Cyrela é “medalha de ouro” no pódio das construtoras no 2º tri; segmento de baixa renda sofre por alta dos custos

SÃO PAULO – Em meio à alta da inflação, que tem elevado os custos e pesado sobre o desempenho de companhias do setor de construção na Bolsa, destacaram-se no segundo trimestre aquelas que conseguiram apresentar bons resultados mesmo em meio aos ventos contrários.

Neste cenário, o destaque entre as companhias que divulgaram resultados na noite da última quinta-feira (12) ficou por conta das construtoras residenciais de média e alta renda, que conseguiram repassar o aumento dos preços aos seus clientes, reportando melhora na margem bruta.

Por outro lado, devido à maior sensibilidade dos clientes do segmento de baixa renda aos aumentos de preços e ao teto de valor do programa habitacional Casa Verde e Amarela, as margens de incorporadoras focadas nesse público permaneceram sob pressão no período.

Em relatório que criou o “pódio das incorporadoras” sob cobertura, a XP atribuiu a medalha de ouro do setor entre as companhias que divulgaram resultado na véspera à Cyrela (CYRE3).

Na avaliação dos analistas, a companhia reportou margens brutas melhores e mais fortes do que o esperado, de 37,4%, principalmente devido aos lançamentos recentes com margens superiores, que compensaram o impacto dos maiores custos de construção.

O desempenho mais forte de suas Joint Ventures também ajudou o lucro líquido a superar a estimativa da casa para o trimestre.

Entre abril e junho deste ano, a Cyrela teve um lucro líquido de R$ 267 milhões, crescimento de 298,2% na base de comparação anual. Já a receita líquida da companhia somou R$ 1,18 bilhão, valor 101,6% superior ao do segundo trimestre de 2020.

A XP tem recomendação de compra para os papéis CYRE3 e preço-alvo de R$ 33 por ação.

Os dados da Cyrela referentes ao segundo trimestre também foram interpretados como positivos pelo Itaú BBA, que destaca a intensa compra de terrenos pela companhia, que totalizou 13 empreendimentos no período, dez deles localizados na cidade de São Paulo.

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O banco tem recomendação de outperform (acima da média do mercado) para os papéis da construtora e preço-alvo de R$ 34,80.

Apesar de uma análise positiva do mercado, as ações CYRE3 encerraram o pregão desta sexta com baixa de 1,5%, negociadas a R$ 19,04.

Eztec ganha medalha de prata…

A medalha de prata entre as construtoras ficou com a Eztec (EZTC3), segundo a XP.

Os analistas avaliam que as margens mais fortes no período foram resultado de um mix mais favorável de projetos sendo reconhecidos, caso do empreendimento Cidade Maia, e de preços de vendas mais elevados.

No último trimestre, a Eztec registrou lucro líquido de R$ 139,5 milhões, montante 104% maior do que no mesmo período de 2020. Já a receita operacional líquida somou R$ 289 milhões, expansão de 89%.

A XP tem recomendação de compra para os papéis da companhia e preço-alvo de R$ 48 por ação.

O Itaú BBA por sua vez, escreve que os números da Eztec vieram amplamente em linha com as estimativas do banco, uma vez que a receita ligeiramente mais fraca foi mais do que compensada por melhores margens brutas, particularmente aquelas decorrentes de vendas de estoque de unidades acabadas.

O banco também tem recomendação outperform para as ações da empresa e preço-alvo de R$ 48.

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Os papéis EZTC3 encerraram o pregão desta sexta em baixa de 0,88%, a R$ 25,88.

Leia também:
Em cenário de custos crescentes impactando resultados de incorporadoras, Direcional é destaque positivo

… e o bronze fica com Lavvi

O pódio da XP é completado pela Lavvi (LAVV3), que apresentou resultados sólidos, na opinião dos analistas da XP, impulsionados pelos lançamentos recentes, em especial o empreendimento Villa Versace.

Os analistas escrevem que a Lavvi apresentou uma pequena queima de caixa de R$ 6 milhões no balanço patrimonial, já que a entrada de caixa das vendas do projeto Versace foi compensada pela aquisição de terrenos.

O time de análise também reforça a posição de caixa líquido robusto da companhia, com alavancagem de dívida líquida sobre o patrimônio líquido negativa em 60,5%.

A XP tem recomendação de compra e preço-alvo de R$ 11,50 por ação para a construtora.

A opinião é compartilhada pelo BBA, que afirma que a Lavvi relatou resultados robustos, superando as estimativas devido ao bom desempenho de vendas e em meio às margens sólidas provenientes da Villa Versace.

