Alta de volumes e tarifas impulsiona receita da Rumo no 2º tri, mas lucro cai

SÃO PAULO (Reuters) – A concessionária de logística Rumo (RAIL3) teve aumento de receitas no segundo trimestre, favorecida pelo aumento de volumes transportados e das tarifas cobradas de clientes, mas efeitos ligados à renovação da Malha Paulista pesaram no lucro.

A companhia, controlada pela Cosan, anunciou nesta quinta-feira que seu lucro líquido de abril a junho somou 314 milhões de reais, queda de 22,4% sobre um ano antes.

No relatório de resultados, a Rumo explicou que teve um ganho não recorrente de 316 milhões de reais no segundo trimestre de 2020, ligados à renovação da concessão da malha ferroviária paulista.

“Portanto, sem este efeito, o lucro líquido apresentou forte expansão ano contra ano”, afirmou a Rumo no documento.

No trimestre, o volume transportado pela companhia atingiu 17,9 bilhões de toneladas equivalentes (TKU), 9,1% maior do que um ano antes, com destaque para o crescimento de produtos industriais, que tiveram expansão de 30% a 40%.

Com isso, a receita líquida da companhia no período somou 2,216 bilhões de reais, expansão de 21,2% ano a ano, refletindo também o aumento de 14% das tarifas cobradas, o que a Rumo atribuiu ao repasse da alta do preço de combustíveis e às melhores negociações de contratos.

O resultado operacional medido pelo lucro antes de impostos, juros, depreciação e amortização (Ebitda) foi de 1,196 bilhão de reais. A margem Ebitda atingiu 54%, alta de 3,3 pontos percentuais.

A Rumo mencionou que há chance de aumento das exportações de soja em cerca de 3 milhões de toneladas no segundo semestre. Por outro lado, suspendeu as previsões para transporte de milho neste ano, devido a quebras de safra severas de Mato Grosso do Sul, Paraná e Goiás, o que pode resultar em exportações menores.

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XP vê oportunidades para setor de infraestrutura no país e destaca ação da Hidrovias do Brasil como preferida

Hidrovias do Brasil (Foto: Divulgação)

SÃO PAULO – De olho em grandes oportunidades, como novos projetos no horizonte, expansão da produção e exportação de grãos, bem como diante de uma expectativa de retomada econômica, a XP Investimentos iniciou nesta terça-feira (29) a cobertura do setor de infraestrutura do Brasil na Bolsa.

Em relatório publicado hoje, os analistas destacam que veem um grande pipeline de projetos do governo, da ordem de R$ 300 bilhões em novos investimentos, como uma “oportunidade crível de crescimento para as operadoras listadas”.

A avaliação é de que a atividade recente forte, apoiada por R$ 110 bilhões em investimentos leiloados desde 2017, corrobora para uma viabilidade da agenda em andamento, diversificação dos modais de transporte e ainda, permite uma competição saudável, mediante melhores termos e incentivos governamentais.

Neste contexto, o nome preferido dos analistas dentre os papéis listados na B3 para se beneficiar de um cenário positivo para o segmento é Hidrovias do Brasil (HBSA3).

Com recomendação de compra, a XP estima um preço-alvo de R$ 9,20 por ação, o que implica potencial de alta de 51,3% em relação ao fechamento de segunda-feira (28).

Segundo o time de análise, Hidrovias é a maneira mais barata de se expor às perspectivas de crescimento de grãos do Centro-Oeste do Brasil, tendo ainda o nível de valuation mais atrativo do setor de infraestrutura, da ordem de 13,6% da TIR alavancada real, contra cerca de 9,4% para o principal comparável, a Rumo.

O cálculo da Taxa Interna de Retorno (TIR) alavancada real é a métrica preferida da XP para comparação entre operadores de infraestrutura, uma vez que o cálculo leva em consideração a geração de caixa das companhias, bem como sua comparabilidade com alternativas de renda fixa.

“Adicionalmente, observamos que a Hidrovias negocia com um desconto de 20% em múltiplos EV/EBITDA para a Rumo, quando acreditamos que um prêmio é merecido, devido ao perfil de geração de caixa, e maior visibilidade de receita com contratos de longo prazo”, escrevem os analistas, em relatório.

Concessões rodoviárias: CCR é destaque

No setor de concessões rodoviárias, a preferida da XP é CCR (CCRO3), dado o valuation mais barato, o balanço sólido e a governança corporativa aprimorada, com a substituição da construtora Andrade Gutierrez pela IG4 Capital no grupo de controle da empresa.

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“Vemos a CCR sendo negociada a uma TIR alavancada (para o acionista) real implícita atrativa de 10%, contra 4,1% dos títulos de dez anos indexados à inflação no Brasil”, escreve o time de análise.

A XP iniciou a cobertura de CCR com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 15,60 por ação, o que implica potencial de alta de 16,3% ante o fechamento de segunda (28).

Leia também:
Varejistas vão às compras: as principais apostas no mercado de fusões e aquisições, segundo a XP

Ainda que o cenário base não considere crescimento da empresa por meio de novos projetos, os analistas afirmam que a CCR está bem posicionada para participar do grande pipeline de leilões de rodovias, com potencial de valorização adicional de 25% caso ganhe novos projetos.

“Vemos a CCR como o player mais bem posicionado em mobilidade urbana para conquistar projetos com retornos atrativos”, escrevem, lembrando que a CCR tem dominado os recentes leilões de metrôs e trens de passageiros.

Ainda entre as empresas de concessões rodoviárias, a XP inciou cobertura para Ecorodovias (ECOR3) que, assim como a CCR, está bem posicionada para se beneficiar de novos leilões, com o balanço da companhia fortalecido após a conclusão do seu follow-on, em junho.

O nível mais caro de valuation, contudo, impede que os analistas tenham uma visão mais otimista do papel. Desta forma, a XP tem posição neutra em Ecorodovias, com preço-alvo de R$ 12,40 por ação, o que implica potencial de alta de 3,8% em relação aos níveis atuais.

Ferrovias 

Assim como a Hidrovias do Brasil, outro nome que tende a se beneficiar do grande potencial da região Centro-Oeste brasileira para produção e exportação de grãos é a Rumo (RAIL3), segundo a XP.

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No relatório, a casa destaca que os papéis apresentam uma perspectiva positiva de demanda no longo prazo e recomenda compra para a empresa, com preço-alvo de R$ 23 por ação – o que implica potencial de alta de 17,3%.

“Vemos a Rumo sendo negociada com uma TIR alavancada (para o acionista) real implícita da ordem de 9,4%, contra 4,1% dos títulos indexados à inflação de dez anos no Brasil (e contra cerca de 13,6% da Hidrovias do Brasil). Além disso, observamos que a Rumo é negociada com um desconto de cerca de 20% para seus pares globais em termos de EV/EBITDA para 2022E”, escrevem.

Terminais portuários

Ainda no setor de infraestrutura brasileiro, os analistas da XP avaliam que os terminais de contêineres têm mostrado um perfil de crescimento resiliente no país, e tanto o Tecon Santos (da Santos Brasil) quanto o Porto de Itapoá (da BRZ Infra Portos) estão bem posicionados geograficamente e estrategicamente, com ativos premium dentro de seus conglomerados.

Para a XP, o único ativo da BRZ Infra Portos (BRZP11), o Porto de Itapoá, está bem posicionado para capturar a demanda futura na região Sul do Brasil. “Em nosso cenário base, esperamos que a atual capacidade do porto de 1,2 milhão de TEUs [medida de um contêiner de 20 pés] se expanda em 50% para 1,8 milhão até 2024. Esse plano de investimentos implica em uma grande vantagem competitiva para o Porto de Itapoá”, escrevem.

Segundo o time de análise, a recomendação de compra para BRZ Infra Portos e a posição neutra em Santos Brasil deve-se ao valuation: enquanto BRZP tem 13,2% de TIR alavancada real, STBP apresenta uma TIR de 7,5%.

“A fraca evolução da cota do BRZ Infra Portos desde o surto da pandemia (-30% desde fevereiro de 2020) destacou-se de seu desempenho financeiro positivo. Vemos o valuation atual como atrativo tanto em termos absolutos quanto relativos”, escrevem. O preço-alvo dos analistas para BRZP11é de R$ 120, alta de 53% em relação ao fechamento de segunda-feira (28).

No caso de Santos Brasil (STBP3), contudo, apesar das expectativas positivas para receita e lucro, os analistas veem o mercado já precificando um forte crescimento de EBITDA implícito no múltiplo (da ordem de 15 vezes o EV/EBITDA estimado para 2021), com expectativa de que os múltiplos normalizem progressivamente e convirjam para a média histórica da empresa, de cerca de dez vezes – em linha com o preço-alvo estimado pela XP, que é de R$ 8,50, valor 7% menor em relação ao fechamento da véspera.

