“Quero expressar minha repulsa ao que aconteceu com a Renner. Não é fragilidade deles”, diz CEO da Marisa sobre ataque cibernético

SÃO PAULO — O ataque cibernético que sofreu a Renner (LREN3) nesta semana gerou “repulsa” ao CEO da Marisa (AMAR3), Marcelo Pimentel, que destacou que o chamado ransomware não foi fruto de fragilidade da concorrente e que todas as empresas estão vulneráveis a esse tipo de crime.

“Eu quero expressar aqui toda a minha repulsa ao que aconteceu com a Renner e dizer que isso não é uma fragilidade deles, é um problema dos criminosos. Todas as empresas estão vulneráveis. Somos competidores no high street, mas os respeitamos muito e sabemos o quanto eles trabalham com muita diligência neste contexto. Todo meu apoio a eles”, disse o executivo em live do InfoMoney na sexta-feira (20).

A live faz parte do projeto Por Dentro dos Resultados, em que o InfoMoney entrevista CEOs e diretores de importantes companhias de capital aberto, no Brasil ou no exterior. Eles falam sobre o balanço do segundo trimestre de 2021 e sobre perspectivas. Para acompanhar todas as entrevistas da série, se inscreva no canal do InfoMoney no YouTube.

Pimentel destacou que a Marisa tem trabalhado em segurança há muitos anos, com processos jurídicos de monitoramento. “No contexto de LGPD, nós também fizemos um esforço para ficar 100% compliant. (…) Você tem que ficar varrendo seu sistema constantemente porque é um mercado muito grande da parte criminal tecnológica. É prejudicial para a organização, mas também para o cliente”, afirmou.

Adalberto Pereira Santos, CFO da companhia, que também participou da live, comentou sobre o braço financeiro da Marisa, o MBank. “Estamos trabalhando na digitalização de todo o nosso portfólio de produtos e tudo isso já foi traduzido em nosso app. Hoje, via app, a contratação de serviços, a contratação de empréstimos e de seguros, essas operações são feitas de forma bem mais prática do que quando só eram feitas no mundo físico”, disse.

Os executivos falaram ainda sobre o impacto da pandemia sobre os negócios da empresa, o que retardou a virada de prejuízo para lucro no balanço, algo que agora só deve acontecer em 2022. Além disso, o plano de abertura de lojas que estava previsto para 2021 também deve ficar para o ano que vem. A Marisa, no entanto, planeja abrir dark stores para potencializar as operações das vendas online.

Segundo Pimentel, o objetivo estratégico da companhia estima que nos próximos cinco anos as vendas online possam chegar a 25% das vendas totais da marca. Hoje, são 15%. Por isso a empresa tem feito investimentos em tecnologia e inovação. As iniciativas se refletem no nível de satisfação dos clientes, medido pelo chamado NPS, que atingiu o maior valor da história da empresa.

O CEO descartou a possibilidade de um movimento de M&A (fusão e aquisição) no curto prazo e disse que em breve a companhia também deve colocar no ar um market place da mulher. “Nós estamos num posicionamento muito peculiar que a gente quer proteger muito. (…) Nós acreditamos que a Marisa está posicionada de uma forma única para atender a mulher brasileira de classe C, trabalhadora, que é a única [marca] que pode falar de mulher para mulher e avançar nos produtos oferecidos especificamente para ela”, disse. Assista à live completa acima, ou clique aqui.

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Vendas no varejo nos EUA têm queda de 1,1% em julho, pior que o esperado

Juros altos nos EUA

As vendas no varejo dos Estados Unidos tiveram queda de 1,1% em julho na comparação com o mês anterior, a US$ 617,7 bilhões, segundo dados ajustados divulgados nesta terça-feira pelo Departamento do Comércio. Analistas ouvidos pelo Wall Street Journal projetavam recuo menor, de 0,3%.

Na comparação anual, as vendas no varejo de julho tiveram crescimento de 13,3%. Excluindo-se automóveis, houve queda de 0,4% no mês, quando a expectativa era de avanço de 0,2%.

Já em junho, a alta mensal de 0,6% nos vendas no varejo antes informada foi revisada para um avanço maior ante maio, de 0,7%. (Com informações da Dow Jones Newswires).

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Renner, Arezzo, Marisa, Track&Field, SBF e Grupo Mateus: quais varejistas animaram e quais decepcionaram no 2º tri

SÃO PAULO – Além de Americanas (AMER3) e Magazine Luiza (MGLU3), diversas outras varejistas divulgaram seus números referentes ao segundo trimestre, como Lojas Renner (LREN3), SBF (SBFG3), Marisa (AMAR3), Arezzo (ARZZ3), Track&Field (TFCO4) e a varejista de supermercados Grupo Mateus (GMAT3).

Na avaliação da XP, que cobre papéis de Arezzo, Grupo Mateus e Renner,  os destaques positivos ficaram para as duas primeiras companhias. O Credit Suisse, que tem cobertura para Arezzo, SBF (dona da Centauro) e Renner, destacou que as três companhias apresentaram bons números, mas segue preferência por SBF, Renner e depois Arezzo.

Para o Itaú BBA, os números da Arezzo e Renner foram mistos, enquanto SBF e Track&Field tiveram resultados considerados positivos. O Bradesco BBI, por sua vez, avaliou os resultados de Marisa, destacando que foram piores do que o esperado.

A sessão desta sexta-feira (13) é de queda para AMAR3, ARZZ3, GMAT3, enquanto SBFG3 também cai apesar das avaliações positivas sobre o resultado. A ação TFCO4 opera quase estável, enquanto LREN3 tem ganhos de mais de 1%.

Confira abaixo as análises dos balanços das varejistas:

Lojas Renner (LREN3)

A Lojas Renner registrou um resultado considerado bom pelos analistas, que enxergam um momento de expansão da empresa, e por conta disso, minimizaram os impactos vistos no lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda), lucro líquido e principalmente nas margens da companhia no segundo trimestre.

A varejista registrou lucro líquido de R$ 193,1 milhões entre abril e junho, queda de 76,4% em relação ao mesmo período do ano passado, quando somou R$ 818,1 milhões. Pressionado em parte por expansão nas despesas operacionais, o número veio abaixo dos R$ 131,7 milhões esperados por analistas consultados pela Refinitiv.

