Como começar a aprender Day Trade

Successful trader. Back view of bearded stock market broker in eyeglasses analyzing data and graphs on multiple computer screens while sitting in modern office. (dima_sidelnikov/Getty Images)

Uma das perguntas que mais recebo das pessoas é por onde começar, quais os primeiros passos para ser um trader. Parece fácil, mas na verdade é uma pergunta bastante complexa de responder.

Com a quantidade de informações acessíveis de forma prática e rápida através das redes sociais, está complicado filtrar conteúdos sérios. Se você fizer essa pergunta a vários traders, cada um vai compartilhar a experiência que teve no início da jornada.

A dificuldade é que, dentro desse universo, existem diferentes técnicas e formas para analisar as barras, chamadas de candles, que é a linguagem que o mercado usa para se comunicar. Cerca de 80% dos traders utilizam o gráfico com candles para tomar suas decisões na hora de comprar ou vender um ativo e lucrar com a diferença disso.

Acho que o começo da maioria foi através da curiosidade. Todo mundo começa pesquisando: o que é day trade? Quanto ganha um day trade? Como fazer day trade? Como disse, cada trader terá um ponto de vista e uma experiência. Portanto, a respostas podem variar bastante.

O primeiro passo para quem quer se tornar um trader é entender que você terá que estudar bastante e se preparar financeiramente. É preciso dinheiro para fazer dinheiro. Entender que terá que investir tempo e dinheiro em cursos e, como todo iniciante, terá que começar perdendo dinheiro.

Então, se você quer começar pensando que logo vai ganhar, investindo todo seu dinheiro nisso, você está se iludindo.

De início, o ideal é entender o que é a Bolsa de Valores e quais são os ativos, ou seja, o que posso comprar ou vender, dentro desse mercado. Sim, por isso chamamos de mercado financeiro. É um mercado com vários produtos financeiros. O objetivo é comprar barato e vender caro ou vender caro e comprar barato e lucrar com a diferença. No caso do day trade, fazemos essas compras ou vendas no mesmo dia.

Então, entenda antes quanto você tem de dinheiro e qual produto você pode negociar. Há produtos para todos os gostos e bolsos. Depois disso, o ideal é consumir material gratuito na internet, mas procure ouvir de analistas e pessoas sérias.

Como disse, hoje em dia está difícil até comprar uma televisão, haverá vídeos falando bem do produto e outros falando mal — muitas vezes as pessoas são pagas para falar dos produtos não expressando sua real opinião. O mesmo vai acontecer com day trade. Ou seja, algumas experiências serão positivas, outras negativas.

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Porém, no final, você que está iniciando e buscando conhecimento fica mais perdido: certifique-se de ouvir pessoas experientes no assunto e filtre muito de onde irá consumir as informações.

Para operar o day trade existem diversas técnicas. As mais comuns são: price action, análise gráfica, tape reading (leitura de fluxo de ordens de compra e venda dos ativos) e métodos próprios que alguns traders criaram, ou seja, suas próprias estratégias que chamamos de setups.

Dentro desse universo com vários caminhos e tipos de análises, busque alguma com a qual você se identifique. Eu, por exemplo, comecei com tape Reading. Mas, tempos depois, não me identifiquei com a leitura de fluxo (achava confuso e vi que essa abordagem de operar não me trazia clareza para tomar minhas decisões). Então, comecei a aprender análise através dos gráficos que utilizo até hoje para tomar minhas decisões.

Como tudo na vida, você vai ter que experimentar. É muito difícil a pessoa acertar um curso ou treinamento de primeira que traga um conhecimento e ganhos rápidos. Muitas vezes dentro de um mesmo método haverá variantes diferentes. Todas as técnicas funcionam, desde que bem executadas. Mas você terá que encontrar a melhor para você.

Por isso, no começo, acho que não vale a pena investir de cara em um curso, mas sim consumir bastante conteúdo gratuito e experimentar alguns métodos. A partir daí, quando se identificar com um método e com a explicação do mentor, vale a pena o investimento em um curso.

Entenda que ninguém irá lhe ensinar gratuitamente na internet, muita gente acha que consegue aprender assim. A verdade é que mesmo com um mentor a chance de conseguir realmente se tornar um trader é para uma minoria de 5%. Imagine você tentando aprender sozinho?

Você terá que investir tempo e dinheiro para aprender a ganhar dinheiro. Aqui é a parte em que desanimo você, meu caro leitor. As pessoas querem ouvir que day trade é fácil, que você vai ficar milionário do dia para noite. Mas essa é uma ilusão vendida por pessoas que distorcem a profissão do trader e só querem vender curso.

A verdade é que não existe um caminho com passos rápidos. Você vai aprender diferentes métodos, vai errar muito na hora de colocá-los em prática. É como perguntar a um empreendedor como fazer um negócio ter sucesso. Eles tiveram que aprender muito no caminho e, muitas vezes, com muita garra e persistência para não desistir até dar certo. Acredito que o mesmo se aplica ao day trade.

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Não se preocupe com o “como vou me tornar um trader”. Aos poucos você vai aprendendo, descobrindo, errando e adquirindo experiência. O principal é gostar de ser um trader. Isso é o que lhe fará persistir mesmo quando parecer que nada funciona. Acredite: day trade é possível, mas dar o primeiro passo e ser um curioso é o começo de tudo.

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Afinal, por que todo mundo quer ser day trader?

Hoje em dia, acompanhamos nas redes sociais uma onda de day traders aparecendo. Até mesmo celebridades, famosos e jogadores de futebol têm declarado que estão fazendo day trade. É cada dia maior o número de pessoas querendo entrar no mercado financeiro. Isso é muito bom. Afinal, todos deveriam investir e pensar no futuro. Neste país, esperar do governo se tornou algo muito incerto.

Neste mundo de facilidades, onde é vendida a ideia de que qualquer um pode se tornar um trader que fica rico de forma rápida e fácil, mora a maior cilada. Honestamente, não acredito que o trade seja para todos. Mesmo que muitos queiram (e sonhem) se tornar traders, apenas quem está disposto a estudar, praticar e desenvolver as habilidades necessárias terá êxito nessa profissão.

Hoje, todos querem seguir essa carreira pela facilidade vendida por muitos. Em um mundo onde está cada vez mais difícil pagar as contas em dia, estão se tornando cada vez mais escassos hábitos como sonhar com viagens e com a compra de pequenos mimos de vez em quando. Muitos acabam se endividando para conseguir ter o básico. Pagar uma casa pode levar 30 anos ou mais. Ninguém aguenta mais tanto juro, com o preço de tudo subindo cada vez mais. A lista do supermercado está cada dia mais reduzida para caber no orçamento.

Diante dessa situação, quem não se sentiria atraído pela oportunidade de uma vida melhor? É aí que muitos acreditam que o mercado financeiro é a solução. Algo rápido e fácil para que tudo mude. Em uma sociedade na qual todos trabalham demais, sem tempo nem dinheiro para lazer, ser trader parece a vida dos sonhos.

Contudo, como trader profissional, me sinto na responsabilidade de dizer a verdade para você, leitor. A vida de um trader não é tão fácil! Para realmente se tornar um, você terá que investir muito em conhecimento, tanto financeiramente quanto doando seu tempo. Tornar-se um trader que realmente ganha dinheiro no mercado pode levar meses – ou até anos. É aí que muitos que iniciam essa jornada acabam se frustrando no meio do caminho. Pois descobrem que day trade não é um caixa eletrônico que vai te render fortunas.

Deixar claras as dificuldades do mundo trader serve para mostrar a realidade de ser um trader. Para que você venha para o mercado com os pés no chão, de modo consciente. Para que você não seja apenas mais um dos sonhadores que entram no mercado, perdem tudo e falam mal da Bolsa. Para que você não seja mais um dando dinheiro para vendedores de cursos e continuar perdendo dinheiro, sem chegar a lugar algum.

