Derivativos em alta indicam busca por proteção à volatilidade brasileira

O volume médio de transações diárias envolvendo opções sobre ações bateu o recorde da série histórica divulgada pela B3, iniciada em 2017, no primeiro trimestre deste ano. Desde o segundo trimestre de 2019 o valor saltou de R$ 288 milhões para R$ 925 milhões nos primeiros três meses de 2021. É um dado que indica que a modalidade de investimentos caiu nas graças do investidor brasileiro, mostrando que os ganhos podem se sobrepor aos riscos envolvidos na operação.

Há potencial para crescer ainda mais, segundo Su Choung Wei, considerado o Mestre dos Derivativos. O caminho para isso é divulgar mais informação sobre o que especificamente é oferecido na modalidade pelo mercado brasileiro, dentre outras características exclusivas do país.

“Em mercados desenvolvidos as oportunidades de ganhos são menores porque há elevado nível de informação acerca das opções, sem falar que são mercados de baixa volatilidade. Aqui os métodos de análise ainda não se consolidaram, o que é favorável para quem aplica”, disse Wei, que está lançando um curso gratuito e online sobre esse tipo de operação.

No cenário brasileiro, foco do curso, existem particularidades relacionadas, por exemplo, ao mercado de commodities. As opções são utilizadas, por exemplo, para minimizar os risco do produtor. “Os papéis de commodities se tornam atraentes no âmbito dos derivativos, desde que façam parte de operação estruturada que inclua outros ativos”, explica Su Choung Wei.

Dentre as estratégias citadas pelo consultor está a butterfly (borboleta), uma combinação de venda de opções de compra em valor pré-fixado. “A borboleta é a estratégia indicada aos investidores que esperam pouca variação nos preços dos seus ativos”, explica Wei.

A maioria dessas operações estruturadas são realizadas por meio de robôs programados que atuam dentro do sistema da Bolsa de Valores. A automação, segundo Su, tornou o mercado de derivativos mais acessível a pessoa física. É para esse público que se destina o curso As Sementes do Dinheiro, ministrado pelo professor de 31 de maio a 7 de junho. Inscreva-se agora.

“Já existem no mercado robôs gratuitos que podem ser utilizados por pessoas físicas, algo que, antes, era restrito ao universo de investidores institucionais”, completa Wei.

No contexto global, considerando a pandemia, o mercado de derivativos negociados fora do ambiente auditado e organizado das Bolsas, o chamado mercado de balcão, saltou dos US$ 300 bilhões para US$ 15,8 trilhões entre meados do segundo trimestre de 2020 e dezembro, de acordo com dados do Banco de Compensações Internacionais (BIS).

O aumento, mostrou levantamento da instituição, foi liderado por operações nos derivativos de câmbio em função da desvalorização do dólar frente às principais moedas do planeta. Derivativos cambiais tiveram maior demanda para proteção de patrimônio e tiveram o valor de mercado elevado em 21% no segundo semestre, fechando o ano passado em US$ 3,2 trilhões.

O curso é gratuito e baseado no exercício de 25 estratégias que envolvem derivativos: “É um segmento indicado aos investidores de perfil moderado, que pretendem reservar de 2% a 3% dos seus recursos em produtos de renda variável”. Inscreva-se grátis.

Goldman Sachs ingressa no mercado de criptomoedas com mesa de negociação focada

SÃO PAULO – O Goldman Sachs ingressou no mercado de negociação de criptomoedas. Em memorando interno obtido pela rede americana CNBC, o banco informou que uma mesa de negociação recém-criada negociou com sucesso dois tipos de derivativos vinculados ao bitcoin. Os produtos seriam veículos que possibilitam ao investidor apostar no preço do bitcoin sem negociar a criptomoeda “física” propriamente.

Segundo informações da CNBC, o banco de investimento vinha cogitando a criação de uma mesa de negociação de bitcoin desde pelo menos 2017. O memorando de quinta-feira (06) teria sido o primeiro reconhecimento oficial do Goldman de seu envolvimento na negociação de criptomoedas.

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10 gráficos que evidenciam a “Calmaria Perfeita” nas bolsas

(CONDADO DA FARIA LIMA) – Mercados financeiros mundo afora estão cada vez mais calmos. Não é possível cravar um motivo exato, para isso, mas o fato é que depois daquela “Super Quarta” de março (quando tivemos decisão do Fed + Copom no mesmo dia), a volatilidade caiu drasticamente no mundo. E embora essa queda seja um bom momento para montar “hedges” (proteções) por um preço menor,  não é isso que estamos vendo aqui no Brasil.

Esse foi o resumo da conversa que tivemos no Coffee & Stocks desta segunda-feira (26) com Guilherme Chacon, especialista em ações e derivativos da mesa institucional da XP. Atendendo diretamente os gestores de grandes fundos, Chacon mostrou que hoje os contratos de “calls” (opções de compra) e “puts” (opções de venda) em aberto na B3 somam cerca de 250 mil – em dezembro, esse número de 1,2 milhão de contratos em aberto. Em outras palavras: mesmo com os “seguros” mais baratos, as negociações desses contratos diminuíram.

