Twitter registra receita de US$ 1,19 bilhão no 2º trimestre, alta de 74% e maior crescimento desde 2014

Twitter na NYSE (Foto: Richard Levine/Corbis via Getty Images)

SÃO PAULO – O Twitter registrou uma receita de US$ 1,19 bilhão no segundo trimestre de 2021, alta de 74% na base anual e o maior crescimento desde 2014, informou a companhia nesta nesta quinta-feira (22), após o fechamento do mercado.

O resultado veio acima do esperado por economistas consultados pela Refinitiv, que esperavam receita de US$ 1,07 bilhão no período.

De acordo com a rede social, o resultado foi impulsionado pelo aumento da demanda por publicidade, que se intensificou com o movimento de retomada econômica pós-Covid.

Entre os meses de abril e junho, a receita com publicidade totalizou US$ 1,05 bilhão, um aumento de 87% na comparação anual. O total de engajamento nos anúncios aumentou 32%, enquanto o custo por engajamento subiu 42%.

No último trimestre, o Twitter introduziu o seu primeiro serviço de assinatura, que dá acesso aos usuários ao botão de “desfazer Tweet”, entre outras funções. A companhia lançou ainda um novo recurso de áudio, o Twitter Spaces, para concorrer com o Clubhouse.

A rede social anunciou também a introdução da ferramenta “Caixinha”, ainda em teste inicial, que permite que as pessoas adicionem os links das contas de pagamento (externas) para que outras enviem gratificações diretamente por tais serviços de terceiros.

“Entregamos um desempenho melhor do que o esperado em todos os principais produtos e regiões, enquanto aumentamos nosso público”, disse Ned Segal, CFO do Twitter, em nota.

“Continuamos a fazer um progresso significativo em nossa resposta direta e produtos de marca com formatos de anúncio atualizados, medição aprimorada e melhor previsão. Estamos agregando mais valor aos anunciantes com nosso forte impulso para publicidade baseada em desempenho e ofertas expandidas para pequenas e médias empresas”, completou.

Já o lucro líquido da companhia foi de US$ 66 milhões no segundo trimestre, ou de US$ 0,20 por ação em termos ajustados ante estimativa de US$ 0,07 do consenso Refinitiv e ante um prejuízo de US$ 1,38 bilhão registrado no mesmo período de 2020.

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Com o resultado mais forte que o esperado pelo mercado, os papéis da companhia subiam cerca de 4% na Bolsa de Nova York (NYSE) no aftermarket, após o fechamento do pregão.

Empresa revisa projeções para 2021

Após os resultados do segundo trimestre, o Twitter revisou suas projeções de crescimento e lucro para 2021.

A companhia agora espera um crescimento de ao menos 30% na base de funcionários, junto com os custos e despesas totais, com foco na área de engenharia e produtos. A expectativa, contudo, permanece a de registrar um crescimento maior nos lucros do que nas despesas no ano.

Para o terceiro trimestre, a companhia espera uma receita entre US$ 1,22 bilhão e US$ 1,3 bilhão.

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CEO do Twitter vende seu primeiro tuíte por US$ 2,9 milhões como NFT

LONDRES – O presidente do Twitter, Jack Dorsey, vendeu nesta segunda-feira seu primeiro tuíte por pouco mais de 2,9 milhões de dólares como NFT.

O tuíte está em formato de token não fungível (NFT, na sigla em inglês) – uma espécie de ativo digital único que explodiu em popularidade em 2021.

Cada NFT possui sua própria assinatura digital baseada em blockchain, que funciona como um registro público, permitindo a qualquer um verificar a autenticidade e propriedade do ativo.

O tuíte –”just setting up my twttr” – foi o primeiro publicado por Dorsey, em 21 de março de 2006.

O NFT foi vendido via leilão em uma plataforma chamada Valuables, controlada pela empresa norte-americana Cent.

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Ele foi adquirido por meio da criptomoeda Ether por 1.630,5825601 ETH, quantia que no momento da venda era avaliada em 2.915.835,47 dólares, confirmou o CEO e cofundador da Cent, Cameron Hejazi.

