G2Day explica como aplicar em empresas globais com alto potencial de crescimento

A G2D realizará na próxima sexta-feira (20), das 10h às 12h, o G2Day – Como investir em Venture Capital global a partir do Brasil. Esta é uma das estratégias de investimento que mais deu retorno nas últimas décadas, porém era acessível a menos de 1% dos investidores. O evento será online e com inscrições gratuitas, mas vagas limitadas.

“Esse tipo de investimento permite ao investidor pessoa física estar no mesmo jogo dos grandes milionários. Não tem nada parecido. É algo realmente revolucionário”, explica Fersen Lambranho, presidente do conselho administrativo da GP Investments, uma gestora de fundos de investimentos, principalmente de private equity.

Com o objetivo de explicar ao investidor como funciona a operação, o evento contará com a participação de Antônio Bonchristiano, Carlos Pessoa, Danilo Gamboa, Eduardo Coutinho, Fersen Lambranho, João Junqueira e Rodrigo Boscolo. Eles irão contar no detalhe o case da G2D desde o IPO.  Ainda haverá participações especiais do time da The Craftory, Mercado Bitcoin, CERC e Blu.

A G2D realizou um IPO na B3, em maio deste ano, permitindo que qualquer investidor, independente do tamanho de bolso, possa investir em empresas de alto crescimento em nível global, mas que ainda não chegaram à Bolsa.

Trata-se de uma companhia global de investimentos em empresas de tecnologia do Brasil, Estados Unidos e Europa, em estágio Pré-IPO, e já conta com 40 empresas de altíssimo crescimento no portfólio, incluindo oito unicórnios (empresas com valor de mercado de US$ 1 bilhão ou mais).

“Dos ativos que foram apresentados para o IPO, em alguns deles já tivemos valorização de mais de 100%”, destaca Fersen, lembrando que algumas dessas empresas receberam aportes milionários de gigantes que já enxergam seus respectivos potencial de crescimento.

Para saber mais, faça sua inscrição gratuita para o evento clicando aqui.

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China impõe restrições e venture capital migra para a Índia

Bandeiras da China e da Índia (Foto: Getty Images)

(Bloomberg) — Os investidores de capital de risco têm um novo favorito entre os mercados em desenvolvimento.

O valor dos acordos de venture capital na Índia subiu para US$ 7,9 bilhões em julho, enquanto esses investimentos na China despencaram para US$ 4,8 bilhões, de acordo com dados compilados pela firma de pesquisa Preqin. É a primeira vez que a Índia ultrapassa o país vizinho nos dados mensais desde 2013.

Uma ressalva importante é que a relevância de um único mês de dados pode ser limitada, uma vez que as apostas em capital de risco costumam ocorrer em ritmo irregular, com surtos de atividade seguidos de períodos de calmaria. A China já havia ultrapassado US$ 65 bilhões no primeiro semestre, o que indica que o total em 2021 provavelmente será superior ao observado na Índia.

Ainda assim, os dois países parecem estar caminhando em direções opostas. O governo do presidente Xi Jinping anunciou diversas medidas contra empresas de tecnologia e outros setores, assustando os investidores sobre as perspectivas para o futuro. Enquanto isso, as startups da Índia abrem o capital e encontram enorme demanda. A ação da operadora do aplicativo de entrega de comida Zomato avançou cerca de 75% desde a estreia na bolsa há oito dias, sinalizando a oportunidade de lucro.

“Os investidores globais estão cada vez mais entusiasmados com o potencial das empresas indianas de competir na Índia e em mercados no mundo todo”, disse Anis Uzzaman, CEO e sócio da Pegasus Tech Ventures, sediada em San Jose, na Califórnia

O montante destinado à Índia em julho foi alavancado por uma rodada de financiamento de US$ 3,6 bilhões para a Flipkart, gigante de comércio eletrônico controlada pela Walmart. O investimento avaliou o empreendimento em US$ 37,6 bilhões e uma oferta inicial de ações (IPO) está nos planos para 2022. Na China, houve aceleração dessas operações em junho, logo antes da queda.

