Ibovespa engata alta e se aproxima dos 129 mil pontos; dólar cai a R$ 5,09

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SÃO PAULO – O Ibovespa engata alta nesta quarta-feira (2) e se aproxima do sexto dia de ganhos consecutivo. Com a valorização do petróleo Brent, que se mantém acima dos US$ 70 por barril, as ações da Petrobras (PETR3; PETR4) avançam. Bancos e Vale (VALE3) também se encontram na ponta positiva.

Vale lembrar que hoje é véspera do feriado de Corpus Christi, quando a B3 estará fechada e, portanto, os investidores brasileiros não poderão zerar operar ações e derivativos. As bolsas em Wall Street, por outro lado, estarão abertas.

Se o rali das commodities já impulsionava o movimento positivo no mercado, ontem, o PIB (Produto Interno Bruto) do primeiro trimestre surpreendeu e acabou se tornando mais um ponto de otimismo. A atividade econômica se expandiu em 1,2% na comparação com o quarto trimestre e 1% ante o primeiro trimestre de 2020. O número gerou uma onda de revisões acerca das perspectivas para o desempenho da economia no ano de 2021.

Já hoje foi divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) a produção industrial no mês de abril, que caiu 1,3% ante março, resultado bem abaixo do esperado pelos economistas. A expectativa média para o dado era de crescimento de 0,1%, segundo dados compilados pela Refinitiv. Na comparação anual, por sua vez, a produção industrial avançou 34,7%, também abaixo dos 37% estimados pelo mercado.

Lá fora, os investidores aguardam pela divulgação do Livro Bege pelo Federal Reserve, que poderá dar mais indicações sobre o ritmo da atividade econômica nos EUA, às vésperas do Relatório de Emprego, que será divulgado na manhã de sexta-feira (4).

Às 11h59 (horário de Brasília), o Ibovespa tinha alta de 0,41%, a 128.790 pontos.

Enquanto isso, o dólar comercial opera em queda de 0,98% a R$ 5,095 na compra e a R$ 5,096 na venda. Já o dólar futuro com vencimento em julho registra perdas de 1,12% a R$ 5,105.

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2022 cai um ponto-base a 5,10%, o DI para janeiro de 2023 tem queda de cinco pontos-base a 6,71%, o DI para janeiro de 2025 recua sete pontos-base a 7,83% e o DI para janeiro de 2027 registra variação negativa de 11 pontos-base a 8,33%.

Voltando ao exterior, apesar de notícias sobre suspensão temporária da produção, as ações da Toyota, no Japão, subiram 2,18%, e as da Honda, 4,55%. Foi informado que as fabricantes de automóveis suspenderam temporariamente a produção na Malásia devido ao lockdown nacional, que se iniciou na terça.

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Já na Europa, o temor quanto à inflação e uma potencial mudança de política do Fed pesam sobre o mercado. Investidores dos dois lados do Atlântico aguardam a divulgação de dados de emprego dos EUA nesta semana, assim como as próximas reuniões do Fed e do Banco Central Europeu.

Entre os indicadores econômicos da região, foi divulgada a inflação medida pelo IPP (Índice de Preços ao Produtor) na Zona do Euro, que marcou 7,6% em abril na comparação anual, frente a projeção de 7,3% e ao patamar anterior, de 4,3%.

Covid no Brasil

Na terça (1º), a média móvel de mortes por Covid em 7 dias no Brasil ficou em 1.870, queda de 4% em comparação com o patamar de 14 dias antes. Em apenas um dia, foram registradas 2.346 mortes.

As informações são do consórcio de veículos de imprensa que sistematiza dados sobre Covid coletados por secretarias estaduais de Saúde no Brasil, que divulgou, às 20h, o avanço da pandemia em 24 h.

A média móvel de novos casos em sete dias foi de 61.370, queda de 5% em relação ao patamar de 14 dias antes. Em apenas um dia foram registrados 77.898 casos. 46.224.872 pessoas receberam a primeira dose da vacina contra a Covid no Brasil, o equivalente a 21,38% da população. A segunda dose foi aplicada em 22.374.235 pessoas, ou 10,57% da população.

