Alta de custos pesa nos balanços do 2º tri para construtoras e incorporadoras: o que esperar para as ações do setor?

SÃO PAULO – No segundo trimestre deste ano, a alta da inflação pressionou os custos de materiais de construção e levou grande parte das incorporadoras e construtoras a apresentarem margens menores no período.

Enquanto o segmento de baixa renda foi o mais impactado, devido à maior sensibilidade dos clientes ao aumento de preços e ao teto de valor dos programas habitacionais, as construtoras residenciais de média e alta renda conseguiram repassar parte do preço – mas não saíram imunes.

Na Bolsa brasileira, todas as ações de incorporadoras apresentam queda no ano, chegando a 46,4% no caso da Plano&Plano (PLPL3).

Em relatório, o Credit Suisse escreve que, ainda que o cenário de curto prazo pareça atrativo para as incorporadoras de média e alta renda, as preocupações para o segundo semestre têm aumentado em função do aumento das taxas de financiamento e do preço dos imóveis, bem como diante de uma competição mais acirrada.

“As empresas acreditam que o pior em termos de custo de material de construção está pra trás e agora estão um pouco mais atentas ao custo de mão de obra”, escrevem os analistas.

Com relação às incorporadoras voltadas para o segmento de baixa renda, a avaliação do banco é negativa, dado que o aumento dos custos de materiais pesou bastante para o segmento.

Segundo o Credit Suisse, os orçamentos foram ajustados e, olhando para frente, as empresas parecem mais otimistas em função de maiores preços de vendas; menor competição de players pequenos; novos métodos de construção; além da possível revisão dos parâmetros dos programas do governo.

Durante live no Instagram do InfoMoney na última quarta-feira (11), Bruno Donadio, sócio da Equitas Investimentos, afirmou que já esteve mais otimista com o setor de construção civil, mas que grande parte do aumento de preço dos imóveis esperado foi corroído este ano pelo aumento dos custos.

“De agora em diante, vemos que os juros vão continuar subindo – o mercado está precificando Selic por volta de 7% ao fim do ano –, o que é ruim para o affordability [custo de aquisição]. Por isso estamos menos otimistas e temos uma exposição menor ao setor do que tínhamos um ano atrás”, afirma.

PUBLICIDADE

A Equitas conta que tem posição em Eztec (EZTC3) na carteira há bastante tempo e que considera as ações “bastante descontadas”. Já o segmento de média renda, em que cita empresas como Direcional (DIRR3), é o que mais preocupa o gestor, uma vez que é fortemente afetado pelo aumento no custo de financiamento.

Destaques positivos da temporada

Entre os destaques positivos da temporada de balanços do segundo trimestre, segundo analistas do mercado financeiro, está a Cyrela (CYRE3).

Em relatório, a XP destaca que a companhia reportou margens brutas melhores e mais fortes do que o esperado, de 37,4%, principalmente devido aos lançamentos recentes com margens superiores, que compensaram o impacto dos maiores custos de construção.

Leia também:
Cyrela é “medalha de ouro” no pódio das construtoras no 2º tri; segmento de baixa renda sofre por alta dos custos

Os dados da Cyrela também foram interpretados como positivos pelo Itaú BBA, que destaca a intensa compra de terrenos pela companhia, que somou 13 empreendimentos no período, dez deles localizados na cidade de São Paulo.

PUBLICIDADE

Já o Credit Suisse afirma que, apesar da forte performance nos últimos trimestres, a companhia reconhece os desafios atuais e deve adotar uma abordagem mais cautelosa nos próximos meses.

Foco no segmento de alta renda

Com custos mais elevados, incorporadoras têm preferido alocar suas energias em empreendimentos de alto padrão, de forma a conseguirem repassar os preços ao consumidor final. A estratégia tem sido adotada por empresas como Eztec, Even e Lavvi (LAVV3).

Em relatório, o Credit Suisse destaca que o público de alta renda tem absorvido melhor o aumento dos preços e que a construtora Eztec deve aumentar o volume de lançamentos desse segmento nos próximos meses.

Na avaliação do Itaú BBA, os números da Eztec referentes a abril a junho deste ano vieram em linha com as estimativas do banco, uma vez que a receita ligeiramente mais fraca foi mais do que compensada por melhores margens brutas, particularmente aquelas decorrentes de vendas de estoque de unidades acabadas.

O banco tem recomendação outperform (acima da média do mercado) para as ações da empresa e preço-alvo de R$ 48.

O foco em empreendimentos mais premium também tem sido adotado pela Even (EVEN3). O Credit Suisse destaca o incremento de projetos, como a inclusão de quadras de tênis, por exemplo, tornando os projetos mais atrativos para vendas a preços mais elevados.

Na avaliação do banco, os lançamentos devem acelerar no segundo semestre, com a administração da companhia vendo um cenário de preços mais favoráveis pela frente.

Segundo o Bradesco BBI, os dados do segundo trimestre da Even vieram sólidos. A forte posição de caixa da companhia, bem como o valuation atrativo (de 1 vez o preço sobre o valor patrimonial) levou os analistas a reafirmarem a recomendação de compra para EVEN3, com preço-alvo de R$ 15 por ação para o fim de 2021.

PUBLICIDADE

Ainda no segmento de alta renda, os analistas da XP interpretaram os dados da Lavvi (LAVV3) como sólidos no segundo trimestre, impulsionados pelos lançamentos recentes, em especial o empreendimento Villa Versace.

Os analistas escrevem que a Lavvi apresentou uma pequena queima de caixa de R$ 6 milhões no balanço patrimonial, já que a entrada de caixa das vendas do projeto Versace foi compensada pela aquisição de terrenos.

A XP tem recomendação de compra e preço-alvo de R$ 11,50 por ação para a construtora.

A opinião é compartilhada pelo BBA, que afirma que a Lavvi relatou resultados robustos, superando as estimativas devido ao bom desempenho de vendas e em meio às margens sólidas provenientes da Villa Versace.

O banco tem recomendação outperform e preço-alvo de R$ 12,20 para os papéis da companhia.

Direcional é destaque no segmento de baixa renda

Por fim, entre as construtoras voltadas para o segmento de média e baixa renda, Direcional (DIRR3) foi um dos principais destaques, segundo analistas do mercado financeiro.

Em relatório, a XP escreveu que os resultados vieram positivos, em linha com o esperado, e que, ao contrário da maioria dos seus pares de mercado, a companhia conseguiu apresentar uma melhora na margem bruta, apesar dos custos crescentes nos materiais de construção.

Leia mais:
Em cenário de custos crescentes impactando resultados de incorporadoras, Direcional é destaque positivo

O Bradesco BBI também vê a Direcional se destacando em relação aos pares, ao combinar crescimento de dois dígitos, potencial de valorização e um múltiplo preço sobre lucro de um dígito (de 7,4 vezes estimado para 2022).

Para os analistas, DIRR3 é uma das histórias “mais baratas” na cobertura do banco e permanece como a principal escolha no setor. O Bradesco BBI tem recomendação de outperform (acima da média do mercado) para os papéis e preço-alvo de R$ 20.

Já o Credit Suisse tem recomendação neutra. “Embora reconheçamos a força desses resultados, continuamos céticos em relação às perspectivas para o setor de construção residencial no Brasil, dada a tendência de alta dos custos e um potencial aumento nas taxas de financiamento”, escreve o time de análise.

Uma visão mais negativa para o setor de construção civil também é adotada por Luiz Garcia, sócio da Apex Investimentos.

