Ações da Viver fecham com salto de 16% na sessão em recuperação após sequência de quedas na Bolsa

SÃO PAULO – As ações da construtora Viver (VIVR3) registraram fortes ganhos na sessão desta quarta-feira (18). Os ativos VIVR3 fecharam em alta de 16,26%, a R$ 2,86, após chegarem a saltar 26,42%, a R$ 3,11, na máxima do dia.

Cabe ressaltar, contudo, que os últimos pregões foram de forte queda para os ativos. Desde o dia 2 de agosto, quando a companhia anunciou ter saído da recuperação judicial, até o fechamento da véspera, o papel passou de R$ 4 para R$ 2,46, ou uma queda de 38,50% no período. No ano, contudo, os ganhos acumulados são de cerca de 160%.

A companhia participou de live na semana passada do projeto Por Dentro dos Resultados, em que o InfoMoney entrevista CEOs e diretores de importantes companhias de capital aberto, no Brasil ou no exterior.

Ricardo Piccinini, CEO e diretor de Relações com Investidores da Viver, destacou a nova fase da companhia.

“Nós estamos bem animados para os próximos tempos, mas estamos sendo bem criteriosos, por outro lado. O foco hoje da companhia é muito mais direção do que velocidade. Nós queremos lançar alguns projetos nesse e no próximo ano, mas o foco é colocar a empresa operacional, começar a dar os resultados sobre os novos projetos, para, aí sim, eventualmente acelerar em uma estratégia ou outra”.

O CEO da companhia reforçou que o foco é pagar dividendos, mas alertou que ainda deve demorar mais um pouco de tempo. Isso porque a Viver acabou de passar por um longo processo de mudança e precisa voltar a crescer, sendo que no segmento de incorporação, os ciclos não são tão curtos, entre 30 e 36 meses. Saiba mais clicando aqui.

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Ação sobe 132% no ano: como esta empresa conseguiu sair da recuperação judicial e planeja pagar dividendos

SÃO PAULO – Mais do que os números do segundo trimestre, o resultado mais recente da incorporadora Viver (VIVR3) veio junto com a aguardada notícia de que a companhia deixou a recuperação judicial após seis anos de luta. Com isso, agora é hora da empresa entrar em uma nova fase.

“Nós estamos bem animados para os próximos tempos, mas estamos sendo bem criteriosos, por outro lado. O foco hoje da companhia é muito mais direção do que velocidade. Nós queremos lançar alguns projetos nesse e no próximo ano, mas o foco é colocar a empresa operacional, começar a dar os resultados sobre os novos projetos, para, aí sim, eventualmente acelerar em uma estratégia ou outra”, afirmou Ricado Piccinini, CEO e diretor de Relações com Investidores da Viver, em live do InfoMoney.

Apesar do novo momento, o executivo destacou que a mudança estrutural dentro da empresa já vinha ocorrendo há dois anos. “Uma das coisas que nós nos preocupamos muito foi não ficar fazendo muita propaganda de mudança sem trazer resultado antes. Eu não gosto de mudança do dia para a noite, eu gosto de mudança construída”, explicou.

A live faz parte do projeto Por Dentro dos Resultados, em que o InfoMoney entrevista CEOs e diretores de importantes companhias de capital aberto, no Brasil ou no exterior. Eles falam sobre o balanço do segundo trimestre de 2021 e sobre perspectivas. Para acompanhar todas as entrevistas da série, se inscreva no canal do InfoMoney no YouTube.

Durante a live, Arthur Marin, diretor vice-presidente de operações da companhia explicou ainda que o processo de recuperação judicial serve como uma proteção da empresa, para que ela consiga se reestruturar e voltar a operar melhor e que apesar de ainda ser um momento da Viver em se reerguer, eles entenderam que ela já estava madura o suficiente para sair do processo, o que foi entendido da mesma forma pela Justiça.

Sobre as ações, os espectadores questionaram muito sobre a recente queda de preço, e Piccinini lembrou que desde o começo do ano houve um forte aumento no volume negociado dos papéis da Viver, levando a uma forte alta. Em 2021, os ativos VIVR3 sobem 132%.

Porém, o executivo destacou que parte desse capital recebido no mercado é muito especulativo, o que gera a volatilidade. “Por outro lado, alguns investidores entram na companhia já olhando para o futuro, acreditando nela e em tudo que estamos fazendo. Nós sabemos que é do jogo ter o capital especulativo, mas queremos mesmo é atrair o investidor de longo prazo”, afirma.

Além disso, o CEO da companhia reforçou que o foco é pagar dividendos, mas alertou que ainda deve demorar mais um pouco de tempo. Isso porque a Viver acabou de passar por um longo processo de mudança e precisa voltar a crescer, sendo que no segmento de incorporação, os ciclos não são tão curtos, entre 30 e 36 meses.

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“Temos que ter o primeiro ciclo para avaliar os dividendos, mas o foco é voltar a pagar dividendos o quanto antes possível”, conclui.

Os executivos ainda comentaram o impacto da alta do material de construção e da Selic no negócio da companhia, a venda de ações por parte de seus acionistas majoritários, a estratégia da Solv, braço da Viver focado em terminar obras inacabadas, entre outros temas. Assista à live completa acima, ou clique aqui.

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Viver anuncia que saiu de recuperação judicial; ações VIVR3 fecham em alta de 15,61%

A incorporadora e construtora Viver (VIVR3) informou nesta segunda-feira (2) que foi proferida sentença determinando o encerramento da recuperação judicial do grupo. O processo tramitava na 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível da Comarca da Capital de São Paulo.

Em meio à notícia, as ações VIVR3 fecharam com um salto de 15,61%, a R$ 4. No acumulado de 2021, os ganhos são de 254,80%.

Paulo Furtado de Oliveira Filho, juiz da 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais, ao decretar o fim do processo, determinou que seja feita a apuração das custas a serem recolhidas pela empresa; a exoneração do administrador judicial; a comunicação da decisão à junta comercial (Jucesp); e o pagamento das dívidas da empresa diretamente aos credores, sem depósito judicial.

