Ações da brasileira Afya disparam mais de 10% na Nasdaq após investimento do Softbank

(Reuters) – As ações da empresa brasileira de educação médica Afya saltam mais de 10% na Nasdaq após a companhia anunciar que recebeu um investimento de R$ 822 milhões do SoftBank, numa operação envolvendo a compra de ações preferenciais conversíveis Série A da companhia.

A Afya afirmou que pretende usar os recursos para financiar futuras aquisições e investimentos em negócios, produtos ou tecnologias complementares. Às 12h58 (horário de Brasília), os ativos saltavam 11,51%, a US$ 24,32.

Além disso, o fundo de investimento Crescera Educacional II e a Família Esteves concordaram em vender 2.270.208 ações ordinárias classe A para a SoftBank, que passará a ter o equivalente a 8,4% das ações da Afya.

Em conexão com a venda, Paulo Passoni da Softbank será nomeado membro do conselho da Afya nos próximos 30 dias.

O Softbank já havia feito em 2020 um investimento na fornecedora de software de gerenciamento de práticas médicas iClinic, hoje controlada da Afya.

O Bradesco BBI avalia que a a transação com a Softbank, que tem um forte histórico no negócio de tecnologia e recentemente vendeu participação da iClinic para a Afya, reforça sua estratégia de expandir os serviços digitais relacionados ao segmento médico e deve abrir parcerias potenciais interessantes para o futuro.

Os recursos primários também devem conceder à Afya uma posição de liquidez ainda melhor para continuar sua forte atividade recente na esfera de fusões e aquisições, especialmente para serviços digitais.

No momento, o BBI possui recomendação neutra para Afya, com um preço-alvo de US$ 28. Contudo, os analistas apontam que podem se tornar mais otimistas se virem mais evidências da capacidade da empresa de extrair valor de longo prazo para os seus clientes atuais.

(com Reuters)
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SoftBank estuda recompra de ações para fechar capital, dizem fontes à Bloomberg

Faixada do Softbank

(Bloomberg) — O SoftBank Group estuda uma nova estratégia para fechar capital, com a recompra gradual das ações em circulação até que o fundador Masayoshi Son tenha participação grande o suficiente para pressionar os investidores restantes, segundo pessoas a par do assunto.

A abordagem provavelmente levaria mais de um ano e significaria que a empresa japonesa continuaria a vender ativos para financiar as recompras sucessivas, disseram as pessoas, que não quiseram ser identificadas. Son não compraria mais ações, mas sua participação acionária, agora em cerca de 27%, aumentaria à medida que outros investidores vendessem papéis. Segundo as regras do Japão, Son poderia obrigar outros acionistas a venderem ações quando conseguir uma participação de 66%, talvez sem pagar um prêmio, disseram as pessoas.

Uma vantagem do programa, que insiders chamam de aquisição “slow-motion”, é que o plano dá ao SoftBank flexibilidade para comprar suas próprias ações quando caírem, de acordo com as pessoas. No caso de uma compra formal, a empresa teria que pagar um prêmio, provavelmente em torno de 25%. Os acionistas também devem apoiar as recompras, especialmente porque o conglomerado continua a negociar com desconto em relação ao valor total de suas participações em empresas como Alibaba, Uber Technologies e DoorDash.

O bilionário disse em fevereiro que, em sua opinião, o SoftBank está em melhor posição como uma empresa de capital aberto. Mais recentemente, ele não quis comentar sobre os planos após informações sobre o possível fechamento de capital veiculadas na imprensa, incluindo na Bloomberg News.

“Se nossas ações caírem, vou recomprar mais ações de forma mais agressiva”, disse Son em conferência em novembro. O SoftBank não quis comentar.

As ações da empresa subiram 5,6% na quarta-feira em Tóquio após a reportagem da Bloomberg, atingindo o maior nível em 20 anos, a 7.489 ienes.

Son estuda a ideia fechar capital há pelo menos cinco anos. Quando as ações do SoftBank despencaram em março devido à pandemia de coronavírus, Son começou a conversar com consultores e bancos, como a Elliott Management e o fundo soberano de Abu Dhabi Mubadala Investment. Mesmo com o valor de mercado do SoftBank em cerca de US$ 50 bilhões e seus ativos valendo o triplo, não foi fácil convencer os bancos, que ofereceram termos desfavoráveis e emperraram as negociações, disse uma pessoa envolvida nas conversas.

Son então revelou planos de vender cerca de US$ 43 bilhões em ativos para pagar dívidas e recomprar ações. Até junho, o bilionário havia vendido US$ 13,7 bilhões em ações do Alibaba, uma fatia ainda maior de sua participação na T-Mobile US e algumas ações do SoftBank Corp., sua unidade de telecomunicações japonesa.

Son também anunciou a venda da Arm para a Nvidia por cerca de US$ 40 bilhões, com a redução da fatia no SoftBank Corp. em cerca de 30% e a venda do controle acionário da empresa de distribuição de telefones Brightstar Corp.

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Son diz que agora tem US$ 80 bilhões de caixa. O forte mercado de ofertas públicas iniciais também trouxe ao SoftBank grandes ganhos em investimentos, como na chinesa KE Holdings e DoorDash.

No entanto, o valor de mercado do SoftBank subiu com a alta de mais de 160% em relação à mínima em março. O valor das ações que não estão nas mãos de Son é de cerca de US$ 87 bilhões.

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SoftBank vende empresa de chips Arm para a Nvidia por US$ 40 bi; operação pode criar gigante de semicondutores

Faixada do Softbank

A fabricante de chips americana Nvidia anunciou na noite deste domingo (13) que fez acordo para comprar o controle da empresa de chips britânica Arm por US$ 40 bilhões do grupo japonês SoftBank.

O grupo japonês de investimentos destacou que a Arm é um de seus ativos estratégicos mais importantes, mas apontou que a combinação da Arm com a americana Nvidia traz muito mais potencial para ambas as empresas.

O acordo inclui valores em dinheiro e também em ações e criará uma gigante no universo dos semicondutores. Analistas destacam que essa é a maior transação da história deste mercado, vital para a infraestrutura da indústria de tecnologia.

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O valor da operação é superior aos US$ 31,4 bilhões que foram pagos pelo SoftBank para comprar a Arm em 2016.

Depois da transação, o SoftBank vai passar a deter entre 6,7% e 8,1% das ações em circulação da Nvidia. A transação deve passar ainda por aprovação regulatória em países como Reino Unido, China, Estados Unidos e pela União Europeia, em processo que deve levar cerca de 18 meses.

Conforme destaca a Reuters, a compra é motivada pelo movimento da indústria de tecnologia para inserir inteligência artificial em diferentes dispositivos – algo em que tanto Nvidia como Arm podem unir forças para avançar no mercado. Hoje, a Nvidia é avaliada no mercado em torno de US$ 300 bilhões – US$ 100 bilhões a mais do que a Intel, considerada pioneira no setor e também maior fabricante de chips do mundo em receita.

“A Arm poderá a continuar a operar seu modelo de licenciamento aberto, mantendo a neutralidade quanto a seus clientes, uma característica que é pilar de seu sucesso”, disse a Nvidia, em nota.

As ações do SoftBank na Bolsa de Tóquio fecharam com forte alta, de 8,96%.

A aquisição da Arm pelo SoftBank havia sido a última grande compra do grupo japonês como parte de um esforço para entrar com mais força na área de Internet das Coisas. Contudo, essa frente não avançou nos últimos anos.

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(com agências internacionais)

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