Em sua fala à CPI do Senado, a médica Nise Yamaguchi negou a tentativa de mudar a bula da cloroquina de forma que ela passasse a recomendar o remédio contra a Covid. O medicamento é recomendado para tratar o protozoário causador da malária, mas não tem eficácia cientificamente comprovada contra a Covid.

A fala de Nise contradiz os depoimentos do ex-ministro da Saúde Henrique Mandetta, e do presidente da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), Antonio Barra Torres.

Nise também afirmou desconhecer a existência de um “gabinete paralelo” que orientava o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) à margem das recomendações do próprio Ministério da Saúde. Ela afirmou que opinava como cientista em reuniões técnicas do Ministério.

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Em determinado momento da CPI, o senador Otto Alencar (PSD-BA), que é médico, pressionou Nise com questões técnicas sobre o coronavírus, e a questionou sobre a diferença entre um vírus e um protozoário.

Nesta quarta, fala à CPI a infectologista Luana Araújo. Ela permaneceu 10 dias no governo, como secretária do Ministério da Saúde responsável pelo combate à Covid. Com seu depoimento, os senadores devem obter informações sobre a gestão de Marcelo Queiroga, que será ouvido pela segunda vez na semana que vem.

Além disso, o presidente Jair Bolsonaro elogiou na terça-feira o acordo de transferência de tecnologia por meio do qual a Fiocruz passará a produzir vacinas da AstraZeneca contra Covid-19. O contrato dá ao Brasil as diretrizes sobre a fórmula e o passo a passo da produção, de modo que o país deixará de precisar importar o IFA (ingrediente farmacêutico ativo) da China. A Fiocruz passará a ter o direito de produzir e entregar o insumo.

Bolsonaro aproveitou o evento para elogiar o trabalho dos ex-ministros general Eduardo Pazuello, da Saúde, e Ernesto Araújo, das Relações Exteriores, na negociação. “Nisso que acabamos de assinar agora, ou melhor, fazer aqui uma devida ressalva, cumprimentar o trabalho do antecessor do Queiroga, o Eduardo Pazuello, e do antecessor também do Carlos França, Ernesto Araújo, que trabalharam e muito nessa questão deste acordo que acabamos de assinar”, disse ele.

Mais cedo, Pazuello havia sido nomeado para o cargo de secretário de Estudos Estratégicos da SAE (Secretaria de Assuntos Estratégicos) da Presidência da República.

O ex-ministro, que é general da ativa, vai despachar no Palácio do Planalto, no momento em que enfrenta um processo disciplinar no Exército por ter participado de um ato político em defesa do governo, no Rio de Janeiro, há 10 dias. Esse tipo de participação é vedado aos militares da ativa.

Bolsonaro aproveitou a cerimônia de assinatura do contrato de transferência tecnológica para anunciar que os governadores do Rio de Janeiro, Goiás, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal concordaram em sediar jogos da Copa América.

Ao iniciar seu discurso, Bolsonaro disse que serão observados no torneio os mesmos protocolos de segurança sanitária da Copa Libertadores.

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E o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu prazo de cinco dias para o presidente Jair Bolsonaro para explicar sobre aglomerações, o não uso de máscaras e outras medidas de prevenção ao Covid-19, em ação movida pelo PSDB.

O partido cobrou do STF que exija que Bolsonaro cumpra as medidas preconizadas pelo Ministério da Saúde no enfrentamento à pandemia. Fachin determinou que, no mesmo prazo, a Advocacia-Geral da União e a Procuradoria-Geral da República se pronunciem antes de decidir sobre o assunto.

Guedes, crise hídrica e Bolsonaro no Patriota

O ministro da Economia, Paulo Guedes, reconheceu na terça-feira, após o avanço do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre do ano, que o crescimento da atividade econômica naturalmente colocará pressão sobre o risco hidrológico que o país vivencia.

“Isso é uma dimensão de Ministério de Minas e Energia, eles estão atentos a isso, estão tomando as providências que acham cabíveis. Agora, nós vamos crescer, e isso, naturalmente, vai botar alguma pressão”, afirmou Guedes quando questionado sobre uma eventual crise hídrica no país. De acordo com ele, a atual conjuntura mostra que o país precisa privatizar a Eletrobras.

