Tesouro sofre ataque de hacker, mas Economia informa que não houve dano a sistema

Tesouro Nacional (Foto: Divulgação)

Em um momento que cresce a preocupação com a segurança cibernética e a proteção de dados pessoais, a Secretaria do Tesouro Nacional sofreu um ataque de hackers. O Tesouro é o órgão do Ministério da Economia que cuida da administração financeira e da contabilidade do governo federal e é responsável pelas emissões soberanas e pelas operações dos títulos de dívida pública do País, como as do Tesouro Direto.

O ataque foi identificado na noite de sexta-feira, 13 e, de acordo com o ministério, medidas de contenção foram aplicadas e a Polícia Federal, acionada. Inicialmente, as consequências da ação estão sendo avaliadas pelos especialistas de segurança do próprio Tesouro e da Secretaria de Governo Digital.

“Nesta primeira etapa, avaliou-se que a ação não gerou danos aos sistemas estruturantes da Secretaria do Tesouro Nacional, como o Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi) e os relacionados à Dívida Pública. As medidas saneadoras estão sendo tomadas”, afirmou a pasta por meio de nota. Segundo o ministério, novas informações sobre o episódio serão divulgadas quando estiverem disponíveis.

O ataque na rede interna da secretaria foi identificado como “ransomware”, ou seja, quando há bloqueio a partir da inserção de código, programa ou software nocivo que restringe o acesso ao sistema infectado. Nestes casos, geralmente é solicitado o pagamento de um resgate para que o acesso seja restabelecido. O pagamento quase sempre é cobrado por meio de criptomoedas, que são recursos financeiros digitais anônimos.

Já há um projeto no Congresso que pretende regulamentar esses ativos. Reguladores e supervisores em todo o mundo rejeitam as criptomoedas como um ativo confiável e manifestam preocupações relacionadas ao anonimato, algo que facilita a lavagem de dinheiro, o financiamento ao terrorismo e ações como a executada contra o Tesouro.

Quer atingir de uma vez por todas a consistência na Bolsa? Assista de graça ao workshop “Os 4 Segredos do Trader Faixa Preta” com Ariane Campolim.

Tesouro Nacional anuncia emissão externa de títulos soberanos em dólares

(Getty Images)

O Tesouro Nacional anunciou nesta terça-feira, 29, uma emissão externa de títulos soberanos brasileiros em dólares. De acordo com o comunicado do órgão, será realizada a emissão de um novo título de 10 anos, com vencimento em 2031, e a reabertura do atual benchmark de 30 anos, o Global 2050.

“O objetivo da operação é dar continuidade à estratégia do Tesouro Nacional de promover a liquidez da curva de juros soberana em dólar no mercado externo, provendo referência para o setor corporativo, e antecipar financiamento de vencimentos em moeda estrangeira”, informou o Tesouro Nacional.

A operação será liderada pelos bancos Bradesco BBI, Goldman Sachs e HSBC.

De acordo com o órgão, os títulos serão emitidos no mercado global e o resultado será divulgado no fim desta terça-feira.

Essa é a primeira captação externa do ano – a última havia sido feita pelo Tesouro Nacional no início de dezembro, quando foram vendidos US$ 2,5 bilhões de títulos da dívida externa de cinco, 10 e 30 anos.

Em julho do ano passado, outra emissão captou ainda US$ 3,5 bilhões com a venda de títulos com vencimento de 5 anos e 10 anos.

As estratégias dos melhores investidores do país e das melhores empresas da Bolsa, premiadas num ranking exclusivo: conheça os Melhores da Bolsa 2021

Superávit primário pode voltar em 2024, diz secretário do Tesouro

O novo secretário do Tesouro Nacional, Jeferson Bittencourt, diz ao Estadão/Broadcast que a melhora no quadro fiscal do País não é “sorte”. “Parte dos ganhos fiscais é porque o País está tendo norte já faz algum tempo. Perder este norte seria muito ruim”, afirma.

Nesse novo cenário, Bittencourt antecipa que pode ser mais rápida a velocidade do ajuste fiscal para o reequilíbrio das contas do governo, com o superávit primário (a diferença entre receitas e despesas, sem contar os gastos com juros) retornando em 2024 – antes, a previsão era 2026.

Para este ano, o governo já vê a dívida bruta caindo a 84% do PIB, podendo ficar até abaixo disso.

A seguir, os principais trechos da entrevista.

Qual é o sentimento do Tesouro em relação a esse otimismo com as contas públicas?

A gente não acha que é oriundo só de um fator negativo, que é a inflação. A arrecadação está crescendo por fatores de inflação e crescimento. Mais ou menos 60% vêm do aumento de preços, uns 28% de ganho de crescimento econômico e uns 12% de outras mudanças, como mudanças legais. (Há) a melhoria das próprias regras fiscais.

Em que sentido?

Se pensar que tivemos a mesma recuperação cíclica há uma década e meia atrás, por que não se refletiu numa melhoria mais rápida da situação fiscal? Porque as regras não induziam a isso. A arrecadação subia, a despesa subia atrás, desde que mantivesse a meta. Agora, não acontece. Tem o efeito inflacionário, uma recuperação cíclica que afeta o crescimento, gera mais arrecadação, e a despesa não vai atrás por causa do teto (que limita o avanço das despesas à inflação).

Em 2022, vai ter um crescimento maior do teto?

PUBLICIDADE

A gente vê (especialistas dizendo) que o governo vai ter um espaço em 2022, pelo descasamento da inflação, e isso vai dar condições de gastar mais. Não. O que o governo vai gastar em 2022 é o que está contratado desde 2017, que é o que foi gasto em 2016 corrigido pela inflação. O governo vai gastar o teto. A receita pode crescer o que for, a inflação pode crescer o que for, mas a despesa só vai ser executada até o limite do teto.

Quanto a mais?

Hoje a gente vê um ganho de despesa discricionária (que incluem investimentos e custo da máquina pública) de R$ 25 bilhões.

Esse é o espaço que o governo terá para apostar nos programas, como investimentos ou Bolsa Família?

A alocação vai depender das prioridades do governo. Se vai ser num programa social, se vai ser investimento, aí as instâncias irão definir. Mas, sim, tem espaço para isso.

Não pode estar aí um excesso de otimismo e que pode se reverter negativamente, já que o mundo político pode querer gastar?

Pode ser o contrário. Acho que o que houve foi um excesso de pessimismo. Agora, a gente está convergindo para o que deveria ser o natural. O Brasil precisa fazer muito esforço ainda em termos de consolidação fiscal. Mas o que nós tínhamos de situação bastante preocupante, que foi um crescimento muito rápido da necessidade de emissão para fazer frente às despesas da pandemia, isso foi absolutamente endereçado.

