Quando o modelo de desenvolvimento da HBR, novata na Bolsa, deve levar ao pagamento de dividendos?

SÃO PAULO – Uma das empresas mais recentes a estrear na Bolsa, a incorporadora HBR Realty (HBRE3) tem um modelo de negócios diferente de boa parte das companhias do setor imobiliários no mercado, e isso faz com que, por enquanto, ela não foque em pagar dividendos aos acionistas.

“Somos uma companhia de desenvolvimento”, definiu André Agostinho, CEO da HBR, em live do InfoMoney. “Esse nosso aspecto é importante porque é desenvolvendo a custo que eu consigo gerar os melhores yields para a companhia”, explica ele.

Segundo o executivo, a performance robusta da empresa ocorre exatamente por conta desse modelo de desenvolvimento. Por outro lado, o ciclo de desenvolvimento acaba sendo mais longo, sendo que só começa a gerar receita quando o empreendimento é efetivamente entregue.

“Você compra o terreno, constrói e só começa a ter a entrada dos recursos quando entrega. Para um prédio corporativo AAA, esse ciclo dura cerca de 5 anos. No segmento ComVem é um pouco menos, em torno de um ano, mas que pode ser mais dependendo do modelo do projeto”, afirma Agostinho.

A HBR foi fundada por Henrique Borenstein, o mesmo fundador da Helbor, e tem seu foco no desenvolvimento de propriedades urbanas por meio de quatro plataformas: HBR 3A (prédios corporativos de alto padrão), HBR Malls (shoppings center), ComVem (centros e conveniência) e HBR Opportunities (outras classes, como hotéis e estacionamentos).

Luiz Henrique Peres, CFO da companhia, explica também que a HBR tem um grande ciclo de desenvolvimento para colocar em prática e que atualmente tem uma combinação de “ativos amadurecendo”, outros ainda no processo de desenvolvimento e mais alguns que são novos.

Por conta dessa estrutura, Agostinho destaca que a previsão é que a companhia pague dividendos para os acionistas a partir de 2023 ou 2024, sendo que existe a possibilidade disso ser antecipado.

“Não temos propósito de ser uma companhia de retenção de ativos, aquela companhia que tem vários prédios corporativos, um volume relevante de malls. Nosso objetivo é desenvolver, ou seja, comprar, construir, buscar a maturidade e aí dar a saída desse ativo, retornando o capital para a companhia e reciclando”, explica.

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A entrevista faz parte do projeto Por Dentro dos Resultados, no qual CEOs e outros executivos importantes de empresas da Bolsa comentam os balanços do quarto trimestre de 2020 e o desempenho anual das companhias, e falam também sobre perspectivas. Para não perder as próximas lives, que acontecem até o início de abril, se inscreva no canal do InfoMoney no YouTube.

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Na entrevista, a dupla também explicou o motivo para a HBR ter desistido da Oferta Pública Inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) em 2020, para realizar a entrada na Bolsa por meio de uma oferta restrita.

Segundo Agostinho, desde 2013, com a entrada da gestora Dynamo com um aporte primário, a companhia já estava se estruturando e pensando em um modelo focado na chegada desse momento de abrir o capital.

Peres destaca que tudo estava pronto para a estreia da HBR na Bolsa no início de 2020, mas com o estouro da pandemia, os planos precisaram ser adiados. Mesmo assim, a companhia decidiu seguir os preparativos e no fim do ano passado concluiu o processo para ser tornar uma S.A. aberta.

“Entendemos que havia uma oportunidade ali, que era o momento da empresa é muito bom”, diz o CFO explicando a opção de seguir em frente com a oferta mesmo com um cenário conturbado.

Agostinho completa ainda destacando que a decisão por uma oferta restrita se deu por ela ter um rito mais célere e simples, acelerando o processo, mesmo que tenha ficado restrito a um grupo apenas.

Os executivos falaram ainda sobre o impacto do aumento dos custos de construção sobre a companhia, como a pandemia afetou os diferentes segmentos de negócios dela e as projeções otimistas para o futuro. Assista à live completa acima.

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Por dentro dos resultados

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O ano de 2020 foi um dos mais desafiadores na história de muitas empresas de capital aberto. A pandemia de coronavírus afetou de forma diferente os setores da economia e os balanços — e você poderá acompanhar a divulgação, e a análise dos números, no InfoMoney.

A série Por Dentro dos Resultados organiza lives com os CEOs e principais executivos de companhias da Bolsa. Eles comentam os números do quarto trimestre e acumulado de 2020, respondem perguntas dos espectadores e detalham as estratégias e perspectivas para 2021.

Nesta temporada, estão marcadas entrevistas com importantes empresas da Bolsa, como Vivo, Alpargatas, Cielo, Fleury, Azul, Raia Drogasil, Minerva, entre outras.

