Ação da Sabesp tem baixa de mais de 3% após salto de sexta; Vale cai com minério, Petrobras e PetroRio sobem com petróleo

SÃO PAULO – As ações da Sabesp (SBSP3) são destaque de queda, com baixa de mais de 3%, após a disparada de mais de 10% na sexta-feira.

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou no sábado que a Sabesp será preparada para ser privatizada nos próximos anos, e que o governo não realizará nada de forma precipitada. Ele comentou as declarações do recém-nomeado secretário de Projetos e Ações Estratégicas de São Paulo, o deputado federal Rodrigo Maia (sem partido-RJ), sobre a privatização da companhia, ressaltando que a privatização da companhia de saneamento é um projeto de “longo prazo”, não de curto prazo.

Os ativos da Vale (VALE3) tem queda de cerca de 1% em uma nova sessão de baixa para o minério de ferro, mas as ações de siderúrgicas avançam, com destaque para Usiminas (USIM5). Em relatório, o Credit Suisse destacou preferir Usiminas e CSN a ações de mineradoras no momento.

Papéis de petroleiras também avançam, com destaque para a alta de cerca de 3% de PetroRio (PRIO3), enquanto Petrobras (PETR3;[PETR4]) sobe mais de 1%. Os preços do petróleo saltavam 3% nesta segunda-feira, recuperando-se de uma sequência de sete dias de perdas, apoiados pela desvalorização do dólar, apesar das preocupações de demanda causadas pelo aumento no número de casos da variante Delta do coronavírus.

Já as ações da Azul (AZUL4) seguem com ganhos nesta segunda-feira (23) após a alta de 2,67% na última sexta-feira (20). A alta foi motivada após a notícia do jornal americano Wall Street Journal, citando fontes, de que a Azul tem conversado com credores para comprar as operações da rival Latam no Brasil.

De acordo com a publicação, a Azul estaria aberta para comprar a empresa inteira e depois vender operações em outros países. A empresa brasileira também estaria aberta a uma possível joint venture com a Latam para complementar seus negócios atuais no Brasil, conforme as fontes do jornal. Veja mais clicando aqui. 

Confira os destaques:

A Alliar informou que acordo de acionistas agora representa 50,46% das ações da empresa, com mais acionistas aderindo ao acordo.

Vale (VALE3), siderúrgicas e minério de ferro

O contrato mais negociado do minério de ferro em Dalian, para janeiro de 2022, fechou em queda de 1,1%, a 757 iuanes/tonelada, girando em torno de uma mínima de sete meses e meio, à medida que os controles de produção de aço e as restrições causadas pela Covid-19 na China pesam sobre o entusiasmo do mercado.

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Na bolsa de Cingapura, o contrato mais ativo do minério de ferro, para setembro, recuava 1,5%, a 136,60 dólares a tonelada.

“A perspectiva de menor produção dos altos-fornos no segundo semestre de 2021 frente ao primeiro agora é uma realidade, embora os embarques de minério de ferro da Austrália continuem decepcionando”, disse Atilla Widnell, diretor-gerente da Navigate Commodities, que mantém um alvo de médio prazo de US$ 140 a US$ 170 a tonelada (CFR) para entrega à China.

Já os contratos futuros do coque e do carvão metalúrgico negociados na China atingiram nesta segunda-feira seus limites diários de alta de 8% e renovaram máximas recordes, à medida que rumores de mercado sobre uma suspensão das importações de carvão da Mongólia em função da pandemia de Covid-19 alimentaram temores de uma oferta mais restrita das matérias-primas siderúrgicas.

Os contratos mais negociados do carvão coque e do coque na bolsa de commodities de Dalian, para janeiro de 2022, escalaram máximas de 2.421 iuanes (US$ 373,01) por tonelada e 3.053,50 iuanes por tonelada, respectivamente.

A EZTec informou na sexta-feira que seu conselho de administração aprovou um programa de recompra de até 5.035.897 ações.

O programa tem prazo de até seis meses, terminando em 23 de fevereiro de 2022. O montante referido equivale a cerca de 5% das ações da companhia em circulação no mercado.

BR Properties (BRPR3)

A BR Properties comunicou ter encerrado seu plano de recompra de ações. Ela obteve 99,95% dos ativos que havia se proposto a comprar, sendo adquiridas 10.994.600 ações por R$ 94,888 milhões, com o custo médio por ação de R$ 8,63.

A Movida, por sua vez, aprovou programa de recompra de até 12.335.379 ações.

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Uma unidade da Minerva Foods  em Palmeira de Goiás (GO) foi alvo de busca e apreensão pela Polícia Federal (PF) dentro da Operação A Posteriori, que apura supostas irregularidades de auditores fiscais federais agropecuários no período de 2018 a 2019, informou a companhia na sexta-feira.

Segundo a empresa, o procedimento, realizado na quinta, teve cooperação dos colaboradores da Minerva e a planta mantém suas atividades regulares.  “Não existe indiciamento ou denúncia contra a companhia, contra seus administradores ou qualquer de seus empregados ou colaboradores no âmbito da operação”, disse em comunicado.

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou no sábado que a Sabesp será preparada para ser privatizada nos próximos anos, e que o governo não realizará nada de forma precipitada.

Ao comentar declarações do recém-nomeado secretário de Projetos e Ações Estratégicas de São Paulo, o deputado federal Rodrigo Maia (sem partido-RJ), sobre a privatização da Sabesp, Doria ressaltou que a privatização da companhia de saneamento é um projeto de “longo prazo”, não de curto prazo.

“Nosso governo é desestatizante… A Sabesp já é de capital aberto, cotada em bolsa, com performance muito boa e bem administrada. Ao longo dos próximos anos, ela vai ser preparada evidentemente para um programa de privatização, mas não faremos isso de forma precipitada”, comentou Doria a jornalistas, no Rio de Janeiro. As declarações de Maia fizeram disparar as ações da Sabesp na sexta-feira.

A Braskem comunicou que não tem conhecimento sobre a realização de uma oferta pública de ações da companhia como uma possível estratégia de saída dos acionistas, em esclarecimento após notícia da Coluna do Broadcast.

A empresa diz que “não é parte de eventuais discussões de seus acionistas sobre a venda das suas participações acionárias”, segundo comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), como esclarecimento de notícia veiculada na mídia.

Recomendações 

O Morgan Stanley iniciou a cobertura para as ações da Smart Fit com recomendação overweight (exposição acima da média do mercado) e preço-alvo de R$ 32, uma alta de 15% em relação ao fechamento de sexta-feira (20).

