Commodities agrícolas têm semana de forte volatilidade nos EUA: entenda o que causou o movimento

A semana foi marcada por grande volatilidade nos preços internacionais dos grãos. De um lado, a melhora nas condições climáticas dos Estados Unidos puxou para baixo tanto as cotações do milho quanto da soja, negociadas na Bolsa de Chicago.  Dando sustentação, a demanda aquecida da China e das indústrias de etanol dos Estados Unidos evitou perdas mais acentuadas. O saldo foi uma valorização semanal de apenas 0,28% nos preços da soja para julho e uma modesta queda de 0,08% nas cotações do milho, também para julho.

A partir de agora, o mercado internacional de grãos passa a ficar extremamente sensível às variações climáticas, especialmente nos Estados Unidos. Por enquanto, o clima tem favorecido o avanço do plantio e o desenvolvimento das lavouras americanas.

O último dado do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgado no início desta semana, mostra que o plantio da safra de soja já foi concluído em 75% da área. O ritmo de trabalho está mais acelerado do que o observado no mesmo período do ano passado, quando o plantio havia sido realizado em 63%. O milho tem situação semelhante. Mais perto do término do plantio, 90% da área já foi cultivada, ante 87% de 2020.

Com o plantio caminhando bem, o mercado passa a olhar agora para o desenvolvimento das lavouras em si. E, ao que tudo indica, a maior parte da região produtora dos Estados Unidos deve presenciar as próximas duas semanas de chuvas, o que é essencial para essa fase do desenvolvimento. No que se refere às temperaturas, o clima mais quente, nesse momento, é o ideal para as lavouras, mas as baixas temperaturas já registradas nas áreas mais ao norte do cinturão agrícola americano podem atrasar o desenvolvimento das plantas.

Se o clima foi o fator de pressão para os preços nesta semana, a demanda aquecida evitou que os preços caíssem demais.

Na última quarta-feira, a Agência de Informação de Energia (EIA) atualizou os dados semanais de produção de etanol nos Estados Unidos. O resultado foi um aumento de 38% na produção e uma redução de 18% na oferta em comparação ao mesmo período do ano passado. Vale lembrar que os americanos produzem o biocombustível a partir do milho, ou seja, um crescimento na produção de etanol significa aumento da demanda do cereal.

Além disso, as vendas semanais de soja e milho dos Estados Unidos vieram acima das expetativas do mercado. Foram encomendadas 5,69 milhões de toneladas de milho, das quais 5,64 milhões pela China, e 248,30 mil toneladas de soja, tendo o México como destino principal.

Dentro de todo esse cenário, o resultado do pregão desta sexta-feira reflete bem tudo o que aconteceu ao longo da semana. Os contratos de soja para agosto encerraram o pregão de hoje a US$ 14,813 por bushel (US$ 32,66 por saca), com queda de 0,4%. Na semana, o vencimento acumulou ganhos de modestos, 0,8%. Já o milho para setembro recuou 2,1% para US$ 5,73 por bushel (US$ 13,54 por saca), acumulando na semana um valorização de 0,1%.

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Com variações climáticas nos EUA, commodities agrícolas passam por período de alta volatilidade

SÃO PAULO – A semana foi marcada por grande volatilidade nos preços internacionais dos grãos. De um lado, a melhora nas condições climáticas dos Estados Unidos puxou para baixo tanto as cotações do milho quanto da soja na Bolsa de Chicago. Dando sustentação, a demanda aquecida da China e das indústrias de etanol dos Estados Unidos evitou perdas mais acentuadas. O saldo foi uma valorização semanal de apenas 0,28% nos preços da soja para julho e uma modesta queda de 0,08% nas cotações do milho, também para julho.

A partir de agora, o mercado internacional de grãos passa a ficar extremamente sensível às variações climáticas, especialmente nos Estados Unidos. Por enquanto, o clima tem favorecido o avanço do plantio e o desenvolvimento das lavouras americanas.

