Brasil não deve ser impactado, por ora, pelo novo escândalo bancário de US$ 2 tri envolvendo gigantes

Notas de dólar (Shutterstock)

Com regras rigorosas, o Brasil não deve ser impactado, ao menos por ora, pelo novo escândalo bancário envolvendo gigantes como HSBC e Deutsche Bank em transações ilícitas no valor de US$ 2 trilhões, avalia uma fonte do Banco Central.

Um eventual reforço nas normas globais de prevenção à lavagem de dinheiro, porém, poderia ter reflexos por aqui, como tem ocorrido nos últimos anos.

“Não vejo grandes impactos por ora, a menos que isso tenha sido um gatilho para outras crises lá fora”, diz a fonte do BC. “Por aqui, nossas regras são rigorosas e nossa supervisão é boa.”

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As normas de prevenção à lavagem de dinheiro foram recentemente atualizadas no Brasil. Entra em vigor no próximo mês circular do BC que torna mais dura a regulamentação sobre procedimentos e controles internos a serem adotados pelos bancos no País.

Conforme circular do BC, foram aprimorados os procedimentos destinados a conhecer os clientes.

Assim, os bancos têm de cruzar as informações de identificação, a qualificação e a classificação de seus correntistas, perfil de risco, natureza do negócio, com a política de prevenção à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo e com a avaliação interna de risco da instituição.

Procurado oficialmente, o BC não se manifestou.

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Executivo escolhido para presidência do Banco do Brasil, André Brandão deve acelerar venda de ativos

Embora seja mais conhecido pelo trabalho em banco de investimento do que no segmento de varejo, o escolhido para presidir o Banco do Brasil, André Brandão, segundo fontes do setor financeiro, poderia agilizar a agenda de venda de ativos do BB. Essa é uma das agendas prioritárias para a equipe econômica.

“Brandão é o verdadeiro ‘lorde inglês’. Tem experiência em atacado e pode ajudar na venda de ativos. Também tem postura para lidar com grandes clientes e receber investidores”, disse um banqueiro, na condição de anonimato.

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Em relação à venda de ativos do BB, algumas agendas já andaram, como a venda de ações de IRB Brasil Re e Neoenergia, o início da parceria com o UBS em banco de investimento e a abertura de capital do BV (ex-Banco Votorantim). Mesmo assim, a gestão de Rubem Novaes teria deixado a desejar nesse quesito – além de ter sido “atropelada” pela pandemia de coronavírus.

Outros temas

Brandão também pode ajudar nas conversas com o Bradesco, que tem uma série de sociedades com o BB, pois participou da venda do HSBC ao banco.

A Cielo deu o primeiro prejuízo trimestral de sua história no início deste ano, impactada pela pandemia e pela pressão concorrencial.

O BB, assim como seus rivais, também sofre pressão em relação à evolução tecnológica que está transformando o setor com a chegada de fintechs. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Goldman e Morgan Stanley veem sinais de recuperação global

(Getty Images)

(Bloomberg) — Economistas do Goldman Sachs e Morgan Stanley dizem que há sinais de que a economia mundial começa a se recuperar do impacto do coronavírus e das restrições impostas a empresas e consumidores.

“A atividade econômica provavelmente já atingiu o piso”, disse Jan Hatzius, economista-chefe do Goldman Sachs, em relatório a clientes na segunda-feira. “As medidas de confinamento e o distanciamento social começam a diminuir com muitos países reabrindo cautelosamente as economias.”

O Goldman Sachs projeta que economias avançadas registrem retração média de 32% no trimestre atual, crescimento de 16% nos próximos três meses e expansão de 13% no último trimestre do ano.

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No Morgan Stanley, o economista-chefe Chetan Ahya disse em relatório no domingo que “vários indicadores de alta frequência que rastreamos sugerem que a economia global está em processo de atingir o piso”.

As expectativas de consumidores melhoraram, as tendências de mobilidade aumentaram em relação às mínimas e os gastos das famílias caem mais lentamente do que nas primeiras semanas do surto, disse.

“Nossa leitura é de que a economia da China atingiu o piso em fevereiro, e acreditamos que a zona do euro deve ter atingido em abril, e os EUA fizeram o mesmo no fim de abril”, disse Ahya.

Em outro relatório também divulgado na segunda-feira, o economista do HSBC James Pomeroy alertou contra apostas em “forte virada da economia global”. Ele citou números da China, que indicam que os gastos dos consumidores podem demorar a se recuperar, pois as pessoas continuam receosas em comprar ou voltar ao trabalho.

Os governos diminuem cada vez mais as restrições para o combate ao vírus, mas outra ameaça destacada é a possibilidade de segunda onda do surto, o que pode abalar ainda mais a atividade.

“O maior risco negativo para as perspectivas econômicas globais é que as taxas de infecção voltem a acelerar acentuadamente à medida que a economia reabre”, disse Hatzius. “Afinal, nossa análise recente confirma que grande parte da melhora médica resultou de confinamentos e distanciamento social”.

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