Carteira gráfica da XP supera o Ibovespa e faz 3 trocas esta semana

Business team meeting present the project (Yozayo/ Getty Images)

SÃO PAULO – A XP divulgou a “Top Picks”, sua carteira semanal de análise gráfica, para o período de 13 a 20 de agosto. Para esta semana foram feitas três trocas no portfolio.

Saíram as ações de Bradesco (BBDC4), Cemig (CMIG4) e BR Malls (BRML3) para a entrada de Taesa (TAEE11), SulAmerica (SULA11) e Localiza (RENT3).

De acordo com Gilberto Coelho, o Giba, analista técnico responsável pela carteira, as units da Taesa passam a compor a carteira por operarem acima das médias de 21 e de 200 dias, com projeções de ganhos até os patamares de R$ 40,95 e R$ 44,00. Os suportes para colocar stop loss estão nos níveis de R$ 39,00 e R$ 36,40.

Já as units da SulAmerica foram incluídas como a “pimenta” do portfolio, apesar de estarem abaixo das médias, por terem formado um “engolfo de alta”, que favorece ao menos um repique até os R$ 30,50, ou mesmo um teste de R$ 35,00 na média móvel de 200 dias.

Por fim, as ações ordinárias RENT3 entraram na Top Picks por ter marcado Índice de Força Relativa (IFR) com engolfo de alta e volume maior. É esperado um repique nos R$ 61,50 ou R$ 63,50 em pullback nas médias de 21 e de 200 dias.

Divulgada semanalmente, a carteira Top Picks XP é composta por cinco ativos, tendo cada um peso de 20%. A seleção busca retorno a curto prazo, alinhando fluxo e movimentação das ações ao cenário político e macroeconômico.

Giba calcula a rentabilidade da carteira entrando nas ações no leilão das sextas-feiras. O objetivo é de que a média do retorno dos ativos supere o Ibovespa ao fim da semana.

Desempenho

Na semana passada, a carteira Top Picks caiu 0,92% (segundo a cotação de fechamento da sexta-feira passada), enquanto o Ibovespa teve uma desvalorização maior, de 1,32%.

O destaque de alta no portfolio foi a Petrobras, que disparou 3,38% na semana.

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Já na queda, o pior desempenho foi de BR Malls, que recuou 4,57%. Bradesco, Cemig e Gerdau caíram respectivamente 2,02%, 1,28% e 0,13%.

No ano de 2021, a Top Picks sobe 8,25% ao mesmo tempo em que o benchmark da B3 tem alta de 4,16%.

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Confira, abaixo, as recomendações para esta semana:

Dos números insustentavelmente bons da SulAmérica ao salto de 10% da ação da Totvs: os resultados em destaque desta 5ª

SÃO PAULO – A temporada de resultados contou, nesta quinta-feira, com surpresas que movimentaram os papéis de importantes companhias na Bolsa. Além do balanço do Banco do Brasil (BBAS3, R$ 34,35, +3,06%) – veja mais clicando aqui –  o destaque positivo no Ibovespa fica para a ação da Totvs (TOTS3, R$ 28,82, +10,85%) que disparou após a divulgação do balanço do segundo trimestre.

Por outro lado, as ações da SulAmérica (SULA11, R$ 50,88, +0,20%) tiveram um desempenho modesto, na esteira da avaliação de que os números da companhia foram muito bons, mas insustentáveis.

Confira o desempenho das ações de empresas que divulgaram resultados e as análises sobre os números das companhias.

SulAmerica (SULA11, R$ 50,88, +0,20%)

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O lucro da seguradora SulAmerica subiu 91% no segundo trimestre de 2020, para R$ 498 milhões, superando as expectativas que já eram altas em meio à pandemia.

Neste período, o retorno sobre o capital investido (ROE, na sigla em inglês) foi de R$ 27%. O analista Marcel Campos, da XP Investimentos, aponta que esse resultado tem a ver com uma menor taxa de perda, uma vez que os clientes que contratam planos de saúde pararam de ir aos hospitais com temor de contrair o novo coronavírus. Desta forma, ele classificou o resultado como “insustentavelmente bom”.

Diante do desempenho da SulAmerica no trimestre, a XP elevou o preço-alvo das ações da companhia de R$ 53 para R$ 58. “O desempenho de curto prazo foi melhor que o esperado, o crescimento a médio prazo deve ser melhor apesar da deterioração da economia brasileira, esperamos concretização do negócio de P&C [propriedade e acidente na sigla em inglês] e as perspectivas de longo prazo para a seguradora melhoraram.”

Entre outros destaques, a empresa também teve aumentos no uso do seu aplicativo, nos atendimentos digitais, nas orientações via telefone e nas videochamadas com médicos.

“Embora não levemos isso em consideração em nossos modelos, nossa opinião é que essa melhoria deve ajudar a SulAmérica em seu plano a alinhar os interesses dos beneficiários, a seguradora e operadores, criando uma possível melhora no índice de sinistralidade, se bem-sucedida”, explica.

O UBS, por sua vez, notou uma queda de 120 mil no número de beneficiários, compensada por um aumento nos tickets e apontam que apesar das receitas não recorrentes com os desinvestimentos em P&C, a pandemia teve efeitos melhores que os esperados de 230 pontos-base na Relação de Perda Médica.

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Para os analistas do banco, o valuation 24% descontado em relação ao Grupo Notre-Dame Intermédica tornam as ações da SulAmerica atrativas para compra.

Totvs (TOTS3, R$ 28,82, +10,85%)

Já a Totvs teve um crescimento de 11% nas suas receitas no segundo trimestre na comparação anual, atingindo R$ 627 milhões. A equipe de análise do Bradesco BBI ressalta que este foi o primeiro trimestre de integração da Totvs com a finaneira Supplier, que perdeu 19% das suas receitas devido ao impacto do coronavírus.

Para os analistas, o trimestre foi um teste de estresse para a Supplier, e a operação passou, uma vez que teve um aumento modesto na inadimplência, de 1,6% para 2%.

“Apesar de todos os desafios, a Totvs conseguiu expandir sua margem Ebitda em 220 pontos-base para 22,8%, impulsionada pelo forte avanço de 13% na receita recorrente e pelo controle de custos”, escrevem em relatório os analistas Fred Mendes, Cristian Faria e Gustavo Tiseo.

De acordo com o Bradesco BBI, o crescimento das receitas recorrentes deve voltar a patamares acima dos dois dígitos nos próximos trimestres, com mais cross-selling (venda de um produto ou serviço adicional a alguém que já é cliente) e mais vendas de licenças impulsionando as receitas de manutenção.

Os analistas Daniel Federle e Felipe Cheng, do Credit Suisse, por sua vez, consideraram o resultado como positivo e destacaram a expansão de 18% no lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) na comparação com o segundo trimestre do ano passado.

“As receitas com softwares bateram nossas estimativas em 2% graças às fortes vendas de licenças, que caíram apenas 4% na base anual”, analisam.

No entanto, o CS demonstrou preocupação com a desaceleração das receitas recorrentes orgânicas. “O crescimento orgânico desacelerou a 9,4% ano-a-ano apesar das boas vendas e baixas taxas de rotatividade, provavelmente afetado pela estratégia comercial de conceder períodos de carência maiores. Essa estratégia deve continuar levando a uma desaceleração gradual do crescimento nos próximos trimestres.”

AES Tietê (TIET11, R$ 15,37, +4,91%)

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A AES Tietê registrou lucro líquido de R$ 119 milhões no segundo trimestre de 2020, avanço de 235,7% na comparação com igual período do ano anterior.

O Ebitda ficou em R$ 275,6 milhões, alta de 21,8% no comparativo anual. A receita líquida foi de R$ 475,2 milhões, queda de 2%.

No final de julho, a AES Corp adquiriu uma fatia do BNDESPar na empresa e passou a deter participação de 42,9% na AES Tietê, depois de uma disputa com a Eneva.

Conforme destaca o Morgan Stanley, o Ebitda superou as estimativas, principalmente devido aos resultados melhores do que o esperado na geração hidrelétrica, que foi impactado positivamente pela gestão ativa do Tiete de seu portfólio de energia.

O lucro líquido, que disparou no período, também foi mais forte que a estimativa do banco, principalmente devido aos melhores resultados operacionais, juntamente com os ganhos de câmbio relacionados à reavaliação de um processo referente à transferência de energia de Itaipu.

Ainda no radar da companhia, ela divulgou fato relevante afirmando que adquiriu um complexo de geração eólica da J. Malucelli Energia S.A., localizada no estado do Rio Grande do Norte.

“Temos uma avaliação positiva da transação para a AES Tietê, uma vez que estimamos taxas de retorno reais atrativas para os acionistas da companhia com base nos modelos que elaboramos para o complexo”, aponta Gabriel Francisco, analista da XP Investimentos, que reitera recomendação de compra para a unit da companhia, com preço-alvo de R$ 17 por ativo. “Notamos que nossas estimativas e preço-alvo não levam em consideração a aquisição do Complexo Eólico Ventus”, avaliam.

A operação pelas usinas eólicas no Rio Grande do Norte foi anunciada dias após a AES ter afirmado que pretendia acelerar o crescimento no Brasil. “Essa aquisição vem na hora certa e no lugar certo”, disse à Reuters a diretora vice-presidente e de Relações com Investidores, Clarissa Della Nina Sadock, ao destacar que os ativos ficam próximos da região onde a companhia já tem acordos para desenvolver projetos, o que gerará sinergias.

Braskem (BRKM5, R$ 24,10, +2,99%)

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A Braskem reverteu o lucro líquido de R$ 84 milhões no segundo trimestre do ano passado em um prejuízo de R$ 2,476 bilhões entre abril e junho deste ano. O prejuízo é 32% menor que o registrado no primeiro trimestre deste ano, quando foram registradas perdas de R$ 3,649 bilhões.

A companhia informou que o prejuízo no segundo trimestre ocorreu, principalmente, por conta da provisão adicional de R$ 1,6 bilhão referente ao evento geológico de Alagoas e do impacto da variação cambial no resultado financeiro com a depreciação do real frente ao dólar.

O Ebitda recorrente atingiu R$ 1,655 bilhão no segundo trimestre deste ano, alta de 2% na comparação com o mesmo período do ano passado e 26% maior do que o primeiro trimestre deste ano (R$ 1,313 bilhão), também em função da depreciação do real frente ao dólar.

Em dólar, o Ebitda recorrente da companhia chegou a US$ 310 milhões, 5% superior ao primeiro trimestre de 2020, por conta do menor custo de matéria-prima no Brasil, dado o menor custo do estoque, além de menores despesas com vendas, gerais e administrativas no Brasil e México. Em relação ao mesmo período do ano anterior, o Ebitda recorrente da companhia foi 25% inferior em dólares, em função de menores spreads no mercado internacional e menores volumes devido a covid-19, e 2% superior em reais dada a depreciação do real frente ao dólar.

A receita líquida de vendas da companhia, por sua vez, caiu 16% no segundo trimestre, para R$ 11,188 bilhões ante R$ 13,337 registrado no mesmo período do ano passado. Em relação a janeiro e março deste ano, a queda é menor, de 11%.

Em relatório, o Morgan Stanley afirmou que embora a liquidez não seja uma preocupação para a Braskem no momento, o índice de alavancagem (relação entre dívida líquida e Ebitda) demonstra excesso e deve permanecer em patamar elevado até 2022.

“Os índices de alavancagem estão atingindo um nível desconfortável, com a relação dívida líquida e Ebitda subindo para 8,5 vezes”, alertou, em relatório, o banco americano.

O UBS, por sua vez, apontou que os resultados foram fracos, mas em linha com o esperado pelos analistas do banco suíço, que possui recomendação neutra para os papéis, com preço-alvo de R$ 28.

Em teleconferência, a companhia destacou que a alta das exportações de resinas a partir do Brasil compensou parte da queda na demanda doméstica, provocada pela crise da pandemia, ao longo do segundo trimestre. As vendas no mercado brasileiro caíram 19% na base trimestral e 15% na comparação anual, para 719 mil toneladas.

