentos imobiliários de alto padrão reportou resultados melhores do que o esperado para o segundo trimestre, impulsionados pelo forte desempenho do segmento de incorporação e por uma retomada da receita de shoppings. “Como resultado, a receita líquida e o lucro bruto bateram nossas expectativas para o trimestre”, avaliam.

A JHSF apontou que o trimestre foi marcado pelo ritmo comercial aquecido na Incorporação e pela retomada gradual das operações de Shoppings e Hospitalidade e Gastronomia.

De acordo com o balanço, o ritmo comercial do segmento de incorporação se manteve aquecido, com alta demanda pelos produtos. “Diante disso, no Complexo Boa Vista antecipamos o lançamento de uma nova fase no projeto do Boa Vista Village e tivemos o pré-lançamento do Boa Vista Estates, terceiro projeto do Complexo”, aponta a empresa. As vendas contratadas apresentaram crescimento de 66% em comparação com o mesmo período do ano passado.

O desempenho da JHSF também superou as estimativas da XP, com o desempenho sendo principalmente atribuído ao maior reconhecimento de receita do segmento residencial, impulsionado pelo forte desempenho de vendas do Complexo Boa Vista e da venda de um terreno no Catarina Town.

“Além disso, o segmento de shopping centers apresentou um desempenho operacional robusto, com vendas dos lojistas ultrapassando os números de 2019”, avaliam os analistas da casa, que possuem recomendação de compra e preço-alvo de R$ 9,70 por ação, ou potencial de alta de 28,5% em relação ao fechamento de quinta-feira (5).

O desempenho da divisão de shopping surpreendeu positivamente, principalmente pela forte retomada de vendas em maio e junho, avalia o BBA. Já as vendas de lojistas cresceram 35% em maio ante mesmo período de 2019 (base comparável) e 31% em junho, acima dos números divulgados pelas operadoras de shoppings até o momento. “A boa performance reforça a resiliência do segmento de luxo”, ressaltam os analistas.

Já as vendas da divisão residencial tiveram forte crescimento trimestral e anual, alcançando R$ 564 milhões no segundo trimestre. Em função da boa performance de vendas, a receita líquida de incorporação alcançou R$ 559 milhões (crescendo 147% na comparação anual), com uma margem bruta de 78%.

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Com relação à hotelaria a JHSF apresentou resultados positivos ante uma base de comparação mais fraca, entregando um crescimento de receita por quarto disponível de 143% na comparação anual (estável se comparado com o segundo trimestre de 2019). Além disso, os níveis de ocupação mostraram um aumento substancial quando comparados ao mesmo período do ano anterior.

Por outro lado, para o BBA, os destaques negativos ficaram com o aumento no nível das despesas administrativas e as despesas financeiras, que ofuscaram parte do efeito positivo do crescimento de receitas. “Vale destacar que a pressão nas despesas financeiras deve ser não recorrente, dado que o desempenho ruim dessa linha se deve ao encerramento do FII Rio Bravo Fazenda Boa Vista”, apontam.

Os analistas do banco possuem recomendação outperform (desempenho acima da média do mercado) para a ação, com preço-alvo de R$ 10,10, um upside de 34% em relação ao último fechamento.

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Ações de varejistas, educacionais e shoppings avançam; BR Distribuidora segue alta da véspera após Petrobras vender participação

SÃO PAULO – O grande destaque do noticiário corporativo nesta sexta-feira (2) fica para empresas fora do índice, caso de JSL(JSLG3) e Tegma (TGMA3) após a proposta de fusão feita pela subsidiária da Simpar (SIMH3) (veja mais clicando aqui).

Já no Ibovespa, as blue chips registram movimentos díspares, com Petrobras (PETR3;PETR4) em leve baixa em um dia de queda do petróleo em meio à expectativa pela reunião da Opep+. O encontro foi adiado para essa sexta após os Emirados Árabes Unidos terem bloqueado um acordo na véspera. Contudo, vale destacar, sem um acordo, a aliança Opep+ pode manter restrições mais firmes de produção em momento em que os preços do petróleo operam ao redor de 75 dólares por barril, com alta de mais de 40% neste ano, enquanto consumidores desejam um aumento na oferta da commodity para ajudar na recuperação global da pandemia de Covid-19.

Os papéis da Vale (VALE3) têm um dia de ganhos, ainda que o minério tenha registrado baixa no mercado futuro da Bolsa de Dalian. A referência do minério de ferro negociada na Bolsa registrou nesta sexta-feira sua segunda semana consecutiva de perdas, embora tenha apurado leve alta em uma sessão volátil, em momento em que a China amplia esforços para conter sua produção de aço e cumprir metas de emissões de carbono. O contrato mais negociado do minério de ferro na bolsa de commodities de Dalian, para setembro, fechou em alta de 0,8%, a 1.182,50 iuanes (US$ 182,41) por tonelada, tendo chegado a cair 2,6% durante a sessão.

Empresas que ganham com a reabertura da econômica, como aéreas Gol (GOLL4) e do setor de educação, como Cogna (COGN3), Ser (seer3), Yduqs (YDUQ3), além de shoppings e varejistas, também registram ganhos. O movimento é de recuperação após as quedas recentes e também repercutindo os dados positivos da economia, também externa: os EUA, por exemplo, anunciaram a criação de 850 mil vagas de trabalho em junho, acima do esperado, animando as bolsas por lá e também por aqui com a expectativa de recuperação.

No radar do setor de educação, está a compra feita pela Ser do Centro de Desenvolvimento da Medicina Veterinária, Cursos e Treinamento(CDMV) e o Hospital Veterinário DOK no Rio de Janeiro, por R$ 12 milhões. Com base no Rio de Janeiro, o CDMV é uma instituição de ensino especializada na oferta de cursos de pós-graduação e de extensão prática na área de medicina veterinária, que opera nas cidades do Rio de Janeiro, Belém, Fortaleza, Ilhéus, São Paulo, Manaus, Recife e Salvador. As ações avançam quase 4%.

A Yduqs e a Cogna avançam cerca de 2%. A Yduqs informou na véspera que concluiu a aquisição da Edtech Concursos.

Enquanto isso, a BR Distribuidora (BRDT3) segue em alta, avançando cerca de 2%, após subir 7,20% na véspera depois da Petrobras vender a fatia remanescente na companhia.

Confira no que ficar de olho:

A Petrobras iniciou na quinta o processo de venda da totalidade de sua participação em blocos exploratórios localizados em terra na Bacia do Paraná, informou a companhia em fato relevante publicado nesta quinta-feira.

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A operação, que tem início com a etapa de divulgação de oportunidade (teaser), envolve blocos pertencentes às concessões PAR-T-198_R12 e PAR-T-218_R12, que estão no extremo oeste do Estado de São Paulo, e PAR-T-175_R14, localizada no leste de Mato Grosso do Sul.

O conselho de administração do Grupo Fleury aprovou a realização da 6ª emissão de debêntures simples, não conversíveis em ações, da espécie quirografária, em três séries, para distribuição pública com esforços restritos. De acordo com a companhia, essa é a primeira emissão de debêntures do grupo com componente ESG, que permitirá sua classificação como “sustainability-linked”.

O valor total da emissão é R$ 1 bilhão: R$ 250 milhões (primeira série); R$ 375 milhões (segunda série) e R$ 375 milhões (terceira série), com prazos de 4, 5 e 7 anos respectivamente.

A remuneração será equivalente a 100% da taxa DI mais 1,35% ao ano na primeira série; 1,50% ao ano na segunda séria; e 1,75% ao ano na terceira. Caso as metas ESG não sejam atendidas, os spreads sofrerão aumento de até 0,125% ao ano, 0,25% ao ano e 0,35% ao ano, respectivamente.

Os recursos líquidos captados pela companhia serão destinados a usos corporativos gerais, como reforço de capital de giro e alongamento de passivo.

A MRV concluiu a venda de dois empreendimentos na Flórida pelo valor geral de vendas de US$ 78,5 milhões, tendo recebimento líquido da empresa de US$ 37 milhões e lucro bruto de US$ 17,8 milhões.

O Lake Osborne foi vendido com com Cap Rate de 4,6% e Yield on Cost de 6,9%, sendo o segundo empreendimento construído pela AHS, sua subsidiária, em 2016. A AHS é uma construtora que atende as famílias da classe média norte-americana.

O Mangonia Lake foi um empreendimento vendido com Cap Rate de 4,5% e Yield on Cost de 5,6%. O empreendimento foi construído em 2019, “como a primeira obra da AHS a utilizar a metodologia construtiva de Parede de Concreto com Fôrmas de Alumínio. Este empreendimento apresentou custo de construção acima dos patamares normais da AHS”, segundo a MRV.

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Os empreendimentos vendidos fazem parte do grupo de oito à venda, que totalizam 1.661 unidades e US$ 365milhões de VGV, com margem bruta média de aproximadamente 28%.

O Credit Suisse comentou a notícia e diz que o negócio está em linha com as expectativas. A companhia ainda destaca que há 6 projetos à venda, no valor de US$ 286,5 milhões.

A Tupy comunicou na quinta-feira a revisão no contrato envolvendo a aquisição do negócio global de componentes estruturais em ferro da Teksid, subsidiária da Stellantis, com o acordo agora prevendo apenas a aquisição das operações brasileira e portuguesa. O preço de aquisição (enterprise value) ajustado pela participação da Teksid nas subsidiárias Teksid Iron do Brasil e Fundição Portuguesa é de 67,5 milhões de euros.

A Simpar comunicou que a sua controlada JSL, maior companhia de logística rodoviária do país, enviou à Tegma, segunda maior do setor, pedido de combinação de negócios.

O comunicado aponta que a fusão das duas empresas criaria uma companhia com receita bruta combinada de R$ 6,1 bilhões.

“Somadas as operações da JSL (incluindo fusões e aquisições realizadas) e da Tegma, a companhia combinada teria R$ 6,1 bilhões de receita bruta nos últimos doze meses findos em 31 de março de 2021, que representaria um aumento de R$ 2,8 bilhões e um crescimento de 86% da receita bruta da JSL no mesmo período (sem incluir M&As)”, aponta a Simpar.

A empresa vê possíveis ganhos de sinergia, com diluição de custos fixos e cross-selling através da maior oferta de serviços da JSL para os clientes da Tegma. A combinação de negócios também “contribuirá para o acesso ao mercado de capitais pela companhia combinada, sustentando a agenda de crescimento orgânico e por aquisições, em linha com o planejamento estratégico da JSL”, destaca o comunicado.