Para quanto deve cair a relação entre dívida e PIB?

PUBLICIDADE

Agora a gente está com um número ao redor de 84%, mas esse número pode vir a cair ainda mais.

Essa melhora cíclica pode antecipar a volta do superávit?

Hoje já vemos uma chance de ter superávit primário em 2024 (a previsão anterior era 2026). Para isso, temos de fazer as coisas certas, andando no caminho certo.

O Estadão publicou uma série de reportagens sobre o Orçamento secreto. Qual a sua avaliação?

Não acredito que exista Orçamento secreto ou paralelo. A gente não liberaria recursos se o Orçamento fosse secreto, que não tivessem recursos no Orçamento explícito.

O Orçamento foi aprovado com R$ 18,5 bilhões para emendas de relator, que retiraram dinheiro de investimentos para colocar em ações que têm sido usadas como moeda de troca política em ações bem difusas, como revelou o Estadão. Isso vai ocupar o espaço no Orçamento daqui para frente?

Quem vai decidir a alocação desses locais prioritários é o Congresso. A alocação que é feita dessas despesas vem da autoridade legitimada para fazer, que é o Congresso. Do meu ponto de vista, haveria outras maneiras mais eficientes de fazer essa alocação. Mas cabe a mim respeitar a estrutura institucional do Congresso, que tem essa prerrogativa.

O sr. acredita que em agosto e setembro a pressão dos ministérios vai aumentar?

PUBLICIDADE

Eu acho e espero que o momento mais tenso dessa relação seja setembro. Para mim, o período mais tenso vai ser agora nos próximos meses e eu tenho conversado para dizer: “olha, todo mundo precisa estar alinhado nesse momento”. Eles têm as demandas deles, são legítimas. Da nossa parte, cabe administrar esse recurso escasso e liberar recursos para eles na medida das nossas disponibilidades.

Muitos dizem que a Esplanada já vive uma paralisação em muitas áreas. Procede?

A Esplanada está funcionando. Não tem shutdown (paralisação da máquina pública). Está todo mundo trabalhando com restrições severas. Sabíamos que seria um ano muito difícil, mas a máquina está funcionando.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Governo central acumula até abril maior superávit primário em nove anos

Notas de 100 e 50 reais (Pixabay)

BRASÍLIA (Reuters) – O governo central, composto por Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social, registrou um superávit primário de 16,5 bilhões de reais em abril, divulgou o Tesouro nesta quinta-feira.

No acumulado do ano, o governo acumula superávit de 41 bilhões de reais, melhor resultado para o período desde 2012, quando as contas foram positivas em 73,2 bilhões de reais. O saldo, de acordo com o Tesouro, foi influenciado pela evolução da arrecadação, bem como pela redução “significativa” de despesas relacionadas à Covid-19 na comparação com 2020.

Já no acumulado em 12 meses, o rombo até abril foi de 646 bilhões de reais, equivalente a 7,9% do PIB.

No mês passado, as despesas do governo central, contidas pelo atraso na promulgação do Orçamento de 2021, que prorrogou o anúncio de medidas de enfrentamento à Covid já bem mais modestas que a do ano anterior, caíram 34,4% em termos reais na comparação anual.

Já as receitas líquidas cresceram 58,8%. O salto refletiu principalmente uma redução substancial da relação de tributos cujo pagamento foi prorrogado pelo governo como medida de alívio às empresas, mas o Tesouro ressaltou que também houve impacto da retomada da atividade.

“É inegável que há componente expressivo da recuperação econômica”, disse o secretário do Tesouro, Jeferson Bittencourt.

Em comunicado, o Tesouro disse que a “dinâmica positiva” da atividade econômica, somada à estratégia de afrouxamento fiscal apenas para medidas relacionadas ao combate da pandemia da Covid-19, tem levado a déficits primários próximos ao piso das estimativas de mercado.

Ainda de acordo com o órgão, as condições favoráveis são representadas, principalmente, pelas taxas de juros de longo prazo, “que determinarão a retomada dos investimentos, a geração de novos empregos e o crescimento sustentável do PIB”.

“Observa-se que, mesmo com um início mais rápido do ciclo de aperto monetário, não houve piora da percepção dos riscos fiscais”, menciona o Tesouro, destacando que desde a primeira elevação de juros pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), em março, o risco-país de 5 anos recuou 20 pontos-base.

PUBLICIDADE

Em abril de 2020, quando a economia do país já era impactada pelo coronavírus e medidas de fechamento, o governo central registrou déficit primário de 93 bilhões de reais, recorde histórico para o mês. No primeiro quadrimestre do ano passado, o déficit acumulado foi de 95,9 bilhões de reais.

Bittencourt, afirmou que a recuperação da atividade econômica, juntamente ao processo de consolidação fiscal, tem colaborado para registro de resultados fiscais melhores que as expectativas de mercado.

“Isso é resultado de uma atividade econômica que vem se recuperando e de uma diretriz de política fiscal, de manter a consolidação fiscal, cumprindo estritamente as regras fiscais, sem descuidar do combate à pandemia, sem descuidar dos gastos, estes sim sendo tratados nas cláusulas de escape das regras fiscais.”

Sócia da XP Investimentos oferece curso gratuito de como alcançar a liberdade financeira. Clique aqui para se inscrever.

Revisão do PAF reduz estoque da dívida para valor de R$ 5,5 tri a R$ 5,8 tri

Real, Brazilian Currency - BRL. Dinheiro, Brasil, Currency, Reais, Money, Brazil. Real coin on a pile of money bills. (Rmcarvalho/Getty Images)

O Tesouro Nacional revisou sua estratégia para a Dívida Pública Federal (DPF) e vai emitir um volume menor de títulos prefixados, concentrando mais suas emissões em papéis atrelados à Selic e à inflação. Ao fim do ano, o órgão também traçou um cenário com estoque da dívida menor: entre R$ 5,5 trilhões e R$ 5,8 trilhões.

Em janeiro, quando divulgou a primeira versão do Plano Anual de Financiamento (PAF), o Tesouro informou que a dívida ficaria em valor entre R$ 5,6 trilhões e R$ 5,9 trilhões.

Segundo o Tesouro, os novos limites demonstram um “cenário mais benigno” para os indicadores da dívida na comparação com as expectativas de janeiro e representam menor risco de refinanciamento da dívida.

“Os novos limites significam menor risco de refinanciamento para a dívida, uma vez que haverá menor concentração de dívida de curto prazo. Esta mudança de expectativas é importante, considerando a redução do prazo da DPF ocorrida ao longo de 2020, em função das emissões de títulos para enfrentamento dos efeitos econômicos e sociais da pandemia”, destacou o Tesouro.