Para 2020, a expectativa é de uma queda de 6% na demanda brasileira de resinas termoplásticas, influenciada pela pandemia.

Enauta (ENAT3, R$ 11,21, -0,18%)

O lucro líquido da Enauta atingiu R$ 127,8 milhões no segundo trimestre do ano, número mais de 6 vezes (ou 526,2%) superior ao registrado em igual período de 2019.

Já a receita líquida da empresa ficou em R$ 243,8 milhões, com crescimento de 32,6% no comparativo atual. O Ebitdax (Ebitda que considera a exploração de poços secos chegou a R$ 310,4 milhões, um crescimento de 215,6%

Os analistas do Itaú BBA consideraram o resultado neutro, apontando que o Ebitdax ficou abaixo da expectativa, “em grande parte devido a um desconto acima do esperado no petróleo do campo de Atlanta”. Afirmaram ainda que os investidores devem se concentrar nas discussões sobre a implementação do Sistema de Desenvolvimento Integral em Atlanta, onde a companhia irá furar o quarto poço.

Por outro lado, o Morgan Stanley ressaltou que o Ebitdax ajustado ficou acima da expectativa dos analistas do banco em 15%, principalmente devido a uma trajetória de custo melhor que a esperada durante o trimestre.

Os analistas ressaltam, por outro lado, que os melhores resultados operacionais foram compensados ​​por uma receita financeira menor que a esperada, além de uma taxa tributária efetiva mais alta, resultando em um lucro por ação ajustado ligeiramente abaixo da estimativa, avaliam os analistas que, contudo, destacam o resultado como sólido, possuindo recomendação overweight (exposição acima da média do mercado).

“A situação no mercado de petróleo permanece complicada, mas as ações ENAT3 tiveram um desempenho abaixo do barril brent e dos pares recentemente. Com isso, vemos um ponto de entrada atrativo para o case (…) Vemos potencial para outro pagamento de dividendos especiais, que não seriam alavancados pelos preços das commodities, mas pela sólida posição de caixa da companhia, juntamente com o pagamento da última parcela da venda do campo de Bacalhau”, avaliam.

BR Properties (BRPR3, R$ 9,95, +6,08%)

A BR Properties registrou um lucro líquido de R$ 19,9 milhões, uma queda de 65% na comparação com igual período do ano passado.

Entre abril e junho, a receita líquida da companhia foi de R$ 75,5 milhões, queda de 23% no comparativo anual. As despesas gerais e administrativas ajustadas, que excluem despesas por vacância, totalizaram R$ 14,7 milhões, leve alta de 2%. Copm isso, o Ebitda ajustada foi de R$ 52,1 milhões, queda de 27%.

Para os analistas do Itaú BBA, a atividade de arrendamento mercantil se mostrou resiliente para a empresa. “Embora tenhamos a previsão de um impacto limitado nos ganhos de curto prazo devido à Covid-19, vamos manter a recomendação neutra devido ao cenário pouco claro para os spreads de arrendamento mercantil”, avaliaram.

O Credit Suisse também decidiu manter a recomendação de neutro para as ações da BR Properties pela ausência de fatores que possam impulsionar maiores ganhos. “Nesse sentido, esperamos que a empresa continue a reportar bem, mas com desempenho à margem.”

Tegma (TGMA3, R$ 27,24, +0,44%)

A Tegma registrou um prejuízo líquido de R$ 4,36 milhões no segundo trimestre do ano, ante um lucro líquido de R$ 32,5 milhões em igual período do ano passado.

A receita líquida atingiu R$ 131,1 milhões, um recuo de 61% no comparativo anual e abaixo do esperado por analistas.

O Ebitda ajustado ficou negativo em R$ 4,7 milhões, ante positivo de R$ 17,2 milhões entre abril e junho de 2019. A margem Ebitda, que era positiva em 15,4% no ano passado, ficou negativa em 3,6%.

Conforme aponta o Itaú BBA, os resultados foram neutros, avaliando que, como esperado, o declínio substancial dos volumes transportados no trimestre prejudicou o desempenho da divisão Automotiva, enquanto a divisão de Logística Integrada, mais resiliente (mas menos representativa), superou as projeções dos analistas. No geral, os números consolidados não ofereceram surpresas relevantes, apontam.

Os analistas do banco seguem com recomendação outperform para os ativos, com preço-alvo de R$ 30 por ação. “Apesar do impacto previsto no desempenho da divisão automotiva em 2020, as eficientes operações da Tegma anteriores à pandemia aumentam nossa confiança na recuperação dos negócios. A base baixa de comparação trará um próximo ano de crescimento sólido e uma maior variação de capital de giro”, avaliam.

Eles preveem uma melhora operacional contínua e necessidades de baixo investimento da Tegma que devem impulsionar uma geração significativa de caixa a partir de 2022, contribuindo para uma posição financeira ainda mais saudável e ajudando a sustentar rendimentos atraentes de dividendos. “No entanto, monitoramos os desenvolvimentos nas investigações relacionadas à busca e apreensão ocorridas em outubro de 2019 (Operação do Pacto)”, ponderam (veja mais sobre a operação clicando aqui).

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Braskem tem prejuízo de R$ 2,5 bi, SulAmérica tem lucro 91% maior e mais balanços; Magalu e Minerva fazem aquisições e outros destaques

Dentro da temporada de balanços, os destaques são os resultados do Banco do Brasil e da Braskem. O banco público viu seu lucro ajustado cair 25,3%. Assim como nos pares privados, o recuo foi motivado pelas maiores provisões para lidar com eventual aumento do calote. Na Braskem, a variação cambial contribuiu para o prejuízo bilionário de R$ 2,5 bilhões.

Ainda sobre as empresas que divulgaram seus resultados, estão a AES Tietê e a SulAmérica.

Tenda, Multiplan, Notre Dame Intermédica, Burger King Brasil, Ouro Fino e Valid divulgam o balanço após o fechamento dos mercados.

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Já o Magazine Luiza anunciou a compra do Canaltech e da plataforma Inloco Media, o que leva a empresa para o segmento de publicidade online.

E a Minerva, por meio da Athena Food, comprou uma planta de abate de bovinos na Colômbia por US$ 26 milhões.

Banco do Brasil (BBAS3)

O Banco do Brasil registrou lucro líquido ajustado de R$ 3,31 bilhões no segundo trimestre de 2020, queda de 25,3% na comparação com igual período do ano passado, informou a companhia nesta quinta-feira (6).

Já o lucro líquido contábil totalizou R$ 3,2 bilhões no 2º trimestre, 23,7% menor em relação ao mesmo período do ano passado (R$ 4,2 bilhões).

Além do efeito do coronavírus, o lucro do Banco do Brasil foi impactado por uma baixa contábil – impairment – no valor de R$ 1,3 bilhão em decorrência de operações realizadas com grandes empresas que já eram classificadas como ativos problemáticos, segundo o BB. Veja mais clicando aqui.

A instituição também vai investir R$ 200 milhões em fintechs, segundo reportagem do jornal “O Estado de São Paulo”.

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A petroquímica Braskem registrou prejuízo de R$ 2,5 bilhões no segundo trimestre, ante lucro de R$ 57 milhões em igual período do ano passado. A queda nas receitas devido à crise da Covid-19, despesas ligadas a um dano geológico em Alagoas e pressão financeira devido à alta do dólar estão entre os fatores que justificam a queda.

Em relatório, o Morgan Stanley afirmou que embora a liquidez não seja uma preocupação para a Braskem no momento, o índice de alavancagem (relação entre dívida líquida e Ebitda) demonstra excesso e deve permanecer em patamar elevado até 2022. “Os índices de alavancagem estão atingindo um nível desconfortável, com a relação dívida líquida e Ebitda subindo para 8,5 vezes”, alertou, em relatório, o banco americano.

SulAmérica (SULA11)

A seguradora SulAmérica registrou um lucro líquido de R$ 498,3 milhões no segundo trimestre do ano, um crescimento de 91% na comparação com igual período de 2019.

As receitas operacionais de seguros apresentaram alta de 5,7%, para R$ 4,587 bilhões. Veja mais clicando aqui. 

AES Tietê (TIET11)

A AES Tietê registrou lucro líquido de R$ 119 milhões no segundo trimestre de 2020, avanço de 235,7% na comparação com igual período do ano anterior.

O Ebitda ficou em R$ 275,6 milhões, alta de 21,8% no comparativo anual. A receita líquida foi de R$ 475,2 milhões, queda de 2%.

No final de julho, a AES Corp adquiriu uma fatia do BNDESPar na empresa e passou a deter participação de 42,9% na AES Tietê, depois de uma disputa com a Eneva.

Ainda no radar da companhia, ela divulgou fato relevante afirmando que adquiriu um complexo de geração eólica da J. Malucelli Energia S.A., localizada no estado do Rio Grande do Norte.

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“Temos uma avaliação positiva da transação para a AES Tietê, uma vez que estimamos taxas de retorno reais atrativas para os acionistas da companhia com base nos modelos que elaboramos para o complexo”, aponta Gabriel Francisco, analista da XP Investimentos, que reitera recomendação de compra para a unit da companhia, com preço-alvo de R$ 17 por ativo. “Notamos que nossas estimativas e preço-alvo não levam em consideração a aquisição do Complexo Eólico Ventus”, avaliam.

O lucro líquido da Enauta atingiu R$ 127,8 milhões no segundo trimestre do ano, número mais de 6 vezes (ou 526,2%) superior ao registrado em igual período de 2019.

Já a receita líquida da empresa ficou em R$ 243,8 milhões, com crescimento de 32,6% no comparativo atual. O Ebitdax (Ebitda que considera a exploração de poços secos chegou a R$ 310,4 milhões, um crescimento de 215,6%

Os analistas do Itaú BBA consideraram o resultado neutro, apontando que o Ebitdax ficou abaixo da expectativa, “em grande parte devido a um desconto acima do esperado no petróleo do campo de Atlanta”. Afirmaram ainda que os investidores devem se concentrar nas discussões sobre a implementação do Sistema de Desenvolvimento Integral em Atlanta, onde a companhia irá furar o quarto poço.

A Totvs apresentou um lucro líquido de R$ 58,3 milhões no segundo trimestre de 2020, uma leve alta de 1,4% na comparação com igual período do ano passado.

Entre abril e junho, a receita líquida totalizou R$ 627,4 milhões, alta de 11,2%. Já o Ebitda ficou em R$ 137,3 milhões, alta de 18,1% no comparativo anual. A margem Ebitda passou de 20,6% no segundo trimestre de 2019 para R$ 21,9% no segundo trimestre de 2020.

O Credit Suisse viu os resultados como positivos, destacando o crescimento das receitas com software, que avançaram 7% nco comparativo anual. “O Ebitda ficou acima da nossa estimativa, apesar das provisões muito mais altas para devedores duvidosos, devido às boas vendas e às despesas de vendas e marketing muito menores que o esperado.”

O Bradesco BBI espera que o crescimento da receita recorrente volte para a casa dos dois dígitos. “Reforçamos a Totvs como nossa Top Pick na América Latina com classificação “outperform” e preço-alvo de R$ 22,00″, afirmaram.

BR Properties (BRPR3)

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A BR Properties registrou um lucro líquido de R$ 19,9 milhões, uma queda de 65% na comparação com igual período do ano passado.
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Entre abril e junho, a receita líquida da companhia foi de R$ 75,5 milhões, queda de 23% no comparativo anual. As despesas gerais e administrativas ajustadas, que excluem despesas por vacância, totalizaram R$ 14,7 milhões, leve alta de 2%. Copm isso, o Ebitda ajustada foi de R$ 52,1 milhões, queda de 27%.

Para os analistas do Itaú BBA, a atividade de arrendamento mercantil se mostrou resiliente para a empresa. “Embora prevamos um impacto limitado nos ganhos de curto prazo devido à Covid-19, vamos manter a recomendação neutra devido ao cenário pouco claro para os spreads de arrendamento mercantil”, avaliaram.