A construtora entrou com pedido para sair do processo de recuperação judicial em 14 de junho.

De acordo com comunicado da Viver, o período de recuperação judicial representou a fase de reestruturação financeira da
companhia, sendo convertidas dívidas habilitadas no âmbito da recuperação judicial, em capital, e consequente pagamento dos respectivos credores. Por meio dessas capitalizações, a empresa sucedeu na quitação de 98% da dívida habilitada perante o processo, destacou.

Veja também: Para se reerguer, Viver cria negócio para terminar as obras que deixou inacabadas

“A recuperação judicial cumpriu, portanto, com o objetivo de (i) preservar a continuidade das atividades do Grupo Viver e sua função social, (ii) preservar os interesses e direitos de seus clientes, fornecedores, credores, colaboradores e acionistas, (iii) proteger a situação financeira do Grupo Viver e reforçá-la continuamente”, apontou.

Destaca-se que os valores remanescentes, assim como todos os créditos ilíquidos, cujo fato gerador seja anterior ao pedido da RJ (Recuperação Judicial), continuam sujeitos aos efeitos do Plano, ainda que tais débitos venham a ser liquidados após o
encerramento do processo de Recuperação Judicial.

“A Companhia entende que este é o momento de crescer e se fortalecer visando uma estrutura cada vez mais sólida, retomando os lançamentos imobiliários cautelosamente”, afirmou, destacando que vai manter seus acionistas e o mercado em geral informados sobre qualquer evento relevante no âmbito do processo.

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Para se reerguer, Viver cria negócio para terminar as obras que deixou inacabadas

Após atravessar uma crise financeira de mais de uma década e recém-saída de uma recuperação judicial, a construtora Viver (VIVR3) achou uma alternativa para se manter de pé: para isso, criou a Solv, braço especializado em terminar edifícios residenciais que ela própria deixou inacabados pelo País.

Hoje, a companhia realiza obras em quatro torres na região metropolitana de Recife, seis em Minas Gerais e mais oito em Goiânia. Todos os empreendimentos eram da InPar, antigo nome da Viver – havia casos de obras paradas há quase dez anos.

“Fizemos um laboratório na empresa e decidimos transformar em negócio (as construções inacabadas)”, afirma Ricardo Piccinini, presidente da Viver e também da Solv. O executivo define o trabalho da Solv como uma espécie de “quimioterapia” nesses edifícios.

Esse tipo de tratamento não é uma tarefa fácil. Isso porque, apesar do dinheiro investido nas obras pela metade, o novo negócio tem de enfrentar a falta de caixa dos empreendimentos e processos judiciais movidos por fornecedores e compradores de imóveis. Apesar disso, a empresa tem conseguido chegar a acordos e voltar ao trabalho.

Com a experiência acumulada com o “espólio” da própria Viver, a Solv quer agora partir para obras inacabadas de terceiros. A companhia mapeou 2 mil obras de edifícios residenciais paradas pelo Brasil e está olhando mais a fundo 167 delas. Entre os edifícios na mira da Solv, estão obras populares inacabadas de construtoras como OAS e Atlântica.

As margens desses negócios, segundo o executivo, são maiores do que vistas no mercado (que são em média de 15%), e o tempo de construção é mais curto, cerca de 24 meses – afinal, parte da estrutura já está pronta. A ideia é que a Solv passe a representar 50% do negócio da Viver nos próximos anos.

Para assumir essas obras, consideradas investimento de alto risco por causa do passivo, a Solv foi atrás de parceiros. Alguns deles são os fundos Jive (de ativos de difícil recuperação), que tem mais de 40% de participação na empresa, e Brick.

A criação da Solv coincide com a saída da Viver da recuperação judicial – caminho que ela tomou em 2016, com dívidas de R$ 1 bilhão. Nesse processo, a empresa também reestruturou a companhia: Ricardo Piccinini assumiu o cargo de presidente após passar seis anos na PDG, outra empresa do mercado de habitação popular que sofreu muito na década passada. Já Arthur Marin, diretor de operações, teve passagens pela própria PDG e pela Odebrecht. A empresa diz hoje que 98% das dívidas foram pagas.

A empresa encolheu muito desde seu auge. No primeiro trimestre, teve receita de R$ 23,9 milhões e lucro de R$ 113 mil. O número de colaboradores chegou a 120 – na época do pedido de recuperação eram menos de 90. Os acionistas estão dando um voto de confiança para a companhia, que viu as suas ações dispararem 220% desde o início do ano.

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Apesar de estar concentrada, por ora, nesses ativos podres, a Viver também quer retomar a agenda de lançamentos. O banco de terrenos da companhia corresponde a R$ 153,7 milhões, sendo 40% no Estado de São Paulo. “A Viver retomará o ciclo de incorporadora normal ainda neste ano”, diz Marin.

Limites

Para Alberto Ajzental, coordenador do curso de negócios imobiliários da Fundação Getúlio Vargas, o negócio faz sentido, mas pode esbarrar no futuro com a falta de obras paradas. “Uma quebra generalizada, como aconteceu no começo da década passada, nunca mais aconteceu. É possível que tenhamos problemas isolados nos próximos anos, mas se torna um mercado menor”, diz Ajzental.

De acordo com projeções da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), o setor deve ter uma alta de 5% nos lançamentos e 10% nas vendas em 2021, embora haja dificuldades no horizonte. “O crescimento poderia ser maior, mas estamos sofrendo com a falta de insumos”, diz José Carlos Martins, presidente da CBIC.