O Ebitda ajustado, por sua vez, incluindo produtos financeiros e arrendamentos, foi de R$ 330 milhões, queda de 35% em relação a um ano antes. Já a margem Ebitda ajustada ficou em 14,6%, 79,4 pontos percentuais abaixo da apresentada no segundo trimestre de 2020, de 94%.

A receita líquida de venda de mercadorias, por sua vez, disparou 318% em um ano, para R$ 2,26 bilhões, ao passo que as despesas operacionais (vendas, gerais e administrativas) somaram R$ 837,5 milhões, quase o dobro de um ano antes.

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Para a equipe do Bradesco BBI, o resultado da Renner foi “robusto”, apesar do Ebitda ter ficado abaixo do esperado. Segundo os analistas, a questão mais importante agora é o sinal que o progresso dos indicadores-chave de desempenho (KPIs) operacionais estão passando.

Nesse sentido, eles citam o crescimento das vendas mesma loja (SSS), penetração do comércio eletrônico, recuperação da margem bruta e impulso por trás das iniciativas em todo o negócio da companhia. “Isso deve começar a dar aos investidores uma confiança renovada na capacidade da Renner de continuar a dominar o mercado de roupas em um ambiente cada vez mais digital”,. avaliam.

Já a XP destacou que os resultados mostraram uma recuperação sequencial importante de faturamento com a volta à normalidade acontecendo e a companhia conseguiu apresentar uma melhora relevante de margem bruta.

Por outro lado, as despesas operacionais vieram acima das estimativas da casa, que já incorporavam um cenário mais conservador em relação ao nível de investimentos da construção do seu ecossistema de moda e lifestyle enquanto a companhia queimou R$ 424 milhões de caixa por conta de um aumento relevante em recebíveis.

Os analistas do Credit Suisse também destacaram o sólido desempenho de vendas da empresa, aliado à otimização dos estoques integrados e níveis de markdown muito mais saudáveis, levando a margem bruta a se aproximar dos níveis normalizados, ficando em 55%, resultado 1,4 ponto percentual abaixo do valor do 2º trimestre de 2019.

Já o Bank of America reforça o potencial futuro da Renner. Mantendo uma recomendação de compra, os analistas dizem que a companhia “é muito capaz de modificar sua plataforma existente para melhor integrar e alavancar competências essenciais de ponta a ponta em novos ativos, expandindo uma plataforma já instalada para operações centrais, bem como Ashua e Youcom”.

“Também percebemos forte disciplina e excelente capacidade de diferenciar equipes, tecnologia e ativos de alta qualidade, pois ela busca preencher lacunas e agregar competências por meio de aquisições”, complementam.

Na mesma linha, o BBI manteve sua recomendação outperform (equivalente a compra) apontando que o múltilpo P/E (Preço sobre Lucro) de 29 vezes da Renner pode enganar o investidor, dado que as margens estão reduzidas pelo ciclo de investimento da companhia.

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“Claramente, há riscos em torno dessa recuperação de margem, mas também achamos que focar em múltiplos de curto prazo negligencia muito do valor que esperamos que a Renner crie nos próximos anos”, concluem.

Track&Field (TFCO4)

A Track&Field teve lucro líquido de R$ 13,4 milhões no segundo trimestre de 2021, ante prejuízo líquido contábil de R$ 1,38 milhão em igual período de 2020.

O Ebitda ficou em R$ 20,1 milhões, com margem de 21,3%, mais de 19 vezes o resultado do mesmo trimestre ano anterior. O Ebitda ajustado totalizou R$ 17,8 milhões.

Para a equipe de análise do Itaú BBA, os resultados da Track & Field  foram fortes, como esperado. “A companhia divulgou vendas em mesmas lojas de 19% contra o segundo trimestre de 2019, principalmente devido à assertividade das suas coleções, assim como incremento da relevância das roupas de ‘athleisure’ [vestimentas confortáveis para o dia a dia e para a prática de esportes]”, analisa o banco.

Por outro lado, as vendas no canal digital foram vistas como o ponto negativo, ao caírem 29% na comparação com o mesmo período do ano passado. Mesmo assim, os analistas enxergam como bom o avanço da operação omnicanal, que atingiu 205 das 268 lojas.

As receitas de R$ 94 milhões, por sua vez, vieram 16% acima do que esperava o Itaú BBA, e a margem bruta cresceu em um ponto percentual na base anual, chegando a 59,6%.

“Dado o maior faturamento e diluição de despesas, a companhia registrou um Ebitda de R$ 18 milhões, com margem Ebitda de 18,9%”, conclui a equipe.

O Itaú tem recomendação outperform para as ações TFCO4, com preço-alvo de R$ 14,00, o que corresponde a uma desvalorização de 13,74% ante o patamar de fechamento desses papéis na quinta-feira (12).

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Segundo dados compilados pela Refinitiv, as ações preferenciais da Track & Field acumulam 3 recomendações de compra e uma neutra entre bancos, corretoras e casas de análise que acompanham a empresa. O preço-alvo médio para os papéis é de R$ 14,80, o que equivale a uma queda de 8,81% sobre o nível com que encerram o pregão do dia anterior.

Outra companhia que conseguiu entregar números sólidos no segundo trimestre foi a Arezzo, mostrando um bom desempenho de vendas, principalmente online, com margens brutas mais altas e menores despesas de SG&A (vendas, gerais e administrativas).

A companhia registrou lucro líquido atribuível aos sócios controladores de R$ 132,5 milhões entre abril e junho deste ano, revertendo o prejuízo de R$ 82,3 milhões registrado no mesmo período de 2020.

O Ebitda ajustado, por sua vez, foi de R$ 84 milhões, ante resultado negativo de R$ 72,1 milhões um ano atrás, com a margem ajustada crescendo 12 pontos percentuais, para 15,2%. A receita líquida saltou 258%, a R$ 553 milhões.

Para os analistas do Goldman Sachs, a Arezzo reportou um resultado sólido, que ficou em linha com o esperado. “O ímpeto do canal online e das vendas para clientes multimarcas continuou forte, e as vendas em lojas físicas aumentaram gradativamente ao longo do trimestre”, destacaram, reforçando a visão positiva que a administração da companhia deixou para o terceiro trimestre.