Segundo o órgão, o estoque da DPF tende a ficar menor, sobretudo devido à expectativa de menores colocações de títulos prefixados, em particular aqueles com prazos mais reduzidos. “Esse ajuste na estratégia de financiamento se traduz em uma composição com maior participação de títulos remunerados por taxas de juros flutuantes e dos remunerados por índices de preços, em detrimento dos prefixados”, explicou.

A revisão do PAF, segundo o Tesouro, é necessária para adequar a estratégia de financiamento às condições de demanda observadas no primeiro quadrimestre do ano, que permitiram ao Tesouro Nacional privilegiar maior emissão de LFTs, remuneradas pela Selic, e NTN-Bs, atreladas à inflação. Esses títulos têm prazos maiores, em detrimento das LTNs, prefixados com vencimentos em até 12 meses.

Em termos de composição da dívida ao fim do ano, o Tesouro prevê que os títulos prefixados ficarão entre 31% e 35% da DPF (antes, 38% a 42%). Nos papéis atrelados à inflação, a meta subiu para 26% a 30% da DPF (antes, 24% a 28%). Os títulos remunerados pela Selic tiveram a meta alterada para 33% a 37% da dívida (antes, 28% a 32%). Não houve alteração na previsão para os papéis atrelados ao câmbio, que devem ficar em 3% a 7% da DPF.

Com a mudança no perfil das emissões, o Tesouro também prevê menor concentração de títulos com vencimento no curto prazo. A parcela da dívida vencendo em 12 meses deve ficar em 22% a 27% da DPF (antes, 24% a 29%). Já o prazo médio subiu e deve ficar de 3,4 anos a 3,8 anos (antes, 3,2 a 3,6 anos).

Sócia da XP Investimentos oferece curso gratuito de como alcançar a liberdade financeira. Clique aqui para se inscrever.

PUBLICIDADE

Tesouro estuda emissão de títulos públicos com “selo ESG”

O Tesouro Nacional deu o pontapé inicial para colocar o Brasil no mapa das emissões de títulos públicos com atestado de boas práticas nas áreas ambiental, social e de governança (conhecidas pela sigla ESG).

Os três temas têm sido cada vez mais foco de atenção globalmente. Por isso, o governo brasileiro começou a mapear despesas do Orçamento que se enquadram nesses tópicos para atrair os investidores estrangeiros, que nos últimos anos reduziram drasticamente suas posições em mercados emergentes, incluindo o Brasil.

O ingresso nesse mercado é considerado estratégico porque o mundo vive um momento de grande oferta de recursos, ao mesmo tempo que investidores têm cobrado cada vez mais um compromisso firme com a pauta ESG – já existem fundos que aplicam seus recursos exclusivamente nesse tipo de ação.

Até agora, 22 países fizeram emissões de títulos públicos ligados ao “selo”, número que tende a crescer rapidamente nos próximos meses. Se o Brasil demorar a aderir a essa agenda, pode perder o bonde.

Outra vantagem é que esses papéis costumam ter custo menor para o emissor, já que o investidor se dispõe a receber menos juros em troca de financiar ações sociais, ambientais ou para melhorar a governança de um país.

A decisão do Tesouro de iniciar a construção de um arcabouço para emitir títulos ligados à temática ESG foi anunciada na quinta-feira. Em entrevista ao Estadão/Broadcast, o subsecretário da Dívida Pública do Tesouro Nacional, José Franco de Morais, afirmou que ainda há um longo caminho a ser percorrido.

Há chance de uma primeira emissão de bônus soberano relacionada à pauta ESG ocorrer ainda em 2021, mas não há garantia sobre isso. “A construção do arcabouço não é um processo de curto prazo.”

Amazônia

O anúncio vem num momento em que o mau desempenho brasileiro em ações contra queimadas e o desmatamento na Amazônia entrou na mira de investidores internacionais e governos de outros países.

PUBLICIDADE

Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) divulgados no início de 2021 mostram que os alertas de desmatamento na Amazônia nos dois primeiros anos do governo Jair Bolsonaro foram, em média, 82% superiores à média do registrado nos três anos anteriores.

Para Franco, o compromisso do governo brasileiro com a temática ESG vai servir a três frentes: mostrar o que o País tem de positivo, ser transparente em relação ao que há de negativo e ajudar a cumprir os objetivos de desenvolvimento sustentável estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU) por meio da Agenda 2030.

“O Brasil tem muitas coisas boas para mostrar. A matriz energética brasileira é majoritariamente energia limpa. É um exemplo. Agora, realmente, a reputação pode melhorar muito. Os investidores sentem falta de informações”, afirma o subsecretário.

“Nosso papel é juntar todos esses argumentos para levar aos investidores, aumentando a transparência. Quando a notícia não é boa, explicar o que o País está fazendo para melhorar determinado indicador.”

Segundo Franco, a equipe da dívida pública já atua hoje como um “facilitador” de conversas entre investidores ou agências de classificação de risco e outras áreas do governo, mas a adesão à pauta ESG tende a ampliar esse papel.

O coordenador-geral de Planejamento Estratégico da Dívida Pública, Luiz Fernando Alves, diz que os investidores passarão a olhar o Tesouro como um “ponto focal” para essas temáticas. “Muitas vezes não teremos as respostas, mas nosso papel é buscar aquela área dentro do governo e trazer a informação.”

O órgão dedicou um capítulo de seu Plano Anual de Financiamento (PAF), documento que mostra a estratégia do Tesouro para a dívida pública, à apresentação de suas intenções em aderir à agenda sustentável. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Quer ser trader e tem medo de começar? O InfoMoney te ajuda a chegar lá: participe do Full Trader, o maior projeto de formação de traders do Brasil e se torne um faixa preta em 3 meses – inscreva-se de graça!

PUBLICIDADE

Dólar cai mais de 10% em um mês e bate mínima em 4 meses, mas até onde a queda pode ir?

SÃO PAULO – Enquanto a bolsa disparava 16% em novembro, o dólar passou por um período de forte queda ante o real. Desde a eleição americana, em 3 de novembro, até a última quinta-feira, a moeda dos Estados Unidos registrou perdas de 10,8%, batendo seu menor patamar desde julho e indo de R$ 5,762 para R$ 5,14.

O movimento foi favorecido por um cenário mais positivo no exterior e por alguns eventos domésticos, mas se tratando do câmbio, ficou muita dúvida nos investidores de até onde se sustenta essa melhora do real contra o dólar.

Bruno Lavieri, economista e sócio da 4E Consultoria, afirma que via o câmbio em um “patamar estranho” acima de R$ 5,50  e que a cotação do dólar estava sustentada por uma visão de risco excessivo pelos investidores. “Esse temor até se justificava, mas agora vemos o câmbio corrigindo para um nível que condiz mais com os fundamentos”, explica.