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Ações da Eletrobras caem antes de momentos decisivos para votação de MP; Viver salta 40% após pedido para sair de recuperação judicial

(Eletrobras)

SÃO PAULO – A sessão tem como destaque a alta das ações da PetroRio (PRIO3), que na véspera teve a sua recomendação colocada como equalweight (exposição em linha com a média do mercado) pelo Morgan Stanley. Ontem, as ações caíram 1,6%. Enquanto isso, fora do Ibovespa, a PetroReconcavo (RECV3) registra alta de cerca de 3% após ter a sua cobertura iniciada com recomendação equivalente à compra pelo Itaú BBA.

Já na ponta oposta, estão os papéis da Eletrobras (ELET3;ELET6), em queda de 2,5% para os papéis ON e de 1,5% para os ativos PN, mas ainda acumulando ganhos expressivos de cerca de 30% no ano, em meio a momentos decisivos sobre a MP da privatização da Eletrobras. Em reportagem, o jornal O Estado de S. Paulo destaca que a iminência da publicação de medida provisória que abre caminho para o racionamento de energia, com o agravamento da crise hídrica, pode prejudicar o clima de votações da proposta que permite privatizar a Eletrobras.

Segundo a publicação, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), tem manifestado incômodo com a intenção do governo de restringir o reservatório da hidrelétrica de Furnas, no sul de Minas Gerais, e priorizar o uso da água para energia.

Pacheco decidiu pautar para a próxima quarta-feira a MP que abre caminho para a privatização da Eletrobras, mesmo sem acordo para aprovação. Na semana passada, líderes do Senado aumentaram a reação à MP e ameaçaram derrubar a proposta, pedindo até que o texto não fosse pautado. Na avaliação da Consultoria Legislativa do Senado, a MP é inconstitucional. O texto precisa do aval do Congresso até o dia 22 ou perderá validade. A aposta do governo federal é que a MP seja aprovada no Senado com alterações para que a Câmara faça nova votação na próxima semana. A expectativa também fica pela apresentação do parecer do relator da MP no Senado, Marcos Rogério (DEM-RO).

Fora do índice, quem ganha destaque entre as altas é a Viver (VIVR3), com ganhos de cerca de 40% após pedir para sair da recuperação judicial após um processo de cinco anos.

Confira mais destaques:

Petrobras informou a conclusão da venda da sua participação de 50% no campo terrestre de Dó-Ré-Mi, localizado na Bacia de Sergipe-Alagoas, para a Centro-Oeste Óleo e Gás por um valor de US$ 37,6 mil.

A construtora Viver informou na segunda que pediu na justiça o encerramento de sua recuperação judicial, quase cinco anos após início do processo. Segundo a companhia, após ter recebido cinco capitalizações desde 2018, com a conversão de dívidas em capital e o pagamento de credores, 98% de sua dívida habilitada foi quitada. Além disso, valores remanescentes e outros créditos ilíquidos anteriores ao pedido da recuperação judicial seguem sujeitos aos efeitos do plano.

Além disso, valores remanescentes e outros créditos ilíquidos anteriores ao pedido da recuperação judicial seguem sujeitos aos efeitos do plano.

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“A conclusão da recuperação judicial permitirá que a companhia continue a crescer”, disse a Viver no fato relevante.

A empresa pediu recuperação em setembro de 2016, com mais de 930 milhões de reais em dívidas. Aprovado por credores, o plano de recuperação judicial foi homologado em dezembro de 2017.

O GPA está considerando se separar de sua unidade colombiana Almacenes Éxito, numa operação que entregaria ações da subsidiária aos acionistas do GPA, incluindo o francês Casino Guichard Perrachon, segundo duas fontes com conhecimento do assunto ouvidas pela Reuters.

Seria uma transação similar ao recente “spin off” da unidade de atacarejo do GPA, Assaí, e faria parte de uma estratégia do grupo francês Casino de simplificar sua estrutura na América Latina e aumentar o valor atribuído às suas empresas na região.

O GPA tem mais de 97% do Éxito, que é listado na Colômbia, com um valor de mercado de cerca de US$ 1,5 bilhão. A empresa tem 515 supermercados na Colômbia e emprega 35 mil pessoas, além de controlar subsidiárias no Uruguai e Argentina.

O GPA, listado na B3, tem um valor de mercado de US$ 2,13 bilhões, sugerindo que os investidores não estão atribuindo o valor correto à unidade colombiana. O recente spinoff do Assaí do GPA, em março, resultou num aumento imediato de 10% do valor de mercado combinada. O Assaí hoje vale mais que o dobro do que o GPA.

A alternativa ideal para os acionistas, segundo as fontes, seria listar o Éxito na B3, mas os regulamentos da bolsa proíbem a listagem direta de empresas estrangeiras. Agora o GPA e o Casino estão considerando qual seria a melhor alternativa, deixar o Éxito listado na Colômbia e entregar Brazilian Depositary Receipts (BDR) aos acionistas da B3, ou eventualmente acrescentar uma listagem nos Estados Unidos, onde são permitidas empresas estrangeiras, e daí emitir o BDR. Em resposta ao pedido de comentário sobre o assunto, o grupo enviou um comunicado. “O GPA reitera que não há discussão em relação a esse tema. E reafirma seu interesse de investimento de longo prazo na Colômbia.”

Na avaliação de Luís Sales, analista da Guide Investimentos, a operação deve destravar valor para os acionistas do GPA, cujo valor de mercado atual representa uma subavaliação do valor atribuído à unidade colombiana.

BR Properties (BRPR3)

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A BR Properties comunicou a venda do Galpão Tucano, localizado na cidade Jarinu, no interior de São Paulo, por um valor de R$ 94 milhões. O empreendimento tem 31,7 mil metros quadrados de Área Bruta Locável (ABL).

A Itaúsa informou que a BlackRock diminuiu sua fatia acionária na empresa para 4,98%, passando a deter 275 milhões de ações PN da holding.

O Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) informou na segunda que notificou as operadoras de planos de saúde Hapvida e Prevent Senior, pelo uso de cloroquina e outros medicamentos contra Covid-19. De acordo com a entidade, as operadoras contrariam recomendações de órgãos nacionais e internacionais e pressionam médicos a aplicarem o chamado tratamento precoce, colocando em risco a saúde e a segurança das pessoas. Ainda de acordo com o Idec, há indícios de que a Hapvida tem pressionado médicos a prescreverem esses produtos em pelo menos quatro Estados: Goiás, Pernambuco, Pará e Ceará.

A elétrica paranaense Copel informou na segunda-feira que entrou em operação comercial no último sábado a primeira unidade geradora da pequena hidrelétrica (PCH) Bela Vista, com capacidade instalada de 9,8 megawatts (MW), em antecipação frente ao calendário previsto pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). Quando suas três unidades geradoras estiverem operando, a PCH Bela Vista terá capacidade instalada de 29,8 MW, disse a empresa, cuja unidade Copel GeT detém 100% do ativo.

A empresa paranaense de saneamento Sanepar anunciou na segunda a prorrogação por 90 dias do tarifa social para clientes cadastrados, dentro das medidas tomadas para minimizar os impactos causados pela pandemia da Covid-19. A medida vale a partir de 18 de junho.

Um sindicato que representa os trabalhadores da mina de níquel da Vale em Sudbury, Canadá, recomendou que seus membros em greve rejeitem a última oferta da empresa brasileira, dizendo que ela oferecia “melhorias mínimas”. Os 2.500 trabalhadores da mina cruzaram os braços em 1º de junho, reclamando dos planos de cortes de benefícios médicos e de saúde para aposentados, bem como aumentos salariais mínimos.

A mineradora informou ainda a primeira produção de minério no projeto de expansão da mina de Voisey’s Bay, no Canadá, onde estão um dos maiores depósitos de níquel do mundo. Voisey’s Bay produz níquel a partir de uma operação a céu aberto desde 2005, e a transição para lavra subterrânea envolve o desenvolvimento de duas minas –Reid Brook e Eastern Deeps–, estendendo a vida útil das operações da Vale em Labrador, ressaltou a companhia.

A Vale destacou que a produção de níquel, cobre e cobalto ajudará a atender a demanda futura dos clientes dos setores de veículos elétricos e energia limpa, à medida que a indústria busca reduzir as emissões de gases de efeito estufa e apegada de carbono. Metais como níquel são utilizados para a produção de baterias.

Vale, Usiminas (USIM5), CSN (CSNA3), Usiminas (USIM5), Gerdau (GGBR4) e CSN Mineração (CMIN3)

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O Credit Suisse atualizou suas previsões de 2021 para o setor de aço. Os analistas Caio Ribeiro e Gabriel Galvão, que assinam o relatório, veem que a demanda de aço continua forte no Brasil, com prazos de entrega próximos a quatro meses, versus o nível normalizado de dois a dois meses e meio. Enquanto isso, as taxas de utilização das siderúrgicas estão variando entre 80% e 85% e os estoques em toda a cadeia ainda estão abaixo do normal.

Na avaliação dos analistas, as rodadas adicionais de aumentos de preços no trimestre, em conjunto com uma demanda robusta, devem compensar as pressões de custo e continuar suportando crescimento nos lucros, levando à expansão de margem. Ribeiro e Galvão ressaltam ainda que os prêmios de paridade de importação no Brasil estão cada vez mais esticados, acima de 15% para aços planos (mais usado na indústria) e longos (mais usado na construção civil), versus nível normalizado entre 5% e 10%, o que reduz significativamente a probabilidade de mais aumentos de preços.

Contudo, a volatilidade do câmbio e a baixa disponibilidade de volumes de aço no mercado à vista internacional devem limitar a penetração das importações. Assim, avaliam os analistas, o momentum de alta dos lucros pode durar pelo menos até o quarto trimestre.

Olhando para as ações do setor, baseado em uma análise que leva em conta o valuation atrativo em termos de múltiplo e um sólido FCF yield médio (geração de caixa em relação ao valor de mercado), Ribeiro e Galvão apontam a CSN (CSNA3) como a ação preferida, seguida pela Ternium (negociada na Bolsa de Nova York) e Usiminas (USIM5).

Os analistas possuem recomendação neutra para a Gerdau (GGBR4), mais exposta a aços longos. De acordo com eles, diferentemente de 2020, acreditam que em 2021 a demanda de aços planos vai ter um desempenho superior frente os  longos e a companhia acompanha menos o momentum positivo do minério de ferro. Isso porque a Gerdau vende bastante
menos minério de ferro para terceiros do que seus pares no Brasil e deve perder o vento favorável de maiores preços da commodity.

A recomendação é outperform (desempenho acima da média do mercado) para a CSN, com o preço-alvo sendo mantido em R$ 58,50 (ou potencial de alta de 28,55% em relação ao fechamento da véspera), destacando que a geração de fluxo de caixa livre permanece robusta, o que deve reduzir a alavancagem para níveis mais. Isso também abre espaço para a CSN aumentar o pagamento de dividendos. Para os analistas, um dividend yield, ou relação entre o dividendo e o preço da ação, de dois dígitos entre 2022 e 2025 ainda parece alcançável.

Os analistas possuem recomendação outperform e preço-alvo também para a Usiminas, com o preço-alvo sendo elevado de R$ 23,50 para R$ 25,50 (ou upside de 36%). “No geral, acreditamos que a Usiminas é um instrumento sólido de investimento para capturar os ventos favoráveis ​​dos preços mais altos do minério de ferro e o forte ambiente de preços e demanda por aço”, avaliam.

O Credit Suisse atualizou seu modelo para a CSN Mineração, incorporando os resultados do primeiro trimestre e os preços do minério de ferro MTM no segundo trimestre, elevados de US$ 170 por tonelada para US$ 195 por tonelada, levando o preço-alvo para 2021 de US$ 150 para US$ 155. Como resultado, o Credit manteve a avaliação outperform sobre o nome, e manteve o preço-alvo em R$ 11,50. O banco diz acreditar que os preços do minério se manterão fortes, como resultado da demanda chinesa por aço e estabilidade no suprimento. O banco estima que o fluxo livre de caixa ficará em 19%. E que o rendimento seja de 14%.