A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) criou um “gabinete de situação”, equivalente a um gabinete de crise, para monitorar as condições de suprimento. Na semana passada, o governo emitiu alerta de emergência hídrica para o período de junho a setembro em cinco Estados, que se seguiu ainda ao registro das piores chuvas em 91 anos entre setembro e maio, informou o Ministério da Agricultura.

O presidente Bolsonaro também falou na terça sobre a perspectiva de se filiar ao Patriota, um dia após a filiação de seu filho, o senador Flávio Bolsonaro. “Está quase certo, estamos negociando, é como um casamento, né? Tem que ser programado, planejado, para não dar problema”, disse Bolsonaro, em conversa no Palácio da Alvorada.

Após o fracasso na tentativa de criar um partido próprio, o Aliança pelo Brasil, Bolsonaro começou a ser assediado por partidos para se filiar com o intuito de disputar a eleição presidencial no próximo ano.

Ainda em destaque, deputados aprovaram em sessão do Congresso Nacional na terça projeto que recompõe mais de R$ 19,767 bilhões a despesas primárias obrigatórias reduzidas durante a tramitação da Lei Orçamentária Anual deste ano para o pagamento, em boa parte, de benefícios sociais. Aprovada no final de março, a lei orçamentária é alvo de críticas por não ter destinado valores o suficiente para despesas obrigatórias.

O Projeto de Lei do Congresso Nacional 4 ainda precisa ser analisado pelos senadores, em uma sessão do Congresso Nacional convocada para a tarde desta terça-feira. Segundo a Frente Parlamentar da Agropecuária, R$ 3,68 bilhões são para subvenção aos programas de financiamento agropecuário do Plano Safra, o principal programa governamental para financiamento da agricultura brasileira, especialmente de pequenos e médios produtores.

Radar corporativo

A BB Seguridade afirmou nesta terça-feira que não recebeu comunicação formal sobre nomeação de um novo presidente-executivo por parte seu controlador. O comunicado do grupo, braço de seguros e previdência do Banco do Brasil BBAS3.SA, veio após a versão online do jornal O Estado de S.Paulo ter publicado na véspera que o executivo Amauri Aguiar de Vasconcelos deve ser o novo presidente da BB Seguridade.

A empresa brasileira de meios de pagamentos StoneCo informou na véspera que teve lucro líquido de R$ 158,3 milhões no primeiro trimestre, o que representa um aumento de 15,5% em relação à mesma etapa do ano passado. A empresa informou também que teve adição líquida de 138 mil clientes únicos de janeiro a março e que espera ter de 1,4 milhão a 1,5 milhão de clientes ativos em pagamentos neste ano e que seu lucro e receita acelerem significativamente ante 2020.

As aquisições também movimentam o noticiário corporativo desta quarta: o Fleury anunciou nesta terça-feira a compra de 100% do Laboratório Pretti e do Laboratório Bioclínico, marcando a entrada da companhia especializada em diagnósticos médicos no Estado do Espírito Santo. O Fleury pagou R$ 193,1 milhões pelo Laboratório Pretti, enquanto desembolsou outros R$ 122 milhões para assumir o Laboratório Bioclínico. Já a Rede D’Or São Luiz concluiu a compra do Hospital Serra Mayor, de São Paulo, por R$ 130 milhões. Já a Dasa  celebrou contrato para a compra de 100% da HBA – Assistência Médica e Hospitalar por R$ 850 milhões.

A Ambipar, por sua vez, anunciou a compra de 70% de participação na Centro Oeste Resíduos; o valor da operação não foi revelado.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

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Ibovespa Futuro opera entre perdas e ganhos em meio à tentativa de correção após 5 altas

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SÃO PAULO – O Ibovespa Futuro abre entre perdas e ganhos nesta quarta-feira (2), véspera do feriado de Corpus Christi, quando a B3 estará fechada. A tentativa de correção vem depois de uma sequência de 5 altas que refletiu o rali das commodities e a melhora no cenário macroeconômico brasileiro, fazendo com que o Ibovespa superasse os 128 mil pontos na véspera, em nova máxima histórica.

