Ação da Sabesp tem baixa de mais de 3% após salto de sexta; Vale cai com minério, Petrobras e PetroRio sobem com petróleo

SÃO PAULO – As ações da Sabesp (SBSP3) são destaque de queda, com baixa de mais de 3%, após a disparada de mais de 10% na sexta-feira.

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou no sábado que a Sabesp será preparada para ser privatizada nos próximos anos, e que o governo não realizará nada de forma precipitada. Ele comentou as declarações do recém-nomeado secretário de Projetos e Ações Estratégicas de São Paulo, o deputado federal Rodrigo Maia (sem partido-RJ), sobre a privatização da companhia, ressaltando que a privatização da companhia de saneamento é um projeto de “longo prazo”, não de curto prazo.

Os ativos da Vale (VALE3) tem queda de cerca de 1% em uma nova sessão de baixa para o minério de ferro, mas as ações de siderúrgicas avançam, com destaque para Usiminas (USIM5). Em relatório, o Credit Suisse destacou preferir Usiminas e CSN a ações de mineradoras no momento.

Papéis de petroleiras também avançam, com destaque para a alta de cerca de 3% de PetroRio (PRIO3), enquanto Petrobras (PETR3;[PETR4]) sobe mais de 1%. Os preços do petróleo saltavam 3% nesta segunda-feira, recuperando-se de uma sequência de sete dias de perdas, apoiados pela desvalorização do dólar, apesar das preocupações de demanda causadas pelo aumento no número de casos da variante Delta do coronavírus.

Já as ações da Azul (AZUL4) seguem com ganhos nesta segunda-feira (23) após a alta de 2,67% na última sexta-feira (20). A alta foi motivada após a notícia do jornal americano Wall Street Journal, citando fontes, de que a Azul tem conversado com credores para comprar as operações da rival Latam no Brasil.

De acordo com a publicação, a Azul estaria aberta para comprar a empresa inteira e depois vender operações em outros países. A empresa brasileira também estaria aberta a uma possível joint venture com a Latam para complementar seus negócios atuais no Brasil, conforme as fontes do jornal. Veja mais clicando aqui. 

Confira os destaques:

A Alliar informou que acordo de acionistas agora representa 50,46% das ações da empresa, com mais acionistas aderindo ao acordo.

Vale (VALE3), siderúrgicas e minério de ferro

O contrato mais negociado do minério de ferro em Dalian, para janeiro de 2022, fechou em queda de 1,1%, a 757 iuanes/tonelada, girando em torno de uma mínima de sete meses e meio, à medida que os controles de produção de aço e as restrições causadas pela Covid-19 na China pesam sobre o entusiasmo do mercado.

PUBLICIDADE

Na bolsa de Cingapura, o contrato mais ativo do minério de ferro, para setembro, recuava 1,5%, a 136,60 dólares a tonelada.

“A perspectiva de menor produção dos altos-fornos no segundo semestre de 2021 frente ao primeiro agora é uma realidade, embora os embarques de minério de ferro da Austrália continuem decepcionando”, disse Atilla Widnell, diretor-gerente da Navigate Commodities, que mantém um alvo de médio prazo de US$ 140 a US$ 170 a tonelada (CFR) para entrega à China.

Já os contratos futuros do coque e do carvão metalúrgico negociados na China atingiram nesta segunda-feira seus limites diários de alta de 8% e renovaram máximas recordes, à medida que rumores de mercado sobre uma suspensão das importações de carvão da Mongólia em função da pandemia de Covid-19 alimentaram temores de uma oferta mais restrita das matérias-primas siderúrgicas.

Os contratos mais negociados do carvão coque e do coque na bolsa de commodities de Dalian, para janeiro de 2022, escalaram máximas de 2.421 iuanes (US$ 373,01) por tonelada e 3.053,50 iuanes por tonelada, respectivamente.

A EZTec informou na sexta-feira que seu conselho de administração aprovou um programa de recompra de até 5.035.897 ações.

O programa tem prazo de até seis meses, terminando em 23 de fevereiro de 2022. O montante referido equivale a cerca de 5% das ações da companhia em circulação no mercado.

BR Properties (BRPR3)

A BR Properties comunicou ter encerrado seu plano de recompra de ações. Ela obteve 99,95% dos ativos que havia se proposto a comprar, sendo adquiridas 10.994.600 ações por R$ 94,888 milhões, com o custo médio por ação de R$ 8,63.

A Movida, por sua vez, aprovou programa de recompra de até 12.335.379 ações.

PUBLICIDADE

Uma unidade da Minerva Foods  em Palmeira de Goiás (GO) foi alvo de busca e apreensão pela Polícia Federal (PF) dentro da Operação A Posteriori, que apura supostas irregularidades de auditores fiscais federais agropecuários no período de 2018 a 2019, informou a companhia na sexta-feira.

Segundo a empresa, o procedimento, realizado na quinta, teve cooperação dos colaboradores da Minerva e a planta mantém suas atividades regulares.  “Não existe indiciamento ou denúncia contra a companhia, contra seus administradores ou qualquer de seus empregados ou colaboradores no âmbito da operação”, disse em comunicado.

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou no sábado que a Sabesp será preparada para ser privatizada nos próximos anos, e que o governo não realizará nada de forma precipitada.

Ao comentar declarações do recém-nomeado secretário de Projetos e Ações Estratégicas de São Paulo, o deputado federal Rodrigo Maia (sem partido-RJ), sobre a privatização da Sabesp, Doria ressaltou que a privatização da companhia de saneamento é um projeto de “longo prazo”, não de curto prazo.

“Nosso governo é desestatizante… A Sabesp já é de capital aberto, cotada em bolsa, com performance muito boa e bem administrada. Ao longo dos próximos anos, ela vai ser preparada evidentemente para um programa de privatização, mas não faremos isso de forma precipitada”, comentou Doria a jornalistas, no Rio de Janeiro. As declarações de Maia fizeram disparar as ações da Sabesp na sexta-feira.

A Braskem comunicou que não tem conhecimento sobre a realização de uma oferta pública de ações da companhia como uma possível estratégia de saída dos acionistas, em esclarecimento após notícia da Coluna do Broadcast.

A empresa diz que “não é parte de eventuais discussões de seus acionistas sobre a venda das suas participações acionárias”, segundo comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), como esclarecimento de notícia veiculada na mídia.

Recomendações 

O Morgan Stanley iniciou a cobertura para as ações da Smart Fit com recomendação overweight (exposição acima da média do mercado) e preço-alvo de R$ 32, uma alta de 15% em relação ao fechamento de sexta-feira (20).

PUBLICIDADE

O banco diz que a rede está posicionada para consolidar um mercado enfraquecido pela Covid, com uma histórico de crescimento e gestão fortes. Segundo o banco, a SmartFit está presente em 13 países, com 981 pontos, principalmente no Brasil, no México e na Colômbia, com 12% de participação do mercado na América Latina. Mundialmente, é quarta maior empresa de academias, e a maior fora dos Estados Unidos, diz o banco. Em 2010, a empresa tinha menos de 1% do mercado da América Latina, e o crescimento se deu principalmente com a abertura de lojas próprias, mas também com franquias. Apenas 6 unidades foram fechadas desde a fundação.

O banco diz que fusões e aquisições deverão impulsionar a empresa e vê uma taxa de crescimento anual composta de lojas próprias (CAGR em inglês) de 17% para o período entre 2019 e 2023.

Na última sexta, o  InfoMoney conversou com Edgard Corona, fundador e CEO do negócio, sobre o caminho até a oferta pública inicial de ações; o impacto da pandemia nos negócios; e planos após o IPO. Confira clicando no link a seguir. 

Já o Bradesco BBI iniciou cobertura para CBA (CBAV3) com recomendação outperform (desempenho acima da média do mercado) e preço-alvo de R$ 19, ou alta de 73% em relação ao fechamento de sexta.

O banco diz que a tese de investimento na empresa se baseia em custo baixo de energia renovável e da bauxita, boas tendências globais de descarbonização, crescimento de projetos de crescimento com baixo custo e uma perspectiva positiva para os preços do alumínio.

O banco diz que prevê que o preço do alumínio chegue a US$ 2.500 por tonelada em 2022; e a US$ 2.300 por tonelada em 2023, enxergando tendências estruturais sólidas por conta de demanda de veículos elétricos, substituição do plástico, projetos de energia renovável, prédios “verdes” e com estrutura mais leve e exigências de descarbonização, que elevam custos e pressionam a produção.

O banco também diz que enxerga preços com desconto injustificado em relação a outras empresas do setor. Entre os riscos, o banco cita a possibilidade de custos de alumínio mais baixos do que o esperado, o que poderia ocorrer se a demanda da China não correspondesse à expectativa ou se a economia do Brasil piorasse.

O BBI também iniciou a cobertura para a ação do Banco Pan (BPAN4), com recomendação outperform (perspectiva de valorização acima da média do mercado) e preço-alvo de R$ 26 para 2022  para os papéis BPAN4, potencial de alta de 35% em relação ao fechamento de sexta.