O último dado do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgado no início desta semana, mostra que o plantio da safra de soja já foi concluído em 75% da área. O ritmo de trabalho está mais acelerado do que o observado no mesmo período do ano passado, quando o plantio havia atingido o percentual de 63%. O milho tem situação semelhante. Mais perto do término do plantio, 90% da área já foi cultivada, ante 87% de 2020.

Com o plantio caminhando bem, o mercado passa a olhar agora para o desenvolvimento das lavouras em si. E, ao que tudo indica, a maior parte da região produtora dos Estados Unidos deve presenciar as próximas duas semanas de chuvas, o que é essencial para essa fase do desenvolvimento. No que se refere às temperaturas, o clima mais quente, neste momento, é o ideal para as lavouras, mas as baixas temperaturas já registradas nas áreas mais ao norte do cinturão agrícola americano podem atrasar o desenvolvimento das plantas.

Se o clima foi o fator de pressão para os preços nesta semana, a demanda aquecida evitou que os preços caíssem demais. Na última quarta-feira, a Agência de Informação de Energia (EIA) atualizou os dados semanais de produção de etanol nos Estados Unidos. O resultado foi um aumento de 38% na produção e uma redução de 18% na oferta em relação ao mesmo período do ano passado. Vale lembrar que os americanos produzem o biocombustível a partir do milho, ou seja, um crescimento na produção de etanol significa aumento da demanda do cereal.

Além disso, as vendas semanais de soja e milho dos Estados Unidos vieram acima das expetativas do mercado. Foram encomendadas 5,69 milhões de toneladas de milho, das quais 5,64 milhões pela China, e 248,30 mil toneladas de soja, tendo o México como destino principal.

Dentro de todo esse cenário, o resultado do pregão desta sexta-feira reflete bem tudo o que aconteceu ao longo da semana. Os contratos de soja para agosto encerraram o pregão desta sexta-feira (28) a US$ 14,813 por bushel (US$ 32,66 por saca), com queda de 0,4%. Na semana, o vencimento acumulou ganhos de modestos, 0,8%. Já o milho para setembro recuou 2,1% para US$ 5,73 por bushel (US$ 13,54 por saca), acumulando na semana um valorização de 0,1%.

Semana de fechamento de commodities

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Puxadas pelo minério, exportações para a China crescem 36% até abril

O aumento dos preços internacionais da soja e, principalmente, do minério de ferro, combinado com uma retomada da economia mundial, fez as exportações brasileiras para a China dispararem ainda mais e atingirem o maior nível da história para os meses de janeiro a abril. Nos primeiros quatro meses do ano, o País já exportou o equivalente a US$ 27,63 bilhões para os chineses, o maior valor na série histórica para o mesmo período. O número representa um aumento de 36% em relação ao mesmo período do ano passado.

Com o crescimento, o Brasil aprofunda mais sua dependência do mercado chinês. O país asiático é hoje o destino de 34% dos produtos brasileiros, nível mais alto da história e mais que o triplo das vendas para os EUA (10%), o segundo maior importador. No ano de 2001, que marcou a entrada da China na Organização Mundial do Comércio, 24% das exportações brasileiras tinham como destino os EUA e apenas 2%, a China.

Ao mesmo tempo, o governo Jair Bolsonaro continua a criticar os chineses, o que traz preocupações ao mercado. No episódio mais recente, no início deste mês, o presidente insinuou que o país asiático poderia ter criado o coronavírus propositalmente, como parte de uma “guerra química”. “As críticas do presidente só não prejudicam mais o comércio porque a China não tem um fornecedor alternativo ao Brasil”, diz José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB).

Alta de preços

O crescimento do primeiro quadrimestre foi puxado principalmente pelas exportações de minério de ferro, cujo preço da tonelada nos mercados internacionais passou de US$ 80 para mais de US$ 200 em um ano. Com isso, as vendas do produto para a China tiveram uma alta de 96%, somando mais de US$ 7,6 bilhões de janeiro a abril.

