Como fazer valuation em tempos de euforia nos mercados? Professor Piellusch responde

(CONDADO DA FARIA LIMA) – O Coffee & Stocks desta terça-feira (25) recebeu um dos professores de Valuation mais queridos e elogiados pelos alunos dos cursos da Xpeed: Marcos Piellusch. Durante a resenha, falamos sobre como é ser um “value investor” (investidor que busca investir em empresas de valor) em tempos que companhias com muita promessa e pouco resultado têm performado muito melhor na bolsa do que outras companhias tradicionais: “o value investing precisa se adaptar a esta realidade”, disse o professor, que também revelou algumas das ações que fazem parte da sua carteira.

Piellusch é um dos três professores que fazem parte do treinamento Valuation Raiz, idealizado pelo Stock Pickers e Xpeed. O curso une o melhor da teoria de análise de empresas com a utilidade prática. Além de Piellusch, participam como professores Fernando Ferreira (estrategista-chefe da XP e analista CFA) e Henrique Bredda (gestor e fundador do Alaska Asset), ambos com mais de 20 anos de experiência no mercado de ações.

O Valuation Raiz está com inscrições abertas apenas até esta terça-feira (25 de maio). Para ver todos os benefícios inclusos no treinamento e condições de pagamento, clique aqui.

Ele perdeu R$ 150 mil na bolsa em apenas 2 minutos – e deu a volta por cima

(CONDADO DA FARIA LIMA) – O entrevistado do “Coffee & Stocks Sextou” é uma das figuras mais carismáticas do Condado: o documento diz que se chama Lucas Nogueira, mas ele é conhecido mesmo como Pit Money. Ele é criador do canal com o mesmo nome – e que hoje possui 366 mil inscritos – e fundador da casa de análise APP Inside.

Pit é um investidor focado em análise fundamentalista (a maior posição da sua carteira pessoal é uma das queridinhas dos value investors: Weg – WEGE3), mas nem sempre foi assim: por muito tempo ele foi um trader com bons resultados, até que veio o “Joesley Day” (pregão de 18 de maio de 2017, quando as conversas entre Joesley Batista e o então presidente Michel Temer foram reveladas e a bolsa caiu 8,8% naquele dia) e o Pit viu suas posições no mercado futuro marcarem R$ 150 mil de prejuízo nos primeiros dois minutos de negociação.

Foi um grande baque na vida dele: teve que vender seu Audi, pedir dinheiro emprestado pro pai e demorou quase 10 meses para conseguir zerar esse prejuízo. Depois disso, ele passou a se dedicar à educação financeira e focar na análise fundamentalista. Fundou o canal Pit Money e posteriormente fundou a casa de análise APP Inside.

Confira a conversa completa no vídeo acima ou direto em nosso canal no Youtube.

Agenda do Coffee & Stocks da próxima semana

O Coffee & Stocks é transmitido de segunda a sexta das 8h às 8h30 no youtube do Stock Pickers. Confira a agenda para a semana de 10 a 14 de maio:

Segunda: Carolina Oliveira, analista de fundos da XP (tema: lançamento do Carteiros do Condado)
Terça: André Kim, analista da GEO Capital. Tema: Por que Investir em Disney
Quarta: 
Paolo di Sora, CIO da RPS. Tema: Macro Pickers
Quinta: Fernando Fontoura, gestor da Persevera. Tema: Por que Investir em Wiz (WIZS3)
Sexta: Bea Aguilar, criadora do canal Papo de Bolsa (344 mil inscritos no youtube)

Não quer perder nenhum conteúdo do Stock Pickers? Entre no nosso canal do Telegram. É grátis! Link aqui.

Em 2021 você pode fazer da Bolsa a sua nova fonte de renda. Inscreva-se e participe gratuitamente da Maratona Full Trader, o maior evento de Trade do Brasil.

“O mercado não está louco, a crise do coronavírus foi a mais organizada que já tivemos”, diz Damodaran

SÃO PAULO – Aswath Damodaran, conhecido como papa do valuation, não concorda com a visão predominante de que o mercado financeiro global foi irracional durante o crash do coronavírus. Na dúvida, questiona ele, “apenas abra a janela e se pergunte se você tem alguma clareza sobre quando a vida voltará ao normal”.

Para o professor de finanças indiano, que leciona na Universidade de Nova York, a queda que ocorreu nas bolsas mundiais entre o dia 14 de fevereiro – data que ele marca como início do impacto da pandemia nos mercados – e 20 de março, quando começou a retomada, deveu-se a uma situação excepcional de falta de previsibilidade sem precedentes.

Essa racionalidade na queda, de acordo com Damodaran, fica clara ao se analisar quais foram as companhias mais impactadas desde o início da crise. “As empresas que mais sofreram foram as mais endividadas ou mais expostas ao impacto na economia”, afirmou, durante painel nesta sexta-feira (17) na Expert XP.

