Ações do Bradesco caem cerca de 3%, Omega tem baixa de 1% e Gerdau passa a cair após balanços; Petrobras e PetroRio caem com petróleo

Omega Energia (Divulgação)

SÃO PAULO – As ações do Bradesco (BBDC4) são destaque negativo na sessão, com os ativos em queda de mais de 3% após os resultados. O banco teve lucro líquido recorrente de R$ 6,319 bilhões no segundo trimestre de 2021, aumento de 63,2% ante o mesmo período do ano passado e queda de 3% na comparação com o primeiro trimestre deste ano.

Apesar da alta na comparação anual, o resultado decepcionou. O Itaú BBA apontou que o número ficou  abaixo da expectativa dos analistas, que era de R$ 6,7 bilhões. O desempenho mais fraco do que o esperado reflete principalmente um resultado bem inferior em seguros e mais tímido em crédito.

Ainda no radar de resultados, Gerdau (GGBR4) e Rede D’Or (RDOR3) abriram perto da estabilidade após os balanços, enquanto Omega Geração (OMGE3) cai mais de 1%. Na primeira hora do pregão, GGBR4 passou a ganhar uma leve força, subindo cerca de 1%, mas virou para queda acompanhando o movimento negativo da sessão.

Após o fechamento, atenção para os balanços de Petrobras (PETR3;PETR4), Banco do Brasil (BBAS3), Totvs (TOTS3) e Braskem (BRKM5).

A sessão é de queda para a Petrobras, de cerca de 1%, e ainda maior para a PetroRio (PRIO3), com queda de mais de 3%, em um dia de baixa novamente para o petróleo, de cerca de 2% para os principais contratos futuros do brent e do WTI, devido às crescentes preocupações de que a disseminação da variante delta do coronavírus nos principais países consumidores reduzirá a demanda por combustível. Confira mais destaques a seguir:

O Bradesco teve lucro líquido recorrente de R$ 6,319 bilhões no segundo trimestre de 2021, aumento de 63,2% ante o mesmo período do ano passado e queda de 3% na comparação com o primeiro trimestre deste ano.

Já o lucro contábil foi de R$ 5,974 bilhões, o que representa um crescimento de 70,4% na base anual e contração de 2,9% na trimestral. Segundo dados compilados pela Refinitiv, a expectativa média dos analistas para o lucro do Bradesco era de R$ 6,454 bilhões.

Ao mesmo tempo, o retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROAE, na sigla em inglês) atingiu 17,6%, contra 11,9% no segundo trimestre de 2020 e 18,7% no primeiro trimestre de 2021. No semestre, o ROAE foi de 18,2%, ante 11,8% no primeiro semestre de 2020.

Segundo a administração, o lucro registrou uma evolução expressiva em relação ao segundo trimestre de 2020 e primeiro semestre de 2021 em função de maiores receitas com prestação de serviços, crescimento da margem financeira com clientes, menores despesas operacionais e menores despesas com Provisões para Devedores Duvidosos (PDD).

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No resultado consta ainda que as despesas com provisões somaram R$ 3,487 bilhões, contra R$ 8,89 bilhões no segundo trimestre de 2020 (queda de 60,8%) e R$ 3,907 bilhões nos três primeiros meses de 2021 (baixa de 10,7%).

A margem financeira chegou a R$ 15,738 bilhões, alta de 1% em comparação com o trimestre anterior e queda de 5,7% na base anual.

As receitas de prestação de serviços, por sua vez, totalizaram R$ 8,412 bilhões no segundo trimestre deste ano, o que corresponde a uma expansão de 10,3% sobre o mesmo período do ano passado e de 4,3% em relação ao trimestre anterior.

O Itaú BBA apontou que o número ficou  abaixo da expectativa dos analistas, que era de R$ 6,7 bilhões. O desempenho mais fraco do que o esperado reflete principalmente um resultado bem inferior em seguros e mais tímido em crédito.

“De maneira geral, vemos o resultado do Bradesco como ligeiramente negativo para a ação no curto prazo. Talvez uma parte da reação positiva aos números tenha sido antecipada – vemos o papel sendo negociado perto da média histórica de 1,5 vez o preço sobre o patrimônio líquido”, avaliam.

De acordo com os analistas, a carteira de crédito mostrou forte expansão (+3% na comparação trimestral), puxada por crédito a pessoas físicas (+5,7%) e a pequenas e médias empresas (+4,6%). A margem financeira com clientes cresceu em menor velocidade; um avanço de 1,9% na passagem trimestral, resultando em uma leve perda de spread bancário.

A carteira segue com boa qualidade, com o índice de inadimplência se mantendo em 2,5%. A despesa com previsões caiu 11% entre o primeiro e segundo trimestre, para R$ 3,5 bilhões (ante projeção de R$ 4,2 bilhões), consumindo um pouco mais do nível de coberturas. A receita de serviços trouxe recuperação: cresceu 4% na comparação trimestral e 10% em relação ao segundo trimestre do ano passado, atingindo R$ 8,4 bilhões. O número foi puxado principalmente por receitas de cartão de crédito e produtos de conta corrente.

Já o resultado operacional de seguros caiu de maneira relevante devido à maior sinistralidade, para R$ 1,1 bilhão no segundo trimestre. A título de comparação, o resultado foi de R$ 3,1 bilhões no trimestre anterior. Essa piora levou a companhia a revisar para baixo sua projeção para o resultado dessa linha para 2021 – as demais linhas do guidance ficaram inalteradas. “Esta revisão negativa nos resultados de Seguros, estimamos poder ter um impacto de 5-10% nos resultados consolidados de 2021 do Bradesco”, avaliam os analistas do BBA.

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O Morgan Stanley avalia que o mercado deve enxergar mais do que a fraqueza no setor de seguros, já que este ponto deve se normalizar com tendências melhores de Covid e taxas de juros mais altas. Em se tratando do setor bancário, o banco diz que os números parecem sólidos, com a aceleração do crescimento do crédito, que deve continuar a crescer com a alta da Selic. A inadimplência parece ser um problema menor.

O Morgan Stanley reiterou a avaliação overweight (perspectiva de valorização acima da média do mercado) para o Bradesco e sua visão positiva para os grandes bancos brasileiros, com preço-alvo de US$ 6,36 para os papéis BBD negociados na Bolsa de Nova York.

Para a XP, a qualidade geral do resultado piorou à medida que os níveis de provisionamento caíram, apesar da possibilidade de um aumento nos níveis de inadimplência no futuro.

Indo contra o guidance, o Bradesco apresentou aumento nas despesas de pessoal e administrativas, devido ao aumento no volume de negócios e despesas com campanhas publicitárias no segundo trimestre de 2021.” Apesar da decisão do banco de manter o guidance e o impacto de curto prazo do acampamento publicitário, acreditamos que os investidores devem prestar atenção ao desenvolvimento desta linha, pois novos números negativos podem afetar negativamente o guidance da empresa para o ano”, avaliam.

Os analistas reiteram a recomendação neutra e preço-alvo de R$ 26 por ação para o banco com sede em Osasco, pois acreditam que o banco está menos exposto à disrupção do setor bancário devido ao seu negócio de seguros.

A Gerdau registrou lucro líquido de R$ 3,934 bilhões no segundo trimestre de 2021, alta de 1.149% na comparação anual e de 59% frente os R$ 2,471 bilhões dos primeiros três meses de 2021.

Já o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) somou R$ 5,897 bilhões, avanço de 348% na base anual e de 37% na base trimestral.

A receita líquida de R$ 19,13 bilhões foi superior tanto ao registrado no primeiro trimestre, com alta de 17% quanto ao divulgado no mesmo período do ano anterior, com alta de 119%, acompanhando o crescimento dos volumes vendidos e a maior receita por tonelada vendida. O crescente aumento dos custos com matérias-primas ao longo dos últimos meses foi compensado pelo crescimento das receitas, apontou a empresa.

Rede D’Or (RDOR3)

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A Rede D’Or São Luiz registrou lucro líquido de R$ 477,7 milhões no segundo trimestre de 2021, ante prejuízo líquido de R$ 306,6 milhões registrado no segundo trimestre de 2020.