As exportações de soja e petróleo para a China também subiram, mas em um nível menor (22% e 27%). Juntos, os três produtos correspondem a 81% de tudo que o País exporta para a China. “O Brasil tem produtos competitivos e uma taxa de câmbio favorável. Os exportadores ganham mercado onde é possível. Assim, a China vai continuar sendo o principal destino”, diz Mário Cordeiro, economista-chefe da Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex).

A maior demanda por commodities com preços elevados já faz especialistas preverem um ano excepcional para o setor externo. Em relatório obtido pelo Estadão, a AEB estima um superávit comercial recorde de US$ 79,8 bilhões de dólares para 2021, superando o nível em 2017 (US$ 67 bilhões). “Temos uma situação favorável. Tudo vai crescer em relação ao ano passado, que foi mais fraco”, diz Castro. “O problema é que temos de rezar todo dia para que a demanda na China continue bem.”

O crescimento da China como compradora de produtos brasileiros também tem elevado a participação das commodities nas exportações brasileiras, e a uma redução dos produtos manufaturados.

De acordo a AEB, todos os dez principais produtos exportados pelo Brasil são commodities agrícolas e minerais, e a China é a maior compradora de seis desses produtos (soja, minério de ferro, petróleo bruto, carne bovina, carne de aves e celulose). Castro lembra que 75% das exportações brasileiras são commodities, enquanto 85% das importações são de produtos da indústria de transformação.

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Para Welber Barral, ex-secretário de Comércio Exterior (2007-2011) e sócio-fundador da BMJ Consultores Associados, o aquecimento das exportações no Brasil tem relação com os preços em alta, e não necessariamente com um maior volume. “Havia uma demanda reprimida e a economia chinesa teve uma rápida recuperação. Além disso, problemas com a oferta do minério de ferro fizeram os preços subirem”, diz Barral. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Soja acumula queda de 4,2% em Chicago com melhora do clima nos EUA

A melhora das condições climáticas nos Estados Unidos ao longo dos últimos dias fez com que as cotações da soja acumulassem perdas nesta semana. Os contratos com vencimento em julho fecharam o pregão de sexta-feira cotados a US$ 15,245 por bushel (US$ 33,61 por saca), em queda de 0,57%. Com o desempenho de hoje, as cotações acumularam uma desvalorização de 4,18% na semana.

Os últimos dados de plantio nos Estados Unidos indicam que 61% da área estimada para a soja na safra 2021/22 já foi plantada até o último domingo. O desempenho significa um avanço de 19 pontos percentuais em comparação à semana anterior, mas, mostra também, um avanço significativo ao plantio do ano passado. No mesmo período de 2020, o plantio havia sido concluído em 51%, ou seja, os trabalhos deste ano estão adiantados em comparação ao ano passado.

Com as chuvas que atingiram praticamente todas as regiões produtoras ao longo dessa semana, a expectativa do mercado é que o ritmo de plantio se intensifique ainda mais e garanta um bom desenvolvimento das lavouras, pelo menos por enquanto. O novo relatório de plantio realizado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) será divulgado na próxima segunda-feira.

No milho a situação não é diferente. Praticamente toda a região produtora tem sido beneficiada pelo clima desde meados da semana. Até o último domingo, o plantio havia sido concluído em 80% da área estimada, tendo avançado 13 pontos percentuais em apenas uma semana. O ritmo de plantio está levemente maior que o registrado no mesmo período do ano passado, quando 78% da área havia sido cultivada. Contudo, o desempenho deste ano é o maior desde 2018.

A melhora nas condições climáticas foi o fator de queda dos preços no pregão dessa sexta-feira. Os contratos com vencimento em julho terminaram o dia a US$ 6,565 por bushel (US$ 15,51 por saca), com baixa de 1,2%. Apesar da queda de hoje, as cotações do milho acumularam ganhos de 1,82% ao longo da semana.