Entenda: se tornar um trader é uma jornada. Traders realmente consistentes são como um atleta olímpico. Ou seja, estar no pódio e ganhar uma medalha será para poucos, para os melhores, para os que entendem as dificuldades e estão dispostos a enfrentar todas as dificuldades. São para os que vão escolher estudar mesmo após um dia cansativo de trabalho, para os que realmente não apenas almejam, mas agem para mudar sua realidade e não se deixam vencer até chegar no seu objetivo.

Ser trader de verdade é contar com uma vida bacana de liberdade financeira. Permite que você tenha uma vida melhor e mais confortável. Hoje, após dois anos pagando minhas contas com isso, posso dizer que não levo uma vida de luxo, mas posso comprar tudo que preciso sem me preocupar. O mais legal também está na liberdade de tempo, já que após uma manhã de ganho, estou aqui passando a tarde escrevendo esse artigo para você que está lendo e buscando conhecimento.

Sei que a vida não está fácil, já tive um emprego fixo e as dificuldades são muitas. Contudo, não desanime! Se você realmente quer mudar de vida e deseja fazer isso se tornando um trader, lhe encorajo a correr atrás dos seus sonhos. Você merece uma vida melhor, realizando tudo que imagina, sem deixar nada escondido no canto mais profundo de si. O que quero trazer para você é um pouco de pé no chão, apenas, e pedir para que você não se iluda acreditando que a jornada será fácil. Saber disso fará você ter mais consciência e não desistir tão facilmente (como muitos) quando não obtiver resultados rápidos. Você seguirá sabendo que o sucesso leva tempo e, aos poucos, irá subir cada degrau até realmente se olhar no espelho e se reconhecer como um verdadeiro trader.

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Crescimento com responsabilidade: número de investidores na Bolsa sobe 50% em um ano

A explosão do número de CPFs na bolsa nos últimos anos não é surpresa para ninguém. Mas a solidez do ritmo de crescimento continua impressionando positivamente. Na tarde desta segunda-feira (14), a B3 divulgou um novo relatório com os dados de negociação do último mês de maio – e os números agradam.

Levando-se em consideração o mercado de ações, termo, futuro e de opções, a negociação subiu 27,6%, para R$ 33,2 bilhões, em comparação com o mesmo período do ano passado. Já em comparação com o mês anterior, a alta foi de apenas 1,7%.

Em se tratando apenas do índice Ibovespa, o volume financeiro negociado saltou de R$ 407 bilhões, em maio de 2020, para R$ 490 bilhões no mesmo mês deste ano — um aumento de 20,39% na comparação mês a mês.

Mas não foram apenas os números de negócios fechados que chamaram a atenção. A B3 também informou que o número de investidores ativos atingiu 3,77 milhões, alta de 50,2% na comparação anual.

Outro dado que chama atenção foram os IPOs em 2020, mesmo com a pandemia assolando o país, com a estreia de 46 empresas que não eram listadas em bolsa. As empresas negociadas na B3 chegaram a 437, contra as 391 de maio de 2020.

Por fim, o valor de mercado das companhias abertas cresceu 58,8% em um ano, chegando a R$ 5,44 trilhões.

Crescimento que deve ser ordenado

Assim como em qualquer área de nossas vidas, tudo o que é novo desperta curiosidade e interesse. Com o mercado financeiro não é diferente, ainda mais com a possibilidade de se ganhar dinheiro de qualquer lugar e com extrema liberdade de horário.

Mas é preciso muita atenção nesse início no mundo dos investimentos. No mercado financeiro, diversos produtos são oferecidos. É importante que você faça aplicações de acordo com o seu perfil de investidor e assumindo riscos, ciente das possibilidades de cenários daqueles investimentos.

Nos últimos anos vimos uma escalada de fontes de consulta sobre o tema, além de uma série de medidas que tem a intenção de abrir o horizonte de investimentos do brasileiro. Isso fez com que investimentos mais tradicionais e pouco rentáveis perdessem lugar na tomada de decisão do investidor comum. Isso é excelente. Temos mais conhecimento, mais informação e produtos cada vez mais competitivos.

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O grande problema mora na falta de interesse pela busca do conhecimento, que faz os mais desatentos e afobados entrarem em um mar desconhecido de possibilidades sem estarem cientes dos riscos inerentes àquela atividade.

Por isso, no meu canal do YouTube, montei um treinamento com quatro aulas que está disponível para quem tem interesse em mergulhar nesse universo do day trade e do swing trade.

Ao longo desses seis anos de análise técnica, desenvolvi um método simples e eficiente, capaz de tornar pessoas comuns em verdadeiros traders de resultado. É isso que ensino na minha comunidade, a Comunidade dos Comfrades.

As inscrições foram abertas nesta segunda-feira (14), depois de dez meses de comunidade sem abertura de vagas. Para se inscrever, basta acessar meu canal do Instagram, com link na descrição. Ou no grupo VIP do WhatsApp (que receberá um bônus ao entrar no meu método “4 Semanas de Gain”): https://meugrupo.vip/s/2941.

Te espero lá! Vamos virar o jogo e aprender de fato a tirar dinheiro do mercado.

Aprendendo a perder: a tarefa mais difícil do trader

Swing Trade (Crédito: Shutterstock)

Muito se fala sobre os day traders perderem dinheiro. No começo do aprendizado, todos começam errando. Quando falamos de investimentos, não é diferente.

É comum dizerem que as pessoas só perdem dinheiro no day trade. Mas o fato é que elas desconsideram quantas realmente se preparam para essa profissão.

Geralmente, a maioria começa no day trade sem estudo e preparo adequado. Baseado no discurso que muitos vendem sobre a facilidade de ganhar dinheiro na Bolsa de Valores, o mercado acaba atraindo pessoas que não entendem o real significado do que é ser trader: uma das atividades que mais exige preparo e alto nível de conhecimento e desenvolvimento para que se tenha sucesso.

Ao iniciar qualquer projeto de vida, ninguém começa acertando. Todos temos que aprender. Isso faz com que os erros aconteçam. No day trade não é diferente.

Uma das tarefas mais complexas como seres humanos é aprender com nossas falhas, não existe quem nunca tenha falhado. Esse é o preço que pagamos para adquirir experiência e aprender qual o melhor modo de conseguirmos sucesso em algo.

O ser humano tem aversão a cometer erros, mas hoje em dia esse aprendizado está mudando, como dizem. A cultura de tentativa e erro permite que o ajuste de curso seja sempre mais rápido. Contudo, o ser humano faz de tudo para evitar a dor e, com isso, o fracasso — o que no trade se resume a perder dinheiro.

Como Thomas Edson dizia, errar faz parte: “Eu não falhei 10 mil vezes. Apenas encontrei 10 mil maneiras que não funcionam.”

Aprender a ser um trader profissional vai envolver falhas e, consequentemente, perda de dinheiro. Mesmo quem começa investindo no longo prazo vai cometer erros, vai lidar com as emoções e terá desafios.

Investir no mercado envolve riscos e isso é o que a maioria das pessoas não quer entender. Não apenas o mercado, mas a vida envolve riscos e, como seres humanos, precisamos aprender a lidar com eles.

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Traders escolhem aprender a lidar com os riscos e ir contra essa natureza humana que sempre busca certezas para tudo. No caso do mercado, a certeza de que sempre irão ganhar dinheiro.

De fato, nunca sabemos se vamos ganhar ou perder. Mas o que vale é confiar no plano, treinar, gerenciar a estratégia e fazer a parte que nos cabe para alcançar a tão sonhada consistência e ganhar dinheiro no mercado financeiro.

