Lucro de empresas listadas na B3 dispara 1.615% no 2º trimestre

moeda de R$ 1 notas de R$ 50 e R$ 100 real dinheiro (Shutterstock)

O avanço da vacinação e a reabertura gradual de economias pelo mundo abriram espaço para uma forte alta nos lucros das empresas brasileiras listadas na Bolsa. As companhias não financeiras da B3 tiveram crescimento de 1.026% no lucro, na comparação com igual período de 2020, para R$ 74 bilhões, em conta que exclui as gigantes Vale (VALE3) e Petrobras (PETR3; PETR4).

Quando a petroleira e a mineradora são incluídas, o avanço salta para 1.615%, chegando a R$ 157 bilhões, ante R$ 9 bilhões do ano passado. As informações fazem parte de um levantamento feito pela Economatica, obtido com exclusividade pelo Estadão/Broadcast.

“Até 2019, estava começando uma recuperação bem relevante (das empresas brasileiras), destruída em 2020 pela pandemia”, diz Einar Rivero, gerente de relacionamento institucional da Economatica, que destaca também o avanço das empresas não financeiras em relação aos bancos. “As empresas estão voltando a andar, os resultados são muito alentadores e a expectativa para o ano, também.”

Embora também tenham recuperado parte do impacto da pandemia, os bancos viram seus lucros registrarem um avanço mais tímido no segundo trimestre. As 21 empresas do setor somaram ganhos de R$ 26 bilhões, alta de 89% em relação a igual período do ano passado.

Além de Vale e Petrobras, é possível notar o efeito positivo do preço das commodities e do dólar alto nos resultados. Setores como siderurgia, química e papel e celulose viram os lucros dispararem no período.

De 24 setores analisados, apenas o de educação, com quatro empresas, registrou prejuízo no segundo trimestre, ainda que menor do que em 2020.

Cautela

Para Claudia Yoshinaga, coordenadora do Centro de Estudos em Finanças da FGV/ Eaesp, os resultados do trimestre são uma fotografia do passado e ainda estão bastante contaminados por efeitos como commodities e dólar. Embora reconheça os impactos potenciais positivos para a economia, ela afirma que é preciso ter cautela porque há efeitos não duradouros e ainda muita desigualdade no desempenho entre setores. “Começam a aparecer sinais positivos e está diminuindo a desgraça que foi a pandemia, mas não dá para dizer que é recuperação de todo mundo.”

Ela lembra que o resultado das companhias listadas é diferente da realidade das empresas pequenas – muitas das quais não conseguiram sobreviver à crise. Além disso, há riscos ainda presentes nos próximos meses, como o ritmo de vacinação e as novas variantes da covid-19. Analistas também têm destacado com mais preocupação temas como a saúde fiscal do País e a crise política.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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CVC registra prejuízo líquido de R$ 175,5 milhões no 2º trimestre, recuo de 30,4%

A CVC Corp (CVCB3), dona, entre outros, da operadora de viagens CVC, reportou prejuízo líquido de R$ 175,570 milhões no segundo trimestre deste ano, perda 30,4% menor que a registrada um ano antes, de R$ 252,129 milhões.

Em comentários da administração que acompanham o informe de resultados, a empresa atribui o desempenho do período aos efeitos produzidos pela pandemia da covid-19 em suas operações, especialmente no Brasil. “Permanecemos otimistas com os prognósticos para o segundo semestre e início de 2022 e atentos aos eventuais desdobramentos da pandemia”, acrescenta a CVC. No acumulado do semestre, o prejuízo diminuiu de R$ 1,403 bilhão para R$ 257 milhões.

Na mesma base de comparação, a empresa obteve Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado negativo de R$ 130,834 milhões, contra Ebitda também negativo de R$ 164,366 milhões no mesmo período de 2020. No semestre, o Ebitda ajustado ficou negativo em R$ 194,279 milhões, ante R$ 189,769 milhões de um ano antes.

Já a receita líquida ficou em R$ 115,6 milhões no segundo trimestre, ante R$ 3 milhões informado um ano antes. O avanço se deve à retomada das atividades, afirma a companhia, mesmo com a segunda onda de covid tendo impactado o trimestre.

