Ambev lança marca de cerveja Toda Nossa, com ingredientes produzidos em Santa Catarina

(Paulo Fridman/Corbis via Getty Images)

A Ambev (ABEV3) criou uma nova marca de cerveja chamada Toda Nossa, em parceria com o governo do estado de Santa Catarina, academia e a cervejaria Lohn Bier. O novo produto contém lúpulo, malte de cevada e leveduras originais do estado.

De acordo com informações do jornal Valor, o principal desafio ainda é o cultivo do lúpulo, que está em fase embrionária no país.

Quase todo insumo utilizado na produção cervejeira nacional é importado. Para estimular o plantio, foi instalada uma fazenda-modelo no município de Lages, na Serra Catarinense.

O Bradesco BBI destaca que, embora espere que esta nova marca tenha apenas uma contribuição marginal para os volumes totais, acredita que este anúncio está em linha com a estratégia de inovação da Ambev.

“Além disso, nos últimos anos, a empresa lançou várias marcas regionais usando produtos locais, o que em alguns casos permite à Ambev obter benefícios fiscais”, avaliam os analistas do banco. Eles possuem recomendação outperform (desempenho acima da média do mercado), com preço-alvo de R$ 21 para os ativos.

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Ambev lança unidade de negócios para bebidas alcoólicas além da cerveja e avança em mercado pulverizado

Ambev

SÃO PAULO – A Ambev (ABEV3) anunciou na última segunda-feira (9)  a criação de uma nova divisão de negócios chamada “Future Beverages”, que terá como foco diferentes tipos de bebidas alcoólicas, como destilados, vinhos e hard seltzers.

A empresa contratou Daniela Cachich, ex-diretora de marketing da PepsiCo e que já esteve à frente do marketing da Heineken, para ser responsável por esta nova divisão.

A operação começa com oito produtos, entre eles as bebidas mistas Beats e Isla e a hard seltzer (refrigerante com “baixo” teor de álcool) Mikes, e os vinhos Dante Robino, Somm e Blasfemia.

O mercado de hard seltzer movimentou U$ 4 bilhões em 2020, nos Estados Unidos, segundo dados da Nielsen IQ. Já o consumo de vinho no Brasil cresceu 18,4% em 2020, segundo a Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV).

Na avaliação do Bradesco BBI, a contratação de Daniela Cachic é “de alto nível”, destacando ainda que a executiva  desempenhou um papel fundamental no desenvolvimento da marca Heineken no Brasil.

Em relação a esta nova divisão, os analistas avaliam que, no Brasil, a Ambev vai competir em um segmento muito mais fragmentado do que cerveja, o que poderia, assim, proporcionar uma oportunidade de capturar participação de mercado, uma vez que 60% dele está nas mãos de players menores no segmento de vinhos e 30% no segmento de destilados.

De acordo com a Euromonitor, o mercado total endereçável para vinhos e destilados no Brasil é de cerca de R$ 47 bilhões – em uma análise de sensibilidade, cada 5% de participação que a Ambev consiga captar desse mercado pode adicionar 3% à receita consolidada da Ambev.

O Bradesco BBI possui recomendação outperform (desempenho acima da média do mercado) para a ação da Ambev, com preço-alvo de R$ 21, o que corresponde a uma alta de 22% em relação ao último fechamento. O banco elevou recentemente a recomendação para os papéis de equivalente à neutra para compra, em meio às expectativas de baixa dos custos agrícolas e aumento de preços dos produtos da companhia de bebidas, que devem promover uma recuperação na margem da empresa.

O Credit Suisse também possui recomendação outperform para os papéis, com preço-alvo de R$ 21,50 (potencial de valorização de 25,3% frente o fechamento de segunda). Contudo, em conversa com investidores de várias regiões, o banco destacou que ainda há ceticismo no mercado com relação à ação da empresa.

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“Apesar do mercado ver como positivo todas as mudanças e iniciativas da gestão, a perspectiva de melhora de margem e de crescimento mais difíceis são pontos de preocupação que justificariam o valuation. Por outro lado é consensual a visão de que o movimento de reabertura da economia traz potencial de alta daqui pra frente”, destacou Marcella Recchia, analista do Credit que assina o relatório.

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Ambev tem lucro líquido ajustado de R$ 2,96 bilhões no segundo trimestre, alta de 116% na comparação anual

Ambev

A Ambev (ABEV3) registrou lucro líquido ajustado de R$ 2,9627 bilhões contra R$ 1,3726 bilhão no segundo trimestre de 2020, alta de 115,9% na base de comparação. Para o primeiro semestre de 2021, o lucro foi de R$ 5,7247 bilhões contra R$ 2,6004 bilhões no mesmo período do ano passado, ou alta de 120,1%.