O banco tem recomendação outperform e preço-alvo de R$ 12,20 para os papéis da companhia.

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Os papéis LAVV3 encerraram o pregão próximos da estabilidade, a R$ 7,18.

Fora do pódio da XP, a Cury publicou resultados positivos, com o robusto crescimento da receita sustentado pelo forte desempenho de vendas no trimestre, apontam os analistas.

O time de análise escreve ainda que as despesas operacionais um pouco maiores foram compensadas por uma menor carga tributária efetiva, o que levou seu lucro líquido para R$ 79 milhões

Entre abril e junho deste ano, a companhia também reportou recorde de receita líquida de R$ 451,2 milhões, alta de 83,3%, com patamares recordes de lançamentos e vendas do período, de R$ 686,2 milhões e R$ 682,6 milhões, respectivamente.

Os resultados levaram a XP a reiterar a recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 15.

O Itaú BBA reforça que a Cury apresentou margens “surpreendentemente positivas” mesmo em um cenário desafiador de aumento dos custos.

Com recomendação outperform para os papéis da companhia e preço-alvo de R$ 15,30, o banco enaltece o forte conjunto de números reportados no trimestre, com destaque para a expansão da margem bruta, que ficou em 36,1% entre abril e junho deste ano.

Os papéis CURY3 encerraram o pregão desta sexta em alta de 1,5%, a R$ 8,25.

Os resultados do segundo trimestre da Trisul em linha com as estimativas da XP levou a casa a manter sua visão construtiva para a companhia e a recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 14 por ação.

Segundo os analistas, apesar da receita marginalmente abaixo do esperado, ela foi compensada por uma margem bruta de 37,8%, o que levou seu lucro líquido para patamares próximos dos números esperados.

Já no balanço patrimonial, o time cita que a companhia reportou uma pequena geração de caixa operacional de R$ 6,5 milhões, o que é vista pela XP como saudável.

Os papéis TRIS3 encerraram o pregão desta sexta em queda de 4,4%, a R$ 7,57.

Plano&Plano (PLPL3)

Por fim, o Itaú BBA interpreta os resultados do segundo trimestre da construtora voltada para o público de baixa renda Plano&Plano como negativos.

O time avalia que os dados vieram fracos, com forte compressão da margem bruta e maiores despesas com vendas, gerais e administrativas levando a uma perda considerável de lucro por ação.

Os papéis encerraram o pregão desta sexta-feira (13) com forte queda de 9,7%, negociados a R$ 4,29.

Do lado positivo, a casa destaca que mesmo com as aquisições de terrenos no período, a empresa teve uma geração de caixa de R$ 34 milhões no trimestre.

O Itaú BBA tem recomendação outperform para os papéis da construtora e preço-alvo de R$ 12,90.

Em relatório, a XP também chama atenção para os resultados mais amenos da companhia devido às maiores despesas operacionais, que pressionaram seus resultados trimestrais e levaram a um lucro líquido abaixo das estimativas da casa.

Apesar dos resultados mais amenos no curto prazo, a XP mantém sua visão positiva para o papel no longo prazo e a recomendação de compra, com preço-alvo de R$10 por ação.

Na avaliação da XP, o desempenho recorde de vendas abre espaço para que as companhias de baixa renda aumentem gradativamente os preços e recuperem suas margens no longo prazo, sem comprometer a velocidade de vendas.

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A receita da Trisul para ser a companhia com o melhor retorno sobre o patrimônio do setor

SÃO PAULO — Mesmo tendo sido um ano difícil para o brasileiros, 2020 foi mais um ano lucrativo para a Trisul (TRIS3). A empresa do setor imobiliário e construção civil fechou o último trimestre do ano passado com aumento de 27% no lucro líquido sobre o mesmo período de 2019 e uma alta de 18% na receita operacional líquida, na mesma base de comparação. Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) avançou 29%.

Para o CEO da companhia, Jorge Cury, a receita do sucesso foi manter o foco em empreendimentos voltados para a classe média alta e alta, e continuar apostando em manter as operações restritas em São Paulo. “É onde a gente conhece muito bem, e a classe média alta tem mais resiliência em momentos de crise”, disse, em live do InfoMoney nesta segunda-feira (15). “Não há na América Latina e nem no Hemisfério Sul algo parecido como a classe média alta de São Paulo”, completou.

A entrevista faz parte do projeto Por Dentro dos Resultados, no qual CEOs e outros executivos importantes de empresas da Bolsa comentam os balanços do quarto trimestre de 2020 e o desempenho anual das companhias, e falam também sobre perspectivas. Para não perder as próximas lives, que acontecem até o início de abril, se inscreva no canal do InfoMoney no YouTube.