A receita líquida, por sua vez, foi de R$ 5,21 bilhões no segundo trimestre de 2021, um valor 89,5% maior frente os R$ 2,75 bilhões em igual período de 2020.

Já o Ebitda foi de R$ 1,24 bilhão, ante dado  negativo de R$ 138,3 milhões de um ano antes.

A XP apontou que, mais uma vez, Rede D’Or apresentou resultados muito fortes, superando as estimativas da casa, impulsionados por um crescimento robusto da receita (superando em 8% a projeção da XP) devido a uma combinação de um desempenho positivo de: i) leitos operacionais, ii) taxa de ocupação e iii) ticket médio.

Além disso, a empresa apresentou uma melhora importante na margem Ebitda ajustada (com alta de 1,8 ponto percentual frente o primeiro trimestre de 2021 e 5,2 pontos acima das estimativas dos analistas) devido à maior eficiência e alavancagem operacional.

“O forte conjunto de indicadores operacionais combinado com a agenda de fusões e aquisições muito ativa (830 leitos adquiridos no acumulado do ano, ou 1,6 mil desde outubro de 2020) reforça nossa visão positiva sobre a Rede D’Or, nos levando a reiterar nossa recomendação de compra e nosso preço alvo de R$ 88 por ação”, destacam os analistas, o que representa um potencial de alta de 22,75% em relação ao fechamento da véspera.

O Credit Suisse destaca que a Rede D’Or continuou sua trajetória de crescimento, adicionando 597 leitos operacionais (alta de 7,3% na base trimestral), levando em conta principalmente a expansão inorgânica e aumento da ocupação com a segunda onda de Covid-19.

A empresa, contudo, registrou um crescimento de 10,6% na receita líquida no trimestre contra um aumento de 13,4% em pacientes, implicando em menores tíquetes (queda de2,3% no trimestre). Por outro lado, a empresa manteve a lucratividade apesar das maiores despesas com pessoal.

A ocupação de leitos foi de 83% (alta de 3,5 pontos frente o primeiro trimestre), muito por conta da Covid-19. O agravamento da segunda onda pode ser estimado pelo aumento dos custos e despesas relacionados à Covid (R$ 212 milhões, versus R$ 127 milhões no primeiro trimestre de 2021). No entanto, a empresa não foi afetada em sua capacidade de realizar procedimentos eletivos.

“Conforme apontado em nossa última revisão do modelo esperamos impactos negativos nos tíquetes tanto por conta da maior ocupação por conta da Covid-19 quanto pela menor maturidade da base hospitalar (recentemente adquirida ou construída). Enquanto o primeiro é temporário, esta última pode afetar a empresa durante esta fase de expansão. Dada a corrente capitalização, acreditamos que a empresa continuará a crescer a partir de adições de capacidade inorgânicas e orgânicas, com capacidade demonstrada de gerenciar custos”, avaliam.

Os analistas do Credit Suisse possuem recomendação outperform (desempenho acima da média) para os papéis, com preço-alvo de R$ 76, ou alta de 6% frente o fechamento de terça.

O Morgan Stanley reforça  que a Rede D’Or é a empresa que mais cresce no setor médico e de serviços laboratoriais. O banco diz esperar que a empresa cresça mais rápido no curto prazo, e tem recomendação overweight, com preço-alvo de R$ 81.

Omega Geração (OMGE3)

A Omega Geração teve alta de 420% do seu prejuízo, de R$ 30,7 milhões no segundo trimestre de 2020 para R$ 159,6 milhões no segundo trimestre deste ano.

A XP aponta que os resultados vieram abaixo de suas expectativas principalmente devido a maiores despesas de O&M (operação e manutenção), compras de energia e despesas financeiras. Porém, a geração de energia foi em linha com as estimativas números (1501 GWh).

“No entanto, ainda acreditamos na capacidade da empresa de crescer por meio de fusões e aquisições que geram valor, como acabamos de ver em Ventos da Bahia 3. Mantemos Omega como nossa top pick com um preço-alvo de R$ 50 por ação”, apontam.

O Credit também aponta que os resultados operacionais da Omega foram piores do que o esperado (embora positivos em relação ao ano anterior), principalmente com base em custos mais elevados de compra de energia devido à sazonalidade e maiores despesas gerenciáveis.

Numa base anual, os resultados beneficiaram de novos ativos (complexos eólicos Assurua 3 e Chui) e melhores produções eólicas, confirmando mais um trimestre com bons recursos. Também na avaliação do banco suíço, o principal gatilho para o estoque continua dependendo de novas fusões e aquisições (como o anúncio da Ventos da Bahia 3), mas também espera um bom segundo semestre para ajudar nas margens. Os analistas do Credit possuem recomendação outperform para o ativo, com preço-alvo de R$ 36,60.

XP Inc.

A XP Inc. registrou um lucro líquido ajustado de R$ 1,034 bilhão no segundo trimestre de 2021, alta de 83% na comparação com mesmo período do ano passado, quando lucrou R$ 565 milhões, e de 22% frente os R$ 846 milhões registrados no primeiro trimestre de 2021.

A receita bruta foi de R$ 3,2 bilhões no segundo trimestre de 2021, ante R$ 2,04 bilhão do mesmo trimestre de 2020, alta de 57%. Na comparação com os três primeiros meses de 2021, quando a receita bruta foi de R$ 2,784 bilhões, a alta foi de 15%. A receita líquida totalizou R$ 3,018 bilhões, também em uma alta de 57% na base anual e de 15% frente o primeiro trimestre deste ano.

O Ebitda ajustado também registrou avanço no período, alcançando R$ 1,245 bilhão no trimestre, um valor 77% maior em relação aos R$ 704 milhões registrados nos meses entre abril e junho de 2020. Frente os R$ 1,043 bilhão entre janeiro e março de 2021, a alta foi de 19%.

A Gol informou que vai comprar 28 aeronaves 737 MAX-8, da Boeing BA.N, dentro de um plano de ter economia operacional com jatos mais novos e um plano de financiamentos revisado, enquanto tenta otimizar para aliviar os efeitos devastadores da pandemia. A empresa anunciou nesta terça-feira que as medidas devem reduzir em 8% seus custos unitários em 2022 e gerar cerca de US$ 200 milhões em ganhos de capital e caixa.

O Bradesco BBI segue com  recomendação neutra, mas com novo preço-alvo estimado para o final de 2022 de R$ 26,00 (acima do preço-alvo de R$ 23,00 anterior). “Atualizamos nosso modelo para incorporar o novo plano de frota e aumentamos o EBITDA de 2022/23 da empresa em + 4% e + 6%, respectivamente. Essas mudanças refletem a redução esperada no custo por unidade de capacidade com o uso de aeronaves que são 15% mais eficientes em termos de combustível”, avaliam.

No entanto, a recomendação neutra permanece inalterada, devido a: 1) potencial de alta limitado da GOL de 29%; 2)
a aceleração da expansão da capacidade doméstica do LATAM Airlines Group no Brasil, o que poderia dificultar o aumento das tarifas aéreas para compensar os preços mais altos do combustível de aviação; e 3) o risco de um surto de variantes mais infecciosas do vírus COVID-19 que poderiam prejudicar a recuperação do turismo.

Ainda em destaque, a empresa anunciou os números prévios de tráfego do mês de julho de 2021 em comparação com o mesmo período de 2020. No mercado doméstico, a demanda (RPK) para os voos da GOL aumentou em 173% e a oferta (ASK) aumentou em 152%. A taxa de ocupação doméstica foi 84,5%, um aumento de 6,4 pontos em relação a julho de 2020. A empresa transportou 1,9 milhão de passageiros no mês, um aumento de 168% sobre julho de 2020. A aérea não realizou voos internacionais durante o mês.

A Compass Gás e Energia, empresa do grupo Cosan, informou na terça-feira o início da construção do Terminal de Regaseificação de São Paulo (TRSP), localizado no Porto de Santos, com investimentos estimados em cerca de R$ 700 milhões e prazo de construção de aproximadamente 20 meses.