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O banco diz que a rede está posicionada para consolidar um mercado enfraquecido pela Covid, com uma histórico de crescimento e gestão fortes. Segundo o banco, a SmartFit está presente em 13 países, com 981 pontos, principalmente no Brasil, no México e na Colômbia, com 12% de participação do mercado na América Latina. Mundialmente, é quarta maior empresa de academias, e a maior fora dos Estados Unidos, diz o banco. Em 2010, a empresa tinha menos de 1% do mercado da América Latina, e o crescimento se deu principalmente com a abertura de lojas próprias, mas também com franquias. Apenas 6 unidades foram fechadas desde a fundação.

O banco diz que fusões e aquisições deverão impulsionar a empresa e vê uma taxa de crescimento anual composta de lojas próprias (CAGR em inglês) de 17% para o período entre 2019 e 2023.

Na última sexta, o  InfoMoney conversou com Edgard Corona, fundador e CEO do negócio, sobre o caminho até a oferta pública inicial de ações; o impacto da pandemia nos negócios; e planos após o IPO. Confira clicando no link a seguir. 

Já o Bradesco BBI iniciou cobertura para CBA (CBAV3) com recomendação outperform (desempenho acima da média do mercado) e preço-alvo de R$ 19, ou alta de 73% em relação ao fechamento de sexta.

O banco diz que a tese de investimento na empresa se baseia em custo baixo de energia renovável e da bauxita, boas tendências globais de descarbonização, crescimento de projetos de crescimento com baixo custo e uma perspectiva positiva para os preços do alumínio.

O banco diz que prevê que o preço do alumínio chegue a US$ 2.500 por tonelada em 2022; e a US$ 2.300 por tonelada em 2023, enxergando tendências estruturais sólidas por conta de demanda de veículos elétricos, substituição do plástico, projetos de energia renovável, prédios “verdes” e com estrutura mais leve e exigências de descarbonização, que elevam custos e pressionam a produção.

O banco também diz que enxerga preços com desconto injustificado em relação a outras empresas do setor. Entre os riscos, o banco cita a possibilidade de custos de alumínio mais baixos do que o esperado, o que poderia ocorrer se a demanda da China não correspondesse à expectativa ou se a economia do Brasil piorasse.

O BBI também iniciou a cobertura para a ação do Banco Pan (BPAN4), com recomendação outperform (perspectiva de valorização acima da média do mercado) e preço-alvo de R$ 26 para 2022  para os papéis BPAN4, potencial de alta de 35% em relação ao fechamento de sexta.

Os analistas do banco destacam visão positiva por conta do ecossistema que vem sendo construído pelo Banco Pan para produtos e clientes, a existência de um mercado relevante para seus serviços no Brasil, com 138 milhões de clientes e R$ 1,2 trilhão em empréstimos para uma população ainda não plenamente servida; forte número crescimento em número de clientes, com mais de 40 mil adições diárias no segundo trimestre; expectativa de crescimento acima da média de rendimento, com expectativa de taxa anual de crescimento composto (CAGR na sigla em inglês) para o período entre 2021 e 2023 de 35%, frente a 10% em média para os bancos sob cobertura do Bradesco.

Itaúsa (ITSA4), Itaú (ITUB4) e XP

A Itaúsa, em continuidade as notícias sobre o investimento do Itaú na XP, informou que as assembleias gerais extraordinárias – com o objetivo de deliberar sobre a incorporação das companhias – ocorrerão em 1º de outubro.

Considerando a fixação da data das AGEs e o cancelamento das ações de emissão da XPart em tesouraria, a relação de troca final será de 43,3128323 ações de emissão da XPart por 1 ação classe A da XP, ou 1 BDR por 1 ação também classe A. Aprovada a incorporação, a Itaúsa passará a ser detentora de 15,07% do capital total da XP e 4,74% de seu capital votante.

IPOs

A empresa de cibersegurança ISH Tech, com sede em Vitória, pediu registro para uma oferta inicial de ações (IPO na sigla em inglês) em busca de recursos para financiar seu crescimento orgânico e via aquisições, além de investir em pesquisa. A empresa foi fundada em 1996 como consultoria em TI.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

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Braskem afirma não ter conhecimento sobre oferta de ações para saída de acionistas

A Braskem comunicou que não tem conhecimento sobre a realização de uma oferta pública de ações da companhia como uma possível estratégia de saída dos acionistas, como mostrou a Coluna do Broadcast. A empresa diz que “não é parte de eventuais discussões de seus acionistas sobre a venda das suas participações acionárias”, segundo comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), como esclarecimento de notícia veiculada na mídia.

Leia mais:
Oferta de ações da Braskem volta à mesa para saída de acionistas

A petroquímica afirma que solicitou esclarecimentos sobre a informação aos seus acionistas Novonor (novo nome da Odebrecht) e Petrobras.

“A Novonor está considerando uma potencial transação envolvendo a participação da Novonor S.A. na Braskem e, nesse contexto está avaliando potenciais estruturas para tal transação. No entanto, não há elementos suficientes para assegurar a concretização de qualquer transação e tampouco foi definida qualquer estrutura para tanto. Desta forma, no momento, não há qualquer informação adicional a ser prestada sobre o tema”, apontou a Novonor.

Já a Petrobras informou que “não há qualquer definição ou decisão sobre a forma de alienação da sua parte na Braskem, sendo importante ressaltar que, conforme informado em 09/08/2021, contratou o JP Morgan para assessoramento financeiro da eventual e futura transação referente à sua participação na companhia.”

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Ações da Petrobras fecham estáveis apesar de queda do petróleo; Renner cai quase 1% e BK Brasil sobe 4,8%

(Crédito: Shutterstock)

SÃO PAULO – Em mais um dia de virada do mercado, as ações da Petrobras (PETR3, R$ 27,15, -0,04%; PETR4, R$ 26,60, -0,15%) amenizaram as perdas, ainda fechando no negativo, seguindo o movimento de queda no mercado de petróleo, com os contratos do WTI e do brent caindo mais de 2% em uma semana negativa para a commodity, com os investidores repercutindo o impacto da variante delta do coronavírus na demanda por combustíveis.

A Vale (VALE3, R$ 97,55, +0,04%), por sua vez, conseguiu fechar em alta, ainda que praticamente estável, após o tombo de quase 6% da véspera com a derrocada do minério.

O contrato futuro mais negociado na Bolsa de Dalian, na China, após a derrocada de mais 7% na véspera (e que fez a ação da Vale cair mais de 5%), ficou próximo à estabilidade, com leve alta de 0,26%. Já o contrato futuro da commodity negociado em Singapura subiu 5,9%, a US$ 138,30 a tonelada nesta sexta-feira na sequência de uma queda de 12% na véspera, mas segue no nível mais baixo desde dezembro.