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Prejuízo de R$ 138 milhões da C&A, lucro de R$ 961 milhões da CPFL e mais 12 resultados

(Shutterstock)

SÃO PAULO – Depois de uma sessão de alta da Bolsa, esta quinta-feira (13) foi agitada por uma bateria de mais de 30 resultados divulgados após o fechamento da B3. Fora os números de Petrobras (PETR3; PETR4), Magazine Luiza (MGLU3), Lojas Renner (LREN3), Cyrela (CYRE3) e CCR (CCRO3) ainda saíram diversos balanços de empresas cujas ações fazem parte do Ibovespa, o principal benchmark do mercado brasileiro.

Confira os principais resultados desta quinta:

No setor de educação, a Anima registrou um lucro líquido de R$ 56,3 milhões no primeiro trimestre de 2021, o que representa um crescimento de 28,5% em relação ao mesmo período do ano passado. O Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciações e Amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) da empresa totalizou R$ 146,5 milhões, em uma expansão de 23,9% na mesma base de comparação. Já a receita líquida atingiu R$ 416 milhões, em incremento de 22,8%.

BR Malls (BRML3)

O lucro da administradora de shopping centers BR Malls foi de R$ 76,02 milhões no primeiro trimestre de 2021, em uma contração de 41,5% ante o mesmo período do ano anterior. Ao mesmo tempo, o Ebitda da empresa chegou a R$ 171,12 milhões, o que representa uma queda de 17,2% na comparação anual. A receita líquida de R$ 241,1 milhões foi uma baixa de 18,5% nessa mesma base.

C&A Modas (CEAB3)

Rede de lojas varejista de vestuário, a C&A teve um prejuízo líquido de R$ 138,5 milhões no primeiro trimestre de 2021, perda que foi três vezes maior que o prejuízo de R$ 55,4 milhões registrado nos primeiros três meses de 2020. O Ebitda ajustado da companhia foi negativo em R$ 133,8 milhões, depois da empresa ter reportado um Ebitda positivo de R$ 4,2 milhões no mesmo período do ano passado. A receita líquida da C&A totalizou R$ 776,1 milhões, o que representa uma queda de 20,6% na comparação anual.

A companhia de energia elétrica CPFL teve lucro líquido de R$ 961 milhões no primeiro trimestre de 2021, número 6,3% maior que o registrado no mesmo período do ano passado. Já o Ebitda da companhia foi de R$ 1,966 bilhão, valor 15,9% superior ao do primeiro trimestre de 2020. A receita líquida, por sua vez, totalizou R$ 8,288 bilhões, em uma expansão de 13,8% na comparação anual.

Ecorodovias (ECOR3)

Concessionária de rodovias, a Ecorodovias teve um lucro líquido de 88 milhões no primeiro trimestre de 2021, valor 11,9% menor que o do mesmo período do ano passado. O Ebitda da empresa somou R$ 575,4 milhões, em crescimento de 8,5% ante o primeiro trimestre de 2020. A receita líquida, por sua vez, atingiu R$ 836,3 milhões, o que corresponde a um avanço de 8,9% na base anual.

A construtora/incorporadora Eztec reportou um lucro líquido de R$ 72,9 milhões, o que representa uma queda de 6% em comparação com os números do primeiro trimestre de 2020. O Ebitda somou R$ 38,9 milhões, em uma retração de 28% sobre o mesmo período do ano passado. Por fim, a receita líquida atingiu R$ 194,97 milhões, um resultado que corresponde a uma queda de 22% na base anual de comparação.

Na construção/incorporação, a Even teve lucro líquido de R$ 83,6 milhões, Ebitda de R$ 111,46 milhões e receita líquida de R$ 683,38 milhões, em crescimentos de 130%, 87,5% e 68% respectivamente na comparação com o primeiro trimestre de 2020.

Grupo Mateus (GMAT3)

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A rede varejista Grupo Mateus reportou um lucro líquido de R$ 157 milhões no primeiro trimestre deste ano, em um crescimento de 53,9% em relação ao mesmo período do ano passado. O Ebitda foi de R$ 220 milhões, em avanço de 41,6% e a receita líquida somou R$ 3,362 bilhões, o que representa uma expansão de 39,6% sobre os primeiros três meses de 2020.

Mais uma construtora e incorporadora, a Lavvi teve um lucro líquido de R$ 17,05 milhões, o que equivale a um crescimento de 89% ante o mesmo período do ano passado. A receita líquida da empresa totalizou R$ 90,43 milhões, em expansão de 113% na base anual de comparação.

No setor de distribuição de energia elétrica, a Light registrou prejuízo líquido de R$ 40,83 milhões, nos primeiros três meses deste ano depois de ter lucrado R$ 166,7 milhões no primeiro trimestre de 2020. O Ebitda da empresa foi de R$ 419,8 milhões, em uma retração de 9,9% na base anual. A receita líquida bateu R$ 3,51 bilhões, crescendo 21,2% na comparação anual.

Especializada em implementos rodoviários, a Randon somou lucro líquido de R$ 134,1 milhões, o que corresponde a um crescimento de 4378,3% sobre o mesmo período do ano passado. O Ebitda ajustado foi de R$ 334,07 milhões, em alta de 122,7% na comparação anual e a receita líquida bateu R$ 1,913 bilhão, o que representa um aumento de 63,8% na mesma base de comparação.

Atuando no ramo de logística, a Rumo teve um lucro de R$ 175 milhões no primeiro trimestre de 2021, revertendo um prejuízo de R$ 274 milhões no mesmo período do ano passado. O Ebitda da empresa totalizou R$ 832 milhões, um crescimento de 44,2% na comparação anual. Já a receita líquida da companhia somou R$ 1,746 bilhão, o que representa um incremento de 22,6% ante os primeiros três meses de 2020.

A Sanepar teve um lucro líquido de R$ 246,5 milhões no primeiro trimestre de 2021, valor que representa uma queda de 3,7% em relação ao mesmo período do ano passado. O Ebitda somou R$ 522,7 milhões, em crescimento de 0,3% na base anual de comparação. A receita líquida totalizou R$ 1,226 bilhão, o que corresponde a uma queda de 1,6% ano a ano.

A incorporadora Tecnisa teve prejuízo líquido de R$ 26 milhões no primeiro trimestre de 2021, uma melhora de 55% em relação ao prejuízo líquido de R$ 58 milhões no primeiro trimestre de 2020. O Ebitda foi negativo em R$ 10,56 milhões, ante R$ 50,58 milhões de perda no mesmo período do ano passado. A Receita Líquida totalizou R$ 33 milhões no período, em redução de 26% em relação aos primeiros três meses de 2020.

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Carteira gráfica da XP bate Ibovespa por 4,5% a 2,6% e todas as ações são mantidas

(Shutterstock)

SÃO PAULO – A XP divulgou a “Top Picks”, sua carteira semanal de análise gráfica, para o período de 7 a 14 de maio. Para esta semana não houve nenhuma alteração no portfolio.

Segundo Gilberto Coelho, o Giba, analista técnico responsável pela carteira, as ações da Itaúsa (ITSA4) estão em tendência de alta no curto prazo com projeções de ganhos até R$ 10,50 ou R$ 12,00. Os suportes para colocar stop loss estão em R$ 9,95 e R$ 9,29.

Rumo (RAIL3), por sua vez, está em tendência de alta projetando R$ 22,50 ou R$ 25,20. Tem suportes em R$ 19,86 e R$ 19,14.

Já as ações da Petrobras (PETR4) continuam em tendência de alta no curto prazo projetando ganhos até os patamares de R$ 25,90 ou R$ 29,66. Os suportes estão em R$ 22,77 e R$ 19,80.

Randon (RAPT4) está em tendência de alta projetando R$ 16,40 ou R$ 19,20. Tem suportes em R$ 13,56 e R$ 11,90.

Por fim, a Gol (GOLL4) segue na carteira por estar em tendência de alta projetando valorização até R$ 27,75 ou R$ 33,30. Tem suportes em R$ 22,00 e R$ 18,80.

Divulgada semanalmente, a carteira Top Picks XP é composta por cinco ativos, tendo cada um peso de 20%. A seleção busca retorno a curto prazo, alinhando fluxo e movimentação das ações ao cenário político e macroeconômico.

Giba calcula a rentabilidade da carteira entrando nas ações no leilão das sextas-feiras. O objetivo é de que a média do retorno dos ativos supere o Ibovespa ao fim da semana.

Desempenho

Na semana passada, a carteira Top Picks subiu 4,51% (segundo cotação de fechamento da sexta-feira passada), enquanto o Ibovespa teve uma alta menor, de 2,64%.

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A maior alta no portfolio foi das ações da Rumo, que dispararam 6,7%, junto com os papéis da Gol, que registraram ganhos de 6,4%.