Durante live no Instagram do InfoMoney, Garcia afirmou que o setor imobiliário não está em um momento favorável para investimento, o que explica as ações do setor em baixa no ano na Bolsa, diz.

“Quando olhamos o setor hoje, não é o momento ideal para investir. Agora, quem busca o investimento de médio e longo prazo, pode entrar em um ponto atrativo. Mas é preciso buscar empresas vencedoras e mais resilientes do setor, ou seja, aquelas com demanda mais forte e inelástica – caso do setor de baixa renda”, diz.

Segundo ele, empresas ligadas ao setor de baixa renda oferecem hoje melhor relação entre risco e retorno. É o caso de companhias como Cury (CURY3) e Tenda [(ativo=TEND3]). “São empresas que estão negociando a um preço sobre lucro bem baixo, principalmente Cury, na qual todas as métricas, como margem e retorno são recordes no setor”, completa.

Quer atingir de uma vez por todas a consistência na Bolsa? Assista de graça ao workshop “Os 4 Segredos do Trader Faixa Preta” com Ariane Campolim.

Com custos crescentes de construção impactando resultados, Direcional é destaque positivo entre as incorporadoras

Guindaste

SÃO PAULO – Em meio à temporada de balanços do segundo trimestre de 2021, as incorporadoras Direcional (DIRR3), Even (EVEN3), Melnick (MELK3) e Mitre (MTRE3) reportaram na noite da última segunda-feira (9) números positivos no período.

Ainda que as companhias tenham apresentado, em sua maioria, crescimento no lucro líquido e na receita, o aumento dos custos em meio à alta da inflação pesou nos resultados de abril a junho deste ano.

Neste cenário, o grande destaque, segundo analistas do mercado financeiro, ficou por conta da Direcional, que reportou uma margem bruta recorde, apesar dos custos crescentes de construção.

Mesmo assim, as ações DIRR3 apresentavam queda na Bolsa brasileira nesta terça-feira (10). Por volta das 11h40, as ações da companhia recuavam cerca de 3,6%, a R$ 13,23.

O movimento de queda também era visto em MTRE3, com baixa de 1,8% na B3, a R$ 11,07, e em EVEN3, com recuo de 0,5%, a R$ 8,74.

Já os papéis MELK3 subiam cerca de 0,9%, a R$ 5,50.

Confira a seguir como o mercado interpretou os resultados do segundo trimestre das empresas:

Direcional (DIRR3)

No segundo trimestre, a Direcional apresentou lucro líquido de R$ 40,7 milhões, crescimento de 20% em relação ao mesmo período de 2020.

O lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado somou cerca de R$ 90 milhões, avanço de 47,8% na mesma margem de comparação. Já a margem Ebitda ajustada cresceu 6,4 pontos porcentuais, para 21,3%.

PUBLICIDADE

A margem bruta subiu 5 pontos porcentuais, para 38% – o maior patamar já registrado pela Direcional desde o seu IPO.

Segundo a companhia, a melhora nas margens decorreu da apuração de economias nas obra dos projetos que estão em estágio avançado de construção e, portanto, com menor exposição ao aumento de custo de insumos que tem pressionado todo o setor.

Este, inclusive, foi o grande destaque do balanço, na avaliação de analistas do mercado financeiro.

Em relatório, a XP escreve que os resultados vieram positivos, em linha com o esperado, e que, ao contrário da maioria dos seus pares de mercado, a companhia conseguiu apresentar uma melhora na margem bruta, apesar dos custos crescentes nos materiais de construção.

“O resultado reforça nossa visão positiva para o papel e reiteramos nossa recomendação de compra e preço-alvo de R$ 20,50 por ação”, escreve o time de análise.

O Bradesco BBI também vê a Direcional se destacando em relação aos pares, ao combinar crescimento de dois dígitos, potencial de valorização e um múltiplo preço sobre lucro de um dígito (de 7,4 vezes estimado para 2022).

Para os analistas, DIRR3 é uma das histórias “mais baratas” na cobertura do banco e permanece como a principal escolha no setor. O Bradesco BBI tem recomendação de outperform (acima da média do mercado) para os papéis e preço-alvo de R$ 20.

Margens surpreendentemente fortes também foram mencionadas pelo Itaú BBA e pelo Credit Suisse.

PUBLICIDADE

A avaliação é de que a economia em projetos em estágios avançados de construção, os ajustes no mix de produtos da empresa e uma estratégia de preços aprimorada foram acertados e contribuíram para os números “impressionantes” no último trimestre.

Enquanto o Itaú BBA tem recomendação outperform (acima da média do mercado) e preço-alvo de R$ 19,70, o Credit Suisse tem recomendação neutra.

“Embora reconheçamos a força desses resultados, continuamos céticos em relação às perspectivas para o setor de construção residencial no Brasil, dada a tendência de alta dos custos e um potencial aumento nas taxas de hipotecas”, escreve o Credit Suisse.

A construtora Even registrou lucro líquido de R$ 54 milhões entre abril e junho deste ano, uma alta de 102% na comparação com o mesmo período de 2020.

Já o Ebitda ajustado teve um crescimento de 17,3% na comparação anual, ficando em R$ 65 milhões.

A receita líquida, por sua vez, cresceu 39,5%, ficando em R$ 522,38 milhões, puxada principalmente pelas vendas de R$ 354 milhões, com VSO consolidada de 16%.

Para o time de análise do Bradesco BBI, os números vieram sólidos, superando as estimativas do banco. A forte posição de caixa da companhia, bem como o valuation atrativo (de 1 vez o preço sobre o valor patrimonial) levou os analistas a reafirmarem a recomendação de compra para EVEN3, com preço-alvo de R$ 15 por ação para o fim de 2021.

Já o Itaú BBA vê os resultados ligeiramente positivos, com uma receita melhor do que o esperado, apesar de a surpresa positiva ter sido parcialmente compensada por uma margem bruta mais fraca e contingências pesadas.

PUBLICIDADE

O banco tem recomendação market perform (em linha com a performance do mercado) e preço-alvo de R$ 14,30.

Segundo a XP, embora possa haver uma reação positiva do mercado, a casa optou por manter a visão conservadora sobre a ação e preço-alvo de R$ 13, por ação.

O mesmo aconteceu com o Credit Suisse, que se diz cético em relação às perspectivas para o setor de construção residencial. Segundo os analistas, não há gatilhos claros para que a Even expanda suas margens, ainda que considerando o cenário de aumento de custos.

Também em meio à temporada de resultados, a Melnick lucrou R$ 12,32 milhões no segundo trimestre, queda da ordem de 45% ante o lucro de R$ 22,35 milhões registrado em igual período do ano passado.

Já a receita líquida de vendas e serviço teve baixa de 2,16%, a R$ 183 milhões.

De acordo com o Itaú BBA, os resultados da Melnick vieram neutros, com a boa receita sendo parcialmente compensada por margens ainda apertadas e provisões mais altas, levando a um lucro por ação em linha com o esperado.

Do lado positivo, a Melnick foi bastante ativa na aquisição de terrenos, adicionando um valor geral de vendas (VGV) de R$ 383 milhões ao seu estoque de terrenos, destacam os analistas.

O banco tem recomendação outperform (acima da média do mercado) para os papéis da companhia e preço-alvo de R$ 11,40.

A avaliação é compartilhada pela XP, que destaca que a receita líquida ficou acima do estimado, mas que foi compensada pela margem bruta mais fraca de 24,5% devido ao impacto dos custos mais elevados de material de construção.