Ontem, o PIB (Produto Interno Bruto) do primeiro trimestre surpreendeu e cresceu 1,2% na comparação com o quarto trimestre e 1% ante o primeiro trimestre de 2020. O número gerou uma onda de revisões acerca das perspectivas para o desempenho da economia no ano de 2021.

Já hoje foi divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) a produção industrial no mês de abril, que caiu 1,3% ante março, resultado bem abaixo do esperado pelos economistas. A expectativa média para o dado era de crescimento de 0,1%, segundo dados compilados pela Refinitiv. Na comparação anual, por sua vez, a produção industrial avançou 34,7%, também abaixo dos 37% estimados pelo mercado.

Lá fora, os investidores aguardam pela divulgação do Livro Bege pelo Federal Reserve, que poderá dar mais indicações sobre o ritmo da atividade econômica nos EUA, às vésperas do Relatório de Emprego, que será divulgado na manhã de sexta-feira (4).

Às 9h12 (horário de Brasília), o contrato futuro do Ibovespa com vencimento em junho de 2021 tinha leve queda de 0,28%, a 128.090 pontos.

Enquanto isso, o dólar comercial opera em alta de 0,24% a R$ 5,158 na compra e a R$ 5,158 na venda. Já o dólar futuro com vencimento em julho registra ganhos de 0,21% a R$ 5,174.

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2022 sobe um ponto-base a 5,12%, o DI para janeiro de 2023 tem alta de um ponto-base a 6,77%, o DI para janeiro de 2025 avança três pontos-base a 7,93% e o DI para janeiro de 2027 registra variação positiva de dois pontos-base a 8,46%.

Voltando ao exterior, apesar de notícias sobre suspensão temporária da produção, as ações da Toyota, no Japão, subiram 2,18%, e as da Honda, 4,55%. Foi informado que as fabricantes de automóveis suspenderam temporariamente a produção na Malásia devido ao lockdown nacional, que se iniciou na terça.

Já na Europa, o temor quanto à inflação e uma potencial mudança de política do Fed pesam sobre o mercado. Investidores dos dois lados do Atlântico aguardam a divulgação de dados de emprego dos EUA nesta semana, assim como as próximas reuniões do Fed e do Banco Central Europeu.

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Entre os indicadores econômicos da região, foi divulgada a inflação medida pelo IPP (Índice de Preços ao Produtor) na Zona do Euro, que marcou 7,6% em abril na comparação anual, frente a projeção de 7,3% e ao patamar anterior, de 4,3%.

Covid no Brasil

Na terça (1º), a média móvel de mortes por Covid em 7 dias no Brasil ficou em 1.870, queda de 4% em comparação com o patamar de 14 dias antes. Em apenas um dia, foram registradas 2.346 mortes.

As informações são do consórcio de veículos de imprensa que sistematiza dados sobre Covid coletados por secretarias estaduais de Saúde no Brasil, que divulgou, às 20h, o avanço da pandemia em 24 h.

A média móvel de novos casos em sete dias foi de 61.370, queda de 5% em relação ao patamar de 14 dias antes. Em apenas um dia foram registrados 77.898 casos. 46.224.872 pessoas receberam a primeira dose da vacina contra a Covid no Brasil, o equivalente a 21,38% da população. A segunda dose foi aplicada em 22.374.235 pessoas, ou 10,57% da população.

Em sua fala à CPI do Senado, a médica Nise Yamaguchi negou a tentativa de mudar a bula da cloroquina de forma que ela passasse a recomendar o remédio contra a Covid. O medicamento é recomendado para tratar o protozoário causador da malária, mas não tem eficácia cientificamente comprovada contra a Covid.

A fala de Nise contradiz os depoimentos do ex-ministro da Saúde Henrique Mandetta, e do presidente da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), Antonio Barra Torres.

Nise também afirmou desconhecer a existência de um “gabinete paralelo” que orientava o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) à margem das recomendações do próprio Ministério da Saúde. Ela afirmou que opinava como cientista em reuniões técnicas do Ministério.

Em determinado momento da CPI, o senador Otto Alencar (PSD-BA), que é médico, pressionou Nise com questões técnicas sobre o coronavírus, e a questionou sobre a diferença entre um vírus e um protozoário.