Essa linha do resultado teve um impacto positivo de um crédito tributário de R$ 1,6 bilhão, contabilizado no balanço. A Ambev explica que o número é resultado da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de considerar inconstitucional a inclusão do ICMS na base de cobrança do PIS/Cofins.

O lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda) ajustado do trimestre foi de R$ 5,289 bilhões, um avanço reportado de 58%, e orgânico de 24%.

A receita líquida da empresa foi de R$ 15,711 bilhões no trimestre, em alta de 35,3% ante os R$ 11,615 bilhões entre abril e junho de 2020.

Segundo a empresa, a receita foi impulsionada pelo desempenho do volume e pelo crescimento da receita líquida por hectolitro (ROL/hl) de 14,5%. A receita líquida cresceu 28,5% no Brasil.

Em seu comentário de desempenho, a administração destaca que a empresa apresentou mais um forte desempenho comercial de abril a junho, atingindo os maiores volumes consolidados já registrados em um segundo trimestre. O resultado, informam, foi impulsionado pela implementação consistente da estratégia, baseada em inovação, plataformas tecnológicas e excelência operacional.

“Além de estarmos melhor preparados para enfrentar questões relacionadas à covid-19, estamos trabalhando para apoiar nossos clientes durante a reabertura econômica à medida que a vacinação avança e as restrições gradualmente diminuem nos países em que operamos”, diz a empresa.

A Ambev destaca que no período, continuou a registrar crescimento nos volumes em 19,0% ante o segundo trimestre de 2020 e 8,0% ante o mesmo período de 2019, com 7 dos 10 principais mercados já crescendo acima de igual etapa de 2019. “A receita líquida cresceu 36,2% e a ROL/hl 14,5%, impulsionada por iniciativas de ‘premiunização’, inovação e gestão de receita. Nossas marcas acima do core continuam ganhando relevância em nosso portfólio em 5 dos principais mercados em que atuamos” diz a companhia.

(com Estadão Conteúdo)

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Ambev mostra sua força e ações saltam 8,88% após balanço, mas por que alguns analistas seguem céticos?

SÃO PAULO – Para quem já esperava um resultado forte da Ambev (ABEV3), com expectativa de ganho de participação de mercado após os fracos números da Heineken no Brasil (veja mais clicando aqui), os números da companhia brasileira de bebidas não decepcionaram – muito pelo contrário.

Após o resultado, as ações chegaram a saltar 9,62%, a R$ 16,29 na máxima do dia, fechando a sessão desta quinta em alta de 8,88%, a R$ 16,18, com números que chegaram a superar as estimativas mais otimistas.

Mais além do lucro 125,7% acima na comparação anual, totalizando R$ 2,73 bilhões no primeiro trimestre de 2021, a AmBev registrou mais um trimestre sequencialmente forte, conforme destaca a XP, com um lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda) normalizado de R$ 5,38 bilhões (alta de 26% na base anual e 22% do consenso dos analistas de mercado) com uma margem Ebitda (Ebitda sobre receita líquida) de 32%% (queda de 157 pontos base na comparação anual, mas  169 pontos-base acima do esperado pela XP).

Conforme destacam os analistas Leonardo Alencar e Larissa Pérez, com a companhia mantendo a excelência operacional como sua vantagem competitiva principal, a inovação no portfólio e a estratégia digital estão dando cada vez mais frutos, impulsionando o desempenho da empresa.

Dentre os frutos, avaliam, os produtos lançados há apenas um ano já teriam garantido uma posição entre os top 5 mais vendidos pela empresa, a exemplo da Brahma Duplo Malte, que contribui positivamente para um crescimento de 16% no ano nos volumes de Cerveja Brasil, um dos destaques do resultado.

A alta do volume de vendas de cerveja no Brasil ficou levemente abaixo da expectativa dos analistas, que era de 18%, mas o Ebitda normalizado superou o projetado em 24%, totalizando R$ 2,26 bilhões, mostrando números sólidos apesar do cancelamento do Carnaval juntamente com o ritmo lento de reabertura da economia e redução do auxílio emergencial.

O destaque ficou, além do forte desempenho da Brahma Duplo Malte e para o portfólio premium crescendo quase 20%, para o crescimento de um dígito alto (cerca de 9%) para as marcas convencionais.

“Ou seja, mais uma vez vimos uma estratégia comercial bem-sucedida em Brasil Cerveja, com um aumento de preços mais fortes do que esperávamos em cima de uma base de volume sólida”, destacam Alencar e Larissa.