A Cent confirmou que o comprador é Sina Estavi. O perfil de Estavi no Twitter, @sinaEstavi, diz que ele é da Malásia e atua como CEO da companhia de blockchain Bridge Oracle. Estavi disse à Reuters, quando questionado sobre a aquisição, que está “agradecido”.

Dorsey, um entusiasta do bitcoin, publicou em 6 de março um link para o website no qual o NFT foi listado para venda. Em um tuíte de 9 de março, ele disse que converteria em bitcoin todo o lucro obtido com o leilão, que então seria doado a pessoas afetadas pela Covid-19 na África.

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Twitter registra alta anual no lucro e receita do 4º trimestre

Twitter na NYSE (Foto: Richard Levine/Corbis via Getty Images)

O Twitter divulgou nesta terça-feira, 9, que teve lucro líquido de US$ 222,116 milhões no 4º trimestre de 2020, equivalente a US$ 0,27 por ação diluída, pouco abaixo da projeção de analistas consultados pelo Wall Street Journal, de US$ 0,29.

Apesar de menor que o esperado, o lucro da empresa para o período registrou alta anual de 87,0%, o que agradou investidores, e a ação da empresa subia 3,76% no after hours em Nova York, às 18h52 (de Brasília).

No acumulado do ano, porém, o Twitter registrou prejuízo de US$ 1,136 bilhão, ante lucro de US$ 1,465 bilhão em 2019.

A receita da empresa no último trimestre do ano passado foi de US$ 1,289 bilhão, 28% acima dos US$ 1,007 bilhão registrados há um ano. Em 2020, a receita avançou 7,42% e chegou a US$ 3,716 bilhões.

O número de usuários ativos diários monetizáveis do Twitter entre outubro e dezembro de 2020 subiu 27% e chegou a 192 milhões em comparação com o mesmo período do ano anterior.

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Macron: depender da soja brasileira é o mesmo que apoiar desmatamento da Amazônia

O presidente da França, Emmanuel Macron, fez críticas ao desmatamento da Amazônia e citou especificamente a soja brasileira, relacionando-a ao problema ambiental. “Continuar a depender da soja brasileira seria ser conivente com o desmatamento da Amazônia”, afirmou Macron, em sua conta oficial no Twitter.

A publicação dele é acompanhada de um vídeo, no qual comenta a questão a repórteres.

“Nós somos coerentes com nossas ambições ecológicas, estamos lutando para produzir soja na Europa”, afirma o presidente francês.

A declaração é dada no momento em que a União Europeia e o Mercosul negociam um acordo comercial, mas o fracasso brasileiro na proteção ambiental, na opinião de algumas autoridades europeias, seria um entrave para avançar no tema.

No vídeo, Macron fala em “não depender mais” da soja brasileira, e produzi-la no continente.

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Apple, Amazon, Facebook e Twitter perdem juntos US$ 258,5 bi na sessão após resultados – mas questão vai além dos balanços

(Photo by Justin Sullivan/Getty Images)

SÃO PAULO – A sessão desta sexta-feira (30) foi de forte queda para os principais índices americanos. O Dow Jones recuou 0,59%, para 26.501,60 pontos, o S&P 500 perdeu 1,21%, para 3.269,96 pontos, e o Nasdaq teve queda de 2,45%, para 10.911,59 pontos na sessão desta sexta-feira.

Com isso, Wall Street registrou a pior semana desde o “sell-off” de março em meio a fortes baixas de papéis de grandes techs americanas, um aumento recorde em casos de coronavírus e diante do nervosismo diante das eleições presidenciais nos EUA.

Na noite da última quinta-feira, Apple, Amazon, Alphabet (dona do Google), Facebook e Twitter divulgaram os seus resultados trimestrais. Nesta sessão pós-balanços, a Apple viu as suas ações caírem 5,60%, a US$ 108,86, a Amazon teve fortes perdas de 5,52%, a US$ 3.033,68, o Facebook teve perdas de 6,31%, a US$ 263,11, enquanto o Twitter teve uma impressionante baixa de 21,11%, a US$ 41,36.