Ainda no radar, as ações da Lojas Renner (LREN3, R$ 39,20, -0,63%) caíram. No final da tarde de ontem, a varejista informou que sofreu um ataque cibernético em seu ambiente de tecnologia na quinta-feira, que provocou indisponibilidade em parte de seus sistemas.

As ações do BK Brasil(BKBR3, R$ 9,32, +4,84%), por sua vez, avançaram cerca de 5%. A ação teve a recomendação elevada para equivalente à compra pelo BBA.

Enquanto isso, os papéis da Sabesp (SBSP3) saltaram mais de 10% após o ex-presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia (sem partido) falar em sua posse como novo secretário de Projetos e Ações Estratégicas do governo de São Paulo que uma das prioridades de sua gestão é organizar a concessão ou privatização da empresa de saneamento.

“Acho que é uma coisa simbólica [a privatização da Sabesp]. Organizar a privatização, a concessão, deixar isso organizado até o final da minha gestão junto com o governador Doria e o vice-governador Rodrigo Garcia será uma marca importante da minha gestão”, afirmou em resposta a jornalistas.

Confira os destaques abaixo:

Braskem (BRKM5, R$ 58,58, +1,95%)

Segundo a coluna do Broad, a venda da fatia da Novonor (antiga Odebrecht) na Braskem, deve ser postergada. A princípio, a ideia era concretizar o negócio este ano para aproveitar a alta no ciclo da petroquímica e das commodities – uma vez que não é certeza que o patamar se mantenha por mais tempo.

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Leia também: Oferta de ações da Braskem volta à mesa para saída de acionistas

Quando o plano de recuperação judicial da então Odebrecht foi desenhado, a expectativa era de que o grupo levantasse R$ 18 bilhões com sua parte, que equivale a 50,1% do capital votante e 38,3% do capital total da empresa. Graças ao ciclo positivo do setor e ao enquadramento dos problemas em suas operações em Alagoas e no México, a Braskem vale hoje mais de R$ 40 bilhões em Bolsa.

Gerdau (GGBR4, R$ 27,65, -0,14%)

O Conselho de Administração da Gerdau aprovou a reorganização de subsidiárias no México, informou a companhia em comunicado ao mercado.

A reestruturação envolve a subsidiária Sidertúl e as suas sociedades Aceros Corsa e Gerdau Corsa – estas em parceria com o Grupo Córdova. As três companhias, todas localizadas no México, se fundirão e se tornarão uma só.

Para isso, o Grupo Córdova comprará 16,84% do capital da Sidertúl por US$ 32,5 milhões, equalizando sua participação nesta empresa com aquilo que possui nas demais. Após isso, a Gerdau aumentará de 70% para 75% sua participação na companhia resultante, que herdará o nome Gerdau Corsa.

Lojas Renner (LREN3, R$ 39,20, -0,63%)

No final da tarde da véspera, a varejista Lojas Renner informou que sofreu um ataque cibernético em seu ambiente de tecnologia na quinta-feira, que provocou indisponibilidade em parte de seus sistemas.

A Lojas Renner informou nesta manhã que as equipes continuam trabalhando para restabelecer o e-commerce em breve. A empresa destaca que todas as lojas físicas continuam abertas e operando, em atualização do comunicado divulgado anteriormente. Afirma ainda que os principais bancos de dados permanecem preservados.

No documento, a empresa diz que continua atuando de forma diligente para mitigar os efeitos causados. “As equipes permanecem mobilizadas, executando o plano de proteção e recuperação, com todos seus protocolos de controle e segurança e trabalhando para restabelecer todas as operações da companhia”.

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No comunicado lançado ontem, a Lojas Renner ressaltou que faz uso de tecnologias e padrões rígidos de segurança, e que continuará aprimorando sua infraestrutura para incorporar cada vez mais protocolos de proteção de dados e sistemas.

O Itaú BBA avaliou as informações sobre os ataques à Lojas Renner como marginalmente negativos. O banco destaca que não é a primeira vez que uma empresa sob sua cobertura foi alvo de um ciberataque, e diz que as empresas que passaram pelo problema foram capazes de normalizar suas operações rapidamente, sem grandes danos operacionais. O banco diz esperar que o mesmo ocorra no caso na Renner. O Itaú mantém recomendação outperform (perspectiva de valorização acima da média do mercado) para a Lojas Renner, e preço-alvo para 2022 de R$ 51, frente à cotação de fechamento de quinta de R$ 39,45.

JBS (JBSS3, R$ 31,71, +0,96%)

A Pilgrim’s Pride, controlada da JBS nos Estados Unidos, informou que precificou uma oferta de US$ 900 milhões em notas sênior não garantidas com vencimento em 2032. 

De acordo com comunicado da empresa, os títulos serão emitidos a 100% do valor principal agregado e terão rendimento de 3,5%. Devido à demanda significativa, o montante da emissão foi elevado de US$ 750 milhões iniciais. A venda das notas deve ser concluída em 2 de setembro.

Embraer (EMBR3, R$ 19,87, +1,58%)

A Embraer informou que está ampliando sua rede de suporte na região Nordeste dos Estados Unidos com a adição de novos serviços em Centros de Serviços Autorizados da Embraer (EASC). A Empresa concedeu a três centros a capacidade de aumentar as possibilidades para atender mais modelos de jatos executivos da Embraer.

Em nota, o diretor Global de MRO da Embraer Serviços & Suporte Frank Stevens destaca que com o crescimento da frota de jatos executivos da Embraer nos Estados Unidos, a empresa está reforçando a rede de serviços para melhor atender os clientes na região. “As três instalações oferecerão excelentes opções a esses clientes para manutenção programada e não programada, troca de componentes e peças e inspeções com diferentes níveis de complexidade”, afirma.

À Hawthorne Global Aviation Services, LLC, localizada no Aeroporto MacArthur de Long Island, em Nova York, foi outorgada a capacidade de adicionar a manutenção de aeronaves com inclusão dos jatos Phenom 100, Phenom 300, Legacy 450 e Legacy 500, além do Praetor 500 e o Praetor 600, ampliando assim suas atuais capacidades de manutenção para servir os jatos Legacy 600 e Legacy 650.

