Smart Fit: depois do IPO, como a rede de academias encara alto desemprego, renda menor e variantes

SÃO PAULO – A Smart Fit (SMFT3) fez pesquisas internas que mostraram uma intenção de volta às academias. Mesmo assim, a maior rede de estabelecimentos do tipo no país está de olho em riscos como variantes do novo coronavírus, alto nível de desemprego e queda na renda do brasileiro.

Apostando na diversificação geográfica como estratégia, o grupo se prepara para uma retomada às academias na América Latina – que deve ser concretizada apenas em 2022.

O InfoMoney conversou com Edgard Corona, fundador e CEO do negócio, sobre o caminho até a oferta pública inicial de ações; o impacto da pandemia nos negócios; e planos após o IPO.

O caminho até o IPO

Ao todo, o grupo de academias acumula 2,8 milhões de clientes ativos em frentes presenciais e digitais. A primeira academia da Smart Fit foi aberta em 2009. Hoje, a marca acumula 981 unidades em 13 países da América Latina. O grupo é mais conhecido pelas academias de baixo custo, mas também conta com outras bandeiras. A primeira delas foi a rede de academias premium Bio Ritmo, fundada em 1996. Outro exemplo é a plataforma de streaming de atividades físicas Queima Diária, fundada em 2016.

O grupo de academias estreou no mercado acionário há pouco mais de um mês: as ações começaram a ser negociadas na B3 no dia 14 de julho. A oferta pública inicial de ações movimentou R$ 2,3 bilhões e os papéis tiveram valorização de quase 35% no primeiro dia, indo dos R$ 23 por ação definidos no prospecto para R$ 31. A ação encerrou em R$ 28 nesta sexta-feira (20).

Os planos de levar o grupo ao mercado acionário pública são de longa data, porém. Segundo Corona, as conversas com investidores começaram em 2012. A Smart Fit já tinha uma captação privada com o Pátria Investimentos. “Não era o momento de fazer um IPO. Mas tivemos reuniões e os investidores tomaram notas”, diz o CEO.

Em 2018, a ideia de um IPO voltou para a mesa. “Nossos investidores procuram uma saída, e sempre avaliamos qual era o momento de fazê-la. Mas naquele momento havia uma incerteza sobre qual preço iríamos alcançar, e a avaliação não atendia os fundos”, diz Corona. A Smart Fit voltou para as captações privadas: recebeu no ano seguinte aportes dos fundos Canada Pension Plan Investment Board e Dynamo.

“Recompomos nossa base de investimentos, com alguns saindo e outros entrando. Apresentamos também uma base sólida com nossos resultados entregues em 2018 e 2019. Provamos principalmente que as novas lojas apresentavam uma boa performance”, diz Corona.

Porém, 2020 foi marcado pela pandemia do novo coronavírus. A Smart Fit foi bastante impactada pelas restrições às atividades sociais. Na primeira onda da pandemia, a partir de abril de 2020, o grupo teve de suspender a operação das academias em nível nacional e por um longo período. Em 2021, a segunda onda provou um novo fechamento, mas desta vez em algumas regiões e por menos tempo.

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Durante o período, a Smart Fit diminui o ritmo de expansão de novas academias e fortaleceu seu caixa, com aumento de capital social no valor de R$ 500 milhões em dezembro de 2020. Por fim, investiu em canais de fitness digital, como o Queima Diária.

O IPO veio junto da expectativa de retomada do negócio após a pandemia. “Vimos como lugares com vacinação bem sucedida tiveram volta consistente e crescente das academias. Não sabíamos quando a vacinação ia acontecer por aqui, mas sabíamos que tínhamos unidades com boas estruturas e bons resultados. Em algum momento, a história vista no exterior iria se repetir no Brasil e na América Latina. Queríamos encher o tanque de combustível e preparar nossa expansão”, diz Corona.

O número de clientes estava em queda até junho deste ano, que teve alta de 4% no número de consumidores ante o mês anterior. Em julho de 2021, quando 100% das academias do grupo ficaram de portas abertas, houve nova alta de 4%. A ocupação atual das unidades está entre 60% a 70%, dependendo das condições de reabertura em cada cidade onde está a Smart Fit. Corona estima que a ocupação voltará a 82% em algum ponto de 2022. O número se baseia em uma pesquisa que a Smart Fit fez com ex-clientes neste mês: 82,3% dos consumidores respondeu que voltaria a treinar após ser vacinado, e colocou academia entre suas opções de local de treino.