O especialista da XP trouxe ao todo 10 imagens para explicar por que a volatilidade no mercado caiu tanto que nos colocou num estágio de “calmaria perfeita”, como ele mesmo definiu. “Os indicadores mostram que voltamos para o mundo pré-covid”, resume Chacon. As imagens e as explicações você confere no vídeo acima ou no canal do Stock Pickers no Youtube.

CONFIRA A AGENDA COMPLETA DOS COFFEES DA SEMANA:

26/04 – C&S Trader com Guilherme Chacon, mesa da XP
27/04 – C&S Global com “Kadu” Alves, gestor da Polo Capital
28/04 – C&S Macro com Marco Freire, gestor da Kinea
29/04 – C&S Por que invisto em: MELI34 com Luis Bomentre, analista na Encore
30/04 – C&S Sextou com Betina Roxo, estrategista da Rico

STOCK WEEK – 1ª EDIÇÃO: 5 lives especiais entre os dias 26 e 30 de abril. Confira a agenda completa aqui.

Derivativos secretos explicam turbulência causada por Archegos

Acompanhamento de ações no celular (Crédito: Shutterstock)

(Bloomberg) — A desalavancagem forçada de mais de US$ 20 bilhões em posições ligadas à empresa de investimentos de Bill Hwang chama a atenção para os instrumentos financeiros secretos usados por ele para acumular grandes participações em empresas.

Grande parte da alavancagem usada pela Archegos Capital Management, de Hwang, foi financiada por bancos como Nomura e Credit Suisse por meio de swaps ou os chamados contratos por diferença (CFDs, na sigla em inglês), segundo pessoas com conhecimento direto das operações. Isso significa que a Archegos pode nunca ter sido de fato a dona da maioria dos derivativos ocultos, se é que teve algum.

Embora investidores que acumulem participações acima de 5% em uma empresa listada nos Estados Unidos geralmente tenham que divulgar sua posição e transações futuras, esse não é o caso de participações montadas com o tipo de derivativos aparentemente usados pela Archegos. Os produtos, desenvolvidos fora das bolsas, permitem que gestores como Hwang acumulem participações em empresas de capital aberto sem ter que declarar as posições.

A rápida reversão das posições da Archegos reverberou no mundo todo, após bancos como Goldman Sachs e Morgan Stanley forçarem a firma de Hwang a vender bilhões de dólares em investimentos acumulados por meio de apostas altamente alavancadas. A onda vendedora atingiu ações de empresas como Baidu e ViacomCBS, enquanto Nomura e Credit Suisse divulgaram que enfrentam perdas potencialmente significativas devido à sua exposição.

Uma razão para o impacto generalizado são os recursos emprestados usados por investidores para aumentar suas apostas: uma chamada de margem ocorre quando o mercado vai contra uma posição grande e alavancada, o que obriga o fundo de hedge a depositar mais dinheiro ou valores mobiliários por meio de seu corretor para cobrir quaisquer perdas. Provavelmente, a Archegos foi obrigada a depositar apenas uma pequena porcentagem do valor total das apostas.

A cadeia de eventos desencadeada pela reversão em massa de posições destaca o papel que hedge funds desempenham nos mercados de capitais globais. A pressão compradora contra fundos de hedge liderada por usuários do Reddit para impulsionar as ações da varejista de videogame Gamestop no início deste ano gerou perdas de US$ 6 bilhões para o fundo Melvin Capital, de Gabe Plotkin, e atraiu escrutínio de reguladores e políticos dos EUA.

A ideia de que uma empresa pode acumular discretamente enormes posições por meio de derivativos pode chamar a atenção para empresas pouco regulamentadas que têm o poder de desestabilizar os mercados.

As apostas de Hwang ainda não estão claras, mas participantes do mercado estimam que seus ativos tenham aumentado de US$ 5 bilhões para US $ 10 bilhões nos últimos anos, e que as posições totais possam superar US$ 50 bilhões. Hwang não respondeu a pedidos de comentário.

CFDs e swaps estão entre os derivativos sob medida que investidores negociam de forma privada entre si, ou no mercado de balcão, e não nas bolsas. Essa opacidade agravou a crise financeira de 2008, e reguladores introduziram inúmeras regras que supervisionam os ativos desde então.

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Novos perfis de investidores surgem na mais brutal crise dos últimos 100 anos

Matemático e analista Su Choung Wei

Por Su Choung Wei*

Grande parte dos investidores olham a bolsa como um longo prazo muito longínquo, baseado na percepção que no longo prazo a bolsa é vencedora. De fato, em períodos longos, a Bolsa de Valores tende a ter melhores resultados que a renda fixa.

Também ouvimos muito que o brasileiro médio não tem educação financeira, que não sabe investir e que lhe falta formação.

Eu discordo dessas opiniões. Quando em março/2020 a B3 teve um acréscimo significativo de investidores, sendo que muitos deles estavam de olho nas quedas brutais que determinadas ações tiveram no auge da crise do COVID19, ficou demonstrado que o investidor brasileiro está, sim, se educando e mudando sua perspectiva sobre a renda variável. Muitos brasileiros já estão de olho nas cotações, procurando oportunidades para entrada e posterior saída, depois de alguns meses. E apesar dessas evoluções e mudanças, o Buy and Hold não acabou. O investidor de longo prazo, que investe sistematicamente com aportes e reinveste os dividendos, sempre terá um lugar no nosso mercado.