Segundo fato relevante publicado pela companhia, o ativo terá capacidade de regaseificação nominal de 14 milhões de metros cúbicos por dia e capacidade de armazenamento de 173 mil metros cúbicos de gás natural liquefeito (GNL). O terminal irá operar em um modelo de afretamento da Floating Storage and Regasification Unit (FSRU, na sigla em inglês), embarcação especializada na regaseificação do GNL, acrescentou a Compass.

“A companhia acredita que a implementação do TRSP será uma importante alavanca para o desenvolvimento do mercado livre de gás natural, promovendo maior concorrência por meio de uma nova oferta de gás natural em território nacional”, concluiu a empresa.

O Itaú BBA comentou o anúncio pela Compass, subsidiária da Cosan, do início da construção do Terminal de Regaseificação de São Paulo. Segundo a empresa, o investimento total estimado é de aproximadamente R$ 700 milhões, e a expectativa é de que a construção dure 20 meses.

O banco avalia a notícia como positiva, mas já contabilizada em suas estimativas. O banco mantém recomendação outperform (perspectiva de valorização acima da média do mercado) para a Cosan, com preço-alvo de R$ 30.

Raízen 

A Raízen, joint venture entre Shell  e Cosan, precificou sua oferta inicial de ações a R$ 7,40 por papel nesta terça-feira, que movimentou R$ 6,9 bilhões, no maior IPO do ano no Brasil. Veja mais clicando aqui. 

Sobre abertura de capital, a dona das cadeias de restaurantes Madero e Jeronimo pediu registro para uma oferta pública inicial de ações (IPO na sigla em inglês), buscando recursos para pagar dívidas e expandir os negócios. Com sede no Paraná e 238 unidades pelo país, a Madero foi fundada em 2005 pelo empresário Luiz Durski Junior. No ano passado, refletindo os efeitos das restrições devido à pandemia, a receita líquida da Madero caiu 12% na comparação com 2019, para R$ 747 milhões. A companhia também amargou prejuízo de R$ 249 milhões em 2020 e outra perda de R$ 90 milhões no primeiro semestre de 2021.

A JBS, segunda maior companhia de alimentos do mundo, informou na terça-feira que está em conversas com sindicatos de funcionários dos Estados Unidos para verificar a possibilidade de vacinação obrigatória contra Covid-19 para empregados. Após avanços no programa norte-americano de imunizações, o país passou a ser atingido pela variante Delta do coronavírus.

A unidade da BRF localizada em Lucas do Rio Verde (MT), uma das maiores produtoras de carne da companhia, foi suspensa pela China, segundo informação no site da Administração Geral de Alfândegas do país (GACC) confirmada pela empresa na terça-feira. A BRF não detalhou se o embargo foi imposto à proteína suína ou de frango.

Um sindicato que representa os trabalhadores da Vale em greve em Sudbury, Canadá, chegou a um acordo preliminar para resolver uma disputa trabalhista em curso que levou 2.500 empregados a entrarem em greve desde 1º de junho, atingindo a produção da mineradora brasileira. O acordo de cinco anos, publicado no site do United Steelworkers (USW), inclui “melhorias monetárias significativas para os membros existentes e preserva os benefícios de saúde dos aposentados para todas as contratações futuras”. A proposta será colocada em votação na terça-feira, disse um representante do sindicato USW Local 6500 à Reuters.

A Gafisa anunciou na terça-feira a venda de terrenos por R$ 200 milhões para fundo de investimento imobiliário, em operação que busca reciclar capital próprio investido em áreas que já estão no balanço, mantendo a companhia como incorporadora dos projetos.

O Bradesco BBI vê a intenção de implementar uma estratégia de reciclagem ativa como mais um passo positivo no plano de recuperação em andamento da Gafisa. Se for bem-sucedida, a Gafisa Capital pode ajudar a Gafisa a manter seu balanço patrimonial enxuto e, ao mesmo tempo, acelerar os lançamentos em seu segmento de construção residencial tradicional, que consideramos necessário para atender ao desafio de renovar a geração de valor, após as conquistas positivas dos últimos dois anos. Os analistas do banco possuem uma recomendação neutra e preço-alvo de R$ 5,50 para GFSA3.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

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Repercussão de balanços de Bradesco, Rede D’Or e Omega Geração; números da Gerdau, dois anúncios da Gol e mais destaques

SÃO PAULO – O noticiário corporativo desta quarta-feira (4) tem como destaque a repercussão dos resultados de Bradesco, Omega Geração, Rede D’Or, além dos números divulgados pela Gerdau antes da abertura do mercado.

Após o fechamento, atenção para os balanços de Petrobras, Banco do Brasil, Totvs e Braskem.

Fora da temporada de balanços, a Gol fez dois anúncios: ela vai comprar 28 aeronaves 737 MAX-8, da Boeing BA.N, dentro de um plano de ter economia operacional com jatos mais novos e um plano de financiamentos revisado, enquanto tenta otimizar para aliviar os efeitos devastadores da pandemia.

Ainda em destaque, a empresa anunciou os números prévios de tráfego do mês de julho de 2021 em comparação com o mesmo período de 2020. No mercado doméstico, a demanda (RPK) para os voos aumentou em 173% e a oferta (ASK) aumentou em 152%. A taxa de ocupação doméstica foi 84,5%, um aumento de 6,4 pontos em relação a julho de 2020. A empresa transportou 1,9 milhão de passageiros no mês, um aumento de 168% sobre julho de 2020. A aérea não realizou voos internacionais durante o mês.

A Raízen, joint venture entre Shell  e Cosan, precificou sua oferta inicial de ações a R$ 7,40 por papel nesta terça-feira, que movimentou R$ 6,9 bilhões, no maior IPO do ano no Brasil. Confira mais destaques a seguir:

O Bradesco teve lucro líquido recorrente de R$ 6,319 bilhões no segundo trimestre de 2021, aumento de 63,2% ante o mesmo período do ano passado e queda de 3% na comparação com o primeiro trimestre deste ano.

Já o lucro contábil foi de R$ 5,974 bilhões, o que representa um crescimento de 70,4% na base anual e contração de 2,9% na trimestral. Segundo dados compilados pela Refinitiv, a expectativa média dos analistas para o lucro do Bradesco era de R$ 6,454 bilhões.

Ao mesmo tempo, o retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROAE, na sigla em inglês) atingiu 17,6%, contra 11,9% no segundo trimestre de 2020 e 18,7% no primeiro trimestre de 2021. No semestre, o ROAE foi de 18,2%, ante 11,8% no primeiro semestre de 2020.

Segundo a administração, o lucro registrou uma evolução expressiva em relação ao segundo trimestre de 2020 e primeiro semestre de 2021 em função de maiores receitas com prestação de serviços, crescimento da margem financeira com clientes, menores despesas operacionais e menores despesas com Provisões para Devedores Duvidosos (PDD).

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No resultado consta ainda que as despesas com provisões somaram R$ 3,487 bilhões, contra R$ 8,89 bilhões no segundo trimestre de 2020 (queda de 60,8%) e R$ 3,907 bilhões nos três primeiros meses de 2021 (baixa de 10,7%).

A margem financeira chegou a R$ 15,738 bilhões, alta de 1% em comparação com o trimestre anterior e queda de 5,7% na base anual.

As receitas de prestação de serviços, por sua vez, totalizaram R$ 8,412 bilhões no segundo trimestre deste ano, o que corresponde a uma expansão de 10,3% sobre o mesmo período do ano passado e de 4,3% em relação ao trimestre anterior.

O Itaú BBA apontou que o número ficou  abaixo da expectativa dos analistas, que era de R$ 6,7 bilhões. O desempenho mais fraco do que o esperado reflete principalmente um resultado bem inferior em seguros e mais tímido em crédito.

“De maneira geral, vemos o resultado do Bradesco como ligeiramente negativo para a ação no curto prazo. Talvez uma parte da reação positiva aos números tenha sido antecipada – vemos o papel sendo negociado perto da média histórica de 1,5 vez o preço sobre o patrimônio líquido”, avaliam.