O Credit Suisse também decidiu manter a recomendação de neutro para as ações da BR Properties pela ausência de fatores que possam impulsionar maiores ganhos. “Nesse sentido, esperamos que a empresa continue a reportar bem, mas com desempenho à margem.”

A Tegma registrou um prejuízo líquido de R$ 4,36 milhões no segundo trimestre do ano, ante um lucro líquido de R$ 32,5 milhões em igual período do ano passado.

A receita líquida atingiu R$ 131,1 milhões, um recuo de 61% no comparativo anual e abaixo do esperado por analistas.

O Ebitda ajustado ficou negativo em R$ 4,7 milhões, ante positivo de R$ 17,2 milhões entre abril e junho de 2019. A margem Ebitda, que era positiva em 15,4% no ano passado, ficou negativa em 3,6%.

Magazine Luiza (MGLU3)

O Magazine Luiza informou as compras da Unilogic Media Group e do Canal Geek, que operam o portal Canaltech, e da plataforma Inloco Media, o que leva a empresa para o segmento de publicidade online. A companhia não informou o valor das duas aquisições.

Segundo a varejista, será possível combinar geração de conteúdo e audiência com a plataforma para comercialização de mídia digital.

O Canaltech aborda, entre outros assuntos, lançamentos de produtos e atinge mensalmente 24 milhões de visitantes únicos, além de 2,5 milhões de inscritos no YouTube. O Magazine Luiza espera, por meio do MagaluAds, ampliar a divulgação dos produtos à venda na plataforma da varejista.

Já a Inloco Media faz comercialização de publicidade digital.

O Credit Suisse considerou a aquisição das duas empresas como estratégica. “Os negócios de publicidade ainda são incipientes para o comércio eletrônico do Brazil, mas são uma peça importante para o ecossistema. Mais fusões e aquisições por vir”, avaliaram os analistas.

O frigorífico Minerva informou que sua subsidiária Athena Food comprou a aquisição de uma planta de abate na Colômbia por US$ 26 milhões.

A unidade, pertencente ao Frigorifico Vijagual, está localizada na cidade de Bucaramanga. O valor do desembolso envolve US$ 14 milhões por ativos, US$ 7 milhões a título de capital de giro e US$ 5 milhões para modernização das instalações.

A planta de processamento de bovinos tem capacidade para abate e desossa de 700 cabeças ao dia e deverá dobrar o volume das operações na Colômbia no ano de 2021. A expectativa é que a Athena Foods comece a operar a planta em 1º de setembro.

Segundo informações do Valor, insatisfeitos com a proposta da Oi de alteração Do plano de recuperação judicial aprovado em 2017, Itaú Unibanco, Santander, Banco do Brasil e China Development Bank (CDB) protocolaram na Justiça objeções contra o aditamento que será submetido entre o fim de agosto e o início de setembro ao crivo de uma assembleia de credores. Entre outros pontos, as instituições financeiras questionam a previsão de que aproximadamente R$ 2,5 bilhões provenientes da futura venda de ativos da companhia sejam usados para quitar dívidas da Oi Móvel junto à Telemar.

Segundo Guilherme Marcondes Machado, especialista no tema, a viabilidade da recuperação judicial da Oi estaria ameaçada caso houvesse uma decisão da Justiça favorável a esses credores, destaca o jornal. Isso porque o aditamento prevê a venda de ativos como forma de pagar credores e financiar a expansão da rede de fibra óptica da Oi. No aditamento, a Oi prevê um desconto de 60% sobre o valor de face da dívida com bancos e agências de crédito à exportação.

O Bradesco BBI, antes de dar sua opinião sobre o tema, ressalta que a notícia contém algumas imprecisões,  como a inclusão do Santander entre os bancos contra o plano de recuperação da Oi ao invés da Caixa. “Como esse é um processo complexo, com muitas partes, precisamos ser cautelosos com a interpretação das notícias”, avaliam.

De qualquer modo, os analistas apontam que esse movimento pode ser interpretado como uma tentativa de pressionar a Oi para evitar o haircut relacionado aos bancos.

“É importante lembrar que o resultado do processo de mediação com os Bancos (Itaú, Caixa e Banco do Brasil) deve sair hoje, o que reforça nossa visão de pressão por parte dos bancos. Outro tópico importante é que, se por algum motivo o aditamento não for aprovado, não será possível a venda de ativos que impactariam a capacidade financeira da Oi de quitar dívidas, inclusive as relacionadas aos bancos. Nosso caso-base permanece de aprovação até o final de agosto, mesmo em um cenário de bancos contrários, uma vez que os detentores de títulos têm poder de voto de cerca de R$ 29 bilhões versus R$ 9 bilhões para os bancos”, avaliam.

O Bradesco BBI elevou a recomendação para as ações da BRF para outperform (desempenho acima da média do mercado), com o preço-alvo sendo elevado de R$ 25 para R$ 28, o que configura um potencial de valorização de 36% em relação ao fechamento da véspera.

Segundo os analistas do banco, enquanto os resultados do segundo trimestre do setor estão superando as estimativas até o momento, eles avaliam que o mercado está subestimando os ganhos de receita para o negócio de alimentos processados ​​da BRF (45% das vendas) e as mudanças no comportamento do consumidor em meio à pandemia de coronavírus.

Os analistas elevaram a sua previsão para o Ebitda de 2020-2021 em 7% e esperam ver um momentum melhor de lucro no segundo semestre, com alta de 20% do Ebitda na comparação anual.

“As ações da BRF têm registrado um desempenho abaixo aos nomes de proteínas brasileiros em 30 pontos percentuais e 22 pontos percentuais abaixo do Ibovespa desde o início do COVID-19, devido a problemas de liquidez, preocupações com excesso de oferta de frango e o impacto negativo de reduções forçadas na capacidade devido à pandemia. No entanto, o Ebitda deve atingir o ‘fundo do poço’ no segundo trimestre (também impactado negativamente pelos hedges) e, com base nos resultados do segundo trimestre das empresas de alimentos industrializados, acreditamos que o mercado esteja excessivamente conservador no negócio de alimentos processados ​​da BRF (cujas principais marcas são Sadia, Perdigão e Qualy), devido a mudanças no comportamento do consumidor”, avaliam os analistas.

A companhia aérea Azul afirmou que espera operar 407 decolagens diárias nos dias de maior demanda em setembro. O número representa cerca de 55% do ritmo das operações domésticas de um ano antes e 45% da capacidade total.

A companhia vem retomando gradualmente suas operações desde abril, quando as medidas de isolamento social tomadas para tentar conter a pandemia do coronavírus paralisaram quase totalmente as viagens aéreas no país.

Ainda no radar do setor, o presidente da República, Jair Bolsonaro, sancionou, com três vetos, a conversão em lei da medida provisória de socorro ao setor aéreo. Apesar de ter vetado a possibilidade de saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para aeronautas e aeroviários, Bolsonaro manteve no texto a previsão de uso do Fundo Nacional de Aviação Civil (Fnac) para empréstimos ao setor e o fim do adicional de US$ 18 cobrados na Tarifa de Embarque Internacional a partir do ano que vem. A nova lei está publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira.

Positivas para o setor e inseridas na MP pelo Congresso, as duas iniciativas mantidas na lei não tinham destino certo durante as discussões sobre a sanção da medida, pois precisavam passar pelo crivo da equipe econômica. Veja mais clicando aqui. 

Bancos

Para a tarde desta quinta-feira, o Senado convocou sessão para votar um dos projetos que vêm impactando as ações do setor financeiro desde o início da pandemia do novo coronavírus. O projeto em questão é de número 1166, de 2020, do senador Álvaro Dias (PODE-PR), que limita taxas de juros do cheque especial e do cartão de crédito durante a pandemia. A proposta é o primeiro item da pauta.

O projeto limita a cobrança de juros no cheque especial e no cartão de crédito em 30% ao ano. A proposta valerá para dívidas contraídas entre março e dezembro de 2020. O governo do presidente Jair Bolsonaro tentará barrar a aprovação. Se passar, ainda dependerá de aval da Câmara e de sanção. Confira o que esperar clicando aqui. 

(Com Agência Estado e Bloomberg)

SulAmérica tem lucro líquido de R$ 498,3 milhões no 2º trimestre, alta de 91%

A seguradora SulAmérica (SULA11) registrou lucro líquido de R$ 498,3 milhões no segundo trimestre de 2020, um avanço de 91% em relação aos R$ 260,8 milhões do mesmo período do ano passado. Em relação ao primeiro trimestre, o lucro foi mais de seis vezes maior.

No semestre, o lucro foi de R$ 578,1 milhões, alta de 19,4%. Em comentários que acompanham o balanço, a administração ressalta a venda do segmento de seguros de automóveis e massificados para a Allianz.

O total de receitas operacionais da SulAmérica no trimestre chegou a R$ 4,793 bilhões, aumento anual de 5%, e queda de 2,7% em relação ao primeiro trimestre. As receitas de seguros ficou em R$ 4,587 bilhões entre abril e junho, avanço de 5,7% na comparação com o mesmo período de 2019, e queda de 1,4% em relação aos três primeiros meses de 2020.

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Nos números da companhia, chama a atenção a queda do índice de sinistralidade, de 80,8% para 69,1% em um ano. No primeiro trimestre, este índice estava em 81,6%.

Segundo a SulAmérica, no caso de saúde, que responde pela maior parte dos prêmios, a redução está relacionada ao adiamento de procedimentos eletivos e queda na frequência de procedimentos de urgência, por conta da pandemia de covid-19.

Assim, houve uma melhor sensível também no Índice Combinado da seguradora, passando de 98,6% para 89,1% em 12 meses. Ao final de março, o indicador estava em 99,4%. Neste caso, o índice abaixo de 100% mostra que a companhia teve lucro operacional, e quanto menor o indicador, melhor o resultado.

O Índice Combinado Ampliado fechou o segundo trimestre em 87,6%, ante 96% do ano passado, e 99,2% do primeiro trimestre.

A SulAmérica registrou um aumento de 7,5% no número de segurados de saúde em 12 meses, para 3,849 milhões. Em relação ao final de março, no entanto, houve recuo de 2,2%. No caso do seguro de vida, houve queda de 2,1% em 12 meses, e de 0,6% em três meses.

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Justiça interdita minas da Vale em Itabira e minério supera US$ 100, Petrobras bate recorde de exportação de óleo combustível e mais notícias

A notícia em destaque no radar corporativo no início de semana é a suspensão das operações do complexo de mineração de Itabira (MG) da Vale, atendendo a determinação da Justiça do Trabalho. O local tem uma produção mensal de 2,7 milhões de toneladas de minério de ferro. Com isso, o minério de ferro ultrapassa US$ 100 a tonelada.

A Vale informou que, apesar da suspensão, não é necessária revisar a projeção de produção de minério para o ano. Isso porque a empresa já tinha feito uma provisão relacionada à pandemia do coronavírus de 15 milhões de toneladas. Ainda assim, pode ocorrer um “desabastecimento temporário de pelotas para o mercado interno”, o que atingiria as siderúrgica do complexo de Tubarão (SC). Com essa notícia,

Enquanto isso, a Petrobras anunciou que as exportações de óleo combustível subiram 231% em maio.

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Já a SulAmérica divulgou acordo para a compra da operadora de planos de saúde Paraná Clínicas por 385 milhões e a BK Brasil, que opera o Burger King no Brasil, garantiu um empréstimo de R$ 150 milhões com o Bradesco.

A Linx e a Vulcabrás anunciam o balanço após o fechamento dos mercados. Confira os destaques:

A Justiça do Trabalho determinou a suspensão das operações do complexo de mineração de Itabira (MG) da Vale, que tem uma produção mensal de 2,7 milhões de toneladas de minério de ferro.

A medida contribui para a elevação do preço do minério de ferro no exterior e deve contribuir para o desempenho das ações da mineradora.