Com isso, a Apple perdeu US$ 110,48 bilhões de valor de mercado, para R$ 1,862 trilhão, enquanto a Amazon perdeu US$ 88,8 bilhões (indo a US$ 1,52 trilhão). O Facebook perdeu US$ 50 bilhões, totalizando o valor de mercado de US$ 749,6 bilhões. Já o Twitter, com a queda bem mais forte, perdeu US$ 8,75 bilhões, indo a US$ 32,7 bilhões de valor de mercado. Juntas, as quatro companhias perderam US$ 258,54 bilhões.

A exceção ficou com a Alphabet, que teve alta de 3,43%, a US$ 1.621,01, e ganhou US$ 36,57 bilhões em valor de mercado, para US$ 1,1 trilhão. Nesta semana, mais precisamente na última terça-feira (27), também foram divulgados os dados da Microsoft, cujas ações tiveram baixa de 1,10%, a US$ 202,47 nesta sessão.

Apesar dos resultados considerados positivos para Amazon e Facebook, as suas ações caíram forte na sessão em Wall Street; a Amazon previu salto nos custos relacionados à Covid-19, enquanto o Facebook alertou para um 2021 mais difícil, o que impacta as ações das companhias.

Já a Apple Inc viu seus papéis registrarem fortes perdas após a companhia informar a maior queda nas vendas trimestrais do iPhone em dois anos devido ao lançamento tardio dos novos telefones 5G. O Twitter, por sua vez, decepcionou com o baixo crescimento na base de usuários.

Já a Alphabet, dona do Google, superou as estimativas para vendas trimestrais já que as empresas retomaram os anúncios e viu as suas ações subirem.

“Os resultados das techs bateram as estimativas, ‘mas o mercado é muito exigente e esperava guidances ainda melhores. Por essa razão, todas registraram quedas (com exceção da dona do Google), pois os investidores tinham grandes expectativas”, explicaram, em nota, os analistas do Bankinter.

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A semana foi marcada pela divulgação de resultados de grandes empresas. Conforme destacam Guilherme Giserman, Vinicius Araujo e Gustavo Senday, analistas internacionais da XP Investimentos, quase 50% do S&P 500 apresentou resultados, com o peso puxado justamente pelas FAAMGs – Facebook, Apple, Amazon, Microsoft e Google -, que sozinhas respondem por 23% do valor de mercado do índice.

“Aliás, é a primeira vez que se atinge tal concentração; durante a bolha pontocom de 2000 a relação das top 5 chegou a uma máxima de 18%”, destacam os analistas.

Até o final desta sexta, 75% das empresas do mercado americano terão divulgado resultados, dando uma boa ideia de como se comportou o consumidor durante este trimestre de reabertura econômica parcial, avaliam os analistas.

Cerca de 270 das 500 maiores empresas americanas já revelaram os seus números e, no agregado, lucros vieram 17% acima dos modelos, com apenas 40 companhias desapontando (15%). Ou seja, do total, 85% ou divulgaram lucro em linha ou acima do esperado.

Até o momento todos os setores superaram as previsões, com exceção de utilities. Conforme apontam os analistas, o destaque vai para o petrolífero, com lucros 125% acima das baixíssimas expectativas (alcançando US$ 450 milhões). Mesmo assim, petroleiras são as que mais sofrem com a falta de visibilidade da demanda da commodity e veem seu faturamento cair em 34% na base anual.

O líder de crescimento de lucro no trimestre foi o setor de bens de consumo (englobando alimentos, bebidas e bens de uso doméstico), com alta de 13% ao ano.

O setor de tecnologia, por sua vez, alcançou US$ 33,2 bilhões de lucro até o momento, crescendo 11% na base de comparação anual.