“A despeito dos impactos negativos de curto prazo, acreditamos que, a longo prazo, a pandemia terá um impacto positivo no aumento da prática de exercícios físicos em busca de um estilo de vida mais saudável (…). De acordo com tendências de mercado, 71% dos brasileiros buscará fazer exercícios físicos após a pandemia, além de saúde, exercício e academias serem prioridades para os brasileiros em 2021”, escreveu a Smart Fit em seu prospecto. “Os players high value low price [serviço de alto valor agregado com preço acessível] têm recuperado sua base de clientes após a melhora da pandemia em países europeus, além de as projeções da Fitch Ratings indicarem que apenas esse segmento será capaz de retornar a níveis ‘pré-Covid’ em 2022.”

Recentemente, a concorrente Blue Fit também protocolou um pedido de IPO na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Criada em 2015 sob a marca Health Place, a Bluefit conta hoje com unidades próprias e franquias em 15 estados brasileiros, além do Distrito Federal. Perguntado sobre diferenciais da Smart Fit, Corona ressaltou o grande número de clientes por loja, consistência do modelo de negócios e foco em musculação, exercícios cardiovasculares e ginásticas.

“Devemos ter 30% a 35% mais clientes por loja, além de um processo estruturado de formatação de unidades. Unificamos processos de atendimento, layout e aplicativo em quase mil lojas, e medimos métricas como recorrência e NPS. Também sou contra a grande diversidade de exercícios. Quando você coloca jiu jitsu e as pessoas não querem fazer, por exemplo, você ocupa muito espaço e gasta com treinamento do professor e indumentária específica. E nosso negócio é de faturamento por metro quadrado”, diz Corona.

Desemprego, pouca renda e variantes x internacionalização

Mesmo com o avanço da vacinação contra Covid-19, diversos países estão preocupados com o avanço das variantes do novo coronavírus, como a Delta. A Smart Fit está monitorando o avanço das mutações. “O maior impacto das variantes aparecem em grupos de pessoas que não tomaram nenhuma vacina. Sim, é uma preocupação.”

No Brasil, soma-se um contexto de alto desemprego e perda de renda. “Algumas regiões se beneficiaram da alta das commodities e não foram tão afetadas, como o Centro-Oeste. Em geral, porém, a renda do brasileiro não aumenta no mesmo passo da inflação e o desemprego de fato impacta na operação. Em 2009, cobrávamos R$ 69,90 por mês num plano Black. Hoje, cobramos R$ 109,90. Sabíamos que não dava para aumentar acompanhando a inflação, e que captaríamos mais gente dessa forma”, diz Corona. O CEO também enxerga um movimento de migração de consumidores de academias mais premium, assim como uma redução na oferta geral de academias por conta do fechamento de operações pequenas durante a pandemia.

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Uma forma de mitigar tais efeitos é diversificar a operação geograficamente. Hoje, mais de 40% da receita da Smart Fit está fora do Brasil. Corona estima que essa divisão fique meio a meio nos próximos anos. “A América Latina tem a característica de que uma hora um país está bem enquanto outro não está. Temos 13 alternativas, que permitem rebalanceamento de investimentos diante de um estoque disponível de imóveis.”

Planos de expansão

A Smart Fit considera que o mercado latino-americanos de academias tem baixa penetração e é fragmentado. Segundo seu prospecto, o mercado de fitness latino-americano cresceu a uma taxa anual média de 7,1% em número de clientes entre 2010 e 2019, chegando a 20,8 milhões de clientes. Naquele ano, a penetração do mercado de centros de exercícios no Brasil, no México e na Colômbia era de 4,9%, 3,3% e 2,1% respectivamente. Nos Estados Unidos, no Reino Unido e na Alemanha essa mesma penetração era de 21,2%, 15,6% e 14,0%.

Segundo Corona, a Smart Fit detém hoje cerca de 15% do mercado brasileiro de academias, e 13% do mercado latino-americano. Essa participação deve crescer entre 2% e 3% ao ano com a abertura de novas lojas. Foram 53 unidades entregues no segundo trimestre de 2020, número que superou o total de academias abertas em 2020 (74).

“O plano apresentado é de abrir 200 unidades por ano. Mas estamos calmos no momento, não queremos ser taxativos. Temos capacidade de execução em condições normais de temperatura e pressão, mas imagina que vem uma terceira onda da pandemia”, reflete Corona.

Em receita líquida, a diferença entre os segundos trimestres de 2020 e de 2021 foi de 410%, indo de R$ 67 milhões para R$ 343 milhões. Vale lembrar que, no segundo trimestre de 2020, alunos da Smart Fit foram isentados do pagamento das mensalidades enquanto as academias estavam fechadas. Mesmo assim, os R$ 343 milhões ficaram abaixo dos R$ 372 milhões vistos no primeiro trimestre deste ano e dos R$ 386 milhões vistos no último trimestre de 2020. O terceiro trimestre deste ano deverá ter apenas períodos em que as academias ficaram de portas abertas.