Segundo a Preqin, na última vez que a Índia ultrapassou a China em captação de recursos para empreendimentos de risco, em 2013, a Flipkart também estava envolvida.

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Após aporte do Softbank no Mercado Bitcoin, XP eleva preço-alvo de G2D e Bradesco BBI inicia cobertura da ação

(Divulgação)

SÃO PAULO – Com os investidores monitorando o surgimento de novas promessas, como fintechs e startups, em especial no setor de tecnologia, a G2D Investments (G2DI33), que atua com investimentos em empresas inovadoras e de alto crescimento, tem ganhado mais atenção no mercado financeiro, em especial após o aporte bilionário do SoftBank em uma das empresas da carteira, o Mercado Bitcoin.

A G2D, controlada pela GP Investimentos e sua subsidiária GP Advisors, fez seu IPO na B3 no fim de maio.

Na última quarta-feira (1) o SoftBank Latin America Fund, fundo criado pelo conglomerado de telecomunicações japonês para investir em startups da América Latina, anunciou um aporte de cerca de R$ 1 bilhão (US$ 200 milhões) no Grupo 2TM, holding dona da plataforma de ativos digitais Mercado Bitcoin.

A arrecadação deve ser destinada principalmente para acelerar o crescimento da empresa, podendo ser utilizada para ampliar o número de funcionários, estruturar e expandir a atuação no exterior, entre outros.

A empresa está entre as maiores posições do portfólio da G2D Investments, que conta ainda com nomes de brasileiras como Quero Educação, Cerco, sim;paul e a empresa de solução de pagamentos Blue.

Fundado em 2013, o Mercado Bitcoin tem crescido acompanhando o interesse por moedas digitais. A fintech tem 2,8 milhões de clientes, ou 70% do número de investidores individuais na B3, a Bolsa de Valores brasileira.

Com a notícia, a XP Investimentos divulgou relatório nesta sexta-feira (2) elevando o preço-alvo para os papéis da G2D, de R$ 7 para R$ 9 por ação.

A avaliação é de que o aporte do Softbank deve fazer com que o Valor Líquido de Ativos (NAV, na sigla em inglês) cresça R$ 245,3 milhões, representando um ganho de mais de 18 vezes no NAV, para R$ 915 milhões.

“Ainda acreditamos que a empresa deve negociar com 0% de deságio em relação ao valor líquido de ativos devido ao alto potencial de crescimento da carteira, compensado por elevados riscos relacionados à controladoria, taxas, liquidez e volume médio de negociações diárias (ADTV)”, escrevem os analistas.

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Segundo a XP, o Mercado Bitcoin está inserido em um segmento disruptivo, que pode ter valor a ser desbloqueado no curto prazo.

O aporte também contribuiu para o início de cobertura da ação pelo Bradesco BBI, com recomendação outperform (performance acima da média do mercado) e preço-alvo para 2022 de R$ 10 por papel – o que implica potencial de alta de 39% ante o fechamento de quinta-feira (1).

Em relatório divulgado nesta sexta, o Bradesco BBI escreve que a G2D é uma forma de se ter exposição ao atrativo setor de tecnologia, combinando o melhor do investimento em venture capital (altos retornos) com a liquidez da Bolsa. “Vemos o fundo bem posicionado para capturar oportunidades no mercado de tecnologia pela frente, e seu valuation atual oferece uma boa porta de entrada”, escrevem os analistas.

Na visão do time de análise, G2D está sendo negociada com grande desconto em relação ao seu valor líquido de ativos, considerando o ajuste a ser feito no investimento em Mercado Bitcoin, que representava no primeiro trimestre 2% da carteira da G2D Investments.