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Segundo a proposta a incorporação das ações da Companhia seria realizada com base em uma relação de troca segundo a qual “cada acionista de Tegma receberá, por cada uma de suas ações Tegma, o valor de R$ 15,00 e 0,7495248702 ações da JSL”.

A Tegma se manifestou, destacando que a proposta foi feita sem solicitação ou prévio entendimento com os órgãos da companhia. A proposta, ressalta a empresa, está sujeita a certas condições: (a) à aprovação pelos Conselhos de Administração das Companhias dos documentos necessários à implementação da Operação, em especial o Protocolo e Justificação de Incorporação, o qual conterá declarações e garantias usais para operações dessa natureza; (b) à aprovação pelos acionistas da JSL e Tegma reunidos em assembleia geral; e (c) à aprovação prévia do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Diante da proposta, o presidente do Conselho de Administração convocou uma reunião extraordinária do Conselho de Administração da Companhia a realizar-se na data de hoje, a fim de que examine a proposta e delibere as providências que julgar cabíveis.

CSN (CSNA3), Gerdau (GGBR4) e Usiminas (USIM5)

O Morgan Stanley divulgou uma avaliação sobre os preços do aço no Brasil. Os preços em relação às importações estão entre 29% e 34% superiores, acima do nível normalizado, de entre 10% e 15%. A demanda nacional desacelerou em junho, e continua baixa na avaliação do Morgan Stanley.

Alguns dos contatos do banco afirmaram que as vendas se reduziram após o anúncio de preços mais altos em junho. Um distribuidor teria afirmado que alguns clientes industriais devem adiar compras para pressionar as siderúrgicas a oferecerem descontos.

O banco vê sinais de que a oferta de aço está aumentando no Brasil, mas ainda há falta de alguns produtos, como aço galvanizado e aço para concreto armado. Os estoques na cadeia de suprimentos continuam baixos. Em maio, os estoques eram de 2,3 meses, frente à média histórica de 3,1 meses. Os preços elevados devem adiar a recomposição dos estoques.

O Morgan que vê dificuldades para novos aumentos por parte dos produtores, já que o prêmio pago em relação às importações aumentou fortemente com a valorização do real. O banco diz esperar que os preços domésticos comecem a cair entre o quarto trimestre de 2021 e o primeiro de 2022.

O banco  mantém sua avaliação overweight (perspectiva de valorização acima da média do mercado) para CSN e Gerdau e equal-weight (dentro da média) para Usiminas, com base em suas novas estimativas, entre 8% e 15% acima do consenso para 2021, e entre 17% e 34% acima do consenso para 2022. Além disso, China e Rússia vêm buscando reduzir exportações, o que deve contribuir para manter os preços do Brasil altos.

G2D Investments ([ativo=G2DI33])

O Bradesco BBI iniciou a cobertura da G2D Investments com avaliação outperform e preço-alvo de R$ 10 para 2022, frente à cotação de quinta de R$ 7,2 para os papéis G2DI33. O banco diz que os papéis são uma forma líquida de se expor ao setor de tecnologia e que o fundo está bem posicionado para aproveitar oportunidades no setor, com uma valoração atrativa.

O Bradesco BBI ressalta que o fundo tem um valor patrimonial líquido (NAV na sigla em inglês) de R$ 696 milhões, composto por investimentos nacionais e internacionais em tecnologia. A última rodada de investimentos do Softbank no Mercado Bitcoin indica que o NAV do G2D deve crescer em R$ 300 milhões, a R$ 1,03 bilhão nos próximos trimestres.

O banco lista entre os riscos a incerteza em relação aos investimentos do fundo, sobre os quais há informações limitadas, e a valorização do real, que deve levar a ajustes negativos do NAV.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

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Fundos Imobiliários: Aliansce Sonae diz que não atuou como incorporadora do Shopping Parque Dom Pedro

SÃO PAULO – Em meio ao caso de possível irregularidade no enquadramento tributário do fundo imobiliário Parque Dom Pedro Shopping Center (PQDP11), que tem levado a uma forte queda das cotas na Bolsa nos últimos dias, a Aliansce Sonae afirmou na noite de quarta-feira (24) que não atuou como incorporadora do shopping.

A resposta veio após a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) informar que a operadora de shopping centers realizou a incorporação e é responsável pela administração e comercialização da área bruta locável (ABL) do Shopping Parque Dom Pedro, localizado em Campinas (SP), único imóvel na carteira do fundo imobiliário.

Além de ter feito a incorporação, a autarquia afirma que a empresa detém participação acionária consolidada de 51% no mesmo shopping, segundo resultados referentes ao primeiro trimestre do ano.

Nesse contexto, a xerife do mercado apontou que o fundo se enquadra no artigo 2 da Lei 9.779/99 e está sujeito à tributação aplicável às pessoas jurídicas, uma vez que aplica “recursos em empreendimento imobiliário que [têm] como incorporador, construtor ou sócio, cotista que [possui], isoladamente ou em conjunto com pessoa a ele ligada, mais de 25% das cotas”.

Pelo fato de o fundo possuir um investidor com mais de 25% das cotas e que participou da incorporação do shopping (no caso, a Aliansce Sonae), por regra, os cotistas do FII não têm direito a isenção de Imposto de Renda sobre os dividendos. Saiba mais aqui.

Em comunicado enviado ao mercado pelo BTG Pactual, administrador do fundo, a Aliansce Sonae compartilhou seu posicionamento.

A empresa defende que não tem conhecimento de qualquer informação que levasse à alteração do tratamento tributário do fundo e que, dada sua qualidade de pessoa jurídica, “não se beneficia de isenção ou outra vantagem tributária sobre a distribuição de resultados do fundo”.

Além disso, a empresa afirmou que não havia recebido, até ontem, nenhuma comunicação da CVM ou da Receita Federal sobre o assunto.

Na quarta-feira (23), quando o ofício da CVM veio a público, o administrador do PQDP11, o BTG Pactual, respondeu que, independentemente do entendimento da Superintendência de Supervisão de Securitização (SSE) da CVM, não vê o fundo enquadrado no artigo referido, tendo em vista não ter conhecimento de que a acionista indireta, a Aliansce Sonae, tenha atuado como incorporadora do shopping, tampouco se enquadre nas demais hipóteses que levariam à alteração do enquadramento tributário do fundo.

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Na quarta-feira (23), as cotas do FII PQDP11 fecharam o pregão com queda de 12,9%, com os papéis negociados a R$ 2.488,00, segundo dados da Economatica. Ontem, o desempenho do FII também foi negativo ao longo do dia na Bolsa, com leve queda de 0,2% no fechamento. Por volta das 11h desta sexta-feira, as cotas caíam 3,7% na B3.

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Ações de shoppings, varejistas e construtoras caem entre sinalizações da ata do Copom e recomendações; CVC avança

SÃO PAULO – As ações das empresas ligadas à economia doméstica, como de varejo, construtoras e shopping centers registram queda com os investidores repercutindo as sinalizações da ata do Comitê de Política Monetária (Copom), que apontou que pode levar o Comitê a acelerar o ritmo de alta da Selic na próxima reunião (de 0,75 pontos-base para, possivelmente, 1 ponto-base).

Além disso, empresas do segmento de shopping, como brMalls (BRML3), Iguatemi (IGTA3) e Multiplan (MULT3) caem entre 2% e 3% após terem a recomendação reduzida pelo Morgan Stanley.

Dos outros setores, Lojas Renner (LREN3) caía cerca de 3%, Cia. Hering (HGTX3) tinha baixa de 2%, assim como Lojas Americanas (LAME4). Entre as construtoras, Cyrela (CYRE3) e MRV (MRVE3) e EzTec (EZTC3) caíam entre 1,5% e 2%.

Bancos também registravam baixa, caso de Itaú (ITUB4), Bradesco (BBDC3;BBDC4) e Banco do Brasil (BBAS3). No radar, os investidores acompanham a votação do do aumento da Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL) sobre o setor pelo Senado. Os investidores também repercutem o noticiário sobre tributação de dividendos. Segundo jornais como o Estado de S. Paulo, o ministro da Economia, Paulo Guedes, decidiu propor a volta da tributação do lucro e dividendos com uma alíquota de 20%. A alíquota é maior do que os 15% inicialmente previstos para compensar a perda de arrecadação que o governo terá com o aumento da faixa de isenção do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) de R$ 1,9 mil para R$ 2,4 mil.

Na Câmara, foi mantido no início de junho o texto original enviado pelo governo relacionado aos bancos, que permitiu elevar a alíquota da Contribuição do setor financeiro de 20% para 25% entre 1º de julho e 31 de dezembro de 2021. Esse aumento foi a contrapartida para bancar a decisão que zerou as alíquotas de PIS/Cofins sobre o diesel por dois meses e sobre o gás de cozinha de forma permanente. Com a MP, empresas de seguros privados, capitalização, cooperativas de crédito, entre outras, também passaram a pagar mais: as alíquotas aumentaram de 15% para 20%. A partir de janeiro de 2022, todas as instituições do setor financeiro passam a recolher os percentuais vigentes antes da edição da MP.

Já as ações da Eletrobras (ELET3;ELET6) caem cerca de 1%, ainda que acumulando ganhos de cerca de 37% em 2021, com os investidores embolsando os lucros após a Câmara aprovar em segunda votação a Medida Provisória que permite a privatização da companhia. O texto segue agora para sanção presidencial.

Ainda em queda, está o IRB (IRBR3), entre 1,5% e 2%, depois de reportar prejuízo líquido de R$ 48,9 milhões em abril.

Entre as poucas altas, estão os papéis do Banco Inter (BIDI11) e da CVC (CVCB3) com ganhos de cerca de 2%. O conselho de administração da CVC Brasil aprovou aumento do capital social de até R$ 480 milhões, mediante a emissão de no máximo 25.104.603 ações para subscrição privada por R$ 19,12 cada.

As ações de Vale (VALE3) e CSN (CSNA3) avançam, em um dia de disparidade para as diferentes negociações no mercado de minério de ferro. Enquanto o minério spot negociado em Qingdao com pureza de 62% teve alta, os contratos futuros negociados em Dalian registravam perdas no início da manhã. Ainda no noticiário sobre a CSN, o Conselho da siderúrgica aprovou programa de recompra de ações.

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Confira os destaques:

Na noite da véspera, a Câmara dos Deputados concluiu na noite de segunda a votação da Medida Provisória que permite a privatização da Eletrobras. O texto segue agora para sanção presidencial. O aval do Congresso representa uma vitória para o governo de Jair Bolsonaro, que ainda não vendeu nenhuma empresa de controle direto da União.