Um trader profissional aprende a lidar com as perdas e entende que isso sempre fará parte da sua jornada. O mais importante para não sofrer com elas e sempre mantê-las sob controle. Isso é o que garante que sempre haverá mercado amanhã para que os ganhos aconteçam.

Sendo assim, uma das partes mais importantes é aprender com o que sai errado, entender que as perdas financeiras de fato não são perdas, principalmente quando se é iniciante.

Afinal, para aprender como fazer da forma correta será preciso enfrentar muitos erros e tentativas, as quais muitos não estão dispostos a passar.

No meu caminho para viver de trade hoje, acredito que essa seja a lição mais difícil: aprender a perder. Porque isso também exige aprender a recomeçar, ter coragem de iniciar um novo dia e se arriscar a perder de novo. Muitos não conseguem se tornar traders por conta disso.

No meio do caminho, acabam cedendo a dor de alguns fracassos. É nesse momento que entendemos quem realmente quer ser trader porque gosta do que faz ou apenas queria o dinheiro.

Quem escolhe o caminho apenas pensando nos ganhos jamais conseguirá aprender a perder e muito menos conseguirá enfrentar obstáculos. Essa é a diferença dos traders de sucesso para os que apenas são entusiastas (e nunca vão conseguir chegar à consistência e viver de trade).

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Perder faz parte da vida, aprendemos tentando e nem sempre seremos perfeitos, vamos falhar muitas vezes, mesmo querendo acertar. Isso se chama amadurecer, desenvolver a resiliência e a capacidade de aprender nas adversidades.

É isso que faz o ser humano evoluir. Muitos não querem melhorar a si mesmos, contudo para ser um trader isso é necessário.

Para ser um trader você não pode usar máscaras, você terá que aprender a passar pelas lições, e, assim, aprender com elas e se tornar merecedor do prêmio que é ser um trader de verdade. Aquele que paga as contas por seu mérito.

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Como fazer a transição de carreira para ser um day trader

Successful trader. Back view of bearded stock market broker in eyeglasses analyzing data and graphs on multiple computer screens while sitting in modern office. (dima_sidelnikov/Getty Images)

O sonho de muitas pessoas é se tornar um day trade e desfrutar de uma vida de liberdade, com altos retornos financeiros.
Contudo, alguns influencers tentam passar a imagem de que você será um profissional da área e que viverá de mercado em pouco tempo, o que não é bem a realidade.

No mundo de hoje, em que está difícil manter as contas em dia – tendo em vista a alta de preços de muitos produtos e serviços -, cada vez mais pessoas estão em busca de alternativas para melhorar de vida e conseguir realizar seus sonhos.

Nunca foi tão necessário aprender sobre educação financeira, para que seja possível ter uma renda extra ou mesmo viver de mercado.

Então, a tentativa de investir em um curso no qual o influencer faz promessas de altos ganhos se mostra como uma ótima oportunidade de mudança de rota.

Nessa ânsia por alçar voos maiores, pessoas acreditam que investir no mercado é assim: ganhar muito dinheiro rápido e fácil. Mas a realidade não é bem essa.

Já vi pessoas largando o emprego, pois quando não dá certo, acham que falta mais dedicação. Meses depois, acabam sem dinheiro algum.

A verdade é que ser um profissional bom em qualquer ramo leva tempo. Mas as pessoas não querem ouvir que tudo vai levar um tempo.

No mundo atual, quando tudo precisa ser instantâneo, ninguém quer gastar tempo e energia plantando e muito menos colhendo. Já querem receber pronto. Qualquer promessa de retorno ágil e fácil feita na mídia certamente atrairá muitas pessoas.

Tornar-se um trader é uma jornada demorada. Esse tempo vai depender de cada pessoa: alguns levam meses, a maioria precisa de anos.

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A verdade é que quanto mais você adquirir conhecimento, mais perdas você terá. Muitas pessoas não conseguem passar pela fase de plantar o necessário até atingir o estágio da consistência, em que os ganhos realmente começam a surgir.

O ideal é fazer a transição aos poucos, com os pés no chão, dando um pequeno passo de cada vez.

Mas, muitas vezes, essa ansiedade por mudar de vida logo e querer ver os ganhos rapidamente é o que faz os iniciantes perderem grandes somas de dinheiro até conseguir obter o conhecimento correto.

Em um trabalho em que menos de 10% consegue ter sucesso, é muita soberba do iniciante achar que vai alcançar grandes ganhos competindo com pessoas muito mais experientes e com muito mais dinheiro para movimentar o mercado.

A grande frustração dos traders acontece por causa dessa impaciência. Toda essa euforia e ganância exacerbada faz com que eles nunca consigam atingir a consistência.

Um dia de ganhos um pouco maiores e já acreditam que todos os dias serão assim e acabam perdendo tudo que ganharam, ficando novamente no negativo.

Outro ponto é o desespero em querer tirar dinheiro do mercado para pagar as contas. Nunca vi uma pessoa conseguir ter racionalidade ou calma para operar precisando tirar dinheiro a qualquer custo para pagar boletos.

O ideal é primeiro construir uma reserva de emergência. Não importa quão bom seja o curso que você fez ou quanto dinheiro tenha, o importante é treinar e estudar bastante primeiro e começar arriscando pouco dinheiro. Ter essa reserva, ou mesmo seu emprego para manter as contas em dia, é essencial.

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Como o mega investidor Warren Buffet sempre diz: ganhar dinheiro é fácil, o problema é que as pessoas não querem enriquecer devagar. Espero que tenha clareza que nunca vai existir uma fórmula para ganhar dinheiro fácil e rápido.

Você terá que aprender o que a maior parte da geração atual não quer e não aprende a fazer: ter paciência de plantar e construir algo para depois colher. Com isso, é possível não fazer parte de mais uma estatística de traders frustrados que pulam de curso em curso, tentando de tudo e não conseguindo ganhar dinheiro.

Aprenda a fazer as coisas de modo consciente e sem pressa, sendo que o mais importante é realizar as etapas para se tornar um trader corretamente.
Não arrisque todas as suas economias, não espere ver resultados rápidos.

Construa um plano e trabalhe nele todos os dias. Não acredite que um curso vai se transformar em uma mágica que vai mudar sua vida. Nada vai substituir seu empenho, horas de estudo e prática. Quem não se prepara nunca vai estar preparado para ganhar.

Infelizmente, essa sorte que alguns imaginam que terão, não existe. Não faça como muitos que pedem demissão do trabalho e acabam com todo o dinheiro sem chegar a lugar algum.

Na vida, é sempre necessário ter um plano e agir para que ele aconteça. Aí sim, talvez você consiga se tornar um trader bem sucedido.

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Diários de traders: investidores falam dos desafios e das alegrias de viver de operações de curto prazo na Bolsa

SÃO PAULO – Um engenheiro mecânico demitido da indústria automotiva após 20 anos de carreira. Uma física médica por formação, analista de TI por profissão – e desencantada com as duas áreas. Um autônomo que vivia de construir e vender casas de luxo no litoral paulista. Um funcionário público curioso pelo mercado de capitais.

Os quatro têm origens, experiências e faixas etárias distintas entre si. O ponto em comum é o mercado financeiro: nos últimos anos, eles se tornaram traders, investidores focados em operar na Bolsa com frequência, tentando aproveitar a volatilidade dos ativos para obter ganhos.

Além da atividade, que é responsável por ao menos parte da sua renda mensal, os quatro traders aprenderam na prática que não dá para ter uma visão romantizada do mercado financeiro.

“Na verdade, estou mais preocupada em não perder do que em ganhar muito”, conta Ariane Campolim, a física médica. Aos 30 anos hoje, sua vida na Bolsa começou há cerca de três. Embora graduada em uma área ligada à saúde, trabalhava como analista de tecnologia da informação (TI) em um banco.