O motivo para a valorização semanal do milho foi a demanda da China, que foi bastante ativa em suas compras nos últimos dias. Exceto por hoje, o USDA reportou encomendas diárias de milho americano. Na segunda-feira, a compra foi de 1,7 milhão de toneladas. Na terça, os chineses compraram outras 1,36 milhão de toneladas. Um novo lote de 1,36 milhão de toneladas foi adquirido na quarta-feira e, finalmente, outras 1,224 milhão foram adquiridas ontem. No total, foram 5,64 milhões de toneladas encomendadas nos últimos cinco dias.

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Depois de forte rali, preços do milho caem ao menor patamar de maio e soja desacelera

SÃO PAULO – Os preços do milho na Bolsa de Chicago caíram ao menor patamar do mês, depois de terem alcançado o maior nível em oito anos. As perdas ocorreram nesta semana, após o relatório mensal de oferta e demanda mundial divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) na última quarta-feira (12).

O documento contrariou as expectativas do mercado, que esperava um aumento na estimativa de exportação dos Estados Unidos, após a entidade ter reduzido a projeção para a produção e exportação de milho do Brasil.

No relatório da última quarta-feira, o USDA reduziu em 7 milhões de toneladas sua projeção para a safra brasileira de milho do ciclo 2020/21, para 102 milhões de toneladas.

Ao mesmo tempo, as exportações do Brasil foram revisadas em 4 milhões de toneladas, recuando para 35 milhões de toneladas. Nesse contexto, o mercado esperava que o volume que deixará de ser vendido pelo Brasil fosse transferido para os Estados Unidos. Contudo, o USDA reduziu a estimativa de vendas externas americanas em 8,2 milhões de toneladas para 62,2 milhões de toneladas.

Com o sinal dado pelo USDA, a menor demanda pelo milho brasileiro não deve ser absorvida pelos Estados Unidos. Possivelmente, importadores devem buscar a commoditiy em outros países, como Argentina e Ucrânia. Essa hipótese diminuiria a demanda do mercado externo pelo cereal americano, elevando a oferta no mercado interno do país, por isso o recuo nos preços em Chicago.

Como resultado, o contrato do milho para julho negociado na Bolsa de Chicago fechou o último pregão da semana em US$ 6,448 por bushel (US$ 15,23 por saca), com uma queda diária de 4,4% e um recuo semanal de 11,8%. Mesmo no menor patamar do mês de maio, as cotações do cereal ainda acumulam ganhos de 13,5% em 30 dias.

Soja

Depois da ressaca gerada pelo relatório do USDA, os preços da soja terminaram o pregão desta sexta-feira (14) em alta. O contrato para julho fechou o dia em US$ 15,910 por bushel (US$ 35,08 por saca), com ganhos de 0,4%. Na semana, as cotações de soja ficaram praticamente estáveis, acumulando um modesto ganho de 0,1%.

Após a divulgação das previsões do USDA, as cotações da soja iniciaram um movimento de realização de lucros, depois de terem alcançado os maiores patamares desde 2012 nas últimas semanas.

Além da melhora nas condições climáticas que tendem a garantir o avanço do plantio nos Estados Unidos e o desenvolvimento das lavouras de uma forma tranquila, pelo menos pelos próximos dez dias, os preços da soja também foram influenciados pelo bloqueio do fluxo de cargas no Rio Mississipi após a queda de uma ponte. O tráfego, contudo, já foi restabelecido e a liberação ajudou na recuperação do mercado nesta sexta-feira.

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Entre perdas e ganhos, o mercado reavalia agora os dados de estoques americanos de soja acima do esperado. O USDA manteve a previsão de estoque final da safra 2020/21 em 3,27 milhões de toneladas, quando a expectativa dos operadores era que o volume fosse reduzido para 3,21 milhões. Já para a safra 2021/22, que está sendo plantada neste momento, os estoques finais foram estimados em 3,81 milhões de toneladas, também acima das 3,59 milhões de toneladas estimadas pelo mercado.