Os analistas do banco destacam visão positiva por conta do ecossistema que vem sendo construído pelo Banco Pan para produtos e clientes, a existência de um mercado relevante para seus serviços no Brasil, com 138 milhões de clientes e R$ 1,2 trilhão em empréstimos para uma população ainda não plenamente servida; forte número crescimento em número de clientes, com mais de 40 mil adições diárias no segundo trimestre; expectativa de crescimento acima da média de rendimento, com expectativa de taxa anual de crescimento composto (CAGR na sigla em inglês) para o período entre 2021 e 2023 de 35%, frente a 10% em média para os bancos sob cobertura do Bradesco.

Itaúsa (ITSA4), Itaú (ITUB4) e XP

A Itaúsa, em continuidade as notícias sobre o investimento do Itaú na XP, informou que as assembleias gerais extraordinárias – com o objetivo de deliberar sobre a incorporação das companhias – ocorrerão em 1º de outubro.

Considerando a fixação da data das AGEs e o cancelamento das ações de emissão da XPart em tesouraria, a relação de troca final será de 43,3128323 ações de emissão da XPart por 1 ação classe A da XP, ou 1 BDR por 1 ação também classe A. Aprovada a incorporação, a Itaúsa passará a ser detentora de 15,07% do capital total da XP e 4,74% de seu capital votante.

IPOs

A empresa de cibersegurança ISH Tech, com sede em Vitória, pediu registro para uma oferta inicial de ações (IPO na sigla em inglês) em busca de recursos para financiar seu crescimento orgânico e via aquisições, além de investir em pesquisa. A empresa foi fundada em 1996 como consultoria em TI.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

Curso gratuito ensina a ter consistência na bolsa para ganhar e rentabilizar capital. Participe!

Programas de recompra de Movida, EzTec e BR Properties; noticiário sobre Sabesp, nova queda do minério, recomendações e mais destaques

SÃO PAULO – No radar corporativo, a EZTec informou na sexta-feira que seu conselho de administração aprovou um programa de recompra de até 5.035.897 ações. A Movida, por sua vez, aprovou programa de recompra de até 12.335.379 ações. Já a BR Properties comunicou ter encerrado seu plano de recompra de ações.

Já o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou no sábado que a Sabesp será preparada para ser privatizada nos próximos anos, e que o governo não realizará nada de forma precipitada. Ainda no radar, bancos iniciaram cobertura para CBA e Smart Fit. Confira os destaques:

A Alliar informou que acordo de acionistas agora representa 50,46% das ações da empresa, com mais acionistas aderindo ao acordo.

Vale (VALE3), siderúrgicas e minério de ferro

O contrato mais negociado do minério de ferro em Dalian, para janeiro de 2022, fechou em queda de 1,1%, a 757 iuanes/tonelada, girando em torno de uma mínima de sete meses e meio, à medida que os controles de produção de aço e as restrições causadas pela Covid-19 na China pesam sobre o entusiasmo do mercado.

Na bolsa de Cingapura, o contrato mais ativo do minério de ferro, para setembro, recuava 1,5%, a 136,60 dólares a tonelada.

“A perspectiva de menor produção dos altos-fornos no segundo semestre de 2021 frente ao primeiro agora é uma realidade, embora os embarques de minério de ferro da Austrália continuem decepcionando”, disse Atilla Widnell, diretor-gerente da Navigate Commodities, que mantém um alvo de médio prazo de US$ 140 a US$ 170 a tonelada (CFR) para entrega à China.

Já os contratos futuros do coque e do carvão metalúrgico negociados na China atingiram nesta segunda-feira seus limites diários de alta de 8% e renovaram máximas recordes, à medida que rumores de mercado sobre uma suspensão das importações de carvão da Mongólia em função da pandemia de Covid-19 alimentaram temores de uma oferta mais restrita das matérias-primas siderúrgicas.

Os contratos mais negociados do carvão coque e do coque na bolsa de commodities de Dalian, para janeiro de 2022, escalaram máximas de 2.421 iuanes (US$ 373,01) por tonelada e 3.053,50 iuanes por tonelada, respectivamente.

A EZTec informou na sexta-feira que seu conselho de administração aprovou um programa de recompra de até 5.035.897 ações.

PUBLICIDADE

O programa tem prazo de até seis meses, terminando em 23 de fevereiro de 2022. O montante referido equivale a cerca de 5% das ações da companhia em circulação no mercado.

BR Properties (BRPR3)

A BR Properties comunicou ter encerrado seu plano de recompra de ações. Ela obteve 99,95% dos ativos que havia se proposto a comprar, sendo adquiridas 10.994.600 ações por R$ 94,888 milhões, com o custo médio por ação de R$ 8,63.

Uma unidade da Minerva Foods  em Palmeira de Goiás (GO) foi alvo de busca e apreensão pela Polícia Federal (PF) dentro da Operação A Posteriori, que apura supostas irregularidades de auditores fiscais federais agropecuários no período de 2018 a 2019, informou a companhia na sexta-feira.

Segundo a empresa, o procedimento, realizado na quinta, teve cooperação dos colaboradores da Minerva e a planta mantém suas atividades regulares.  “Não existe indiciamento ou denúncia contra a companhia, contra seus administradores ou qualquer de seus empregados ou colaboradores no âmbito da operação”, disse em comunicado.

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou no sábado que a Sabesp será preparada para ser privatizada nos próximos anos, e que o governo não realizará nada de forma precipitada.

Ao comentar declarações do recém-nomeado secretário de Projetos e Ações Estratégicas de São Paulo, o deputado federal Rodrigo Maia (sem partido-RJ), sobre a privatização da Sabesp, Doria ressaltou que a privatização da companhia de saneamento é um projeto de “longo prazo”, não de curto prazo.

“Nosso governo é desestatizante… A Sabesp já é de capital aberto, cotada em bolsa, com performance muito boa e bem administrada. Ao longo dos próximos anos, ela vai ser preparada evidentemente para um programa de privatização, mas não faremos isso de forma precipitada”, comentou Doria a jornalistas, no Rio de Janeiro. As declarações de Maia fizeram disparar as ações da Sabesp na sexta-feira.

A Braskem comunicou que não tem conhecimento sobre a realização de uma oferta pública de ações da companhia como uma possível estratégia de saída dos acionistas, em esclarecimento após notícia da Coluna do Broadcast.

PUBLICIDADE

A empresa diz que “não é parte de eventuais discussões de seus acionistas sobre a venda das suas participações acionárias”, segundo comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), como esclarecimento de notícia veiculada na mídia.

Recomendações 

O Morgan Stanley iniciou a cobertura para as ações da Smart Fit com recomendação overweight (exposição acima da média do mercado) e preço-alvo de R$ 32, uma alta de 15% em relação ao fechamento de sexta-feira (20).

Na última sexta, o  InfoMoney conversou com Edgard Corona, fundador e CEO do negócio, sobre o caminho até a oferta pública inicial de ações; o impacto da pandemia nos negócios; e planos após o IPO. Confira clicando no link a seguir. 

Já o Bradesco BBI iniciou cobertura para CBA (CBAV3) com recomendação outperform (desempenho acima da média do mercado) e preço-alvo de R$ 19, ou alta de 73% em relação ao fechamento de sexta.

O BBI também iniciou a cobertura para a ação do Banco Pan (BPAN4), com recomendação outperform (perspectiva de valorização acima da média do mercado) e preço-alvo de R$ 26 para 2022  para os papéis BPAN4, potencial de alta de 35% em relação ao fechamento de sexta.

Os analistas do banco destacam visão positiva por conta do ecossistema que vem sendo construído pelo Banco Pan para produtos e clientes, a existência de um mercado relevante para seus serviços no Brasil, com 138 milhões de clientes e R$ 1,2 trilhão em empréstimos para uma população ainda não plenamente servida; forte número crescimento em número de clientes, com mais de 40 mil adições diárias no segundo trimestre; expectativa de crescimento acima da média de rendimento, com expectativa de taxa anual de crescimento composto (CAGR na sigla em inglês) para o período entre 2021 e 2023 de 35%, frente a 10% em média para os bancos sob cobertura do Bradesco.

Itaúsa (ITSA4), Itaú (ITUB4) e XP

A Itaúsa, em continuidade as notícias sobre o investimento do Itaú na XP, informou que as assembleias gerais extraordinárias – com o objetivo de deliberar sobre a incorporação das companhias – ocorrerão em 1º de outubro.

Considerando a fixação da data das AGEs e o cancelamento das ações de emissão da XPart em tesouraria, a relação de troca final será de 43,3128323 ações de emissão da XPart por 1 ação classe A da XP, ou 1 BDR por 1 ação também classe A. Aprovada a incorporação, a Itaúsa passará a ser detentora de 15,07% do capital total da XP e 4,74% de seu capital votante.

IPOs

PUBLICIDADE

A empresa de cibersegurança ISH Tech, com sede em Vitória, pediu registro para uma oferta inicial de ações (IPO na sigla em inglês) em busca de recursos para financiar seu crescimento orgânico e via aquisições, além de investir em pesquisa. A empresa foi fundada em 1996 como consultoria em TI.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

Curso gratuito ensina a ter consistência na bolsa para ganhar e rentabilizar capital. Participe!

