Maior computador da AL vai ajudar na digitalização das operações da Petrobras

Petrobras (Shutterstock)

A Petrobras (PETR3; PETR4) colocou em operação, nesta semana, o maior computador da América Latina (AL), o Dragão. O ranking é organizado pela Top500.org para identificar o uso de equipamento de alto desempenho pelas empresas. A estatal ocupa ainda a segunda e quarta colocações desta classificação, com os supercomputadores Atlas e Fenix, que já estavam em funcionando.

Com a utilização das máquinas, a petrolífera aumentou sua capacidade de processamento a patamar equivalente a 300 mil laptops ou 12 milhões de celulares smartphones. “Com a chegada do Dragão ao ranking, estamos na linha de frente com três, dentre os quatro maiores computadores da América Latina. Esperamos fechar 2021 com cerca de 40 petaflops Rpeak de capacidade, sem contar o uso de nuvem”, declarou o diretor de Transformação Digital e Inovação, Nicolás Simone.

O investimento na digitalização dos processos é um dos focos de todo setor de petróleo e a Petrobras também tem perseguido essa estratégia. No segmento de Exploração e Produção, a empresa utiliza as novas tecnologias para ter o máximo de sucesso exploratório e para reduzir o intervalo entre a descoberta e a produção de petróleo. Os supercomputadores são usados também para tratar os grandes volumes de dados geocientíficos.

“A revolução digital envolvida proporciona aumento da assertividade na descoberta de novas jazidas, melhoria da produção de óleo e gás e redução de riscos operacionais, o que traz, consequentemente, aumento do retorno financeiro dos projetos”, diz a empresa, em nota.

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Novo presidente do Itaú escolhe comitê executivo de olho em transformação digital

Aplicativo do Itaú em primeiro plano; no segundo plano uma agência do banco

O próximo presidente do Itaú Unibanco (ITUB4), Milton Maluhy, que assume o cargo em fevereiro no lugar de Candido Bracher, já anunciou o seu comitê executivo, que terá à frente a missão de posicionar o maior banco privado da América Latina no processo de transformação digital.

Em comunicado interno, Maluhy diz que a nova configuração tem “como objetivo central aproximar ainda mais o Comitê Executivo dos negócios e, assim, simplificar a operação e modelo de gestão, possibilitando maior autonomia e rapidez na tomada de decisão”. Nessa configuração sai a figura do “vice-presidente”.

Maluhy diz, ainda no comunicado, que o grupo terá o trabalho de liderar as transformações necessárias para a “rápida evolução nas frentes de satisfação dos clientes, cultura digital, experiência dos colaboradores, crescimento e geração de resultados sustentáveis”.

O racional por trás é de deixar o banco, que possui R$ 2 trilhões de ativos, mais leve e simplificar a operação, possibilitando maior autonomia e rapidez na tomada de decisão.

Maluhy, apontado ao posto mais alto no banco no mês passado, teve liberdade para a formação de seu comitê, o que foi possível após a saída de dois executivos longevos de casa: Márcio Schettini, no cargo diretor-geral de varejo e Caio Ibrahim David, no comando do atacado. Ambos deixam o banco na virada do ano, quando o novo comitê assume. Os cargos ocupados por eles deixam de existir nessa nova configuração. Já Bracher passará o bastão a Maluhy em fevereiro, após a divulgação do resultado anual da instituição.

O Comitê também cresceu e passou agora para doze cadeiras. No grupo sênior estão Alexandre Zancani, que será o responsável pelas áreas de Veículos, Crédito Imobiliário e Consórcio; André Rodrigues ficará à frente do Banco de Varejo; Marcos Magalhães irá ajudar na transição das áreas de crédito (pessoas físicas e empresas). Já André Sapoznik, que comandava a área de tecnologia e que já estava no comitê executivo, será o responsável pela nova área de Pagamentos. Ele continuará no comando das áreas de Operações e Atendimento e passará a incorporar a área de Marketing do banco.

