Com deságio de 8%, consórcio Via Brasil vence leilão da BR-163/230

O consórcio Via Brasil venceu hoje (8), na B3, a bolsa de valores de São Paulo, o leilão de um trecho de cerca de mil quilômetros de rodovia que liga Mato Grosso até a Hidrovia do Tapajós (BR-163 e BR-230). Único concorrente do pregão, o consórcio apresentou oferta de R$ 7,86 de pedágio por 100 quilômetros, valor 8,09% inferior ao preço máximo aceito, de R$ 8,56 por 100 quilômetros.

O Via Brasil deverá fazer investimentos de R$ 1,8 bilhão em segurança viária e manutenção e mais R$ 1,05 bilhão em serviços ao usuário. O sistema rodoviário tem 1.009,52 quilômetros de extensão entre Sinop (MT) e Miritituba (PA), e é um dos principais corredores para escoamento da safra de grãos da região, principalmente soja e milho.

“É um passo muito importante para o nosso agronegócio, sem dúvida nenhuma. Um passo intermediário, é verdade, porque a Ferrogrão [ferrovia que deve ser instalada na região] vem aí. Isso explica porque esse período de concessão é mais curto, porque esse modelo é um pouco diferente dos modelos das outras concessões que nós temos”, disse o ministro de Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas.

Validade

A concessão será válida por um período de dez anos, renováveis por mais dois. O leilão ocorreu em modalidade internacional, sendo considerado vencedor o concorrente que apresentou menor valor no pedágio.

“Considerando a recente conclusão da pavimentação do trecho, faz-se necessário realizar melhorias complementares, tais como acostamentos, faixas adicionais, vias marginais e acessos, bem como reforçar estruturalmente o pavimento e realizar manutenções periódicas, de forma a garantir a sua longevidade”, destacou, em nota, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

As principais melhorias deverão ser feitas até o quinto ano da concessão, incluindo 42,87 quilômetros de faixas adicionais, 30,24 quilômetros de vias marginais, acessos definitivos aos terminais portuários de Miritituba (PA), Santarenzinho (PA) e Itapacurá (PA), oito novos dispositivos de interconexão em desnível, sete passarelas de pedestres e implantação de 340 km de acostamentos.

O consórcio vencedor é composto pela Conasa Infraestrutura, Zetta Infraestrutura e Participações, Construtora Rocha Cavalcante e M4 Investimentos.

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Ministro prevê mais de R$ 1 trilhão em contratação em infraestrutura

Ministro Tarcísio de Freitas Tarcísio de Freitas, ministro da Infraestrutura (Foto: Divulgação/Cleiby Trevisan)

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, disse nesta terça-feira ser possível antever um segundo semestre interessante e um ano de 2022 muito forte em termos de transferência de ativos para a iniciativa privada. Ele citou vários projetos a serem leiloados e passarem por concessões no período, como portos, aeroportos e rodovias, privatização do metrô de Belo Horizonte e da Eletrobras, ativos na área de saneamento e leilões de linhas de transmissão, entre outros.

“Mais de R$ 1 trilhão serão contratados nos próximos meses em infraestrutura”, previu o ministro durante sua participação no segundo dia do Fórum de Investimentos Brasil 2021 (BIF), um evento internacional sobre atração de investimentos estrangeiros para o Brasil, organizado pela Apex-Brasil, Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e governo federal.

Desse volume, segundo ele, R$ 260 bilhões serão da área em transportes e ocorrerão até fim de 2022. “Isso promoverá maior transformação da logística da nossa história”, enfatizou a potenciais investidores domésticos e internacionais.

Boa parte da outorga, segundo o ministro, será investida em questões ambientais, como no caso de despoluição de rios. “O que está por vir é grande, é da magnitude do Brasil.”

Capital estrangeiro

O ministro da Infraestrutura ressaltou que o Brasil tem conseguido atrair capital estrangeiro para o País e disse que, apesar de todos terem sido pegos de surpresa pela pandemia, o Brasil não se abateu. Falando para potenciais investidores domésticos e estrangeiros, ele citou a realização de 70 leilões no governo de Jair Bolsonaro e perguntou ironicamente: “E aí, pessimistas? O Brasil está dando certo?”

Segundo o ministro, a afirmação de que o País caminharia pelo rumo certo foi feita no mesmo evento, na edição de 2019 – no ano passado, o BIF foi suspenso por causa da pandemia. E agora, de acordo com Tarcísio, não há dúvidas de que isso esteja ocorrendo. “Estamos indo no caminho certo, da eficiência logística”, enfatizou.

