Chegada do Open Banking abre mar de oportunidades: as instituições financeiras vão saber aproveitar?

Nos últimos anos, com o surgimento das fintechs, diversos bancos investiram no lançamento de bancos digitais, como parte de sua estratégia para a transformação tecnológica.

Se você parar para pensar, há pouco mais de 20 anos era preciso se deslocar a um banco ou caixa eletrônico para fazer uma simples transferência bancária.

A digitalização mudou a relação entre banco e cliente. É inegável essa disrupção. Mas eu gostaria de trazer uma reflexão um pouco além: o Open Banking é o verdadeiro potencializador de oportunidades.

O Open Banking força os bancos a considerarem a criação de um ecossistema de negócios como parte de sua estratégia futura, pois impulsiona fortes incentivos de mercado e estímulos regulatórios, fazendo com que os bancos foquem em economias de escopo.

Essa evolução vai desde o uso básico, habilitados por meio de interfaces de programação de aplicativos (APIs) até casos de ficção científica que exigirão alinhamento estratégico intenso entre bancos, fintechs e não bancários parceiros – como aqueles que provêm a tecnologia.

A inovação do Open Banking, que nada mais é que o compartilhamento de dados para informações de contas e iniciativas de pagamento, abre espaço para o Open Finance, que permite o compartilhamento de dados entre os setores financeiros como seguros, pensões, câmbio e investimentos, e a Open Economy, que vai além deste compartilhamento ampliando para novos players como e-commerce, game, meios de pagamento, saúde, entre outros.

Muitas instituições financeiras e não financeiras já estão aplicando algumas modalidades do Open Banking.

O Santander e o HSBC, por exemplo, lançaram aplicativos com agregação de contas e gerenciamento de finanças pessoais que fornecem aos clientes uma visão holística de suas transações financeiras de forma integrada com suas instituições.  O Santander lançou, este ano, o empréstimo para o microempreendedor individual em parceria com o Prospera.

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Os serviços do Open Banking do banco foram citados por Gil do Vigor, ex-BBB 21, em propaganda na televisão, o que fez com que o termo Open Banking tivesse um aumento de 1.000% nas buscas no Brasil, segundo dados da ferramenta Google Trend.

E não para por aí. O Open Finance também já tem sido muito bem aproveitado por instituições no Reino Unido e na Europa, que criaram marketplaces e superlojas para os consumidores em parceria com fintechs que integram investimentos, pensões e seguros.

O Starling Bank, no Reino Unido, por exemplo, possui uma gama extremamente ampla de ferramentas de negócios integradas para clientes PMEs, como comunicação, seguros, entre outros.

No âmbito da Open Economy, com o aumento do trabalho remoto, novas tecnologias foram adotadas no ambiente corporativo.

A Deel, startup de recursos humanos que acaba de virar unicórnio e de chegar ao Brasil, é uma que ajuda empresas com a folha de pagamento internacional, impostos, compliance entre outros.

São mais de 1.800 clientes corporativos no mundo. No Brasil, o Nubank é um que utiliza seus serviços.

E estes são apenas alguns dos poucos exemplos de toda a mudança que já está acontecendo por aqui e em todo o globo.

Segundo a Allied Market Research, só o Open Banking valerá US$ 43,15 bilhões em 2026.

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Acredite quando digo: com a chegada do Open Banking, Open Finance e Open Economy, estamos criando um mundo totalmente novo de possibilidades, que faz com que todos nós possamos ir muito além.

É empolgante ver tudo isso acontecendo e cada vez mais rápido. Com isso em mente, não se engane: os pioneiros colherão mais frutos no futuro. A hora de agir é agora.

Expert XP confirma Hillary Clinton como palestrante; veja os demais painéis do evento que começa dia 24

SÃO PAULO – Hillary Clinton, ex-secretária de Estado e ex-senadora dos Estados Unidos, é a mais nova palestrante confirmada para a 11ª edição da Expert XP, evento anual realizado pela companhia e um dos maiores festivais de investimentos do mundo.