Já o Credit Suisse aponta que, apesar do sell-out (venda ao consumidor) estável em relação ao segundo trimestre de 2019 (pré-pandemia), as vendas orgânicas da Arezzo caíram 6,8% em relação ao mesmo período devido à sua maior exposição ao canal de franquia.

“Por outro lado, a boa notícia do ponto de vista de vendas é que as marcas adquiridas (Vans e Reserva, que representaram 36,7% das vendas no segundo trimestre de 2021) estão apresentando resultados robustos isoladamente”, destacaram os analistas citando a alta de 57% nas vendas da Reserva em relação ao segundo trimestre de 2019.

Na mesma linha, a XP ressaltou o Ebitda da companhia 9% acima das estimativas, apontando dois fatores para o balanço positivo. O primeiro foi o sólido desempenho de vendas, com vendas brutas 40,5% acima dos níveis de 2019, principalmente explicadas pela Reserva e Vans (com um crescimento orgânico estimado em alta de 7% e vendas ex-Reserva/Vans estagnadas vs 2019).

Além disso, os analistas apontam para a rentabilidade sólida, com expansão da margem bruta em função de vendas maiores da AR&Co, penetração do comércio eletrônico e menores promoções, e expansão da margem Ebitda com alavancagem operacional.

O JPMorgan se mostrou bastante otimista com o resultado, mantendo sua recomendação overweight (equivalente a compra) esperando uma reação positiva das ações por três motivos: 1) leituras iniciais nas vendas do 3T21 indicam um forte desempenho de sell-out vs. 19; 2) operações da Reserva crescendo em um ritmo forte; e 3) lucratividade que continua surpreendendo positivamente, apesar dos investimentos em novas iniciativas de crescimento.

Por outro lado, o Itaú BBA se mostrou mais cauteloso, classificando o balanço como “misto”. Para os analistas, a estratégia da Arezzo parece estar no caminho certo e os números financeiros são sólidos, principalmente considerando o Ebitda ajustado acima do esperado. “Dito isso, a receita excluindo aquisições (Vans e Reserva) ainda está 2% abaixo do 2T19, o que parece mais fraco do que os pares”, concluem os analistas.

Grupo SBF (SBFG3)

O Grupo SBF, controlador da Centauro, entregou um resultado considerado forte pelos analistas, ainda que eles tenham destacado números mais “mistos” que outros pares, principalmente do lado do e-commerce, que ficou abaixo do esperado.
A companhia registrou lucro líquido de R$ 24,078 milhões no segundo trimestre de 2021, revertendo o prejuízo de R$ 102,287 milhões registrado um ano antes.

Entre abril e junho, o Ebitda somou R$ 169,394 milhões, também revertendo o indicador negativo de R$ 46,759 milhões na comparação anual. A receita líquida, por sua vez, foi de R$ 1,122 bilhão no trimestre, alta anual de 369%.

Já a dívida líquida foi de R$ 473,995 milhões, enquanto a alavancagem medida por dívida líquida ajustada por Ebitda foi de 1,59x, ante caixa líquido de R$ 917,713 milhões e -2,19x no ano anterior.

A empresa apresentou um resultado financeiro negativo de R$ 44,6 milhões no segundo trimestre, devido ao aumento de despesas financeiras no trimestre devido ao maior endividamento da companhia, justificado pelas dívidas tomadas para aquisição da Fisia, braço utilizado para comercialização dos produtos Nike no Brasil, e para reforço de caixa devido à pandemia. O fluxo de caixa operacional foi negativo em R$ 224,3 milhões.

O Credit Suisse destacou números ligeiramente acima do esperado, com “bons sinais tanto em crescimento quanto em rentabilidade”. “As preocupações com markdown parecem estar no passado e a Fisia (48,5% das vendas totais) apareceu como uma surpresa interessante no 2º trimestre”, avaliaram os analistas destacando ainda que a SBF está conseguindo avançar de forma interessante na captura de sinergias.

Já o Bradesco BBI disse que o balanço mostrou uma forte recuperação após a segunda onda da Covid do início do ano. Segundo os analistas, a receita da Centauro foi 15% maior do que no segundo trimestre de 2019, embora tenha ficado em linha com o esperado, enquanto a Fisia “deu uma contribuição muito maior do que o esperado para a receita”.

O BBI viu três pontos positivos do resultado: 1) forte receita na Centauro, com vendas 15% acima de 2019 que, em um crescimento médio da área de vendas de 12%, implica num crescimento de SSS de cerca de 3%; 2) recuperação da margem bruta da Centauro para 50,5%, semelhante aos níveis pré-pandêmicos; e 3) desempenho muito forte da Fisia, menos de um ano desde a aquisição, tanto na receita quanto nas margens.

Por outro lado, os analistas destacaram um ponto que deixou o mercado um pouco decepcionado, que foi o e-commerce, com o GMV caindo 12% na comparação anual, embora tenha ficado 80% acima do segundo trimestre de 2019.
Na mesma linha, o Itaú BBA ressaltou a boa surpresa com os números da Fisia e as vendas da Centauro avançando 15% sobre 2019 e lojas físicas voltando aos níveis pré-pandemia. Com isso, os analistas enxergam a SBF mantendo a trajetória de recuperação, ganhando força em um cenário mais normalizado.

Grupo Mateus (GMAT3)

O Grupo Mateus teve lucro líquido ajustado de R$ 191 milhões no segundo trimestre de 2021, o que representa uma queda de 2,5% em relação ao mesmo período do ano passado.

Já o Ebitda somou R$ 248 milhões, indicando queda de 2,5% ante o segundo trimestre de 2020, ao passo que no critério ajustado alcançou R$ 255 milhões, uma leve alta de 0,5%. A margem Ebitda ajustada caiu 1,9 ponto porcentual, para 6,8%.

A receita líquida no período somou R$ 3,724 bilhões, 28,9% maior que a de um ano atrás.

Segundo a analista Flávia Meireles, do Bradesco BBI, os resultados do Grupo Mateus vieram acima das expectativas apesar do Ebitda ligeiramente abaixo do registrado no ano anterior.

“Vemos isso como um resultado robusto, apesar do crescimento das vendas em mesmas lojas ter sido de apenas 1,8% contra a base de comparação de 24% no segundo trimestre de 2020”, avalia. A analista destaca que o crescimento de vendas em mesmas lojas diminuiu 8 pontos percentuais sequencialmente na comparação com o primeiro trimestre deste ano, mas que a base de comparação foi 17 pontos percentuais mais difícil.