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Assim, reforçam, as três principais estratégias implementadas em 2020 permanecem em vigor: aumentos de preços, inovação de portfólio e promoções inteligentes.

De acordo com Larissa e Alencar, o forte ritmo de inovação não é só em produtos, mas principalmente em seu processo comercial: o Zé Delivery, por exemplo, recebeu 14 milhões de pedidos neste trimestre, mais da metade do volume consolidado de 2020, compensando eventuais fraquezas decorrentes do ambiente macroeconômico mais complicado. Além disso, 65% da base de clientes da AmBev já usa o serviço BEES, dentre outras iniciativas.

Eles ainda apontam que, no geral, o segmento core-plus (intermediário entre as marcas populares e as marcas premium) apresentou forte crescimento em todas as geografias, o que foi uma surpresa bastante positiva dado que ainda passamos por um momento muito desafiador, com um ritmo de vacinação mais lento do que o esperado impedindo a aceleração da reabertura de bares e restaurantes.

O volume no Brasil, somando cerveja e não alcoólicos, cresceu 12%, com preços crescendo 12,5%; na América Central (CAC), volumes aumentaram 10% e preços em reais 38%. Já na América do Sul, volumes aceleraram 12,5% e preços 19%; já o volume do Canadá aumentou 3% e preços 31% em reais.

O Bradesco BBI aponta que a receita, o Ebitda e o lucro líquido da empresa ficaram acima do consenso, sendo que a receita líquida ficou 11% acima das estimativas, devido principalmente a uma média 9% mais alta de preços do que esperávamos

Dentre os preços, o Brasil foi o destaque, com a Ambev continuando a se beneficiar de um ambiente competitivo favorável, com concorrentes enfrentando restrições de capacidade e escassez de embalagens – como foi o caso da Heineken no primeiro trimestre.

Já a XP destaca que a surpresa negativa em meio a um resultado positivamente surpreendente foi a divisão de não-alcoólicos do Brasil, que apresentou resultados pressionados, com um Ebitda normalizado de R$ 295 milhões, queda de 5% ao ano e 19% abaixo do esperado pela XP, por conta de  preços 4% mais baixos do que o esperado, custos 4% mais altos do que o antecipado e, principalmente, um aumento de 7% nas despesas com vendas, gerais e administrativas,, enquanto era esperada uma redução na comparação anual.

“O mix de embalagens desfavorável devido às restrições relacionadas à Covid-19 continuou definindo o tom para o trimestre, com a margem Ebitda do segmento contraindo 230 pontos-base em relação ao ano anterior. Durante o que poderia ser descrito como mais um trimestre ameno para o segmento, operacionalmente, entendemos que alguns dos destaques positivos incluem o forte desempenho da Sukita, bem como o lançamento do For Me e do Natu, uma versão 100% natural do Guaraná”, destacam os analistas.

O que separa otimistas dos pessimistas com o case? 

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O resultado foi considerado unanimemente bom pelos analistas de mercado, mas eles ainda se dividem quando o assunto é a perspectiva para a empresa e para as suas ações.

Conforme aponta a compilação da Refinitiv com analistas de mercado, de quatorze casas que cobrem o papel, cinco têm recomendação de compra, seis de manutenção e três de vendo, com um preço-alvo médio de R$ 16,18, uma alta de cerca de 9% em relação ao fechamento de quarta-feira e praticamente sem potencial de valorização levando em conta o desempenho dos papéis nesta sessão.

Um fator sabido que os custos da AmBev devem aumentar cerca de 20% ao longo de 2021, conforme a própria empresa anunciou no resultado passado. Nesse sentido, conforme aponta a XP, durante o primeiro trimestre, de fato pressões de custo levaram a reduções nas margens, principalmente devido aos altos preços das commodities e ao câmbio desvalorizado, assim como em função do mix de canais e embalagens desfavorável (consumo em casa favorece uso de latinhas de alumínio, com custos mais altos que as garrafas de vidro, mais usadas em bares com consumo compartilhado).

Em teleconferência, Jean Jereissati, CEO da Ambev, também destacou que o controle de custos será desafiador em 2021.

Os analistas do Bradesco BBI elevaram as projeções para 2021, mas reduziram as suas projeções para o próximo ano, esperando queda do Ebitda e do lucro líquido em 4% e 13% para 2022, respectivamente. Leandro Fontanesi e Matheus Sleiman, analistas do banco, assumem agora um aumento de 23% no custo dos produtos vendidos (COGs) por hectolitro para o segmento de cerveja no Brasil (em relação ao nível anterior), refletindo a recente alta nos preços das commodities (alumínio, milho, cevada maltada, entre outros).