“Apesar da pressão momentânea nas margens por conta do aumento dos custos, esperamos uma recuperação gradual nos próximos trimestres à medida que a companhia consiga repassar inflação para os preços”, justificam os analistas.

A XP tem recomendação de compra para os papéis MELK3 e preço-alvo de R$ 9 por ação.

Já a incorporadora Mitre teve lucro líquido de R$ 21,2 milhões no segundo trimestre, alta de 113% na base anual.

A receita líquida, por sua vez, aumentou 153%, para R$ 164,7 milhões, refletindo a aceleração da evolução física de obras e início das atividades em alguns canteiros.

A margem bruta da companhia, por sua vez, passou de 31,9%, no segundo trimestre do ano passado, para 34,7% entre abril e junho de 2021, enquanto a margem bruta ajustada foi de 35,5%.

Ainda que os resultados tenham sido positivos, analistas têm preferido adotar uma posição mais cautelosa para os papéis da companhia.

O Credit Suisse, por exemplo, cita uma possível deterioração das perspectivas para o segmento de média e alta renda diante de um potencial fluxo de notícias negativas em relação às taxas de hipotecas e aumento dos custos.

Para o Itaú BBA, ainda que os resultados tenham superado as expectativas, suportados por uma melhora na margem bruta, a empresa relatou uma grande queima de caixa devido aos desembolsos para a aquisição de terrenos. O banco tem recomendação market perform para os papéis da construtora e preço-alvo de R$ 18,50.

A posição neutra também é adotada pelo Bradesco BBI, que prevê “atritos operacionais que podem ser particularmente onerosos para histórias crescentes como Mitre”.

“Estamos fora do nome, porque preferimos histórias estáveis”, escrevem os analistas, que têm preço-alvo de R$ 19,00 para MTRE3.

Em curso gratuito de Opções, professor Su Chong Wei ensina método para ter ganhos recorrentes na bolsa. Inscreva-se grátis e participe.

Cyrela, Direcional, Even, Moura Dubeux e Melnick divulgam prévias operacionais: quais se destacaram no 2º tri?

SÃO PAULO – Às vésperas do início da temporada de resultados do segundo trimestre de 2021, diversas empresas, principalmente construtoras, estão divulgando prévias operacionais do período.

Apenas entre a noite de segunda-feira (12) e esta terça-feira (13), cinco companhias divulgaram os seus dados operacionais, caso de Cyrela (CYRE3) e Even (EVEN3), que fazem parte do Ibovespa, além de Direcional (DIRR3), Moura Dubeux (MDNE3) e Melnick (MELK3).

O movimento das ações nesta sessão é tímido como reação às prévias, também em meio à visão de um cenário de mais desafios com a alta dos juros no Brasil, mas ainda assim dá indicações sobre a avaliação dos investidores sobre os números das empresas. O papel da Direcional avançava cerca de 1% durante a tarde na B3 em meio aos dados considerados positivos, enquanto Cyrela e Moura Dubeux operavam perto da estabilidade após números também elogiados.

Leia também: Sem alarde, Santander sobe taxa de financiamento imobiliário para 7,99% ao ano

Even e Melnick, por sua vez, caíam cerca de 2% após os dados entre abril e junho não agradarem. Confira a avaliação dos analistas para os números das empresas.

Confira as análises sobre as prévias das construtoras:

A Cyrela divulgou na segunda-feira saltos nas vendas e lançamentos de imóveis residenciais no segundo trimestre, apoiada em parte pela fraca base de comparação com o ano passado e pelo bom momento vivido pelo mercado de construção civil. As vendas contratadas da companhia somaram R$ 1,56 bilhão entre abril e o final do primeiro semestre ante R$ 512 milhões no mesmo período do ano passado. Em comparação com o primeiro trimestre deste ano, as vendas subiram 51,3%, informou a companhia.

Das vendas líquidas no trimestre, R$ 239 milhões foram de estoque pronto (15%), R$ 545 milhões à venda de estoque em construção (35%) e R$ 776 milhões à venda de lançamentos (50%). “Dessa forma, a Cyrela atingiu uma velocidade de vendas (“VSO”) de lançamentos de 40,2% no trimestre”, afirmou a companhia. Já os lançamentos avançaram para R$ 1,93 bilhão nos três meses encerrados no fim de junho ante R$ 254 milhões no mesmo período de 2020. A empresa lançou 19 empreendimentos no trimestre ante apenas três no mesmo período do ano passado.

O Itaú BBA avalia o resultado da Cyrela como positivo, marcado por retomada de volume de lançamentos e velocidade de vendas “saudável”.

PUBLICIDADE

O Credit Suisse avaliou os resultados da Cyrela como mais fortes do que o esperado, apontando que a empresa é uma das mais bem estruturadas do setor e a melhor posicionada para se beneficiar do momento atual. As vendas líquidas ficaram 6% acima da expectativa do Credit.

A XP também aponta que a Cyrela apresentou dados operacionais sólidos após um primeiro trimestre mais ameno, que havia sido impactado pelas restrições comerciais em razão da pandemia.

“Em suma, vemos seu desempenho operacional como positivo e reiteramos nossa recomendação de compra e preço-alvo de R$ 33 por ação”, apontam.

Os analistas da Levante Ideias de Investimentos avaliam que os resultados operacionais foram bons, mostrando um salto nas vendas e lançamentos no segundo trimestre, porém, se deve principalmente a uma base de comparação muito fraca,  no pior momento da pandemia.

De qualquer forma, o setor imobiliário como um todo está reaquecendo, após adiamentos de lançamentos afetados pela segunda onda de contaminação da Covid-19 no primeiro trimestre de 2021 e sazonalmente o mais fraco do ano

Por outro lado, no médio prazo, a expectativa do aumento da taxa de juros até entre 6,5% e 7,00% ao ano, no fim de 2021, tende a impactar negativamente o setor de construção civil, pois maiores taxas de financiamento com prestações mais altas diminui o número de compradores de imóveis.

Além disso, o setor ainda é impactado pelos possíveis e ainda incertos efeitos da reforma tributária, que podem acabar reduzindo a lucratividade das construtoras. “Tudo isso, indica um cenário menos otimista para o setor para o segundo semestre”, avaliam.

Direcional (DIRR3)

A Direcional Engenharia teve crescimento de 53% nas vendas líquidas contratadas no segundo trimestre frente ao mesmo período do ano passado, totalizando R$ 614 milhões, divulgou a companhia na noite de segunda-feira. Foi o melhor trimestre de vendas em toda a história da companhia, que tem foco no desenvolvimento de empreendimentos imobiliários populares e de médio padrão.

PUBLICIDADE

No segundo trimestre, a Direcional lançou 13 novos empreendimentos/etapas, que totalizaram valor geral de vendas de R$ 785 milhões, 123% acima na comparação com os mesmos meses de 2020 e também recorde.

A Direcional teve recordes de lançamentos e vendas no segundo trimestre de 2021. O total de lançamentos, incluindo a parcela de sócios nos projetos, chegou a R$ 784,9 milhões – alta de 123,5% na comparação anual. As vendas totais subiram 53%, para R$ 614 milhões.

O Credit avalia que o resultado da Direcional bate novamente as expectativas, com patamares recordes de lançamentos e vendas e expansão da Riva. O banco espera que a empresa continue a apresentar bons números, mas vê pouco espaço para valorização das ações, por isso mantém avaliação neutra.

