Varejistas vão às compras: as principais apostas no mercado de fusões e aquisições, segundo a XP

SÃO PAULO – Depois de anunciar um aumento de capital no valor de R$ 4 bilhões, a Lojas Renner (LREN3) tem ganhado o holofote do mercado financeiro, com os investidores de olho em quem será a próxima empresa no carrinho da varejista. A companhia, contudo, não está sozinha em um mercado de fusões e aquisições (M&A) que movimentou cerca de R$ 155 bilhões apenas nos três primeiros meses do ano.

Em relatório publicado nesta segunda-feira (28), a XP afirma que a Arezzo (ARZZ3) é outra empresa que deve se mostrar ativa em busca de novas oportunidades nativas digitais no segmento de vestuário, como a recém adquirida BAW, a Pantys e Haight, bem como marcas mais tradicionais, caso de Shoulder, Mixed e Yogini.

Há ainda espaço para a Vivara (VIVA3) consolidar seu mercado, escrevem, principalmente por meio de marcas que complementem seu portfólio em relação ao público alvo, caso da H. Stern.

Finalmente, a C&A (CEAB3) parece estar em uma frente mais reativa, avaliam os analistas, enquanto o Grupo Soma (SOMA3) deve focar na integração com a Hering (HGTX3), em uma operação de R$ 5,1 bilhões. Leia mais aqui.

Na mira da Renner

De acordo com o relatório da XP, após aumento de capital da Lojas Renner, a candidata preferida a ser incluída na carteira é a Dafiti, que tem um portfólio com mais de seis mil marcas e mais de 400 mil produtos à venda em seu site.

Com faturamento de R$ 3,4 bilhões em 2020, a varejista tem operações em diversos países da América Latina, como Brasil, Argentina, Chile e Colômbia.

A Dafiti conta ainda com um serviço de assinatura (Dafiti Prime), em que oferece frete grátis sem valor mínimo de compra e coleta para trocas, e possui um cartão de crédito próprio (Dafiti Card), que pode ser usado em outros estabelecimentos comerciais.

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Ainda que a empresa seja a mais cotada, os analistas da XP dizem ver desafios em relação ao interesse do controlador (GFG) em vender o ativo, “o que poderia levar a um valuation mais esticado”.

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Neste contexto, o time de análise afirma que vê a Renner buscando outras companhias digitais, como a Amaro. Privalia também estaria na lista, mas protocolou recentemente uma nova tentativa de IPO.

“Vemos aquisições de pequenas empresas digitais/fintechs que complementam a proposta de valor de se tornar um ecossistema como as mais prováveis de ocorrerem no curto prazo”, escrevem os analistas.

E-commerce na dianteira

Com um mercado agitado de M&A, a avaliação da XP é de que os players de e-commerce são os que devem se comportar de forma mais ativa em busca de oportunidades, principalmente em meio à adição de novas categorias no 1P (estoque próprio), com setores como casa e decoração e vestuário sendo os mais prováveis de irem às compras.

Além do crescimento em meio à pandemia, são setores que procuram por capacidades e funcionalidades que complementem seu ecossistema, como fintechs, players logísticos ou de conteúdo, destacam.

Farmácias e supermercados desaceleram

Enquanto nomes do e-commerce lideram a corrida de fusões e aquisições no mercado brasileiro, os setores de farmácia e supermercados seguem menos aquecidos.

Para os analistas da XP, é pouco provável que aconteça alguma aquisição em farmácia, principalmente dado que Pague Menos (PGMN3) já adquiriu recentemente a Extrafarma, acelerando seu plano de expansão e sua atuação nas regiões Norte e Nordeste, e a RaiaDrogasil (RADL3) é mais focada em crescimento orgânico.

Já em supermercados, a avaliação é de que o fluxo de notícias deve se concentrar ao redor dos desinvestimentos do Grupo Pão de Açúcar (PCAR3), apesar de o time ver Carrefour Brasil como um potencial interessado na marca Pão de Açúcar. Nos últimos dias, ganhou destaque a notícia, depois negada pela companhia, de que o grupo Casino teria começado a se estruturar para vender sua parte no GPA.

Além disso, a XP destaca que o Assaí (ASAI3) e o Grupo Mateus (GMAT3) podem olhar para oportunidades de aquisição de “atacarejos” regionais, embora sejam focados em crescimento orgânico.