Ao olharem para os múltiplos da companhia, com o papel sendo negociado a uma relação de preço sobre o lucro esperado para dois anos de 20,5 vezes, em linha com a média histórica, eles reiteraram recomendação neutra, com preço-alvo de R$ 15,50 para os ativos ABEV3.

Ainda mais pessimistas, Bank of America e Morgan Stanley reiteraram a recomendação underperform (desempenho abaixo da média do mercado) e underweight (exposição abaixo da média do mercado) respectivamente após o resultado, com preço-alvo comum de R$ 14.

Para Ricardo Alves e Victor Tanaka, analistas do Morgan, além da alta das commodities, um ambiente competitivo potencialmente mais difícil no segundo semestre também deve afetar a percepção dos investidores sobre a companhia, com o foco se voltando cada vez mais para a perspectiva de lucratividade e custos para 2022.

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O BofA, por sua vez, também destaca que o mix de marcas tem sido um fator positivo importante, mas ainda há incerteza sobre qual será a carteira de equilíbrio entre as marcas core plus (intermediárias) e as mainstreams (mais famosas).

Já entre os mais otimistas, a XP ressalta que continua otimista com a Ambev, apesar das incertezas de curto prazo, destacando recomendação de compra e com preço-alvo de R$ 17,15 por ação, ainda que haja volatilidade para os papéis em meio a esse cenário.

O Credit Suisse também segue otimista com a ação, com recomendação outperform (desempenho acima da média do mercado) e preço-alvo de R$ 18,00.

Marcella Recchia, analista do banco, destaca ainda a mudança de CEO da AB Inbev, controladora da Ambev, que deve ser vista como neutra ou marginalmente positiva para a companhia. Carlos Brito vai deixar o comando da companhia no dia 1º de julho, sendo substituído por Michel Dukeris também brasileiro.

Dukeris e Jean Jereissati, CEO da Ambev, já trabalharam juntos na região APAC (Ásia-Pacífico) e China e entregaram uma mudança no mercado local para uma fase mais premium, tendo sucesso com expansão de margem e crescimento de receita, destaca a analista.

Um outro fator que deve beneficiar a companhia é a reabertura da economia conforme for aumentando o ritmo de vacinação; porém, a alta dos custos e o aumento da competição são temas que continuarão no radar da empresa. Assim, apesar do forte resultado evidenciado na disparada das ações, a Ambev segue dividindo opiniões entre os analistas, com alguns acreditando que o cenário macroeconômico deve preponderar, enquanto outros avaliam que a estratégia de inovação da companhia seguirá dando frutos bastante positivos nos próximos trimestres.

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Ambev tem lucro líquido ajustado de R$ 2,7 bilhões no 1º trimestre, salto de 125% em um ano

(Paulo Fridman/Corbis via Getty Images)

A Ambev (ABEV3) registrou lucro líquido ajustado de R$ 2,761 bilhões no primeiro trimestre de 2021, alta de 125% ante o mesmo período de 2020, devido a um Ebitda maior e melhor resultado financeiro. Fora do critério ajustado, o lucro líquido foi de R$ 2,733 bilhões, 125,7% maior do que o registrado um ano antes. O lucro por ação ajustado no trimestre foi de R$ 0,17, ganho de 139,6%.

No primeiro trimestre, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado alcançou R$ 5,327 bilhões, avanço de 26% em um ano, o que corresponde a um crescimento orgânico de 23,8%, com margem bruta de 52,3% (queda de 260 pontos base) e margem Ebitda de 32,0% (redução de 110 pontos base).

A receita líquida da empresa, por sua vez, totalizou R$ 16,639 bilhões nos meses de janeiro a março, incremento de 32% em relação a igual época de 2020.

O volume vendido pela Ambev no primeiro trimestre totalizou R$ 43,530 bilhões, alta de 11,6% em relação ao mesmo período de 2020. Em seu relatório trimestral, a companhia afirma que esteve mais preparada para lidar com alguns desafios persistentes relacionados à Covid-19 do que em março de 2020. “Os resultados nos deixam confiantes de que nossa estratégia está funcionando”.

A maioria dos países apresentou crescimento de volume sustentado, com oito dos dez principais mercados entregando crescimento de volume em relação ao ano anterior e sete já atingindo níveis de volume superiores a 2019. No quesito Cerveja Brasil, o crescimento no volume vendido foi de 16%. “Nosso desempenho foi impulsionado pela implementação consistente de nossa estratégia comercial e excelência operacional. De acordo com nossas estimativas, mais uma vez superamos o desempenho da indústria. Vimos o sucesso contínuo de nossas inovações, como a Brahma Duplo Malte, e o crescimento do segmento premium, principalmente de nossas marcas globais, que cresceram quase 20%”, apontou a empresa.