Já a XP ressalta que a performance positiva reforça não só a visão de demanda resiliente no segmento de baixa renda (segmento core da Direcional), mas também o sólido crescimento da Riva (subsidiária no segmento de média renda), em que destacam as vendas líquidas de R$ 178 milhões e dados de vendas sobre oferta (VSO) de 26%. Os analistas reiteram  recomendação de compra e preço-alvo de R$ 20,50 por ação.

Dos R$ 784,9 milhões em lançamentos, R$ 597 milhões foram sob o programa Casa Verde e Amarela e R$ 188 milhões da Riva. Os analistas da XP também destacam o preço médio de lançamento por unidade de R$189 mil (alta de 15% ano contra ano e queda de 19% trimestre contra trimestre).

Na mesma linha, o Bradesco BBI avalia que a Direcional entregou um excelente resultado operacional para o segundo trimestre, especialmente quando se olha a execução bem-sucedida no negócio de média-baixa renda (Riva) – dado que os
negócios Casa Verde Amarela têm um limite máximo limitado para aumentar os preços e menor acessibilidade, que não é o caso do Riva.

“Em geral, reafirmamos Direcional como nossa top pick entre nossa cobertura de construção civil/incorporadoras com um preço-alvo de R$ 20 por ação para o final de 2021, uma vez que a companhia atualmente negocia com um múltiplo de preço sobre lucro de um digito (9,6 vezes o esperado para 2021 e 7,3 o esperado para 2022) e tem o melhor momentum de
lucro no espaço de baixa renda”, ressaltam.

Os números da Even, por sua vez, foram considerados mais fracos. A Even lançou dois projetos no segundo trimestre, totalizando R$ 216 milhões (versus R$ 716 milhões no primeiro trimestre e alta de 10% contra o mesmo período do ano passado).

PUBLICIDADE

As vendas líquidas atingiram R$ 354 milhões, queda de 40% na base trimestral e alta de 18% na comparação anual, sendo R$ 249 milhões de estoques e R$ 105 milhões de lançamentos recentes. O VSO caiu de 24% nos primeiros três meses do ano para 16%  e 49% em relação aos lançamentos recentes.

A XP destaca que os números do primeiro trimestre foram impulsionados pela venda do projeto Hotel Fasano Itaim (com Valor Geral de Vendas de R$ 280 milhões), o que pode distorcer a comparação trimestral.

O BBA avaliou os dados da Even como neutros, com velocidade de vendas razoáveis a partir dos estoques, mas disse que a velocidade das vendas consolidadas perdeu ritmo em comparação com trimestres anteriores, devido a um ritmo de lançamentos mais lento.

Os resultados da Even foram considerados levemente fracos pelo Credit. O banco diz que os volumes de lançamentos e vendas ficaram abaixo de suas estimativas, mas que a Even já anunciou em seu dia do investidor projetos sólidos de lançamentos, um indício de que os resultados da empresa devem melhorar no futuro. Mas, devido à perspectiva de concorrência forte, o banco mantém avaliação neutra para os papéis.

O valor potencial de vendas (PSV na sigla em inglês) de R$ 216 milhões ficou 26% acima do mesmo período do ano anterior, e abaixo da expectativa de R$ 394 milhões do Credit. As vendas de R$ 354 milhões ficaram 20% abaixo da estimativa do Credit.

O Bradesco BBI aponta que apesar da atraente velocidade de vendas, as vendas líquidas caíram 40% no comparativo trimestral, pois a Even tem poucos produtos à disposição. Os lançamentos foram escassos e a base de estoques
está diminuindo (o estoque pronto em São Paulo caiu para R$ 251 milhões no primeiro trimestre de 2021).

Assim, avalia o BBI, o desafio da Even está em lançar projetos para dar retorno sobre o excesso de caixa, ou devolvê-lo aos acionistas.

“Esperamos que a empresa reformule os lançamentos no segundo semestre, assim como muitos de nossos nomes listados, levando a um campo competitivo mais acirrado à frente. Mesmo assim, a sólida velocidade de vendas do trimestre sugere que o ambiente ainda é bastante acolhedor para novos lançamentos, desde que a Even consiga romper o gargalo de
licenciamento em São Paulo”, apontam os analistas. O BBI possui recomendação outperform para Even, com preço-alvo de R$ 15.

Moura Dubeux (MDNE3)

A Moura Dubeux reportou lançamentos reprimidos e atingiu um Valor Geral de Vendas de R$ 501 milhões (alta de 457% ante igual período do ano anterior), sua maior marca trimestral de sua história.

O BBI destaca que a Moura Dubeux foi rápida na implantação de sete novos empreendimentos no segundo trimestre (3 tradicionais e 4 condomínios com VGV de R$ 265 milhões), em linha com as estimativas do banco, estabelecendo um recorde de 12 meses de R$ 1,3 bilhão.

Já a receita líquida de R$ 383 milhões superou a expectativa já otimista dos analistas (27% acima do BBI), com base nas
vendas de novos lançamentos. A Moura Dubeux encerrou o trimestre já tendo vendido expressivos 46% dos R$ 501 milhões de seus empreendimentos lançados no 2T21. No geral, as vendas sobre a oferta do trimestre alcançaram 26,9% (alta de 5,9 pontos percentuais ante o trimestre anterior), levando ao seu maior número de vendas líquidas (alta de 401% na comparação anual no trimestre).

Já as vendas de estoque pronto perderam fôlego e atingiram R$ 47 milhões no trimestre (queda de 24% ante o trimestre imediatamente anterior), ainda respondendo por 24% da base de estoque em aberto no final do primeiro trimestre.

O Itaú BBA viu o dado da Moura Dubeux como positivo, devido a bons resultados operacionais, com fortes vendas e mais um trimestre de geração de fluxo de caixa, apesar das compras de terrenos.

O Credit avaliou os resultados da Moura Dubeux também como bons. Para atingir a estimativa de lançamentos do Credit para 2021, de R$ 1,3 bilhão, a empresa ainda precisa lançar R$ 708 milhões em empreendimentos, algo que o banco avalia como possível devido à perspectiva melhor para a pandemia no Brasil. O banco reitera recomendação outperform.

Para o BBI, a Moura Dubeux deu uma importante demonstração de força na sua capacidade de lançamento. Tendo em vista que os lançamentos do primeiro trimestre ficaram abaixo de R$ 90 milhões, a empresa já está na metade do ano com um
lançamento de 39% da expectativa do banco para 2021 (R$ 1,52 bilhão em VGV). Mesmo assim, a Moura Dubeux foi muito mais rápida para voltar à ação do que suas contrapartes de São Paulo, ainda tropeçando no gargalo de licenciamento da cidade, apontam os analistas.

“Com os quatro condomínios lançados no trimestre, vemos espaço para que a margem bruta do segundo trimestre de 2021 supere nossa estimativa (31% da estimativa do BBI no segundo trimestre de 2021)”, ressaltam. A recomendação para ação é outperform com preço-alvo de R$ 16.

A Melnick lançou apenas um empreendimento, de R$ 98 milhões em VGV, caindo 60% na base anual e 71% na trimestral.

Já as vendas líquidas atingiram R$ 140 milhões (queda de 43% na comparação com igual período de 2020 e alta de 15% na comparação trimestral), o que levou a um VSO de 14% (versus 12% no trimestre anterior). Por fim, a Melnick entregou um projeto com VGV de R$90 milhões.