De acordo com os analistas, a carteira de crédito mostrou forte expansão (+3% na comparação trimestral), puxada por crédito a pessoas físicas (+5,7%) e a pequenas e médias empresas (+4,6%). A margem financeira com clientes cresceu em menor velocidade; um avanço de 1,9% na passagem trimestral, resultando em uma leve perda de spread bancário.

A carteira segue com boa qualidade, com o índice de inadimplência se mantendo em 2,5%. A despesa com previsões caiu 11% entre o primeiro e segundo trimestre, para R$ 3,5 bilhões (ante projeção de R$ 4,2 bilhões), consumindo um pouco mais do nível de coberturas. A receita de serviços trouxe recuperação: cresceu 4% na comparação trimestral e 10% em relação ao segundo trimestre do ano passado, atingindo R$ 8,4 bilhões. O número foi puxado principalmente por receitas de cartão de crédito e produtos de conta corrente.

Já o resultado operacional de seguros caiu de maneira relevante devido à maior sinistralidade, para R$ 1,1 bilhão no segundo trimestre. A título de comparação, o resultado foi de R$ 3,1 bilhões no trimestre anterior. Essa piora levou a companhia a revisar para baixo sua projeção para o resultado dessa linha para 2021 – as demais linhas do guidance ficaram inalteradas. “Esta revisão negativa nos resultados de Seguros, estimamos poder ter um impacto de 5-10% nos resultados consolidados de 2021 do Bradesco”, avaliam os analistas do BBA.

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O Morgan Stanley avalia que o mercado deve enxergar mais do que a fraqueza no setor de seguros, já que este ponto deve se normalizar com tendências melhores de Covid e taxas de juros mais altas. Em se tratando do setor bancário, o banco diz que os números parecem sólidos, com a aceleração do crescimento do crédito, que deve continuar a crescer com a alta da Selic. A inadimplência parece ser um problema menor.

O Morgan Stanley reiterou a avaliação overweight (perspectiva de valorização acima da média do mercado) para o Bradesco e sua visão positiva para os grandes bancos brasileiros, com preço-alvo de US$ 6,36 para os papéis BBD negociados na Bolsa de Nova York.

Para a XP, a qualidade geral do resultado piorou à medida que os níveis de provisionamento caíram, apesar da possibilidade de um aumento nos níveis de inadimplência no futuro.

Indo contra o guidance, o Bradesco apresentou aumento nas despesas de pessoal e administrativas, devido ao aumento no volume de negócios e despesas com campanhas publicitárias no segundo trimestre de 2021.” Apesar da decisão do banco de manter o guidance e o impacto de curto prazo do acampamento publicitário, acreditamos que os investidores devem prestar atenção ao desenvolvimento desta linha, pois novos números negativos podem afetar negativamente o guidance da empresa para o ano”, avaliam.

Os analistas reiteram a recomendação neutra e preço-alvo de R$ 26 por ação para o banco com sede em Osasco, pois acreditam que o banco está menos exposto à disrupção do setor bancário devido ao seu negócio de seguros.

A Gerdau registrou lucro líquido de R$ 3,934 bilhões no segundo trimestre de 2021, alta de 1.149% na comparação anual e de 59% frente os R$ 2,471 bilhões dos primeiros três meses de 2021.

Já o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) somou R$ 5,897 bilhões, avanço de 348% na base anual e de 37% na base trimestral.

A receita líquida de R$ 19,13 bilhões foi superior tanto ao registrado no primeiro trimestre, com alta de 17% quanto ao divulgado no mesmo período do ano anterior, com alta de 119%, acompanhando o crescimento dos volumes vendidos e a maior receita por tonelada vendida. O crescente aumento dos custos com matérias-primas ao longo dos últimos meses foi compensado pelo crescimento das receitas, apontou a empresa.

Rede D’Or (RDOR3)

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A Rede D’Or São Luiz registrou lucro líquido de R$ 477,7 milhões no segundo trimestre de 2021, ante prejuízo líquido de R$ 306,6 milhões registrado no segundo trimestre de 2020.

A receita líquida, por sua vez, foi de R$ 5,21 bilhões no segundo trimestre de 2021, um valor 89,5% maior frente os R$ 2,75 bilhões em igual período de 2020.

Já o Ebitda foi de R$ 1,24 bilhão, ante dado  negativo de R$ 138,3 milhões de um ano antes.

A XP apontou que, mais uma vez, Rede D’Or apresentou resultados muito fortes, superando as estimativas da casa, impulsionados por um crescimento robusto da receita (superando em 8% a projeção da XP) devido a uma combinação de um desempenho positivo de: i) leitos operacionais, ii) taxa de ocupação e iii) ticket médio.

Além disso, a empresa apresentou uma melhora importante na margem Ebitda ajustada (com alta de 1,8 ponto percentual frente o primeiro trimestre de 2021 e 5,2 pontos acima das estimativas dos analistas) devido à maior eficiência e alavancagem operacional.

“O forte conjunto de indicadores operacionais combinado com a agenda de fusões e aquisições muito ativa (830 leitos adquiridos no acumulado do ano, ou 1,6 mil desde outubro de 2020) reforça nossa visão positiva sobre a Rede D’Or, nos levando a reiterar nossa recomendação de compra e nosso preço alvo de R$ 88 por ação”, destacam os analistas, o que representa um potencial de alta de 22,75% em relação ao fechamento da véspera.

O Credit Suisse destaca que a Rede D’Or continuou sua trajetória de crescimento, adicionando 597 leitos operacionais (alta de 7,3% na base trimestral), levando em conta principalmente a expansão inorgânica e aumento da ocupação com a segunda onda de Covid-19.

A empresa, contudo, registrou um crescimento de 10,6% na receita líquida no trimestre contra um aumento de 13,4% em pacientes, implicando em menores tíquetes (queda de2,3% no trimestre). Por outro lado, a empresa manteve a lucratividade apesar das maiores despesas com pessoal.

A ocupação de leitos foi de 83% (alta de 3,5 pontos frente o primeiro trimestre), muito por conta da Covid-19. O agravamento da segunda onda pode ser estimado pelo aumento dos custos e despesas relacionados à Covid (R$ 212 milhões, versus R$ 127 milhões no primeiro trimestre de 2021). No entanto, a empresa não foi afetada em sua capacidade de realizar procedimentos eletivos.

“Conforme apontado em nossa última revisão do modelo esperamos impactos negativos nos tíquetes tanto por conta da maior ocupação por conta da Covid-19 quanto pela menor maturidade da base hospitalar (recentemente adquirida ou construída). Enquanto o primeiro é temporário, esta última pode afetar a empresa durante esta fase de expansão. Dada a corrente capitalização, acreditamos que a empresa continuará a crescer a partir de adições de capacidade inorgânicas e orgânicas, com capacidade demonstrada de gerenciar custos”, avaliam.

Os analistas do Credit Suisse possuem recomendação outperform (desempenho acima da média) para os papéis, com preço-alvo de R$ 76, ou alta de 6% frente o fechamento de terça.

O Morgan Stanley reforça  que a Rede D’Or é a empresa que mais cresce no setor médico e de serviços laboratoriais. O banco diz esperar que a empresa cresça mais rápido no curto prazo, e tem recomendação overweight, com preço-alvo de R$ 81.

Omega Geração (OMGE3)

A Omega Geração teve alta de 420% do seu prejuízo, de R$ 30,7 milhões no segundo trimestre de 2020 para R$ 159,6 milhões no segundo trimestre deste ano.

A XP aponta que os resultados vieram abaixo de suas expectativas principalmente devido a maiores despesas de O&M (operação e manutenção), compras de energia e despesas financeiras. Porém, a geração de energia foi em linha com as estimativas números (1501 GWh).

“No entanto, ainda acreditamos na capacidade da empresa de crescer por meio de fusões e aquisições que geram valor, como acabamos de ver em Ventos da Bahia 3. Mantemos Omega como nossa top pick com um preço-alvo de R$ 50 por ação”, apontam.

O Credit também aponta que os resultados operacionais da Omega foram piores do que o esperado (embora positivos em relação ao ano anterior), principalmente com base em custos mais elevados de compra de energia devido à sazonalidade e maiores despesas gerenciáveis.