Os deputados firmaram acordo para aprovar destaque proposto pelo líder do governo na Casa, Ricardo Barros (PP-PR), que resgata uma emenda, aprovada pelo Senado, que permite que o Exército brasileiro execute projetos na revitalização dos recursos hídricos das bacias do Rio São Francisco e do Rio Parnaíba.

A emenda havia sido rejeitada pelo parecer do relator, Elmar Nascimento (DEM-BA), apresentado mais cedo. Ele argumentou que a participação do Exército de forma conjunta ou concorrente com a Eletrobras ou com a Companhia Hidrelétrica do São Francisco, a Chesf, poderia prejudicar a aplicação de mecanismos de governança mais consolidados.

Os deputados também aprovaram trecho que determina que o Executivo deverá remanejar empregados da Eletrobras e subsidiárias que forem demitidos sem justa causa nos primeiros 12 meses após o processo de desestatização. Os funcionários deverão ser realocados em cargos de mesma complexidade ou similaridade.

Com o aval do Congresso, o governo poderá dar prosseguimento aos preparativos para emissão de novas ações da empresa, prevista para o primeiro trimestre de 2022, por meio da qual a União vai reduzir sua fatia na companhia de cerca de 60% para 45%. A privatização é a aposta do governo para ampliar investimentos da empresa, que é a maior companhia de energia elétrica da América Latina.

O líder da Oposição na Casa, Alessandro Molon (PSB-RJ), afirmou que os partidos de oposição vão recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra a sanção da MP.

A Petz celebrou contrato de aquisição do Cansei de Ser Gato Serviços de Produção de Conteúdo (“CDSG”), uma das maiores plataformas digitais de conteúdo e produtos exclusivos para gatos no Brasil. Fundado em 2013 pelas empreendedoras Amanda Nori e Stéfany Guimarães, o CDSG cria conteúdos bem humorados e educativos para donos de gatos, além de produtos exclusivos para felinos.

Magazine Luiza (MGLU3)

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O Magazine Luiza informou a conclusão da compra da plataforma de entrega de refeições por aplicativo Plus Delivery.

Segundo comunicado, “a Plus Delivery é uma plataforma completa especializada no delivery de diversos tipos de comida,
recebendo e gerenciando pedidos por meio de um aplicativo rápido, prático e seguro”.

“Presente em mais de 30 cidades, a Plus Delivery é uma das líderes de entrega de comida no estado do Espírito Santo. A plataforma opera no modelo de unidades próprias e processou, no último mês, aproximadamente 250 mil pedidos, preparados por cerca de 1.500 restaurantes parceiros”, destaca a empresa.

Vale (VALE3) e minério de ferro

O minério de ferro à vista negociado no porto de Qingdao com 62% de pureza registra alta de 3%, a US$ 212, 70 a tonelada, de acordo com dados do Bradesco BBI.

Por outro lado, os contratos futuros do minério de ferro negociados na China caíram pela segunda sessão consecutiva nesta terça-feira, em movimento que derrubou os ganhos acumulados em 2021 para 31% – contra mais de 50% anteriormente -, na esteira de planos de Pequim de ampliar investigações sobre preços de commodities.

O contrato mais negociado do minério de ferro na bolsa de commodities de Dalian DCIOcv1, para entrega em setembro, chegou a cair 5,2%, para 1.110 iuanes (US$ 171,75) por tonelada, uma mínima de duas semanas. A referência fechou em queda de 2,7%, a 1.139 iuanes por tonelada.

“Após as políticas macro recentes, as especulações começaram a perder força e os preços do minério de ferro flutuaram”, disseram analistas da Huatai Futures em nota.

Na segunda-feira, a agência estatal de planejamento e o órgão regulador do mercado na China observaram o mercado à vista no Beijing Iron Ore Trading Center e prometeram monitorar os preços de perto e investigar especulações maliciosas.

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“A China está implementando medidas direcionadas para ajudar a conter a especulação sobre os preços das commodities. Continuamos vendo os fundamentos do mercado de aço e minério de ferro como muito saudáveis, o que deve continuar sustentando os preços bem acima dos níveis médios, apesar dessas medidas direcionadas à especulação”, avaliam os analistas do Bradesco BBI.

O Conselho de Administração da CSN aprovou a abertura de programa de recompra de ações para aquisição, no período de 22 de junho de 2021 a 21 de dezembro de 2021, de até 24.154.500 ações ordinárias. A quantidade em circulação no mercado atualmente é de 654.381.197 ações.

Segundo a companhia, a aquisição respeitará os limites legais e será feita com base em recursos disponíveis. Os papéis serão mantidos em tesouraria para posterior alienação ou cancelamento.

O preço das ações não poderá ser superior ao da sua cotação na B3. O objetivo da CSN, de acordo com comunicado, “é maximizar a geração de valor para o acionista por meio de uma administração eficiente da estrutura de capital”.

São Martinho (SMTO3)

A empresa de açúcar e etanol São Martinho registrou lucro líquido de R$ 207,36 milhões no quarto trimestre da temporada 2020/21, alta de 45,4% em relação a igual período do ciclo anterior. Já o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado somou R$ 568,2 milhões no quarto trimestre fiscal da empresa, queda de 1,9% na comparação anual.

A receita líquida da São Martinho alcançou R$ 1,157 bilhão no período, leve alta de 0,9% no ano a ano. Do total, o faturamento com açúcar cresceu 16,9%, a R$ 542,3 milhões, enquanto a receita com etanol recuou 13,2%, para R$ 567,7 milhões.

“Mesmo diante dos desafios que se mostraram, conseguimos um ano com recorde de resultados operacionais e financeiros”, disse a companhia em nota, citando as dificuldades representadas pela pandemia de Covid-19.

No ano completo de 2020/21, a São Martinho obteve lucro líquido R$ 927,1 milhões, salto de 45,1% ante 2019/20, enquanto o Ebitda ajustado atingiu 2,187 bilhões de reais, alta de 17,8%.

Anteriormente, a empresa do setor sucroalcooleiro havia apresentado seu “guidance” para a temporada 2021/22, indicando que a estiagem no centro-sul do Brasil deve resultar em uma moagem de cana 8,9% menor neste ciclo, a 20,5 milhões de toneladas.

A fabricação de açúcar pela companhia deverá recuar 18,7% em 2021/22 na comparação anual, para 1,2 milhão de toneladas, enquanto a produção de etanol tende a cair apenas 0,5%, para 1,013 bilhão de litros.

A São Martinho ainda disse que em 31 de março de 2021, a fixação de preço de açúcar para a temporada atual, totalizava o volume de, aproximadamente, 939 mil toneladas, o que representa cerca de 97% da cana própria, a um preço de 1.634 reais por tonelada.

Para a safra 2022/23, as fixações totalizavam 343 mil toneladas de açúcar, o que representa em torno de 38% da cana própria, a um preço de R$ 1.773 por tonelada.

De acordo com a XP, a São Martinho entregou resultados fortes, destacando que o setor de Açúcar & Etanol passa por um momento favorável, com preços altos para o açúcar devido à perspectiva de oferta menor, enquanto os preços do petróleo e da gasolina estão em alta, empurrando o preço etanol para cima e levando as indústrias sucroalcooleiras a adaptar seu mix de produção.

“Na nossa visão, a São Martinho deve seguir sendo positivamente afetada por este cenário para a safra 2021/22 – mesmo tendo cerca de 80% de sua produção de açúcar com preços já fixados via hedge financeiro, ela ainda pode lucrar ao vender seus estoques em um ambiente de preços elevados”, avaliam os analistas Leonardo Alencar e Larissa Pérez.

O Itaú BBA comentou os resultados trimestrais da São Martinho, e seu guidance (conjunto de previsões e planos) operacional para 2021 e 2022. O guidance para 2021/2022 indicou processamento de cana-de-açúcar 5% menor, mas uma proporção 6% maior de açúcar total recuperável por tonelada, em comparação com a previsão do Itaú. O Ebitda fica 3% abaixo de sua estimativa oficial.

O banco diz que o bom momento para os preços do açúcar pode estar apenas começando, considerando a previsão de uma relação pressionada entre oferta e demanda, e uma perspectiva temerária para a colheita brasileira. O banco ressalta que recentemente elevou a avaliação da empresa para outperform, com preço-alvo para 2021 de R$ 42.

Ainda no radar da companhia, o Bradesco BBI comentou um relatório divulgado na segunda pela empresa de trading Czarnikow, que indicou que o programa de etanol da Índia levará o governo a extinguir subsídios à exportação de açúcar, e acabar com os volumes exportáveis de açúcar do país. A empresa afirmou no relatório que o plano do país é impulsionar uma mistura de 20% de etanol à gasolina já em 2023, comparado a apenas 5% atualmente. Isso deve levar à produção de 6 bilhões de litros de etanol a partir de caldo de cana de açúcar e melado. Isso deve reduzir a produção local de açúcar em mais de 6 milhões de toneladas, equivalente a 10% do total mundial.

O banco ressalta que a Índia corresponde a 10% do comércio de açúcar, e que elevar a mistura de etanol pode beneficiar a São Martinho, para a qual mantém avaliação outperform e preço-alvo de R$ 41. O cenário pode levar a uma pressão maior na relação entre oferta e demanda global. Além disso, ressalta que o açúcar responde por 50% da receita total da São Martinho.

O IRB Brasil Resseguros teve prejuízo líquido de R$ 48,9 milhões em abril de 2021 ante um prejuízo líquido no mesmo mês de 2020 de R$ 170,1 milhões.

Nos quatro primeiros meses do ano, o lucro líquido foi de R$ 1,9 milhão ante um prejuízo líquido no mesmo período de 2020 de R$ 135,1 milhões.

Ao excluir o efeito dos negócios descontinuados (run-off) e dos eventos não recorrentes (one-offs), o prejuízo líquido em abril de 2021 foi de R$ 38,9 milhões. Já nos quatro primeiros meses de 2021, a emrpesa obteve um lucro líquido de R$ 41,5 milhões.

A empresa destacou que o prêmio emitido de R$ 785,9 milhões ficou praticamente estável em relação a abril de 2020 com uma redução de 0,9%, sendo R$ 364,7 milhões no Brasil e R$ 421,2 milhões no exterior. Houve crescimento de 8,6%
no Brasil em relação a abril de 2020 e redução de 7,9% no exterior no mesmo conceito.

