Venda da Oxiteno é positiva para Ultrapar, mas já esperada, segundo analistas; ações sobem até 4,3% na Bolsa

SÃO PAULO – A Ultrapar (UGPA3) anunciou nesta segunda-feira (16) a venda de 100% de sua unidade de químicos especiais Oxiteno para o grupo tailandês Indorama, por US$ 1,3 bilhão.

A notícia foi bem recebida pelo mercado financeiro, que avalia o anúncio como positivo, embora já esperado.

Na Bolsa, as ações UGPA3 subiam 1,4% por volta das 13h30 (horário de Brasília), negociadas a R$ 15,81. Na máxima do dia, as ações chegaram a subir 4,3%, a R$ 16,32.

Os papéis retomam o movimento de alta visto na sexta-feira (13) após afundarem 12% no dia anterior, em meio à divulgação dos resultados referentes ao segundo trimestre de 2021 considerados fracos.

Em relatório, o Itaú BBA escreve que o movimento contribui para uma redução da alavancagem da Ultrapar, ajudando a companhia em sua estratégia de focar no segmento de downstream da cadeia de óleo e gás.

Os analistas citam que a venda da Oxiteno marca o fim dos esforços da empresa para desinvestimentos, marcada ainda pela venda da Extrafarma e da ConnectCar.

Nesse sentido, novas aquisições, como a da Refap, refinaria localizada no Rio Grande do Sul, que pertence hoje à Petrobras, podem ser interessantes na visão dos analistas.

O Itaú BBA tem recomendação outperform (acima da média do mercado) para as ações UGPA3 e preço-alvo de R$ 26.

O anúncio também foi interpretado como positivo pela Guide Investimentos, que afirma que a Ultrapar poderá agora alocar melhor seus esforços e capital em segmentos onde possui mais expertise e que tenha grande potencial de crescimento – caso de óleo e gás downstream.

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Com relação ao valor da venda, a casa de análise Levante afirma que o valor já era esperado, com um ligeiro prêmio em relação ao que era projetado antes do fechamento da transação.

Segundo os analistas, esse prêmio deve conferir uma reação positiva para as ações da companhia no curto prazo.

“A holding já vem realizando movimento de maior concentração na cadeia de distribuição de combustíveis, desinvestindo de ativos não prioritários para este plano e com a intenção de adquirir uma das refinarias da Petrobras, financiado parcialmente pela venda destes outros ativos”, escrevem os analistas.

Já o Bradesco BBI destaca que o preço do negócio ficou 12% abaixo da avaliação da casa, de US$ 1,49 bilhão, implicando uma queda de R$ 0,90 por ação (6% do valor de mercado atual) para as ações da Ultrapar.

O time de análise reforça, contudo, que ainda precisa confirmar se o valor da empresa divulgado pela Ultrapar levará em consideração o arrendamento da dívida líquida da Oxiteno.

Resultados do 2º trimestre

Na semana passada, a Ultrapar divulgou seus resultados referentes ao segundo trimestre deste ano e decepcionou ao registrar números mais fracos do que o esperado.

O lucro líquido ajustado somou R$ 290 milhões no período, abaixo da projeção dos analistas consultados pela Refinitiv, que, em média, esperavam lucro de R$ 329,6 milhões.

O resultado, porém, não inclui o efeito de uma baixa contábil realizada na rede de farmácias Extrafarma, que teria levado a um prejuízo de R$ 18 milhões.

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A empresa afirmou no balanço que a baixa contábil na Extrafarma registrada no segundo trimestre foi de R$ 395 milhões, sem efeito caixa. O grupo acertou a venda da rede de farmácias para a Pague Menos em maio, por R$ 700 milhões.

O balanço levou os papéis UGPA3 a apresentarem forte queda de 12,33% na Bolsa no dia da divulgação, quinta-feira (12), encerrando o pegão negociados a R$ 15,21.

A Levante chama atenção para o fato de que a Oxiteno foi a companhia que obteve resultado recorde na divulgação dos dados de abril a junho, enquanto o ativo prioritário – Ipiranga – obteve mais um trimestre apagado.

Com margens ainda sofrendo para se recuperarem desde a mudança na política de preços de combustíveis da Petrobras (PETR3;PETR4), em 2017, o ativo teve um dos piores desempenhos dos últimos anos, escreve a Levante.

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Ultrapar vende Oxiteno para tailandesa Indorama por US$ 1,3 bilhão

Oxiteno (Foto: Divulgação)

SÃO PAULO, 16 Ago (Reuters) – A Ultrapar (UGPA3) fechou acordo para vender 100% de sua empresa de químicos especiais Oxiteno para o grupo tailandês de produtos químicos Indorama Ventures por US$ 1,3 bilhão, informaram as companhias nesta segunda-feira.

Com a operação, a Ultrapar conclui sua estratégia de revisão de portfólio de ativos, depois de vender também neste ano a unidade Extrafarma e sua participação de 50% na ConectCar.

O grupo brasileiro ficou concentrado na rede de postos de combustíveis Ipiranga, na empresa de distribuição de gás GLP Ultragaz, e na empresa de armazenamento de granéis líquidos Ultracargo, de olho em entrar nos mercados de refino de petróleo e gás natural no país.

Por sua vez, a Indorama finca pela primeira vez presença nas Américas, garantindo unidades de produção da Oxiteno, que produz químicos usados por uma série de indústrias como de alimentos, agrícola e de higiene, no Brasil, México e Estados Unidos, ampliando sua atuação geográfica e seu portfólio de ativos.

A venda foi acertada por um múltiplo equivalente a 10,8 vezes o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) anual médio da Oxiteno dos últimos cinco anos, informaram as companhias.

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Ipiranga pesa e resultado da Ultrapar desaponta os analistas, que revisam projeções; ações caem 11%

Posto Ipiranga (Foto: Divulgação)

SÃO PAULO – O grupo Ultrapar (UGPA3) reportou um resultado considerado fraco tanto por analistas quanto pelos investidores, reflexo que já é sentido nas ações da empresa, que caíam 11,30% durante a manhã desta quinta-feira (12), cotadas a R$ 15,39.

A companhia registrou lucro líquido ajustado de R$ 290 milhões no segundo trimestre, valor abaixo da projeção dos analistas consultados pela Refinitiv, que, em média, esperavam lucro de R$ 329,6 milhões.

O resultado, porém, não inclui o efeito de uma baixa contábil realizada na rede de farmácias Extrafarma, que teria levado a um prejuízo de R$ 18 milhões. A empresa afirmou no balanço que baixa contábil na Extrafarma registrada no segundo trimestre foi de R$ 395 milhões, sem efeito caixa. O grupo acertou a venda da rede de farmácias para a Pague Menos em maio, por R$ 700 milhões.

Já o resultado operacional recorrente medido pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ficou em R$ 898 milhões no segundo trimestre.

No dado ajustado, o Ebitda ficou em R$ 764 milhões, resultado considerado fraco pelos analistas do Itaú BBA, que apontaram que o valor foi 21% abaixo do esperado. “O desempenho da companhia foi afetado principalmente pelo resultado fraco da distribuidora de combustíveis Ipiranga”, apontam.

O volume comercializado na rede de postos apresentou crescimento de 4% em relação ao primeiro trimestre, mas a margem Ebitda ficou bem abaixo do projetado. Segundo o BBA, no quesito Ebitda/m3 de combustível, métrica muito usada no segmento, a companhia alcançou R$ 52/m3 em termos ajustados, inferior à estimativa de R$ 93/m3.

Diante disso, os analistas já afirmaram que irão revisar as estimativas para a Ultrapar nos próximos dias. Atualmente o BBA tem recomendação “outperform” (equivalente a compra), com preço-alvo de R$ 26,00.

O Bradesco BBI também avaliou o resultado como fraco, levando a um corte na recomendação para neutra, com redução do preço-alvo de R$ 26 em 2021 para R$ 21 para 2022.

“Embora a indústria tenha sido impactada pelas medidas de restrição e aumento do preço do combustível da Petrobras no trimestre, a perda na Ipiranga foi significativamente maior quando comparada ao segundo trimestre de 2021 do seu concorrente”, dizem os analistas.

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“Como resultado, não acreditamos mais que nossa curva de margem anterior para a Ipiranga seja alcançável, por isso reduzimos as margens futuras e aproveitamos para incorporar taxas de juros mais altas no Brasil. No geral, nossa perspectiva de lucro diminuiu”, explicam.

Além do resultado abaixo do esperado, o BBI vê direcionadores limitados de curto prazo. Embora a venda da Oxiteno, empresa química focada em tensoativos e produtos químicos especializados, seja amplamente esperada pelo mercado, uma potencial aquisição da REFAP pode representar um fluxo de notícias negativo.

Ainda sobre as outras empresas do grupo, o Itaú BBA destacou que os resultados de Ultragaz (distribuidora de Gás Liquefeito de Petróleo), Ultracargo (operação de armazenagem de granéis líquidos) e Extrafarma (rede de varejo farmacêutico) vieram em linha com as expectativas. Já a Oxiteno apresentou Ebitda de R$ 274 milhões, ficando acima da projeção.

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Ações de B3 caem 7%, Via tem baixa de 8%, Ultrapar desaba mais de 10% e outras reações a balanços; Qualicorp segue em forte queda

SÃO PAULO – A temporada de balanços segue sendo destaque entre as principais reações na sessão desta quinta-feira (12).

Entre as ações do Ibovespa, Hapvida (HAPV3) avança mais de 3% após o resultado, enquanto Locaweb (LWSA3) zerou os ganhos após abrir em alta.

Já as baixas são mais expressivas, com Ultrapar (UGPA3) caindo mais de 10% depois de resultados considerados fracos, enquanto Via Varejo (VVAR3) tem baixa de cerca de 8%.

A B3 (B3SA3) tem queda de cerca de 7% de suas ações. O resultado foi considerado positivo, com lucro recorrente de R$ 1,23 bi (versus R$ 1,15 bilhão do consensus Eikon), mas algumas contingências desagradaram o mercado.

A companhia informou que, de acordo com a recomendação de seus consultores jurídicos, revisou de “remoto” para “possível” o prognóstico de perda de uma contingência legal. Ele se refere ao caso oriundo da BM&F, relacionado a supostos prejuízos por conta de transações realizadas pelo Banco Central em janeiro de 1999 no mercado futuro de dólar. O valor atual da contingência é de R$ 31,212 bilhões, “que possivelmente poderá ser deduzido dos ganhos que o Banco Central obteve em razão da não utilização de reservas internacionais e dos seus efeitos tributários”.

Os ativos da Copel (CPLE6) também caem forte, mais de 4%, após o balanço, enquanto JBS (JBSS3) tem perdas menos significativas, por volta de 2%, e Azul (AZUL4) cai 1,5%.

Fora do Ibovespa, Aeris (AERI3) reage mal ao pós-balanço, caindo cerca de 8%, enquanto Simpar (SIMH3) avança cerca de 2%. A Iochpe-Maxion (MYPK3), por sua vez, avança cerca de 4% na esteira de resultados positivos.

Já a Qualicorp (QUAL3), que divulgou seus resultados na véspera e viu as ações caírem mais de 15%, segue em baixa, de mais de 6%. A ação companhia teve a recomendação reduzida pelo Credit Suisse para neutra. Nesta manhã, ela anunciou a aquisição da totalidade do Grupo Elo por R$ 129,5 milhões.

