Ebitda da Sinqia sobe 168% no 2º trimestre e vai a recorde de R$ 19,7 milhões; receita avança 77%

(Divulgação/Sinqia)

SÃO PAULO – A Sinqia (SQIA3), provedora de tecnologia e inovação para o mercado financeiro, anunciou nesta quarta-feira (4) seus resultados do segundo trimestre de 2021.

O lucro líquido ajustado da companhia ficou em R$ 12,58 milhões, alta de 205% na comparação anual e avanço de 127% na base trimestral. Já sem o ajuste, o lucro foi de R$ 4,8 milhões (8,3 vezes os R$ 600 mil do mesmo período do ano anterior, resultado do maior nível de receita da companhia combinado com a gestão diligente de despesas.

O lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) registrou recorde de R$ 19,7 milhões, crescimento de 168,1% sobre o mesmo período do ano anterior. Já a margem Ebitda (Ebitda sobre receita líquida) foi de 22,4%, aumento de 7,5 pontos percentuais, superando pela primeira vez o patamar de 20,0%.

“Estamos satisfeitos com a tendência, e passaremos a mirar um novo objetivo a médio prazo, por meio de otimização do negócio orgânico, captura de sinergias das últimas aquisições e contribuição das próximas aquisições, com margens potencialmente mais elevadas”, ressaltou Thiago Rocha, CFO da Sinqia.

No período, a empresa destacou ter avançado em importantes ações de sua agenda estratégica, tais como as aquisições de Simply e FEPWeb; a parceria com a Sensedia; o investimento na Celcoin; a aquisição da unidade de softwares e serviços de administração previdenciária da Mercer Brasil e, ainda, sua 2ª emissão de debêntures.

No trimestre, o faturamento recorrente anual (ARR, na sigla em inglês) de software atingiu recorde de R$ 272,8 milhões, crescimento de 81,4% sobre o mesmo período do ano anterior. Houve um incremento inorgânico relevante proveniente das aquisições da Tree, Fromtis, ISP, Simply e FEPWeb, e uma adição orgânica impulsionada pelo maior volume de vendas e reajuste inflacionário.

A receita líquida foi de R$ 87,8 milhões, crescimento de 77,2% sobre o mesmo período do ano anterior, patamar recorde, apontou a companhia. De acordo com a Sinqia, a nova unidade de negócios Sinqia Digital, formada com as aquisições de Simply e FEPWeb, contribuiu para o resultado. “Essa unidade vem apresentando um crescimento impressionante, impulsionado por produtos que atendem a novas necessidades do sistema financeiro, estratégia comercial “land and expand” e modelo comercial fundamentado em precificação transacional”, afirma o executivo.

A empresa ainda destacou que, no âmbito da Inovação, depois de ter criado seu próprio programa de Corporate Venture Capital (CVC), o Torq Ventures, a Sinqia vem unindo forças com parceiros e, nesse trimestre, anunciou seu primeiro investimento direto minoritário, a Celcoin. A empresa é pioneira no conceito de open finance no Brasil, e o aporte compôs uma rodada de R$ 55,0 milhões que contou com a liderança do Torq Ventures.

E recentemente, a companhia divulgou a segunda emissão de debêntures simples, totalizando até R$ 250 milhões, que serão utilizados na ampliação da participação no mercado. ”Pretendemos iniciar em breve o nosso quarto ciclo de investimento. Os primeiros 3 nos trouxeram à liderança do setor, e o próximo deve ser ainda mais ambicioso e importante: nossos sonhos são o de ter presença em todas as instituições financeiras que operam no Brasil e ser o principal parceiro tecnológico delas. A jornada está só começando”, afirmou Rocha.

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O que a parceria de R$ 600 milhões significa para B3 e Totvs (e como ela pode ameaçar os planos da Sinqia)

SÃO PAULO – A B3 (B3SA3) anunciou na noite de segunda-feira (12) que investiu R$ 600 milhões em uma participação de 37,5% na TFS Soluções em Software, uma subsidiária da Totvs (TOTS3), que terá os 62,5% restantes.

