Lucro líquido da Tesla supera US$ 1 bilhão pela primeira vez no 2º tri; receita sobe 98%, para US$ 12 bi

Logo da Tesla em uma das suas lojas (Shutterstock)

SÃO PAULO – Com aumento nas entregas de veículos e crescimento em outros braços da companhia, a receita da Tesla somou cerca de US$ 12 bilhões no segundo trimestre de 2021, aumento de 98% em relação ao mesmo período do ano passado. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (26), após o fechamento do pregão.

No período, a companhia apurou lucro líquido de US$ 1,14 bilhão, a primeira vez que ultrapassou a marca de US$ 1 bilhão. O resultado representa lucro de US$ 1,45 por ação, acima dos US$ 0,95 estimados pelos economistas consultados pela Refinitiv.

Entre os meses de abril e junho, a companhia produziu e entregou mais de 200 mil veículos, um novo recorde. Foi também no último trimestre que a Tesla anunciou seu programa de assinatura, o “Full Self Driving” (FSD), e começou a entrega do carro “Model S” aos consumidores.

De acordo com o balanço divulgado nesta segunda, a receita com a venda de veículos somou cerca de US$ 10 bilhões, enquanto o braço de energia, que inclui energia solar para moradias e empresas, teve receita de US$ 801 milhões nos últimos três meses, aumento de 60% em relação ao trimestre anterior.

A Tesla também relatou US$ 951 milhões em serviços e outras receitas. Um prejuízo de US$ 23 milhões relacionado ao valor de suas participações de Bitcoin foi relatado como uma despesa operacional na categoria “Reestruturação e outros.”

De acordo com a fabricante de veículos, em meio à crise de semicondutores ao redor do mundo e retomada da demanda por automóveis, o fornecimento de componentes terá uma forte influência na taxa de crescimento das entregas da Tesla no restante do ano.

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Tesla fecha acordo com BHP para fornecimento de níquel

Logo da Tesla em uma das suas lojas (Shutterstock)

(Bloomberg) – A Tesla (TSLA34) fechou um acordo de fornecimento de níquel com a BHP (BHPG34) para garantir o metal usado nas baterias de seus carros elétricos.

O metal será fornecido pela operação Nickel West na Austrália Ocidental, disse a maior mineradora do mundo em comunicado. Segundo a BHP, as empresas trabalharão juntas para tornar a cadeia de fornecimento de baterias mais sustentável.

O fundador da Tesla, Elon Musk, tem repetidamente mostrado preocupação com os suprimentos futuros de níquel devido aos desafios para a oferta sustentável. Musk tem pedido às mineradoras para produzir mais níquel, pois a demanda deve aumentar muito com a transição cada vez mais acelerada para veículos elétricos.

O níquel é um componente essencial das baterias íon-lítio, usadas em veículos elétricos. O metal permite armazenar mais energia nas baterias e reduz a necessidade de usar cobalto, que é mais caro e tem uma cadeia de abastecimento menos transparente.

A Telsa fechou uma série de acordos com empresas de mineração para as commodities usadas em baterias, incluindo um contrato para o fornecimento de cobalto com a Glencore e apoio a um projeto de níquel na Nova Caledônia.

Para a BHP, isso marca uma grande mudança na divisão Nickel West da empresa, que tentou sem sucesso vender a unidade em 2014 e, desde então, a adaptou para atender fabricantes de baterias, em vez de clientes tradicionais, como a indústria de aço inoxidável.

A Bloomberg havia divulgado em outubro que as duas empresas estavam em negociações.

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Bitcoin sobe forte e supera os US$ 40 mil após Musk sugerir que Tesla pode aceitar a criptomoeda novamente

SÃO PAULO – O preço do Bitcoin registra fortes ganhos e supera os US$ 39 mil nesta segunda-feira (14) após nova fala de Elon Musk, CEO da Tesla, que vem nas últimas semanas movimentando o mercado das criptomoedas.

Musk tuitou no último domingo (13) que a empresa retomará as transações de bitcoin quando houver confirmação do uso razoável de energia limpa por mineradores.

“A Tesla vendeu apenas cerca de 10% da participação para confirmar que o BTC possa ser liquidado facilmente sem mover o mercado”, diz o tuíte. “Quando houver confirmação de uso razoável de energia limpa por mineradores com tendência futura positiva, a Tesla voltará a permitir transações de bitcoin.”