“Embora esperamos algum impacto no curto prazo, mantemos nossa visão positiva para as ações no longo prazo e mantemos nossa recomendação de compra e preço-alvo de R$ 9 por ação”, aponta a XP.

Já o BBA avaliou os dados preliminares da Melnick como neutros, em que um resultado “razoável” de vendas foi ofuscado por volume lento de lançamentos e aumento nos cancelamentos de vendas.

Quer entender o que é o mercado financeiro e como ele funciona? Assista à série gratuita “Carreira no Mercado Financeiro” e conheça o setor da economia que paga os melhores salários de 2021.

Ação da Hypera avança 5% após aquisição, Dotz tem disparada de 10% e Direcional ameniza ganhos

SÃO PAULO – Após a disparada de 16% da véspera, as ações da Dotz (DOTZ3) registram novamente um salto na B3 na sessão desta terça-feira (13); os papéis chegaram a subir cerca de 15%, mas depois amenizaram para ganhos de cerca de ainda que subindo cerca de 10%. Ontem, analistas como Itaú BBA e Credit Suisse iniciaram a cobertura para a ação com recomendação de compra e vendo forte potencial de alta (veja mais clicando aqui).

Já entre as construtoras, diversas empresas como Cyrela (CYRE3), Melnick (MELK3), Direcional (DIRR3) e Moura Dubeux (MDNE3) divulgaram prévias operacionais do segundo trimestre. Enquanto Melnick, Cyrela e Moura Dubeux operam entre leves perdas e ganhos, Direcional registrava ganhos de cerca de 3% após os dados, mas amenizou a alta, para cerca de 1%.

Também registrando alta, estão as ações da Enjoei (ENJU3), com ganhos de cerca de 5% após prévia operacional do segundo trimestre.

A Hypera (HYPE3) avança cerca de 5%. A companhia anunciou a compra de 12 marcas de medicamentos da Sanofi por US$ 190,3 milhões. Os produtos incluem AAS, Naturetti, Cepacol Hidantal e Buclina.

Confira no que ficar de olho:

O presidente Jair Bolsonaro sancionou com vetos nesta terça-feira lei que abre caminho para a privatização da Eletrobras, além de prever a contratação compulsória de térmicas a gás natural e outras fontes.

Foram realizados 14 vetos, dentre eles de um artigo que determinava que o Poder Executivo aproveitasse empregados da Eletrobras e de suas subsidiárias demitidos sem justa causa durante os 12 meses subsequentes à desestatização.

Bolsonaro também vetou artigo que definia que a diretoria do Organizador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) deveria ser aprovada pelo Senado Federal. A nova lei permitirá que a privatização ocorra por aumento do capital social, com renúncia do direito de subscrição de ações pela União, que assim terá diluída sua fatia de 61% na empresa.

A previsão do ministério é de finalização da operação em janeiro de 2022. Até lá, deverão ser realizadas as definições de premissas fundamentais à modelagem da privatização pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).

PUBLICIDADE

A Eletrobras informou ainda na segunda que seu conselho de administração aprovou o exercício do direito de venda conjunta (tag along) das ações detidas pela controlada Eletronorte na transmissora de energia NBTE. Segundo a Eletrobras, a decisão ocorreu após a empresa ter sido notificada de que a Leovac Participações, afiliada da gestora canadense de fundos de pensão Ontario Teachers Pension Plan Board (ONTPP), havia fechado acordo para compra da Evoltz, que detém 51% das ações da Norte Brasil Transmissora de Energia. A estatal afirmou que o valor da proposta recebida é de R$ 700 milhões.

A JHSF anunciou na segunda-feira que exerceu opção de compra de terreno adicional junto ao empreendimento Complexo Boa Vista, por cerca de R$ 140 milhões. A área adicional envolve 6,1 milhões de metros quadrados. O complexo está situado em Porto Feliz (SP), a cerca de 150 quilômetros da cidade de São Paulo, e além de empreendimentos residenciais de alto padrão, prevê campo de golfe, lagos, praia artificial e outros equipamentos.

Segundo a JHSF, a área anunciada nesta segunda-feira “será destinada à implantação do quarto empreendimento do Complexo Boa Vista”. A empresa não deu mais detalhes.

Bradespar (BRAP4)

A Bradespar vai pagar R$ 600 milhões em dividendos extraordinários, com data prevista para pagamento de 26 de julho de 2021: R$ 323 milhões é parte da reserva de lucro e R$ 276 milhões é em dividendos obrigatórios

Segundo o comunicado, o valor por ação será de R$ 1,618907527 por ação ordinária e R$ 1,780798280 por ação preferencial.

A partir de 16 de julho, as ações passam a ser negociadas “ex-dividendos”.

A Cyrela divulgou na segunda-feira saltos nas vendas e lançamentos de imóveis residenciais no segundo trimestre, apoiada em parte pela fraca base de comparação com o ano passado e pelo bom momento vivido pelo mercado de construção civil. As vendas contratadas da companhia somaram R$ 1,56 bilhão entre abril e o final do primeiro semestre ante R$ 512 milhões no mesmo período do ano passado. Em comparação com o primeiro trimestre deste ano, as vendas subiram 51,3%, informou a companhia.

Das vendas líquidas no trimestre, R$ 239 milhões foram de estoque pronto (15%), R$ 545 milhões à venda de estoque em construção (35%) e R$ 776 milhões à venda de lançamentos (50%). “Dessa forma, a Cyrela atingiu uma velocidade de vendas (“VSO”) de lançamentos de 40,2% no trimestre”, afirmou a companhia. Já os lançamentos avançaram para R$ 1,93 bilhão nos três meses encerrados no fim de junho ante R$ 254 milhões no mesmo período de 2020. A empresa lançou 19 empreendimentos no trimestre ante apenas três no mesmo período do ano passado.

PUBLICIDADE

O Itaú BBA avalia o resultado da Cyrela como positivo, marcado por retomada de volume de lançamentos e velocidade de vendas “saudável”.

O Credit Suisse avaliou os resultados da Cyrela como mais fortes do que o esperado, e avalia que a empresa é uma das mais bem estruturadas do setor e a melhor posicionada para se beneficiar do momento atual. As vendas líquidas de R$ 1,3 bilhão foram 125% superiores às do mesmo período do ano anterior, e 6% acima da expectativa do Credit.

Direcional (DIRR3)

A Direcional teve recordes de lançamentos e vendas no segundo trimestre de 2021. O total de lançamentos, incluindo a parcela de sócios nos projetos, chegou a R$ 784,9 milhões – alta de 123,5% na comparação anual. As vendas totais subiram 53%, para R$ 614 milhões.

Levando em conta só a parte própria nos empreendimentos, o total de lançamentos foi de R$ 660,5 milhões, alta de 123,3%, e vendas de R$ 515,7 milhões, avanço de 49,9%.

O Credit avalia que o resultado da Direcional bate novamente as expectativas, com patamares recordes de lançamentos e vendas e expansão da Riva. O banco diz esperar que a empresa continue a ter bons resultados, mas vê pouco espaço para valorização das ações, por isso mantém avaliação neutra.

A Even teve aumento de 18% em vendas líquidas no segundo trimestre, totalizando R$ 354 milhões. Foram feitos dois lançamentos, um em São Paulo com VGV de R$ 171 milhões e outro no Rio Grande do Sul com VGV de R$ 44 milhões.

O BBA avaliou os dados da Even como neutros, com velocidade de vendas razoáveis a partir dos estoques, mas disse que a velocidade das vendas consolidadas perdeu ritmo em comparação com trimestres anteriores, devido a um ritmo de lançamentos mais lento.