A negociação foi vista como certeira por analistas do mercado financeiro, dado que pode destravar valor para ambas as companhias.

De um lado, a Bolsa brasileira mostra que está buscando oportunidades para gerar ganhos fora de seus negócios principais – isso em um contexto em que as ações da companhia foram recentemente impactadas por preocupações de uma nova Bolsa no país.

E do outro, a Totvs consegue um forte parceiro para crescer em um mercado altamente fragmentado e de grande potencial de crescimento, o de softwares para o mercado financeiro.

Em relatório divulgado nesta terça-feira (13), o Credit Suisse destaca que a transação é bastante atrativa, considerando a oportunidade de crescimento orgânico de mais de 10% para a TFS, novas avenidas de crescimento com a parceria com a B3 e as oportunidades para expansão inorgânica por ser um consolidador no mercado de softwares de fintechs.

“Com receita de R$ 140 milhões em 2020, caixa de R$ 650 milhões e um valor de mercado de R$ 1,6 bilhão, estimamos que a transação tenha um múltiplo de 6,8 vezes o valor de mercado sobre vendas (EV/Sales), bem razoável em nossa visão, considerando o múltiplo da Totvs de valor sobre vendas de 8,1 vezes, e da Sinqia, sua principal concorrente, de 7,9 vezes para 2020”, escrevem os analistas.

B3 diversificando canais de atuação

Mesmo o acordo não sendo “transformacional” para a B3, dado o tamanho relativo do negócio em relação à Bolsa, o Credit Suisse afirma que o movimento é estratégico e pode aproximar a companhia de seus maiores clientes. Isso porque o principal produto da TFS é software para custódia.

O movimento também deve apoiar a B3 no lançamento de novos produtos, segundo os analistas do banco, garantindo um melhor serviço e aprimoramento na experiência do cliente.

Por fim, abre espaço para novas avenidas de crescimento, em linha com a estratégia da companhia de expandir a presença em potenciais áreas adjacentes onde pode adicionar valor aos clientes dentro do seu ecossistema.

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“Tais aquisições e parcerias estratégicas como essas são importantes para acelerar o time-to-market da B3 e melhorar sua capacidade de evolução e adaptação a um mercado bastante dinâmico, que são duas áreas de preocupação dos investidores”, escrevem os analistas.

Na avaliação da casa de análise Levante, a notícia é positiva para ambas as empresas, mas os papéis da Bolsa brasileira devem ser os mais beneficiados dado que a parceria dá uma resposta ao mercado dos novos caminhos que a b3 pode tomar em meio às mudanças regulatórias no setor financeiro, com a chegada do Pix, incentivo à competição e Open Banking.

“Enxergamos essa parceria como uma forma de a companhia mostrar que não vai deixar de crescer e inovar, se expandindo para mercados adjacentes no setor financeiro”, escrevem os analistas, em relatório divulgado nesta teça (13).

Impulso às operações da TFS

Na avaliação do Itaú BBA, o acordo é positivo e pode acelerar as operações da TFS e fazer com que ela se consolide no mercado de softwares para o mercado financeiro.

A visão é de que a parceria com a B3 fornece um parceiro bem capitalizado à empresa, podendo gerar uma grande oportunidade de venda cruzada para a TFS com a base de clientes da empresa, ao mesmo tempo em que fornece à Bolsa brasileira diversificação de receita por meio do desenvolvimento e expansão de soluções.

“A TFS representará mais uma vertical de crescimento para a Totvs, considerando o grande potencial do segmento de software para instituições financeiras, que é bastante fragmentado e com alto potencial de crescimento. Estimamos um mercado endereçável de R$ 4 bilhões a R$ 5 bilhões”, escrevem os analistas do Itaú BBA.

