Cogna tem “finalmente” um trimestre melhor do que o esperado e ação fecha em alta, mas analistas ainda preferem esperar para ver

Kroton passa a se chamar Cogna NOVA EMPRESA: Kroton passa a se chamar Cogna, holding reunindo quatro companhiar

SÃO PAULO – O momento chegou. Depois de diversos trimestres decepcionando os investidores, ainda que mostrando aos poucos os seus progressos em fazer uma reestruturação na operação, a companhia de educação Cogna (COGN3) finalmente divulgou resultados acima das expectativas. Com isso, os ativos chegaram a subir 5,81% na máxima do dia, ainda que amenizando a alta e fechando com ganhos de 1,53%, a R$ 3,32.

“Depois de decepcionar o mercado nos últimos trimestres, a Cogna registrou um segundo trimestre de 2021 melhor do que o esperado devido ao forte desempenho de sua divisão de ensino superior – Kroton”, destacam em relatório Vitor Pini e Matheus Soares, analistas da XP.

A companhia registrou prejuízo líquido ajustado de R$ 20,376 milhões no segundo trimestre, queda de 85,4% nas perdas na comparação com igual período de 2020, quando teve perdas de R$ 139,987 milhões.

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A receita líquida foi a R$ 1,3 bilhão, uma redução de 5% refletindo as pressões de receita no ensino superior presencial, cujo resultado foi parcialmente compensado pelo crescimento observado nas receitas de ensino superior à distância e Vasta. O número ficou 11% acima das estimativas dos analistas da XP, principalmente devido à Kroton e seu tíquete médio melhor que o esperado.

Já o lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda) recorrente da Cogna foi de R$ 329,5 milhões no segundo trimestre de 2021, o que representa um crescimento de 173,2% na comparação com o mesmo período de 2020.

No mesmo período, a margem Ebitda (Ebitda sobre receita líquida) recorrente atingiu 25,3%, uma expansão de 16,5 pontos percentuais, 2,6 pontos percentuais acima da estimativa dos analistas da XP por conta da graduação, o que compensou a margem negativa da Vasta.

O Morgan Stanley também destaca que  principal destaque foi a margem da Kroton, expandindo 29 pontos percentuais em relação ao ano anterior, impulsionada por menores despesas com marketing e provisões. “A receita continuou sob pressão, principalmente pelo ensino presencial, com queda de 21%, mas também superou as estimativas do consenso”, avaliam os analistas.

Para os analistas do banco americano, os resultados do Cogna estão começando a melhorar, com melhoria impulsionada por despesas menores, melhor dinâmica de provisões e despesas de marketing muito mais baixas. “Nesse ponto, preferimos ver melhorias no patamar de margem bruta, que a nosso ver deve ser o principal beneficiário de todo o esforço de reestruturação que a Cogna vem fazendo na Kroton”, avaliam.

Cabe destacar que, em meados de 2020, a Cogna anunciou a reestruturação no segmento de ensino superior, de forma a focar os negócios em cursos de mensalidades elevadas, considerados “premium”, além da hibridização do ensino, com aulas online e presenciais. As mudanças, assim, parecem dar frutos.

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Por outro lado, alguns outros segmentos tiveram surpresas negativas. A Saber, rede dedicada à educação básica do grupo, segue pressionada pela pandemia da Covid-19. As receitas permanecem sob pressão, em queda de 3%, puxadas por uma queda na base de alunos e fraco desempenho da Red Balloon, com queda de 16% das receitas na base anual. Outras margens de negócios também tiveram um desempenho negativo, aponta o Morgan.

Contudo, o banco destaca que a relação de dívida líquida e Ebitda ficou em 2,13 vezes, abaixo do limite de 3 vezes dos covenants. Os covenants são obrigações associadas às debêntures, que preveem garantias aos investidores que compram os títulos. No caso específico da Cogna, os covenants das debêntures referidas preveem que, se a empresa superar o patamar de endividamento de 3 vezes a dívida líquida sobre o Ebitda, a dívida vence imediatamente e o emissor, no caso a Cogna, deve pagar os donos das debêntures.

A empresa anunciou processo de captação de R$ 1,25 bilhão cujos recursos serão utilizados para alongamento do prazo médio da dívida.

O Bradesco BBI aponta que os resultados foram mistos, com a Kroton impulsionando o forte crescimento do Ebitda devido ao declínio da provisão para devedores duvidosos, apesar do desempenho mais fraco em outras divisões.

Eles ressaltam ainda que, no caso da Vasta, de educação básica e que fornece soluções digitais, as receitas crescentes não foram suficientes para compensar os custos. A receita líquida para o segmento ficou em R$ 141 milhões, um aumento de 28% anualmente, principalmente com a base de comparação menor. Mas o Ebitda recorrente foi negativo em R$ 24 milhões tendo, entre os motivos, menor diluição de custos e e maior estrutura administrativa após o IPO.

Na avaliação dos analistas do banco, no geral, os impactos da reestruturação devem permanecer a longo prazo, enquanto os resultados de Vasta e os números de matrículas da Kroton poderiam começar a se recuperar devido à flexibilização das medidas de restrição à mobilidade por conta da pandemia.

No momento, o BBI segue com recomendação neutra para a Cogna, com preço-alvo de R$ 5,20, ainda que representando um expressivo potencial de valorização de 59% em relação ao fechamento de quinta-feira.

Os analistas da XP vão na mesma linha: “apesar de apreciarmos a melhoria dos resultados da Kroton, ainda é cedo para mudar nossa visão estrutural sobre a companhia”. Eles reiteram recomendação neutra e preço-alvo de R$ 5,10 por ação, ou potencial de alta de 56%.

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O Morgan Stanley mostra ainda maior pessimismo, seguindo com recomendação underweight (exposição abaixo da média), com preço-alvo de R$ 4,50 (ainda um potencial de alta de 38%). A preços atuais, os analistas têm preferência pelas ações da Cruzeiro do Sul (CSED3), seguida de Yduqs (YDUQ3) e Vitru, essa última negociada na Nasdaq.

De acordo com compilação feita pela Refinitiv com 13 casas que cobrem o papel, 10 possuem recomendação equivalente à neutra, enquanto 3 possuem recomendação de venda, sendo o preço-alvo médio de R$ 5,29 (62% acima do fechamento da véspera). Os analistas destacam os progressos obtidos pela Cogna no ensino superior, mas ainda destacam outras opções no segmento como mais atrativas.

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Cogna registra queda de 85,4% do prejuízo líquido ajustado no 2º tri, para perdas de R$ 20,37 milhões

Cogna Cogna (Imagem: Divulgação)

A Cogna (COGN3) teve prejuízo líquido ajustado de R$ 20,376 milhões no segundo trimestre, queda de 85,4% nas perdas na comparação com igual período de 2020, quando teve perdas de R$ 139,987 milhões.

A receita líquida foi a R$ 1,3 bilhão, uma redução de 5% refletindo as pressões de receita no ensino superior presencial, cujo resultado foi parcialmente compensado pelo crescimento observado nas receitas de ensino superior EAD e Vasta.

Já o lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda) recorrente da Cogna foi de R$ 329,5 milhões no segundo trimestre de 2021, o que representa um crescimento de 173,2% na comparação com o mesmo período de 2020. No mesmo período, a margem Ebitda (Ebitda sobre receita líquida) recorrente atingiu 25,3%, uma expansão de 16,5 pontos percentuais.

“A Cogna apresentou, pelo segundo trimestre consecutivo, resultados positivos, consistentes e fortes, comprovando a sustentabilidade do nosso plano de reestruturação apresentado no final de 2020. Além disso, a companhia avança na construção do mais completo e digital ecossistema de educação do Brasil. Esse novo modelo de negócio coloca a Companhia de volta no caminho do crescimento com maior racionalidade na alocação de capital e recuperação de rentabilidade”, disse Rodrigo Galindo, CEO da Cogna.

A geração de caixa operacional antes do capex (investimentos em capital) ficou positiva em R$ 381 milhões no primeiro semestre de 2021, segundo a companhia, principalmente pela melhora na adimplência e arrecadação na Kroton e pelo menor investimento em capital de giro.

“Este resultado, somado à redução do capex, levou a uma geração de caixa operacional após capex acumulada de R$ 197 milhões nos seis primeiros meses do ano, em comparação a um consumo de R$2 milhões no primeiro semestre do ano anterior, o que contribuiu para que a empresa mantivesse sólida posição de liquidez, de R$ 3,7 bilhões de caixa ao final do trimestre”, apontou a empresa.

A relação entre dívida líquida e Ebitda ajustado dos últimos 12 meses atingiu 2,13 vezes, abaixo do limite de 3 vezes. A companhia anunciou processo de captação de R$ 1,25 bilhão cujos recursos serão utilizados para alongamento do prazo médio da dívida.

No segmento Kroton, houve crescimento de 12,4% da base de alunos do segmento digital no segundo trimestre de 2021, enquanto sua receita cresceu 18,1%, com destaque para o EAD Premium. “A combinação do crescimento na base de alunos digital com medidas adotadas pela administração da companhia para otimização de custos e despesas resultou em uma melhora na margem Ebitda Recorrente acumulada de Kroton em 28,6 pontos percentuais mesmo com uma redução de receita do período”, apontou.

Já no segmento Vasta, houve crescimento de R$ 31 milhões, ou 28,1%, na receita líquida devido ao aumento observado na receita de todos os segmentos, principalmente subscrição ex-PAR (sistemas de ensino tradicionais e soluções complementares) que cresceu R$ 14 milhões.

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Morgan vê recuperação próxima para setor de educação, mas não para todos, e corta recomendação para ações da Cogna

Vendo um ponto de inflexão para o setor de educação em geral após um período de bastante dificuldade por conta da pandemia de coronavírus, os analistas do Morgan Stanley fizeram uma avaliação sobre as companhias de capital aberto, ainda que não vendo uma visão positiva para todas elas.

Para os analistas Javier Martinez, Caio Moscardini e Daniela Santoro, uma recuperação dos alunos presenciais deve começar a partir do primeiro semestre de 2022. A vacinação e um ambiente econômico melhor devem levar à reabertura de escolas, demanda maior de ensino pós-secundário e menos desistências. No primeiro semestre de 2022, eles projetam que as companhias listadas poderão ter uma alta de 21% nas matrículas de alunos presenciais, sendo de 45% quando incluídas fusões e aquisições já anunciadas.

O banco aponta que empresas mais atreladas à possível recuperação das aulas presenciais e com fortes balanços podem ter uma recuperação expressiva, mas destaca preferência também a papéis com exposição ao ensino a distância. Empresas com exposição a cursos de medicina/saúde também são bem vistas uma vez que o segmento deve continuar forte, mas os preços atuais já precificam a expectativa de bom desempenho.

O banco afirma que a Cruzeiro do Sul ([ativo=CSDE3]) é sua top pick (escolha preferida), com avaliação overweight (exposição acima da média) e preço-alvo sendo elevado de R$ 16,30 para R$ 19. Em seguida, vêm Yduqs (YDUQ3) e Vitru, essa última negociada na Nasdaq, ambas com avaliação overweight. O preço-alvo de YDUQ3 foi reduzido de R$ 44 para R$ 44, enquanto o de Vitru passou de US$ 18,50 para US$ 21.

O banco rebaixou a avaliação da Afya de overweight para equal-weight (exposição em linha com a média), e reduziu o preço-alvo de US$ 32,00 a US$ 28,50 do papel negociado na Nasdaq. O banco reiterou a avaliação da Ser Educacional (SEER3) como equalweight, e elevou o preço-alvo de R$ 17,50 para R$ 20.