No segmento de bebidas não alcoólicas, o volume cresceu 0,8% no trimestre liderado pela Sukita e portfólio de energéticos, parcialmente compensado pelas ocasiões de consumo impactadas pela covid-19 e restrições à produção.

“Apesar do mix desfavorável de marcas e embalagens, na medida em que as restrições impostas ao canal on-trade levaram à mudança para o canal off-trade, bem como à um aumento no peso de embalagens multi-serve em comparação às single-serve, nossa receita líquida por hectolitro (ROL/hl) cresceu impulsionada pelas nossas iniciativas de gerenciamento de receita, tais como atividades promocionais baseadas em ocasiões de consumo”, destacou a Ambev.

América Central e Caribe

O volume vendido na região da América Central e Caribe foi de R$ 3,024 bilhões no primeiro trimestre, alta de 10,1% em um ano. A recuperação do desempenho do volume foi impulsionada pela estratégia comercial consistente aliada à flexibilização progressiva das restrições ao longo do trimestre. A ROL/hl cresceu novamente devido à contribuição do mix acima do core e à implementação bem-sucedida de nossas iniciativas de gestão de receitas na região.

América Latina Sul

Já o volume vendido na América Latina Sul totalizou R$ 10,503 bilhões, avanço de 12,5%, explicado pelo bom desempenho da Argentina, do Chile e do Paraguai, enquanto Bolívia e Uruguai foram fortemente afetados pelas restrições durante o primeiro trimestre. “A ROL/hl cresceu na maioria dos mercados impulsionada pelo mix e iniciativas contínuas de gestão de receita, especialmente diante da melhora do cenário da pandemia na Argentina”, pontuou a Ambev em seu relatório trimestral.

Canadá

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Já o Canadá obteve o menor avanço no volume vendido no primeiro trimestre, de 2,8%, para R$ 1,971 bilhão, embora os volumes tenha se recuperado após um “quarto trimestre difícil”. Durante a maior parte do trimestre, as restrições para conter o avanço da covid-19 ainda estavam em vigor e, em determinados momentos, se tornaram mais rígidas à medida em que os números de casos aumentaram. A redução da ROL/hl foi impulsionada pelo mix de canais em meio à contínuas restrições locais.

CPV

O custo dos produtos vendidos (CPV) pela Ambev no primeiro trimestre foi R$ 7,945 bilhões, crescimento de 35,3% em um ano, enquanto o CPV excluindo depreciação e amortização ficou em R$ 7,195 bilhões, aumento de 38,6%.

Em uma base por hectolitro, o CPV somou R$ 182,5 milhões, alta de 21,3%, enquanto o CPV excluindo depreciação e amortização foi de R$ 165,3 milhões, expansão de 24,2%, devido principalmente às taxas de câmbio, maiores preços das commodities, impactos do mix de embalagens e pressões inflacionárias na Argentina.

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Lucro da Ambev sobe 63% no quarto trimestre, a R$ 6,89 bilhões; em 2020, companhia lucra 3,7% menos

Ambev

SÃO PAULO – A Ambev (ABEV3) teve lucro de R$ 6,89 bilhões no quarto trimestre de 2020, 63,3% superior frente os R$ 4,21 bilhões registrados no mesmo trimestre de 2019. De acordo com a companhia de bebidas, os resultados “foram impactados positivamente por R$ 4,3 bilhões de créditos tributários extemporâneos decorrentes da decisão do Supremo Tribunal Federal de 2017 pela inconstitucionalidade da inclusão do ICMS na base de cálculo do PIS e da Cofins”.

Já no acumulado do ano, o lucro somou R$ 11,7 bilhões, queda de 3,7% frente os R$ 12,1 bilhões de 2019.

Enquanto isso, a receita líquida totalizou R$ 18,5 bilhões no quarto trimestre, 19,9% superior frente o resultado de um ano antes. Em 2020, a alta foi de 12,3% na comparação anual, alcançando R$ 58,3 bilhões.

O Ebitda (sigla em inglês para lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado do quarto trimestre subiu 29,1%, indo para R$ 8,93 bilhões enquanto que, no acumulado do ano, foi de R$ 21,5 bilhões, 2,1% superior frente o ano anterior.

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Ambev vê recuperação lenta de margem mesmo com salto em vendas

(Paulo Fridman/Corbis via Getty Images)

(Bloomberg) — A cervejaria Ambev (ABEV3) espera que as margens se recuperem em ritmo mais lento que o crescimento dos volumes de venda nos próximos meses, com oscilações cambiais possivelmente elevando os custos de produção da companhia ao longo de 2021, disse o diretor vice-presidente financeiro Lucas Lira.