O Bradesco BBI também vê a transação criando valor para a TFS, dado que a empresa poderá se beneficiar de uma administração independente e renovada, levando a um foco maior em suas operações.

Ainda na avaliação do Credit Suisse, o acordo pode ser positivo para a TFS, dado que a empresa poderá usar os recursos para novas fusões e aquisições (M&A, na sigla em inglês) nos próximos dois a três anos, agregando bastante no segmento.

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O banco encara como provável uma oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da TFS, como forma de liberar valor.

“As oportunidades de crescimento são muitas, já que a onda de novos players no setor (bancos digitais, techfins, fintechs, etc) tem sido significante e dado um aumento na demanda por soluções de softwares mais especializadas como as que o TFS possui”, escreve o time.

Por fim, os analistas da Levante destacam que a chegada de capital deve ajudar a Totvs a crescer em um segmento que está em plena expansão.

“Assim como a Sinqia fez após seu follow-on, enxergamos a captação de recursos da TFS como uma oportunidade para crescimento via aquisições, isso porque o mercado de serviços de back-office e middle-office para instituições financeiras tem como característica uma taxa de cancelamento muito baixa”, avaliam os analistas.

Sinqia ganha nova concorrência

Na leitura dos analistas do Credit Suisse, a parceria da B3 com a Totvs é negativa para a provedora de tecnologia financeira Sinqia (SQIA3), uma vez que cria um competidor mais forte no mercado, que deve disputar espaço nas carteiras de grandes instituições.

Para o banco, mesmo com um portfólio atual mais limitado em relação à Sinqia, a TFS pode virar um competidor mais forte após uma sequência de fusões e aquisições.

“A Sinqia tem atuado como o único consolidador no mercado de software para o setor financeiro, porém, daqui para frente, a Totvs deve disputar alguns M&As com a Sinqia”, avaliam os analistas.

A Sinqia tem uma fatia de 6% do mercado de 6% no segmento de software para serviços financeiros. Com isso, a parceria pode gerar uma ameaça na sua consolidação de mercado sem uma grande concorrência.

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Às 14h20 (horário de Brasília), os ativos SQIA3 tinham queda de 2,25%, a R$ 25,23, após chegarem a ter perdas de 4,61% no intraday. No mesmo horário, as ações TOTS3 avançam 0,21%, a R$ 37,82, enquanto os papéis B3SA3 tinham ganhos mais expressivos, de 1,20%, a R$ 16,91.

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Marfrig faz aquisição na Argentina; Embraer e Braskem elevadas, IRB rebaixada, Justiça aprova mudança no plano da Oi e mais

O Grupo Mateus incluiu em seu prospecto de oferta inicial de ações (IPO) o acidente ocorrido no Mix Atacarejo, em São Luís (MA), onde a queda de gôndolas causou a morte de uma funcionária. A empresa abriu prazo para desistência até 9 de outubro para investidores institucionais que já apresentaram seu pedido de reserva.

Já o Marfrig (MRFG3) comprou a Campo del Tesoro, na Argentina por US$ 4,6 milhões, enquanto a BR Malls e a Multiplan investiram R$ 9 milhões e R$ 18,6 milhões, respectivamente, na Delivery Center. Também chama atenção o dado divulgado ontem à noite pelo Banco Central sobre o primeiro dia do PIX. Até as 18h30, foram feitos 3,5 milhões de cadastros de chaves no sistema brasileiro de pagamentos instantâneos.

Pode influenciar as empresas produtoras de carne a notícia de que o Ministério da Agricultura confirmou a ocorrência de um foco de Peste Suína Clássica (PSC) no Piauí, em um criatório de porcos para subsistência.