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Nesta quarta, fala à CPI a infectologista Luana Araújo. Ela permaneceu 10 dias no governo, como secretária do Ministério da Saúde responsável pelo combate à Covid. Com seu depoimento, os senadores devem obter informações sobre a gestão de Marcelo Queiroga, que será ouvido pela segunda vez na semana que vem.

Além disso, o presidente Jair Bolsonaro elogiou na terça-feira o acordo de transferência de tecnologia por meio do qual a Fiocruz passará a produzir vacinas da AstraZeneca contra Covid-19. O contrato dá ao Brasil as diretrizes sobre a fórmula e o passo a passo da produção, de modo que o país deixará de precisar importar o IFA (ingrediente farmacêutico ativo) da China. A Fiocruz passará a ter o direito de produzir e entregar o insumo.

Bolsonaro aproveitou o evento para elogiar o trabalho dos ex-ministros general Eduardo Pazuello, da Saúde, e Ernesto Araújo, das Relações Exteriores, na negociação. “Nisso que acabamos de assinar agora, ou melhor, fazer aqui uma devida ressalva, cumprimentar o trabalho do antecessor do Queiroga, o Eduardo Pazuello, e do antecessor também do Carlos França, Ernesto Araújo, que trabalharam e muito nessa questão deste acordo que acabamos de assinar”, disse ele.

Mais cedo, Pazuello havia sido nomeado para o cargo de secretário de Estudos Estratégicos da SAE (Secretaria de Assuntos Estratégicos) da Presidência da República.

O ex-ministro, que é general da ativa, vai despachar no Palácio do Planalto, no momento em que enfrenta um processo disciplinar no Exército por ter participado de um ato político em defesa do governo, no Rio de Janeiro, há 10 dias. Esse tipo de participação é vedado aos militares da ativa.

Bolsonaro aproveitou a cerimônia de assinatura do contrato de transferência tecnológica para anunciar que os governadores do Rio de Janeiro, Goiás, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal concordaram em sediar jogos da Copa América.

Ao iniciar seu discurso, Bolsonaro disse que serão observados no torneio os mesmos protocolos de segurança sanitária da Copa Libertadores.

E o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu prazo de cinco dias para o presidente Jair Bolsonaro para explicar sobre aglomerações, o não uso de máscaras e outras medidas de prevenção ao Covid-19, em ação movida pelo PSDB.

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O partido cobrou do STF que exija que Bolsonaro cumpra as medidas preconizadas pelo Ministério da Saúde no enfrentamento à pandemia. Fachin determinou que, no mesmo prazo, a Advocacia-Geral da União e a Procuradoria-Geral da República se pronunciem antes de decidir sobre o assunto.

Guedes, crise hídrica e Bolsonaro no Patriota

O ministro da Economia, Paulo Guedes, reconheceu na terça-feira, após o avanço do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre do ano, que o crescimento da atividade econômica naturalmente colocará pressão sobre o risco hidrológico que o país vivencia.

“Isso é uma dimensão de Ministério de Minas e Energia, eles estão atentos a isso, estão tomando as providências que acham cabíveis. Agora, nós vamos crescer, e isso, naturalmente, vai botar alguma pressão”, afirmou Guedes quando questionado sobre uma eventual crise hídrica no país. De acordo com ele, a atual conjuntura mostra que o país precisa privatizar a Eletrobras.

A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) criou um “gabinete de situação”, equivalente a um gabinete de crise, para monitorar as condições de suprimento. Na semana passada, o governo emitiu alerta de emergência hídrica para o período de junho a setembro em cinco Estados, que se seguiu ainda ao registro das piores chuvas em 91 anos entre setembro e maio, informou o Ministério da Agricultura.

O presidente Bolsonaro também falou na terça sobre a perspectiva de se filiar ao Patriota, um dia após a filiação de seu filho, o senador Flávio Bolsonaro. “Está quase certo, estamos negociando, é como um casamento, né? Tem que ser programado, planejado, para não dar problema”, disse Bolsonaro, em conversa no Palácio da Alvorada.

Após o fracasso na tentativa de criar um partido próprio, o Aliança pelo Brasil, Bolsonaro começou a ser assediado por partidos para se filiar com o intuito de disputar a eleição presidencial no próximo ano.