Ações da Petrobras fecham estáveis apesar de queda do petróleo; Renner cai quase 1% e BK Brasil sobe 4,8%

(Crédito: Shutterstock)

SÃO PAULO – Em mais um dia de virada do mercado, as ações da Petrobras (PETR3, R$ 27,15, -0,04%; PETR4, R$ 26,60, -0,15%) amenizaram as perdas, ainda fechando no negativo, seguindo o movimento de queda no mercado de petróleo, com os contratos do WTI e do brent caindo mais de 2% em uma semana negativa para a commodity, com os investidores repercutindo o impacto da variante delta do coronavírus na demanda por combustíveis.

A Vale (VALE3, R$ 97,55, +0,04%), por sua vez, conseguiu fechar em alta, ainda que praticamente estável, após o tombo de quase 6% da véspera com a derrocada do minério.

O contrato futuro mais negociado na Bolsa de Dalian, na China, após a derrocada de mais 7% na véspera (e que fez a ação da Vale cair mais de 5%), ficou próximo à estabilidade, com leve alta de 0,26%. Já o contrato futuro da commodity negociado em Singapura subiu 5,9%, a US$ 138,30 a tonelada nesta sexta-feira na sequência de uma queda de 12% na véspera, mas segue no nível mais baixo desde dezembro.

Ainda no radar, as ações da Lojas Renner (LREN3, R$ 39,20, -0,63%) caíram. No final da tarde de ontem, a varejista informou que sofreu um ataque cibernético em seu ambiente de tecnologia na quinta-feira, que provocou indisponibilidade em parte de seus sistemas.

As ações do BK Brasil(BKBR3, R$ 9,32, +4,84%), por sua vez, avançaram cerca de 5%. A ação teve a recomendação elevada para equivalente à compra pelo BBA.

Enquanto isso, os papéis da Sabesp (SBSP3) saltaram mais de 10% após o ex-presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia (sem partido) falar em sua posse como novo secretário de Projetos e Ações Estratégicas do governo de São Paulo que uma das prioridades de sua gestão é organizar a concessão ou privatização da empresa de saneamento.

“Acho que é uma coisa simbólica [a privatização da Sabesp]. Organizar a privatização, a concessão, deixar isso organizado até o final da minha gestão junto com o governador Doria e o vice-governador Rodrigo Garcia será uma marca importante da minha gestão”, afirmou em resposta a jornalistas.

Confira os destaques abaixo:

Braskem (BRKM5, R$ 58,58, +1,95%)

Segundo a coluna do Broad, a venda da fatia da Novonor (antiga Odebrecht) na Braskem, deve ser postergada. A princípio, a ideia era concretizar o negócio este ano para aproveitar a alta no ciclo da petroquímica e das commodities – uma vez que não é certeza que o patamar se mantenha por mais tempo.

PUBLICIDADE

Leia também: Oferta de ações da Braskem volta à mesa para saída de acionistas

Quando o plano de recuperação judicial da então Odebrecht foi desenhado, a expectativa era de que o grupo levantasse R$ 18 bilhões com sua parte, que equivale a 50,1% do capital votante e 38,3% do capital total da empresa. Graças ao ciclo positivo do setor e ao enquadramento dos problemas em suas operações em Alagoas e no México, a Braskem vale hoje mais de R$ 40 bilhões em Bolsa.

Gerdau (GGBR4, R$ 27,65, -0,14%)

O Conselho de Administração da Gerdau aprovou a reorganização de subsidiárias no México, informou a companhia em comunicado ao mercado.

A reestruturação envolve a subsidiária Sidertúl e as suas sociedades Aceros Corsa e Gerdau Corsa – estas em parceria com o Grupo Córdova. As três companhias, todas localizadas no México, se fundirão e se tornarão uma só.

Para isso, o Grupo Córdova comprará 16,84% do capital da Sidertúl por US$ 32,5 milhões, equalizando sua participação nesta empresa com aquilo que possui nas demais. Após isso, a Gerdau aumentará de 70% para 75% sua participação na companhia resultante, que herdará o nome Gerdau Corsa.

Lojas Renner (LREN3, R$ 39,20, -0,63%)

No final da tarde da véspera, a varejista Lojas Renner informou que sofreu um ataque cibernético em seu ambiente de tecnologia na quinta-feira, que provocou indisponibilidade em parte de seus sistemas.

A Lojas Renner informou nesta manhã que as equipes continuam trabalhando para restabelecer o e-commerce em breve. A empresa destaca que todas as lojas físicas continuam abertas e operando, em atualização do comunicado divulgado anteriormente. Afirma ainda que os principais bancos de dados permanecem preservados.

No documento, a empresa diz que continua atuando de forma diligente para mitigar os efeitos causados. “As equipes permanecem mobilizadas, executando o plano de proteção e recuperação, com todos seus protocolos de controle e segurança e trabalhando para restabelecer todas as operações da companhia”.

PUBLICIDADE

No comunicado lançado ontem, a Lojas Renner ressaltou que faz uso de tecnologias e padrões rígidos de segurança, e que continuará aprimorando sua infraestrutura para incorporar cada vez mais protocolos de proteção de dados e sistemas.

O Itaú BBA avaliou as informações sobre os ataques à Lojas Renner como marginalmente negativos. O banco destaca que não é a primeira vez que uma empresa sob sua cobertura foi alvo de um ciberataque, e diz que as empresas que passaram pelo problema foram capazes de normalizar suas operações rapidamente, sem grandes danos operacionais. O banco diz esperar que o mesmo ocorra no caso na Renner. O Itaú mantém recomendação outperform (perspectiva de valorização acima da média do mercado) para a Lojas Renner, e preço-alvo para 2022 de R$ 51, frente à cotação de fechamento de quinta de R$ 39,45.

JBS (JBSS3, R$ 31,71, +0,96%)

A Pilgrim’s Pride, controlada da JBS nos Estados Unidos, informou que precificou uma oferta de US$ 900 milhões em notas sênior não garantidas com vencimento em 2032. 

De acordo com comunicado da empresa, os títulos serão emitidos a 100% do valor principal agregado e terão rendimento de 3,5%. Devido à demanda significativa, o montante da emissão foi elevado de US$ 750 milhões iniciais. A venda das notas deve ser concluída em 2 de setembro.

Embraer (EMBR3, R$ 19,87, +1,58%)

A Embraer informou que está ampliando sua rede de suporte na região Nordeste dos Estados Unidos com a adição de novos serviços em Centros de Serviços Autorizados da Embraer (EASC). A Empresa concedeu a três centros a capacidade de aumentar as possibilidades para atender mais modelos de jatos executivos da Embraer.

Em nota, o diretor Global de MRO da Embraer Serviços & Suporte Frank Stevens destaca que com o crescimento da frota de jatos executivos da Embraer nos Estados Unidos, a empresa está reforçando a rede de serviços para melhor atender os clientes na região. “As três instalações oferecerão excelentes opções a esses clientes para manutenção programada e não programada, troca de componentes e peças e inspeções com diferentes níveis de complexidade”, afirma.

À Hawthorne Global Aviation Services, LLC, localizada no Aeroporto MacArthur de Long Island, em Nova York, foi outorgada a capacidade de adicionar a manutenção de aeronaves com inclusão dos jatos Phenom 100, Phenom 300, Legacy 450 e Legacy 500, além do Praetor 500 e o Praetor 600, ampliando assim suas atuais capacidades de manutenção para servir os jatos Legacy 600 e Legacy 650.

BRF (BRFS3, R$ 23,75, +0,68%)

O Conselho de Administração da BRF, uma das maiores companhias de alimentos do Brasil, aprovou uma Política de Compra Sustentável de Grãos, conforme ata de reunião do colegiado divulgada na quinta-feira. A aprovação atende o plano Visão 2030 da BRF e o compromisso de rastreabilidade assumido pela empresa em dezembro de 2020, segundo a ata, que não trouxe mais detalhes.

Vibra Energia (BRDT3, R$ 26,10, +0,12%)

PUBLICIDADE

A BR Distribuidora  passa a se chamar Vibra Energia, mas manterá a atual identidade visual e o símbolo BR em sua rede de 8,3 mil postos de combustíveis em todo o Brasil, além de manter outras marcas de produtos e serviços, conforme comunicado enviado pela empresa ao mercado nesta quinta-feira. O movimento ocorre após a Petrobras (PETR3;PETR4) ter vendido sua fatia remanescente na maior distribuidora de combustíveis do país, no fim de junho. Veja mais clicando aqui. 

Alliar (AALR3, R$ 14,50, +11,03%) e Rede D’Or (RDOR3, R$ 75,70, +3,05%)

A empresa de diagnósticos médicos Alliar AALR3.SA disse nesta sexta-feira que acionistas com 50,192% da empresa assinaram um acordo de acionistas um dia depois de fundos de investimento ligados ao empresário Nelson Tanure comprarem cerca de 26% da companhia. (Full Story)

A ação de Tanure, anunciada na quinta-feira, complica uma proposta de aquisição feita pela rede de hospitais Rede D’Or. A assessoria de comunicação de Tanure disse que ele não fazia parte do acordo de acionistas de sexta-feira.

Já no radar da Rede D’Or, a companhia anunciou a compra dos 20% de participação remanescentes do Hospital Aliança, localizado em Salvador (BA), por R$ 350 milhões.

Somando-se os valores, a Rede D’Or pagou R$ 1,150 bilhão pelo ativo. A aquisição foi feita pela afiliada Hospital Esperança S.A. Segundo fato relevante, a previsão de receita para o Hospital Aliança em 2022 é de R$ 700 milhões.