Sem muito gosto pelas áreas que já conhecia, Ariane saiu do banco e, com a rescisão disponível, quis aprender a investir. Por seis meses, fez curso atrás de curso. Gastou R$ 30 mil em treinamentos antes de encontrar um em que sentia estar realmente aprendendo. Conforme a confiança no próprio taco cresceu, passou a se dedicar cada vez mais aos trades, focados em operações com mini-contratos de Ibovespa e de dólar. Atualmente, além de trader, é criadora de conteúdo da corretora Clear.

É preciso acumular “horas de tela”

Os mini-contratos, especificamente os de dólar, também são o objeto dos trades de Daniel Sallum, o engenheiro mecânico. Ele, que já investia em ações para o longo prazo, perdeu o emprego no auge da crise que atingiu o Brasil a partir de 2014. Curioso pelo mercado financeiro, aproveitou o período em que buscava recolocação para estudar sobre operações baseadas em análise gráfica e com contratos futuros.

Daniel Sallum (Arquivo pessoal)

Era para ser temporário. Mas as oportunidades na indústria automotiva se tornaram cada vez mais escassas – e nenhuma que brilhasse os olhos de Sallum apareceu.

Dois anos depois dos primeiros trades, ele dedicava metade do dia à Bolsa e a outra metade a um novo negócio, como representante comercial de uma empresa de peças automotivas. Só que a primeira metade rendia mais que a segunda. Em 2018, virou trader em período integral.

Foi sentindo no bolso – e na cabeça – que Sallum descobriu que não é sempre que se ganha no mercado. Aliás, um levantamento realizado pelos pesquisadores Fernando Chague e Bruno Giovannetti, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), sugere que é raro ter consistência nos ganhos. Entre as pessoas que fazem day trade – operações com os mesmos ativos que começam e terminam no mesmo dia -, menos de 5% conseguem ganhos brutos acima de R$ 10 mil por mês.

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“Não percebi de imediato, mas quando passei a viver de Bolsa o mercado estava mudando”, conta Sallum. A volatilidade aumentava, e ele ainda não estava preparado para isso.

Os stops – ordens programadas para encerrar uma operação quando o ativo atinge uma determinada cotação – já não funcionavam tão bem. As “violinadas” – movimento brusco do ativo na direção contrária à esperada pelo investidor, deflagrando um stop e gerando prejuízo, seguido por um retorno dos preços logo na sequência – se tornaram frequentes.

Como reverter as marés de maus resultados? Não há outro remédio que não “horas de tela”, diz Sallum – uma alusão às horas de voo necessárias para ser um piloto de avião. “É o que dá a sensibilidade para entender as mudanças do mercado e para adaptar as estratégias”, afirma.

Situações como essas o levaram a perceber que, de tempos em tempos, é preciso diminuir a mão, estudar melhor o momento de entrar em um trade e planejar a saída com mais atenção.

É comum que os traders sintam dificuldades para estabelecer stops corretos quando não seguem à risca a estratégia que escolheram para operar, diz Eduardo Geraldini, professor de cursos de trading da Xpeed, escola de educação financeira e empreendedorismo.

“Muitas vezes, os investidores fixam o stop pensando no valor financeiro que estão dispostos a perder, e não nas condições que o mercado apresenta”, diz. Um dos elementos essenciais para observar é a volatilidade – quando ela cresce, pode ser necessário aumentar a amplitude do stop para evitar “violinadas” como as descritas por Sallum.

90% transpiração, 10% inspiração

Para Alex Carvalho, o funcionário público, a maré ruim chegou logo. Era 2017 e ele, que tinha descoberto o day trade enquanto estudava sobre o mercado financeiro para investir melhor as economias, decidiu arriscar suas primeiras operações na Bolsa. Em uma semana, ganhou o equivalente a três meses de salário – e perdeu metade no primeiro dia de negociação da semana seguinte.

Alex Carvalho (Arquivo pessoal)

“Ganhar logo de imediato é o pior início que um trader pode ter, porque cria a falsa sensação de que o mercado é sempre fácil e lucrativo”, conta Carvalho. Ele percebeu que precisava focar mais no estudo do mercado e na precisão das operações para sair do negativo. Por mais um ano e meio, ficou no zero a zero, oscilando entre perdas e ganhos.

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Os resultados positivos começaram a predominar só dois anos depois das primeiras tentativas. “No mercado, o mais difícil não é ganhar em um ou dois pregões. O que interessa é a consistência, de modo que o mês ou o ano fechem no positivo também”.

Hoje, aos 31 anos, Carvalho conjuga os trades com o trabalho como servidor técnico-administrativo em uma universidade federal. “Isso me dá a segurança de ter as contas do mês pagas. A Bolsa é uma renda extra para mim”.

Nem sempre elas são contadas, mas quase todos os traders têm alguma história de desencanto com o mercado a certa altura. Normalmente, a razão é uma perda grande e abrupta, como a de Carvalho – e uma tentativa desesperada de revertê-la.

Ariane Campolim (Arquivo pessoal)

Numa dessas situações, Ariane perdeu R$ 15,3 mil em um dia. Operando futuros de dólar, ela estimou que a cotação iria para um lado, mas acabou indo para o outro. Inconformada com a perda, insistiu na tese original, fazendo novas apostas no papel. “Fiquei no trade das 9h às 17h, com um pensamento maluco de que o mercado voltaria a meu favor, o que não aconteceu.”

Sallum conta que a maior perda de sua vida como trader aconteceu após 22 dias consecutivos de ganhos – e, analisa, exatamente por causa deles. “Um período longo sem perdas dá a sensação de onipotência, e isso é perigoso”, diz.

Era começo de 2020, mais ou menos na época em que as conversas sobre a pandemia de coronavírus se intensificavam. Os movimentos do mercado vinham proporcionando bons trades para Sallum, até que um deles não deslanchou. Assim como Ariane, o instinto foi de tentar recuperar a perda ainda no mesmo pregão. Em uma hora, o lucro de 22 dias se foi.

“Joguei um carro fora”, conta Sallum. Junto com os ganhos, foi-se também a confiança. Passaram-se mais de três meses até que ele voltasse aos eixos e retomasse as operações.

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“A gestão de risco tem de começar no dia 1”, orienta Gilberto Coelho, analista técnico da XP. Ele recomenda que os investidores destinem para os trades no máximo 5% do capital que possuem.

Além disso, é preciso estabelecer metas para ganhos e limites para perdas, que podem variar segundo o ativo que o investidor estiver operando, seu capital disponível, o momento do mercado e a liquidez dos papéis, entre outros fatores. “Um trader pode errar até três vezes por dia, com perdas limitadas por stops. Assim, o prejuízo é manejável”, diz Coelho.

A Bolsa no lugar da construção

Investidores como Ariane e Sallum, dedicados ao day trade, são a menor parte do mercado. De acordo com um levantamento realizado pela B3, menos de 5% dos investidores de renda variável realizam day trade. E muitos fazem apenas um ou outro negócio do tipo.

De todos os day trades registrados na B3 no primeiro semestre de 2020, 65% foram realizadas por um grupo de apenas cerca de 10 mil investidores – lembrando que há mais de 3 milhões cadastrados para negociar no pregão.

Marco Antônio Medeiros, o construtor de casas de luxo, faz parte da maioria que não negocia diariamente. Seu pai chegou a ter uma corretora de valores entre as décadas de 1980 e 1990, focada em operações com títulos de renda fixa. Ele mesmo, por anos, negociou títulos da dívida agrária. Mas passava longe da bolsa. “Nunca tinha comprado uma ação até meados de 2020”, conta.

Marco Antônio Medeiros (Arquivo pessoal)

Na época, Medeiros estava receoso de iniciar um novo projeto de construção diante das incertezas da economia.

Quando o cenário do setor imobiliário começou a ficar mais claro, ao longo do ano, achou que seria tarde para voltar – e optou por fazer investimentos diferentes.