Para participar, fazer suas perguntas e ainda receber um ebook gratuito que ensina como identificar as empresas mais promissoras da Bolsa, deixe seu email no formulário abaixo e inscreva-se no canal do InfoMoney no YouTube para receber notificações sempre que uma nova live for começar:

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A primeira live será com Roberto Funari, CEO da Alpargatas, nesta segunda (1), às 14h. Em seguida, às 17h, Christian Gebara e David Melcon, CEO e CFO da Vivo, respectivamente, comentam o desempenho financeiro da empresa e perspectivas.

Veja a programação confirmada até agora (a agenda será atualizada até o final de março):

Data/horário Empresa Participantes Link da live
01/03, às 14h Alpargatas (ALPA4) Roberto Funari CEO) https://youtu.be/np0XoedRIdE
01/03, às 17h Vivo (VIVT3) Christian Gebara (CEO) e David Melcon (CFO) https://youtu.be/C8Hf3nlpfho
02/03, às 17h Log (LOGG3) Sergio Fisher CEO) e André Luiz de Ávila Vitória (CFO) https://youtu.be/eW00OxBbW5o
03/03, às 15h Cielo (CIEL3) Paulo Caffarelli (CEO) https://youtu.be/FSghPGxoKWk
03/03, às 17h Minerva Foods (BEEF3) Edison Ticle CF(CFO) https://youtu.be/1NyEySOT6h4
04/03, às 17h Fleury (FLRY3) Carlos Marenelli (CEO) e Fernando Leão (CFO)
05/03, às 17h MRV (MRV3) Rafael Menin (co-presidente) e Ricardo Paixão (CFO) https://youtu.be/INSgh9561jo
08/03, às 15h Aura Minerals (AURA33)
08/03, às 17h São Carlos (SCAR3)
09/03, às 17h Movida (MOVI3)
10/03, às 17h RD – Raia Drogasil (RADL3)
11/03, às 16h Azul (AZUL4)
11/03, às 18h Trisul (TRIS3)
12/03, às 17h Tupy (TUPY3)
15/03, às 17h Suzano (SUZB3)
16/03, às 17h Irani (RANI3)
17/03, às 15h Direcional (DIRR3)
18/03, às 15h Profarma (PFRM3)
18/03, às 17h Helbor (HBOR3)
19/03, às 15h Cury (CURY3)
19/03, às 17h Mills (MILS3)
23/03, às 15h Sequoia (SEQL3)
23/03, às 17h Mercado Livre (MELI34)
24/03, às 15h d1000 (DMVF3)
30/03, às 17h Locaweb (LWSA3)
01/04, às 15h HBR (HBRE3)
01/04, às 17h Primer (PRNR3)
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Ações da HBR Realty estreiam em alta na Bolsa após oferta restrita para investidores profissionais

Divulgação

SÃO PAULO – Após suspender sua Oferta Pública Inicial (IPO, na sigla em inglês) ampla, a HBR Realty Empreendimentos Imobiliários (HBRE3) estreou na bolsa brasileira nesta terça-feira (26) depois de realizar uma oferta restrita de ações voltada para investidores profissionais.

Os papéis da companhia foram precificados em R$ 19,10, sendo emitidas um total de 38,2 milhões de ações. Com isso, a companhia levantou R$ 729,6 milhões em sua oferta.

As 12h (horário de Brasília), as ações da HBR Realty registravam valorização de 3,98%, cotadas a R$ 19,86.

A operação foi destinada apenas para investidores profissionais, aqueles que possuem um patrimônio mínimo investido de R$ 10 milhões, e foi restrita a apenas 75 destes, sendo que apenas 50 podiam subscrever os papéis.

Em uma oferta restrita, a companhia não precisa elaborar um prospecto e a oferta não necessita ser registrada na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Com isso, a empresa consegue agilizar e reduzir os custos para entrar no mercado de ações.

A HBR Realty foi fundada por Hélio Borenstein, o mesmo fundador da Helbor (HBOR3), e tem seu foco no desenvolvimento de propriedades urbanas por meio de quatro plataformas: HBR 3A (prédios corporativos de alto padrão), HBR Malls (shoppings center), ComVem (centros e conveniência) e HBR Opportunities (outras classes, como hotéis e estacionamentos).

A companhia registrou em 2019 um aumento de 64,5% em seu lucro na comparação com o ano anterior, chegando a R$ 194 milhões. No mesmo período, a receita subiu 18,6%, para R$ 68 milhões.

Já o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês), fechou 2019 em R$ 325,5 milhões, puxado por efeitos de itens não recorrentes. Excluindo isso, o Ebitda ficou em R$ 44,9 milhões, com margem ajustada de 66%.

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