Às 10h27 (horário de Brasília), o Bitcoin operava a US$ 40.529,23, em alta de 12,61% na comparação com a cotação de 24 horas atrás, segundo dados do CoinMarket Cap.

Confira o tuíte de Musk: 

Desde o início do ano, a cotação do Bitcoin subiu mais de 30%, embora tenha passado por grandes oscilações. Ele atingiu uma alta de todos os tempos de US$ 64.829,14 em abril e atingiu uma baixa perto de US$ 30.000 em maio, após uma queda intradiária de 30%.

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Em meados de maio, a criptomoeda caiu após Musk informar que iria interromper as vendas de seus carros usando Bitcoin por conta dos impactos ambientais causados pela mineração de criptomoedas.

A criptografia de mineração requer grandes quantidades de energia para alimentar computadores poderosos – a mineração de Bitcoin consome mais energia do que países inteiros como a Finlândia e a Bélgica, de acordo com o Cambridge Bitcoin Electricity Consumption Index.

O mercado também era influenciado pela empresa de software e grande apoiadora de bitcoin MicroStrategy, que levantou meio bilhão de dólares para comprar bitcoin , disse Bobby Ong, cofundador do site de análise de criptomoedas CoinGecko.

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Bitcoin cai 6% após Elon Musk anunciar que Tesla vai suspender venda de carros com a criptomoeda

SÃO PAULO – Elon Musk informou nesta quarta-feira (12) que a Tesla irá interromper as vendas de seus carros usando Bitcoin por conta dos impactos ambientais causados pela mineração de criptomoedas.

Com a fala do executivo, as ações da Tesla passaram a cair no after makert em Nova York. Às 20h (horário de Brasília), os ativos registravam perdas de 1,09%, a US$ 583,48, após recuarem 4,42% no pregão regular.

O Bitcoin, que também já apresentava perdas, acentuou sua queda, que passou a ser de 6,76% no acumulado de 24 horas, para US$ 52.739, com uma perda de cerca de 5% em poucos minutos após a fala de Musk. No Brasil, a desvalorização é de 4,76%, para R$ 280.637.

“A Tesla suspendeu as compras de veículos usando Bitcoin”, disse Musk no Twitter. “Estamos preocupados com o uso crescente de combustíveis fósseis para mineração e transações com bitcoins, especialmente carvão, que tem as piores emissões que qualquer combustível”.

“A criptomoeda é uma boa ideia em muitos níveis e acreditamos que ela tem um futuro promissor, mas isso não pode ter um grande custo para o meio ambiente”, continuou ele.

Musk disse que a Tesla não venderia nenhum Bitcoin que possui atualmente e o usaria novamente “assim que a mineração fizesse a transição para uma energia mais sustentável”. Até lá, ele afirmou que Tesla vai olhar para outras criptomoedas que usam menos energia para minerar.

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Cotação do Dogecoin cai após participação de Elon Musk em programa de TV

O preço do Dogecoin, uma criptomoeda, avançou de 49 para 52 centavos de dólar após a participação do presidente-executivo da Tesla e da SpaceX, Elon Musk, no programa de televisão americano Saturday Night Live, no sábado, 8.

O preço do Dogecoin, criptomoeda criada em 2013 como uma piada, subiu para 74 centavos no início de sábado antes da aparição de Musk no programa, alimentando a esperança entre os investidores de que ultrapassaria US$ 1 pela primeira vez. O preço oscilou entre 49 centavos e 69 centavos na maior parte da transmissão, de acordo com a CoinDesk.

Quando o programa terminou, o Dogecoin estava sendo negociado em torno de 52 centavos de dólar, colocando seu valor de mercado em cerca de US$ 72 bilhões – maior do que as avaliações da Kraft Heinz, gigante do setor de alimentos.

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Enquanto isso, o Robinhood, aplicativo de negociação online popular entre os investidores individuais, disse no Twitter durante o programa que estava tendo problemas com a negociação de criptomoedas. Mais tarde, publicou que os problemas haviam sido resolvidos.

Depois de expor os méritos da criptomoeda usando jargões, os membros do elenco do programa Michael Che e Colin Jost pediram repetidamente que o executivo explicasse: “O que é Dogecoin?”. Após insistência, Musk respondeu: “Sim, é uma confusão.”

A agitação criada em torno do programa desde que Musk foi nomeado apresentador no mês passado sugere que a audiência pode aumentar.

O show atraiu uma média de 9,2 milhões de telespectadores por edição em sua 46ª temporada, de acordo com dados da Nielsen.