Porém, essas mudanças apontam para o surgimento de um novo perfil, um novo investidor, o Swinger. O Swinger entra na operação somente em momentos em que acredita ser favorável. Entre março/2020 e abril/2021 muitos novos investidores entraram na B3 comprando Petr4 a R$12,00, Vvar a R$6,00, Csna3 a R$12,00 e mais um dúzia de ativos muito descontados, e saíram na primeira onda de recuperação logo em julho/2020. Esses mesmos investidores estão agora de olho nas recentes quedas de alguns ativos.

Esse novo investidor é jovem, tem entre 21 e 35 anos, e está em fase de construção do patrimônio. É observador e tem paciência para esperar a hora de entrar. Algo bem diferente dos Day Traders, que operam sob grande pressão de resultados e de tempo.

Para ter sucesso nessa modalidade mais lenta de trade, o investidor Swinger precisa controlar a ansiedade para conseguir observar entre 5 e 10 ativos ao mesmo tempo. Mas não mais do que isso, porque pode perder o controle das informações, uma vez que no momento da operação o investidor só pode fazer uma de cada vez.

Pesquisar e estudar são parte fundamental para poder atuar na bolsa. Um investidor pode até ficar indo atrás de dicas, mas isso acaba deixando a operação muito frágil em termos de consistência, porque não gera suficiente convicção para fazer a execução.

Alguns investidores estão partindo para modelos matemáticos com ETFs, que são modelos simples, como o Gradiente Linear. O investidor, por exemplo, pode ir comprando um determinado lote de ETF e a medida que o lote cai, ele vai comprando mais do lote padrão. Quando o mercado oscila a seu favor, ele vai saindo parcialmente dos lotes que estão com lucro.

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Mas deixaremos este assunto para a próxima matéria, quando começaremos a falar sobre o Gradiente Linear.

Com mais de 20 anos no mercado financeiro, *Su Choung Wei é matemático, professor e especialista em operações estruturadas, que nada mais são do que estratégias que combinam dois ou mais ativos em uma só negociação. Você pode assistir a um treinamento gratuito de operações estruturadas com Su Choung Wei clicando aqui. As aulas, contudo, ficarão no ar por tempo limitado.

BC faz consulta pública sobre regulamentação de COE e derivativos de crédito

SÃO PAULO – O Banco Central informou nesta quinta-feira (18) que colocou em consulta pública duas propostas de regulamentação: uma para atualizar as regras de emissão dos certificados de operação estruturada (COE) e outra sobre as regras para a realização de operações de derivativos de crédito.

O principal objetivo dos dois normativos é atualizar os requisitos regulatórios e remover barreiras à realização de derivativos de crédito e à emissão de COE referenciado em risco de crédito, aprimorando as ferramentas de gerenciamento do risco de crédito à disposição do mercado financeiro, informa o comunicado.

Segundo a minuta da consulta sobre COEs, disponível no site do BC, a resolução nº 4.263, de 2013, admite o COE referenciado em risco de crédito, mas apenas em situações bastante restritas. A intenção agora é definir as características, condições de emissão e demais requisitos dessa modalidade.

Já a minuta da consulta sobre operações de derivativos de crédito aponta que elas atualmente são reguladas por normativos datados de 2002, “anteriores ao desenvolvimento de grande parte do arcabouço prudencial vigente e aplicável a esse mercado”.

Desde então, o que se verificou foi “uma pequena e breve atividade do mercado doméstico de derivativos de crédito, que não chegou a apresentar volume significativo de transações, até a desativação do módulo específico para essas operações administrado pela Cetip”.

O BC acredita que as alterações propostas oferecerão “flexibilidade, transparência e segurança necessárias aos participantes do mercado, de forma a contribuir para o desenvolvimento ordenado do mercado de crédito e para a maior eficiência do Sistema Financeiro Nacional”, com reflexos na liquidez do mercado de títulos privados e nos custos das operações de crédito.

A consulta pública está disponível até 10 de maio no site do Banco Central.

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Criador do VIX vê perdas de centenas de milhões com opções

Ações Bolsa (Carl Court/Getty Images)

(Bloomberg) – Os contratos de opções envolvendo ações de tecnologia podem ter dominado as manchetes, mas um dos pensadores mais influentes do universo de finanças alerta que a confusão nos mercados este ano tem causado problemas em outras partes do sistema.

Robert Whaley, o criador do Índice VIX, está investigando uma ampla questão no mercado de derivativos de produtos negociados em bolsa.

O problema aparece quando determinados produtos ajustam suas estratégias de investimento. Era um evento raro, mas aconteceu várias vezes durante a turbulência extrema de 2020. Detentores de opções perderam centenas de milhões de dólares por causa disso.

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“Essas coisas não acontecem com tanta frequência, mas ocorreram com frequência crescente nos últimos meses”, disse Whaley em entrevista. “Estou interessado em questões de integridade e isto é a antítese para mim.”