Numa base anual, os resultados beneficiaram de novos ativos (complexos eólicos Assurua 3 e Chui) e melhores produções eólicas, confirmando mais um trimestre com bons recursos. Também na avaliação do banco suíço, o principal gatilho para o estoque continua dependendo de novas fusões e aquisições (como o anúncio da Ventos da Bahia 3), mas também espera um bom segundo semestre para ajudar nas margens. Os analistas do Credit possuem recomendação outperform para o ativo, com preço-alvo de R$ 36,60.

XP Inc.

A XP Inc. registrou um lucro líquido ajustado de R$ 1,034 bilhão no segundo trimestre de 2021, alta de 83% na comparação com mesmo período do ano passado, quando lucrou R$ 565 milhões, e de 22% frente os R$ 846 milhões registrados no primeiro trimestre de 2021.

A receita bruta foi de R$ 3,2 bilhões no segundo trimestre de 2021, ante R$ 2,04 bilhão do mesmo trimestre de 2020, alta de 57%. Na comparação com os três primeiros meses de 2021, quando a receita bruta foi de R$ 2,784 bilhões, a alta foi de 15%. A receita líquida totalizou R$ 3,018 bilhões, também em uma alta de 57% na base anual e de 15% frente o primeiro trimestre deste ano.

O Ebitda ajustado também registrou avanço no período, alcançando R$ 1,245 bilhão no trimestre, um valor 77% maior em relação aos R$ 704 milhões registrados nos meses entre abril e junho de 2020. Frente os R$ 1,043 bilhão entre janeiro e março de 2021, a alta foi de 19%.

A Gol informou que vai comprar 28 aeronaves 737 MAX-8, da Boeing BA.N, dentro de um plano de ter economia operacional com jatos mais novos e um plano de financiamentos revisado, enquanto tenta otimizar para aliviar os efeitos devastadores da pandemia. A empresa anunciou nesta terça-feira que as medidas devem reduzir em 8% seus custos unitários em 2022 e gerar cerca de US$ 200 milhões em ganhos de capital e caixa.

Ainda em destaque, a empresa anunciou os números prévios de tráfego do mês de julho de 2021 em comparação com o mesmo período de 2020. No mercado doméstico, a demanda (RPK) para os voos da GOL aumentou em 173% e a oferta (ASK) aumentou em 152%. A taxa de ocupação doméstica foi 84,5%, um aumento de 6,4 pontos em relação a julho de 2020. A empresa transportou 1,9 milhão de passageiros no mês, um aumento de 168% sobre julho de 2020. A aérea não realizou voos internacionais durante o mês.

A Compass Gás e Energia, empresa do grupo Cosan, informou na terça-feira o início da construção do Terminal de Regaseificação de São Paulo (TRSP), localizado no Porto de Santos, com investimentos estimados em cerca de R$ 700 milhões e prazo de construção de aproximadamente 20 meses.

Segundo fato relevante publicado pela companhia, o ativo terá capacidade de regaseificação nominal de 14 milhões de metros cúbicos por dia e capacidade de armazenamento de 173 mil metros cúbicos de gás natural liquefeito (GNL). O terminal irá operar em um modelo de afretamento da Floating Storage and Regasification Unit (FSRU, na sigla em inglês), embarcação especializada na regaseificação do GNL, acrescentou a Compass.

“A companhia acredita que a implementação do TRSP será uma importante alavanca para o desenvolvimento do mercado livre de gás natural, promovendo maior concorrência por meio de uma nova oferta de gás natural em território nacional”, concluiu a empresa.

O Itaú BBA comentou o anúncio pela Compass, subsidiária da Cosan, do início da construção do Terminal de Regaseificação de São Paulo. Segundo a empresa, o investimento total estimado é de aproximadamente R$ 700 milhões, e a expectativa é de que a construção dure 20 meses.

O banco avalia a notícia como positiva, mas já contabilizada em suas estimativas. O banco mantém recomendação outperform (perspectiva de valorização acima da média do mercado) para a Cosan, com preço-alvo de R$ 30.

Raízen 

A Raízen, joint venture entre Shell  e Cosan, precificou sua oferta inicial de ações a R$ 7,40 por papel nesta terça-feira, que movimentou R$ 6,9 bilhões, no maior IPO do ano no Brasil. Veja mais clicando aqui. 

Sobre abertura de capital, a dona das cadeias de restaurantes Madero e Jeronimo pediu registro para uma oferta pública inicial de ações (IPO na sigla em inglês), buscando recursos para pagar dívidas e expandir os negócios. Com sede no Paraná e 238 unidades pelo país, a Madero foi fundada em 2005 pelo empresário Luiz Durski Junior. No ano passado, refletindo os efeitos das restrições devido à pandemia, a receita líquida da Madero caiu 12% na comparação com 2019, para R$ 747 milhões. A companhia também amargou prejuízo de R$ 249 milhões em 2020 e outra perda de R$ 90 milhões no primeiro semestre de 2021.

A JBS, segunda maior companhia de alimentos do mundo, informou na terça-feira que está em conversas com sindicatos de funcionários dos Estados Unidos para verificar a possibilidade de vacinação obrigatória contra Covid-19 para empregados. Após avanços no programa norte-americano de imunizações, o país passou a ser atingido pela variante Delta do coronavírus.

A unidade da BRF localizada em Lucas do Rio Verde (MT), uma das maiores produtoras de carne da companhia, foi suspensa pela China, segundo informação no site da Administração Geral de Alfândegas do país (GACC) confirmada pela empresa na terça-feira. A BRF não detalhou se o embargo foi imposto à proteína suína ou de frango.

Um sindicato que representa os trabalhadores da Vale em greve em Sudbury, Canadá, chegou a um acordo preliminar para resolver uma disputa trabalhista em curso que levou 2.500 empregados a entrarem em greve desde 1º de junho, atingindo a produção da mineradora brasileira. O acordo de cinco anos, publicado no site do United Steelworkers (USW), inclui “melhorias monetárias significativas para os membros existentes e preserva os benefícios de saúde dos aposentados para todas as contratações futuras”. A proposta será colocada em votação na terça-feira, disse um representante do sindicato USW Local 6500 à Reuters.

A Gafisa anunciou na terça-feira a venda de terrenos por R$ 200 milhões para fundo de investimento imobiliário, em operação que busca reciclar capital próprio investido em áreas que já estão no balanço, mantendo a companhia como incorporadora dos projetos.

O Bradesco BBI vê a intenção de implementar uma estratégia de reciclagem ativa como mais um passo positivo no plano de recuperação em andamento da Gafisa. Se for bem-sucedida, a Gafisa Capital pode ajudar a Gafisa a manter seu balanço patrimonial enxuto e, ao mesmo tempo, acelerar os lançamentos em seu segmento de construção residencial tradicional, que consideramos necessário para atender ao desafio de renovar a geração de valor, após as conquistas positivas dos últimos dois anos. Os analistas do banco possuem uma recomendação neutra e preço-alvo de R$ 5,50 para GFSA3.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

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Quais ações de elétricas mais perdem e quais mais ganham em meio à crise hídrica?

SÃO PAULO – Nas últimas semanas, o noticiário sobre a crise hídrica ganhou força, gerando ainda mais temores sobre a economia e sobre o mercado nos últimos dias. Na última sexta-feira (28), o governo emitiu um alerta de emergência hídrica para o período de junho a setembro deste ano em cinco Estados brasileiros: Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná.

O alerta reforça as preocupações com o baixo nível dos reservatórios do país, que segundo dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) está em 44% da média histórica, o  que se compara com 60% em maio de 2020, momento em que a situação já estava preocupante.

Conforme destaca em relatório a XP, o cenário de níveis de reservatórios relativamente baixos vem se arrastando ao longo dos últimos anos. No entanto, a situação se agravou neste ano devido a soma de dois principais fatores: (i) as chuvas entre setembro do ano passado e abril deste ano terem ficado muito abaixo da média prevista para o período, revelando-se a pior afluência dos últimos 91 anos; e (ii) o aumento da demanda de energia resultante da maior flexibilização das medidas de isolamento social e retomada da atividade econômica.