A Vale informou que, apesar da suspensão, não é necessária revisar a projeção de produção de minério para o ano. Isso porque a empresa já tinha feito uma provisão relacionada à pandemia do coronavírus de 15 milhões de toneladas.

Ainda assim, pode ocorrer um “desabastecimento temporário de pelotas para o mercado interno”, o que atingiria as siderúrgicas do complexo de Tubarão (SC).

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Para os analistas do Morgan Stanley, a Vale tem condições de retomar a operação do complexo ainda no curto prazo, precisando apenas adotar as medidas sanitárias definidas pelas autoridades trabalhistas, que tem o avanço da Covid.

“Além disso, o fato de a taxa de mortalidade em Itabira ser muito baixa (apenas uma vítima relatada até o momento), acreditamos que a posição da Vale no caso permanece sólida”, explicaram em relatório. Veja mais clicando aqui.

Já o Credit Suisse acredita que o avanço do preço do minério de ferro pode compensar a suspensão da produção em Itabira.

Nas contas dos analistas, cada dólar a mais no preço da tonelada tem um potencial de incrementar o Ebitda em US$ 300 milhões no (tendo como base a projeção de embarques de minério de ferro da Vale). Já as perdas pelo fechamento do complexo de Itabira devem chegar a no máximo US$ 160 milhões.

“No final das contas, o impacto deve ser positivo no balanço da Vale. Acreditamos ainda que o complexo não deve ficar fechado até o final do ano”, avaliaram.

Ainda em destaque, a Polaris Shipping, proprietária do navio Stellar Banner, que encalhou na costa do Maranhão há três meses durante transporte de minério de ferro da Vale para a China, decidiu afundar a unidade após relatórios de inspeções estruturais realizadas por representantes da sociedade classificadora do navio.

Segundo a Marinha, o afundamento deverá ser feito em águas profundas, a 150 quilômetros da costa maranhense e o navio já está sendo preparado para evitar danos ao meio ambiente. Estão sendo retirados resíduos oleosos, bem como objetos flutuantes ou de contaminantes a bordo. Veja mais aqui.

A Petrobras bateu novo recorde na exportação de óleos combustível. A empresa exportou 1,11 milhão de toneladas de óleo combustível em maio, superando em 10% o recorde anterior, atingido em fevereiro deste ano. A informação foi divulgada em nota na sexta-feira (5).

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Segundo a companhia, a quantidade exportada de óleo combustível foi 231% superior ao volume exportado em maio do ano passado.

“É importante destacar que, em 01/01/2020, entrou em vigor a nova especificação mundial dos combustíveis marítimos (IMO 2020), que reduziu de 3,5% para 0,5% o limite de teor de enxofre no óleo combustível, o que tem gerado uma oportunidade única para a Petrobras, que produz petróleo e óleo combustível com baixo teor de enxofre”, explicou a estatal.

De acordo com a companhia, o recorde das exportações ocorre em um período desafiador da economia mundial com redução da demanda global por petróleo e derivados ocasionada pela pandemia da covid-19.

A estratégia de diversificação dos destinos das exportações de óleo combustível, segundo a Petrobras, tem se mostrado eficaz na captura de maior participação no mercado externo.

“O recorde alcançado reflete o resultado das ações tomadas durante a crise para retornar a produção da área de Exploração e Produção e readequar as cargas de refino focando nos produtos que maximizam a margem da companhia sem pressionar os estoques”, concluiu a nota.

Ainda em destaque, está o resultado da reunião da Opep+ no último fim de semana. Os analistas do Credit Suisse destacaram o cronograma dos cortes. Além da extensão da suspensão da produção de 9,6 milhões de barris ao dia até julho, o corte cairá para 7,7 milhões até o final do ano e, depois, 5,7 milhões de barris na produção diária até abril de 2022.

Nesse acordo, Iraque, Nigéria, Angola e Cazaquistão garantiram que compensariam um eventual excesso de produção em maio e junho com restrições acionais em julho e setembro.

Reforçaram, ainda, que “o comitê de monitoramento vai se reunir em 18 de junho e poderá recomendar a extensão da cota de corte de produção até agosto”.

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O juiz do trabalho Marcelo Silva Porto, da 6ª Vara de Caxias do Sul, determinou na sexta à noite a interdição do frigorífico da JBS no município de Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul.

O abatedouro de suínos ficará interditado por 14 dias.

SulAmérica (SULA11)

A SulAmérica divulgou acordo para a compra da operadora de planos de saúde Paraná Clínicas. O acordo foi fechado com a Rede D’Or no valor de R$ 385 milhões.

Com a aquisição, a SulAmérica passa a ter um negócio com rede própria, uma vez que a operadora de planos de saúde comprada é dona de centros clínicos e um hospital dia, além de uma carteira com 90 mil usuários e uma receita de cerca de R$ 200 milhões, segundo informou o jornal “Valor Econômico”.

Na avaliação dos analistas do Bradesco BBI, a aquisição é importante porque a aquisição permite à SulAmérica ampliar sua atuação em um segmento de menor ticket médio, o mesmo da Hapvida e Grupo NotreDame Intermética.

“O acordo está dando um passo em direção à criação de um ambiente perfeito para a SulAmérica testar seu sistema de verticalização virtual, que é principalmente com base na estrutura “Cuidado Coordenado”, centrada na atenção primária, reduzindo o uso excessivo do plano e mantendo as reivindicações contidas”, avaliaram os analistas.

Burger King (BKBR3)

A BK Brasil, que opera os restaurantes da rede Burger King no Brasil, anunciou a contratação de um empréstimo de R$ 150 milhões com o Bradesco.

O prazo da operação, que ocorreu por meio da emissão de uma cédula de crédito bancário, será de três anos, com o principal sendo pago semestralmente após um período de 18 meses.

A taxa de juros da operação é de CDI mais 3,75% ao ano.

CPFL (CPFE3) e CPFL Renováveis (CPRE3)

A CPFL Energia informou que pagará R$ 18,24 por ação na oferta pública de aquisição (OPA) da CPFL Renováveis. O valor está acima dos R$ 16,85 esperados.

O valor será pago na liquidação da oferta e a OPA está prevista para ocorrer na próxima quarta-feira. Com isso, a CPFL Renováveis irá sair do Novo Mercado da B3.

Saneamento

O avanço da covid-19 no Brasil criou um ambiente favorável para a votação pelo Senado do projeto que cria o novo marco de saneamento do Brasil, que abre espaço para a iniciativa privada atuar com mais força na exploração do setor e institui o regime de licitações aos municípios para a escolha das empresas que prestarão serviços de abastecimento de água, coleta e tratamento de esgoto.

A expectativa é de que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), feche um acordo para votação a partir da segunda quinzena de junho, ainda com o funcionamento do plenário virtual que foi instalada durante a pandemia.

A avaliação é que o projeto está maduro e que é o momento para a sua aprovação, principalmente depois que a covid-19 mostrou a dificuldade da população de baixa renda de enfrentar a doença sem condições básicas de acesso à água potável e saneamento. No Brasil, 100 milhões não têm coleta de esgoto e 35 milhões não têm acesso à rede água.

Iguatemi (IGTA3)

Os shoppings Iguatemi Campinas e Galleria serão reabertos a partir desta segunda-feira, 8, com horário reduzido. A Iguatemi informa que a decisão atende decretos municipal e estadual. O horário é das 16h às 20h de segunda a Domingo. “Esta retomada será conduzida com o máximo de cuidado e responsabilidade, visando o bem-estar de todos”, diz a empresa em comunicado.

Para tanto, a companhia adotou medidas de proteção e segurança, como o reforço das rotinas de limpeza, álcool em gel à disposição dos consumidores, áreas de alimentação “intensamente higienizadas” e com distanciamento mínimo de 2 metros entre as mesas.

Com estes, são onze unidades em operação, com as demais autorizadas a funcionar apenas as atividades essenciais e operações de delivery. Além disso, a administradora oferece drive-thru em grande parte de seus empreendimentos e a compra online, pelo Iguatemi 365 no Estado de São Paulo.

Grendene (GRND3)

A Grendene anunciou nesta segunda-feira que as operações em sua fábrica de Sobral (CE) permanecem suspensas até 14 de junho, atendendo ao decreto da prefeitura.

A continuidade da suspensão faz parte das medidas para conter o avanço do novo coronavírus. Na retomada, a partir do dia 15 de junho, está prevista a redução da jornada e salário em 70%.

A concessionária de rodovias CCR divulgou o resultado parcial de suas operações entre os dias 29 de maio e 4 de junho e no acumulado do ano. o tráfego de veículos ainda mostra recuo, sendo mais intenso no segmento de automóveis de passeio.

No período, a queda foi de 9,5% entre os dias 29 de maio e 4 de junho em relação a igual período de 2019. Essa queda foi de 31,1% no segmento de veículos de passeio enquanto o segmento dos comerciais registrou uma elevação de 8,6% entre os comerciais. Já no acumulado do ano, a queda é de 6,3% no agregado.

Por concessão, o maior recuo entre os dias 29 de maio e 4 de junho foi registrado na Via Oeste, com queda de 20,6%. No ano, o recuo é de 13,9%.

Na Nova Dutra, a queda é de 20,4% na semana avaliada e de 13,2% em 2020.

Para os analistas do Bradesco BBI, os números do tráfego nas rodovias da CCR já refletem as medidas de relaxamento do isolamento social. “Esperamos que a tendência positiva seja mantida nas próximas semanas”, afirmaram, em relatório.

BR Distribuidora (BRDT3)

A BR Distribuidora anunciou nesta segunda-feira que vendeu a totalidade de sua participação na CDGN Logística. o MDC I Fundo de Investimentos pagou R$ 25,793 milhões pela participação.

Desse total, R$ 3,869 milhões foram pagos à vista o restante dividido em seis parcelas iguais, com a primeira vencendo em 5 de agosto e correção monetária.

A CDGN Logística atua no mercado de gás natural comprimido (GNC) e atende clientes dos segmentos industrial e de distribuição de gás em todo o território nacional.

O Morgan Stanley elevou as ações da Smiles para “overweight”, ou seja, os papéis da empresa de benefícios devem ter um desempenho superior à referência de mercado. O preço-alvo foi fixado em R$ 23,70, o que significaria uma valorização de 40%.

A recomendação da Smiles era de “underweight”. Segundo os analistas da Morgan, a elevação considera a parceria da empresa com a companhia área Gol, que havia feito a proposta de incorporar o programa de fidelidade, mas desistiu em março devido ao início da pandemia do novo coronavírus.

“A Smiles continua a apresentar um risco de governança e outros riscos relacionados ao parceiro aéreo, mas achamos que este preço é razoável e que existe um sólido argumento para as ações hoje baseado em ‘valuation’”. disseram.

Yduqs (YDUQ3) e Ser Educacional (SEER3)

O UBS elevou para compra a recomendação para as ações da Ser Educacional – antes, estava em neutra. No entanto, o preço-alvo dos papéis foi reduzido de R$ 35 para R$ 27.

Essa revisão da Ser Educacional já incorpora a expectativa de maior provisão para devedores duvidosos, abandono de curso e menor captação de alunos. “Apesar do aumento da incerteza, vemos uma reação desproporcional das ações quando consideramos os fundamentos do setor e também a carteira de novos programas, programas híbridos e a integração da Uninorte”, avaliaram os analistas.

Já os papéis da Yduqs (antiga Estácio Participações) foram mantidos com recomendação de compra, mas o preço-alvo reduzido de R$ 63 para 48.

Os analistas do UBS apostam na abordagem do ensino a distância pela Yduqs. “Apesar da mudança abrupta no cenário, nós mantemos a nossa visão de que a abordagem da empresa em aumentar a eficiência no ensino a distância em meio a uma competição mais agressiva e a exposição resiliente ao segmento de medicina fazem a empresa se destacar.”