O prejuízo no segundo trimestre ficou em R$ 175,2 milhões, ante R$ 272,2 milhões no mesmo período de 2020. No primeiro trimestre deste ano o prejuízo foi menor, ficando em R$ 144,7 milhões. Corona credita o prejuízo ao foco da Smart Fit em continuar expandindo seu número de academias.

A Smart Fit está usando a maioria dos recursos captados em sua estreia na bolsa, cerca de 70%, para expandir sua base de clientes na América Latina. Serão três frentes de investimento: amadurecer academias já inauguradas; aumentar o número de academias por crescimento orgânico; e aumentar o número de academias por aquisições.

Em termos de expansão orgânica, o grupo deve focar em abrir unidades nos 13 países em que já opera, como Brasil e México. Esses países representam 96,4% do mercado latino-americano, segundo o prospecto da Smart Fit. As unidades devem ser abertas em praças ainda não alcançadas pela companhia, ou próximas a unidades que tenham demanda suficiente para justificar outras academias.

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“O foco maior de crescimento continua em cidades de grande porte, com população acima de 1 milhão, e de médio porte, com população entre 300 mil e 1 milhão de habitantes. Um foco de crescimento para o futuro seriam cidades de pequeno porte, entre 100 e 300 mil habitantes, em que também há espaço para crescimento. A Smart Fit já está presente em 79% e 61% das cidades acima de 1 milhão de habitantes e entre 300 mil e 1 milhão de habitantes respectivamente”, disse o grupo em seu prospecto.

A companhia também disse que poderia se valer de aquisições pontuais, “caso identifique oportunidades interessantes para complementação de sua base atual de academias, mantendo a disciplina na seleção das empresas alvo e buscando principalmente a conquista de pontos comerciais atrativos, de maneira consistente e complementar ao vetor principal de crescimento orgânico”. A pandemia teria facilitado os termos de aquisições com outras academias, que depois têm seus imóveis convertidos para o padrão da Smart Fit. Corona negou rumores de mercado de que a Smart Fit estaria negociando a aquisição da Bodytech.

Outra frente de expansão é o investimento em fitness digital. A Smart Fit está focando especialmente na Queima Diária. O grupo vai inaugurar produtos e serviços em categorias como luta, dança e spinning; investir em melhoria das plataformas digitais; ampliar a estratégia de marketing digital; e expandir a operação da plataforma para o restante da América Latina.

O grupo Smart Fit fechou o segundo trimestre deste ano com 2,381 milhões de alunos nas academias e 435 mil alunos exclusivamente digitais. A frente virtual apresentou expansão de 15% sobre os números vistos no final de 2020.

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Beneficiadas com reabertura, ações ligadas ao esporte devem dar ‘volta olímpica’ com Jogos de Tóquio

O avanço da vacinação e o relaxamento das restrições impostas pela pandemia de Covid-19 estão beneficiando empresas ligadas ao esporte, como varejistas e marcas de material esportivo. Além disso, a volta dos grandes eventos, como a Eurocopa, realizada recentemente, e as Olimpíadas, a partir desta sexta-feira (23), serve como estímulo extra para o desempenho dessas companhias.

No cenário externo, a reabertura e o verão no Hemisfério Norte aumentam a demanda por produtos esportivos em mercados como Estados Unidos, China e Europa. O calor e a redução das restrições estimulam as pessoas a saírem de casa e a praticarem atividades físicas.

Vale lembrar, porém, que os casos da doença voltaram a aumentar na Europa e nos EUA, e há apreensão global com a circulação da variante delta.

“As empresas [desse setor] tendem a se beneficiar bastante [com a abertura]”, disse Carlos Daltozo, chefe de pesquisas em renda variável da Eleven, casa de análises financeiras. “Esperamos que no Brasil o efeito da vacinação traga uma abertura maior da economia neste segundo semestre”, acrescentou.

A multinacional Nike (NYSE: NKE) é um dos destaques do ramo neste momento de retomada. A companhia anunciou um resultado recorde de US$ 12,3 bilhões em faturamento no quarto trimestre do ano fiscal encerrado em maio, valor 96% superior ao registrado no mesmo período de 2020 e 21% acima do total do mesmo trimestre de 2019, antes da pandemia. Após o anúncio, as ações da marca dispararam e atualmente estão na casa de US$ 160,00.

Seguindo a tendência, as BDRs da Nike (NIKE34) negociadas na B3 avançaram significativamente. Estavam cotadas a R$ 83,45 na terça-feira (20). “A Nike passou a integrar nossa carteira de BDRs em junho e capturou cerca de 20% de alta”, afirmou o analista da Eleven.