Por outro lado, o Morgan Stanley reduziu a exposição à Cogna (COGN3) no setor de equalweight para underweight (exposição abaixo da média) e reduziu o preço-alvo de R$ 6 para R$ 4,50, devido ao momentum de lucros mais fracos, endividamento alto e reestruturação complexa no segmento presencial.

O banco também reiterou a avaliação underweight para a Anima ([ativo-ANIM3]), mas elevou o seu preço-alvo de R$ 12,33 para R$ 14,50. O banco diz ver riscos de execução relacionados à Laureate e uma integração grande e complexa, com um plano de redução do endividamento que inclui desinvestimentos em instituições em um mercado de compradores.

Temporada em foco

Cabe ressaltar que, para a temporada de resultados do segundo trimestre de 2021, analistas ainda projetam números pressionados para as companhias do setor.

Para o Morgan Stanley, o segundo trimestre tende a ser uma continuação dos resultados do primeiro trimestre, com o foco sendo nas tendências de matrículas do terceiro trimestre, em que esperam algumas sinalizações positivas. “Ainda não é um ponto de inflexão claro, mas talvez um bom indicador para matrículas no próximo ano”, apontam os analistas.

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A XP também ressalta que os trimestres pares (segundo e quarto trimestres) costumam ser monótonos para as empresas de educação, já que os ciclos de captação estão concentrados nos ímpares.

“Portanto, as atenções devem se voltar para quaisquer atualizações que as companhias possam dar sobre o ciclo de captação ainda em andamento do terceiro trimestre – nossa expectativa é que este mostre os sinais iniciais de recuperação à medida que a pandemia diminui. Em relação aos números do trimestre, esperamos que as margens continuem pressionadas devido ao aumento da provisão para devedores duvidosos e maiores despesas de marketing – a mesma dinâmica observada no primeiro trimestre de 2021”, aponta a XP.

Com relação a empresas específicas, o Morgan aponta que a Cogna deve seguir registrando um trimestre desafiador, com a reestruturação dos campus bem encaminhada, mas custos e despesas ainda devendo pressionar o balanço. O ensino secundário também deve ser impacto negativamente.

O BTG também prevê resultados ainda fracos no setor, dada a dinâmica ainda difícil no segmento presencial, pressão de preços no ensino a distância, alavancagem operacional negativa e provisões em níveis altos. Na reta final do pregão, os ativos COGN3 caíam 2,2%, YDUQ3 tinha perdas de 1,5%. SEER3 caía 1,2%, enquanto Anima tinha baixa ainda mais expressiva, de cerca de 4%.

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Ações de Neoenergia e Romi avançam após balanços, Petrobras e PetroRio têm alta com petróleo; IRB sobe 2% após dados de maio

SÃO PAULO – A sessão é de fortes variações para diversas ações da B3 nesta quarta-feira (21). Além dos ativos PN da Renova (RNEW4), que sobem mais de 20% após a companhia aceitar a proposta do Mubadala pela compra da Brasil PCH, a sessão também é de ganhos para a estreante Desktop (DESK3), que chegou a subir 10% na máxima do dia.

Atenção ainda com a temporada de resultados, com Neoenergia (NEOE3) subindo cerca de 2% e Romi (ROMI3) avançando cerca de 5%, sendo elas as primeiras empresas a divulgarem seus números referentes ao segundo trimestre de 2021.

Já PetroRio (PRIO3) e Petrobras (PETR3;PETR4) avançam em um dia de alta de cerca de 2% para as cotações do petróleo, ainda em um movimento de recuperação após a forte queda de cerca de 7% na segunda-feira.

Os papéis do IRB (IRBR3), por sua vez, avançam cerca de 2,5%. O IRB registrou lucro líquido de R$ 7,5 milhões em maio deste ano, ante um prejuízo líquido em maio de 2020 de R$ 202,1 milhões. Já nos cinco primeiros meses de 2021, o lucro líquido foi de R$ 9,4 milhões ante um prejuízo líquido no mesmo período de 2020 de R$ 337,2 milhões.

Confira os destaques:

Na agenda de IPOs, a Desktop estreia suas ações na B3 nesta quarta-feira.

A companhia precificou sua ação a R$ 23,50 na oferta inicial de ações. O preço ficou perto do piso da faixa estimativa que ia de R$ 23 a R$ 28. Ela captou R$ 715 milhões no IPO.

A Desktop é uma provedora de internet, com a empresa atuando majoritariamente no mercado de prestação de serviços de banda larga com tecnologia de fibra óptica de alta velocidade voltado para o consumidor pessoa física.

Os recursos com a oferta serão destinados para crescimento orgânico, aquisições estratégicas e aumento de posição de caixa.

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O IRB Brasil registrou lucro líquido de R$ 7,5 milhões em maio deste ano, ante um prejuízo líquido em maio de 2020 de R$ 202,1 milhões. Já nos cinco primeiros meses de 2021, o lucro líquido foi de R$ 9,4 milhões ante um prejuízo líquido no mesmo período de 2020 de R$ 337,2 milhões.

De acordo com a companhia, ao excluir efeito dos negócios descontinuados (run-off) e dos eventos não recorrentes (one-offs), o lucro líquido em maio de 2021 seria de R$ 51,4 milhões. Já nos cinco primeiros meses de 2021 a companhia teria um lucro líquido de R$ 92,9 milhões neste mesmo conceito.

Os resultado antes dos impostos foram de R$ 10,8 milhões, uma melhora em relação a maio de 2020, que apresentou
resultado negativo de R$ 327,9 milhões. Já nos cinco primeiros meses de 2021, o resultado antes dos impostos foi positivo em R$ 21,9 milhões, comparado a um resultado negativo de R$ 500,0 milhões no mesmo período de 2020.

O prêmio emitido de R$ 585,9 milhões em maio apresentou queda de 26,1% em relação a maio de 2020, sendo R$ 388,2
milhões no Brasil e R$ 197,7 milhões no exterior. O prêmio emitido no Brasil cresceu 33% em relação a maio de 2020, sendo compensado pela redução de 60,6% no exterior.

Multilaser

Já o IPO da empresa de produtos eletrônicos Multilaser saiu a R$ 11,10 cada, perto do piso da faixa estimada pelos coordenadores, de R$ 10,80 a R$ 13,00 por papel, de acordo com informações registradas na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) na terça.

A operação envolveu a venda de 198.160.223 ações, movimentando R$ 2,2 bilhões. Desse total, cerca de R$ 1,9 bilhão correspondem à oferta base. Como a operação envolve apenas a venda de ações novas, os recursos devem ir para o caixa da companhia, que pretende usá-los para reforçar o caixa, pagar dívidas e fazer aquisições. A companhia tem a previsão de estrear no pregão da B3 na próxima quinta-feira, negociada sob o ticker MLAS3.

Focus Energia (POWE3)

A Focus Energia informou na terça por meio de fato relevante que fechou contrato com a Trina Solar para o fornecimento de módulos fotovoltaicos ao Projeto Futura 1, empreendimento com 22 parques de energia solar que está sendo desenvolvido pela companhia. O contrato com a Trina Solar substitui acordo anterior que a Focus mantinha com a Risen Energy para os serviços. Segundo a Focus, a alteração do fornecedor faz parte de plano de contingência para mitigar riscos e garantir o cumprimento do cronograma do projeto.

Na terça, a Petrobras informou que recebeu ofício do Ministério de Minas e Energia com indicações para a composição da chapa da União para cargos no conselho de administração da empresa, cuja eleição ocorrerá na próxima Assembleia Geral Extraordinária (AGE). O ofício prevê a recondução de Eduardo Bacellar Leal Ferreira à presidência do conselho, bem como a recondução de Joaquim Silva e Luna, atual presidente-executivo da estatal, à sua posição no colegiado.

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Também foram apontadas as reconduções de Ruy Flaks Schneider, Sonia Julia Sulzbeck Villalobos (para vaga destinada ao Ministério da Economia), Márcio Andrade Weber, Murilo Marroquim de Souza e Cynthia Santana Silveira (selecionada em lista tríplice elaborada por empresa especializada). Houve ainda a indicação de Carlos Eduardo Lessa Brandão para cargo de conselheiro, também como nome selecionado em lista tríplice elaborada por empresa especializada.

Neonergia (NEOE3)

O lucro líquido da elétrica Neoenergia atingiu R$ 1 bilhão no segundo trimestre de 2021, salto de 137% em relação a igual período do ano anterior, impulsionado pela recuperação do mercado após medidas mais rígidas para contenção da Covid-19, informou a empresa na terça. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) da companhia, controlada pela espanhola Iberdrola, avançou 108% no trimestre até junho, para R$ 2,3 bilhões.

As Indústrias Romi lucraram R$ 42,8 milhões no segundo trimestre de 2021, número que foi 106,4% maior do que os R$ 20,74 milhões registrados no trimestre anterior e 277% superior aos R$ 11,36 milhões reportados no mesmo período do ano passado.

A Embraer comunicou nesta quarta-feira que entregou 34 jatos no segundo trimestre, sendo 14 comerciais e 20 executivos (12 leves e oito grandes), mostrando crescimento frente aos 22 aviões entregues no primeiro trimestre do ano.

A carteira de pedidos firmes (backlog) somou US$ 15,9 bilhões no final de junho, alta de 12% em relação ao primeiro trimestre, em um retorno aos níveis pré-pandemia, de acordo com a fabricante de aeronaves.

A atual carteira de pedidos firmes inclui o contrato de 30 aeronaves E195-E2 da Porter Airlines, do Canadá.

Grupo Soma (SOMA3) e Cia. Hering (HGTX3)

O Grupo Soma, dono das marcas Animale e Farm e que recentemente comprou a gigante das confecções Hering, levantou R$ 888 milhões com sua oferta subsequente de ações (follow-on), com as ações vendidas a R$ 19,20, representando um ágio de 18% em relação à data do anúncio da oferta.

Foram vendidas 46 milhões ações ordinárias, sem lotes adicionais. O grupo Soma entrou na B3, a Bolsa brasileira, há um ano, com uma oferta de ações (IPO, na sigla em inglês) de R$ 1,823 bilhão.

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Os recursos captados na nova oferta serão direcionados para compor a aquisição da Hering.

A Trisul divulgou sua prévia operacional do segundo trimestre de 2021, informando o lançamento de dois projetos de média renda no período, que somaram um Valor Geral de Vendas (VGV) total de R$ 413 milhões (crescimento de 14% ano contra ano e 26% trimestre contra trimestre), o que levou a companhia a mais que dobrar seus lançamentos no primeiro semestre de 2021 (R$ 742 milhões) versus primeiro semestre de 2020 (R$ 361 milhões).

As vendas líquidas atingiram R$ 246 milhões (crescimento de 42% ano contra ano e 39% trimestre contra trimestre), levando a uma velocidade de vendas (VSO) de 15% (contra 14% no trimestre anterior), o que vemos como positivo dado as restrições comerciais em São Paulo até o final de abril.

“A Trisul reportou sólida prévia operacional referente ao segundo trimestre. Mantemos nossa visão positiva para o papel e recomendação de compra e preço-alvo de R$ 14 por ação”, destaca a XP.

A C&A publicou um fato relevante ontem à noite informando uma decisão favorável do STF em relação ao reconhecimento de créditos tributários referentes à exclusão do ICMS da base de Pis e Cofins.

Os valores finais ainda estão sendo apurados mas estimativas iniciais indicam um total de R$230 milhões (5,9% do valor de mercado), a ser reconhecido no resultado do segundo trimestre. “Vemos o anúncio como positivo e mantemos recomendação de compra com preço alvo de R$18,0 por ação”, aponta a XP.

A Renova Energia, em recuperação judicial, informou na noite da véspera ter aceitado proposta do fundo Mubadala para a compra da Brasil PCH, subsidiária da Renova Energia.