Outras recomendações

A Gerdau (GGBR4) teve a recomendação reduzida a underperform (desempenho abaixo da média do mercado) pelo Bank of America, com preço-alvo de R$ 13.

Ainda em destaque, a Alupar foi rebaixada a neutra por JPMorgan, com preço-alvo de R$ 27, enquanto a Neoenergia (NEOE3) foi elevada a overweight pelo banco, com preço-alvo de R$ 21. A Santos Brasil (STBP3), por sua vez, também foi rebaixada a underweight pelo JPMorgan.

(Com Agência Brasil e Agência Estado)

Ações de SulAmérica e GPA desabam, enquanto Enauta dispara após balanços; Petrobras cai forte e Ambev sobe com recomendação

SÃO PAULO – A sessão é de recuperação para o Ibovespa após a queda mais cedo em meio aos sinais dissonantes sobre a abertura da economia nos EUA, além dos dados piores do que o esperado de pedidos de auxilio-desemprego. Com isso, ações como da Vale (VALE3) caem, enquanto os ativos da Petrobras (PETR3;PETR4) têm forte baixa apesar da alta do petróleo com a queda dos estoques nos EUA e a Agência Internacional de Energia prevendo uma queda mais baixa da demanda global. Contudo, vale destacar que os ADRs da Petrobras tiveram a recomendação reduzida pelo BofA. Já a Ambev (ABEV3) e a Porto Seguro (PSSA3) sobem após terem a recomendação elevada, respectivamente, pelo Santander e Credit Suisse.

O noticiário corporativo está bem movimentado, com destaque para a temporada de balanços: SulAmérica (SULA11) e Pão de Açúcar (PCAR3) têm forte queda após balanço, enquanto Via Varejo (VVAR3) tem volatilidade após o bom resultado (vale destacar que a ação conseguiu registrar um bom desempenho desde abril em meio aos sinais de recuperação). Já a Ultrapar (UGPA3) sobe forte depois do balanço e, fora do índice, atenção para a Enauta (ENAT3) com ganhos superiores a 10%.

Enquanto isso, Azul (AZUL4) e Gol (GOLL4) caem com investidores à espera de socorro para as aéreas. No radar das companhias, a Azul divulgou resultado, com um prejuízo líquido de R$ 6,13 bilhões. Ela também negocia para adiar a entrega de 59 aviões da Embraer (EMBR3) avaliados em R$ 24,5 bilhões.

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Os bancos, como Banco do Brasil (BBAS3), Santander Brasil (SANB11), Itaú Unibanco (ITUB4) e Bradesco (BBDC3; BBDC4) chegaram a registrar forte queda, mas amenizaram e viraram para alta. Vale destacar que, nesta quinta-feira, entrou no radar a possível votação pelo Senado o projeto de lei 1.166/2020, que define um limite de 20% ao ano para juros de cartão de crédito e cheque especial para dívidas contraídas entre março deste ano e julho de 2021. “Com a taxa Selic tão baixa, não é razoável manter juros maiores a 600% ao ano”, disse o senador Alvaro Dias (Podemos-PR), autor do projeto. Contudo, a sessão foi cancelada.

De acordo com informações do jornal O Estado de São Paulo, o presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Isaac Sidney, está conversando com os senadores e levando a eles argumentos como a possibilidade de “redução severa” do crédito, caso a medida seja aprovada.

Segundo análise do UBS, a probabilidade de aprovação incerta, mas pode ser muito negativa.
“A magnitude do impacto negativo dos limites máximos no cartão de crédito e no cheque especial é
potencialmente significativa e teria desdobramentos na concorrência e até na disponibilidade de crédito a longo prazo”, avaliam os analistas do banco.

Confira mais destaques:

O Bank of America cortou a recomendação para os ADRs da Petrobras de compra para neutra, com preço-alvo de US$ 7,50 para os papéis, o que configura um potencial de valorização de 23% em relação à cotação da véspera.

Porto Seguro (PSSA3)

Já a Porto Seguro teve a recomendação elevada de venda para neutra pelo Credit Suisse, com o preço-alvo sendo reduzido de R$ 54 para R$ 45.

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Em termos de fundamento, os analistas enxergam um ambiente ainda desafiador para o crescimento do premio de seguro de automóvel, mas a tendência da taxa de perdas deve ser favorável nesse contexto inicial da pandemia. No médio/longo prazo, porém, se o lockdown se prolongar isso pode se traduzir em maior competição de preço. Do lado positivo, os resultados fortes não relacionados a seguros devem persistir. Por fim, os analistas destacam que os principais riscos para o case são a maior concorrência no seguro de automóvel e menor contribuição dos resultados financeiros.

A Ambev teve a recomendação elevada a compra pelo Grupo Santander, com preço-alvo de R$ 17

Ultrapar (UGPA3)

O lucro líquido da Ultrapar caiu 30% no primeiro trimestre de 2020, na comparação com o mesmo período do ano passado, para R$ 169 milhões. No quarto trimestre de 2019, a empresa havia registrado prejuízo de R$ 268 milhões.

Excluindo o efeito não recorrente dos créditos tributários na Oxiteno, em função dos impactos da Covid-19 no resultado do primeiro trimestre de 2020 e do aumento na despesa financeira, o lucro líquido da Ultrapar ficou em R$ 71 milhões — queda de 71% sobre o mesmo período de 2019.

A receita líquida da Ultrapar ficou em R$ 21,387 bilhões no primeiro trimestre, um aumento de 3% sobre o valor visto um ano antes. Na comparação com o trimestre anterior, houve uma queda de 10%, principalmente por causa das receitas menores das marcas Ipiranga e Ultragaz.

Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado da companhia subiu 12% na comparação anual e 143% na comparação trimestral, totalizando R$ 880 milhões. O Ebitda ajustado exclui o efeito não recorrente dos créditos tributários na Oxiteno.

A empresa afirmou que, no primeiro trimestre de 2020, a Ipiranga foi o único negócio com impactos relevantes decorrentes da pandemia de coronavírus. “Em contrapartida, reportamos uma evolução positiva nos resultados da Ultragaz, Oxiteno, Ultracargo e Extrafarma em relação ao primeiro trimestre de 2019”, disse.

“A Extrafarma apresentou aumento no faturamento ao longo de março, principalmente em função de uma antecipação de vendas nos segmentos de medicamentos, efeito relacionado à pandemia, que foi compensado pela redução na movimentação de clientes nas lojas a partir da última semana de março e no número de lojas em funcionamento”, explicou a empresa.

“Em função do lockdown, 7% das lojas da Extrafarma não estão operando, pois estão localizadas principalmente em shoppings centers, e cerca de 85% das lojas estão operando com horário reduzido. Para minimizar o impacto do menor fluxo de clientes em lojas, a Extrafarma vem operando através de parceria com aplicativos, televendas e delivery”, completou.

Gabriel Fonseca, analista da XP Investimentos, destacou que o Ebitda Ajustado e o lucro líquido registrados no período ficaram acima das estimativas e do consenso de mercado.

“Dito isso, acreditamos que seja muito cedo para ficar otimista com as ações, diante dos desafios impostos pela pandemia do COVID-19, especialmente para a distribuidora de combustíveis Ipiranga, a divisão mais importante do grupo. Em nossa opinião, ainda não está claro por quanto tempo as quarentenas em grandes centros urbanos ficarão em vigor (gerando incertezas para os resultados de curto prazo) e quais serão os impactos de médio e longo prazo atrelados a mudanças de hábitos de consumidores (como por exemplo em uma maior migração para um formato de Home Office por várias empresas)”, aponta.

O banco Itaú BBA destacou que os resultados vieram em linha com as projeções, mostrando um resultado acima das estimativas nos Ebitda da Oxiteno e da Ultracargo. “A Oxiteno reportou um Ebitda de R$ 122 milhões, bastante acima da nossa estimativa de R$ 73 milhões. A empresa se beneficiou da expansão da sua fábrica nos Estados Unidos, que compensou a queda nas vendas para a Ásia. O Ebitda da Ultracargo, de R$ 91 milhões, foi outra surpresa positiva, batendo nossa estimativa de R$ 67 milhões. A Ultracargo realizou com sucesso mudanças contratuais”, avaliou o BBA. O banco mantém a recomendação outperform – acima da média de mercado, para a ação UGPA3, com preço-alvo de R$ 18,00, uma alta de 31,1% sobre o preço de ontem na B3.

Via Varejo (VVAR3)

A Via Varejo, dona de marcas como Ponto Frio e Casas Bahia, registrou um lucro líquido de R$ 13 milhões no primeiro trimestre de 2020, revertendo o prejuízo de R$ 50 milhões registrado um ano antes.

Excluindo o impacto negativo da pandemia de Covid-19, que obrigou o fechamento das lojas físicas do grupo, o lucro líquido teria sido de R$ 100 milhões, segundo informou a companhia nesta quarta-feira (13) em seu balanço.

“Começamos a monitorar o risco do coronavírus ainda em janeiro, quando parecia ser somente um risco de abastecimento de suprimentos e peças para nossos fornecedores”, afirmou a Via Varejo. “Desde a semana anterior ao Carnaval, a companhia adotou uma série de medidas visando mitigar os impactos gerados pela Covid-19 em suas operações.”

“Neste momento, é quase impossível prever ou estimar o impacto nos resultados futuros das operações, mas a Via Varejo segue dedicada a estabelecer um contato transparente e próximo, dentro do que a situação permite – por isso adota cada vez mais recursos como lives e transmissões onlines – com as equipes”, completou.

A receita líquida da varejista ficou praticamente estável na comparação anual, subindo 0,1%, para R$ 6,339 bilhões. Segundo a empresa, se não fosse o impacto da Covid-19, a receita líquida teria sido de R$ 6,948 bilhões nos três primeiros meses deste ano.

Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado ficou em R$ 621 milhões no primeiro trimestre de 2020, o que representa uma alta de 21,8% sobre o mesmo período do ano passado. Sem considerar o impacto negativo da Covid-19, a companhia afirmou que seu Ebitda ajustado teria sido de R$ 719 milhões no período.

Com isso, a margem Ebitda (relação percentual entre a receita líquida e a geração operacional de caixa) ajustada ficou em 9,8% nos três primeiros meses deste ano, ante 8,1% no período entre janeiro e março de 2019. Sem a Covid-19, ela teria sido de 10,3%, segundo a Via Varejo.

As vendas em lojas físicas tiveram uma queda de 7,1% na comparação anual, totalizando R$ 5,722 bilhões. Enquanto isso, as vendas online dispararam 48,6%, para R$ 1,704 bilhão. Assim, a receita bruta foi de R$ 7,426 bilhões, alta de 0,9% sobre o primeiro trimestre de 2019 — teria sido de R$ 8,034 bilhões se não fosse a Covid-19, disse a companhia.

“As vendas em ‘mesmas lojas’ do primeiro trimestre de 2020 tiveram variação negativa de 8,0% [na comparação anual], mas no pré-fechamento das lojas o crescimento estava em 4,2%, refletindo a evolução gradual desde a chegada do novo time na liderança”, destacou a Via Varejo.

O Banco Bradesco BBI avaliou como positivo o balanço do 1º trimestre da Via Varejo, controladora da Casas Bahia e Ponto Frio e maior varejista de eletroeletrônicos do país. Segundo o BBI, o resultado mostrou um forte crescimento, com um avanço de 50% no Ebitda ano a ano e 8% acima das estimativas do banco. “A melhora na lucratividade, de 350 pontos-base na margem bruta, e a expansão de 45% do comércio eletrônico são os principais destaques”, comentou o BBI.

“A escala de aceleração das vendas online da Via Varejo continuou em abril e é mais forte que a de outras empresas. A base de comparação da Via varejo é mais fraca e o comércio eletrônico ganhou impulso com o fechamento das lojas físicas em meados de março com a epidemia, mas tudo indica que o braço digital da empresa voltou a ser competitivo”, explica o BBI.

