O que a parceria de R$ 600 milhões significa para B3 e Totvs (e como ela pode ameaçar os planos da Sinqia)

SÃO PAULO – A B3 (B3SA3) anunciou na noite de segunda-feira (12) que investiu R$ 600 milhões em uma participação de 37,5% na TFS Soluções em Software, uma subsidiária da Totvs (TOTS3), que terá os 62,5% restantes.

A negociação foi vista como certeira por analistas do mercado financeiro, dado que pode destravar valor para ambas as companhias.

De um lado, a Bolsa brasileira mostra que está buscando oportunidades para gerar ganhos fora de seus negócios principais – isso em um contexto em que as ações da companhia foram recentemente impactadas por preocupações de uma nova Bolsa no país.

E do outro, a Totvs consegue um forte parceiro para crescer em um mercado altamente fragmentado e de grande potencial de crescimento, o de softwares para o mercado financeiro.

Em relatório divulgado nesta terça-feira (13), o Credit Suisse destaca que a transação é bastante atrativa, considerando a oportunidade de crescimento orgânico de mais de 10% para a TFS, novas avenidas de crescimento com a parceria com a B3 e as oportunidades para expansão inorgânica por ser um consolidador no mercado de softwares de fintechs.

“Com receita de R$ 140 milhões em 2020, caixa de R$ 650 milhões e um valor de mercado de R$ 1,6 bilhão, estimamos que a transação tenha um múltiplo de 6,8 vezes o valor de mercado sobre vendas (EV/Sales), bem razoável em nossa visão, considerando o múltiplo da Totvs de valor sobre vendas de 8,1 vezes, e da Sinqia, sua principal concorrente, de 7,9 vezes para 2020”, escrevem os analistas.

B3 diversificando canais de atuação

Mesmo o acordo não sendo “transformacional” para a B3, dado o tamanho relativo do negócio em relação à Bolsa, o Credit Suisse afirma que o movimento é estratégico e pode aproximar a companhia de seus maiores clientes. Isso porque o principal produto da TFS é software para custódia.

O movimento também deve apoiar a B3 no lançamento de novos produtos, segundo os analistas do banco, garantindo um melhor serviço e aprimoramento na experiência do cliente.

Por fim, abre espaço para novas avenidas de crescimento, em linha com a estratégia da companhia de expandir a presença em potenciais áreas adjacentes onde pode adicionar valor aos clientes dentro do seu ecossistema.

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“Tais aquisições e parcerias estratégicas como essas são importantes para acelerar o time-to-market da B3 e melhorar sua capacidade de evolução e adaptação a um mercado bastante dinâmico, que são duas áreas de preocupação dos investidores”, escrevem os analistas.

Na avaliação da casa de análise Levante, a notícia é positiva para ambas as empresas, mas os papéis da Bolsa brasileira devem ser os mais beneficiados dado que a parceria dá uma resposta ao mercado dos novos caminhos que a b3 pode tomar em meio às mudanças regulatórias no setor financeiro, com a chegada do Pix, incentivo à competição e Open Banking.

“Enxergamos essa parceria como uma forma de a companhia mostrar que não vai deixar de crescer e inovar, se expandindo para mercados adjacentes no setor financeiro”, escrevem os analistas, em relatório divulgado nesta teça (13).

Impulso às operações da TFS

Na avaliação do Itaú BBA, o acordo é positivo e pode acelerar as operações da TFS e fazer com que ela se consolide no mercado de softwares para o mercado financeiro.

A visão é de que a parceria com a B3 fornece um parceiro bem capitalizado à empresa, podendo gerar uma grande oportunidade de venda cruzada para a TFS com a base de clientes da empresa, ao mesmo tempo em que fornece à Bolsa brasileira diversificação de receita por meio do desenvolvimento e expansão de soluções.

“A TFS representará mais uma vertical de crescimento para a Totvs, considerando o grande potencial do segmento de software para instituições financeiras, que é bastante fragmentado e com alto potencial de crescimento. Estimamos um mercado endereçável de R$ 4 bilhões a R$ 5 bilhões”, escrevem os analistas do Itaú BBA.

O Bradesco BBI também vê a transação criando valor para a TFS, dado que a empresa poderá se beneficiar de uma administração independente e renovada, levando a um foco maior em suas operações.

Ainda na avaliação do Credit Suisse, o acordo pode ser positivo para a TFS, dado que a empresa poderá usar os recursos para novas fusões e aquisições (M&A, na sigla em inglês) nos próximos dois a três anos, agregando bastante no segmento.

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O banco encara como provável uma oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da TFS, como forma de liberar valor.

“As oportunidades de crescimento são muitas, já que a onda de novos players no setor (bancos digitais, techfins, fintechs, etc) tem sido significante e dado um aumento na demanda por soluções de softwares mais especializadas como as que o TFS possui”, escreve o time.

Por fim, os analistas da Levante destacam que a chegada de capital deve ajudar a Totvs a crescer em um segmento que está em plena expansão.

“Assim como a Sinqia fez após seu follow-on, enxergamos a captação de recursos da TFS como uma oportunidade para crescimento via aquisições, isso porque o mercado de serviços de back-office e middle-office para instituições financeiras tem como característica uma taxa de cancelamento muito baixa”, avaliam os analistas.

Sinqia ganha nova concorrência

Na leitura dos analistas do Credit Suisse, a parceria da B3 com a Totvs é negativa para a provedora de tecnologia financeira Sinqia (SQIA3), uma vez que cria um competidor mais forte no mercado, que deve disputar espaço nas carteiras de grandes instituições.

Para o banco, mesmo com um portfólio atual mais limitado em relação à Sinqia, a TFS pode virar um competidor mais forte após uma sequência de fusões e aquisições.

“A Sinqia tem atuado como o único consolidador no mercado de software para o setor financeiro, porém, daqui para frente, a Totvs deve disputar alguns M&As com a Sinqia”, avaliam os analistas.

A Sinqia tem uma fatia de 6% do mercado de 6% no segmento de software para serviços financeiros. Com isso, a parceria pode gerar uma ameaça na sua consolidação de mercado sem uma grande concorrência.

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Às 14h20 (horário de Brasília), os ativos SQIA3 tinham queda de 2,25%, a R$ 25,23, após chegarem a ter perdas de 4,61% no intraday. No mesmo horário, as ações TOTS3 avançam 0,21%, a R$ 37,82, enquanto os papéis B3SA3 tinham ganhos mais expressivos, de 1,20%, a R$ 16,91.

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Totvs quer ir além dos sistemas de gestão para crescer, afirma CEO

O crescimento da Totvs (TOTS3) passa por um estreitamento das relações entre a desenvolvedora de software e a atual base de clientes. Nessa estratégia, a companhia espera que os usuários de seus sistemas de gestão passem a consumidor também os produtos voltados para serviços financeiros e de performance corporativa.

“A Totvs hoje vai muito além do ERP. A gente chegou à conclusão que o nosso foco na pequena e média empresa nos dava a oportunidade de avançar na cadeia de valor. Ir além do que a gente fazia”, disse Dennis Herskowicz, CEO da Totvs.

A empresa de software foi a vencedora da categoria tecnologia do prêmio “Melhores empresas da Bolsa” 2021, realizado pelo InfoMoney com base em ranking exclusivo elaborado pela provedora de serviços financeiros Economatica e pela escola de negócios Ibmec.

Fundada em 1983, a Totvs cresceu com a oferta de sistemas de gestão para empresas, que são conhecidos como ERP (sigla em inglês para “Enterprise Resource Planning” ou sistema de gestão integrado). Há dois anos, a companhia decidiu criar a Totvs Techfin para oferecer às empresas clientes serviços de pagamentos e crédito e, mais recentemente, a área de “business performance”, com produtos para melhorar o desempenho das áreas de vendas e marketing.

De acordo com Herskowicz, o crescimento de uma empresa passa por ela se conhecer e conhecer o seu cliente, conseguindo ofertar produtos que “encaixam” às suas necessidades no momento adequado. Como exemplo, ele citou a área de produtos financeiros. Essa oferta não seria possível sem as mudanças da regulação e avanço da tecnologia dos últimos anos.

Com as condições dadas no âmbito regulatório e operacional, a Totvs Techfin foi criada com o objetivo de atender, principalmente, os clientes que já utilizavam os serviços de gestão da Totvs.

“A gente acredita que é nesse nicho que vamos ter um potencial de conversão de clientes muito maior”, disse.

Mas para crescer em áreas diferentes do escopo original, a Totvs tem lançado mão de parcerias e aquisições. Uma das mais recentes foi a RD Station Gestão e Sistemas, comprada por R$ 1,8 bilhão e que servirá para desenvolver a área de “business performance”.

Resiliência da base de clientes

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A receita líquida da Totvs foi de R$ 720,3 milhões entre janeiro e março de 2021, um crescimento de 19,8% na comparação com o ano anterior. Em 2020, a cifra chegou a R$ 2,6 bilhões, alta de 13,8%.

Para o executivo, o período da pandemia da Covid-19, que teve início no final do primeiro trimestre de 2020, mostrou que a Totvs possui uma base de clientes mais resiliente e, por isso, foi possível manter a trajetória de crescimento. Além disso, as medidas de isolamento social também contribuíram para a digitalização das empresas, criando uma maior demanda por produtos e serviços de tecnologia.

“Temos uma base diversificada de clientes em termos de setores, geografia e porte de clientes. Tudo isso nos ajudou, assim como o movimento de digitalização”, disse.

Bruno Rignel, fundador e gestor da Alpha Key Capital, explica que a Totvs tem uma receita que corresponde entre 0,13% e 0,14% da receita dos clientes. O desafio a partir de agora é fazer com que essa fatia cresça, o que passa necessariamente pela expansão das áreas de negócios. No entanto, o gestor reconhece que é um desafio trabalhar em frentes diferentes.

“A Totvs não precisa ir atrás de tantos clientes novos. Precisa só entender a demanda dessa base e prestar um serviço bom. Vemos que essa receita pode subir para 0,15%, 0,16% (das receitas dos clientes)”, explicou Rignel.

Na visão do gestor, o potencial de incremento da receita com a oferta de novos produtos pode potencializar a valorização das ações. Os papéis da Totvs já subiram 30,5% em 2021.

Para o CEO, de fato é um desafio trabalhar com diferentes frentes de negócios, mas ressalta que nesses casos é importante que as empresas saibam explorar os seus pontos fracos e fortes. Esse papel não cabe só ao gestor, mas também aos colaboradores, que precisam se adequar ao perfil da empresa. Por exemplo, a tomada de decisão em uma empresa de grande porte será diferente daquela realizada em uma startup.

“Eu acho que as empresas começam a se complicar quando as elas tentam ser o que não são”, afirmou.

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O ranking Melhores Empresas da Bolsa adotou critérios quantitativos e qualitativos para analisar as companhias de capital aberto. A análise considerou um período de três anos, de 31 de dezembro de 2017 a 31 de dezembro de 2020. Os dados quantitativos foram avaliados pela Economatica e os qualitativos, pelo Ibmec  (veja a metodologia completa).

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CEOs da Localiza, Qualicorp e Totvs falam sobre o impacto da reforma tributária nas companhias

SÃO PAULO – A reforma tributária está sendo acompanhada de perto pelas empresas de capital aberto e por seus acionistas. Para os CEOs de empresas como Localiza (RENT3), Qualicorp (QUAL3) e Totvs (TOTS3), a conclusão da reforma ainda é incerta. Mesmo assim, o foco das três companhias está mais em crescimento e menos em distribuição de dividendos.

A reflexão veio de um painel realizado durante o evento Melhores da Bolsa 2021. O evento celebra o ranking das empresas de capital aberto mais relevantes do país. O Melhores da Bolsa analisa critérios quantitativos e qualitativos das empresas de capital aberto num período de três anos – o objetivo de escolher um período superior a um ano é valorizar a consistência de resultados.

Veja as premiadas em todos os setores e se inscreva para acompanhar os próximos painéis do evento. A Totvs foi eleita a melhor empresa do setor de tecnologia no Melhores da Bolsa 2021. Já a Localiza foi considerada a melhor empresa do setor de consumo. Por fim, a Qualicorp foi a ganhadora entre as empresas do setor de saúde.