Nas últimas semanas, um grande fluxo de capital estrangeiro vindo para o Brasil favoreceu bastante o mercado doméstico, levando a um recuo do dólar ante o real. Mas foi o noticiário mais recente sobre vacinas contra o novo coronavírus que derrubou mesmo a cotação.

Isso porque, conforme os investidores enxergam que o mundo começará a caminhar para a normalidade com a distribuição das vacinas – ainda que no curto prazo haja um alerta de aumento de casos -, há uma busca por ativos mais arriscados.

Como o dólar é considerado um dos ativos mais seguros que existe, começa a haver um movimento geral de saída da moeda americana em momentos de maior apetite ao risco, fazendo com que ele perda valor ante seus pares globais. Em novembro, o Dollar Index, um índice que compara o dólar contra uma cesta de moedas, caiu 3,6%.

Este movimento ocorre ainda em um cenário em que se espera que as taxas de juros nos EUA permaneçam baixas por um longo período, enquanto aumenta a expectativa de que em breve o Congresso americano aprove um novo pacote de ajuda econômica. Tudo isso enfraquece a moeda do país.

Em entrevista para a Bloomberg, Luciano Rostagno, estrategista-chefe do banco Mizuho, apontou que principalmente fatores externos pressionaram a moeda americana frente ao real na semana.

“Há expectativa de taxas de juros baixas em todo o mundo, esperanças em relação a um pacote de ajuda (fiscal) nos EUA e otimismo em relação a vacinas […] Isso acaba contribuindo para o bom humor dos mercados”, afirmou.

PUBLICIDADE

Mas não foi apenas o exterior que ajudou na queda da cotação do dólar. Na última quarta-feira (2) o Tesouro Nacional emitiu US$ 2,5 bilhões em três tipos de bônus soberanos em dólar.

Essa foi a primeira vez que o Tesouro fez captação com prazos diferentes no mesmo momento. Os juros foram os mais baixos já obtidos em todas as captações do Tesouro.

Lavieri destaca que sua projeção já há algum tempo era de que o dólar terminaria este ano próximo de R$ 5,10, enquanto para 2021 vê a cotação podendo recuar para R$ 4,70 até o fim do ano.

Segundo ele, o cenário externo tem melhorado e está ajudando, mas o principal ponto é o interno. “O maior peso no câmbio ainda é doméstico. Sinalizações do governo sobre reformas ou qualquer notícia positiva no lado fiscal vão ajuda mais”, afirma.

Leia também: Santander vê cenário binário para câmbio, com possibilidade de dólar a R$ 4,60 ou a R$ 6,70

Na mesma linha, José Faria Júnior, diretor da Wagner Investimentos, aponta que a moeda americana não deve perder o patamar de R$ 5,10 tão cedo, com investidores aguardando decisões do Congresso sobre reformas e ações de equilíbrio fiscal. Segundo ele, isso deve ficar para depois das eleições para presidente da Câmara e do Senado, em fevereiro.

“Notamos que o Dollar Index sofreu desvalorização excessiva nos últimos dias. É possível que o dólar faça uma correção para a faixa R$ 5,20 – R$ 5,30, quando seria uma venda mais razoável, para depois cair”, afirma ele, ressaltando esse período em torno de fevereiro.

Já para Ana Paula Vescovi, economista-chefe do Santander, o cenário do dólar é binário, dependendo exatamente da questão fiscal. Se o governo seguir a trajetória de afirmar a responsabilidade fiscal e a macroeconômica, há espaço para apreciação da moeda brasileira, com o dólar podendo cair a R$ 4,60. Por outro lado, se o governo não conseguir dar uma demonstração clara sobre como vai endereçar a questão da dívida pública, a moeda americana poderá atingir a cotação de R$ 6,70, destacou ela em evento realizado no fim de novembro.

Após a forte queda, os analistas reforçam que é possível ver uma correção pontual nos preços, como a que ocorre nesta sexta, com a moeda subindo 0,47% às 14h20 (horário de Brasília), para R$ 5,1638 na compra e R$ 5,1643 na venda. Por outro lado, a cotação agora parece estar mais ajustada a realidade e novas boas notícias precisam acontecer – principalmente no âmbito nacional – para que a baixa se estenda mais.

PUBLICIDADE

Treinamento gratuito: André Moraes mostra como identificar operações com potencial de rentabilidade na Bolsa em série de 3 lives – assista!

Ibovespa corrige parte do rali recente em dia de feriado nos EUA; dólar futuro sobe

SÃO PAULO – O Ibovespa opera em leve queda nesta quinta-feira (26), corrigindo parte das altas recentes após o índice subir quase 3 mil pontos em três pregões. Hoje é dia de Ação de Graças nos Estados Unidos, o que reduz a liquidez no mercado, pois a maioria dos investidores estrangeiros estará de folga pelo feriado.

Por aqui, a expectativa fica por conta do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e pelas ofertas de LTNs, NTN-Fs e LFTs do Tesouro Nacional. Sobre o Caged, ontem o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que o dado foi positivo nos últimos meses e hoje será bom também.

“É possível que a gente termine o ano perdendo 200 mil ou 300 mil empregos. Isso é um quarto do que foi perdido na recessão autoimposta de 2015 e 2016”, defendeu o ministro.

Às 10h13 (horário de Brasília), o Ibovespa registrava perdas de 0,47%, aos 109.615 pontos.

O dólar futuro com vencimento em dezembro registrava alta de 0,21%, a R$ 5,335.

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2022 sobe dois pontos-base a 3,36%, DI para janeiro de 2023 tem alta de quatro pontos-base a 5,16%, DI para janeiro de 2025 avança três pontos-base a 6,97% e o DI para janeiro de 2027 registra variação positiva de quatro pontos-base a 7,72%.

No exterior, a Alemanha prorrogou o novo lockdown até o dia 20 de dezembro e a chanceler, Angela Merkel, disse que as medidas de isolamento podem ser novamente prorrogadas até janeiro se os dados de contágio não retrocederem o bastante para a economia se reabrir.

A respeito das vacinas, o vice-presidente executivo da AstraZeneca, Mene Pangalos, respondeu a críticas segundo às quais não havia dados o suficiente sobre os resultados dos testes clínicos divulgados no início da semana. Em um tipo de aplicação, no qual meia dose é aplicada e depois reforçada com uma dose inteira, a vacina atingiu o patamar de 90% de eficácia.