Em seguida vêm as valorizações de 3,45% da Randon, de 3,22% da Petrobras e de 2,78% da Itaúsa.

No ano de 2021, a Top Picks sobe 11,35% ao mesmo tempo em que o benchmark da B3 tem alta de 3,56%. Desde 2010, a carteira gráfica semanal da XP tem alta de 277,02% enquanto o Ibovespa avança 102,2%.

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Carteira gráfica da XP mantém todos os ativos para esta semana

ações bolsa mercado stocks índices gráficos (Shutterstock)

SÃO PAULO – A XP divulgou a “Top Picks”, sua carteira semanal de análise gráfica, para o período de 30 de abril a 7 de maio. Para esta semana não houve nenhuma alteração no portfolio.

Segundo Gilberto Coelho, o Giba, analista técnico responsável pela carteira, as ações da Itaúsa (ITSA4) estão em tendência de alta no curto prazo com projeções de ganhos até R$ 10,50 ou R$ 12,00. Os suportes para colocar stop loss estão em R$ 9,95 e R$ 9,29.

Rumo (RAIL3), por sua vez, está em tendência de alta projetando R$ 22,50 ou R$ 25,20. Tem suportes em R$ 19,86 e R$ 19,14.

Já as ações da Petrobras (PETR4) continuam em tendência de alta no curto prazo projetando ganhos até os patamares de R$ 25,90 ou R$ 29,66. Os suportes estão em R$ 22,77 e R$ 19,80.

Randon (RAPT4) está em tendência de alta projetando R$ 16,40 ou R$ 19,20. Tem suportes em R$ 13,56 e R$ 11,90.

Por fim, a Gol (GOLL4) segue na carteira por estar em tendência de alta projetando valorização até R$ 27,75 ou R$ 33,30. Tem suportes em R$ 22,00 e R$ 18,80.

Divulgada semanalmente, a carteira Top Picks XP é composta por cinco ativos, tendo cada um peso de 20%. A seleção busca retorno a curto prazo, alinhando fluxo e movimentação das ações ao cenário político e macroeconômico.

Giba calcula a rentabilidade da carteira entrando nas ações no leilão das sextas-feiras. O objetivo é de que a média do retorno dos ativos supere o Ibovespa ao fim da semana.

Desempenho

Na semana passada, a carteira Top Picks caiu 1,39% (segundo cotação de fechamento da sexta-feira passada), enquanto o Ibovespa teve uma baixa de 0,39%.

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A maior queda no portfolio foi das ações da Rumo, que caíram 2,33%, seguida pela baixa de 2,01% da Randon.

Na sequência vêm as perdas de 1,55% da Itaúsa, de 0,75% da Gol e de 0,3% da Petrobras.

No ano de 2021, a Top Picks sobe 6,54% ao mesmo tempo em que o benchmark da B3 tem alta de 0,89%. Desde 2010, a carteira gráfica semanal da XP tem alta de 260,75% enquanto o Ibovespa avança 97%.

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Carteira gráfica da XP faz duas trocas para esta semana; veja as mudanças

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SÃO PAULO – A XP divulgou a “Top Picks”, sua carteira semanal de análise gráfica, para o período de 23 a 30 de abril. Para esta semana, o portfólio teve duas ações trocadas.

Saíram os papéis de Klabin (KLBN11) e WEG (WEGE3) para a entrada de Petrobras (PETR4) e Gol (GOLL4).

Segundo Gilberto Coelho, o Giba, analista técnico responsável pela carteira, as ações da Petrobras estão em tendência de alta no curto prazo projetando ganhos até os patamares de R$ 25,90 ou R$ 29,66. Os suportes para colocar stop loss estão em R$ 22,77 e R$ 19,80.

Já a Gol foi colocada no portfolio por estar em tendência de alta projetando valorização até R$ 27,75 ou R$ 33,30. Tem suportes em R$ 22,00 e R$ 18,80.

Divulgada semanalmente, a carteira Top Picks XP é composta por cinco ativos, tendo cada um peso de 20%. A seleção busca retorno a curto prazo, alinhando fluxo e movimentação das ações ao cenário político e macroeconômico.

Giba calcula a rentabilidade da carteira entrando nas ações no leilão das sextas-feiras. O objetivo é de que a média do retorno dos ativos supere o Ibovespa ao fim da semana.

Desempenho

Na semana passada, a carteira Top Picks caiu 0,35% (segundo cotação de fechamento da sexta-feira passada), enquanto o Ibovespa teve uma baixa de 0,48%.

Subiram na semana os papéis de Randon (RAPT4), que avançaram 1,55%, Rumo (RAIL3), que teve alta de 0,24% e Itaúsa (ITSA4), que registrou valorização de 0,19%.

Por outro lado, quem puxou o desempenho para baixo foram as ações da WEG, que caíram 2,39% e da Klabin, que recuaram 1,32%.

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No ano de 2021, a Top Picks sobe 8,05% ao mesmo tempo em que o benchmark da B3 tem alta de 1,29%. Desde 2010, a carteira gráfica semanal da XP tem alta de 265,84% enquanto o Ibovespa avança 97,77%.

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Carteira gráfica da XP sobe 2,35% na semana e analista faz quatro trocas no portfólio; confira

SÃO PAULO – A XP divulgou a “Top Picks”, sua carteira semanal de análise gráfica, para o período de 16 a 23 de abril. Para esta semana, o portfólio foi praticamente todo trocado, apenas uma ação se manteve na lista.

Saíram os papéis de B3 (B3SA3), BTG Pactual ([ativo=BPCA11]), Totvs (TOTS3) e Minerva (BEEF3). Enquanto isso, passaram a fazer parte da carteira a Itaúsa (ITSA4), Rumo (RAIL3), Randon (RAPT4) e Weg (WEGE3).

Segundo Gilberto Coelho, o Giba, analista técnico responsável pela carteira, a Itaúsa entra no portfolio por estar em tendência de alta no curto prazo com projeções de ganhos até R$ 11,00 ou R$ 12,00. Os suportes para colocar stop loss estão em R$ 9,95 e R$ 9,29.

Já a Rumo foi colocada no portfólio por estar em tendência de alta, com ganhos projetados a R$ 23,15 ou R$ 26,68, com suportes em R$ 19,80 e R$ 19,13.

No caso da Randon, a tendência de alta projeta ganhos até R$ 16,00 ou R$ 16,85, com stops em R$ 13,90 e R$ 12,98. Por fim, a Weg entra na carteira com uma tendência de alta de curto prazo, projetando a R$ 83,30 ou R$ 92,00, e suportes em R$ 74,14 e R$ 69,09.

Sobre as saídas, Giba explica que B3 deixou a carteira por não retomar a média de 200 dias, enquanto o BTG por não confirmou o pivô de alta. Já a Totvs sai por respeitar a resistência e Minerva deixa o portfólio por candle de realização.

Divulgada semanalmente, a carteira Top Picks XP é composta por cinco ativos, tendo cada um peso de 20%. A seleção busca retorno a curto prazo, alinhando fluxo e movimentação das ações ao cenário político e macroeconômico.

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Desempenho

Na semana passada, a carteira Top Picks subiu 2,35%, enquanto o Ibovespa teve uma alta de 2,32%.

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Os destaques de alta na semana foram Minerva, que avançou 6,42%, Totvs, com alta de 2,49%, Klabin (KLBN11), subindo 2,38% e BTG, que registrou ganhos de 0,60%.

Do lado negativo, as ações da B3 caíram 0,13%.

No ano de 2021, a Top Picks sobe 8,63% ao mesmo tempo em que o benchmark da B3 tem alta de 1,18%. Desde 2010 a carteira gráfica semanal da XP tem alta de 267,80% enquanto o Ibovespa avança 97,55%.

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Confira, abaixo, as recomendações para esta semana:

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“Infra week” e mais leilões podem destravar cerca de R$ 20 bi em investimentos: quais as oportunidades para as empresas da B3?

Trecho I à iniciativa privada da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol). Foto: PPI/GOV

SÃO PAULO – Num ambiente de piora da pandemia da covid-19 e retração da atividade econômica, o governo marcou uma bateria de leilões de aeroportos, portos e ferrovia para esta semana, entre os dias 7 e 9, com a expectativa de atrair cerca de R$ 10 bilhões em novos investimentos apenas nestes três dias. Porém, contando com outros leilões previstos para o mês, os investimentos podem somar mais de R$ 20 bilhões.

A série de eventos nos próximos dias, batizada de Infra Week (ou semana da infraestrutura, no termo em inglês), será um termômetro do potencial de atração de investimentos de longo prazo, no momento em que o Brasil está com a imagem arranhada pela condução da política de enfrentamento do coronavírus.