CVC (CVCB3, R$ 19,83, +3,82%)

A CVC  teve seu rating elevado de brB para brBB pela agência de classificação de risco Standard & Poor’s.

Arco Educação (ARCE: Nasdaq) 

A Arco Educação teve prejuízo de R$ 20 milhões no segundo trimestre de 2021, ante lucro de R$ 16,3 milhões registrado no mesmo período de 2020. No critério ajustado, o resultado trimestral foi positivo em R$ 36,4 milhões.

Já a receita da empresa cresceu 9,1%, para R$ 256 milhões.

O Credit Suisse reforçou sua visão otimista para a Arco , citando indicadores positivos para o valor do contrato anual (ACV na sigla em inglês), que dão suporte a sua visão positiva sobre a empresa. O banco diz esperar que a companhia volte a um nível de crescimento orgânico de cerca de 20%, o que representaria uma forte aceleração em relação ao dígito único observado em 2021.

O banco diz que a continuidade da vacinação e a volta de aulas presenciais devem dar suporte a um bom segundo semestre em termos de novas vendas. O banco diz avaliar que as ações são negociadas em um nível atrativo, de 27 vezes a relação entre preço e rendimentos (P/E em inglês) em 2021, e 20 vezes em 2022. O banco mantém avaliação outperform e preço-alvo de US$ 46, frente à cotação de US$ 26,27 dos papéis ARCE na quinta na Nasdaq.

Burger King Brasil (BKBR3, R$ 9,32, +4,84%)

Após a correção recente de preços do Burger King Brasil, o Itaú BBA atualizou a sua nota para a empresa de market perform (perspectiva de valorização dentro da média do mercado) para outperform (acima da média), avaliando que a valoração é atrativa. O banco diz que, com o nível atual de valoração, vê com menos ressalvas a perspectiva de diluição de curto prazo com a compra da DPB. O preço-alvo para 2022 indicado pelo Itaú é R$ 12,5, frente à cotação de quinta de R$ 8,89.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

Curso gratuito ensina a ter consistência na bolsa para ganhar e rentabilizar capital. Participe!

Perdas recordes do minério de ferro trazem presságio de ainda mais volatilidade para o setor

(Bloomberg) — O forte colapso das cotações do minério de ferro pressagia mais volatilidade em meio ao cenário de uma política complexa na China e recuperação desigual da demanda global.

Antes uma das commodities mais procuradas no boom de matérias-primas este ano, o minério de ferro rapidamente se tornou uma das mais voláteis. As perdas de cinco semanas nos contratos futuros e a queda de 14% no mercado à vista na quinta-feira levaram a uma baixa de 40% desde o recorde de maio, sob o impacto das medidas da China para controlar a produção de aço e reduzir a poluição.

A atenção agora se volta para um cenário incerto sobre o consumo, o que reforça a perspectiva de oscilações mais fortes e de curto prazo. A demanda da China dá sinais de desaceleração, embora com crescentes expectativas de que as autoridades possam recorrer à infraestrutura para ajudar a sustentar a economia. E o aumento dos casos de Covid-19 pesa sobre o crescimento em muitos países.

O minério à vista de referência, com teor de 62% de ferro, despencou 14% na quinta-feira, a maior queda já registrada. Os futuros em Singapura subiram 5,9%, para US$ 138,30 a tonelada na sexta-feira, após a queda de 12% na sessão anterior, mas permanecem perto do menor nível desde dezembro.

“Estamos extremamente otimistas em relação a esses níveis, dada a expectativa de recuperação da demanda por aço quando a China superar o atual surto de Covid”, disse Atilla Widnell, diretor-gerente da Navigate Commodities. “Vemos um forte suporte para o minério de ferro a US$ 140 a tonelada e, na verdade, parece incrivelmente sobrevendido.”

O mercado tem sido afetado por políticas às vezes conflitantes da China. Autoridades recorreram ao estímulo para recuperar a economia, o que impulsionou a demanda por commodities essenciais para infraestrutura e mercado imobiliário. Ao mesmo tempo, buscaram cortar a produção de aço, e expectativas de restrições levaram usinas a concentrar a produção no primeiro semestre.

Leia também: 

Da disparada à forte queda, o que esperar para as ações de Vale, CSN Mineração e siderúrgicas com o “novo cenário” para o minério?

Isso levou rapidamente o minério de ferro e o aço a níveis recordes, e pressões inflacionárias resultaram em controles sobre a especulação com commodities, crédito mais restrito e cortes dos gastos em construção.

PUBLICIDADE

Observadores do mercado agora tentam medir até que ponto esse consumo mais baixo se reflete nos preços. O Morgan Stanley disse que o minério de ferro pode cair ainda mais devido à fraca demanda de aço da China, enquanto Tomas Gutierrez, analista da Kallanish Commodities, acredita que o minério está perto de um piso e um segundo semestre fraco está precificado.

Desaceleração

Ainda assim, o crescimento irregular pode sustentar a demanda por minério de ferro além do segundo semestre, se forem necessárias medidas para impulsionar a economia. A economia da China se desacelerou mais do que o esperado em julho, uma vez que os surtos causados pela variante delta trouxeram novos riscos à recuperação e aumentaram o otimismo de que o país possa recorrer a mais estímulos monetários e fiscais para evitar um desaquecimento mais acentuado.

“A demanda por aço vai se enfraquecer no segundo semestre, juntamente com uma desaceleração do setor imobiliário, mas é improvável que haja uma grande queda, já que o país se comprometeu a aumentar o investimento em infraestrutura para compensar os possíveis riscos econômicos”, disse Xu Xiangchun, que cobre o setor há mais de 30 anos e é diretor de informações da consultoria Mysteel Global.

Também há restrições de oferta de longo prazo que devem apoiar o minério de ferro. A Vale busca recuperar a produção desde o desastre da barragem de Brumadinho há mais de dois anos, enquanto a gigante australiana Rio Tinto disse que tem sido difícil acompanhar a demanda.

“Os preços agora caíram para um nível sustentável”, disse Rohan Kendall, chefe de pesquisa de minério de ferro da Wood Mackenzie. “O mercado de minério de ferro permanece suscetível a interrupções de oferta, e aumentos de curto prazo no preço do minério de ferro são prováveis.”

Quer atingir de uma vez por todas a consistência na Bolsa? Assista de graça ao workshop “Os 4 Segredos do Trader Faixa Preta” com Ariane Campolim.

Da disparada à forte queda: o que esperar para as ações de Vale, CSN Mineração e siderúrgicas com o “novo cenário” para o minério?

SÃO PAULO – Contratos futuros negociados em Dalian com queda de mais de 7%, os de Singapura com baixa de mais de 12%, derrocada de 13,5% no porto de Qingdao.

Por onde quer que se olhe, o dia é de forte queda para o minério de ferro que, à vista, chegou ao menor patamar desde 1 de dezembro, a US$ 132,66 a tonelada, após chegar a beirar os US$ 240 em maio. Ou seja, mais que uma queda pontual, essa é uma tendência observada no mercado, com os preços acumulando baixa de mais de 40% em relação ao recorde alcançado há apenas três meses.

A queda já vinha ocorrendo uma vez que a China tem pressionado siderúrgicas a limitarem a produção para reduzir a poluição, e o menor volume produzido em julho sinaliza que as medidas começam a fazer efeito. Alguns grandes produtores já tomaram providências para reduzir a oferta, enquanto a gigante de mineração BHP disse esta semana que a crescente probabilidade de cortes severos da produção no segundo semestre “testa a resolução altista dos mercados de futuros”.

O cenário de queda foi agravado pela percepção maior de risco com a variante delta do coronavírus, que se espalha rapidamente e com dados mais fracos nos EUA e na China, que recentemente reforçaram a percepção de que a recuperação econômica global está perdendo força.

Somou-se a isso ainda a expectativa de que o Federal Reserve possa em breve começar a reduzir o enorme estímulo que ajudou a elevar os preços no último ano (ainda que os dados mais fracos de atividade possam levar o Fed a adiar esse anúncio).

Por mais que essa baixa fosse já bastante esperada e até em certa parte precificada pelos investidores – em análises anteriores, a expectativa de queda para o minério já era destacada -, o impacto é invariavelmente sentido nas ações dos setores de mineração e siderurgia. Pela primeira vez desde abril, a Vale (VALE3) fechou abaixo dos R$ 100 na B3, com queda de 5,71%, a R$ 97,51, um valor quase 17% abaixo da máxima de fechamento da Vale, registrada em 28 de julho, quando os ativos fecharam a R$ 117,30.

O papel da CSN Mineração (CMIN3), por sua vez, fechou com perdas menos expressivas, de 0,28%, a R$ 6,99, após cair até 4,42%, mas ainda acumulando perdas de 18,26% apenas em agosto.

Nesta sessão, os papéis de siderúrgicas também caíram forte, com CSN (CSNA3) em baixa de 5,78% e acumulando perdas de 16% no mês, Usiminas (USIM5) também com desvalorização de 5,69% na sessão e de cerca de 17% em agosto. Já Gerdau (GGBR4) teve perdeu 3,52% na sessão e acumula baixa de 8,5% no mês. Ainda assim, os papéis dessas companhias registram ganhos acumulados entre 17% e 24% em 2021, ainda na esteira de resultados recordes no auge dos preços das commodities, mas com muitas dúvidas no radar sobre o que esperar daqui para frente.