Por Dentro dos Resultados
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“A expansão continua em ritmo acelerado, com 45 novas lojas adicionadas nos últimos 12 meses, incluindo 9 lojas Mix Atacarejo Cash & Carry. A administração observa que as novas lojas estão contribuindo com uma receita maior do que as lojas maduras no final do trimestre, o que acreditamos ressaltar a força das lojas Mateus e da execução, bem como a oportunidade significativa de crescimento que existe em uma região com menos competição, como em São Paulo e no Sudeste.”

Para o Bradesco BBI, a expansão agressiva de lojas, que ficou clara com a entrada da empresa no Ceará pela primeira vez, é o elemento chave no caso de investimento.

O banco tem recomendação de compra para as ações ordinárias GMAT3, com preço-alvo de R$ 11,00 para 2022, o que corresponde a uma valorização de 49,25% sobre o nível de fechamento dos papéis na quinta-feira (12).

Já a equipe de análise do Itaú BBA apontou que a varejista continuou a reportar fortes tendências de crescimento das vendas, com a expansão do faturamento atingindo 29% na comparação com o segundo trimestre de 2020.

Por outro lado, os analistas consideram que a rentabilidade foi um grande destaque negativo. “Estávamos esperando pressões, como comparações difíceis somadas aos efeitos da inflação de alimentos e a mudança do mix de receita em direção ao Cash & Carry. Dito isso, o tamanho dessas tendências impressionou negativamente, com uma enorme queda de 90 pontos-base na margem na comparação anual, ante expectativa de declínio de 30 pontos-base”, escrevem.

A equipe do Itaú explica, contudo, que a companhia teria decidido não reajustar preços no trimestre passado apesar das pressões inflacionárias, e focando no crescimento de primeira linha.

Mesmo com os problemas, o Itaú BBA tem recomendação outperform para as ações do Grupo Mateus, também com preço-alvo de R$ 11,00.

A XP, por sua vez, destacou que os resultados do Grupo Mateus vieram acima das estimativas, impulsionados pela abertura de 45 novas lojas nos últimos 12 meses. De acordo com analistas da corretora, apesar da pressão na margem bruta, o grupo de supermercados conseguiu expandir a margem Ebitda em 0,2 pontos percentuais na base anual através de alavancagem operacional e controle de despesas. Isso mesmo com maiores despesas com a transferência da operação do Centro de Distribuição de Belém do Pará para Santa Isabel

“Esperamos uma continuidade de resultados sólidos por parte do Grupo Mateus, impulsionadas principalmente pela forte expansão de lojas que apresentou uma performance de vendas acima da média de lojas maduras pelo segundo trimestre consecutivo. Nesse sentido, acreditamos que a contratação do time de expansão de mercado citada pela companhia no relatório de resultados deve acelerar ainda mais o plano de expansão da companhia e de forma mais assertiva, mantendo a estratégia de adensamento de novas rotas que a companhia pratica”, conclui a XP.

A corretora também tem recomendação de compra com preço-alvo de R$ 11,00 para GMAT3.

O Grupo Mateus acumula 5 recomendações de compra e 1 de venda, segundo informações compiladas pela Refinitiv. O preço-alvo médio para as GMAT3 é de R$ 12,11, o que significa uma alta de 64,31% ante o fechamento do dia 12.

A Marisa teve um prejuízo líquido de R$ 59,5 milhões no segundo trimestre de 2021, o que representa uma melhora ante as perdas de R$ 171,7 milhões no mesmo período do ano passado, mas não uma reversão total.

O Ebitda ajustado totalizou R$ 40,5 milhões, revertendo o Ebitda negativo de R$ 66,8 milhões no segundo trimestre de 2020.

A receita líquida da companhia, por sua vez, somou R$ 662,7 milhões, valor 230,8% superior na base anual de comparação.

A Marisa reportou resultados abaixo das estimativas do BBI, uma vez que a empresa foi fortemente afetada pelo fechamento de lojas durante a segunda onda de Covid. As vendas nas mesmas lojas no trimestre ainda registram queda de 6,1% versus 2019.

Já do lado positivo, as vendas digitais da Marisa aumentaram 14% em relação ao ano anterior, contra uma base de comparação difícil.

A margem bruta ficou estável em relação a 2019, em meio à redução de estoque. “Embora a empresa tenha conseguido preservar sua margem bruta, o Ebitda de varejo decepcionou, apesar das iniciativas contínuas da empresa de controle de despesas operacionais. Além disso, os serviços financeiros foram um entrave aos resultados, ao contrário das nossas expectativas”.

Para o BBI, este foi mais um trimestre difícil para a Marisa, com alguns pontos altos (Dia das Mães) e baixos (desaceleração em junho nas vendas e aumento nos descontos). A meta de voltar a uma margem bruta de cerca de 50% permanece indefinida e os analistas ressaltam preocupação com a falta de expansão, mesmo após a redução dos estoques e comentários da administração de que remarcações excessivas de preços foram reduzidas.

“Vimos pressão na margem bruta entre outros varejistas de moda, principalmente como resultado do câmbio e da inflação de preços de matérias-primas e isso provavelmente também está impactando a Marisa, mas esperávamos ver mais progresso dada uma base de comparação baixa. Isso, juntamente com a receita um pouco mais fraca, foi o impulsionador da queda no Ebitda do varejo quando comparado com nossas estimativas”, apontam.

No geral, os analistas apontam que os resultados não são consistentes com a recomendação atual outperform (desempenho acima da média do mercado) e com o preço-alvo de R$ 11 que eles têm para a ação, mas esperam mais sinais da administração da companhia sobre o segundo semestre antes de revisarem projeções.

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Americanas SA reverte prejuízo e lucra R$ 225 milhões no 2º tri

Americanas (Foto: Facebook)

SÃO PAULO – A Americanas SA (AMER3), fruto da integração das operações das Lojas Americanas com a B2W, teve um lucro líquido de R$ 225 milhões no segundo trimestre de 2021, revertendo o prejuízo de R$ 36 milhões registrado no mesmo período do ano passado.