Os CEOs dessas empresas participaram de uma mesa redonda durante o Melhores da Bolsa 2021. Dennis Herszkowicz, Bruno Lasansky e Bruno Lasansky falaram sobre a reforma tributária; sobre adaptação das companhias à pandemia de Covid-19; e sobre tendências como movimento ESG entre as companhias de capital aberto.

Reforma tributária e impacto em dividendos e JCP

A segunda fase da proposta de reforma tributária, enviada ao Congresso pelo Ministério da Economia na sexta-feira (25), propôs medidas como a tributação de 20% sobre os dividendos pagos pelas empresas e a extinção do pagamento de proventos na forma de JCP (Juros Sobre o Capital Próprio).

A XP destacou que a medida dará um incentivo para empresas reterem lucros e reinvestirem em crescimento. Além disso, como ocorreu nos EUA, as empresas terão também um incentivo a fazer mais recompras de ações ao invés de pagar dividendos.

Essa análise foi corroborada pelos CEOs de Localiza, Qualicorp e TOTVS. “Fazemos uso sim de JCP, que está sendo discutido, e teremos de reavaliar em um cenário de mudança. Mas entendemos que ainda tem bastante discussão pela frente nessa reforma”, disse Lasansky.

O CEO destacou a Localiza como empresa em expansão. “Usamos o caixa gerado pela operação para apostar em avenidas de crescimento. O segmento de mobilidade é uma opção segura em um contexto de pandemia. A penetração de aluguel de carros no país como um todo ainda tem bastante espaço. Nossa política tem sido majoritariamente alocar capital, por geração de caixa e por geração de dívida, para tais avenidas.”

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Já Blatt destacou que houve recentemente uma distribuição “bastante agressiva” de dividendos na Qualicorp. Foram mais de R$ 570 milhões no ano, equivalendo a quase R$ 2 por ação. Agora, o CEO destacou que os ganhos da companhia serão mais focados em crescimento – seja pela operação atual ou por fusões e aquisições (M&As).

“Somos uma empresa geradora de receita e asset light. Essas características da companhia vão perdurar. Crescemos organicamente e existem diversos M&As que fazem sentido. Termos caixa para seguir consolidando e expandindo regionalmente, buscando oportunidades que vão agregar valor ao cliente e ao setor, está como prioridade em comparação com a distribuição de dividendos.”

Já a Totvs destacou que já não costumava fazer distribuição agressiva de dividendos. “O impacto na Totvs não é gigantesco porque não somos uma grande pagadora de dividendos, porque temos um múltiplo alto. O yield é proporcionalmente baixo, girando em cerca de 1% a 1,5% ao ano. Já temos um uso grande da rentabilidade gerada em crescimento orgânico e aquisições”, concordou Herszkowicz.

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Os executivos ressaltaram que a proposta ainda deve passar por mudanças, então mudanças na política de distribuição de dividendos em suas companhias ainda não estão fechadas. O CEO da Totvs, porém, ressaltou que é preciso se aprofundar na discussão para não levar a um aumento de carga tributária para as empresas.

“Tudo que desonere pessoas e companhias é muito bem-vindo, mas temos que tomar cuidado para ver se o efeito será neutro e para não prejudicar empresas que vão bem. Quando você taxa de determinada maneira, pode eventualmente beneficiar empresas que usam dívidas versus empresas que usam capital próprio, como no caso [da extinção de] JCP.”

O governo propôs a redução do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica dos atuais 15% para 12,5% no próximo ano e para 10% a partir de 2023. Paulo Guedes, ministro da Economia, ressaltou que a alíquota poderia cair para 10% já em 2022.

Contextos diferentes, resultados fortes

Dennis Herszkowicz, CEO da Totvs, creditou a resiliência da empresa frente à pandemia ao fato de a Totvs fornecer serviços críticos para as companhias atendidas. A Totvs é focada em softwares de gestão empresarial e atende 40 mil negócios em 13 segmentos. “Se pararmos de funcionar, o cliente vai ter dificuldade de operar no dia seguinte. É um momento complexo, mas conseguimos uma performance muito importante. A companhia conseguiu crescer forte no ano passado e segue crescendo forte no começo deste ano”, disse Herszkowicz.

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Já Bruno Lasansky, CEO da Localiza, desenhou um contexto diferente para o setor de mobilidade: a mobilidade foi bastante afetada pela pandemia de Covid-19. Lasansky afirma que a Localiza se organizou em quatro frentes: tarifas especiais para clientes; trabalho remoto, telemedicina e eventuais carros de locomoção para os funcionários; operação ajustada para devolução simultânea de diversos veículos; e reforço no caixa.

A maior companhia de aluguel de veículos e gestão de frotas do país divulgou que teve lucro líquido de R$ 482,3 milhões no primeiro trimestre, mais que o dobro (108,9%) do desempenho do mesmo período do ano passado.

Bruno Blatt, CEO da Qualicorp, também afirma que o setor de saúde foi afetado pela pandemia de Covid-19. A empresa de planos de saúde suplementares investiu R$ 16 milhões especificamente no combate à pandemia, por meio da criação de hospitais de campanha e de mais leitos. Blatt também reforçou adaptações internas, como troca de lideranças e foco em áreas como atendimento ao consumidor e crescimento.

A Qualicorp tem hoje 40 mil corretores de seguros. No painel, Blatt destacou o potencial do mercado de planos de saúde suplementares. “Dos 210 milhões brasileiros, apenas 48 milhões tem algum tipo de proteção”, disse o CEO.

Esforços em ESG

Uma tendência entre as companhias de capital aberto é o movimento ESG. A sigla se refere a adotar práticas que sustentam as esferas ambiental, social e de governança – e recentemente foi mais incorporada por gestores de ativos e de empresas.

Segundo Herszkowicz, o ESG é uma tendência “imprescindível e sem volta”. “Não faz sentido você imaginar que existem empresas que não se preocupam com governança, transparência, inclusão, diversidade e meio ambiente num ambiente de Bolsa. É impensável. Não tenho dúvidas de que a relevância do ESG só vai aumentar. Quem demorar também vai ser atropelado, como na tecnologia”, disse Herszkowicz. O CEO exemplifica que a Totvs ajuda seus cerca de 40 mil clientes a reduzirem a pegada de carbono.

“Temos que fazer porque é o certo, mais do que para agradar investir ou cumprir regras de ESG. Estamos fazendo isso há pouco tempo na companhia, estamos passando por uma grande transformação nos últimos 17 meses”, completa Blatt, referindo-se ao tempo desde que assumiu como CEO da Qualicorp. Blatt afirma que mais de 70% da Qualicorp são mulheres, 55% delas em cargo de liderança. 30% dos funcionários se reconhecem como pretos ou pardos, e 20% deles estão em cargos de liderança.

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Lasansky afirma que o cenário atual só reforçou a preocupação com o ESG. “A pandemia trouxe uma oportunidade de mostrar a diferença que as empresas podem ter num cenário como esse. Elas têm um papel que vai além de gerar valor aos clientes, colaborar e acionistas”, afirmou o CEO da Localiza. Lasansky ressaltou iniciativas da companhia na esfera ambiental, como neutralização da pegada de carbono, tratamento de resíduos, lavagem a seco, uso de painéis solares nas agências e educação no trânsito.

Melhores da Bolsa

InfoMoney premia anualmente as melhores empresas da Bolsa, com base num ranking exclusivo feito pela provedora de serviços financeiros Economatica e pela escola de negócios Ibmec.

O ranking analisa critérios quantitativos e qualitativos das empresas de capital aberto num período de três anos – o objetivo de escolher um período superior a um ano é valorizar a consistência de resultados (leia mais sobre a metodologia abaixo). Com base nesses critérios, são premiadas as melhores empresas entre os principais setores da Bolsa, e também a melhor companhia do mercado.

A pesquisa indica ainda qual é a grande revelação do mercado: a empresa que se destacou entre as que abriram capital há menos de três anos. Essa companhia ainda será revelada no evento do Melhores da Bolsa 2021.

As estratégias dos melhores investidores do país e das melhores empresas da Bolsa, premiadas num ranking exclusivo: conheça os Melhores da Bolsa 2021

25% do PIB do Brasil passa pela Totvs (TOTS3); como a empresa usa isso para crescer

Cerca de 25% do PIB brasileiro passa pelos sistemas da Totvs (TOTS3), segundo Bruno Rignel, da Alpha Key, convidado do Coffee & Stocks desta quinta-feira. 

O número é a soma das receitas das mais de 40 mil empresas que usam o ERP (software de gestão para empresas) da Totvs e o principal impulsionador do atual modelo de negócio da companhia. 

“Lá atrás a empresa pensou assim: ‘tem muito dinheiro passando pelos meus sistemas. Como fazer uma parte maior dessas receitas ficarem aqui’”, diz Rignel. A solução simples seria aumentar preços, mas estaria fadado ao fracasso. O projeto que saiu daí foi o de agregar e integrar mais serviços aos clientes, sobretudo por meio de aquisições. 

A Totvs é uma das premiadas no Melhores da Bolsa 2021. Veja todas as ganhadoras e inscreva-se para participar do evento

As duas mais representativas são as da Supplier e da RD Station. A primeira é uma companhia de crédito para empresas e a segunda uma plataforma de ferramentas de marketing tudo em um que já tem mais de 25 mil clientes e cresce muito, inclusive fora do Brasil.

“Quem já usou ERPs sabe da dependência que as empresas têm dele. Se precisar deixar alguma conta para trás, as empresas deixam de pagar a água, mas não o ERP. Com essas aquisições e novos serviços, a empresa se torna mais indispensável ainda. Hoje a Totvs mantém 99% dos clientes todos os anos”, diz Rignel.

Para ouvir a conversa inteira, é só clicar no play.

As melhores empresas da Bolsa: conheça as premiadas no ranking InfoMoney de 2021

SÃO PAULO – O InfoMoney premia anualmente as melhores empresas da Bolsa, com base num ranking exclusivo feito pela provedora de serviços financeiros Economatica e pela escola de negócios Ibmec.

O ranking analisa critérios quantitativos e qualitativos das empresas de capital aberto num período de três anos – o objetivo de escolher um período superior a um ano é valorizar a consistência de resultados (leia mais sobre a metodologia abaixo).

Com base nesses critérios, são premiadas as melhores empresas entre os principais setores da Bolsa – e também a melhor companhia do mercado.

A pesquisa indica ainda qual é a grande revelação do mercado: a empresa que se destacou entre as que abriram capital há menos de três anos.

Neste ano, as premiadas por setores são:

BR Distribuidora: melhor empresa do setor de petróleo, gás e biocombustíveis

Localiza: melhor empresa do setor de consumo

Taesa: melhor empresa do setor de utilidade pública

Totvs: melhor empresa do setor de tecnologia

Qualicorp: melhor empresa do setor de saúde

Unipar: melhor empresa do setor de materiais básicos

WEG: melhor empresa do setor de bens industriais

A vencedora do prêmio de melhor empresa da Bolsa e também a ganhadora do prêmio revelação do mercado serão conhecidas no evento online Melhores da Bolsa 2021, organizado em parceria pelo InfoMoney e pelo podcast Stock Pickers.

Durante o evento, que acontece de 29 de junho a 1 de julho, haverá painéis com os CEOs das empresas premiadas e também com grandes gestores e economistas do país.

Entre os confirmados, estão André Jakurski, sócio da gestora JGP, Dorio Ferman, sócio e gestor do banco Opportunity, Monica Saggioro, cofundadora da Maya Capital, Paulo Passoni, responsável por investimentos do Softbank na América Latina, e Cassiana Fernandez, economista-chefe para o Brasil do JP Morgan.

O InfoMoney e o Stock Pickers também farão entrevistas exclusivas com os CEOs das empresas premiadas, em que eles falarão sobre o que explica os bons resultados e quais são as perspectivas agora.

Entre os entrevistados, estão Wilson Ferreira Jr. (BR Distribuidora), Bruno Lasansky (Localiza), Dennis Herszkowicz (Totvs) e André Moreira (Taesa).

Saiba mais sobre o evento e inscreva-se aqui para receber os detalhes da programação e as entrevistas exclusivas com os CEOs.

Como o ranking foi feito

O ranking Melhores Empresas da Bolsa adota critérios quantitativos e qualitativos para analisar as companhias de capital aberto.