Segundo a empresa, pela proposta, o fundo pagará R$ 1,1 bilhão pelos 51% que a Renova tem na Brasil PCH, empresa que tem um portfólio de 13 pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) espalhadas pelo país, e que é considerado o melhor ativo da Renova e a aposta da empresa para conseguir resolver boa parte de suas pendências financeiras.

O Conselho de Administração da Eternit elegeu, em reunião realizada em 20 de julho, José Ricardo Reichert para ocupar o cargo de Diretor Industrial do Grupo Eternit a partir de 1 de agosto, com mandato unificado com os demais membros da diretoria.

Reichert ingressou na companhia em 2019 e atualmente ocupa o cargo de superintendente industrial. Ele é “formado em Engenharia Mecânica pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos e com Pós-Graduação em Planejamento e Gestão Organizacional pela Universidade de Pernambuco, o executivo, possui sólida experiência na indústria de construção civil, adquirida como Diretor Industrial do Grupo Saint Gobain”, destacou a companhia.

Educacionais

O Morgan Stanley publicou uma avaliação sobre serviços de educação no Brasil. O banco afirma que a recuperação do volume de alunos presenciais deve começar em 2022. A vacinação e um ambiente econômico melhor devem levar à reabertura de escolas, demanda maior de ensino pós-secundário e menos desistências. No primeiro semestre de 2022, houve alta de 21% na inclusão orgânica de alunos presenciais, de 45% quando incluídas fusões e aquisições já anunciadas.

O banco diz que prefere empresas mais atreladas à possível recuperação das aulas presenciais, e com fortes balanços, mas também com exposição ao ensino a distância. O segmento médico deve continuar forte, mas os preços atuais já precificam a expectativa de bom desempenho. O banco afirma que a Cruzeiro do Sul é sua top pick (escolha preferida), com avaliação overweight (exposição acima da média) e preço-alvo em R$ 19. Em seguida, vêm Yduqs e Vitru, ambas com avaliação overweight.

O banco rebaixou a avaliação da Afya de overweight para equal-weight (exposição em linha com a média), e reduziu seu preço-alvo a US$ 28,50 do papel negociado na Nasdaq. O banco reiterou a avaliação da Ser Educacional como equal-weight, e elevou o preço-alvo a R$ 20.

O Morgan Stanley rebaixou a avaliação da Cogna de equal-weight para underweight (exposição abaixo da média) e reduziu o preço-alvo a R$ 4,50, devido a rendimentos mais fracos, endividamento alto e reestruturação complexa. O banco também reiterou a avaliação underweight para a Anima e elevou o seu preço-alvo a R$ 14,50. O banco diz ver riscos de execução relacionados à Laureate e uma integração grande e complexa, com um plano de redução do endividamento que inclui desinvestimentos em instituições em um mercado de compradores.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

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Cyrela e mais 4 soltam prévias, Cogna emitirá R$ 1,25 bi em debêntures, parceria B3-Totvs, dividendo da Bradespar e mais

SÃO PAULO – O noticiário corporativo desta terça-feira (13) é bastante movimentado. Jair Bolsonaro sancionou a MP da Eletrobras, 5 construtoras (incluindo Cyrela) apresentaram prévia operacional, foi anunciada uma parceria B3-Totvs, Cogna emitirá R$ 1,25 bilhão em debêntures, GPS e Locaweb anunciaram aquisições, Bradespar pagará dividendos, entre outros destaques. Confira no que ficar de olho:

O presidente Jair Bolsonaro sancionou com vetos nesta terça-feira lei que abre caminho para a privatização da Eletrobras, além de prever a contratação compulsória de térmicas a gás natural e outras fontes.

Foram realizados 14 vetos, dentre eles de um artigo que determinava que o Poder Executivo aproveitasse empregados da Eletrobras e de suas subsidiárias demitidos sem justa causa durante os 12 meses subsequentes à desestatização.

Bolsonaro também vetou artigo que definia que a diretoria do Organizador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) deveria ser aprovada pelo Senado Federal. A nova lei permitirá que a privatização ocorra por aumento do capital social, com renúncia do direito de subscrição de ações pela União, que assim terá diluída sua fatia de 61% na empresa.

A previsão do ministério é de finalização da operação em janeiro de 2022. Até lá, deverão ser realizadas as definições de premissas fundamentais à modelagem da privatização pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).

A Eletrobras informou ainda na segunda que seu conselho de administração aprovou o exercício do direito de venda conjunta (tag along) das ações detidas pela controlada Eletronorte na transmissora de energia NBTE. Segundo a Eletrobras, a decisão ocorreu após a empresa ter sido notificada de que a Leovac Participações, afiliada da gestora canadense de fundos de pensão Ontario Teachers Pension Plan Board (ONTPP), havia fechado acordo para compra da Evoltz, que detém 51% das ações da Norte Brasil Transmissora de Energia. A estatal afirmou que o valor da proposta recebida é de R$ 700 milhões.

A JHSF anunciou na segunda-feira que exerceu opção de compra de terreno adicional junto ao empreendimento Complexo Boa Vista, por cerca de R$ 140 milhões. A área adicional envolve 6,1 milhões de metros quadrados. O complexo está situado em Porto Feliz (SP), a cerca de 150 quilômetros da cidade de São Paulo, e além de empreendimentos residenciais de alto padrão, prevê campo de golfe, lagos, praia artificial e outros equipamentos.

Segundo a JHSF, a área anunciada nesta segunda-feira “será destinada à implantação do quarto empreendimento do Complexo Boa Vista”. A empresa não deu mais detalhes.

Bradespar (BRAP4)

A Bradespar vai pagar R$ 600 milhões em dividendos extraordinários, com data prevista para pagamento de 26 de julho de 2021: R$ 323 milhões é parte da reserva de lucro e R$ 276 milhões é em dividendos obrigatórios

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Segundo o comunicado, o valor por ação será de R$ 1,618907527 por ação ordinária e R$ 1,780798280 por ação preferencial.

A partir de 16 de julho, as ações passam a ser negociadas “ex-dividendos”.

A Cyrela divulgou na segunda-feira saltos nas vendas e lançamentos de imóveis residenciais no segundo trimestre, apoiada em parte pela fraca base de comparação com o ano passado e pelo bom momento vivido pelo mercado de construção civil. As vendas contratadas da companhia somaram R$ 1,56 bilhão entre abril e o final do primeiro semestre ante R$ 512 milhões no mesmo período do ano passado. Em comparação com o primeiro trimestre deste ano, as vendas subiram 51,3%, informou a companhia.

Das vendas líquidas no trimestre, R$ 239 milhões foram de estoque pronto (15%), R$ 545 milhões à venda de estoque em construção (35%) e R$ 776 milhões à venda de lançamentos (50%). “Dessa forma, a Cyrela atingiu uma velocidade de vendas (“VSO”) de lançamentos de 40,2% no trimestre”, afirmou a companhia. Já os lançamentos avançaram para R$ 1,93 bilhão nos três meses encerrados no fim de junho ante R$ 254 milhões no mesmo período de 2020. A empresa lançou 19 empreendimentos no trimestre ante apenas três no mesmo período do ano passado.

O Itaú BBA avalia o resultado da Cyrela como positivo, marcado por retomada de volume de lançamentos e velocidade de vendas “saudável”.

O Credit Suisse avaliou os resultados da Cyrela como mais fortes do que o esperado, e avalia que a empresa é uma das mais bem estruturadas do setor e a melhor posicionada para se beneficiar do momento atual. As vendas líquidas de R$ 1,3 bilhão foram 125% superiores às do mesmo período do ano anterior, e 6% acima da expectativa do Credit.

Direcional (DIRR3)

A Direcional teve recordes de lançamentos e vendas no segundo trimestre de 2021. O total de lançamentos, incluindo a parcela de sócios nos projetos, chegou a R$ 784,9 milhões – alta de 123,5% na comparação anual. As vendas totais subiram 53%, para R$ 614 milhões.

Levando em conta só a parte própria nos empreendimentos, o total de lançamentos foi de R$ 660,5 milhões, alta de 123,3%, e vendas de R$ 515,7 milhões, avanço de 49,9%.

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O Credit avalia que o resultado da Direcional bate novamente as expectativas, com patamares recordes de lançamentos e vendas e expansão da Riva. O banco diz esperar que a empresa continue a ter bons resultados, mas vê pouco espaço para valorização das ações, por isso mantém avaliação neutra.

A Even teve aumento de 18% em vendas líquidas no segundo trimestre, totalizando R$ 354 milhões. Foram feitos dois lançamentos, um em São Paulo com VGV de R$ 171 milhões e outro no Rio Grande do Sul com VGV de R$ 44 milhões.

O BBA avaliou os dados da Even como neutros, com velocidade de vendas razoáveis a partir dos estoques, mas disse que a velocidade das vendas consolidadas perdeu ritmo em comparação com trimestres anteriores, devido a um ritmo de lançamentos mais lento.

Os resultados da Even foram considerados levemente fracos pelo Credit. O banco diz que os volumes de lançamentos e vendas ficaram abaixo de suas estimativas, mas que a Even já anunciou em seu dia do investidor projetos sólidos de lançamentos, um indício de que os resultados da empresa devem melhorar no futuro. Mas, devido à perspectiva de concorrência forte, o banco mantém avaliação neutra para os papéis. O valor potencial de vendas (PSV na sigla em inglês) de R$ 216 milhões ficou 26% acima do mesmo período do ano anterior, e abaixo da expectativa de R$ 394 milhões do Credit. As vendas de R$ 354 milhões ficaram 20% abaixo da estimativa do Credit.

Moura Dubeux (MDNE3)

A Moura Dubeux registrou avanço de 456% no VGV de lançamentos no segundo trimestre na base anual, a R$ 501 milhões.

O Itaú BBA viu o dado da Moura Dubeux como positivo, devido a bons resultados operacionais, com fortes vendas e mais um trimestre de geração de fluxo de caixa, apesar das compras de terrenos.

O Credit avaliou os resultados da Moura Dubeux como positivos. Para atingir a estimativa de lançamentos do Credit para 2021, de R$ 1,3 bilhão, a empresa ainda precisa lançar R$ 708 milhões em empreendimentos, algo que o banco avalia como possível devido à perspectiva melhor para a pandemia no Brasil. O banco reitera avaliação outperform.

A Melnick registrou VGV bruto total de R$ 604,6 milhões no segundo trimestre de 2021. Já o VGV líquido foi de R$ 461,7 milhões.

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O BBA avaliou os dados preliminares da Melnick como neutros, em que um resultado “razoável” de vendas foi ofuscado por volume lento de lançamentos e aumento nos cancelamentos de vendas.

B3 e Totvs anunciaram na segunda-feira uma parceria na área de tecnologia para o setor financeiro, em que a operadora brasileira de infraestrutura para o mercado de capitais vai injetar R$ 600 milhões em uma subsidiária da produtora brasileira de software.

O acordo prevê que a B3 terá 37,5% de participação na TFS Soluções em Software após o investimento, com a Totvs detendo o restante.

O Credit Suisse avalia o acordo como positivo para a Totvs por representar um enfoque maior e mais recursos para a divisão da Totvs, que não vinha obtendo tanta atenção em meio a outras iniciativas. O banco encara como provável uma oferta pública inicial de ações (IPO na sigla em inglês), como forma de liberar valor. A entrada da B3 como parceira pode atrair clientes em potencial, e avalia que há espaço para que um ator consolidado se consolide no mercado de software para instituições financeiras por meio de fusões e aquisições.

O banco também afirma ver o negócio como negativo para a Sinqia (SQIA3), por criar um forte concorrente no mercado. O portfólio de produtos da TFS é menos competitivo do que o da Sinqia, mas a empresa poderia se tornar uma concorrente mais forte com fusões e aquisições, que podem vir a ser disputadas entre as empresas.

