Afya faz acordo de R$ 700 milhões para compra da Unigranrio, acordo da Tecnisa, Ecorodovias analisa oferta de ações e mais

(Getty Images)

SÃO PAULO – Em destaque, a Afya anunciou nesta quinta-feira acordo para comprar a Unigranrio, a Tecnisa comunicou ao mercado que a sua controlada Brest Investimentos Imobiliários celebrou com a Companhia de Participações e Empreendimentos (CPE) acordos para encerrar processos judiciais.

Afya

A Afya, cujas ações são negociadas na Nasdaq, anunciou nesta quinta-feira acordo para comprar a Unigranrio, avaliando a companhia em R$ 700 milhões. O valor será pago 60% em dinheiro e o restante em quatro parcelas iguais anuais.

A Tecnisa comunicou ao mercado que a sua controlada Brest Investimentos Imobiliários celebrou com a Companhia de Participações e Empreendimentos (CPE) acordos para encerrar processos judiciais.

Os processos estão relacionados às discussões da Brest e da CPE a respeito da aquisição, pela Brest, de um terreno em São Paulo. A Brest ajuizou a ação com a petição para que fosse reconhecida a perda do objeto das escrituras firmadas entre as partes relacionadas à aquisição do terreno. O acordo envolve um valor total de R$ 107 milhões.

O terreno em questão faz parte do banco de terrenos da Tecnisa.  “Espera-se que a celebração do acordo tenha impacto negativo da ordem de R$ 42 milhões nos resultados da companhia. Com a implementação do acordo, os processos judiciais são encerrados para as partes. A administração da companhia entende, com base no parecer de assessor externo, que a celebração do acordo é benéfica para a companhia”, disse a empresa.

O Credit Suisse avalia que após a alta de 56% na China para madeira de coníferas desde o início do ano, a US$ 780 por tonelada, e de 46% para madeira de folhosas, a US$ 980 por tonelada, os preços atingiram seu pico. Agora, fabricantes de papel na China enfrentam problemas de lucratividade, que têm impactado negativamente a produção, em uma tentativa de reduzir estoques e evitar a deterioração de preços.

Empresas de lenços de papel na China estão operando com 50% de sua capacidade. Lenços de papel correspondem por entre 40% e 45% da demanda por celulose. Além disso, há perspectiva de suprimento significativo de celulose a partir de quarto trimestre de 2021, com o início da operação do moinho da Bracell e do projeto Mapa, da Arauco.

Esses fatores devem gerar pressão sobre o setor de celulose até o terceiro trimestre de 2021, um processo que deve se acelerar no quarto trimestre de 2021 até 2023, levando o preço de folhosas a US$ 550 por tonelada em 2022 e coníferas a US$ 720 por tonelada.

Apesar disso, o banco acredita que os papéis de Suzano, Klabin e CMPC já precificam esse cenário. O banco mantém Suzano e Irani como suas top picks (escolhas favoritas), com avaliação outperform (perspectiva de valorização acima da média do mercado) para ambas. O banco elevou seu preço-alvo para a Suzano de R$ 86,5 para R$ 92. E elevou o preço-alvo da Irani de R$ 8,10 para R$ 10,10. O banco mantém perspectiva neutra (valorização dentro da média) para a Klabin, e mantém o preço-alvo em R$ 31,50.

Ecorodovias (ECOR3)

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A Ecorodovias aponta que uma eventual realização da potencial oferta restrita está sob análise da empresa e de seus acionistas, sendo que, até a presente data, não há definição sobre o volume efetivo a ser captado, o preço por
ação e o cronograma para a sua implementação.

Blau Farmacêutica (BLAU3)

A Blau, empresa farmacêutica com produtos de alta complexidade focada no institucional / hospitalar, teve a cobertura de sua ação iniciada pelo Bradesco BBI com recomendação outperform (desempenho acima da média do mercado) e preço-alvo de R$ 59, implicando um potencial de valorização de 36% frente o fechamento de quinta-feira.

Os analistas esperam um crescimento acelerado contínuo, com a expectativa de um crescimento médio anual composto (CAGR) da receita de 24% entre 2021 e 2025, sendo os medicamentos oncológicos um dos principais catalisadores da expansão, passando de 5% da receita líquida em 2020 para mais de 15% em 2025.

Já a expansão internacional com centros de coleta de plasma deve dar à Blau maior capacidade de negociação com redes globais.

Natura & Co (NTCO3)

A Natura &Co informou que, por meio de sua subsidiária Fable Investments, realizou o investimento inaugural na empresa Perfumer H, da perfumista britânica Lyn Harris.

“Os objetivos de investimento da Fable estão pautados na ética e nos princípios operacionais da Natura &Co, que sustentam as marcas de sucesso e líderes mundiais Avon, Natura, The Body Shop e Aesop”, disse a empresa em comunicado.

Segundo o comunicado, a Fable reúne expertise operacional, de marca, financeira e de investimento, “além de ter acesso ao conhecimento e histórico comprovado da Natura &Co em escalar com sucesso marcas premium, de nicho e de propósito, ao mesmo tempo em que honra sua autonomia e identidade única”.

Hidrovias do Brasil (HBSA3)

A Hidrovias do Brasil comunicou a realização de uma parceria com a VLI, empresa controladora da Ferrovia Centro-Atlântica e que também realiza operações logísticas no corredor Centro-Norte.

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A parceria foi celebrada por meio de Memorando de Entendimentos não-vinculante, para realizar uma avaliação técnica conjunta do projeto Ferrogrão –que visa impulsionar o escoamento de grãos pelo Arco Norte, contemplando uma linha de 993 quilômetros entre Sinop (MT) e Miritituba (PA).

Essa parceria permite que a VLI e Hidrovias unam suas respectivas expertises para o estudo de uma solução logística multimodal para a Ferrogrão. Também tem como intenção a busca de parceiro investidor para atuação conjunta no prosseguimento do projeto.

Multiplan (MULT3)

A Multiplan comunicou ao mercado que, conforme orientação das autoridades locais, apenas se mantém permitido o funcionamento de operações de serviços essenciais à sociedade nos shopping centers em Ribeirão Preto (SP) a partir de 27 de maio de 2021. Assim, as lojas da unidade do Iguatemi em Ribeirão Preto estarão fechadas até o dia 31 de maio para seguir a uma determinação da prefeitura da cidade.

A Mitre informou que foi consolidado o controle societário detido pelo grupo formado pelos acionistas majoritários Fabricio Mitre, Jorge Mitre, Star Mitre Empreendimentos e Participações e Mitre Partners.

Assim, o grupo de Controle aumentou sua posição de 48,92% do total de ações de emissão para 50,02% do total de ações da companhia.

Dotz

A Dotz precificou seu IPO, levantando R$ 420 milhões e com a ação precificada a R$ 13,20. O papel começa a negociar na segunda (31) sob o ticker DOTZ3.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

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Prejuízo de R$ 138 milhões da C&A, lucro de R$ 961 milhões da CPFL e mais 12 resultados

(Shutterstock)

SÃO PAULO – Depois de uma sessão de alta da Bolsa, esta quinta-feira (13) foi agitada por uma bateria de mais de 30 resultados divulgados após o fechamento da B3. Fora os números de Petrobras (PETR3; PETR4), Magazine Luiza (MGLU3), Lojas Renner (LREN3), Cyrela (CYRE3) e CCR (CCRO3) ainda saíram diversos balanços de empresas cujas ações fazem parte do Ibovespa, o principal benchmark do mercado brasileiro.

Confira os principais resultados desta quinta:

No setor de educação, a Anima registrou um lucro líquido de R$ 56,3 milhões no primeiro trimestre de 2021, o que representa um crescimento de 28,5% em relação ao mesmo período do ano passado. O Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciações e Amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) da empresa totalizou R$ 146,5 milhões, em uma expansão de 23,9% na mesma base de comparação. Já a receita líquida atingiu R$ 416 milhões, em incremento de 22,8%.

BR Malls (BRML3)

O lucro da administradora de shopping centers BR Malls foi de R$ 76,02 milhões no primeiro trimestre de 2021, em uma contração de 41,5% ante o mesmo período do ano anterior. Ao mesmo tempo, o Ebitda da empresa chegou a R$ 171,12 milhões, o que representa uma queda de 17,2% na comparação anual. A receita líquida de R$ 241,1 milhões foi uma baixa de 18,5% nessa mesma base.

C&A Modas (CEAB3)

Rede de lojas varejista de vestuário, a C&A teve um prejuízo líquido de R$ 138,5 milhões no primeiro trimestre de 2021, perda que foi três vezes maior que o prejuízo de R$ 55,4 milhões registrado nos primeiros três meses de 2020. O Ebitda ajustado da companhia foi negativo em R$ 133,8 milhões, depois da empresa ter reportado um Ebitda positivo de R$ 4,2 milhões no mesmo período do ano passado. A receita líquida da C&A totalizou R$ 776,1 milhões, o que representa uma queda de 20,6% na comparação anual.

A companhia de energia elétrica CPFL teve lucro líquido de R$ 961 milhões no primeiro trimestre de 2021, número 6,3% maior que o registrado no mesmo período do ano passado. Já o Ebitda da companhia foi de R$ 1,966 bilhão, valor 15,9% superior ao do primeiro trimestre de 2020. A receita líquida, por sua vez, totalizou R$ 8,288 bilhões, em uma expansão de 13,8% na comparação anual.

Ecorodovias (ECOR3)

Concessionária de rodovias, a Ecorodovias teve um lucro líquido de 88 milhões no primeiro trimestre de 2021, valor 11,9% menor que o do mesmo período do ano passado. O Ebitda da empresa somou R$ 575,4 milhões, em crescimento de 8,5% ante o primeiro trimestre de 2020. A receita líquida, por sua vez, atingiu R$ 836,3 milhões, o que corresponde a um avanço de 8,9% na base anual.