Já o Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciações e Amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) Ajustado da Americanas totalizou R$ 1,07 bilhão, em expansão de 44,9% na comparação anual.

A receita líquida da companhia, por sua vez, somou R$ 6,918 bilhões, valor 46,1% superior ao do segundo trimestre de 2020.

Entre outros destaques, o Volume Bruto de Mercadorias (GMV, na sigla em inglês) total da empresa atingiu R$ 12,632 bilhões, em avanço de 32,6% sobre o segundo trimestre de 2020.

No release de resultados, a administração ressaltou a existência de efeitos não recorrentes no resultado, como a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que modulou a exclusão do ICMS da base do PIS/Cofins e a necessidade de ajuste de estoque com a combinação de negócios de Lojas Americanas e B2W. Esses eventos tiveram efeito positivo de R$ 309,3 milhões no lucro do segundo trimestre.

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Marisa reduz, mas não reverte prejuízo, que foi de R$ 59,5 milhões no 2º tri

Fachada de uma loja das Lojas Marisa (Shutterstock)

SÃO PAULO – A Marisa (AMAR3) teve um prejuízo líquido de R$ 59,5 milhões no segundo trimestre de 2021, o que representa uma melhora ante as perdas de R$ 171,7 milhões no mesmo período do ano passado, mas não uma reversão total, conforme divulgou a varejista de moda e vestuário nesta quinta-feira (12).

Já o Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciações e Amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) Ajustado da Marisa totalizou R$ 40,5 milhões, revertendo o Ebitda negativo de R$ 66,8 milhões no segundo trimestre de 2020.

A receita líquida da companhia, por sua vez, somou R$ 662,7 milhões, valor 230,8% superior na base anual de comparação.

Entre outros destaques, as vendas em mesmas lojas do grupo caíram 6,1% no segundo trimestre de 2021 na base do segundo trimestre de 2019.

Segundo a administração, o primeiro semestre deste ano foi desafiador por causa da Segunda Onda da Covid-19. “Entramos no segundo trimestre de 2021 com uma situação semelhante ao primeiro trimestre de 2021, com a maior parte das lojas fechadas nos primeiros 18 dias, tendo a reabertura ocorrido de forma gradativa, resultando em uma operação nos meses de maio e junho com média de 65% de restrições de horários.”

A companhia destaca, por outro lado, que teve o melhor Dia das Mães dos últimos cinco anos, com crescimento de dois dígitos nas vendas na comparação com 2019.

“Na virada de junho, vimos uma acomodação de vendas impactadas pela demora da chegada do frio e, ao longo do mês, observamos queda de fluxo bastante relevante nas lojas físicas, que atribuímos à uma combinação de um arrefecimento na demanda reprimida com a piora na conjuntura econômica”, completa a varejista.

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Magazine Luiza (MGLU3) reverte prejuízo e tem lucro líquido ajustado de R$ 89 mi no 2º tri; vendas totais crescem 60,5%

SÃO PAULO – O Magazine Luiza (MGLU3) registrou lucro líquido ajustado de R$ 89 milhões no segundo trimestre de 2021, revertendo o prejuízo de R$ 62,2 milhões registrado no mesmo período de 2020, informou a companhia nesta quinta-feira (12).

Considerando os ganhos líquidos não recorrentes, o lucro líquido foi de R$ 95,5 milhões, ante prejuízo de R$ 64,5 milhões registrado entre abril e junho do ano passado.

No trimestre, as vendas totais, incluindo lojas físicas, e-commerce com estoque próprio (1P) e marketplace (3P) cresceram 60,5%, para R$ 13,7 bilhões, reflexo do aumento de 46,4% no e-commerce total e de 111,6% nas lojas físicas. O e-commerce atingiu R$ 9,8 bilhões e representou 72% das vendas totais.

“O excelente desempenho das vendas foi alcançado mesmo com parte das lojas físicas ainda fechadas em função da covid-19, principalmente no mês de abril”, apontou a companhia. Entre abril e junho, o Magalu expandiu sua participação de mercado em 3,7 pontos frente igual período de 2020, segundo a GFK.

As vendas do e-commerce do Magalu avançaram 46,4%, destaca a empresa, mesmo com uma forte base de comparação (crescimento de 181,9% no segundo trimestre de 2020). No e-commerce com estoque próprio as vendas evoluíram 40,1% e o marketplace contribuiu com R$ 3,0 bilhões, crescendo 63,3%.

“O forte ganho de marketshare foi impulsionado pela excelente performance do app, com 32 milhões de usuários ativos mensais. Também contribuíram a entrega mais rápida do varejo, a evolução do marketplace e o crescimento das novas categorias”, afirma a companhia.

O lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado da companhia foi de R$ 455,5 milhões, alta de 209,3% na comparação anual, resultado que a companhia atribui ao crescimento das vendas e a diluição das despesas operacionais.

Já a margem Ebitda (Ebitda sobre receita líquida) ajustada foi de 5,1%, um aumento de 2,5 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano anterior.

No trimestre, a geração de caixa operacional foi de R$ 401,8 milhões, influenciada pelos resultados positivos e pela variação do capital de giro.

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Nos últimos 12 meses, o fluxo de caixa das operações, ajustado pelos recebíveis de cartão de crédito, atingiu R$ 900 milhões. Em junho de 2021, a posição de caixa líquido ajustado foi de R$ 3,8 bilhões e a posição total de caixa ajustado foi de R$ 6,1 bilhões. Incluindo os recursos da oferta subsequente de ações concluída em julho de 2021, a posição total de caixa ajustado seria de R$ 10 bilhões.

Em junho de 2021, a base de cartões de crédito emitidos pela Luizacred atingiu a marca de 6 milhões, incluindo o Cartão Luiza e o recém-lançado Cartão Magalu, crescendo 19,5% comparado a junho de 2020. O faturamento (TPV) de cartão de crédito cresceu 63% no trimestre, a R$ 9,6 bilhões, e a carteira de cartão de crédito alcançou R$ 13,5 bilhões ao final do período. Em junho de 2021, o MagaluPay chegou a 3,3 milhões de contas abertas.

Expansão logística

Além dos resultados trimestrais, o grupo varejista anunciou nesta quinta-feira que pretende dobrar sua área de logística de entregas até 2023 para 2 milhões de metros quadrados, com 450 centros de distribuição e a inauguração de mais 341 lojas.