Além disso, os analistas não desconsideram a possibilidade de a companhia negociar com um NAV premium em meio às restrições ao investimento direto nos ativos do fundo; capacidade da gestão em gerar bons retornos; e prêmios na casa dos 16% em relação a fundos similares, que investem em empresas de venture capital no setor de tecnologia.

“O time forte e comprometido, com um histórico sólido em investimentos, é um dos principais pilares da nossa tese de investimento em G2D. Nos últimos três anos, o retorno anual do fundo ficou na casa dos 24%, indicando a capacidade da administração em capturar boas oportunidades no setores”, escrevem os analistas do Bradesco BBI.

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Gympass dobra valuation após novo investimento de fundos como o do SoftBank; startup já vale US$ 2,2 bilhões

Mulher vê aulas da Gympass pelo computador (Divulgação) Mulher vê aulas da Gympass pelo computador (Divulgação)

SÃO PAULO – A plataforma de bem-estar corporativo Gympass teve de se reorganizar completamente para enfrentar a pandemia de Covid-19. A virada de chave das academias físicas para aulas digitais em temas que vão além dos exercícios rendeu uma nova aposta de gestores de capital de risco conhecidos, como SoftBank, General Atlantic, Moore Strategic Ventures, Kaszek Ventures e Valor Capital Group.

O Gympass anunciou nesta terça-feira (29) uma rodada de investimentos que o avaliou em US$ 2,2 bilhões. Esse é o dobro do valuation visto na última captação da empresa, feita antes da pandemia.

O Gympass é uma plataforma de bem-estar corporativo. Empresas oferecerem o aplicativo a seus funcionários, para que eles realizem atividades emocionais, físicas e mentais com academias e estúdios parceiros do Gympass. Desde a chegada da pandemia, essas atividades podem ser feitas também por meio de aulas online.

O investimento atual é um série E de US$ 220 milhões. Em comunicado, a startup afirma que o novo aporte “reflete a aceleração do crescimento do Gympass no momento em que cuidar do bem-estar é cada vez mais relevante para o ambiente de trabalho híbrido”.

Do lado das empresas que contratam a plataforma de bem-estar corporativo, foram 1.000 adições durante a pandemia. Alguns dos clientes atendidos são Accenture, KPMG, McDonald’s e Unilever. Já do lado dos consumidores finais, a startup tem crescido seus usuários em dois dígitos mensalmente desde março de 2021. Diversos centros de bem-estar e exercícios “estão ultrapassando os níveis de engajamento pré-pandemia”, escreve a startup.

Além da consolidação das aulas pela internet, essas academias e estúdios estão se beneficiando com a reabertura progressiva de centros de bem-estar e exercícios. Estados Unidos e Reino Unido lideram o crescimento dentro da startup, mas América Latina e União Europeia também seguem a tendência de volta aos centros de bem-estar e exercícios. Apenas em maio, o Gympass registrou 4 milhões de visitas a academias e estúdios. Ao todo, são 50 mil estabelecimentos parceiros.

“Temos visto um aumento no número de visitas a academias e estúdios conforme os países começam a retomar suas atividades, e esperamos um avanço ainda maior à medida que as pessoas comecem a voltar aos escritórios”, disse no mesmo comunicado Cesar Carvalho, cofundador e CEO do Gympass.

Cesar Carvalho, cofundador do Gympass (Divulgação)

Cesar Carvalho, cofundador do Gympass (Divulgação)

Mesmo com o retorno das atividades presenciais, as soluções digitais do Gympass têm mantido níveis estáveis ​​de engajamento. Segundo a startup, isso reforça que “o futuro do bem-estar corporativo é híbrido.”

“Semelhante ao modelo de trabalho híbrido adotado por muitas empresas devido à pandemia, estamos vendo uma tendência semelhante em relação às atividades fitness e de bem-estar. Agora, as pessoas estão combinando visitas presenciais a academias e estúdios com o digital, usando aplicativos de meditação e nutrição, além de outras soluções de bem-estar oferecidas pelo Gympass. Vimos que esta é uma mudança que permanecerá no futuro e esperamos expandir nosso alcance e serviços para continuar a estimular o bem-estar geral das pessoas”, completa Carvalho.