O último apresentador a fazer a audiência disparar de tal forma foi Eddie Murphy, cujo retorno ao show no final de 2019 após 35 anos atraiu um total de 16,3 milhões de espectadores.

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Fonte: Dow Jones Newswires

Tesla tem lucro recorde de US$ 438 milhões e alta de 74% na receita no 1º trimestre

Apresentação do Model 3 em uma feira de carros. O veículo é vermelho e há um banner da Tesla na parte superior da imagem (Shutterstock)

SÃO PAULO – A fabricante de carros elétricos Tesla viu seu lucro e vendas subirem forte no primeiro trimestre deste ano, com um lucro recorde e avanço expressivo nas vendas, mas mesmo assim suas ações registram queda de mais de 2% no after market em Wall Street.

A empresa comandada por Elon Musk teve lucro de US$ 438 milhões, ou US$ 0,93 por ação em termos ajustados, uma alta expressiva de 2.637% ante os US$ 16 milhões de lucro (US$ 0,02 por ação) apresentados um ano atrás.

No mesmo período, a Tesla apontou ter registrado um “crescimento substancial” nas vendas de veículo, o que ajudou a levar a receita a avançar 74%, de US$ 5,99 bilhões para US$ 10,39 bilhões. Enquanto isso, os preços dos automóveis caíram 13% com relação ao início de 2020, mas as margens aumentaram e os custos “diminuíram ainda mais rápido”, disse Tesla.

Analistas ouvidos pela Refinitiv esperavam que a empresa apresentasse lucro ajustado de US$ 0,79 por ação e vendas de US$ 10,48 bilhões.

Outro fator que impactou positivamente a companhia foi a venda de parte dos bitcoins que ela adquiriu nos últimos meses. Segundo a apresentação do balanço, houve um impacto positivo de cerca de US$ 101 milhões para a empresa por conta da criptomoeda.

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A Tesla informou no primeiro trimestre entregas de 184.800 carros Model 3 e Model Y, superando as expectativas e estabelecendo um novo recorde. No entanto, a empresa também disse que não produziu nenhum sedã Model S ou SUV Model X para o período encerrado em março. Foram entregues 2.020 veículos desses dois modelos que já haviam em estoque.

A empresa disse ainda nesta segunda-feira (26) que espera um crescimento de mais de 50% na entrega de veículos em 2021, o que implica entregas mínimas em torno de 750.000 veículos este ano.

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BDR da Tesla pode abrir uma ótima oportunidade de compra, diz Moraes

(CONDADO DA FARIA LIMA) – O Ibovespa segue “travado” e o caminho neste momento é buscar ativos sem muito peso no índice ou que nem fazem parte da carteira. É por essa lógica que André Moraes (analista técnico da Rico) indicou as 6 empresas que estão no seu radar de curto prazo, entre elas está o BDR (Brazilian Depositary Receipt) da Tesla (código: TSLA34).

A explicação dele sobre Tesla (você pode ouvir no vídeo acima a partir do instante 17:15): “A Tesla hoje está com um gráfico que eu adoro: ela teve uma longa subida e agora você precisa de muita paciência para entrar nesse ativo, pois as correções também são longas por causa dessa mudança de patamar. A Tesla já patinando desde dezembro, quando ela fez máximas históricas, mas recentemente ela voltou a operar acima das médias móveis. Uma compra pode ser acionada no rompimento dos R$ 125,90, que seria o sinal de “eu voltei” para a tendência de alta. O “stop loss” (ordem automática de venda) ficaria logo abaixo dessas médias, entre R$ 117 e R$ 116 e o alvo no topo anterior próximo a R$ 150 [o que traz um potencial de retorno de aproximadamente 20%]”.

Por falar em Tesla, a empresa foi o tema do primeiro episódio do GlobalizAções, novo podcast apresentado pelo Stock Pickers, que nasceu de uma grande parceria entre InfoMoney e Bloomberg. Clique aqui para ouvir e ler nosso novo projeto.

Além de Tesla, o analista apontou outras 5 ações que estão no seu radar: Hering (HGTX3), PetroRio (PRIO3), Lopes Brasil (LPSB3), Espaçolaser (ESPA3) e Jereissati (JPSA3).