Quando um produto negociado em bolsa altera sua alavancagem ou muda onde investe — como quando o United States Oil Fund (código de negociação USO) começou a comprar contratos futuros de petróleo de prazo mais longo à medida que os preços despencaram —, o perfil do produto pode se transformar radicalmente. Mas diferentemente de outras decisões corporativas, como a venda de ações ou desmembramento de papéis, as opções não são ajustadas para compensar.

Em outras palavras, qualquer um que comprasse opções para apostar que o valor do USO cairia provavelmente viu o valor da aposta despencar porque as decisões do fundo significavam que o mesmo estava melhor posicionado para enfrentar a turbulência.

“Enquanto fazem essas mudanças, eles estão reduzindo a volatilidade” de um produto, disse Whaley, que é professor de finanças na Universidade Vanderbilt, em Nashville. “Isso diminui o valor para quem comprou uma opção.”

À primeira vista, pode parecer uma preocupação esotérica. Os tipos de produtos que fazem esses ajustes tendem a ser alavancados ou especializados e não destinados ao público geral. E teoricamente, investir em seus derivativos deveria ser uma prática de nicho.

Mas o mercado de opções envolvendo produtos negociados em bolsa está crescendo. Apenas em agosto, foram negociados US$ 47 bilhões em derivativos de fundos negociados em bolsa (ETF), segundo a Options Clearing Corporation, comparado a US$ 34 bilhões um ano antes. Whaley acha que as autoridades reguladoras e a maioria dos participantes do mercado ainda não perceberam todas as consequências da situação.

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Dividendos ajudam investidor a compensar quedas da bolsa

Investir em empresas que pagam dividendos é uma das formas de gerar renda passiva que mais vem ganhando destaque. Ela pode ser uma alternativa rentável mesmo se a bolsa de valores estiver em queda.

Como o foco é a geração de renda passiva, o investidor não precisa se preocupar tanto com as variações nos preços das ações no curto prazo, pois desde que a empresa continue tendo lucro, os dividendos estão garantidos.

Mas afinal, como montar uma carteira de longo prazo visando o recebimento, acúmulo e reinvestimento dos proventos? O primeiro passo é compreender o conceito dos dividendos. Trata-se de percentuais do lucro das empresas não reinvestidos no negócio, que consequentemente são distribuídos aos acionistas sob a forma de dinheiro na conta da corretora.

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O mesmo conceito vale para JCP (juros sobre capital próprio). A principal diferença entre ambos é que o dividendo é tributado pela empresa e tem sua distribuição isenta de IRPF, enquanto o JCP é tributado na fonte pela pessoa física que recebeu o provento.

Segundo Flávio de Oliveira, sócio-fundador, assessor e responsável pela mesa de Renda Variável da Zahl Investimentos, há muitas formas de montar um portfólio com ênfase no recebimento de proventos, mas os principais gatilhos são: previsibilidade de caixa, boa gestão e negócios maduros.

Por isso, é importante acompanhar o contexto do setor e da companhia em questão. “Para que uma empresa distribua proventos ela precisa ter uma expectativa positiva de caixa, ter lucros consistentes ao longo do tempo e não ter a necessidade de fazer novos investimentos vultuosos”, diz.

A explicação parece óbvia, mas o especialista diz que muitos investidores ainda utilizam apenas o índice de pagamento de proventos em uma janela de tempo passada como métrica. “Isso pode se tornar uma armadilha no longo prazo”, alerta Flávio.

Considerando um cenário ideal, a aposta em dividendos é muito atrativa. Suponha que a empresa da qual você se tornou acionista anuncie que pagará dividendos todos os meses e que, baseado em um preço pré-determinado pela companhia, isso resultaria em cerca de 8% no ano, aproximadamente 0,6% ao mês.

Nesse cenário, reinvestindo os 0,6% em novas ações dessa empresa, a cada mês o valor dos dividendos aumentaria porque a quantidade de ações total seria maior. Essa mesma porcentagem se aplicaria sobre uma base maior a cada mês, o que tornaria o reinvestimento vantajoso. Além do acúmulo dos dividendos, se a ação se valorizar durante o período é possível ter um ganho ainda maior.

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Como ‘viver de dividendos’?

Apesar de parecer um cenário extremamente favorável, Flávio alerta que o investidor que deseja viver de dividendos precisa ter paciência e fazer um planejamento cuidadoso, ainda mais em tempos de um mercado instável.

“Ele deve fazer uma projeção da expectativa de geração de sua carteira, de seu fluxo de caixa futuro e comparar com suas expectativas de gasto na data em que gostaria de começar a ‘viver de dividendos’. Vale ressaltar que após este plano ser traçado ele deve ser revisitado periodicamente para ver se as premissas básicas dele se alteraram”, diz Flávio.

Justamente para ajudar na elaboração e manutenção de planejamentos para o atingimento de seus projetos financeiros, a Zahl possui uma equipe de assessores e operadores altamente qualificados que auxiliam os clientes. “Este é um trabalho imprescindível para uma manutenção saudável de projetos financeiros, em especial os de longo prazo”, finaliza Flávio.