No semestre, entretanto, a receita líquida caiu 29,6% no comparativo anual, somando R$ 281,6 milhões.

Enquanto isso, no resultado financeiro se observou um aumento na despesa financeira líquida no segundo trimestre, que somou R$ 35,116 milhões, principalmente em razão de ganhos cambiais e na marcação a mercado de derivativos que foram efetivos no segundo trimestre.

Tal aumento, porém, foi parcialmente compensado pela redução de despesas com: juros sobre financiamentos em R$ 5,9 milhões, R$ 1,6 milhão em tarifas de boleto, R$ 1,7 milhão em IOF, R$ 2,7 milhões em juros sobre arrendamentos e R$ 8,4 milhões em atualização monetária (principalmente de contingências não materializadas e opções de compras – Ola e Bibam). As receitas financeiras do período apresentaram aumento de R$ 3,6 milhões.

No acumulado do semestre, o resultado financeiro se manteve negativo, passando de R$ 33,7 milhões para R$ 45,6 milhões.

Imposto e contribuição social

Entre abril e junho, o imposto de renda e contribuição social líquida totalizou um crédito de R$ 69,4 milhões, ante um valor negativo de R$ 317,4 milhões registrado um ano antes. O crédito, observa a CVC, se deve ao registro de créditos tributários futuros de IR/CSLL relativos aos prejuízos fiscais apurados no período.

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Segundo a companhia, no segundo trimestre de 2020 foram contabilizados Impostos Diferidos de anos anteriores, em função dos riscos de continuidade das operações da companhia existentes naquele período, que foram eliminados com as capitalizações e renegociação de dívidas ocorridas entre setembro 2020 e fevereiro 2021.

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Mais um ótimo resultado do Magalu, boas notícias de sinergia na Americanas, mas ações caíram forte: baixa é oportunidade?

Online shopping / ecommerce and retail sale concept : Shopping cart, delivery van, credit card, world globe logo on a laptop keyboard, depicts customers order things from retailer sites using internet (William_Potter/ Getty Images)

SÃO PAULO – Resultados fortes ou em linha com o esperado por diversos ângulos, mas as ações reagiram com queda.

Depois da divulgação dos resultados do segundo trimestre, os papéis do Magazine Luiza (MGLU3) registraram baixa na B3 nesta sexta-feira (13), de 3,34%, a R$ 20,27, após chegar a cair 5,20% na mínima do dia. Isso apesar do resultado – mais uma vez – ser considerado forte.

A Americanas (AMER3), que na avaliação dos analistas de mercado teve resultado entre “misto” e “neutro”, com alguns vendo números fracos, viu suas ações caírem 7,88%, a R$ 43,14, no primeiro resultado após a união entre as operações de Lojas Americanas (LAME3, R$ 5,71, -7,90%;LAME4, R$ 5,97, -9,13%) e a antiga B2W Digital. Na véspera, também no pregão pós-resultado, a Via (VVAR3), dona das Casas Bahia e do Ponto, caiu 7,3% (veja mais clicando aqui).

O caso do Magalu é emblemático, uma vez que a visão positiva sobre o resultado é praticamente unânime. Os números vieram fortes, com a companhia mantendo o ritmo de forte crescimento e com aumento substancial da rentabilidade, destaca a Levante Ideias de Investimentos.

Os principais destaques positivos foram: i) crescimento forte de vendas em todos os canais, em especial no físico e no varejo digital direto (1P); ii) taxa de crescimento das vendas online três vezes superior ao do mercado, o que significa ganhos de participação de mercado e iii) crescimento anual de 209,3% do lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda) ajustado.

As vendas brutas totais (GMV) foram de R$ 13,7 bilhões , 62,8% a mais que no mesmo período de 2020, Com isso, a receita líquida foi de R$ 8,2 bilhões, aumento de 57,7% na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior. Veja mais sobre o resultado clicando aqui. 