O ministro continuou seu discurso dizendo que, mesmo com a pandemia, o crédito cresceu no Brasil e que 2020 se encerrou com um saldo positivo de geração de empregos formais. Para este ano, ele citou novas criações de vagas, revisões para cima do mercado privado para o Produto Interno Bruto (PIB) e arrecadação recorde. “2021 começou trazendo boas novas, com crescimento acima do esperado”, pontuou.

Tarcísio comentou que instituições financeiras estão revisando suas projeções para o PIB para intervalo de 4,3% a 4,5%, as que atuam de forma conservadora, e até de 5% para 2021. “Tudo nos leva ao caminho do crescimento, da vitória. Não está sendo diferente na infraestrutura.”

Sustentabilidade

O ministro da Infraestrutura avaliou que incorporar a questão de sustentabilidade aos projetos brasileiros é algo “inescapável” e que está ligado ao risco de imagem. “Temos trazido sustentabilidade para dentro da estruturação dos nossos projetos. Os fluxos financeiros estão ligados a questões ambientais e é isso inescapável. Temos que lembrar que o Brasil é líder na sustentabilidade”, disse.

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Ele citou projetos na Amazônia, enfatizou que grande parte da energia usada no País é renovável e disse que o Brasil é uma potência agroambiental. “Cada projeto nosso é olhado com muito empenho e vigor para preservação de mata nativa, combate a processos erosivos, preservação da vida selvagem, comunidades vulneráveis de indígenas, quilombolas”, enumerou. “Nossos ativos serão certificáveis. O objetivo é, além de preservar imagem dos investidores, obter o selo verde. Queremos ter acesso ao novo bolso, que é o do ‘green finance’”, continuou.

Aviação

O ministro da Infraestrutura deu grande ênfase ao setor aéreo durante sua participação no segundo dia do Fórum de Investimentos Brasil 2021. “O mercado de aviação crescerá muito e o investidor olha para longo prazo”, disse ele.

Tarcísio de Freitas salientou que os leilões do setor realizados durante o governo de Jair Bolsonaro foram muito bem-sucedidos, apesar de a indústria ter sido uma das que mais sofreram com pandemia de coronavírus em todo o mundo. “Um total de 34 aeroportos foram transferidos para a iniciativa privada, mais do que o total do que foi feito por todos os outros governos”, comparou.

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Tarcísio Freitas nega candidatura, e aponta prioridades do Ministério de Infraestrutura em 2021

SÃO PAULO – Frequentemente apontado como um dos destaques na Esplanada dos Ministérios do atual governo pelos resultados apresentados e distanciamento de polêmicas ideológicas, o ministro Tarcísio Freitas (Infraestrutura) não cogita disputar as eleições em 2022.

Convidado da Stock Week, série de lives organizadas pelo Stock Pickers, na última terça-feira (27), o ministro disse que não é candidato ao governo de São Paulo ‒ alvo recente de especulação lançada pelo próprio presidente Jair Bolsonaro ‒ e que está focado na condução de uma agenda técnica na pasta ‒ processo que, segundo ele, exige blindagem política.

“Não sou [candidato]. Claro que sempre agradeço a lembrança do presidente, a demonstração de confiança. Mas estamos fazendo aqui um trabalho que é muito técnico. Para dar certo… Nós não vendemos ativo, vendemos Brasil. E temos que estar demonstrando credibilidade o tempo todo. Então, é importante blindar o nosso trabalho técnico da questão política”, afirmou.

“Estamos muito focados no trabalho técnico. O trabalho técnico muitas vezes nos impõe dizer muitas vezes ‘não’, nos impõe às vezes a oferecer modelos que não são exatamente aqueles que dariam mais voto, que dariam melhor repercussão eleitoral. Mas não podemos ter esse tipo de preocupação aqui, porque estamos pensando o futuro”, complementou.

Três semanas após a “Infra Week”, Tarcísio tem dado especial atenção ao leilão da Ferrogrão, visto como um dos maiores projetos de infraestrutura do país desde a hidrelétrica de Belo Monte.

O projeto prevê uma ligação ferroviária de 933 quilômetros, de Sinop (MT) a Miritituba (PA), criando importante via para o escoamento de grãos no Arco Norte e reduzindo a pressão sobre rotas do Sudeste. A ideia é que o leilão ocorra até o fim do ano.

Convidado da Stock Week, série de transmissões organizadas pelo Stock Pickers, Tarcísio Freitas mostrou otimismo com a evolução do projeto. O ministro se diz convencido de que a Ferrogrão não apenas é economicamente viável como será um grande regulador de preços.