No prazo de dois anos, a empresa prevê elevar de 185 para 450 os hubs logísticos e centros de distribuição, enquanto o total de lojas subirá de 1.339 para 1.680 lojas.

(com Reuters)

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Lojas Renner tem queda de 76,4% no lucro líquido no 2º trimestre, para R$ 193,1 milhões

SÃO PAULO – A Lojas Renner (LREN3) divulgou nesta quinta-feira (12), após o fechamento do pregão, que apurou lucro líquido de R$ 193,1 milhões no segundo trimestre de 2021, queda de 76,4% em relação ao mesmo período do ano passado, quando somou R$ 818,1 milhões.

Pressionado em parte por expansão nas despesas operacionais, o número veio abaixo dos R$ 131,7 milhões esperados por analistas consultados pela Refinitv.

De acordo com a companhia, a redução decorreu principalmente da recuperação de crédito fiscal relacionado ao PIS e ao Cofins no período. Em bases comparáveis, o resultado do último trimestre foi 184,7% na base anual, em função, principalmente, do maior resultado operacional.

Entre abril e junho deste ano, a companhia registrou um lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado, incluindo produtos financeiros e arrendamentos, de R$ 330 milhões, queda de 35% em relação aos R$ 507 milhões um ano antes.

A margem Ebitda ajustada ficou em 14,6%, 79,4 pontos percentuais abaixo da apresentada no segundo trimestre de 2020, de 94%.

A receita líquida de venda de mercadorias, por sua vez, disparou para R$ 2,26 bilhões, 318% acima de um ano antes e 11,8% maior do que o faturamento obtido no segundo trimestre de 2019.

Já as despesas operacionais (vendas, gerais e administrativas) somaram R$ 837,5 milhões, quase o dobro de um ano antes, quando totalizaram R$ 421,5 milhões.

A Lojas Renner tem apostado na digitalização de suas vendas e no segundo trimestre iniciou o seu lab de marketplace.

No período, as vendas digitais (GMV) somaram R$ 414,5 milhões, 66,5% maior do que os R$ 248,9 milhões registrados um ano antes. Já ante o segundo trimestre de 2019, o aumento foi ainda mais expressivo, de 269,5%.

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Nesta quinta, as ações LREN3 encerraram o pregão com queda de 1,15%, a R$ 40,33. No ano, os papéis caem 6,9%, ante alta de 1,4% do Ibovespa.

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Ibovespa Futuro zera perdas após dado de inflação dos EUA; dólar cai a R$ 5,17

The businesswoman in glasses standing near the display (Artem Peretiatko/ Getty Images)

SÃO PAULO – O Ibovespa Futuro zera perdas nesta quarta-feira (11) depois do dado em linha da inflação nos Estados Unidos. Também no radar, a Câmara dos Deputados deve votar hoje as mudanças no Imposto de Renda, um dia depois da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do voto impresso ter sido rejeitada no plenário.

O relator do projeto que altera o IR, deputado Celso Sabino (PSDB-PA) protocolou seu parecer na madrugada desta quarta, e trouxe um texto mais “contido”, que passa as alíquotas do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica de 15% para 6,5% em 2022 e depois para 5,5% em 2023. Ao mesmo tempo, a Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido (CSLL) será reduzida em 1,5%.

Entre os indicadores, o Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) teve crescimento de 0,5% em julho na comparação com junho, revelou nesta quarta-feira (11) o Departamento de Estatísticas de Trabalho dos Estados Unidos. A alta foi em linha com a esperada, de 0,5%, segundo o consenso das estimativas compilado pela Refinitiv.

Já na comparação com julho do ano passado o crescimento do CPI foi de 5,4%, ante expectativas de avanço a 5,3%.

Por aqui, as vendas no varejo caíram 1,7% em junho na comparação com maio após dois meses de alta, revelou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foi a maior retração do setor neste ano e a segunda maior para um mês de junho desde o início da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), em 2000.

O resultado veio bem pior do que o esperado. Segundo consenso Refinitiv, a expectativa era de alta de 0,7% das vendas em junho na comparação com maio e de 9,1% frente julho de 2020.

Lá fora, os futuros das bolsas americanas têm desempenho errático depois dos índices subirem na véspera diante da aprovação do pacote de US$ 1,2 trilhão em investimentos de infraestrutura do governo do presidente democrata Joe Biden.

Às 9h48 (horário de Brasília), o contrato futuro do Ibovespa com vencimento em agosto de 2021 tinha leve variação positiva de 0,06%, a 122.510 pontos.

Enquanto isso, o dólar comercial opera em baixa de 0,52% a R$ 5,169 na compra e a R$ 5,17 na venda. Já o dólar futuro com vencimento em setembro registra perdas de 0,45% a R$ 5,181.

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No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2022 cai um ponto-base a 6,48%, DI para janeiro de 2023 tem queda de três pontos-base a 8,05%, DI para janeiro de 2025 recua cinco pontos-base a 8,96% e DI para janeiro de 2027 registra variação negativa de cinco pontos-base a 9,35%.

Voltando ao exterior, foi divulgado o IPC da Alemanha relativo a julho, que marcou 3,8% na comparação anual, em linha com a expectativa, frente ao patamar anterior de 2,3%. Na comparação mensal, o índice avançou 0,9%, também em linha com a expectativa, e acima da medição anterior de 0,4%.

No radar corporativo, as ações da Thyssenkrupp caíram mais de 6% após a empresa divulgar lucro trimestral de 266 milhões de euros, mas afirmar que sua divisão de aço enfrenta desafios.

Covid no Brasil

Na terça (10), a média móvel de mortes por Covid em 7 dias no Brasil ficou em 899, queda de 17% em comparação com o patamar de 14 dias antes. Em apenas um dia, foram registradas 1.183 mortes. As informações são do consórcio de veículos de imprensa que sistematiza dados sobre Covid coletados por secretarias de Saúde no Brasil, que divulgou, às 20h, o avanço da pandemia em 24 h.

A média móvel de novos casos em sete dias foi de 32.474, o que representa queda de 30% em relação ao patamar de 14 dias antes. Em apenas um dia foram registrados 35.245 casos.

Chegou a 109.208.435 o número de pessoas que receberam a primeira dose da vacina contra a Covid no Brasil, o equivalente a 50,98% da população. A segunda dose ou a vacina de dose única foi aplicada em 46.920.420 pessoas, ou 22,15% da população.