Importante: A publicação acima é um conteúdo patrocinado, sendo que a Infostocks Informações e Sistemas Ltda. (“InfoMoney”) não tem qualquer responsabilidade pelo conteúdo e informações disponibilizadas, não dá nenhuma segurança ou garantia, seja de forma expressa ou implícita, sobre a integridade, confiabilidade ou exatidão dessas informações, não se responsabiliza por decisões de investimentos que venham a ser tomadas com base nas informações divulgadas e se exime de qualquer responsabilidade por quaisquer prejuízos, diretos ou indiretos, que venham a decorrer da utilização deste material ou seu conteúdo. O autor ou empresa responsável pelo conteúdo estão indicados na própria publicação.

Mercado futuro: Um guia para entender seu funcionamento e começar a operar

Mercado Futuro (Crédito: Getty Images)

Para alguns investidores, ele é um ilustre desconhecido. Para outros, a principal fonte de ganhos. O mercado futuro é um tradicional aliado de hedgers (você logo vai saber do que se trata) e de especuladores justamente porque permite traçar estratégias de tipos variados. E você, sabe o que é o mercado futuro?

InfoMoney preparou esse guia para quem está interessado em dar os primeiros passos nesse ambiente, onde são negociados os contratos futuros. Ele aborda desde as características técnicas até o que um investidor precisa fazer para começar a operar. Ficou interessado? Confira abaixo:

O que é mercado futuro

O mercado futuro é o ambiente onde são negociados contratos futuros, um tipo de derivativo. Em poucas palavras, os contratos futuros representam o compromisso de comprar ou de vender uma certa quantia de um determinado bem em uma data adiante e por um preço pré-definido.

O bem envolvido nesse compromisso – também chamado de ativo subjacente – pode tanto ser uma mercadoria quanto um ativo financeiro. Um exemplo? Os contratos futuros de soja negociados na B3. Quem opera um deles, no fundo, está negociando o direito de comprar ou de vender o equivalente a 450 sacas de 60 kg de soja. O preço de cada contrato futuro se baseia na expectativa do mercado para o preço da soja na data do seu vencimento.

O mercado futuro tem algumas particularidades em relação a outros tipos de derivativos. Uma delas é o fato de que todos os negócios acontecem na bolsa de valores. Por conta disso, outra característica é a homogeneidade dos produtos. Todos os contratos precisam seguir um determinado padrão, de modo que todos os investidores tenham a certeza de que estão negociando exatamente a mesma coisa e nas mesmas condições.

Voltando ao exemplo da soja, os contratos futuros negociados na B3 preveem que o grão obrigatoriamente seja de soja tipo exportação com até 14% de umidade, 1% de matérias estranhas e impurezas, 30% de quebrados, 18,5% de conteúdo de óleo, entre outras características. Quantos detalhes, não?

Esse nível de padronização dos contratos futuros é o que permite que eles sejam negociados no pregão. Se cada investidor negociasse um tipo diferente de soja – ou de boi gordo, de ouro, de moeda ou do que quer que seja – as cotações seriam todas diferentes entre si, inviabilizando as operações.

Do jeito que o mercado funciona atualmente, todas as condições de transferência dos ativos subjacentes entre compradores e vendedores são definidas previamente pela B3 e estabelecidas nos contratos. Em cada negociação, apenas dois itens podem variar: a quantidade de contratos e o seu preço.

Sendo uniformes, os contratos futuros atendem uma quantidade maior de investidores – e, por isso, possuem maior liquidez do que outros tipos de derivativos que não são padronizados. A liquidez é importante porque permite que um investidor encontre contrapartes para se desfazer da sua operação antes do vencimento do contrato, caso isso seja necessário por alguma razão.

Para que serve o mercado futuro

Se você já entendeu o que é o mercado futuro, consegue agora dizer para que ele serve? Existem formas diferentes de utilizar os contratos futuros, e cada uma tem um objetivo específico. Podem ser usados como uma proteção – a função tradicional e também original da sua criação – ou como uma fonte de ganho financeiro. Entenda mais abaixo:

Proteção ou hedge

Os contratos futuros podem ser usados para diminuir o impacto de uma eventual mudança nos preços de mercado do seu ativo subjacente. Isso porque os futuros fixam hoje um preço para que esse bem ou ativo financeiro seja negociado em uma data à frente, não importando o quando ele efetivamente estará custando no mercado à vista.

É o que se chama de hedge. Quem faz um hedge está menos preocupado em lucrar com as operações, e mais interessado em evitar perdas.

As empresas brasileiras que possuem dívidas em dólar, por exemplo, estão sempre expostas ao risco do câmbio. Se, em determinado momento, a cotação da moeda sobe, essas dívidas encarecem. Nessa situação, as empresas precisam dispender mais reais para quitar os débitos.

Uma maneira de evitar situações como esta é comprar contratos futuros de dólar, com o preço da moeda predeterminado para uma data futura. Nesse caso, mesmo que a cotação suba, as empresas já adquiriram o direito de negociar dólar por um certo valor, assegurando previsibilidade para o custo das suas dívidas.

Da mesma forma, o setor agrícola também usa o mercado futuro para proteger os seus negócios. Operando contratos de commodities agrícolas, eles podem garantir os preços dos produtos que ainda estão na lavoura para o período em que poderão ser comercializados.