A construtora/incorporadora Eztec reportou um lucro líquido de R$ 72,9 milhões, o que representa uma queda de 6% em comparação com os números do primeiro trimestre de 2020. O Ebitda somou R$ 38,9 milhões, em uma retração de 28% sobre o mesmo período do ano passado. Por fim, a receita líquida atingiu R$ 194,97 milhões, um resultado que corresponde a uma queda de 22% na base anual de comparação.

Na construção/incorporação, a Even teve lucro líquido de R$ 83,6 milhões, Ebitda de R$ 111,46 milhões e receita líquida de R$ 683,38 milhões, em crescimentos de 130%, 87,5% e 68% respectivamente na comparação com o primeiro trimestre de 2020.

Grupo Mateus (GMAT3)

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A rede varejista Grupo Mateus reportou um lucro líquido de R$ 157 milhões no primeiro trimestre deste ano, em um crescimento de 53,9% em relação ao mesmo período do ano passado. O Ebitda foi de R$ 220 milhões, em avanço de 41,6% e a receita líquida somou R$ 3,362 bilhões, o que representa uma expansão de 39,6% sobre os primeiros três meses de 2020.

Mais uma construtora e incorporadora, a Lavvi teve um lucro líquido de R$ 17,05 milhões, o que equivale a um crescimento de 89% ante o mesmo período do ano passado. A receita líquida da empresa totalizou R$ 90,43 milhões, em expansão de 113% na base anual de comparação.

No setor de distribuição de energia elétrica, a Light registrou prejuízo líquido de R$ 40,83 milhões, nos primeiros três meses deste ano depois de ter lucrado R$ 166,7 milhões no primeiro trimestre de 2020. O Ebitda da empresa foi de R$ 419,8 milhões, em uma retração de 9,9% na base anual. A receita líquida bateu R$ 3,51 bilhões, crescendo 21,2% na comparação anual.

Especializada em implementos rodoviários, a Randon somou lucro líquido de R$ 134,1 milhões, o que corresponde a um crescimento de 4378,3% sobre o mesmo período do ano passado. O Ebitda ajustado foi de R$ 334,07 milhões, em alta de 122,7% na comparação anual e a receita líquida bateu R$ 1,913 bilhão, o que representa um aumento de 63,8% na mesma base de comparação.

Atuando no ramo de logística, a Rumo teve um lucro de R$ 175 milhões no primeiro trimestre de 2021, revertendo um prejuízo de R$ 274 milhões no mesmo período do ano passado. O Ebitda da empresa totalizou R$ 832 milhões, um crescimento de 44,2% na comparação anual. Já a receita líquida da companhia somou R$ 1,746 bilhão, o que representa um incremento de 22,6% ante os primeiros três meses de 2020.

A Sanepar teve um lucro líquido de R$ 246,5 milhões no primeiro trimestre de 2021, valor que representa uma queda de 3,7% em relação ao mesmo período do ano passado. O Ebitda somou R$ 522,7 milhões, em crescimento de 0,3% na base anual de comparação. A receita líquida totalizou R$ 1,226 bilhão, o que corresponde a uma queda de 1,6% ano a ano.

A incorporadora Tecnisa teve prejuízo líquido de R$ 26 milhões no primeiro trimestre de 2021, uma melhora de 55% em relação ao prejuízo líquido de R$ 58 milhões no primeiro trimestre de 2020. O Ebitda foi negativo em R$ 10,56 milhões, ante R$ 50,58 milhões de perda no mesmo período do ano passado. A Receita Líquida totalizou R$ 33 milhões no período, em redução de 26% em relação aos primeiros três meses de 2020.

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Como a alta da Selic pode impactar o negócio das empresas do setor imobiliário na Bolsa

SÃO PAULO Após ter atingido seu menor patamar histórico, de 2% ao ano, a Selic voltou a subir em 2021. Em março, o Comitê de Política Monetária do Banco Central, o Copom, decidiu elevar a taxa básica de juros a 2,75% ao ano — uma decisão esperada pelo mercado a fim de reduzir a pressão sobre a inflação. 

Mas a alta da Selic pode prejudicar o desempenho das empresas do setor imobiliário na Bolsa? E como ficam os juros do financiamento imobiliário: eles vão subir também? Executivos de cinco construtoras participaram da série de lives Por Dentro dos Resultados, do InfoMoney, e falaram sobre o juro básico maior. Veja acima um resumo sobre o tema — e o conteúdo completo do projeto está no site.

Flavio Vidigal, CFO da Tecnisa (TCSA3), acredita que o aumento da Selic deve ter pouco impacto sobre o custo dos financiamentos imobiliários. “Os bancos têm capacidade de absorver esse incremento [da Selic]. Até porque quando houve a queda, ela não acompanhou 100%, não teve toda a correlação na parte de pessoa física”, disse. 

O executivo afirmou que vê como “saudável” o aumento do juros para mitigar a inflação. “A taxa de juros influencia na capacidade que o cliente tem de se financiar para comprar o apartamento. De nada adianta isso se o preço [do imóvel] subir muito, porque a renda do cliente não acompanharia”, completou. 

Já a EzTec (EZTC3) acredita que a subida de juros acende um alerta. “Ela acende um alerta. Não acende um alerta para o consumidor de alta renda, porque ele ainda vê seu dinheiro corroído por um IGP de quase 30%, mas no segmento de média renda o temor, obviamente, é de você começar a ver um incremento das taxas de financiamento imobiliário. Essas sim, quando começarem a ocorrer, provocarão algum tipo de impacto”, afirmou Emilio Fugazza, CFO da companhia. 

Rafael Menin, CEO da MRV (MRVE3), disse que mesmo se a Selic subir para cerca de 5% ao ano, o spread dos bancos vai continuar alto e, portanto, ele não acredita que o aumento do juro básico pode encarecer o custo do crédito imobiliário. Segundo ele, a demanda por imóveis continua.

“Os juros do crédito imobiliário chegaram a custar 11,5% ao ano, e caíram para 7% ao ano. O custo do funding é a poupança, que custa 70% da Selic. Uma Selic a 5% ao ano vai gerar um custo de funding de 3,5% ao ano. Então, o banco ainda terá um spread grande para manter o juro imobiliário na casa dos 7%. Agora é all time high no spread do crédito imobiliário. Nunca se teve um custo de captação de 1,5%, emprestando a 7,7%”, destacou o executivo. 

Para a Tenda (TEND3), o CFO Renan Sanches destacou que a alteração na Selic não faz diferença sobre as operações da empresa, uma vez que ela é focada na baixa renda, segmento no qual as taxas de juros são definidas pelo Ministério do Desenvolvimento Regional e são estáveis. 

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“A gente de fato espera que, assim como a gente já viveu em outras crises, situações em que a Selic estava em 14% e mais recente em 2%, em nenhum momento isso afetou o interesse das pessoas de comprar imóveis no segmento de renda menor. Como as taxas de juros são pré-definidas, e a troca que a pessoa avalia é se vale a pena ela continuar pagando aluguel ou adquirir a casa própria, que inclusive ela vai ter subsídio do governo para isso”, disse Sanches. 

Felipe Goes, CEO da São Carlos (SCAR3), destacou que há uma correlação direta entre os preços das ações de construtoras na Bolsa e o aumento da Selic. “Os imóveis são vistos corretamente como um investimento seguro, são tijolos, solo, principalmente imóvel urbano tem uma segurança de valor ao longo dos anos”, disse. O executivo, no entanto, destacou que é importante olhar para outros fatores na hora de precificar a empresa. 

“Se a gente pega esse valor de avaliação de R$ 5 bilhões [quanto valem juntos todos os empreendimentos da companhia], tira a dívida e divide pelo número de ações, a gente chega a R$ 70. A ação está sendo negociada em torno de R$ 35. Isso demonstra o potencial de upside para o investidor. Entender o valor do tijolo, o valor do metro quadrado, também é muito importante”, completou.

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Tecnisa: a construtora que retomou lançamentos durante a pandemia e foi às compras mirando crescimento

SÃO PAULO — A pandemia de coronavírus afetou negativamente diversos setores da economia, mas o segmento de construção civil, considerado essencial, continuou operando a todo vapor para dar conta da demanda alta em meio aos menores juros de financiamento imobiliário da história.

Nesse cenário, a Tecnisa (TCSA3) retomou seus lançamentos próprios — foram dois no ano passado — e foi às compras: apenas no quarto trimestre de 2020, adquiriu terrenos com VGV potencial de R$ 647 milhões. Já nos três primeiros meses deste ano, comprou mais R$ 208 milhões. No fim de dezembro, o landbank (banco de terrenos) da companhia já estava em R$ 5,3 bilhões.

“O primeiro passo para o crescimento é a compra de terrenos”, disse Flavio Vidigal, CFO da companhia, em live do InfoMoney na quarta-feira (31). “O momento é favorável para a aquisição de imóveis e nós temos condições para fazer esse volume de lançamentos”, completou o executivo, se referindo ao guidance de lançamento de R$ 1,2 bilhão e R$ 1,5 bilhão entre 2020 e 2021.

A entrevista faz parte do projeto Por Dentro dos Resultados, no qual CEOs e outros executivos importantes de empresas da Bolsa comentam os balanços do quarto trimestre de 2020 e o desempenho anual das companhias, e falam também sobre perspectivas. Para não perder as próximas lives, que acontecem até o início de abril, se inscreva no canal do InfoMoney no YouTube.

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Segundo Vidigal, 23% do guidance de lançamentos para o biênio já foi atingido e a Tecnisa possui oito projetos em fase final de aprovação na prefeitura de São Paulo. “Começamos 2019 com estoque construído de R$ 837 milhões, terminamos o ano com R$ 419, e em 2020 vendemos mais R$ 231 milhões, reduzindo bastante nosso estoque concluído, que ficou em R$ 128 milhões”, disse.