Os resultados da Even foram considerados levemente fracos pelo Credit. O banco diz que os volumes de lançamentos e vendas ficaram abaixo de suas estimativas, mas que a Even já anunciou em seu dia do investidor projetos sólidos de lançamentos, um indício de que os resultados da empresa devem melhorar no futuro. Mas, devido à perspectiva de concorrência forte, o banco mantém avaliação neutra para os papéis. O valor potencial de vendas (PSV na sigla em inglês) de R$ 216 milhões ficou 26% acima do mesmo período do ano anterior, e abaixo da expectativa de R$ 394 milhões do Credit. As vendas de R$ 354 milhões ficaram 20% abaixo da estimativa do Credit.

Moura Dubeux (MDNE3)

PUBLICIDADE

A Moura Dubeux registrou avanço de 456% no VGV de lançamentos no segundo trimestre na base anual, a R$ 501 milhões.

O Itaú BBA viu o dado da Moura Dubeux como positivo, devido a bons resultados operacionais, com fortes vendas e mais um trimestre de geração de fluxo de caixa, apesar das compras de terrenos.

O Credit avaliou os resultados da Moura Dubeux como positivos. Para atingir a estimativa de lançamentos do Credit para 2021, de R$ 1,3 bilhão, a empresa ainda precisa lançar R$ 708 milhões em empreendimentos, algo que o banco avalia como possível devido à perspectiva melhor para a pandemia no Brasil. O banco reitera avaliação outperform.

A Melnick registrou VGV bruto total de R$ 604,6 milhões no segundo trimestre de 2021. Já o VGV líquido foi de R$ 461,7 milhões.

O BBA avaliou os dados preliminares da Melnick como neutros, em que um resultado “razoável” de vendas foi ofuscado por volume lento de lançamentos e aumento nos cancelamentos de vendas.

B3 e Totvs anunciaram na segunda-feira uma parceria na área de tecnologia para o setor financeiro, em que a operadora brasileira de infraestrutura para o mercado de capitais vai injetar R$ 600 milhões em uma subsidiária da produtora brasileira de software.

O acordo prevê que a B3 terá 37,5% de participação na TFS Soluções em Software após o investimento, com a Totvs detendo o restante.

O Credit Suisse avalia o acordo como positivo para a Totvs por representar um enfoque maior e mais recursos para a divisão da Totvs, que não vinha obtendo tanta atenção em meio a outras iniciativas. O banco encara como provável uma oferta pública inicial de ações (IPO na sigla em inglês), como forma de liberar valor. A entrada da B3 como parceira pode atrair clientes em potencial, e avalia que há espaço para que um ator consolidado se consolide no mercado de software para instituições financeiras por meio de fusões e aquisições.

O banco também afirma ver o negócio como negativo para a Sinqia (SQIA3), por criar um forte concorrente no mercado. O portfólio de produtos da TFS é menos competitivo do que o da Sinqia, mas a empresa poderia se tornar uma concorrente mais forte com fusões e aquisições, que podem vir a ser disputadas entre as empresas.

O Itaú BBA também comentou a injeção de R$ 600 milhões na TFS Soluções. O banco avalia que se trata do primeiro grande movimento da B3 para diversificar sua receita, e ressalta que o valor da empresa é de R$ 950 milhões. Mas espera mais detalhes sobre tendências de crescimento de receitas, portfólio de produtos e outros indicadores para realizar uma avaliação mais segura sobre o valor. O banco avalia que a compra pode abrir espaço para outras compras, e vê a notícia como levemente positiva para a B3.

A Mosaico fez dois anúncios na última segunda-feira: (i) lançamento de sua plataforma de agregação de cupons e promoções e (ii) lançamento de sua extensão de comparação de preços, através da integração completa do Vigia de Preço, adquirido em maio.

A plataforma de descontos começa a operar oferecendo mais de 1000 cupons e com mais de 100 lojas parceiras, atendendo a um novo público, que inicia a compra pela escolha de promoções. Já a extensão, funcionará como um assistente virtual, melhorando a expêriencia de compra durante a navegação dos usuários em sites de e-commerce

“Enxergamos os anúncios como positivos, pois reforçam a estratégia da empresa de auxiliar os consumidores durante toda a jornada de compra online. Mantemos a nossa recomendação de compra e preço-alvo para o fim de 2021 de R$ 38,0 por ação”, destaca a XP.

A Locaweb informou a conclusão da compra, por meio da subsidiária integral Tray Tecnologia, da Bagy Soluções de Comércio Digital Ltda. A Bagy foi fundada em 2017 em Belo Horizonte e é uma plataforma de e-commerce focada em social commerce, com mais de 13,5 mil clientes ativos e 127 mil seguidores nas redes sociais.

O valor da transação não foi informado.

GPS ([ativo=GPSS3])

A GPS anunciou a aprovação da compra do Grupo Vivante, pela Top Service Serviços e Sistemas, controlada da companhia.

A companhia aponta que o Grupo Vivante “presta serviços de manutenção em geral, facilities e eficiência energética e tem presença nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, Amazonas e Bahia, dentre outros”. O valor do contrato não foi divulgado.

Cogna ([ativo=COGNA3])

A Cogna vai emitir R$ 1,25 bilhão em debêntures.

A emissão ocorrerá em duas séries e serão objeto de distribuição pública com esforços restritos de colocação.

De acordo com a companhia, as debêntures “visam alongar o passivo financeiro da Cogna, aportar capital em suas controladas (por meio de mútuo, aumento de capital, AFAC ou qualquer outra forma permitida pela legislação e regulamentação aplicável), sendo o remanescente destinado para o reforço do capital de giro”.

As debêntures da primeira série terão juros remuneratórios de 100% da variação acumulada das taxas médias diárias dos Depósitos Interfinanceiros DI, over extra-grupo, acrescida de uma sobretaxa (spread) de 2,60%. Da mesma forma as da segunda série, com a mudança em relação ao spread, que é de 2,95%.

A XP avalia o movimento como positivo, conforme deve ajudar a companhia em uma perspectiva de balanço patrimonial. “No entanto, com relação a operação, nós continuamos cautelosos a respeito do processo de turnaround da frente de ensino superior e baixo desempenho do ensino básico no curto-prazo. Portanto, nós reiteramos a nossa recomendação neutra e preço-alvo de R$ 5,10 por ação”, aponta a equipe de análise.

O Fleury concluiu ontem sua 6ª emissão de debêntures simples, não conversíveis em ações, e a primeira emissão de uma empresa do setor de saúde no país com metas ESG, com a emissão de 1 milhão de debêntures com valor nominal unitário de R$ 1 mil, somando R$ 1 bilhão. A emissão é dividida em três séries, sendo a primeira de R$ 250 milhões, a segunda de R$ 375 milhões e a terceira de R$ 375 milhões. Os papéis pagarão 100% da taxa DI, acrescida de spread de 1,35% ao ano no caso das debêntures da primeira série, de 1,50% para as da segunda série e de 1,75% para a terceira série.

A Vale afirmou na segunda-feira que o valor predestinado à compensação dos danos considerados irreversíveis causados pelo rompimento de barragem da empresa em Mariana (MG), em novembro de 2015, atualmente em R$ 5 bilhões, já foi estipulado e não é objeto de renegociações em curso com autoridades.