“Estamos fazendo contas, simulações, modelagens e estamos vendo que a Ferrogrão faz sentido, para acomodar esse crescimento de carga que virá com a expansão e o aumento de produtividade no Mato Grosso”, afirmou.

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Assista a íntegra pelo vídeo no início desta reportagem.

“No Ministério da Infraestrutura, somos como um grande espelho: estamos refletindo o que o mercado está nos dizendo, estamos reverberando os inputs que estamos recebendo”, disse o ministro. Nos últimos anos, ele construiu boa reputação com agentes do mercado financeiro.

“A Ferrogrão vai ser o grande regulador de preço e algumas das oposições que às vezes temos a ela derivam disso”, pontuou. “Ela vai acontecer, mais cedo ou mais tarde, é inescapável. Nossa missão é fazer com que se torne realidade mais rápido”.

A estimativa do Ministério da Infraestrutura é que serão necessários pelo menos R$ 8,4 bilhões em investimentos para o empreendimento. O prazo estimado para implantação a partir do leilão é de 8 a 10 anos.

Segundo o ministro, em 2020, pela primeira vez, a movimentação de carga nos portos do Arco Norte se igualou à dos portos do Sul e Sudeste, e o custo do frete para a China foi mais barato do que o pago por produtores de estados como Illinois ou Minnesota, nos EUA.

Pesou para a redução no custo a pavimentação da BR-163, que reduziu o frete em 26% na região. A avaliação é que a operação da Ferrogrão poderia trazer ganhos ainda maiores, sobretudo quando se considera o potencial de produção de grãos em Mato Grosso.

Apesar do otimismo de Tarcísio, o projeto enfrenta obstáculos jurídicos. Em março, uma liminar do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu efeitos de lei que alterou os limites do Parque Nacional do Jamanxim (PA), excluindo 862 hectares da unidade de conservação, e abrindo espaço para a ferrovia. A ação foi movida pelo PSOL.

Em outra frente, o Ministério Público de Contas junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) quer que os estudos de viabilidade para a concessão da ferrovia sejam remetidos ao órgão de controle apenas quando o empreendimento tiver sua primeira licença ambiental.

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Há duas reservas indígenas (Praia do Índio e Praia do Mangue) consideradas diretamente afetadas, já que se situam em área de até dez quilômetros do eixo da ferrovia.

O MP pede que a consulta a povos indígenas seja feita ainda na fase inicial do projeto, respeitando a legislação vigente. Com isso, os estudos voltariam à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

“Estamos cuidando com muito carinho da questão da sustentabilidade. É uma ferrovia que hoje já passa por certificação de uma consultoria internacional. Nosso objetivo é chegar ao greenbond e, desta forma, mitigar riscos de percepção que alguém tenha em relação à ferrovia”, disse Tarcísio durante a transmissão.

O ministro argumenta que a ferrovia seria a melhor alternativa do ponto de vista de impactos provocados. “Se não fizermos a Ferrogrão, amanhã vamos estar discutindo duplicação da BR-163. [Com a ferrovia,] Vamos fazer um transporte muito mais eficiente, tirando 1 milhão de toneladas de CO2 da atmosfera, reduzindo pressão fundiária. Muito mais eficiente do ponto de vista energético, com muito menos acidentes”, argumentou.

Tarcísio Freitas também comentou sobre os planos de extensão da Ferronorte, que depende da aprovação do PLS 261/2018, que trata de autorização e autorregulação ferroviária e tramita no Senado Federal. A partir do momento em que a proposta for aprovada pelo Congresso Nacional, a expectativa do ministro é que a ferrovia leve entre 7 e 8 anos para ser concluída.

“Com [a aprovação] o projeto, vamos poder ter autorizações muito interessantes, fazendo as conexões que faltam. No futuro, Lucas do Rio Verde (MT) vai ser o grande entroncamento ferroviário brasileiro. De lá, vai nascer a Ferrogrão até Miritituba (PA), vai nascer a Ferrovia de Integração do Centro Oeste, que vai se conectar com a Ferrovia de Integração Oeste Leste e vai morrer em Ilhéus (BA), e vai nascer a Ferronorte, que vai passar por Rondonópolis (MT) e chegar até o porto de Santos (SP). E tem carga para todos”, disse.

O Ministério de Infraestrutura trabalha com o cronograma intenso de atividades ao longo do ano. Do lado das rodovias, estão no planejamento a BR-153/080/414 entre Goiás e Tocantins, a BR-381/262 entre Minas Gerais e Espírito Santo, a BR-163/230 no Pará, rodovias integradas do Paraná e a BR-116 /465/101 (Dutra).