“A gente teve um ano bastante atípico. O primeiro trimestre foi mais forte, o segundo trimestre por causa da pandemia foi bem mais fraco e aí o setor se recuperou bastante no terceiro e quarto trimestres. Isso deu bastante motivação pra gente fazer as aquisições dos terrenos”, completou.  O executivo afirmou ainda que a companhia deve vender os terrenos não estratégicos que possui fora de São Paulo, em especial em Curitiba e no Distrito Federal.

“Neste momento, como temos poucas obras em andamento, o nosso nível de receitas é menor. Com isso, nosso lucro bruto é menor, e temos prejuízo. Existe uma tendência forte de inverter esse ciclo a medida que estamos lançando novos empreendimentos, e esses empreendimentos começam a gerar receita no balanço de maneira que a gente vai aumentando o lucro bruto e reduzindo o prejuízo até que ele se torne lucro. Há uma tendência bem clara neste sentido”, disse.

A companhia realizou em fevereiro deste ano uma cessão de recebíveis performados de R$ 80 milhões — uma prática de venda das obrigações de clientes que compraram unidades no passado. “A nossa inadimplência está sob controle e uma prova disso foi essa cessão que realizamos. Se a inadimplência está alta, não conseguiríamos vender os recebíveis”, afirmou Vidigal.

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Anderson Hiraoka, gerente de relações com investidores da companhia, afirmou que a empresa segue otimista com 2021. “O volume de vendas e a retomada de lançamentos deve acontecer de forma forte. E para os projetos que já temos estande de vendas, que estão fechados agora, a gente imagina que vá acontecer o que aconteceu no ano passado: a partir do momento que eles puderem abrir, a gente vai ter um volume de vendas bastante expressivo”, disse.

Os executivos falaram ainda sobre possibilidade de M&A, alta da Selic, continuidade da compra de terrenos ou permuta e sobre o aumento do INCC e do custo de materiais de construção. Assista à live completa acima.

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Retorno de empresas brasileiras retrocede 11 anos com pandemia

A pandemia do novo coronavírus acelerou a queda da rentabilidade das empresas brasileiras para o menor nível desde 2009. A taxa de retorno chega a ser mais baixa do que o custo de capital, que representa o preço do dinheiro para a empresa, segundo nota do Centro de Estudos do Mercado de Capitais (Cemec/Fipe), referente ao mês de setembro. Na prática, isso significa que os investimentos podem demorar um pouco mais para voltar, o que tornaria a retomada da economia mais lenta.

Segundo o trabalho, que avaliou a situação financeira de 460 empresas no País, os investimentos das companhias caíram de 4,33% do Produto Interno Bruto (PIB), no ano passado, para 2,79%, no segundo trimestre de 2020. A queda interrompeu um ciclo de alta iniciado a partir de 2016, quando havia despencado para 2,47%.

Segundo Carlos Antonio Rocca, coordenador do Cemec/Fipe e responsável pelo trabalho, duas variáveis têm correlação positiva com a decisão das empresas de investir. Uma delas é a expectativa de crescimento da demanda. A outra está relacionada à rentabilidade e o custo do dinheiro. Quando a taxa de retorno cobre o custo médio de capital, a situação para as companhias investirem é favorável.

Pelos dados do Cemec, no entanto, o País vive uma situação inversa: no segundo trimestre, a remuneração do capital estava em 7,4% ao ano enquanto o custo do capital era de 11,4%. Em 2009, esses números eram de 11,5% e 11,4%, respectivamente.

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O mesmo ocorre com a taxa de retorno do acionista, que no segundo trimestre estava mais baixa que os juros médios pagos numa aplicação em títulos públicos atrelados à Selic – taxa básica da economia.

Na lista do Cemec, aparecem empresas como Embraer, Via Varejo e Tecnisa, entre muitas outras. Em todos eles, a taxa de retorno do acionista despencou.

Procuradas, as empresas não quiseram falar do assunto. Mas, em entrevista concedida ao Estado no início da semana, o presidente da Embraer, Francisco Gomes Neto, afirmou que o plano estratégico para 2021-2025 traz “uma perspectiva boa de crescimento e de melhora de rentabilidade” da empresa.

Capacidade ociosa

Rocca acrescenta que, além da taxa de retorno e custo do capital, outros fatores importantes pesam na decisão de investimentos das empresas. Um deles é a elevada capacidade ociosa das companhias, que já estava baixa antes mesmo da covid-19. “O problema é que a expectativa é que o PIB só retorne aos níveis de 2019 em 2022 ou 2023”, diz o coordenador do Cemec.

Segundo ele, todos os fatores para a tomada de decisão de investimentos não estão bons. Exemplo disso, é que os níveis de confiança caíram e de incerteza subiram. Apesar de uma melhora em relação aos primeiros meses da pandemia, os indicadores estão distantes dos patamares de 2018 e 2019.

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Para o presidente da Trevisan Escola de Negócios, VanDyck Silveira, o grande do problema do Brasil é que ano após ano o País investe menos que o resto do mundo e que os demais emergentes. “Vivemos um processo de estagnação que coaduna com um processo de aumento de inflação, que começa a aparecer, perda de emprego e renda e um cataclisma fiscal.”

Na avaliação dele, se o País não fizer as reformas necessárias, esse quadro não vai mudar e continuaremos com perspectivas sofríveis de investimentos. “Ou a empresa é grande e tem capacidade de buscar fontes de recursos fora ou não se consegue investir.” Nesse quadro, é mais vantajoso colocar o dinheiro em aplicações financeiras do que investir na produção.

Dívida financeira saltou 24,1% entre dezembro e junho

A dívida financeira bruta das empresas avaliadas pelo Centro de Estudos do Mercado de Capitais (Cemec/Fipe), sem considerar Petrobrás, Eletrobrás e Vale, teve aumento de 24,1% em junho comparado com dezembro de 2019. O valor alcançou R$ 1,446 trilhão.

Segundo o trabalho, esse aumento é decorrente do aumento das operações de crédito bancário, favorecido pelas medidas emergenciais de aumento da liquidez adotadas pelo Banco Central a partir de março de 2020, e também do impacto da desvalorização cambial sobre o valor em reais da dívida em moeda estrangeira.

A participação da dívida em moeda estrangeira no total saltou de 27,9%, em 2019, para 34%, no segundo trimestre deste ano. Já a proporção de empresas grandes com endividamento considerado excessivo saltou para 25,4% em junho de 2020 – nível próximo do observado em 2016.

Para Carlos Antonio Rocca, do Cemec, apesar da queda na geração de caixa e aumento da dívida e das despesas financeiras, os principais indicadores de solvência e liquidez ainda se situam em níveis menos preocupantes do que os observados em 2015 e 2016.

É importante lembrar, no entanto, que a amostra é constituída principalmente de empresas “médias grandes e grandes”, não sendo, portanto, representativa da grande massa de pequenas e médias empresas brasileiras, destaca o estudo.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Acionistas da Tecnisa rejeitam propostas da Gafisa; estreia da Hidrovias na B3, Melnick capta R$ 713 mi em IPO e mais notícias

No noticiário corporativo, os acionistas da Tecnisa rejeitaram as mudanças propostas pela Gafisa para unir as duas empresas. Além disso, a Vulcabras Azaleia aprovou o licenciamento da marca Azaleia à Grendene pelo período de três anos.

Ao mesmo tempo, a oferta de ações da Melnick Even foi precificada em R$ 8,50 por ação. O valor é o piso da faixa indicativa de preço, que ia até R$ 12,50. Já a Hidrovias do Brasil estreia suas ações hoje na Bolsa. A Tenda anunciou o pagamento de dividendos, enquanto a Vale anunciou a remuneração de debenturistas.

O Ministério Público do Trabalho (MPT) de São Paulo rejeitou uma série de denúncias apresentadas contra o Magazine Luiza, acusando a varejista de racismo por ter criado um programa de trainees voltado exclusivamente para pessoas negras, segundo O Globo.

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Confira os destaques:

Melnick (MELK3)

A oferta de ações da Melnick Even foi precificada em R$ 8,50 por ação. O valor é o piso da faixa indicativa de preço, que ia até R$ 12,50. Com isso, a captação da companhia totaliza R$ 713,58 milhões. A oferta base era apenas primária, de 73 milhões de ações, ou seja, R$ 620 milhões vão para o caixa da empresa.

A compra de terrenos para empreendimentos futuros será o principal destino dos recursos, segundo prospecto da companhia.

Hidrovias do Brasil (HBSA3)

As ações da Hidrovias do Brasil estreiam na B3 nesta sexta-feira. Na quarta, a companhia levantou R$ 3,4 bilhões em oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), a maior do ano até agora.

A empresa de logística precificou suas ações a R$ 7,56 cada, no piso de sua faixa estimada de preço, de acordo com dados disponíveis na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

A Hidrovias do Brasil é uma das maiores companhias prestadoras de serviços de logística integrada independente com foco em logística hidroviária da América Latina.

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A Vale vai pagar a remuneração das debêntures participativas em 30 de setembro de 2020, no valor bruto de R$ 1,271221414 por debênture, somando R$ 493,944 milhões. A liquidação financeira ocorrerá em 1 de outubro de 2020.

Magazine Luiza (MGLU3)

O Ministério Público do Trabalho (MPT) de São Paulo rejeitou uma série de denúncias apresentadas contra o Magazine Luiza, acusando a varejista de racismo por ter criado um programa de trainees voltado exclusivamente para pessoas negras, segundo O Globo. Para o MPT, o caso não trata de violação trabalhista, mas de ação afirmativa de reparação histórica. Ao todo, o MPT recebeu 11 denúncias, acusando a empresa de promoção de “prática de racismo”.