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O executivo falou que antes a proporção de terrenos da Trisul era de 70% terrenos de primeira linha, em bairros nobres, e 30% de terrenos de classe média. Agora, segundo ele, a proporção mudou para 80%-20%, e a companhia não deve comprar mais terrenos voltados para a classe média até que ela se recupere da crise.

Cury destacou que por causa do perfil de clientes a Trisul não observou um aumento da inadimplência como outras empresas de construção voltadas ao público de menor renda. No caso da Trisul, todos os empreendimentos são vendidos por no mínimo R$ 10.000 o metro quadrado.

Segundo ele, isso ajuda a companhia a ter o melhor retorno sobre patrimônio do setor. Cury falou ainda que o guidance de lançamentos prevê algo em torno de R$ 2 bilhões para este ano.

O executivo comentou também sobre dividendos, aumento da Selic, banco de terrenos, concorrência, investimento em inovação e tecnologia para reduzir custos nos canteiros de obras, impacto do INCC sobre os recebíveis e mudanças que a pandemia trouxe na construção das novas unidades. Assista à live completa acima.

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Por dentro dos resultados

por dentro dos resultados PDR

O ano de 2020 foi um dos mais desafiadores na história de muitas empresas de capital aberto. A pandemia de coronavírus afetou de forma diferente os setores da economia e os balanços — e você poderá acompanhar a divulgação, e a análise dos números, no InfoMoney.

A série Por Dentro dos Resultados organiza lives com os CEOs e principais executivos de companhias da Bolsa. Eles comentam os números do quarto trimestre e acumulado de 2020, respondem perguntas dos espectadores e detalham as estratégias e perspectivas para 2021.

Nesta temporada, estão marcadas entrevistas com importantes empresas da Bolsa, como Vivo, Alpargatas, Cielo, Fleury, Azul, Raia Drogasil, Minerva, entre outras.

Para participar, fazer suas perguntas e ainda receber um ebook gratuito que ensina como identificar as empresas mais promissoras da Bolsa, deixe seu email no formulário abaixo e inscreva-se no canal do InfoMoney no YouTube para receber notificações sempre que uma nova live for começar:

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A primeira live será com Roberto Funari, CEO da Alpargatas, nesta segunda (1), às 14h. Em seguida, às 17h, Christian Gebara e David Melcon, CEO e CFO da Vivo, respectivamente, comentam o desempenho financeiro da empresa e perspectivas.

Veja a programação confirmada até agora (a agenda será atualizada até o final de março):

Data/horário Empresa Participantes Link da live
01/03, às 14h Alpargatas (ALPA4) Roberto Funari CEO) https://youtu.be/np0XoedRIdE
01/03, às 17h Vivo (VIVT3) Christian Gebara (CEO) e David Melcon (CFO) https://youtu.be/C8Hf3nlpfho
02/03, às 17h Log (LOGG3) Sergio Fisher CEO) e André Luiz de Ávila Vitória (CFO) https://youtu.be/eW00OxBbW5o
03/03, às 15h Cielo (CIEL3) Paulo Caffarelli (CEO) https://youtu.be/FSghPGxoKWk
03/03, às 17h Minerva Foods (BEEF3) Edison Ticle CF(CFO) https://youtu.be/1NyEySOT6h4
04/03, às 17h Fleury (FLRY3) Carlos Marenelli (CEO) e Fernando Leão (CFO)
05/03, às 17h MRV (MRV3) Rafael Menin (co-presidente) e Ricardo Paixão (CFO) https://youtu.be/INSgh9561jo
08/03, às 15h Aura Minerals (AURA33)
08/03, às 17h São Carlos (SCAR3)
09/03, às 17h Movida (MOVI3)
10/03, às 17h RD – Raia Drogasil (RADL3)
11/03, às 16h Azul (AZUL4)
11/03, às 18h Trisul (TRIS3)
12/03, às 17h Tupy (TUPY3)
15/03, às 17h Suzano (SUZB3)
16/03, às 17h Irani (RANI3)
17/03, às 15h Direcional (DIRR3)
18/03, às 15h Profarma (PFRM3)
18/03, às 17h Helbor (HBOR3)
19/03, às 15h Cury (CURY3)
19/03, às 17h Mills (MILS3)
23/03, às 15h Sequoia (SEQL3)
23/03, às 17h Mercado Livre (MELI34)
24/03, às 15h d1000 (DMVF3)
30/03, às 17h Locaweb (LWSA3)
01/04, às 15h HBR (HBRE3)
01/04, às 17h Primer (PRNR3)
Por Dentro dos Resultados
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“Temos o melhor retorno sobre o patrimônio do setor e vamos continuar crescendo”, diz CEO da Trisul

SÃO PAULO — Apesar de ter registrado uma queda no volume de vendas do terceiro trimestre, a construtora e incorporadora Trisul (TPIS3) apresentou aumento de lucro e receita entre julho e setembro de 2020, na comparação com igual período do ano passado. Segundo Jorge Cury, CEO da companhia, o período de lançamento dos empreendimentos pode ter influenciado esse movimento.