A parte quantitativa, feita pela Economatica, avaliou a rentabilidade e o desempenho das ações das empresas. Para a análise das ações, foi considerado o retorno absoluto e também o número de vezes que a ação teve um desempenho melhor que o do Ibovespa. O objetivo foi premiar as empresas cujos papéis tiveram um comportamento mais consistente.

A avaliação qualitativa, conduzida pelo Ibmec, considerou pontos como a composição do conselho de administração, a existência e a transparência de códigos de ética e de conduta, além do envolvimento da empresa em condenações e investigações

A análise considerou um período de três anos, de 31 de dezembro de 2017 a 31 de dezembro de 2020.

A pesquisa traz ainda um ranking revelação, que avaliou as companhias que têm capital aberto há menos de três anos (veja a metodologia completa).

Ações de empresas de tecnologia caem seguindo EUA; Vale volta a subir com rali do minério

SÃO PAULO – A sessão desta terça-feira (11) é de queda para as ações mais ligadas à tecnologia na B3, seguindo o desempenho das techs nos EUA, onde prevalecem receios com o risco de redução nos estímulos monetários nos Estados Unidos por causa dos potenciais efeitos da reabertura econômica global e da alta de commodities na inflação norte-americana.

As ações de Totvs (TOTS3) e Locaweb (LWSA3) caem cerca de 5%, enquanto os papéis das companhias ligadas ao e-commerce, como Via (VVAR3), Magazine Luiza (MGLU3) e B2W (BTOW3), que já caíram na véspera, registram baixa de cerca de 2%.

Com o desempenho das ações bastante contaminado pelo exterior, mesmo empresas que divulgaram bons números, como Aura Minerals (AURA33) e Direcional (DIRR3) reagiram positivamente aos balanços no início do pregão.

No mercado de commodities, as petroleiras caem seguindo a baixa de cerca de 1% do petróleo, em meio a alívio em temores quanto a uma prolongada paralisação do maior sistema de oleodutos dos Estados Unidos e com a crise do coronavírus na Índia também pesando negativamente. Petrobras (PETR3;PETR4) e PetroRio (PRIO3) têm baixa.

No radar das companhias, a PetroRio informou que a perfuração realizada no reservatório do Eoceno no Campo de Polvo apresentou resultado “bastante satisfatório”, com produção inicial em torno de 2.500 barris de óleo por dia.

Já a Petrobras assinou contrato para a venda da totalidade de sua participação de 50% no campo terrestre de Rabo Branco, na Bacia de Sergipe-Alagoas, em Sergipe, para a Petrom, por US$ 1,5 milhão, informou a companhia nesta segunda-feira em comunicado ao mercado.

Depois de fechar em queda na véspera após atingir máxima intradiária, as ações da Vale (VALE3), com ganhos de mais de 1%. O contrato de referência do minério de ferro na bolsa de commodities de Dalian, para setembro, subiu pela quarta sessão seguida, ao encerrar com ganhos de 1,7%, a 1.307 iuanes por tonelada.

Os preços do minério de ferro com 62% de teor para entrega na China avançaram US$ 19, para US$ 231 por tonelada na segunda-feira, segundo dados da consultoria SteelHome.

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voltam a subir Confira os destaques:

O lucro da Itaúsa mais do que dobrou no primeiro trimestre, com a holding sendo beneficiada pelo desempenho do seu principal ativo, o Itaú Unibanco (ITUB4).

A companhia, que também detém participações na Alpargatas (ALPA4), na Duratex (DTEX3), na Copagaz e na NTS, anunciou na segunda-feira que seu lucro recorrente de janeiro a março somou R$ 2,4 bilhões, 123% a mais do que no mesmo período de 2020. Em termos líquidos, o lucro de R$ 2,2 bilhões foi 118% maior do que um ano antes.

Na semana passada, o Itaú Unibanco havia reportado lucro recorrente de R$ 6,4 bilhões para o primeiro trimestre, acima das estimativas de analistas e 63,6% maior em um ano, devido sobretudo à queda da 59% das provisões para inadimplência.

O Itaú representou 89% do resultado da Itaúsa no trimestre. Essa proporção tende a cair mais adiante, já que a Itaúsa tem comprado participações de empresas não financeiras.

No mês passado, comprou 8,5% da empresa de saneamento Aegea por R$ 1,3 bilhão. Dias depois, a Aegea pagou R$ 15,4 bilhões e venceu a disputa pelos lotes 1 e 4 da companhia fluminense Cedae, em leilão na B3.

E em conjunto com a canadense Brookfield, comprou da Petrobras uma fatia extra de 10% na empresa de gasodutos Nova Transportadora do Sudeste (NTS) por R$ 1,8 bilhão.

A Klabin registrou lucro líquido de R$ 421 milhões no primeiro trimestre deste ano, ante prejuízo de R$ 3,143 bilhões nos primeiros três meses de 2020.

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Já a receita líquida no trimestre somou R$ 3,467 bilhões, aumento de 34% na comparação anual. Já o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado teve alta de 24% no período, a R$ 1,274 bilhão.

O endividamento líquido da Klabin fechou o trimestre a R$ 21,744 bilhões, alta de 7%. A alavancagem, medida pela relação entre dívida líquida por Ebitda, foi de 4,0 vezes no quarto trimestre de 2020 para 4,2 vezes ao final do primeiro trimestre de 2021. Saiba mais sobre o resultado clicando aqui. 

BTG Pactual (BPAC11)

O BTG Pactual divulgou lucro líquido ajustado de R$ 1,197 bilhões no primeiro trimestre, um aumento de 51,7% em relação ao ano anterior, com expansão da maior parte de suas unidades de negócios e entrada de recursos recorde para seus fundos.

As receitas totais do banco cresceram 84% com relação ao ano anterior, para R$ 2,796 bilhões, ajudadas por um trimestre movimentado para transações de banco de investimento, por uma maior captação dos fundos de investimento e intensa atividade de negociação de ativos.

A captação líquida dos fundos atingiu o recorde de R$ 76 bilhões no primeiro trimestre, disse o BTG.

Entre outros itens, pagamento de bônus cerca de cinco vezes maiores do que um ano atrás elevaram as despesas em 41% ante o mesmo período do ano anterior, para R$ 1,199 bilhão.

O retorno sobre o patrimônio líquido do BTG apurou uma queda de 2,3 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior, para 16,8%.

Lojas Marisa (AMAR3)

A Lojas Marisa teve queda do prejuízo líquido de 50% na comparação anual, passando de R$ 107 milhões para R$ 53,4 milhões no primeiro trimestre de 2021.

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A receita líquida teve baixa de 27,3%, para R$ 415 milhões.

O Bradesco BBI destacou que o resultado não é aquele desejado pelo mercado ou pela gestão, mas avalia que é extraordinário dadas as circunstâncias. O banco espera que os próximos trimestres se tornem um indicador mais claro sobre a recuperação de curto prazo sobre a pandemia. O banco tem uma visão positiva sobre a empresa, e mantém uma recomendação outperform, com preço-alvo de R$ 11, potencial de alta de 85% frente o fechamento de segunda-feira.

Direcional (DIRR3)

O lucro líquido da Direcional cresceu 170%, para R$ 27 milhões, enquanto a receita líquida teve alta de 42%, para R$ 414 milhões.

O Bradesco BBI destaca que a Direcional registrou fortes resultados financeiros, impulsionados pela sua melhor performance operacional da história, para o primeiro trimestre. O banco destaca alta de 270% nos lançamentos e de 77% no primeiro trimestre, com resultado financeiro sólido. A margem bruta ficou em 35,7%.

O banco classifica os resultados como muito fortes e que reforçam sua visão construtiva sobre a empresa, que é sua top pick (ação favorita) entre construtoras residenciais. O BBI mantém recomendação outperform e preço-alvo de R$ 20, alta de 47% frente o fechamento de segunda-feira.

O Credit Suisse classificou os resultados divulgados pela Direcional como fortes, impulsionados por fortes resultados operacionais. O banco pondera que a pressão de custos deve prejudicar as margens no futuro, mas que a empresa parece estar no caminho certo para ter um de seus melhores anos em termos de operações e resultados financeiros.

O banco reafirmou a recomendação outperform para a empresa e espera que a Direcional tenha uma geração de caixa saudável nos próximos trimestres. O Credit mantém preço-alvo em R$ 20.

O prejuízo da Mitre teve alta de 82,2% na base anual no 1º trimestre, para R$ 11,7 milhões; a receita líquida subiu 77,2%, para R$ 85 milhões. A margem bruta teve alta de 28,9%, de janeiro a março do ano passado, para 32,2% no primeiro trimestre.

O Bradesco BBI avalia que a piora da situação da pandemia na cidade de São Paulo reduziu o ritmo de lançamentos imobiliários pela Mitre, mas espera que a empresa reduza a diferença em relação a seus planos de negócios no curto prazo, já que 73% dos projetos já lançados foram vendidos. O banco mantém recomendação neutra para a Mitre, com preço-alvo de R$ 19.

O Credit Suisse aponta que a Mitre reportou resultados levemente fracos depois de ter suas operações prejudicadas pelas medidas de distanciamento no primeiro trimestre. O banco aponta que a empresa tem o equivalente a R$ 520 milhões em projetos prontos para serem lançados no curto prazo, e que os volumes devem acelerar no segundo semestre. A empresa ainda precisa lançar entre R$ 1,4 bilhão e R$ 1,9 bilhão para atingir seu guidance (documento com previsões e planos divulgados pelas empresas) para 2021.

A receita líquida de R$ 87 milhões subiu 77% na comparação anual, e ficou em linha com a previsão do Credit. O banco mantém preço-alvo de R$ 17.

Aura Mineral (AURA33)

A Aura Minerals reverteu prejuízo de R$ 78,6 milhões no primeiro trimestre do ano passado (US$ 18 milhões) e registrou lucro líquido atribuível aos acionistas de R$ 76,4 milhões (US$ 14 milhões) nos primeiros três meses de 2021.

A Aura Minerals atingiu uma produção de 67 mil onças de ouro equivalente (GEO) no primeiro trimestre de 2021 (queda de 3% na base trimestral e de 66% na base anual), como consequência de (1) teores mais elevados na mina de San Andres (Honduras), (2) teores ainda altos na mina Ernesto e início da produção em Nosde, no complexo EPP (Brasil) e (3) o aumento da capacidade em Aranzazu (México), que está em linha com o guidance da companhia de alcançar uma expansão de 30% (81 a 93 mil GEO esperado em 2021).

A XP ressalta que fortes níveis de produção e os melhores preços realizados de cobre levaram a um aumento na receita líquida para US$ 116 milhões (alta de 15% no trimestre e alta de 139% na comparação anual).

O Ebitda foi de US$ 52 milhões (em linha com a estimativa da XP e alta de 4% na base trimestral).

A XP espera dividendos saudáveis para 2021: “vemos a Aura sendo negociada a 3,1 vezes a relação entre o valor da empresa e o Ebitda (EV/Ebitda) esperado para 2021 e 1,9 vez o esperado para 2024 (atingindo uma produção de 347 mil onças de ouro equivalente, na visão da XP), abaixo de seus pares (que negociam entre 4 vezes e 5 vezes), e assumindo um preço médio de US$1.830/oz para o ouro em 2021.

“Acreditamos que a empresa esteja bem posicionada para aproveitar os benefícios de seu plano de expansão e destravar valor quando declarar novos recursos e reservas”, apontam os analistas, que mantêm recomendação de compra para Aura, com preço-alvo de R$ 95 por BDR.

A Log-In teve queda de 81,4% do prejuízo líquido no primeiro trimestre de 2021 frente igual período do ano anterior, indo de R$ 114,6 milhões para R$ 21,3 milhões.

O Ebitda ajustado teve alta de 32,5% nos três primeiros meses de 2021 na base anual, para R$ 70,5 milhões.

Já a receita operacional líquida subiu 9,4%, indo de R$ 271,3 milhões para R$ 296,7 milhões.

Blau Farmacêutica (BLAU3)

O lucro da Blau Farmacêutica mais que dobrou na comparação anual, indo de R$ 31 milhões para R$ 86,1 milhões.