A expectativa ainda é de piora no nível dos reservatórios nos próximos meses, já que o fim de abril marca o fim do período úmido no Sudeste e Centro-Oeste. Sazonalmente, já se espera que o armazenamento de águas se reduza entre maio e outubro, enquanto que a recuperação do nível é esperada para iniciar em outubro, com o início do período chuvoso.

Apesar do cenário bastante preocupante, analistas de mercado não veem risco de apagão, mas com riscos para a inflação.

De acordo com Carolina Carneiro e Rafael Nagano, analistas do Credit Suisse, o La Niña, fenômeno que leva a uma diminuição de chuvas nas regiões Sudeste e Sul, com as temperaturas elevadas e o clima seco, já estava presente desde setembro de 2020. Daqui para frente, provavelmente, haverá um movimento de normalização. Assim, apontam os analistas, pode haver alguma melhora de hidrologia mesmo com a chegada do inverno.

Além disso, o sistema brasileiro hoje está muito mais bem preparado do que em 2014, quando houve risco de escassez e racionamento de água ou de energia, como aconteceu em 2001. O Credit Suisse aponta que a capacidade total instalada cresceu a um ritmo mais rápido do que o consumo desde 2014, de 31% versus avanço de 4% do consumo.

Já a participação a geração de energia vindo das hidrelétricas caiu de 67% em 2014 para 62% em 2021, puxado por uma maior participação da energia eólica (10% atualmente versus 4% em 2014) e outras renováveis. Atualmente, há mais capacidade vinda de energia térmica (42,9 gigawatts versus 37,8 GW em 2014). Além disso, o sistema elétrico brasileiro está muito mais conectado atualmente (150,503 quilômetros 110,620 km em 2014).

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Assim, no geral, analistas como do Credit e do Itaú BBA destacaram não verem motivos para pânico. Carolina e Nagano, do Credit, apontam que o gargalo parece estar muito mais em termos de custos do que na oferta. “Estamos usando atualmente 10 GW das térmicas, número bem abaixo dos 20 GW disponíveis. Apesar da situação não ser favorável, nossa leitura está na linha de que o sistema está preparado”, apontam.

Desta forma, a expectativa é mais sobre o impacto para a inflação do que um risco de apagão em si. O Itaú BBA, por exemplo, aponta que as tarifas de energia provavelmente ficarão sob pressão por mais tempo. “Prevemos uma bandeira tarifária vermelha para o resto do ano, que vai colocar pressão sobre a inflação. Observe que a Aneel limitou os aumentos tarifários a 10% em 2021, diferindo parte das altas necessárias para o próximo ano. Portanto, esperamos aumentos acima da inflação nas tarifas de energia em 2022”, avaliam os analistas do BBA.

Nesse cenários algumas companhias muito baseadas em energia hidrelétrica para operar devem ser pressionadas, enquanto outras que possuem outras matrizes de energia devem ser beneficiadas, apontam analistas.

Segundo análises do Credit Suisse, Bradesco BBI e XP, as ações mais impactadas pela crise hídrica são a AES Brasil (AESB3) e a Cesp (CESP6), que estão localizadas em regiões mais afetadas pelo atual déficit hídrico (estado de São Paulo).

Sobre a Cesp, o BBI aponta a companhia como ainda mais impactada, uma vez que é totalmente exposta à energia hidrelétrica, enquanto a AES Brasil tem cerca de 40% do lucro antes juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda) proveniente da geração eólica.

Para a Engie (EGIE3), o cenário é mais ambíguo. A companhia, aponta o BBI, tem 30% da capacidade de geração térmica / eólica , além de ter um negócio de transporte de gás e de transmissão greenfield. A XP ressalta que a Engie possui grande parte dos seus ativos em localizações com condições hidrológicas estão mais confortáveis em comparação a São Paulo.

O BBI ressalta que concessionárias integradas como Cemig (CMIG4), Copel (CPLE6) e Light (LIGT3) também podem ser impactadas.

Conforme aponta a XP, sem dúvidas, o segmento de geração é o mais afetado pelo cenário hidrológico adverso, especialmente os nomes que possuem maior participação hídrica no seu portfólio. Com o ONS autorizando o despacho de usinas termelétricas para garantir a segurança energética do país, a geração das usinas hidrelétricas é reduzida com objetivo de desacelerar o esgotamento dos reservatórios durante o período seco. Com isso, as geradoras podem precisar comprar energia no mercado de curto prazo , para honrar com seus contratos. No entanto, a compra dessa energia ocorre em um momento em que a mesma tem preços elevados como resultado do acionamento das usinas termelétricas, que, por sua vez, são mais caras.

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Nos resultados do primeiro trimestre de 2021, tanto a Cesp quanto a AES Brasil tiveram uma redução na produção de energia elétrica de 21% e 22% na base anual, respectivamente, devido às diretrizes de despacho praticadas pelo ONS. Isso ilustra que o impacto do déficit hídrico já é uma realidade para algumas geradoras, principalmente as localizadas em regiões mais afetadas pela escassez hidrológica.

Já em relação ao segmento de distribuição, as companhias são afetadas em um segundo estágio da escassez hídrica, a partir do momento em que há um racionamento de energia (que, como mencionado, não é o cenário base da XP). Com o racionamento, os volumes de energia vendidos são reduzidos, o que impacta nas receitas das distribuidoras, a exemplo do que ocorreu em dezembro de 2014.

O BBI avalia que, quanto às distribuidoras, neste cenário, a preocupação é que o despacho térmico maior do que o esperado gerará custos de compra de energia mais elevados. “Embora esses custos sejam totalmente repassados aos consumidores
finais, as distribuidoras podem enfrentar pressão de capital de giro, tendo que esperar até seu próximo ajuste tarifário anual (em média, 6/12 meses de distância) para repassar / recuperar quaisquer custos mais elevados (mas tendo que pagá-los a partir do momento em que o ONS iniciar o despacho das térmicas). Notavelmente, em casos anteriores, para mitigar tais problemas de capital de giro, o regulador permitiu revisões tarifárias extraordinárias. O outro risco de ‘cauda’ para as distribuidoras é que os consumidores finais veriam tarifas de eletricidade ainda mais altas quando o Brasil ainda não se recuperasse totalmente da crise da Covid. Isso poderia levar ao aumento das contas a receber e perdas de eletricidade em algumas concessões”, apontam os analistas.

Por fim, a XP destaca que o segmento menos impactado deverá ser o de transmissão, por suas receitas serem totalmente reguladas, ou seja, tanto tarifas quanto volumes não serem vinculadas à demanda de energia.

Confira a exposição do risco hídrico por segmento do setor elétrico (segundo análise da XP): 

*Fonte: XP Investimentos

Porém, apesar de esperar uma pressão nos resultados de curto prazo das empresas com maior exposição ao risco hídrico, AES Brasil e Cesp, a analista Maíra Maldonado, da XP, manteve a recomendação de compra para as ações de ambas as companhias, com preços alvos de R$ 36 por ação para CESP6 e de R$ 18 por ação para AESB3.

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A analista destaca duas razões para isso: (i) baixa visibilidade do risco se prolongar no logo prazo, dado que o nível total de contratação do portfólio das empresas diminui ao longo dos anos; e (ii) por continuar enxergando um risco-retorno atrativo nos preços atuais, lembrando que parte do risco de curto prazo parece ter sido precificado pelo mercado (até o fechamento da véspera, as ações da AES Brasil caíram 14,1% e CESP6 tiveram baixa de 9,4% no acumulado do ano versus alta de 5,5% no Ibovespa).

Já entre os vencedores relativos devem ser as geradoras Omega (OMGE3), focada em energia eólica, e Eneva (ENEV3), com exposição à energia térmica. “Eneva e Omega devem se beneficiar do ambiente atual, dada a sua exposição zero ou quase zero à energia hidrelétrica”, apontam os analistas do Itaú BBA.

No caso da Eletrobras (ELET3;ELET6), o BBI aponta que cerca de 50% de sua capacidade total firme é vendida a distribuidoras no sistema de cotas, a tarifas muito baixas, mas que repassa integralmente o risco do GSF (medida de risco hídrico) aos consumidores finais (sem incluir a receita da “RBSE” a receber).