O banco também observou que a empresa encerrou março com 2,1 bilhões no caixa líquido e conseguiu manter, com o comércio eletrônico, 70% do volume de vendas de um mês pré-pandemia, o que mostra que a operação de comércio eletrônico realmente deslanchou e vai incomodar a concorrência. “A Via Varejo tem uma dívida de R$ 1,5 bilhão que vence no 3º trimestre. A empresa pode adiar o pagamento, mas se quiser tem caixa para pagar”, avalia o BBI, que mantém recomendação outperform – acima da média de mercado, com preço-alvo de R$ 9,00 para a ação em 2020, uma queda de -2% sobre o preço de ontem na B3 (R$ 9,14).

Já o Credit Suisse destaca acreditar que as indicações positivas de abril devem chamar mais a atenção do mercado, que pode começar a incluir a Via Varejo na cesta de empresas de e-commerce e estão positivos em relação ao case da companhia pela disposição da empresa em manter intacto seu capex para a transformação digital.

“A companhia tomou iniciativas de gerenciamento de caixa e conseguiu reduzir a queima de caixa no período em R$ 850 milhões. Como resultado dos investimentos anteriores em tecnologia, as indicações para a expansão do e-commerce em abril são surpreendentes, de 260%, o dobro da média do mercado. Isto, junto à reabertura de 226 lojas em abril, fez com que a Via Varejo retornasse a um patamar de 70% das vendas do período pré-pandemia”, avalia o Credit. O banco se diz otimista com os investimentos em comércio eletrônico, o que deve atrair a atenção dos investidores nas empresas on-line para o papel VVAR3.

Já o Itaú BBA também destacou o avanço da lucratividade e a decisão correta de investir mais no comércio eletrônico em meio à epidemia. “Frente a este cenário desafiador, a empresa decidiu acelerar os investimentos na plataforma digital de vendas e os resultados de abril já são encorajadores”, avalia o BBA. O banco lembrou que a empresa adquiriu recentemente a Asaplog, empresa que reforçará sua logística de entrega de mercadorias. O Itaú BBA mantém a recomendação outperform – acima da média de mercado, para o papel VVAR3, com preço-alvo de R$ 13,00 em 2020, uma alta de 42,4% sobre o valor de ontem na B3.

SulAmérica (SULA11)

A Sulamérica viu seu lucro líquido cair 64,3% no primeiro trimestre de 2020, na comparação com o mesmo período do ano passado, para R$ 79,7 milhões. Sobre o trimestre anterior, a queda foi de 82,4%.

“Considerando a importante contribuição do resultado financeiro para os números da companhia, o primeiro trimestre do ano foi severamente impactado pela deterioração dos mercados financeiros em meio às incertezas da pandemia da Covid-19”, disse a empresa em seu balanço.

“Ainda que represente uma parcela pequena do nosso portfólio de ativos próprios, a parcela alocada em renda variável (1,2%), a qual mantivemos estruturalmente preservada, apresentou desvalorização relevante, que, somada à redução da taxa Selic média no período, levou a uma redução de 77,1% no resultado financeiro do trimestre em relação ao mesmo período do ano anterior”, completou.

O resultado financeiro, que foi de R$ 39,3 milhões nos três primeiros meses deste ano, também registrou baixa na comparação com o último quarto de 2019, de 71,4%.

Apesar disso, a companhia observou um aumento de 7,2% nas receitas operacionais de um ano para o outro, chegando aos R$ 5,632 bilhões. Sobre o trimestre anterior, houve redução de 2,1%.

O retorno sobre o patrimônio líquido médio foi de 15,3% nos últimos doze meses, 0,8 ponto percentual abaixo do registrado nos doze meses findos em março de 2019. Em dezembro do ano passado, o percentual era de 17,6%.

Na avaliação de Marcel Campos, analista da XP, os resultados foram fracos, com o lucro 68% abaixo do consenso de R$ 80 milhões e um retorno sob patrimônio líquido de 4,5% no trimestre (versus 17,6% no quarto trimestre). O resultado negativo foi principalmente derivado de: i) menores receitas; ii) maior sinistralidade; e iii) menor resultado de investimento. O lucro antes do imposto foi ainda mais fraco, 77% abaixo do esperado em R$ 87 milhões, uma vez que a alíquota efetiva de imposto no trimestre foi inesperadamente baixa.

“Não obstante, a seguradora decidiu iniciar um programa de recompra de ações que pode atingir 3,55% das ações da SulAmérica que circulavam no mercado no fim de abril. E embora o resultado tenha sido efetivamente negativo e esperamos reação negativa, continuamos acreditando que os prospectos de longo prazo da seguradora sejam positivos. Sendo assim, reiteramos nossa recomendação de compra com preço-alvo de R$ 47,00”, avalia o analista.

“Trimestre decepcionante”, com maior índice de perdas contribuindo para a pressão sobre os resultados, destacaram os analistas do Safra Luis Azevedo e Silvio Doria em relatório.

Pão de Açúcar (PCAR3)

O Grupo Pão de Açúcar teve prejuízo líquido de R$ 109 milhões no primeiro trimestre de 2020, frente ao lucro de R$ 190 milhões registrado um ano antes.

Já o prejuízo líquido dos acionistas controladores foi de R$ 130 milhões, “explicado principalmente por maior depreciação com a consolidação do Grupo Éxito e maior custo da dívida”, segundo a própria companhia.

O GPA registrou, no entanto, um lucro bruto consolidado de R$ 4,1 bilhões no primeiro trimestre deste ano, o que corresponde a um aumento de 48,5% sobre o mesmo período de 2019, com margem bruta de 21,1%.

A empresa disse que isso é reflexo do “excelente desempenho da operação no Brasil e a primeira consolidação da operação do Grupo Éxito.”

A receita líquida consolidada foi de R$ 19,682 bilhões, um crescimento de 54,9% sobre o primeiro trimestre do ano passado. “Houve aumento significativo das vendas em todos os formatos desde o início do período de pandemia, confirmando a assertividade e forte aderência dos modelos frente a necessidade dos clientes”, explicou o grupo.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado consolidado atingiu R$ 1,2 bilhão, alta de 38,3% sobre os três primeiros meses de 2019.

A margem Ebitda (relação percentual entre a receita líquida e a geração operacional de caixa) foi de 6,1% no fim de março, 0,7 ponto percentual abaixo do valor visto um ano antes.

A dívida líquida do grupo passou de R$ 4,079 bilhões no primeiro trimestre de 2019 para R$ 11,207 bilhões nos três primeiros meses deste ano. Já a dívida líquida ajustada pelo saldo de recebíveis não antecipados totalizou R$ 10,8 bilhões, equivalente a 2,5x dívida líquida/Ebitda ajustado.

O aumento da dívida refletiu principalmente a captação de recursos destinados à aquisição do Grupo Éxito, segundo o GPA. “O maior patamar de alavancagem está em linha com o planejado pela companhia, permanecendo em patamar considerado adequado.”

O banco Bradesco BBI avalia que o Grupo Pão de Açúcar (GPA) apresentou resultados mistos no 1º trimestre deste ano, e relativamente negativos na comparação ano a ano. “Os resultados mostram progresso no Brasil, mas o lucro do Éxito na Colômbia foi fraco, e outras despesas financeiras levaram a uma perda líquida de R$ 130 milhões”, comentou o BBI.

Segundo o BBI, o destaque na operação brasileira mais uma vez foi o atacarejo Assai, com crescimento de 23% na receita e 34% no Ebitda. Na operação Multivarejo houve queda no Ebitda, mas o BBI espera “uma estabilização no 2º trimestre, com a volta do crescimento puxado pelas vendas nas mesmas lojas”.

O Bradesco BBI avalia que o ímpeto nas vendas no GPA Brasil é positivo e os resultados devem ser vistos sob esse prisma. Embora o prejuízo tenha desapontado, o banco avalia que o GPA Brasil manterá a expansão no 2º trimestre, já sem os custos da integração das outras operações latino-americanas, lançados no balanço do 1º trimestre. O BBI mantém a recomendação outperform – acima da média de mercado, para a ação PCAR3, com preço-alvo de R$ 86,00 para 2020, uma alta de 19% sobre o fechamento ontem na B3.

SLC Agrícola (SLCE3)

O lucro líquido da SLC Agrícola cresceu 40,4% no primeiro trimestre de 2020 frente ao mesmo período do ano passado, atingindo R$ 156,4 milhões. Segundo a companhia, o principal fator que contribuiu para essa variação foi a variação do valor justo dos ativos biológicos na soja (aumento de R$ 147,7 milhões versus o primeiro trimestre de 2019).

“A variação é explicada pelas premissas que foram utilizadas no cálculo. (…) Após o cálculo da variação do valor justo do ativo biológico da soja da safra 2018/19, houve melhoria nos preços e na produtividade da cultura, fazendo com que a variação do valor justo subestimasse o resultado dessa cultura naquele ano”, explicou a empresa em seu balanço.

O Ebitda ajustado foi de R$ 182,8 milhões, com declínio de 19,9% em relação aos três primeiros meses do ano passado. E, de acordo com a SLC, os principais fatores que contribuíram para essa variação foram o menor volume faturado de soja e a menor margem do algodão faturado no comparativo entre os trimestres.

“A margem inferior no algodão foi oriunda da menor produtividade da cultura na safra 2018/19 versus a safra 2017/18, combinado com aumento de custos por hectare”, disse a empresa.

A receita líquida cresceu 2,2% no primeiro trimestre de 2020 frente o valor visto um ano antes, apesar da queda de 4,5% no volume faturado.

No algodão em pluma, produto que possui maior valor agregado, o volume faturado foi 22,9% superior ao do primeiro trimestre de 2019. Com exceção da soja, todas as culturas obtiveram aumento do preço unitário na comparação anual.

Já a dívida líquida ajustada da companhia encerrou o primeiro trimestre de 2020 em R$ 1,4 bilhão, um aumento de R$ 475 milhões em relação ao valor registrado em dezembro, levando a relação dívida líquida/Ebitda para 1,9x.

Mahle Metal Leve (LEVE3)

O lucro líquido da Mahle Metal Leve despencou 66,4% no primeiro trimestre deste ano, na comparação com igual período de 2019, para R$ 21,5 milhões. Sobre o trimestre anterior, a queda foi de 67,5%.

Com isso, a margem líquida da empresa também reduziu consideravelmente tanto na comparação anual (menos 6,6 pontos percentuais) quanto na trimestral (menos 7,4 pontos percentuais), encerrando março em 3,7%.

A companhia também observou uma queda em sua receita líquida de vendas, de 7,9% sobre o valor registrado um ano antes e de 3,7% sobre o último trimestre de 2019, totalizando R$ 573,8 milhões nos três primeiros meses deste ano.

Enquanto isso, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) recuou 23,9% na comparação anual, para R$ 91,5 milhões. Sobre o último trimestre de 2019, no entanto, houve uma alta de 19,5%.

Assim, a margem Ebitda (relação percentual entre a receita líquida e a geração operacional de caixa) da companhia subiu 3 pontos percentuais na comparação trimestral, para 15,9%. Um ano antes, ela estava em 19,3%.

“No primeiro trimestre de 2020, o cenário global foi marcado pelos desdobramentos iniciais da pandemia causada pela Covid-19 e a companhia está monitorando os possíveis riscos inerentes a esta pandemia que possam vir a afetar suas operações”, afirmou a Metal Leve em seu balanço.

“Acompanharemos a evolução de todo o contexto econômico no Brasil e global, visando adequar às operações de acordo com o volume dos negócios. Quanto aos recebíveis, todas as medidas foram tomadas para mitigação dos riscos de não serem quitados, tais como, renegociações e prorrogações quando as mesmas foram solicitadas”, completou.

O lucro líquido da Enauta  aumentou 50,7% no primeiro trimestre de 2020, na comparação com igual período de 2019, para R$ 76,8 milhões. Sobre o trimestre anterior, houve uma queda de 24,8%.

O mesmo aconteceu com a receita líquida da companhia, que caiu na comparação trimestral (menos 28,2%), mas teve crescimento de 40% sobre o valor registrado um ano antes, totalizando R$ 290,3 milhões.