Pelos terminais portuários, destaque para Mucuripe (CE), Areia Branca (RN) e Macapá (AP). Há também a privatização das Docas do Espírito Santo, vista como um laboratório para a esperada privatização das Docas de Santos. Há também a privatização da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae), em saneamento básico.

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Entre os aeroportos, está na agenda a relicitação de São Gonçalo do Amarante, Natal (RN). O ministro também citou 16 aeroportos remanescentes da rede Infraero: o Bloco Norte, liderado pelo aeroporto de Belém (PA); o Bloco RJ-MG, liderado pelo Santos Dumont (RJ); e o Bloco SP-MS, liderado pelo aeroporto de Congonhas (SP).

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Stock Pickers completa 2 anos e realizará série de lives para comemorar; veja os confirmados

(CONDADO DA FARIA LIMA) – O Stock Pickers completa 2 anos de vida neste domingo, 25 de abril de 2021. E para celebrar esta data, realizaremos dois super eventos: um mais descontraído no próprio domingo e o outro mais “sério” que vai acontecer ao longo da próxima semana.

O primeiro é a 2ª Aniverlive Stock Pickers, que terá início às 14h e vai durar por toda tarde. Vamos juntar mais de 30 convidados (entre gestores de investimentos, jogadores de futebol, artistas) para celebrar o dia – ou seja, não espere um papo sério de investimentos. A live será no youtube e o link para acompanhá-la está aquiConfira abaixo todos os convidados:

Já o segundo evento terá um conteúdo de altíssimo nível: faremos a primeira edição do “Stock Week“, que acontecerá entre os dias 26 e 30 de abril. Em cada dia da semana, faremos uma live super especial, sempre às 18h (horário de Brasília).

A transmissão será no Youtube do Stock Pickers. Confira abaixo os convidados e todos os detalhes de cada palestra:

SEGUNDA (26/abr): Um “remember” do nosso 1º episódio
(com Luiz Aranha da, Moat Capital, e Alexandre Sabanai, da Perfin)

Vamos reviver o primeiro debate que deu origem à nossa história. O Aranha é um talentosíssimo Stock Pickers com viés “agnóstico”: dificilmente aquelas açõe super populares e que todo mundo tem em carteira estarão nos fundos da Moat. Já o Sabanai eu defino como um “Stock Pickers defensivo”, pela expertise da Perfin nos setores de utilities e energia.

TERÇA (27/abr): Entrevista com o Ministro da Infraestrutura Tarcisio de Freitas

Nossa primeira entrevista com um ministro em exercício: Tarcísio conquistou o mercado não só pela agenda robusta de vendas de ativos e projetos, mas pela praticidade e gosto pelo trabalho (quem não lembra do “sem tempo, irmão!” no twitter?). Participação especial de Pedro Bruno, analista de infraestrutura da XP, que nos ajudará na entrevista.

QUARTA (28/abr): Entendendo as startups antes do “start”
(com Monica Saggioro e Lara Lemann, da Maya Capital)

Antes que muita gente entendesse o modelo de negócios de empresas como Méliuz, Enjoei, Mosaico e Locaweb, as ações delas subiram brutalmente na bolsa, dando um prenúncio de que mais empresas “techs” podem chegar na B3. Como entender melhor qual tech vai ser a próxima porrada da bolsa e qual pode ser uma cilada? Vamos descobrir isso com duas investidores que caçam essas startups muito antes do do “start”. Monica Saggioro e Lara Lemann são fundadoras do fundo de venture capital Maya Capital. Participará dessa conversa Lucas Chaise, head da cobertura de empresas techs na XP.

QUINTA (29/abr): Por que o Agro é tão importante no PIB mas não na bolsa?
(com Leonardo Alencar, da XP, e José Americo Basso, CEO da Jotabasso)

A pergunta do painel define bem ele: por que um dos setores mais pujantes do nosso PIB não possui representatividade no mercado de ações da B3? Nossos dois convidados têm uma vivência grande no setor: Leonardo Alencar cobre alimentos e agro no Research da XP e já foi RI da Minerva; já o José Basso, também ex-Minerva, hoje é CEO de uma empresa de grãos.

SEXTA (30/abr): Uma conversa com um value investor e um day trader
(Com Claudio Copolla, gestor do R&C, e Florian Bartunek, da Constellation)

Eu aposto que essa será uma das experiências antropológicas mais interessantes que já fizemos. Preparamos um mesmo roteiro de perguntas e vamos fazê-lo para dois profissionais de grande experiência e com resultados inquestionáveis no mercado, mas que seguem filosofias completamente diferentes.