Ainda em destaque, deputados aprovaram em sessão do Congresso Nacional na terça projeto que recompõe mais de R$ 19,767 bilhões a despesas primárias obrigatórias reduzidas durante a tramitação da Lei Orçamentária Anual deste ano para o pagamento, em boa parte, de benefícios sociais. Aprovada no final de março, a lei orçamentária é alvo de críticas por não ter destinado valores o suficiente para despesas obrigatórias.

O Projeto de Lei do Congresso Nacional 4 ainda precisa ser analisado pelos senadores, em uma sessão do Congresso Nacional convocada para a tarde desta terça-feira. Segundo a Frente Parlamentar da Agropecuária, R$ 3,68 bilhões são para subvenção aos programas de financiamento agropecuário do Plano Safra, o principal programa governamental para financiamento da agricultura brasileira, especialmente de pequenos e médios produtores.

Radar corporativo

A BB Seguridade afirmou nesta terça-feira que não recebeu comunicação formal sobre nomeação de um novo presidente-executivo por parte seu controlador. O comunicado do grupo, braço de seguros e previdência do Banco do Brasil BBAS3.SA, veio após a versão online do jornal O Estado de S.Paulo ter publicado na véspera que o executivo Amauri Aguiar de Vasconcelos deve ser o novo presidente da BB Seguridade.

A empresa brasileira de meios de pagamentos StoneCo informou na véspera que teve lucro líquido de R$ 158,3 milhões no primeiro trimestre, o que representa um aumento de 15,5% em relação à mesma etapa do ano passado. A empresa informou também que teve adição líquida de 138 mil clientes únicos de janeiro a março e que espera ter de 1,4 milhão a 1,5 milhão de clientes ativos em pagamentos neste ano e que seu lucro e receita acelerem significativamente ante 2020.

As aquisições também movimentam o noticiário corporativo desta quarta: o Fleury anunciou nesta terça-feira a compra de 100% do Laboratório Pretti e do Laboratório Bioclínico, marcando a entrada da companhia especializada em diagnósticos médicos no Estado do Espírito Santo. O Fleury pagou R$ 193,1 milhões pelo Laboratório Pretti, enquanto desembolsou outros R$ 122 milhões para assumir o Laboratório Bioclínico. Já a Rede D’Or São Luiz concluiu a compra do Hospital Serra Mayor, de São Paulo, por R$ 130 milhões. Já a Dasa  celebrou contrato para a compra de 100% da HBA – Assistência Médica e Hospitalar por R$ 850 milhões.

A Ambipar, por sua vez, anunciou a compra de 70% de participação na Centro Oeste Resíduos; o valor da operação não foi revelado.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

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Fomc, ata do Copom, prévia do PIB e vacina no STF: o que esperar da última semana cheia de 2020

(REUTERS/Dado Ruvic)

SÃO PAULO – Após mais uma semana positiva para o mercado brasileiro, com alta da Bolsa e queda forte do dólar, a agenda de indicadores fica agitada nesta última semana cheia de 2020, principalmente na questão política.

Enquanto a questão fiscal é um tema que tem gerado cada vez mais preocupação para os analistas, o cenário agora tem se focado na disputa pela presidência da Câmara dos Deputados e do Senado.

Nos últimos dias, apoiado pelo governo, o deputado Arthur Lira (PP-AL) lançou sua candidatura para a Câmara, gerando críticas do atual presidente Rodrigo Maia (DEM-RJ), que pode ajudar a lançar nos próximos dias um nome de oposição.

O Senado também deve ter uma semana movimentada com o surgimento de candidaturas. Sem poder se reeleger, Davi Alcolumbre (DEM-AP) deve apoiar um nome fora do MDB, o que pode gerar uma grande disputa na Casa.

Ainda no campo político, atenção especial para a discussão da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2021. Pela Constituição, o Executivo deve enviar a proposta até 15 de abril e o Congresso precisa aprovar a Lei até 17 de julho, o que não ocorreu este ano.