Já o Ebitdax (lucro antes do Imposto de Renda, contribuição social, resultado financeiro e despesas de amortização, mais despesas de exploração com poços secos ou sub-comerciais) da empresa ficou em R$ 195,1 milhões nos três primeiros meses deste ano, 53,8% maior do que o registrado em igual período de 2019, mas 24,7% abaixo do valor visto no trimestre anterior.

Com isso, a margem Ebitdax (relação percentual entre a receita líquida e o Ebitdax) da empresa encerrou março em 67,2%, o que representa uma alta de 6,0 pontos percentuais sobre o valor visto um ano antes e de 3,1 pontos percentuais sobre o trimestre anterior.

“Prudência é a marca registrada da Enauta e não poderia ser diferente nesse momento de pandemia global da Covid-19, que intensificou os impactos da crise na indústria do petróleo, levando a uma volatilidade intensa e quedas nas cotações da commodity sem precedentes”, disse a empresa em seu balanço.

“As decisões de investimento em exploração e produção de petróleo demandam visão de longo prazo. E, neste momento, a visibilidade sobre a capacidade de retomada do preço do Brent, com maior equilíbrio entre oferta e demanda, está extremamente prejudicada. Seguiremos com nossa postura prudente e técnica em nossas decisões”, completou.

Segundo o Itaú BBA, a Enauta reportou um Ebitda acima da estimativa do banco de R$ 157 milhões, em grande parte devido ao desconto abaixo do esperado no petróleo do campo de Atlanta.

A empresa anunciou o adiamento do processo de preços de afretamento para o Sistema de Desenvolvimento Integral e a revisão do desenho do projeto. A perfuração do quarto poço também foi adiada.

A produção no campo de Manati está encerrada desde fevereiro, quando a Petrobras declarou força maior, mas a Enauta já começou a negociar com a Petrobras para evitar o cancelamento dos pagamentos,

A Movida, terceira maior locadora de veículos do Brasil, reportou um lucro líquido ajustado de R$ 55 milhões no 1º trimestre deste ano, uma expansão de 31% sobre igual período de 2019. O lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortizações (Ebitda) ajustado avançou 55% sobre o 1º trimestre do ano passado para R$ 225 milhões no trimestre encerrado em março deste ano.

A receita líquida da locadora avançou 19,5% para R$ 325 milhões no 1º trimestre de 2020. Os resultados da Movida, todos com expansão de dois dígitos, refletem a melhoria de dois indicadores importantes no mercado de aluguel de carros: o número de carros alugados por dia e a queda no custo médio (depreciação) do automóvel. O número de carros alugados por dia (diárias) avançou 18,5% para 4.420 veículos alugados por dia no 1º trimestre de 2020; já o custo médio mensal de cada carro caiu 11,7% no trimestre, para R$ 540. O número de diárias avançou 29,6% entre os dois trimestres, para 3.145 diárias no 1º trimestre deste ano. As vendas de carros seminovos (na Movida, até dois anos de uso) avançaram 19,4% para R$ 559 milhões, com 14.127 automóveis vendidos no 1º trimestre de 2020 (expansão de 11% em volume).

A Movida encerrou o 1º trimestre com dívida líquida de R$ 2 bilhões, toda denominada em reais. A relação dívida líquida sobre o Ebitda está em 2,4 vezes (2,4x), em leve queda sobre o 1º trimestre de 2019, quando estava em 2,7 vezes. A Movida fechou o mês de abril com caixa líquido de R$ 1,1 bilhão. Até o final do ano, a empresa tem pagamentos de debêntures e financiamentos no valor de pelo menos R$ 406 milhões. Como medidas para mitigar o forte efeito da epidemia da Covid-19 sobre o setor das locadoras, a Movida informou que reduziu muito a compra de carros novos, renegociou contratos com fornecedores e reforçou a liquidez.

O banco Bradesco BBI avalia que a locadora Movida apresentou um resultado trimestral “forte e sólido”, ponderando que a empresa estava se preparando para acelerar sua expansão, quando a epidemia do coronavírus se abateu sobre o Brasil em março e prejudicou os planos. “A Movida teve uma forte melhoria nas vendas da sua unidade Seminovos e também continuou a se beneficiar da sua eficiente gestão de frotas, que elevou em 0,6% a receita mensal por carro alugado. Os resultados do 1º trimestre e preliminares de abril mostram que a empresa está posicionada para crescer com rentabilidade nos próximos trimestres, apesar da Covid-19”, avalia o BBI. O banco reafirma a nota outperform – acima da média de mercado, e preço-alvo de R$ 19,00 para a ação MOVI3 em 2020.

A Locaweb publicou ontem balanço não auditado do 1º trimestre de 2020 e reportou prejuízo de R$ 2,2 milhões no período, revertendo lucro de R$ 1,4 milhão de igual trimestre de 2019. A receita líquida da Locaweb avançou de R$ 84,5 milhões para R$ 104,5 milhões no 1º trimestre deste ano. Em 5 de fevereiro, a Locaweb fez uma oferta pública primária e secundária de ações que levantou R$ 1,3 bilhão. A Locaweb encerrou março com R$ 540 milhões no caixa.

A empresa afirma que durante o 1º trimestre conseguiu manter sua base de aproximadamente 300 mil clientes, a maioria pequenas e médias empresas, que usam diversos softwares e serviços da companhia – entre eles, o mais conhecido é a hospedagem de sites. Segundo a empresa, as contas em atraso (mais de 30 dias) dos clientes, em 31 de março, somavam R$ 1,5 milhão – essa é a principal explicação, no balanço não auditado, para o prejuízo.

A Locaweb afirma que a chegada da epidemia do coronavírus levou 97% dos empregados da empresa ao trabalho em home office. A companhia afirma que a epidemia e seus efeitos até agora não geraram nenhum impacto no caixa e nas operações.

“A Locaweb reportou fortes resultados, em linha com as nossas estimativas e com o consenso de mercado. O destaque positivo foi a operação de Commerce (37% do Ebitda), que mostrou a maior expansão trimestral de novas lojas virtuais da história da companhia, com aceleração importante em abril. Por outro lado, a rentabilidade foi negativamente afetada por despesas pontuais. Mantemos a nossa recomendação de compra nas ações”, destaca Pedro Fagundes, analista da XP Investimentos.

A Azul informou que registrou um prejuízo líquido de R$ 6,135 bilhões no primeiro trimestre de 2020, ante um lucro de R$ 125,3 milhões do mesmo período do ano passado, impactada principalmente pelas variações monetárias e cambiais, que afetaram o resultado financeiro da companhia aérea em R$ 4,23 bilhões, em meio à disparada do dólar por conta do coronavírus. Os instrumentos financeiros e derivativos tiveram impacto de R$ 1,28 bilhão.

“Com a implementação de medidas de restrição de viagens e do distanciamento social a partir da segunda quinzena de março, a economia brasileira ficou paralisada, levando a uma queda brusca na demanda de passageiros. Além disso, no final do trimestre, o real desvalorizou 33% comparado ao mesmo período no ano anterior, o que pressionou ainda mais nossos resultados”, afirmou a empresa no release de resultados.

Já o resultado operacional ficou positivo em R$ 173,6 milhões, queda de 50% frente os R$ 347,2 milhões do mesmo período do ano anterior.

O prejuízo líquido excluindo variação cambial e marcação a mercado totalizou R$ 975,3 milhões,
principalmente relacionado com o ajuste do valor justo da participação na TAP de R$ 618,5 milhões e as perdas com hedge de combustível.

Normalizando pelo impacto do COVID-19 e pela depreciação média do real de 18% em relação ao ano anterior, a margem operacional seria de 14,9%, um crescimento de 1,2 ponto percentual em relação ao primeiro trimestre de 2019, informa a companhia.

Por outro lado, a receita líquida subiu 10,3%, a R$ 2,8 bilhões, principalmente devido à forte demanda em janeiro e fevereiro, e ao crescimento de 12% da capacidade, afirmou no release de resultados. A Azul entrou nessa crise apresentando um aumento de sua receita unitária ajustada pela etapa média no primeiro trimestre de 2020, mesmo com a significativa expansão da capacidade antes da crise chegar no Brasil, apontou.

Já o lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda) foi a R$ 654,2 milhões, queda de 9,7% na comparação anual.

A companhia afirmou que, em resposta aos acontecimentos relacionados com a disseminação do COVID-19 no Brasil, implementou medidas como foco na segurança de seus clientes e tripulantes, ao mesmo tempo em que buscou mitigar o impacto em seus resultados financeiros e posição de liquidez.

“Desde o início da pandemia, a Azul rapidamente ajustou a sua malha, e na segunda quinzena de março reduziu a sua capacidade em 50%. Em 26 de março, a Azul foi a primeira companhia aérea do Brasil a implementar uma malha aérea essencial, reduzindo a quantidade de voos diários de 950 para 70. A  companhia tem operado apenas os voos que geram receita suficiente para cobrir seus custos variáveis. Nas semanas de 4 e 11 de maio, a Azul aumentou sua malha para 90 e 115 voos diários, respectivamente, com base na identificação de novos mercados viáveis. A Azul está acompanhando a evolução da pandemia, as regras de distanciamento social e restrição de mobilidade, a fim de ajustar sua malha conforme necessário. Como resultado, a Azul espera uma redução de capacidade entre 75% a 85% no segundo trimestre de 2020 comparado com o segundo trimestre de 2019”, apontou.

Conforme destaca o Bradesco BBI, mais importante do que o resultado em si do primeiro trimestre, está a notícia de que a Azul atualizou o status do seu plano de contingência. No final de março, a empresa reduziu o número de voos diários para 70, de 950, e com a rede essencial instalada e uma margem de contribuição positiva, que está aumentando o número de vôos diários para 115. No segundo trimestre, a capacidade total poderia cair 75 % -85% na base anual.

Os analistas do banco ainda ressaltam que a Azul divulgou seu plano de recuperação com a demanda esperada abaixo de 40% na base anual em 2020. Esse plano abrange: 1) redução de despesas com mão-de-obra; 2) renegociação de contratos de leasing de aeronaves; 3) adiar a entrega de 59 E2s de 2020-23 para ao menos 2024; 4) renegociação de contratos com outros fornecedores, como Airbus, GE, P&W e Rolls Royce; 5) reestruturação da dívida; 6) novos termos para pagar taxas de pouso e navegação; e 7) estender as condições de pagamento com outros fornecedores. “A implementação bem-sucedida desse plano de recuperação e a liquidez de caixa de R $ 3,1 bilhões são fundamentais para a Azul superar a crise do COVID-19 e aumentar a lucratividade”. Os analistas mantiveram a recomendação de compra, mas cortaram o preço-alvo de R$ 27 para R$ 19.

Ainda em destaque, a Azul negocia acordo com a Embraer para adiamento de entregas de 59 aeronaves E2s previstas entre 2020 e 2023 para a partir de 2024, segundo comunicado. As aeronaves têm preço de tabela de R$ 24,5 bilhões. O acordo faz parte das medidas adotadas pela empresa em resposta aos impactos do Covid-19 no setor aéreo.

Ainda no radar do setor, o pacote de resgate das três principais companhias aéreas que atuam no Brasil deve ficar próximo de R$ 4 bilhões, segundo fontes ouvidas pela Bloomberg.

O pacote, que foi apresentado às companhias na quarta-feira, será composto por 60% de crédito do BNDES e 10% de outros bancos, as pessoas disseram, pedindo anonimato pois os detalhes não são públicos. Os 30% restantes terão que ser levantados no mercado de capitais, entre fundos de investimentos, segundo as pessoas.

O Supermercado Now, da B2W, fechou parceria com Grupo Big. Por meio da parceria, 376 lojas do Grupo Big (bandeiras Big, Bom Preço, Nacional, Mercadorama, Todo Dia, Sam’s Club e Maxxi Atacado), poderão ser conectadas para vender produtos nas plataformas de venda do Supermercado Now e no
Americanas Mercado (mini app do Supermercado Now na Americanas), segundo comunicado.