Sócio diretor da gestora de fundos GeoCapital, Arthur Siqueira acrescenta que a Nike promove desde 2017 uma mudança de canais de venda com foco na relação direta com os clientes, por meio de lojas próprias e plataformas digitais, ampliando a fidelização e reduzindo sua dependência em diferentes varejistas. A pandemia acelerou o processo.

De acordo com Siqueira, as vendas diretas representavam 20% do faturamento da empresa antes da pandemia, mas agora são 40% – e até 2025 a expectativa é chegar a 60%. “Nos momentos de crise, as empresas que têm pilares sólidos se saem melhor”, observa. Além disso, com menos intermediários, a companhia aumenta sua margem.

Siqueira ressalta que a Nike, com o uso de aplicativos de corrida e treino, está mais próxima de seus clientes, conhece suas demandas e consegue oferecer produtos que têm maior valor para o consumidor, o que deixa a empresa numa posição vantajosa dentro da nova realidade do mercado.

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O executivo informa, no entanto, que a GeoCapital não tem papeis da Nike em seus fundos, mas por causa do preço e não pela qualidade do negócio.

A abertura é importante também para outra gigante do setor, a Adidas. “Metade da receita da Adidas vem da Europa e dos Estados Unidos, regiões onde a vacinação está caminhando mais rápido”, afirmou Rodrigo Lobo, sócio da Nextep, gestora de fundos que tem papeis da empresa de origem alemã em seu portfólio.

Segundo Lobo, a marca manteve abertas somente 30% de suas lojas no auge da pandemia, mas agora as unidades em funcionamento chegam a 90%. Ao mesmo tempo, a participação do comércio eletrônico no faturamento saltou de 11% para 20%. As ações da companhia acumulam valorização de 3,4% neste ano e estavam cotadas a 305,40 euros na terça-feira (20).

Para o sócio da Nextep, a empresa tende a seguir em ritmo de crescimento. Ele conta que a Adidas anunciou recentemente seus planos para os próximos cinco anos, prazo em que pretende dobrar suas receitas com vendas diretas (lojas próprias e comércio eletrônico), elevar o faturamento total de 10% a 20%, ter 90% de sua linha composta de produtos reciclados ou 100% recicláveis e investir 1 bilhão de euros em tecnologia.

Além da maior demanda por comercio eletrônico, a pandemia aumentou a procura por roupas confortáveis que servem para esportes, lazer, ficar em casa e trabalho remoto, segmento que ganhou o apelido de “Athleisure”, uma combinação das palavras em inglês “athletic” (atlético) e “leisure” (lazer). Tipo de vestuário de produzido por marcas como Adidas e Nike.

O crescimento desse segmento é uma das tendências apontadas pela consultoria McKinsey numa pesquisa sobre marcas esportivas divulgada em janeiro de 2021. O estudo informa também que o faturamento do setor de material esportivo caiu em 2020 pela primeira vez desde a crise financeira internacional de 2008. De forma geral, a pandemia acelerou mudanças que vieram para ficar, como o fortalecimento do comércio eletrônico e o aumento da demanda por produtos sustentáveis.

Olimpíadas

Quando a pesquisa foi publicada, a vacinação estava apenas começando ao redor do mundo, e os números de novos casos de Covid-19 e de mortes batiam recordes nos Estados Unidos. Mas a McKinsey já previa oportunidades para o setor com a eventual reabertura e a volta de grandes eventos, incluindo os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio.

“As Olimpíadas colocam o esporte em evidência, geram mais engajamento da população e esta exposição é benéfica para todos”, comentou Siqueira. A avaliação sobre o impacto dos Jogos, porém, não é unânime.

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“As empresas ligadas ao esporte tendem a ter bom desempenho em época de Olimpíadas, e principalmente de Copa do Mundo, mas em Tóquio há a diferença de fuso e não haverá torcida [presencial]”, observou Daltozo. “Eu não vejo tanta euforia”, disse.

Lobo fica no meio do caminho. “Não conseguimos ver os efeitos este ano ainda, mas em 2012, com as Olimpíadas [de Londres] e a Eurocopa, o lucro da Adidas teve um crescimento de 20% no segundo trimestre”, observou. Ele reconhece que os Jogos deste ano vão ser diferentes, por causa da pandemia, mas ressalta que a exposição das marcas em eventos do gênero é bastante intensa. “Na Eurocopa de 2021, oito das 24 seleções foram patrocinadas pela Adidas”, exemplificou.