O lucro líquido da Petz teve baixa de 40,7% na comparação anual, para R$ 11,48 milhões, e uma margem de 2,1%, com a queda relativa sobretudo pelos efeitos não recorrentes de exclusão dos créditos tributários, obtidos no primeiro trimestre de 2020, para fins de comparação.

A receita bruta subiu 52,8% na comparação anual, a R$ 537,5 milhões, sendo 33,9% desse crescimento proveniente das Vendas em Mesmas Lojas (Same Store Sales), ou seja, de lojas já abertas em trimestres anteriores. O restante veio do crescimento das vendas digitais (235,5% ano contra ano), alcançando R$ 155,5 milhões no trimestre, equivalente a 28,9% da receita bruta, além da abertura de mais 5 lojas, totalizando 138 na rede.

A margem bruta apresentou melhora de 0,5 ponto percentual, chegando a 40% da receita bruta total, com maior participação de produtos de marca própria “PETZ” no mix de vendas, além de antecipação de compras e reposição de estoque, contornando o reajuste mais forte de preços da indústria.

O Ebitda foi de R$ 40 milhões no primeiro trimestre, um crescimento de 36,3%, com margem de 7,5% em relação à receita bruta, uma piora de 0,9 ponto percentual em relação ao mesmo período de 2020.

A Levante Ideias de Investimentos aponta que o resultado veio bom e acima do esperado em termos de receita bruta e crescimento das vendas brutas, com forte crescimento de 2 dígitos, mas com Ebitda abaixo do esperado, explicado pelo aumento das despesas com vendas com o crescimento da participação das vendas através do canal digital e da menor circulação de pessoas devido à pandemia.

A queda no Ebitda vem de uma maior participação das vendas digitais na base de comparação anual (de 13,2%  para 28,9% da receita bruta), com aumento forte de despesas de vendas (crescimento da participação de 22,9% para 24,7% das receitas totais), além de menor efeito de diluição de despesas fixas pela menor frequência de clientes nas lojas e nos centros de estética/veterinária da rede.

Apesar da queda da rentabilidade poder gerar um impacto negativo no preço das ações da companhia no curto prazo, sobretudo pelo fato da forte alta acumulada de 29% desde o início do ano poder desencadear um movimento de realização de lucros nas ações, a expectativa é de que a baixa não persista.

“Acreditamos que essa queda na rentabilidade seja temporária, sobretudo pelos efeitos da pandemia que limitou a circulação de pessoas no primeiro trimestre de 2021, gerando uma menor alavancagem operacional por meio de suas lojas físicas”, avalia a Levante.

“Seguimos com visão positiva para a companhia no longo prazo, com um modelo de expansão de baixa necessidade de capital e alto retorno, além de iniciativas no campo de novos negócios (Petz Solution), que se torna um complemento na estratégia de crescimento da companhia, mapeando e integrando potenciais empresas com tecnologia e inovações complementares à plataforma Petz”, aponta a Levante.

Intelbras (INTB3)

A Intelbras reverteu prejuízo registrado nos primeiros três meses de 2020 e teve lucro de R$ 89,7 milhões no trimestre.

O Itaú BBA classificou os resultados divulgados pela Intelbras como positivos, mas em linha com as estimativas. O banco destacou a expansão de 56% no faturamento bruto, com preços mais altos devido à taxa de câmbio mais forte, assim como uma aceleração de 22% nos volumes vendidos, na comparação anual.

A divisão de energia foi destaque nos resultados, com destaque para a energia fotovoltaica. Mas a divisão de comunicação teve alta de custos, devido a falta de suprimentos em especial chips. O banco espera que o desequilíbrio entre oferta e demanda seja sanado até o segundo semestre. O Itaú mantém recomendação outperform e preço-alvo em R$ 28,10.

A XP iniciou a cobertura para as ações da Bemobi (BMOB3) com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 30 por ação.

“Nossa tese de investimento baseia-se em (i) seu modelo de negócio B2B2C exclusivo para distribuição de soluções digitais que vão desde jogos e aplicativos, microfinanças até comunicação; (ii) negócios escaláveis com forte perfil de crescimento; (iii) oportunidades adicionais de crescimento através de Fusões e Aquisições (M&A) e (iv) valuation atrativo com opcionalidades adicionais que podem levar para uma forte reavaliação de múltiplos”, apontam os analistas.

PetroRio (PRIO3)

A petroleira brasileira PetroRio informou que a perfuração realizada no reservatório do Eoceno no Campo de Polvo apresentou resultado “bastante satisfatório”, com produção inicial em torno de 2.500
barris de óleo por dia, ainda em período de avaliação, segundo fato relevante nesta segunda-feira.

“O volume recuperável estimado deste poço, em cerca de 4 milhões de barris, deverá ser reclassificado de ‘Proved Undeveloped Reserves’ para ‘Proved Developed Producing Reserves’”, disse a companhia.

O BBI vê a perfuração bem-sucedida como um passo positivo na estratégia de crescimento da empresa, que inclui investimentos orgânicos e fusões e aquisições. O poço já estava previsto para produzir cerca de 2.500 barris por dia pela empresa. Portanto, os resultados da perfuração já deveriam estar parcialmente precificados. Porém, o novo poço ainda não estava no modelo de avaliação do banco; a expectativa é de que ele adicione US$ 85 milhões (R$ 0,50 por ação) ao valuation do banco para PRIO3.

A Petrobras assinou contrato para a venda da totalidade de sua participação de 50% no campo terrestre de Rabo Branco, na Bacia de Sergipe-Alagoas, em Sergipe, para a Petrom, por US$ 1,5 milhão, informou a companhia nesta segunda-feira em comunicado ao mercado.

A petroleira estatal havia assinado anteriormente um acordo para a venda do ativo à Energizzi Energias do Brasil. No entanto, a Petrom, que detém os demais 50% é a operadora do campo, exerceu seu direito de preferência, conforme está previsto em contrato, e deterá então 100% de Rabo Branco.

A operação está alinhada à atual estratégia da companhia, que prevê o desinvestimento de ativos para reduzir sua dívida e focar investimentos em campos de alta rentabilidade, em águas profundas e ultraprofundas.

Rabo Branco faz parte da concessão BT-SEAL-13, ao sul do campo de Carmópolis, e sua produção média, em 2020, foi de 131 barris de petróleo por dia.

O valor da operação foi integralmente depositado, na data de hoje, em conta-garantia em benefício da Petrobras. O fechamento da transação, no entanto, ainda está sujeito ao cumprimento de condições precedentes, como a aprovação pelo órgão antitruste Cade e pela reguladora ANP.

O tráfego de passageiros em voos da Azul em abril recuou 9,1% em relação a março, segundo dados informados pela companhia aérea nesta segunda-feira, mostrando os efeitos sobre o setor da segunda onda de contaminação pela Covid-19 no Brasil.

Na comparação com abril de 2020, quando uma primeira fase das medidas de isolamento social suspenderam quase por completo a aviação comercial no país, a demanda por assentos da companhia cresceu 523,7%.

Já a oferta de voos pela Azul no mês passado foi 16,5% menor do que em março, embora tenha crescido 455,8% no comparativo anual. Assim, a taxa de ocupação das aeronaves cresceu 6,3 pontos percentuais na base sequencial e alta de 8,5 pontos em relação a um ano antes.

A recuperação no comparativo ano a ano deveu-se quase totalmente à melhora do voos domésticos, dado que nas operações internacionais o movimento de abril equivalia a apenas cerca de 15% do registrado em abril de 2019.

O tráfego doméstico do mês passado correspondeu a cerca de três quartos da atividade observada em abril de 2019, último mês correspondente antes da pandemia.

“Em abril, seguimos gerenciando ativamente a capacidade de acordo com a demanda, que foi impactada pela segunda onda da pandemia Covid-19 e pelas medidas de quarentena implementadas em todo o país”, afirmou em nota o presidente-executivo da Azul, John Rodgerson.

Na semana passada, a rival Gol (GOLL4) havia anunciado que a demanda por seus voos em abril foi 36% menor do que em março.

A estatal Eletrobras e subsidiárias da companhia encerraram 2020 com déficit total de R$ 6,8 bilhões nos planos de pensão de funcionários, o que pode em algum momento exigir programas de ajuste com potencial de impactar a empresa. A informação consta de relatório entregue pela elétrica federal à reguladora norte-americana SEC e à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) referente ao exercício 2020.

BrasilAgro (AGRO3) e SLC (SLCE3)

O Credit Suisse reiterou sua recomendação outperform para a BrasilAgro e para a SLC. O banco elevou o preço-alvo da BrasilAgro de R$ 22 para R$ 50, e o da SLC de R$ 27,5 para R$ 70.

Sobre a Brasil Agro, o banco acredita que a alta de preços das terras, impulsionado pela elevação dos preços da soja, pode abrir caminho para um aumento no valor patrimonial líquido, já que a maior parte do patrimônio da empresa está ligada ao valor de suas fazendas. Isso deve levar a altas nos preços das ações.

PagSeguro (NYSE: PAGS), Stone (NASDAQ: STNE), Mercado Pago (MELI34), Nubank

O Morgan Stanley realizou um encontro com investidores sobre a indústria brasileira de fintechs. O banco diz que, apesar da forte concorrência, investidores otimistas acreditam que o mercado de fintechs brasileiras segue como um dos mais atraentes globalmente, mesmo com a concorrência. Eles dizem acreditar que o mercado de empréstimos, em especial, oferece perspectiva de crescimento por muitos anos, mesmo com potencial redução nos spreads (diferença entre o valor da tomada de empréstimo pela instituição financeira e no valor que esta cobra para emprestar) de crédito.

Na visão dos investidores, há espaço para muitos players, como PagSeguro, Stone, Nubank e MercadoPago, entre outros.

Investidores mais pessimistas, no entanto, destacam desafios como a concorrência com atores do setor de e-commerce, spreads de empréstimo mais baixos e medidas regulatórias que visam a reduzir esses spreads, como a implementação do PIX. Eles acreditam que, nesse contexto, o mercado será capaz de acomodar apenas entre 1 e 3 vencedores.

(Com Reuters e Estadão Conteúdo)

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Ações de Vale e siderúrgicas sobem até 4% com minério superando US$ 200; Ultrapar cai 7% e mais reações a resultados

SÃO PAULO – A temporada de balanços segue bastante movimentada e guia os principais movimentos do Ibovespa na sessão desta quinta-feira (6). A Ambev (ABEV3, R$ 16,18, +8,88%) foi o grande destaque, disparando cerca de 9% após o balanço, ainda que haja incertezas sobre o futuro da ação na Bolsa em meio aos sinais de fortes aumentos dos custos de produção (veja mais clicando aqui).

A Totvs (TOTS3, R$ 33,06, +1,50%), por sua vez, teve uma sessão volátil, apesar do resultado elogiado pelos analistas: a ação chegou a subir 5,77%, zerou a alta durante o pregão e fechou com variação positiva de 1,5%.

A Azul (AZUL4, R$ 37,46, -1,65%) chegou a subir 2% apesar do prejuízo bilionário com a pandemia do coronavírus ainda afetando as operações da companhia, mas o papel fechou em queda. O Bradesco BBI reduziu o preço-alvo para a ação após o resultado, mantendo recomendação neutra.

Braskem (BRKM5, R$ 50,90, -2,28%) fechou em queda mesmo com o resultado considerado positivo; vale destacar, contudo, que a ação segue sendo a maior alta do Ibovespa no ano, com ganhos de 115,95%.

Pão de Açúcar (PCAR3, R$ 36,00, -4,71%) fechou com expressivas perdas (confira a análise do balanço), enquanto Taesa (TAEE11, R$ 39,18, -2,27%) teve baixa de cerca de 2%.

Mas o grande destaque de queda após o balanço foi a Ultrapar (UGPA3, R$ 20,28, -6,84%) com queda de quase 7% mesmo após um resultado considerado em linha com o esperado. Contudo, o Bradesco BBI destacou em relatório comentando os resultados que vê vários riscos políticos associados à potencial aquisição da Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), da Petrobras. As eleições de 2022 poderiam trazer alguma percepção de risco extra para a aquisição deste ativo. “Portanto, se a compra avançar, teria de ser a um valuation atrativo, em nossa opinião”, reforçam.