Já as top picks (ações favoritas) do Bradesco BBI para o setor na América Latina são Vale, Usiminas e CSN Mineração, todas com avaliação outperform (perspectiva de valorização acima da média do mercado). No caso da Vale, o BBI mantém preço-alvo de US$ 25 para os papéis VALE; para a CSN Mineração, R$ 14. Para a Usiminas, o preço-alvo é de R$ 32, frente a R$ 19,65 de segunda.

O Bradesco BBI ainda destacou que os preços do minério de ferro 62% chegaram a US$ 222 por tonelada na China na última segunda-feira. Um acidente de mineração na província chinesa de Shanxi, em que a entrada de água prendeu 13 trabalhadores em uma mina subterrânea de minério de ferro na província de Shanxi, impulsiona os preços, afirma o banco. O acidente fez com que todas as minas subterrâneas parassem a produção para passar por inspeções de segurança. A província produziu em 2020 cerca de 8% do minério de ferro da China.

BRF (BRFS3), M Dias Branco ([ativo=MDIAS3]), JBS (JBSS3) e Marfrig (MRFG3)

O Bradesco BBI comentou a notícia de que o governo dos Estados Unidos está considerando apoiar as petroleiras do país, reduzindo a taxa de mistura obrigatória de biocombustíveis, que no país são principalmente etanol e biodiesel produzido a partir de óleo de soja.

O banco avalia que a redução poderia afetar negativamente a demanda por etanol e biodiesel e, consequentemente, por óleo de soja e de milho. De acordo com o Bradesco BBI, 40% da demanda de grãos dos Estados Unidos vem da indústria de biocombustíveis do país, que responde por 10% da demanda global por grãos.

Caso se materialize, o banco diz avaliar que a redução seria positiva para a BRF, para a qual mantém recomendação neutra e preço-alvo de R$ 32, o que também beneficiaria Marfrig, com avaliação outperform e preço-alvo de R$ 25, e JBS, com avaliação outperform e preço-alvo de R$ 38. Isso porque este cenário poderia levar a preços mais baixos do que o mercado espera para milho e soja, beneficiando frigoríficos. De acordo com o BBI, o milho responde por dois terços da alimentação dos animais, e a soja, por um terço. Os custos com alimentação são 30% dos custos totais da BRF, e 12% daqueles da JBS.

O banco também destaca que há uma correlação historicamente alta entre os preços do milho e do trigo, já que ambos podem ser usados como carboidratos na composição da alimentação na indústria animal. O cenário de queda nos preços dos grãos pode levar a custos menores do que o esperado para a fabricante de macarrão e biscoitos M.Dias Branco, que avalia como outperform, com preço-alvo de R$ 34.

Banco Inter (BIDI11)

O conselho de administração do Banco Inter aprovou oferta primária de units com esforços restritos da ordem de R$ 5,5 bilhões. Cada unit é formada por 1 ação ordinária e 2 ações preferenciais de emissão do Inter. O preço por unit foi fixado no valor de R$ 57,84 e o preço por ação foi fixado no valor de R$ 19,28.

Com base no preço fixado por unit, o montante total da oferta, incluindo o lote adicional, pode alcançar R$ 5,5 bilhões. A divulgação do volume final da oferta está previsto para 24 de junho.

Pague Menos (PGMN3), Dimed (PNVL3)

O Itaú BBA atualizou suas previsões para o setor de farmácias no Brasil. O banco diz que a Pague Menos é sua escolha favorita para o setor, devido a um múltiplo de preços sobre o lucro (P/E) atrativo, de 27,3 vezes, e integração da Extrafarma, que pode acelerar a taxa de crescimento anual composta (CAGR) dos rendimentos por ação, que o banco estima de 30% para o período entre 2022 e 2025. O banco mantém recomendação outperform para a Pague Menos, com  preço-alvo em 2022 de R$ 16.

O banco mantém avaliação outperform para a Dimed, mas reduziu suas estimativas para rendimentos por ação em 13% para 2021 e 23% para 2022, devido a mais pressões sobre a lucratividade. O banco acredita que a empresa enfrenta maior concorrência de São João e RD no Sul. O preço-alvo em 2022 é de R$ 27.

PetroReconcavo (RECV3)

O Itaú BBA iniciou a cobertura da PetroReconcavo com recomendação outperform e preço-alvo para 2021 de R$ 25, ou potencial de alta de 44% frente o fechamento da véspera. O banco avalia que a empresa oferece uma combinação entre bom histórico e crescimento, com mais de duas décadas de experiência em recuperar campos onshore.

O banco espera que a empresa cresça significativamente nos próximos anos, devido à recuperação de ativos, novas oportunidades em campos, especialmente de gás natural e oportunidades de crescimento inorgânico.

O Credit Suisse repercutiu dados da Rumo, que informou na segunda crescimento de 8,5% na receita por quilômetro de frete na comparação anual. A Operação Norte teve crescimento de 10% na comparação anual, e a Operação Sul, de 5%.

Segundo o Credit, para atingir os patamares mais baixos apontados na guidance (conjunto de previsões e planos divulgados pela empresa) para 2021, a Rumo precisa ter nos últimos sete meses de 2021 uma performance 17% superior a de 2020. Até o momento, a performance foi 12% superior. O banco mantém avaliação outperform para a Rumo, com preço-alvo de R$ 25.

Arco (NASDAQ: ARCE)

O Credit Suisse espera que a Arco mostre uma forte recuperação em ACV em 2022. O banco acredita que a recente desaceleração e revisão para baixo da guidance para o valor de contrato anual (ACV, na sigla em inglês) têm relação com o cenário macroeconômico, e que a antecipação do calendário de vacinação contra a Covid em algumas regiões, como o estado de São Paulo, pode impulsionar as vendas. O banco espera que a Arco passe pela pandemia mais forte do que entrou.