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Confira os destaques:

A Marfrig firmou um acordo para comprar a empresa Campo del Tesoro, na Argentina, por US$ 4,6 milhões. Segundo a Marfrig, a Campo del Tesoro é líder na produção de hambúrgueres de carne bovina para o food service na Argentina. A empresa opera uma planta localizada em Pilar, Província de Buenos Aires, com capacidade de processamento de cerca de 15 mil tonelada por ano de hambúrgueres. A Marfrig tem capacidade total de 54 mil toneladas/ano de hambúrgueres na Argentina.

A empresa de logística Sequoia movimentou R$ 1 bilhão em sua oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês). A oferta primária, cujos recursos irão para a companhia, movimentou R$ 348,1 milhões. A oferta secundária movimentou R$ 652,6 milhões. A oferta saiu a R$ 12,40 por ação, abaixo da faixa fixada entre R$ 14,25 e R$ 17,75.

BR Malls (BRML3); Multiplan (MULT3)

A BR Malls Participações e a Multiplan fizeram aportes na empresa Delivery Center Holding, que atua com gestão de centrais logísticas instaladas em shopping centers e centros comerciais. A BR Malls investiu R$ 9 milhões. Já a Multiplan informou um aporte de R$ 18,6 milhões, passando a ter 26,5% do capital da companhia.

Nos comunicados divulgados pela BR Malls e pela Multiplan, ambas declaram que a Delivery Center vai receber um investimento total de R$ 30 milhões, sem detalhar os outros investidores. Atualmente, a Delivery Center conta com 40 centrais de entregas distribuídas por 17 cidades e 8 estados e contabiliza 3 mil lojistas integrados ao serviço.

O tráfego de passageiros consolidado (RPKs) da Azul aumentou 23,5% em setembro relação a agosto de 2020, frente a um crescimento de 16,0% na capacidade (ASKs), resultando em uma taxa de ocupação de 80,2%. A taxa de ocupação doméstica foi de 80,7% e a internacional totalizou 74,6%. No entanto, o tráfego caiu 59,4% ante setembro de 2019. Já a capacidade recuou 57,9% na comparação anual.

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A Sinqia comprou a empresa Tree Solution, fornecedora de software para o sistema financeiro, com foco no segmento de câmbio. O preço inicial da operação é R$ 13,3 milhões, sendo uma parcela à vista de R$ 10,5 milhões e outra de R$ 2,8 milhões, à prazo, em cinco prestações anuais. O preço de aquisição inicial representa um múltiplo EV(Valor da empresa)/Receita de 1,6 vez.

Segundo a empresa, o preço de aquisição final poderá ser acrescido de até R$ 4,2 milhões, composto por 2 parcelas adicionais de até R$ 2,1 milhões a serem pagas nos anos de 2022 e 2023, sujeita ao atingimento de metas. A Sinqia disse que a operação amplia seu portfólio de produtos e sua carteira de clientes.

A Linx disse que o registro de acordo com a Stone foi considerado eficaz pelo regulador de mercado dos EUA, a Securities and Exchange Commission (SEC). “Na operação da combinação dos negócios da companhia e da STNE Participações, objeto do acordo de associação, a Declaração de Registro no Formulário F-4, arquivada pela StoneCo Ltd. na Securities and Exchange Commission dos Estados Unidos, foi declarada eficaz pela SEC”, disse a Linx.

A Stone ainda informou que atingiu uma participação de 5,81% na Linx, no contexto da proposta de incorporação de ações.

Em decisão divulgada na noite de segunda, o juiz Fernando Viana, da 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, homologou o aditamento ao plano de recuperação judicial da Oi, que foi aprovado em assembleia geral de credores realizada em 8 de setembro.

Viana rejeitou todas as alegações de desigualdade de tratamento entre os credores e também sobre os pedidos de anulação do quórum de votação e de aprovação da alteração do plano. Insatisfeitos com os percentuais de desconto sobre o valor de face de seus recebíveis da Oi, alguns bancos tentaram fazer com que a aprovação do plano fosse revertida na Justiça.