No Brasil, apesar da queda de quase 2% no pregão dessa sexta-feira, os preços do milho para julho na B3 acumulam ganhos semanais superiores a 2%. Essa alta é explicada pela retração na oferta por conta da resistência dos produtores em elevar a disponibilidade. Devido à seca que atinge o Brasil, ainda há incertezas sobre a capacidade de se manter os compromissos já assumidos.

A Datagro informou que a comercialização da primeira safra de milho já chega a 57,1%. O volume representa um avanço sobre os 44,2% registrados em abril, mas é um volume menor aos 66,4% negociados no mesmo período do ano passado. No caso da segunda safra, que ainda será colhida, a venda antecipada está em 51,1%, abaixo dos 55,8% registrados em maio do ano passado.

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Lucro da SLC Agrícola salta 141%, a R$ 377 mi, puxado pela alta de preços e safra recorde de soja

SÃO PAULO – A SLC Agrícola (SLCE3) viu seu lucro líquido subir 140,9% no primeiro trimestre deste ano na comparação com o início de 2020, atingindo R$ 376,8 milhões. O resultado foi puxado pelo aumento do valor dos ativos biológicos de soja, em meio a preços mais altos das commodities agrícolas.

“A variação é explicada notadamente devido a preços e produtividades superiores à safra anterior, ou seja, expectativa de melhores margens para a safra 2020/21 versus a safra 2019/20”, disse a SLC em seu release de resultados.

A geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, (Ebitda, na sigla em inglês) ficou em R$ 272,5 milhões, um crescimento de 49,1% em relação ao mesmo período do ano passado.

O crescimento do Ebitda se deu pelo resultado bruto realizado de soja e do caroço de algodão no comparativo entre os trimestres, comentou a SLC.

Já a receita líquida cresceu 30,8% no primeiro trimestre, com os ganhos do algodão em pluma, produto que possui maior valor agregado, sendo 23% superiores aos registrados um ano antes.

A SLC ainda disse que encerrou a safra 2020/2021 com recorde de produtividade na cultura da soja pelo quarto ano consecutivo. A produtividade da soja foi de 3.970 kg/ha, versus 3.906 kg/ha em 2019/20, 5,7% superior ao projeto inicial e 12,7% superior à média nacional.

“Mesmo com o atraso do plantio ocorrido em decorrência da postergação no início das chuvas, os rápidos ajustes de planejamento agrícola e a celeridade de plantio que a companhia possui possibilitaram ainda o atingimento desse novo recorde de produtividade”, disse a companhia.

(Com Reuters)

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Soja e milho encerram semana em alta e EUA têm 99% da exportação de milho comprometida

SÃO PAULO – Os preços da soja e do milho acumularam uma forte valorização nesta semana na Bolsa de Chicago. O contrato do milho para julho terminou a sexta-feira (7) cotado a US$ 7,31 por bushel (US$ 17,27 por saca), alta diária de 1,7% e um ganho acumulado de 8,6% na semana. Já o vencimento da soja para julho, subiu 1,3% nesta sexta, para US$ 15,90 por bushel (US$ 35,05 por casa), terminando a semana com uma valorização de 3,5%.

A alta nos preços do milho se justifica pela disponibilidade restrita do cereal no mercado físico, aliada a uma perspectiva de que a oferta poderá ser menor do que o esperado no futuro.

A última estimativa de safra da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgada no início de abril, prevê que a safra nacional de milho será de 108,9 milhões de toneladas, mas já existe um certo consenso no mercado de que a produção brasileira será inferior a 100 milhões de toneladas.