Já nos quatro primeiros meses de 2021, o prêmio emitido de R$ 2,7164 bilhões, queda de 2,6% frente igual período de 2020, sendo R$ 1,4091 bilhão no Brasil (alta de 15,9%) e R$ 1,3073 bilhão no exterior (queda de 16,9%). “A redução dos prêmios com origem no exterior está em linha com a estratégia de re-underwriting [de limpeza do balanço] amplamente divulgada pela companhia”, apontou o IRB.

Em breve comentário, os analistas do Credit Suisse apontaram que os números foram negativos, com a estratégia de “re-underwriting” ainda cobrando seu preço. Eles reforçam que, mesmo desconsiderando o impacto da carteira run-off e outros itens pontuais, a empresa ainda registrou prejuízo de R $ 38,9 milhões no mês de abril. Os analistas do banco suíço possuem recomendação underperform (desempenho abaixo da média do mercado) para as ações IRBR3, com preço-alvo de R$ 7,50 para cada ativo.

Pão de Açúcar (PCAR3)

O jornal O Estado de S. Paulo informou, citando fontes, após o fechamento do mercado, que o grupo francês Casino contratou o banco brasileiro BR Partners para começar a estruturar a venda de sua fatia no GPA, dono da marca Pão de Açúcar.

Por enquanto não há nenhuma negociação efetiva em curso, pois o objetivo do Casino, conforme fontes, é se desfazer primeiro Cnova, seu braço de comércio eletrônico, e do Grupo Éxito, com presença na Colômbia, Uruguai e Argentina, informou o jornal.

Contudo, em comunicado divulgado nesta manhã, o GPA informou que, após inquirir os seus administradores e acionista controlador, nenhum banco foi contratado e que não há processo de venda em curso.

Na véspera, os papéis PCAR3 subiram quase 8% após notícia do jornal O Globo de que o empresário Michael Klein começou a montar uma participação minoritária na empresa.

“Apesar de acreditarmos que notícias sobre os possíveis desinvestimentos podem trazer volatilidade para o papel, como a vista na segunda, mantemos nossa recomendação neutra [para PCAR3] por vermos uma baixa probabilidade de concretização dessas operações no curto prazo, principalmente dado que Cnova (a que vemos com a mais desafiadora) é colocada como a primeira na lista e GPA Brasil (a que vemos como a mais provável) como a última. Ainda, acreditamos que o fato do grupo Casino estar aberto a vender todas suas operações do GPA sinaliza desafios na operação”, apontam em relatório os analistas da XP.

Os analistas preferem exposição ao segmento do atacarejo, com Assaí (ASAI3) como preferência devido à combinação de uma melhor tendência de resultados de curto prazo (com a retomada de bares, restaurantes e transformadores com a volta à normalidade) e sólida perspectiva de crescimento (crescimento médio anual de vendas do Assaí em 24% até 2023).

3R Petroleum (RRRP3)

A 3R Petroleum anunciou a compra da Duna Energia pelo valor de US$ 71 milhões. As ações serão transferidas do BTG e de outros minoritários para a 3R, de forma que a Duna Energia passará a ser subsidiária integral da empresa. O fechamento da operação está sujeito à aprovação do conselho de administração da empresa e de seus acionistas.

Teles

A operação de compra da Oi Móvel (OIBR3; OIBR4) pelo consórcio de Vivo (VIVT3), TIM (TIMS3) e Claro, acertada em leilão por um lance de R$ 16,5 bilhões em dezembro, enfrenta resistência de outros agentes de mercado nas discussões dentro da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), destaca o Estadão. Está ganhando corpo nessas arenas um movimento contrário à concentração de mercado, como resultado do fatiamento das redes de telefonia e internet móvel da Oi entre as três rivais.

Neste momento em que a transação está sob análise, as partes contrárias encaminharam aos órgãos públicos argumentos e estudos sobre potenciais efeitos negativos com a consolidação do setor. As partes também estão colocando na mesa pedidos de veto à transação ou, no mínimo, a aplicação de remédios para amenizar os esperados efeitos negativos. As propostas vão desde o endurecimento da fiscalização dos preços dos serviços ofertados pelas grandes teles até a venda de ativos da Oi para terceiros.

No Cade, cinco entidades já tiveram aval para acompanhar de perto o processo que analisará o ato de concentração. São elas: as operadoras regionais Algar e Sercomtel, as associações empresariais TelComp e Neo (que representa os provedores de pequeno e médio porte) e o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec). O trânsito também é visto na Anatel.

No dia 28, por exemplo, haverá uma reunião extraordinária a pedido dos provedores regionais para discutir a venda da Oi Móvel.

O que sobra da Oi após os leilões? Confira análise abaixo: 

O conselho de administração da CVC Brasil aprovou aumento do capital social de até R$ 480 milhões, mediante a emissão de no máximo 25.104.603 ações para subscrição privada por R$ 19,12 cada.

O aumento de capital será destinado ao capital social e à reserva de capital, sendo que R$ 1,73 por ação será destinado ao capital social e R$ 17,39 por ação será destinado para reserva de capital. Os recursos serão usados em pagamento de parte do saldo de debêntures, iniciativas estratégicas e uso corporativo.

Ecorodovias (ECOR3)

A Ecorodovias precifica sua oferta nesta terça, que pode captar até R$ 2 bilhões.

Lojas Renner (LREN3), C&A Modas (CEAB3), Lojas Americanas (LAME4), Magazine Luiza (MGLU3), Mercado Livre (MELI34), Sendas Distribuidora (ASAI3) e Mobly (MBLY3)

O Morgan Stanley atualizou suas avaliações sobre o setor de comércio eletrônico na América Latina. O banco rebaixou Lojas Renner, C&A, Lojas Americanas para equal-weight (perspectiva de valorização dentro da média do mercado). E manteve a avaliação overweight (exposição acima da média) para Mercado Livre (listado na Nasdaq), Magazine Luiza, Sendas Distribuidora e Mobly.

O banco diz que, para o segundo semestre, tem preferência por ações em relação às quais tem confiança quanto à perspectiva de crescimento continuado e lucrativo no segundo semestre. As avaliações overweight se concentram sobre empresas concentradas em e-commerce e produtos essenciais.

O banco elevou sua estimativa para o crescimento do e-commerce no Brasil em 2021 de 26% para 31%. E prevê a continuidade da expansão da margem Ebitda de Magazine Luiza e do Mercado Livre, ressaltando que o Mercado Livre expandiu em mais de 9 pontos percentuais a margem Ebitda em 2020, enquanto que Magazine Luiza manteve as margens apesar do fechamento de lojas. Para a Mobly, o banco vê reinvestimento em crescimento para a Mobly em 2021.

Para o Assai, o banco espera continuidade do crescimento do Ebitda em 2021. O banco estima uma taxa composta de crescimento anual para o período entre 2019 e 2021 de 17% para o Assai.

O banco ressalta que C&A e Lojas Renner continuam precificadas 17% e 16% abaixo dos níveis de 2019, respectivamente, mas se recuperaram para os níveis mais altos pós-Covid recentemente. Com a alta de investimentos em tecnologia de e-commerce e logística, o banco vê, contudo, que as margens Ebitda em 2022 das empresas deverão continuar abaixo do nível de 2019 para ambas as empresas. Em 2019 a margem da Renner era de 18,7%, frente à estimativa de 16,4% para 2022; para a C&A, a margem em 2019 era de 12%, para 2022 espera 9,8%.

Após a aprovação da fusão da Lojas Americanas com a B2W, o banco espera mais informações sobre a performance operacional da empresa combinada antes de revisitar sua avaliação overweight.

Multiplan (MULT3), brMalls (BRML3) e Iguatemi (ativo=IGTA3])

O Morgan Stanley também revisou o setor de shoppings, reduzindo a recomendação para Multiplan e Iguatemi a underweight (exposição abaixo da média do mercado) e reduzindo brMalls a equalweight (exposição em linha com a média do mercado), destacando que a tese de reabertura econômica parece mais do que precificada.

Os analistas veem que Multiplan e Iguatemi estão negociando entre os maiores múltiplos globalmente para o setor. “Embora estejamos prevendo uma recuperação significativa, estamos abaixo do consenso, pois o desafio digital permanece. Taxas de juros mais altas podem ser o próximo obstáculo”, avaliam os analistas.

O preço-alvo para Multiplan é de R$ 23, de R$ 38 para Iguatemi e de R$ 11 para brMalls.

O Credit Suisse atualizou sua avaliação sobre a Totvs, que manteve em outperform. O banco avalia que a empresa passa por um bom momento e se beneficia da convergência de serviços digitais que transforma a gestão de recursos em plataformas ou marketplaces para outros produtos e serviços.

A Totvs também pode ser vista como um papel atrativo e protegido da inflação, já que repassa a variação aos clientes por meio de contratos, anualmente. O banco espera que a empresa se beneficie do crescimento do PIB, já que investimentos em tecnologia da informação costumam ser cíclicos.

O banco elevou o preço-alvo de R$ 35 para R$ 43 após um bom desempenho no setor de gestão de recursos e uma perspectiva macroeconômica melhor. O banco estima que a receita da Totvs cresça 18% em 2021 e 15% em 2022. Também espera que as fusões e aquisições continuem, mas com foco em empresas menores.

O banco ressalta que a Totvs levantou R$ 1,5 bilhão em debêntures para pagar pela compra da RD Station, que custou R$ 1,9 bilhão. O banco vê a dívida líquida em R$ 1 bilhão em 2021.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

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Ação da Embraer segue em alta após disparada da véspera; Vale e siderúrgicas sobem com minério, shoppings caem

Jato executivo Embraer Praetor 600, que oferece alcance intercontinental com excelente capacidade de carga útil.

SÃO PAULO – Após a alta de 15,61% da véspera, as ações da Embraer (EMBR3) registram mais uma sessão de expressivos ganhos, com valorização de mais de 3%, após chegarem a avançar 6% no início do pregão. Cabe destacar que, na noite da véspera, o Bradesco BBI elevou a recomendação para os ADRs, ou os recibos de ações da Embraer negociados na Bolsa de Nova York, após a empresa confirmar que está conversando com a Zanite Acquisition Corp sobre a possibilidade de uma fusão, e de listar a subsidiária Eve Urban Air Mobility, avaliada em US$ 2 bilhões.