Serão leiloados 22 aeroportos hoje operados pela empresa pública Infraero, 5 terminais portuários (quatro em Itaqui e um em Pelotas) e o primeiro trecho da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), entre Ilhéus e Caetité, na Bahia – um projeto em obras desde 2011 e que ainda recebe críticas de ambientalistas. O governo quer que a ferrovia se consolide como um corredor logístico de exportação para o escoamento de minério de ferro, além de grãos.

A oferta dos lotes será feita na Bolsa de Valores (B3), em São Paulo, que se preparou para o leilão presencial com regras rígidas de acesso ao local. O valor de R$ 10 bilhões é alto se comparado, por exemplo, com o orçamento do Ministério da Infraestrutura destinado a obras, em torno de R$ 7 bilhões para todo este ano. O número de projetos que serão oferecidos ao setor privado em uma semana também contrasta com o dado de 2020, quando o ministério organizou o leilão de nove ativos.

Porém, além destes três dias, durante todo o mês haverá projetos a serem leiloados, em um cronograma que o Bradesco BBI classificou como o “super abril de infraestrutura no Brasil”.

Os analistas Victor Mizukasi e Pedro Fontana ressaltam que o governo federal e o governo do estado de São Paulo podem leiloar ao todo 11 concessões de infraestrutura no período. O governo paulista também fazer o leilão de concessão das linhas 8 e 9 da CPTM no dia 20 de abril, com a previsão de investimentos da ordem de R$ 3,2 bilhões. Já em 29 de abril, o governo federal, por meio da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), realizará o leilão da BR-153/080/414/GO/TO, rendendo outros R$ 7,8 bilhões de investimentos, levando a investimentos da ordem de até R$ 21 bilhões.

Conforme avaliam os analistas, eles podem não ter muitos problemas para atrair o setor privado, mas esperam prêmios menores para a tarifa de concessão mínima. Também para eles, os resultados dos leilões podem mostrar o apetite dos investidores internacionais em infraestrutura para investir no Brasil, uma vez que a pandemia do COVID-19 afetou o setor globalmente.

*Fonte: Bradesco BBI, B3, ANTT, ANAC, STMSP, dado sobre a Fiol foi alterado levando em consideração o novo valor previsto de investimentos, de R$ 3,3 bilhões

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Pensando neste cenário de oportunidades para o setor de infraestrutura, Mizusaki e Fontana apontaram quais empresas devem ser as mais beneficiadas.

Para os analistas, a CCR (CCRO3) terá a oportunidade de destravar até R$ 18 bilhões em capex, ou investimentos em capital, correspondentes a 68% de seu valor de mercado, em um único mês.

Eles avaliam que a CCR é uma das maiores empresas de infraestruturas de transporte latino-americanas, com valor de mercado de R$ 26 bilhões. Mesmo com este porte, além do re-leilão da NovaDutra, com R$ 15 bilhões em investimentos, a CCR não tem grandes oportunidades de investir para aumentar materialmente seu valor presente líquido (VPL) em uma “única tacada”.

Não haverá uma grande mudança neste cenário em abril de 2021, mas a empresa agora tem a oportunidade de adicionar até 5 projetos ao seu portfólio de concessões, totalizando os R$ 18 bilhões. De acordo com as estimativas dos analistas, com base na taxa interna de retorno alavancada entre 10% e 11%, essas 5 concessões poderiam aumentar o preço-alvo em cerca
de R$ 2,20 para cada ação CCRO3. Atualmente, o BBI possui recomendação de compra para a ação, com preço-alvo de R$ 18,00 (potencial de valorização de 37% frente o fechamento de segunda-feira).

Já a  Ecorodovias (ECOR3) é a preferida para vencer o leilão da rodovia BR153 (GO / TO), que acontece no fim do mês, mais precisamente no dia 29. O leilão também pode atrair o interesse de outros players como a CCR, mas, para eles, a Ecorodovias tem uma vantagem, uma vez que a ECO135 fica mais perto dessa rodovia.

A adição desta concessão de rodovia pedagiada, junto com a negociação de reequilíbrios econômicos pendentes com o Governo de São Paulo, poderia desbloquear R$ 2,70 e R$ 7,80 por ativo ECOR3 respectivamente e abrir espaço para um follow on (oferta secundária de ações) de R$ 1,8 bilhão, afirmam os analistas. A recomendação atual é de compra, com preço-alvo de R$ 20 por ativo (upside de 75% frente o último fechamento).

Já sobre Santos Brasil (STBP3), os analistas destacam que, no dia 9 de abril, o Governo Federal vai leiloar quatro terminais de granéis líquidos no Porto do Itaqui, e um pequeno terminal de carga geral e produtos de madeira em Pelotas. A Santos Brasil pode usar parte de seus R$ 790 milhões em recursos captados em setembro de 2020 para licitar os terminais de granéis líquidos. A recomendação para as ações STBP3 é de compra, com preço-alvo de R$ 10 (potencial de alta de 47%).

Com relação à Rumo (RAIL3), eles não esperam que a companhia faça uma licitação para a FIOL, ferrovia no estado da Bahia que ligará uma mina de minério de ferro greenfield com um novo porto, visto que este projeto não possui sinergia com seu portfólio de concessões ferroviárias, e depende de um único cliente. “No entanto, o plano de longo prazo é conectar FIOL com a Malha Central, da RUMO, o que poderia explicar o potencial interesse neste projeto”, apontam. Para a Rumo, a recomendação também é de compra, com preço-alvo de R$ 30 (potencial de alta de 45% em relação ao último fechamento na segunda-feira).

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(com Estadão Conteúdo)

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Rumo inicia operação na Ferrovia Norte-Sul cinco meses antes do prazo

A Rumo Logística (RAIL3) inaugura oficialmente nesta quinta-feira o trecho que vai de São Simão (GO) a Estrela D’Oeste (SP) na Ferrovia Norte-Sul. A companhia desembolsou no ano passado R$ 711 milhões para obras de infraestrutura do projeto e entregou a operação cinco meses antes do prazo.

De acordo com o presidente da Rumo, João Alberto Abreu, a conclusão do trecho sul da concessão – mais de 30 anos depois do seu anúncio oficial – demonstra que os projetos do setor de infraestrutura no Brasil vêm sendo destravados.

“O papel da iniciativa privada se mostra claro em um projeto como este, tanto do ponto de vista da velocidade de execução quanto dos benefícios à sociedade”, disse o executivo em entrevista ao Estadão/Broadcast.

A Rumo arrematou em leilão os trechos central e sul da Ferrovia Norte-Sul em março de 2019, em um contrato que inclui a conclusão de obras inacabadas. A concessão tem duração de 30 anos e compreende a 1.537 quilômetros entre Porto Nacional (TO) e Estrela DOeste (SP), em um projeto denominado Malha Central.

O trecho tem como grande objetivo levar a produção do agronegócio dos Estados de Goiás e Tocantins para ser exportada pelo Porto de Santos (SP). “Do ponto de vista da região, trata-se de um projeto transformacional”, diz Abreu.

Para tornar o trecho operacional, a Rumo investiu em obras de infraestrutura, incluindo a construção de quatro pontes entre os Estados de Goiás, Minas Gerais e São Paulo, além de um pátio de ligação em Estrela D’Oeste. A companhia também viabilizou a implantação dos trilhos que restavam para conectar esses três Estados.

Três terminais foram projetados para atender a região sudoeste de Goiás, o leste de Mato Grosso e o Triângulo Mineiro. O Terminal de São Simão é o primeiro a se tornar operacional, com capacidade de 5 milhões de toneladas por ano.

Em Rio Verde, a previsão de inauguração é para o final do primeiro semestre de 2021. “Trata-se de um terminal multimodal, que também vai movimentar combustível e contêineres, e vai ser o maior da Malha Central”, pondera Abreu. Já em Iturama (MG), o terminal deve ficar pronto no fim do primeiro semestre de 2022.

As obras do projeto acontecem em meio ao cenário de restrições da pandemia. Ainda assim, a Rumo conseguiu entregar a operação de São Simão antes do prazo. Além disso, em 2020 a empresa registrou um crescimento de aproximadamente 4% no volume total transportado, para 62,5 milhões de toneladas.

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Abreu observa que, apesar dos enormes gargalos, o Brasil tem conseguido destravar projetos de infraestrutura e o horizonte se desenha positivo para o setor. O risco, porém, reside na questão fiscal do País, o que pode atrapalhar a retomada da economia.

“Quanto mais tempo demorar a vacinação da população contra a covid-19, mais riscos o Brasil corre de não equacionar a sua situação fiscal”, afirmou.