BRF (BRFS3, R$ 23,75, +0,68%)

O Conselho de Administração da BRF, uma das maiores companhias de alimentos do Brasil, aprovou uma Política de Compra Sustentável de Grãos, conforme ata de reunião do colegiado divulgada na quinta-feira. A aprovação atende o plano Visão 2030 da BRF e o compromisso de rastreabilidade assumido pela empresa em dezembro de 2020, segundo a ata, que não trouxe mais detalhes.

Vibra Energia (BRDT3, R$ 26,10, +0,12%)

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A BR Distribuidora  passa a se chamar Vibra Energia, mas manterá a atual identidade visual e o símbolo BR em sua rede de 8,3 mil postos de combustíveis em todo o Brasil, além de manter outras marcas de produtos e serviços, conforme comunicado enviado pela empresa ao mercado nesta quinta-feira. O movimento ocorre após a Petrobras (PETR3;PETR4) ter vendido sua fatia remanescente na maior distribuidora de combustíveis do país, no fim de junho. Veja mais clicando aqui. 

Alliar (AALR3, R$ 14,50, +11,03%) e Rede D’Or (RDOR3, R$ 75,70, +3,05%)

A empresa de diagnósticos médicos Alliar AALR3.SA disse nesta sexta-feira que acionistas com 50,192% da empresa assinaram um acordo de acionistas um dia depois de fundos de investimento ligados ao empresário Nelson Tanure comprarem cerca de 26% da companhia. (Full Story)

A ação de Tanure, anunciada na quinta-feira, complica uma proposta de aquisição feita pela rede de hospitais Rede D’Or. A assessoria de comunicação de Tanure disse que ele não fazia parte do acordo de acionistas de sexta-feira.

Já no radar da Rede D’Or, a companhia anunciou a compra dos 20% de participação remanescentes do Hospital Aliança, localizado em Salvador (BA), por R$ 350 milhões.

Somando-se os valores, a Rede D’Or pagou R$ 1,150 bilhão pelo ativo. A aquisição foi feita pela afiliada Hospital Esperança S.A. Segundo fato relevante, a previsão de receita para o Hospital Aliança em 2022 é de R$ 700 milhões.

CVC (CVCB3, R$ 19,83, +3,82%)

A CVC  teve seu rating elevado de brB para brBB pela agência de classificação de risco Standard & Poor’s.

Arco Educação (ARCE: Nasdaq) 

A Arco Educação teve prejuízo de R$ 20 milhões no segundo trimestre de 2021, ante lucro de R$ 16,3 milhões registrado no mesmo período de 2020. No critério ajustado, o resultado trimestral foi positivo em R$ 36,4 milhões.

Já a receita da empresa cresceu 9,1%, para R$ 256 milhões.

O Credit Suisse reforçou sua visão otimista para a Arco , citando indicadores positivos para o valor do contrato anual (ACV na sigla em inglês), que dão suporte a sua visão positiva sobre a empresa. O banco diz esperar que a companhia volte a um nível de crescimento orgânico de cerca de 20%, o que representaria uma forte aceleração em relação ao dígito único observado em 2021.

O banco diz que a continuidade da vacinação e a volta de aulas presenciais devem dar suporte a um bom segundo semestre em termos de novas vendas. O banco diz avaliar que as ações são negociadas em um nível atrativo, de 27 vezes a relação entre preço e rendimentos (P/E em inglês) em 2021, e 20 vezes em 2022. O banco mantém avaliação outperform e preço-alvo de US$ 46, frente à cotação de US$ 26,27 dos papéis ARCE na quinta na Nasdaq.

Burger King Brasil (BKBR3, R$ 9,32, +4,84%)

Após a correção recente de preços do Burger King Brasil, o Itaú BBA atualizou a sua nota para a empresa de market perform (perspectiva de valorização dentro da média do mercado) para outperform (acima da média), avaliando que a valoração é atrativa. O banco diz que, com o nível atual de valoração, vê com menos ressalvas a perspectiva de diluição de curto prazo com a compra da DPB. O preço-alvo para 2022 indicado pelo Itaú é R$ 12,5, frente à cotação de quinta de R$ 8,89.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

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A alta dos combustíveis poderia ser evitada sem o fantasma das intervenções

“Efeito borboleta” é uma analogia criada pelo matemático e meteorologista Edward Lorenz para descrever como um pequeno evento pode ser responsável por causar uma grande consequência em ambiente dinâmico e não linear.

Lorenz utiliza o exemplo de uma borboleta batendo as asas na América do Sul como início de uma cadeia de eventos que culmina em um furacão no Texas, Estados Unidos.

Na prática, o exemplo citado, a despeito de soar absurdo, serve para demonstrar como sistemas complexos e dinâmicos, como o clima, são imprevisíveis, uma vez que podem ser alterados a qualquer instante.

Esta teoria em si acabou por se expandir para diversas áreas do conhecimento humano, como a própria história, ou economia.

Dentre os inúmeros casos do tipo dentro da economia brasileira, por exemplo, talvez o de junho de 2013 seja o mais interessante.

O marco mais relevante dos protestos de rua no Brasil nasceu por uma briga entre a então presidente da República, Dilma Rousseff, e o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad.

Dilma tentou fazer com que Haddad aumentasse os subsídios e impedisse um aumento nas tarifas de ônibus em São Paulo.

A lógica ali era simples. O aumento de preço das passagens era parte do índice da inflação. Se Haddad usasse dinheiro público para pagar os custos e a passagem não subisse, o índice de inflação não iria subir.

Essa prática de “fraude” nos índices de inflação foi bastante comum, em especial nos chamados “preços administrados”, aqueles que dependem de autorização de agências reguladoras.

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Apenas na política de congelamento de preços da Petrobras (PETR3;PETR4), estimasse que os acionistas (como o governo), tenham perdido R$ 120 bilhões para garantir que a gasolina não subisse de valor na bomba.

No caso de São Paulo e o aumento de “20 centavos”, como no da Petrobras, Dilma derrotou Haddad, mantendo o preço e forçando gastos com subsídios.

No meio do caminho, porém, o país viu uma série de protestos e insatisfações com o governo emergirem na rua, puxada inicialmente por um protesto contra este aumento.

Os protestos se tornaram amplos, e mesmo sem perceber, a população em geral protestava contra as consequências acumuladas por essas medidas fiscais controversas.

A bomba criada pelo represamento de preços de combustíveis, manipulação do orçamento e falta de confiança, explodiria em 2015.

Naquele mesmo ano a conta de luz, outra que havia sido manipulada em 2013, subiu em média 51%. Combustíveis, alimentação, saúde e outros diversos setores também tiveram altas expressivas. No total a inflação chegou a 10.37%.