Outras ações comentadas: Petrobras (PETR4), Vale (VALE3), Itaú (ITUB4), Bradesco (BBDC4) e Banco do Brasil (BBAS3); Tupy (TUPY3), BTG Pactual (BPAC11), Portobello (PTBL3) e CVC (CVCB3)

Coffee & Stocks

O Coffee & Stocks é o programa de entrevistas diárias do Stock Pickers. Transmitido de segunda a sexta pontualmente das 8h às 8h30 da manhã no Youtube (inscreva-se no canal para não perder nenhuma live).

Confira a agenda dos C&S da semana:
12/04 – C&S Trader com André Moraes, analista técnico da Rico
13/04 – C&S Global: TPX (Tempur Sealy) com Andre Gadelha, STK Capital
14/04 – C&S Macro: Brasil todo vacinado até setembro? Com Fernando Genta, economista-chefe da XP Asset
15/04 – C&S Especial IR com Alice Porto, criadora do canal “Contadora da Bolsa”
16/04 – C&S Sextou: Como você ainda não investe em fundo de previdência? Com Carolina Oliveira, analista de fundos da XP

Atenção, Tesla: chegou a hora de competir

Em 2020 a Tesla (TSLA34) surfou uma das mais incríveis ondas de valorização que uma empresa de capital aberto já viu, multiplicando por dez seu valor de mercado entre janeiro do ano passado e de 2021, de US$ 88 para US$ 880. 

Multiplicar por dez seu valor de mercado é um fato incrível para qualquer empresa, mas quando isso acontece em um ano de guerra comercial entre Estados Unidos e China, uma pandemia sem precedentes em 100 anos e, para completar, os investidores começam a fugir do seu segmento para outros diametralmente opostos, isso se torna ainda mais extraordinário. 

É natural para qualquer investidor em ações, portanto, ficar de olho na Tesla e se perguntar: o que mais pode acontecer com essa ação? Até onde vai esse movimento? A Tesla nunca vai parar de subir?

Qualquer previsão sobre a empresa hoje é arriscada. Enquanto você está lendo este texto, Elon Musk, o CEO da empresa, pode estar tuitando algo que vai fazer o papel da companhia chegar mais alto que as naves da Space X e ficar mais quente que os lança-chamas da Boring Company (Space X e Boring Company são duas outras empresas de Musk). 

Como por aqui somos fundamentalistas, fomos atrás dos fundamentos da empresa para entender o que acontece com a Tesla. E não fomos sozinhos, tivemos ajuda da Bloomberg Media, empresa com a qual o InfoMoney assinou um acordo para a coprodução de podcasts no Brasil. 

O resultado é o primeiro episódio do GlobalizAções, novo podcast InfoMoney em coprodução com a Bloomberg Media. Apresentado por Renato Santiago e Thiago Salomão, o GlobalizAções é uma espécie de Stock Pickers com diversificação internacional. Um podcast com uma carteira de conteúdo totalmente dolarizada. E mais objetivo.

Este episódio (e todos os próximos) têm a brilhante edição de Nando Lima, também editor do Stock Pickers. Pesquisa, produção e reportagem são de Julia Leite, Daniela Millanese e Patrícia Xavier, do time da Bloomberg.

Chegou a hora de competir

2021 é um ano decisivo para a Tesla por dois motivos: crédito, concorrência e mercado, todos ligados entre si. Hoje a maior parte da receita da Tesla realmente vem da venda de carros e de energia, mas isso inclui créditos regulatórios que ela vende para outras montadoras. 

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Uns 15 Estados dos Estados Unidos, incluindo a Califórnia, têm programas que dão créditos para as montadoras, proporcionais à quantidade de carros sem emissão que elas produzem. E elas têm que terminar o ano com uma certa quantidade de créditos. Quem não bate a meta pode comprar esses créditos de outras montadoras.

Como a Tesla só faz carro elétrico, sobra crédito, que ela vende para as outras fabricantes. Desde 2013, foram US$ 4 bilhões apenas com isso.

Acontece que a compra de créditos tem um limite e hoje a maior parte das montadoras já está chegando perto dele. Portanto, essas empresas vão precisar começar a cumprir suas metas sozinhas.

Isso significa concorrência pesada. Como a Tesla, que depois de dez anos de operação entregou mais ou menos 500 mil carros em um ano, se sairá ao competir com Toyota, Volkswagen, Honda e outras, que produzem e entregam de oito a dez milhões de carros por ano?

É claro que a Tesla não está parada. A empresa investe pesado em fábricas na China, Berlim e no Texas, que podem já no ano que vem aumentar a sua capacidade de produção para mais de um milhão de veículos. A pergunta é: há mercado para isso? 