Cabe destacar que, em teleconferência, a Ultrapar afirmou que espera assinar nos próximos meses com a Petrobras o contrato de compra e venda da Refap. Frederico Curado, presidente do grupo Ultra, disse que não houve nenhuma mudança no processo de negociação em decorrência da mudança da diretoria da estatal.

Fora da temporada de balanços, as ações da Vale (VALE3, R$ 115,05, +3,92%) dispararam quase 4% seguindo o novo dia de alta do minério de ferro. O minério de ferro spot com 62% de pureza teve alta de 6,9%, superando os US$ 200 a tonelada (mais precisamente US$ 202,65).

Nos últimos dias, já havia essa expectativa de que o minério superasse esse patamar, superando o recorde de US$ 194 atingido há mais de uma década, já que siderúrgicas chinesas aumentam a produção e desafiam as tentativas do governo de controlar a oferta para limitar as emissões de carbono do setor. Essa tendência coloca ainda mais pressão no mercado de minério de ferro, que ainda não se recuperou totalmente do choque de oferta há mais de dois anos. Veja a análise clicando aqui. 

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Seguindo os ganhos, Gerdau (GGBR4, R$ 36,02, 4,56%), que apresentou bom resultado do primeiro trimestre de 2021 na véspera, Usiminas (USIM5, R$ 23,57, +2,93%) e CSN (CSNA3, R$ 50,50, +1,63%) tiveram ganhos.

Ainda no radar, a Sabesp (SBSP3, R$ 40,98, +4,92%) disparou após a companhia afirmar que não exercerá a opção de compra de fatia na Sociedade de Propósito Específico (SPE) da Iguá que venceu a disputa pelo bloco 2 da empresa de saneamento do Rio de Janeiro (Cedae), na semana passada (veja mais clicando aqui).

Fora do índice, os papéis da MMX (MMXM3, R$ 18,10, -29,57%) despencaram quase 30% após a decisão judicial de decretar a falência de sua subsidiária, a MMX Sudeste.

Confira os destaques:

Maiores altas

Ativo Variação % Valor (R$)
ABEV3 9.08479 16.21
GOAU4 5.17799 16.25
SBSP3 4.91551 40.98
GGBR4 4.55733 36.02
BRAP4 4.31959 73.9

Maiores baixas

Ativo Variação % Valor (R$)
UGPA3 -6.84428 20.28
LWSA3 -5.55967 25.48
BIDI11 -4.45662 209.24
PCAR3 -4.44245 36.1
BTOW3 -3.66972 63

Ambev (ABEV3, R$ 16,18, +8,88%)

A Ambev registrou lucro líquido de R$ 2,73 bilhões no primeiro trimestre de 2021, 125,7% acima do  lucro líquido de RS 1,21 bilhão registrado em igual período de 2020.

Já a receita líquida da empresa no primeiro trimestre de 2021 foi de R$ 16,6 bilhões, 32% superior na mesma base de comparação.

No primeiro trimestre, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado alcançou R$ 5,327 bilhões, avanço de 26% em um ano, o que corresponde a um crescimento orgânico de 23,8%, com margem bruta de 52,3% (queda de 260 pontos base) e margem Ebitda de 32,0% (redução de 110 pontos base).

O volume vendido pela Ambev no primeiro trimestre totalizou R$ 43,530 bilhões, alta de 11,6% em relação ao mesmo período de 2020. Em seu relatório trimestral, a companhia afirma que esteve mais preparada para lidar com alguns desafios persistentes relacionados à Covid-19 do que em março de 2020. “Os resultados nos deixam confiantes de que nossa estratégia está funcionando”.

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A XP destacou que a AmBev registrou mais um trimestre sequencialmente forte, mantendo a excelência operacional como sua vantagem competitiva principal. “Acreditamos que a inovação no portfólio e a estratégia digital estão dando cada vez mais frutos, impulsionando o desempenho da empresa”, avaliam os analistas Leonardo Alencar e Larissa Pérez.

No geral, o segmento core-plus apresentou forte crescimento em todas as geografias, o que foi uma surpresa bastante positiva dado que ainda passamos por um momento muito desafiador, apontam Alencar e Larissa, com um ritmo de vacinação mais lento do que o esperado impedindo a aceleração da reabertura de bares e restaurantes.

Já o segmento de Cerveja Brasil entregou outro trimestre forte com volume crescendo 16% na base anual, apenas 2% abaixo da estimativa da XP, apesar do cancelamento do Carnaval e do ritmo lento de reabertura. O destaque ficou para o forte desempenho da Brahma Duplo Malte e para o portfólio premium crescendo quase 20%, juntamente com o crescimento de um dígito alto (cerca de 9%) para as marcas convencionais.

A XP afirma que continua otimista com a AmBev apesar das incertezas de curto prazo: a recomendação é de compra com preço-alvo de R$ 17,15 por ação.

O Credit Suisse destacou que o primeiro trimestre de 2021 superou as estimativas mais otimistas com a receita de cervejas no Brasil subindo 30,6% na base de comparação anual, batendo as estimativas dos analistas do banco suíço em 4%. Os volumes de cerveja no Brasil avançaram 16% na base de comparação anual, em linha com o Credit.

“Nenhum novo guidance foi dado pela empresa, que reforça, por outro lado, que as margens devem continuar pressionadas esse ano pelo câmbio, custos de commodity e despesas gerais e administrativas,  mas com a melhor performance nas vendas aliviando parcialmente essa pressão”, avaliam, com a Ambev ganhando participação de mercado em todos os segmentos.

Os analistas do Credit também apontam que a mudança no CEO da AB Inbev, controladora da Ambev,  deve ser vista como neutra ou marginalmente positiva. Carlos Brito vai deixar o comando da Anheuser-Busch InBev no dia 1º de julho. O substituto de Brito no comando da AB InBev também é brasileiro: o engenheiro catarinense Michel Dukeris.

Michel e Jean Jereissati, CEO da Ambev, já trabalharam juntos na região APAC (Ásia-Pacífico) e China e entregaram um movimento onde o mercado local passou para uma fase mais premium e tiverem sucesso com expansão de margem e crescimento de top line, apontam os analistas do Credit, que possuem recomendação outperform (desempenho acima da média do mercado) para o ativo ABEV3 e preço-alvo de R$ 18.

Azul (AZUL4, R$ 37,46, -1,65%)

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A Azul reportou nesta quinta-feira prejuízo líquido de R$ 2,8 bilhões nos primeiros três meses do ano, reduzindo fortemente a perda em relação ao trimestre anterior, mas ainda mostrando um salto frente ao resultado negativo de R$ 317 milhões um ano antes, com a empresa aérea ainda afetada pela pandemia de Covid-19.

“O Brasil claramente foi impactado pela segunda onda da pandemia do Covid-19, mas continuamos vendo progresso no esforço de vacinação”, afirmou a Azul no material do balanço.

“Diversos Estados e Municípios estão reduzindo suas medidas de restrição, o que já afetou positivamente as recentes tendências de reservas. Somente nos últimos quatro meses, o volume de reservas aumentou mais de 40% e esperamos que essa tendência acelere com o avanço da vacinação.”

O Bradesco BBI destaca que a segunda onda da pandemia segue tendo impacto para a rentabilidade da Azul. As receitas da Azul Cargo, a unidade de logística da Azul, foram o destaque positivo. Já a dívida líquida da aérea subiu para R $ 17,5 bilhões, ante R$ 14,8 bilhões no quarto trimestre de 2020. A companhia reportou R $ 3,3 bilhões em caixa e equivalentes e tem outras fontes de liquidez para superar a pandemia, apesar do aumento da alavancagem financeira. Os analistas do BBI mantiveram a recomendação neutra, mas reduziram o preço-alvo dos ativos de R$ 40 para R$ 38.

Ultrapar (UGPA3, R$ 20,28, -6,84%)

O lucro líquido da Ultrapar no primeiro trimestre de 2021 chegou a R$ 137,44 milhões, uma queda de 19% na comparação com o mesmo período de 2020. Em relação ao quarto trimestre do ano passado, a redução chega a 68%. Segundo a empresa, a queda no lucro é fruto do aumento na despesa financeira líquida e de créditos tributários extemporâneos registrados no primeiro trimestre deste ano e quarto trimestre de 2020, parcialmente compensados pelo maior Ebitda.

O Ebitda ajustado atingiu R$ 996,3 milhões entre janeiro e março deste ano, avanço de 13% em relação ao registrado no mesmo período de 2020 e alta de 5% sobre o quarto trimestre do ano passado.

A receita líquida no primeiro trimestre deste ano ficou em R$ 23,950 bilhões. A alta chega a 12% em relação ao mesmo período do ano passado.

O aumento é explicado pela empresa por conta do avanço na receita líquida da Ipiranga, Oxiteno, Ultragaz e Ultracargo. Em relação ao quarto trimestre de 2020, a receita líquida cresceu 3%, reflexo principalmente do maior faturamento na Ipiranga.

O Credit apontou que os números de Ultra vieram dentro do esperado com exceção para os dados melhores do que o esperado em Oxiteno e piores do que o esperado em Extrafarma. Já a A Ultragaz esta com alguma dificuldade em repassar custos e a Oxiteno dá sinais de que vai ter um ano de 2021 bastante forte. O Ebitda recorrente de Ultrapar ficou em R$ 996 milhões (alta de 22% na comparação trimestral), em linha com as projeções dos analistas do Credit. O banco tem recomendação neutra para a ação, com preço-alvo de R$ 24.

O Bradesco BBI, por sua vez, destacou que os resultados foram sólidos, com Ebitda levemente acima do esperado, elevando o preço-alvo de R$ 23 para R$ 26 e mantendo recomendação outperform. Para os analistas, possíveis catalisadores positivos estão relacionados à reorganização do portfólio, como a venda da Oxiteno e Extrafarma.

Por outro lado, os analistas do banco ainda veem vários riscos políticos associados à potencial aquisição da Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), da Petrobras. As eleições de 2022 poderiam trazer alguma percepção de risco extra para a aquisição deste ativo. “Portanto, se a compra avançar, teria de ser a um valuation atrativo, em nossa opinião”, reforçam.

Cabe destacar que, em teleconferência, a Ultrapar afirmou que espera assinar nos próximos meses com a Petrobras o contrato de compra e venda da Refap. Frederico Curado, presidente da Ultrapar, disse que não houve nenhuma mudança no processo de negociação em decorrência da mudança da diretoria da estatal.

Braskem (BRKM5, R$ 50,90, -2,28%)

A Braskem reverteu o prejuízo de R$ 3,649 bilhões do primeiro trimestre de 2020 em lucro líquido de R$ 2,494 bilhões entre janeiro e março deste ano. Na comparação com o quarto trimestre do ano passado, quando apresentou lucro líquido de R$ 846 milhões, a alta é de 195%.

O resultado operacional recorrente foi de R$ 6,943 bilhões, 54% superior ao quarto trimestre de 2020 e 444% maior que o primeiro trimestre do ano passado, em função da depreciação do real frente ao dólar de 23% na comparação com janeiro e março do ano passado.

Em dólar, no primeiro trimestre, o resultado operacional recorrente da petroquímica foi de US$ 1,266 bilhão, 52% superior ao quarto trimestre de 2020, principalmente, pelos melhores spreads de PE, PP e principais químicos no Brasil, PP nos Estados Unidos e na Europa e PE no México e pelo maior volume de vendas de PP na Europa.

Em relação ao mesmo período do ano anterior, o resultado operacional recorrente da companhia em dólar foi 341% superior, em função dos melhores spreads de resinas e principais químicos no Brasil, PP nos Estados Unidos e na Europa e PE no México e do maior volume de vendas de PP nos Estados Unidos e Europa e de principais químicos no Brasil.

A Braskem informou que a geração livre de caixa no primeiro trimestre foi de R$ 1,766 bilhão explicado, principalmente, pelo resultado operacional recorrente no período; pela monetização de créditos de PIS/COFINS no valor de aproximadamente R$ 761 milhões; pela redução do capex operacional em função das paradas programadas de manutenção nos Estados Unidos e Europa, além de ajustes operacionais na central petroquímica de São Paulo realizados no quarto trimestre de 20202; e pela redução dos investimentos estratégicos.