Deste escombro, em 2016, restaria uma vítima principal: a Petrobras.

A estatal foi abalada sob todas as perspectivas. Pagou caro por produtos de pior qualidade, teve prejuízos sucessivos, sofreu saques em contratos fraudulentos e viu sua dívida explodir.

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Em 2016, a Petrobras chegou a ser a petroleira mais endividada do mundo.

Se hoje a dívida caiu e os lucros voltaram, foi por um longo processo de correções que, como não poderia deixar de ser, também gerou problemas pelo caminho.

A Petrobras assumiu uma política de preços que segue o padrão internacional, deixando de incorrer em prejuízos pra ajudar o consumidor brasileiro.

Pode parecer polêmico, mas convenhamos que não deveria ser tarefa de uma estatal subsidiar a parcela mais rica da população, que pode se dar ao luxo de manter um carro em um país onde metade dos trabalhadores vivem com menos de um salário mínimo.

Ainda que muitos discordem, esta política de paridade de preços tem sido a adotada desde a gestão de Pedro Parente.

Como consequência, vimos uma greve dos caminhoneiros que derrubou a economia e fez o governo incorrer em novos subsídios (desta vez usando diretamente o orçamento e não a estatal).

Neste exato momento, porém, a dose aplicada para corrigir o problema começa a enfrentar desafios maiores.

A Petrobras voltou a ser lucrativa, mas os combustíveis saíram de controle. O preço da gasolina já subiu 28% na bomba neste ano.

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Seria bobo culpar a empresa pelos aumentos de preços atuais, tendo em vista que ela apenas segue preços internacionais.

Neste caso, há de se considerar a política monetária e tributária do país. Os dois grandes vilões atuais.

No caso da política monetária, que envolve a moeda brasileira, há um problema por parte do Banco Central, que errou na dose quando o assunto são os juros e perdeu o controle da inflação e do câmbio.

Por conta disso, o Banco Central deve seguir aumentando os juros.

Mas, como ressalta o próprio presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, nem tudo neste caso depende do BC. Há uma agenda fiscal perigosa por parte do governo e congresso.

Dentre os fatores, a possibilidade de que os gastos aumentem para bancar programas sociais em ano eleitoral, uma dívida com precatórios que não se sabe como será paga. Além, é claro, da ausência de uma reforma tributária, parada no Congresso.

Do ponto de vista tributário temos um problema conhecido, e que faz o ICMS ser o outro grande vilão da alta de preços.

Isso ocorre pois o ICMS é calculado com base em um preço de referência. Este preço por sua vez aumenta toda vez em que a Petrobras reajusta seus preços nas refinarias.

Em resumo: imagine que o preço do combustíveis seja de R$ 2, e que o ICMS seja de 20%. O imposto seria de R$ 0,40. Caso o preço base aumente para R$ 3, o imposto seria de R$ 0,60. Como mencionei neste texto aqui, esse é o principal motivo pelo qual a inflação beneficia os governos. Ela eleva a arrecadação mesmo mantendo a alíquota igual.

Boa parte dos estados hoje cobra mais ICMS sobre combustíveis, ainda que as alíquotas tenham se mantido iguais.

Alterar isso é uma das funções de uma reforma tributária. Trata-se de algo urgente, em especial, pois o ICMS é um imposto discricionário.

Na prática, estados cobram mais impostos de combustíveis, energia e telecomunicações, por serem “fáceis de tributar”. Todos os 3 são, além de ótima fonte de arrecadação, insumos básicos para empresas.

Não é razoável portanto cobrar mais impostos pq o custo do produto subiu. Soa anacrônico, como nosso sistema tributário em si.

Sem voltarmos para os tempos onde os subsídios e maquiagens eram escondidos por detrás de balanços da estatal, seria possível, e positivo, agirmos por meio de um fundo de compensação.

Em teoria, este deveria ser o papel da CIDE, que já se perdeu em função e hoje é meramente arrecadatório.

Ainda assim, seria importante buscarmos maneiras de impedir que os preços variem da forma como estão variando.

É uma tarefa importante, dada a capilaridade do setor de transportes sobre os preços na economia e na composição dos custos de diversos produtos.

Sem ideias mirabolantes, utilizando os gordos dividendos que a estatal deve pagar ao governo este ano, seria possível corrigir essas distorções. O problema, é claro, é que este é um desafio político dentre tantos.

Se o governo irá olhar para o preço dos combustíveis ou buscar aumentam benefícios sociais, ou ainda, custear dívida, dependerá da maneira como a política pública é pensada no país. É aí que mora o perigo.

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Radar da próxima semana: Petrobras elege conselho, Afya divulga balanço e mais eventos

Edifício da Petrobras (Shutterstock)

(Bloomberg) — A Petrobras reúne os acionistas em assembleia para eleger 8 dos 11 membros do conselho e o presidente do colegiado. O governo federal indicou a recondução de Eduardo Bacellar Leal Ferreira para a presidência do conselho, além de indicar o atual presidente, Joaquim Silva e Luna, para um dos assentos. A brasileira Afya, listada na Nasdaq, reporta resultados do 2º trimestre. Acompanhe a movimentação no mercado corporativo:

A semana

  • 23/agosto: Nada previsto até o momento
  • 24/agosto: Nada previsto até o momento
  • 25/agosto: Nada previsto até o momento
  • 26/agosto: Brasileira Afya Ltd, que atua na área de educação médica e é listada na Nasdaq, divulga resultados do 2T21
  • 26/agosto: Magazine Luiza promove AGE para discutir a aquisição da Kabum
  • 27/agosto: Petrobras promove AGE para eleger membros do conselho
  • 27/agosto: Aneel divulga nova bandeira tarifária para o mês de setembro

Pelas bordas

Enquanto espera que o conselho e os acionistas da Alliar apreciem sua proposta de aquisição, a Rede D’Or segue adquirindo ações da companhia na bolsa. Companhia já comprou 1,1 milhão de ações da Alliar no dia 17 de agosto, segundo comunicado, além de 2,54 milhões no dia 16 de agosto. Proposta da Rede D’Or é de R$ 11,50 por ação e condicionada à aquisição de, no mínimo, 15% do capital, ou 17,7 milhões de papéis da Alliar. Fontes ouvidas pelo Valor na condição de anonimato afirmam que os controladores acharam a proposta baixa.

Foco ajustado

Depois de se desfazer da Extrafarma e da ConectCar, a Ultrapar acertou a venda da Oxiteno para a tailandesa Indorama Ventures e se prepara para concentrar esforços nas verticais de energia e infraestrutura, segundo comunicado. O Grupo Ultra estaria negociando a compra da refinaria Alberto Pasqualini (Refap) da Petrobras e avalia fazer aquisições também na área de gás natural, segundo o Valor Econômico.