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Ações da Usiminas saltam até 5% após resultado forte, enquanto Rumo cai após os balanços e BB zera perdas

SÃO PAULO – O noticiário sobre resultados segue movimentando as ações na B3. Em destaque, a Usiminas (USIM5) salta até 5% após o resultado do quarto trimestre. A Usiminas registrou um lucro líquido de R$ 1,913 bilhão no quarto trimestre de 2020, uma alta de 613% em relação aos R$ 268 milhões de lucro em igual período de 2019, enquanto o número foi 866% frente os R$ 198 milhões do terceiro trimestre do ano passado. Na sequência, a CSN (CSNA3) avança cerca de 2%; nesta sexta, haverá a precificação de IPO da CSN Mineração.

Já a maior queda ficou com a ação da Rumo (RAIL3), com baixa de mais de 3%. A operadora ferroviária registrou lucro líquido de R$ 3 milhões no quarto trimestre de 2020, queda de 98,5% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O Banco do Brasil (BBAS3) também registrou queda no início da sessão logo após o resultado, mas depois zerou a baixa. O BB registrou lucro líquido ajustado de R$ 3,695 bilhões no quarto trimestre do ano passado, queda de 20,1% ante igual período de 2019. Em relação ao trimestre anterior, contudo, houve expansão de 6,1%. A melhora no fim do ano, porém, não foi suficiente para evitar que a instituição terminasse 2020 com queda no lucro acumulado, de 22,2%, para R$ 13,884 bilhões.

Veja os destaques:

Usiminas (USIM5)

A Usiminas registrou um lucro líquido de R$ 1,913 bilhão no quarto trimestre de 2020, uma alta de 613% em relação aos R$ 268 milhões de lucro em igual período de 2019, enquanto o número foi 866% frente os R$ 198 milhões do terceiro trimestre do ano passado.

Em 2020, a Usiminas reportou lucro líquido de R$ 1,3 bilhão, o maior resultado em dez anos para a companhia, 243% superior ao registrado em 2019, e impulsionado pelo lucro da siderúrgica no quarto trimestre

A receita líquida, por sua vez, subiu 41% no quarto trimestre na base de comparação anual, a R$ 5,47 bilhões, representando a maior receita líquida trimestral da história da Usiminas, principalmente pela elevação da receita líquida na Unidade de Siderurgia (+ R$ 1,2 bilhão versus terceiro trimestre de 2020), Unidade de Transformação do Aço (+R$312 milhões na base trimestral) e Unidade de Mineração (alta de R$295 milhões frente o terceiro trimestre). Enquanto isso, o Ebitda ajustado saltou 243%, a R$ 1,607 bilhão.

O resultado operacional medido pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado somou R$ 1,607 bilhão, maior desde 2008 e mais do que triplicando na comparação ano a ano. A margem Ebitda ajustado ficou em 29%, de 12% um ano antes.

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As vendas de aço cresceram 12%, para 1,133 milhão de toneladas, maior número desde o quarto trimestre de 2015, volume que a companhia espera manter no primeiro trimestre deste ano, quando prevê vendas de aço entre 1,1 bilhão e 1,2 bilhão de toneladas.

O volume de vendas de minério de ferros, por sua vez, caiu 9%, para 2,275 milhões de toneladas. A empresa não divulgou projeção trimestral para essa linha do balanço, mas para todo o ano de 2021 espera volume de 8,5 bilhões a 9 bilhões de toneladas.

O custo de produto vendido subiu 9% frente ao último trimestre de 2019, para R$ 3,9 bilhões. A companhia encerrou o quarto trimestre com R$ 4,868 bilhões em caixa e equivalentes de caixa.

A dívida líquida consolidada em 31 de dezembro era de R$ 1,105 bilhão, uma queda de 65% ante o final de dezembro de 2019.

O indicador de dívida líquida/Ebitda encerrou o trimestre em 0,3 vez, de 1,6 vez um ano antes.

De acordo com a XP Investimentos, a Usiminas apresentou resultados sólidos, com melhor demanda por aço no mercado doméstico e preços de minério de ferro mais altos. O Ebitda ajustado foi de R$ 1,46 bilhão, excluindo R$ 151 milhões em vendas de ativos no segmento de siderurgia, alta de 79% na comparação trimestral e 15% acima da estimativa do consenso.

A alavancagem mais baixa, medida pela razão entre dívida líquida e o Ebitda, de 0,3 vez (de 1,2 vez no terceiro trimestre de 2020) foi consequência do resultado operacional mais forte.

A Usiminas estimou investimentos totais de R$ 1,5 bilhão neste ano, acima do capex de 2020, de R$ 799 milhões, sendo a maior parte, de R$ 1,2 bilhão, na unidade de siderurgia, que no ano passado recebeu R$ 576 milhões.

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A companhia também estimou despesas financeiras líquidas de R$ 300 milhões para 2021, abaixo dos R$ 580,6 milhões de  2020.

Banco do Brasil (BBAS3)

O Banco do Brasil registrou lucro líquido ajustado de R$ 3,695 bilhões no quarto trimestre do ano passado, queda de 20,1% ante igual período de 2019. Em relação ao trimestre anterior, contudo, houve expansão de 6,1%. A melhora no fim do ano, porém, não foi suficiente para evitar que a instituição terminasse 2020 com queda no lucro acumulado, de 22,2%, para R$ 13,884 bilhões.

Segundo o relatório que acompanha o balanço do banco, a piora na comparação anual é explicada principalmente pelo aumento das provisões para créditos de liquidação duvidosa, no conceito ampliado, que cresceram 47,6% no quarto trimestre ante igual período de 2019, influenciadas pela antecipação de provisões prudenciais, que somaram R$ 8,1 bilhões.

Já o crescimento verificado em comparação ao terceiro trimestre está relacionado à redução de 6,3% das provisões no conceito ampliado, à expansão de 1,5% nas receitas com prestação de serviços, ao avanço de 1,1% na margem financeira bruta.

A carteira de crédito do banco chegou ao fim de 2020 com saldo de R$ 742 bilhões, alta de 1,5% em relação ao que tinha em setembro e de 9% em comparação ao nível de dezembro de 2019.

Para pessoa física, a carteira cresceu 3% em relação ao que tinha em setembro, principalmente em razão do desempenho do crédito consignado, que teve avanço de 4%, e do cartão de crédito, com alta de 15,9%. Na pessoa jurídica, houve avanço de 3,1%. O agronegócio teve desempenho mais tímido, com alta de 0,7%.

A rentabilidade sobre o patrimônio líquido, refletida no indicador RSPL, atingiu 12,1% no último trimestre do ano passado contra 12% nos três meses anteriores. No ano, foi a 12% ante 17,3% em 2019. A pandemia dificultou ainda mais a batalha do BB para fechar a distância de retorno existente perante seus pares privados. Com o reforço no colchão para perdas, a rentabilidade foi prejudicada.

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A avaliação da XP é de que o Banco do Brasil apresentou resultado regular, com ganhos em linha com as expectativas do analista Marcel Campos de R$ 3,7 bilhões (versus R$ 3,6 bilhões da XP e R$ 3,5 bilhões das 6 estimativas da Bloomberg), implicando em um pequeno ROE de 12%.

“O resultado foi ajudado pelos impostos, que vieram positivos devido à maior distribuição de juros sob capital próprio no trimestre, mas compensados ​​por maiores provisões operacionais, um problema antigo que pensávamos que estaria resolvido. No geral, acreditamos que o resultado era esperado e não deve atrair reações fortes por parte dos participantes do mercado”, avalia Campos.

A estatal ainda anunciou um guidance para 2021, com lucro de R$ 17,5 bilhões no meio da faixa (versus R$ 17,4 bilhões das 12 estimativas do Bloomberg). Na opinião do analista, embora o lucro fosse esperado no meio do guidance, a avaliação é de que seja negativo tanto nas receitas de serviços quanto nos custos.

“Em termos das receitas de serviços, o BBAS já havia caído 2% em 2020 devido à menor atividade econômica, mas é o banco com ambos: i) a menor penetração das tarifas de varejo, uma vez que os clientes têm menor penetração de produtos; e ii) o banco de atacado com pior desempenho. Como ambas as áreas tinham espaço para melhorias, esperávamos que as receitas de serviço do Banco do Brasil tivessem um desempenho melhor em 2021 do que seus pares, não o contrário”, avalia.

Em relação aos custos, o banco divulgou que seu programa de desligamento voluntário superou ao chegar a 5,5 mil funcionários, o que já deve dar ao banco uma vantagem na redução de custos. “Como a orientação implica até mesmo em um aumento nos custos para 2021, acreditamos que os participantes do mercado podem se perguntar sobre a capacidade da administração de reduzir as estruturas físicas do banco em face dos desafios políticos”, avalia.

O Bradesco BBI comentou os resultados do Banco do Brasil no quarto trimestre de 2020 e a guidance para 2021, apontando que o lucro ficou em linha com sua estimativa, e 5% acima do consenso do mercado.