Brasil

As perspectivas de reabertura refletem positivamente em negócios do setor inclusive no Brasil. A Eleven, por exemplo, recomenda a compra de ações da fabricante de calçados Vulcabrás (VULC3), que tem atuação forte na área de esportes com as marcas Olympikus (própria), Under Armour (licenciada pela matriz norte-americana) e agora com a Mizuno, recentemente licenciada pela matriz japonesa. A XP também recomenda a compra dos papéis da empresa.

“A Vulcabras incorporou a marca Mizuno e reduziu sua dependência nos calçados femininos [com o licenciamento da marca Azaleia para a Grendene]. O segmento esportivo tem uma rentabilidade melhor”, comentou Daltozo.

De acordo com ele, em 2020 a empresa sofreu um tombo considerável, mas aproveitou o momento de crise para mudar sua estratégia, teve uma retomada forte em 2021 e deve voltar ainda este ano ao patamar de receitas de 2019, com perspectivas de crescimento no ramo esportivo. As ações da Vulcabras registram valorização acumulada de 28,2% desde o início de 2021.

Na mesma linha, a Eleven recomenda compra de papeis do Grupo SBF (SBFG3), controlador da rede varejista de material esportivo Centauro. A companhia adquiriu o licenciamento da Nike no Brasil e deve se beneficiar disso.

“A Centauro fez o acordo com a Nike um pouco antes da pandemia, sofreu um pouco, mas este ano está em nossa cesta de empresas de varejo que devem se beneficiar mais da retomada”, declarou Daltozo. Os papeis da SBF acumulam valorização de 32,25% no ano.

A rede de academias Smart Fit (SMFT3) estreou na B3 em 14 de julho, após uma oferta pública inicial de ações que movimentou R$ 2,3 bilhões. Os papeis tiveram valorização de quase 35% no primeiro dia. Daltozo diz que a Eleven recomendou aos seus clientes participação na oferta.

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Ele avalia que a cadeia tem bom potencial de crescimento nos próximos anos, especialmente em outros países da América Latina. “Há muita demanda represada por academias por causa da pandemia, não só no Brasil, mas na América Latina”, observou.

Já para a Track & Field (TFCO4), outra empresa brasileira do ramo de esportes listada, a Eleven está com recomendação neutra. A companhia abriu seu capital no ano passado e, de acordo com Daltozo, sofreu pouco na crise, portanto o analista não vê tanto potencial de avanço, pois a retomada já foi “precificada”.

Longo prazo

Siqueira comenta ainda a perspectiva para a VF Corporation (VFCO34), companhia norte-americana que controla marcas como Vans, Timberland e The North Face. Ele acredita que a reabertura da economia deve ter um impacto ainda maior nesta empresa, pois ela depende bastante das vendas em lojas físicas. “São marcas bastante importantes que podem se beneficiar da reabertura”, ressaltou.

Para Siqueira, empresas estrangeiras como a Nike e a VF Corporation têm condições de surpreender no longo prazo. “São empresas muito boas e que têm possibilidade de surpreender para cima em termos de retorno médio em cinco anos”, afirmou.

No mesmo sentido, Lobo avalia que a Adidas tende a aumentar de valor no futuro, pois a gestão atual tem uma filosofia de longo prazo com prioridades importantes como o crescimento em mercados como China e EUA, investimentos em tecnologia e processos mais eficazes, vestuário confortável e canais de venda que permitam maior margem. “A tendência do mercado favorece os produtos que a empresa vende”, concluiu.

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Ação da Smart Fit (SMFT3) estreia na Bolsa com disparada de mais de 25%

A ação da rede de academias Smart Fit (SMFT3) estreia na B3 na sessão desta quarta-feira (14) em disparada. Às 11h (horário de Brasília), os papéis saltavam 28,09%, a R$ 29,46.

A companhia concluiu na segunda-feira sua oferta inicial de ações (IPO, pela sigla em inglês), que movimentou R$ 2,3 bilhões, considerando apenas o lote principal. A decisão foi a de definir o preço por ação de R$ 23 – o intervalo era de R$ 20 a R$ 25.

Foram coordenadores da oferta o Itaú BBA, o Morgan Stanley, o BTG Pactual, o Santander e o Banco ABC.

O valor movimentado na oferta irá para o caixa da empresa e financiará basicamente a expansão da rede – cerca de 70% dos recursos serão utilizados para a abertura de novas unidades da Smart Fit. Aquisições estratégicas não estão descartadas, conforme o prospecto da oferta.

Hoje, a empresa está presente em 13 países da América Latina e, ao fim do primeiro trimestre, tinha cerca de mil academias – 538 no Brasil.

Antes da pandemia de covid-19, que afetou o negócio por obrigar que academias ficassem de portas fechadas por um período, a base de clientes era de 2,8 milhões de pessoas. A expansão se dava a um ritmo de cerca de 40% a cada ano.