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Os novos recursos serão usados para impulsionar o crescimento do Gympass nos Estados Unidos; melhorar a experiência do produto; e continuar a expandir em categorias como fitness digital, saúde mental e nutrição.

“É incrível ver o Gympass crescer cada vez mais em um momento em que o ecossistema operacional tem sido tão difícil”, disse no comunicado Shu Nyatta, sócio operador do Softbank. “O Gympass é a solução de bem-estar para o modelo de trabalho híbrido que estamos vendo agora, oferecendo aos colaboradores opções dentro e fora do escritório. (…) O crescimento da empresa nos últimos dois anos mostra o potencial que o Gympass tem.”

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Startup que financia energia solar a consumidores recebe R$ 160 milhões

Fabio Carrara, fundador e CEO da Solfácil (Paulo Vitale/Divulgação) Fabio Carrara, fundador e CEO da Solfácil (Paulo Vitale/Divulgação)

SÃO PAULO – Hidrelétricas em baixa, termelétricas em alta: o resultado é que o consumidor de energia elétrica tem visto uma conta de luz cada vez mais cara. Essa crise gera oportunidades para startups que defendem maneiras de economizar na conta atual, ou mudar para uma conta completamente diferente.

O segundo caso é o da Solfácil. A startup de serviços financeiros defende trocar a mensalidade da energia elétrica por um painel fotovoltaico parcelado.

Essa fintech de financiamento da energia solar acabou de ganhar mais um impulso para sua proposta. A Solfácil anunciou nesta quarta-feira (23) a captação de R$ 160 milhões. O aporte será fundamental para a fintech crescer dez vezes sobre 2020, ampliando a carteira de crédito para R$ 1 bilhão neste ano. Atualmente, são mais de 10 mil clientes e R$ 300 milhões em painéis fotovoltaicos financiados.

O Do Zero Ao Topo, marca de empreendedorismo do InfoMoney, conversou com o fundador Fabio Carrara sobre o setor de energia solar e o crescimento da Solfácil. O mercado tem dado saltos nos últimos anos, mas a oportunidade continua grande. Segundo dados coletados pelo empreendedor na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), 0,6% das unidades consumidoras brasileiras tem tecnologia de energia solar atualmente. Em países como a Austrália, a penetração chega a 25%.

Como funciona a energia solar distribuída

A Solfácil foi fundada pelo engenheiro Fabio Carrara em 2018. Carrara começou sua carreira há 15 anos, como consultor estratégia no Boston Consulting Group. Um MBA na Universidade de Wharton acendeu seu interesse pelo empreendedorismo. De volta ao Brasil, Carrara tornou-se diretor em um fundo alemão de venture capital. O estudo de um negócio de geração de contatos de clientes (leads) fez o diretor perceber o mercado de painéis fotovoltaicos.

“Pesquisei sobre a energia solar distribuída e vi que ela era comum na Austrália, na Europa e nos Estados Unidos. Ao mesmo tempo, o Brasil é o melhor país para esse mercado: tem uma energia elétrica cara, mas muito sol e mão de obra relativamente barata. São fatores que permitem a expansão da energia solar distribuída”, diz Carrara. Na energia solar distribuída, os usuários geram luz para consumo próprio.

O diretor virou empreendedor em 2015. Fundou a Solstar, uma empresa que desenhava projetos e instalava painéis fotovoltaicos em estabelecimentos comerciais e residenciais. “Aprendi sobre a cadeia de suprimentos, sobre a tecnologia e sobre as necessidades do consumidor final. Ficou claro que o grande gargalo era fazer o investimento inicial nos painéis, e as fintechs estavam crescendo no Brasil”.