O banco diz avaliar que a guidance parece “razoável”, em linha com sua expectativa, deixando, no entanto, pouco espaço para revisões quanto a ganhos, já que a previsão está próxima ao consenso do mercado.

O Bradesco BBI alterou levemente seu modelo, deixando a expectativa para o lucro líquido em 2021 em R$ 1,74 bilhão, ou retorno sobre o patrimônio de 14%. Para 2022, prevê lucro líquido em R$ 18,5 bilhões, também 14% de retorno sobre o patrimônio. O BBI mantém preço-alvo em R$ 44, frente aos R$ 33,94 negociados na quinta, e avaliação neutra.

Lojas Renner (LREN3)

As Lojas Renner tiveram queda de 31% no lucro do quarto trimestre de 2020 em relação ao mesmo período do ano anterior, a R$ 354 milhões. A receita líquida de R$ 2,92 bilhões foi 1,6% maior do que um ano antes, apoiada em parte expansão da base de lojas.

O desempenho medido pelo Ebitda da operação de varejo foi 26,5% menor do que um ano antes em termos ajustados, para R$ 557,1 milhões, com a margem Ebitda caindo 7,3 pontos percentuais, para 19,1%. No quarto trimestre, as vendas digitais cresceram 123,2% contra um ano antes, passando a representar 12,3% das vendas totais da empresa.

A despesa operacional subiu 12,5%, a R$ 868,2 milhões.

Segundo o vice-presidente de finanças e de relações com investidores da Lojas Renner, Alvaro Azevedo, apesar de restrições pontuais, a companhia teve evolução no chamado omnichannel, que integra as vendas nos diferentes canais.

No quarto trimestre, as vendas digitais cresceram 123,2% contra um ano antes, passando a representar 12,3% das vendas totais da empresa. “Vamos ter um plano de investimentos mais agressivo em 2021 para ampliar essa integração omnichannel”, disse Azevedo.

Como parte dos ajustes para aliviar os efeitos da queda nas vendas, a Lojas Renner reduziu seu investimento à metade no quarto trimestre, para R$ 124,7 milhões. O grupo inaugurou 7 lojas e fechou 2 em 2020.

Agora, a companhia previu investir R$ 1,1 bilhão em 2021 para abrir de 20 a 30 novas lojas da marca Renner, de 5 a 10 da Camicado, de 5 a 10 da Youcom e cerca de 5 na Ashua, enquanto avança com as obras de seu novo centro de distribuição em Cabreúva (SP), previstas para serem concluídas em 2022.

Segundo a XP Investimentos, a Renner reportou resultados levemente acima das estimativas, decorrente de uma receita mais forte na operação do varejo e uma rentabilidade melhor na Realize (serviços financeiros).

Os analistas destacam que companhia entregou uma receita estável na operação de varejo apesar da dinâmica de consumo mais fraca no fim do trimestre. Ainda, a companhia destacou que o varejo físico teve crescimento de receita na semana do Natal, mesmo em meio ao aumento de casos de Covid-19 e restrições mais severas.

“O momento de curto prazo deve seguir difícil, devido às incertezas em relação à velocidade da campanha de vacinação combinado ao aumento recente de casos da Covid-19 e seu impacto na confiança do consumidor. Porém, vemos o setor de vestuário como um dos principais beneficiários da recuperação econômica e da retomada da normalidade. Mantemos nossa recomendação Neutra e preço alvo de R$ 53 por ação para o fim de 2021”, apontam Danniela Eiger, Thiago Suedt e Marco Nardini, que assinam o relatório.

Já o Morgan Stanley destaca que a rede voltou ao crescimento de 2% na receita no varejo no quarto trimestre, e diz ver o desempenho como um passo notável na recuperação pós-pandemia. O lucro bruto caiu, no entanto, 6% na comparação anual. Com alta de 1,6%, as vendas de mercadorias no varejo ficam 4% acima da expectativa do banco, e os ganhos por ação ficam 3% abaixo. As vendas no e-commerce tiveram crescimento de 123% na comparação anual, chegando a 9,4% da receita. O Morgan Stanley diz esperar que a vantagem competitiva da Renner aumente no momento pós-Covid, e mantém avaliação de overweight (expectativa de valorização acima da média do mercado), com preço-alvo de R$ 55 frente os R$ 39,39 de fechamento na quinta-feira (11).

O Bradesco BBI afirma que os resultados da Renner para o quarto trimestre indicam melhora sequencial no crescimento das vendas e na lucratividade, mas que os dados ainda são impactados por restrições de mobilidade. O investimento nas mesmas lojas, que mede os resultados sem contabilizar as novas lojas abertas no período, caiu 0,8%, em linha com a estimativa do banco, e mehor do que a queda de 17% observada no trimestre imediatamente anterior.

A margem bruta caiu 4,2 pontos percentuais na comparação anual, mais do que a estimativa de queda de 2,5 pontos percentuais do Bradesco, como resultado de um ambiente promocional mais competitivo. O Ebitda no varejo caiu 27% na comparação anual, a R$ 557 milhões, 20% mais baixo do que a expectativa do Bradesco. E o lucro Ebitda de serviços financeiros caiu 40% na comparação anual, a R$ 60 milhões, que fica, no entanto, acima da expectativa do Bradesco, de R$ 48 milhões. A receita líquida, caiu 31% na comparação anual, e ficou 12% abaixo da estimativa do Bradesco. O Bradesco mantém avaliação de outperform para as Lojas Renner, com preço-alvo de R$ 50.

O Credit Suisse, por sua vez, apontou que os dados estão em linha com suas expectativas e com aquelas do mercado, assim como o lucro Ebitda consolidado ajustado e a receita líquida. O Credit diz avaliar que as Lojas Renner são uma ótima empresa, com capacidade de execução já provada. Mas isso não significa que a empresa é imune a condições ruins que levem a consumo mais comedido em 2021. O banco diz reconhecer os esforços da empresa para acelerar as vendas on-line, mas diz não estar “confortável” com a perspectiva para 2021, com recomendação neutra, com preço-alvo de R$ 48.

A Cosan registrou lucro líquido de R$ 620,2 milhões no quarto trimestre de 2020, queda de 21,8% em relação ao ganho de R$ 792,5 milhões apurados em igual período de 2019. Os resultados foram divulgados na base pró-forma, que considera a consolidação de 50% dos resultados da Raízen Combustíveis e Raízen Energia. Em todo o ano de 2020, o lucro líquido totalizou R$ 851,9 milhões, retração de 64,9% ante os R$ 2,425 bilhões registrados em 2019.

Por sua vez, o lucro líquido ajustado atingiu R$ 629,3 milhões nos meses de outubro a dezembro do ano passado, alta de 61% em relação ao mesmo período do ano anterior, impulsionado principalmente pela maior contribuição da operação de açúcar. No ano de 2020, o lucro líquido ajustado chegou a R$ 846 milhões, queda de 47% ante 2019, impactado principalmente pela desvalorização cambial na parcela não protegida do bônus perpétuo e pelo efeito negativo da marcação a mercado das ações da Rumo.

O Ebitda totalizou R$ 2,101 bilhões no último trimestre do ano passado, leve baixa de 0,2% sobre os R$ 2,105 bilhões registrados no mesmo período de 2019. No ano de 2020, o Ebitda teve retração de 8%, para R$ 6,590 bilhões. No critério ajustado, o valor no quarto trimestre atingiu R$ 1,916 bilhão, alta de 38,6%.

No quarto trimestre de 2020, a receita líquida da companhia atingiu R$ R$ 20,992 bilhões, avanço de 8,1% ante os R$ 19,411 bilhões registrados em igual período de 2019. A alavancagem da companhia (dívida líquida sobre o Ebitda) ficou em 2,7 vezes no quarto trimestre de 2020, ante 2,0 vezes em igual período de 2019.

A Raízen Combustíveis obteve Ebitda ajustado de R$ 926,5 milhões no quarto trimestre, queda de 27,7% em relação a igual período de 2019. Já o Ebitda ajustado da Raízen Energia ficou em R$ 1,553 bilhão, ante R$ 628,3 milhões no quarto trimestre de 2019.

Downstream & Proximidade apresentou Ebitda ajustado consolidado (Brasil e Argentina) de R$ 924 milhões no quarto trimestre de 2020, alta de 3% em relação ao terceiro trimestre, em função da recuperação gradual dos volumes vendidos e rentabilidade. Açúcar e Renováveis processou 12 milhões de toneladas de cana no quarto trimestre, queda de 2% em um ano, atingindo 61,4 milhões na safra, e apresentou Ebitda ajustado de R$ 1,6 bilhão, na mesma base de comparação, reflexo do maior volume vendido de açúcar com preços melhores.