O Bradesco BBI destaca ainda que o GMV do comércio eletrônico aumentou 46% na base anual, ante estimativa do banco de alta de 41%, apesar da base difícil de comparação após o Magalu ter registrado um crescimento de 182% no comércio eletrônico no segundo trimestre de 2020.

Enquanto isso, o Ebitda ajustado, métrica utilizada para medir o potencial de geração de caixa da companhia foi de R$ 455,4 milhões, um aumento mais significativo de 209,3% na comparação anual, devido também a um base de comparação enfraquecida pelos efeitos do Covid 19 no segundo trimestre de 2020. A margem Ebitda (Ebitda sobre receita líquida) dobrou em relação ao número apresentado no mesmo trimestre do ano anterior.

O BBI apontou que esse foi mais um forte resultado do Magazine Luiza, com crescimento impressionante do comércio eletrônico em uma base de comparação difícil, com o crescimento do GMV de comércio eletrônico de 46% ficando bem à frente do que os analistas esperavam no início do ano.

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O número reflete a forte execução da empresa, especialmente em logística, bem como mais consumidores comprando com mais frequência em uma gama mais ampla de categorias do que na pré-pandemia.

“Esperamos que esta forte execução de logística se intensifique ao longo do resto do ano, uma vez que Magalu vai colocar
mais foco nas janelas de entrega de 1 hora de suas lojas, inicialmente para 1P (estoque próprio) e, eventualmente, para 3P (marketplace). Achamos que é uma vantagem competitiva”.

O Credit Suisse também destaca que a companhia reportou bons números para o trimestre, combinando crescimento robusto com uma dinâmica saudável de margem Ebitda. Já o total de GMV reportado, na avaliação dos analistas da casa, foi de alguma forma antecipado pelo mercado.

“Olhando pelo ponto de vista de lucratividade, a margem bruta ficou estável, enquanto que a margem Ebitda ajustada continuou em patamares normalizados (5,2%) dado uma diluição dos custos fixos”, apontam.

As expectativas do Credit sobre a reação do mercado antes da abertura era de neutralidade, já que as projeções já eram bastante altas. Porém, destacaram o que poderia ser uma volta das ações do Magalu para o radar dos investidores.

“Os papéis de e-commerce no geral brilharam em 2020, mas perderam momentum em 2021 com os portfólios de investidores inclinados a empresas de valor [e não de crescimento] e de commodities. Assim, alguns investidores acreditam que há desafios para continuar entregando crescimento nos próximos trimestres uma vez que o desempenho já foi muito forte no ano passado. O segundo trimestre veio para contestar dramaticamente essa visão. O e-commerce bombou e deve continuar tendo um momentum forte”, apontam. No ano, a ação MGLU3 cai mais de 18%.

Eles afirmam estarem convencidos que o movimento atual não deve ser o suficiente para desencadear um ‘rebaixamento” da avaliação sobre das ações de e-commerce.

“Os fundamentos de longo prazo (ou seja, aumentar a penetração das vendas online) permanecem intactos, o que
nos faz acreditar que os níveis atuais podem ser um ponto de entrada interessante para os investidores com um
horizonte de investimento de longo prazo. Nesse sentido, o Magazine Luiza é definitivamente um bom veículo para surfar
esta tendência”, avaliam. A recomendação do Credit para MGLU3 é neutra, com preço-alvo de R$ 24,97, 19% superior ao fechamento de quinta-feira (12).

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O Bradesco BBI também possui recomendação equivalente à neutra e preço-alvo de R$ 27 (upside de 29%) para as ações, até revisão da avaliação e números em toda a cobertura dos analistas de comércio eletrônico. Entre os fatores para a recomendação neutra, os analistas do banco vêm destacando a maior competição, inclusive com a entrada de players estrangeiros.

Por outro lado, a Levante destaca que, apesar do cenário cada vez mais competitivo, enxerga uma performance superior por parte do Magazine Luiza, conseguindo apresentar crescimento maior que seus pares. “Acreditamos que o principal catalisador para as ações no curto-prazo do Magalu é o anúncio de novas aquisições de relevantes, como o KabuM!”, aponta a equipe da casa de research. Veja mais sobre a compra do KabuM! clicando aqui. 