Um deles é o trader “Claudinho” Copolla, que ganhou muito destaque com nossa audiência depois do episódio 90 do Stock Pickers, onde ele conta como o fundo dele já chegou a ter mais de 1.000.000% de rentabilidade acumulada; o outro é o Florian Bartunek, um “Stock Picker raíz”, daqueles que gosta de gastar sola de sapato para estudar as empresas que entrarão nas carteiras dos fundos da Constellation.

Para não perder nenhuma novidade sobre as lives, fique de olho no Telegram do Stock Pickers. O acesso é grátis, basta você baixar o aplicativo em seu celular e clicar aqui.

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Governo deve leiloar mais 22 ativos neste ano, com R$ 84 bilhões de investimentos

Ministro Tarcísio de Freitas Tarcísio de Freitas, ministro da Infraestrutura (Foto: Divulgação/Cleiby Trevisan)

Após o leilão do trecho da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), que foi arrematado pela Bahia Mineração (Bamin) em proposta única, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, afirmou que a pasta deve promover leilões de mais 22 ativos até o final do ano, com investimentos estimados em R$ 84 bilhões. “O leilão da Fiol foi um sucesso, trata-se da segunda concessão de ferrovias do governo Bolsonaro, que ficaram tanto tempo esquecidas”, disse a jornalistas.

O ministro destacou que o leilão da Fiol será fundamental para o desenvolvimento da Bahia e que o governo trabalha para promover inúmeros projetos na região. “O ministério já tem um projeto para asfaltar a BR-030, tão importante para o Estado, assim como a Fiol”.

Outro projeto que ele afirma estar em desenvolvimento é o da Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fico), cujas obras já estão próximas de começar.

Nesta semana, chamada de Infra Week, o ministério da Infraestrutura está leiloando 28 ativos, entre aeroportos, portos e ferrovias. A expectativa do governo é arrecadar, no total, R$ 10 bilhões. Cerca de R$ 9,4 bilhões já foram contratados.

A secretária especial da Secretaria do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), Martha Seillier, acrescenta que a carteira de leilões da entidade, para 2021, soma 129 ativos, com investimentos estimados em R$ 460 bilhões.

Ela reforçou que principalmente a carteira de saneamento básico é fundamental para o País. “Estamos dando todo o suporte para destravar esses investimentos.”

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Todos os ativos que serão leiloados tiveram propostas, confirma ministro da Infraestrutura

Ministro Tarcísio de Freitas Tarcísio de Freitas, ministro da Infraestrutura (Foto: Divulgação/Cleiby Trevisan)

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, confirmou nesta quarta-feira, 7, que todos os ativos da pasta que serão leiloados durante essa semana receberam propostas, como antecipou o Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado. Além do certame dos aeroportos, realizado nesta quarta-feira, com ágio significativo, o governo vai abrir a disputa nos próximos dois dias para um trecho de ferrovia e terminais portuários.

“Temos propostas para todos os ativos. Significa que amanhã vamos ter um leilão bem sucedido de Fiol, e na sexta-feira teremos também um leilão bem sucedido de terminais”, disse o ministro em entrevista à CNN Brasil.

No total, o governo repassa à iniciativa privada a operação de 28 empreendimentos: 22 aeroportos hoje operados pela Infraero (divididos em três blocos), cinco terminais portuários e um trecho da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), entre Ilhéus e Caetité, na Bahia.

As empresas que concorrem pelos ativos precisam entregar antecipadamente suas propostas na B3.

Como mostrou na terça-feira o Broadcast, com pelo menos um lance em cada certame, o governo federal consegue garantir os R$ 10 bilhões de investimentos totais previstos nos projetos.

Independente do ambiente de concorrência, se os lances são agressivos ou não – o que impacta no valor de outorga arrecadado pela União -, o que as empresas precisam injetar nos empreendimentos não muda. No caso dos aeroportos, o investimento total é de R$ 6,1 bilhões, nos terminais portuários R$ 600 milhões, e R$ 3,3 bilhões na Fiol.

Enquanto a disputa pelos aeroportos teve mais concorrência e ágio (diferença em relação ao mínimo exigido no edital) médio alto, de 3.822%, o leilão da Fiol tem altas chances de receber apenas um lance. A principal apontada para levar a concessão é a Bahia Mineração (Bamin), que teria interesse direto na ferrovia, cujo trecho que irá a leilão tem como vocação básica o transporte de minério de ferro.

“Cada tipo de ativo tem característica diferente, a ferrovia é mais intensiva em capital, o acesso a esse mercado é mais restrito. E muitas vezes quem tem muito apetite é o dono da carga”, afirmou nesta quarta-feira o ministro.

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