A subsidiária latino-americana da Anheuser Busch InBev adota uma política de proteção cambial de 12 meses, o que a tem ajudado a minimizar o impacto da alta do dólar nos custos de produto vendido neste ano. O real acumula queda de cerca de 30% até agora em 2020, o pior desempenho entre as principais moedas globais.

“Cerca de 50% do custo real é atrelado ao dólar”, explicou Lira em entrevista, destacando que a Ambev vem se empenhando para compensar esse aumento dos custos enquanto foca mais nas necessidades do cliente. “Não sabemos ainda qual patamar de hedge teremos em 2021, mas vai ser maior que este ano.”

Mesmo com a pressão dos custos, a fabricante das marcas Brahma e Skol decidiu não elevar os preços para bares e restaurantes, um dos setores mais fortemente abalados por decretos de isolamento social em meio à pandemia do novo coronavírus.

Em outros segmentos, como supermercados, os reajustes este ano ocorreram mais para o fim do terceiro trimestre, diferente do ano passado, disse o executivo, adicionando que no longo prazo a precificação da Ambev tende a convergir com a inflação.

A companhia ainda vê potencial para continuar expandindo a participação de mercado no Brasil, apostando em estratégia comercial mais assertiva e contínuos investimentos em inovação para fortalecer o portfólio de marcas e sustentar uma recuperação em V dos volumes e receitas, segundo Lira.

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Ambev: o que separa os otimistas e os desconfiados com a recuperação da companhia no pós-pandemia

SÃO PAULO – Desde que divulgou seu resultado do segundo trimestre, a Ambev (ABEV3) tem levado a uma divisão dos investidores e analistas: alguns ficaram otimistas com os números apresentados e a boa surpresa com a venda de cervejas no Brasil mas, para outros, o cenário ainda é de cautela.

O principal motivo defendido pelos mais pessimistas está nas margens, em especial pela mudança do padrão do consumo durante a pandemia: saíram as garrafas retornáveis consumidas nos bares para a entrada das latinhas, mais vendidas nos supermercados.

Na teleconferência de resultados, Lucas Lira, diretor financeiro e de relações com investidores da Ambev, explicou que a cerveja em lata tem um custo mais alto do que a de garrafa, o que ajudou a pressionar a margem bruta da empresa entre abril e junho.

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E diante disso, mesmo com analistas resumindo o resultado do segundo trimestre como positivo, o que se vê até agora não é uma comemoração no mercado. As ações ABEV3, desde que o balanço saiu, em 30 de julho, caíram 10%, cotadas atualmente a R$ 13,54.

Do lado dos mais otimistas, o Credit Suisse decidiu manter sua recomendação outperform (acima da média do mercado). Em relatório divulgado nesta terça-feira, os analistas explicaram os motivos para acreditar que a preocupação com as margens não deve pesar.

“O call de Ambev, assim como bancos, tem sido uma das maiores ‘bolas divididas’ do mercado. A empresa reportou um trimestre de volumes fortes e indicativos razoáveis de que estava ganhando share dos competidores. Mas a maior parte do mercado não gostou dos níveis de margens”, destacam.

Para os analista do banco suíço, o mix foi o principal motivo para a queda de 28,6% do Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) no segundo trimestre e consequente compressão da margem.

Segundo eles, cerca de 80% da queda do Ebitda de cerveja no Brasil pode ser explicado exatamente por essa mudança de mix, ou seja, no fato do consumo ter passado das garrafas para as latinhas.

“Com a abertura de bares e restaurantes acreditamos que devemos ter uma combinação interessante entre mais retornáveis com menos latinhas e, consequentemente, levando a uma queda no crescimento de custos dos produtos vendidos”, afirmam.

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“A margem Ebitda de cerveja de 31,2% não parece ser o novo normal e sim transitório. Entendemos que existem pressões de custo a partir de 2021 e trabalhamos com margem Ebitda de cerveja de 36,8% e gradualmente retornando para 43% na perpetuidade”, explica o Credit ao justificar seu otimismo com a ação.

Os mais cautelosos

Já no grupo dos analistas que ainda não se empolgaram com a Ambev, a XP decidiu elevar seu preço-alvo para os papéis de R$ 15 para R$ 16, mas manteve uma recomendação neutra.

Segundo a analista Betina Roxo, esta decisão se dá pelas “margens ainda pressionadas adiante, com dificuldade no repasse de preços, competição acirrada e pressão de custos”.

“Nas nossas novas estimativas, as ações da Ambev negociam a 20 vezes a relação preço sobre o lucro esperada para 2021, um patamar justo em nossa visão. Por outro lado, enxergamos as iniciativas de inovação da Ambev como positivas para a empresa no longo prazo, porém ainda difíceis de serem quantificadas”, explica.