A companhia também assinou um acordo de direitos de comercialização com a Seguros Unimed e a Central Nacional Unimed (CNU), pelo qual pagará R$ 45 milhões e possibilitará a venda de diversos produtos das duas operadoras de saúde. Para o Credit Suisse, a compra foi prematura, uma vez que a companhia teve fluxo de caixa negativo.

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Depois do fechamento, a temporada segue bastante movimentada. Entre outros balanços, serão divulgados os do Magazine Luiza (MGLU3), Americanas (AMER3), Renner (LREN3), BRF (BRFS3) e Cyrela (CYRE3).

Além da temporada, atenção para a Americanas (AMER3). As ações sobem entre 1% e 2% após anunciar um acordo para comprar 100% da rede de hortifruti Natural da Terra por um total de R$ 2,1 bilhões. Esse é mais um avanço do grupo em um segmento considerado estratégico por impulsionar a recorrência de compras online.

Ainda no radar, a Minerva (BEEF3) prestou esclarecimentos ao mercado e negou que pretende fechar capital. As ações caem forte, chegando a ter baixa de mais de 8%. Confira os destaques:

O frigorífico JBS registrou lucro líquido de R$ 4,4 bilhões no segundo trimestre deste ano, uma alta de 29,7% em relação ao mesmo período de 2020, o maior lucro trimestral da história da companhia.

O desempenho no período foi impulsionado, segundo a empresa, pelo desempenho das operações na América do Norte.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado também foi recorde, em R$ 11,7 bilhões, uma alta de 10,3% na comparação anual.

Já a receita líquida consolidada teve alta de 26,7%, para R$ 85,6 bilhões entre abril e junho deste ano.

O Credit Suisse mantém uma visão positiva sobre a JBS, afirmando que seu ritmo operacional deve continuar sólido. A USA Beef da JBS deve se beneficiar da oferta favorável de gado, diz o banco. O Credit mantém preço-alvo de R$ 45, frente à cotação de quinta de R$ 33,01.

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A operadora da Bolsa brasileira, B3 apresentou lucro líquido recorrente de R$ 1,231 bilhão no segundo trimestre, uma alta de 21,6% sobre os R$ 1,012 bilhão de lucro registrados um ano antes. Na comparação com o primeiro trimestre houve uma queda de 7,9%.

O resultado foi puxado pela forte atividade dos mercados brasileiros de ações e de dívida, fazendo com que a companhia superasse as projeções dos analistas consultados pela Refinitiv, que, na média, esperavam lucro de R$ 1,19 bilhão.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) recorrente registrou alta de 30,6% em um ano, para R$ 1,853 bilhão entre abril e junho deste ano, com a margem Ebitda indo para 80,9%, avanço de 6,58 pontos percentuais.

Enquanto isso, a receita líquida da companhia ficou em R$ 2,417 bilhões, valor 26,7% maior que os R$ 2,129 bilhões apresentados no segundo trimestre de 2020, e praticamente estável na comparação trimestral.

O Itaú BBA comentou os resultados divulgados pela B3, que revisou o risco de classificação de uma contingência legal como entre remoto para possível. A contingência está ligada a um processo em que a B3 é acusada de supostamente causar perdas ao Tesouro brasileiro em operações no mercado futuro em dólar conduzidas pelo Banco Central em 1999. O Itaú ressalta que a empresa recebeu em 2012 uma decisão desfavorável do STJ. E recentemente o MPF apresentou uma opinião adversa que deverá ser considerada pela decisão do STJ, o que levou a B3 a reclassificar o risco. O banco diz que o valor atualizado da contingência é de R$ 31,2 bilhões.

O banco avalia que essa questão não estava no radar dos investidores, e diz que busca mais detalhes junto à gestão. Assim, o banco espera que o anúncio pese sobre a cotação da empresa nesta quinta, apesar de bons resultados trimestrais, mas manteve a recomendação em outperform e o preço-alvo para 2021 em R$ 22.

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A companhia de papel e celulose Suzano registrou lucro líquido de R$ 10,036 bilhões no segundo trimestre deste ano, revertendo o prejuízo de R$ 2,052 bilhões apresentados um ano antes.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado, por sua vez, teve uma alta de 42% na comparação anual, para R$ 5,941 bilhões. Segundo a companhia, o resultado foi recorde nessa linha.

Analistas, porém esperavam que a Suzano reportasse Ebitda de R$ 6,66 bilhões, em média, segundo dados da Refinitiv.

Já a receita líquida de vendas da empresa ficou em R$ 9,844 bilhões entre abril e junho, um avanço de 23% ante os R$ 7,995 bilhões registrados um ano antes.

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Via Varejo (VVAR3)

A Via Varejo registrou alta de 103% em seu lucro líquido do segundo trimestre na comparação com o mesmo período de 2020, para R$ 132 milhões, sustentada pelo forte crescimento no comércio eletrônico por conta do isolamento social.

A companhia, dona das redes Casas Bahia e Ponto, teve receita bruta no conceito GMV de R$ 11,4 bilhões, um avanço de 51% ante o segundo trimestre do ano passado.

Segundo a empresa, cerca de 65% do GMV deveu-se às vendas digitais, que corresponderam a cerca de R$ 7,5 bilhões, incremento de 35,7% na base anual.

O resultado operacional medido pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado ficou em R$ 485 milhões, queda de 12,6% em um ano, com a margem recuando 4,4 pontos, para 6,2%.

O Itaú BBA avalia os resultados da Via Varejo, dona da Casas Bahia, como sólidos e dentro do esperado. O volume bruto de mercadorias (GMV em inglês) cresceu impulsionado pela reabertura de lojas físicas e forte desempenho das vendas on-line. A empresa teve alta de 47% em gastos gerais, administrativos e com serviços, por conta de maior esforço com marketing. O banco mantém recomendação outperform e preço-alvo para 2022 de R$ 16,50.

O Bradesco BBI apontou que a Via mostra um momento de crescimento em várias áreas de negócios, incluindo 3P, logística e serviços financeiros, bem como pontuações de atendimento ao cliente. A principal conclusão positiva é que a GMV de mercado está agora se acelerando e isso tem um papel estratégico importante – preencher a lacuna de variedade em relação aos concorrentes.

O crescimento em “novas” categorias será fundamental para que a Via continue a ganhar participação no mercado, e
ter uma operação de mercado escalável é claramente um elemento-chave disso. Na área de logística, 65% das entregas estão sendo feitas em 48 horas, o que coloca a Via em linha com seus três principais concorrentes no Brasil, mostrando que houve um catch up (redução do gap) significativo nos últimos dois anos.

“O único ponto fraco nos resultados foi a margem Ebitda, que veio 0,80 p.p abaixo do estimado pelo BBI e 1,00 p.p abaixo do consenso da Bloomberg. Parece que um dos motivadores disso foram as provisões mais altas no setor de serviços financeiros”, avaliam os analistas, que possuem recomendação neutra antes de uma revisão completa.

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A Locaweb registrou lucro líquido ajustado de R$ 23,7 milhões no segundo trimestre, alta de 87,7% ante o mesmo período de 2020, com aumento de receita e melhora do resultado financeiro.

A receita operacional líquida da empresa especializada em hospedagem de sites e computação em nuvem somou R$ 184,3 milhões, alta de 57,1%, com o segmento commerce registrando um salto de 159,3% na receita, para R$ 84,8 milhões.

O resultado financeiro líquido ficou negativo em R$ 900 mil, montante bem abaixo da despesa líquida de R$ 3,9 milhões um ano antes, beneficiado pela receita financeira com o follow-on em meados de fevereiro.

O Ebitda ajustado cresceu 28,8%, para R$ 41,3 milhões, mas a margem Ebitda ajustada caiu de 27,3% para 22,4% na mesma comparação.

A companhia atribuiu o declínio na margem, principalmente, à consolidação dos resultados das empresas adquiridas, que possuem margem Ebitda inferior às apresentadas no grupo.

O Bradesco BBI destacou que a composição dos resultados está acima de sua expectativa, com o segmento de comércio ganhando relevância em um ritmo mais rápido do que o esperado. O banco acredita que o mercado tomará os resultados da Locaweb como positivos, por conta da continuidade do crescimento das receitas e novas aquisições indicando sinais positivos.

O Bradesco reforçou sua avaliação outperform (perspectiva de crescimento acima da média do mercado) para a empresa, que é sua escolha preferida no setor de tecnologia, e preço-alvo para 2022 de R$ 37.

A Oi apresentou lucro líquido de R$ 1,139 bilhão no segundo trimestre de 2021, revertendo o prejuízo de R$ 3,409 bilhões em igual intervalo de 2020.

O Ebitda de rotina somou R$ 1,284 bilhão, recuo de 5,5% na mesma base de comparação. A margem Ebitda baixou 0,6 ponto porcentual, para 29,3%. A receita líquida totalizou R$ 4,389 bilhões, queda de 3,4%.

O encolhimento do Ebitda foi explicado principalmente pela redução da receita, em especial no segmento móvel pré-pago, que compõe as receitas de operações descontinuadas (estão sendo vendidas para o grupo Vivo, Claro e TIM), e no segmento corporativo.

O que ajudou a Oi a voltar para o azul de fato foi o efeito do resultado financeiro no balanço, ficando positivo em R$ 1,199 bilhão ante um dado negativo de R$ 3,127 bilhões um ano antes.

Segundo a operadora, esse resultado positivo veio graças à valorização do real sobre o dólar no trimestre, o que ajudou turbinar as linhas de “resultado cambial líquido” e “amortização do ajuste a valor justo”. Já nos trimestres anteriores, houve desvalorização do real, afetando negativamente o balanço.

Ainda dentro do resultado financeiro, a companhia reportou uma queda expressiva, de 85%, nas suas despesas financeiras, que nos trimestres anteriores havia sido maior devido ao aditamento do processo de recuperação judicial.

Ultrapar (UGPA3)

A Ultrapar registrou lucro líquido ajustado de R$ 290 milhões no segundo trimestre, resultado que não inclui o efeito de uma baixa contábil realizada na rede de farmácias Extrafarma, que teria levado a um prejuízo de R$ 18 milhões.

A companhia afirmou no balanço que baixa contábil na Extrafarma registrada no segundo trimestre foi de R$ 395 milhões, sem efeito caixa. O grupo acertou a venda da rede de farmácias para a Pague Menos em maio, por R$ 700 milhões.

Analistas, em média, esperavam que a Ultrapar apurasse lucro ajustado de R$ 329,6 milhões, segundo dados da Refinitiv.

O resultado operacional recorrente medido pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ficou em R$ 898 milhões no segundo trimestre.

O valor recorrente, que não inclui o impairment da Extrafarma, representa um crescimento de 50% sobre o segundo trimestre do ano passado. Incluindo o efeito, o Ebitda cai para R$ 503 milhões, recuo de 18% ano a ano.

Após o resultado, considerado fraco pelo BBI, o banco reduziu a recomendação para neutra, cortando o preço-alvo de R$ 26 em 2021 para R$ 21 para 2022.

“Embora a indústria tenha sido impactada pelas medidas de restrição e aumento do preço do combustível da Petrobras no trimestre, a perda na Ipiranga foi significativamente maior quando comparada ao segundo trimestre de 2021 do seu concorrente. Como resultado, não acreditamos mais que nossa curva de margem anterior para a Ipiranga seja alcançável, por isso reduzimos as margens futuras e aproveitamos para incorporar taxas de juros mais altas no Brasil. No geral, nossa perspectiva de lucro diminuiu”, avaliam.

Além do resultado abaixo do esperado, os analistas veem direcionadores limitados de curto prazo. Embora a venda da Oxiteno seja amplamente esperada pelo mercado, uma potencial aquisição da REFAP pode representar um fluxo de notícias negativo.

A construtora MRV fechou o segundo trimestre deste ano com lucro líquido de R$ 203 milhões, uma alta de 86,1% sobre o mesmo período de 2020 e 48,5% maior que os três primeiros meses deste ano.

Segundo a companhia, a melhora do lucro refletiu o mercado imobiliário ainda aquecido no Brasil, além de uma melhora na linha “outras receitas (despesas) operacionais”, que ficou positiva em R$ 56 milhões, ante R$ 31 milhões negativos um ano antes.

Já a receita líquida da companhia ficou em R$ 1,82 bilhão, uma alta de 9,7% na comparação anual. Por outro lado, a margem bruta caiu 2,8 pontos percentuais, para 25,4%, o que a companhia atribuiu ao forte aumento de custo com matérias-primas.

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Moura Dubeux (MDNE3)

A Moura Dubeux teve lucro líquido de R$ 26 milhões no segundo trimestre de 2021, ante prejuízo líquido de R$ 95 milhões registrado no segundo trimestre de 2020.

Já a receita líquida teve alta de 167%, para R$ 155 milhões.

A Hapvida informou na quarta lucro líquido ajustado de R$ 269,8 milhões de abril a junho, queda de 29,5% ante a mesma etapa de 2020.

Já o lucro líquido foi de R$ 104,6 milhões no segundo trimestre de 2021, queda de 62,5% ante o mesmo período do ano passado.

A receita líquida do Hapvida atingiu R$ 2,402 bilhões no intervalo entre abril e junho, alta anual de 15,7%. A sinistralidade total atingiu 70,7% no trimestre, representando avanço de 16,2 pontos porcentuais em relação ao período em 2020. A sinistralidade caixa atingiu 66,6%, crescimento de 14,2 pontos porcentuais.

O número de beneficiários de planos de saúde ao fim do junho apresentou crescimento de 16,7% na comparação com o mesmo período do ano anterior, totalizando 4,084 milhões. Entre os planos odontológicos, houve crescimento de 12,5%, para R$ 3,113 milhões.

O Itaú BBA avaliou os resultados da Hapvida no segundo trimestre como neutros, com Ebitda ajustado de R$ 312 milhões, queda de 49% na comparação anual, e 9% abaixo da expectativa do banco. As adições líquidas de usuários ficaram levemente acima da expectativa do Itaú, e as receitas, em linha com as expectativas. A margem Ebitda contraiu 7,1 pontos percentuais no trimestre e 16,3 pontos percentuais no ano. O banco mantém avaliação outperform para a Hapvida, e preço-alvo para 2021 de R$ 17.

SulAmérica (SULA11)

A SulAmérica registrou lucro líquido das operações continuadas de R$ 29,6 milhões no segundo trimestre, queda de 92,6% em relação ao mesmo período do ano passado, por conta da maior sinistralidade nos segmentos de saúde e vida, refletindo o número ainda elevado de casos de Covid e mais procedimentos eletivos.

A sinistralidade consolidada subiu para 85,8% no período de abril a junho, de 69,1% um ano antes, com a taxa em vida e acidentes pessoais passando de 55,8% para 90,6%.

Tal resultado, segundo a SulAmérica, refletiu o ainda elevado volume de casos de Covid-19 e frequência de procedimentos eletivos mais próxima à normalidade no segmento de saúde, além do maior número de óbitos relacionados à pandemia.

As receitas operacionais totais cresceram 8,6% ano a ano, para R$ 5,2 bilhões, enquanto o Ebitda ajustado ficou negativo em R$ 32,5 milhões, ante resultado positivo de R$ 610,8 milhões um ano antes.

No trimestre, houve adição de mais de 503 mil beneficiários em planos coletivos de saúde e odonto (+13,6%) na comparação com o segundo trimestre de 2020, atingindo 4,2 milhões de segurados.

Caixa Seguridade (CXSE3)

A Caixa Seguridade, holding de seguros da Caixa Econômica Federal, registrou lucro líquido recorrente de R$ 426,6 milhões no segundo trimestre deste ano, cifra 8,3% maior em relação há um ano. Se comparado com os três meses imediatamente anteriores, quando o resultado foi recorde para o período, foi identificada baixa de 1,2%.

O crescimento observado no comparativo ano a ano foi ancorado sobretudo na elevação das receitas de corretagem. No acumulado do primeiro semestre, o crescimento foi de 6,2% frente ao mesmo período do ano anterior. “O resultado reflete a recuperação das receitas operacionais, que foram expressivamente impactadas no primeiro semestre de 2020 pela primeira onda da Covid-19 e pelo foco da rede Caixa no pagamento do auxílio emergencial naquele período”, explicou a companhia, em nota.

O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE, na sigla em inglês) da Caixa Seguridade foi de 38,7% no segundo trimestre contra 42,9% no primeiro. Há um ano, quando ainda tinha capital fechado, sua rentabilidade era de 30,7%. “A variação entre 2020 e 2021 é devida à performance positiva do lucro líquido do primeiro trimestre, que reforça o numerador do indicador, e à redução do patrimônio líquido, proveniente do pagamento de dividendos, sensibilizando o denominador do ROE”, pontuou a empresa.

A receita operacional da Caixa Seguridade foi a R$ 541,5 milhões no segundo trimestre deste ano, avanço de 16,5% na comparação com a cifra vista em idêntico intervalo de 2020. O desempenho dos negócios de distribuição, formado pelas receitas de acesso à rede e uso da marca (BDF), e agora também pelas receitas da Caixa Corretora, somou R$ 214,3 milhões neste trimestre, crescimento de 36,4% comparativamente ao segundo trimestre de 2020.

O grupo Simpar, que controla empresas como JSL e Movida, registrou lucro líquido recorde de R$ 391,8 milhões no segundo trimestre, alta de 186,4% na comparação anual.

Assim como o resultado líquido, o Ebitda também foi recorde de abril a junho, alcançando R$ 965 milhões, avanço de 105,1% sobre igual intervalo do ano passado. A margem Ebitda foi de 39,6% no segundo trimestre de 2021, aumento de 4,3 pontos porcentuais na mesma base de comparação.

No segundo trimestre, a receita líquida do grupo atingiu R$ 3,14 bilhões, aumento de 43,3% sobre o mesmo período do ano passado. Do total reportado no período, R$ 2,43 bilhões foram provenientes de serviços e, o restante, de venda de ativos.

O Itaú BBA avaliou os resultados relativos ao segundo trimestre divulgados pelo Itaú BBA como sólidos. O banco ressalta que a relação entre dívida líquida e lucro Ebitda foi reduzida de 3,7 vezes no primeiro trimestre para 3,3 vezes no segundo.

Na divisão CS Brasil o Ebitda subiu 14% no trimestre e 24% na comparação anual, impulsionado por desempenho forte nas divisões de Seminovos e GTF. A receita líquida cresceu 7% no trimestre e 74% na comparação anual. O banco diz que fusões e aquisições e novos contratos fazem com que o grupo mantenha uma visão positiva sobre as perspectivas no futuro. O banco mantém avaliação outperform para a Simpar e preço-alvo para 2021 de R$ 12,80.

A petroleira Enauta reportou na noite de quarta-feira lucro líquido de R$ 635,7 milhões no segundo trimestre de 2021, salto de 464,2% na comparação anual e maior resultado da história da companhia, puxado pela incorporação de uma fatia adicional de 50% no Campo de Atlanta, no valor de 542,1 milhões de reais.

O lucro líquido obtido no período, que também reverte prejuízo de R$ 15,8 milhões visto no primeiro trimestre deste ano, ainda refletiu aumento do resultado operacional, principalmente no Campo de Atlanta, disse a companhia.

Segundo a empresa, o Ebitda alcançou R$ 1,067 bilhão no período, alta de 241,7% em relação à mesma etapa de 2020, também influenciado pela incorporação da participação adicional em Atlanta.

A receita líquida da Enauta no segundo trimestre apresentou aumento de 43,3% em comparação anual, a R$ 349,4 milhões, puxada por um salto de 300% na receita do Campo de Manati e pela alta do petróleo Brent, enquanto a posição de caixa líquido avançou em 27,3%, para 2,03 bilhões de reais.

A dívida líquida da empresa cresceu 35,1%, para R$ 1,84 bilhão, com a alavancagem medida pela relação entre dívida líquida e Ebitdax (Ebitda + despesas de exploração com poços secos ou subcomerciais) atingindo 1,2 vez, versus 1,4 vez ao final do segundo trimestre do ano passado.

Em termos operacionais, a Enauta reportou produção total de 1,56 milhão de barris de óleo equivalente, alta de 8,7% no ano a ano, com um salto de 211,4% na produção de gás compensando queda de 42,1% no bombeamento de petróleo.

A empresa ainda comunicou revisão na projeção de produção do Campo de Atlanta em 2021, que passou de 7 mil para 10 mil barris de óleo por dia, com margem de variação positiva ou negativa de 10%, após a incorporação dos 50% adicionais da Enauta em Atlanta.

O Morgan Stanley destaca que o Ebitda da Enauta no segundo trimestre ficou 7,5% acima de sua expectativa por conta de preços maiores do petróleo, que foram apenas parcialmente ofuscados por custos mais altos e despesas gerais e administrativas (SG&A na sigla em inglês).

O banco diz que está monitorando com as operações em Atlanta, nos Estados Unidos, que deve se tornar o único ativo operacional da Enauta após a Barra Energia não conseguir encontrar compradores de sua participação de 50% no campo. O Morgan Stanley mantém recomendação equal-weight (perspectiva de valorização dentro da média do mercado) e preço-alvo de R$ 17,50.

Aliansce Sonae (ALSO3)

A administradora de shoppings Aliansce Sonae registrou lucro atribuível aos acionistas controladores de R$ 56,7 milhões, alta de 58,7% na base de comparação anual. Levando em conta os resultados a acionistas não controladores, o lucro líquido foi de R$ 68,3 milhões, alta de 22,6%.

A receita líquida subiu 25,6%, para R$ 216,4 milhões. A receita bruta de aluguel e serviços teve alta de 25,4%, para R$ 227,4 milhões.

A Azul reportou nesta quinta-feira lucro líquido de R$ 1,16 bilhão para o segundo trimestre, revertendo prejuízo de R$ 1,62 bilhão sofrido um ano antes, ajudado pela aceleração da vacinação no Brasil e efeito cambial.

A receita líquida total cresceu quatro vezes no período, para R$ 1,7 bilhão, enquanto o total de custos e despesas operacionais subiu 72,1%, para 2,1 bilhões de reais, refletindo a retomada de voos conforme medidas de isolamento social são retiradas.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado ficou negativo em R$ 50,9 milhões, ante resultado negativo de R$ 324,3 milhões um ano antes.

A Azul registrou um ganho não-monetário em moeda estrangeira de R$ 2,3 bilhões no período, principalmente devido à apreciação do real em relação ao dólar, resultando em uma diminuição nas dívidas denominadas em moeda estrangeira.

Iochpe-Maxion (MYPK3)

A Iochpe-Maxion teve lucro de R$ 214,8 milhões no segundo trimestre deste ano, ante prejuízo de R$ 352,3 milhões registrado no mesmo período de 2020.

A receita líquida teve forte alta de 171,7% no comparativo trimestral, para R$ 3,18 bilhões.

O Itaú BBA avaliou os resultados apresentados pela Iochpe Maxion como positivos. O crescimento do Ebitda ajustado ficou em 9% na comparação trimestral.

A relação entre dívida líquida e lucro Ebitda foi de 5,7 vezes no primeiro trimestre para 2,7 vezes.

O banco diz que os volumes parecem estar se recuperando junto com a demanda global, mas a falta de componentes na indústria automotiva prejudica a produção o que, junto a um câmbio menos favorável, contribui para explicar o faturamento bruto estável na comparação trimestral. O banco mantém recomendação market perform (perspectiva de valorização dentro da média do mercado), com preço-alvo para 2021 em R$ 19.

Banco Inter (BIDI11)

O Banco Inter mais do que dobrou sua carteira de empréstimos no segundo trimestre, refletindo o foco do banco em expansão enquanto avança nos planos de listagem na Nasdaq até o início de 2022.

O grupo, que mescla operações de banco e marketplace, anunciou nesta quarta-feira que fechou junho com estoque de crédito ampliado de R$ 13,3 bilhões, 118% maior em 12 meses.

Ano a ano, as receitas com crédito evoluíram 87,1%, para R$ 331,4 milhões, representando cerca de 50% das receitas totais. O índice de inadimplência acima de 90 dias ficou em 2,82%, queda de 1,4 ponto percentual contra um ano antes.

A receita bruta total de vendas (GMV) no trimestre cresceu 531%, para R$ 774,4 milhões, alcançando R$ 1,45 bilhão no semestre. A previsão do Banco Inter é de que no acumulado de 2021, o GMV atinja R$ 3,5 bilhões.

O banco teve lucro líquido de R$ 18,2 milhões de abril a junho, alta de 579% sobre um ano antes. No entanto, a rentabilidade sobre o patrimônio líquido ficou em apenas 0,8%, diante do foco do banco no momento de crescimento.

A elétrica paranaense Copel registrou lucro líquido de R$ 1 bilhão no segundo trimestre, queda de 37% na comparação anual, principalmente pelos efeitos da decisão judicial que excluiu o ICMS da base de cálculo do PIS/Cofins no mesmo período do ano passado.

O resultado líquido divulgado na noite de quarta-feira inclui efeitos de operações descontinuadas, como a Copel Telecom. Sem ele, teria caído mais, para R$ 957 milhões.

No período, a Copel registrou a conclusão do desinvestimento da Copel Telecom, no valor de R$ 2,5 bilhões, que já foi transferido para a companhia, mas que será reconhecido contabilmente no terceiro trimestre, no montante de R$ 1,2 bilhão.

O indicador de geração de caixa Ebitda ajustado (excluídos os itens não recorrentes) atingiu R$ 1,43 bilhão no segundo trimestre, montante 47,1% superior ao visto no mesmo período do ano passado, principalmente pela comercialização de 507 GWh de energia produzida pela UTE Araucária.

Incluindo todos os fatores, o Ebitda caiu 12,1%, para R$ 1,5 bilhão.

A Copel ainda viu aumento da receita de disponibilidade da rede elétrica (TUSD/TUST), com o crescimento de 12,2% do mercado fio da distribuidora e do aumento na remuneração sobre ativos de transmissão decorrente da maior inflação e da revisão tarifária periódica aplicada aos contratos de transmissão.

A transmissora de energia Taesa registrou lucro líquido de R$ 697,9 milhões no segundo trimestre de 2021, alta de 50,3% ante igual período do ano passado, impulsionado principalmente pelo aumento de índices maecroeconômicos como o IGP-M.

A companhia, que tem a mineira Cemig e a colombiana Isa entre os principais acionistas, também reportou Ebitda regulatório de R$ 331,1 milhões, avanço de 4,5% na comparação anual.

Segundo a empresa, os maiores índices macroecônomicos no período, com destaque para a inflação medida pelo IGP-M, tiveram efeito positivo de 363,1 milhões de reais, refletindo na receita de correção monetária, além disso de terem levado a um aumento de 89,5% na equivalência patrimonial.

Equatorial Energia (EQTL3)

A Equatorial Energia, informou na quarta-feira lucro líquido ajustado de R$ 447 milhões no segundo trimestre de 2021, alta de 15,4% em relação a igual período do ano passado.

O Ebitda ajustado somou R$ 1,223 bilhão no período, avanço de 42,7% na comparação anual, impulsionado pelo segmento de distribuição.

Guararapes (GUAR3)

A Guararapes, dona da Riachuelo, teve lucro líquido de R$ 46,1 milhões no segundo trimestre, ante o prejuízo de R$ 296,2 milhões um ano antes.

O Ebitda ajustado foi a R$ 204,3 milhões no segundo trimestre, ante prejuízo operacional de R$ 291 milhões em igual intervalo de 2020.

Já a receita líquida consolidada no trimestre subiu  88,8% na base de comparação anual, para R$ 1,6 bilhão.

O Itaú BBA classificou os resultados da Guararapes como em linha com suas estimativas. A divisão de varejo continuou a se recuperar, diz o banco, que ressalta que a margem Ebitda continua abaixo do nível pré-pandemia por conta de investimentos na operação digital. As vendas em mesmas lojas (SSS na sigla em inglês) subiram 8,3% em julho em relação ao mesmo período de 2019, antes dos efeitos da pandemia, e a receita líquida de R$ 1,3 bilhão no segundo trimestre representa alta de 2,4% frente ao mesmo período de 2019.

A Eletrobras obteve lucro líquido de R$ 2,5 bilhões no segundo trimestre do ano, alta de 439% na comparação anual. O lucro líquido recorrente, que considera ajustes não mencionados nos destaques, teve alta de 601% no período, para R$ 4,5 milhões na mesma base de comparação.

Segundo a estatal, o resultado foi impactado positivamente pelo segmento de transmissão em decorrência da revisão tarifária periódica, com efeitos a partir de julho de 2020, e pela melhora nos resultados da geração.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) no segundo trimestre somou R$ 3,3 bilhões, alta de 64% ante igual período do ano anterior.

A receita operacional líquida atingiu R$ 7,9 bilhões no período, 49% superior à observada no mesmo intervalo de 2020.

O Credit Suisse avaliou os resultados da Eletrobras como moderados, com lucro Ebitda ajustado pior do que o esperado, principalmente por conta de custos maiores de compra de energia e combustíveis gastos maiores com pessoal, material, serviços de terceiros e outros (PMSO em inglês) e provisões. Em uma base anual, o negócio se beneficiou de impactos da revisão tarifária e ajustes anuais, diz o Credit. O banco diz avaliar que os investidores manterão mais atenção ao processo de privatização. O Credit mantém preço-alvo de R$ 45 e recomendação neutra (perspectiva de valorização dentro da média do mercado).

A Aeris teve lucro líquido de R$ 18,7 milhões no segundo trimestre, 23,6% abaixo na comparação anual.

Já a receita líquida operacional foi de R$ 591,9 milhões, alta de 27,6%.

d1000 (DMVF3)

A rede de farmácias, que tem as marcas Drogasmil, FarmaLife, Rosário e Tamoio no portfólio, teve prejuízo de R$ 2,9 milhões no segundo trimestre, queda de 78% na base anual. A receita líquida foi R$ 274,8 milhões, alta de 27,5%.

Allpark Estapar (ALPK3)

A Allpark teve prejuízo de R$ 60,7 milhões no segundo trimestre, alta de 7,3% na base anual. A receita cresceu 104%, para R$ 175,6 milhões.

Veja mais resultados clicando aqui.

Americanas (AMER3)

A Americanas anunciou um acordo para comprar 100% da rede de hortifruti Natural da Terra por um total de R$ 2,1 bilhões. Esse é mais um avanço do grupo em um segmento considerado estratégico por impulsionar a recorrência de compras online.

A Americanas afirmou em comunicado que o preço da aquisição equivale a 9 vezes o múltiplo do valor da empresa sobre o lucro antes juros, impostos, depreciações e amortizações (EV/Ebitda) estimado do Natural da Terra para 2021.

No comunicado, a Americanas afirma que a rede Natural da Terra é a maior varejista especializada em produtos frescos com foco em frutas, legumes e verduras do Brasil, possuindo uma rede de 73 lojas em 4 Estados (RJ, SP, MG e ES) e sendo referência digital do setor no país, com as vendas online representando 16% do total.

Veja mais detalhes da operação clicando aqui.

A Minerva foi questionada pela B3 e CVM sobre a forte oscilação de suas ações. Na reta final da Bolsa na véspera, as ações BEEF3 saltaram e fecharam com ganhos de quase 14,65%, após o Valor noticiar que os controladores da empresa começaram a discutir a possibilidade de fechar o capital da companhia. 

A companhia esclareceu em comunicado que não há nenhum ato ou fato relevante passível de divulgação e que poderia justificar as oscilações na cotação e no volume de negociação das ações de sua emissão.

“A companhia ressalta, contudo, ter tomado conhecimento de notícia veiculada na mídia nesta data sobre supostas discussões envolvendo seu possível fechamento de capital, podendo esses rumores ter contribuído para afetar as negociações e dado ensejo às oscilações verificadas. Nesse contexto, a companhia reforça que não há qualquer informação passível de divulgação sobre o assunto objeto dos rumores e que não pretende fechar o seu capital”, afirmou.

A Minerva destacou que manterá os seus acionistas e o mercado em geral informados a respeito deste e de qualquer outro assunto relevante.

Qualicorp (QUAL3)

O Credit Suisse reduziu a recomendação para a Qualicorp de outperform (desempenho acima da média do mercado) para neutra, com o preço-alvo sendo reduzido de R$ 34 para R$ 27.

“Acompanhando os resultados do segundo trimestre, estamos revisando nossas projeções para a Qualicorp, incorporando as incertezas em torno das adições líquidas causadas pelo persistente alto churn (taxa de cancelamento)”, destacam os analistas do banco suíço. Na véspera, as ações caíram mais de 15% na esteira dos resultados do segundo trimestre.

A Sendas Distribuidora, detentora da marca Assaí, informou que acionistas reunidos em Assembleia Geral Extraordinária da companhia realizada na véspera aprovaram a proposta de desdobramento da totalidade das ações ordinárias de emissão da companhia na proporção de um para cinco, sem a modificação do valor do capital social.

Com o Desdobramento, o capital social permanece no montante de R$ 786,73 milhões e passa a ser dividido em 1.346.499.295 ações ordinárias.

A data-base do desdobramento na B3 será 11 de agosto de 2021, sendo que as ações serão negociadas ex-desdobramento na B3 a partir desta quinta-feira, informou.

(Com Reuters e Estadão Conteúdo)

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Após Extrafarma, Ultrapar caminha para destravar valor com venda da Oxiteno (e dinheiro já teria destino certo)

SÃO PAULO – Na manhã desta quarta-feira (16), a Ultrapar (UGPA3) deu mais um passo para focar seus negócios no mercado de óleo e gás. Após algumas notícias, a Ultrapar confirmou que fechou com a tailandesa Indorama um acordo de exclusividade para a venda de sua unidade química Oxiteno.

No entanto, a companhia ressaltou que não há neste momento contrato ou qualquer compromisso de compra e venda assinado entre as partes. Demais termos e condições da operação, incluindo o valor, ainda estão em processo de discussão, afirmou.

Porém, os jornais que citaram a informação mais cedo apontaram (citando fontes) que a Indorama poderia pagar US$ 1,2 bilhão pela Oxiteno. O mercado avalia a unidade química em cerca de US$ 1 bilhão, porém a Indorama estaria disposta a desembolsar US$ 200 milhões a mais pelo ativo.

A Oxiteno produz defensivos agrícolas e matérias-primas usadas para a fabricação de detergentes, entre outros produtos. Ela possui 11 fábricas no Brasil, Estados Unidos, México e Uruguai, cinco centros de pesquisa e desenvolvimento e oito escritórios comerciais nas Américas, Europa e Ásia.

Já a Indorama chegou ao Brasil depois da compra dos ativos da italiana M&G em Pernambuco. Nesse processo, ela herdou uma fábrica no complexo portuário de Suape, onde produz resina PET.

A Ultrapar vem em processo de reformulação de seu portfólio de empresas e já realizou a venda do negócio menos rentável da holding, a Extrafarma, para a rede Pague Menos (PGMN3). Porém, a venda foi feita por cerca de R$ 700 milhões, valor este que foi visto como mais benéfico para a Pague Menos do que para a Ultrapar (ainda que positivo para o grupo). Cabe ressaltar que, como referência, a Ultrapar pagou R$ 1 bilhão pela rede farmácias em novembro de 2013 (veja mais clicando aqui).

Agora, se confirmada nos termos destacados pelos jornais, o valor vendido da Oxiteno será acima do avaliado pelo mercado.

Porém, além dos valores, a mudança estratégica da companhia também é considerada. Conforme destaca a Levante Ideias de Investimentos, enfrentando problemas de rentabilidade desde 2017, em função da mudança na política de preços das refinarias pela Petrobras, a empresa decidiu focar no negócio principal.

Com os recursos das vendas desses ativos (Extrafarma e Oxiteno), a Ultrapar tem capital suficiente para finalizar a aquisição da Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), em fase final de negociação com a Petrobras (PETR3;PETR4). Em janeiro, o Valor informou que a proposta apresentada pela Ultrapar à Petrobras para a compra da refinaria teria ficado entre US$ 1,2 bilhão e US$ 1,4 bilhão, enquanto a estatal informou que ainda estava em negociações com a empresa.

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Para a casa de research, a compra da refinaria faz total sentido para a empresa por verticalizar seu negócio de distribuição de combustíveis e torná-lo mais competitivo. Isso porque os custos de produção seriam otimizados e a volatilidade dos preços de combustíveis diminuiria, melhorando o perfil de risco de duas operações de distribuição (Ultragaz e Ipiranga), além de possibilitar benefícios tributários e melhor geração de caixa.

Além do mais, a alavancagem financeira da companhia segue alta e aumentou durante a pandemia, com a empresa emitindo dívidas para manter o caixa robusto devido às incertezas apresentadas no ano passado.

Portanto, avaliam os analistas, a venda de seus ativos não-prioritários seria o requisito principal para a compra da Refap, com o mercado entendendo que o nível de endividamento se manterá controlado, apesar de ainda estar alto.

Cabe destacar que após a divulgação do resultado da Ultrapar do primeiro trimestre de 2021, no começo de maio, Frederico Curado, CEO da companhia, afirmou que esperava assinar o contrato com a Petrobras para a compra da Refap nos próximos meses. Ele disse que não houve nenhuma alteração no processo de negociação em decorrência da mudança da diretoria da estatal (com a saída de Roberto Castello Branco em fevereiro, que foi substituído por Joaquim Silva e Luna). Já com relação ao endividamento, destacou esperar gradual redução da alavancagem ao longo de 2021.

Luís Sales, analista da Guide Investimentos, também apontou a notícia como positiva avaliando que, com a venda da Oxiteno, o grupo Ultra deve destravar valor, pois vai focar em segmentos onde possui mais expertise e que há grande potencial de crescimento como óleo e gás downstream [como o refino], setores que possuem mais sinergias com a atual operação o grupo. “Vale ainda lembrar que os resultados de 2019, foram prejudicados por conta da Oxiteno e pela Extrafarma”, destacou.

De acordo com compilação da Refinitiv, de quatorze casas que cobrem o papel UGPA3, oito recomendam compra, enquanto seis têm recomendação neutra para o ativo. O preço-alvo médio é de R$ 25,05, 21,2% superior ao fechamento de terça-feira (15).

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Grupo Ultra confirma que fechou negociação exclusiva para Oxiteno, mas diz que valor ainda está em discussão

Oxiteno (Foto: Divulgação)

A Ultrapar Participações (UGPA3), conhecida pela rede de postos de combustíveis Ipiranga,  confirmou em comunicado ao mercado nesta quarta-feira (16) que se encontra em negociação exclusiva com a tailandesa Indorama Ventures PLC para eventual venda de sua subsidiária Oxiteno.

No entanto, a companhia ressaltou que não há neste momento contrato ou qualquer compromisso de compra e venda assinado entre as partes. Demais termos e condições da operação, incluindo o valor, ainda estão em processo de discussão, afirmou.

“Em consistência com o que vem informando aos seus acionistas e ao mercado de capitais, a Ultrapar está em processo de revisão de seu portfólio de negócios, buscando maior complementariedade e sinergias, com investimentos centrados nas
oportunidades existentes na cadeia downstream de óleo e gás no Brasil, na qual possui forte escala operacional e conta com vantagens competitivas estruturais. A companhia manterá seus acionistas e o mercado informados sobre eventuais
desdobramentos relevantes”, destacou a empresa em fato relevante.

O Estadão destacou mais cedo, citando fontes, que o Grupo tinha fechado acordo de exclusividade para a venda de sua unidade química Oxiteno com a Indorama. A expectativa seria de que a venda fique acima de US$ 1,2 bilhão, segundo uma fonte.

Com isso saíram da lista de potenciais compradores o fundo de private equity (que compra participação de empresas) Advent e a fabricante norte-americana de produtos químicos Stepan.

Com a operação, o Ultra concentrará seus negócios no mercado de óleo e gás. Nesse processo já concluiu, recentemente, a venda da rede de farmácias Extrafarma, que havia comprado por R$ 1 bilhão há sete anos, para a concorrente Pague Menos (PGMN3), por R$ 700 milhões.

A entrega das propostas firmes de compra pelo ativo ocorreu no fim do mês passado. O Bank of America trabalha como assessor financeiro.

Nomes apontados como os candidatos mais óbvios para a compra, como a brasileira Unipar, não chegaram a passar para a segunda etapa do processo de venda, que começou no início do ano.

A Oxiteno produz defensivos agrícolas e matérias-primas usadas para a fabricação de detergentes, entre outros produtos. Tem 11 fábricas no Brasil, Estados Unidos, México e Uruguai, cinco centros de pesquisa e desenvolvimento e oito escritórios comerciais nas Américas, Europa e Ásia.

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A tailandesa Indorama já opera no Brasil, em Pernambuco. A presença da companhia em solo brasileiro foi garantida após a compra dos ativos da italiana M&G no País. A Indorama herdou, nesse processo, uma fábrica no complexo portuário de Suape, onde produz resina PET.

(com Estadão Conteúdo)

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Ação da Embraer salta 6% após parceria, Ultrapar avança 5% com possível venda da Oxiteno; Petrobras e Vale sobem com commodities

SÃO PAULO – As ações das empresas ligadas a commodities são destaque de alta na sessão desta terça-feira (1) em um dia de novos recordes para o Ibovespa, também impulsionado pelo PIB do Brasil acima do esperado, com alta de 1,2% na comparação trimestral.

Vale (VALE3) sobe cerca de 2%. Siderúrgicas sobem ainda mais forte, com destaque para a CSN (CSNA3), que avança quase 4%, em meio ao dia de forte recuperação do minério. Em Dalian, a alta do contrato futuro do minério de ferro foi de mais de 7% impulsionados por notícias de que o pólo siderúrgico de Tangshan planeja aliviar exigências de cortes de produção em usinas.

As ações das petroleiras PetroRio (PRIO3) e Petrobras (PETR3;PETR4) sobem forte, com PRIO3 em alta de mais de 3,5%, enquanto PETR3 e PETR4 avançam 2,5%. Os preços do petróleo Brent estão operando em território positivo, chegando a ultrapassar US$ 71 o barril em meio ao otimismo sobre as perspectivas de crescimento da demanda. A alta foi impulsionada à medida que a economia global se recupera.

Além disso, a decisão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados, grupo conhecido como OPEP +, ajudou a manter o petróleo em alta na sessão. A organização manteve seu acordo de produção de petróleo após reunião realizada nesta terça-feira.

Havia no mercado a expectativa por possíveis ajustes, diante da valorização recente dos barris. De acordo com a Opep+, foi observado um “fortalecimento contínuo dos fundamentos do mercado, com a demanda de petróleo mostrando sinais claros de melhora e os estoques da OCDE caindo à medida que a recuperação econômica continua na maior parte do mundo diante dos programas acelerados de vacinação”.

As maiores altas, contudo, ficam para a Embraer (EMBR3), com ganhos de mais de 6%: a Eve Urban Air Mobility Solutions Inc., criada pela companhia, e a Halo anunciaram nesta terça-feira uma parceria para o desenvolvimento de produtos e serviços de Mobilidade Aérea Urbana (UAM) nos Estados Unidos e no Reino Unido. A parceria inclui um pedido de 200 unidades do veículo elétrico de pouso e decolagem vertical (eVTOL) da Eve. As entregas estão previstas para começarem em 2026.

Também em destaque, está a Ultrapar (UGPA3), também com ganhos de mais de 5%: segundo o Estadão, com a disputa afunilada entre o fundo de private equity (que compra participação de empresas) Advent, a fabricante norte-americana de produtos químicos Stepan e a tailandesa Indorama, a venda da química Oxiteno pelo Grupo Ultra deve ser concluída até o fim de junho. A transação, que ajudará a dona da rede de postos Ipiranga a concentrar seus negócios no mercado de óleo e gás, injetará em seu caixa cerca de US$ 1,5 bilhão.

Por volta das 10h30, apenas 4 ações do Ibovespa caíam: Locaweb (LWSA3), JBS (JBSS3), Klabin (KLBN11) e Banco Inter (BIDI11). Confira mais destaques:

Vale (VALE3) e minério 

Os futuros de referência do minério de ferro na China saltaram mais de 7% nesta terça-feira, na terceira sessão consecutiva de rali, impulsionados por notícias de que o pólo siderúrgico de Tangshan planeja aliviar exigências de cortes de produção em usinas.

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O governo de Tangshan realizou um debate na segunda-feira, avaliando reduzir os níveis de restrição à produção de algumas usinas que terminaram modernizações para reduzir emissões, segundo o estatal Securities Times, que citou notícias na mídia.

O contrato mais negociado do minério de ferro na bolsa de commodities de Dalian DCIOcv1, para entrega em setembro, saltou 7,3%, para 1.170 iuanes (US$ 183,53) por tonelada.

Criada pela Embraer, a Eve Urban Air Mobility Solutions Inc. e a Halo anunciaram nesta terça uma parceria para o desenvolvimento de produtos e serviços de Mobilidade Aérea Urbana (UAM) nos Estados Unidos e no Reino Unido. A parceria inclui um pedido de 200 unidades do veículo elétrico de pouso e decolagem vertical (eVTOL) da Eve. As entregas estão previstas para começarem em 2026.

Em nota à imprensa, a Embraer destaca que essa encomenda representa uma das maiores na indústria de mobilidade aérea urbana e posiciona a Halo como parceira de lançamento da Eve, tanto no mercado dos EUA como no do Reino Unido. A Eve é uma empresa independente criada pela Embraer para acelerar o desenvolvimento do ecossistema de Mobilidade Aérea Urbana (UAM) em todo o mundo.

Segundo o acordo, a Halo, empresa líder em operações de táxi aéreo de helicóptero nos EUA e no Reino Unido, irá trabalhar com a Eve para desenvolver uma nova operação de eVTOL em ambos os países.

“Acreditamos que a Eve está projetando uma aeronave que está bem preparada para a certificação inicial e, além disso, apresenta um histórico comprovado de produção”, afirma na nota Kenneth C. Ricci, diretor do Directional Aviation, fundo de investimento do qual a Halo faz parte.

Segundo ele, “o excelente legado de design, certificação e produção de aeronaves que a Embraer traz para este eVTOL posicionam a Eve com vantagens importantes no cenário competitivo.

A Itaúsa, holding dona do Itaú Unibanco (ITUB4), informou na segunda-feira que fará um investimento adicional de R$ 1,2 bilhão na companhia de saneamento Aegea. A Itaúsa explicou que operação foi acordada com os demais acionistas da Aegea e será feita por meio de um aporte de capital com emissão de ações preferenciais classe D da Aegea, conversíveis em ações ordinárias, e aporte de capital com emissão de ações preferenciais classe A com direito a voto em sociedades de propósito específico (SPEs).

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Os aumentos de capital vêm após o consórcio com a Aegea, ter vencido o leilão para concessão dos Blocos 1 e 4 da companhia de saneamento fluminense Cedae, no fim de abril. Com o novo investimento, a Itaúsa passará a deter 10,2% do capital votante da Aegea, sendo 34,57% das ações preferenciais classe D e 5,54% das ações preferenciais classe A das SPEs.

A Petrobras informou na véspera que foi efetivada a renúncia do conselheiro de administração Marcelo Gasparino da Silva, que havia sido eleito por meio de processo de voto múltiplo em assembleia de acionistas ocorrida em 12 de abril. A renúncia de Gasparino, representante de minoritários, foi inicialmente comunicada apenas quatro dias após a assembleia, depois de o conselheiro afirmar que renunciaria para provocar nova eleição do colegiado, alegando problemas nos procedimentos da assembleia que o elegeu.

A companhia também comunicou que concluiu ontem a venda da totalidade de sua participação de 51% no capital da sociedade Eólica Mangue Seco 2 para a Mangue Seco Participações S.A., investida do FIP Pirineus, atual sócio com 49% de participação acionária. A operação foi concluída com o pagamento nesta data de R$ 34,2 milhões para a Petrobras, já com os ajustes previstos no contrato de compra e venda de ações.

Segundo o fato relevante da companhia, a operação está alinhada à estratégia de otimização de portfólio e à melhoria de alocação do capital da companhia, visando à maximização de valor para os seus acionistas.

Além disso, a Petrobras obteve licença do órgão ambiental federal Ibama para a instalação da segunda plataforma definitiva do campo de Mero, no pré-sal da Bacia de Santos, e para seu sistema de coleta e escoamento associado, de acordo com publicação no Diário Oficial da União de segunda. A licença tem validade até 12 de maio de 2025. A plataforma Mero 2, chamada de FPSO Sepetiba, está prevista para entrar em operação em 2023, de acordo com o plano de negócios da empresa.

Raízen e Cosan (CSAN3)

A empresa brasileira de energia Raízen pretende entrar nos próximos dias com pedido para realização de uma oferta inicial pública de ações (IPO, na sigla em inglês), disse a companhia em fato relevante na noite de segunda-feira.

Joint venture entre o grupo brasileiro de infraestrutura Cosan e a petroleira anglo-holandesa Shell, a Raízen disse ainda que decidiu descontinuar projeções financeiras para alinhar sua política de divulgações a procedimentos adotados por seus auditores e consultores na preparação para o IPO.

A Raízen informou que “possui a intenção de protocolar perante a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), nos próximos dias”, o pedido de registro do IPO da Raízen Combustíveis, com listagem de ações preferenciais no Nível 2 da bolsa B3.

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A maior processadora de frango do Brasil, BRF, disse que as carnes cultivadas que estão em desenvolvimento em parceria com uma empresa israelense podem estar disponíveis comercialmente em 2023 ou 2024, de acordo com o CEO da companhia, Lorival Luz. A carne cultivada é produzida in vitro usando células animais ao invés do abate. O método é sustentável, utiliza menos água por exemplo, disse o executivo durante um painel de alimentos sustentáveis realizado na última segunda-feira.

A companhia de alimentos JBS foi alvo, no último domingo, de um ataque cibernético organizado que afetou servidores que dão suporte a seus sistemas de TI na América do Norte e na Austrália, informou a companhia na segunda-feira, admitindo a possibilidade de atrasos em algumas transações devido ao incidente.

Segundo comunicado publicado pela JBS, foram tomadas ações imediatas após o ataque, com a suspensão de todos os sistemas afetados, a notificação de autoridades e a ativação da rede global de profissionais de TI da companhia, além de especialistas externos, para resolução do problema. A empresa disse que seus servidores de “backup” não foram afetados pelo incidente, acrescentando que trabalha para restaurar os sistemas o mais rápido possível.

Ultrapar (UGPA3

Com a disputa afunilada entre o fundo de private equity (que compra participação de empresas) Advent, a fabricante norte-americana de produtos químicos Stepan e a tailandesa Indorama, a venda da química Oxiteno pelo Grupo Ultra deve ser concluída até o fim de junho, apurou o Estadão. A transação, que ajudará a dona da rede de postos Ipiranga a concentrar seus negócios no mercado de óleo e gás, injetará em seu caixa cerca de US$ 1,5 bilhão.

O Ultra colocou à venda no fim do ano passado tanto a Oxiteno quanto a sua rede de farmácias Extrafarma, vendida há poucas semanas para a Pague Menos (PGMN3), por R$ 700 milhões. No caso da Oxiteno, o Bank of America foi contratado pela companhia para conduzir a operação. Na última sexta-feira, ocorreu a entrega das propostas firmes de compra pelo ativo, disse uma fonte próxima à operação.

A Oxiteno produz defensivos agrícolas e matérias-primas usadas para a fabricação de detergentes, por exemplo. Concentra 11 unidades industriais no Brasil, nos Estados Unidos, no México e no Uruguai, 5 centros de pesquisa e desenvolvimento e 8 escritórios comerciais nas Américas, na Europa e na Ásia.

O Grupo Ultra, segundo fontes, pretende seguir nos negócios onde encontra sinergia, relacionados ao mercado de óleo e gás, incluindo nesse bloco os postos Ipiranga, a Ultragaz e a Ultracargo. Um dos focos do grupo é investir em refino; a companhia está na disputa pelo controle das refinarias colocadas à venda pela Petrobrás.

Procuradas, as partes envolvidas na disputa pela Oxiteno não comentaram.

BB Seguridade (BBSE3)

Segundo informações do Valor Econômico, o presidente da BB Seguridade, Marcio Hamilton, deve deixar o comando da empresa para Amauri Vasconcelos, ex-diretor-superintendente do fundo de pensão da antiga Nossa Caixa. Segundo a publicação, o nome de Vasconcelos já está sendo analisado pela Casa Civil.

O Itaú BBA retomou a cobertura da Totvs com uma avaliação outperform e um preço-alvo para 2021 de R$ 43,4 por ação. A empresa é uma de suas “top picks” (escolhas favoritas) no setor de tecnologia.

A XP elevou o preço-alvo para as ações da Ambev de R$ 17,15 para R$ 20, reiterando recomendação de compra para os ativos.

“Seguimos otimistas com a capacidade da empresa de capturar mais valor por meio de inovação tecnológica (Zé Delivery e BEES) e mix de portfólio (lançamentos de novos produtos e via marcas consagradas no exterior), apesar do processo lento de reabertura de bares e restaurantes e constante pressão cambial e dos preços altos das commodities”, afirmam os analistas.

O Bradesco BBI avaliou que as ações da Natura estão sendo negociadas a preços excessivamente descontados. A empresa continua como uma de suas “top picks” (ações favoritas) devido à performance forte das marcas Natura e TBS, a marca global de alto crescimento Aesop, otimismo quanto à Avon e valoração atraente, com taxa anual de crescimento composta (CAGR, na sigla em inglês) do Ebitda em 15%, com possibilidade de crescimento na China e no resto da Ásia.

O banco afirma que há uma forte argumentação a favor da valorização dos papéis da Natura, apesar do fato de que são vistos como caros. Os analistas avaliam que alguns investidores possam não estar convencidos sobre a possibilidade de melhorar o desempenho da Avon, mas que os primeiros sinais têm sido positivos e que devem impulsionar os papéis.

A empresa se saiu bem na pandemia, com desempenho acima da média do mercado. O banco acredita que o modelo de vendas diretas, com presença digital e vendas em redes sociais no Brasil e em mercados como Reino Unido e Austrália se tornou mais relevante. Para 2022, o Bradesco BBI espera vendas robustas.

Assim, o banco mantém recomendação outperform (perspectiva de valorização acima da média do mercado) e preço-alvo para 2021 em R$ 65, alta de 26% frente o fechamento de segunda.

De acordo com notícias da Exame, a Vivara está próxima de selar sua primeira grande transação de M&A em uma fusão com uma das mais tradicionais joalherias do país, a H.Stern, fundada em 1945, no Rio de Janeiro, por Hans Stern.

A XP aponta que, se confirmado, “veríamos o movimento como positivo pois reforçaria nossa tese de consolidação, enquanto removeria um importante competidor do setor”. Os analistas mantêm recomendação de compra para VIVA3 e preço alvo de R$ 33,0 por ação.

O Itaú BBA também aponta que, a princípio, o movimento seria positivo para a Vivara, embora dependa do fechamento do negócio e das condições de preço. Os analistas avaliam que a crise do Covid-19 enfraqueceu o ambiente competitivo, criando um cenário favorável em termos de fusões e aquisições para a empresa.

“Nesse sentido, além de complementar o portfólio da Vivara, o fechamento da transação seria um passo importante para consolidar sua posição de liderança no fragmentado mercado de joias no Brasil. Além disso, o fato de a H. Stern ter presença internacional também amplificaria os caminhos de crescimento da Vivara no longo prazo, apesar de a Vivara ainda não ter know-how para operar no exterior. Em suma, continuamos construtivos em relação à história de investimento e reiteramos nossa recomendação outperform para a Vivara e preço alvo de R$ 34 por ação”, apontam os analistas.

Ontem, a LOG CP anunciou a venda do galpão BTS Extrema com uma área bruta locável de aproximadamente 77 mil m² para o fundo imobiliário BLMG11 (gerido pela BlueMacaw) pelo montante total de R$273 milhões (ou R$3.547/m²), implicando em uma sólida margem bruta de 44%. O pagamento será realizado em duas parcelas: i) R$192 milhões já pago; ii) R$81 milhões a ser pago nos próximos cinco meses, mediante a conclusão das obras;

“Apesar de vermos a venda como positiva e em linha com a estratégia do fundo de desenvolver e depois reciclar o portfólio como forma de financiar o robusto plano de crescimento (“Todos por 1.4”), mantemos nossa visão mais conservadora com a ação dado o valuation e continuamos com recomendação neutra e preço-alvo de R$ 40,40 por ação”, afirmam os analistas da XP.

O Itaú BBA também aponta a notícia como positiva porque reforça a perspectiva de valorização a partir da estratégia de reciclagem de portfólio da empresa, dada a margem de 44% da transação. O banco afirmou que a estratégia de reciclagem da LOG CP é positiva, e disse acreditar que a transação impulsionará os papéis da empresa.

Já segundo o BBI, outro ponto importante do negócio é o fato de que a empresa vendeu o projeto a uma outra empresa e não ao seu próprio fundo de investimento, o que fortalece a liquidez do mercado para esse tipo de ativo. O banco reafirma sua recomendação outperform para a LOG, com preço-alvo em 2021 em R$ 42.

Mercado Libre (MELI34)

O Morgan Stanley realizou uma reunião virtual com o presidente do MercadoLibre Fintech, Osvaldo Gimenez, em que discutiu tendências em relação crédito, pagamentos e carteira móvel. O banco afirmou que enxerga espaço aberto para as operações Mercado Pago e Mercado Crédito do Mercado Livre, com vantagens para a escala latino-americana dos negócios, links entre e-commerce e marketplace e dados de consumo e vendas.

O banco disse que o Mercado Livre vê espaço para ampliar o número de clientes que usam o Mercado Crédito, com destaque para compradores. Parte da estratégia gira em torno de melhorar os dados de apoio a decisões de empréstimo.

No Mercado Livre, todos os produtos de crédito foram lucrativos no primeiro trimestre, com exceção do crédito ao consumidor no Brasil, em grande medida devido a uma avaliação equivocada sobre o crédito ao consumidor no Brasil com o fim do auxílio emergencial.

No Brasil, períodos entremeados por auxílio e lockdowns sem auxílio contribuem para um comportamento de altos e baixos dos indicadores. Mas o engajamento na carteira móvel continua a crescer. O Mercado Livre afirma que houve um impulso no terceiro trimestre com verbas do auxílio. Para atrair usuários à carteira móvel, o Mercado Livre emprega tanto métodos tradicionais de propaganda quanto links com o marketplace, com medidas de fidelidade, como pontos e descontos direcionados para usuários que utilizam determinadas funções.

O banco mantém recomendação overweight para a ação do Mercado Livre negociada na Nasdaq, com preço-alvo de US$ 2.260 para os papéis MELI, ante o fechamento de US$ 1.368,67 na sexta.

O Bradesco BBI fez reunião com executivos da B3. O banco diz que o mercado evoluiu nos últimos anos, e que a B3 reconhece que discussões mais atualizadas são necessárias. Há discussões sobre blocos maiores de negociações, e não há definições sobre o tamanho do bloco.

Os gestores disseram acreditar que há espaço para atualizar as regulações atuais, mas reforçaram que essa atualização não deve prejudicar a formação de preços.

Os gestores avaliaram que corretoras e plataformas de investimento têm sido centrais no processo de propagação de informações financeiras, e de promoção do crescimento do mercado avulso de investimentos. Investidores avulsos continuam a corresponder a uma parcela significativa não só do mercado secundário, mas também do primário.
O tíquete médio deverá continuar a recuar em relação a novos clientes do varejo marginal, mas a tendência de que mais clientes do varejo migrem para equities continua.

A gestão não acredita que a alta dos juros reverterá a tendência observada nos últimos dois ou três anos, por acreditar que o crescimento é estrutural, e não causado pela redução recente dos juros.

Lojas Americanas (LAME4)

Segundo informações do Estadão, o serviço de retirada no mesmo dia teve aumento de 363% na Lojas Americanas no primeiro trimestre de 2021, em comparação com o mesmo período do ano passado. A opção permite que o cliente compre do sortimento das mais de 1.700 lojas físicas da Americanas pelo app ou site e retire na unidade de sua preferência no mesmo dia, sem custo de frete. A iniciativa registrou 1,4 milhão de pedidos no período, sendo 55% alavancado pela Páscoa.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

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Grupo Ultra fica mais perto de vender a Oxiteno

Oxiteno (Foto: Divulgação)

Com a disputa afunilada entre o fundo de private equity (que compra participação de empresas) Advent, a fabricante norte-americana de produtos químicos Stepan e a tailandesa Indorama, a venda da química Oxiteno pelo Grupo Ultra (UGPA3) deve ser concluída até o fim de junho, apurou o Estadão. A transação, que ajudará a dona da rede de postos Ipiranga a concentrar seus negócios no mercado de óleo e gás, injetará em seu caixa cerca de US$ 1,5 bilhão.

O Ultra colocou à venda no fim do ano passado tanto a Oxiteno quanto a sua rede de farmácias Extrafarma, vendida há poucas semanas para a Pague Menos (PGMN3), por R$ 700 milhões. No caso da Oxiteno, o Bank of America foi contratado pela companhia para conduzir a operação. Na última sexta-feira, ocorreu a entrega das propostas firmes de compra pelo ativo, disse uma fonte próxima à operação.

A Oxiteno produz defensivos agrícolas e matérias-primas usadas para a fabricação de detergentes, por exemplo. Concentra 11 unidades industriais no Brasil, nos Estados Unidos, no México e no Uruguai, 5 centros de pesquisa e desenvolvimento e 8 escritórios comerciais nas Américas, na Europa e na Ásia.

O Grupo Ultra, segundo fontes, pretende seguir nos negócios onde encontra sinergia, relacionados ao mercado de óleo e gás, incluindo nesse bloco os postos Ipiranga, a Ultragaz e a Ultracargo. Um dos focos do grupo é investir em refino; a companhia está na disputa pelo controle das refinarias colocadas à venda pela Petrobrás.

Procuradas, as partes envolvidas na disputa pela Oxiteno não comentaram.

Ausência

Nomes apontados como os candidatos mais óbvios para a compra, como a brasileira Unipar, não chegaram a ir à segunda etapa do processo de venda, que começou no início do ano.

Uma das apostas para levar a Oxiteno, dizem fontes, é o fundo americano Advent, que também estuda a aquisição da petroquímica Braskem – que é, aliás, a maior fornecedora da Oxiteno. A Odebrecht, rebatizada de Novonor, colocou à venda sua fatia com direito a voto de 50,1% na companhia.

Essa transação está sendo conduzida pelo banco Morgan Stanley, e o processo é esperado para ser concluído no segundo semestre, disse uma fonte. O negócio faz parte do processo de recuperação do grupo da família Odebrecht.

O fundo Advent tem dado sinais sobre seu interesse em investir no setor petroquímico no Brasil. A principal indicação nesse sentido foi a contratação de Fernando Musa, que deixou a presidência da Braskem no fim de 2019, depois de passar dez anos na petroquímica.

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A Stepan e a Indorama também já estão presentes no Brasil, com um histórico de aquisições de menor porte nos últimos anos. A primeira está presente no Estado de São Paulo e também em Minas Gerais, enquanto a segunda opera em Pernambuco – presença garantida após a compra dos ativos da italiana M&G no Brasil, por meio de uma fábrica no complexo portuário de Suape, onde produz resina PET.

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Ultrapar assina venda da Extrafarma para Pague Menos por valor total de R$ 700 mi; para qual delas o negócio é melhor?

SÃO PAULO – Seguindo a intensa agenda de fusões e aquisições nos últimos meses entre empresas da Bolsa, nesta terça-feira (18) de manhã os investidores receberam a notícia da Reuters de que a Pague Menos (PGMN3) teria comprado a Extrafarma, do conglomerado Ultrapar (UGPA3), por R$ 600 milhões mais dívida e caixa, que totalizaram assim R$ 700 milhões.

A notícia oficial da transação, contudo, aconteceu depois do fechamento do mercado, após as companhias terem confirmado durante a manhã desta terça-feira (18) apenas que estavam em negociação, mas sem os termos do acordo.

Já depois do fechamento do mercado, além da confirmação do negócio, mais detalhes foram dados. A Ultrapar confirmou que assinou o contrato por um valor total da venda (EV – enterprise value) de R$ 700 milhões, sujeito a ajustes em razão principalmente das variações de capital de giro e da posição da dívida líquida da Extrafarma na data de fechamento da transação.

A companhia destacou que está em processo de revisão de seu portfólio de negócios, buscando maior complementariedade e sinergias, com investimentos centrados nas oportunidades existentes na cadeia downstream de óleo e gás no Brasil, na qual possui forte escala operacional e conta com vantagens competitivas estruturais, permitindo maior eficiência e potencial de geração de valor. O foco da gestão e a redução da alavancagem são benefícios adicionais da transação para a Ultrapar, apontou.

Já a Pague Menos destacou que a combinação com a Extrafarma acelerará seu plano de expansão, ampliará sua presença nas regiões Norte e Nordeste.

Desta forma, a transação, enquanto beneficia o grupo Ultra por fazer com que ele volte a seus negócios principais, torna a rede de farmácias Pague Menos a segunda maior do país em um setor ainda altamente pulverizado, ficando atrás apenas da RD (RADL3).

Com os números da transação agora confirmados, a avaliação é de que, mesmo sendo uma relação ganha-ganha, a Pague Menos se beneficia mais, pagando relativamente barato pelas lojas da Extrafarma. Cabe ressaltar que, como referência, a Ultrapar pagou R$ 1 bilhão pela rede farmácias em novembro de 2013.

O ânimo com a transação foi visto observando o desempenho de ambas as ações na B3 na sessão desta terça-feira: enquanto PGMN3 disparou em boa parte da sessão e fechou com alta de 9,59% (a R$ 11,77), chegando a saltar 14,5% na máxima do dia, os ganhos de UGPA3 se concentraram durante a manhã, com alta de cerca de 2% na máxima do dia, para depois chegarem a cair 2% na mínima e fechando em baixa de 1,18%, a R$ 20,16.

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Atualmente a terceira maior cadeia de farmácias, a Pague Menos pode elevar em mais de um terço o número de lojas da Pague Menos, a 1.503 unidades, reforçando a sua presença principalmente nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, de acordo com uma das fontes. A Extrafarma possui 402 lojas.

O pagamento da transação será em três parcelas: 50% na data de fechamento e 25% em cada aniversário de um e dois anos do fechamento, com fiança prestada por acionista como garantia para as duas últimas parcelas.

A consumação da transação está sujeita a determinadas condições usuais em negócios desta natureza, incluindo aprovação pelas autoridades concorrenciais brasileiras (Cade) e pela assembleia geral de acionistas da Pague Menos, a ser oportunamente convocada pela empresa compradora, já referendada por seu acionista controlador.

Será concedido, ainda, direito de preferência aos acionistas da Ultrapar que desejarem adquirir ações da Extrafarma, na proporção das respectivas participações no capital social da Ultrapar e pelo mesmo preço por ação a ser pago pela Pague Menos.

Os acionistas da Ultrapar que exercerem tal direito passarão a ser acionistas diretamente da Extrafarma, companhia de capital fechado e sem liquidez. A Ultrapar informou que convocará brevemente uma assembleia geral de acionistas na qual será formalizado o oferecimento do referido direito de preferência, com o detalhamento do procedimento para o seu eventual exercício.

A expectativa é de que o negócio crie sinergias entre R$ 150 milhões e R$ 250 milhões nos próximos três anos para o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) da Pague Menos, principalmente pelo potencial aumento de vendas da Extrafarma, segundo uma das fontes ouvidas pela agência.

Vantagens para a Pague Menos

O Bradesco BBI aponta que o valor total de R$ 700 milhões, considerando dívida e caixa (EV), ficaria abaixo da avaliação dos analistas de R$ 1 bilhão. O valuation da transação ficou em 5 vezes o EV sobre Ebitda, o que os analistas consideram barato, especialmente dadas as sinergias esperadas com as fusões e aquisições para a Pague Menos.

Em relatório, a XP destaca que a transação seria positiva para a Pague Menos levando três pontos em consideração. Em primeiro lugar, fortaleceria o posicionamento da companhia  em seu público alvo, uma vez que a Extrafarma foca nas regiões Norte/Nordeste e na classe média expandida, assim como a Pague Menos.

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Ela também protegeria a companhia de um potencial competidor entrando no seu mercado e prejudicando seus resultados.

Os analistas Danniela Eiger, Thiago Suedt e Gustavo Senday, da XP, também apontam o valuation atrativo, com o múltiplo da potencial aquisição abaixo da Pague Menos (em 14,4 vezes a relação entre o valor da empresa e o Ebitda esperado para 2021) e com o valor pago por loja em R$ 1,5 milhão, versus R$ 4,3 milhões para Pague Menos, R$ 19,1 milhões para RD e de R$ 2,4 milhões para d1000 (DMVF3).

Além disso, haveria muito espaço para captura de sinergias, uma vez que a Extrafarma tem enfrentado dificuldades em realizar sua reestruturação, apesar de ter apresentado uma melhora gradual recente. “Nós vemos a Pague Menos como muito melhor posicionada para liderar essa reestruturação (em relação à Ultrapar) dada a sua experiência no setor, público alvo e regiões Norte e Nordeste. Além disso, a companhia conta com diversos executivos experientes que já estiveram envolvidos em transações de fusões e aquisições no setor.

O Bradesco BBI também destaca que, em termos financeiros, a aquisição da Pague Menos parece interessante em cerca do valor de R$ 1,5 milhão por loja, ainda mais sabendo que o valor para a abertura de uma nova loja varia de R$ 1 milhão a R$ 2 milhões.

Contudo, os analistas do BBI apontam que, levando em consideração que as duas têm alta exposição ao Nordeste, espera-se um reequilíbrio do posicionamento das duas marcas, o que pode significar o fechamento de lojas para não haver canibalização entre as marcas.

A XP ainda aponta que há o “risco Cade” (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), dado que as duas companhias possuem uma forte sobreposição das suas operações. O Cade poderia recomendar alguns remédios regionais, apesar dos analistas acreditarem que ele não vetaria a operação dado que as duas companhias somadas ainda ficariam atrás da RD.

Outros dois riscos são apontados pelos analistas. O primeiro é de execução, uma vez que a Extrafarma está passando por um processo de reestruturação há bastante tempo. “Entretanto, a empresa tem apresentado melhora em alguns indicadores, enquanto acreditamos que a experiência da Pague Menos poderia acelerar esse processo. Ainda, dado que a Pague Menos vem entregando a sua própria reestruturação de uma forma bem sucedida, ela já teria uma diretriz a ser seguida”, avaliam Danniela, Suedt e Senday.

O segundo risco seria relacionado ao anterior, de perda de foco na própria reestruturação da Pague Menos, dado que o processo da Extrafarma tomaria tempo e foco para ser entregue. “Porém, esse risco poderia ser mitigado pelo fato de que os dois ativos possuem o mesmo posicionamento e estratégia e, portanto, as iniciativas seriam apenas extrapoladas para a Extrafarma”, avaliam.

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Ao realizarem uma análise de sensibilidade para entender melhor o valor que poderia ser destravado com a potencial transação, os analistas da XP avaliam que ela pode adicionar até R$ 3,50 por ação, assumindo que a companhia capture o topo da estimativa de sinergias. A recomendação atual da XP é de compra para os ativos PGMN3, com preço-alvo de R$ 13 por papel.

Destacando que a Extrafarma busca um “turnaround” de suas ações já faz algum tempo, enquanto a Pague Menos tem tido sucesso em sua própria história de reviravolta para uma empresa semelhante localizada em regiões semelhantes, o Itaú BBA reforça que a Pague Menos pode ter as ferramentas certas para ajudar a Extrafarma em seu caminho de recuperação.

Além disso, a conclusão deste negócio acelera o plano de abertura de lojas da empresa (consolidando 1.507 lojas em 2021 – o que seria alcançado apenas em 2024 de acordo com as estimativas oficiais).

“O negócio parece ser extremamente positivo para a história de investimento da Pague Menos”, destacou o Itaú BBA antes do anúncio da operação, seguindo com recomendação outperform para PGMN3 e o preço-alvo em R$ 13 por ação”, destacam os analistas.

Valuation em questão 

Já no caso da Ultrapar, o Itaú BBA aponta que a venda da Extrafarma é uma notícia positiva por se tratar de uma primeira etapa na redefinição do portfólio do grupo, mas não traz ganhos materiais para o conglomerado em termos de valuation.

A Extrafarma, no contexto da Ultrapar, sempre foi considerada uma “distração” porque a divisão nunca realmente atendeu às expectativas e foi um grande desvio da atividade principal da empresa de distribuição de combustível e gás e fabricante petroquímica. Assim, a venda eliminaria essa distração e marcaria o primeiro movimento efetivo de redefinição do novo portfólio da Ultrapar.

Olhando para o valor do negócio, por outro lado, não traz ganhos, uma vez que os analistas do BBA calculam o valor de mercado de R$ 711 milhões no modelo (caso a transação seja confirmada). Além disso, de uma perspectiva de redução de alavancagem, o impacto também seria imaterial, dado o tamanho da transação e o fato de que os pagamentos serão feitos em parcelas.

Assim, com os valores agora confirmados, a aquisição da Extrafarma é vista como um ótimo negócio para a Pague Menos, mas não tão positiva (apesar de também ser boa) para a Ultrapar.

Ajuste no radar? 

Na contramão, contudo, Gustavo Cruz, estrategista chefe da RB Investimentos, afirma que após a forte alta nesta terça-feira, as ações da Pague Menos podem sofrer um ajuste. Já as ações da Ultrapar, que fecharam em queda, podem apresentar tendência oposta.

“Me surpreende o upside gigante da Pague Menos, porque a Extrafarma não estava trazendo valor nos últimos anos. Ela estava tentando seguir o movimento de abrir uma farmácia em cada esquina, que a RD fez e outros tentaram fazer parecido, mas viram que precisava de algo mais além de ficar só abrindo loja sem lógica”, diz.

Portanto, o estrategista acredita que depois que os investidores digerirem mais a notícia e a euforia com a fusão passar, as ações podem ter um ajuste. Já a Ultrapar pode subir depois que a decepção com a venda da Extrafarma sem prêmio passar e o mercado assimilar que o portfólio da empresa fica mais direcionado.

(com Reuters)

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Pague Menos confirma negociação para a compra da Extrafarma, mas diz que não há negócio fechado; ação PGMN3 salta 14%

SÃO PAULO – Em comunicado de esclarecimento enviado ao mercado na manhã desta terça-feira (18), a Pague Menos (PGMN3) afirmou que está atualmente em negociação para uma potencial transação envolvendo a aquisição da Extrafarma, do conglomerado Ultrapar (UGPA3). Porém, não há, até o presente momento, qualquer contrato vinculante celebrado acerca de uma eventual transação, assim como não há qualquer garantia sobre a efetivação de qualquer negócio entre a companhia e a Extrafama.

“A companhia comunicou que manterá seus acionistas e o mercado em geral informados sobre o assunto, colocando-se à disposição para prestar quaisquer esclarecimentos adicionais que se façam necessários”, destacou. A Ultrapar também enviou comunicado na mesma linha, apontando que não há garantia sobre potencial efetivação da venda e que manterá seus acionistas e o mercado em geral informados sobre quaisquer desdobramentos.

Ultrapar e Pague Menos não deram mais detalhes sobre o negócio nos comunicados que confirmaram as tratativas.

O esclarecimento vem após a notícia da Reuters, citando duas fontes, que aponta que a rede de varejo farmacêutico Pague Menos teria fechado na noite de segunda-feira (17) a compra da rival Extrafarma por R$ 600 milhões.

Em meio à notícia de confirmação das negociações, as ações PGMN3 saltam na Bolsa. Às 10h38 (horário de Brasília), a alta era de 13,78%, a R$ 12,17. A Ultrapar, por sua vez, tem alta bem mais tímida dos ativos, de 1,57%, a R$ 20,72.

Se confirmada a transação, a Pague Menos se torna a segunda maior varejista de drogarias no país, ficando atrás apenas da RD (RADL3). A Pague Menos é atualmente a terceira maior cadeia de farmácias.

A compra da Extrafarma pode elevar em mais de um terço o número de lojas da Pague Menos, a 1.503 unidades, reforçando a sua presença principalmente nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, de acordo com uma das fontes. A Extrafarma possui 402 lojas.

A Pague Menos, que tem como investidor a gestora de private equity General Atlantic, pagará R$ 300 milhões para a Ultrapar quando o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) der o sinal verde ao negócio. De acordo com informações da Reuters, o restante seria pago nos próximos dois anos, em duas parcelas iguais. Considerando dívida e caixa, o valor total da Extrafarma foi fixado em R$ 700 milhões.

A expectativa é de que o negócio crie sinergias entre R$ 150 milhões e R$ 250 milhões nos próximos três anos para o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) da Pague Menos, principalmente pelo potencial aumento de vendas da Extrafarma, segundo uma das fontes ouvidas pela agência.

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A Ultrapar decidiu vender a Extrafarma em meio a uma grande reorganização de seu portfólio, com o objetivo de se concentrar no setor de óleo e gás.

De acordo com o Credit Suisse, para a Ultrapar, a transação é marginalmente positiva. O valor da operação por si só não é muito significativo (cerca de 2,5% do valor de mercado), mas a venda está estrategicamente alinhada com a reestruturação do portfólio da Ultrapar.

O Bradesco BBI aponta que o valor total de R$ 700 milhões, considerando dívida e caixa (EV), ficaria abaixo da avaliação dos analistas de R$ 1 bilhão. O valuation da transação ficou em 5 vezes o EV sobre Ebitda, o que os analistas consideram barato, especialmente dadas as sinergias esperadas com as fusões e aquisições para a Pague Menos.

O Itaú BBA aponta que, se a venda se materializar, essa será uma notícia positiva por se tratar de uma primeira etapa na redefinição do portfólio da Ultrapar, mas não traz ganhos materiais para o conglomerado em termos de valuation.

A Extrafarma, no contexto da Ultrapar, sempre foi considerada uma distração porque a divisão nunca realmente atendeu às expectativas e foi um grande desvio da atividade principal da empresa de distribuição de combustível e gás e fabricante petroquímica. Assim, a venda eliminaria essa distração e marcaria o primeiro movimento efetivo de redefinição do novo portfólio da Ultrapar

Olhando para o valor do negócio, por outro lado, não traz ganhos, uma vez que os analistas do BBA calculam o valor de mercado de R$ 711 milhões no modelo. Além disso, de uma perspectiva de redução de alavancagem, o impacto também seria imaterial, dado o tamanho da transação e o fato de que os pagamentos serão feitos em parcelas.

Já para a Pague Menos, a aquisição parece interessante na avaliação do BBI. “Porém, levando em consideração que as duas têm alta exposição ao Nordeste, esperamos um reequilíbrio do posicionamento das duas marcas, o que pode significar o fechamento de lojas para não haver canibalização entre as marcas. Por fim, em termos financeiros, levando-se em conta que a Pague Menos teria desembolsado cerca de R $ 1,5 milhão por loja, pareceu um preço interessante sabendo que a abertura de uma nova loja varia de R$ 1 milhão a R$ 2 milhões”, destacaram os analistas.

(com Reuters)

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