Caso não seja aprovada antes da virada do ano pode acontecer o chamado “shutdown”, paralisando o governo. A expectativa, porém, é que o texto seja aprovado a tempo, apesar de ser necessário discutir e tirar da pauta diversos vetos.

Os holofotes também se voltam para o Supremo Tribunal Federal (STF) na próxima quarta-feira (16), que irá julgar duas ações, do PDT e do PTB, sobre a obrigatoriedade da vacinação contra a Covid-19.

O PDT pede que o STF estabeleça a interpretação de que estados e municípios podem determinar a vacinação obrigatória contra a covid. Já a ação do PTB defende que a possibilidade de imunização compulsória, prevista na lei, seja declarada inconstitucional.

Agenda no Brasil

Entre os indicadores nacionais, já na segunda-feira (14) será apresentado o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB) e bastante acompanhado neste momento para entender o cenário de recuperação da economia.

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No mesmo dia, no cenário corporativo, atenção para o leilão da operação de telefonia móvel da Oi (OIBR3; OIBR4). A expectativa é que não haja surpresas, com uma única proposta de oferta vinculante de R$ 16,5 bilhões feita em conjunto por Claro, TIM Brasil ([ativo=TIMP3]) e Telefônica (VIVT4).

No dia seguinte, destaque para a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que na quarta passada decidiu manter a Selic em 2%.

Apesar disso, o comunicado gerou muitas discussões no mercado, principalmente pelo Banco Central ter dito que as condições para manter o chamado “forward guidance” podem acabar em breve. Nesta regra, a autoridade se compromete a não elevar juros enquanto as expectativas e projeções de inflação de seu cenário básico se mantiverem abaixo do centro da meta no horizonte relevante, desde que o regime fiscal seja mantido e as expectativas de longo prazo permaneçam ancoradas.

Analistas enxergaram nesta comunicação uma chance de alta de juros em breve, mas ficaram divididos sobre se o momento para este anúncio foi correto. Diante disso, a ata do encontro pode trazer maiores explicações sobre a visão do BC para os próximos meses.

Ainda na terça, sai também o Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10), que é medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e registra a inflação de preços desde matérias-primas agrícolas e industriais até bens e serviços finais.

Agenda externa

No exterior, a semana começa com os dados de produção industrial na Zona do euro, que segundo analistas consultados pela Refinitiv deve ter uma alta de 2% na comparação mensal, ante uma queda de 0,4% no período anterior. No acumulado de 12 meses, porém, o desempenho ainda deve ficar negativo em 4,5%.

Ainda na segunda, mas à noite, serão divulgados os dados de produção industrial e de vendas no varejo na China. O indicador pode mexer bastante com o mercado na terça-feira caso o gigante asiático consiga mostrar força em sua recuperação ou se ficarem mais fracos que o esperado.

Na terça-feira (15), será a vez dos Estados Unidos apresentarem seus números de produção industrial, com expectativa de avanço de 0,3% mensalmente, contra uma alta de 1,1% no mês anterior.

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Porém, o grande destaque do calendário externo na semana será a reunião do Fomc (Comitê Federal de Mercado Aberto, na sigla em inglês), na quarta-feira (16).

Apesar da projeção de manutenção dos juros, investidores e analistas ficarão atentos ao comunicado do Federal Reserve (o Banco Central dos Estados Unidos), que pode trazer sinalizações sobre os próximos passos da autoridade monetária no cenário de recuperação econômica.

Clique aqui e confira a agenda completa de indicadores.

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Produção industrial, ofertas de ações e tensão EUA x China: o que acompanhar na próxima semana

SÃO PAULO — A próxima semana promete ser movimentada na agenda de indicadores econômicos e também no noticiário corporativo e político. Maio foi importante para a Bolsa brasileira, que registrou sua maior alta para o mês desde 2009, por isso o mercado fica atento para uma possível correção neste início de junho, a depender dos dados que serão divulgados.

Por aqui, a produção industrial de abril será divulgada no dia 3 e o PMI (índice gerente de compras, na sigla em inglês) do setor manufatureiro de maio sai já na segunda-feira, dia 1º de junho. No começo do mês também sai a balança comercial de maio.