O Credit reduziu o preço-alvo da Arco de US$ 55 para US$ 46, frente aos US$ 31,23 negociados na segunda pelos papéis ARCE na Nasdaq. E reduziu a previsão para a receita líquida ajustada em 2021 em 4%, para R$ 307 milhões. O Credit mantém recomendação outperform para a empresa.

O Morgan Stanley realizou uma reunião virtual com o CFO da Energisa, Maurício Botelho, e com o diretor de regulação, Fernando Maia. O banco afirma que a Energisa está analisando oportunidades de leilões e fusões e aquisições no setor de transmissão e no de geração. O banco diz que, desde a elevação da avaliação em março de 2021, vê a Energisa como uma das melhores ações do setor.

O banco avalia que, apesar da recuperação de 12% nos preços das ações nos últimos três meses, os papéis ainda acumulam queda de 5% desde o início de 2021. O banco vê a perspectiva de valorização especialmente atrativa para a empresa. O Morgan Stanley mantém avaliação overweight e preço-alvo de R$ 57 para os papéis ENGI11.

A contratação compulsória de termelétricas a gás conforme o previsto na medida provisória de privatização da Eletrobras poderá promover economia de R$ 8 bilhões ao ano aos consumidores, afirmou na segunda a Abegás (Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado). A associação considerou despesas e benefícios com a contratação das térmicas, além do atual cenário de crise hidrológica.

Os investidores devem ficar de olho na apresentação do relatório de Marcos Rogério (DEM-RO) da MP da companhia, que pode ser divulgado nesta terça. O Senado tem sessão convocada para a votação, na quarta-feira, da medida provisória que trata da privatização da Eletrobras.

A medida provisória precisa ter sua tramitação concluída no Congresso Nacional até o dia 22 de junho, quando perde sua validade.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

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GPA considera se separar da colombiana Éxito, venda de ativo da Petrobras, Viver pede para sair da recuperação judicial e mais

Pão de açúcar supermercado loja varejo (divulgação)

SÃO PAULO – O noticiário corporativo desta terça-feira tem como destaque a Petrobras concluindo a venda da sua fatia de de 50% no campo terrestre de Dó-Ré-Mi, a notícia da Reuters de que o GPA está considerando se separar de sua unidade colombiana Almacenes Éxito. Já a construtora Viver informou na segunda que pediu na justiça o encerramento de sua recuperação judicial, quase cinco anos após início do processo. Atenção ainda para os dias decisivos para a aprovação da MP da Eletrobras. Confira mais destaques:

Petrobras informou a conclusão da venda da sua participação de 50% no campo terrestre de Dó-Ré-Mi, localizado na Bacia de Sergipe-Alagoas, para a Centro-Oeste Óleo e Gás por um valor de US$ 37,6 mil.

O GPA está considerando se separar de sua unidade colombiana Almacenes Éxito, numa operação que entregaria ações da subsidiária aos acionistas do GPA, incluindo o francês Casino Guichard Perrachon, segundo duas fontes com conhecimento do assunto ouvidas pela Reuters.

Seria uma transação similar ao recente “spin off” da unidade de atacarejo do GPA, Assaí, e faria parte de uma estratégia do grupo francês Casino de simplificar sua estrutura na América Latina e aumentar o valor atribuído às suas empresas na região.

O GPA tem mais de 97% do Éxito, que é listado na Colômbia, com um valor de mercado de cerca de US$ 1,5 bilhão. A empresa tem 515 supermercados na Colômbia e emprega 35 mil pessoas, além de controlar subsidiárias no Uruguai e Argentina.

O GPA, listado na B3, tem um valor de mercado de US$ 2,13 bilhões, sugerindo que os investidores não estão atribuindo o valor correto à unidade colombiana. O recente spinoff do Assaí do GPA, em março, resultou num aumento imediato de 10% do valor de mercado combinada. O Assaí hoje vale mais que o dobro do que o GPA.

A alternativa ideal para os acionistas, segundo as fontes, seria listar o Éxito na B3, mas os regulamentos da bolsa proíbem a listagem direta de empresas estrangeiras. Agora o GPA e o Casino estão considerando qual seria a melhor alternativa, deixar o Éxito listado na Colômbia e entregar Brazilian Depositary Receipts (BDR) aos acionistas da B3, ou eventualmente acrescentar uma listagem nos Estados Unidos, onde são permitidas empresas estrangeiras, e daí emitir o BDR. Em resposta ao pedido de comentário sobre o assunto, o grupo enviou um comunicado. “O GPA reitera que não há discussão em relação a esse tema. E reafirma seu interesse de investimento de longo prazo na Colômbia.”

BR Properties (BRPR3)

A BR Properties comunicou a venda do Galpão Tucano, localizado na cidade Jarinu, no interior de São Paulo, por um valor de R$ 94 milhões. O empreendimento tem 31,7 mil metros quadrados de Área Bruta Locável (ABL).

A Itaúsa informou que a BlackRock diminuiu sua fatia acionária na empresa para 4,98%, passando a deter 275 milhões de ações PN da holding.

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O Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) informou na segunda que notificou as operadoras de planos de saúde Hapvida e Prevent Senior, pelo uso de cloroquina e outros medicamentos contra Covid-19. De acordo com a entidade, as operadoras contrariam recomendações de órgãos nacionais e internacionais e pressionam médicos a aplicarem o chamado tratamento precoce, colocando em risco a saúde e a segurança das pessoas. Ainda de acordo com o Idec, há indícios de que a Hapvida tem pressionado médicos a prescreverem esses produtos em pelo menos quatro Estados: Goiás, Pernambuco, Pará e Ceará.

A elétrica paranaense Copel informou na segunda-feira que entrou em operação comercial no último sábado a primeira unidade geradora da pequena hidrelétrica (PCH) Bela Vista, com capacidade instalada de 9,8 megawatts (MW), em antecipação frente ao calendário previsto pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). Quando suas três unidades geradoras estiverem operando, a PCH Bela Vista terá capacidade instalada de 29,8 MW, disse a empresa, cuja unidade Copel GeT detém 100% do ativo.