Quem também se beneficia relativamente com o cenário de crise hídrica é a Aeris Energy (AERI3), que subiu mais de 13% nos últimos três pregões. A companhia é uma das maiores produtoras de pás eólicas independentes do mundo.

Empresas de saneamento

O Credit Suisse também apontou o cenário para as empresas de saneamento. Sabesp (SBSP3) e Copasa (CSMG3), na avaliação dos analistas, estão mais preparadas para o cenário atual depois da crise hídrica de 2014, não apenas aumentando a oferta, mas também melhorando a flexibilidade entre os reservatórios.

“Somando-se a isso, ambas as empresas têm observado crescimento limitado do consumo desde a crise, com população mais consciente do uso da água e da mudança de hábitos de consumo”, apontam Carolina e Nagano.

Já para a Sanepar (SAPR11), a empresa tem enfrentado limitação de oferta desde 2020 e os clientes na região metropolitana de Curitiba estão sofrendo com o rodízio de abastecimento por mais de um ano. Mesmo assim, o Paraná segue em emergência de crise hídrica; contudo, os reservatórios estão se recuperando dos níveis baixos vistos em 2020.

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Omega Geração anuncia follow-on que pode movimentar R$1 bi

(Getty Images)

SÃO PAULO (Reuters) – A Omega Geração (OMGE3) anunciou na sexta-feira oferta de ações com distribuição secundária de 24.479.998 papéis, que espera precificar no próximo dia 28.

Considerando preço de fechamento do dia 22, de R$ 41,75, o follow-on, que tem o Itaú BBA como coordenador, pode movimentar R$ 1,022 bilhão.

A oferta terá como acionista vendedor o fundo de investimento em participações Bolt, administrado por Santander Caceis Brasil Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A. e gerido por Tarpon Gestora de Recursos S.A..

Omega lança plataforma digital de compra de energia para facilitar entrada de consumidores no mercado livre

Omega Energia (Divulgação)

SÃO PAULO – A Omega Energia (OMGE3) anunciou nessa terça-feira (8) o lançamento da primeira plataforma 100% digital para compra e gestão de energia no mercado livre.

A companhia afirmou que, com o movimento, espera consolidar-se nos próximos anos como a primeira geradora de energia renovável digital, expandindo a oferta de energia limpa para um número cada vez maior de consumidores.

Além de empresas que já operam no mercado livre, consumidores comerciais que desejarem ingressar neste mercado também poderão solicitar migração pela plataforma.

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A plataforma possui um site com cotações de energia elétrica: caso o preço seja interessante, a companhia que planeja a contratação poderá fazer um cadastro online. Passada essa etapa, a Omega validará as informações, com o usuário podendo fechar uma proposta selecionando o período de contratação, a carga, o sub-mercado e a fonte. A tarifa será negociada diretamente com a Omega.

Simulação de compra de energia pela nova plataforma digital da Omega (Divulgação: Omega Energia)

Com isso, espera-se que clientes que consomem o suficiente para estarem no mercado livre de energia -com possibilidade de escolher fonte, contratado, duração do contrato -, mas que lidam com dificuldades operacionais para a compra, passem a acessar mais o mercado.

“Quem atua hoje no mercado de energia livre sabe o quão complexo é o processo de contratação, a ponto de tornar-se um fator impeditivo para que novas empresas ingressem nesta modalidade de consumo. A cotação é feita analogicamente, assim como todo o processo de fechamento do negócio e gestão de contratos, que pode durar dias e tomar incontáveis horas de trabalho das equipes, distanciando o cliente do que mais importa, que é a gestão de seu negócio. Nosso desafio era não só trazer um fluxo simplificado, mas eficiente, que transformasse radicalmente a experiência de compra e gestão de energia para empresas de todos os portes”, aponta Fernando Senna, diretor de energia digital da Omega Energia.

Antônio Bastos, presidente-executivo da Omega, destaca que há uma série de clientes menores que podem ir para o mercado livre, mas que ainda não haviam encontrado uma solução. De acordo com ele, a plataforma aproxima a empresa dos clientes, dando competitividade à medida que o mercado de energia for se abrindo.

De acordo com a Omega, as companhias contratantes também poderão contar com a tarifa Smart Flex, que garante ao consumidor a eliminação do risco associado à oscilação de preços de mercado e volumes de consumo, levando-os a pagar mensalmente pelo efetivo consumo. Atualmente, para entrar no mercado livre, é preciso realizar a compra de um volume fixo de energia. Um projeto de lei está em discussão na Câmara (PL 1917/15) prevendo uma abertura gradual do mercado até 2028.

O consumidor da nova plataforma poderá comprar diretamente de quem gera a energia. Atualmente, a Omega conta com um portfólio de geração de aproximadamente 1,8 GW de energia 100% renovável. “Para o cliente, isso representa garantia de entrega do que foi contratado, sem riscos de penalidades ou falta de energia. Além disso, as empresas consumidoras contam com as melhores práticas de segurança no desenvolvimento e armazenamento da plataforma, que garantem a integridade e confidencialidade das informações”, destacou a empresa.

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Ainda no radar da companhia, vale destacar que ela recebeu aprovação sem restrições do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para a compra de ativos eólicos da estatal Eletrobras , segundo publicação do órgão no Diário Oficial da União desta terça.

A operação, anunciada no fim de julho, envolve a compra pela Omega Geração de parques eólicos da estatal no Rio Grande do Sul por cerca de R$ 1,5 bilhão, incluindo dívidas.

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Azul tem rating rebaixado para CCC; Petrobras avança com venda de ativos, Omega faz compra de R$ 661,7 mi e mais notícias

Avião da Azul com as cores da bandeira brasileira. Turbina possui as estrelas (Divulgação/Azul)

O mercado aguarda nesta segunda-feira os resultados do segundo trimestre da Ser Educacional e da Lojas Marisa. Além disso, será definido hoje o preço por ação da Rumo, que prepara uma oferta primária de ações.

Também são esperados para esta semana novos lances na disputa pela Linx, enquanto o conselho de administração da Tecnisa deve avaliar a possível combinação entre Gafisa e Tecnisa. No último dia 19, a Tecnisa informou ter recebido, de forma inesperada, uma proposta do Bergamo Fundo para combinação de negócios com a Gafisa (GFSA3).

Deve chamar atenção do mercado o rebaixamento do rating da Azul (AZUL4) pela Fitch, assim como o investimento do Itaú Unibanco em parceria com a Engie, na área de transmissão.

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Confira os destaques:

A empresa de logística Rumo terá hoje a definição do preço por ação da sua oferta primária de ações. A companhia vai captar R$ 5,7 bilhões a R$ 6,98 bilhões com a oferta, que tem como objetivo projetos relativos à renovação antecipada da concessão da Rumo Malha Paulista, e também para pré-pagar outorgas.

O coordenador líder da oferta é o Bradesco BBI. A operação contará com esforços do colocação no Brasil e no exterior.

A Linx e a Stone estão preparando uma série de pareceres jurídicos para lidar com a repercussão negativa do acordo de combinação das empresas, segundo a Exame. No total, serão cinco pareceres jurídicos e dois elaborados por consultorias de recursos humanos.

De acordo com a reportagem, o presidente da empresa, Alberto Menache, estaria indignado e até ofendido com algumas das críticas feitas à operação.

Em meio à queda na demanda por viagens aéreas no Brasil, a nota de longo prazo em moeda local e estrangeira da Azul foi rebaixada de “B-” para “CCC” pela agência de classificação de riscos Fitch Ratings. O rating na escala nacional passou de “BB(bra)” para “CCC(bra)”. As notas foram retiradas da observação negativa.

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A decisão também reflete a possibilidade de a Azul enfrentar dificuldades em levantar recursos no próximos seis meses, assim como a limitação geográfica de suas operações.

A Engie Brasil firmou um acordo de investimentos com o Itaú Unibanco (ITUB4). Na sexta-feira, a empresa informou que o acordo prevê a subscrição pelo Itaú de R$ 500 milhões em novas ações preferenciais de emissão da Novo Estado Participações, unidade da Engie responsável por um projeto de transmissão na região Norte, segundo a Reuters.