Na próxima semana, a Conab divulga sua estimativa de maio e, ao que tudo indica, a estatal tende a ajustar os números referentes à segunda safra, que segue em fase de desenvolvimento e já tem perdas confirmadas no Paraná, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Nos Estados Unidos, a safra de milho está sendo plantada. Até agora, os trabalhos foram concluídos em 46% da área estimada, ritmo semelhante ao observado no ano passado. A grande incógnita, no entanto, é o clima. Qualquer efeito negativo sobre o rendimento das lavouras que possa representar uma oferta menor será imediatamente refletivo na Bolsa.

Do ponto de vista de demanda, mesmo tendo atingido os maiores patamares dos últimos oito anos, os preços não têm afastado o interesse dos compradores. Nesta sexta-feira, por exemplo, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) anunciou uma venda de 1,36 milhão de toneladas de milho americano da safra 2021/22 para a China. Além desse volume, outras 188,46 mil toneladas da safra 2020/21 e 101,6 mil da safra 2021/22 foram negociadas para destinos desconhecidos. O anúncio de hoje confirma um rumor surgido durante a semana no mercado, de que a China estava agressiva em sua demanda pelo cereal.

Na quinta-feira (6), o USDA revelou que as exportações semanais de milho dos Estados Unidos somaram 2,195 milhões de toneladas na semana encerrada em 29 de abril. O volume representa um crescimento de 15% em comparação à semana anterior. Com a atualização do dado, os Estados Unidos passam a ter comprometidos 99% da projeção de exportação feita pelo próprio USDA, ainda faltando alguns meses para o fim da safra.

No caso da soja, a oferta restrita também é o fator chave da alta dos preços. A demanda pelo grão, no entanto, tem como foco a produção de óleo de soja. O produto também tem registrado seguidas altas em Chicago, acompanhando a valorização dos óleos vegetais pelo mundo. No mercado asiático, por exemplo, o óleo de soja negociado na Bolsa de Dalian, na China, teve mais um dia de alta, fechando a semana com ganhos acumulados de 12%. Na Malásia, o óleo de palma renovou máximas em décadas e terminou o último pregão com ganhos de 4,98%.

A China também segue como uma grande demandante de soja. A Administração Geral de Alfândegas da China (GACC, na sigla em inglês) reportou na última madrugada que as compras chinesas de soja no mês de abril somaram 7,45 milhões de toneladas. O número representa um crescimento de 11% em comparação a abril de 2020 e de 4% em relação às importações de março deste ano. De janeiro a abril, as compras de soja chinesas acumulam 28,62 milhões de toneladas, resultado 17% superior ao registrado nos primeiros quatro meses de 2020.

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Declaração de Macron sobre produção de soja brasileira mostra completo desconhecimento, diz Agricultura

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento se pronunciou nesta quarta-feira, 13, em relação às declarações do presidente da França, Emmanuel Macron, sobre o desmatamento na Amazônia e a produção de soja no Brasil. Em nota oficial, a pasta relatou que a soja brasileira “não exporta desmatamento”. Para o ministério, a fala de Macron demonstra desconhecimento sobre os métodos de produção brasileiros.

“A declaração do presidente francês, Emmanuel Macron, sobre a soja brasileira mostra completo desconhecimento sobre o processo de cultivo do produto importado pelos franceses e leva desinformação a seus compatriotas”, destacou a pasta.

Mais cedo, o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, também havia avaliado que a fala do mandatário francês indicava desconhecimento sobre a produção brasileira do grão.

Na terça-feira, 12, em suas redes sociais, o presidente francês afirmou que “continuar a depender da soja brasileira seria ser conivente com o desmatamento da Amazônia”. No vídeo publicado em sua conta oficial no Twitter, o presidente francês fala em “não depender mais” da soja brasileira e produzir o grão na Europa. “Nós somos coerentes com nossas ambições ecológicas, estamos lutando para produzir soja na Europa”, disse.

O comunicado do Ministério ressaltou que a legislação ambiental brasileira é uma das mais “rigorosas” do mundo. O uso de “tecnologias reconhecidas que ampliaram a sustentabilidade de sua produção agropecuária” também foi destacado.