O Itaú BBA também comentou a injeção de R$ 600 milhões na TFS Soluções. O banco avalia que se trata do primeiro grande movimento da B3 para diversificar sua receita, e ressalta que o valor da empresa é de R$ 950 milhões. Mas espera mais detalhes sobre tendências de crescimento de receitas, portfólio de produtos e outros indicadores para realizar uma avaliação mais segura sobre o valor. O banco avalia que a compra pode abrir espaço para outras compras, e vê a notícia como levemente positiva para a B3.

A Mosaico fez dois anúncios na última segunda-feira: (i) lançamento de sua plataforma de agregação de cupons e promoções e (ii) lançamento de sua extensão de comparação de preços, através da integração completa do Vigia de Preço, adquirido em maio.

A plataforma de descontos começa a operar oferecendo mais de 1000 cupons e com mais de 100 lojas parceiras, atendendo a um novo público, que inicia a compra pela escolha de promoções. Já a extensão, funcionará como um assistente virtual, melhorando a expêriencia de compra durante a navegação dos usuários em sites de e-commerce

“Enxergamos os anúncios como positivos, pois reforçam a estratégia da empresa de auxiliar os consumidores durante toda a jornada de compra online. Mantemos a nossa recomendação de compra e preço-alvo para o fim de 2021 de R$ 38,0 por ação”, destaca a XP.

A Locaweb informou a conclusão da compra, por meio da subsidiária integral Tray Tecnologia, da Bagy Soluções de Comércio Digital Ltda. A Bagy foi fundada em 2017 em Belo Horizonte e é uma plataforma de e-commerce focada em social commerce, com mais de 13,5 mil clientes ativos e 127 mil seguidores nas redes sociais.

O valor da transação não foi informado.

GPS ([ativo=GPSS3])

A GPS anunciou a aprovação da compra do Grupo Vivante, pela Top Service Serviços e Sistemas, controlada da companhia.

A companhia aponta que o Grupo Vivante “presta serviços de manutenção em geral, facilities e eficiência energética e tem presença nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, Amazonas e Bahia, dentre outros”. O valor do contrato não foi divulgado.

Cogna ([ativo=COGNA3])

A Cogna vai emitir R$ 1,25 bilhão em debêntures.

A emissão ocorrerá em duas séries e serão objeto de distribuição pública com esforços restritos de colocação.

De acordo com a companhia, as debêntures “visam alongar o passivo financeiro da Cogna, aportar capital em suas controladas (por meio de mútuo, aumento de capital, AFAC ou qualquer outra forma permitida pela legislação e regulamentação aplicável), sendo o remanescente destinado para o reforço do capital de giro”.

As debêntures da primeira série terão juros remuneratórios de 100% da variação acumulada das taxas médias diárias dos Depósitos Interfinanceiros DI, over extra-grupo, acrescida de uma sobretaxa (spread) de 2,60%. Da mesma forma as da segunda série, com a mudança em relação ao spread, que é de 2,95%.

A XP avalia o movimento como positivo, conforme deve ajudar a companhia em uma perspectiva de balanço patrimonial. “No entanto, com relação a operação, nós continuamos cautelosos a respeito do processo de turnaround da frente de ensino superior e baixo desempenho do ensino básico no curto-prazo. Portanto, nós reiteramos a nossa recomendação neutra e preço-alvo de R$ 5,10 por ação”, aponta a equipe de análise.

O Fleury concluiu ontem sua 6ª emissão de debêntures simples, não conversíveis em ações, e a primeira emissão de uma empresa do setor de saúde no país com metas ESG, com a emissão de 1 milhão de debêntures com valor nominal unitário de R$ 1 mil, somando R$ 1 bilhão. A emissão é dividida em três séries, sendo a primeira de R$ 250 milhões, a segunda de R$ 375 milhões e a terceira de R$ 375 milhões. Os papéis pagarão 100% da taxa DI, acrescida de spread de 1,35% ao ano no caso das debêntures da primeira série, de 1,50% para as da segunda série e de 1,75% para a terceira série.

A Vale afirmou na segunda-feira que o valor predestinado à compensação dos danos considerados irreversíveis causados pelo rompimento de barragem da empresa em Mariana (MG), em novembro de 2015, atualmente em R$ 5 bilhões, já foi estipulado e não é objeto de renegociações em curso com autoridades.

O colapso da estrutura, que pertencia à mineradora Samarco – uma joint venture da Vale com a anglo-australiana BHP – deixou 19 mortos e centenas de desabrigados, além de poluir o rio Doce em toda a sua extensão até o mar capixaba, no que foi considerado à época o maior desastre socioambiental da história do país. Segundo a Vale, o montante predestinado à compensação dos danos considerados irreversíveis pelo rompimento, foi fixado em R$ 3,6 bilhões em acordo em 2016. “Este valor, devidamente corrigido, está atualizado em R$ 5 bilhões e já foi compromissado”, disse a companhia. Ainda segundo a Vale, desse montante foram executados R$ 1,2 bilhão, restando definição apenas quanto ao destino de aproximadamente R$ 335 milhões.

Segundo a Reuters, que ouviu quatro fontes, a venda do campo de Albacora, da Petrobras, deve atrair pelo menos três potenciais compradores, após o adiamento de quase um mês para a conclusão das ofertas dos interessados.

A companhia tem vendido dezenas de ativos nos últimos anos, de refinarias a oleodutos, em uma tentativa de reduzir sua dívida e ampliar o foco na produção de petróleo em águas ultraprofundas.

Os campos de Albacora e Albacora Leste, que estão sendo vendidos conjuntamente, estão entre os ativos mais cobiçados do programa da Petrobras. Juntos, eles provavelmente representarão o maior desinvestimento da empresa desde 2017, quando a estatal fechou a venda de uma participação no campo de Roncador para a norueguesa Equinor EQNR.OL, por US$ 2,9 bilhões.

Há pelo menos três partes propensas a apresentar uma oferta vinculante pelos campos, segundo as fontes.

Um consórcio é composto pela norte-americana Talos Energy TALO.N, pela companhia de private equity EIG Global Energy Partners, pela Enauta (ENAT3) e pela 3R Petroleum (RRRP3), disseram as fontes.

Outro consórcio é formado pela PetroRio (PRIO3) e pela Cobra, uma unidade da francesa Vinci.

A australiana Karoon Energy KAR.AX apresentou no início do ano uma oferta não vinculante, pré-condição para o envio de uma proposta vinculante, disseram as fontes. A empresa tem procurado um parceiro financeiro para a fase final do processo de venda, acrescentaram as pessoas.

BB Seguridade (BBSE3)

A BB Seguridade informou na segunda-feira que Carlos Motta dos Santos e Mauro Ribeiro Neto renunciaram a seus postos de presidente e vice-presidente do conselho de administração da companhia.

Para o lugar de Santos, a BB Seguridade afirmou que foi indicado o nome do atual vice-presidente de desenvolvimento de negócios e tecnologia do Banco do Brasil, Marcelo Cavalcante de Oliveira Lima. Para a vaga de Ribeiro Neto a indicação foi a atual vice-presidente de controles internos e gestão de riscos do BB, Ana Paula Teixeira de Sousa. Ambos vão completar os mandatos de 2021 a 2023.

A Hypera  anunciou a compra de 12 marcas de medicamentos da Sanofi por US$ 190,3 milhões. Os produtos incluem AAS, Naturetti, Cepacol Hidantal e Buclina.

Este portfólio da Sanofi teve vendas de R$ 250 milhões em 2020, portanto, o valuation implícito EV/Vendas é de cerca de 4 vezes, em comparação com o EV/Vendas de 2020 da Hypera de 6,5 vezes.

Na avaliação da XP, além das marcas, a companhia será capaz de aproveitar as sinergias de custos integrando a produção dos medicamentos da Sanofi, bem como as sinergias fiscais dos benefícios que a Hypera tem em Goiás.

“Também acreditamos que a Hypera será capaz de diluir ainda mais suas despesas operacionais, pois está apenas adicionando as marcas e produtos ao seu portfólio, tornando a transação altamente atrativa também na perspectiva de Ebitda”, avalia a XP, que mantém recomendação de compra com preço-alvo de R$ 48 por ação.

A Enjoei (ENJU3) publicou na noite da última segunda-feira (12) prévia de suas principais métricas operacionais referente ao segundo trimestre de 2021, registrando crescimento de vendas brutas de mercadorias (GMV) de 82%.

A taxa de crescimento foi inferior ao primeiro trimestre (alta de 104%), mas contra uma base de comparação muito mais difícil, ressalta o Bradesco BBI.

“Se olharmos para a tendência de dois anos, o crescimento acelerou da média do primeiro trimestre de cerca de 79% para aproximadamente 87% no segundo trimestre”, avalia o BBI. O GMV de R$ 205 milhões ficou em linha com a estimativa de R$ 210 milhões do BBI, o que coloca a Enjoei no caminho certo para cumprir a estimativa dos analistas de R$ 910 milhões para o ano todo.

O número de novos sellers cresceu 124% na comparação anual, mantendo o ritmo de crescimento de três dígitos do primeiro trimestre de 2021 (alta de 118%). O número de novos compradores aumentou 29% na comparação anual para 181.000 – “esta é uma desaceleração em relação a uma concorrência mais difícil e também está um pouco abaixo do nível de aproximadamente 200 mil novos compradores que vimos nos últimos dois trimestres”, aponta o BBI. Veja mais clicando aqui. 

EDP Brasil (ENBR3)

O Credit Suisse comentou o guidance (projeção) da EDP Brasil para seus volumes no segundo trimestre de 2021, indicando forte desempenho devido à recuperação econômica e a uma base de comparação fraca devido aos efeitos da pandemia em 2020. Os volumes totais subiram 16% na comparação anual, impulsionados pelo mercado livre, com alta de 29,4% na mesma comparação, e por uma alta de 6,1% nos volumes do mercado cativo.

Os volumes da unidade de distribuição de São Paulo subiram 18% na comparação anual, a partir de bom desempenho dos segmentos industrial, com alta de 32,5%, e do segmento comercial, com alta de 19,3%, ambos na comparação anual. O segmento residencial também apresentou volumes positivos, com alta de 3,2%, beneficiado por temperaturas mais altas, expansão da base de clientes e ao calendário.

As vendas totais de energia subiram 2,2% na comparação anual, impulsionadas pela alta de 5,2% dos ativos hidrográficos.
O Credit Suisse avalia que os resultados da EDP devem se beneficiar da recuperação de volumes em suas distribuidoras, e que o segmento de geração também deve se beneficiar por uma estratégia de alocação melhor. O banco mantém avaliação outperform e preço-alvo de R$ 24,60.

O Itaú BBA atualizou suas estimativas para empresas de transmissão de energia sob sua cobertura.O banco aponta que o setor tenha desempenho abaixo do Ibovespa devido à alta das taxas de juros, ao impacto da reforma fiscal, ao apetite maior por risco entre investidores após a reabertura da economia e a dados sólidos do PIB.

O banco ressalta que o IGPM teve alta acumulada em 12 meses encerrados em julho de 2021 de 37,1%, significativamente acima do IPCA no período. Taesa e Alupar devem ser as maiores beneficiárias do descompasso, enquanto que a CTEEP deve sentir o menor impacto.