Entre estas iniciativas, a XP aponta o serviço de entregas criado pela companhia, o Zé Delivery, que entregou 5,5 milhões de pedidos no segundo trimestre, mais de 3,6 veze o total de 2019. Além disso, a digitalização do relacionamento com os clientes e a expansão do portfólio da companhia também foram positivas.

De um lado, Betina destaca os bons números de vendas de cerveja no Brasil – apesar de prever um resultado pior que o de 2019 neste ano por conta da pandemia. Por outro lado, ela destaca que o segmento brasileiro de bebidas não-alcoólicas (NAB) foi a grande surpresa negativa.

“Entendemos que, no curto-prazo, a dinâmica do setor deve seguir mais pressionada, especialmente em termos de volume, que só deve voltar aos patamares pré-crise na virada do ano”, afirma a analista.

Recentemente, Cátilo Cândido, presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Latas Alumínio (Abralata), declarou que hoje, de toda cerveja vendida no Brasil, 70% é em lata, contra 50% antes da pandemia. Já na indústria de latinhas, cerca de 80% do volume é para cerveja, segundo ele.

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Segundo Cândido, junho foi um dos melhores números de vendas já registrados para a indústria de latas no Brasil, e a expectativa é que julho mantenha esse crescimento.

Para a equipe do Bradesco BBI, os comentários do presidente da Abralata sugerem que a demanda por cerveja no Brasil manteve sua tendência positiva em julho, o que é bom para a Ambev.

“No entanto, vemos vendas estruturalmente mais altas em latas versus garrafas retornáveis como negativas para as margens, pois estimamos que a vantagem de custo das garrafas retornáveis (que podem ser reutilizadas mais de 20 vezes) permite que a cerveja seja vendida a preços 20% a 30% mais baratos ante as latas”, explicam os analistas, que possuem recomendação neutra para os ativos, com preço-alvo de R$ 15,50 para o papel.

Por sinal, essa é a recomendação que predomina entre as casas de análise que cobrem os ativos, de acordo com compilação feita pela Bloomberg: de 17 casas, 9 recomendam compra do papel, enquanto 4 possuem recomendação neutra e 4 de compra. Assim, apesar dos sinais animadores, os analistas preferem manter cautela com o papel.

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Ambev: queda de 56% no lucro é apenas uma prévia do que há por vir

(shutterstock)

SÃO PAULO – A queda de 55,9% no lucro líquido da Ambev (ABEV3), maior fabricante de cerveja e refrigerantes da América Latina, no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2019, é apenas uma prévia dos efeitos da Covid-19 que a empresa deve sentir daqui para frente, apostou o analista André Hachem, do Itaú BBA em relatório publicado na manhã desta quinta-feira (7), logo após a publicação do balanço.

Betina Roxo, da XP, afirma que a ação da companhia deve permanecer pressionada no curto prazo. Na visão de Pinar Ergun, do Morgan Stanley, o segundo trimestre irá “deteriorar” e, para Leandro Fontanesi, do Bradesco BBI, a recuperação da empresa parece ainda mais difícil após os números apresentados.

O lucro líquido da companhia R$ 1,211 bilhão no primeiro trimestre deste ano. O lucro líquido ajustado, que exclui itens extraordinários, totalizou R$ 1,227 bilhão, 55,6% menor na comparação anual.

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“Num contexto global de diminuição do consumo de bebidas alcoólicas por conta do COVID-19, a Ambev teve leve redução de 1,6% em sua receita líquida consolidada em comparação ao primeiro trimestre do ano anterior, totalizando R$ 12,6 bilhões. O volume consolidado da companhia, em comparação ao mesmo período de 2019, teve queda de 5,6%”, destacou a empresa no release de resultados, informando que os números antes da pandemia vieram em linha com o esperado.

Se os problemas advêm do contexto de pandemia, natural que estejam apenas no começo, já que os efeitos da Covid-19 nas principais regiões de de atuação não começaram antes da segunda quinzena de março e, portanto, afetarão com força consideravelmente mais significativa os números a partir de abril. A própria Ambev antecipou na divulgação do balanço que apresentou queda de 27% no volume de cervejas vendidas no mês passado.

“O impacto total da pandemia da covid-19 em nossos resultados futuros permanece bastante incerto, mas esperamos que o impacto nos nossos resultados do segundo trimestre de 2020 seja materialmente pior do que no primeiro trimestre de 2020”, diz a companhia. Além disso, com a queda do volume e a mudança em direção ao canal off-trade (vendas fora de bares e restaurantes), a empresa espera um grande impacto na rentabilidade em razão da baixa alavancagem deste movimento.