Essa aplicação ocorreu, no entanto, por um erro de dosagem, o que alimenta ceticismo quanto aos resultados. “Não vou fingir que não seja um resultado interessante, porque é -mas eu certamente não o compreendo, e não acho que nenhum de nós o compreenda”, afirmou.

PUBLICIDADE

Esse teste foi o único cenário em que o produto da AstraZeneca atingiu o mesmo patamar de eficácia anunciado por concorrentes como Moderna, a parceria entre BioNTech e Pfizer e o Instituto Gamaleya, ligado ao governo russo. Em nenhum dos casos, no entanto, os dados foram publicados em revistas científicas independentes, e os anúncios ainda se baseiam nas informações repassadas à imprensa.

Na quarta-feira, foram registradas 2.294 novas mortes por Covid-19 nos Estados Unidos, o maior patamar registrado desde o final de junho.

Apesar de quadro fiscal desafiador, Brasil fez reformas importantes nos últimos anos e há cenário muito positivo de juro baixo e curva inclinada, algo que o país nunca teve na vida, disse Luis Stuhlberger, sócio-fundador da Verde Asset Management, no evento Melhores Empresas da Bolsa, do InfoMoney e do Stock Pickers . O evento é online e gratuito e vai até hoje. Para participar, basta se cadastrar aqui.

Nova lei de falências e fim da isenção do IOF

O Senado aprovou a nova Lei de Falências para agilizar os processos de recuperação judicial no País. A proposta prevê novas regras para a renegociação de dívidas a fim de evitar que empresas fechem as portas e decretem falência.

Como já foi aprovado pela Câmara dos Deputados, o texto segue agora para sanção do presidente Jair Bolsonaro. O projeto prevê que as empresas em recuperação judicial tenham condições melhores para negociar débitos com a União, com parcelamento em até 120 meses, ou seja, 10 anos. Hoje, o prazo máximo é de sete anos.

Também em destaque, o governo federal antecipou o fim da isenção do IOF sobre operações financeiras, em compensação aos gastos com a gratuidade temporária de tarifa de energia para moradores do Amapá afetados pelo apagão. O evento durou 22 dias, a energia foi restabelecida na terça, e chegou a 100% do estado na quarta.

A antecipação da volta da cobrança do IOF foi assinada na tarde desta quarta-feira (25) pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido). A medida havia sido tomada como forma de impulsionar a economia durante a pandemia, e estava inicialmente prevista para o fim de 2020. Mas foi antecipada para hoje, quinta-feira (26).

Com a volta da cobrança, a Secretaria-Geral da Presidência diz esperar que a União repasse até R$ 80 milhões à CDE (Conta de Desenvolvimento Energético), sem ratear o custo entre consumidores de energia do restante do Brasil, como chegou a ser cogitado. A isenção de tarifa aos moradores afetados no Amapá é implementada em contexto de calamidade pública.

Reforma tributária

PUBLICIDADE

O deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), relator da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 45, da reforma tributária, prometeu a partidos de oposição que apresentará na próxima semana seu parecer.

A PEC unifica cinco tributos num Imposto sobre Bens e Serviços.

Segundo o jornal Valor, o relator pretende incluir no texto a tributação de dividendos, a proibição de juros sobre capital próprio nos balanços e a tributação de herança e patrimônio em modelo progressivo, ou seja, com cobranças maiores de acordo com o montante.

Atualmente, a tributação de dividendos de empresas é proibida por lei. O ITCMD (Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação) é de competência dos estados, com alíquota máxima de 8%. De acordo com parlamentares ouvidos pelo Valor, a votação da PEC abriria a possibilidade de aumentar a alíquota máxima.

O relator também indica a possibilidade de incluir na PEC a cobrança de IPVA (Imposto sobre Veículos Automotores) de aeronaves e barcos, como forma de aumentar os impostos sobre os mais ricos. As alterações no Imposto de Renda de pessoas físicas e jurídicas ficariam para o debate em leis futuras.

Na quarta-feira o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou, em um evento virtual promovido pela cooperativa de crédito Sicoob, que o Brasil precisa ganhar credibilidade por meio de reformas e de um plano que mostre que o país está preocupado com a dívida pública.

Ele afirmou que a economia ganharia mais com credibilidade do que com a prorrogação de medidas de mitigação do efeito da pandemia que impliquem em mais gastos públicos. “Chega um ponto em que a situação fiscal está tão fragilizada que pode gerar crescimento a curto prazo, mas a falta de credibilidade pode afetar isso lá na frente e gerar um efeito contrário ao desejado, contracionista”, afirmou.

Em meados de novembro, o ministro da Economia Paulo Guedes chegou a afirmar que o governo poderia prorrogar o pagamento do auxílio emergencial em caso de ressurgência do coronavírus. Posteriormente, fez uma afirmação no sentido de descartar essa possibilidade.

PUBLICIDADE

Questionado em frente ao Ministério da Economia na noite de quarta, Paulo Guedes foi questionado sobre a afirmação feita horas antes por Campos Neto, e respondeu: “o presidente Campos Neto sabe qual é o plano. Se ele tiver um plano melhor, pergunte a ele qual o plano dele, qual plano que vai recuperar a credibilidade”. “Quem estiver sentindo falta de um plano quinquenal dá um pulinho ali na Argentina, na Venezuela”, afirmou.

Em uma palestra com empresários realizada mais cedo, o ministro também afirmou que a falta de produtos no mercado interno é um “bom sinal” de que demanda de consumo está retornando com força, junto à geração de emprego.

“Derrubamos um pouco a capacidade produtiva [no início da pandemia], os estoques não foram repostos e de repente [houve] um empurrão de demanda forte. Falta papel, embalagem (…) Mas é bom sinal, de que a demanda está vindo, está puxando”, disse.

Radar corporativo

Em destaque no noticiário corporativo, a Petrobras divulgou plano estratégico, prevendo capex de US$ 55 bilhões para 2021-2025; 84% em exploração e produção.

Na Cielo, Mauro Ribeiro Neto assume a presidência do conselho de Administração. Já a Oi inicia leilões para venda de ativos de data center e torres.

Ao menos 17 bairros da cidade do Rio de Janeiro, onde moram cerca de um milhão de pessoas sofrem há mais de uma semana com o abastecimento irregular, ou desabastecimento completo de água. O problema se iniciou no dia 17, quando um motor em Senador Vasconcelos quebrou. Outro equipamento já estava em pane, e o de reserva estava em manutenção.

O jornal O Globo estampa em chamada de capa que a crise ocorre às do lançamento do edital de licitação da concessão dos serviços de distribuição de água da Cedae (Companhia Estadual de Águas do Estado da Guanabara), marcado para o dia 18 de dezembro. A Cedae afirma que o conserto pode levar até 25 dias para ser concluído. Até lá deve ocorrer rodízio entre os bairros.