Contudo, alguns analistas de Wall Street projetam que as ações de tecnologia e comunicações que impulsionaram uma recuperação massiva nos mercados dos EUA neste ano enfrentarão tempos mais difíceis nos próximos meses, não importa se o presidente republicano Donald Trump ou o desafiante democrata Joe Biden ganhe as eleições de terça-feira.

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Entre os temores no radar, estão as de regulamentações mais rígidas e perspectivas de que outro grandes projetos de estímulo impulsionaria uma rotação de ações do segmento de tecnologia para outros setores, como empresas de equipamentos e materiais de construção.

“Haverá uma mudança e ela está só começando, mas ainda levará tempo”, disse à Reuters Max Gokhman, chefe de alocação de ativos da Pacific Life Fund Advisors. Ele recentemente diminuiu a sua exposição a grandes techs de overweight (exposição acima da média do mercado) para neutra.

Alguns investidores apontaram ainda as recentes audiências em Washington como um sinal de que mais regulamentações virão para o setor, independentemente de qual for o partido do presidente.

Por outro lado, o banco americano Morgan Stanley está positivo com as empresas de tech citadas acima, possuindo recomendação equalweight (equivalente à neutra) apenas para o Twitter e equivalente à compra para Facebook, Apple, Amazon, Alphabet e Microsoft, vendo potenciais respectivos de alta para as ações de 19,7%, de 24,9%, de 23,5%, de 16,3% e de 23%. Para o Twitter, a projeção é de queda de 5,7% para os papéis.

Em relatório para comentar os resultados, os analistas do banco apontaram que os resultados de anúncios do Facebook, Google e Twitter foram fortes, reafirmando a recuperação mais rápida do que o esperado no segmento, destacando que as plataformas de grande alcance estão bem posicionadas para capitalizar as mudanças do mercado em 2021.

Contudo, nesta sessão, as incertezas pesaram mais e levaram à queda de boa parte das ações do setor. Veja abaixo os resultados detalhados e o desempenho dos BDRs (Brazilian Depositary Receipts) negociados na B3:

Apple (AAPL34, R$ 62,31, -6,92%)

Os resultados da Apple vieram levemente acima das expectativas do mercado, mas incertezas sobre a menina dos olhos da empresa, o iPhone, ofuscaram o balanço do quarto trimestre da gigante de tecnologia.

Vale ressaltar que a Apple adota um ano fiscal diferente, por isso o resultado publicado agora trata-se do último trimestre do ano fiscal de 2020 da empresa.

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A receita da empresa ficou em US$ 64,7 bilhões, acima das expectativas do mercado, que segundo dados da Refinitiv esperavam uma receita de $ 63,70 bilhões.

O lucro por ação (LPA) foi de US$ 0,73, também acima das previsões dos analistas, que apostavam em um LPA de US$ 0,71.

Apesar do aumento da receita, as vendas do iPhone caíram mais de 16% frente ao mesmo trimestre do ano passado. A empresa também deixou no ar indefinições sobre as projeções de vendas do smartphone no trimestre encerrado em dezembro, que será o primeiro do ano fiscal de 2021. Juntos, os dois fatores contribuíram para azedar o sentimento dos investidores em relação ao balanço.

A falta de detalhes, destacada por analistas, refere-se principalmente ao desempenho esperado para as vendas do iPhone 12, que foi lançado no dia 13 de outubro, com uma novidade que incomodou muitos consumidores: o novo smartphone não vem mais com fones e com o plugue do carregador.

Apesar de não apresentar as projeções de vendas, Tim Cook, CEO da Apple, disse que está otimista com o iPhone 12, destacando alguns pontos: o fato de o novo aparelho ser equipado com a tecnologia 5G; as promoções que devem ser realizadas por operadoras; e a base de clientes fiel. Cook afirmou que os dados iniciais são “realmente muito bons”.

Ainda que as vendas de iPhone tenham decepcionado no trimestre que passou, analistas estão mais focados nas comercializações futuras do iPhone 12, que devem fazer mais diferença nos próximos trimestres, já que o lançamento aconteceu apenas no meio de outubro. Veja mais clicando aqui. 