Sobre a Compass Gás & Energia, o Ebitda ajustado totalizou R$ 495 milhões entre outubro e dezembro, queda de 3% em um ano, afetado por efeito não caixa na Compass Trading. Já o Ebitda da Comgás foi de R$ 684 milhões, alta de 35% na mesma base de comparação, sustentado pelo aumento de 8% no volume em função da retomada gradual da atividade econômica.

A operadora ferroviária Rumo registrou lucro líquido de R$ 3 milhões no quarto trimestre de 2020, queda de 98,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. Em todo o ano de 2020, a empresa reportou lucro líquido de R$ 305 milhões, recuo de 61,2% ante 2019. A margem líquida foi de 0,2% e de 4,4% nos períodos, nesta ordem, com decréscimo de 11,9 pontos porcentuais e de 6,7 pontos porcentuais, respectivamente.

A companhia também reportou Ebitda de R$ 758 milhões no último trimestre do ano, representando perda de 15,6% em relação ao mesmo intervalo de 2019. No acumulado anual, o Ebitda foi de R$ 3,664 bilhões, 4,3% menor que no ano anterior. Já o Ebitda ajustado atingiu R$ 3,533 bilhões em 2020, com queda de 8,4% frente a 2019, principalmente devido a um cenário de maior competição, que pressionou as tarifas e o volume, como apontou a empresa.

De acordo com a Rumo, o lucro líquido foi influenciado pelo menor Ebitda, pelo aumento das despesas financeiras decorrentes do impacto não caixa e não recorrente de marcação a mercado (MTM) e das outorgas das Malhas Central e Paulista, que incorreram em mais meses em 2020 do que em 2019. Por outro lado, a empresa registrou aumento no volume transportado total: no quarto trimestre, foram transportados 16,197 bilhões TKU, volume 8% maior que no mesmo período de 2019, enquanto em todo o ano foram 62,458 bilhões TKU, variação anual 3,9% maior.

Engie Brasil (EGIE3)

A Engie Brasil Energia informou na quinta que registrou lucro líquido de R$ 1,029 bilhão de reais no quarto trimestre de 2020, alta de 66,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado supera com folga a projeção de analistas consultados pela Refinitiv.

O Ebitda avançou 73,7% no último trimestre de 2020, para R$ 2,28 bilhões. O desempenho foi superior à previsão de analistas, de R$ 1,33 bilhão. A receita operacional líquida avançou 34,9% no período, para R$ 3,77 bilhões, enquanto a dívida líquida subiu 15,6%, para R$ 11,78 bilhões. No acumulado ano, a Engie teve lucro líquido de R$ 2,8 bilhões, alta de 21%, Ebitda de R$ 6,48 bilhões, alta de 25,7% e receita líquida de R$ 12,26 bilhões, alta de 25%.

O Credit Suisse  destaca que o Ebitda ajustado veio mais fraco do que o antecipado, devido a volumes mais fracos nas vendas, menor atividade comercial e pressão para os custos de energia. Mas os resultados reportados foram impulsionados pelas variáveis nos volumes de água. No quarto trimestre, a Engie vendeu 44,8 megawatts adicionais por ano em média, entre 2021 e 2025. O preço médio de venda foi de R$ 195,3 megawatts por hora no terceiro trimestre, alta de 2,3%. A empresa também anunciou dividendos adicionais de R$ 609,6 milhões, um rendimento de 1,6%.

A receita ajustada veio em R$ 1,3 bilhão, queda de 6,9% na comparação anual, 9,2% abaixo da expectativa do Credit, devido a receitas menores no mercado de energia, volumes menores de energia vendida no mercado livre, apesar dos preços maiores. Isso foi parcialmente compensado por performance mais forte no mercado regulado, com alta de 7,6% na comparação anual. A receita líquida foi impactada por resultados financeiros piores, que foram 2 vezes maiores do que a estimativa do Credit.

O banco mantém avaliação de outperform, com preço-alvo de R$ 51,9, frente a R$ 45,82 de fechamento da véspera.

Multiplan (MULT3)

A Multiplan reportou lucro líquido de R$ 147 milhões no quarto trimestre de 2020, alta de 3,2% frente ao mesmo período do ano anterior. O resultado operacional medido pelo lucro Ebitda, por sua vez, caiu 41,1%, para R$ 148,8 milhões, com margem Ebitda recuando a 49,3%, frente a 68,7%. O quarto trimestre foi o único em que todos os 19 shoppings de seu portfólio operaram.

O Credit Suisse comentou os resultados da Multiplan para o quarto trimestre. O banco afirma que a recuperação da empresa ocorre em um ritmo mais forte do que o esperado, com as vendas em 83% dos níveis do ano anterior, aluguéis em 97%, taxa de ocupação em níveis melhores, de 95,8%, 0,5 ponto percentual superior ao trimestre imediatamente anterior, e a inadimplência caindo 1,4 ponto percentual na mesma comparação, para 5,8%.

O banco diz avaliar que o primeiro trimestre de 2021 pode apresentar alguma piora devido a distanciamento social mais rígido por conta da segunda onda de covid.

Mas diz esperar que seja melhor do que a expectativa negativa de muitos investidores, à medida que a tendência de normalização é “impulsionada por um desejo legítimo dos clientes de irem aos shoppings”, na avaliação do Credit. Para os analistas, é questão de tempo até que as ações se recuperem. Por isso, mantém avaliação em outperform, com preço-alvo de R$ 30, frente os R$ 21,35 de fechamento na véspera.

O Itaú BBA comentou os resultados da Cesp (Companhia Energética de São Paulo) para o quarto trimestre de 2020 como positivos. O lucro Ebitda ficou abaixo de suas expectativas, devido a reservas hidrológicas mais baixas e aos preços da energia. Mas o banco vê os dados como positivos devido a ativos por impostos diferidos, que trazem oportunidade de fusões e aquisições. O banco diz esperar o anúncio de dividendos atraentes.

O Itaú mantém avaliação de outperform e preço-alvo de R$ 38, frente aos R$ 30,40 para as ações CESP6.

O Credit Suisse comentou os dados divulgados pela Cesp. O banco afirma que os resultados ficam acima de suas estimativas devido à reversão de provisões e o reconhecimento de créditos fiscais. Os resultados ajustados ficaram levemente acima de sua expectativa, mas abaixo do consenso do mercado. O banco também destaca que a empresa anunciou a venda de 34 megawatts de energia entre 2022 e 2025. A empresa também anunciou R$ 700 milhões em dividendos, o equivalente a 7,2% de rendimento.

O banco mantém avaliação em outperform, com preço-alvo de R$ 35,7, frente a R$ 30,4 de fechamento na quinta-feira.

A Randon estimou na quinta receita líquida consolidada deR$ 6,8 bilhões em 2021, com as vendas no mercado externo somando US$ 250 milhões, de acordo com fato relevante à Comissão de Valores Mobiliários. A fabricante de equipamentos e sistemas automotivos também calculou em R$ 250 milhões os investimentos neste ano.

O Credit Suisse avalia que a guidance (documento com previsões e planos para o futuro) da Randon em 2021 é “forte”. A estimativa para receita líquida é 34% maior do que o patamar de 2019, e acima da estimativa do Credit, que vê indicação de que a Randon espera um ano forte. A receita bruta é de R$ 9,6 bilhões, e a receita líquida, de R$ 6,8 bilhões. Os investimentos orgânicos ficam em R$ 250 milhões.

O Bradesco BBI também comentou a guidance da Randon, destacando que a expectativa para as receitas internacionais totaliza US$ 250 milhões, alta de 28% na comparação anual. Os investimentos também totalizam R$ 250 milhões, excluindo aquisições.

O banco classifica a notícia como positiva para a Randon, reforçando sua visão otimista. A guidance para a receita líquida de R$ 6,8 bilhões veio um pouco acima da estimativa do Bradesco, de R$ 6,6 bilhões, e 8% acima da estimativa média do mercado, de R$ 6,271 bilhões.

O Bradesco BBI também comentou a guidance da Randon, destacando que a expectativa para as receitas internacionais totaliza US$ 250 milhões, alta de 28% na comparação anual. Os investimentos também totalizam R$ 250 milhões, excluindo aquisições.

O banco classifica a notícia como positiva para a Randon, reforçando sua visão otimista. A guidance para a receita líquida de R$ 6,8 bilhões veio um pouco acima da estimativa do Bradesco, de R$ 6,6 bilhões, e 8% acima da estimativa média do mercado, de R$ 6,271 bilhões.

A Biosev, uma das maiores empresas de açúcar e etanol do país, teve lucro líquido de R$ 485,3 milhões em nove meses da safra 2020/21, ante prejuízo de R$ 429,2 milhões no mesmo período do ano anterior, com uma produção recorde de açúcar e bons preços da commodity, que sinalizam resultados operacionais ainda melhores na próxima temporada que se inicia em abril, disseram executivos.