“Toda a produção nacional tem controle de origem. A soja brasileira, portanto, não exporta desmatamento”, afirmou a pasta.

De acordo com o ministério, o Brasil “detém domínio tecnológico para dobrar a atual produção com sustentabilidade, seja em áreas já utilizadas, seja recuperando pastagens degradadas, não necessitando de novas áreas”.

A nota oficial citou, ainda, a condição do País de maior produtor e exportador de soja do mundo, responsável por abastecer mais de 50 países com grãos, farelo e óleo.

A fala de Macron repercutiu negativamente no setor produtivo. Em nota, o líder da bancada ruralista, deputado Alceu Moreira (MDB-SP), disse que a produção da oleaginosa está dissociada de qualquer processo de desmatamento desde 2008.

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“Alertamos que a política interna da França não pode colocar em xeque outra nação e a legalidade de nossas políticas públicas para a agricultura como um todo”, afirmou o deputado.

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Macron: depender da soja brasileira é o mesmo que apoiar desmatamento da Amazônia

O presidente da França, Emmanuel Macron, fez críticas ao desmatamento da Amazônia e citou especificamente a soja brasileira, relacionando-a ao problema ambiental. “Continuar a depender da soja brasileira seria ser conivente com o desmatamento da Amazônia”, afirmou Macron, em sua conta oficial no Twitter.

A publicação dele é acompanhada de um vídeo, no qual comenta a questão a repórteres.

“Nós somos coerentes com nossas ambições ecológicas, estamos lutando para produzir soja na Europa”, afirma o presidente francês.

A declaração é dada no momento em que a União Europeia e o Mercosul negociam um acordo comercial, mas o fracasso brasileiro na proteção ambiental, na opinião de algumas autoridades europeias, seria um entrave para avançar no tema.

No vídeo, Macron fala em “não depender mais” da soja brasileira, e produzi-la no continente.

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Com preços em alta, commodities vão alavancar receitas de exportações

Produção de soja, commodities, agricultura (fotokostic/GettyImages)

Impulsionadas principalmente pelo minério de ferro, as principais commodities produzidas no País devem alavancar as receitas brasileiras com exportações neste ano, amenizando a crise econômica remanescente da pandemia. Segundo estimativas da Tendências Consultoria, o minério, a soja e o petróleo devem registrar uma alta de 12,9% nos preços nos próximos 12 meses.

“Em 2021, devemos alcançar um nível de preços que não vimos nos últimos seis anos”, diz a economista Yasmin Riveli, da Tendências. Segundo um índice de preços da consultoria que engloba as três principais commodities exportadas pelo Brasil, as cotações do minério de ferro, da soja e do petróleo estarão, neste ano, 33% acima do verificado em 2016 – o pior ano da década para as commodities e o segundo pior para a economia brasileira.

Na comparação com o super ciclo do segmento ocorrido entre 2010 a 2014, porém, os preços ainda estarão 34% abaixo dos registrados em 2011, o melhor ano do período.

Yasmin explica que a cotação do minério de ferro vem batendo máximas históricas, mas os preços do petróleo e da soja, apesar de estarem se recuperando, devem continuar em níveis inferiores aos observados no início da década passada. Essa combinação acabará inviabilizando um novo super ciclo de commodities, como alguns analistas vinham projetando para 2021.

O minério de ferro é a commodity cujo preço mais depende da economia chinesa, e a demanda no país está acelerada com a retomada da indústria. Durante o ano passado, o preço do produto subiu 94,7%.

Já o petróleo e a soja estão mais conectados com o restante do mundo, que ainda patina com a instabilidade econômica decorrente da pandemia. Ainda assim, problemas climáticos e a demanda da China – cujo governo estimulou o aumento de estoques de grãos, preocupado com uma possível falta de alimentos por conta da covid – fizeram com que o preço da soja subisse 35,6% em 2020.