Já Gustavo Cruz, estrategista da RB Investimentos, ressalta que, mesmo com bons resultados, a ação já parece precificar as estimativas mais positivas, ao mesmo tempo em que a companhia se depara com bases de comparação cada vez mais difíceis por conta do forte crescimento do ano passado.

Americanas: desafios no radar, sinergias positivas

Já para Americanas, o balanço não foi considerado tão positivo. A companhia apresentou seus números em formato proforma, somando o resultado das Lojas Americanas e da B2W como se já tivesse concluído a combinação desde janeiro deste ano, para fins de comparação mais fidedigna e analisável.

A companhia teve um lucro líquido de R$ 225 milhões no segundo trimestre de 2021, revertendo o prejuízo de R$ 36 milhões registrado no mesmo período do ano passado. Porém, houve um efeito não recorrente de R$ 309 milhões referentes à créditos fiscais. Sem ele, o prejuízo seria de R$ 85 milhões, pior do que a expectativa de perdas de R$ 42 milhões da XP.

A XP avalia que a Americanas reportou resultados fracos referentes ao segundo trimestre de 2021, com GMV total subindo 33% na base anual (abaixo dos seus pares), puxado pelo crescimento de 37% do GMV online (acima de Via, mas abaixo de Magalu e Mercado Livre).

O Itaú BBA aponta ainda que houve alguma pressão na margem Ebitda, que atingiu 10,4% devido a maiores investimentos na frente online. Porém, destacou que o desempenho recente do preço da ação – o papel AMER3 cai mais de 30% desde seu primeiro pregão na Bolsa, em 19 de julho – parece ter sugerido resultados piores do que os divulgados. Assim, os analistas não descartam potenciais “ventos a favor” para a ação (ainda que o papel tenha fechado em forte queda no pós-resultado).

Em relação à rentabilidade, a margem bruta e Ebitda foram pressionadas pela maior penetração das vendas online e investimentos em marketing e novas iniciativas.

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Contudo, apesar dos resultados fracos, a XP destaca que a companhia trouxe algumas informações novas positivas como o guidance de sinergias decorrentes da fusão operacional de negócios, totalizando um valor presente estimado de R$1,6 bilhão (3,8% de rendimento) e o anúncio de uma recompra de até 17,5 milhões de ações (4% do free float).

“Vemos a Americanas como um ecossistema robusto com diversas iniciativas sendo implementadas buscando a melhora da experiência, recorrência e fidelização de seus clientes. Ainda, acreditamos que tanto a fusão como a aquisição do Hortifruti Natural da Terra devem destravar valor ao longo do tempo, com a companhia inclusive detalhando sinergias a serem capturadas em ambas frentes no seu resultado. Mantemos nossa recomendação de compra com preço alvo de R$ 82 e R$ 12 por ação para AMER3 e LAME4, respectivamente”, destaca a XP.

O BBI também reforça que, apesar de crescer um pouco acima das expectativas da casa, o crescimento do e-commerce ficou abaixo do Mercado Livre e do Magalu, mesmo com a implementação do frete grátis e dos incentivos para que os vendedores usem o atendimento.

“Esperamos ver o crescimento acelerar no segundo semestre contra base de comparação mais fácil, mas até que ponto a Americanas ganhará participação de mercado em 2022 não está claro”, apontam, destacando ainda que, talvez mais importante para as ações seja o anúncio de sinergias por trás da fusão das lojas e negócios online.

Sobre o programa de recompra, os analistas avaliam que, apesar de preferirem verem o caixa investido em crescimento – em um mercado onde os concorrentes estão investindo agressivamente – há flexibilidade no balanço patrimonial, dada a
grande posição de caixa e os longos prazos de endividamento.

Os analistas do BBI seguem com recomendação neutra para AMER3, ainda que com preço-alvo de R$ 90, ou um expressivo potencial de alta de 92% em relação ao fechamento de quinta-feira. Eles também destacam, a exemplo do Magalu, que vão avaliar os números do setor como um todo para fazerem uma potencial revisão de avaliação. O Itaú BBA, por sua vez, segue com recomendação outperform, com preço-alvo de R$ 74, ou alta de 58% em relação ao fechamento da véspera.