No terceiro trimestre da safra, o lucro líquido foi de R$ 329,8 milhões, ante ganhos de R$ 22,7 milhões no mesmo período da temporada passada, à medida que a empresa colhe resultados de investimentos, ganhos de eficiência e vendas de produtos com melhores margens que vão além das cotações do açúcar.

A produtividade dos canaviais da Biosev, com unidades em operação em São Paulo, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais atingiu 85,7 toneladas de cana por hectare no acumulado da safra, recorde histórico com alta de 2,9% ante mesmo período do ciclo anterior. A empresa ainda registrou aumento de 9% no Açúcar Total Recuperável (ATR Produto), para 142,4 kg por tonelada de cana.

A moagem de cana da Biosev atingiu 25,785 milhões de toneladas em nove meses da safra 2020/21, queda de 0,5% na comparação com mesmo período do ciclo anterior.

Com maior direcionamento da cana para o açúcar, para aproveitar a maior rentabilidade do adoçante frente ao etanol, a produção da Biosev somou recorde 1,88 milhão de toneladas em nove meses da safra 2020/21, alta de 63,3% na comparação com mesmo período do ciclo anterior. Já a fabricação de etanol atingiu 1 bilhão de litros, queda de 22% na mesma comparação.

A Sanepar viu seu lucro líquido cair 24,6% no quarto trimestre de 2020 na comparação anual, para R$ 291,3 milhões, contra R$ 386,3 milhões em igual período do ano anterior.

Já a receita líquida teve queda de 7,7% na comparação anual, a R$ 1,2 bilhão no trimestre. O Ebitda caiu 13,3%, a R$ 547,2 milhões.

“Temos uma avaliação negativa dos resultados da Sanepar, dado que o EBITDA ajustado veio abaixo das nossas estimativas, reflexo principalmente de menores tarifas que o esperado. Na nossa visão, esse desapontamento de resultados frente às nossas expectativas ilustra perfeitamente os impactos negativos do ambiente regulatório precário que a Sanepar se encontra”, apontam os analistas da XP que, recentemente, reduziram a recomendação dos ativos para neutra.

Eles apontam que, daqui para a frente, a performance das ações da Sanepar deverá refletir (i) desenvolvimentos acerca da 2ª revisão tarifária da companhia e (ii) a atual crise hídrica do estado do Paraná.

O Credit Suisse também classificou os resultados divulgados pela Sanepar como fracos, porém melhores do que sua estimativa e em linha com o consenso do mercado, devido a volumes menores como consequências para lidar com a crise hídrica. A receita líquida caiu 7,7% na comparação anual, 2% acima da estimativa do Credit Suisse, com performances negativas de serviços de esgoto e água, adiamento da tarifa de 2020.

Os custos totais, excluindo depreciação, caíram 2,6% na comparação anual, menos do que a estimativa de queda de 9,3% do Credit, como resultado de custos menores com pessoal, com queda de 11%, frente a estimativa de queda de 18,6% do Credit. A queda se deve à redução de 8,6% nos funcionários após um programa de aposentadoria. A queda nos custos também se deve a menor consumo de energia, queda de 3,6% nos custos de materiais na comparação anual, frente a estimativa de aumento de 12,6% do Credit. O resultado foi parcialmente compensado, no entanto, por provisões maiores por inadimplência, que subiram 468,9% em decorrência da pandemia, além de penalizações ambientais.

O lucro líquido se beneficiou dos resultados financeiros melhores. A dívida líquida foi a R$ 2,773 bilhões, alta de 2,7% na comparação com o trimestre imediatamente anterior. O banco mantém recomendação underperform para a Sanepar, com preço-alvo de R$ 27 para os papéis SAPR11, frente aos R$ 22,03 da véspera.

A mineradora Vale informou que seu conselho de administração aprovou nesta quinta-feira propostas de incorporação pela empresa da Companhia Paulista de Ferro Ligas e da Valesul Alumínio.

Também foi aprovada a cisão parcial da Minerações Brasileiras Reunidas (MBR), com incorporação da parcela cindida pela Vale, acrescentou a companhia, em comunicado à Comissão de Valores Mobiliários.

As operações visam “simplificação da estrutura societária, redução de custos e consolidação de propriedade de ativos na Vale”, acrescentou a empresa.

As propostas aprovadas pelo conselho serão submetidas a deliberação em assembleia geral de acionistas da Vale ainda a ser convocada.

OceanPact (OPCT3

A ação da OceanPact faz sua estreia na B3 na sessão desta sexta-feira (12). A precificação do papel na oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da prestadora de serviços ambientais e de logística marinha saiu a R$ 11,15 por papel, no piso da faixa estipulada pelos coordenadores da operação, que ia até R$ 13,85.

O IPO movimentou cerca de R$ 1,22 bilhão: R$ 920 milhões vão para o caixa da empresa, enquanto o restante foi para a tranche secundária, ou seja, quando os atuais acionistas vendem parte de suas fatias.

Os coordenadores da oferta foram Itaú BBA, Bradesco BBI e J.P. Morgan.

A OceanPact é uma empresa que presta serviços ambientais e logísticos marinhos e submarinos como estudos, proteção e monitoramento para uso sustentável do mar. Ela conta com 1.800 colaboradores e 24 embarcações offshore.

Os três principais segmentos de atuação da companhia são meio ambiente, operações submarinas e logística & engenharia.

No ramo ambiental, a OceanPact presta serviços de proteção aos mares, levantamentos oceanográficos, licenciamentos ambientais e remediação de acidentes causados por acidentes em setores como Óleo & Gás e mineração.

Já na parte submarina, a empresa faz estudos de geofísica, geotecnia, inspeção, reparo e manutenção e suporte à construção.

Por fim, em logística & engenharia há serviços como bases de apoio offshore e a companhia faz obras de dragagens e limpeza industrial.

A Gol e a sua controlada Smiles convocaram assembleias gerais extraordinárias para 15 de março para decidir sobre a reorganização societária da companhia aérea, pela qual a empresa de programa de fidelidade será incorporada pela Gol, segundo comunicados de ambas as companhias nesta sexta-feira.

Apesar de algumas mudanças, a Gol ressaltou que condições financeiras anteriormente anunciadas estão integralmente mantidas, em particular no que se refere à relação de troca implícita em que a proposta é baseada, de 0,825 ação preferencial da Gol para cada 1 ação ordinária da Smiles.

Na determinação da relação de troca proposta, a Gol levou em consideração o valor de R$ 27,05 por ação da companhia aérea e um valor de R$ 22,32 por ação da Smiles. Entre os argumentos para a operação, a Gol disse que busca assegurar a competitividade de longo prazo do grupo nos seus principais mercados e reforçar sua estrutura de capital.

Ainda em destaque, o Credit comentou a notícia de que as vendas da Gol Linhas Aéreas caíram 18% em janeiro, levando a empresa a reduzir a rede em 40%, levando a gastos operacionais de caixa de R$ 1 milhão por dia. O banco estima gastos de R$ 2 milhões por dia no primeiro trimestre de 2021.

A Embraer informou que entregou 71 jatos no quarto trimestre de 2020, sendo 28 comerciais e 43 executivos (23 leves e 20 grandes), o que representa uma queda de 10 aeronaves entregues no trimestre em relação ao mesmo período de 2019. Em 31 de dezembro, a carteira de pedidos firmes a entregar totalizava US$ 14,4 bilhões.

No ano de 2020 a companhia entregou um total de 130 jatos, sendo 44 comerciais e 86 executivos (56 leves e 30 grandes), o que representa uma redução de quase 35% em relação a 2019, quando 198 jatos foram entregues.

Em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a empresa destaca que embora tenham acelerado durante o quarto trimestre de 2020 em relação aos três trimestres anteriores, as entregas foram fortemente impactadas, principalmente na aviação comercial, pela pandemia da covid-19.

O Bradesco BBI publicou uma avaliação sobre a incorporadora MRV. O banco afirma que assumiu a cobertura em 9 de fevereiro, com indicação de outperform (expectativa de valorização acima da média do mercado), e preço-alvo de R$ 28 por ação. Desse valor, 39% derivam da subsidiária AHS, nos Estados Unidos.

O banco diz estimar que a AHS representará 23% da receita líquida da MRV em 2021, com taxa de crescimento anual composta de 41% entre 2021 e 2024. Assim, contribuirá com 38% do lucro da AHS até 2024.

O Bradesco BBI afirma que a MRVE tem o menor valor entre empresas que atuam no setor de baixa renda. O banco mantém a avaliação de outperform, e preço-alvo para 2021 em R$ 28, frente os R$ 19,51 atuais.

(Com Reuters, Agência Estado e Bloomberg)

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