Brasil mais pressionado

O faturamento no Brasil teve queda de 9,6% no 1º trimestre, a R$ 6,5 bilhões, enquanto o volume total de vendas (cerveja + não alcoólicos) foi 9,1% menor. No segmento Cerveja Brasil, os volumes caíram 11,5% na base anual, acima da estimativa do consenso de 10%.

E a pandemia não é o único problema da companhia no âmbito nacional. Betina Roxo, da XP Research, mantém o ambiente competitivo como uma das maiores preocupações para uma empresa pressionada por novos players, crescimento de nomes como a Heineken no país e mudanças nos hábitos de consumo da população.

“Os volumes foram impactados por uma indústria fraca e por um mix desfavorável, uma vez que o segmento premium, no qual a empresa tem menor participação de mercado, teve um desempenho consideravelmente melhor que a indústria total”, avalia Betina. O surto de Covid-19 resultou no fechamento da maior parte do canal on-trade (bares e restaurantes) a partir de meados de março, levando a uma redução no volume de 29,1% naquele mês. De acordo com a Nielsen, a indústria cervejeira caiu um dígito médio no trimestre.

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Para Fontanesi, do BBI, o tamanho da queda no Brasil é o dado “mais preocupante” do balanço, dado que a queda nas vendas de bares e restaurantes, que em março foi de 35%, dobrou para 70% no início do segundo trimestre, conforme dados da Elo. “Como resultado, nossa estimativa [anterior] de declínio de 38% em volume de vendas de cervejas no Brasil no segundo trimestre parece muito otimista”, opinou.

O analista lembra que a companhia tem presença muito mais forte que seus competidores neste segmento, estimando um alcance de 1 milhão de pontos de venda, contra algo entre 600 e 700 mil para Heineken e Brasil Kirin. Também aposta na possibilidade de uma mudança mais profunda no consumo, caso o hábito de ficar em casa cresça após a pandemia.

Na tentativa de driblar o problema, a companhia vem apostando em online com o site Cerveja.com.vc, um novo ecommerce de bebidas, além de fortalecer os canais Zé Delivery, Empório da Cerveja e Sempre Em Casa. “Mesmo que, em volume, ainda estejam muito distantes do equivalente aos canais tradicionais, foram fundamentais para que as marcas da companhia se mantivessem próximas aos consumidores. Em março, foram mais de 600 mil entregas realizadas pelo Zé Delivery, número que aumentou para 1 milhão em abril”, disse a companhia.

Outros mercados

Já nos mercados internacionais, a Ambev apresentou aumento no volume de vendas na região LAS (Latin America South) e no Canadá, de 6,4% e 3,1%, respectivamente. Na zona CAC (Central America and the Caribbean), o volume atingiu 2,7 milhões de hectolitros, uma queda em comparação aos 3,1 registrados no primeiro trimestre de 2019.

Há alguns motivos para esse resultado. Na região da América Latina, houve aumento de preços e a base de comparação mais fraca no ano anterior ajudou a impulsionar o crescimento. Na região do Canadá, além de uma mudança para marcas premium recente, há uma preferência pelo consumo dos produtos Ambev diretamente em supermercados, e a corrida por compras no início da pandemia veio a calhar neste sentido.

Na América Central e Caribe, a quarentena foi mais severa desde o início, e outras pressões de custos foram sentidas devido à maior participação de produtos importados no portfólio da região.

Lado bom

Os números da companhia não foram de todo negativo, lembram analistas do Morgan Stanley.  O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda), foi de R$ 4,23 bilhões no 1º trimestre deste ano, um recuo de 18% em comparação ao ano passado, mas o Ebitda Normalizado caiu 13,7%, superando a expectativa média do mercado (queda de 14,7%).

A margem Ebitda recuou de 40,5% para 33,6% no trimestre. Segundo a empresa, isso ocorreu por fatores cambiais (depreciação do real) e à “desalavancagem operacional devido a menores volumes de vendas”. O fluxo de caixa operacional foi de R$ 1,54 bilhão, queda de 25,8%, enquanto os investimentos cresceram 146,6% para R$ 1,34 bilhão. A receita líquida da Ambev no 1º trimestre foi de R$ 12,60 bilhões, queda de -0,3% em comparação ao 1º trimestre de 2019.

Por isso, os resultados dos primeiros três meses do ano foram classificados como “mistos” pelo analista Pinar Ergun, do Morgan. Para os analistas do BBA, liderados por André Hachem, “os resultados futuros devem ser impactados de forma mais severa e há pouca visibilidade atualmente”.

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