O banco também diz acreditar que a proposta enviada pelo governo à Câmara é negativa para empresas que pagam altos dividendos, e empresas que pagam juros sobre as ações. O banco diz esperar que CTEEP e Taesa sejam as mais prejudicadas.
O BBA elevou a avaliação da Alupar de market perform (perspectiva de valorização dentro da média do mercado) para outperform, rebaixou a da Cteep para market perform e manteve a da Taesa em underperform (abaixo da média). Para a Cteep, o banco elevou o preço-alvo de R$ 26 para 2021 a R$ 28,2 para 2022, frente à cotação de R$ 24,95 para os papéis TRPL4. O banco diz antecipar um resultado negativo da reforma fiscal, e ressalta que a empresa não é beneficiada pela alta correção do IGPM, já que a maior parte das receitas ligadas a linhas de transmissão é ligada ao IPCA.

O banco elevou o preço-alvo da Taesa dos R$ 29,1 para 2021 a R$ 36,7 para 2022, frente à cotação de R$ 37,44 de segunda para os papéis TAEE11. O BBA diz que o impacto positivo do IGPM já está “mais do que precificado” nos papéis, e que novas valorizações dependerão de fusões e aquisições, como a venda da participação da Cemig na companhia.

Para a Alupar, o banco elevou o preço-alvo de R$ 28 para 2021 para R$ 34,8 para 2022, frente à cotação de R$ 25,85 de segunda. O banco diz que a empresa deve se beneficiar dos preços altos de energia, já que 33% de seus volumes gerados não são contratados. Além disso, a empresa deve ser a menos afetada pela proposta de reforma tributária, por oferecer o menor pagamento de dividendos.

IPOs

A varejista online Privalia divulgou na segunda o prospecto de sua oferta pública de ações, com faixa indicativa de preço dos papéis definida entre R$ 16,30 e R$ 18,10. Considerando o ponto médio da faixa, de R$ 17,20, a totalidade das ações que podem ser emitidas nos lotes inicial, adicional e suplementar, a operação pode movimentar cerca de R$ 1 bilhão.

Ainda em destaque, a rede de academias Smart Fit, fundada por Edgard Corona, concluiu sua oferta inicial de ações (IPO, pela sigla em inglês), que movimentou R$ 2,3 bilhões, considerando apenas o lote principal. A demanda pelos papéis superou em 20 vezes o volume ofertado, algo raramente visto no mercado local. A negociação das ações começa amanhã.

Mesmo com a elevada demanda entre os investidores, a decisão foi a de definir o preço por ação de R$ 23 – o intervalo era de R$ 20 a R$ 25. A justificativa foi garantir um bom desempenho dos papéis da novata na B3, a Bolsa brasileira, visto que a empresa quer voltar ao mercado no futuro para uma nova emissão.

Enquanto isso, após adiar duas vezes a precificação da sua oferta restrita primária e secundária de ações, prevista para acontecer nesta segunda-feira, 12, a BBM Logística cancelou sua oferta pública inicial de distribuição primária (IPO, na sigla em inglês) e secundária de ações ordinárias em razão da “instabilidade das condições de mercado e do aumento da volatilidade dos mercados financeiro e de capitais brasileiro percebidos nos últimos meses”. Em janeiro deste ano, a companhia já havia cancelado sua tentativa de IPO.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

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Parceria entre Cogna e TIM para ensino pelo celular: o que as duas empresas têm a ganhar?

SÃO PAULO – O anúncio de uma parceria ganhou destaque no noticiário corporativo na noite da última quarta-feira (8).

A Kroton, empresa de ensino superior do grupo Cogna Educação (COGN3) e a operadora TIM (TIMS3) anunciaram uma associação para criar uma nova companhia que fará a oferta de cursos de Ensino à Distância (EaD) pelo celular.

De acordo com o comunicado, haverá mais de 400 opções de cursos livres e mais de 250 de graduação e pós-graduação. Esta nova empresa usará a plataforma da Ampli, criada pela Kroton no ano passado com um investimento de R$ 240 milhões, e que tem 15 mil alunos matriculados.

A marca busca a base de 50 milhões de clientes da TIM para crescer. A Kroton estima que poderá elevar em 20% sua captação anual de alunos em EaD, que superou os 400 mil alunos em 2020. O valor da mensalidade da graduação na Ampli é de R$ 150.

O comunicado informa ainda que por meio de um mecanismo de remuneração baseado em objetivos a TIM poderá se tornar acionista minoritária com até 30% do capital da nova empresa dependendo de quantos alunos conseguir captar.

Segundo a TIM, “no plano definido, há a expectativa de a Ampli buscar no futuro um IPO (oferta pública inicial de ações)”.

Conforme aponta a Guide, o anúncio é positivo, pois permitirá que a Cogna atue na extensa base de clientes da TIM (cerca de 50 milhões de usuários), possibilitando que a companhia aumente sua base de alunos no segmento EAD. A equipe de análise avalia que o grupo deve começar a se beneficiar com a reabertura da economia a partir do segundo semestre.

A Levante Ideias de Investimentos também destaca que a notícia é positiva para ambas as companhias.

A TIM começa a explorar melhor um de seus principais ativos, sua vasta base de clientes. Para a companhia, o acordo representa sua segunda parceria neste modelo, sendo a primeira com o banco digital C6 realizada no ano passado.

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O acordo com o banco possibilita que a TIM fique com até 15% do banco digital e, desde então, já originou mais de 2,8 milhões de contas. Em breve a companhia deve anunciar mais uma parceria no setor de saúde.

Já do lado da Cogna, ela consegue um forte canal de vendas para intensificar seus esforços de digitalização. A companhia de educação ainda foca em novas avenidas de crescimento.

Isso em um cenário em que o seu principal negócio, o ensino superior presencial, vem sofrendo desde o encerramento de um programa de financiamento estudantil mais forte por parte do governo em 2018 e também devido à elevada taxa de desemprego. A pandemia do coronavírus representou um forte revés ainda para os números da companhia.

Contudo, vale destacar que, apesar da notícia ser considerada positiva, a maior parte dos analistas segue cética com as ações da Cogna: de treze casas que cobrem o ativo, onze possuem recomendação neutra e duas possuem recomendação de venda.

Em recente análise, o Itaú BBA avalia que o setor de educação em geral pode seguir lutando com uma menor entrada de novos alunos enquanto as restrições à pandemia continuarem afetando o Brasil, potencialmente impactando o lucro até o final do ano.

Ao realizarem uma análise estimando os passos para a recuperação da taxa de matrícula, os analistas veem que, do ponto de vista relativo, a Cogna terá um caminho mais difícil para se recuperar e voltar aos níveis pré-pandêmicos, de 2019, além de destacarem o elevado grau de endividamento. Assim, possuem atualmente recomendação neutra para os ativos COGN3, com preço-alvo de R$ 6 por papel (ainda que um valor cerca de 44% do fechamento da véspera, de R$ 4,17).

Os economistas do Bradesco avaliam que o setor de educação está em recuperação, mas a captação de alunos ainda é um desafio. No ensino básico, a demanda tem apresentado alguma melhora e, como consequência, os ajustes das matrículas e as renegociações de parcelas cessaram. No ensino superior, a captura de alunos ainda é um grande desafio, mas a recuperação da atividade e do emprego devem impulsionar o segmento nos próximos trimestres, ainda que de forma gradual, apontam.

Assim, mesmo com a notícia positiva, a sessão desta quinta-feira (8) é de queda para as ações da Cogna, com baixa de 1,44%, a R$ 4,11, acumulando perdas de cerca de 11% no ano. O papel TIMS3 também tem perdas, até mais expressivas, de 2,58%, a R$ 11,34.

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A sessão é negativa para o Ibovespa, com baixa de cerca de 1% para o índice, com os investidores repercutindo principalmente as preocupações sobre a retomada global em meio às novas variantes do coronavírus. O cenário impacta principalmente ações de empresas bastante atreladas à recuperação econômica, como as de educação. A Cogna está dando passos em busca de novas alternativas de crescimento, mas ainda inspira cautela para os investidores.

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Magalu conclui aquisição de startup, Justiça homologa venda de controle da InfraCo da Oi, parceria TIM-Cogna e mais notícias

Fonte: ri.magazineluiza.com.br

SÃO PAULO – O noticiário corporativo desta quinta-feira (8), véspera de feriado na B3, é movimentado, com parceria entre Cogna e TIM, a Justiça do Rio homologando a venda da InfraCo pela Oi, resultados do primeiro trimestre fiscal da Camil,  Magazine Luiza concluindo aquisição de startup Juni, entre outros destaques. Confira no que ficar de olho:

A Kroton, empresa de ensino superior do grupo Cogna Educação fará uma parceria com a operadora TIM  para criar uma nova companhia que fará a oferta de cursos de Ensino à Distância (EaD) pelo celular. De acordo com o anúncio, haverá mais de 400 opções de cursos livres e mais de 250 de graduação e pós-graduação. Esta nova empresa usará a plataforma da Ampli, criada pela Kroton no ano passado com um investimento de R$ 240 milhões, e que tem 15 mil alunos matriculados.

A marca busca a base de 50 milhões de clientes da TIM para crescer. A Kroton estima que poderá elevar em 20% sua captação anual de alunos em EaD, que superou os 400 mil alunos em 2020. O valor da mensalidade da graduação na Ampli é de R$ 150.

O comunicado informa ainda que por meio de um mecanismo de remuneração baseado em objetivos a TIM poderá se tornar acionista minoritária com até 30% do capital da nova empresa dependendo de quantos alunos conseguir captar.

Conforme aponta a Guide, o anúncio é positivo, pois permitirá que a Cogna atue na extensa base de clientes da TIM (cerca de 50 milhões de usuários), possibilitando que a companhia aumente sua base de alunos no segmento EAD. Vale ressaltar que o grupo deve começar a se beneficiar com a reabertura da economia a partir do segundo semestre, destaca a equipe de análise.

Ainda em destaque, a TIM anunciou na quarta que seu vice-presidente financeiro, Adrian Calaza, apresentou pedido de demissão, citando motivos “estritamente pessoais”. A companhia afirmou em fato relevante que Calaza, que ingressou na TIM em 2016, continuará em suas funções até 31 de agosto e que já iniciou os trabalhos para a indicação de um substituto para o executivo.

O Bradesco BBI avaliou o anúncio sobre a renúncia do CFO da TIM como inesperado. O banco acredita que o foco do mercado será sobre o anúncio do próximo nome a ocupar o cargo. O Bradesco mantém recomendação outperform e preço-alvo de R$ 19,50 para TIMS3.

Vale (VALE3) e siderúrgicas

Os contratos futuros do carvão metalúrgico e do coque negociados na China atingiram mínimas de um mês nesta quinta-feira, enquanto os preços do minério de ferro chegaram a cair até 3,6%, à medida que cortes de produção de aço em algumas usinas do país geraram preocupações com a demanda pelas matérias-primas siderúrgicas.

Uma grande produtora de aço do leste da China recebeu determinação de hibernar seus altos-fornos após uma inspeção do governo central, segundo Zhuo Guiqiu, analista da Jinrui Capital, que preferiu não revelar o nome da empresa.

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A China prometeu controlar sua produção anual de aço a um nível mais baixo neste ano. O órgão estatal de planejamento do país já havia afirmado que conduziria inspeções de campo entre junho e julho. Há temores crescentes de que a demanda por matérias-primas caia ainda mais, à medida que mais locais ampliam os controles de produção de aço, acrescentou Zhuo.

O contrato mais negociado do coque na bolsa de commodities de Dalian DCJcv1, para entrega em setembro, fechou em queda de 5,3%, a 2.472 iuanes (US$ 381,46) por tonelada. Os futuros do carvão metalúrgico cederam 5,3%, a 1.831 iuanes/tonelada, menor patamar desde 9 de junho. Já a referência do minério de ferro em Dalian DCIOcv1 apurou queda de 2,9%, a 1.188 iuanes por tonelada, após recuar até 3,6% mais cedo na sessão.