Vulcabras (VULC3) e Grendene (GRND3)

A Vulcabras Azaleia comunicou que seu conselho de administração aprovou o licenciamento da marca Azaleia à Grendene pelo período de três anos, com possibilidade de renovação pelo mesmo período. A remuneração pela licença será paga pela Grendene com base em um percentual das receitas operacionais líquidas mensais dos produtos.

O Credit Suisse elevou o preço-alvo para Suzano de R$ 54,5 por ação para R$ 65 por ação e apontou que o papel continua a ser o preferido do banco no setor de papel e celulose, com rating Outperform (acima da média). A mudança incorpora os resultados do segundo trimestre e a redução de custos de 4% na produção de celulose. A ação da empresa é negociada atualmente a um múltiplo de 6,5 vezes EV(Valor da empresa)/Ebitda 2021, abaixo da média histórica de 7 a 7,5 vezes.

Em relatório, o Credit atualizou suas expectativas para a Suzano, com previsão de Ebitda de R$ 18,7 bilhões em 2021. Para 2020, o banco espera Ebitda de R$ 14,5 bilhões. O aumento deve suportado por preços mais altos, melhores embarques de celulose e menores custos de produção de celulose. Com isso, o Fluxo de Caixa Livre deve ser de R$ 7,2 bilhões (yield de 11,5%). Como consequência, a alavancagem deve cair de 5,6 vezes para 3,2 vezes em 2021.

Santos Brasil (STBP3)

A operadora logística Santos Brasil aprovou preço de 4,10 reais por ação em sua oferta restrita, ampliando o capital em cerca de 790 milhões de reais, segundo comunicado divulgado ao mercado nesta sexta-feira.

As novas ações emitidas, 192.680.000, começam a ser negociadas na segunda-feira, na B3. O papel fechou na véspera a 4,34 reais.

A operação foi coordenada por BTG Pactual, Morgan Stanley, XP Investimentos e Goldman Sachs e poderia ter sido ampliada em até 35% do total inicialmente ofertado.

A companhia disse que pretende utilizar os recursos para participar em novos arrendamentos de ativos portuários e verticalizar e integrar a cadeia logística portuária a partir da plataforma da Santos Brasil Logística, bem como ampliar a participação na movimentação brasileira de contêineres.

Raia Drogasil (RADL3)

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O Bank of America (Bofa) retomou a cobertura de Raia Drogasil com rating de Compra e preço-alvo de R$ 29 por ação. O banco espera um lucro por ação (EPS) crescendo a uma taxa de crescimento anual composta (CAGR) de 25% entre 2020 e 2025. Em relatório, o banco disse que o pior já ficou para trás, e que a empresa tem dado consistente sinais de recuperação, o que deve beneficiar as ações.

Depois de ter uma queda de 7% em vendas mesmas lojas (same store sales) no segundo trimestre, a empresa deve ir para um território positivo no terceiro trimestre, segundo o Bofa. As vendas devem crescer 16% no terceiro trimestre e 18% no quarto trimestre, comparado com o mesmo período do ano anterior. Além disso, a margem Ebitda deve retornar aos níveis anteriores à pandemia ao longo de 2021.

Em Assembleia Geral Extraordinária (AGE) realizada, nesta quinta-feira, os acionistas da Tecnisa rejeitaram uma nova tentativa que a Gafisa fez de incorporar os negócios da empresa. Foram rejeitadas quatro proposições elaboradas pelo Fundo Bergamo, que tem a Gafisa como única cotista.

Com 31.850.084 votos contrários, 82 mil abstenções e nenhum voto favorável, os acionistas não deram prosseguimento à proposta do Fundo Bergamo de aumentar o capital social da empresa em R$ 500 milhões. Os acionistas também negaram a proposta para o aumento do limite de capital autorizado da companhia para 200 milhões de ações ordinárias, sendo 31.710.059 votos contrários, 222.025 abstenções e nenhum voto a favor.

A decisão veio um dia após o Conselho Fiscal da Tecnisa recomendar a rejeição do plano, com a justificativa que “não é necessária a realização de aumento de capital pela Tecnisa no curto prazo para que esta execute seu atual plano de negócios”.

Os participantes na AGE rejeitaram, com 31.622.149 votos contrários, 226.435 a favor e 83,5 mil abstenções, um pedido do Fundo Bergamo para a substituição dos dispositivos estatutários que coíbem a aquisição de participação relevante na companhia (‘poison pill’), bem como para a alteração de regras relativas à alienação do controle acionário, ao cancelamento do registro de companhia aberta e à saída do segmento do Novo Mercado da B3 e outras regras relacionadas a hipóteses e realização de ofertas públicas de aquisição de ações.

Por fim, os acionistas da Tecnisa não deram prosseguimento ao pedido que o Fundo Bergamo fez para a criação de um Comitê de Boas Práticas Corporativas em termos estatutário, com a inclusão de novos artigos no Estatuto Social da empresa. Foram 31.607.161 votos contrários e 324.923 favoráveis.

Os preços da celulose de fibra curta tiveram alta na semana (de US$ 1,30 a tonelada), para US$ 449,22 a tonelada.

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“No longo prazo, acreditamos que os níveis de preço atuais não sejam sustentáveis, na medida em que se encontram há muito tempo abaixo do custo marginal (cerca de US$ 500 a tonelada, em nossa opinião). Adicionalmente, esperamos que uma recuperação da demanda na China seja gatilho para um movimento de recomposição de estoques”, avalia a XP Investimentos.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Fux, pautou para a próxima quarta-feira o julgamento da reclamação que busca impedir a venda de refinarias da Petrobras, segundo o Valor. Já há três votos contra o governo e a tendência é que seja formada maioria nesse sentido, de acordo com o jornal.

A Tenda aprovou o pagamento de dividendos de R$ 13,7 milhões, equivalente a R$0,139520413 por ação. Terão direito a dividendos os acionistas detentores de ações de na data base de 29 de setembro de 2020. As ações passam a ser negociadas na condição “ex-dividendos” a partir de 30/09/2020. Os dividendos serão pagos a partir de 16 de outubro de 2020.

A B3 informou que os dividendos referentes ao primeiro e segundo trimestre de 2020 foram ajustados de R$0,64836875 para R$0,64874250. Já os juros sobre capital próprio referentes a 2020 foram ajustados de R$0,14778588 para R$0,14787107 por ação. O pagamento dos dividendos e juros sobre capital próprio será realizado em 07 de outubro de 2020. As ações da Companhia passam a ser negociadas na condição “ex” proventos e a partir de hoje (25).

(Com Agência Estado, Reuters e Bloomberg)

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Busca por mais espaço e aceleração dos canais digitais: as novas tendências do pós-pandemia no mercado residencial

SÃO PAULO – Lançamentos congelados, descontos levando a corte de margens, preocupação com o impacto da forte crise na renda do consumidor e preocupação com a contaminação dos trabalhadores. A pandemia de coronavírus trouxe diversas incertezas para a economia – e não foi diferente para as construtoras e incorporadoras voltadas aos segmento residenciais, conforme destacaram grandes líderes durante o FII Summit, maior evento de fundos imobiliários do país realizado pelo InfoMoney entre os dias 22 e 24 de setembro.

Efraim Horn, co-presidente da Cyrela (CYRE3), Joseph Meyer Nigri, presidente da Tecnisa (TCSA3), e Rubens Menin, fundador e presidente do conselho da MRV (MRVE3), contudo, destacaram que, após os primeiros meses da pandemia, notoriamente março e abril, marcados por incerteza, o segmento está registrando uma forte recuperação. Além disso, mostrando novas tendências de consumo no pós-pandemia, sendo que muitas delas chegaram para ficar.

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Confiante, Menin destaca ainda que a recuperação pode ser em formato de “V” – ou seja, após uma queda rápida, uma retomada na mesma velocidade. “Os fundamentos da indústria de construção civil são muito sólidos”, avalia o executivo.

Ele ressalta três fatores para definir o tamanho do mercado atualmente: i) o momento de renovação de estoque (levando em consideração que os imóveis têm uma vida útil média de 50 anos), ii) o efeito do forte crescimento demográfico de 30 anos atrás (formando um novo mercado consumidor maior a partir de agora) e iii), por fim, o fato de ainda haver no país um déficit habitacional.

“O Brasil é um país continental, é muito grande e mal atendido, em que a demanda sempre foi muito maior do que a oferta”, avalia o executivo. Nesse contexto, o cenário de juros muito baixos, com a Selic a 2%, traz um momento único para o consumidor. “Essa combinação de fatores está me deixando otimista em ver que 2020 vai ser um ano de crescimento do nosso segmento [voltado às camadas mais populares] e, sobre 2021, eu sou extremamente otimista de que a indústria vai bater de forma organizada e sustentável novo recorde”, reforça.

Horn ressalta que, neste sentido, após uma parada no consumo nos primeiros meses da pandemia, a demanda voltou com o consumidor ávido a partir dos meses de junho e julho. Sobre essa volta, houve uma diferença em relação ao período pré-pandemia, uma vez que aumentou a percepção dos consumidores de que será preciso ficar mais em casa, ainda que haja uma retomada gradual das atividades.

A visão da mudança na procura do consumidor no pós-pandemia também é apontada por Nigri, da Tecnisa: “o impacto do home office veio para ficar, o modelo de trabalho 100% presencial vai ficar esgotado. Ainda que haja a volta ao trabalho presencial, pelo menos parte da jornada de trabalho em casa será adotada, em um ou dois dias por semana”.

Assim, o equilíbrio antes existente para o trade-off (opções conflitantes, nas quais existe uma renúncia para cada escolha) entre localização e área, com muitos antes sacrificando espaço em busca de morar mais perto do trabalho e dos grandes centros, agora está passando por uma mudança. Com isso, há agora procura por mais área e bairros mais residenciais.