A empresa paranaense de saneamento Sanepar anunciou na segunda a prorrogação por 90 dias do tarifa social para clientes cadastrados, dentro das medidas tomadas para minimizar os impactos causados pela pandemia da Covid-19. A medida vale a partir de 18 de junho.

A construtora Viver informou na segunda que pediu na justiça o encerramento de sua recuperação judicial, quase cinco anos após início do processo. Segundo a companhia, após ter recebido cinco capitalizações desde 2018, com a conversão de dívidas em capital e o pagamento de credores, 98% de sua dívida habilitada foi quitada. Além disso, valores remanescentes e outros créditos ilíquidos anteriores ao pedido da recuperação judicial seguem sujeitos aos efeitos do plano.

Um sindicato que representa os trabalhadores da mina de níquel da Vale em Sudbury, Canadá, recomendou que seus membros em greve rejeitem a última oferta da empresa brasileira, dizendo que ela oferecia “melhorias mínimas”. Os 2.500 trabalhadores da mina cruzaram os braços em 1º de junho, reclamando dos planos de cortes de benefícios médicos e de saúde para aposentados, bem como aumentos salariais mínimos.

A mineradora informou ainda a primeira produção de minério no projeto de expansão da mina de Voisey’s Bay, no Canadá, onde estão um dos maiores depósitos de níquel do mundo. Voisey’s Bay produz níquel a partir de uma operação a céu aberto desde 2005, e a transição para lavra subterrânea envolve o desenvolvimento de duas minas –Reid Brook e Eastern Deeps–, estendendo a vida útil das operações da Vale em Labrador, ressaltou a companhia.

A Vale destacou que a produção de níquel, cobre e cobalto ajudará a atender a demanda futura dos clientes dos setores de veículos elétricos e energia limpa, à medida que a indústria busca reduzir as emissões de gases de efeito estufa e apegada de carbono. Metais como níquel são utilizados para a produção de baterias.

Vale, Usiminas (USIM5), CSN (CSNA3), Usiminas (USIM5), Gerdau (GGBR4) e CSN Mineração (CMIN3)

O Credit Suisse atualizou suas previsões de 2021 para o setor de aço. Os analistas Caio Ribeiro e Gabriel Galvão, que assinam o relatório, veem que a demanda de aço continua forte no Brasil, com prazos de entrega próximos a quatro meses, versus o nível normalizado de dois a dois meses e meio. Enquanto isso, as taxas de utilização das siderúrgicas estão variando entre 80% e 85% e os estoques em toda a cadeia ainda estão abaixo do normal.

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Na avaliação dos analistas, as rodadas adicionais de aumentos de preços no trimestre, em conjunto com uma demanda robusta, devem compensar as pressões de custo e continuar suportando crescimento nos lucros, levando à expansão de margem. Ribeiro e Galvão ressaltam ainda que os prêmios de paridade de importação no Brasil estão cada vez mais esticados, acima de 15% para aços planos (mais usado na indústria) e longos (mais usado na construção civil), versus nível normalizado entre 5% e 10%, o que reduz significativamente a probabilidade de mais aumentos de preços.

Contudo, a volatilidade do câmbio e a baixa disponibilidade de volumes de aço no mercado à vista internacional devem limitar a penetração das importações. Assim, avaliam os analistas, o momentum de alta dos lucros pode durar pelo menos até o quarto trimestre.

Olhando para as ações do setor, baseado em uma análise que leva em conta o valuation atrativo em termos de múltiplo e um sólido FCF yield médio (geração de caixa em relação ao valor de mercado), Ribeiro e Galvão apontam a CSN (CSNA3) como a ação preferida, seguida pela Ternium (negociada na Bolsa de Nova York) e Usiminas (USIM5).

Os analistas possuem recomendação neutra para a Gerdau (GGBR4), mais exposta a aços longos. De acordo com eles, diferentemente de 2020, acreditam que em 2021 a demanda de aços planos vai ter um desempenho superior frente os  longos e a companhia acompanha menos o momentum positivo do minério de ferro. Isso porque a Gerdau vende bastante
menos minério de ferro para terceiros do que seus pares no Brasil e deve perder o vento favorável de maiores preços da commodity.

A recomendação é outperform (desempenho acima da média do mercado) para a CSN, com o preço-alvo sendo mantido em R$ 58,50 (ou potencial de alta de 28,55% em relação ao fechamento da véspera), destacando que a geração de fluxo de caixa livre permanece robusta, o que deve reduzir a alavancagem para níveis mais. Isso também abre espaço para a CSN aumentar o pagamento de dividendos. Para os analistas, um dividend yield, ou relação entre o dividendo e o preço da ação, de dois dígitos entre 2022 e 2025 ainda parece alcançável.

Os analistas possuem recomendação outperform e preço-alvo também para a Usiminas, com o preço-alvo sendo elevado de R$ 23,50 para R$ 25,50 (ou upside de 36%). “No geral, acreditamos que a Usiminas é um instrumento sólido de investimento para capturar os ventos favoráveis ​​dos preços mais altos do minério de ferro e o forte ambiente de preços e demanda por aço”, avaliam.

O Credit Suisse atualizou seu modelo para a CSN Mineração, incorporando os resultados do primeiro trimestre e os preços do minério de ferro MTM no segundo trimestre, elevados de US$ 170 por tonelada para US$ 195 por tonelada, levando o preço-alvo para 2021 de US$ 150 para US$ 155. Como resultado, o Credit manteve a avaliação outperform sobre o nome, e manteve o preço-alvo em R$ 11,50. O banco diz acreditar que os preços do minério se manterão fortes, como resultado da demanda chinesa por aço e estabilidade no suprimento. O banco estima que o fluxo livre de caixa ficará em 19%. E que o rendimento seja de 14%.