Por outro lado, ainda no radar do setor, o Credit Suisse publicou uma avaliação em que aponta que a demanda por matéria prima vem sendo forte neste ano. Os fabricantes de aço mundiais estão informando fortes pedidos e estão tendo dificuldades em atender aos pedidos dos setores de automóveis, eletrodomésticos e construção. Assim, os preços do minério de ferro subiram 41% no ano, acima da marca de US$ 200. A maior questão é quanto tempo a alta continuará. O banco diz que as estimativas de produção de aço superaram suas expectativas, mas diz que não vê desaceleração da atividade construtiva e gastos com infraestrutura.

O banco vê sinais de desaceleração na China, e indícios de que os preços altos estão incentivando a oferta adicional de minério de ferro. O banco diz esperar que a produção doméstica do minério suba 50 milhões de toneladas a 340 milhões de toneladas. As exportações da Índia não devem cair neste ano, ao contrário do que o banco havia previsto anteriormente, e deve permanecer em 46 milhões de toneladas.

O banco mantém avaliação outperform para Vale, Bradespar, CSN, CSN Mineração e Usiminas por ver os múltiplos abaixo dos níveis históricos, com perspectiva de variações da casa de dois dígitos de fluxo livre de caixa entre 2021 e 2023, e perspectiva forte de dividendos, em especial para Vale e CSN Mineração.

O banco elevou o preço-alvo do ADR da Vale de US$ 25 para US$ 28. Para a ação da CSN Mineração, elevou de R$ 11,5 para R$ 13, frente à cotação de R$ 9,14 de fechamento na quarta; também elevou o preço-alvo da Usiminas de R$ 25,5 para R$ 28,5, frente à cotação de R$ 19,77 de quarta; e elevou o preço-alvo do Bradespar de R$ 97 para R$ 102, frente à cotação de R$ 76,66 das ações BRAP4; e da CSN de R$ 58,5 para R$ 65, frente à cotação de R$ 46,13 de terça. O banco vê Bradespar e CSN como veículos mais descontados para construir posições em Vale e CSN Mineração, e mantém avaliação outperform para ambos.

Pão de Açúcar (PCAR3)

O GPA chegou a um acordo “para encerrar amigavelmente” processo de arbitragem iniciado em 2017 pelo Fundo de Investimento Imobiliário Península, informou o varejista em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) na noite de quarta-feira.

A arbitragem discutia divergências relacionadas a 60 imóveis de propriedade da Península, objeto de contratos de locação de longo prazo celebrados em 2005, que asseguram ao GPA o uso e a exploração comercial dos mesmos por 20 anos a contar da sua celebração, renováveis por mais 20 anos a critério exclusivo do grupo varejista, segundo o comunicado.

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“O acordo firmado resolveu amigavelmente as controvérsias do passado e aprimorou os contratos, mantendo o prazo de vigência das locações, com novas regras mais adaptadas ao mercado atual, que possibilitam a otimização do uso dos imóveis e trazem potencial de ganho para ambas as partes”, afirmou o GPA. A Península é o family office da família Diniz do Brasil, que fundou o GPA, mas vendeu sua participação na empresa há vários anos.

Neoenergia (NEOE3)

Na quarta-feira, a Neoenergia informou que suas distribuidoras injetaram 18.702 gigawatts-hora (GWh) de eletricidade no segundo trimestre de 2021, alta de 11% em relação a igual período de 2020. A empresa afirmou que os dados confirmam uma “recuperação do mercado em suas áreas de concessão”.

O relatório, que representa prévia não auditada dos resultados operacionais da empresa, também indicou um aumento de 6,85% na distribuição de energia no primeiro semestre deste ano, novamente em comparação anual, para 37.208 GWh.

O Credit diz que a boa performance foi impulsionada pelos segmentos de livre mercado e industrial, com alta de 27% na comparação anual, e pelo segmento comercial com alta de 11,5%, devido à recuperação econômica e a uma base de comparação baixa. O segmento residencial também manteve tendência positiva, com alta de 2,2% na comparação anual.

O banco diz avaliar que as distribuidoras devem levar a bons resultados, e que os resultados da Neoenergia devem ser beneficiados pelos fortes volumes. O Credit mantém avaliação outperform e preço-alvo de R$ 24,10.

O Credit Suisse elevou suas previsões para a B3 devido a volumes fortes em títulos de curto prazo e derivativos. O banco diz esperar que o turnover se normalize em um nível acima do antecipado anteriormente.

O banco elevou sua expectativa para o volume médio diário negociado (ADTV na sigla em inglês) de R$ 31,1 bilhões para R$ 36,2 bilhões para 2021, e de R$ 36,3 bilhões para R$ 41,3 bilhões para 2022. E elevou em 9% a previsão para lucro líquido recorrente em 2021, para R$ 5,3 bilhões, e em 8% para 2022, a R$ 6 bilhões.

O banco também elevou o preço-alvo para a B3, de R$22 para R$ 24, frente à cotação de R$ 16,27 de quarta, e manteve avaliação outperform.

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O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro comunicou na quarta que o juiz responsável pela recuperação judicial da Oi homologou na quarta-feira oferta do BTG Pactual e Globenet Cabos Submarinos para compra de 51% da empresa de fibra ótica do grupo de telecomunicações por R$ 12,9 bilhões.

A proposta do BTG e Globenet serviu de base para o edital do leilão realizado na quarta-feira, que não contou com nenhum outro interessado, informou o tribunal. Saiba mais clicando aqui. 

Em entrevista à agência internacional de notícias Reuters, o CEO da Petrobras, general da reserva Joaquim Silva e Luna, afirmou que a nova gestão da Petrobras vive no momento uma prova de fogo por causa das altas do petróleo, fator-chave para a formação de preços de derivados.

Mas avaliou que o aumento dos combustíveis nesta semana demonstra independência e “critério 100% técnico” da companhia para lidar com o tema. O general da reserva escolhido pelo presidente Jair Bolsonaro para liderar a companhia afirmou que não houve nem haverá interferência externa no ritmo dos ajustes de preços de combustíveis.

Além disso, a Petrobras informou na quarta que a plataforma P-76 foi conectada ao gasoduto Rota 2 e tornou-se em junho a segunda do campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos, a exportar gás ao continente, por meio do terminal de Cabiúnas. A empresa começou a exportar o gás de Búzios em agosto do ano passado, com a plataforma P-74. Atualmente, o volume exportado pelas duas plataformas é de até 2 milhões de m³/dia.

A Hapvida anunciou na quarta-feira acordos para duas aquisições nas regiões Sudeste e Nordeste do Brasil no total de R$ 475 milhões, seguindo sua estratégia de expansão e consolidação nacional e aumento da verticalização. Em São Paulo, a companhia assinou proposta vinculante para aquisição de até 100% do grupo Grupo HB Saúde de São José do Rio Preto por R$ 450 milhões –considerando a totalidade das ações.

Magazine Luiza (MGLU3)

O Magazine Luiza conclui aquisição de startup Juni. A Juni é especializada em melhorar a taxa de conversão de vendas no comércio eletrônico e possui metodologia própria capaz de mapear e analisar comportamentos dos clientes.

“Com a aquisição, o Super App do Magalu contará com novas ferramentas baseadas em análise de dados para aprimorar cada vez mais a experiência do cliente, otimizando a conversão e promovendo o crescimento de vendas do e-commerce”, diz o Magazine Luiza.

Jereissati ([ativo=JPSA3]) e Iguatemi (IGTA3)

A  incorporação das ações da Iguatemi pela Jereissati Participações por aprovada em assembleia geral extraordinária. Depois da conclusão da reestruturação societária, a Jereissati adotará o nome da empresa controlada e passará a ser negociada em forma de units na B3.

PetroRio (PRIO3)

A PetroRio informou por meio de comunicado enviado ao mercado na quarta que sua produção teve alta de 7% em relação a junho e maio. A produção total de petróleo da companhia atingiu 32.110 barris de óleo equivalente por dia (boepd), ante 30.013 barris de maio. A maior produção foi do Campo de Frade.

A notícia é marginalmente positiva, aponta a Guide. “A produção da PetroRio segue apresentando melhoras marginais com a otimização dos poços já existentes. Contudo, vemos que o principal trigger para a companhia é a entrada em operação dos novos poços, principalmente a aquisição realizada no ano passado de Wahoo”, destaca.

A Camil Alimentos ainda apresentou seus resultados do primeiro trimestre fiscal, com queda de 1,2% do lucro líquido na base de comparação anual, a R$ 108,2 milhões.

A receita líquida da Camil, por sua vez, foi de R$ 2,3 bilhões no trimestre, alta anual de 30,5%. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) foi de R$ 183,9 milhões, 6,5% menor frente um ano antes. A margem foi de 8,1%, baixa de 3,2 pontos percentuais.

O Bradesco BBI comentou os resultados da Camil, destacando que o Ebitda ajustado está em linha com sua estimativa, e vê os resultados como neutros. O banco atualizou seu modelo levando em conta novas previsões para matéria-prima da Camil, reduzindo a estimativa para Ebitda em 5% em 2021 e 2022 em média. Para 2022, o banco aponta preço-alvo de R$ 11, frente ao preço-alvo de R$ 12 de 2021, e à cotação de quarta, de R$ 9,79. O banco tem avaliação neutra (perspectiva de valorização dentro da média do mercado) para os papéis.

O Itaú BBA afirma que o Ebitda ajustado da Camil do primeiro trimestre está em linha com sua estimativa e com o consenso do mercado. A margem Ebitda ficou em 8,6%, frente à previsão de 9,2% do banco. Os volumes de açúcar no Brasil tiveram uma recuperação sequencial, enquanto que os volumes internacionais sofreram com a menor disponibilidade de matéria-prima no Uruguai.

Os preços domésticos da Camil caíram 2% na comparação trimestral, em linha com as estimativas do banco, mas ainda assim permaneceram 42% acima do nível do primeiro trimestre de 2020. Os volumes de açúcar cresceram, mas as margens são pressionadas pela concorrência forte no Brasil. A operação internacional registrou perda de 32% em volumes na comparação anual. O Itaú BBA mantém avaliação market perform (perspectiva de valorização dentro da média do mercado) para a Camil, com preço-alvo de R$ 14, frente à cotação de R$ 9,79 de quarta.

A Cury anunciou uma parceria comercial com a HBR Realty visando promover sinergias entre as companhias com o intuito de fortalecer o plano estratégico de expansão e rentabilidade das operações das duas companhias.

O acordo comercial visa oferecer o direito de preferência para a HBR atuar na execução e co-desenvolvimento dos projetos futuros com foco em áreas classificadas como não residenciais e fechadas ativas destinadas à utilização comercial.

“Apesar de esperarmos um impacto limitado, vemos o anúncio como positivo para a Cury e mantemos a recomendação de compra e preço-alvo de R$ 15 por ação”, aponta a XP.

Autopeças

A Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotivos) revisou suas estimativas, em um momento em que a falta de semicondutores continua a impactar a produção de 2021. A Anfavea informou produção de 167 mil unidades em junho, frente a 98.500 do mesmo mês do ano anterior. Na comparação mensal, no entanto, a produção caiu 13%, pela falta de semicondutores e preços mais altos de matéria-prima. A nova guidance indica alta de 2% na produção no segundo semestre de veículos leves, e de 8% de veículos pesados. O banco mantém avaliação outperform para Vamos, Tupy, Randon e Iochpe Maxion.