Para o Morgan Stanley, embora os analistas já esperassem que a dinâmica de oferta e com a demanda desacelerando levassem a um declínio de preço para uma média de US$ 118 a tonelada em 2022, eles ficaram surpresos com a velocidade com que essa “normalização” de preço está ocorrendo. E, para os analistas do banco, dada a demanda mais fraca por aço da China, ainda é possível ver mais quedas potenciais a partir desse ponto.

PUBLICIDADE

Grande parte do foco do mercado tem sido sobre as restrições à produção de aço da China – com cerca de 27 milhões de toneladas de cortes de produção anunciados para o segundo semestre-, mas o Morgan acredita que a desaceleração da demanda de uso final de aço na China também está desempenhando um papel significativo.

“A correção de 5% no preço do vergalhão da China desde o início de agosto pode apontar para um ambiente de redução da demanda. Na verdade, os dados de produção industrial da China para julho, divulgados no início desta semana, destacam uma desaceleração significativa nos principais setores de uso final do aço da China, principalmente nos setores de construção e infraestrutura”, apontam.

A atual tendência de baixa pode levar a medidas de estímulo, mas o Morgan acredita que pode levar seis meses antes que se traduza em demanda real de aço. Enquanto isso, a ‘redefinição regulatória’ no setor imobiliário da China torna improvável uma recuperação rápida da demanda, segundo o Morgan. “Embora a demanda de aço da China possa se recuperar com a melhora sazonal da atividade de construção em setembro, uma melhora rápida seria necessária para compensar a atual fraqueza do mercado”, aponta.

Nesse contexto, e também levando em conta um aumento da oferta sazonal de minério, os analistas apontam que ainda podem ver pressão de baixa no preço atual e risco de queda significativo na projeção que possuem para o quarto trimestre (do minério a US$ 160 a tonelada).

Por outro lado, os analistas do Bradesco BBI destacaram que o movimento do minério de ferro nesta quinta foi de uma queda exagerada, levando em conta que a produção de aço chinesa não deve entrar em colapso no segundo semestre, os níveis de estoque não estão “inchados” e as margens das siderúrgicas chinesas permanecem em bases positivas.

Para o BBI, o mercado de minério de ferro não estará mais tão apertado em 2022, mas os preços ainda estarão acima dos níveis normais. Eles ainda elevaram as projeções: “Esperamos que os preços do minério de ferro fiquem em média US$ 170 a tonelada em 2021 e US$ 120 a tonelada em 2022, ante previsão anterior respectiva de US$ 150 a tonelada e US$ 110 a tonelada.”, apontam.

A casa acredita que haverá um aumento na demanda global de minério de ferro, a 7,5% em 2021 e em mais 1% em 2022, chegando a 2 bilhões de toneladas. Por outro lado, haverá um crescimento “limitado” da oferta de minério de ferro (de 90 milhões de toneladas em 2021 e de 60 milhões em 2022, principalmente da Vale, que está crescendo gradualmente), o que deve sustentar o mercado de minério de ferro.

Os analistas avaliam que as margens das siderúrgicas devem permanecer sustentadas em níveis saudáveis ​​e acima da média em 2022 e por outros anos, devido a: (i) restrições de produção na China para conter as emissões, que no fim do dia limitam a capacidade de produção disponível do país e  (ii) menores exportações da China, apoiando siderúrgicas fora do país; os analistas esperam que a China exporte entre 15-20 milhões de toneladas a menos de aço em 2022, após exportar 70 milhões de toneladas em 2021 e (iii) nenhuma mudança muito significativa sobre a demanda de aço (embora o crescimento seja a taxas mais baixas em relação aos dias atuais).

Mineradoras e siderúrgicas: depois das fortes quedas…

PUBLICIDADE

Com esse cenário, o que esperar para as ações das mineradoras e siderúrgicas negociadas na B3?

O Morgan, em seu caso-base para o ano que vem, ainda está levando em conta preços projetados abaixo dos valores atuais da commodity. Contudo, os analistas avaliam que a queda dos preços pode aumentar o foco sobre os riscos de ganhos das mineradoras. Nas Américas, Vale e CSN Mineração aparecem com as maiores proporções de seu portfólio atreladas à dinâmica de preços do minério, podendo ser afetadas.

O Bradesco BBI, por sua vez, reforça que as ações das companhias de mineração e siderurgia na B3 estão refletindo um cenário excessivamente pessimista.

“Os nomes do minério de ferro refletem os preços da commodity entre US$ 50 e US$ 60 a tonelada para sempre”, aponta em relatório Thiago Lofiego, analista do Bradesco BBI, o que seria um valor entre 55% e 62% menor frente o patamar atual. As siderúrgicas, aponta, refletem uma correção entre 50% e 55% nos preços domésticos.

O analista ressalta que os preços dos metais estão sendo negociados naturalmente com base no backwardation (relação entre os preços atuais versus os preços do mercado futuro), com os investidores constantemente esperando uma correção, que se materializou parcialmente nos últimos meses.

“Mas, no final do dia, o que realmente importa é em que patamar os metais realmente são negociados contra as expectativas e, em última análise, o que esse FCF (fluxo de caixa livre) em excesso significa para os preços das ações”, aponta. Assim, reforça, os preços atuais dos papéis estão sendo negociados precificando um cenário muito mais negativo.

Os analistas veem Usiminas, Vale e CSN Mineração sendo as melhores opções no setor, todas negociando a múltiplos muito atraentes e, no caso da Vale e CMIN, oferecendo atrativos dividendos de 15% e 19% para 2022.

Sobre Vale, o BBI ressalta que o minério de ferro agora está sendo negociado mais perto dos fundamentos de oferta e demanda, o que implica que os investidores podem ficar mais confortáveis ​​com a compra de ações após a recente queda nos preços. Os analistas ainda elevaram o preço-alvo do ADR da companhia de US$ 25 para US$ 26, um potencial de alta de 33% em relação ao último fechamento, enquanto possuem um preço-alvo de R$ 133 para VALE3, ou alta de 28%.

PUBLICIDADE

Para CSN Mineração, o preço-alvo é de R$ 14, alta de 94% em relação ao fechamento de quarta.

Já sobre CSN, o BBI retomou a cobertura com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 67 por ação, ou um potencial de alta de 72% em relação ao último fechamento.

Usiminas, assim como a Vale, teve o preço-alvo elevado, passando de R$ 32 para R$ 34, ou um potencial de alta de 85%.

O analista aponta que, embora acredite que os volumes de aço e os preços atingiram o pico no Brasil, por enquanto, o ambiente operacional segue muito saudável para a companhia. Isso porque a produção de automóveis (a Usiminas produz aço plano, utilizado para esses fins) tende a melhorar nos próximos trimestres, também suportada pela reposição de estoque, uma vez que os estoques de automóveis estão historicamente baixos. Além disso, o maquinário e a demanda de bens de capital devem continuar a crescer à medida que o Brasil sai da pandemia e os preços e margens globais do aço devem permanecer em níveis elevados.

A Gerdau também tem recomendação de compra pelo BBI, com preço-alvo sendo elevado de R$ 45 para R$ 46 para GGBR4, um potencial de alta de 61%. “Acreditamos que a dinâmica dos ganhos deve permanecer forte nos próximos trimestres, uma vez que a Gerdau desfruta de uma combinação de sólida demanda de uso final e preços saudáveis ​​nas principais divisões. No Brasil, apesar dos preços domésticos de aço mais fracos em 2022, volumes saudáveis ​​e menores pressões de custos devem implicar em margens ainda muito saudáveis ​​(perto de 30%)”, avaliam.

Um risco para o mercado de aços longos (mais utilizado na construção civil) pode ser o ritmo de aumento de novas capacidades que estão sendo adicionadas ao mercado. Já nos EUA, um spread de metal maior do que a média ainda deve ser a norma em 2022, já que a atividade de construção permanece sólida, avaliam.

Enquanto o BBI está mais otimista, o Itaú BBA fez ponderações sobre o setor antes mesmo da forte derrocada das ações do setor nesta quinta-feira.

Os analistas do banco reduziram a recomendação para as ações de CSN e Usiminas de outperform para market perform,  (perspectiva de valorização dentro da média do mercado), destacando que as perspectivas de valorização da CSN e da Usiminas não representam proposições atraentes de risco e recompensa. O preço-alvo para CSN passou de R$ 61 para R$ 48 e para Usiminas passou de R$ 28 para R$ 24.

Já a Gerdau é a favorita dos analistas no setor, sendo uma empresa mais focada em aço, sem exposição a mineração. “Gostamos mais da dinâmica para aço do que para minério no curto prazo”, apontam. O preço-alvo para o ativo GGBR4 é de R$ 40.

Eles reforçam a avaliação de que, apesar da média estimada por eles para o minério de ferro em 2021 ter subido levemente de US$ 150 a tonelada para US$ 170 a tonelada, veem um cenário desafiador para a commodity, destacando os dados recentes indicando queda na produção de aço na China.