Depois de estudar, fazer cursos e participar de salas de ações, Medeiros optou por focar em operações estruturadas, que mesclam investimentos em ações com opções de compra ou de venda de ações. Dependendo da combinação que faz, ele consegue estimar os resultados que pode obter nos diferentes cenários de mercado.

Um dos pontos que atraíram Medeiros foi a liquidez que podia obter na Bolsa. “Para fazer uma casa, eu precisava de um ano e meio para projeto e construção e mais seis meses para vender. O dinheiro ficava preso durante todo esse tempo”, conta.

Operando apenas com ações e opções de Petrobras, Vale e Banco do Brasil – algumas das mais negociadas do mercado –, ele consegue se desfazer rapidamente dos papéis, se preciso. Talvez com prejuízo, mas consegue.

Medeiros hoje vive dos rendimentos que obtém nas operações frequentes que faz na Bolsa – e, em paralelo, está montando uma carteira de longo prazo, interessado na distribuição de dividendos.

Seu planejamento e manejo de risco têm como foco obter um retorno anual de 15% a 20%. Pelos resultados até aqui, estima que vá superar a meta ao completar o primeiro ano como trader.

Como se tornar um trader

Ganhos altos e rápidos até podem acontecer. Mas quem vive de trading sabe que a realidade é diferente. Fazer trading, como destaca o Guia de Boas Práticas da Xpeed, é uma arte arriscada que poucos dominam.

Assim como é difícil replicar o sucesso de grandes gestores de fundos, não existe um manual de como se tornar um trader de sucesso. Mas conselhos de quem se especializou nesse mercado – e acerta mais do que erra – podem ajudar. É esse conteúdo que está reunido no guia da Xpeed.

Em primeiro lugar, fazer trading demanda características específicas dos investidores – como controle emocional e comportamental. “Ressignificar os sentimentos causados pelos erros e perdas de dinheiro é uma das chaves para ter o controle do seu lado psicológico. Assumir a responsabilidade sobre seus atos talvez seja uma das tarefas mais difíceis”, indica o documento.

Fora isso, é preciso ter disposição para estudar, e muita. Os quatro entrevistados para esta reportagem dedicaram alguns meses aos estudos antes de realizarem as primeiras operações – ou antes de obterem os primeiros ganhos. E, depois que começaram, foram outros tantos meses antes que resultados consistentes e recorrentes aparecessem.

Aliás, não há regra sobre quanto tempo é necessário para a atividade passar a render de fato. Por isso, é importante ter uma reserva financeira suficiente pelo menos para os primeiros tempos – e depois, para fazer frente aos períodos de perdas ou poucos ganhos.

É preciso lembrar que não é necessário se dedicar exclusivamente ao trading. “É possível operar na Bolsa durante uma parte do dia e manter as atividades profissionais no outro. Ou ainda, optar por outras estratégias que não o day trade”, diz Geraldini, um dos autores guia da Xpeed. “Quem encara o mercado como uma renda adicional tem a tranquilidade de não depender exclusivamente dele para viver”.

Primeiros passos

Para dar os primeiros passos, Ariane e Sallum, por exemplo, começaram operando em simuladores disponibilizados por instituições financeiras. Mas, como operações simuladas não reproduzem o estado mental da vida real, há especialistas que sugerem outra abordagem.

“O simulador é útil para o investidor aprender a mecânica das operações, mas elimina o fator psicológico”, diz Coelho, da XP. Ele indica praticar operando lotes mínimos, mesmo que isso signifique “pagar para aprender” por algum tempo.

O guia da Xpeed recomenda que, antes de migrar para uma conta real, o investidor elabore um plano de trading, com estratégia operacional clara, volume de capital que será alocado, os limites de stop e as metas financeiras.

A definição de limites de perda e de metas de ganho deve partir do volume de recursos que o investidor está disposto a colocar em jogo. “Comece pensando no valor que teria para operar ao longo de um mês”, explica Geraldini. Uma medida razoável para traders iniciantes, segundo ele, são R$ 2.000.

Dividindo esse valor por uma média de 20 dias úteis por mês – e supondo que a intenção seja operar em todos eles – chega-se a R$ 100. “Esse valor deve ser enxergado pelo trader como seu limite de perdas diárias”, diz Geraldini. É com base nele que o investidor deve avaliar em que operações pretende entrar ou não. Como, em geral, os traders buscam ganhos equivalentes a duas ou três vezes seus limites de perdas, as metas, nesse caso, seriam de R$ 200 a R$ 300. À medida que for ganhando experiência, o investidor pode aumentar o valor aos poucos.

Quer aprender como ganhar dinheiro prevendo os movimentos dos grandes players? Assista à série Follow the Money, com Wilson Neto e entenda como funcionam as operações rápidas.

Os 4 pilares da sobrevivência na Bolsa de Valores, segundo Charlles Nader

Investidor acompanha ações (Shutterstock)

Milhões de brasileiros descobriram a Bolsa de Valores e suas oportunidades, entre elas, as operações de curto prazo. O trading foi alçado ao topo dos assuntos do momento: tanto seu alto potencial de lucro quanto os riscos associados. Mas afinal, é possível ter uma relação saudável com esse tipo de investimento?

Charlles Nader, analista da Clear Corretora, professor e operador de Mercado há 12 anos, defende que sim, tanto nos sentido emocional quanto financeiro.

O principal, segundo ele, é eliminar o ganha-perde construindo uma estratégia de resultados consistentes. “Não tem mágica, tem método”, diz o analista, que está lançando um curso gratuito, com três aulas mais uma mentoria prática. Para participar, clique aqui

Os traders que encontram o sucesso, de acordo com Nader, são os que atuam de forma estratégica: sabem combinar um operacional técnico experimentado com um planejamento financeiro de longo prazo.

Estratégia de consistência

Nader comanda uma das maiores rodas de pregão online do Brasil, analisando as oportunidades de compra e venda de ativos na Bolsa de Valores, ao vivo, em tempo real, diariamente.
“Em todos esses anos, ouvindo e orientando milhares de traders, confirmo que as dúvidas e dificuldades são sempre as mesmas. Os erros que levam ao ganha-perde na Bolsa não mudam muito”, explica o analista.

Por sua experiência, Charlles explica que, antes de mais nada, é preciso se blindar do exagero das influências externas, “baixar a bola” e responder a quatro perguntas que montam os pilares da consistência:

1 – Quais as oportunidades Reais do Mercado?

A Bolsa de Valores é um mundo de oportunidades a ser explorado para o resto da vida. Como escolher qual caminho seguir? Segundo Nader, o ponto de partida deve ser o tamanho do capital que o investidor pode dispor, quanto quer ganhar e quanto tempo tem para esperar por esse rendimento.

2 – Qual mercado serve para você?

O que responde a essa pergunta é a combinação do perfil do investidor com as características de cada mercado. Existem traders que preferem operar ações e outros que não conseguem ficar de fora do mercado futuro (mini índice e mini dólar) – pela facilidade de operar alavancado e liquidez. Conheça bem os mercados antes de alocar seu capital.

3 – Como planejar sua vida na Bolsa?

Esse é um dos principais pilares da consistência. Ser capaz de enxergar o mercado a partir de uma visão mais ampla: aproveitar a diversidade de possibilidades, sempre levando em consideração o longo prazo. O dinheiro vai crescer desde que aplicado de forma sustentável. Defina metas, sempre.

4 – Como montar um Operacional Vencedor?

Não existe sucesso na Bolsa de Valores sem base técnica; sem estudo e análise do comportamento dos ativos. Com conhecimento e observação é possível montar um operacional, um setup com um bom índice de acerto. Ter bons mentores pode acelerar esse processo de construção do operacional próprio do trader.