O banco também ressalta que junho teve produção de 1.600 unidades de ônibus, queda de 32% na comparação mensal, e a terceira em três meses. Ônibus urbanos continuam a sofrer o impacto da pandemia, em um cenário que pode começar a melhorar no quarto trimestre de 2021, na avaliação do banco. No setor de bens de capital, o banco mantém preferência pela Iochpe, com preço-alvo de R$ 22, frente à cotação de quarta de R$ 15,47; e para Tupy, com preço-alvo de R$ 35, frente à cotação de R$ 23.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

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Cogna e TIM fazem parceria para criar empresa focada em ensino pelo celular

SÃO PAULO – A Kroton, empresa de ensino superior do grupo Cogna Educação (COGN3) fará uma parceria com a operadora TIM (TIMS3) para criar uma nova companhia que fará a oferta de cursos de Ensino à Distância (EaD) pelo celular. De acordo com o anúncio, haverá mais de 400 opções de cursos livres e mais de 250 de graduação e pós-graduação.

Esta nova empresa usará a plataforma da Ampli, criada pela Kroton no ano passado com um investimento de R$ 240 milhões, e que tem 15 mil alunos matriculados. A marca busca a base de 50 milhões de clientes da TIM para crescer. A Kroton estima que poderá elevar em 20% sua captação anual de alunos em EaD, que superou os 400 mil alunos em 2020. O valor da mensalidade da graduação na Ampli é de R$ 150.

O comunicado informa ainda que por meio de um mecanismo de remuneração baseado em objetivos a TIM poderá se tornar acionista minoritária com até 30% do capital da nova empresa dependendo de quantos alunos conseguir captar.

“Com essa parceria damos um importante passo na consolidação do nosso propósito, dando acesso à educação de qualidade por meio da alta penetração de celulares na população brasileira, independentemente da localização e com custo acessível”, afirma Roberto Valério, CEO da Kroton.

Já Pietro Labriola, CEO da TIM Brasil, associou a nova parceria a um compromisso com as práticas ESG. “Nosso principal objetivo é ajudar na democratização do ensino superior no Brasil via tecnologia, apoiada na maior rede 4G do Brasil”, disse.

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Cogna, Yduqs, Ânima, Afya e mais: é a hora da recuperação do setor de educação na Bolsa? Confira as expectativas dos analistas

SÃO PAULO – Os resultados das empresas de educação do primeiro trimestre mostraram que muitas das estratégias para recuperação em meio à pandemia do coronavírus estão se mostrando acertadas, como o foco no digital e cursos considerados premium (com tíquete médio mais alto). Porém, muitas das companhias ainda têm um longo caminho a percorrer até apresentarem números que realmente empolguem os investidores.

Desta forma, apesar da valorização recente de muitas ações, principalmente com as perspectivas mais positivas para a economia com a aceleração da vacinação – como foi o caso da Cogna (COGN3), com alta de cerca de 10% e Yduqs (YDUQ3) com ganhos de 5% no acumulado de junho -, muitos analistas seguem seletivos sobre quais são os papéis promissores do setor. Apesar da alta recente, COGN3 tem ganhos modestos em 2021, de 0,65%, após cair 59,5% em 2020, enquanto YDUQ3 avança 5,22%.

Os analistas do Itaú BBA reiniciaram a cobertura para as ações do setor de educação com estimativa para oito empresas, em que destacam as oportunidades de consolidação no espaço de graduação médica, o impacto da pandemia nas taxas de admissão de empresas de ensino superior e uma visão geral do ensino fundamental e médio.

Eles avaliam que os melhores players no setor, atualmente, são Ânima (ANIM3) e Afya (negociada na Nasdaq), mas também temos uma visão construtiva sobre Vitru, Arco e Vasta, esta última subsidiária da Cogna voltada para o fornecimento de conteúdo digital a escolas. Por outro lado, “preferem ficar à margem”, ou ter recomendação neutra, para Yduqs, Ser (SEER3) e Cogna.

Gustavo Miele, Emerson Vieira e Lucca Marquezini, analistas do BBA, ainda veem espaço para consolidação no espaço da graduação médica, apesar dos crescentes múltiplos de fusões e aquisições.

Os analistas apontam que os cursos de graduação em medicina atraíram muitos players nos últimos anos, que encontraram uma importante alavanca de crescimento neste segmento. “Notamos que várias aquisições ocorreram no setor, permitindo que empresas de ensino superior aumentassem sua exposição a este segmento. No entanto, dada a oferta limitada devido a especificações regulatórias, a alta demanda levou a uma elevação de múltiplos de avaliação”, destacam.

Porém, mesmo assim, eles acreditam que ainda há espaço para novas consolidações, amparadas por consideráveis
oportunidades disponíveis no mercado que poderiam ser alvos potenciais para consolidadores no mercado como a Afya.

No geral, contudo, os analistas esperam que as empresas de ensino superior enfrentem um momento desafiador de ganhos no restante do ano.  “Desde o início da pandemia, vimos empresas de ensino superior lutando com um ingresso menor de alunos”, apontam.

Contudo, essa volatilidade na base de alunos das empresas vem acontecendo desde que as regras do FIES começaram a mudar – desde o início de 2016, Yduqs, Ser e Cogna perderam 26%, 8% e 49% de suas respectivas bases (considerando alunos de graduação e pós-graduação apenas no campus), enquanto a base da Ânima aumentou 37% (mais qualidade levando mais resiliência em meio ao cenário macroeconômico mais complexo).

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Os analistas acreditam que o setor pode continuar lutando com uma menor entrada de novos alunos enquanto as restrições à pandemia continuarem afetando o Brasil, potencialmente afetando o lucro até o final do ano.

Ao fazerem uma análise estimando os passos para a recuperação da taxa de matrícula, os analistas veem que, do ponto de vista relativo, a Cogna terá um caminho mais difícil para se recuperar e voltar aos níveis pré-pandêmicos, de 2019, enquanto
a Ânima deverá ter uma dificuldade menor para tanto.

Mudando de segmento, Miele, Vieira e Marquezini possuem uma visão construtiva sobre o ensino voltado à educação infantil até o ensino médio, destacando que é uma alternativa atrativa no espaço da educação, especialmente diante dos desafios do setor de educação além dos cursos de medicina.

Eles veem as empresas neste segmento desfrutando de i) fluxos de caixa mais previsíveis em contratos de baixa rotatividade e de longo prazo; ii) um ambiente mais benigno para aumento de ingressos; iii) dinâmica de mercado atrativa devido à ainda baixa penetração dos sistemas de aprendizagem; e iv) mais espaço para crescimento no mercado total endereçável das empresas.

Esses pontos, combinados com as baixas participações de mercado da Arco e da Vasta, de 6,6% e 4,9%, respectivamente, em 2020, são um bom presságio para um crescimento robusto adiante, seja de forma orgânica ou inorgânica. Esta é uma das razões pelas quais os analistas possuem recomendação outperform (desempenho acima da média) para ambas as companhias.

As preferidas do Itaú BBA do setor são Ânima, com preço-alvo de R$ 19 por ação para 2022 (potencial de alta de 54%) e Afya, negociada na Nasdaq e com preço-alvo de US$ 38 (upside de 46,7%). “Acreditamos que a melhor execução da Ânima em seu segmento e o aumento dos lucros esperados proveniente da integração da Laureate podem fornecer alguma resiliência versus outros cases de ensino superior”, destacam. A Afya, por sua vez, apontam os analistas, possui uma posição ímpar no setor, com uma larga avenida pela frente de consolidação no espaço médico-educacional.

Eles também possuem recomendação outperform para as ações da Vitru, com preço-alvo de US$ 24 por ação (alta de 45,5%), para a Arco, com preço-alvo de US$ 47 (alta de 45,4%) e para a Vasta, com preço-alvo de US$ 16 (ou potencial de alta de 85,2%).

A Vitru, apontam os analistas, possui um modelo acadêmico de educação digital diferenciado, ressaltando que ela é líder no segmento de ensino digital, que está no centro das atenções principalmente com aceleração da tendência no pós-pandemia, sendo que ela deve persistir no próximos anos. “A Vitru combina uma marca sólida e respeitada com um modelo híbrido altamente escalável”, apontam.

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A equipe de análise ressalta ainda que a Arco desenvolveu um produto focado em tecnologia que pode entregar educação de alta qualidade em escala, aproveitando uma vasta experiência em metodologias de sucesso para escolas particulares associado a um sólido histórico de  excelência acadêmica. “O desenvolvimento de um conteúdo dinâmico da Arco é um diferencial fundamental em um setor altamente competitivo”, ressaltam.

Já a Vasta, além de oferecer um grande e reconhecido portfólio de marcas de ensino fundamental e médio privado, possui soluções que incluem tradicionais sistemas de aprendizagem, atendendo também as preferências de escolas parceiras. Além disso, conta com uma equipe de vendas integrada e estratégia diferenciada ao visar buscar clientes por meio de vários canais.

Por outro lado, os analistas do BBA estão mais cautelosos com três ações: i) Yduqs, possuindo preço-alvo de R$ 45 (ou upside de 29,4%) para os ativos, ii) Ser, com preço-alvo de R$ 22 (alta de 20,9%) e iii) Cogna, com preço-alvo de R$ 6 (com projeção de alta de 29,3%).

A recomendação neutra para Yduqs leva em conta a exposição significativa da empresa no segmento presencial, que pode se traduzir em um cenário desafiador para os resultados para o restante do ano. Já para a Ser, além da alta exposição ao segmento presencial, os analistas também destacam que a ação não está mais tão barata aos atuais níveis.

Para a Cogna, os analistas ainda apontam o alto grau de alavancagem da companhia, destacando que a transição para a educação digital é crucial. Eles lembram que, em 2020, a Kroton (braço de ensino superior da Cogna) anunciou uma reviravolta completa que incluiu a otimização do portfolio de cursos e da infraestrutura imobiliária, bem como da estrutura de custos. Além disso, a empresa fechou 45 unidades. “Como uma resposta ao ambiente desafiador para os cursos de graduação presenciais nos últimos anos, o turnaround provavelmente será importante para a Kroton recuperar a lucratividade. A empresa espera que os resultados sejam refletidos já a partir deste ano”, destacam.

Cabe destacar que, enquanto os analistas no geral ainda mostram mais ceticismo com a Cogna, as recomendações divergem para os outros papéis do setor.

Em relatório do final de maio, o Morgan Stanley apontou que, levando em conta os resultados do primeiro trimestre do setor, estão atentos aos preços e às taxas de retenção das empresas de educação. Os analistas afirmam seguirem preferência por papéis expostos a fusões e aquisições, medicina e com exposição ao ensino digital.

Desta forma, os analistas destacam preferência por Afya e Vitru, com recomendação overweight (exposição acima da média do mercado), mas também possuem essa recomendação para a Yduqs, considerando as companhias os “melhores veículos para navegar pelo ainda complexo ano de 2021”.

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Na esteira do anúncio da compra da QConcursos pela Yduqs, os analistas do Bradesco BBI também reiteraram a recomendação outperform para YDUQ3, com preço-alvo de R$ 45. A Qconcursos é uma sociedade 100% digital da área de educação continuada que oferta cursos preparatórios, guias de estudos, simulados e provas para concursos. “Com essa aquisição, a Yduqs ultrapassa a marca de 1 milhão de alunos e amplia seus serviços e sua presença no ecossistema de educação digital”, afirmou a empresa de educação em fato relevante.

Já para a Cogna, os analistas seguem com recomendação neutra, com preço-alvo de R$ 5,20 (ou alta de 11,6%), avaliando que, no geral, acreditam que os impactos positivos da reestruturação devam acontecer no longo prazo, enquanto os resultados da Vasta e os números de captação da Kroton devam começar a se recuperar com a redução das restrições à mobilidade.

Atualmente, os analistas do Morgan também possuem recomendação neutra para Cogna, com preço-alvo de R$ 6, ou alta de 29%: eles destacam que a reestruturação da Cogna é uma estratégia correta, mas cria ventos contrários de crescimento de curto prazo adicionais, além de verem uma fraca dinâmica de lucros no curto prazo. O valuation ainda é visto como acima dos múltiplos da média histórica e acima dos pares locais. Além disso, preferem operar diretamente com a subsidiária Vasta.