Mais ofertas à vista

A bolsa como opção para captação de recursos segue atraindo interessadas entre as empresas dos mais diversos segmentos. A Guararapes Painéis, do segmento de madeira, contratou bancos e avalia um IPO. A Entalpia, fabricante de componentes eletrônicos, retomou os planos de abertura de capital, interrompidos em abril. Lupo, Comerc Energia e a rede de hamburguerias Madero também engrossam a lista.

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“Feirão” de campos da Petrobras pode acabar neste ano

(Divulgação)

O grande “feirão” de campos produtores de petróleo e gás da Petrobras (PETR3; PETR4) tem data marcada para acabar: 31 de dezembro de 2021, segundo determinação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Nos últimos anos, empresas petrolíferas de médio porte ganharam musculatura ao adquirir ativos da estatal. Mas, a partir de 2022, vão precisar buscar outra estratégia. Outra mudança esperada é o surgimento de um mercado secundário, de sobra de ativos adquiridos da estatal pelas independentes, mas considerados menos adequados à estratégia desses negócios.

A Petrobras intensificou o programa de desinvestimento de concessões a partir de 2016, quando colocou a reorganização das suas finanças no centro das preocupações e passou a se concentrar no pré-sal. Dezenas de campos produtores em terra e águas rasas foram colocados à venda, além de áreas exploratórias, ainda sem descobertas. A maioria delas está localizada na região Nordeste do País.

Parte desse esforço de desinvestimento partiu também da ANP, que exigiu da Petrobras um posicionamento sobre 183 campos paralisados, sem decisão de investimento. A reguladora deu à empresa a opção de reter alguns deles ou de devolvê-los. A estatal decidiu, então, retomar o investimento em alguns, devolver outros e vender o restante. O prazo para se desfazer das últimas áreas termina no dia 31 de dezembro.

Prorrogação

O prazo inicial de devolução se esgotou, na verdade, no fim do ano passado. Mas a companhia argumentou à ANP, na época, que estava com dificuldade de concluir as negociações e conseguiu estender o prazo por mais um ano. Procurada, a agência não se manifestou se irá prorrogar a data mais uma vez.

Atualmente, a Petrobras tem seis ativos de exploração e produção de óleo e gás à venda. Apenas um deles – o do campo de Marlim, na Bacia de Campos (RJ) – está em fase final de licitação. Os demais entraram em fase vinculante, de negociação direta com os interessados.

O mercado de campos da Petrobras tem atraído petrolíferas independentes com foco em áreas que não exigem esforço de exploração e, por isso, também não impõem ao investidor o risco de colocar dinheiro para perfurar um poço e não encontrar nada.

Boa parte dessas áreas é madura, ou seja, já está em fase de declínio da produção. Para prolongar a vida útil dessas concessões, as independentes só precisam investir em tecnologias de recuperação, além de construir um plano de redução de custo, como faz toda petrolífera.

Essa tem sido a estratégia adotada por petrolíferas independentes que despontaram no mercado brasileiro recentemente. É o caso de PetroRio, Enauta, 3R Petroleum, PetroRecôncavo, Trident, Perenco, Origem, Imetame e Petro-Victory.

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Esses negócios se diferenciam em tamanho e caixa, o que interfere na qualidade dos ativos dos seus interesses. As maiores costumam apostar em águas rasas e as menores, em terra. Esse grupo de empresas compartilha, no entanto, o apetite por uma fatia do mercado que antes estava nas mãos das gigantes do segmento.

Mauro Destri, diretor de Óleo e Gás da consultoria Alvarez & Marsal, ressalta que a produção em concessões não operadas pela Petrobras em bacias maduras saltou de 4,7 mil barris de óleo equivalentes ao dia (boe/dia), em junho de 2016, para 23,4 mil boe/dia em igual mês deste ano. Os dados são do último boletim de produção divulgado pela ANP.

“Hoje, estamos todos ansiosos com os desinvestimentos dos campos de Albacora e Albacora Leste, polos terrestres na Bahia, Sergipe, Alagoas e Potiguar (Mar e Terra)”, afirmou.

Incerteza

Alguns investidores questionam, no entanto, se a Petrobras vai conseguir concluir a venda dos ativos ainda neste ano. “São processos complexos e, como são poucas as informações oficiais, especula-se que dificilmente serão encerrados ainda este ano, apesar do prazo estabelecido pela ANP e dos sucessivos adiamentos”, diz Anabal Santos Júnior, diretor executivo da Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Petróleo e Gás (Abpip).

Ele acredita que, concluídos os desinvestimentos da Petrobras, os investidores devem recorrer ao leilão de oferta permanente de áreas para exploração, promovida pela ANP, no qual são oferecidas áreas que ficaram sem oferta em licitações passadas ou foram devolvidas. Para as empresas que focam exclusivamente em campos produtores, a melhor saída será a compra de ativos de outras petrolíferas, além da Petrobrás.

A PetroRio, por exemplo, diz que o seu crescimento não está condicionado às vendas da estatal. De acordo com Emiliano Fernandes, diretor de recursos humanos, regulação e jurídico da PetroRio, a empresa não comprou muitos ativos da estatal. “É indiscutível que ela tem mais de 90% do mercado e seus desinvestimentos são uma oportunidade. Mas a gente tem um território profícuo e esse é um mercado gigante”, afirma.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Oferta de ações da Braskem volta à mesa para saída de acionistas

(Bloomberg) — Uma oferta pública de ações está de volta como uma possível estratégia de saída dos acionistas controladores de uma das maiores petroquímicas do mundo, a Braskem (BRKM5), segundo pessoas a par do assunto.

A Novonor, ex-Odebrecht, contratou o Morgan Stanley para vender sua participação de 38,3% na Braskem como parte dos esforços para se recuperar após o escândalo de corrupção no Brasil, disseram as pessoas, pedindo para não serem identificadas, pois as discussões não são públicas. A Petrobras, que tem 36,1% da Braskem, confirmou a contratação da JPMorgan.

A Petrobras (PETR3;PETR4) e a Novonor não responderam imediatamente a pedidos de comentários.

Uma venda pode assumir diferentes formatos. Um deles é uma transação privada. Mas isso está se tornando caro para os compradores em potencial, já que o valor de mercado da Braskem mais do que dobrou este ano, para US$ 7,9 bilhões, e pode forçar uma oferta pública para todas as ações.