Cruz, da RB Investimentos, destaca que a forte queda das ações pode ser atribuída ao GMV crescendo menos que seus pares. Mas isso já era esperado pelos investidores. Desta forma, o estrategista vê que o movimento de queda dos ativos AMER3 registrado nesta sexta foi exagerado.

“A questão agora é olhar para frente: o que tem de vetor bom para a Americanas no futuro: há uma sinergia forte, que não é tão tangível, mas que vai fazer diferença. Além disso, há a questão de aquisições. Depois da empresa se focar em juntar suas operações, ela anunciou a aquisição da Natural da Terra, que é uma compra interessante e deve ser a primeira de algumas. Essa foi a grande notícia da semana, não o resultado trimestral”, avalia, destacando que a compra é chave para entender o que vai acontecer com a empresa lá na frente. Assim, entre as companhias do setor citadas, o estrategista vê a Americanas com o maior potencial de ganhos.

Em meio ao fraco desempenho recente dos papéis do setor associado ao e-commerce ainda bastante robusto, apesar da base de comparação cada vez mais difícil, os ativos do setor voltam aos poucos ao radar de analistas de mercado, ainda que com ressalvas. Temas como concorrência e desaceleração ainda estão sendo observados de perto pelos investidores.

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Embraer tem lucro líquido ajustado de R$ 212,8 milhões no 2º tri de 2021, primeiro resultado positivo desde 2018

A Embraer Serviços & Suporte foi criada para alavancar os negócios pós-venda. Foto: Divulgação/Embraer

A Embraer (EMBR3) apresentou lucro líquido ajustado (excluindo-se impostos diferidos e itens especiais) de R$ 212,8 milhões e lucro por ação ajustado de R$ 0,29. Este é o primeiro lucro líquido ajustado trimestral da companhia relatado desde o primeiro trimestre de 2018, com impulso da recuperação da demanda por viagens após a forte queda relacionada à pandemia de Covid-19. No segundo trimestre de 2020, o prejuízo líquido ajustado tinha sido de R$ 1,071 bilhão.

A receita líquida da companhia foi de R$ 5,922 bilhões no período, alta de 106,76% em base anual, com crescimento de dois dígitos em todos os segmentos de negócio.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado somou R$ 837,6 milhões, ante R$ 624,4 milhões negativos no mesmo período do ano passado, com margem ajustada de 14,1%.

No período, a geração de caixa livre ajustado somou R$ 215,7, milhões, ante dado negativo de R$ 2,533 bilhões em igual período de 2020. A dívida líquida é de R$ 9,207 bilhões, 6,63% inferior ante o mesmo trimestre de 2020.

Por segmento, a divisão de Aviação Comercial teve receita líquida de R$ 2,035 bilhões, alta de 34,4% na base anual, enquanto a Aviação Executiva subiu 23,4% e somou R$ 1,385 bilhão.

A área de Defesa & Segurança registrou receita líquida de R$ 913 milhões, alta de 15,4% ante igual período do ano anterior. A divisão de Serviços & Suporte teve alta de 26,6% na receita, para R$ 1,573 bilhão, e o segmento Outros somou R$ 15,2 milhões, elevação de 0,2% na comparação anual.

A Embraer também divulgou suas estimativas financeiras e de entregas para 2021. Ela estima que as entregas de jatos comerciais fiquem entre 45 e 50 aeronaves e a de jatos executivos entre 90 e 95 unidades. No ano, a projeção é de receita líquida consolidada entre US$ 4 bilhões a US$ 4,5 bilhões, com margem EBIT ajustada de 3,0% a 4,0%, margem EBITDA ajustada de 8,5% a 9,5% e Fluxo de caixa livre entre US$ (150) milhões e zero, sem fusões e aquisições ou desinvestimentos.

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BNDES registra lucro líquido de R$ 5,3 bilhões no 2º trimestre

(Divulgação/BNDES)

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) registrou lucro líquido de R$ 5,3 bilhões no segundo trimestre, informou nesta quinta-feira, 12, a instituição de fomento.