Para especular

Também é possível especular com contratos futuros. Em vez de proteção, o especulador atua no mercado para lucrar. Seu objetivo é ganhar com os pequenos diferenciais de preços em cada compra e venda de um contrato. Importa menos o ativo subjacente – se é um futuro de dólar, juros ou soja. O interesse está mesmo nos movimentos de curto prazo dos contratos.

É comum que os especuladores atuem no day trade, realizando compras e vendas dos mesmos derivativos ao longo de um só dia. Ao fim do pregão, eles apuram os ganhos ou perdas pela diferença entre os preços de cada ponta das operações. Mas há também especuladores que ficam com posições em aberto por alguns dias para aproveitar movimentos um pouco mais longos do mercado.

Para fazer arbitragem

Os investidores que procuram lucrar com as discrepâncias de preços que encontram para um mesmo produto em mercados diferentes fazem o que se costuma chamar de arbitragem. Por isso, além dos próprios contratos futuros, as operações de arbitragem podem envolver outros elementos, como as mercadorias ou os ativos financeiros negociados no mercado físico.

A estratégia da arbitragem se baseia no fato de que o processo de formação de preços não é perfeito. Embora se espere que um ativo oscile do mesmo jeito em mercados diferentes, isso às vezes não acontece. Pense num exemplo bem simples: não é comum que um mesmo combustível seja vendido a um preço mais baixo nos postos de uma cidade e mais caro na cidade vizinha? Há inúmeras razões para isso. Permitido fosse, uma maneira de realizar uma arbitragem seria comprar combustível na cidade com os preços mais baixos e revendê-lo naquela em que valor de mercado é mais alto.

Algo muito semelhante com isso ocorre no mercado financeiro. Se o preço do dólar em um contrato futuro em algum momento, mesmo que por pouco tempo, seguir um caminho ligeiramente diferente do mercado à vista, possivelmente existe uma chance de realizar arbitragem. Quando percebem um movimento desse tipo, os arbitradores agem rapidamente antes que o mercado “perceba” o lapso e ajuste os preços.

O lucro de cada operação de arbitragem costuma ser pequeno. O tamanho dos ganhos depende, portanto, da quantidade e do volume de compras e vendas. Quanto mais volumosas e frequentes forem os negócios, maiores as chances de acumular ganhos maiores.

Principais contratos do mercado futuro

Existem contratos futuros de diversas naturezas. Eles são lançados pelas bolsas de valores conforme os investidores demonstram interesse em negociá-los. Afinal, para que sejam viáveis, os contratos futuros precisam de uma certa frequência e um volume mínimo de operações para que efetivamente tenham liquidez.

Os contratos futuros sempre apresentam alguns elementos em comum que você deve conhecer para entender melhor esse mercado. São eles:

  • Objeto de negociação: É o bem ou ativo financeiro de base do contrato. A oscilação de preços do objeto é o que está em jogo nas negociações do mercado futuro.
  • Cotação: É o valor atribuído a cada unidade do bem ou ativo financeiro em negociação. No caso dos contratos futuros de soja, por exemplo, estamos falando de reais por saca. Nos contratos futuros de dólar, são reais por dólar, e assim por diante.
  • Unidade de negociação: É o tamanho do contrato em questão. Voltando ao exemplo dos futuros de soja, cada contrato equivale a 450 sacas de 60 kg de soja.
  • Mês de vencimento: Representa o mês em que cada contrato futuro será liquidado (ou seja, encerrado)

Na B3, existe uma variedade de contratos futuros negociados. Os mais tradicionais são os de commodities agrícolas, como boi gordo, milho, café, soja, açúcar e etanol.

Mas existem também futuros de ativos financeiros. um exemplo são os contratos de moedas, como dólar, euro, libra esterlina, iene (moeda do Japão) ou iuan (moeda da China).

Há ainda contratos futuros de índices de ações, como Ibovespa e S&P 500, assim como futuros de ações. Também são bastante negociados os contratos de taxas de juros, como os de DI, Selic, cupom cambial de DI ou cupom de IPCA.

Além dos contratos “cheios”, como costumam ser chamados, existem também na B3 os minicontratos futuros. Trata-se de contratos menores e mais acessíveis aos investidores.

Um contrato futuro de dólar “cheio”, por exemplo, equivale a US$ 50 mil, com um lote padrão de cinco contratos. Já um minicontrato representa US$ 10 mil, com um mínimo negociado de apenas um contrato. Além de dólar, outro contrato futuro mini muito comum é o de Ibovespa.

Como funciona o mercado futuro

Mesmo para quem já fez algum investimento na bolsa de valores, o mercado futuro tem certas peculiaridades, diferentes do mercado à vista. Certos elementos não são comuns às negociações com ações, que costumam ser o primeiro passo dos investidores na B3.

Conheça os conceitos mais importantes para quem quer operar contratos futuros:

Liquidação financeira e liquidação física

A liquidação representa o momento final de uma operação com contratos futuros, quando ocorre a transferência dos recursos e dos ativos que foram negociados. Isso acontece na Câmara de Compensação e Liquidação da B3, que tem uma estrutura de garantias para assegurar que cada parte – compradores e vendedores – cumpram suas obrigações.