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Menin ainda reforçou que a digitalização também foi acelerada no mercado imobiliário com a  pandemia, tornando a comunicação entre comprador e vendedor mais eficiente e mais barata.

“O nosso segmentos de imóveis populares foi menos prejudicado pela pandemia, a MRV bateu no segundo quarto recorde de vendas entre todos os trimestres da história da empresa. Uma das coisas que possibilitou muito esse mercado popular foi a inclusão digital: é impressionante, muitos clientes tinham viabilidade, maior disponibilidade de tempo e compraram imóvel pela via digital. Nossa venda digital no segundo quarto cresceu absurdamente e isso veio para ficar. No terceiro quarto, a venda está maior do que no segundo. Quando falamos de imóveis populares, em que a escala é maior, a gente está vendendo um apartamento a cada dois minutos. Isso só foi possível graças a nova era digital que a pandemia trouxe”, destacou o executivo da MRV.

Alerta para a alta de custos e onda de IPOs

Menin ressalta que, nos primeiros meses da pandemia, os imóveis ficaram mais baratos, com a MRV “cortando na margem” com medo de uma queda muito forte do mercado, até que os preços retomaram.

Contudo, mesmo com a recuperação ganhando destaque no setor, Menin reforça que há uma preocupação com a alta dos insumos, dos terrenos e da mão-de-obra.  “Estamos enxergando um problema de aumento de custos. Nós somos como um montador: se o custo sobe, vamos ter que repassar e, se isso continuar nos próximos trimestres, o setor vai ter que aumentar os preços para trabalhar de forma sustentável”, avalia. Para ele, esse é o grande ponto de interrogação sobre os próximos meses para o segmento de construção civil.

Meyer Nigri ressalta que os preços são o resultado de oferta e demanda e, se houver muita oferta, o valor dos imóveis pode cair. Sobre esse ponto, ele ressalta preocupação sobre o quanto de dinheiro o setor financeiro vai injetar no mercado imobiliário, destacando a “onda de IPOs” recente.

“Com juros baixos, ninguém quer deixar dinheiro no CDI, na poupança, às vezes [o investidor] compra imóvel, às vezes vai para a Bolsa. Vejo isso também como  umrisco de superoferta, com empresas captando recursos com IPOs e follow-ons. Quando capta, capta para produzir, se produzir muito, pode ter uma sobreoferta e os preços caírem [sendo ruim para os incorporadores e bom para os compradores]. Mas ainda estou com uma visão de que os preços vão subir”, avalia o presidente da Tecnisa.

Horn destaca que a Cyrela voltou a fazer lançamentos em junho, com um desconto entre 5% a 8% e, gradativamente, os preços voltaram ao normal: “a Cyrela está conseguindo vender bastante bem, até em níveis superiores a seus lançamentos, então não enxergamos uma pressão de queda, até ao contrário. Contudo, é ao contrário ‘infelizmente’. Isso porque há pressão nos preços de terrenos e no custo de obras e somos repassadores dessas duas variáveis”, ressalta o executivo.

O co-presidente da Cyrela destaca que o campo de maior atuação da companhia é em três metrópoles, São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre, que possuem a dinâmica histórica de aumento dos preços ao longo dos anos.

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Com relação à onda de IPOs das construtoras, ele destaca ser importante olhar para a história: “a Cyrela e muitos outros incorporadores se machucaram numa euforia lá atrás e muitos infelizmente fecharam. Quando tem muita oferta, muito capital, a gente acaba errando, comprando terreno da forma errada, pagando tudo mais caro porque precisa gastar o dinheiro, precisa fazer negócios. Isso inflaciona terrenos, as margens diminuem e não há clientes o suficiente”, apontou.

O co-presidente da Cyrela ressaltou que o que machuca as empresas é a euforia, através de lançamento de forma desenfreada: “Em 2009 a 2013, a gente brinca que teve os ‘5 Qs’: Qualquer um, fazia Qualquer coisa, de Qualquer jeito, em Qualquer lugar, por Qualquer preço. (…) Muitas empresas e muitos clientes se machucaram em todos os sentidos e, com isso, aprendemos que o mercado imobiliário é saudável quando a gente atua de forma responsável para a demanda real, tanto para o morador quanto para o investidor”, avalia.

Horn ressalta ainda que há mudanças geracionais, como o maior foco em mais experiências e menos posses. Isso, a princípio, poderi  ir contra ao segmento de venda de imóveis; contudo, essas mudanças também podem gerar novas oportunidades de atuação dos fundos imobiliários.

Entre as novas tendências, o executivo ressalta as Student Housing e Corporate Housing, segmentos ainda bem embrionários no Brasil, sendo mais consolidados no mercado norte-americano, mas que têm tudo para ganhar força no país com a profissionalização de alojamentos pertos de universidades e também do segmento de habitação corporativa, o que pode gerar novos nichos no mercado.

“Os fundos imobiliários vão poder usufruir dessa nova mentalidade e dessa nova modalidade habitacional. E, claro, os investidores também (…). O tijolo é seguro, muito difícil desvalorizar, a não ser que tenha uma mega crise ou hecatombe. Vejo com bons olhos [essas novas tendências], mas sempre analisando caso a caso, com fundos que sabem o que fazem e nunca com aventureiros”, conclui.

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Dados de tráfego da Azul, Tecnisa rejeita potencial integração com a Gafisa, estreia da Petz na B3 e mais notícias

Um dos destaques do dia é a distribuição de proventos da Vale (VALE3) aos acionistas, no montante total bruto de R$ 2,4075 por ação. Já a Azul (AZUL4) divulgou os dados de tráfego de agosto, com alta de 26,4% no tráfego de passageiros consolidado (RPKs) em relação a julho de 2020.

Os investidores acompanham notícias de que a maioria dos acionistas da Tecnisa (TCSA3) rejeitou os estudos para integração com a Gafisa (GFSA3), em Assembleia Geral Extraordinária (AGE) realizada ontem.

Além disso, a Sul América (SULA11) concluiu a compra da Paraná Clínicas, por R$ 396 milhões, enquanto a Braskem (BRKM5) iniciou a produção comercial de polipropileno (PP) de sua nova planta nos Estados Unidos. Está marcada para hoje a estreia das ações da Petz (PETZ3) na B3.

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Confira os destaques:

A sessão desta sexta-feira marca a estreia da Petz na B3. A companhia teve a ação precificada  a R$ 13,75 na abertura de capital – no meio da faixa indicativa, que variava entre R$ 12,25 e R$ 15,25. A captação foi de R$ 3,03 bilhões contando os lotes extras.

A Petz é uma das maiores redes de pet shop do Brasil e foi fundada em 2002 pelo empresário Sergio Zimerman. Hoje, a companhia opera em 13 estados e no Distrito Federal com 110 lojas.

Com os recursos de sua abertura de capital, a Petz afirmou que dará prosseguimento à rápida expansão de suas operações, com abertura de “mais lojas padrão em praças onde operamos além de novas praças, que também promovem o aumento das vendas digitais na região”.

Leia também: “Aprendi muita coisa quando quebrei”, diz fundador da Petz em podcast

A companhia ainda pretende investir em estratégia digital, focada no aprofundamento da omnicanalidade, aprimoramento da experiência do cliente e ganhos de produtividade, ampliar a oferta de produtos exclusivos sob a marca Petz, e investir na marca Seres, com expansão dos serviços prestados pelos centros veterinários.

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O Vale aprovou o pagamento de remuneração aos acionistas, no montante total bruto de R$ 2,4075 por ação. São R$ 1,4102 por ação na forma de dividendos e R$ 0,9973 por ação na forma de juros sobre o capital próprio (JCP).

O pagamento ocorrerá em 30 de setembro de 2020. As ações da Vale serão negociadas ex-direitos na B3 e na NYSE a partir de 22 de setembro de 2020.

Segundo o Bradesco BBI, a informação é positiva, pois indica um pagamento adicional de US$ 1 bilhão em dividendos extraordinários. No final de julho, a empresa aprovou a retomada da política de dividendos, com distribuição de 30% do Ebitda menos Capex de manutenção, o que representa US$ 1,3 bilhão no primeiro semestre de dividendos mínimos.

Em relatório, o BBI destacou que o dividendo extraordinário ainda é um pouco conservador, considerando a dívida líquida de US$ 8,1 bilhões no segundo trimestre e a expectativa de geração de fluxo de caixa livre. “No entanto, notamos que a Vale tem condições de distribuir dividendos significativos mais adiante”, destacou.

Considerando o preço do minério de ferro a US$ 100 por tonelada no segundo semestre de 2020, o dividendo mínimo em março de 2021 pode chegar a US$ 3 bilhões, sem considerar os dividendos extraordinários, que também são esperados. “Dito isso, os investidores que comprarem a ação agora podem ter pelo menos dividendos de US$ 5 bilhões até março de 2021”, informou o BBI.

O Credit Suisse também afirmou que o pagamento mínimo de dividendos chega a US$ 1,3 bilhão em setembro, com base nos resultados do primeiro semestre. Com isso, a notícia de hoje implica em uma aprovação de US$ 1 bilhão em dividendos extraordinários. O Credit estima que a Vale pagará um dividend yield mínimo de 7% em 2021, mas com dividendos extraordinários pode chegar a 12%.

O banco manteve rating Outperform para a Vale e destacou que a empresa está descontada ante suas concorrentes australianas. Seu valuation é de 3,2 vezes EV(valor de mercado)/Ebitda, ante múltiplo de 5,1 vezes das concorrentes.

Tecnisa (TCSA3) e Gafisa (GFSA3)

A maioria dos acionistas da Tecnisa rejeitou os estudos para integração com a Gafisa, informou a companhia em comunicado ao mercado.