Conforme destaca o Bradesco BBI, a aprovação é positiva para a Oi, pois mitiga o risco de questionamento do resultado da aprovação do plano e potencial reversão da decisão dos credores.

“Diante da evolução do processo, devemos esperar que a empresa continue avançando com a venda de ativos, começando pelos ativos de data center e torres, pois são mais fáceis de viabilizar. Continuamos vendo a empresa fazendo um ótimo trabalho em relação ao seu plano, reforçando nossa visão otimista sobre o case. Mantemos nossa recomendação outperform com preço alvo de R$ 3,10 para a Oi”, apontam os analistas, em referência aos ativos OIBR3.

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O Credit Suisse projeta que o terceiro trimestre de 2020 deve ser o mais forte da história recente da indústria de cerveja no Brasil.

O volume de produção de álcool no país(cerveja representa cerca de 90% do volume total de álcool em litros) aumentou 20% em agosto, depois de alta de 23% em julho e de 15% em junho. Isso suporta a visão dos analistas de que a indústria de cerveja deve surpreender positivamente nos mercados emergentes, o que pode fazer com que o mercado reavalie o desconto de 15% do valuation dos produtores de cerveja para destilados (versus 5% no período pré-Covid).

Em relação à sustentabilidade desse crescimento, comentam que a indústria de cerveja do Brasil tem sido apoiada por estímulos fiscais para consumidores de baixa renda (isso já caiu pela metade em relação a setembro) e os recentes aumentos de preços provavelmente devem levar a alguma moderação de consumo. É importante ressaltar que o crescimento observado foi impulsionado pela maior frequência (beber mais vezes), ao invés de intensidade (beber mais por ocasião), o que tem maior chance de ser sustentável na visão dos analistas.

No cenário competitivo, apontam ainda que a Ambev deve ter um desempenho mais forte quanto aos volumes praticados pela indústria, dada a forte distribuição e aumento de preços atrasado versus a maior competição. As marcas Heineken e Amstel distribuídas pelo sistema Coca-Cola continuam fortes, porém o portfolio Kirin perdeu participação.

“Nosso time acredita que os recentes aumentos de preços no Brasil ajudam a aliviar algumas das preocupações dos investidores, incluindo; i) capacidade de aumento de preços para compensar pressão de margem com depreciação do câmbio nos países emergentes e ii) práticas irracionais com aumento da competição entre a ABI e a Heineken”, avaliam.

O Bradesco BBI elevou a recomendação para o ADR (American Depositary Receipt ou, na prática, os papéis negociados na bolsa dos EUA) da Embraer para neutro e colocou preço-alvo de 2021 em US$ 4,50, ante um preço-alvo de US$ 4 em 2020.

Em relatório, o banco disse que existe um risco limitado ao cenário mais negativo elaborado pelo banco, pois a ação caiu 16% desde a revisão da recomendação para underperform (abaixo da média) em abril. No mesmo período, o Ibovespa subiu 23%. Além disso, o banco destacou que a empresa começou a reduzir sua estrutura de custos.

No entanto, o BBI avalia que ainda não chegou a hora de elevar o rating para overweight (acima da média), devido aos riscos relativos à competição com a Airbus, embora a valuation pareça justa atualmente. A ação está operando a 12,3 vezes EV (valor da empresa)/Ebitda, o que incorpora a estimativa de redução de Ebitda para US$ 170 milhões em 2020 e US$ 148 milhões em 2021.

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O Morgan Stanley elevou a recomendação da Braskem de equalweight (exposição em linha com a média do mercado) para overweight exposição (acima da média) e destacou que as ações da empresa devem se beneficiar de um ciclo positivo. Em relatório, o Morgan explicou que a ação caiu 30% desde o pico registrado em junho, principalmente devido à queda dos spreads petroquímicos, ao aumento das provisões para o problema ambiental em Alagoas e aos riscos na operação do México.