Carlos Constantini será responsável pela área de gestão de fortunas, englobando as áreas de Asset Management. Flávio Souza ficará à frente do Itaú BBA. André Gailey passará a coordenar as operações do Cone Sul; Alexsandro Broedel será o diretor financeiro do banco, ocupando o lugar que era de Maluhy. Leila Mello será a responsável pelas áreas do Jurídico, Ouvidoria, Comunicação Institucional, Sustentabilidade e Relações Governamentais, substituindo Claudia Politanski, que também está deixando o banco. Leila seguirá como única representante feminina do grupo. Matias Granata será o responsável pela área de Riscos de Mercado. Ricardo Guerra ficará com a área de Tecnologia e Sérgio Fajerman, com Pessoas.

Uma nova área criada por Maluhy, que englobará Tesouraria, ainda aguarda o indicado.

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Milton Maluhy Filho: quem é o futuro CEO do Itaú e quais os desafios à frente do maior banco privado do Brasil

Milton Maluhy Filho (Foto: Divulgação/Itaú)

SÃO PAULO – Após um processo de meses, o Itaú Unibanco (ITUB4) informou na noite da última quinta-feira (29) que o seu conselho escolheu o executivo Milton Maluhy Filho como o novo presidente do maior banco privado do país.

Maluhy Filho assume o cargo no próximo dia 2 de fevereiro de 2021, após um período de cerca de três meses em que trabalhará em conjunto com o atual presidente, Candido Bracher, que deixa o cargo porque vai completar a idade máxima para permanência no posto, de 62 anos, em dezembro.

O executivo, de 44 anos, está no banco desde janeiro de 2002. Ele exerceu, nesses 18 anos, diversas posições dentro do Itaú, incluindo diretor executivo da Rede (empresa de máquinas de pagamento) e da área de cartões de crédito. Em 2011, aos 35 anos, o executivo se tornou sócio do banco.

Ele também foi presidente do banco no Chile e vice-presidente da área de riscos e finanças. “Em todas estas posições sempre se destacou pela determinação na busca de resultados, pelo foco no interesse do cliente (…) e pela grande identificação com a nossa cultura”, disse o Itaú, em comunicado divulgado para os funcionários e assinado pelos copresidentes do conselho da instituição, Pedro Moreira Salles e Roberto Setubal.

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Na disputa pelo cargo, estavam também Andre Sapoznik, de 48 anos, Caio Ibrahim David, de 52 anos, e Márcio Schettini, de 56 ano, todos vice-presidentes do banco.

Conforme aponta o Bradesco BBI, Milton Maluhy era visto pelo mercado como um dos mais prováveis ​​candidatos a substituir Candido.

“Embora mais jovem do que o normal, por estar assumindo um dos mais importantes cargos de CEO do Brasil com apenas 44 anos, Milton passou por diversos cargos importantes no Itaú. Dentre as experiências que conhecemos melhor, destacamos os desafios de se tornar CEO da Rede em um momento importante para a empresa de 2012 a 2015 (após o processo de fechamento de capital). Além disso, ele também foi o nome indicado para ser responsável pela gestão de uma das mais novas operações do Itaú no exterior, o Itaú Chile (Itaú CorpBanca) de 2016 a 2018. Essas duas experiências provavelmente forneceram a ele um histórico extremamente rico para se tornar o nome de escolha do Conselho”, aponta o BBI.

Entre os bancos privados, Milton será o mais jovem CEO com a responsabilidade de continuar a realizar a transformação digital do maior banco da região, conforme apontam os analistas do BBI.

Ao contrário de outros bancos, justamente como o Bradesco – que criou um banco digital separado -, o Next, a escolha do Itaú foi a de trazer as inovações para a marca principal.

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O BBI ressalta ainda que, embora continue esperando que o Itaú busque uma mudança de dentro para fora, observa que o novo CEO pode considerar outras estratégias que os analistas tendem a ver como mais eficazes em processos de transformação complexos.