Não foi informada a variação perante o segundo trimestre de 2020. Conforme nota divulgada pelo banco, o resultado recorrente, que exclui operações de desinvestimento da carteira de renda variável e provisões para risco de crédito, ficou em R$ 2,4 bilhões no segundo trimestre, salto de 75,8% em comparação a igual período de 2020.

Com o resultado do segundo trimestre, o BNDES registrou lucro líquido de R$ 15,1 bilhões no primeiro semestre, o triplo do mesmo período do ano anterior, segundo a instituição de fomento. No primeiro semestre de 2020, o lucro líquido foi de R$ 5,0 bilhões.

No segundo trimestre, o lucro líquido “foi fortemente influenciado pelo resultado líquido na venda de debêntures da Vale, de R$ 2,1 bilhões, e por receita com dividendos e juros sobre capital próprio (JCP) das empresas investidas, com destaque para Petrobras e Eletrobras”, diz a nota do BNDES.

“O produto de intermediação financeira atingiu R$ 6,6 bilhões, aumento de 50% em comparação ao primeiro trimestre de 2021, impactado pelo resultado bruto na venda de debêntures da Vale (R$ 3,8 bilhões), em abril”, continua o texto.

A carteira de crédito expandida, “que inclui operações via debêntures e outros ativos de crédito”, encerrou o segundo trimestre em R$ 438,4 bilhões, queda de 4,7% em relação a 31 de março de 2021, informou o BNDES. Segundo o banco, a queda foi “impactada pela venda dos papéis da Vale no valor de R$ 3,8 bilhões e pelo impacto negativo da valorização cambial nos contratos em moeda estrangeira no valor de R$ 7,7 bilhões”.

A inadimplência acima de 90 dias ficou em 0,19% no encerramento do segundo trimestre, “inferior à média do Sistema Financeiro Nacional (2,30% em 30 de junho de 2021)”, segundo o BNDES.

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Lucro da PagSeguro cai 8,2% e atinge R$ 272,1 milhões no 2º trimestre

(Shutterstock)

A PagSeguro registrou lucro líquido de R$ 272,1 milhões no segundo trimestre deste ano, resultado 8,2% inferior ao obtido no mesmo período do ano passado.

Já as receitas totais da companhia se expandiram em 74,6%, na mesma comparação, e somaram R$ 2,369 bilhões entre abril e junho.

O volume total de pagamentos (TPV, na sigla em inglês) saltou 154% e alcançou R$ 102 bilhões, no segundo trimestre, consolidadas as operações do PagBank.

Isolado, o TPV do banco liderou a expansão, em alta de 341,2% ante o segundo trimestre do ano passado, e já corresponde a quase metade do volume consolidado, com R$ 45,6% do total.

A geração de caixa medida no Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortizações) ficou em R$ 628,6 milhões. A quantia é 34,3% superior à verificada no mesmo período de 2020.

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Magazine Luiza (MGLU3) reverte prejuízo e tem lucro líquido ajustado de R$ 89 mi no 2º tri; vendas totais crescem 60,5%

SÃO PAULO – O Magazine Luiza (MGLU3) registrou lucro líquido ajustado de R$ 89 milhões no segundo trimestre de 2021, revertendo o prejuízo de R$ 62,2 milhões registrado no mesmo período de 2020, informou a companhia nesta quinta-feira (12).

Considerando os ganhos líquidos não recorrentes, o lucro líquido foi de R$ 95,5 milhões, ante prejuízo de R$ 64,5 milhões registrado entre abril e junho do ano passado.

No trimestre, as vendas totais, incluindo lojas físicas, e-commerce com estoque próprio (1P) e marketplace (3P) cresceram 60,5%, para R$ 13,7 bilhões, reflexo do aumento de 46,4% no e-commerce total e de 111,6% nas lojas físicas. O e-commerce atingiu R$ 9,8 bilhões e representou 72% das vendas totais.

“O excelente desempenho das vendas foi alcançado mesmo com parte das lojas físicas ainda fechadas em função da covid-19, principalmente no mês de abril”, apontou a companhia. Entre abril e junho, o Magalu expandiu sua participação de mercado em 3,7 pontos frente igual período de 2020, segundo a GFK.