No momento, o banco acredita que a indústria vai se recuperar, com pressão na oferta e retomada da demanda. As ações PN da Braskem estão operando a 6,2 vezes EV(Valor da empresa)/Ebitda de 2021, 24% abaixo da média das concorrentes. “Acreditamos que esse desconto pode diminuir com a divulgação de resultados mais fortes no terceiro trimestre”, destacou.

Nem mesmo a alta recente das ações do IRB – de quase 60% desde o fechamento das ações em 21 de setembro em meio aos dados de julho, rating da Standard & Poor’s e emissão de debêntures – animou os analistas do UBS, que retomaram a cobertura para o ativo com recomendação de venda e preço-alvo de R$ 4,60 para cada ativo IRBR3. Antes de interromperem a cobertura, o preço-alvo era de R$ 48.

De acordo com o UBS, ainda vai levar tempo para que o IRB recupere a sua lucratividade e, mais do que isso, que ela atinja níveis semelhantes a seus pares. Os analistas Mariana Taddeo e Kaio Prato apontam que, ao preço em cerca de R$ 8,10 (do fechamento da última sexta-feira) o retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) no longo prazo seria de 20% o índice de sinistralidade no longo prazo de 62%, o que eles consideram alto, já que a gestão indica um índice de sinistralidade sustentável entre 67,5% e 73%.

As propostas de Ânima e Yduqs para aquisição da operação brasileira da americana Laureate devem contemplar opções de venda de ativos a fim de evitar que as análises por parte do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) sejam longas, segundo informa o Valor.

A Ânima deve colocar à disposição a FMU, localizada em São Paulo, e a Yduqs, o centro universitário IBMR, no Rio, segundo o Valor apurou. Hoje vence o prazo para os interessados apresentarem suas ofertas, concorrendo com a proposta da Ser Educacional, avaliada em R$ 4 bilhões.

Iguatemi (IGTA3)

A Iguatemi Empresa de Shopping Centers S.A. concluiu sua 10ª emissão de debêntures simples não conversíveis em ações. Em duas séries, totalizando 500 mil debêntures, com valor nominal unitário de R$ 1 mil, o valor da emissão é de R$ 500 milhões.

Esse montante destina-se a reforço do capital de giro da companhia, alongamento do perfil da dívida e a atividades relacionadas à gestão de seus negócios no setor de shopping centers do Brasil. A primeira série vence em cinco anos (2025) e a segunda, em sete (2027).

A primeira série de R$ 100 milhões será amortizada em uma única parcela no vencimento. A segunda série de R$ 400 milhões será amortizada em duas parcelas a partir de 28/09/2026. O pagamento de remuneração será semestral para ambas as séries.

A primeira série será remunerada com 100% DI Over, acrescida de spread de 2,15% ao ano. A segunda série terá remuneração de 100% DI Over, com spread de 2,45% ao ano.

A TIM informou que a negociação das ações da companhia na B3 com o ticker TIMS3 começam no dia 13 de outubro.

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Sinqia faz maior aquisição de sua história e Magazine Luiza compra Unilogic e Inloco: qual o impacto para as companhias?

SÃO PAULO – Além da temporada de resultados do segundo trimestre, algumas empresas estão agitando o noticiário corporativo com anúncios de diversas aquisições.

Entre os destaques, nesta quinta-feira (6) agitam o radar compras feitas pelo Magazine Luiza e Minerva, enquanto entre terça e ontem outras três empresas já haviam anunciado aquisições: AES Tietê, Sinqia e Notre Dame Intermédica.

Em geral, os analistas viram com bons olhos as notícias. Confira abaixo as aquisições e o que o mercado achou:

Magazine Luiza (MGLU3)

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O Magazine Luiza informou as compras da Unilogic Media Group e do Canal Geek, que operam o portal Canaltech, e da plataforma Inloco Media, o que leva a empresa para o segmento de publicidade online. A companhia não informou o valor das duas aquisições.