O colapso da estrutura, que pertencia à mineradora Samarco – uma joint venture da Vale com a anglo-australiana BHP – deixou 19 mortos e centenas de desabrigados, além de poluir o rio Doce em toda a sua extensão até o mar capixaba, no que foi considerado à época o maior desastre socioambiental da história do país. Segundo a Vale, o montante predestinado à compensação dos danos considerados irreversíveis pelo rompimento, foi fixado em R$ 3,6 bilhões em acordo em 2016. “Este valor, devidamente corrigido, está atualizado em R$ 5 bilhões e já foi compromissado”, disse a companhia. Ainda segundo a Vale, desse montante foram executados R$ 1,2 bilhão, restando definição apenas quanto ao destino de aproximadamente R$ 335 milhões.

Segundo a Reuters, que ouviu quatro fontes, a venda do campo de Albacora, da Petrobras, deve atrair pelo menos três potenciais compradores, após o adiamento de quase um mês para a conclusão das ofertas dos interessados.

A companhia tem vendido dezenas de ativos nos últimos anos, de refinarias a oleodutos, em uma tentativa de reduzir sua dívida e ampliar o foco na produção de petróleo em águas ultraprofundas.

Os campos de Albacora e Albacora Leste, que estão sendo vendidos conjuntamente, estão entre os ativos mais cobiçados do programa da Petrobras. Juntos, eles provavelmente representarão o maior desinvestimento da empresa desde 2017, quando a estatal fechou a venda de uma participação no campo de Roncador para a norueguesa Equinor EQNR.OL, por US$ 2,9 bilhões.

Há pelo menos três partes propensas a apresentar uma oferta vinculante pelos campos, segundo as fontes.

Um consórcio é composto pela norte-americana Talos Energy TALO.N, pela companhia de private equity EIG Global Energy Partners, pela Enauta (ENAT3) e pela 3R Petroleum (RRRP3), disseram as fontes.

Outro consórcio é formado pela PetroRio (PRIO3) e pela Cobra, uma unidade da francesa Vinci.

A australiana Karoon Energy KAR.AX apresentou no início do ano uma oferta não vinculante, pré-condição para o envio de uma proposta vinculante, disseram as fontes. A empresa tem procurado um parceiro financeiro para a fase final do processo de venda, acrescentaram as pessoas.

BB Seguridade (BBSE3)

A BB Seguridade informou na segunda-feira que Carlos Motta dos Santos e Mauro Ribeiro Neto renunciaram a seus postos de presidente e vice-presidente do conselho de administração da companhia.

Para o lugar de Santos, a BB Seguridade afirmou que foi indicado o nome do atual vice-presidente de desenvolvimento de negócios e tecnologia do Banco do Brasil, Marcelo Cavalcante de Oliveira Lima. Para a vaga de Ribeiro Neto a indicação foi a atual vice-presidente de controles internos e gestão de riscos do BB, Ana Paula Teixeira de Sousa. Ambos vão completar os mandatos de 2021 a 2023.

A Hypera  anunciou a compra de 12 marcas de medicamentos da Sanofi por US$ 190,3 milhões. Os produtos incluem AAS, Naturetti, Cepacol Hidantal e Buclina.

Este portfólio da Sanofi teve vendas de R$ 250 milhões em 2020, portanto, o valuation implícito EV/Vendas é de cerca de 4 vezes, em comparação com o EV/Vendas de 2020 da Hypera de 6,5 vezes.

Na avaliação da XP, além das marcas, a companhia será capaz de aproveitar as sinergias de custos integrando a produção dos medicamentos da Sanofi, bem como as sinergias fiscais dos benefícios que a Hypera tem em Goiás.

“Também acreditamos que a Hypera será capaz de diluir ainda mais suas despesas operacionais, pois está apenas adicionando as marcas e produtos ao seu portfólio, tornando a transação altamente atrativa também na perspectiva de Ebitda”, avalia a XP, que mantém recomendação de compra com preço-alvo de R$ 48 por ação.

A Enjoei (ENJU3) publicou na noite da última segunda-feira (12) prévia de suas principais métricas operacionais referente ao segundo trimestre de 2021, registrando crescimento de vendas brutas de mercadorias (GMV) de 82%.

A taxa de crescimento foi inferior ao primeiro trimestre (alta de 104%), mas contra uma base de comparação muito mais difícil, ressalta o Bradesco BBI.

“Se olharmos para a tendência de dois anos, o crescimento acelerou da média do primeiro trimestre de cerca de 79% para aproximadamente 87% no segundo trimestre”, avalia o BBI. O GMV de R$ 205 milhões ficou em linha com a estimativa de R$ 210 milhões do BBI, o que coloca a Enjoei no caminho certo para cumprir a estimativa dos analistas de R$ 910 milhões para o ano todo.

O número de novos sellers cresceu 124% na comparação anual, mantendo o ritmo de crescimento de três dígitos do primeiro trimestre de 2021 (alta de 118%). O número de novos compradores aumentou 29% na comparação anual para 181.000 – “esta é uma desaceleração em relação a uma concorrência mais difícil e também está um pouco abaixo do nível de aproximadamente 200 mil novos compradores que vimos nos últimos dois trimestres”, aponta o BBI. Veja mais clicando aqui. 

EDP Brasil (ENBR3)

O Credit Suisse comentou o guidance (projeção) da EDP Brasil para seus volumes no segundo trimestre de 2021, indicando forte desempenho devido à recuperação econômica e a uma base de comparação fraca devido aos efeitos da pandemia em 2020. Os volumes totais subiram 16% na comparação anual, impulsionados pelo mercado livre, com alta de 29,4% na mesma comparação, e por uma alta de 6,1% nos volumes do mercado cativo.

Os volumes da unidade de distribuição de São Paulo subiram 18% na comparação anual, a partir de bom desempenho dos segmentos industrial, com alta de 32,5%, e do segmento comercial, com alta de 19,3%, ambos na comparação anual. O segmento residencial também apresentou volumes positivos, com alta de 3,2%, beneficiado por temperaturas mais altas, expansão da base de clientes e ao calendário.

As vendas totais de energia subiram 2,2% na comparação anual, impulsionadas pela alta de 5,2% dos ativos hidrográficos.
O Credit Suisse avalia que os resultados da EDP devem se beneficiar da recuperação de volumes em suas distribuidoras, e que o segmento de geração também deve se beneficiar por uma estratégia de alocação melhor. O banco mantém avaliação outperform e preço-alvo de R$ 24,60.

O Itaú BBA atualizou suas estimativas para empresas de transmissão de energia sob sua cobertura.O banco aponta que o setor tenha desempenho abaixo do Ibovespa devido à alta das taxas de juros, ao impacto da reforma fiscal, ao apetite maior por risco entre investidores após a reabertura da economia e a dados sólidos do PIB.

O banco ressalta que o IGPM teve alta acumulada em 12 meses encerrados em julho de 2021 de 37,1%, significativamente acima do IPCA no período. Taesa e Alupar devem ser as maiores beneficiárias do descompasso, enquanto que a CTEEP deve sentir o menor impacto.

O banco também diz acreditar que a proposta enviada pelo governo à Câmara é negativa para empresas que pagam altos dividendos, e empresas que pagam juros sobre as ações. O banco diz esperar que CTEEP e Taesa sejam as mais prejudicadas.
O BBA elevou a avaliação da Alupar de market perform (perspectiva de valorização dentro da média do mercado) para outperform, rebaixou a da Cteep para market perform e manteve a da Taesa em underperform (abaixo da média). Para a Cteep, o banco elevou o preço-alvo de R$ 26 para 2021 a R$ 28,2 para 2022, frente à cotação de R$ 24,95 para os papéis TRPL4. O banco diz antecipar um resultado negativo da reforma fiscal, e ressalta que a empresa não é beneficiada pela alta correção do IGPM, já que a maior parte das receitas ligadas a linhas de transmissão é ligada ao IPCA.