“A esses impactos positivos, se contrapõem, principalmente a variação negativa do capital de giro, principalmente em função do impacto do aumento do preço de resinas e principais químicos no mercado internacional em contas a receber e do impacto do aumento do preço da nafta no custo do produto acabado em estoques”, diz a Braskem que cita ainda o maior pagamento de juros no trimestre, que foi superior ao último trimestre de 2020 por conta do pagamento de juros de bonds emitidos pela companhia em 2020.

A petroquímica informa que em linha com o seu contínuo compromisso com a higidez financeira e com o objetivo de retornar ao nível de risco de grau de investimento, seguiu reduzindo a sua alavancagem corporativa, medida pela relação dívida líquida/resultado operacional recorrente em dólares e encerrou o primeiro trimestre em 1,80x, 39% inferior em relação ao quarto trimestre (2,94x).

De acordo com Luis Sales, analista da Guide Investimentos, o resultado foi sólido confirmou o desempenho positivo do relatório de produção e vendas divulgados no dia 30 de abril. Em Alagoas, um dos grandes passivos da companhia, não foram registradas provisões adicionais e, em 31 de março, a petroquímica tinha R$ 8,45 bilhões reconhecidos em balanço, frente a R$ 9,18 bilhões em dezembro.

As projeções para o próximo trimestre seguem majoritariamente favoráveis, de acordo com a companhia. No Brasil a expectativa de melhores volumes de vendas (mercado interno e mercado externo) e spreads. No Estados Unidos, a expectativa é de aumento no volume de vendas, com perspectiva de retomada da produção de todas as plantas para os patamares normais, após os impactos dos eventos climáticos no primeiro trimestre e os spreads devem ser mais saudáveis no período seguinte, em função da manutenção da demanda saudável e da retomada gradual da oferta de PP na região, destaca o analista.

Em relação ao negócio na Europa, o volume de vendas deve permanecer em linha com o primeiro trimestre de 2021, mas com spreads mais saudáveis, em função da manutenção da demanda saudável, paradas programadas de produtores da região e menor fluxo de importado da Ásia.

No negócio do México, a expectativa também é de aumento no volume de vendas, após o reestabelecimento gradual da operação com o retorno do serviço de transporte de gás natural e expectativa de incremento do fornecimento de etano dos Estados Unidos (solução Fast Track) e spreads mais saudáveis no 2T21, principalmente em função da manutenção da demanda saudável e retomada gradual da oferta de PE nos Estados Unidos.

Cabe destacar que as ações da Braskem registram a maior alta do Ibovespa no ano, com ganhos de mais de 100%.

TIM (TIMS3, R$ 12,20, -0,57%)

A operadora de telecomunicações TIM registrou lucro líquido de R$ 277 milhões no primeiro trimestre deste ano, um aumento de 57,9% sobre igual período de 2020. O Ebitda somou R$ 2 bilhões, alta de 4,5% na comparação anual.

O resultado financeiro líquido da operadora ficou negativo em R$ 225 milhões, uma melhora em relação ao resultado financeiro negativo de R$ 251 milhões do primeiro trimestre de 2020.

A receita líquida somou R$ 4,340 bilhões, ligeira alta de 3% sobre igual período do ano anterior. De acordo com a empresa, o indicador confirma a trajetória de recuperação observada desde o terceiro trimestre de 2020. “Essa melhora foi limitada parcialmente por impactos concentrados no mês de março, devido à nova onda da pandemia de covid-19”, diz a TIM.

A receita líquida de serviços avançou 3,3% na comparação anual, para R$ 4,448 bilhões. “Todos os componentes de serviços contribuíram positivamente para essa aceleração”, diz a companhia. A receita de serviço móvel cresceu 2,8% para R$ 3,947 bilhões, enquanto a de serviço fixo avançou 12%, para R$ 281 milhões.

A receita média por usuário (arpu) móvel aumentou 6,6% no primeiro trimestre, para R$ 25,50. A base móvel de clientes caiu 2,1%, para 51,728 milhões, enquanto a base de clientes Live cresceu 13,3% para 662 mil. A receita da TIM Live avançou 20,4% no trimestre.

Já a receita líquida de produtos interrompeu sua trajetória de recuperação, registrando queda de 10,1% na comparação anual, para R$ 112 milhões. Segundo a TIM, foi a linha mais afetada pelo fechamento de pontos de venda e redução da circulação de pessoas, por conta da pandemia.

Os investimentos (capex) totalizaram R$ 1,3 bilhão, alta de 46,5% na comparação anual, com a retomada de projetos em 2020 e o início da preparação para recebimento dos ativos da Oi Móvel. O Opex (despesas operacionais e investimento em manutenção de equipamentos) permanece sob controle, com queda de 34,5% na provisão para devedores duvidoso (PDD) na comparação entre os primeiros trimestres de 2020 e 2021.

A TIM ainda aprovou um acordo com a IHS Fiber Brasil para a venda de 51% da FiberCo – empresa da operadora que reúne os ativos de rede e prestação de serviços de infraestrutura. A TIM vai manter os demais 49% da FiberCo, cujo valor (Enterprise Value) ficou estabelecido em R$ 2,6 bilhões.

A transação contempla componentes primária (R$ 609 milhões) destinada ao caixa da FiberCo, e secundária (R$ 1,027 bilhão), a serem pagos à TIM.

O Credit Suisse avaliou os resultados para o primeiro trimestre divulgados pela TIM como “sólidos”, indicando recuperação na receita mobile de serviços e no Ebitda. O crescimento na receita de serviços atingiu 2,8% na comparação anual, e 1,5% frente ao quarto trimestre, 1% acima da estimativa do Credit e em linha com o consenso do mercado. O banco diz que iniciativas de corte de custos levaram os gastos operacionais a crescerem apenas 2% na comparação anual.

O banco mantém recomendação outperform da TIM, ressaltando que o acordo fechado com a IHS também implica risco de aumento para os números da TIM Live. O banco aponta que a TIM está sendo negociada com desconto frente a seus indicadores e mantém preço-alvo de R$ 20.

GPA (PCAR3, R$ 36,00, -4,71%)

O GPA teve lucro líquido de R$ 127 milhões no primeiro trimestre, ante prejuízo de R$ 119 milhões  um ano antes, favorecido por aumento das vendas e redução das despesas.

O grupo controlado pelo francês Casino e que concluiu em março a cisão do braço de atacarejo Assaí (ASAI3), viu sua receita líquida de janeiro a março somar R$ 12,45 bilhões, aumento de 4,9% em 12 meses.

Já o Ebitda ajustado somou R$ 935 milhões, alta de 36% ano a ano, beneficiado por eficiências comerciais e controle das despesas no Brasil. A margem Ebitda subiu 1,7 ponto percentual, para 7,5%.

As vendas mesmas lojas caíram 0,7%, pressionadas por impactos da pandemia nas operações do grupo Êxito na Colômbia e Uruguai. No Brasil, as vendas mesmas lojas subiram 1,1% no primeiro trimestre.

Sem o impacto da Covid-19, o GPA afirma que as vendas mesmas lojas teriam subido 4,8% no nível consolidado e 5% no Brasil.

“O cenário de vendas permanece em crescimento no trimestre, mesmo impactado por desafios relacionados principalmente ao contexto macroeconômico e pandemia, com severas medidas restritivas envolvendo fechamento de lojas aos finais de semana, horário de abertura reduzidos e proibição da venda de algumas categorias”, afirmou o GPA no relatório.

Na linha outras despesas operacionais, o resultado negativo foi 71,9% menor na comparação anual, para um déficit de R$ 60 milhões.

Os analistas da XP apontaram dois lados do balanço da companhia: a performance de vendas (moeda constante) foi mais fraca do que esperado; porém, houve uma melhora na rentabilidade tanto no Brasil quanto no Grupo Éxito.

Porém, apesar de terem uma visão positiva em relação às iniciativas da companhia e verem riscos positivos para o papel, os analistas da XP avaliam que parte disso já está refletido no nível de valuation atual.

Além disso, veem desafios para que a venda da participação da Cnova seja concretizada no curto prazo, mantendo assim a recomendação neutra e preço-alvo de R$ 39 por ação. Veja a análise clicando aqui. 

AES Brasil (AESB3, R$ 14,70, +0,62%)

A geradora de energia AES Brasil registrou lucro líquido de R$ 93 milhões no primeiro trimestre do ano, uma alta de 23% na comparação anual, impulsionado pelo aumento na margem das fontes eólica, solar e hídrica, associado ao bom desempenho operacional dos projetos.

No período, a receita líquida da companhia subiu 12,6% na base anual, para R$ 556,7 milhões, enquanto o Ebitda foi de R$ 349 milhões, uma alta de 12% em comparação ao mesmo período do ano anterior.

Assim como no último trimestre de 2020, no qual a empresa reconheceu um ganho extraordinário de R$ 947 milhões associado ao risco hidrológico (GSF, na sigla em inglês), no primeiro trimestre deste ano houve um incremento de R$ 14,5 milhões na margem hídrica devido, principalmente, ao ganho extraordinário decorrente do ressarcimento no montante de R$ 36 milhões, referente aos valores calculados da resolução do tema.

O primeiro trimestre da AES Brasil foi marcado pela conclusão do processo de reestruturação societária, com a criação da holding AES Brasil Energia, que, segundo a companhia, tem o objetivo de intensificar sua capacidade de crescimento. Outra importante iniciativa feita pela empresa foi o acordo de investimento, que vai permitir a subscrição de ações preferenciais na Guaimbê Holding, com um aporte de mais de R$ 855 milhões em equity.

A geradora também anunciou no período a assinatura de dois contratos para fornecimento de energia no longo prazo, sendo 80 megawatts-médios (MW médios) com a Ferbasa, e de 21 MW médios com a Minasligas, que atua na produção de ferro silício, ambas pelo período de 20 anos, por meio do Complexo Eólico Cajuína, localizado no Rio Grande do Norte.

A AES Brasil encerrou o primeiro trimestre de 2021 com uma dívida líquida R$ 4,523 bilhões, 7,4% menor que o visto no trimestre imediatamente anterior, enquanto a alavancagem, medida pela relação dívida por Ebitda foi de 2,1 vezes. No período, os custos e despesas operações somaram R$ 98,8 milhões, um aumento de 14,6% na comparação com o quarto trimestre de 2020.

Além disso, a administração da AES Brasil aprovou a distribuição de R$ 68 milhões em dividendos intermediários, relativos ao primeiro trimestre, o equivalente a R$ 0,1703 por ação. Terão direito os acionistas com posição em 10 de maio, sendo que a partir de 11 de maio os papéis serão negociados ex-dividendos.

O Credit Suisse classificou os dados operacionais da AES Brasil como levemente mais fracos devido a custo mais alto de compra e produção mais fraca de energia elétrica. O banco mantém avaliação neutra e preço-alvo de R$ 16,80.

Copel (CPLE6, R$ 5,98, -0,83%)

A Companhia Paranaense de Energia (Copel) registrou no primeiro trimestre de 2021 lucro líquido de R$ 795,174 milhões, o que representa uma alta de 55,6% na comparação anual. O crescimento, segundo a empresa, reflete a maior receita operacional líquida, a equivalência patrimonial e o acréscimo do resultado financeiro.

O Ebitda no período ficou em R$ 1,303 bilhão, alta de 18,8% sobre janeiro a março de 2020.

Já a receita operacional líquida acumulada até março de 2021 somou R$ 4,985 bilhões, alta de 22,6% sobre o mesmo período do ano passado.

A geração de energia nos primeiros três meses do ano, incluindo parques eólicos, foi de 5.410 GWh, contra 2.475 GWh no mesmo período de 2020. De acordo com a Copel, essa diferença demonstra uma recuperação nos níveis dos reservatórios em relação a 2020, quando um longo período de estiagem atingiu a região Sul do País.

Em distribuição, a empresa destaca a implantação de redes compactas em áreas urbanas que apresentam elevado grau de arborização próximo às redes. A tecnologia evita cortes e podas de árvores e melhora a qualidade do fornecimento, pois reduz o número de desligamentos. Ao final de março de 2021, a extensão das redes compactas instaladas era de 14.720 km, ante 11.823 km em março de 2020, uma alta de 24,5%.