Após um investimento semente de R$ 4 milhões, captado em 2018, nasceu a Solfácil. A fintech pretende trocar o custo atual da energia elétrica pelo investimento em energia solar, concedendo financiamentos de até dez anos para aquisição de painéis fotovoltaicos.

A Solfácil atua em modelo B2B2C: agentes locais de projeto e instalação de painéis oferecem o financiamento da fintech aos consumidores finais. A Solfácil tem mais de 5 mil parceiros em mais de mil municípios. “O financiamento é uma ferramenta de venda para essas empresas, já que investimento inicial é o grande gargalo”, diz Carrara. É uma relação similar entre empresas de crédito automotivo e concessionárias, por exemplo.

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A Solfácil atende consumidores na pessoa física e pessoas jurídicas de pequeno porte. Esses mercados representam respectivamente 40%-45% e 35% dos projetos de energia solar no Brasil, segundo coletados pelo fundador da fintech na Aneel.

No segundo semestre, a Solfácil passará a atender também produtores rurais, que representam 15% dos projetos de energia solar. Dessa forma, a fintech pretende endereçar entre 90% e 95% do mercado. O restante está nas empresas de grande porte.

Segundo o fundador da fintech, o investimento em um painel fotovoltaico fica entre R$ 20 mil e R$ 30 mil para pessoa física, e entre R$ 75 mil e R$ 100 mil para pessoa jurídica de pequeno porte. Em um prazo de cinco a seis anos, o consumidor costuma pagar o painel – e a partir daí pode gerar a própria energia pelos painéis instalados no telhado ou no solo de sua residência. Sem os juros do financiamento, o prazo seria de quatro anos (considerando uma mensalidade similar à da fatura tradicional de energia elétrica).

A Solfácil tem mais de 10 mil clientes em sua carteira de crédito, que já ultrapassou R$ 300 milhões. O dinheiro para conceder o crédito é captado por meio de Fundos de Investimentos em Direitos Creditórios (FIDCs).

A monetização da fintech vem da taxa de administração cobrada para originação do crédito e alocação do capital, além do spread do financiamento dos painéis fotovoltaicos. Esses FIDCs têm oferta restrita e para investidores qualificados (Instrução CVM 476), mas a Solfácil busca lançar no futuro uma oferta pública (CVM 400).

Conta de luz mais cara e novo investimento

Apesar de notícias sobre o aumento na conta de luz terem tomado o país nos últimos meses, Carrara afirma que o encarecimento da energia elétrica vem de anos e tem raízes estruturais.

“O custo da energia cresce historicamente acima dos índices de inflação. O Brasil tem uma matriz majoritariamente hídrica, mas esse modelo se esgotou pela falta de escalabilidade. O projeto mais recente foi o da hidrelétrica de Belo Monte, que teve uma série de problemas ambientais”, diz o fundador da Solfácil.

Atualmente, o risco de racionamento fez o Brasil se ancorar em termelétricas, poluentes e com energia mais cara que a das hidrelétricas. “Já a energia solar é uma das mais baratas e depende apenas de incidência solar. É uma solução ideal para momentos de racionamento, porque são as pessoas colocando o próprio capital para construir infraestrutura de eletricidade.”

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Carrara acrescenta que a demanda pela energia solar cresceu diante do encarecimento da conta de luz. O mercado cresceu 160% por ano nos últimos cinco anos, segundo dados coletados pelo empreendedor na Aneel. O negócio cresceu dez vezes em 2020, e têm agora crescido 90% por trimestre. A fintech concede R$ 60 milhões em crédito mensalmente, com a entrada de 2 mil novos clientes por mês.

Além do investimento semente em 2018, a fintech captou R$ 21 milhões em agosto de 2020. O aporte série A foi liderado pela Valor Capital Group. Os atuais R$ 160 milhões correspondem a um aporte série B, liderado pelo QED Investors. O fundo de capital de risco investiu em startups como Creditas, Loft e QuintoAndar. A rodada teve ainda a participação do Banco Mundial e novamente da Valor Capital Group.