Amazon (AMZO34, R$ 8.693, -6,81%)  

A Amazon continua se beneficiando da procura crescente por compras online, em um cenário no qual diversos países continuam adotando medidas de isolamento social para combater a pandemia de Covid-19. A gigante, mais conhecida por seu comércio eletrônico, reportou nesta quinta-feira (29) os resultados financeiros para o terceiro trimestre de 2020 – e superou as projeções dos analistas.

O lucro foi de US$ 6,3 bilhões, ou US$ 12,37 por ação. Analistas consultados pela Refinitiv (Thomson Reuters Financial & Risk) e pelo portal Yahoo projetavam retornos de US$ 7,41 por ação neste trimestre. O lucro representa o triplo dos US$ 2,1 bilhões vistos no terceiro trimestre de 2019.

Já a receita ficou em US$ 96,1 bilhões no terceiro trimestre de 2020, alta de 37% sobre o mesmo período de 2019. As previsões eram de US$ 92,7 milhões.

Esse crescimento vem depois de um segundo trimestre que já tinha sido considerado muito positivo. A Amazon havia lucrado US$ 5,2 bilhões – então seu melhor resultado histórico, de uma série que começou há 26 anos. O terceiro trimestre coloca um novo recorde. Na comparação com o segundo trimestre de 2020, o lucro expandiu 21%.

Contudo, do lado negativo, pesou o guidance mais fraco para o lucro operacional, reflexo de despesas adicionais ligadas à pandemia. Veja mais clicando aqui.

Twitter (TWTR34, R$ 118,61, -21,62%) 

O Twitter registrou lucro líquido de US$ 28,7 milhões no terceiro trimestre, 21,37% inferior ao lucro de US$ 36,5 milhões de igual período de 2019, informou a companhia nesta quinta-feira (29). O lucro por ação diluído ficou em US$ 0,04, de US$ 0,05 anteriormente, ante previsão de US$ 0,06 dos analistas consultados pelo FactSet.

A receita do Twitter ficou em US$ 936,2 milhões no trimestre mais recente, crescimento de 14% ante igual intervalo do ano passado. O crescimento foi ajudado por formatos de publicidade atualizados, medição de anúncios aprimorada e o retorno de eventos que foram interrompidos devido à pandemia, disse o diretor financeiro do Twitter, Ned Segal.

A receita de anúncios no terceiro trimestre cresceu 15%, para US$ 808 milhões, superando as estimativas de US$ 645,95 milhões.

Contudo, os dados de novos usuários foram os que decepcionaram o mercado, levando à forte baixa dos papéis.  A empresa de mídia social com sede em San Francisco ainda disse que teve 187 milhões de usuários ativos diários monetizáveis (mDAU) durante o terceiro trimestre, aquém das expectativas dos analistas de 195,2 milhões de usuários, de acordo com dados da Refinitiv. No trimestre anterior, eram 186 milhões.

Já os custos e despesas cresceram 13% em relação ao mesmo período do ano passado para US$ 880 milhões, já que a empresa gastou mais com infraestrutura. Veja mais clicando aqui.

Facebook (FBOK34, R$ 53,70, -6,95%)

O Facebook teve lucro líquido de US$ 7,85 bilhões no terceiro trimestre deste ano, um avanço em relação ao resultado de US$ 6,091 bilhões de igual período de 2019. O lucro por ação diluído ficou em US$ 2,71, de US$ 2,12 anteriormente, acima da expectativa de US$ 1,90 dos analistas ouvidos pelo FactSet.

A receita da empresa ficou em US$ 21,47 bilhões no terceiro trimestre de 2020, de US$ 17,383 bilhões anteriormente. Apesar dos números positivos, a empresa também destacou em seu balanço que, olhando para 2021, “nós continuamos a enfrentar uma parcela significativa de incerteza”.