(com Estadão Conteúdo)

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Prévias operacionais de Mitre e Helbor, estreia da Smart Fit na B3, Raízen define faixa indicativa de ação para IPO e mais

Haus Mitre Pinheiros: apartamentos têm 98m² e três dormitórios.

SÃO PAULO – A estreia das ações da Smart Fit, a Raízen definindo a faixa indicativa para IPO, as prévias operacionais de Mitre e Helbor, entre outras notícias estão em destaques no radar corporativo desta quarta-feira. Confira abaixo:

Smart Fit (SMFT3)

A ação da rede de academias Smart Fit, fundada por Edgard Corona, estreia na B3 na sessão desta quarta-feira. A companhia concluiu na segunda-feira sua oferta inicial de ações (IPO, pela sigla em inglês), que movimentou R$ 2,3 bilhões, considerando apenas o lote principal. A decisão foi a de definir o preço por ação de R$ 23 – o intervalo era de R$ 20 a R$ 25.

O valor movimentado na oferta irá para o caixa da empresa e financiará basicamente a expansão da rede – cerca de 70% dos recursos serão utilizados para a abertura de novas unidades da Smart Fit. Aquisições estratégicas não estão descartadas, conforme o prospecto da oferta.

Hoje, a empresa está presente em 13 países da América Latina e, ao fim do primeiro trimestre, tinha cerca de mil academias – 538 no Brasil. Antes da pandemia de covid-19, que afetou o negócio por obrigar que academias ficassem de portas fechadas por um período, a base de clientes era de 2,8 milhões de pessoas. A expansão se dava a um ritmo de cerca de 40% a cada ano.

Raízen e Cosan (CSAN3)

A Raízen, joint venture entre a Royal Dutch Shell e a Cosan, anunciou oferta pública de distribuição primária (IPO) de, inicialmente, 810.811.000 novas ações preferenciais, nominativas, escriturais e sem valor nominal de emissão da companhia. A empresa estima que o preço de subscrição por ação estará situado entre R$ 7,40 e R$ 9,60 (faixa indicativa).

A oferta tem como coordenador líder o BTG Pactual e como demais coordenadores o Citigroup, Bank of American, Credit Suisse Bradesco BBI, JPMorgan, Santander, XP Investimentos, HSBC, banco Safra e o Scotiabank.

O preço por ação será fixado após a conclusão do procedimento de coleta de intenções de investimento (bookbuilding), que termina no dia 3 de agosto, junto a investidores institucionais, a ser realizado no Brasil, pelos coordenadores da oferta, e no exterior, pelos agentes de colocação internacional. De acordo com a empresa, que atua na área de distribuição de combustíveis e produção de açúcar e etanol, o início da negociação das ações na B3 será em 5 de agosto.

A Mitre divulgou sua prévia operacional referente ao segundo trimestre, registrando alta das vendas líquidas de 442,7% na comparação ano a ano, a R$ 188,4 milhões.

A empresa fez dois lançamentos no período, com R$ 237 milhões de Valor Geral de Vendas (VGV) em 415 unidades. Das unidades lançadas, 219 já foram vendidas e outras 146 unidades que estavam em estoque também foram vendidas. A companhia já lançou R$ 356 milhões em VGV no ano, enquanto no mesmo período de 2020 não houve lançamentos.

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Na avaliação do Bradesco BBI, embora a Mitre tenha mostrado notável velocidade de vendas durante o trimestre, ela
está se tornando cada vez mais dependente de lançamentos de dimensionamento para manter as engrenagens funcionando. Do lado positivo, o pipeline da empresa não deve ser incomodado por atrasos nas aprovações tanto quanto seus pares, uma vez que desenvolve projetos menores e mais simples (muitas vezes sujeitos a uma via rápida de licenciamento, “Aprova Rápido”).

“No entanto, muito mais lançamentos estão programados para um segundo trimestre apertado do que a empresa já tem em seu currículo, apesar do volume dos últimos 12 meses apresentar um sólido VGV lançado de R$ 1,2 bilhão”, apontam os analistas, que possuem recomendação neutra e preço-alvo de R$ 19,00 para MTRE3.

A Helbor divulgou os resultados operacionais do segundo trimestre deste ano. As vendas brutas totais chegaram a R$ 468 milhões, aumento de 113,4% em relação ao segundo trimestre de 2020. A velocidade de vendas (VSO Total) foi de 15,4%, enquanto o VSO da Helbor atingiu 17,0%, ante 8,4% no segundo trimestre de 2020. No período, a Helbor lançou quatro empreendimentos, com VGV Total de R$ 751 milhões, conforme tinha sido antecipado no dia 30 de junho, com participação da companhia de 60% (no segundo trimestre do ano passado não foram feitos lançamentos).