Esses indicadores, segundo analistas, devem mostrar maiores efeitos das medidas de isolamento na atividade do que o PIB divulgado hoje, que se refere apenas ao primeiro trimestre deste ano e teve queda de 1,5% sobre o período anterior.

O mercado vai continuar de olho ainda na evolução da pandemia de coronavírus no Brasil, que agora só fica atrás dos EUA em número de infectados, com total de mais de 400.000 casos. Alguns estados já começaram a afrouxar medidas de isolamento, mas os números ainda indicam que o pico da doença ainda não passou por aqui.

O dólar deu um certo alívio em maio, mas a volatilidade da moeda foi grande. Por isso, os investidores vão continuar de olho nos próximos passos do Banco Central. O presidente do BC, Roberto Campos Neto, disse ontem que a autoridade monetária brasileira estava pronta para atuar mais fortemente no mercado se for necessário.

Campos Neto disse ainda que a instituição segue atenta e atua quando há “disfuncionalidade”, como quando a moeda se descola dos pares ou dos fundamentos econômicos. O BC anunciou um leilão repo, de operação compromissada em moeda estrangeira, para segunda-feira, 1º de junho.

No noticiário corporativo, será definido na quinta-feira (4) o preço por ação em oferta da Centauro, pouco mais de um ano após o IPO. Já a Ambipar pediu a retomada da análise de sua oferta inicial, enquanto a Via Varejo se prepara para fazer uma oferta follow-on bilionária.

Já na pauta política, a tensão é entre o governo e o Supremo Tribunal Federal. Ontem, o presidente Jair Bolsonaro elevou o tom sobre as decisões que têm sido tomadas pelos ministros do STF, esquentando o clima dos bastidores de Brasília.

Cena externa

Lá fora, a tensão entre Estados Unidos e China piorou de uma semana para outra e os investidores seguem atentos para o que vai acontecer nos próximos dias. O clima pesou após o plano de Pequim de impor uma lei de segurança em Hong Kong.

Hoje, em um rápido discurso de cerca de dez minutos, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a adotar um tom bastante duro sobre a China, culpando novamente o gigante asiático pela crise com a pandemia da Covid-19. “O mundo precisa de respostas da China sobre o coronavírus ”, disse.

Trump também acusou a China de estar à frente das decisões da Organização Mundial da Saúde (OMS) e afirmou que está encerrando relações com a Organização, mas não detalhou esse rompimento com a OMS, apontando apenas que vai realocar o financiamento retirado há algumas semanas para outras iniciativas.

De acordo com o presidente americano, a OMS foi “pressionada” pela China a dar direcionamentos errados ao mundo sobre o novo coronavírus. “O mundo está sofrendo agora como resultado dos malfeitos do governo chinês”, destacou.

Na agenda de indicadores, o destaque será o relatório de emprego dos EUA, na próxima sexta (5). O Payroll deve mostrar corte de 8 milhões de empregos em maio, um dado elevado mas bem menor do que os mais de 20 milhões de abril.

Já a China divulga PMIs neste fim de semana e o índice oficial de manufaturas deve subir de 50,8 para 51,1 em maio, segundo estimativas levantadas pela Bloomberg.

Na Europa, a Alemanha divulgará dados de atividade na próxima semana, como PMI e desemprego. E o Banco Central Europeu (BCE) se reunirá na quinta-feira (4), com expectativa de manutenção das taxas de juros.

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Produção industrial da zona do euro cai 0,1% em fevereiro, como previsto

Pedestres usam máscaras de proteção na cidade de Milão, na Itália (crédito: JOSI DONELLI/THENEWS2/ESTADÃO CONTEÚDO)

A produção industrial da zona do euro recuou 0,1% em fevereiro ante janeiro, segundo dados publicados hoje pela agência oficial de estatísticas da União Europeia, a Eurostat.

O resultado, que é anterior ao impacto mais agressivo do coronavírus na economia do bloco, veio em linha com a expectativa de analistas consultados pelo The Wall Street Journal.

Na comparação anual, a indústria do bloco reduziu a produção em 1,9% em fevereiro, também como projetado pelo mercado.

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A Eurostat revisou sua estimativa para a queda anual da produção industrial de janeiro, de 1,9% para 1,7%.

Fonte: Dow Jones Newswires

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