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XP Asset reitera aposta: população adulta estará toda vacinada até setembro (ou antes)

(CONDADO DA FARIA LIMA) – Em março, um estudo da XP Asset mostrando que toda população brasileira adulta iria receber ao menos uma dose de vacina até setembro fez bastante barulho dentro e fora do mercado. Hoje, a gestora da XP atualizou suas projeções e “manteve o call” de vacinação, mostrando até que o risco é que a vacinação acabe mais cedo.

“Nossa projeção continua a mesma, de toda população adulta receber ao menos uma vacina até setembro. Mas o cenário teve uma novidade: o governo assinou um segundo contrato com a Pfizer de mais de 100 milhões de doses no 4º trimestre. Esse contrato levou o risco praticamente para zero”, explicou Fernando Genta, economista-chefe da XP Asset, em entrevista realizada nesta manhã no Coffee & Stocks (veja acima a entrevista completa). O estudo completo da XP Asset está no Telegram do Stock Pickers.

Genta diz que ele adota duas premissas conservadoras nas suas projeções: uma delas é a de que 10% das vacinas serão perdidas ao longo do processo (é a mesma premissa que o ministério da saúde) e eles consideram que 100% dos adultos vão querer ser vacinados (antes, eles estimavam 85%, que é o que tem sido visto em média no mundo). “Se só 8% ou 85% da população quiser se vacinar, temos grande chance que isso acabe em agosto“, afirma.

Perguntado sobre o risco para este cenário, ele responde: “o grande risco é a Pfizer interromper de alguma forma a entrega de vacinas pro Brasil e a China proibir que o Brasil importe insumos pra produzir vacinas, mas nenhum destes dois eventos está perto de acontecer. Além disso, os dois precisariam acontecer ao mesmo tempo para impactar esse nosso cenário”. Por isso, para Genta, o risco de imunização de adultos no Brasil acabar depois de setembro é extremamente baixo, sendo mais provável que se encerre em agosto do que em outubro.

Confira no vídeo acima a entrevista. Abaixo, as frases de destaque da conversa:

Quando fizemos o primeiro estudo, a gente não tinha nenhuma dose enviada para Fiocruz. Era uma situação diferente e por isso a gente tomou muita “pedrada” quando disse que toda população idosa seria vacinada até maio – coisa que de fato aconteceu.

Nas nossas contas, o último trimestre vai ser destinado só para aplicar segunda dose do pessoal que tomou a primeira dose “na rabeira”. O governo vai ter tanta dose sobrando que, nas nossas contas, se você ficar só na imunização de adultos, em setembro já vai sobrar 40 milhões de doses, e aí no 4º trimestre vão chegar as vacinas da Janssen, tem as vacinas Pfizer que já vão vir (…). Então no 4º trimestre vai ter muita vacina sobrando, é razoável pensar em uma 3ª dose se os médicos acharem necessário ou começar a vacinar adolescente. Mas pra quem tem mais de 18 anos, setembro é o limite.

Sendo bem honesto, o risco é acontecer um atentado terrorista com a Pfizer ou um grande problema envolvendo a empresa. Porque se você olhar todos os acordos da Pfizer, ela entregou sempre sem nenhum atraso. Então a gente deixa de ser refém do IFA Chinês, que vale dizer não tem atrasando em nada. Os riscos seriam algo com a Pfizer e a China proibir a entrega pro Brasil e esses dois riscos precisam acontecer ao mesmo tempo.

A gente apanhou bastante [quando publicamos o estudo em março] e sabíamos que isso ia acontecer, por isso a gente tinha que estar muito confiante com o nosso call. Estávamos com uma posição grande em bolsa, não só via índice mas também com uma carteira de reabertura.

A pior coisa que pode acontecer com um gestor é acertar o cenário e não ganhar dinheiro com isso, por isso ficamos muito felizes com o resultado dos nossos fundos.

A carta da XP Asset com o estudo detalhado está no Telegram do Stock Pickers. Clique aqui para acessá-lo gratuitamente.