Na terça-feira, o secretário de Saúde do Rio de Janeiro, Daniel Soranz, afirmou que o município decidiu adiar a nova fase do programa de flexibilização das medidas restritivas contra a Covid-19 prevista para o próximo mês por conta do avanço da variante Delta na cidade.

A variante Delta tem avançado mais rapidamente no RJ do que em outros lugares, sendo responsável por 37,2% dos casos em julho no Estado. Ainda assim, a Delta não é a variante dominante, e fica atrás da P.1, que se originou em Manaus e representa 56,4% dos casos no RJ.

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Nacionalmente, a Delta representou 21,8% dos casos em julho, ante 62,5% da P.1.

Na terça, o coronel da reserva Helcio Bruno de Almeida, do Instituto Força Brasil, recorreu cerca de 50 vezes ao direito ao silêncio e deixou de responder a perguntas feitas pela CPI da Covid no Senado sobre temas como seu envolvimento com a venda de vacinas contra a Covid ao governo, sua relação com uma empresa suspeita de tentar dar um golpe com a venda de vacinas, a propagação de notícias falsas e sua relação com membros do governo.

Ele havia sido apontado por representantes da Davati Medical Supply como a ligação entre a empresa e o coronel Elcio Franco, que era na época secretário-executivo do Ministério da Saúde, que teria viabilizado um encontro entre o governo e a empresa, que se dizia capaz de fornecer 400 milhões de doses da vacina da AstraZeneca.

O coronel da reserva não deu detalhes sobre a reunião entre a Davati e o Ministério da Saúde de março de 2021, mas afirmou que ela tinha o objetivo de tratar da compra de vacinas pelo setor privado.

Nesta quarta, a CPI da Covid no Senado recebe Jailton Batista. Ele é diretor executivo da Vitamed, que produz o remédio ivermectina, recomendado contra parasitas, que fez parte de tratamento sem comprovação de eficácia científica defendido pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Na semana passada, a CPI recebeu vídeos em que médicos da força-tarefa do Ministério da Saúde enviada ao Amazonas orientavam profissionais para uso do remédio sem eficácia cientificamente comprovada contra a Covid, próximo ao colapso do sistema de Saúde no estado, onde houve falta de oxigênio.

Reforma do IR, PEC do voto impresso e precatórios

Ainda que sem consenso em relação à proposta que altera as regras do Imposto de Renda, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), prometeu votar o texto nesta quarta, deixando os pontos de dúvida para serem analisados nos destaques, informa O Globo e o Estadão.

O plenário da Câmara dos Deputados decidiu arquivar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata do voto impresso. Ao todo, foram 229 votos favoráveis à matéria (79 abaixo do necessário) e 218 contrários. Um parlamentar se absteve.

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O resultado representa uma derrota expressiva do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), um dos principais críticos do atual sistema eleitoral, baseado nas urnas eletrônicas, e ocorre cinco dias depois de comissão especial ter se manifestado contra a proposta. Veja mais clicando aqui. 

Ainda em destaque, a Câmara aprovou na noite de terça o texto-base da medida provisória que cria um programa para manter empregos durante a pandemia da covid-19 e qualificar desempregados. Foram 304 votos a favor e 133 contra. Para concluir a votação, no entanto, ainda é preciso a analisar os destaques – pedidos de alteração ao texto e que podem mudar o teor da proposta.  Por acordo, ficou decidido que isso será feito em outra sessão.

Já o secretário especial do Tesouro e Orçamento, Bruno Funchal, afirmou na terça-feira que se a PEC dos Precatórios não for votada pelo Congresso o governo será obrigado a pagar a conta de precatórios de R$ 89,1 bilhões em 2022, o que inviabilizaria várias despesas públicas. Em 2021 a conta é de R$ 54,7 bilhões.

Precatórios são dívidas que o governo precisa pagar a pessoas físicas ou jurídicas após ter perdido todos os recursos na Justiça.

“Imagine que não seja votada a PEC. A gente vai fazer Orçamento (de 2022), vai pagar o precatório e a gente vai comprometer diversas políticas públicas, inclusive uma muito importante que é por exemplo avançar com programa social mais robusto, que é demanda da sociedade”, afirmou ele.

Em coletiva de imprensa, Funchal reiterou em diversos momentos que a proposta do governo busca compatibilizar o pagamento de precatórios com a regra do teto de gastos, considerando o crescimento vertiginoso dessa despesa.

Radar corporativo

O noticiário corporativo é movimentado, com destaque mais uma vez para a temporada de balanços do segundo trimestre.

Serão divulgados os resultados de Aeris (AERI3), Aliansce Sonae (ALSO3), B3 (B3SA3), Banco Inter (BIDI11), Copel (CPLE6), Eletrobras (ELET6), Enauta (ENAT3), Guararapes (GUAR3), Hapvida (HAPV3), Helbor (HBOR3), JBS (JBSS3), Locaweb (LWSA3), LPS (LPSB3), Moura Dubeux (MDNE3) e MRV (MRVE3).

Também serão revelados os números de Oi (OIBR4), Simpar (SIMH3), Sul América (SULA11), Suzano (SUZB3), Taesa (TAEE11), Ultrapar (UGPA3), Valid (VLID3), Via Varejo (VVAR3), Wilson Sons (WSON33) e Yduqs (YDUQ3).

Na véspera, foram divulgados os números de BR Distribuidora (BRDT3), C&A (CEAB3),  Marfrig (MRFG3), NotreDame Intermédica (GNDI3), Porto Seguro (PSSA3), Taurus Armas (TASA4), Qualicorp (QUAL3), Randon (RAPT4) e Raia Drogasil (RADL3).

BR Distribuidora informou lucro líquido de R$ 382 milhões no segundo trimestre de 2021, alta de 103,2% em relação ao mesmo período do ano passado, quando a companhia foi impactada pelas medidas restritivas impostas em função da pandemia da Covid-19. O lucro Ebitda ajustado foi de R$ 1,018 bilhão no trimestre, alta de 24,8% na comparação anual.