Outra opção é vender a Braskem em pedaços para atrair compradores que não estão interessados ​​em todo o negócio, embora isso possa deixar os proprietários com alguns ativos difíceis de vender, disseram as pessoas.

Agora, uma alternativa de volta à mesa é uma venda pública coordenada de ações, com a Novonor e a Petrobras vendendo partes de suas participações no mercado em muitas transações. Essa opção tem apelo para a Petrobras, empresa estatal que precisa prestar contas aos contribuintes, após a venda com sucesso de sua unidade de distribuição de combustível de maneira semelhante.

Ainda assim, a opção de oferta pública também apresenta algumas complicações. A Novonor tem 50,1% do capital votante, enquanto a Petrobras tem 47%, com controle dividido por acordo de acionistas. Esse pacto precisaria ser revisto e a governança corporativa melhorada.

O plano de oferta pública do capital da Braskem já havia sido considerado em 2019, e precisaria da unificação das classes de ações e listagem da empresa no “Novo Mercado” da B3, disse à época a diretora Anelise Lara. A ideia seria criar uma corporação com controle pulverizado no mercado, disse ela.

Não há decisão sobre o modelo de venda e qualquer transação levaria tempo para acontecer.

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A Braskem é um ativo valioso para a Novonor, um conglomerado que está lutando para se recuperar após o escândalo de corrupção que deixou a indústria da construção de joelhos e levou muitos executivos à cadeia. A Novonor pagou milhões em multas em outros países da América Latina e viu seu pipeline de projetos diminuir. As participações da Braskem na Novonor são dadas como garantia para empréstimos de bancos brasileiros, incluindo o banco de desenvolvimento BNDES.

Novonor e Petrobras vem tentando vender a Braskem há anos, sem sucesso.

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BR Distribuidora muda de nome e agora é Vibra Energia

Posto da Petrobras (Divulgação)

SÃO PAULO – A BR Distribuidora (BRDT3) informou nesta quinta-feira (19) que mudará de nome e passará a se chamar Vibra Energia.

Segundo a companhia, o novo nome e design referem-se “ao movimento constante, necessário para impulsionar pessoas e negócios, sem abrir mão de remeter a um Brasil que faz, realiza e vai além”.

De acordo com comunicado ao mercado, a nova identidade corporativa marca um processo de transformação “organizacional e cultural” da companhia, baseado em um compromisso com os clientes, relacionamento com os diferentes públicos, em uma proximidade e conveniência com os clientes, bem como, em uma visão de futuro baseada em agilidade e inovação.

A empresa destaca ainda que caminha para a transição energética e que vem investindo na melhoria dos seus padrões de governança e nos temas ESG (de melhores práticas ambientais, sociais e de governança).

Leia também:
Com cenário mais volátil no Brasil, Bradesco BBI vê ação da PetroRio como “hedge” no setor de petróleo e gás

Atualmente, a Vibra conta com um portfólio de mais de 18 mil clientes corporativos, em segmentos como aviação, transporte, comércio, indústrias eletrointensivas, produtos químicos, supply house e agronegócio.

No mercado automotivo, a Vibra é licenciada da marca Petrobras e continuará com a atual identidade visual e símbolo “BR” nos postos de combustíveis, segundo o comunicado.

Em lubrificantes, a empresa se autodeclara líder de mercado com a linha Lubrax, que possui mais de 600 itens para aplicações automotivas, industriais, marítimas e ferroviárias.

Na conveniência, a Vibra Energia atua nos postos com a marca BR Mania, enquanto a maca BR Aviation abastece aeronaves em mais de 90 aeroportos brasileiros.

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Ação da Vale cai 5%, abaixo de R$ 100, com derrocada do minério; Petrobras têm baixa com petróleo, bancos passam a cair

SÃO PAULO – Maior aversão ao risco após o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) sugerir que pode começar a reduzir suas compras de ativos antes do fim do ano, preocupações sobre possível aperto regulatório na China, avanço da variante delta do coronavírus pelo mundo.

Tudo isso leva a um maior mau humor dos investidores. O impacto é principalmente nas commodities, com as crescentes preocupações com a produção de aço na China (tanto por medidas do próprio país quanto pelo risco da variante delta) afetando o mercado. O minério de ferro caiu 12% e Singapura e 7% em Dalian, na China, contribuindo para a derrocada de cerca de 5% da ação da Vale (VALE3), que opera abaixo de R$ 100 pela primeira vez desde abril.

CSN (CSNA3) tem queda ainda mais forte, de quase 6%, Usiminas (USIM5) tem baixa de cerca de 4%, enquanto Gerdau (GGBR4) tem perdas menores, mas ainda assim acima de 2%.

A sessão também é de perdas para os principais contratos futuros do WTI e do brent, que caem cerca de 3%, e também afeta Petrobras (PETR3;PETR4), com baixa de cerca de 2%.  PetroRio (PRIO3) abriu em queda forte, mas passou a operar perto da estabilidade. Em relatório, o BBI destacou preferência pela ação da companhia no setor de petróleo e gás no Brasil em meio ao cenário mais volátil (veja mais clicando aqui).

Os bancos chegaram a amenizar as perdas do índice ao registrarem ganhos, mas a maior parte deles passaram a ter queda, caso de Itaú (ITUB4) e Bradesco (BBDC4), enquanto Banco do Brasil (BBAS3) opera quase estável.

As ações da Eneva (ENEV3), por sua vez, avançam mais de 2% após a companhia ter a recomendação iniciada pelo Bank of America com preço-alvo de 19,00, um potencial de alta de 24% em relação ao fechamento da véspera.

Confira mais destaques abaixo:

A Vale comunicou que recebeu “com surpresa”, pela mídia, a notícia de que o Ministério Público do Estado de Minas Gerais (MP-MG) propôs um incidente de desconsideração da personalidade jurídica da Samarco, em que solicitou que suas duas sócias fossem integradas ao processo de recuperação judicial em curso. A mineradora afirma que não foi formalmente notificada da ação, e apresentará a sua defesa no prazo legal.

O MP-MG entrou com uma ação judicial na qual pede que a brasileira Vale e a australiana BHP Bilinton, donas da Samarco, arquem com todas as dívidas de sua controlada, que somam cerca de R$ 50 bilhões, conforme o pedido de recuperação judicial da empresa.

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Ainda no radar, a Vale informa que assinou um Memorando de Entendimento com a Ternium, no qual ambos concordaram em buscar oportunidades para desenvolver soluções para a siderurgia focadas na redução das emissões de gás carbônico.