Taesa (TAEE11, R$ 39,18, -2,27%)

A transmissora de energia elétrica Taesa registrou lucro líquido de R$ 555,9 milhões no primeiro trimestre de 2021, um avanço de 42,1% na comparação anual, informou a companhia nesta quarta-feira em balanço financeiro.

A empresa, controlada pela estatal mineira Cemig (CMIG4) e pela colombiana ISA, reportou Ebitda regulatório de R$ 316,7 milhões de janeiro a março, alta de 1,3% ano a ano, com margem de 82%, contra 83,9% no mesmo intervalo de 2020.

A Taesa disse em comunicado que o avanço no lucro líquido, calculado em termos de resultado IFRS, se deve principalmente aos maiores índices macroeconômicos registrados nos períodos comparados, com efeito do IGP-M que acumulou 6,2% neste primeiro trimestre.

A companhia destacou também a consolidação das aquisições de São João, São Pedro e Lagoa Nova, e a entrada em operação da concessão de Mariana em 2020. Além disso, houve aumento de 17,9% na equivalência patrimonial, resultado também dos maiores índices macroeconômicos, que impactaram positivamente a receita de correção monetária das participações.

Estes fatores compensaram a redução da margem com a implementação de infraestruturas em função dos menores investimentos em Janaúba na comparação anual, afirmou a empresa.

“(Também o) aumento de 35,8% das despesas financeiras líquidas, resultado das captações realizadas em 2020, aumento do IPCA e do menor volume de caixa, em função dos investimentos nos projetos em construção, associado a um menor CDI”, acrescentou a Taesa sobre demais compensações.

A receita líquida totalizou R$ 386,4 milhões no primeiro trimestre, alta de 3,6% em relação ao mesmo período de 2020.

O índice de disponibilidade das linhas de transmissão foi de 99,96% e uma Parcela Variável (PV) de 4,3 milhões de reais (menos de 1% da RAP consolidada) no primeiro trimestre, este último apresentando uma melhoria de 32,7% contra janeiro a março de 2020.

O Credit Suisse classificou os resultados da Taesa como ligeiramente melhores do que o esperado, mas os rendimentos regulatórios como mais fracos. O lucro líquido ficou abaixo das estimativas devido a gastos financeiros piores e renda de capital pior. O banco mantém avaliação neutra e preco-alvo de R$ 29,70.

Totvs (TOTS3, R$ 33,06, +1,50%)

A Totvs teve alta de 31% no lucro do primeiro trimestre, com impulso de ganhos de clientes em assinaturas de software e de serviços como computação em nuvem.

A empresa de tecnologia e produtos de crédito informou nesta quarta-feira que teve lucro líquido de R$ 80,65 milhões de janeiro a março, acima dos R$ 61,1 milhões um ano antes.

O Ebitda ajustado disparou 49%, para R$ 189,2 milhões, ante o primeiro trimestre do ano passado. A margem evoluiu de 21,1% para 26,3%.

A companhia afirmou que a receita recorrente da área de tecnologia cresceu 14,6% no período e atingiu recorde histórico de corresponder a 81% do faturamento líquido da divisão.

“Os principais segmentos que contribuíram para este crescimento foram Manufatura, Distribuição, Agroindústria e o Varejo (em especial o subsegmento de supermercados)”, afirmou a empresa no balanço.

A Totvs apurou um crescimento de 40% nas novas assinaturas de serviços na área de tecnologia.

Na área de produtos de crédito a receita subiu cerca de 4%, mas o Ebitda da unidade recuou 7,7% na comparação com o último quarto de 2020.

A empresa teve queda de cerca de 9% na provisão para perdas, enquanto as despesas gerais e administrativas avançaram 12%, ambas no comparativo ano a ano.

O Itaú BBA classificou os números como fortes e em linha com a expectativa. Mesmo com a sazonalidade negativa do trimestre, incluindo redução da produção industrial, o banco destaca que o segmento de tecnologia reportou crescimento de 11% na receita no período, impulsionada pelo aumento de 15% nas receitas recorrentes.

O banco destaca que a expansão de soluções em nuvem impulsiona a margem bruta no setor de tecnologia para alta recorde de 72%. A margem Ebitda é a maior desde 2015, atingindo 26,1%, impulsionada por provisões em baixa e custos controlados. A recomendação é outperform e o preço-alvo está sendo revisado pelo BBA.

O Credit Suisse classificou os resultados da Totvs como em linha com as expectativas em se tratando de receita, e com forte Ebitda. O banco destaca que as receitas com software cresceram 10,6% no ano, mas não surpreende devido ao cenário de inflação, repassada ao consumidor. O banco ressalta que o Ebitda de R$ 189 milhões, com margem de 26,1% foi uma “excelente surpresa”, acima de sua estimativa e daquela do consenso, em 10%. O banco mantém recomendação outperform e preço-alvo de R$ 35.

Engie Brasil (EGIE3, R$ 39,77, -1,09%)

A Engie Brasil Energia registrou lucro líquido de R$ 529 milhões no primeiro trimestre, alta de 3,3% ante o mesmo período de 2020, informou a companhia nesta quarta-feira.

O Ebitda no período foi de R$ 1,738 bilhão, alta de 30,5% na mesma comparação.

A receita operacional líquida avançou 25,3% no primeiro trimestre ante o mesmo período do ano passado, para R$ 3,25 bilhões.

As variações positivas, segundo a empresa, “refletem substancialmente a ampliação da contribuição da rede de gasodutos TAG e do segmento de transmissão”.

A empresa citou ainda como pontos positivos a redução no volume de compras de energia, aumento do preço médio líquido de venda de energia e evento não recorrente, relacionado ao complemento nos valores da repactuação do risco hidrológico o registrados no fim de 2020.

O preço médio dos contratos de venda de energia, líquido dos tributos sobre a receita e das operações de trading, foi de 205,13 reais/MWh no primeiro trimestre, alta de 6,7% versus o registrado entre janeiro e março de 2020.

A quantidade de energia vendida no primeiro trimestre, sem considerar as operações de trading, foi de 4.205 MW médios, queda de 3% ante um ano antes.

O Itaú BBA classificou os resultados da Engie Brasil para o primeiro trimestre como positivos. O banco destaca Ebitda ajustado de R$ 1,35 bilhão, que teve alta de 12,4% na comparação anual mas ficou abaixo da estimativa do Itaú, de R$ 1,452 bilhão devido a menor volume de vendas. Foram gastos R$ 216 milhões em caixa no trimestre, devido a projetos de investimento em construção, de R$ 944 milhões. Apesar disso, o endividamento continua baixo.

O banco mantém recomendação outperform e preço-alvo de R$ 49.

Lojas Quero-Quero (LJQQ3, R$ 19,15, 0,00%)

A Lojas Quero-Quero teve lucro líquido de R$ 11,6 milhões no primeiro trimestre de 2021, ante prejuízo de R$ 1,5 milhão em igual período de 2020.

Já a receita líquida teve alta de 38,3%, a R$ 435,4 milhões.

O Ebitda totalizou R$ 54,2 milhões no trimestre, alta de 92,6% na comparação anual. A margem Ebitda foi de 12,4% no trimestre, alta de 3,5 pontos percentuais.

As vendas nas mesmas lojas (SSS, na sigla em inglês) tiveram alta de 40,5% no primeiro trimestre.

O Bradesco BBI afirmou que o resultado trimestral das Lojas Quero Quero é forte em crescimento e lucratividade, com a empresa ganhando espaço no mercado de melhoras do lar. O banco diz que a empresa mostra boa execução e expansão em locações com um ambiente concorrencial favorável. O banco diz que espera ouvir mais sobre os movimentos da empresa em e-commerce durante o ano, o que pode levar a novos canais para crescimento. O banco diz que os resultados são consistentes com sua avaliação de outperform, elevando o preço-alvo para 2021 de R$ 19 para R$ 21.

Tenda (TEND3, R$ 25,63, -0,54%)

O lucro líquido da Tenda subiu 109,5% no primeiro trimestre de 2021 na comparação anual, para R$ 36,9 milhões.

A receita líquida, por sua vez, teve alta de 45%, para R$ 602,9 milhões.

O Credit Suisse ressaltou que a Tenda lançou 10 projetos no primeiro trimestre, totalizando R$ 610 milhões, frente a R$ 166 milhões no mesmo período de 2020. As vendas líquidas atingiram R$ 704 milhões, alta de 60% na comparação anual, também um recorde. O banco destaca que a velocidade das vendas ficou em 31,5%, queda de 1 ponto percentual na comparação trimestral, prejudicando pela alta de 80% nos cancelamentos no trimestre. O preço médio por unidade subiu 3% no ano, parcialmente devido à concentração de lançamentos em São Paulo.

O banco mantém recomendação outperform e preço-alvo de R$ 37, frente aos R$ 25,77 negociados na quarta.

BR Properties (BRPR3, R$ 9,10, -1,30%)

A BR Properties, empresa de investimento em imóveis comerciais de renda, teve lucro líquido de R$ 13,4 milhões, queda de 7% na comparação anual. Já a receita líquida subiu 8%, para R$ 82,3 milhões.

O Credit Suisse destacou que o resultado foi em linha com a expectativa do mercado. O banco destaca que a empresa registrou atividade recorde de locação no trimestre, adicionando 1,4 mil metros quadrados e melhorando o saldo de vacância da empresa. O banco diz que a BR Properties continua focada em melhorar seu portfólio após a venda de dois ativos no trimestre. O banco mantém avaliação neutra para a empresa, com preço-alvo de R$ 10, frente aos R$ 9,22 negociados na quarta.

Klabin (KLBN11, R$ 27,95, +0,22%)

A Klabin anunciou nesta quarta-feira que vai instalar uma máquina de papel cartão na segunda fase de construção de sua fábrica no Paraná. A mudança dos planos, que antes previam a produção de papel kraft, exigirá investimento adicional de R$ 2,6 bilhões no projeto.

A companhia afirmou em fato relevante que as obras para a instalação da máquina de papel cartão terão início imediato. A previsão de início de produção é o segundo trimestre de 2023.

A empresa afirmou que a máquina será instalada com uma “linha de fibras complementar”.

“A mudança (…) levou em consideração o crescimento esperado para o mercado de cartões, diversificação do mix de produtos; estabilidade histórica do preço de cartões e a consolidação da Klabin como produtor global de cartões”, afirmou a empresa referindo-se a papéis para embalagens de líquidos e embalagens para pacotes de latas e garrafas.

Com a mudança de ideia para a segunda fase, o investimento total do projeto Puma II, como é chamada a fábrica integrada da companhia no Paraná, será de 12,9 bilhões de reais, dos quais 5,8 bilhões já foram desembolsados até o fim do mês passado.

A Klabin disse que o investimento será financiado com resultados próprios, recursos disponíveis em caixa, o que poderá ser complementado com saques de empréstimos contratados.

“Desta forma, não há necessidade de contratação de financiamentos adicionais para o projeto”, afirmou a empresa.

A companhia afirmou ainda que a primeira etapa da fábrica, uma linha de celulose não branqueada integrada a uma máquina de papel kraftliner e kraftliner branco com capacidade de 450 mil toneladas anuais, deve começar a produção em julho próximo.

O Morgan Stanley ressalta que a mudança do escopo de PUMA II faz sentido devido à alta na produção de papéis para embalagem prevista para os próximos anos. O banco diz que não vê impacto negativo da mudança, em termos de retorno sobre investimento. O Morgan Stanley mantém recomendação overweight (exposição acima da média do mercado), e preço-alvo de R$ 38, frente aos R$ 27,89 de fechamento dos papéis KLBN11 na quarta.

O Itaú BBA afirma que o projeto da Klabin contribui para o valor dos papéis, por adicionar maior eficiência e resiliência para as operações da empresa no futuro. Também diz que o crescimento forte no mercado de placas justifica a mudança no projeto, e que volumes contratados reduziriam riscos. O banco diz que o investimento não deve afetar o pico de endividamento da Klabin, esperado para meados de 2021, já que as tendências operacionais são fortes. O Itaú BBA mantém avaliação outperform e preço-alvo de R$ 38.