“A gente lançou os empreendimentos um pouco mais para dentro do trimestre e talvez não tenha dado tempo de fazer as vendas nesse trimestre. Mas estamos com um VSO [venda sobre oferta], aproveitamento sobre clientes e estandes abertos. Os produtos estão com boa aceitação. Temos mais três lançamentos para fazer no trimestre”, disse. “Esse juro baixo (…), realmente com uma localização e com as boas plantas como nós temos, eu não vejo dificuldade [para converter vendas]”, completou.

Ele participou nesta sexta-feira (13) de uma live no InfoMoney da série Por Dentro dos Resultados, onde executivos de importantes empresas da Bolsa apresentam os principais destaques financeiros do terceiro trimestre, comentam os números e falam sobre perspectivas.

<b>Por Dentro dos Resultados</b>
CEOs e CFOs de empresas abertas comentam os resultados do ano. Cadastre-se gratuitamente para participar:

O executivo citou a “confiança” da Trisul para atualizar seu guidance de vendas. As estimativas referentes ao VGV (Valor Geral de Vendas) de lançamentos para o biênio 2020/2021 indicam que o volume esperado de empreendimentos a serem lançados nos dois anos está entre R$ 2,8 bilhões e R$ 3,2 bilhões. A faixa já considera a projeção divulgada para 2020, de R$ 1 bilhão a R$ 1,3 bilhão.

Michel Christensen, diretor adjunto de relações com investidores da companhia e que também participou da live, afirmou que o VSO da Trisul indica o “quão potente foi a venda”. “Reflete geografia do produto, plantas integradas e assertivas para as áreas específicas”, disse. “Tivemos que empurrar alguns empreendimentos para frente por causa da pandemia e isso causa um descasamento de vendas. O reconhecimento de receita no setor reflete o andamento da obra”, completou.

Cury e Christensen falaram ainda sobre a estratégia da empresa em focar no mercado de São Paulo e não ter planos para expandir as operações para outras capitais, além das vendas digitais, a maior parcela de investidores pessoas físicas na composição acionária da empresa, iniciativas ESG e concorrência. Assista à live acima.

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Entenda como a Trisul vem modernizando o sistema de construções

O setor da construção civil, no Brasil, ainda conta com uma defasagem quando se fala em eficiência e tempo. Geralmente, as obras tradicionais de prédios demoram, no mínimo, dois anos para serem concluídas, consomem tempo e acarretam em desperdício de dinheiro com gastos desnecessários. Uma nova realidade começa a ser desenhada nos canteiros brasileiros, a partir do uso da tecnologia e de processos construtivos mais racionais e eficientes.

A Trisul, construtora e incorporadora paulista que há mais de 30 anos atua no setor, está despontando como a precursora na implementação de novos sistemas de construção, a partir do que a empresa considera como a industrialização do canteiro de obras – que ajuda a diminuir o ciclo construtivo e colabora, principalmente com uma das características imprescindíveis da marca – o de entregar aos clientes empreendimentos de qualidade.

Um dos exemplos mais atuais  que pode ser apresentado é a construção das duas torres do Elev Brás, empreendimento MCMV localizado em uma da áreas comerciais mais tradicionais da capital paulista. Com vários conceitos inovadores da gestão de processos na obra, ele chama a atenção pela dinâmica de fluxos de trabalho com economia de tempo e recursos.

“É como se transformássemos o canteiro de obras em uma linha de montagem, semelhante ao do setor automobilístico. O material já chega na obra pronto para ser usado e montado”, explica Roberto Jr, diretor de engenharia da Trisul e responsável pela implantação dos sistemas construtivos na empresa.

A racionalização de processos e a mecanização das atividades no canteiro otimiza e reduz o tempo de obra. “Na obra Elev Brás, por exemplo, conseguimos reduzir alguns prazos – o que antes levávamos 24 meses, reduzimos para 21 no começo da obra e agora, já otimizamos para 15 meses. Ou seja, pouco mais de um ano para concluir um empreendimento com duas torres e 400 apartamentos”, explica o diretor.