O Espírito Santo planeja abrir mão do controle de sua empresa de distribuição de gás por meio da venda de 25% das ações da companhia em uma operação na B3, a bolsa de valores de São Paulo, disseram autoridades locais à agência internacional de notícias Reuters na quarta.

O governo do Estado possui atualmente 51% da ES Gás. A distribuidora de combustíveis BR Distribuidora possui a fatia restante, mas também irá vender 25%, afirmou à Reuters o governador capixaba, Renato Casagrande (PSB), antes de anunciar na quinta-feira a privatização da companhia.

Invista no ativo com maior potencial de valorização: o seu conhecimento. Aproveite descontos de até R$ 1.319 nos cursos do InfoMoney e Xpeed – vagas limitadas!

Ibovespa Futuro cai com correção em dia de liquidez reduzida por feriado nos EUA; dólar sobe

mercado bolsa índices alta ações gráfico analista trader (Shutterstock)

SÃO PAULO – O Ibovespa Futuro abre em queda nesta quinta-feira (26), corrigindo parte das altas recentes após o índice à vista subir quase 3 mil pontos em três pregões. Hoje é dia de Ação de Graças nos Estados Unidos, o que reduz a liquidez no mercado, pois a maioria dos investidores estrangeiros estará de folga pelo feriado.

Por aqui, a expectativa fica por conta do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e pelas ofertas de LTNs, NTN-Fs e LFTs do Tesouro Nacional. Sobre o Caged, ontem o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que o dado foi positivo nos últimos meses e hoje será bom também.

“É possível que a gente termine o ano perdendo 200 mil ou 300 mil empregos. Isso é um quarto do que foi perdido na recessão autoimposta de 2015 e 2016”, defendeu o ministro.

Às 09h13 (horário de Brasília), o índice futuro para dezembro caía 0,35%, aos 109.690 pontos.

O dólar futuro com vencimento em dezembro registrava alta de 0,42%, a R$ 5,347.

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2022 sobe dois pontos-base a 3,36%, DI para janeiro de 2023 tem alta de quatro pontos-base a 5,16%, DI para janeiro de 2025 avança três pontos-base a 6,97% e o DI para janeiro de 2027 registra variação positiva de quatro pontos-base a 7,72%.

Lá fora, a Alemanha prorrogou o novo lockdown até o dia 20 de dezembro e a chanceler, Angela Merkel, disse que as medidas de isolamento podem ser novamente prorrogadas até janeiro se os dados de contágio não retrocederem o bastante para a economia se reabrir.

A respeito das vacinas, o vice-presidente executivo da AstraZeneca, Mene Pangalos, respondeu a críticas segundo às quais não havia dados o suficiente sobre os resultados dos testes clínicos divulgados no início da semana. Em um tipo de aplicação, no qual meia dose é aplicada e depois reforçada com uma dose inteira, a vacina atingiu o patamar de 90% de eficácia.

Essa aplicação ocorreu, no entanto, por um erro de dosagem, o que alimenta ceticismo quanto aos resultados. “Não vou fingir que não seja um resultado interessante, porque é -mas eu certamente não o compreendo, e não acho que nenhum de nós o compreenda”, afirmou.

PUBLICIDADE

Esse teste foi o único cenário em que o produto da AstraZeneca atingiu o mesmo patamar de eficácia anunciado por concorrentes como Moderna, a parceria entre BioNTech e Pfizer e o Instituto Gamaleya, ligado ao governo russo. Em nenhum dos casos, no entanto, os dados foram publicados em revistas científicas independentes, e os anúncios ainda se baseiam nas informações repassadas à imprensa.

Na quarta-feira, foram registradas 2.294 novas mortes por Covid-19 nos Estados Unidos, o maior patamar registrado desde o final de junho.

Apesar de quadro fiscal desafiador, Brasil fez reformas importantes nos últimos anos e há cenário muito positivo de juro baixo e curva inclinada, algo que o país nunca teve na vida, disse Luis Stuhlberger, sócio-fundador da Verde Asset Management, no evento Melhores Empresas da Bolsa, do InfoMoney e do Stock Pickers . O evento é online e gratuito e vai até hoje. Para participar, basta se cadastrar aqui.

Nova lei de falências e fim da isenção do IOF

O Senado aprovou a nova Lei de Falências para agilizar os processos de recuperação judicial no País. A proposta prevê novas regras para a renegociação de dívidas a fim de evitar que empresas fechem as portas e decretem falência.

Como já foi aprovado pela Câmara dos Deputados, o texto segue agora para sanção do presidente Jair Bolsonaro. O projeto prevê que as empresas em recuperação judicial tenham condições melhores para negociar débitos com a União, com parcelamento em até 120 meses, ou seja, 10 anos. Hoje, o prazo máximo é de sete anos.

Também em destaque, o governo federal antecipou o fim da isenção do IOF sobre operações financeiras, em compensação aos gastos com a gratuidade temporária de tarifa de energia para moradores do Amapá afetados pelo apagão. O evento durou 22 dias, a energia foi restabelecida na terça, e chegou a 100% do estado na quarta.

A antecipação da volta da cobrança do IOF foi assinada na tarde desta quarta-feira (25) pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido). A medida havia sido tomada como forma de impulsionar a economia durante a pandemia, e estava inicialmente prevista para o fim de 2020. Mas foi antecipada para hoje, quinta-feira (26).

Com a volta da cobrança, a Secretaria-Geral da Presidência diz esperar que a União repasse até R$ 80 milhões à CDE (Conta de Desenvolvimento Energético), sem ratear o custo entre consumidores de energia do restante do Brasil, como chegou a ser cogitado. A isenção de tarifa aos moradores afetados no Amapá é implementada em contexto de calamidade pública.

Reforma tributária

PUBLICIDADE

O deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), relator da PEC (proposta de emenda constitucional) 45, da reforma tributária, prometeu a partidos de oposição que apresentará na próxima semana seu parecer.

A PEC unifica cinco tributos num Imposto sobre Bens e Serviços.

Segundo o jornal Valor, o relator pretende incluir no texto a tributação de dividendos, a proibição de juros sobre capital próprio nos balanços e a tributação de herança e patrimônio em modelo progressivo, ou seja, com cobranças maiores de acordo com o montante.

Atualmente, a tributação de dividendos de empresas é proibida por lei. Atualmente, o ITCMD (Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação) é de competência dos estados, com alíquota máxima de 8%. De acordo com parlamentares ouvidos pelo Valor, a votação da PEC abriria a possibilidade de aumentar a alíquota máxima.