Já as top picks (ações favoritas) do Bradesco BBI para o setor na América Latina são Vale, Usiminas e CSN Mineração, todas com avaliação outperform (perspectiva de valorização acima da média do mercado). No caso da Vale, o BBI mantém preço-alvo de US$ 25 para os papéis VALE; para a CSN Mineração, R$ 14. Para a Usiminas, o preço-alvo é de R$ 32, frente a R$ 19,65 de segunda.

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O Bradesco BBI ainda destacou que os preços do minério de ferro 62% chegaram a US$ 222 por tonelada na China na última segunda-feira. Um acidente de mineração na província chinesa de Shanxi, em que a entrada de água prendeu 13 trabalhadores em uma mina subterrânea de minério de ferro na província de Shanxi, impulsiona os preços, afirma o banco. O acidente fez com que todas as minas subterrâneas parassem a produção para passar por inspeções de segurança. A província produziu em 2020 cerca de 8% do minério de ferro da China.

Banco Inter (BIDI11)

O conselho de administração do Banco Inter aprovou oferta primária de units com esforços restritos da ordem de R$ 5,5 bilhões. Cada unit é formada por 1 ação ordinária e 2 ações preferenciais de emissão do Inter. O preço por unit foi fixado no valor de R$ 57,84 e o preço por ação foi fixado no valor de R$ 19,28.

Com base no preço fixado por unit, o montante total da oferta, incluindo o lote adicional, pode alcançar R$ 5,5 bilhões. A divulgação do volume final da oferta está previsto para 24 de junho.

Pague Menos (PGMN3), Dimed (PNVL3)

O Itaú BBA atualizou suas previsões para o setor de farmácias no Brasil. O banco diz que a Pague Menos é sua escolha favorita para o setor, devido a um múltiplo de preços sobre o lucro (P/E) atrativo, de 27,3 vezes, e integração da Extrafarma, que pode acelerar a taxa de crescimento anual composta (CAGR) dos rendimentos por ação, que o banco estima de 30% para o período entre 2022 e 2025. O banco mantém recomendação outperform para a Pague Menos, com  preço-alvo em 2022 de R$ 16.

O banco mantém avaliação outperform para a Dimed, mas reduziu suas estimativas para rendimentos por ação em 13% para 2021 e 23% para 2022, devido a mais pressões sobre a lucratividade. O banco acredita que a empresa enfrenta maior concorrência de São João e RD no Sul. O preço-alvo em 2022 é de R$ 27.

PetroReconcavo (RECV3)

O Itaú BBA iniciou a cobertura da PetroReconcavo com recomendação outperform e preço-alvo para 2021 de R$ 25, ou potencial de alta de 44% frente o fechamento da véspera. O banco avalia que a empresa oferece uma combinação entre bom histórico e crescimento, com mais de duas décadas de experiência em recuperar campos onshore.

O banco espera que a empresa cresça significativamente nos próximos anos, devido à recuperação de ativos, novas oportunidades em campos, especialmente de gás natural e oportunidades de crescimento inorgânico.

O Credit Suisse repercutiu dados da Rumo, que informou na segunda crescimento de 8,5% na receita por quilômetro de frete na comparação anual. A Operação Norte teve crescimento de 10% na comparação anual, e a Operação Sul, de 5%.

Segundo o Credit, para atingir os patamares mais baixos apontados na guidance (conjunto de previsões e planos divulgados pela empresa) para 2021, a Rumo precisa ter nos últimos sete meses de 2021 uma performance 17% superior a de 2020. Até o momento, a performance foi 12% superior. O banco mantém avaliação outperform para a Rumo, com preço-alvo de R$ 25.

Arco (NASDAQ: ARCE)

O Credit Suisse espera que a Arco mostre uma forte recuperação em ACV em 2022. O banco acredita que a recente desaceleração e revisão para baixo da guidance para o valor de contrato anual (ACV, na sigla em inglês) têm relação com o cenário macroeconômico, e que a antecipação do calendário de vacinação contra a Covid em algumas regiões, como o estado de São Paulo, pode impulsionar as vendas. O banco espera que a Arco passe pela pandemia mais forte do que entrou.

O Credit reduziu o preço-alvo da Arco de US$ 55 para US$ 46, frente aos US$ 31,23 negociados na segunda pelos papéis ARCE na Nasdaq. E reduziu a previsão para a receita líquida ajustada em 2021 em 4%, para R$ 307 milhões. O Credit mantém recomendação outperform para a empresa.

O Morgan Stanley realizou uma reunião virtual com o CFO da Energisa, Maurício Botelho, e com o diretor de regulação, Fernando Maia. O banco afirma que a Energisa está analisando oportunidades de leilões e fusões e aquisições no setor de transmissão e no de geração. O banco diz que, desde a elevação da avaliação em março de 2021, vê a Energisa como uma das melhores ações do setor.

O banco avalia que, apesar da recuperação de 12% nos preços das ações nos últimos três meses, os papéis ainda acumulam queda de 5% desde o início de 2021. O banco vê a perspectiva de valorização especialmente atrativa para a empresa. O Morgan Stanley mantém avaliação overweight e preço-alvo de R$ 57 para os papéis ENGI11.

A contratação compulsória de termelétricas a gás conforme o previsto na medida provisória de privatização da Eletrobras poderá promover economia de R$ 8 bilhões ao ano aos consumidores, afirmou na segunda a Abegás (Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado). A associação considerou despesas e benefícios com a contratação das térmicas, além do atual cenário de crise hidrológica.

Os investidores devem ficar de olho na apresentação do relatório de Marcos Rogério (DEM-RO) da MP da companhia, que pode ser divulgado nesta terça. O Senado tem sessão convocada para a votação, na quarta-feira, da medida provisória que trata da privatização da Eletrobras.

A medida provisória precisa ter sua tramitação concluída no Congresso Nacional até o dia 22 de junho, quando perde sua validade.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

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