Imersão

Cada um desse pontos será tema de uma aula de uma imersão gratuita preparada por Charlles Nader que começa na terça, 2 de março. Todos os encontros são ao vivo e abertos a quem quiser entender como montar uma estratégia da consistência. Clique aqui e se inscreva na Imersão Trader Estratégico

Charlles Nader destaca que seu método é baseado em muitos estudos técnicos e em sua vivência de mais de 10 anos na Bolsa de Valores e serve como orientação aos traders. No entanto, em se tratando de renda variável, resultados passados não são garantia de resultados futuros.

Gerenciamento de Risco no Day Trade

Além do emocional, outro fator que acaba frustrando muitas pessoas que não conseguem se tornar um trader é o gerenciamento de risco.

Trata-se do processo de planejar, organizar e controlar os recursos financeiros e técnicos das suas operações. Isso é necessário para que você possa minimizar perdas ou aproveitar as melhores oportunidades que o mercado tem a oferecer.

O mercado financeiro é um mundo de incertezas, representa riscos e oportunidades, com potencial para trazer liberdade financeira ou prejuízos enormes. O valor do seu trade será maximizado quando forem estabelecidas estratégias e objetivos para alcançar retorno de investimentos e ter clareza sobre os riscos associados.

Um dos entendimentos que todas as pessoas que desejam ser day traders precisam aceitar é que você vai perder dinheiro. Sim, a realidade é que você não vai acertar todas as operações. O importante é ganhar mais do que perder.

E por mais que muitas pessoas achem bacana fazer day trade, não se esqueça que há contas no final do mês para pagar e esse dinheiro virá dos seus resultados, se você quer ser um trader profissional.

O gerenciamento nas suas operações depende de dois fatores: o técnico e o financeiro.

1. Técnico – Cada trader possui uma estratégia que deve definir onde será o seu stop, ou seja, até onde você aceita permanecer em uma operação caso dê errado.

Todo trader precisa de um plano tático claro sobre as ações que ele vai tomar em cada operação. Por isso, em meio a tantas técnicas é importante escolher uma que se encaixe no seu perfil.

Se você é muito conservador e tenta aplicar uma técnica onde a perda de dinheiro é muito grande, você não vai conseguir se manter na estratégia.

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Nessa jornada, o trader vai conhecer várias formas de operar, até encontrar qual é a mais adequada ao seu perfil.

2. Financeiro – Aqui falamos da educação básica que muitas pessoas não têm em suas vidas financeiras. Por isso, quando chegam no day trade, as operações se tornam um desastre.

Você nunca vai ter liberdade financeira se gasta mais do que ganha, esbanja dinheiro e não consegue controlar o orçamento. Todo mês, viverá no pesadelo de pensar em como pagar tantas contas.

O principal erro dos iniciantes é justamente nunca fazer esse controle sobre ganhos e perdas, quanto pode arriscar e até onde pode perder.

A união dessas duas formas de gerenciamento é o que vai garantir o sucesso para quem deseja se tornar um trader. Encontrar uma técnica em que você saiba muito bem o quanto está arriscando para o possível retorno que o trade pode te dar, que seja mais adequada ao seu perfil.

Em contrapartida, no lado financeiro, saiba o quanto pode perder. Todo mundo tem um limite!

Eu faço o meu gerenciamento utilizando a média de ganhos dos últimos 15 dias – o valor disso é o que define o meu limite de perda por dia. Também faço a mesma ação para o ganho das semanas, meses etc. O importante para mim é nunca perder mais do que ganho.

Lembre-se que se você gastar mais do que ganha de salário, não vai conseguir pagar as contas. No trade, faço parecido: nunca aceito perder mais do que estou ganhando. Se acontecer, eu paro de operar por aquela semana.

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Pode ser que outros traders utilizem outro tipo de gerenciamento de risco. Tudo depende da técnica e do quanto cada pessoa está disposta a arriscar.

Não adianta você ter dinheiro e saber ou estar confortável com a técnica que executa, assim como quem aceita perder mais do que ganhar se não avalia os riscos corretamente. Assim como não adianta ter impaciência e operar mais contratos do que seu capital financeiro permite, tenha paciência em começar com pouco e multiplicar.

Em resumo, não existe o melhor jeito de fazer o gerenciamento, são muitas variáveis e cada trader tem que encontrar a melhor para si. Mas não vejo um trader ter sucesso sem equilibrar a técnica e o financeiro para ter sucesso.

Em curso gratuito, analista Pamela Semezzato explica como conseguiu extrair da Bolsa em um mês o que ganhava em um ano em seu antigo emprego. Deixe seu e-mail para assistir de graça.

Como começar a investir sem cair em ciladas

Muitas pessoas têm o desejo de aprender a investir. Mas como ainda é algo muito distante para a maioria delas, pela falta de familiaridade com o tema ou de acesso à informação de qualidade sobre o que é a Bolsa de Valores, acabam sendo engadas por falsos gurus do mercado financeiro que prometem ganhos enormes em pouco tempo.

Atualmente, existem muitas pessoas que dizem ter uma fórmula mágica e prometem te ensinar algo sobre investimentos que mudará a sua vida. Temos uma rotina caótica, muitos compromissos e uma vida estressante. Por isso, as pessoas estão em busca de saídas para conseguir qualidade de vida e realizar sonhos.

Nas redes sociais, pessoas que se denominam traders vendem uma vida feliz e ilusória, exibindo uma rotina de glamour e ostentação, e tentam vender a ideia de que se você adquirir o curso ou um determinado método também poderá mudar de vida e ganhar muito dinheiro da noite para o dia.

Infelizmente, não apenas no trade, mas também no marketing digital, coachs de diversas modalidades, existem pessoas tentando vender uma salvação para quem deseja uma vida melhor.

Em meio a tanto conteúdo na internet, que precisamos admitir que fica realmente difícil reconhecer quais são os conteúdos confiáveis e sérios. Pessoas são pagas para falar bem de produtos e outras para falar mal. Assim, fica confuso escolher algo que realmente irá nos beneficiar.

Por isso, é importante ter pessoas que sejam a nossa referência e nos ajudem nesse processo de conhecimento. Um mentor, por exemplo, pode te ajudar a alcançar seus objetivos mais rapidamente, transmitindo a você o conhecimento e, principalmente, a experiência. Isso facilita muito o aprendizado no trade.

No caminho, temos diversas tentativas com acertos e erros. Ter alguém para te guiar nessa profissão é fundamental.

Mas como identificar falsos traders?

1. Falta de clareza nos resultados

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Desconfie de pessoas mostrando resultados de ganhos sempre por meio de fotos, geralmente cortadas, pouco nítidas e que nunca fica claro se a pessoa opera realmente uma conta real.

Considerando que existem montagem de fotos, é importante ficar atento. Dificilmente eles fazem uma filmagem em conta real e não têm transparência com os resultados. Sabemos que traders ganham dinheiro. Então, por que esse medo todo de mostrar os resultados?

2. Exibicionismo

Estão sempre exibindo carros importados, casas de luxo (que muitas vezes são até alugados), viagens e muitos outros sonhos de uma vida melhor que a maioria das pessoas possui.

O problema é que algumas pessoas fazem isso com uma receita que não vem de operações com o trade no mercado. São pessoas que estão sempre dando cursos e todos os meses precisam do dinheiro de novas pessoas sem conhecimento para manter essa vida de luxo e ostentação que dizem que você também terá.

3. Vendem facilidade

Dizem que fazer trade é fácil, que basta você adquirir o curso de um final de semana e logo será um trader.

Na verdade, um bom profissional leva anos para aprender um ofício. Nenhum médico sai da faculdade e vai operar um paciente: ele vai precisar ganhar experiência antes disso.

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No trade, é preciso muito tempo de tela. Pode levar de meses a anos de estudo e prática até que a pessoa possa se considerar um trader profissional.