O evento, que acontece de forma online e gratuita entre os dias 24 e 26 de agosto, conta ainda com a participação de nomes como Michael Bloomberg, empresário e ex-prefeito de Nova York, Randi Zuckerberg, CEO da Zuckerberg Media e irmã do cofundador do Facebook, e a renomada jogadora de futebol brasileira Marta Silva.

Grandes gestores de fundos de investimento também estão com presença confirmada, como Howard Marks (Oaktree), Larry Fink (BlackRock), Luis Stuhlberger (Verde Asset) e Mohamed El-Erian (Allianz), além de Manny Roman, CFO da gestora Pimco.

Todos os conteúdos da Expert, que incluem palestras, mesas redondas, talks e entrevistas, serão transmitidos via plataforma da XP. Serão ao todo seis palcos pelos quais vão passar alguns dos nomes mais importantes da atualidade, com mediação de jornalistas e do time de profissionais da XP.

Dentre os assuntos que serão abordados, destaque para a retomada global da economia, open banking, eleições de 2022, tendências em relação às criptomoedas e ao mercado de investimentos, bem como o papel dos influenciadores digitais na educação financeira.

“Buscamos trazer as melhores referências e especialistas do Brasil e mundo afora para compartilhar com o público suas visões de mundo e os principais temas da atualidade, assim como histórias inspiradoras. Essa edição não será diferente, com nomes de peso já confirmados e muitos outros que ainda serão anunciados”, afirma Karel Luketic, diretor de conteúdos digitais da XP Inc, em nota.

Na edição de 2020, a primeira a ser realizada de forma online, por conta da pandemia de Covid-19, o evento impactou mais de cinco milhões de pessoas e contou com mais de 200 palestrantes.

Para conferir a programação da Expert 2021, bem como acompanhar as palestras, basta fazer a inscrição no site do evento.

BC: “O open banking faz parte da estratégia de fomentar inovações que aumentem a competição”

Homem abrindo cofre (Shutterstock)

O diretor de Organização do Sistema Financeiro e Resolução do Banco Central, João Manoel Pinho de Mello, avaliou que o open banking a ser lançado no Brasil mudará a dinâmica da competição no mercado de serviços financeiros, com foco na inovação de produtos.

“A concorrência não se dará mais pela escala ou pelo tamanho do capital das instituições, mas sim pelo entendimento das demandas dos consumidores e pelo desenvolvimento de novas soluções”, afirmou, em videoconferência no evento RadicalxChange sobre “Open banking e Sistemas de Pagamento, Fintechs, e Blockchain”.

A primeira das quatro fases de implementação do open banking no Brasil está prevista para novembro deste ano, com a abertura dos dados entre as instituições financeiras. As operações por clientes dos bancos e o registro de informações na nova plataforma começarão em maio de 2021.

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Além dos bancos comerciais, a estrutura será aberta para fintechs (como são chamadas as startups financeiras) e outras instituições. Os clientes poderão optar por compartilhar seu histórico bancário com todos os participantes da plataforma, conseguindo melhores ofertas de produtos financeiros.

Mello destacou o papel da autoridade monetária em termos de supervisão, regulação e resolução no novo sistema. “O open banking faz parte da estratégia do BC de fomentar inovações que aumentem a competição no mercado financeiro, garantindo a segurança dos dados de cidadãos e empresas”, apontou.

O diretor destacou ainda o sistema de “governança assistida” que a autoridade monetária utilizará na plataforma. Apesar de não ter voto no conselho de entidades do setor que cuidarão do sistema, o BC terá poder de veto em matérias que tratem assuntos de regulação.

O secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Economia, Geanluca Lorenzon, apontou que a cooperação entre todos os players de um mesmo setor para criar uma plataforma aberta na montagem do novo sistema não tem precedentes no País. “Temos a confiança de que o BC irá garantir que a empresas sigam sua regulação dentro do novo sistema, tomando as medidas que sejam necessárias para isso”, avaliou.

Lorenzon citou ainda o sucesso outra iniciativa do BC, o chamado “sandbox regulatório”. Trata-se de ambiente hospedado pelo próprio Banco Central no qual empresas e consumidores testam produtos financeiros inovadores antes de serem lançados no mercado de forma geral. “Pretendemos levar o modelo também para setores não financeiros”, completou.

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