As captações feitas em troca de participação no negócio (equity) são voltadas para investimentos na própria fintech, e não nos recursos para financiamento. O aporte série B será usado primeiro para crescer e melhorar o financiamento. Depois, para criar soluções aos parceiros da Solfácil.

A Solfácil vai lançar financiamentos de curto prazo, para aqueles que querem comprar o painel fotovoltaico em três ou quatro parcelas. A fintech vai investir em marketing e comercial para ampliar o número de parceiros, chegando a 10 mil deles até o final de 2022. Os recursos também vão para tecnologia, com o objetivo de automatizar a concessão do financiamento e facilitar a integração com os sistemas dos parceiros. Por fim, pretende ir além da concessão de financiamento aos parceiros: oferecerá plataformas de conexão com fornecedores, relacionamento com o cliente e monitoramento dos painéis instalados.

Executar tais planos requer uma equipe maior. A Solfácil tem mais de 200 funcionários hoje e pretende chegar a 460 pessoas até o final de 2020. A Solfácil espera chegar a 100 mil clientes e R$ 1 bilhão financiados em 2021 – outro crescimento de dez vezes sobre o ano anterior, como visto em 2020. Para 2022, o plano é conceder R$ 2,5 bilhões em crédito.

“Percentualmente, o crescimento vai desacelerar aos poucos. É natural. Mas ainda temos muito potencial para crescimento”, diz Carrara.

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Stock Pickers completa 2 anos e realizará série de lives para comemorar; veja os confirmados

(CONDADO DA FARIA LIMA) – O Stock Pickers completa 2 anos de vida neste domingo, 25 de abril de 2021. E para celebrar esta data, realizaremos dois super eventos: um mais descontraído no próprio domingo e o outro mais “sério” que vai acontecer ao longo da próxima semana.

O primeiro é a 2ª Aniverlive Stock Pickers, que terá início às 14h e vai durar por toda tarde. Vamos juntar mais de 30 convidados (entre gestores de investimentos, jogadores de futebol, artistas) para celebrar o dia – ou seja, não espere um papo sério de investimentos. A live será no youtube e o link para acompanhá-la está aquiConfira abaixo todos os convidados:

Já o segundo evento terá um conteúdo de altíssimo nível: faremos a primeira edição do “Stock Week“, que acontecerá entre os dias 26 e 30 de abril. Em cada dia da semana, faremos uma live super especial, sempre às 18h (horário de Brasília).

A transmissão será no Youtube do Stock Pickers. Confira abaixo os convidados e todos os detalhes de cada palestra:

SEGUNDA (26/abr): Um “remember” do nosso 1º episódio
(com Luiz Aranha da, Moat Capital, e Alexandre Sabanai, da Perfin)

Vamos reviver o primeiro debate que deu origem à nossa história. O Aranha é um talentosíssimo Stock Pickers com viés “agnóstico”: dificilmente aquelas açõe super populares e que todo mundo tem em carteira estarão nos fundos da Moat. Já o Sabanai eu defino como um “Stock Pickers defensivo”, pela expertise da Perfin nos setores de utilities e energia.

TERÇA (27/abr): Entrevista com o Ministro da Infraestrutura Tarcisio de Freitas

Nossa primeira entrevista com um ministro em exercício: Tarcísio conquistou o mercado não só pela agenda robusta de vendas de ativos e projetos, mas pela praticidade e gosto pelo trabalho (quem não lembra do “sem tempo, irmão!” no twitter?). Participação especial de Pedro Bruno, analista de infraestrutura da XP, que nos ajudará na entrevista.