Destaque ainda para as ações da BRF (BRFS3), que chegaram a saltar 14% no início da sessão, mas diminuíram fortemente as altas, para cerca de 1%. O movimento ocorreu após notícia do colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, de que a rival JBS (JBSS3) estuda um contra-ataque à Marfrig (MRFG3) para supostamente avançar sobre o controle da dona das marcas Sadia e Perdigão (veja mais clicando aqui).

Ainda no radar da BRF, a companhia de alimentos construirá um novo centro de distribuição na região da Grande Vitória (ES), com investimentos estimados em R$ 70 milhões, informou a empresa em nota divulgada nesta quinta-feira. O anúncio se segue a investimentos de R$ 764 milhões divulgados na véspera para ampliar instalações em Santa Catarina e Mato Grosso Sul.

As ações de companhias como a Vale (VALE3), CSN (CSNA3), Usiminas (USIM5) e Gerdau (GGBR4) também avançam, em meio ao dia de alta do minério de ferro.

O pedido de renúncia do CEO da Alliar, a Azul informando a captação de US$ 600 milhões nesta quinta-feira em bônus de cinco anos no exterior, a emissão de debêntures de até R$ 1,2 bilhão pela Sabesp e a Ecorodovias anunciando a aprovação de uma oferta restrita de 172 milhões de ações também estão em destaque.

Sobre a Sabesp, ainda em destaque, o governo de São Paulo decidiu contratar uma empresa de consultoria para fazer estudo sobre a possível privatização da Sabesp. Em entrevista ao Valor, o ex-ministro Henrique Meirelles, hoje à frente da Secretaria de Fazenda do governo estadual, disse que “muito provavelmente” o trabalho ficará a cargo do IFC (International Finance Corporation), braço privado do Banco Mundial (Bird). As ações chegaram a subir mais de 4%, mas amenizaram (veja mais clicando aqui).

Já os ativos de shoppings e construtoras, como Iguatemi (IGTA3), Multiplan (MULT3), brMalls (BRML3), MRV (MRVE3), JHSF (JHSF3) registram uma sessão de perdas após a alta recente em meio à tese de reabertura e também com os investidores monitorando a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) na próxima semana.

Confira no que ficar de olho:

Lojas Americanas (LAME4) e B2W (BTOW3)

A Lojas Americanas  e sua controlada B2W informaram que seus respectivos acionistas aprovaram nesta quinta-feira em assembleias uma proposta de fusão que cria a Americanas s.a.

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A companhia resultante da fusão será presidida por Miguel Gutierrez, que também será diretor de relações com investidores.

O conselho de administração do grupo será composto por Eduardo Saggioro Garcia (presidente), Carlos Alberto Sicupira; Claudio Moniz Garcia e Paulo Lemann, além de Mauro Muratório Not, Sidney Breyer e Vanessa Lopes, como independentes.

O Itaú BBA avalia o anúncio como marginalmente positivo, destacando que a nova empresa já tem uma nova junta e diretores estatutários. O banco avalia que este é um passo importante para ambas as empresas, mas já antecipado, esperando uma reação levemente positiva do mercado.

O Bradesco BBI elevou a recomendação para os ADRs, ou os recibos de ações da Embraer negociados na Bolsa de Nova York, após a empresa confirmar que está conversando com a Zanite Acquisition Corp sobre a possibilidade de uma fusão, e de listar a subsidiária Eve Urban Air Mobility, avaliada em US$ 2 bilhões.

O banco vê essa potencial transação como provável, e avalia que a listagem da subsidiária pode elevar o preço das ações da Embraer. Na véspera, as ações subiram cerca de 16%.

Saiba mais: Por que a possível fusão de unidade de carros voadores com a Zanite fez a ação da Embraer disparar

Os analistas elevaram a recomendação de underperform (perspectiva de valorização abaixo da média do mercado) para outperform (acima da média), e apresentou o novo preço-alvo para 2022 de US$ 21, frente ao preço-alvo para 2021 de US$ 5. O preço-alvo de 2022 incorpora US$ 11 relativos à subsidiária.

Cury (CURY3), Direcional (DIRR3), Plano&Plano (PLPL3) e MRV (MRVE3)

A XP iniciou a cobertura para Cury (CURY3, Compra, Preço-Alvo de R$15,0/ação), Direcional (DIRR3, Compra, Preço-alvo de R$20,5/ação) e Plano&Plano (PLPL3, Compra, Preço-Alvo de R$10,0/ação). Além disso, atualizaram as estimativas para Tenda (TEND3, Compra, Preço-Alvo de R$ 38,0/ação) e MRV (MRVE3, Neutro, Preço-Alvo de R$ 23,0/ação).

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De acordo com analistas, a demanda resiliente deve continuar alimentando o plano de crescimento das companhias. Apesar de espaço limitado de crescimento do programa habitacional Casa Verde e Amarela, eles avaliam que as grandes companhias e as mais líquidas estão bem-posicionadas para continuar crescendo e ganhando market share do programa.

Já a inflação de custos é uma preocupação, mas veem impactos limitados nas margens das companhias. Os crescentes custos de construção continuam sendo o principal risco para o setor. “Dito isso, vemos os esforços das companhias parcialmente compensando os maiores custos e amenizando os impactos nas margens brutas em 2021”, apontam.

Eles ainda ressaltam que as diferentes estratégias adotadas pelas incorporadoras poderão resultar em crescimento adicional fora do programa CVA. “Na nossa visão, projetos de média renda devem continuar ganhando representatividade nas operações das companhias (com exceção da Tenda, que continua focada no segmento de baixa renda e desenvolvendo sua produção off-site)”, apontam.

A Cury é a preferência da XP no segmento popular, dada a combinação de: i) sólida execução e executivos experientes; ii) baixa alavancagem da companhia; iii) uma das maiores rentabilidades do mercado (retorno sobre PL de 59% para 2022E vs. 32% da média dos pares) e iv) valuation atrativo, sendo negociado a 7,4x P/L para 2022.

“Apesar da nossa visão mais conservadora para a MRV, destacamos a sua liderança na frente ESG, com sólidos compromissos nos pilares E e S. Em seguida, a Tenda se destaca na frente G, além do desenvolvimento de uma solução mais verde através da construção com placas de madeira (wood frame)”, ressaltam.

Petrobras (PETR3;PETR4) e BR Distribuidora (BRDT3)

A Petrobras  reiterou que venderá sua participação de 37,5% na BR Distribuidora por meio de oferta secundária de ações (follow on).

A decisão havia sido tomada pelo conselho de administração da empresa em agosto do ano passado, ainda na gestão do ex-presidente da petrolífera, Roberto Castello Branco.

Havia dúvidas, no entanto, se seria mantida na gestão do general Joaquim Silva e Luna, no cargo desde abril.

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Em comunicado, a Petrobras confirmou nesta quinta-feira, 10, que a participação remanescente na BR será oferecida ao mercado financeiro por meio de oferta secundária de ações. “O montante a ser arrecadado dependerá do resultado da precificação da transação”, informou a empresa.

A empresa acrescentou ainda que a oferta estará sujeita às condições de mercado, à aprovação dos órgãos internos da Petrobras quanto ao preço, e à análise da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e demais órgãos reguladores.

A privatização da BR aconteceu, na verdade, em 2019, quando a estatal se desfez do controle da distribuidora, com a venda da participação de 30% por R$ 9,6 bilhões. A abertura do capital ocorreu em 2017.

A Petrobras informou que concluiu na quinta, por meio da sua subsidiária integral Petrobras Global Finance B.V., oferta de títulos no mercado de capitais internacional no valor de US$ 1,5 bilhão de dólares, com vencimento em junho de 2051. A operação, precificada no dia 2 de junho, representou a menor taxa de retorno (“yield”) de uma emissão na história da Petrobras para um título de 30 anos, segundo comunicado. A demanda aproximada foi 6,2 vezes superior à oferta, com participação de 426 investidores dos Estados Unidos, Europa, Ásia e América Latina.

A Alliar anunciou na noite de quinta-feira que recebeu o pedido de renúncia do seu então CEO Sami Foguel, que havia assumido o cargo em dezembro de 2019.

Conforme destaca a XP, Foguel estava em meio a execução de um plano ambicioso de dobrar a companhia num intervalo de 3-5 anos com uma série de novas iniciativas. Quem assumirá o cargo será o Fernando Terni, que exercia a função de conselheiro da Companhia e já havia ocupado o cargo de CEO de 2012 a 2019.

‘Terni conhece a companhia e está a par dos planos e projetos, mas vemos com cautela a notícia visto que a maior parte das novas iniciativas da companhia ainda está sendo implementada”, apontam os analistas da XP, que reiteram recomendação neutra e possuem preço-alvo de R$ 10 para as ações da Alliar.

A companhia de alimentos BRF construirá um novo centro de distribuição na região da Grande Vitória (ES), com investimentos estimados em R$ 70 milhões, informou a empresa em nota divulgada nesta quinta-feira.

O anúncio se segue a investimentos de R$ 764 milhões divulgados na véspera para ampliar instalações em Santa Catarina e Mato Grosso Sul.

Segundo a BRF, o novo centro de distribuição capixaba ocupará área de 13 mil metros quadrados e será o mais “sustentável” da companhia, contando com painéis solares com capacidade para gerar até 1,5 megawatts de energia.

Além da geração solar, a BRF também promete o reaproveitamento de água, inovações na geração de frio e uma frota com zero emissão de gás carbônico para a nova instalação capixaba.

A BRF já possui um centro de distribuição no Espírito Santo, localizado em Viana, que movimenta um volume médio mensal de mais de 2.700 toneladas, destacou a empresa, que não detalhou a capacidade da nova unidade ou o cronograma para as operações.

A companhia aérea Azul captou US$ 600 milhões nesta quinta-feira em bônus de cinco anos no exterior.

A operação, que terá Citi, JPMorgan, Morgan Stanley e Santander como coordenadores globais, mas com participação de BTG Pactual, Itaú BBA, Safra, envolve títulos seniores sem garantia, não resgatáveis antes de três anos.

A rentabilidade indicativa ao investidor, de 7,375% ao ano, ficou abaixo da taxa indicativa, de ao redor de 7,625%.

A emissão acontece duas semanas após a empresa ter anunciado que contratou consultores enquanto estuda oportunidades de consolidação na indústria brasileira de aviação.

A companhia paulista de saneamento básico Sabesp informou nesta quinta-feira que seu conselho de administração aprovou uma emissão de debêntures de até R$ 1,2 bilhão.

Segundo o fato relevante, a emissão será feita em até três séries. A operação depende de que seja emitido pelo menos um bilhão de reais, sendo no máximo R$ 300 milhões da primeira série.