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Em 19 de agosto, a Tecnisa informou ao mercado que recebeu uma proposta não solicitada da Gafisa para combinar os negócios. A Gafisa participa da Tecnisa por meio do fundo Bergamo, que tem 5,23% da companhia, de acordo com informação do dia 27.

A Azul informou os dados preliminares de tráfego de agosto. Segundo a empresa, o tráfego de passageiros consolidado (RPKs) aumentou 26,4% em relação a julho de 2020, frente a um crescimento de 33,3% na capacidade (ASKs). Já em comparação com agosto de 2010, o tráfego consolidado (RPK) caiu 68,7%, enquanto a capacidade (ASK) recuou 65,6%.

A taxa de ocupação foi de 75,5%. A taxa de ocupação doméstica foi de 75,7% e a internacional totalizou 72,7%. “Em agosto voamos mais de 40% da capacidade doméstica comparada com o mesmo período no ano passado. Além disso, durante o mês tivemos uma melhora significativa nas tarifas e na receita, o que reforça nossa confiança no aumento sequencial de nossa capacidade,” disse John Rodgerson, CEO da Azul.

A empresa informou também que espera operar 505 decolagens diárias nos dias de maior demanda em outubro para 89 destinos. A capacidade total em outubro representará aproximadamente 55% dos ASKs no mesmo período do ano passado e a capacidade doméstica representará 60% dos ASKs domésticos de outubro de 2019.

Latam Airlines

A proposta de financiamento de US$ 2,45 bilhões para a Latam no processo de recuperação judicial foi rejeitada ontem pela Corte de Falências de Nova York. A decisão cria dúvidas sobre o futuro da empresa, que tem sofrido forte queda na demanda por viagens. A corte considerou ilegal o pleito de conversão de dívida em participação acionário com desconto de 20%.

De acordo com o Bradesco BBI, a proposta inicial era de desconto de 32%. No entanto isso não foi suficiente para a proposta ser aceita.

Em relatório, o BBI, disse que a empresa deverá apelar da decisão, e poderá ter que garantir direitos de subscrição a outros credores. O banco disse que o acesso ao financiamento é um fator crítico para a empresa superar a crise da Covid.

Sul América (SULA11)

A Sul América concluiu a compra da Paraná Clínicas, quinta maior operadora de planos de saúde do estado do Paraná, por R$ 396 milhões. A empresa tem 90 mil beneficiários em carteiras empresariais e centros clínicos. No primeiro semestre de 2020, a receita somou R$ 103 milhões.

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A Braskem iniciou a produção comercial de polipropileno (PP) de sua nova planta nos Estados Unidos. A unidade está localizada em La Porte, no estado do Texas, e tem capacidade de produção de 450 mil toneladas por ano. Segundo a empresa, a nova planta de PP nos Estados Unidos está em linha com a estratégia de diversificação de sua matriz de matéria-prima e de expansão geográfica nas Américas.

Em relação à Braskem, o mercado continua a acompanhar as informações de que o escritório americano de advocacia Kaplan Fox & Kilsheimer iniciou uma investigação que pode resultar em uma ação coletiva contra a empresa, noticiada pelo Globo. A iniciativa se deve ao episódio de afundamento do solo em quatro bairros de Maceió (AL), que foi relacionado à mineração de sal-gema da empresa.

A Cemig informou que a Gasmig concluiu a distribuição de sua oitava emissão de debêntures simples, no valor de R$ 850 milhões. As debêntures têm prazo de 11 anos e atualização monetária pelo IPCA acrescida de juros remuneratórios de 5,27%.

A Suzano precificou a oferta de bonds pela sua subsidiária integral Suzano Austria, com emissão de US$750 milhões, com yield de 3,950% ao ano e cupom de 3,750% ao ano, a serem pagos semestralmente e com vencimento em 15 de janeiro de 2031.

As Notes possuem indicadores de performance ambientais associados a uma meta de redução de intensidade de emissões de gases de efeito estufa pela companhia até 2025. Segundo a empresa, a medida está ligada à sua Meta de Longo Prazo 2030 de redução de emissões publicada este ano.

O fundo soberano da Arábia Saudita, Salic, vai converter opções de compra de ações da Minerva de forma antecipada no valor de R$ 400 milhões, que serão injetados na companhia, de acordo com o Brazil Journal. A Minerva ainda não se pronunciou sobre o assunto.

Cabe ressaltar ainda que, na semana, as ações dos frigoríficos expostos à carne suína foram o destaque, inclusive a BRF (BRFS3), com alta de 4%, após notícia de que um caso de Peste Suína Africana foi registrado em um javali selvagem na Alemanha.

Conforme destacado pelo Broadcast, tal caso poderia implicar em restrições de exportação de carne suína alemã para a China. Diante da notícia, Coreia do Sul e Japão teriam suspendido compras vindas da Alemanha, e Taiwan teria começado a inspecionar malas de viajantes vindos da nação europeia, segundo a Bloomberg.

“De qualquer forma, ainda não está claro se haverá restrição às exportações totais da Alemanha, ou apenas à região onde foi encontrado o caso, ou nenhuma restrição – uma vez que a indústria alemã segue sem outros casos registrados. Em caso de restrição, entendemos que isso poderia ser benéfico para frigoríficos expostos à carne suína situados em outros países exportadores, como Brasil e Estados Unidos. No caso do Brasil, tal impulso seria a ‘cereja no bolo’ das exportações do país, cujo ritmo segue em alta tanto para carne bovina quanto para a suína”, aponta a equipe de análise da XP Investimentos.

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Ações de Petrobras e bancos caem mais de 2% após fala de Bolsonaro; Magalu sobe com programa de recompra de ações

SÃO PAULO – Em um sessão com queda intensificada para o Ibovespa após o presidente Jair Bolsonaro afirmar que rejeitou a proposta do Renda Brasil do ministro Paulo Guedes até uma nova conversa, os bancos e estatais, como Petrobras (PETR3, R$ 22,76, -2,86%; PETR4, R$ 22,22, -2,84%) e Eletrobras (ELET3, R$ 36,40, -4,71%; ELET6, R$ 36,92, -4,00%), caíram forte.

No setor financeiro, Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 23,79, -2,10%), Bradesco (BBDC3, R$ 19,16, -2,24%; BBDC4, R$ 20,73, -2,08%), Banco do Brasil (BBAS3, R$ 32,45, -2,41%) e Santander (SANB11, R$ 28,40, -2,54%) caíram todos mais de 2%.

No início da sessão, quem ganhou destaque foi a ação da Qualicorp (QUAL3, R$ 29,90, -2,61%), que chegou a subir mais de 3% após o resultado, mas logo amenizou e virou para queda. A companhia divulgou ontem à noite lucro líquido de R$ 126,7 milhões no segundo trimestre de 2020, alta de 21,5% ante o mesmo período do ano anterior. O resultado foi beneficiado por ganhos não recorrentes com a venda de ativos.

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Outro destaque ficou com o Grupo NotreDame Intermédica (GNDI3, R$ 72,88, +3,24%), que acertou a compra do Grupo Medisinitas por R$ 1 bilhão e viu suas ações liderarem os ganhos do índice.

Já a Vale (VALE3, R$ 61,75, +0,21%) praticamente zerou os ganhos de cerca de 1% registrados mais cedo. O minério de ferro, após a queda da véspera, teve recuperação e fechou em alta de 1,4%, a US$ 123,25 a tonelada, segundo cotação da commodity spot negociada no porto de Qingdao.

Ainda no noticiário da Vale, o  governo de Minas Gerais, o Ministério Público e a Advocacia-Geral da União, entre outros órgãos, entraram com petição judicial em que buscam bloquear até R$ 26,68 bilhões em contas da Vale por danos socioeconômicos causados pelo rompimento de uma barragem da companhia em Brumadinho em 2019.

O Ministério Público em Minas Gerais disse que o pedido de bloqueio bilionário tem como base um estudo feito pela Fundação João Pinheiro sobre impactos da tragédia, que deixou 270 mortos. Os procuradores disseram ainda que os danos morais coletivos e sociais foram calculados na ordem de R$ 28 bilhões, para os quais a petição requer indenização ou compensação.

“Este valor corresponde ao lucro líquido distribuído aos acionistas em 2018, montante que poderia ter sido aplicado na garantia da segurança das barragens”, defendeu o MP-MG, em nota.

Quem ganhou destaque também foram as ações foi o Magazine Luiza (MGLU3, R$ 90,15, +2,44%), que sobe forte após anúncio de um novo programa de recompra de ações.

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Fora do Ibovespa, a Tecnisa (TCSA3, R$ 12,79, -0,85%) chegou a ver suas ações saltarem 9%, mas zerarem os ganhos em meio ao ambiente de maior aversão ao risco do mercado. A companhia convocou duas assembleias extraordinárias relativas à proposta de fusão entre a companhia e a Gafisa (GFSA3, R$ 5,26, -1,31%) a pedido do Bergamo Fundo, cujas cotas são detidas pela Gafisa.

Entre as recomendações, a Gerdau (GGBR4, R$ 19,54, -0,05%) chegou a ver suas ações subirem, mas perdeu força, após os ADRs (American Depositary Receipts) da companhia terem a recomendação elevada para neutra, com os analistas destacando a resiliência da demanda de aço no Brasil. Já as ações da Enauta (ENAT3, R$ 12,17, -3,87%) caíram quase 4% após terem a recomendação reduzida pelo UBS de compra para neutra.

Confira os destaques:

Rumo (RAIL3, R$ 22,30, -3,84%)

Começam hoje as negociações das novas ações da Rumo, depois de a empresa realizar uma oferta primária. Segundo a empresa, o preço foi definido em R$ 21,75 por ação no seu follow on. Com isso, a operação somou R$ 6,4 bilhões, com 294,2 milhões de ações.
Os recursos serão destinados para o pagamento de outorgas e projetos estratégicos.