QUARTA (28/abr): Entendendo as startups antes do “start”
(com Monica Saggioro e Lara Lemann, da Maya Capital)

Antes que muita gente entendesse o modelo de negócios de empresas como Méliuz, Enjoei, Mosaico e Locaweb, as ações delas subiram brutalmente na bolsa, dando um prenúncio de que mais empresas “techs” podem chegar na B3. Como entender melhor qual tech vai ser a próxima porrada da bolsa e qual pode ser uma cilada? Vamos descobrir isso com duas investidores que caçam essas startups muito antes do do “start”. Monica Saggioro e Lara Lemann são fundadoras do fundo de venture capital Maya Capital. Participará dessa conversa Lucas Chaise, head da cobertura de empresas techs na XP.

QUINTA (29/abr): Por que o Agro é tão importante no PIB mas não na bolsa?
(com Leonardo Alencar, da XP, e José Americo Basso, CEO da Jotabasso)

A pergunta do painel define bem ele: por que um dos setores mais pujantes do nosso PIB não possui representatividade no mercado de ações da B3? Nossos dois convidados têm uma vivência grande no setor: Leonardo Alencar cobre alimentos e agro no Research da XP e já foi RI da Minerva; já o José Basso, também ex-Minerva, hoje é CEO de uma empresa de grãos.

SEXTA (30/abr): Uma conversa com um value investor e um day trader
(Com Claudio Copolla, gestor do R&C, e Florian Bartunek, da Constellation)

Eu aposto que essa será uma das experiências antropológicas mais interessantes que já fizemos. Preparamos um mesmo roteiro de perguntas e vamos fazê-lo para dois profissionais de grande experiência e com resultados inquestionáveis no mercado, mas que seguem filosofias completamente diferentes.

Um deles é o trader “Claudinho” Copolla, que ganhou muito destaque com nossa audiência depois do episódio 90 do Stock Pickers, onde ele conta como o fundo dele já chegou a ter mais de 1.000.000% de rentabilidade acumulada; o outro é o Florian Bartunek, um “Stock Picker raíz”, daqueles que gosta de gastar sola de sapato para estudar as empresas que entrarão nas carteiras dos fundos da Constellation.

Para não perder nenhuma novidade sobre as lives, fique de olho no Telegram do Stock Pickers. O acesso é grátis, basta você baixar o aplicativo em seu celular e clicar aqui.

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Fleury e Sabin criam fundo de R$ 200 milhões para investir em startups

Fleury (Divulgação)

Os grupos Fleury (FLRY3) e Sabin, conhecidos pela atuação na área de medicina diagnóstica, anunciaram na quarta-feira, 4, a criação do Kortex Ventures, um fundo de investimentos em startups que nasce com R$ 200 milhões em recursos.

Segundo as empresas – que, juntas, têm mais de 550 laboratórios no país -, a ideia é realizar entre 15 e 18 investimentos nos próximos quatro anos em companhias que possam trazer novidades na área da saúde e sinergias com seus negócios.

“A inovação é hoje cada vez mais uma cultura colaborativa e esse modelo não pode ficar não só no laboratório. Temos uma afinidade e uma complementaridade com o Sabin”, disse Carlos Marinelli, presidente do Grupo Fleury, ao Estadão. A empresa será responsável por 70% do capital do Kortex, enquanto os outros 30% serão do Sabin.

Para Lidia Abdalla, presidente do Grupo Sabin, a intenção é de atrair startups não só pelo capital, mas também pela conhecimento dos dois grupos. “Acreditamos que a união pode ser um fator de atração para os empreendedores.”

Os investimentos devem se concentrar na área de medicina diagnóstica, medicina personalizada e saúde digital, com uso de tecnologias como inteligência artificial e análise de dados para a construção de diagnósticos focados no paciente.

Mas startups de outros setores também podem ser consideradas para investimentos, afirmam os executivos. “Se encontrarmos uma empresa de educação que tenha sinergia com a saúde e com o que fazemos, pode fazer sentido”, explica Marinelli.

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