As operações com derivativos padronizados são liquidadas em câmaras de compensação ligadas às bolsas ou aos sistemas de negociação cuja estrutura de garantias garante o cumprimento de todas as obrigações assumidas pelas partes. Independentemente de a operação ser padronizada ou não, há duas formas de liquidação: financeira e física.

Existem duas formas de liquidar uma operação com contratos futuros. Uma delas – a mais comum – é a liquidação financeira. No dia do vencimento do contrato, é calculada a diferença financeira entre o valor de compra e de venda do papel. O acerto acontece em dinheiro, sem a necessidade de que o ativo de base – seja uma commodity agrícola, uma moeda ou qualquer outro – precise ser efetivamente entregue em mãos à outra parte.

A liquidação física é o contrário disso. Mais comum nos mercados agropecuários e de energia, pressupõe a entrega física do ativo na data de vencimento do contrato. Ocorre que esse procedimento pode tanto ser muito custoso, quanto indesejado em alguns casos – quando o interesse do investidor passa longe de ter um carregamento de milho em casa. Pode-se simplesmente deixar a liquidação física de lado e focar na financeira.

Na B3, alguns contratos admitem tanto um formato quanto outro, mas a maior parte deles prevê apenas a liquidação financeira.

Ajuste diário

Lembre-se novamente do conceito do mercado futuro: nele, são negociados contratos que asseguram o direito de comprar ou de vender um determinado ativo ou mercadoria numa data à frente por um preço já definido. Ocorre que ao longo do tempo, até o vencimento, os preços de negociação podem mudar de acordo com as expectativas dos participantes, a oferta e a demanda dos ativos subjacentes (e dos próprios contratos).

Mesmo que um determinado futuro tenha sido negociado hoje por um certo valor, amanhã ele pode estar valendo menos, custando mais barato no mercado. Ou também pode valorizar, custando mais caro.

Essas variações de preço determinam os resultados dos investidores. Se o contrato está custando mais caro hoje do que custava quando foi comprado, a operação está registrando lucro. Mas o contrário também pode acontecer. Justamente para evitar que perdas muito grandes se acumulem até o vencimento do contrato, o que poderia causar níveis elevados de inadimplência, a B3 conta com um mecanismo chamado “ajuste diário”.

O ajuste diário é um sistema que apura as perdas e os ganhos dos investidores com os contratos futuros todos os dias. Todas as posições mantidas por eles são avaliadas a partir de um preço de referência – o preço de ajuste diário. Se o valor das posições em uma certa data está abaixo do preço de ajuste, significa que elas – naquele dia – tiveram ganho. Se, no dia seguinte, as posições estiverem com preço abaixo do ajuste, é sinal de que houve uma perda.

Na prática, as operações são ajustadas todos os dias de acordo com as expectativas do mercado para o preço futuro do ativo de referência do contrato. E os valores das diferenças que forem encontradas serão creditadas (se houve ganho) ou cobradas (se houver perda) diretamente na conta do investidor.

A existência do ajuste diário diferencia os contratos futuros de outros derivativos, como os contratos a termo – em que todo o ganho ou toda a perda é calculada de uma vez na dada do vencimento. O problema, nesse caso, é o risco maior de que os investidores envolvidos não cumpram suas obrigações, já que os prejuízos podem ser grandes.

O que acontece se o investidor não pagar um ajuste diário? A primeira consequência é que ele será declarado inadimplente pela B3, a pedido da sua corretora. Seu nome será incluído em uma lista distribuída para todos os participantes do mercado, de modo a protegê-los também. Além disso, a bolsa terá de executar as garantias que o investidor tiver registrado (você aprenderá mais sobre isso ao longo do texto) e o proibirá de fazer novas operações até que a dívida seja saldada.

Margem de garantia

Para negociar no mercado futuro, a B3 exige que os investidores deixem algumas garantias depositadas nas corretoras pelas quais operam. Na prática, a margem de garantia se parece com um depósito caução que existem em algumas negociações – como em certos contratos de aluguel.

A exigência de garantias é vista como um diferencial da bolsa, porque permite que os investidores aproveitem as oportunidades existentes em vários mercados com maior tranquilidade. Isso porque ela serve justamente para que a B3 tenha recursos à disposição para garantir o pagamento das operações em caso de inadimplência do investidor.

O valor da margem de garantia equivale a um percentual da operação com os contratos futuros. Quando os negócios são day trades – iniciados e finalizados no mesmo dia – a corretora define de quanto será. Para contratos de mais do que um dia, a definição é feita pela própria B3, de acordo com o tipo de contrato e de operação.

As garantias não precisam ser sempre depositadas necessariamente em dinheiro. Outros ativos – como ações, títulos públicos comprados pelo Tesouro Direto ou até papéis de crédito privado – também podem ser utilizados para essa finalidade.

Uma situação prática em que a margem de garantia pode ser acionada é o caso em que o investidor registra perdas no ajuste diário e precisa realizar um pagamento à bolsa. Caso o valor não seja entregue dentro dos prazos devidos, a B3 pode cobrir essa inadimplência executando a garantia deixada por ele.