Buy Brazil, batalha das vacinas e um fundo que subiu 10%; um “resumão” das cartas de junho

(CONDADO DA FARIA LIMA) – Bolsa pra cima, dólar pra baixo: a 2ª edição do Carteiros do Condado vem após um maio espetacular para os mercados. Apesar da maioria dos fundos ter ganhado dinheiro no mês, poucos conseguiram aproveitar todo esse movimento – mas houve aqueles que brilharam com ganhos de mais de 10%. Em geral, os gestores estão aumentando exposição ao Brasil em suas carteiras. Destaque também para duas gestoras que trouxeram análises bem profundas (e levemente divergentes) sobre vacinação no Brasil: Verde e XP.

Confira a resenha completa no vídeo acima ou clique aqui para ver no canal do youtube do Stock Pickers.

Cartas mencionadas no programa: Vista, Legacy, Verde, XP, Ibiúna, Kapitalo K10, Dahlia, Kinea e fundos DNA. (todas as cartas estão disponíveis no Telegram do Stock Pickers – clique aqui para acessar o grupo gratuitamente)

Apresentadores: Thiago Salomão (Stock Pickers), Samuel Ponsoni (XP + Outliers), Carolina Oliveira (XP Fundos) e Lucas Collazo (Rico Investimentos).

Veja também: conheça a história de Dorio Ferman, o “Warren Buffett brasileiro” que acumula ganhos de 20% ao ano nos últimos 30 anos

Brasil vacinará até setembro toda população adulta, mostra estudo da XP Asset

(CONDADO DA FARIA LIMA) – O mundo conseguiu “politizar” até a discussão sobre vacinação, mas como falar deste tema sem cair num debate político? Com dados e evidências numéricas. É em cima de dados que Fernando Genta, economista-chefe da XP Asset, montou um estudo cuja conclusão é a de que podemos ter toda população brasileira adulta vacinada até setembro.

No vídeo acima você confere a explicação detalhada do estudo na conversa de 30 minutos que tivemos no Coffee & Stocks desta quarta-feira (14). Além disso, o estudo completo está disponível gratuitamente no Telegram do Stock Pickers.

Genta disse hoje que só com o que temos de insumos no Brasil já é possível vacinar toda população acima de 60 anos (que até final de maio estará toda vacinada, segundo o economista) e boa parte da população acima de 50 anos. Já até setembro, teremos vacinado quase 135 milhões de brasileiros, que é a faixa da população com mais de 18 anos e que vai querer tomar a vacina (ele trabalha com a premissa de que 85% optarão por serem vacinados, que é uma média do que é visto no mundo).

Embora pareça uma conta otimista, Genta diz que as projeções são na verdade conservadoras: eles não consideram nada de produção da Fiocruz no 2º semestre com insumos brasileiros, tem contas bem menores de vacinas em relação ao que o Ministério da Saúde tem e não considera as vacinas que a OMS prometeu nos entregar e coloca um atraso de dois meses na entrega de algumas vacinas, como da Pfizer.

Estamos mais otimistas do que o resto do mercado, mas não somos mais os únicos”, diz o economista, sobre outras grandes casas de gestão já começarem a observar esse cenário otimista para vacinação.

Segundo o Ministério da Saúde, foram 3.808 novas mortes registradas na terça-feira (13) por Covid-19, somando mais de 358 mil óbitos. A média móvel semanal, no entanto, cede ligeiramente para 3.068 óbitos ao dia. Pelo 12º dia consecutivo, os dados de novos internados e de ocupação hospitalar caem no estado de São Paulo. Até o momento, 11,55% da população já recebeu pelo menos uma dose da vacina.

Coffee & Stocks

O Coffee & Stocks é o programa de entrevistas diárias do Stock Pickers. Transmitido de segunda a sexta pontualmente das 8h às 8h30 da manhã no Youtube (inscreva-se no canal para não perder nenhuma live). Para cada dia da semana, um tema específico:
Segunda: análise técnica ou trading
Terça: visão macro do mercado
Quarta: ações globais
Quinta: uma tese de investimentos em ações
Sexta: tema livre

XP cria unidade de recursos naturais e terá fundo de florestas

(Bloomberg) — A XP, a maior corretora do Brasil, está se preparando para levantar até R$ 2 bilhões em seu primeiro fundo de investimento em florestas de produção de madeiras, procurando atender à crescente demanda por investimentos alternativos em meio às taxas de juros baixas no país.

Cleidson Rangel, especialista em recursos naturais, foi contratado pela gestora de fundos da XP para dirigir uma nova unidade voltada para esse setor, segundo Bruno Castro, presidente da XP Asset Management. A ideia é também criar fundos de terras agrícolas e de crédito de carbono, disse Castro.

“Existem tantas oportunidades de investimento em uma nação do tamanho do Brasil”, disse Castro em uma entrevista. “E o retorno desses fundos não tem correlação com outros mercados, por isso eles são uma verdadeira alternativa de diversificação para investidores locais e estrangeiros.”

A indústria de fundos do Brasil teve quase R$ 39 bilhões em entradas líquidas em janeiro e fevereiro, depois de levantar R$ 174 bilhões em 2020, de acordo com a Anbima, a associação dos mercados de capitais do país. As taxas de juros perto de mínimas históricas persuadiram muitos investidores a buscar ativos não-tradicionais para aumentar os retornos. O dinheiro está fluindo enquanto o país cambaleia em meio à pandemia de Covid-19, com uma taxa de infecção entre as mais altas do mundo.

O fundo de florestas de produção de madeiras da XP planeja começar a levantar dinheiro em maio ou junho, de acordo com Castro. Os investidores potenciais, a princípio, incluirão fundos de pensão, fundos soberanos, seguradoras, family offices e áreas de private banking, disse ele, acrescentando que a XP também fornecerá capital inicial.

A XP está pensando em uma maneira para viabilizar, no futuro, que investidores de varejo também possam entrar no fundo, de acordo com Isaac Sutton, sócio da BH26, butique focada em recursos naturais no Brasil que é consultora exclusiva da XP.

Os investidores estrangeiros podem comprar no máximo 49% de um lote de terras no Brasil, então o fundo da XP será um veículo para eles investirem sem ultrapassar esse limite, disse Rangel, que por quase 10 anos foi diretor de investimentos do Brasil na Hancock Natural Resource Group, uma gestora global de investimentos. Ele também teve passagens pela FourWinds Capital Management and Forest Systems, com foco em créditos de carbono e investimentos em terras.

O objetivo da XP é obter certificações ambientais, sociais e de governança para todos os produtos da sua nova unidade de recursos naturais, de forma a atrair o crescente segmento de investidores ESG, disse Castro.

Rangel disse que há um mercado potencial de US$ 50 bilhões em investimentos florestais no Brasil e US$ 400 bilhões em terras agrícolas. Apenas 8% das florestas plantadas de madeira no Brasil estão nas mãos de investidores, e mais produtores de celulose e papel estão dispostos a vender, disse ele.

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A Ibá, associação da indústria madeireira do país, estima que os investimentos no setor totalizarão cerca de R$ 35,5 bilhões de 2020 a 2023, dobrando o valor dos quatro anos anteriores combinados.

A estratégia do fundo será diversificar riscos investindo em florestas maduras com diferentes tipos de compradores de madeira, disse Sutton. O fundo será denominado em reais e tem como objetivo render pelo menos 7% acima da inflação. O retorno será gerado pelo aumento no valor da terra e por ganhos com a venda de madeira e de créditos de carbono, de acordo com Sutton, que foi responsável pelos investimentos proprietários do Grupo Safra.

A XP Asset Management tem R$ 100 bilhões em recursos de terceiros sob gestão e pretende dobrar esse valor em dois anos, disse Castro.

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Fernando Genta é o novo economista-chefe da XP Asset; gestora anuncia mais duas contratações

Fernando Genta Fernando Genta (Divulgação/XP Inc)

SÃO PAULO – Fernando Genta será economista-chefe da XP Asset Management, que conta com R$ 77 bilhões sob gestão, segundo comunicado enviado ao mercado nesta segunda-feira (14).

O executivo assumirá o cargo de economista-chefe da gestora voltada para investidores institucionais e pessoas físicas, mas também entra como sócio da XP Inc.

Genta é doutor em economia pela FEA-USP e, antes de assumir o cargo na XP Asset, foi economista sênior na Verde Asset Management. Anteriormente, o economista ocupou o cargo de secretário adjunto no Ministério da Economia (2017-2018), a cadeira de economista-chefe na MCM e a de economista sênior na BW Gestão de Investimentos.

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Além do novo sócio e economista-chefe, a XP Asset também anunciou a contratação de Ivan Yuri Rodarte como gestor responsável pela estratégia de moedas e de Eduardo Rech como gestor com foco em operações dólar x real e cupom cambial.

Rodarte foi Portfolio Manager na Vinland Capital, função que exercia desde janeiro de 2018, e teve passagem pela Kondor Investimentos e Itaú BBA. Já Rech atuou na mesa de câmbio spot nos últimos cinco anos e teve passagem pelo Deustche Bank.

“As contratações para a XP Asset reforçam o compromisso da XP de transformar o mercado financeiro para melhorar a vida das pessoas. Acreditamos que estamos com um time cada vez mais robusto e preparado para oferecer o melhor do mercado para nossos clientes”, afirmam Bruno Marques e Julio Fernandes, sócios da XP Inc. e responsáveis pela célula multimercado Macro da Asset. “Em um momento de tantas incertezas, sabemos que é importante focar em manter nossa excelência em performance dos produtos”, avaliam.

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João Braga deixa XP Asset para abrir a própria gestora de fundos

SÃO PAULO — João Luiz Braga deixou a XP Asset Management para abrir sua própria gestora de fundos. O novo projeto, ainda sem detalhes divulgados, terá participação acionária minoritária da XP.

Há cinco anos, Braga era co-responsável pela gestão dos fundos de renda variável da XP Asset junto com Marcos Peixoto. Braga deixa a XP Asset sozinho, em uma decisão de “comum acordo”, segundo comunicado da XP.

A equipe de dez pessoas da área que ele comandava continua, agora sendo liderada exclusivamente por Peixoto.

Peixoto é sócio diretor do grupo XP Inc. e CEO da XP Asset Management, e comanda a área de renda variável da gestora desde 2013.

“Reforçamos que não há qualquer mudança nos processos de investimentos construídos ao longo deste período”, afirmou a XP Asset em nota.

Em sua conta no Twitter, Braga disse que está partindo para o “sonho da minha vida”, um projeto com “ajuda da XP, empresa pela qual tenho um carinho gigante”.

Ao InfoMoney, Braga afirmou que quer montar um projeto que ele possa “tocar pelos próximos 40 anos”. Disse ainda que o foco inicial da gestora será a renda variável.

Antes da XP, Braga trabalhou por nove anos na Hedging-Griffo, ao lado de Luis Stuhlberger, gestor do fundo Verde e fundador da Verde Asset. Braga também foi analista da GP Investimentos.

A nova empreitada de Braga ocorre em um dos momentos mais turbulentos da Bolsa, em meio à crise do coronavírus, mas também quando muitos investidores estão procurando alternativas fora da renda fixa em meio aos juros historicamente baixos.

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XP Asset reduz participação no capital da Via Varejo

loja casas bahia shopping via varejo (Shutterstock)

SÃO PAULO – A XP Asset diminuiu a participação da Via Varejo (VVAR3) nos fundos de investimentos geridos por ela, informou a varejista, dona das Casas Bahia e Ponto Frio, em comunicado ao mercado na noite da última terça-feira (31).

A informação pública mais recente, de 13 de março, apontava para uma participação de 5,4% da gestora no capital da companhia, que foi reduzida para 2,9%.

De acordo com a XP Asset, a movimentação das ações não tem o propósito de alterar a composição do controle acionário ou a estrutura administrativa da companhia.

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Nesta sessão, os papéis VVAR3 caíam 12,12%, a R$ 4,64, às 13h48 (horário de Brasília). No ano, a baixa acumulada é de 58%.

João Braga, sócio-gestor da XP Asset, afirmou pelo Twitter que, no momento, não faz sentido concentrar a carteira como há dois meses, “quando era difícil encontrar ativos baratos na Bolsa”.

E completou: “A posição era muito grande, muito maior que as outras”, destacando que a XP Asset continua gostando do papel.

Ao InfoMoney, Braga destacou ainda que segue confiante na nova gestão da varejista, ressaltando que reduziu recentemente a participação na Qualicorp (QUAL3) também de modo a diminuir a concentração da carteira.

Apontando gestão de portfólio, Braga ainda afirmou que a XP Asset comprou ações de empresas com receitas dolarizadas e que sofreram muito, como Vale (VALE3) e Suzano (SUZB3). “E várias outras que caíram muito”, completou.

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O que uma taxa Selic em 3,75% ao ano muda em um mercado ‘disfuncional’?

Em tempos de Home Office, Thiago Salomão, analista da Rico Investimentos e apresentador do Stock Pickers, convidou Bruno Marques, gestor do XP Macro, para uma live no Instagram da Rico para saber a visão dele sobre o corte de 50 pontos-base na Selic (agora em 3,75% ao ano) e como ele está vendo a situação do mercado.

Abaixo os melhores momentos da conversa:

Thiago Salomão: Bruno, como você enxerga a comunicação do Copom?

Bruno Marques: O cenário mudou muito forte e o que estamos observando é que os efeitos são desinflacionários. O próprio BC revisou para baixo a inflação e ainda achamos que ele revisou pouco.

O Copom deu a entender que não está em pânico, mas disse que vai usar todo o arsenal que tem para combater a crise. Embora o BC não tenha se comprometido com novos cortes, na minha visão é quase inevitável.

TS: Corte de juros funciona em um cenário de paralisação total da economia?

BM: Sim, o corte ajuda, mas não salva. O que o BC pode fazer é minimizar os impactos negativos na economia. O corte ajudará, principalmente, na retomada da economia, pois é quando as empresas ficam líquidas com mais facilidades. Não é o BC que vai resolver a crise, mas ele tem um papel importante. Os vasos comunicantes da economia são muito fortes (se uma empresa quebra pode prejudicar outras).

O mercado está quebrado, disfuncional, ele não está se achando, não tem conseguido encontrar preços pra diversas coisas. Estamos vendo um problema de liquidez muito grande.

TS: E o que você tem feito no fundo XP Macro?

BM: Estamos ajustando algumas posições.

Juros: Mercado de juros curtos parece assimétrico (5 a 6% de alta implícita, é como se a taxa Selic tivesse que voltar para 8% em um curto espaço de tempo). Prefere ficar de fora dos juros longos porque o longo prazo parece muito confuso visto que a questão fiscal pode piorar.

Bolsa: diminuiu bem as posições, mas ainda tem. Se os earnings (lucro das empresas) não subirem mais, parece que a mínima pode ser nos 60 mil pontos.

Crise bancária já tivemos muitas, mas uma crise pandêmica nunca. Negócio novo e muito forte, mas que deve ser temporário (a observar o que aconteceu na China e Coreia). A vantagem é que está todo mundo panicado o que faz com que todos os agentes (países, BCs) estejam agindo.

Mas é bom lembrar que não há nada que esteja barato que possa ficar ainda mais barato.

[No final da live ele voltou a falar sobre o corte]

Eu teria sido ainda mais agressivo no corte de juros. Ah, mas e o dólar? O Real se desvalorizou assim como todas as outras moedas emergentes. O BC fez bem em ter cortado. O Brasil tem reservas que devem ser usadas em emergências, essa é a hora de usar o seguro que o Brasil possui.

O mercado está tudo, menos funcional. Não só aqui, mas no mundo todo. Difícil prever o que acontecerá.

Palpite do que pode acontecer amanhã: parte curta da curva intermediária deve sofrer mais do que a longa.

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Os desafios de tirar uma gestora do papel

SÃO PAULO – Como algo que é bom fica ainda melhor? Com um bônus!

Nesse episódio extra do Stock Pickers trouxemos Rodrigo Furtado, que atuou durante dez anos na área de renda variável da XP Asset, ao lado do (roqueiro, gestor e habitué do Stock Pickers) João Braga, e Marcos Peixoto

Furtado, um dos mais novo empreendedores do mercado de ações, veio ao Stock Pickers contar sobre sua nova experiência: fundar uma nova gestora, com o fundo XP Long Term Equity.

No palco da Casa Natura, com uma audiência formada exclusivamente por alunos do MBA de Ações e Stock Picking, Furtado contou como sua rotina passou de “corpo-a-corpo” com as empresa para a de head hunter e comercial, combinada à gestão dos recursos do fundo.

Atualmente são mais de R$ 500 milhões sob gestão, em 8 meses de histórico uma performance de alta de 45%, contra 17% do Ibovespa. Segundo Furtado, as principais contribuições vieram do setor de shoppings, por meio de posições em BR Malls (BRML3) e Aliansce (ALSO3), além de fundos imobiliários.

Apresentado por Thiago Salomão, analista da Rico Investimentos, e Renato Santiago, do InfoMoney, o Stock Pickers vai ao ar toda quinta-feira. Você pode seguir e escutar pelo Spotify, Spreaker, Deezer, iTunes e Google Podcasts.