A Oferta será destinada exclusivamente a investidores profissionais.

“Os recursos obtidos com a emissão serão destinados ao refinanciamento de compromissos financeiros vincendos em 2021 e à recomposição de caixa da companhia”, afirmou a Sabesp.

Ainda em destaque, o governo de São Paulo decidiu contratar uma empresa de consultoria para fazer estudo sobre a possível privatização da Sabesp. Em entrevista ao Valor, o ex-ministro Henrique Meirelles, hoje à frente da Secretaria de Fazenda do governo estadual, disse que “muito provavelmente” o trabalho ficará a cargo do IFC (International Finance Corporation), braço privado do Banco Mundial (Bird).

O Credit Suisse avalia a notícia como positiva, mas que acredita que o mercado somente precificará uma melhor perspectiva para a Sabesp se a opção de privatização for confirmada. Na avaliação do banco, com a proximidade das eleições de 2022, a privatização pode ser dificultada.

Os contratos futuros do minério de ferro saltaram nesta sexta-feira para o seu nível mais alto em mais de três semanas, uma vez que uma recuperação nos estoques de aço na China sugeriu que a demanda pela matéria-prima permaneceu forte.

O contrato de minério de ferro mais negociado na Bolsa de Commodities de Dalian DCIOcv1 encerrou as negociações com alta de 5,9%, para 1.247 iuanes (US$ 195,19) por tonelada, após atingir seu maior valor desde 19 de maio, de 1.248 iuanes, tendo o segundo aumento semanal consecutivo.

“Os futuros do minério de ferro ampliaram os ganhos, já que o sentimento permaneceu sustentado por sinais de forte demanda na China”, disse o estrategista sênior de commodities da ANZ Daniel Hynes.

Ainda no radar, a Samarco, joint venture entre a Vale e a BHP, protocolou na quinta-feira seu plano de recuperação judicial na 2ª Vara Empresarial da Comarca de Belo Horizonte, propondo descontos de 85% no valor a ser pago aos maiores credores da companhia que não aceitarem receber ações preferenciais da mineradora. Ao principal grupo de credores, que reúne quase 100% da dívida de cerca de R$ 50 bilhões e engloba detentores de títulos, acionistas e fornecedores médios e grandes, a empresa propôs a conversão dos valores a receber em capital social da empresa, por meio de ações preferenciais com direito a dividendos diferenciados.

Ainda em destaque, sindicatos de trabalhadores da estatal de energia Eletrobras têm preparado a realização de uma greve de 72 horas que poderia ser iniciada caso um projeto do governo para privatização da companhia entre na pauta de votações do Senado. O movimento visa protestar contra os planos do governo Jair Bolsonaro de desestatizar a companhia. A paralisação não impactaria a geração de energia no Brasil, que tem visto seu parque de hidrelétricas pressionado por uma crise hídrica, mas poderia eventualmente atrapalhar atividades de manutenção e elevar riscos para o sistema, disse à Reuters um líder sindical.

Na quinta, o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, garantiu que o projeto de privatização resultará em redução de tarifas para o consumidor, após mudanças à proposta original de desestatização terem gerado críticas de especialistas e temores de impacto futuro à conta de luz.

A Arezzo anunciou ao mercado a aquisição da BAW Clothing, marca digital de streetwear com forte apelo à Geração Z, entre os 20 e 30 anos. A compra foi feita por meio da controlada da Arezzo ZZAB Comércio de Calçados Ltda.

O valor da transação é de R$ 105 milhões, a ser pago da seguinte forma: (a) R$ 35 milhões, em dinheiro, na data do
fechamento da Operação; (b) R$ 20 milhões no aniversário de cinco anos da data do fechamento da Operação; e (c) R$ 50 milhões por meio da entrega de um número de ações da companhia em tesouraria, que correspondam a referido valor, calculado com base na média da cotação, ponderada pelo volume, nos 10 (dez) últimos pregões em que as ações da
companhia tenham sido negociadas imediatamente anteriores ao fechamento, observado, em qualquer hipótese, a quantidade máxima de 682.035 de ações da Arezzo&Co.

Além disso, caso a BAW atinja determinadas métricas de desempenho no exercício de 2021, conforme fixado no contrato, a empresa pagará aos atuais sócios da BAW uma parcela adicional contingente de até R$ 10 milhões.

A BAW teve um faturamento de R$ 40 milhões em 2020 e espera atingir R$ 80 milhões em 2021, o que implica em um múltiplo do valor da empresa mais dívidas sobre a receita esperado para 2021 (EV/Receita) de 1,3 vez.

Os analistas da XP destacaram, em nota, ver a transação como positiva e em linha com a estratégia da Arezzo de reforçar a construção do seu portfólio de vestuário, através da aquisição de marcas aspiracionais. A XP mantém recomendação de compra para a ação ARZZ, com preço alvo de R$ 110,0 por ação. Veja mais clicando aqui. 

A CCR anunciou nesta quinta-feira que assinou um aditivo ao contrato de concessão da BR-163/MS, operado por sua subsidiária MSVia.

O acordo assinado com o governo federal, por meio da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), prepara terreno para a relicitação do trecho de 846 quilômetros, que corta o Estado do Mato Grosso do Sul, nas divisas com Mato Grosso e Paraná.

Após a assinatura do aditivo haverá diversas etapas para a efetiva conclusão da relicitação, período em que a MSVia permanecerá operando o trecho concedido.

Ecorodovias (ECOR3)

A Ecorodovias anunciou a aprovação de uma oferta restrita de 172 milhões de ações. Considerando o valor de fechamento dos papéis na véspera de R$ 13,33, a oferta pode levantar R$ 2,3 bilhões. Um porcentual de 80% deve ser destinado ao caixa da empresa.

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Quais ações de shoppings podem ganhar mais com a tese da reabertura? Confira as opiniões de analistas

SÃO PAULO – Depois das restrições bastante fortes à mobilidade no início do ano por conta da pandemia (que ainda continuam em algumas localidades), a flexibilização das medidas permitiu o afrouxamento das atividades comerciais e a reabertura dos shoppings, setor este que sofreu consideravelmente durante a pandemia. Paralelamente, as vacinações continuam progredindo (embora em um ritmo mais lento do que em outros países), evento considerado fundamental para a retomada da recuperação da saúde financeira dos lojistas.

Em meio a esse cenário, analistas de mercado destacam como se dará a recuperação do setor de shoppings no Brasil – e quais ações estão mais atrativas para a tão esperada retomada, ainda mais levando em conta que parte dessa volta já pode estar no preço dos ativos.

Em evento realizado em meados de maio com analistas de shoppings da Austrália e do México, Daniel Gasparete e Pedro Hajnal discutiram a dinâmica de reabertura e as novas tendências da indústria de shoppings pelo mundo e apontaram que, apesar da pandemia ter gerado mudanças de longo prazo nos hábitos de consumo, o setor deve superar essa crise e continuar crescendo na sua proposta de ser um centro de lazer atrativo e de consumo experimental.

“A recuperação dos shoppings na Austrália indica uma luz no fim do túnel para a indústria em países onde a normalização esta acontecendo em ritmo mais lento, mais ainda no Brasil e no México, onde os shoppings atendem a uma falta estrutural de alternativas seguras de lazer. A medida que a vacinação avança nos países, acreditamos que a recuperação deve acelerar”, apontam.

Na Austrália, onde a reabertura está mais adiantada, o tráfego atingiu entre 80% e 95% dos níveis pré-Covid em shoppings regionais. A exceção fica para aqueles localizados em distritos comerciais centrais que foram mais afetados pelo lento retorno de funcionários de escritório, bem como pela falta de turismo. O México está se recuperando relativamente rápido desde que a segunda onda atingiu o país em janeiro, com tráfego de cerca de 100% fora da Cidade do México e de cerca de 80% na Cidade do México, onde a maioria dos shoppings listados estão localizados. No Brasil, o fluxo de clientes é de aproximadamente 60%, de acordo com o índice IPV calculado pela FX Data.

Com relação à multicanalidade, integrando o digital e o físico, os analistas destacam que, na Austrália, as vendas online tiveram uma participação estimada de cerca de 9% do total de vendas no varejo antes da pandemia, proporção esta que está agora em cerca 13% e pode chegar a 20% em um período entre dois e três anos. No México, a penetração era de 4,6% em 2019 e quase dobrou para 8,5% em 2020. De acordo com a Euromonitor, o e-commerce pode representar 19% do total das transações de vendas até 2023. No Brasil, a penetração saltou de 8% em 2019 para 14% em 2020.

“A tendência omnichannel se espalhou pelo mundo, mas o Brasil parece estar à frente [no processo de transformação]”, apontam os analistas, citando iniciativas como ter um marketplace próprio de luxo, como o Iguatemi 365, do Iguatemi (IGTA3) até criar companhias fulfillment. O termo fulfillment, muito usado no e-commerce, quer dizer que o estoque dos vendedores é gerenciado pela própria empresa  – desde o armazenamento da mercadoria até a entrega para o cliente. Os analistas do Credit destacam visão positiva para Multiplan (MULT3) e Iguatemi dentre as ações de sua cobertura no Brasil.

Vendo a vacinação e o relaxamento das medidas de restrição como catalisadores já em andamento, Renan Manda e Lucas Hoon, analistas da XP, veem o período mais desafiador da pandemia no passado e reafirmam a visão positiva para o segmento.

Os analistas atualizaram as estimativas para as companhias, incorporando os resultados do primeiro trimestre de 2021 e destacando que, de modo geral, apesar da forte performance no ano, continuam vendo potencial adicional para as ações dado a perspectiva mais positiva da velocidade de reabertura e da performance resiliente dos portfólios.

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“Apesar dos desafios após a recente restrição do varejo físico, a performance das operadoras de shoppings tem sido resiliente e em abril todos os shoppings dos portfólios das companhias reabriram e operam agora entre 80% e 90% da capacidade (em relação às horas em funcionamento em 2019). Adicionalmente, a atividade de locação de ativos de qualidade continuou forte, impedindo um maior aumento nas taxas de vacância. Daqui para frente, vemos o afrouxamento das restrições comerciais e as vacinações em todo o país fomentando uma recuperação mais rápida em relação ao ano passado, além de reduzir significativamente o risco de novas rodadas de lockdowns e novas restrições”, apontam.

Os analistas têm preferência por companhias com portfólio de shopping centers de alta qualidade e dominantes, pois acreditam que essas devem recuperar mais rapidamente do que média do setor após a recente reabertura dos shoppings.