PUBLICIDADE

Por região, ele mostrou com dados de valor de mercado comparados que companhias africanas, sul-americanas, indianas e do Reino Unido foram as que mais sofreram, ao passo que empresas dos Estados Unidos já retomaram ou até superaram seus patamares pré-pandemia.

“Tirando o Reino Unido, que somou Brexit à incerteza provocada pelo coronavírus, são todos países emergentes, que historicamente estão mais vulneráveis a grandes impactos no emprego e na renda”, diz.

Já por setor, ele mostra que os mais afetados foram o financeiro, pois os bancos dependem muito do nível geral de renda na economia para crescerem, de Óleo & Gás, que além de ser muito exposto à demanda global ainda teve de lidar com a disputa de preços entre Rússia e Arábia Saudita, de Turismo e o de grandes empresas de infraestrutura com alto grau de endividamento.

“O que mais explica as diferenças entre o desempenho das empresas nesta crise foi a dívida que cada uma possui”, sentencia. “Ou seja, em meio a todo o caos houve ordem. O mercado não está louco, a crise do coronavírus foi a mais organizada que já tivemos.”

Damodaran explica que da mesma forma como o crash foi racional, a retomada também foi, e tem tudo a ver com a medida tomada pelo Federal Reserve na segunda metade de março de anunciar que compraria os títulos da dívida corporativa das empresas. “Com esse anúncio, o Fed conseguiu destravar todo o mercado de crédito privado dos EUA e garantir que as companhias teriam a quem recorrer para se financiarem”, destacou.

O especialista ainda lembrou que essa crise desmontou o mito de que o Bitcoin funcionaria como “ouro dos millenials”. “O ouro subiu 9% durante o crash, enquanto o Bitcoin desabou 50%. A criptomoeda retomou boa parte das perdas agora, porém isso só mostra o quanto ela se comporta como um ativo de risco e não de proteção.”

PUBLICIDADE

Uma outra lição tirada da crise, na avaliação de Damodaran, é que a noção de smart money (dinheiro inteligente) e stupid money (dinheiro estúpido), representando respectivamente o investidor institucional e a pessoa física, foi subvertida.

“Apostadores sem experiência no mercado ganharam mais dinheiro nos últimos 4 meses do que hedge funds. Isso mostra que a verdadeira distinção é entre investidores humildes e investidores arrogantes”, declarou.

Para Damodaran, o investidor que segue os princípios do value investing (investimento de longo prazo em empresas de valor) como um texto rígido escrito na pedra se frustrou durante essa crise.

“As empresas que tinham menor múltiplo [valor de mercado dividido pelo lucro] P/L estão se saindo piores do que as com mais P/L. Acredito que isso mostra o quanto é necessário ser mais flexível e reconhecer que, quando falamos de empresas de tecnologia, por exemplo, muitas estimativas dos resultados no futuro terão que ser revisadas constantemente. E é importante reconhecer quando você estiver errado para poder refazer sua análise.”

Damodaran apela para que, de posse dessas informações, o investidor aprenda a confiar mais em dados e menos em especialistas. “Tenha fé, encontre o seu lugar seguro e continue analisando o básico dos fundamentos, mas não ignore a realidade.”

Inscreva-se na EXPERT 2020 e acompanhe o maior evento de investimentos – Online e gratuito

Na hora de investir nada é mais importante que o preço

SÃO PAULO – Alguns investidores acham que quando se fala em investimento de valor (value investing), a única coisa que importa é o negócio da empresa na qual se vai investir. Ele é estável ao longo do tempo ou sofre muito com ciclos de mais ou menos demanda? A gestão da empresa é boa? É uma companhia bem posicionada no mercado ou pode ser sobrepujada pelas concorrentes?

No entanto, várias pessoas se esquecem de uma componente essencial na decisão de investimento: a ação está cara ou barata?

PUBLICIDADE

Os analistas Renato Breia e Bruce Barbosa, da Nord Research avaliam que nada é mais importante do que o preço de um papel para definir se vale a pena investir ou não.

Segundo Barbosa, ações como Magazine Luiza (MGLU3) e RD (RADL3) estão muito caras. “São empresas que veem crescendo todo trimestre. Se elas começarem a entregar resultados menores, o mercado vai sentir”, avalia.

Já Breia afirma que é necessário comprar ações com uma margem de segurança. Analisar o negócio ao mesmo tempo em que se olha o preço é a forma de garantir um retorno consistente.

Assista ao Analistas sem Censura desta terça-feira (3). O programa vai ao ar todas as terças às 15h (horário de Brasília).

Seja sócio das melhores empresas da Bolsa: abra uma conta na Clear com taxa ZERO para corretagem de ações