O Bradesco BBI avalia o anúncio da Klabin como positivo, mas já esperado. O banco diz que a implementação completa de PUMA II deve adicionar R$ 2 bilhões de Ebitda para a Klabin, 40% a mais do que os níveis de 2020. O investimento também dilui o impacto da divisão de celulose, que é mais cíclica, o que pode dar apoio a uma reavaliação dos papéis. O banco mantém avaliação outperform e preço-alvo de R$ 38 para os papéis KLBN11, negociados na quarta por R$ 27,89.

Apesar da notícia sobre o investimento da Klabin, o Credit Suisse mantém avaliação neutra sobre a empresa. O banco acredita que o grande investimento deve gerar fluxo livre de caixa negativo em 2021 e pressionar o endividamento. O banco mantém preço-alvo de R$ 31,50 para KLBN11.

Sinqia (SQIA3, R$ 22,09, -2,86%)

A Sinqia teve lucro líquido de R$ 800 mil no primeiro trimestre de 2021, aumento de 75% no intervalo de um ano.

A receita líquida totalizou R$ 68,2 milhões, alta de 40,3% frente o mesmo período do ano anterior.

O Ebitda de R$ 12 milhões quadriplicou na comparação anual, batendo as estimativas do Credit Suisse em 9%. A alta de rentabilidade foi o principal destaque no trimestre, apontam os analistas.

Ao realizarem uma atualização das estimativas incorporando a tendência operacional sólida do que estavam vendo nos últimos trimestres e as aquisições mais recentes, destacam. O Credit elevou as estimativas de receita líquida e Ebitda para 2021 em 38% e 59% para R$ 342 milhões e R$ 69 milhões, respectivamente.

“Mantivemos o nível de receita líquida dado o resultado financeiro mais baixo e maior custo de amortização de software. Mesmo com as incorporações de aquisições recentes (positivas), mantemos nossa recomendação neutra e preço-alvo com R$ 25 por ação, já que o efeito de fusões e aquisições foi ofuscado por um custo de capital próprio (Ke) mais alto”, apontam aos analistas.

Sabesp (SBSP3, R$ 40,98, +4,92%)

A Sabesp afirmou nesta quarta-feira que não exercerá a opção de compra de fatia na Sociedade de Propósito Específico (SPE) da Iguá que venceu a disputa pelo bloco 2 da empresa de saneamento do Rio de Janeiro (Cedae), na semana passada. No domingo, a Sabesp havia informado que tinha opção de integrar a SPE com uma posição minoritária.

O Credit Suisse aponta que a notícia de hoje é relevante para o papel e positiva dado que o papel sofreu muito em função da possível entrada no bloco 2 da Cedae – após o anúncio da Sabesp que poderia integrar o bloco, os ativos caíram 6,5% na segunda-feira.

O valuation pós-privatização parece melhor do que participar em novos investimentos (o atual capex – investimentos da companhia – já é bastante alto), avaliam os analistas.

Banco do Brasil (BBAS3, R$ 29,21, -0,17%)

O Banco do Brasil confirmou a indicação de Ieda Cagni para presidir o Conselho de Administração do conglomerado durante o mandato 2021/2023. Indicada pelo Ministério da Economia, ela reforçará a presença feminina no colegiado que terá, pela primeira vez em sua história, três mulheres em um total de oito assentos.

Além de Cagni, Débora Cristina Fonseca foi eleita como membro do Conselho do BB pelos empregados e Rachel de Oliveira Maia como Conselheira Independente pelos acionistas minoritários. As duas últimas já haviam sido eleitas em Assembleia Geral Ordinária do banco, na semana passada.

Nesta quarta-feira, foi realizada a primeira reunião do novo Conselho do Banco do Brasil. Na ocasião, os membros eleitos na assembleia definiram os ocupantes dos cargos de presidente e vice-presidente do colegiado.

A nova chairman do BB é procuradora da Fazenda Nacional, graduada em Direito pelo Centro Universitário de Anápolis, com especialização em Direito Público, e mestrado em Administração Pública pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Participou dos Conselhos Fiscais da VALEC Engenharia, Construções e Ferrovia, da gestora de recursos do BB e ainda foi suplente do banco.

Já o vice-presidente do Conselho de Administração do BB será Walter Eustáquio Ribeiro. Ele é bacharel em Relações Internacionais pela Universidade de Brasília (UNB), com pós-graduação em Marketing e Recursos Humanos pela mesma universidade. Foi funcionário de carreira do BB por mais de 30 anos, atuando em diversas funções gerenciais e ainda na assessoria da presidência.

O novo Conselho do BB assume após a renúncia de membros – e o fim do mandato de outros – em meio à troca de comando no banco. No início de abril, Fausto Ribeiro, funcionário de carreira do conglomerado, foi eleito presidente do banco, substituindo André Brandão, vindo do HSBC. A mudança ocorreu após desgaste do executivo com o Palácio do Planalto em meio ao aumento da ingerência política na instituição.

MMX Mineração (MMXM3, R$ 18,10, -29,57%)

A MMX Mineração informou em comunicado ao mercado nesta quinta-feira (6) que tomou conhecimento da decisão da 1ª Vara Empresarial da Comarca de Belo Horizonte de decretar a falência da MMX Sudeste Mineração.

A decisão da juíza Cláudia Batista foi baseada no descumprimento do Plano de Recuperação Judicial (PRJ): “Por diversas vezes nos autos os credores e o Administrador Judicial noticiaram o não cumprimento das obrigações impostas no PRJ e seu aditivo o que, por si só, já é suficiente para embasar o decreto de falência”, diz a sentença.

A MMX, empresa de mineração de Eike Batista, informou que ainda não foi oficialmente intimada nem obteve acesso ao inteiro teor da decisão, mas esclarece que, nos termos da Lei nº 11.101/2005, a decisão não é definitiva e está sujeita a recurso.

A empresa afirmou que está avaliando a melhor estratégia a ser adotada para reverter a decisão e seus impactos, de forma a preservar os interesses de seus acionistas e credores.

De acordo com o comunicado, a falência da MMX Sudeste pode ter impacto relevante sobre o Term Sheet assinado no dia 25 de março de 2021 com a China Development Integration Limited (CDIL), já que
que a sua decretação é causa de rescisão do acordo. O acordo fez as ações das empresas registrarem forte volatilidade (veja mais clicando aqui).

Além disso, a companhia destacou que a falência da MMX Sudeste pode ter impacto no processo de
recuperação judicial da MMX, já que a MMX Sudeste é um dos seus principais ativos. A empresa estava em recuperação judicial desde 2014.

Eucatex (EUCA4, R$ 11,02, 2,56%)

A Eucatex aprovou o pagamento dos dividendos dos exercícios de 2014 a 2019, os quais serão realizados até o dia 31 de dezembro de 2021, sendo que pagará os dividendos em ordem cronológica em parcelas mensais a partir do mês de outubro.

Em relação aos dividendos do exercício de 2019, será pago o valor de cerca de R$ 16,82 milhões representando R$ 0,171230 por ação ordinária e R$ 0,188353 por ação preferencial, para as ações negociadas ex-dividendos em 12 de maio.

(com Reuters e Agência Estado)

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Carteira gráfica da XP supera Ibovespa e sobe 3,8% na semana; confira a mudança no portfólio

SÃO PAULO – A XP divulgou a “Top Picks”, sua carteira semanal de análise gráfica, para o período de 9 a 16 de abril. Para esta semana houve apenas uma troca entre os papéis que compõem o portfolio.

Saiu Lojas Americanas (LAME4) para a entrada da Klabin (KLBN11).

Segundo Gilberto Coelho, o Giba, analista técnico responsável pela carteira, a Klabin entra no portfolio por estar em tendência de alta no curto prazo com projeções de ganhos até R$ 31,50 ou R$ 33,90. Os suportes para colocar stop loss estão em R$ 28,60 e R$ 27,29.

Divulgada semanalmente, a carteira Top Picks XP é composta por cinco ativos, tendo cada um peso de 20%. A seleção busca retorno a curto prazo, alinhando fluxo e movimentação das ações ao cenário político e macroeconômico.

Giba calcula a rentabilidade da carteira entrando nas ações no leilão das sextas-feiras. O objetivo é de que a média do retorno dos ativos supere o Ibovespa ao fim da semana.

Desempenho

Na semana passada, a carteira Top Picks subiu 3,82%, enquanto o Ibovespa teve uma alta de 2,49%.

Os destaques de alta na semana foram Minerva (BEEF3), que avançou 3,96%, Totvs (TOTS3), com alta de 6,33%, BTG (BPAC11), que registrou ganhos de 4,76% e B3 (B3SA3), que valorizou em 3,30%.

Do lado negativo, as ações da Lojas Americanas (LAME4) caíram 2,28%.

No ano de 2021, a Top Picks sobe 6,47% ao mesmo tempo em que o benchmark da B3 recua 0,74%. Desde 2010 a carteira gráfica semanal da XP tem alta de 260,50% enquanto o Ibovespa avança 93,81%.

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Confira, abaixo, as recomendações para esta semana:

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Carteira gráfica da XP sobe 1,8% na semana e mais uma vez bate o Ibovespa; confira as 3 mudanças

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SÃO PAULO – A XP divulgou a “Top Picks”, sua carteira semanal de análise gráfica, para o período de 1 a 9 de abril. Para esta semana houve três trocas entre os papéis que compõem o portfolio.

Saíram Itaú Unibanco (ITUB4), Cemig (CMIG4) e Bradespar (BRAP4) para a entrada de B3 (B3SA3), BTG Pactual (BPAC11) e Totvs (TOTS3).

Segundo Gilberto Coelho, o Giba, analista técnico responsável pela carteira, B3 entra no portfolio por estar em tendência de alta no curto prazo com projeções de ganhos até R$ 58,50 ou R$ 62,80. Os suportes para colocar stop loss estão em R$ 52,95 e R$ 50,67.

Já os papéis do BTG passam a fazer parte da carteira por estarem em tendência de alta com projeções de avanço aos R$ 104,50 ou R$ 116,00. A ação tem suportes em R$ 89,50 e R$ 86,50.

Por fim, as ações da Totvs entram por estarem em tendência de alta projetando R$ 31,30 ou R$ 34,90. Tem suportes em R$ 27,00 e R$ 24,80.

Divulgada semanalmente, a carteira Top Picks XP é composta por cinco ativos, tendo cada um peso de 20%. A seleção busca retorno a curto prazo, alinhando fluxo e movimentação das ações ao cenário político e macroeconômico.

Giba calcula a rentabilidade da carteira entrando nas ações no leilão das sextas-feiras. O objetivo é de que a média do retorno dos ativos supere o Ibovespa ao fim da semana.

Desempenho

Na semana passada, a carteira Top Picks subiu 1,75%, enquanto o Ibovespa teve uma alta de 0,41%.

Os destaques de alta na semana foram Minerva (BEEF3), que avançou 3,76%, Lojas Americanas (LAME4), que registrou ganhos de 3,70%, Cemig, que valorizou em 2,74% e Bradespar, que variou positivamente em 1,99%.

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Na ponta negativa, as ações do Itaú caíram 3,46%.

No ano de 2021, a Top Picks sobe 2,55% ao mesmo tempo em que o benchmark da B3 recua 3,15%. Desde 2010 a carteira gráfica semanal da XP tem alta de 247,24% enquanto o Ibovespa avança 89,1%.

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Confira, abaixo, as recomendações para esta semana:

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Totvs (TOTS3): o poder da recorrência


Fundada em 1983, a Totvs (TOTS3) hoje é a maior empresa de tecnologia do Brasil com faturamento de R$ 2,6 bilhões e 50% de participação de mercado em software de gestão.

Como a demanda por software tem se tornado uma parte cada vez mais importante no funcionamento da economia e das empresas, Henrique Lara, sócio e co-gestor dos fundos da Reach Capital (clique aqui e conheça o Reach Total Return), acredita que essa tendência ainda vai durar e que há ainda muito espaço para aumentar no Brasil.

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O mercado de software cresceu no Brasil numa taxa anual média de 6,4% nos últimos anos e a Totvs, para Lara, tem se aproveitado muito bem desse crescimento com produtos que apresentam receita recorrente (cobrada através de mensalidade) e baixa perda de clientes (o custo de migração é alto e os softwares da Totvs dão suporte para partes críticas da operação dos clientes).

No Pills desta semana, Lara explica detalhadamente sua visão de futuro para Totvs e os principais pontos da sua tese. Aperte o play e confira!