Qualicorp (QUAL3, R$ 29,90, -2,61%)

A Qualicorp divulgou ontem à noite lucro líquido de R$ 126,7 milhões no segundo trimestre de 2020, alta de 21,5% ante o mesmo período do ano anterior. O resultado foi beneficiado por ganhos não recorrentes com a venda de ativos.

O lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação (Ebitda, em inglês) ajustado foi de R$ 233,5 milhões, queda de 1,9% na comparação anual. Já a receita líquida caiu 2,8% para R$ 483,7 milhões.

A dívida líquida da empresa chegou a R$ 594,8 milhões no final do trimestre, bem acima dos R$ 20,8 milhões computados um ano antes. Mesmo assim, houve uma melhora ante o primeiro trimestre de 2020, quando a dívida líquida atingiu R$ 777,9 milhões.

Segundo a empresa, a melhora foi consequência da forte geração de caixa e da não distribuição de dividendos no trimestre.

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Além do resultado, a empresa divulgou um programa de recompra de até 10 milhões de ações ON, volume equivalente a 3,5% das ações em circulação. O prazo final para a operação é o dia 17 de fevereiro de 2022.

Os recursos disponíveis para aquisição das ações de emissão da própria Companhia no Programa de Recompra totalizam o montante de cerca R$ 530 milhões.

Em relatório, o Credit Suisse destacou o crescimento de 1,1% de beneficiários ante o primeiro trimestre e a revisão de custos e despesas (que caíram 17% na comparação anual). De acordo com o banco, a sustentabilidade dos novos níveis de custos e despesas deve ser acompanhado de perto pelo mercado daqui para frente.

O relatório destacou a queda de 4% na receita líquida ante o primeiro trimestre, atribuída ao foco em novas iniciativas de vendas. Segundo o Credit, os problemas da empresa com governança provocaram um desconto em suas ações, mas a crise já foi superada. Além disso, o banco avalia que a empresa é uma forte geradora de caixa, mesmo que o ritmo de crescimento seja lento.

“Este trimestre mostra que a empresa voltou aos trilhos, tanto comercialmente quanto administrativamente, permitindo que o valor seja destravado.” O banco manteve a recomendação de Outperform (desempenho acima da média do mercado), com preço-alvo de R$ 38,00.

Magazine Luiza (MGLU3, R$ 90,15, +2,44%)

O Magazine Luiza encerrou o programa atual de recompra de ações e criou um novo, podendo comprar até 10 milhões de ativos ON, equivalentes a 1,49% dos papéis em circulação, por um período de até 18 meses.

A aprovação do novo programa pelo conselho de administração da companhia vem após encerramento de recompra anunciada em fevereiro do ano passado, no qual foram adquiridas 6.767.500 ações, com preço médio de R$ 34,75 por papel.

JBS (JBSS3, R$ 23,35, -1,81%)

A JBS informou a antecipação de R$ 389,5 milhões em recebíveis junto ao Banco Original, que é controlado por integrantes da família dos maiores acionistas indiretos da empresa. Segundo documento enviado à Comissão de Valores Mobiliários, a JBS cedeu ao Banco Original recebíveis detidos contra determinados clientes, do mercado interno ou externo.

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As cessões de crédito foram efetuadas sem coobrigação. Ou seja, houve a transferência definitiva dos riscos de não pagamento pelos clientes ao Banco Original. A taxa de deságio praticada na operação foi mais vantajosa à JBS do que outras alternativas disponíveis para antecipação de recebíveis, segundo o comunicado.

Eneva (ENEV3, R$ 50,02, +1,79%)

A Eneva anunciou um acordo de acionistas entre as gestoras de fundos de investimentos Atmos, Dynamo e Velt. De acordo com fato relevante, gestoras compartilham visão semelhante em relação ao investimento na Eneva.

“O acordo permitirá a formação de um bloco de acionistas independente, ágil e articulado, formado pelas três gestoras, que atuará em benefício do melhor interesse de longo prazo da Eneva”, afirmaram.

As três gestoras destacaram que não pretendem exercer o controle acionário da companhia ou alterar a estrutura da administração da Eneva. O acordo tem prazo inicial de 36 meses e pode ser prorrogado.

CSN (CSNA3, R$ 14,61, -1,55%)

A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) informou que avalia um IPO (oferta pública de distribuição de ações) da CSN Mineração. Esta não é a primeira vez que a empresa manifesta o projeto, que está em pauta há anos.

O jornal Valor Econômico noticiou que a empresa contratou bancos para fazer a operação, mas a empresa disse que avalia “constantemente alternativas de captação de recursos no mercado de renda fixa ou variável.”

Petrobras (PETR3, R$ 22,76, -2,86%; PETR4, R$ 22,22, -2,84%)

O presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, afirmou ontem à CNN que nem o governo nem o Congresso são favoráveis a uma privatização da petrolífera estatal. O executivo, no entanto, declarou ser “conceitualmente” a favor.

“Não há disposição do governo e do Congresso em privatizar a Petrobras”, disse. Ele afirmou ainda que não há interferência de nenhum tipo do governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na empresa.

A Petrobras informou ontem que realizou o pré-pagamento parcial de suas linhas de crédito compromissadas (revolving credit lines), no montante de US$ 2,1 bilhões. Com este pré-pagamento, a companhia dispõe atualmente para novos saques nas linhas compromissadas denominadas em dólares norte-americanos, de US$ 5,6 bilhões, e de R$ 4 bilhões, nas linhas em reais.

Segundo a empresa, a operação permitirá maior eficiência na gestão do caixa, em linha com a estratégia de otimização do capital da companhia.

 Tecnisa (TCSA3, R$ 12,79, -0,85%) e Gafisa (GFSA3, R$ 5,26, -1,31%)

A Tecnisa convocou duas assembleias extraordinárias relativas à proposta de fusão entre Gafisa e Tecnisa a pedido do Bergamo Fundo, cujas cotas são detidas pela Gafisa.

A primeira, marcada para 10 de setembro, deve discutir a revisão o mecanismo de proteção à dispersão acionária do capital social (poison pill), assim como a mudança de regras relativas à alienação do controle acionário.

Esta assembleia também propõe o aumento do capital social no montante de R$ 500 milhões e do limite de capital autorizado da companhia para 200 milhões de ações. Além disso, este encontro incluirá a análise do prosseguimento dos estudos para potencial integração de negócios entre a Tecnisa e a Gafisa.

Já a segunda assembleia deve ocorrer em 25 de setembro. A proposta do Bergamo para esta assembleia é a eleição de um novo conselho de administração, assim como a possibilidade de adoção de voto múltiplo na possível eleição do novo conselho.

A administração da Tecnisa se posicionou de forma contrária às propostas do fundo Bergamo, incluindo a avaliação da união com a Gafisa. “Uma eventual combinação de negócios, nesse momento, com uma outra companhia que possivelmente se apresenta em estágio menos consistente do que a companhia, traz receios significativos para a administração.”

NotreDame Intermédica (GNDI3, R$ 72,88, +3,24%)

O Grupo NotreDame Intermédica acertou a compra do Grupo Medisinitas por R$ 1 bilhão. O acordo de intenção de compra e venda foi assinado em 25 de agosto, segundo fato relevante.

O valor da transação foi fixado em R$ 1 bilhão. O preço de aquisição será pago à vista, na data de fechamento da transação, acrescido do caixa líquido, sendo que R$ 100 milhões serão destinados a constituição de uma conta garantia para contingências futuras. O pagamento será feito com recursos próprios e linhas de crédito já alinhadas com instituições financeiras.

Localiza (RENT3, R$ 48,42, -1,53%)

A Controladoria-Geral da União (CGU) e a Advocacia-Geral da União (AGU) assinaram, acordo de leniência com a Car Rental, após confirmar irregularidades pontuais relacionadas ao pagamento de vantagens indevidas a servidor público no ano de 2010. A empresa tomou a iniciativa de realizar autodenúncia voluntária e procurou a CGU em 2016.

A Localiza comprou as operações da empresa em 2017, e também é signatária do acordo, assumindo, solidariamente, a responsabilidade pelo pagamento dos valores acordados.

Segundo o Itaú BBA, o acordo tem efeito neutro sobre as ações da empresa. “O montante a ser pago às autoridades brasileiras é de R$ 750 mil, valor que não vai impactar a companhia”, declarou o banco em relatório.

Plano & Plano

Outro IPO em pauta é o da construtora Plano & Plano, que pode movimentar mais de R$ 1 bilhão. De acordo com o aviso ao mercado publicado nesta terça-feira, a faixa estimativa de preço do negócio é de R$ 11,75 a R$ 15,25 por ação.

Considerando o preço médio dessa faixa, de R$ 13,50, e que a companhia venda todos os papéis ofertados, incluindo lotes suplementar a adicional, num total de 86,17 milhões de ações, a oferta movimentaria R$ 1,16 bilhão, segundo a Reuters. A precificação da oferta está prevista para 15 de setembro e estreia das ações na B3 no dia 17, sob a sigla PLPL3.

A Mosaico, dos comparativos de preços Zoom e Buscapé, pediu registro de IPO na CVM.

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CSN avalia IPO da CSN Mineração, lucro líquido da Qualicorp sobe 21,5%, Tecnisa convoca assembleia e mais notícias

O mercado acompanha hoje o resultado do segundo trimestre da Yduqs (YDUQ3), após o fechamento do mercado. Também nesta quarta-feira começam as negociações das ações emitidas pela Rumo (RAIL3) em oferta primária.

Outro destaque foi o resultado da Qualicorp (QUAL3), que divulgou ontem à noite lucro líquido de R$ 126,7 milhões no segundo trimestre de 2020, alta de 21,5% ante o mesmo período do ano anterior. O resultado foi beneficiado por ganhos não recorrentes com a venda de ativos.