“A nosso ver, ter mais unidades independentes focadas em empreendimentos e inovações, enquanto a ‘estrutura principal’ mantém a atenção no legado e nos negócios existentes é uma forma mais eficaz de se preparar para o futuro. O tempo dirá a abordagem mas, por enquanto, podemos dizer que o Itaú escolheu para o cargo um de seus executivos mais conhecidos e respeitados”, reforçam os analistas do BBI.

Na mesma linha, os analistas do Safra apontaram que o nome parece adequado para os principais desafios que o Itaú tem pela frente, principalmente melhorar a eficiência e ampliar o processo de digitalização em um ambiente de competição mais acirrada e spreads (e tarifas) sob pressão.

O Credit Suisse ainda reforça que a escolha procura dar longevidade à gestão do novo presidente, uma vez que ele está ainda a 18 anos de atingir a idade máxima para permanência no cargo, de 62 anos, motivo para Bracher deixar o cargo.

“Durante seus 4 anos como CEO, Candido Bracher foi fundamental para liderar o banco com sucesso
ao longo de tempos econômicos desafiadores e em direção a um modelo centrado no cliente ao lidar com o efeitos da transformação digital, uma agenda pró-concorrência inédita do Banco Central e, ultimamente, tendo que lidar com os significativos desafios colocados pela pandemia”, apontam os analistas Marcelo Telles, Otavio Tanganelli e Alonso Garcia, do Credit.

Candido Bracher substituiu Roberto Setubal, que faz parte de uma das famílias controladoras da instituição, e vai permanecer no cargo por pouco menos de quatro anos. Depois de seis meses dividindo as tarefas com Setubal, ele se tornou presidente de fato da instituição em abril de 2017.

Os analistas esperam uma transição tranquila, pois o processo de escolha do substituto de Bracher ocorreu durante vários meses, com um plano de sucessão há muito estabelecido que permitiu ao Itaú
contar com uma variedade de executivos talentosos à sua escolha.

Desafios de curto prazo 

Vale ressaltar que, além dos desafios de médio prazo, no curto prazo há outro ponto de tensão, também comum aos demais bancos:  o aumento da inadimplência previsto para o início do ano que vem, com o fim da extensão de prazos para pagamentos de débitos e o fim do auxílio emergencial, que pode achatar a renda das pessoas físicas. O temor do mercado financeiro é que, caso os calotes cresçam em excesso, novas provisões (reservas financeiras) para fazer frente aos prejuízos sejam necessárias.

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Os demais grandes bancos privados do País – Santander Brasil e Bradesco – mostraram resultados melhores no terceiro trimestre, em relação ao período anterior, considerado o auge da pandemia de covid-19 no Brasil, mas o receio sobre os próximos trimestres segue no radar dos investidores.

O Itaú Unibanco vai divulgar seus resultados de julho a setembro na terça-feira (3). A expectativa do Bradesco BBI é de que o lucro do banco seja de R$ 4,423 bilhões, alta de 5% na comparação com o segundo trimestre de 2020 e atingindo um retorno sobre o patrimônio líquido (ROE, na sigla em inglês), de 17%. Isso deve acontecer positivamente influenciado pela queda de R$ 1,2 bilhão nas despesas líquidas de provisionamento e crescimento sequencial de taxas (desacelerando levemente a queda anual).

Já o Credit aponta que a receita líquida com juros (NII, na sigla em inglês) deva cair 2% na base trimestral e 8,6% na anual, desacelerando sequencialmente pressionado por um portfolio mais fraco em varejo e Pronampe. A expectativa é de queda de 11,4% nas provisões para perdas na base trimestral, a R$ 6,9 bilhões.

A companhia realizará teleconferência para comentar os resultados às 10h (horário de Brasília) do próximo dia 4 de novembro – e pode dar mais sinais para o cenário de crédito e também os próximos passos do banco com o novo comando.