As vendas do e-commerce do Magalu avançaram 46,4%, destaca a empresa, mesmo com uma forte base de comparação (crescimento de 181,9% no segundo trimestre de 2020). No e-commerce com estoque próprio as vendas evoluíram 40,1% e o marketplace contribuiu com R$ 3,0 bilhões, crescendo 63,3%.

“O forte ganho de marketshare foi impulsionado pela excelente performance do app, com 32 milhões de usuários ativos mensais. Também contribuíram a entrega mais rápida do varejo, a evolução do marketplace e o crescimento das novas categorias”, afirma a companhia.

O lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado da companhia foi de R$ 455,5 milhões, alta de 209,3% na comparação anual, resultado que a companhia atribui ao crescimento das vendas e a diluição das despesas operacionais.

Já a margem Ebitda (Ebitda sobre receita líquida) ajustada foi de 5,1%, um aumento de 2,5 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano anterior.

No trimestre, a geração de caixa operacional foi de R$ 401,8 milhões, influenciada pelos resultados positivos e pela variação do capital de giro.

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Nos últimos 12 meses, o fluxo de caixa das operações, ajustado pelos recebíveis de cartão de crédito, atingiu R$ 900 milhões. Em junho de 2021, a posição de caixa líquido ajustado foi de R$ 3,8 bilhões e a posição total de caixa ajustado foi de R$ 6,1 bilhões. Incluindo os recursos da oferta subsequente de ações concluída em julho de 2021, a posição total de caixa ajustado seria de R$ 10 bilhões.

Em junho de 2021, a base de cartões de crédito emitidos pela Luizacred atingiu a marca de 6 milhões, incluindo o Cartão Luiza e o recém-lançado Cartão Magalu, crescendo 19,5% comparado a junho de 2020. O faturamento (TPV) de cartão de crédito cresceu 63% no trimestre, a R$ 9,6 bilhões, e a carteira de cartão de crédito alcançou R$ 13,5 bilhões ao final do período. Em junho de 2021, o MagaluPay chegou a 3,3 milhões de contas abertas.

Expansão logística

Além dos resultados trimestrais, o grupo varejista anunciou nesta quinta-feira que pretende dobrar sua área de logística de entregas até 2023 para 2 milhões de metros quadrados, com 450 centros de distribuição e a inauguração de mais 341 lojas.

No prazo de dois anos, a empresa prevê elevar de 185 para 450 os hubs logísticos e centros de distribuição, enquanto o total de lojas subirá de 1.339 para 1.680 lojas.

(com Reuters)

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Variação cambial faz Azul reverter prejuízo e ter lucro de R$ 1,16 bilhão no 2º trimestre de 2021

Avião da Azul com as cores da bandeira brasileira. Turbina possui as estrelas (Divulgação/Azul)

SÃO PAULO, 12 Ago (Reuters) – A Azul (AZUL4) reportou nesta quinta-feira lucro líquido de R$ 1,16 bilhão para o segundo trimestre, revertendo prejuízo de R$ 1,62 bilhão sofrido um ano antes, ajudado pela aceleração da vacinação no Brasil e efeito cambial.

A receita líquida total cresceu quatro vezes no período, para R$ 1,7 bilhão, enquanto o total de custos e despesas operacionais subiu 72,1%, para 2,1 bilhões de reais, refletindo a retomada de voos conforme medidas de isolamento social são retiradas.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado ficou negativo em R$ 50,9 milhões, ante resultado negativo de R$ 324,3 milhões um ano antes.

A Azul registrou um ganho não-monetário em moeda estrangeira de R$ 2,3 bilhões no período, principalmente devido à apreciação do real em relação ao dólar, resultando em uma diminuição nas dívidas denominadas em moeda estrangeira.

A companhia aérea disse que encerrou o trimestre com um recorde de R$ 5,5 bilhões de liquidez imediata, incluindo caixa, equivalentes de caixa, investimentos e recebíveis de curto prazo. Isto representa 90,4% da receita dos últimos doze meses.