A companhia diz acreditar que a pandemia da covid-19 contribuiu para uma aceleração na mudança do comércio tradicional para o online, com aumento na demanda por anúncios.

Uma alteração na tendência, porém, poderia ser um vento contrário para o crescimento da receita no próximo ano, aponta.

Além disso, a empresa diz que espera mais ventos contrários “significativos” em direcionamento e medição, por questões como mudanças de plataforma, notadamente a iOS 14 da Apple, bem como por possíveis mudanças no panorama regulatório. Veja mais aqui. 

Alphabet (GOGL34, R$ 61,50, -2,86%)

Destoando do dia negativo dos mercados, está a Alphabet, que é dona do Google. A companhia registrou lucro líquido de US$ 11,2 bilhões no terceiro trimestre deste ano, ou US$ 16,40 por ação, superando as projeções compiladas pela Refinitiv, que apontavam para lucro de US$ 11,29 por ação.

A empresa bateu as expectativas em praticamente todas as áreas. A receita entre julho e setembro ficou em US$ 46,17 bilhões, uma alta de 14% na comparação com o mesmo período do ano passado, sendo que os ganhos com propagandas avançaram 10%, para US$ 37,10 bilhões.

No período, as chamadas “outras receitas” do Google, que inclui hardware como seus telefones Pixel e produtos em nuvem, ficaram em US$ 5,48 bilhões, em comparação com US$ 4,05 bilhões um ano atrás.

A Alphabet disse que sua receita de “outras apostas”, que inclui suas subsidiárias fora do Google, como a empresa de automóveis autônomos Waymo e a divisão Verily, rendeu US$ 178 milhões, em comparação com US $ 155 milhões no mesmo período de 2019.

“A receita total reflete o crescimento de base ampla liderado por um aumento nos gastos dos anunciantes na Pesquisa e no YouTube, bem como na força contínua do Google Cloud e Play”, disse a diretora financeira da Alphabet, Ruth Porat, em comunicado.

A receita de anúncios do YouTube aumentou para US$ 5,04 bilhões, ante US$ 3,8 bilhões um ano atrás, enquanto as vendas do Google Cloud subiram de US$ 2,38 bilhões para US$ 3,44 bilhões. Veja mais aqui.

(com informações da Agência Estado e Reuters)

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Twitter tem queda de 21% do lucro no 3º trimestre e decepciona projeções de crescimento de usuários

(Shutterstock)

O Twitter (TWTR34)  registrou lucro líquido de US$ 28,7 milhões no terceiro trimestre, 21,37% inferior ao lucro de US$ 36,5 milhões de igual período de 2019, informou a companhia nesta quinta-feira (29). O lucro por ação diluído ficou em US$ 0,04, de US$ 0,05 anteriormente, ante previsão de US$ 0,06 dos analistas consultados pelo FactSet.

Após o balanço, a ação recuava 14,74%, a US$ 44,72, no after hours em Nova York às 18h16 (horário de Brasília). No pregão regular, os papéis subiram 8,04%, a US$ 52,43.

A receita do Twitter ficou em US$ 936,2 milhões no trimestre mais recente, crescimento de 14% ante igual intervalo do ano passado. O crescimento foi ajudado por formatos de publicidade atualizados, medição de anúncios aprimorada e o retorno de eventos que foram interrompidos devido à pandemia, disse o diretor financeiro do Twitter, Ned Segal.

A receita de anúncios no terceiro trimestre cresceu 15%, para US$ 808 milhões, superando as estimativas de US$ 645,95 milhões.

Contudo, os dados de novos usuários foram os que decepcionaram o mercado, levando à forte baixa dos papéis no after-market.  A empresa de mídia social com sede em San Francisco ainda disse que teve 187 milhões de usuários ativos diários monetizáveis (mDAU) durante o terceiro trimestre, aquém das expectativas dos analistas de 195,2 milhões de usuários, de acordo com dados da Refinitiv. No trimestre anterior, eram 186 milhões.

Já os custos e despesas cresceram 13% em relação ao mesmo período do ano passado para US$ 880 milhões, já que a empresa gastou mais com infraestrutura.