A empresa também informou que entregou no período cinco empreendimentos, de VGV total de R$ 627 milhões – parte da Helbor de 55%. Os distratos totais líquidos de provisão entre abril e junho totalizaram R$ 36 milhões. A fatia da Helbor nesse montante somou R$ 26,9 milhões.

O BBI aponta que a Helbor apresentou indicadores operacionais positivos, impulsionados por uma velocidade de vendas sequencialmente mais alta, vendas sólidas de unidades acabadas e fortes transferências para os bancos. Esses resultados devem ajudar a empresa a acelerar seu processo de desalavancagem e se posicionar melhor para acelerar o ciclo.

Os analistas apontam que, embora mantenham recomendação neutra para HBOR3 e um preço-alvo estimado para o final de 2021 de R$ 12,50 por ação, veem a Helbor abordando gradualmente as preocupações de alavancagem, o que pode levá-los a ficar mais otimistas sobre as ações como uma alternativa para investidores dispostos a se expor a algum adicional risco relacionado a uma história de crescimento.

PetroRio (PRIO3)

A petroleira PetroRio informou na terça-feira que assinou com a Ocyan Drilling a contratação da sonda Norbe VI para a revitalização do Campo de Frade e o desenvolvimento de Wahoo, em contrato com período inicial de 500 dias e possibilidade de extensão por mais 350 dias.

Segundo comunicado publicado pela companhia, o contrato entrará em vigor em março de 2022 e possibilitará a perfuração de três poços em Frade (um produtor e dois injetores), seguidos de quatro poços produtores em Wahoo.

3R Petroleum (RRRP3)

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A 3R Petroleum comunicou que sua produção do Polo Macau, que é equivalente à participação da companhia, foi de 5,18 mil barris por dia no mês passado, e 5,21 mil barris equivalentes no segundo trimestre de 2021, considerando óleo e gás.

A produção total no Polo foi de 5,65 mil barris diários em junho e 5,68 mil barris diários em média no segundo trimestre de 2021.

Grupo Mateus (GMAT3)

O Grupo Mateus comunicou que a sua estratégia de expansão segue de acordo com o planejado, terminando junho com 182 lojas em operação, sendo que 56 são de varejo, 38 de atacarejo e 88 de eletro. São 110 lojas no Maranhão, 63 no Pará, oito no Piauí e uma no Ceará.

A Petrobras já lançou ao mercado um processo de concorrência para a contratação de uma plataforma para o projeto de águas profundas de Sergipe–Alagoas, disse na terça-feira o diretor de Desenvolvimento da empresa, João Henrique Rittershaussen, indicando que as propostas deverão ser recebidas em 2022.

Em entrevista à agência epbr, Rittershaussen afirmou que foi iniciada uma licitação para contratação pelo modelo Built Operate and Transfer (BOT), pelo qual a afretadora opera a plataforma por algum tempo e posteriormente a transfere para a Petrobras. O processo visa uma unidade do tipo FPSO.

A Arezzo&Co comunicou ao mercado a compra da marca MyShoes, que negocia calçados e bolsas femininas para públicos das classes B e C+, além de ter firmado parceria com o Mercado Livre para comercialização e distribuição destes produtos. Os valores da transação não foram informados.

Adicionalmente, a Arezzo&Co celebrou acordo comercial com sociedades do Mercado Livre, estabelecendo parceria de longo prazo para anúncio, comercialização e distribuição, pela empresa, dos produtos da categoria de calçados femininos e acessórios da marca MyShoes, de titularidade da Arezzo&Co, no site Mercado Livre, garantido a seus consumidores a entrega mais rápida do Brasil. O Acordo Comercial também prevê a utilização dos serviços de Mercado Shops para a criação de loja online exclusiva da marca MyShoes.

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) autorizou a Vale a importar gás natural liquefeito (GNL) proveniente de diversos países para consumo próprio, conforme publicação no Diário Oficial da União desta quarta-feira.

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Segundo a medida, a autorização é válida para a importação de 1,66 milhão de metros cúbicos por dia de GNL regaseificado, que será utilizado para aquecimento dos fornos da empresa.

As importações ocorrerão por via marítima, com entregas previstas para terminais marítimos e de regaseificação na costa brasileira.

A autorização possui validade de dois anos a partir da data de publicação no diário oficial, acrescentou a ANP.