A Engie anunciou em dezembro do ano passado a aquisição junto à indiana Sterlite do projeto Novo Estado, que compreende a construção de 1,8 mil quilômetros em linhas de energia no Pará e no Tocantins.

A Dasa divulgou, na noite de sexta-feira, prejuízo líquido de R$ 145,3 milhões no segundo trimestre de 2020, revertendo lucro de R$ 33,4 milhões no mesmo período do ano passado. De acordo com a empresa, a pandemia impactou negativamente a demanda por procedimentos médicos eletivos.

A receita líquida cresceu 17,4%, para R$ 1,3 bilhão. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) caiu 48%, para R$ 120 milhões.

A rede de livrarias Saraiva, que está em recuperação judicial, registrou um prejuízo líquido de R$ 118,2 milhões no segundo trimestre deste ano.

A receita líquida caiu 80% em relação ao mesmo período do ano passado, para R$ 27,7 milhões. Já o Ebitda ficou negativo em R$ 91,8 milhões.

A Petrobras anunciou a venda para a SPE Rio Ventura, subsidiária integral da 3R Petroleum e Participações, os campos terrestres de Água Grande, Bonsucesso, Fazenda Alto das Pedras, Pedrinhas, Pojuca, Rio Pojuca, Tapiranga e Tapiranga Norte, localizados nos municípios de Catu, Mata de São João, Pojuca e São Sebastião do Passé, no estado da Bahia.

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Segundo a estatal, o valor é composto por US$ 3,8 milhões pagos nesta sexta, US$ 31,2 milhões a serem pagos no fechamento da transação, US$ 16 milhões que serão pagos 30 meses após o fechamento da transação e US$ 43,2 milhões em pagamentos contingentes previstos em contrato.

A petroleira destacou que o fechamento da transação depende de fatores como a aprovação pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocomsustíveis (ANP).

Ainda sobre a estatal, foi anunciado que a presidente da Transpetro, Cristiane Elia de Marsillac, renunciou ao cargo, por questões pessoais. Ela será substituída pelo diretor financeiro da empresa, Gustavo Santos Raposo.

A companhia é uma subsidiária da Petrobras e atua na área de transporte e logística de combustíveis, abrangendo importação e exportação de petróleo e derivados, gás e etanol.

A companhia ainda divulgou teaser para venda de ativos no Espírito Santo.

A Eletrobras enviou um comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para se explicar sobre a volatilidade de suas ações no período de 10 a 21 de agosto, depois de ser questionada pela B3.

Segundo a Eletrobras, as oscilações são fruto de notícias em relação à possibilidade de privatização da companhia que saem na mídia. Ela cita como exemplo a saída do então secretário de Privatizações, Salim Mattar, do Ministério da Economia, no dia 11.

No dia seguinte, as ações preferenciais classe B (PNB) recuaram 3,35%. De acordo com a Eletrobras, a saída foi interpretada pelo mercado como um fator que poderia dificultar o processo de privatização.

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Por outro lado, no fim da última semana, foi destacada a notícia de que o senador Eduardo Braga (MDB-AM) poderia ser o relator do texto da privatização da companhia no plenário. Ele já foi contrário a esse projeto de privatização em determinados momentos.

Omega Geração (OMGE3)

A Omega Geração anunciou uma emissão de ações e a compra de dois complexos eólicos. Sobre a emissão, a companhia informou neste domingo que realizará uma oferta subsequente primária de ações ordinárias. Inicialmente, a companhia pretende emitir 17.370.391 papéis, e caso haja demanda, pode lançar um lote adicional de 6.079.636 ações, totalizando 23,450 milhões.

O valor por ação ainda será definido por meio do processo de coleta de demanda (bookbuilding), mas levando-se em conta o valor do papel no fechamento da última sexta-feira (R$ 37,42), a oferta pode movimentar até R$ 877,5 milhões. Os controladores terão uma restrição de venda dos papéis (lock up) de 90 dias.

Mais cedo, a companhia anunciou uma aquisição de dois complexos eólicos por R$ 661,7 milhões, além de uma due diligence para outro portfólio de 260 MW, e a implantação de um projeto de mais 200 MW, também por meio de um projeto eólico. No final de julho, a companhia já havia anunciado que faria uma captação, depois da formalização de compra de dois ativos vendidos pela Eletrobras.

De acordo com o Credit Suisse, a Omega está tomando uma decisão acertada ao ampliar seu portfólio, e as perspectivas dos contratos de longo prazo são positivas. O banco destacou que a emissão de ações vai ajudar a empresa a absorver a aquisição com um desfecho favorável aos acionistas.

O Bradesco BBI destacou que a aquisição reforça a visão da empresa como top pick do setor. “Em nossas estimativas, a empresa teve uma taxa interna de retorno de 10% com essa compra”, destacou. A emissão de ações também foi vista de forma positiva por que dará à empresa uma posição mais confortável para futuras aquisições.

Refinaria de Petróleos Manguinhos (RPMG3)

Neste sábado, a Refinaria de Petróleos Manguinhos informou que o Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou a nulidade do decreto estadual de 2012 que desapropriou o terreno onde fica a companhia, na etapa final de julgamento.

Segundo fato relevante, foi encerrado o julgamento virtual de um agravo regimental no STF, onde se discutia a validade do decreto 43.892/2012. Editado pelo Estado do Rio, o decreto declarava de utilidade pública e para fins sociais o terreno da Refit, que está em recuperação judicial.

O tráfego nas rodovias administradas pela CCR caiu 0,3% na semana de 14 a 20 de agosto de 2020, ante a mesma semana do ano passado. De acordo com boletim divulgado pela companhia na sexta-feira, os veículos de passeio tiveram queda de 16,2% no período, enquanto os veículos comerciais mostraram alta 12,9%.

No acumulado do ano, o movimento total caiu 6,1%. Em relatório, o Bradesco BBI destacou que o resultado da semana foi positivo, mostrando um retorno gradual aos níveis pré-pandemia. O banco destacou que a circulação excluindo a ViaSul caiu 5% na comparação anual.

Planos de saúde

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) proibiu a aplicação de reajustes anual e por faixa etária em todos os planos e seguros vendidos no país, individuais e coletivos, com aniversário entre setembro e dezembro.

A decisão foi tomada após notícias de que as operadoras começaram, neste mês, a reajustar planos em até 25%, o que gerou uma reação imediata do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ)

Segundo O Globo, esta foi a primeira vez que a ANS interferiu diretamente na relação entre as operadoras e os clientes que contratam planos de saúde coletivos.

Privatização dos Correios

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) selecionou o consórcio Postar para a realização dos estudos para a privatização dos serviços postais no Brasil. O grupo vencedor é formado por Accenture do Brasil Ltda e Machado, Meyer, Sendacz, Opice e Falcão Advogados.

Em nota à imprensa, o BNDES informou que homologou na quinta-feira o consórcio como vencedor do seu processo de seleção, que contou com outros oito participantes. O Postar, que apresentou o menor preço, de R$ 7,89 milhões, ficará responsável por indicar alternativas de parceria com a iniciativa privada para gestão do serviço postal no Brasil.

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Omega Geração anuncia oferta de ações que pode movimentar até R$ 877 milhões

A Omega Geração anunciou neste domingo que realizará uma oferta subsequente primária de ações ordinárias. Inicialmente, a companhia pretende emitir 17.370.391 papéis, e caso haja demanda, pode lançar um lote adicional de 6.079.636 ações, totalizando 23,450 milhões.

O valor por ação ainda será definido por meio do processo de coleta de demanda (bookbuilding), mas levando-se em conta o valor do papel no fechamento da última sexta-feira (R$ 37,42), a oferta pode movimentar até R$ 877,5 milhões. Os controladores terão uma restrição de venda dos papéis (lock up) de 90 dias.

Mais cedo, a companhia anunciou uma aquisição de dois complexos eólicos por R$ 661,7 milhões, além de uma due diligence para outro portfólio de 260 MW, e a implantação de um projeto de mais 200 MW, também por meio de um projeto eólico. No final de julho, a companhia já havia anunciado que faria uma captação, depois da formalização de compra de dois ativos vendidos pela Eletrobras.

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