O Twitter disse que espera que seus custos e despesas cresçam perto de 20% ano a ano no atual trimestre, uma aceleração em relação à taxa no terceiro trimestre.

A empresa disse que espera que as tendências de receita possam continuar ou mesmo melhorar no trimestre atual, mas alertou que é difícil prever como os anunciantes reagirão com a aproximação da eleição presidencial dos Estados Unidos em 3 de novembro, e que pode haver uma pausa nos gastos com publicidade, o que também abala as perspectivas com relação aos próximos resultados da companhia.

(Com Dow Jones Newswires, Agência Estado e Reuters)

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Ataque ao Twitter pode estar ligado a inglês de 21 anos

Twitter na NYSE (Foto: Richard Levine/Corbis via Getty Images)

O ataque ao Twitter da última quarta-feira, 15, considerada a pior falha de segurança de sua história, pode ter sido realizado por um estudante inglês de 21 anos, chamado Joseph James Connor. A informação faz parte de uma investigação realizada pelo jornalista Brian Krebs, especialista em segurança digital.

Segundo ele, Connor está ligado ao grupo de hackers conhecido como ChucklingSquad, que estaria por traz também do sequestro da conta de Jack Dorsey, presidente executivo do Twitter, em agosto de 2019.

Krebs teria identificado contas no Twitter e no Instagram que pertencem a um hacker conhecido como PlugWalkJoe, especializado em golpes do tipo Sim Swap, que permite sequestrar contas em redes sociais e serviços online a partir de um chip de celular em branco.

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Essa técnica é parecida com aquela aplicada no caso da invasão do celular do ex-ministro da Justiça Sérgio Moro em 2019. O golpe que permitiu a invasão na conta de Jack Dorsey também usou o Sim Swap.

PlugWalkJoe seria Connor e sua identificação ocorreu porque contas ligadas a ele no Twitter tuitaram imagens dos controles internos da rede social – o mesmo tipo de imagem que o Twitter passou a bloquear enquanto o ataque acontecia.

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Contas no Twitter de Obama, Buffett, Bill Gates e Elon Musk são hackeadas

Ainda segundo Krebs, a origem de todo o golpe ocorreu em fóruns online que costumam comercializar acesso a contas em redes sociais – a obsessão entre os criminosos seriam contas do tipo “OG” (abreviação para original gangster), que normalmente são compostas por pouquíssimos caracteres, como, por exemplo @b ou @joe. Dias antes do ataque ao Twitter, um anúncio em um desses fóruns prometia qualquer e-mail ligado a contas do Twitter por US$ 250 ou acesso direto às contas por valores entre US$ 2 mil e US$ 3 mil.

Horas antes do ataque ao Twitter, um colega de Krebs, especialista em segurança, e dono da conta @6, viu ela ser hackeada ao mesmo tempo em que a conta @B passou a publicar as imagens das ferramentas internas do Twitter. A conta @B estaria ligada a Connor. Segundo Krebs, o inglês de Liverpool estaria em um curso universitário na Espanha e ainda não retornou para a casa devido à pandemia de covid-19.

A reportagem não esclarece quem postou os anúncios no fórum e nem qual a sua conexão com Connor. Também não é possível saber como uma conta teria dado acesso a tantos perfis. Logo após o golpe, o site americano Vice afirmou que funcionários do Twitter foram subornados para permitirem o acesso às contas.

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Até aqui, o Twitter não comentou a investigação de Krebs e nem a reportagem da Vice. Na noite de quinta, a empresa fez uma postagem dizendo acreditar que 130 contas foram alvos dos hackers, e que apenas um pequeno grupo delas foi sequestrado pelos criminosos, possibilitando postagens.

Na noite de quarta, o Twitter afirmou que a porta de entrada para o ataque foram seus funcionários. “Detectamos o que acreditamos ser um ataque coordenado de engenharia social por pessoas que miraram com sucesso em alguns de nossos funcionários com acesso a sistemas internos e ferramentas”, declarou a rede social em uma conta oficial.