Segundo a varejista, será possível combinar geração de conteúdo e audiência com a plataforma para comercialização de mídia digital.

O Canaltech aborda, entre outros assuntos, lançamentos de produtos e atinge mensalmente 24 milhões de visitantes únicos, além de 2,5 milhões de inscritos no YouTube. O Magazine Luiza espera, por meio do MagaluAds, ampliar a divulgação dos produtos à venda na plataforma da varejista.

Já a Inloco Media faz comercialização de publicidade digital.

O Credit Suisse considerou a aquisição das duas empresas como estratégica. “Os negócios de publicidade ainda são incipientes para o comércio eletrônico do Brasil, mas são uma peça importante para o ecossistema. Mais fusões e aquisições por vir”, avaliaram os analistas.

Já a XP Investimentos disse que as aquisições “vão totalmente de encontro com um dos principais pilares estratégicos do Magazine Luiza”. “O MagaluAds deverá fortalecer o ecossistema por meio do qual a companhia atende as diversas necessidades dos sellers plugados em seu marketplace”, disseram os analistas.

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Apesar disso, a XP manteve sua recomendação neutra para os papéis MGLU3, com os analistas acreditando que “parte das opcionalidades de crescimento de curto prazo da empresa já parecem precificadas no nível de preço em que as ações negociam atualmente”.

O frigorífico Minerva informou que sua subsidiária Athena Food comprou a aquisição de uma planta de abate na Colômbia por US$ 26 milhões.

A unidade, pertencente ao Frigorifico Vijagual, está localizada na cidade de Bucaramanga. O valor do desembolso envolve US$ 14 milhões por ativos, US$ 7 milhões a título de capital de giro e US$ 5 milhões para modernização das instalações.

A planta de processamento de bovinos tem capacidade para abate e desossa de 700 cabeças ao dia e deverá dobrar o volume das operações na Colômbia no ano de 2021. A expectativa é que a Athena Foods comece a operar a planta em 1º de setembro.

Para o Credit Suisse, a notícia não deve ter tanto impacto na ação, já que o investimento total será de apenas US$ 26 milhões, o que corresponde a 2% do valor de mercado da companhia, além de não ter impacto significativo na alavancagem da Minerva.

Notre Dame (GNDI3)

A Notre Dame Intermédica informou um acordo de intenção de compra e venda para a aquisição da Climepe Total. O valor do negócio é R$ 168 milhões, e será pago na data do fechamento, ajustado pelo caixa/endividamento líquido a ser apurado.

A Climepe é uma operadora de saúde verticalizada, fundada há 25 anos em Poços de Caldas. Sua atuação abrange a região Sul do Estado de Minas Gerais. Em 2019, a empresa registrou faturamento líquido consolidado de R$ 74,4 milhões, com sinistralidade caixa de 73% e lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) de R$ 10 milhões (margem de 13,6%).

A empresa possui uma carteira com 33 mil beneficiários de saúde (81% corporativo/adesão) e 6 mil beneficiários dental. Entre os ativos da Climepe, estão o maior e mais moderno hospital na região (inaugurado em 2016) com 119 leitos (sendo 16 de UTI), e uma unidade especializada em procedimentos de baixa complexidade. A aquisição inclui o imóvel hospitalar, que possui mais de 10 mil metros quadrados de área construída.

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“A consumação da Transação está sujeita ao cumprimento de determinadas condições precedentes, incluindo a aprovação da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade)”, disse a empresa, em fato relevante.

Os analistas do Bradesco BBI viram como positiva a aquisição, ressaltando que os operadores de seguro saúde têm uma baixa participação no mercado de Minas Gerais.

“Entendemos a importância de entrar neste novo mercado que é menos explorado, o que deve ajudar o GNDI a consolidar sua posição no Sudeste”, explicaram os analistas em relatório a clientes.