4. Redes sociais com conteúdo vago

Cuidado com as pessoas que se dizem profissionais, mas na arte de falar e não na de ganhar dinheiro operando.

Elas fazem discursos tão bonitos que facilmente podem iludir pessoas que não possuem muita experiência. A pessoa fala muito, mas nunca deixa claro o que de fato ela faz em suas operações no mercado financeiro.

As publicações são sempre vagas e geralmente cópias de livros, frases ou textos de investidores famosos que a pessoa apenas faz uma boa edição, mas em nada agrega para ajudar quem quer se tornar um bom trader.

5. Enriquecimento rápido

Investidores famosos têm, em média, um retorno de 20% no ano. Geralmente, sabemos que estamos nos metendo em uma cilada devido as promessas de altos retornos. Construir patrimônio leva tempo e dedicação. Não ache que você vai ficar milionário amanhã.

Pesquise, busque profissionais de renome e com anos de experiência no mercado. Veja se a pessoa te dará algum tipo de suporte após o curso.

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No mercado existem muitas pessoas qualificadas e excepcionais, que acabaram se tornando minoria perto do volume de influencers que vão te oferecer a falsa promessa de ficar milionários em poucos meses. Fuja de pessoas assim.

Existem profissionais sérios que produzem conteúdos (até mesmo gratuitos) para quem deseja dar os primeiros passos.

Espero que esse artigo ajude você que está no começo desta jornada.

Guia do Day Trade: como comprar e vender ações no mesmo dia

Day Trade (Crédito: Getty Images)

Sabe a cena clássica em que operadores do mercado, com os olhos fixos nas telas dos computadores e de telefones nas mãos, realizam uma sequência de negócios na bolsa de valores? Em alguns aspectos, ela lembra bastante o dia a dia de quem opera com day trade. Nesse tipo de negociação, toda a atenção é pouca, já que as compras e as vendas dos ativos acontecem em um só dia.

Para quem quer entender melhor sobre esse tipo de operação e pretende começar a fazer suas próprias negociações do tipo no futuro, o InfoMoney preparou esse guia completo. Com ele, você vai entender a diferença entre esses e outros negócios comuns na bolsa de valores e saber onde buscar mais informação para operar com segurança. Confira:

O que é Day Trade

O nome já indica: day trade é uma negociação, com os mesmos papéis, iniciada e encerrada no mesmo dia. Ela pode durar algumas horas ou até mesmo poucos minutos. Como são operações de curtíssimo prazo, exigem toda a atenção e muita dedicação do investidor.

É bastante comum, no mercado, que as operações de day trade sejam feitas com ações. Mas alguns investidores aplicam esse mesmo tipo de negociação com opções ou contratos futuros.

Quem realiza day trades não está interessado em acompanhar o crescimento de uma empresa ao longo do tempo, ao se tornar sócio dela por ter comprado ações. Pelo contrário. O objetivo, na verdade, é lucrar com as movimentações diárias de cada papel. A volatilidade, nesse caso, é uma característica do mercado que o investidor procura aproveitar para obter ganhos.

É diferente de um outro tipo de estratégia mais comum no mercado, conhecida como swing trade. Nesse caso, o objetivo do investidor é fazer operações de curto ou médio prazo na bolsa. Por vezes, análises baseadas nas mesmas técnicas são usadas tanto para embasar decisões de day trade quanto de swing trade. Nesse segundo caso, no entanto, cada operação dura, pelo menos, alguns dias ou semanas – ou até mesmo poucos meses.

Enquanto um day trader está de olho na volatilidade diária dos papéis, um swing trader está mais atento às tendências de mercado de modo geral.

Quem pode fazer Day Trade

Em tese, qualquer investidor pode fazer uma operação de day trade. Na prática, no entanto, é preciso saber que essa modalidade demanda certos conhecimentos, um perfil de risco específico e um alto nível de comprometimento.

Na visão de alguns especialistas do mercado, a dedicação de quem resolve operar como day trader precisa ser exclusiva porque é necessário ficar atento – ao longo de todo o pregão da bolsa de valores – aos menores movimentos das ações. É aproveitando as melhores oportunidades para comprar e para vender os papéis que o investidor pode obter ganhos acima da média do mercado.

Por causa disso, o day trade costuma ser indicado para investidores que já tenham alguma experiência no mercado e conhecimento sobre a dinâmica da renda variável. Como são operações muito rápidas, que podem envolver alavancagem (falaremos mais sobre isso abaixo) e com alto potencial de ganho – mas também chances de frustração de expectativas – elas podem acabar demandando demais de quem ainda está começando no mercado.

O day trade é um tipo de operação tão específica que tem, inclusive, custos diferentes de outras modalidades de negociação. Tanto as taxas cobradas pelas corretoras de valores quanto o Imposto de Renda sobre o lucro são distintos dos negócios que duram mais tempo (você terá mais informações sobre isso neste guia).

Vantagens e riscos

Operações de curtíssimo prazo e de caráter especulativo como são os day trades envolvem uma certa dose de risco. O principal deles é o de que eventos inesperados ocorridos no meio do pregão – notícias sobre empresas, mudanças no governo ou até mesmo desastres naturais – acabem levando o mercado a se movimentar em direções opostas ao que era esperado.

Se o investidor comprou ações de uma companhia na expectativa de que elas subissem, mas durante o pregão elas acabaram caindo, o resultado é só um: perda. Esse risco é real e frequente para quem faz day trade.

Outro risco é a possibilidade de o investidor se deixar levar pelas próprias emoções ou pela falta de disciplina – e, por conta disso, acabar não realizando a estratégia que havia planejado inicialmente. A determinação ao estabelecer metas de ganho e limites para prejuízos é necessária, e não pode ser deixada em segundo plano.

Embora os riscos existam, também há algumas vantagens em realizar day trades. Uma delas é a agilidade: todo o lucro ou prejuízo que você obtiver com uma operação será apurado no mesmo dia. É preciso “zerar as operações” – ou seja, encerrá-las – sempre até o fim do pregão. Isso significa que, se por acaso, um negócio que você imaginou que seria lucrativo acabou gerando um prejuízo, ele estará limitado à perda verificada naquele mesmo dia. E fim.

Como uma consequência dessa característica, quem realiza operações de day trade normalmente não movimenta todo o valor nominal envolvido no negócio. Se no início do pregão comprou um lote de ações por R$ 1.000 e as vendeu, no fim do dia, por R$ 1.100, efetivamente receberá a diferença – no caso, um ganho – de R$ 100 na sua conta. Se, por outro lado, as cotações tiverem caído e a venda no final do dia tiver sido feita por R$ 900, precisará pagar R$ 100. Apenas os saldos são realmente movimentados.

Isso permite que sejam feitas operações com alavancagem. Trata-se de um limite oferecido pela corretora de valores para que o investidor negocie um valor superior ao que ele realmente possui. Mal comparando, lembra o funcionamento de um “cheque especial” para investir, mas sem a cobrança de juros.

Dessa forma, o investidor pode realizar operações maiores – com mais papéis – no mercado. Assim, tem chance de obter um lucro nominalmente maior do que teria sem a alavancagem.

Imagine que um day trade rendeu ganhos de 0,5% para um investidor. Se os valores operados tiverem sido de R$ 1.000, o lucro em reais totalizaria R$ 5. Mas se, em vez disso, tiver negociado o equivalente a R$ 100.000, o ganho saltaria para R$ 500. Com a alavancagem, isso seria possível, ainda que o investidor não tivesse tanto dinheiro disponível no momento da negociação.

Para ter direito a usar o limite de alavancagem, o investidor precisa ter uma margem de garantia depositada na corretora. Ela representa um percentual do valor que poderá ser usado para fazer operações no mercado. Se houve um prejuízo que o investidor não consiga cobrir, a margem de garantia será usada para fazer frente a ele.