Única commodity das mais importantes exportadas pelo Brasil a ter queda na cotação em 2021, o petróleo também está em situação que pode ser considerada positiva. O preço do barril caiu 22,5% no ano passado, mas teve uma recuperação de 163% desde que atingiu o fundo do poço, ao ser cotado a US$ 19,54 em abril, quando o mundo estava em lockdown.

Incertezas

A economista Lia Valls, do FGV Ibre, reconhece que a expectativa no mercado é que os preços continuem em patamares elevados no primeiro semestre deste ano, mas alerta que as incertezas também são altas. “Não é certo se haverá um novo ciclo. As pessoas estão vendo a economia começar a se recuperar, mas ninguém sabe quão forte será a segunda onda da pandemia.”

Para Júlia Passabom, economista do Itaú Unibanco, há espaço “na margem” para novos aumentos. “Podemos continuar vendo preços mais altos, uma vez que tem o La Niña (fenômeno climático que reduz a produção agrícola) e os estoques (de grãos) caem. O minério também está bastante atrativo, mas é preciso observar se tem fôlego para andar mais do que já andou”, afirma.

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A economista diz também não esperar que a alta das commodities pressione ainda mais a inflação. “Há espaço para a inflação desacelerar, porque o choque vai se dissipando”, acrescenta.

Minério pode ir a US$ 180 com menor produção

O minério de ferro, que passou 2020 todo em alta, acelerou o ritmo em dezembro e bateu a casa dos US$ 160 por tonelada no fim do ano. A divulgação de estimativas de produção decepcionantes pela Vale tornou remoto o cenário de equilíbrio entre oferta e demanda e agiu como catalisador da curva de alta, que vinha sendo sustentada pela forte demanda da China no pós-pandemia.

A mineradora brasileira divulgou, no início de dezembro, que espera entregar neste ano entre 315 milhões e 335 milhões de toneladas. Em 2019, a empresa havia anunciado uma projeção diferente: de 375 milhões a 395 milhões de toneladas para 2021.

Em relatório, a consultoria australiana Macquarie afirmou que, com a redução das projeções da Vale, ficou difícil enxergar como o mercado pode atingir o equilíbrio – até porque, com a chegada da vacina contra a covid, a tendência é de retomada da produção de aço em países da Europa e no Japão, aquecendo a demanda.

A Macquarie calcula uma falta de 50 milhões de toneladas de minério em 2021 e diz que as opções de oferta adicional – como maior exportação pela Índia e a reativação de mineradoras chinesas de alto custo – não estão à mão de imediato. A conclusão é que um aumento adicional nos preços é uma possibilidade real.

Projeções

Apesar do aumento nos preços do minério de ferro em 2020, analistas esperavam um freio para este ano, com a entrada de novas capacidades no mercado e menor consumo. Depois que a Vale anunciou uma redução na estimativa de produção, porém, o fim do rali da commodity saiu do horizonte de economistas, que revisaram seus cálculos.

Em dezembro, o Safra elevou sua projeção média de preços em 2021, de US$ 75 por tonelada para US$ 100. O Itaú BBA alterou de US$ 100 por tonelada para US$ 110. Já o BTG Pactual indagou, em relatório sobre a Vale, se a próxima parada do preço será na marca dos US$ 180 por tonelada.

O Credit Suisse afirmou a clientes, também em dezembro, que a queda nos embarques brasileiros, a projeção de produção da Vale e a demanda aquecida das siderúrgicas chinesas tornam factível que o preço se mantenha no patamar de US$ 150 por tonelada. O Goldman Sachs passou a ver este mesmo nível como justo para a média dos próximos seis meses e projeta preço médio por tonelada em US$ 120 para este ano, uma elevação substancial frente à estimativa feita em setembro, de US$ 90 por tonelada.

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“É difícil falar de limite. O mercado deve continuar com oferta-demanda justa nos próximos meses”, diz Daniel Sasson, do Itaú BBA. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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