A top pick (preferida) do setor para Manda e Hoon é a Multiplan. Isso porque, além do portfólio premium e dominante, a ação é negociada a um valuation atrativo na avaliação dos analistas. Em relatório desta semana, eles ainda elevaram o preço-alvo para os papéis MULT3 de R$ 25 para R$ 29,50, ou potencial de alta de 15% em relação ao fechamento de segunda-feira.

Por outro lado, apesar de terem também elevado o preço-alvo de R$ 41 para R$ 48 (potencial de alta de 11%), as ações da Iguatemi tiveram a recomendação reduzida de compra para neutra. “Os fundamentos da Iguatemi permanecem intactos, mas vemos seu upside potencial limitado após a recente alta”, destacam. Manda e Hoon veem o seu valuation atual já refletindo em grande parte a nossa perspectiva positiva para a empresa após a alta recente (de 17,5% em maio), limitando o espaço para um upside mais robusto.

A brMalls (BRML3), por sua vez, teve a recomendação elevada de neutra para compra, com o preço-alvo indo de R$ 10,70 para R$ 13, ou potencial de alta de 16,3%, visto que veem a ação negociando em patamares atrativos.

“Ainda, reconhecemos o esforço dos executivos em fortalecer seu portfólio core (focado em manter somente os principais ativos) após o desinvestimentos de ativos de menor qualidade nos últimos anos. Como um primeiro sinal da nova estratégia, os números operacionais foram razoavelmente resilientes durante a pandemia, mantendo uma taxa de ocupação de 96,3% (queda de apenas 0,6  ponto percentual em comparação ao primeiro trimestre de 2020)”, apontam os analistas.

Aliansce Sonae é top pick do BBI

Em comum com a XP, o Bradesco BBI possui recomendação equivalente à compra (outperform, ou desempenho acima da média do mercado) para a Multiplan, com preço-alvo de R$ 32 (upside de 24,7%), enquanto tem recomendação neutra para a Iguatemi, com preço-alvo de R$ 50, ou potencial de alta de 15,6% frente o fechamento de segunda. Já para a brMalls, a recomendação também é neutra, com preço-alvo de R$ 13,50 (potencial de alta de 20,75%), enquanto a sua ação preferida no setor é da Aliansce Sonae (ALSO3), com preço-alvo de R$ 39 para os ativos (ou alta de 30% em relação ao último fechamento de segunda-feira).

Bruno Mendonça e equipe, analistas do Bradesco BBI, destacam, além do momento positivo de reabertura, que os ativos ativos são de qualidade a aparente desconto, considerado o player mais propensos a realizar consolidações no setor e com uma combinação de operação resiliente e menor alavancagem.  Os analistas apontam que a operadora de shoppings conseguiu sustentar taxas de ocupação saudáveis e uma geração de caixa positiva, mesmo em meio à pandemia.

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Já sobre a Multiplan, os analistas destacam as vendas acima da média nos shoppings da operadora, fazendo com que haja uma disputa maior dos varejistas, além de citar novos empreendimentos e projetos multiuso para aluguel ou venda.

Com relação às empresas para as quais possui recomendação neutra, o BBI cita que a Iguatemi tem alta qualidade, sendo que seu portfólio é concentrado em poucos e bons ativos, muito resilientes. Contudo, esta característica também gera uma limitação em suas alternativas estratégicas. Outro ponto é que a empresa possui a maior taxa de desocupação, de 10%, entre todas as companhias de sua cobertura.

Já para a brMalls, os analistas veem como ponto positivo a mudança de estratégia nos últimos  cinco anos para elevar a a qualidade média do portfólio, colocando a companhia em uma “posição melhor do que nunca”. Os números operacionais também foram razoavelmente resilientes durante a pandemia, mantendo taxas de ocupação saudáveis ​​e sendo conservadora nas provisões para inadimplência, além de possuir uma ampla gama de iniciativas digitais realistas, com um foco claro na integração seus ativos com os consumidores. Contudo, a alavancagem mais alta pode gerar maior volatilidade em caso de novos fechamentos por conta da pandemia.

Assim, as perspectivas, no geral, estão mais positivas para o setor, mas os analistas ainda veem que algumas ações estão com um potencial mais limitado de alta.

Confira as recomendações dos analistas, de acordo com compilação da Refinitiv, para as ações de shoppings: 

Empresa Recomendação de compra Recomendação neutra Recomendação de venda Preço-alvo médio Upside (%)*
Aliansce Sonae 8 1 1 R$ 34,31 14,40%
brMalls 7 4 1 R$ 12,45 11,40%
Iguatemi 7 5 0 R$ 43,40 0,40%
Multiplan 7 5 1 R$ 26,60 3,70%
*Em relação ao fechamento de 31 de maio

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brMalls rejeita proposta da Suno para transferir seus imóveis para fundos imobiliários

(Pixabay)

SÃO PAULO – A brMalls (BRML3) refutou a proposta feita pela Suno ao seu conselho de administração para mudar a estrutura da empresa, de forma que seus imóveis passem a ser detidos por um ou mais fundos imobiliários.

Pela alteração sugerida, a companhia se tornaria assim, prioritariamente, uma administradora de ativos imobiliários. Por meio de sua nova gestora, a Suno Asset, a Suno havia se colocado como alternativa para atuar como gestora do fundo imobiliário a ser criado.

A brMalls respondeu, por meio de comunicado aos investidores, que entende que a mudança não seria o melhor caminho para criar valor aos atuais acionistas.

O primeiro argumento utilizado para justificar a negativa da brMalls diz respeito à estrutura para viabilizar a estratégia de longo prazo. A empresa destacou ter executado “importantes melhorias de longo prazo” nos últimos anos, como alienações e aquisições para qualificar o portfólio dos shoppings, evolução do mix de locatários, revitalizações, fortalecimento da estrutura de capital, aceleração da inovação e transformação digital, que a deixaram preparada para o ambiente de transformação do varejo, acelerado pelos desafios de e-commerce e da pandemia.

Para ter relevância e perenidade dos shoppings, a BR Malls ressaltou ser fundamental ter uma estrutura integrada, com controle dos ativos, forte balanço patrimonial, que alinhe interesses e horizontes de retornos, sincronize investimentos, desenvolvimentos, administração e comercialização dos shoppings.

O segundo aspecto trata de sua experiência com fundos imobiliários, tida como um complemento à sua estratégia principal.

“Realizamos operações com gestoras de primeira linha, tais como Vinci Partners, HSI – Hemisfério Sul Investimentos, Brasil Plural, BTG Pactual, Hedge Investimentos, envolvendo 17 participações em shoppings centers do nosso portfólio”, elencou a companhia.

A BR Malls disse estar “constantemente avaliando e endereçando as oportunidades de maximização de valor para seus ativos e acionistas”.

Por fim, a empresa ressaltou no comunicado considerações específicas em relação à proposta da Suno, que a levaram à conclusão de que a operação não seria o melhor caminho para criar valor aos atuais acionistas.

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Os pontos incluem a avaliação de um expressivo Imposto de Renda sobre ganho de capital e ITBI decorrentes da transferência de titularidade; restrições de alavancagem geradas pela regulamentação aos fundos imobiliários, que levariam a “impactos custosos” para tratamento das dívidas existentes da companhia, bem como limitações para sua estrutura de alavancagem futura; o fato de sua base acionária ser composta em grande maioria por investidores que não se beneficiariam da isenção de impostos sobre dividendos; e a perda de liquidez para os atuais acionistas, dado que o volume de negociação das ações da companhia é apontado como mais de 30 vezes superior ao volume de negociação médio dos principais fundos imobiliários de shopping center.

Carta da Suno

Em sua carta ao conselho da brMalls do dia 18 de março, a Suno havia apontado que a iniciativa seria uma “enorme chance de destravar valor para os acionistas da empresa” e destacado que, em um contexto de mudanças estruturais de empresas administradoras de shoppings nos últimos anos, as ações da companhia tiveram desempenho significativamente inferior a seus pares nos últimos anos.

“Apesar dos esforços da administração, não estão claros os planos para mudar essa situação”, afirmou a Suno.

Entre as vantagens mencionadas pela Suno para a mudança, está a visão de que a criação de dois negócios apartados e independentes daria aos acionistas e administradores a melhor oportunidade para manter o negócio competitivo no longo prazo.

“Ainda, a separação dos imóveis das operações de BRMalls iria demonstrar de forma mais clara o valor significante do negócio de propriedades, atualmente envolto pelo desconto que o mercado aplica à empresa. A empresa gestora dos imóveis poderia dar maior foco ao negócio, possuindo times competentes e totalmente independentes para fomentar o crescimento e a inovação. Por último, o modelo traria melhor estrutura para funding, possibilitando a continuidade do crescimento de ativos”, destacou a Suno.

Na avaliação da Suno, a transação não apenas seria viável, como seria a única maneira de “criação de valor segura e rápida” para os acionistas.

A mudança dependeria de renegociações com credores da companhia e co-investidores dos shoppings, bem como alterações contábeis e no estatuto social da brMalls.

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“Alguns shoppings já estão vendendo cerca de 80% em relação ao ano passado”, diz CFO da Iguatemi

SÃO PAULO — Com mais de R$ 1 bilhão em caixa, a Iguatemi (IGTA3) acredita que o pior da crise já ficou para trás, e enxerga uma melhora no faturamento de seus shoppings no terceiro trimestre deste ano.

Em live do InfoMoney nesta quarta-feira (5), Cristina Betts, CFO do grupo, afirmou que alguns shoppings da rede já estão com nível de vendas na casa dos 80% em relação ao mesmo período do ano passado.

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Dos 16 empreendimentos administrados pela Iguatemi (dois outlets e 14 shoppings), 12 já retomaram suas atividades parciais, com restrições de horários. A expectativa é de que todos sejam reabertos até o fim deste mês.

Segundo Cristina, o esforço da Iguatemi para apoiar os lojistas foi fundamental para que o grupo pudesse atravessar a crise com o menor impacto negativo possível. Entre as medidas, ela destacou o desconto de aluguel aos lojistas, que vão pagar a taxa de março somente em outubro, e o empenho em ampliar a plataforma de vendas online Iguatemi 365.

“Já chamamos o 365 de nosso décimo sétimo shopping. Hoje temos 280 marcas na plataforma, mas estamos incluindo de quatro a cinco novas marcas por semana, é um ritmo bem acelerado. E o bom é que não temos limite. Alguns parceiros, inclusive, não têm lojas físicas em nossos shoppings, mas estão fazendo parceria conosco na 365”, disse.