A empresa diz que segue investigando o problema. Além disso, o FBI também está investigando a invasão.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O passo a passo para trabalhar no mercado financeiro foi revelado: assista nesta série gratuita do InfoMoney.

Contas no Twitter de Obama, Buffett, Bill Gates e Elon Musk são hackeadas

SÃO PAULO – As contas no Twitter de empresários e políticos como Barack Obama, Joe Biden, Warren Buffett, Bill Gates, Elon Musk e Jeff Bezos foram hackeadas nesta quarta-feira.

Os hackers postaram tuítes fraudulentos que prometiam retorno em dobro para quem enviasse dinheiro por meio de um link de Bitcoin.

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As contas de Apple e Uber e as de Michael Bloomberg, do rapper Kanye West e da celebridade Kim Kardashian também foram hackeadas.

O Twitter informou estar ciente do problema e investigando como ocorreu. Algumas contas não relacionadas à fraude ficaram inativas hoje por conta disso, segundo informações da Bloomberg.

“Você pode não conseguir tuitar ou criar uma nova senha enquanto investigamos o incidente”, informou a companhia.

As ações da empresa chegaram a cair 3% no after-market, depois de fechar o pregão regular em alta.

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Twitter avalia serviço pago por assinatura, diz Bloomberg; ações saltam mais de 7% na NYSE

Twitter Twitter

(Bloomberg) – As ações do Twitter dispararam nesta quarta-feira (8) em meio a especulações de que a empresa de redes sociais social prepara um serviço pago por assinatura. Na NYSE, os ativos fecharam em alta de 7,43%, a US$ 35,41.

O Twitter estuda fontes alternativas de receita, incluindo algum tipo de oferta de assinatura, de acordo com uma pessoa a par dos planos da empresa. Um novo grupo chamado Gryphon ainda está sendo formado, e é possível que um produto de assinatura nunca seja lançado, acrescentou a pessoa, que pediu para não ser identificada.

A empresa publicou recentemente vagas de empregos anunciando a Gryphon, descrita como “construindo uma plataforma de assinatura, que pode ser reutilizada por outras equipes no futuro”. O novo grupo de engenheiros da web vai trabalhar em estreita colaboração com a equipe de pagamentos e com o Twitter.com, de acordo com a postagem. As notícias do anúncio geraram especulações no Twitter.

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Um porta-voz do Twitter não comentou.

A ideia de um produto de assinatura do Twitter tem sido discutida há anos como alternativa aos atuais negócios de publicidade e dados da empresa. Em 2017, o ex-diretor de operações Anthony Noto disse que o Twitter avaliava cobrar por recursos aprimorados no Tweetdeck, o produto do Twitter para usuários avançados, embora o plano nunca tenha se materializado. Mais de 84% da receita do Twitter vem da publicidade, um negócio que crescia antes da pandemia de coronavírus varrer o mundo. Adicionar um serviço de assinatura pode ajudar a empresa a diversificar os negócios. No primeiro trimestre, as vendas do Twitter aumentaram apenas 3%, o menor ganho em mais de dois anos.

O diretor-presidente do Twitter, Jack Dorsey, também está sob pressão de investidores ativistas para acelerar os negócios da empresa, e é possível que um serviço de assinatura que inclua recursos especiais para usuários mais frequentes possa gerar mais receita no momento em que orçamentos de publicidade estão em queda.

Mark Zgutowicz, analista da Rosenblatt Securities, disse que é “altamente improvável” que o Twitter considere pacotes de assinatura paga por seu serviço. No entanto, poderia haver uma tipo de assinatura “para dados e análises que seus usuários avançados possam considerar”. O mercado total inicial pode ter menos de 10 milhões de usuários, disse.

Simplesmente cobrar pelo principal produto do Twitter sempre foi visto como um gargalo em potencial para o crescimento da base de usuários, que é importante para uma empresa que lucra com publicidade.