RD, dona das redes de drogarias Raia e Drogasil, teve lucro líquido de R$ 266,4 milhões no segundo trimestre, um salto de 342,5% ano a ano. Em termos ajustados, o lucro somou R$ 232 milhões de abril a junho, crescimento de 276% em relação a igual etapa de 2020.

Já a Marfrig Global Foods informou na terça lucro líquido recorde de R$ 1,738 bilhão no segundo trimestre, alta de 9% em relação ao mesmo período do ano anterior, impulsionado pelo bom desempenho da operação norte-americana da empresa.

A fabricante de implementos rodoviários e autopeças Randon elevou na terça-feira suas estimativas de faturamento bruto para R$ 12 bilhões neste ano, ante expectativa anterior de R$ 9,6 bilhões. A reavaliação ocorre em meio a um mercado crescente de caminhões e investimentos em rodovias. A previsão de investimento orgânico foi elevada de R$ 250 milhões para R$ 320 milhões.

Fora da temporada, a Eletrobras informou que obteve resultado desfavorável em recurso impetrado no Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ) em uma ação de cobrança relativa a empréstimo compulsório sobre energia elétrica. Segundo a estatal, o processo está provisionado pelo montante de R$ 1,47 bilhão, acrescido de multas e honorários advocatícios. A companhia disse que aguardará a publicação do acórdão para avaliar potenciais medidas cabíveis.

Já o Santander Brasil (SANB11) informou na terça-feira a obtenção de registro de companhia aberta para seu braço de pagamentos, Getnet, além de aprovação da B3 para listagem e negociação de ações e units. Segundo fato relevante, a Getnet aguarda aprovação da Securities and Exchange Comission (SEC, CVM dos EUA) para negociação de suas ações na Nasdaq.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

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Do mercado de bairro aos pés de atletas na Olimpíada: há espaço para a dona da Havaianas continuar crescendo?

SÃO PAULO — Quem assistiu à cerimônia de abertura da Olimpíada de Tóquio 2020 deve ter visto os atletas brasileiros Bruno Rezende (vôlei) e Ketleyn Quadros (judô) entrando no estádio da maneira mais brasileira possível: de Havaianas nos pés. Essa ligação afetiva que os brasileiros têm com a marca tem garantido anos e anos de crescimento para a controladora Alpargatas (ALPA4) — mas esse desempenho é sustentável?

Roberto Funari, CEO do grupo, garante que sim: “no Brasil, a gente é líder em calçados, com uma parcela de somente 13% do mercado. E lá fora, se a gente pegar apenas o segmento de chinelos, que é um mercado de 900 milhões de pares, considerando o mercado endereçável de [chinelos] acima de US$ 10 por par, a gente tem somente 3%. Há países que a nossa participação está acima de 20%. Nossa missão é ver o que funciona nesses países e transferir para os demais mercados para essa participação de 3% subir para o duplo dígito no agregado”, disse em live do InfoMoney nesta terça-feira (10).

A live faz parte do projeto Por Dentro dos Resultados, em que o InfoMoney entrevista CEOs e diretores de importantes companhias de capital aberto, no Brasil ou no exterior. Eles falam sobre o balanço do segundo trimestre de 2021 e sobre perspectivas. Para acompanhar todas as entrevistas da série, se inscreva no canal do InfoMoney no YouTube.

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Somente no segundo trimestre de 2021, a Alpargatas vendeu mais de 58 milhões de pares e peças da marca Havaianas, sendo que metade da receita veio do Brasil e a outra metade das vendas no exterior. Segundo o executivo, a estratégia vai continuar privilegiando esse balanceamento entre vendas internas e exportação, o que garante um perfil defensivo ao negócio.

Funari destacou ainda que as vendas cresceram não somente pelas parcerias de sucesso da empresa com lojistas, que vão desde grandes varejistas até pequenos comércios regionalizados, mas também pelos investimentos em vendas online, através de site próprio e parceiros, e também pelas maciças campanhas de marketing — como o patrocínio ao COB (Comitê Olímpico do Brasil).

“São medidas que reforçam a força da marca Havaianas, que é referência também fora do Brasil”, disse. O executivo destacou uma pesquisa realizada a pedido da companhia que identificou que 58% dos brasileiros (cerca de 116 milhões de pessoas) são “havalovers”, consomem com frequência e têm alto interesse pelos produtos da marca.

Funari afirmou ainda que o principal foco da Havaianas vai continuar sendo em chinelos, mas que o desenvolvimento de novos produtos também é uma iniciativa que a companhia mantém — inclusive a marca vai lançar uma linha de sneakers, tênis casuais, além das famosas alpargatas, por exemplo. Outro forte destacado pelo CEO são os produtos licenciados e as linhas especiais, como a de diversidade e a glitter.

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Já sobre a marca Osklen, Funari destacou que a companhia conseguiu reduzir o tamanho negativo da margem Ebitda (relação percentual entre a receita líquida e o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) no segundo trimestre deste ano, e que algumas medidas foram tomadas para tentar trazer de volta o balanço do segmento para o azul.

O CEO da Alpargatas falou sobre as medidas de reciclagem de chinelos, ações ESG, experimentação da loja modelo beyond core em shopping de São Paulo, estrutura societária, entre outros assuntos. Assista à live completa acima, ou clique aqui.

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Petz tem lucro líquido de R$ 21,6 milhões no 2º trimestre, alta de 109% em um ano

(Divulgação/Petz)

A Petz (PETZ3) registrou lucro líquido de R$ 21,6 milhões no segundo trimestre de 2021, alta de 109% ante o mesmo período de 2020. O Ebitda ajustado, por sua vez, ficou em R$ 56,2 milhões, alta de 50,3%.

“Houve alavancagem de Ebitda e um resultado financeiro melhor em razão dos recursos levantados no IPO, que entraram e geraram receita financeira. Houve também declaração de JCP (juros sobre capital próprio) que reduz a alíquota (de imposto)”, disse o diretor financeiro da companhia, Diogo Bassi, ao Broadcast sobre o ganho de lucro líquido da companhia.

A empresa atingiu R$ 2 bilhões de faturamento nos últimos 12 meses pela primeira vez em sua história, com a receita bruta total em R$ 598 milhões no segundo trimestre, alta de 57,5% ante o valor apresentado um ano antes.

As vendas online representaram 30,3% do total das vendas no trimestre, chegando a R$ 181,2 milhões de receita bruta total, ganho de 85%.

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