A executiva também destacou o esforço de corte de custos da companhia, que incluiu zerar a provisão de bônus para os funcionários da holding, reduzir serviços de terceiros e trocar a forma de remuneração dos acionistas.

“Foi a primeira vez que isso aconteceu, a troca da política de pagamento de dividendos. Estávamos prevendo pagar R$ 150 milhões neste ano, mas trocamos a remuneração aos acionistas para o mínimo de 25% do lucro no ano anterior, 2019, que fica em torno de R$ 74 milhões. É algo temporário e imagino que vamos pagar mais do que o mínimo no próximo ano”, afirmou.

A companhia divulgou que teve um lucro líquido de R$ 43,6 milhões no segundo trimestre deste ano, uma queda de 23% na comparação anual. Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) caiu 16,5%, para R$ 114,9 milhões. Enquanto isso, a receita cedeu 14,3%, a R$ 160,9 milhões.

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Apesar de os números terem sido negativos, analistas de mercado avaliaram positivamente alguns pontos, como a ligeira queda na alavancagem (dívida sobre Ebitda) para 2,66 vezes. Além disso, a taxa de ocupação dos shoppings da Iguatemi seguiu em nível elevado.

“Nós temos 3.300 lojistas no grupo e, desse total, apenas cerca de 100 tiveram problemas financeiros que terminaram em um distrato, no fechamento dos estabelecimentos deles”, disse Cristina. A executiva citou ainda que o Capex do grupo está enxugado, sendo mantido apenas a construção de um prédio comercial na região de Campinas.

“No caso de uma segunda onda de Covid-19, o que não queremos e não acreditamos que vá acontecer, teríamos mais custo para cortar, como o gasto anual com reformas dos shoppings, por exemplo”, afirmou. Assista à live completa acima.

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Reforma tributária: quais serão os impactos para bancos e shoppings se a proposta de Guedes for aprovada?

O Ministro da Economia Paulo Guedes entrega a primeira parte da reforma tributaria (Pedro França/Agência Senado)

SÃO PAULO – A proposta de reforma tributária, apresentada pelo ministro da Economia Paulo Guedes na última terça-feira (21), segue gerando repercussão no mercado, inclusive com críticas de diversos setores, principalmente sobre aumento de carga de impostos.

Ainda que tenha que pagar uma menor alíquota em relação a outros setores, a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) afirmou na tarde de quarta-feira (22) que a carga tributária sobre o setor  financeira será ainda maior caso seja aprovada a proposta encaminhada pelo governo que unifica PIS/Cofins em um único tributo.

Pelo texto apresentado ao Congresso, a chamada Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) das instituições financeiras terá alíquota de 5,8%, ante os 4,65% pagos atualmente pelo setor nos dois tributos – ou uma alta de 24,4%. A alíquota de outros setores ficou em 12%.

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Segundo a Febraban, o Brasil é um dos poucos países que tributam a intermediação financeira. “Ainda serão mantidos a mesma base de cálculo e o regime cumulativo, enquanto os demais setores poderão se creditar amplamente no novo modelo não cumulativo”, diz a nota. Isso porque, diferentemente da indústria, o setor de serviços não tem muitas etapas de produção e é formado basicamente por mão de obra. Por isso, não tem espaço para abater os impostos em fases anteriores da produção.

De acordo com a Febraban, o aumento na alíquota levará a um aumento da carga de tributos no spread bancário de 19,3% para 20,3%.

Além disso, outra crítica é sobre a alíquota de 45% incidente sobre a renda bancária. “A alíquota sobre a renda dos bancos é a maior do mundo (45%), considerando os chamados tributos corporativos, quando se soma a alíquota de 20% da CSLL aos 25% de Imposto de Renda (IRPJ), o que afeta diretamente a competitividade do setor e leva a concentração, pois afasta possíveis entrantes no setor”, destacou a entidade.

Em relatório, o banco suíço UBS estima um pagamento de R$ 6 bilhões a mais de impostos pelas instituições financeiras tendo como base os números de 2019, quando elas pagaram R$ 24 bilhões em PIS/Cofins – R$ 20 bilhões pagos pelos cinco maiores bancos do país.

A projeção é de um impacto de R$ 1,3 bilhão para o Bradesco (BBDC3;BBDC4) e Itaú Unibanco (ITUB4) – ou de 3,2% no lucro- além de R$ 800 mil para o Santander Brasil (SANB11) – ou de 3,8%.

O Credit Suisse, por sua vez, avalia que o impacto médio no lucro dos bancos será de 3,9% em 2021 e, no longo prazo, de até 2,8%. Eles ponderam que este seria o pior cenário possível, pois não se assumiria nenhum mecanismo de compensação, sendo um cenário bastante conservador.

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Confira abaixo as estimativas do Credit para o impacto do lucro nos bancos com a CBS (no pior cenário):

Período Santander Brasil Itaú Unibanco Bradesco Banco do Brasil Média
2021 3,6% 3,6% 3,5% 5% 3,9%
2022 3,4% 2,7% 2,5% 3,8% 3,1%
2023 3,1% 2,5% 2,2% 3,4% 2,8%

Os analistas do UBS ainda apontam que os próximos passos da reforma tributária podem causar ainda mais aumento de impostos para os bancos, incluindo a implantação de impostos sobre dividendos e aumento adicional da alíquota estatutária.

Contudo, de acordo com a perspectiva do banco, grande parte do risco já está precificado. Cabe destacar que, mesmo após a aprovação do texto, a nova carga de imposto demorará seis meses para entrar em vigor.

Os analistas do UBS destacam preferência pela ação da Bradesco, que possui recomendação de compra junto com o Itaú. Para o Santander, o UBS segue com a recomendação neutra.

Eles avaliam que há uma série de fatores que pode impactar o desempenho das companhias financeiras da América Latina, como o cenário econômico local, mudanças nas taxas de juros, cenário de concorrência e mudanças regulatórias.

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Já o Credit Suisse ressalta que a implantação de uma agenda de reformas é positiva para o case de investimento em Brasil e a proposta é abrangente – não sendo específica para o setor financeiro. “Tendo isso em mente, as discussões sobre a reforma ainda estão em andamento, com o Congresso tendo também a sua própria proposta de reforma”, afirmam.

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Eles também apontam que o cenário de maior regulação e a carga tributária mais alta permanecem como riscos potenciais para o setor bancário, embora os valuations atuais precifiquem esse cenário. Os analistas possuem recomendação equivalente à compra para os quatro maiores bancos listados na Bolsa brasileira, com preferência pelo Itaú (veja mais clicando aqui).

Shoppings também serão afetados

Além do setor financeiro, o Credit também analisou o impacto da tributação para o setor de shoppings, classificando o ano como uma “tempestade perfeita” para o setor.

Na véspera, os papéis do setor caíram cerca de 4,5%, versus queda de 0,02% do Ibovespa, em meio à preocupação dos investidores de que a reforma irá impactar de forma relevante os números do setor.

Isso porque a CBS aumentaria a contribuição de 2,75% para 8,35% (ainda a depender do regime). Assim, na conta dos analistas, o pior cenário seria de um impacto de 5% na receita líquida e de 10% do Fund from operation (ou FFO), que significa “fluxo de caixa proveniente das operações” e é um indicador bastante usado para determinar a rentabilidade de imóveis.

Olhando para os números específicos, a expectativa é de um impacto de 6% para o FFO da Multiplan (MULT3), de 10% para o Iguatemi (IGTA3) e de 12% para brMalls (BRML3).

Contudo, os analistas trabalham um cenário base de impacto menor por avaliarem que as empresas devam conseguir compensar o aumento, ainda que parcialmente, através de potenciais reduções de impostos sobre folha de pagamentos, créditos fiscais e repasse de parte do aumento para os locatários.

Desta forma, vale ficar de olho nos próximos passos. O projeto de lei será votado em uma Comissão Especial formada por deputados e senadores. Se aprovado, vai para a Câmara dos Deputados, etapa em que precisaria de metade dos votos para avançar. No entanto, no caso em que a Câmara opte por
incluir esse projeto em uma reforma tributária mais ampla, seria necessária a aprovação por 60% dos deputados.

Se aprovado, o projeto é entregue ao Senado, onde há os mesmos critérios para que a reforma seja aprovada (50% somente para o PL e 60% em caso de uma reforma mais ampla).

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A avaliação do Credit é de que há baixa probabilidade do projeto ser aprovado este ano.  Vale destacar ainda as dificuldades que a proposta pode enfrentar. Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, insatisfeito com a nova alíquota de 12% a ser criada com a unificação do PIS/Cofins, mais do dobro da tributação atual de 4,5%, o setor de serviços – responsável por 70% do PIB – ameaça travar a reforma se não for compensado.

As empresas, que estiveram ontem em encontro com ministro da Economia, querem uma compensação com a desoneração da folha de pagamentos. Por outro lado, uma das formuladoras da proposta de reforma tributária do governo, a assessora do Ministério da Economia, Vanessa Rahal Canado, diz que o setor de serviços será beneficiado com a projeto de criação da CBS.

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Iguatemi anuncia reabertura parcial de shoppings no interior de SP

O Iguatemi informou na noite de ontem, em fato relevante, que está reabrindo duas unidades, no interior de São Paulo, devido à reclassificação do governo estadual da região de Sorocaba e Votorantim à fase 2, laranja, do Plano São Paulo de reabertura em meio à evolução da pandemia de covid-19.

Segundo o texto do Iguatemi, considerando o decreto do município de Votorantim, desde ontem, dia 18 de julho, as lojas do shopping Iguatemi Esplanada podem reabrir em horário reduzido, das 15h às 19h.

No caso de Sorocaba, também considerando um decreto municipal, as lojas do Iguatemi Esplanada poderão reabrir a partir do dia 20 de julho, segunda-feira, em horário reduzido, sendo que de no período de 20 a 26, poderão abrir das 15h às 19h, de segunda a sexta, continuam fechadas no sábado e domingo; a partir de 27/07, o funcionamento pode ocorrer de segunda a sábado, das 15h às 19h, com fechamento aos domingos.

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O Iguatemi completa o fato relevante dizendo que “restaurantes e praça de alimentação de todo o empreendimento poderão operar somente por delivery e take away”.

“Reforçamos que a operação especial de drive thru, que tem o objetivo de apoiar os varejistas nesse momento com uma alternativa de venda via Whatsapp, está mantida das 12h às 20h, diariamente”, continuou.

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