O relator também indica a possibilidade de incluir na PEC a cobrança de IPVA (Imposto sobre Veículos Automotores) de aeronaves e barcos, como forma de aumentar os impostos sobre os mais ricos. As alterações no Imposto de Renda de pessoas físicas e jurídicas ficariam para o debate em leis futuras.

Na quarta-feira o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou, em um evento virtual promovido pela cooperativa de crédito Sicoob, que o Brasil precisa ganhar credibilidade por meio de reformas e de um plano que mostre que o país está preocupado com a dívida pública.

Ele afirmou que a economia ganharia mais com credibilidade do que com a prorrogação de medidas de mitigação do efeito da pandemia que impliquem em mais gastos públicos. “Chega um ponto em que a situação fiscal está tão fragilizada que pode gerar crescimento a curto prazo, mas a falta de credibilidade pode afetar isso lá na frente e gerar um efeito contrário ao desejado, contracionista”, afirmou.

Em meados de novembro, o ministro da Economia Paulo Guedes chegou a afirmar que o governo poderia prorrogar o pagamento do auxílio emergencial em caso de ressurgência do coronavírus. Posteriormente, fez uma afirmação no sentido de descartar essa possibilidade.

PUBLICIDADE

Questionado em frente ao Ministério da Economia na noite de quarta, Paulo Guedes foi questionado sobre a afirmação feita horas antes por Campos Neto, e respondeu: “o presidente Campos Neto sabe qual é o plano. Se ele tiver um plano melhor, pergunte a ele qual o plano dele, qual plano que vai recuperar a credibilidade”. “Quem estiver sentindo falta de um plano quinquenal dá um pulinho ali na Argentina, na Venezuela”, afirmou.

Em uma palestra com empresários realizada mais cedo, o ministro também afirmou que a falta de produtos no mercado interno é um “bom sinal” de que demanda de consumo está retornando com força, junto à geração de emprego.

“Derrubamos um pouco a capacidade produtiva [no início da pandemia], os estoques não foram repostos e de repente [houve] um empurrão de demanda forte. Falta papel, embalagem (…) Mas é bom sinal, de que a demanda está vindo, está puxando”, disse.

Radar corporativo

Em destaque no noticiário corporativo, a Petrobras divulgou plano estratégico, prevendo capex de US$ 55 bilhões para 2021-2025; 84% em exploração e produção.

Na Cielo, Mauro Ribeiro Neto assume a presidência do conselho de Administração. Já a Oi inicia leilões para venda de ativos de data center e torres.

Ao menos 17 bairros da cidade do Rio de Janeiro, onde moram cerca de um milhão de pessoas sofrem há mais de uma semana com o abastecimento irregular, ou desabastecimento completo de água. O problema se iniciou no dia 17, quando um motor em Senador Vasconcelos quebrou. Outro equipamento já estava em pane, e o de reserva estava em manutenção.

O jornal O Globo estampa em chamada de capa que a crise ocorre às do lançamento do edital de licitação da concessão dos serviços de distribuição de água da Cedae (Companhia Estadual de Águas do Estado da Guanabara), marcado para o dia 18 de dezembro. A Cedae afirma que o conserto pode levar até 25 dias para ser concluído. Até lá deve ocorrer rodízio entre os bairros.

O Espírito Santo planeja abrir mão do controle de sua empresa de distribuição de gás por meio da venda de 25% das ações da companhia em uma operação na B3, a bolsa de valores de São Paulo, disseram autoridades locais à agência internacional de notícias Reuters na quarta.

O governo do Estado possui atualmente 51% da ES Gás. A distribuidora de combustíveis BR Distribuidora possui a fatia restante, mas também irá vender 25%, afirmou à Reuters o governador capixaba, Renato Casagrande (PSB), antes de anunciar na quinta-feira a privatização da companhia.

Invista no ativo com maior potencial de valorização: o seu conhecimento. Aproveite descontos de até R$ 1.319 nos cursos do InfoMoney e Xpeed – vagas limitadas!

Ibovespa fecha em alta de 0,5% com virada de Wall Street no fim do pregão e bons sinais de leilão do Tesouro; dólar cai a R$ 5,31

(Shutterstock)

SÃO PAULO – O Ibovespa fechou em alta nesta quinta-feira (19) ganhando força do exterior no final do pregão. As bolsas internacionais passaram a maior parte do dia em queda, mas na última hora de negociação em Wall Street os índices viraram para o positivo puxados pelas compras em papéis de empresas de alta tecnologia.

Nos Estados Unidos, o líder da minoria no Senado, Chuck Shumer, do partido Democrata, disse que o líder da maioria, Mitch McConnell, do partido Republicano, concordou em retomar as negociações para um pacote de estímulos econômicos contra os impactos do coronavírus.

A movimentação vem em meio a dados muito preocupantes de novos contágios. A Universidade Johns Hopkins mostrou que a média móvel de sete dias de novos casos diários nos EUA está em 161.165, valor 25% maior que o registrado na semana passada.

Ontem, a cidade de Nova York fechou novamente as escolas para conter a proliferação da Covid-19.

Já por aqui, o Tesouro vendeu integralmente os lotes de LTN e NTN-F no leilão de hoje, evidenciando mais uma vez o interesse dos estrangeiros em ativos brasileiros. Em novembro, o rali da Bolsa tem sido em grande parte sustentado pelo investidor que vem de fora do País e não foi diferente nesta quinta.

O Ibovespa teve alta de 0,52%, aos 106.669 pontos com volume financeiro negociado de R$ 26,588 bilhões.

Enquanto isso, o dólar comercial registrou queda de 0,46% a R$ 5,3121 na compra e a R$ 5,3131 na venda. O dólar futuro com vencimento em dezembro registrava baixa de 1,12%, a R$ 5,305 no after-market.

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2022 ficou estável a 3,29%, o DI para janeiro de 2023 teve alta de três pontos-base a 5,00%, o DI para janeiro de 2025 avançou dois pontos-base a 6,80% e o DI para janeiro de 2027 registrou variação positiva de dois pontos-base a 7,60%.

No noticiário sobre as vacinas, as novidades trouxeram maior ânimo. Depois da Pfizer e da BioNTech afirmarem que sua profilaxia teve 95% de eficácia em testes finais, hoje desembarcaram 120 mil doses da vacina chinesa Coronavac. Em torno de 97% dos que receberam a dose mais baixa da vacina chinesa tiveram produção de resposta imune.

PUBLICIDADE

Vale lembrar, contudo, que essa vacina ainda está na última fase de testes e precisa ser aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para ser aplicada na população.

As notícias para o Brasil, entretanto, não foram positivas ontem. A agência de classificação de risco Fitch Ratings reafirmou a nota de crédito soberano “BB-” para o Brasil, mas seguiu com perspectiva negativa, chamando a atenção para os riscos fiscais do país em um ambiente de incerteza política doméstica e ressurgimento global das infecções pelo coronavírus.