A Vale e a Ternium pretendem desenvolver estudos de viabilidade econômica de potenciais investimentos em (a) uma planta de briquetes de minério de ferro localizada nas instalações da Ternium Brasil; e (b) plantas para produzir metálicos com baixa emissão de carbono, utilizando a tecnologia Tecnored, HYL e outras tecnologias para a redução de ferro.

A Petrobras retomou o processo de arrendamento do seu Terminal de Regaseificação de Gás Natural Liquefeito (GNL) na Bahia para a texana Excelerate Energy, única a apresentar proposta em uma licitação do ativo feita em junho.

O negócio havia sido interrompido pela desclassificação da empresa norte-americana, que recorreu e retirou do contrato os “vícios insanáveis” apontados pela Petrobras para sua desclassificação.

Ainda em destaque, a Petrobras ampliou a oferta de combustíveis para térmicas, o que permitiu aumentar, em nove meses (de setembro de 2020 a junho de 2021), a geração termelétrica de suas usinas e de clientes de cerca de 2 mil megawatts (MW) para quase 8 mil MW.

A Copel lançou na quarta o Programa de Demissão Incentivada (PDI), em função da venda da Copel Telecom. Segundo a empresa, o PDI é estimado em R$ 80,6 milhões de indenizações, com prazo para adesão no período de 18 a 31 de agosto deste ano e com os desligamentos previstos para 15 de fevereiro de 2022.

A Braskem confirmou que fechou com a Nexeo Plastics uma parceria de distribuição de filamento de polipropileno (PP) e pellets para fabricação de aditivos. O acordo irá ampliar a distribuição internacional dos produtos da petroquímica para a América do Norte e Europa.

A Ambipar informou que apresentou à CVM pedido de oferta pública inicial de distribuição primária de ações de sua controlada Environmental ESG Participações, que atua no segmento de soluções ambientais para gestão e valorização de resíduos pós e pré-consumo e na gestão de gases do efeito estufa e originação de créditos de carbono.

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A agência Standard & Poor’s elevou de estável para positiva a escala global da JBS, com a classificação de crédito em BB+, informou a segunda maior companhia de alimentos do mundo nesta quarta-feira.

Vinci Partners (NASDAQ:VINP)

A Vinci Partners, que abriu seu capital em janeiro deste ano na Nasdaq, fechou o segundo trimestre do ano com um lucro líquido de R$ 53,4 milhões, representando uma alta de 53% em relação ao mesmo período do ano passado. Em seis meses, o lucro foi de R$ 100,4 milhões, um crescimento de 53% em relação ao mesmo período no ano anterior.

O Itaú BBA avalia que os resultados divulgados pela Vinci Partners relativos ao segundo trimestre de 2021 ficaram levemente acima de suas estimativas. O lucro ficou 4% acima da projeção do banco, que mantém recomendação outperform para a empresa, e preço-alvo para 2021 em US$ 18 para os papéis VINP, negociados por US$ 13 na quarta na Nasdaq.

Alliar (AALR3) e Rede D’Or (RDOR3)

A Alliar (Centro De Imagem Diagnósticos) informou que a Rede D’Or comprou mais 63 mil ações ordinárias de emissão da companhia nesta quarta-feira, 18, totalizando R$ 721,95 mil, após outras aquisições informadas na segunda e terça-feira. Até esse momento, a empresa possui 3,708 milhões de ações da Alliar.

A companhia de alimentos BRF inaugurou na quarta-feira uma nova fábrica de salsichas localizada em Seropédica (RJ), com investimento em torno de R$ 300 milhões, atenta a uma demanda excedente pelo produto que ganhou fôlego durante a pandemia da Covid-19.

Mercado Livre (MELI34)

O Mercado Livre anunciou na quarta-feira acordo para ser acionista do Aleph Group com a aquisição de participação de US$ 25 milhões na empresa de mídia digital, que opera na América Latina por meio da Internet Media Services (IMS).

Após a alteração de seu nome, a antiga Duratex, que agora se chama Dexco, vai mudar o seu ticker na Bolsa de DTEX3 para DXCO3, com mudança que passe a valer a partir do pregão desta quinta.

A Sinqia, provedora de tecnologia e inovação para o mercado financeiro, anunciou parceria com a TechRules. A parceria será por meio do Torq Ventures – programa de Corporate Venture Capital (CVC) da empresa.

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A TechRules é uma empresa espanhola líder em consultoria e fornecimento de software de gerenciamento de patrimônio para entidades financeiras a nível internacional.

“Com o acordo, a Sinqia passará a oferecer soluções robustas e escaláveis, por meio de APIs para o serviço de private wealth, incluindo a gestão de grandes fortunas”, destaca a companhia em comunicado.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

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Pré-sal: excedentes da cessão onerosa responderão por 56% da produção

(Crédito: Shutterstock)

Estudo inédito apresentado hoje (18) a investidores estrangeiros pela Pré-Sal Petróleo (PPSA), durante evento promovido pela Câmara de Comércio Brasil-Texas em Houston, Estados Unidos, revela que os quatro contratos de volumes excedentes da cessão onerosa (Búzios e Itapu, já assinados, e Sépia e Atapu, que irão a leilão em dezembro), deverão responder por 56% da produção em regime de partilha até 2030.

A produção total das quatro áreas alcançará 4 bilhões de barris de petróleo na década.

O encontro ocorreu em paralelo à Offshore Technology Conference, considerada o maior evento mundial do petróleo, que começou segunda-feira (16) e termino nesta quinta (19). O estudo foi apresentado pelo diretor-presidente da PPSA, Eduardo Gerk.

Considerando outros 15 contratos, a produção estimada total para o regime de partilha, no período, será superior a 7 bilhões de barris.

Segundo Gerk, a União terá direito, ao longo de dez anos, a uma produção superior a 900 milhões de barris de petróleo, dos quais 43% são referentes aos quatro contratos. A comercialização da parcela da União será feita pela PPSA.

Gerk informou aos representantes da indústria fornecedora presentes ao encontro que os investimentos estimados nos 19 contratos, até 2030, totalizam US$ 164 bilhões.

Metade dos recursos deverá ser realizada pelos consórcios de Búzios, Itapu, Sépia e Atapu, que investirão 44% em poços, 30% em equipamentos subsea (submarinos) e 26% em unidades flutuantes de produção, armazenamento e transferência (FPSOs, do nome em inglês).

Criada em 2013, a Pré-Sal Petróleo atua em três frentes: gestão dos contratos de partilha de produção, gestão da comercialização de petróleo e gás natural e representação da União nos acordos de unitização, ou individualização.

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