Liquidação por inadimplência

Quando o investidor deixa de realizar um pagamento de ajuste diário, além de recorrer à margem e executar as garantias para quitar o prejuízo, a bolsa encerra compulsoriamente a posição que ficou inadimplente. Assim, se o investidor tinha comprado contratos futuros, eles serão vendidos e o negócio, finalizado. O objetivo é evitar o risco de que novas perdas acabem se acumulando e colocando a segurança do mercado inteiro em risco.

No caso de liquidação compulsória por inadimplência, outras garantias também podem ser acionadas pela B3, além da prestada pelo investidor. É o caso das garantias depositadas pela própria corretora através da qual ele operou e ainda pelo membro da compensação que liquida para essa corretora.

Caso as garantias sejam insuficientes, outras maneiras de assegurar a estabilidade do mercado são acionar o patrimônio do fundo especial dos membros de compensação da bolsa, do fundo de liquidação de operações e da própria B3.

Como negociar no mercado futuro

Se depois dessa leitura você ficou interessado em testar o mercado futuro, saiba qual é o passo a passo básico para começar a negociar seus próprios contratos:

Qual é seu perfil de investidor?

Esta é a primeira pergunta que você deve fazer a si próprio antes de tomar qualquer decisão de investimento. Como acha que se comportaria em diferentes cenários de mercado, ganhando ou perdendo? Qual seria sua reação diante de uma perda? Ou de um ganho? Quanto está disposto a estudar sobre o assunto?

Isso vai ajudá-lo a entender se o mercado futuro – que envolve um pouco mais de complexidade do que outros tipos de investimentos – é uma alternativa interessante para seu portfólio.

Como escolher uma corretora para operar?

Para negociar no mercado futuro, é preciso ter conta em uma corretora de valores. Ela que realizará a intermediação das operações no pregão da B3.

Para escolher a corretora mais adequada, comece verificando as taxas de negociação que são cobradas. É comum que as operações com futuros sejam de valores baixos, mas muito frequentes. Uma taxa elevada pode acabar reduzindo os ganhos.

Considere ainda aspectos como os sistemas de análise e negociação disponibilizados pela corretora no home broker, além das exigências de depósitos de margem que ela estabelece. Confira as condições para todos esses serviços.

Qual será sua estratégia no mercado futuro?

Hedger, especulador ou arbitrador? Estude as possibilidades e defina uma estratégia de investimento para si mesmo. Quando isso estiver claro, busque fazer ou ler análises sobre os contratos que chamam sua atenção.

Conte com a ajuda da sua corretora e também de casas de análise nessa tarefa, pois elas costumam disponibilizar relatórios orientando os investidores a respeito das vantagens e desvantagens de cada contrato futuro e de cada estratégia.

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B3 anuncia mudança no vencimento de opções e permite bloqueio do exercício

ações bolsa gráfico índice mercado opções compra venda sell buy (Shutterstock)

SÃO PAULO – A B3 anunciou mudanças na data de exercício e no prazo para exercer todas as opções com vencimento a partir de maio de 2021. É importante lembrar que as novas regras não valem para os derivativos que vencem antes de maio de 2021.

Hoje, a data de vencimento de uma opção é a terceira segunda-feira de cada mês. Para os contratos para maio de 2021 em diante a data limite de negociação passará a ser a terceira sexta-feira do mês de vencimento.

Outra alteração é que o último dia de negociação das opções não será mais o pregão anterior ao vencimento, e sim, a própria data em que os derivativos vencem. O horário de encerramento, neste caso, será uma hora antes do pregão regular para contratos de opção de compra e de venda sobre ações, units e Fundos Negociados em Bolsa (ETFs, na sigla em inglês).

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No caso das opções de estilo americano, a B3 afirma que poderão ser exercidas a qualquer momento da sua aquisição até a data de vencimento a não ser que sejam adquiridas no próprio dia em que vencem. Neste último caso, o exercício poderá ocorrer de maneira automática.

Já os donos de opções de estilo europeu só poderão exercê-las de forma manual na data do vencimento.

A última mudança relevante é o contrary exercise, que permite ao titular de uma opção solicitar o bloqueio do exercício automático para os derivativos dentro do dinheiro ou o exercício de forma automática para os contratos fora do dinheiro.

Essas novas regras estão valendo desde o dia 16.

O que são opções?

A opção é um derivativo negociado na Bolsa de Valores. E como qualquer derivativo, seu preço “deriva” da oscilação do ativo ao qual ela se lastreia – no caso de uma opção de ação, o contrato varia de acordo com as oscilações desta ação na Bovespa.

Existem dois tipos de opções: de compra (call) e de venda (put). Quando um investidor compra uma “call”, ele está adquirindo o direito de comprar uma determinada ação a um preço já estabelecido (que é preço de exercício, ou “strike”) até um dia de vencimento já firmado. Para o investidor que compra uma “put”, ele está adquirindo o direito de vender uma ação até um dia determinado a um valor já estabelecido.

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Ou seja: se você vendeu uma opção de compra e essa opção for exercida, você terá que vender essa ação ao detentor da opção pelo preço estabelecido; se você vendeu uma opção de venda e ela for exercida, você terá que comprar esta ação ao preço estabelecido.

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