Nos Estados Unidos, a Tesla não consegue expandir suas vendas há três anos e o mercado teme que a empresa possa sofrer para aumentar a demanda por seus carros. A grande ironia é que a solução para esse problema pode estar justamente nas mãos das grandes montadoras tradicionais. 

Para saber mais (muito mais) sobre a Tesla e entender como as montadoras tradicionais podem impulsioná-la, é só clicar no play, ou aqui.

*Duas outras empresas de Elon Musk

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CEO da BMW diz que será difícil para a Tesla manter seu ritmo atual de expansão

(Bloomberg) — O domínio de anos nas vendas de carros elétricos pela Tesla pode acabar em breve, pois fabricantes de automóveis tradicionais preparam uma série de novos modelos movidos a bateria, disse um dos rivais da empresa na Alemanha.

“Não será fácil para a Tesla continuar nessa velocidade, porque o resto da indústria está avançando muito”, disse na segunda-feira o CEO da BMW, Oliver Zipse, durante a conferência de tecnologia DLD All Stars.

O crescimento da Tesla nas entregas de veículos na Europa já desacelerou no ano passado e ficou quase em linha com a expansão geral do mercado de veículos elétricos, disse Zipse.

Executivos do setor automotivo raramente fazem críticas aos concorrentes, de modo que os comentários do CEO refletem a recém-descoberta autoconfiança entre fabricantes tradicionais que investem bilhões de dólares eletrificando suas ofertas.

A BMW está adicionando versões com bateria de seu SUV X1, bem como o 5 Series e o 7 Series.

A Volkswagen pode não estar longe de eclipsar a Tesla de Elon Musk neste ano. A empresa alemã planeja pelo menos dobrar a participação de suas vendas totalmente elétricas em 2021, com o topo de sua previsão indicando que poderia chegar perto das entregas esperadas da Tesla, de pelo menos 750.000 carros.

O InfoMoney vai premiar, nos dias 23 e 24 de fevereiro, os gestores de fundos de ações, multimercados, renda fixa e de fundos imobiliários que conseguiram entregar aos investidores retornos com consistência nos últimos três anos.

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Bitcoin bate US$ 50 mil pela primeira vez na história

(Shutterstock)

SÃO PAULO – O Bitcoin renova sua máxima histórica nesta terça-feira (16). A moeda digital atingiu US$ 50 mil pela primeira vez em meio ao apoio de grandes empresas ao uso da divisa.

Na semana passada, a Tesla comprou US$ 1,5 bilhão em Bitcoin, dando início ao rali. A montadora do bilionário Elon Musk informou que comprou Bitcoin para “ter mais flexibilidade para diversificar ainda mais e maximizar os retornos sobre nosso caixa”. Além disso, a Tesla afirmou que começará a aceitar pagamentos na criptomoeda, “sujeitos às leis aplicáveis e inicialmente de forma limitada”.

Já a Mastercard anunciou na quinta-feira (11) que apoiaria algumas criptomoedas este ano, ao mesmo tempo em que a BNY Melon informou que abriria seus serviços de custódia para moedas digitais.

De acordo com Vinicius Frias, o Bitcoin chegando a esse patamar é é um marco significativo. “Na história da criptomoeda, ficará marcado como um novo paradigma caracterizado pelas entradas dos institucionais posicionados no ativo, como Grayscale (fundo de criptoativos), MicroStrategy, Tesla e outros.”

Frias acredita que o próximo alvo da moeda digital será os US$ 100 mil. ”Durante anos os evangelizadores e o varejo foram os responsáveis por trazer o bitcoin até o patamar atual. O ecossistema hoje é muito mais maduro, era algo natural de acontecer”, defende.

Já Ricardo Dantas, COCEO da Foxbit, acredita que cada máxima histórica é uma grande vitória para o mundo das criptomoedas. “Isso mostra a mudança do mundo financeiro que ainda está por vir. A tendência é das moedas digitais subirem ainda mais esse ano. Contudo, acreditamos que o Ether ainda não começou o movimento de subida em que o Bitcoin já está.”

Dantas acrescenta que o halving (movimento que ocorre a cada quatro anos e que reduz pela metade a quantidade de Bitcoin que pode ser minerada em computadores) de 2020 também teve sua parcela de responsabilidade pelo rali atual.

Depois de bater a marca histórica, às 10h57 (horário de Brasília) o Bitcoin subia 2,39% a US$ 49.055 ou R$ 263.161.

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