Os clientes poderão optar por retirar os itens na loja do Grupo Big ou receber no endereço desejado em até 2 horas ou em um horário agendado.

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Lucro da SulAmérica cai 64,3% no 1º trimestre de 2020; Pão de Açúcar tem prejuízo e outros destaques

mercado bolsa índices alta ações gráfico (Getty)

SÃO PAULO — Muitas companhias da Bolsa brasileira divulgaram seus resultados após o fechamento do mercado nesta quarta-feira (13). Entre elas, a SulAmérica (SULA11) viu seu lucro líquido cair 64,3% no primeiro trimestre de 2020, na comparação com o mesmo período do ano passado, para R$ 79,7 milhões. Sobre o trimestre anterior, a queda foi de 82,4%.

“Considerando a importante contribuição do resultado financeiro para os números da companhia, o primeiro trimestre do ano foi severamente impactado pela deterioração dos mercados financeiros em meio às incertezas da pandemia da Covid-19”, disse a empresa em seu balanço.

“Ainda que represente uma parcela pequena do nosso portfólio de ativos próprios, a parcela alocada em renda variável (1,2%), a qual mantivemos estruturalmente preservada, apresentou desvalorização relevante, que, somada à redução da taxa Selic média no período, levou a uma redução de 77,1% no resultado financeiro do trimestre em relação ao mesmo período do ano anterior”, completou.

O resultado financeiro, que foi de R$ 39,3 milhões nos três primeiros meses deste ano, também registrou baixa na comparação com o último quarto de 2019, de 71,4%.

Apesar disso, a companhia observou um aumento de 7,2% nas receitas operacionais de um ano para o outro, chegando aos R$ 5,632 bilhões. Sobre o trimestre anterior, houve redução de 2,1%.

O retorno sobre o patrimônio líquido médio foi de 15,3% nos últimos doze meses, 0,8 ponto percentual abaixo do registrado nos doze meses findos em março de 2019. Em dezembro do ano passado, o percentual era de 17,6%.

Veja abaixo os destaques dos balanços de outras companhias que também foram divulgados hoje.

Pão de Açúcar

O Grupo Pão de Açúcar (PCAR3) teve prejuízo líquido de R$ 109 milhões no primeiro trimestre de 2020, frente ao lucro de R$ 190 milhões registrado um ano antes.

Já o prejuízo líquido dos acionistas controladores foi de R$ 130 milhões, “explicado principalmente por maior depreciação com a consolidação do Grupo Éxito e maior custo da dívida”, segundo a própria companhia.

O GPA registrou, no entanto, um lucro bruto consolidado de R$ 4,1 bilhões no primeiro trimestre deste ano, o que corresponde a um aumento de 48,5% sobre o mesmo período de 2019, com margem bruta de 21,1%.

A empresa disse que isso é reflexo do “excelente desempenho da operação no Brasil e a primeira consolidação da operação do Grupo Éxito.”

A receita líquida consolidada foi de R$ 19,682 bilhões, um crescimento de 54,9% sobre o primeiro trimestre do ano passado. “Houve aumento significativo das vendas em todos os formatos desde o início do período de pandemia, confirmando a assertividade e forte aderência dos modelos frente a necessidade dos clientes”, explicou o grupo.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado consolidado atingiu R$ 1,2 bilhão, alta de 38,3% sobre os três primeiros meses de 2019.

A margem Ebitda (relação percentual entre a receita líquida e a geração operacional de caixa) foi de 6,1% no fim de março, 0,7 ponto percentual abaixo do valor visto um ano antes.

A dívida líquida do grupo passou de R$ 4,079 bilhões no primeiro trimestre de 2019 para R$ 11,207 bilhões nos três primeiros meses deste ano. Já a dívida líquida ajustada pelo saldo de recebíveis não antecipados totalizou R$ 10,8 bilhões, equivalente a 2,5x dívida líquida/Ebitda ajustado.

O aumento da dívida refletiu principalmente a captação de recursos destinados à aquisição do Grupo Éxito, segundo o GPA. “O maior patamar de alavancagem está em linha com o planejado pela companhia, permanecendo em patamar considerado adequado.”

SLC Agrícola

O lucro líquido da SLC Agrícola (SLCE3) cresceu 40,4% no primeiro trimestre de 2020 frente ao mesmo período do ano passado, atingindo R$ 156,4 milhões. Segundo a companhia, o principal fator que contribuiu para essa variação foi a variação do valor justo dos ativos biológicos na soja (aumento de R$ 147,7 milhões versus o primeiro trimestre de 2019).

“A variação é explicada pelas premissas que foram utilizadas no cálculo. (…) Após o cálculo da variação do valor justo do ativo biológico da soja da safra 2018/19, houve melhoria nos preços e na produtividade da cultura, fazendo com que a variação do valor justo subestimasse o resultado dessa cultura naquele ano”, explicou a empresa em seu balanço.

O Ebitda ajustado foi de R$ 182,8 milhões, com declínio de 19,9% em relação aos três primeiros meses do ano passado. E, de acordo com a SLC, os principais fatores que contribuíram para essa variação foram o menor volume faturado de soja e a menor margem do algodão faturado no comparativo entre os trimestres.

“A margem inferior no algodão foi oriunda da menor produtividade da cultura na safra 2018/19 versus a safra 2017/18, combinado com aumento de custos por hectare”, disse a empresa.

A receita líquida cresceu 2,2% no primeiro trimestre de 2020 frente o valor visto um ano antes, apesar da queda de 4,5% no volume faturado.

No algodão em pluma, produto que possui maior valor agregado, o volume faturado foi 22,9% superior ao do primeiro trimestre de 2019. Com exceção da soja, todas as culturas obtiveram aumento do preço unitário na comparação anual.

Já a dívida líquida ajustada da companhia encerrou o primeiro trimestre de 2020 em R$ 1,4 bilhão, um aumento de R$ 475 milhões em relação ao valor registrado em dezembro, levando a relação dívida líquida/Ebitda para 1,9x.

Mahle Metal Leve

O lucro líquido da Mahle Metal Leve (LEVE3) despencou 66,4% no primeiro trimestre deste ano, na comparação com igual período de 2019, para R$ 21,5 milhões. Sobre o trimestre anterior, a queda foi de 67,5%.

Com isso, a margem líquida da empresa também reduziu consideravelmente tanto na comparação anual (menos 6,6 pontos percentuais) quanto na trimestral (menos 7,4 pontos percentuais), encerrando março em 3,7%.

A companhia também observou uma queda em sua receita líquida de vendas, de 7,9% sobre o valor registrado um ano antes e de 3,7% sobre o último trimestre de 2019, totalizando R$ 573,8 milhões nos três primeiros meses deste ano.

Enquanto isso, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) recuou 23,9% na comparação anual, para R$ 91,5 milhões. Sobre o último trimestre de 2019, no entanto, houve uma alta de 19,5%.

Assim, a margem Ebitda (relação percentual entre a receita líquida e a geração operacional de caixa) da companhia subiu 3 pontos percentuais na comparação trimestral, para 15,9%. Um ano antes, ela estava em 19,3%.

“No primeiro trimestre de 2020, o cenário global foi marcado pelos desdobramentos iniciais da pandemia causada pela Covid-19 e a companhia está monitorando os possíveis riscos inerentes a esta pandemia que possam vir a afetar suas operações”, afirmou a Metal Leve em seu balanço.

“Acompanharemos a evolução de todo o contexto econômico no Brasil e global, visando adequar às operações de acordo com o volume dos negócios. Quanto aos recebíveis, todas as medidas foram tomadas para mitigação dos riscos de não serem quitados, tais como, renegociações e prorrogações quando as mesmas foram solicitadas”, completou.

Enauta

O lucro líquido da Enauta (ENAT3) aumentou 50,7% no primeiro trimestre de 2020, na comparação com igual período de 2019, para R$ 76,8 milhões. Sobre o trimestre anterior, houve uma queda de 24,8%.

O mesmo aconteceu com a receita líquida da companhia, que caiu na comparação trimestral (menos 28,2%), mas teve crescimento de 40% sobre o valor registrado um ano antes, totalizando R$ 290,3 milhões.

Já o Ebitdax (lucro antes do Imposto de Renda, contribuição social, resultado financeiro e despesas de amortização, mais despesas de exploração com poços secos ou sub-comerciais) da empresa ficou em R$ 195,1 milhões nos três primeiros meses deste ano, 53,8% maior do que o registrado em igual período de 2019, mas 24,7% abaixo do valor visto no trimestre anterior.

Com isso, a margem Ebitdax (relação percentual entre a receita líquida e o Ebitdax) da empresa encerrou março em 67,2%, o que representa uma alta de 6,0 pontos percentuais sobre o valor visto um ano antes e de 3,1 pontos percentuais sobre o trimestre anterior.

“Prudência é a marca registrada da Enauta e não poderia ser diferente nesse momento de pandemia global da Covid-19, que intensificou os impactos da crise na indústria do petróleo, levando a uma volatilidade intensa e quedas nas cotações da commodity sem precedentes”, disse a empresa em seu balanço.

“As decisões de investimento em exploração e produção de petróleo demandam visão de longo prazo. E, neste momento, a visibilidade sobre a capacidade de retomada do preço do Brent, com maior equilíbrio entre oferta e demanda, está extremamente prejudicada. Seguiremos com nossa postura prudente e técnica em nossas decisões”, completou.

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Em dia de derrocada da bolsa, ação da SulAmérica chega a saltar 25% “misteriosamente”, mas fecha em baixa de 13%

SÃO PAULO – Em mais uma sessão de derrocada do Ibovespa, que registrou o pior pregão desde setembro de 1998 ao desabar 14,78%, um movimento bastante atípico chamou a atenção dos investidores nesta quinta-feira (12).

Por volta das 16h (horário de Brasília), os ativos da SulAmérica (SULA11), registravam forte alta de 25,88%, a R$ 53,45, destoando completamente da sessão bastante negativa, em que diversas ações desabaram. Os papéis SULA11, então, entraram logo em leilão.

Os ativos ficaram congelados por alguns minutos, voltaram a negociar em queda e novamente foram a leilão, com forte baixa de 19,29%, a R$ 34,27.

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A B3 comunicou que os ativos passaram por leilão por um acúmulo atípico de ordens, enquanto operadores apontaram que a forte valorização aconteceu por conta de uma ordem errada.

Depois dos leilões, as negociações se normalizaram e os ativos SULA11 fecharam em queda de 12,88%, a R$ 36,99. Na mínima da sessão, os papéis chegaram a ter queda de 29,35%.

Vale destacar que, em relatório recente, o banco suíço UBS havia destacado que as operadoras de plano de saúde, o que incluiria a SulAmérica, poderiam ver seus índices de custos médicos pressionados, já que o coronavírus poderia levar a um uso mais intenso do plano de saúde com visitas ao hospital, exames e injeções. No caso da companhia, que possui grande exposição no Sul e Sudeste, regiões onde há a maior parte dos casos, o impacto poderia ser maior.

Ações da Hering entram na segunda prévia do “novo Ibovespa”; Carrefour, Hapvida e SulAmérica são mantidos

Investidor acompanha ações (Shutterstock)

As ações ordinárias da Cia. Hering (HGTX3) entraram na segunda prévia da carteira do Ibovespa para o período entre janeiro e abril de 2020.

Na primeira prévia, as ações da varejista Carrefour Brasil (CRFB3), da operadora de planos de saúde Hapvida (HAPV3), além das units da seguradora SulAmérica (SULA11) entraram na carteira e não foram excluídas na segunda prévia.

Desta forma, a carteira do benchmark da B3, que passa a entrar em vigor a partir de 6 de janeiro de 2020, teria 72 ativos de 69 empresas.

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Nenhuma ação foi excluída.

A terceira e última versão do índice será divulgada dia 30.