A construção vem em parceiras e kits

Hoje mais que nunca a engenharia ajuda e planejar e abre portas para fomentar parcerias com fornecedores. “80% do processo construtivo é planejamento. E precisamos sempre estar atentos para melhorar nossos processos, estreitando ainda mais o relacionamento com nossos fornecedores”, ressalta.

Roberto se refere às empresas parceiras de Trisul que ajudaram na implementação e novos processos e sistemas que ajudam a reduzir prazos e evitar desperdícios. Empresas como Weg, Tigre e Astra debruçam sob o projeto com a Construtora para conseguir melhorar processos e diminuir desperdícios.

Exemplo disso é que a Trisul enviou uma equipe até à sede da Weg (indústria especializada em materiais elétricos), em Jaraguá do Sul, para desenvolver junto com eles uma solução customizada para os prédios em construção. Tudo integrado e feito sob medida, para economizar energia tanto do projetista quanto do responsável pela obra.

Foram dois dias na sede da empresa no Sul para desenvolver um quadro Weg-Trisul, que chega no canteiro na forma de um kit de material por apartamento entregue por uma grua em cada unidade durante o processo de logística interna dos materiais. “Nas obras normais, o processo é outro, aqui a única coisa que falta na parte elétrica, por exemplo, é o espelho do interruptor”, destaca o diretor de engenharia.

Outro exemplo de parceria muito bem sucedida é no caso da hidráulica. O kit é composto por mangueiras de água, tubulações, além dos saquinhos com parafusos, na quantidade certa. A vantagem é que é possível eliminar o erro humano, a parte de cortar na obra. A pessoa que faz a instalação é um montador e não um cortador, o que reduz trabalho, reduz desperdício, reduz assistência técnica.

O projeto vai para a indústria, lá eles dimensionam e já fazem as prumadas, a ‘aranha hidráulica’ como é chamada a conexão do ralo com os tubos, tudo na medida certa. É só encaixar e funcionar. A parte artesanal da obra ficou no passado, tudo é linha de produção, os canteiros de obras estão se industrializando. O processo artesanal ficou para a montagem no local.

Transformação no canteiro de obras

A obra também conta com painéis arquitetônicos como alternativa às fachadas tradicionais de alvenaria. “As peças são pré-fabricadas de acordo com a estrutura do prédio, são içadas por gruas, ou seja, não dependem de mão-de-obra para ser posicionado, o que garante maior precisão e evita acidentes. Sem contar que o processo é mais rápido, pois quem faz força é a grua”, explica o diretor.

Com a vantagem do material utilizado ser concreto ao invés de alvenaria, não há necessidade de acabamentos robustos e tem durabilidade melhor já que é resistente às intempéries climáticas (sol, chuva e vento).

O preenchimento dos painéis por cimento é feito com máquinas – a Trisul utiliza um Mastro que faz a concretagem, sendo um dos poucos canteiros de obra no Brasil que possuem essa ferramenta. “O Mastro coloca o concreto no ponto certo, dando mais precisão à obra. É mais rápido, mais racional. Tal processo também leva a praticamente zero o índice de acidentes, devido aos moldes serem preenchidos industrialmente e o espaço já ficar fechado, sem risco de quedas”, diz Roberto.

O Drywall é utilizado na demarcação dos ambientes e por também ser um material industrializado que já vai pronto para a obra, permite uma construção muito mais limpa, que não demanda a utilização de argamassa ou outro material. A execução é mais limpa: enquanto a alvenaria produz cerca de 20% de resíduos de obra, o Drywall produz apenas 5% e seus resíduos são 100% recicláveis.

Não há estoque de material, portanto não existe a deterioração e a quebra de materiais é evitada, já que a utilização é imediata. As portas são entregues embaladas e pintadas, direto da fábrica: é só colocar no apartamento. “As dobradiças são feitas por máquinas, o que dá precisão e evita contornos desiguais e mau acabamento, e a vedação já vem colocada”, explica Roberto.

Todo o projeto da obra pode ser acessado por aplicativo no celular, através da metodologia BIM, que mostra o projeto em 3D. O ganho de qualidade e produtividade é alto, assim como o maior controle sobre os custos e a execução. “Aqui na Trisul, temos um canteiro de obras semi-industrializado. É um sistema construtivo alternativo e novo para os parâmetros brasileiros, reduzimos com isso o tempo de obra e os valores gastos. São 160 funcionários para 400 apartamentos. A obra é feita praticamente em linha de montagem”, conclui Roberto.

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