Confira abaixo as recomendações para as ações das empresas do setor de educação de acordo com compilação feita pela Refinitiv com casas de análises que cobrem os ativos:

Empresa Recomendações de compra Recomendações neutra Recomendações de venda  Preço-alvo médio Upside**
Ânima 7 1 1 R$ 15,54 25,32%
Afya* 6 1 0 US$ 26,73 2,14%
Vitru* 6 1 0 US$ 19,34 17,21%
Arco* 7 2 0 US$ 40,17 24,37%
Vasta* 5 2 0 US$ 16,36 91,35%
Yduqs 8 5 0 R$ 41,90 20,96%
Ser 6 5 1 R$ 19,44 5,94%
Cogna 0 12 0 R$ 5,45 16,95%
**empresas cujos ativos são negociados na Nasdaq
*em relação ao fechamento de 17 de junho de 2021

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Cogna: com reestruturação da Kroton começando a dar frutos e novo “vilão” no balanço, analistas mantêm cautela com ação

Kroton passa a se chamar Cogna NOVA EMPRESA: Kroton passa a se chamar Cogna, holding reunindo quatro companhiar

SÃO PAULO – A continuidade da pandemia segue impactando os números da Cogna (COGN3), mas os sinais da reestruturação já começam a ser sentidos, levando a uma alta das ações COGN3 nesta sexta-feira (14). Cabe destacar que a concorrente Yduqs (YDUQ3), que subiu quase 10% ontem após o balanço, também registra ganhos expressivos na sessão, assim como outras empresas do setor.

Os ativos da Cogna subiram 2,84%, a R$ 3,98, após chegarem a subir 5,94% na máxima. Registrando um desempenho ainda mais forte, YDUQ3 avançou 6,04%, a R$ 31,76, após chegar a subir 6,48%. A Ser (SEER3) avançou 4,37%, a R$ 14,09, acelerando os ganhos na reta final e fechando perto das máximas, enquanto Ânima (ANIM3) subiu 1,11% (R$ 11,85) após chegar a ter alta de 2,99%, também após  a divulgação dos balanços.

Conforme apontam os analistas do Bradesco BBI, os resultados da Cogna seguiram pressionados, mas os impactos positivos das mudanças, em especial no ensino superior com a Kroton – anunciadas no ano passado como o curso híbrido (mesclando presencial e online) e maior foco no segmento premium, como medicina, com tíquete médio mais alto – já aparecem.

Já a XP aponta que os resultados foram fracos mas, desta vez, houve um novo “ofensor” no balanço: a Vasta, subsidiária voltada para o fornecimento de conteúdo digital a escolas, enquanto a Kroton, de graduação, apresentou números melhores.

O BBI também reitera que houve um aumento considerável nas margens da Kroton, enquanto a Vasta desapontou. Já a receita líquida ficou em linha com a estimativa do banco. Em termos de lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda), apesar de um sólido desempenho na Kroton, com alta de 18% na base anual, os fracos desempenhos na Vasta e Saber impactaram o consolidado.

“A captação do ensino presencial continuou bastante pressionada, impactando negativamente a receita da Kroton. O ensino básico registrou os maiores impactos da pandemia até então, uma vez que o recrudescimento da pandemia ocorreu de forma aguda no começo de 2021, precisamente durante o pico do período de matrículas para o ano letivo. Com isto, as escolas Saber e as escolas parceiras da Vasta registraram redução no número de alunos, o que trouxe um cenário desafiador para o crescimento de receitas”, apontou a Cogna no comunicado de divulgação de resultados.

A Cogna teve prejuízo líquido de R$ 90,975 milhões no primeiro trimestre, um salto de 132,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. Mas, pontuou a companhia, o resultado foi impacto por efeitos não recorrentes (que totalizaram R$ 130,037 milhões), justamente em função dos gastos com a reestruturação da Kroton e impairment na Saber.

Em termos ajustados pela amortização do intangível, mais valia de estoques e impairment (todos efeitos não-caixa), a Cogna apurou lucro líquido de R$ 6,495 milhões no período, ainda uma forte queda de 86,1% frente ao primeiro trimestre do ano passado.

Já a receita líquida caiu 22,4%, para R$ 1,262 bilhão, enquanto as despesas operacionais recuaram apenas 1,6%, para R$ 230,546 milhões.

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O Ebitda recorrente somou R$ 365,814 milhões, declínio de 16,9% ano a ano. Porém, um ponto de atenção fica para a margem, que subiu 1,9 ponto percentual, para 29%.

Apesar da queda na receita líquida, os impactos positivos da recente reestruturação geraram aumento de margem no comparativo anual. Com ela, a margem Ebitda do segmento Kroton teve expansão de 9,3 pontos percentuais.

Com relação à captação de alunos no primeiro trimestre, a alta foi de 5%, com destaque para o digital, que aumentou 42% em volume e 43% em receita. Já na mobilidade de cursos híbridos, o volume caiu 1%, enquanto a receita teve alta de 15%. No ensino presencial, o volume e a receita recuaram 40% na comparação anual.

A base total de alunos teve uma queda de 0,1%. O ensino presencial teve uma forte baixa, de 29%, a  225 mil, enquanto o número de unidades de ensino foi de 176 para 131 no período de um ano. Já no ensino à distância, a base de alunos teve alta de 15,1% para 695 mil.

Já o tíquete da Kroton teve baixa de 12%, para R$ 336 mensais. Enquanto o preço médio das mensalidades subiu 11% no ensino presencial, para R$ 783 mensais, teve baixa de 13,5% no EAD, para R$ 191 em 2021. “Os menores custos de ocupação, associados ao menor número de unidades em funcionamento e redução da área útil de outras unidades, gerou uma diminuição em custos e despesas gerais e administrativas. O custo docente reduziu 30%, em função do maior uso de EAD no currículo presencial, da maior presença de alunos digitais na base e da menor quantidade de turmas de calouros devido à menor captação de alunos presenciais”, afirmou a companhia.

Olhando os números gerais, o Bradesco BBI aponta que os resultados ficaram um pouco acima do esperado pelos analistas, mas ligeiramente abaixo do consenso de mercado. E, apesar de verem os números da Kroton mostrando impactos positivos das mudanças (enquanto a Vasta foi o destaque negativo do trimestre), os analistas seguem cautelosos com a ação.

“No geral, acreditamos que os impactos positivos da reestruturação devam acontecer no longo prazo, enquanto os resultados da Vasta e os números de captação da Kroton devam começar a se recuperar com a redução das restrições à mobilidade”. Contudo, os analistas seguem com recomendação neutra para as ações; o preço-alvo para o papel é de R$ 5,20, um potencial de valorização de 34% em relação ao fechamento de quinta-feira.

Também avaliando que os resultados estão começando a mostrar melhora, principalmente no ensino superior, o Morgan Stanley também adota cautela quando o tema é comprar ações da companhia. A recomendação para os ativos segue em equalweight (exposição em linha com a média do mercado), com preço-alvo de R$ 6 por ação da companhia.

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Javier Martinez, Caio Moscardini e Daniela Santoro, analistas do Morgan, reforçam que os resultados do Cogna estão começando a melhorar, com a reestruturação já mostrando melhorias nas margens do ensino superior. Este segmento proporcionou maior eficiência em custos e forte gerenciamento de despesas. O ensino fundamental e médio continuam enfrentando o impacto da redução da base de alunos devido à pandemia e as receitas foram pressionadas. “Em suma, os resultados da Cogna estiveram amplamente em linha com nossas estimativas para receitas e Ebitda”, avaliam os analistas do banco.

Contudo, apontam preferência por empresas de educação com maior exposição a cases de fusões e aquisições, medicina e ensino à distância e, desta forma, avaliam que Afya, Vitru, cujas ações são negociadas na Nasdaq, e Yduqs (essa última com preço de R$ 44) são os melhores players para transitar por essas tendências durante 2021.

A Cogna também segue com recomendação neutra para a XP, com um preço-alvo de R$ 5,10 por ação (alta de 32%); a avaliação é de que, apesar da alta do Ebitda no segmento Kroton, 45% dele são de itens não recorrentes que devem ser monitorados. “Com o lucro ainda pressionado e resultados poluídos com itens não recorrentes, permanecemos com a recomendação neutra”, afirma o analista Vitor Pini.

Cabe ressaltar que, de treze casas que cobrem o papel COGN3, apenas uma recomenda compra, sendo que dez recomendam manutenção e duas recomendam venda, de acordo com compilação da Refinitiv. Isso ainda que o preço-alvo médio seja de R$ 6,13, valor 58% superior ao fechamento da véspera.

A Yduqs, por sua vez, conta também com treze casas cobrindo o papel, sendo que nove têm recomendação de compra e quatro de manutenção, com preço-alvo médio de R$ 42,47, o que configura um potencial de valorização de 42% em relação ao fechamento da véspera. Assim, ainda que muitos analistas vejam progressos com a Cogna, a expectativa é de um caminho mais tranquilo para a Yduqs já a partir do segundo semestre, em que veem um ponto de virada para a companhia.

Ser e Ânima no radar do setor

Vale ressaltar que outras companhias do setor também repercutem seus resultados nesta sessão, como a Ser e a Ânima.

A Ser Educacional registrou lucro líquido de R$ 30,068 milhões no primeiro trimestre deste ano, alcançando alta de 79,3% na comparação com o mesmo período do ano passado. O lucro líquido ajustado, por sua vez, ficou em R$ 36,221 milhões, alta de 23% em um ano. O grupo aponta que teve crescimento de 32,8% na captação de alunos, adicionando 77 mil estudantes. A base estudantil cresceu 17,8% na comparação anual, totalizando 218,1 mil.

Já a Ânima Educação encerrou o primeiro trimestre de 2021 com lucro líquido ajustado de R$56,3 milhões, 28,5% a mais na comparação anual. Houve um aumento de base de alunos de 11,3%, com um ticket líquido médio superior em 12,1% em relação ao primeiro trimestre de 2020. Além disso, a taxa de evasão da graduação no primeiro trimestre de 2021 foi de 7,0%, representando 0,5% inferior ao mesmo período do ano anterior.

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De acordo com a XP, a Ser postou resultados bastante impressionantes na frente de ensino à distância, com alta na base de alunos de 123% (embora a receita tenha sido apenas 6% maior, devido ao tíquete médio inferior). No entanto, o presencial ainda está sob pressão: a base de alunos caiu 9% no comparativo anual e ficou 8% abaixo do esperado pelo analista, resultando em uma queda de 1% na receita consolidada e também 1% abaixo do projetado.

“Apesar do desempenho positivo no segmento de EAD, continuamos com recomendação neutra para SEER3 e reiteramos nosso preço alvo de R$17 por ação devido ao desempenho ainda fraco do presencial. Também estamos cautelosos com relação às tendências do tíquete médio de EAD e devemos observar que houve uma melhora de 2,0 pontos percentuais na margem bruta relacionada às menores despesas com ocupação, que deve subir novamente com a retomada das aulas presenciais”, avalia Pini.

Já sobre o Ânima, a projeção é mais otimista, com o analista reiterando recomendação de compra e preço-alvo de R$ 15 por ação. “A Ânima conseguiu nos surpreender em meio ao ambiente difícil do trimestre com receita acima do esperado (tíquete médio maior), margens maiores e uma nova estimativa de sinergias relacionadas à aquisição da Laureate de R$ 350 milhões, comparado a R$ 230 milhões anteriormente. Também acreditamos que estamos chegando em um ponto de inflexão no que diz respeito ao impacto negativo da pandemia no setor e esperamos que o ciclo de captação do 2S21 seja mais promissor”, avalia.

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