A dívida bruta total subiu em R$ 995,5 milhões no final de junho, para R$ 20,4 bilhões, principalmente devido à captação de US$ 3 bilhões, que foi parcialmente compensada pela apreciação do real em relação ao dólar e ao pagamento de arrendamentos e passivos.

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Oi passa de prejuízo para lucro de R$ 1,139 bilhão no segundo trimestre de 2021

Logo da Oi (OIBR3) (Reprodução/Facebook)

A Oi (OIBR3;OIBR3), em recuperação judicial, registrou lucro líquido de R$ 1,139 bilhão no segundo trimestre de 2021, ante prejuízo de R$ 3,409 bilhões em igual período de 2020, informou a companhia na quarta-feira (11). Os valores são atribuíveis aos controladores.

Já a receita líquida caiu 3,41% na base de comparação anual, indo de R$ 4,544 bilhões para R$ 4,389 bilhões.

Segundo a companhia, a receita líquida das operações brasileiras totalizou R$ 4,333 bilhões (3,5% menor na base anual), enquanto a receita líquida das operações internacionais (África e Timor Leste) totalizou R$ 55 milhões, apresentando crescimento de 2,0% na comparação com abril a junho de 2020.

A receita líquida das operações continuadas no Brasil totalizou R$ 2,215 bilhões no trimestre, queda de 2,6% na comparação anual. O segmento residencial ficou em linha no comparativo sequencial e apresentou um crescimento de 3,5% em relação ao segundo trimestre de 2020, ancorado pelo ritmo de crescimento da fibra, que reflete o foco de atuação da Nova Oi neste segmento, aponta a empresa, em substituição aos serviços legados de cobre.

Já o B2B, também apresentou estabilidade na receita total quando comparada ao primeiro trimestre deste ano, porém apresentando uma retração de 10,6% em relação ao segundo trimestre de 2020, principalmente em função do cenário ainda ruim da pandemia do Covid-19, que continuaram a impactar fortemente a economia e as empresas em geral, afirmou a companhia no release de resultados.

O lucro antes de juros impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) da Oi foi de R$ 1,284 bilhão entre abril e junho, queda de 5,52% ante os R$ 1,359 bilhão registrados no mesmo período do ano passado. A margem Ebitda (Ebitda sobre receita líquida) caiu de 29,9% para 29,3%.

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Klabin reverte prejuízo e lucra R$ 719 milhões no 2º trimestre de 2021

A Klabin (KLBN11) registrou lucro líquido de R$ 719 milhões no segundo trimestre de 2021, ante prejuízo de R$ 383 milhões no mesmo período de 2020 e com alta de 71% frente os R$ 421 milhões registrados entre janeiro e março deste ano, informou a companhia nesta terça-feira (10).

A receita líquida aumentou 38% na comparação anual, para R$ 4,076 bilhões, com crescimento em todas em todas as linhas de negócio, e 27% desconsiderando a receita proveniente das unidades adquiridas da International Paper (IP).

O lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) foi de R$ 1,798 bilhão, alta de 35% frente os R$ 1,333 bilhão na base anual e 41% superior na comparação com o primeiro trimestre de 2021. Já a margem Ebitda ajustada caiu 1 ponto percentual na base anual, indo de 45% para 44%, enquanto avançou 8 pontos na comparação trimestre a trimestre.

O Fluxo de Caixa Livre (FCL) Ajustado somou R$ 4,7 bilhões nos últimos doze meses, o que representa um FCL yield Ajustado de 16,4%.

A relação entre dívida líquida e Ebitda em dólares encerrou o trimestre em 3,6 vezes, comparado a 4 vezes no primeiro trimestre de 2021. Em reais, 3,3 vezes no segundo trimestre versus 4,2 vezes nos primeiros três meses de 2021.

“O segundo trimestre de 2021 seguiu com forte demanda pelos produtos da Klabin tanto no mercado local quanto no mercado externo. Estas condições favoráveis de mercado, aliadas ao sólido desempenho operacional, impulsionaram os resultados da companhia no período”, afirmou a Klabin em seu release de resultados.

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