(Com Agência Estado)

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Pandemia acelera transformação digital no mercado imobiliário

O momento pelo qual o mundo passa fez com que as empresas do setor imobiliário desenvolvessem capacidade adaptativa aos diferentes desafios impostos pelo isolamento social, fruto da Covid-19. Transformação digital é o caminho para superar alguns deles. Mesmo para empresas que já nasceram amparadas na tecnologia, como a imobiliária digital QuintoAndar, o coronavírus trouxe aprendizados e oportunidades de melhora.

Segundo José Osse, head de Comunicação do QuintoAndar, o processo que mais se transformou por conta do distanciamento social foi a visita aos imóveis. “Fomos atrás de soluções que garantissem essa experiência completa para o cliente, como o botão ‘Fale com o Corretor’. Com ele, o cliente, com a ajuda do corretor parceiro, pode fazer a visita à distância, tirar suas dúvidas e decidir se aquele imóvel é ou não o que ele está buscando”, explica Osse.

Contratos sem fiadores

Criado há sete anos, o QuintoAndar já nasceu com a proposta de digitalização total dos processos para facilitar a locação, reduzindo burocracia e agilizando prazos. A inovação na empresa atinge todas as etapas, desde a inserção de anúncios online, escolha do imóvel, envio de documentação até a assinatura dos contratos.

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No modelo do QuintoAndar, não há a necessidade de fiador ou cheque caução para o inquilino. Além disso, a empresa garante ao proprietário o recebimento do aluguel em dia, independentemente de o inquilino ter pago. Há, ainda, uma proteção contra danos no imóvel, ao fim do contrato, de até R$ 50 mil. Dados operacionais comprovam a efetividade da tecnologia utilizada pelo QuintoAndar: 1h30 é recorde para alugar um imóvel; o site registra 4 visitas por minuto ou mais de 200 mil por mês; depois de o inquilino ter feito a proposta, a média de tempo até assinar o contrato é de 4 dias, enquanto no modelo tradicional chega a 40 dias.

“A tecnologia que possibilita essa eficiência começa a ser mais usada por outras empresas do mercado, mas essa adoção ainda está no começo e há muito espaço para o mercado avançar como um todo”, comenta o head de Comunicação do QuintoAndar.

O mesmo ocorre nos processos de compra e venda, atividade que a empresa iniciou no começo deste ano, já com a maior parte das etapas podendo ser feitas digitalmente, sem sair de casa. A tecnologia tornou possível que a escritura e o registro dos imóveis fossem feitos de forma eletrônica, além de permitir que os bancos dispensem a avaliação presencial do imóvel. “Ainda há muito espaço para que as empresas e o mercado se ajustem a essas mudanças”, comenta José Osse.

Visitas digitais
Mesmo no QuintoAndar, cujo modelo de atuação digital desenhado pelos fundadores Gabriel Braga e André Penha já era completo, a implementação de todas as funcionalidades que eles imaginaram no início levou algum tempo. Os concorrentes, agora estimulados pelo “novo normal”, devem passar pela mesma curva de aprendizagem. “No começo, agendamento de visitas e assinatura de contrato ainda eram no modelo ‘tradicional’. Hoje todos os nossos processos já são online e, inclusive, por conta da pandemia, criamos fluxos digitais para visitas, fotografias dos imóveis e vistorias.”

O executivo destaca ainda que, embora o uso da tecnologia faça parte do DNA da empesa, a pandemia colocou o modelo à prova, deixando mais claras melhorias necessárias, possíveis e relevantes mesmo no retorno à normalidade. “As pessoas dão cada vez mais valor ao acesso e à facilidade de uso. A tendência é que isso se fortaleça ainda mais e que novas formas de propriedade e uso também devam se desenvolver, à medida que as relações entre as pessoas com os imóveis evoluem, e é algo a que estamos bastante atentos”.

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