Sobre a Vale, os analistas do BBA seguem com recomendação equivalente à compra para os ativos da companhia, mas reduziram o preço-alvo de US$ 26 para US$ 25 (em um movimento contrário ao do BBI). “Ainda acreditamos que a Vale apresenta uma boa proposta de valor, com a geração de caixa apresentando um retorno de 21% em 2021 e potencialmente levando a uma distribuição de dividendos extraordinária de aproximadamente US$ 5 bilhões durante a segunda metade de 2021 – o equivalente a um total de mais de US$ 18 bilhões retornando aos acionistas por meio de dividendos ou recompras”, apontam.

(com informações da Bloomberg)

Quer atingir de uma vez por todas a consistência na Bolsa? Assista de graça ao workshop “Os 4 Segredos do Trader Faixa Preta” com Ariane Campolim.

Juiz nega pedido de arresto de R$ 50,7 bilhões de Vale e BHP por tragédia de Mariana

(Bloomberg) — O juiz Adilson Cláver de Resende negou o pedido de arresto de bens no valor de R$ 50,7 bilhões da Vale e da BHP feito por promotores de Minas Gerais.

O juiz argumentou que a Samarco, uma joint-venture da Vale e BHP, é uma companhia viável, capaz de se capitalizar e pagar pelos reparos sociais e ambientais da ruptura de sua barragem em Mariana, Minas Gerais. Por isso, ele negou o pedido de desconsideração da personalidade jurídica da Samarco feita pelos promotores.

O juiz também não aceitou suspender a recuperação judicial da Samarco, como os promotores haviam solicitado na terça-feira.

Quer atingir de uma vez por todas a consistência na Bolsa? Assista de graça ao workshop “Os 4 Segredos do Trader Faixa Preta” com Ariane Campolim.

Ação da Vale cai 5%, abaixo de R$ 100, com derrocada do minério; Petrobras têm baixa com petróleo, bancos passam a cair

SÃO PAULO – Maior aversão ao risco após o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) sugerir que pode começar a reduzir suas compras de ativos antes do fim do ano, preocupações sobre possível aperto regulatório na China, avanço da variante delta do coronavírus pelo mundo.

Tudo isso leva a um maior mau humor dos investidores. O impacto é principalmente nas commodities, com as crescentes preocupações com a produção de aço na China (tanto por medidas do próprio país quanto pelo risco da variante delta) afetando o mercado. O minério de ferro caiu 12% e Singapura e 7% em Dalian, na China, contribuindo para a derrocada de cerca de 5% da ação da Vale (VALE3), que opera abaixo de R$ 100 pela primeira vez desde abril.

CSN (CSNA3) tem queda ainda mais forte, de quase 6%, Usiminas (USIM5) tem baixa de cerca de 4%, enquanto Gerdau (GGBR4) tem perdas menores, mas ainda assim acima de 2%.

A sessão também é de perdas para os principais contratos futuros do WTI e do brent, que caem cerca de 3%, e também afeta Petrobras (PETR3;PETR4), com baixa de cerca de 2%.  PetroRio (PRIO3) abriu em queda forte, mas passou a operar perto da estabilidade. Em relatório, o BBI destacou preferência pela ação da companhia no setor de petróleo e gás no Brasil em meio ao cenário mais volátil (veja mais clicando aqui).

Os bancos chegaram a amenizar as perdas do índice ao registrarem ganhos, mas a maior parte deles passaram a ter queda, caso de Itaú (ITUB4) e Bradesco (BBDC4), enquanto Banco do Brasil (BBAS3) opera quase estável.

As ações da Eneva (ENEV3), por sua vez, avançam mais de 2% após a companhia ter a recomendação iniciada pelo Bank of America com preço-alvo de 19,00, um potencial de alta de 24% em relação ao fechamento da véspera.

Confira mais destaques abaixo:

A Vale comunicou que recebeu “com surpresa”, pela mídia, a notícia de que o Ministério Público do Estado de Minas Gerais (MP-MG) propôs um incidente de desconsideração da personalidade jurídica da Samarco, em que solicitou que suas duas sócias fossem integradas ao processo de recuperação judicial em curso. A mineradora afirma que não foi formalmente notificada da ação, e apresentará a sua defesa no prazo legal.

O MP-MG entrou com uma ação judicial na qual pede que a brasileira Vale e a australiana BHP Bilinton, donas da Samarco, arquem com todas as dívidas de sua controlada, que somam cerca de R$ 50 bilhões, conforme o pedido de recuperação judicial da empresa.

PUBLICIDADE

Ainda no radar, a Vale informa que assinou um Memorando de Entendimento com a Ternium, no qual ambos concordaram em buscar oportunidades para desenvolver soluções para a siderurgia focadas na redução das emissões de gás carbônico.

A Vale e a Ternium pretendem desenvolver estudos de viabilidade econômica de potenciais investimentos em (a) uma planta de briquetes de minério de ferro localizada nas instalações da Ternium Brasil; e (b) plantas para produzir metálicos com baixa emissão de carbono, utilizando a tecnologia Tecnored, HYL e outras tecnologias para a redução de ferro.

A Petrobras retomou o processo de arrendamento do seu Terminal de Regaseificação de Gás Natural Liquefeito (GNL) na Bahia para a texana Excelerate Energy, única a apresentar proposta em uma licitação do ativo feita em junho.

O negócio havia sido interrompido pela desclassificação da empresa norte-americana, que recorreu e retirou do contrato os “vícios insanáveis” apontados pela Petrobras para sua desclassificação.

Ainda em destaque, a Petrobras ampliou a oferta de combustíveis para térmicas, o que permitiu aumentar, em nove meses (de setembro de 2020 a junho de 2021), a geração termelétrica de suas usinas e de clientes de cerca de 2 mil megawatts (MW) para quase 8 mil MW.

A Copel lançou na quarta o Programa de Demissão Incentivada (PDI), em função da venda da Copel Telecom. Segundo a empresa, o PDI é estimado em R$ 80,6 milhões de indenizações, com prazo para adesão no período de 18 a 31 de agosto deste ano e com os desligamentos previstos para 15 de fevereiro de 2022.

A Braskem confirmou que fechou com a Nexeo Plastics uma parceria de distribuição de filamento de polipropileno (PP) e pellets para fabricação de aditivos. O acordo irá ampliar a distribuição internacional dos produtos da petroquímica para a América do Norte e Europa.

A Ambipar informou que apresentou à CVM pedido de oferta pública inicial de distribuição primária de ações de sua controlada Environmental ESG Participações, que atua no segmento de soluções ambientais para gestão e valorização de resíduos pós e pré-consumo e na gestão de gases do efeito estufa e originação de créditos de carbono.

PUBLICIDADE

A agência Standard & Poor’s elevou de estável para positiva a escala global da JBS, com a classificação de crédito em BB+, informou a segunda maior companhia de alimentos do mundo nesta quarta-feira.

Vinci Partners (NASDAQ:VINP)

A Vinci Partners, que abriu seu capital em janeiro deste ano na Nasdaq, fechou o segundo trimestre do ano com um lucro líquido de R$ 53,4 milhões, representando uma alta de 53% em relação ao mesmo período do ano passado. Em seis meses, o lucro foi de R$ 100,4 milhões, um crescimento de 53% em relação ao mesmo período no ano anterior.

O Itaú BBA avalia que os resultados divulgados pela Vinci Partners relativos ao segundo trimestre de 2021 ficaram levemente acima de suas estimativas. O lucro ficou 4% acima da projeção do banco, que mantém recomendação outperform para a empresa, e preço-alvo para 2021 em US$ 18 para os papéis VINP, negociados por US$ 13 na quarta na Nasdaq.

Alliar (AALR3) e Rede D’Or (RDOR3)

A Alliar (Centro De Imagem Diagnósticos) informou que a Rede D’Or comprou mais 63 mil ações ordinárias de emissão da companhia nesta quarta-feira, 18, totalizando R$ 721,95 mil, após outras aquisições informadas na segunda e terça-feira. Até esse momento, a empresa possui 3,708 milhões de ações da Alliar.

A companhia de alimentos BRF inaugurou na quarta-feira uma nova fábrica de salsichas localizada em Seropédica (RJ), com investimento em torno de R$ 300 milhões, atenta a uma demanda excedente pelo produto que ganhou fôlego durante a pandemia da Covid-19.

Mercado Livre (MELI34)

O Mercado Livre anunciou na quarta-feira acordo para ser acionista do Aleph Group com a aquisição de participação de US$ 25 milhões na empresa de mídia digital, que opera na América Latina por meio da Internet Media Services (IMS).

Após a alteração de seu nome, a antiga Duratex, que agora se chama Dexco, vai mudar o seu ticker na Bolsa de DTEX3 para DXCO3, com mudança que passe a valer a partir do pregão desta quinta.

A Sinqia, provedora de tecnologia e inovação para o mercado financeiro, anunciou parceria com a TechRules. A parceria será por meio do Torq Ventures – programa de Corporate Venture Capital (CVC) da empresa.

PUBLICIDADE

A TechRules é uma empresa espanhola líder em consultoria e fornecimento de software de gerenciamento de patrimônio para entidades financeiras a nível internacional.