A margem de garantia tanto pode ser mantida em dinheiro na corretora como também em outros ativos financeiros – como títulos públicos, papéis bancários e, em alguns casos, até mesmo em ações compradas na B3.

Tantos detalhes podem parecer confusos em um primeiro momento, mas quem se dedica passa a navegar com mais tranquilidade no ambiente de negociação. Ser um day trader, aliás, pode inclusive se tornar uma profissão – e uma das mais demandadas atualmente.

O Linkedin listou day trader entre as 15 funções detalhadas no relatório Profissões Emergentes 2020. Em cinco anos, a procura por esses profissionais na rede social profissional cresceu a uma taxa de 69% ao ano.

Na prática, o que tem acontecido é que profissionais de outros setores – sem uma formação específica na área financeira – aprendem as estratégias de day trade para investir seu próprio dinheiro. Com o tempo e o aprofundamento dos conhecimentos, passam a ter no day trade uma fonte de renda extra. E por vezes, tornam-se day traders profissionais.

Estratégias de Day Trade

Para desenvolver estratégias lucrativas de day trade, os investidores devem conhecer dois temas essenciais. Um é a análise técnica, indicada para operações de curto prazo. O outro são técnicas de gerenciamento de risco, indispensáveis para limitar as perdas com os negócios. Entenda os detalhes:

Análise técnica

Com a análise técnica, o investidor busca analisar os movimentos históricos das cotações e o volume de negociação dos ativos em busca de padrões, que permitam inferir sobre como será o comportamento deles no futuro.

A análise técnica existe há pelo menos três séculos, tendo como origem a negociação de arroz por famílias japonesas. O método se baseia no princípio de que os preços dos ativos no futuro são dependentes dos preços nas negociações passadas. Por isso, a análise do que já aconteceu, a partir de gráficos, dá indicações sobre como será o amanhã.

Esse tipo de análise não leva em consideração fatores como participação de mercado, receita, endividamento ou lucro das empresas emissoras de ações, por exemplo. Esses são temas importantes para quem faz análise fundamentalista, normalmente utilizada por quem tem intenção de investir no longo prazo.

A premissa da análise técnica é de que todas as características de um ativo em um determinado mercado estão refletidas no preço, que se move em tendências – de alta ou de baixa. Justamente por apontar para esses movimentos e sugerir os caminhos que devem ser seguidos pelos papéis nos próximos pregões esse tipo de análise é o mais utilizado pelos day traders.

Stop Loss

Uma ferramenta de gerenciamento de riscos importante para quem opera com day trade é o stop loss. Na prática, ela representa uma ordem de venda automática, programada pelo investidor para um determinado valor. No momento em que o ativo negociado atingir aquele valor, a venda é realizada.

Imagine que em um day trade você comprou uma determinada ação por R$ 10, esperando que ela subiria durante o pregão. Por alguma razão, no entanto, ocorreu o contrário – e o papel, em vez de subir, passou a cair. Não era o resultado que você esperava, mas não significa que sua perda vá necessariamente ser enorme. Se sua tolerância é de um prejuízo de até 10% na operação, você poderia ter estabelecido um stop loss a R$ 9. Assim, no momento em que a ação chegasse a essa cotação, seria automaticamente vendida – e seu prejuízo, controlado.

O stop loss dá mais segurança e flexibilidade ao investidor. Assim, pode ficar tranquilo se por alguma razão precisar se ausentar do computador por algumas horas, já que suas eventuais perdas serão limitadas.

Assim como o stop loss, existem também ordens automáticas chamadas de stop gain, que disparam uma venda quando o papel atingiu o valor esperado de ganho pelo investidor. É uma maneira de assegurar que o lucro pretendido seja realizado – e de não dar margem para que uma reviravolta do mercado acabe estragando tudo.

Quanto custa

Operações de day trade estão sujeitas a custos semelhantes aos cobrados em negociações comuns, com duração maior que um dia. No entanto, o que muda são os valores.

A começar pelo Imposto de Renda. Nas operações comuns com ações, a alíquota que incide sobre o ganho de capital é de 15%. Mas se forem operações de day trade, esse percentual sobe para 20% sobre os ganhos – ou seja, o imposto é maior.

E um detalhe: operações de day trade não contam com a isenção de Imposto de Renda que existe para vendas de até R$ 20 mil por mês no mercado regular.

Já com a taxa de corretagem, que é cobrada pelas corretoras de valores por intermediarem as operações no pregão, a lógica costuma ser inversa.

Normalmente, ela é mais barata nas operações de day trade. É uma forma que as instituições financeiras encontraram para beneficiar os investidores. Como normalmente os day trades são frequentes e os ganhos em cada operação, pequenos, custos muito elevados acabam minando o lucro.

Lembrando que a forma de recolher o Imposto de Renda nas operações de day trade é a mesma das outras realizadas na bolsa. Mensalmente, com base nas suas notas de corretagem, o investidor precisa calcular qual foi o ganho apurado no período, o imposto devido sobre ele e emitir um DARF (Documento de Arrecadação de Receitas Federais). Essa guia deve ser paga até o último dia útil do mês seguinte.

Horários para operar

As operações de day trade são realizadas na B3 durante o horário de funcionamento do pregão, assim como as negociações regulares com tempo maior de duração. Assim, a abertura acontece às 10 horas e o mercado segue aberto até as 16h55 – nos últimos 5 minutos até as 17 horas acontece o chamado call de fechamento.

Como começar a operar com Day Trade

A possibilidade de obter ganhos em algumas horas chamou a sua atenção? Se você está com vontade de se arriscar no mundo do day trade, deve estar atento às contrapartidas que precisará oferecer para conseguir bons resultados com essa estratégia.

Você tem tempo para acompanhar o mercado e o noticiário? Como esse guia já pontuou antes, a dedicação é fundamental para ser um day trader bem-sucedido. Comprar e vender ativos no mesmo dia demanda um nível de atenção elevado aos movimentos da bolsa, e se você não tiver disposição para fazer isso, pode acabar tendo resultados negativos ou perdendo oportunidades de ganho.

Você entende de análise técnica? Essa é uma das ferramentas mais importantes para quem quer fazer day trades, já que ajuda a prever os movimentos de curto prazo dos ativos. Se ainda não conhece muito sobre esse assunto, dá tempo de aprender. Existem vários cursos disponíveis de análise técnica, e muitos deles podem ser feitos a distância, pela internet.

Você tem recursos para oferecer como margem de garantia? Lembre-se que esses valores, mantidos depositados na corretora, permitirão a você alavancar suas operações de day trade, movimentando valores superiores aos que efetivamente possui. Se você tiver reservas guardadas em outras instituições financeiras, talvez valha a pena migrá-las para a corretora por meio da qual pretende realizar seus negócios.

Aliás, você já tem conta em corretora e acesso ao home broker? Se não tem, para negociar na bolsa – seja day trade ou não – precisará abrir uma.

Normalmente, o processo é simples e envolve o preenchimento de formulários e o envio de documentos. O mais importante é qual instituição escolher. Se seu objetivo é operar com day trade, lembre-se de que o tamanho das taxas é um aspecto relevante. Não deixe de pesquisar.

Você tem estrutura financeira e preparo emocional? Não, não é uma pergunta retórica. Para fazer day trade, você realmente precisa estar preparado. O esforço necessário para obter ganhos é grande – e até eles começarem a chegar, é provável que você registre alguns prejuízos. Portanto, esteja com o bolso e a cabeça prontos para isso.

Cursos e livros para estudar Day Trade

Antes de começar a fazer operações de day trade, nada melhor do que dedicar algum tempo ao estudo. Prepare-se bastante antes de iniciar.

Há uma série de materiais disponíveis para isso, e muitos deles de graça ou a um custo acessível.

Aqui vão algumas dicas preparadas pelo InfoMoney para você: