Ação da Boa Vista (BOAS3) fecha em disparada de 18,93% em pregão de estreia na B3

Boa Vista Boa Vista (Foto: Divulgação/Twitter – Boa Vista)

As ações da Boa Vista (BOAS3) estrearam na B3 na sessão desta quarta-feira (30) com disparada. Os ativos fecharam com ganhos de 18,93%, a R$ 14,51; na máxima do dia, os ativos saltaram 20,33%, a R$ 14,68. O volume financeiro negociado foi de R$ 508 milhões.

A oferta inicial de ações (IPO) da empresa foi precificada com a ação a R$ 12,20 nesta semana e captação de R$ 2,17 bilhões.

A Boa Vista é uma empresa de informações de crédito, além de administradora de banco de dados e transações entre empresas, fundada em 2010 pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

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No mesmo ano, a Associação Comercial do Paraná, o Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro e a Câmara de Dirigentes Lojistas de Porto Alegre compraram uma fatia equivalente a 6,9% no capital social da empresa.

No final de outubro daquele ano, o TMG Capital, fundo de private equity, comprou participação equivalente a 25% que foi elevada para 30% posteriormente, assumindo a liderança e gestão. Em 2017, um sistema para minimizar custos e compartilhar dados com parceiros estratégicos, foi implantado.

Além da Boa Vista, o mercado é explorado no país pela líder do setor, Serasa Experian, e pela Quod, cujos sócios são os cinco maiores bancos brasileiros.

O processo de abertura de capital ocorreu depois da entrada em vigor da reforma do cadastro positivo no Brasil. Através dele, todas as pessoas farão parte de um sistema unificado de histórico de crédito – exceto se exigirem exclusão.

A Boa Vista teve alta da receita entre 2015 a 2019, com uma taxa composta de crescimento anual (CAGR) média de 9%.

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IPO da Boa Vista Serviços movimenta R$ 2,17 bilhões; ação é precificada a R$ 12,20

Brazilian currency. Money on the wooden table in one hundred and fifty reais banknotes. (Rmcarvalho/Getty Images)

(Reuters) – A oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da empresa de informações crédito Boa Vista (BOAS3) foi precificada a 12,20 reais cada nesta segunda-feira, movimentando 2,17 bilhões de reais.

Segundo informações publicadas no website da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o preço saiu no centro da faixa estimada pelos coordenadores da oferta, que ia de 10,80 a 13,60 reais por ação.

A oferta secundária, papéis detidos por atuais sócios da Boa Vista –a empresa de private equity TMG Capital e a Associação Comercial de São Paulo– girou 870 milhões de reais. A empresa também tem entre os sócios a norte-americana Equifax.

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Enquanto isso, a oferta primária –ações novas, cujos recursos serão usados pela empresa para financiar aquisições – captou 1,3 bilhão de reais.

O movimento acontece após a entrada em vigor da reforma do cadastro positivo no Brasil, no qual todas as pessoas farão parte de um sistema unificado de histórico de crédito, exceto se exigirem exclusão.

O ajuste é visto por especialistas como fundamental para permitir que o sistema de cadastro positivo deslanche no país e se torne comum como acontece em mercados como os Estados Unidos.

A expectativa de expansão desse mercado no Brasil é apoiada em parte na projeção de forte crescimento do crédito nos próximos anos, no encalço da queda da taxa básica de juros para a mínima histórica de 2% ao ano.

Além da Boa Vista, esse mercado é explorado no país pela líder do setor, Serasa Experian, e pela Quod, que tem como sócios os cinco maiores bancos brasileiros.

A Boa Vista, cujas ações devem estrear no pregão da B3 na quarta-feira negociadas sob o ticker BOAS3, ocorre em meio a um momento de turbulência no mercado de bolsa, com o Ibovespa tendo fechado esta segunda-feira no menor nível em três meses.

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Diante disso, várias empresas que estavam nas fila no IPO desistiram dos planos, incluindo a Compass, unidade da Cosan (CSAN3), cuja operação deveria ser precificada também nesta segunda-feira, mas foi cancelada devido às condições adversas do mercado.

A construtora Melnick (MELK3), que estreou no pregão também nesta segunda, vendeu suas ações no IPO no piso da faixa estimada, enquanto as operações das também construtoras Cury e a Plano & Plano, todas neste mês, venderam papéis abaixo do valor indicado.

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