“Com o acordo, a Sinqia passará a oferecer soluções robustas e escaláveis, por meio de APIs para o serviço de private wealth, incluindo a gestão de grandes fortunas”, destaca a companhia em comunicado.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

Quer atingir de uma vez por todas a consistência na Bolsa? Assista de graça ao workshop “Os 4 Segredos do Trader Faixa Preta” com Ariane Campolim.

Vale diz não ter sido notificada sobre requerimento de MP-MG

A Vale (VALE3) comunicou na quarta-feira, 18, que recebeu “com surpresa”, pela mídia, a notícia de que o Ministério Público do Estado de Minas Gerais (MP-MG) propôs um incidente de desconsideração da personalidade jurídica da Samarco, em que solicitou que suas duas sócias fossem integradas ao processo de recuperação judicial em curso. A mineradora afirma que não foi formalmente notificada da ação, e apresentará a sua defesa no prazo legal, como mostrou o Broadcast.

“A desconsideração da personalidade jurídica possui requisitos bem estabelecidos na legislação brasileira, nenhum dos quais está presente neste caso. A Samarco possui personalidade jurídica e autonomia próprias, que sempre foram observadas por suas sócias, no estrito cumprimento da lei e das melhores práticas de governança corporativa”, afirma a empresa.

Segundo a Vale, o pedido também “atenta à letra clara” dos acordos firmados entre as artes, assinados pelo MP-MG, além de ameaçar as discussões e esforços em curso para a repactuação das medidas de reparação dos danos decorrentes do rompimento da barragem de Fundão.

Mais cedo, o Broadcast informou que o MP-MG entrou com uma ação judicial na qual pede que a brasileira Vale e a australiana BHP Bilinton, donas da Samarco, arquem com todas as dívidas de sua controlada, que somam cerca de R$ 50 bilhões, conforme o pedido de recuperação judicial da empresa.

Quer atingir de uma vez por todas a consistência na Bolsa? Assista de graça ao workshop “Os 4 Segredos do Trader Faixa Preta” com Ariane Campolim.

Minério de ferro despenca até 12% em Singapura, com riscos para crescimento abalando metais; ADR da Vale cai 4% no pré-market de NY

(Bloomberg) — Os contratos de minério de ferro despencaram e o cobre caiu para uma mínima de quatro meses em meio às crescentes preocupações com a produção de aço na China, os riscos para o crescimento global e a perspectiva de redução do estímulo nos Estados Unidos.

O minério de ferro acelerou as perdas nesta semana, e os futuros caíram 12% em Singapura, para a menor cotação desde dezembro. A desvalorização é motivada por expectativas de que a produção e o consumo de aço chinês vão diminuir no resto do ano, em parte devido às medidas para reduzir a poluição. Os preços acumulam baixa de mais de 40% em relação ao recorde alcançado há apenas três meses.

Os mercados de metais também são pressionados pela expectativa de que o Federal Reserve possa em breve começar a reduzir o enorme estímulo que ajudou a elevar os preços no último ano, bem como pelos riscos da variante delta do coronavírus, que se espalha rapidamente. Dados mais fracos nos EUA e na China recentemente reforçaram a percepção de que a recuperação econômica global está perdendo força.

Essas preocupações empurraram o cobre abaixo de US$ 9.000 a tonelada na quinta-feira, e o estanho se desvalorizou 11% com a queda de todos os metais básicos. Ações do setor de mineração também foram afetadas: BHP, Rio Tinto, Glencore e Antofagasta chegaram a cair mais de 3%. No pré-market da Bolsa de Nova York, os ADRs da Vale (VALE3) caíam 4,19%, a US$ 18,50, no início da manhã.

O petróleo também perdeu terreno, sendo negociado abaixo de US$ 65 o barril, a menor cotação desde maio.

“A recente desaceleração dos números macro chineses, a propagação da Covid-19 na China e agora também um dólar ainda mais forte são riscos potenciais que, no curto prazo, podem desafiar as perspectivas altistas de longo prazo para o cobre”, disse Ole Hansen, chefe de estratégia de commodities do Saxo Bank.

A ata do Fed divulgada na quarta-feira mostrou que a maioria das autoridades do banco central dos EUA estava de acordo com a possibilidade de desacelerar o ritmo de compras de títulos no fim deste ano devido ao avanço rumo às metas de inflação e de emprego, o que favorece o dólar e reduz o apelo das commodities.

Na Bolsa de Metais de Londres, o cobre chegou a cair 2,8%, para US$ 8.786,50 a tonelada às 10h16 no horário local. O metal, considerado um termômetro da economia, atingiu máxima histórica de mais de US$ 10.700 em maio.

Ferro e aço

A China tem repetidamente instado siderúrgicas a limitarem a produção para reduzir a poluição, e o menor volume produzido em julho sinaliza que as medidas começam a fazer efeito. Alguns grandes produtores já tomaram providências para reduzir a oferta, enquanto a gigante de mineração BHP disse esta semana que a crescente probabilidade de cortes severos da produção no segundo semestre “testa a resolução altista dos mercados de futuros”.

PUBLICIDADE

O minério de ferro caiu 12%, para US$ 131,40 a tonelada em Singapura, enquanto os futuros em Dalian perderam 7%.

“O minério de ferro continua sendo a commodity mais centrada na China, então, quando a atividade econômica desacelera, o vírus se espalha e as linhas de suprimento são interrompidas, o minério de ferro está na linha de fogo”, disse Hansen.

A perdas do minério de ferro atingiram os preços do aço, que também caíram devido às expectativas de demanda mais fraca na China. Com as medidas do país para controlar o mercado imobiliário e segurar a inflação, os preços dos imóveis subiram no ritmo mais lento em seis meses.

“Os preços do aço ao redor do mundo começam a esfriar como esperávamos e mantemos nossa visão de que haverá uma maior desaceleração das cotações no restante de 2021 e em 2022, à medida que a demanda chinesa da indústria de construção enfraquece”, disse a Fitch Solutions em relatório.

Quer atingir de uma vez por todas a consistência na Bolsa? Assista de graça ao workshop “Os 4 Segredos do Trader Faixa Preta” com Ariane Campolim.

Ações de Vale e siderúrgicas caem até 5% com minério; JHSF sobe 2,5% com novo programa de recompra e Braskem salta 4%

SÃO PAULO – A sessão foi de forte volatilidade para o Ibovespa, que na véspera zerou os ganhos registrados em 2021. O índice abriu em queda, chegou a virar para ganhos de mais de 0,5% durante a tarde, mas voltou a cair forte.

Mais uma vez, entre as perdas, ficaram as ações de Vale (VALE3, R$ 103,41, -3,36%) e de siderúrgicas como Usiminas (USIM5, R$ 18,11, -4,73%), CSN (CSNA3, R$ 39,27, -2,31%) com perdas de mais de 2%, enquanto Gerdau (GGBR4, R$ 28,70, -0,86%) teve queda menor.

No mercado de commodities, o contrato futuro do minério de ferro negociado na Bolsa de Dalian registra queda de mais de 3%. O minério ampliou as perdas com um alerta da BHP (BHPG34), que vê probabilidade crescente de “cortes severos” da produção de aço da China este ano.

No noticiário da Vale, destaque ainda para a informação de que o Ministério Público do Estado de Minas Gerais pediu o arresto de R$ 50,7 bilhões da companhia e da BHP Billiton pelas repercussões econômicas da tragédia do desabamento da barragem de Fundão, em Mariana (MG).

Já os ativos da Petrobras (PETR3, R$ 27,42, -1,19%; PETR4, R$ 26,79, -0,89%) voltaram a cair, em um dia de quase estabilidade para o mercado de petróleo após quatro dias de queda em meio aos temores sobre o impacto da variante delta do coronavírus na demanda pela commodity.

A Braskem (BRKM5, R$ 54,71, +4,21%), por sua vez, registrou fortes ganhos. No radar da companhia, ela anunciou nova parceria de distribuição com a Nexeo Plastics para seus filamentos a base de polipropileno (PP) e pellets (pequenas pelotas) para impressão 3D e fabricação de aditivos. O acordo irá ampliar a distribuição internacional dos produtos da petroquímica para a América do Norte e Europa.

Ainda em destaque, o BTG Pactual elevou o preço-alvo para a Braskem de R$ 63 para R$ 71 (ou potencial de alta de 35%), com os analistas do banco reiterando recomendação de compra. Os analistas realizaram webinar com executivos da petroquímica e, segundo eles, foram transmitidas sinalizações positivas sobre a elevação dos spreads petroquímicos, além de projeções de contínua geração de forte fluxo de caixa livre e distribuição aos acionistas em forma de dividendos, além de uma menor percepção de risco nas emissões de Alagoas e México.

“Vemos que há motivo suficiente para um tom mais otimista, independentemente de venda da participação da Novonor (ex-Odebrecht)”, disseram os analistas, ressaltando que a ação está negociando a um desconto de mais de 50% não só frente os seus pares, como frente à sua média histórica.

As ações da JHSF ([ativo=JSHF3], R$ 6,68, +2,45%) avançaram mais de 2% após o anúncio de programa de recompra de ações, enquanto os ativos da Locaweb (LWSA3, R$ 22,60, +2,22%) também subiram forte.

PUBLICIDADE

A Cielo (CIEL3, R$ 2,86, +0,35%), por sua vez, também subiu mesmo após a companhia negar discussões de controladores sobre fechamento de capital.