A mineradora informou na terça-feira que concluiu obras de descaracterização da barragem Fernandinho, localizada em Nova Lima (MG), e da estrutura de contenção da Mina de Fábrica, que está entre os municípios mineiros de Itabirito e Ouro Preto. Com as obras, a barragem Fernandinho, que faz parte do Complexo Vargem Grande, deixou de ter características de barragem, perdendo a função de armazenamento de rejeitos e de água, disse a Vale em comunicado.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

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Smart Fit arrecada R$ 2,3 bilhões em IPO; início da negociação será na quarta-feira

Ancorada na tese de retomada da economia e de aceleração de crescimento, a rede de academias Smart Fit, fundada por Edgard Corona, concluiu na segunda-feira, 12, sua oferta inicial de ações (IPO, pela sigla em inglês), que movimentou R$ 2,3 bilhões, considerando apenas o lote principal. A demanda pelos papéis superou em 20 vezes o volume ofertado, algo raramente visto no mercado local. A negociação das ações começa amanhã.

Mesmo com a elevada demanda entre os investidores, a decisão foi a de definir o preço por ação de R$ 23 – o intervalo era de R$ 20 a R$ 25. A justificativa foi garantir um bom desempenho dos papéis da novata na B3, a Bolsa brasileira, visto que a empresa quer voltar ao mercado no futuro para uma nova emissão.

A oferta foi lançada com os chamados “investidores-âncora”, que garantem a compra de ações de parte do IPO, algo que torna a operação mais segura para os emissores. Em conjunto, a gestora Dynamo, o fundo soberano de Cingapura GIC e o fundo de pensão canadense CPPI (que já era acionista) se comprometeram a comprar R$ 750 milhões. O fato de todos serem investidores conhecidos no mercado financeiro ajudou a atrair demanda, comenta uma fonte.

Além da família Corona, a rede tem como sócio o fundo de investimento em empresas Pátria. A participação direta de Edgard Corona passa, com a estreia na B3, de 11% para 8,5%. O Pátria, que tinha 51%, passará para 39,6% após a operação. Na próxima oferta de ações já prevista, a expectativa é que o Pátria saia do capital da Smart Fit.

Apesar do grande interesse dos investidores, a decisão foi de não emitir as 15 milhões de ações do lote adicional, vendido em caso de elevada demanda em uma oferta de ações.

Essa decisão ocorreu, conforme apurou o Estadão, para os controladores reterem participação neste momento e terem uma margem futura para eventual aquisição que demande troca de ações – movimento que provoca diluição acionária. Apesar disso, não há uma operação em vista, disse uma fonte. Neste ano, a companhia já comprou a rede de academias Just Fit.

Aos investidores, ao longo das reuniões para o IPO, foi apresentado o cenário de retomada da economia à medida que avança a vacinação no País, a exemplo do que vem ocorrendo nos EUA. Fora isso, a rede de academias será a primeira no setor na B3.

O forte interesse de investidores foi tanto que ignorou, por exemplo, uma disputa na Justiça envolvendo acionistas minoritários da companhia. A demanda registrada foi a maior vista em uma oferta de ações nos últimos anos na Bolsa brasileira, a despeito da atual volatilidade do mercado por conta da crise política no País.

Meta de expansão

O valor movimentado na oferta irá para o caixa da empresa e financiará basicamente a expansão da rede – cerca de 70% dos recursos serão utilizados para a abertura de novas unidades da Smart Fit. Aquisições estratégicas não estão descartadas, conforme o prospecto da oferta.

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Hoje, a empresa está presente em 13 países da América Latina e, ao fim do primeiro trimestre, tinha cerca de mil academias – 538 no Brasil. Antes da pandemia de covid-19, que afetou o negócio por obrigar que academias ficassem de portas fechadas por um período, a base de clientes era de 2,8 milhões de pessoas. A expansão se dava a um ritmo de cerca de 40% a cada ano.

Foram coordenadores da oferta o Itaú BBA, o Morgan Stanley, o BTG Pactual, o Santander e o Banco ABC.

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Smartfit divulga prospecto preliminar para IPO e estabelece faixa indicativa de preço por ação

A rede de academias e escolas de dança Smartfit divulgou prospecto preliminar para a venda de ações em oferta pública inicial (IPO), estabelecendo faixa indicativa de preço por ação entre R$ 20 e R$ 25.

O preço da ação será definido em 12 de julho, e os recursos serão usados para expandir os negócios. A previsão é de que os papéis comecem a ser negociados na bolsa em 14 de julho.

Itaú BBA, Morgan Stanley, Santander Brasil, BTG Pactual e ABC Brasil são os coordenadores da oferta, que envolverá inicialmente distribuição primária de 100 milhões de ações.

Mais ações podem ser vendidas como parte da oferta, dependendo das condições do mercado, disse Smartfit.

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