Além disso, a A Eneva (ENEV3) anunciou um acordo de acionistas entre as gestoras de fundos de investimentos Atmos, Dynamo e Velt, enquanto o presidente da Petrobras (PETR3;PETR4) afirmou que nem o governo nem o Congresso são favoráveis a uma privatização da estatal.

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Ontem, a Petrobras informou que realizou o pré-pagamento parcial de suas linhas de crédito compromissadas (revolving credit lines), no montante de US$ 2,1 bilhões. O mercado acompanha ainda desdobramentos das negociações entre Tecnisa (TCSA3) e Gafisa (GFSA3), depois que duas assembleias de acionistas foram convocadas.

A Companhia Siderúrgica Nacional (CSNA3) informou que avalia um IPO (oferta pública de distribuição de ações) da CSN Mineração.

Confira os destaques:

Começam hoje as negociações das novas ações da Rumo, depois de a empresa realizar uma oferta primária. Segundo a empresa, o preço foi definido em R$ 21,75 por ação no seu follow on. Com isso, a operação somou R$ 6,4 bilhões, com 294,2 milhões de ações.
Os recursos serão destinados para o pagamento de outorgas e projetos estratégicos.

Qualicorp (QUAL3)

A Qualicorp divulgou ontem à noite lucro líquido de R$ 126,7 milhões no segundo trimestre de 2020, alta de 21,5% ante o mesmo período do ano anterior. O resultado foi beneficiado por ganhos não recorrentes com a venda de ativos.

O lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação (Ebitda, em inglês) ajustado foi de R$ 233,5 milhões, queda de 1,9% na comparação anual. Já a receita líquida caiu 2,8% para R$ 483,7 milhões.

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A dívida líquida da empresa chegou a R$ 594,8 milhões no final do trimestre, bem acima dos R$ 20,8 milhões computados um ano antes. Mesmo assim, houve uma melhora ante o primeiro trimestre de 2020, quando a dívida líquida atingiu R$ 777,9 milhões.

Segundo a empresa, a melhora foi consequência da forte geração de caixa e da não distribuição de dividendos no trimestre.

Além do resultado, a empresa divulgou um programa de recompra de até 10 milhões de ações ON, volume equivalente a 3,5% das ações em circulação. O prazo final para a operação é o dia 17 de fevereiro de 2022.

Os recursos disponíveis para aquisição das ações de emissão da própria Companhia no Programa de Recompra totalizam o montante de cerca R$ 530 milhões.

Em relatório, o Credit Suisse destacou o crescimento de 1,1% de beneficiários ante o primeiro trimestre e a revisão de custos e despesas (que caíram 17% na comparação anual). De acordo com o banco, a sustentabilidade dos novos níveis de custos e despesas deve ser acompanhado de perto pelo mercado daqui para frente.

O relatório destacou a queda de 4% na receita líquida ante o primeiro trimestre, atribuída ao foco em novas iniciativas de vendas. Segundo o Credit, os problemas da empresa com governança provocaram um desconto em suas ações, mas a crise já foi superada. Além disso, o banco avalia que a empresa é uma forte geradora de caixa, mesmo que o ritmo de crescimento seja lento.

“Este trimestre mostra que a empresa voltou aos trilhos, tanto comercialmente quanto administrativamente, permitindo que o valor seja destravado.” O banco manteve a recomendação de Outperform (desempenho acima da média do mercado), com preço-alvo de R$ 38,00.

Magazine Luiza (MGLU3)

O Magazine Luiza encerrou o programa atual de recompra de ações e criou um novo, podendo comprar até 10 milhões de ativos ON por até 18 meses.

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A JBS informou a antecipação de R$ 389,5 milhões em recebíveis junto ao Banco Original, que é controlado por integrantes da família dos maiores acionistas indiretos da empresa. Segundo documento enviado à Comissão de Valores Mobiliários, a JBS cedeu ao Banco Original recebíveis detidos contra determinados clientes, do mercado interno ou externo.

As cessões de crédito foram efetuadas sem coobrigação. Ou seja, houve a transferência definitiva dos riscos de não pagamento pelos clientes ao Banco Original. A taxa de deságio praticada na operação foi mais vantajosa à JBS do que outras alternativas disponíveis para antecipação de recebíveis, segundo o comunicado.

A Eneva anunciou um acordo de acionistas entre as gestoras de fundos de investimentos Atmos, Dynamo e Velt. De acordo com fato relevante, gestoras compartilham visão semelhante em relação ao investimento na Eneva.

“O acordo permitirá a formação de um bloco de acionistas independente, ágil e articulado, formado pelas três gestoras, que atuará em benefício do melhor interesse de longo prazo da Eneva”, afirmaram.

As três gestoras destacaram que não pretendem exercer o controle acionário da companhia ou alterar a estrutura da administração da Eneva. O acordo tem prazo inicial de 36 meses e pode ser prorrogado.

A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) informou que avalia um IPO (oferta pública de distribuição de ações) da CSN Mineração. Esta não é a primeira vez que a empresa manifesta o projeto, que está em pauta há anos.

O jornal Valor Econômico noticiou que a empresa contratou bancos para fazer a operação, mas a empresa disse que avalia “constantemente alternativas de captação de recursos no mercado de renda fixa ou variável.”

O presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, afirmou ontem à CNN que nem o governo nem o Congresso são favoráveis a uma privatização da petrolífera estatal. O executivo, no entanto, declarou ser “conceitualmente” a favor.

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“Não há disposição do governo e do Congresso em privatizar a Petrobras”, disse. Ele afirmou ainda que não há interferência de nenhum tipo do governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na empresa.

A Petrobras informou ontem que realizou o pré-pagamento parcial de suas linhas de crédito compromissadas (revolving credit lines), no montante de US$ 2,1 bilhões. Com este pré-pagamento, a companhia dispõe atualmente para novos saques nas linhas compromissadas denominadas em dólares norte-americanos, de US$ 5,6 bilhões, e de R$ 4 bilhões, nas linhas em reais.

Segundo a empresa, a operação permitirá maior eficiência na gestão do caixa, em linha com a estratégia de otimização do capital da companhia.

 Tecnisa (TCSA3) e Gafisa (GFSA3)

A Tecnisa convocou duas assembleias extraordinárias relativas à proposta de fusão entre Gafisa e Tecnisa a pedido do Bergamo Fundo, cujas cotas são detidas pela Gafisa.

A primeira, marcada para 10 de setembro, deve discutir a revisão o mecanismo de proteção à dispersão acionária do capital social (poison pill), assim como a mudança de regras relativas à alienação do controle acionário.

Esta assembleia também propõe o aumento do capital social no montante de R$ 500 milhões e do limite de capital autorizado da companhia para 200 milhões de ações. Além disso, este encontro incluirá a análise do prosseguimento dos estudos para potencial integração de negócios entre a Tecnisa e a Gafisa.

Já a segunda assembleia deve ocorrer em 25 de setembro. A proposta do Bergamo para esta assembleia é a eleição de um novo conselho de administração, assim como a possibilidade de adoção de voto múltiplo na possível eleição do novo conselho.

A administração da Tecnisa se posicionou de forma contrária às propostas do fundo Bergamo, incluindo a avaliação da união com a Gafisa. “Uma eventual combinação de negócios, nesse momento, com uma outra companhia que possivelmente se apresenta em estágio menos consistente do que a companhia, traz receios significativos para a administração.”

NotreDame Intermédica (GNDI3)

O Grupo NotreDame Intermédica acertou a compra do Grupo Medisinitas por R$ 1 bilhão. O acordo de intenção de compra e venda foi assinado em 25 de agosto, segundo fato relevante.

O valor da transação foi fixado em R$ 1 bilhão. O preço de aquisição será pago à vista, na data de fechamento da transação, acrescido do caixa líquido, sendo que R$ 100 milhões serão destinados a constituição de uma conta garantia para contingências futuras. O pagamento será feito com recursos próprios e linhas de crédito já alinhadas com instituições financeiras.

Localiza (RENT3)

A Controladoria-Geral da União (CGU) e a Advocacia-Geral da União (AGU) assinaram, acordo de leniência com a Car Rental, após confirmar irregularidades pontuais relacionadas ao pagamento de vantagens indevidas a servidor público no ano de 2010. A empresa tomou a iniciativa de realizar autodenúncia voluntária e procurou a CGU em 2016.

A Localiza comprou as operações da empresa em 2017, e também é signatária do acordo, assumindo, solidariamente, a responsabilidade pelo pagamento dos valores acordados.

Segundo o Itaú BBA, o acordo tem efeito neutro sobre as ações da empresa. “O montante a ser pago às autoridades brasileiras é de R$ 750 mil, valor que não vai impactar a companhia”, declarou o banco em relatório.

Plano & Plano

Outro IPO em pauta é o da construtora Plano & Plano, que pode movimentar mais de R$ 1 bilhão. De acordo com o aviso ao mercado publicado nesta terça-feira, a faixa estimativa de preço do negócio é de R$ 11,75 a R$ 15,25 por ação.

Considerando o preço médio dessa faixa, de R$ 13,50, e que a companhia venda todos os papéis ofertados, incluindo lotes suplementar a adicional, num total de 86,17 milhões de ações, a oferta movimentaria R$ 1,16 bilhão, segundo a Reuters. A precificação da oferta está prevista para 15 de setembro e estreia das ações na B3 no dia 17, sob a sigla PLPL3.

A Mosaico, dos comparativos de preços Zoom e Buscapé, pediu registro de IPO na CVM.

Regra dos 10 tiros: aprenda a fazer operações simples que podem multiplicar por até 10 vezes o capital investido. Inscreva-se!