Confira os destaques abaixo:

Cielo (CIEL3, R$ 2,86, +0,35%)

A Cielo negou em comunicado as informações da coluna Pipeline, do jornal Valor, de que o Bradesco (BBDC4) e o Banco do Brasil (BBAS3) estariam avaliando fechar o capital da companhia.

A Cielo afirma que a notícia é inverídica e que o tema veiculado na referida matéria, fechamento de capital, não foi discutido no âmbito de seu Conselho de Administração. Ademais, a companhia consultou Banco do Brasil e Bradesco acerca da notícia, recebendo as seguintes manifestações:

i) O Bradesco (Columbus Holding) afirmou que “não há tratativas em relação ao fechamento de capital da Cielo. A notícia é inverídica.”.

ii) O Banco do Brasil (BB Elo Cartões Participações) informou que “não há tratativas no âmbito de governança do Banco do Brasil (BB) acerca de alterações na estrutura societária da Cielo, e que a referida notícia veiculada nesta data é inverídica. Informamos, ainda, que o BB avalia constantemente oportunidades e alternativas que contribuam com sua estratégia corporativa, melhorem a experiência de seus clientes e agreguem valor aos seus acionistas.”.

De acordo com a Guide, a notícia negando as discussões é marginalmente negativa. “A Cielo viu a concorrência aumentar exponencialmente nos últimos anos, o que tem pressionado de maneira bastante intensa os resultados da companhia. Diversos rumores surgiram nos últimos meses com possível fechamento de capital da Cielo, mas ainda sem uma definição. Avaliamos que a companhia segue com dificuldade de recuperação na sua rentabilidade e avaliamos que o fechamento de capital de fato seria a melhor alternativa para os acionistas minoritários”, destaca.

Vale (VALE3, R$ 103,41, -3,36%)

Na terça, o procurador-geral de Justiça de Minas Gerais, Jarbas Soares Júnior afirmou que uma revisão dos valores de reparação a serem pagos pela Samarco e suas sócias pelo rompimento de barragem em Mariana (MG), que deixou 19 mortos e poluiu o rio Doce até o litoral, poderá ocorrer apenas em fevereiro de 2022, depois que as ações reparatórias previstas forem completamente revisadas. A Samarco é uma joint venture entre a Vale e a BHP Billiton.

PUBLICIDADE

O valor de referência para as renegociações é o que consta em ação movida anteriormente pelo Ministério Público de R$ 155 bilhões, reiterou a autoridade, ao participar de uma coletiva de imprensa transmitida pela internet sobre as negociações com as mineradoras.

Locaweb (LWSA3, R$ 22,60, +2,22%)

A Locaweb comunicou ao mercado ter aprovado o programa de recompra de ações, que terá o objetivo de adquirir até 3 milhões de ações.

Segundo a companhia, as ações adquiridas serão mantidas em tesouraria e alienadas posteriormente para cumprimento de obrigações de remuneração do plano de outorga de ações, aprovado em 30 de abril.

O montante a ser utilizado no programa de recompra inclui as reservas de lucro e de capital disponíveis e o resultado do exercício social em andamento.

JHSF (JHSF3, R$ 6,68, +2,45%)

O Conselho de Administração da JHSF aprovou o cancelamento do saldo das ações mantidas em tesouraria e um novo programa de recompra de ações de sua própria emissão. Foi cancelado o montante total de 2,800 milhões de ações ordinárias de emissão da Companhia, sem redução do valor do capital Social.

Em função do cancelamento, o capital social da companhia passa a ser dividido em 686,224 milhões de ações ordinárias.

O novo programa de recompra de ações de emissão da própria Companhia tem limite de 28 milhões de ações, que representam aproximadamente 9,15% do total de ações da companhia em circulação no mercado, com vigência até 17 de fevereiro de 2023.

BRF (BRFS3, R$ 22,96, -0,65%)

A autoridade sanitária da Arábia Saudita (SFDA, na sigla em inglês) decidiu suspender a implementação da medida que determinava a redução do prazo de validade de frangos in natura congelados e seus cortes, de um ano para 3 meses, contados da data de abate, informou a companhia de alimentos BRF.

PUBLICIDADE

Segundo comunicado divulgado nesta terça-feira, os sauditas também optaram por retirar notificação sobre o tema junto à Organização Mundial do Comércio (OMC).

Quando a medida foi anunciada, em meados de maio, a BRF chegou a afirmar que a nova regra poderia afetar as vendas da empresa.

Maior processadora de frango do Brasil, a companhia produz a proteína no mercado saudita por meio de parcerias com empresas locais e também exporta produtos brasileiros para o país árabe.

Alliar (AALR3, R$ 12,33, +7,31%) e Rede D’Or (RDOR3, R$ 73,38, +1,38%)

A Alliar informou que, na véspera, a Rede D’Or realizou operações de compra no mercado de 1.106.500 ações ordinárias (ONs) da companhia, com um volume total de R$ 12.631.327,00 (ou cerca de R$ 12,63 milhões).

A Alliar já havia comunicado na terça-feira que a Rede D’Or comprou no dia anterior 2.538.600 ações ordinárias (ONs) da empresa, no total de R$ 28,566 milhões, segundo notificação enviada pela rede de hospitais. A Rede D’Or anunciou na segunda que seu conselho de administração aprovou uma oferta pública de aquisição (OPA) para adquirir ações da Alliar por até R$ 1,36 bilhão.

Localiza (RENT3, R$ 55,21, +1,12%) e Unidas (LCAM3, R$ 24,75, +1,77%)

De acordo com informações do jornal Valor Econômico, a fusão entre as locadoras de veículos Localiza e Unidas tem grandes chances de ser rejeitada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

A tendência recente era pela aprovação (considerando o mercado com baixa barreira de entradas). No entanto, o Cade estaria vendo maiores riscos à competitividade do setor após analisar mais a fundo acordos de exclusividade com empresas do setor (como por exemplo o da Unidas com a Enterprise).

De acordo com análise da XP, a notícia é negativa para Localiza e Unidas por sugerir menor chance de aprovação da proposta de fusão.

Porém, os analistas lembram que essa não é a primeira vez que é noticiado na mídia sugestões de não-aprovação da proposta. Eles ressaltam que, desde o início do processo, diversas notícias seguiram tom negativo quanto à aprovação.

Além disso, apontam que, atualmente, não veem as ações precificando os benefícios da materialização da fusão. Veja mais clicando aqui. 

BR Distribuidora (BRDT3, R$ 26,15, -0,95%)

A BR Distribuidora informou a venda da totalidade de sua participação acionária na empresa Brasil Carbonos para a Unimetal Indústria, Comércio e Empreendimentos, então sócia da BR na companhia, a qual passa a deter a integralidade da participação acionária na Empresa.

O valor total da venda da participação da BR, já considerando o caixa da empresa, foi de cerca de R$ 18,88 milhões a ser executado em 30 (trinta) parcelas iguais, mensais e consecutivas, corrigidas pelo CDI + 2% ao ano. Além disso, a BR e o Grupo Unimetal terão como resolvidas suas relações envolvendo a empresa.

A Brasil Carbonos é uma Sociedade de Propósito Específico com 51% de participação do Grupo Unimetal e 49% de participação da BR, especializada em processos industriais que agregam valor ao Coque Verde de Petróleo.

VTEX (NYSE: VTEX)

O Itaú BBA avaliou os resultados divulgados pela VTEX como levemente positivos, e em linha com sua expectativa. O banco ressaltou a expansão da margem bruta nas assinaturas, e forte alta de valor geral de mercadoria (GMV na sigla em inglês), de US$ 2,4 bilhões, alta de 25% na comparação anual.

Além disso, a diretriz (guidance em inglês) preliminar indica alta ainda saudável de crescimento apesar, visando receitas de entre US$ 31 milhões e US$ 31,5 milhões no terceiro trimestre, e de entre US$ 124 milhões e US$ 126 milhões em 2021, entre 2% e 3% acima das projeções do Itaú. O banco mantém recomendação outperform (perspectiva de valorização acima da média do mercado) e preço-alvo para 2022 em US$ 35,6, potencial de alta de 40% frente o fechamento de terça-feira na Bolsa de Nova York.

Caixa Seguridade (CXSE3, R$ 10,01, +3,30%) e BB Seguridade (BBSE3, R$ 19,68, -0,71%)

O Itaú BBA afirmou que os resultados da Caixa Seguridade e de BB Seguridade foram duramente afetados no segundo trimestre, quando o Brasil atingiu o pico de mortes por Covid. Por conta disso, o banco reduziu suas estimativas para ambas as empresas. A Caixa Seguridade é seu nome preferido do setor de seguros ao fim de 2022, com novo preço-alvo de R$ 18, frente à cotação de R$ 9,69 de terça.

PagSeguro (PAGS34, R$ 60,29, +3,95%)

O Bradesco BBI comentou a notícia de que a PagSeguro comprou a plataforma Conci, que oferece serviços como auditoria fiscal e reconciliação com bancos, com mais de 6.000 clientes e um valor total de pagamentos (TPV em inglês) de R$ 3 bilhões. O banco diz que vê o movimento como positivo.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

Quer atingir de uma vez por todas a consistência na Bolsa? Assista de graça ao workshop “Os 4 Segredos do Trader Faixa Preta” com Ariane Campolim.