O Credit Suisse também viu com bons olhos a compra da operadora de saúde. “A empresa pagou R$ 5,1 mil por vida, justificada pelas 33 mil vidas com potencial de crescimento, alavancando 119 leitos e partindo de uma boa lucratividade, apesar do baixo ticket.”

A Sinqia anunciou a compra da Itaú Soluções Previdenciárias (ISP), empresa do Itaú Unibanco especializada em soluções financeiras de tecnologia e serviços para Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPC).

O preço de aquisição é de R$ 82 milhões, composto por uma parcela à vista de R$ 33,6 milhões, a ser paga no fechamento, e por parcela a prazo de R$ 48,4 milhões, a ser paga em 5 prestações anuais a partir do 1º aniversário do fechamento.

Para a equipe da Levante Ideias de Investimentos, esta aquisição é bastante significativa para a companhia devido ao tamanho, sendo a maior já feita pela Sinqia.

“Segundo nossas estimativas, a empresa pagou um múltiplo de 1,64 vezes a receita bruta, um pouco abaixo do múltiplo pago nas últimas aquisições da empresa por volta de 2,0 vezes. Em termos de EV/Ebitda o múltiplo pago ficou por volta de 8 vezes”, diz a Levante.

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Com esta compra, a Sinqia adiciona 33 entidades de previdência ligadas ao Itaú à sua carteira de clientes, que é composta hoje por 370 empresas em quatro segmentos: bancos, fundos, previdência e consórcios.

A elétrica AES Tietê fechou a compra da participação total da J. Malucelli Energia em três parques eólicos no Rio Grande do Norte, em uma operação de até R$ 650 milhões.

Segundo comunicado, o acordo envolve os parques Brasventos Eolo (antigo Rei dos Ventos 1), Rei dos Ventos 3 e Miassaba 3, no Complexo Eólico Ventus. As unidades somam capacidade instalada de 187 megawatts (MW), com operação 100% contratada no mercado regulado de energia.

A companhia afirmou que pagará R$ 449 milhões em duas parcelas, sendo 51% do montante no fechamento da operação e 49% cinco meses depois, e assumirá a dívida líquida do projeto, com saldo estimado em R$ 201 milhões.

A conclusão do negócio está sujeito ao cumprimento das condições acordadas no contrato de compra e venda de ações, acrescentou a AES Tietê.

Para a XP Investimentos, a aquisição foi positiva, uma vez que eles estimam taxas de retorno reais atrativas para os acionistas da companhia com base nos modelos que os analistas elaboraram para o complexo.

Os analistas ainda destacam que as premissas para a análise positiva incluem também uma estimativa de preço de energia de longo prazo de R$ 165/MWh e um cenário otimista de financiamento de 70% do valor da transação através de dívida (excluindo os R$ 201 milhões de dívida líquida já assumidos), de modo a avaliar potencial geração de valor com uma melhor estrutura de capital para a operação. Além disso, eles apontam para um custo de financiamento do IPCA +5,0% e vencimento da parcela adicional de dívida em 6 anos.

No cenário base, a XP projeta uma Taxa Interna de Retorno (TIR) real de 11,4% e um a adição de R$ 0,36/unit (ou 2,48% do valor de mercado) no preço-alvo das ações. Já em um cenário otimista, a estimativa é de TIR real de 13,3% e um aumento de R$0,43/unit (ou 2,92% do valor de mercado) no preço-alvo.

Reforçando sua recomendação de compra, a XP ainda vê a aquisição como uma mensagem positiva da AES Tietê para seus investidores, indicando que a empresa continua comprometida com sua estratégia de criação de valor com base na expansão no segmento de energias renováveis.

“Esta mensagem ganha maior importância após o recente período de elevada volatilidade que as ações sofreram desde a disputa entre acionistas da AES Corp e da Eneva S.A. pelo controle da empresa”, destacam os analistas.

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