Resultados da vacina de Oxford

Segundo resultados publicados na quinta-feira na revista científica The Lancet, a vacina contra o coronavírus Sars-Cov-2 e a farmacêutica AstraZeneca é capaz de gerar resposta imunológica em adultos de todas as idades. Ela tem efeito inclusive sobre adultos com mais de 70 anos, que correm o maior risco de serem gravemente afetados pela Covid.

Os resultados foram divulgados a partir de teste clínico de fase dois. O estudo da AstraZeneca foi realizado com 560 pessoas saudáveis, divididas em três grupos, com faixas etéreas de entre 18 e 55 anos, 56 a 69 anos e 70 anos ou mais.

De acordo com o trabalho publicado na The Lancet, no 14º dia após a aplicação houve um pico na quantidade de células T, ligadas à reação imunológica do corpo. Após 28 dias da aplicação da dose de reforço da vacina, anticorpos neutralizantes do coronavírus foram encontrados em 99% dos pacientes de todas as idades.

Os resultados mais recentes divulgados pela parceria entre as farmacêuticas Pfizer e BioNtech, pela farmacêutica Moderna e pelos pesquisadores russos responsáveis pela Sputnik V indicam mais de 90% de eficácia dos produtos, e são mais avançados do que estes da AstraZeneca, de fase 3. Mas ainda não foram apresentados em publicações científicas.

Até o momento, o produto da AstraZeneca é a principal aposta do governo federal para imunizar a população brasileira. O governo federal fechou um acordo com a empresa, que prevê a compra de 100 milhões de doses pelo Ministério da Saúde, e distribuição com uso da infraestrutura da Fiocruz, caso a vacina seja aprovada pela Anvisa.

No Brasil, a vacina vem sendo testado em fase 3, sob coordenação e Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

PUBLICIDADE

Na quarta-feira, a Pfizer anunciou que seu produto desenvolvido em parceria com a BioNTech tem 95% de eficácia, superior ao que o patamar de 90% informado anteriormente, e acima do patamar de 94% anunciado pela Moderna sobre seu produto.

No mesmo dia, a Pfizer informou que fez uma proposta ao Ministério da Saúde para que seu produto possa ser usado na vacinação de milhões de brasileiros contra a covid-19 no primeiro semestre de 2021.
Na terça-feira, a empresa havia feito uma audiência com o Ministério da Saúde, para apresentar o andamento dos estudos clínicos da vacina e o plano de imunização desenvolvido pela empresa.

Pesquisa Ibope, violência e apagão no Amapá

Pesquisa Ibope realizada entre os dias 16 e 18 de novembro indica que Bruno Covas (PSDB) está à frente de Guilherme Boulos (PSOL) na disputa pela prefeitura de São Paulo. Os candidatos têm, respectivamente, 47% e 35% das intenções de votos. A pesquisa foi encomendada em parceria entre TV Globo e o jornal O Estado de S. Paulo.

E, após dois anos de sucessivos recordes de quedas no número de assassinatos no Brasil, o país voltou a registrar aumento da violência nos primeiros nove meses de 2020. Foram registradas 32.298 mortes violentas no período, alta de 4%. Os dados são do Monitor da Violência, iniciativa do portal G1 que compila dados oficiais de 26 estados e do Distrito Federal.

Em 2019, a forte queda no índice de homicídios foi comemorada pelo presidente Jair Bolsonaro e pelo então ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, atribuindo então ao resultado de suas políticas públicas.

O aumento das mortes em 2020 ocorre apesar de o ano ter sido marcado pela pandemia do novo coronavírus, que impactou a atividade econômica e fez com que menos pessoas se expusessem nas ruas, à medida que estados e municípios adotaram medidas de isolamento social.

Após um segundo apagão total no Amapá na terça-feira, o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, afirmou que vai ao estado nesta quinta, ao lado de representantes do Operador Nacional do Sistema Elétrico, da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) e da EPE (Empresa de Pesquisa Energética).

A crise teve início em 3 de novembro, após uma forte chuva e uma explosão seguida de incêndio comprometer três transformadores na mais importante subestação de energia do estado, em Macapá. Questionado na quarta-feira sobre a crise, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) não respondeu.

PUBLICIDADE

Na agenda econômica, a equipe econômica vê pautas prioritárias destravadas apenas após fevereiro, com a sucessão no Legislativo, eleição e crise no Amapá atrasando reformas, segundo aponta a Folha de S. Paulo.

Contudo, Paulo Guedes, ministro da Economia, mostrou otimismo com a recuperação da economia: Guedes diz que crescimento em 2021 pode ficar acima de 4%. Ele ainda afirmou que o efeito do pagamento do auxílio emergencial a trabalhadores informais em 2020 ainda terá reflexo na economia nos primeiros meses de 2021.

Radar corporativo

A companhia aérea Gol afirmou nesta quarta-feira nova ampliação de oferta de voos e estimou que poderá voltar a utilizar os aviões Boeing 737 MAX, que consomem menos combustível que os atualmente operados pela empresa, até o final do ano.

A empresa afirmou que em novembro está operando com 50% da programação de voos que teve no mesmo mês de 2019, ampliando a oferta no mês para 372 voos diários ante uma média de 363 em outubro.

Maiores altas

Ativo Variação % Valor (R$)
PRIO3 29.20904 45.74
GOLL4 4.87694 23.01
AZUL4 3.96501 35.66
CVCB3 3.40694 16.39
CSNA3 3.26198 20.26

Maiores baixas

Ativo Variação % Valor (R$)
MRFG3 -2.83401 14.4
COGN3 -2.72904 4.99
BRFS3 -2.57974 20.77
YDUQ3 -2.29508 29.8
IRBR3 -1.77515 6.64

A Petrobras tomou diversas ações para regularizar a oferta de gás para termelétricas desde meados de outubro, mas diante do salto na demanda pelo insumo para geração de energia ainda não conseguiu atender duas térmicas do Nordeste e uma terceira tem sido atendida apenas parcialmente, disse a estatal à agência de notícias Reuters.

A Vittia Fertilizantes e Biológicos pediu registro para uma oferta inicial de ações (IPO), envolvendo ofertas primária e secundária de seus papéis. O pedido de registro da oferta ocorre em um momento em o juro em mínima recorde leva empresas a avançarem com planos de abrir capital, mas muitas delas têm abandonando tais planos diante da volatilidade do mercado.

O lado desconhecido das opções: treinamento gratuito do InfoMoney ensina a transformar ativo em fonte recorrente de ganhos – assista!