O banco elevou o preço-alvo da Taesa dos R$ 29,1 para 2021 a R$ 36,7 para 2022, frente à cotação de R$ 37,44 de segunda para os papéis TAEE11. O BBA diz que o impacto positivo do IGPM já está “mais do que precificado” nos papéis, e que novas valorizações dependerão de fusões e aquisições, como a venda da participação da Cemig na companhia.

Para a Alupar, o banco elevou o preço-alvo de R$ 28 para 2021 para R$ 34,8 para 2022, frente à cotação de R$ 25,85 de segunda. O banco diz que a empresa deve se beneficiar dos preços altos de energia, já que 33% de seus volumes gerados não são contratados. Além disso, a empresa deve ser a menos afetada pela proposta de reforma tributária, por oferecer o menor pagamento de dividendos.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

Quer trabalhar como assessor de investimentos? Entre no setor que paga as melhores remunerações de 2021. Inscreva-se no curso gratuito “Carreira no Mercado Financeiro”.

Destacando crescimento, XP recomenda compra de ações de Cury, Direcional e Plano&Plano; inflação de custos é risco

SÃO PAULO – A XP iniciou a cobertura para as ações das incorporadoras e construtoras voltadas aos segmentos mais populares Cury (CURY3), Direcional (DIRR3), Plano&Plano (PLPL3) com recomendação de compra. Os analistas também atualizaram as estimativas para Tenda (TEND3), com recomendação de compra, e para a MRV (MRVE3), com recomendação neutra.

O preço-alvo para a CURY3 é de R$ 15 por ação, de R$ 20,50 para DIRR3 e de R$ 10 para Plano&Plano, o que correspondem a altas respectivas de 53,53%, 41,37% e 61,29% em relação ao fechamento da última quinta-feira.

De acordo com os analistas Renan Manda, Lucas Hoon e Marcella Ungaretti, a demanda resiliente deve continuar alimentando o plano de crescimento das companhias. Apesar do espaço limitado de crescimento do programa habitacional Casa Verde e Amarela (CVA), eles avaliam que as grandes companhias e as mais líquidas estão bem-posicionadas para continuar crescendo e ganhando participação de mercado do programa.

Já os crescentes custos de construção devem continuar a ser o principal risco para o segmento neste ano e esperam pressão adicional nos materiais de construção nos próximos meses.

Dito isso, veem os esforços das companhias para atenuar os custos mais altos (por exemplo, por meio de compra antecipada de materiais, materiais alternativos e ganhos de eficiência), amenizando os impactos nas margens brutas, resultando em uma pequena compressão nas margens em 2021 (1,5 ponto percentual nas estimativas dos analistas, na média).

Eles ainda ressaltam que as diferentes estratégias adotadas pelas incorporadoras poderão resultar em crescimento adicional fora do programa Casa Verde e Amarelo.

As operações na média renda devem continuar ganhando tração para a Direcional (por meio da subsidiária Riva) e MRV, enquanto esperam que a Cury e a Plano&Plano comecem a explorar esse segmento neste ano. Enquanto isso, o desenvolvimento do modelo remoto (off-site) trará um crescimento mais robusto no segmento de baixa renda para a Tenda a partir de 2022. Já as demais subsidiárias da MRV (com destaque para AHS) possuem o potencial de contribuir cada vez mais nos resultados operacionais e financeiros da companhia.

A Cury é a preferência da XP no segmento popular, dada a combinação de: i) sólida execução e executivos experientes; ii) baixa alavancagem da companhia; iii) uma das maiores rentabilidades do mercado (retorno sobre patrimônio líquido esperado para 2022 de 59% para 2022 versus 32% da média dos pares) e iv) valuation atrativo, sendo negociado a 7,4 vezes o preço sobre o lucro para 2022.

“Apesar da nossa visão mais conservadora para a MRV, destacamos a sua liderança na frente ESG [melhores práticas de meio ambiente, social e governança corporativa], com sólidos compromissos nos pilares E e S. Em seguida, a Tenda se destaca na frente G, além do desenvolvimento de uma solução mais verde através da construção com placas de madeira (wood frame)”, ressaltam.

PUBLICIDADE

Sobre a MRV, a XP reiterou recomendação neutra com preço-alvo em R$ 23, ou potencial de alta de 30,68% frente o fechamento da véspera e de compra para Tenda, elevando o preço-alvo em R$ 4,70, para R$ 38, ou potencial de alta de 47,98%.

Analista Wilson Neto apresenta os segredos das 5% das pessoas que são bem sucedidas no day trade. Inscreva-se no curso gratuito Desafio dos 5%.

Prévias operacionais de Cyrela, Moura Dubeux e Direcional, mudanças de diretores do BB, Cogna e PetroRio; Petrobras e mais

RIO DE JANEIRO, BRAZIL – JUNE 01: People play footvolley, a form of soccer mixed with volleyball, near construction of the FIFA Fan Fest stage on Copacabana Beach on June 1, 2014 in Rio de Janeiro, Brazil. Brazil has won five World Cups, more than any other nation. The 2014 FIFA World Cup kicks off June 12 in Brazil. (Photo by Mario Tama/Getty Images)

SÃO PAULO – O noticiário corporativo é movimentado, com destaque para a Petrobras, depois de assembleia de acionistas ter aprovado o general da reserva Joaquim Silva e Luna como membro do Conselho de Administração da companhia, movimento que antecede sua eleição como novo presidente-executivo da petroleira, conforme indicação do presidente Jair Bolsonaro.

A Petrobras ainda informou que concluiu ontem a oferta de recompra de títulos globais efetuada pela sua subsidiária integral Petrobras Global Finance B.V.

Outras mudanças estão no radar das empresas, com mudanças de diretores no Banco do Brasil, Cogna e PetroRio. Ainda em destaque, estão as prévias operacionais de Cyrela, Moura Dubeux e Direcional. Confira os destaques:

O destaque do noticiário corporativo fica para a assembleia de acionistas da Petrobras para a formação do Conselho da estatal. Entre os eleitos está o general Joaquim Silva e Luna, substituto de Roberto Castello Branco. O executivo foi demitido pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, e deixou a estatal nesta segunda-feira, 12.

A definição do conselho de administração da Petrobras estava sendo aguardada pelo mercado financeiro. Isso porque vai ficar nas mãos dos seus membros a responsabilidade de decidir possíveis mudanças de rota na gestão da empresa. Há dúvidas, por exemplo, se os novos gestores vão manter a atual política de reajustes de preços dos combustíveis e também o programa de venda de ativos da companhia, conduzidos até então por Castello Branco.

O Bradesco BBI aponta que a eleição não trouxe surpresas em termos dos nomes propostas e o Conselho deve votar o nome do novo CEO provavelmente ainda nesta semana.

A Petrobras ainda informou que concluiu ontem a oferta de recompra de títulos globais efetuada pela sua subsidiária integral Petrobras Global Finance B.V. (PGF). O volume de principal validamente entregue pelos investidores, excluídos juros capitalizados e não pagos, foi de US$ 2,496 bilhões. O montante total pago a esses investidores foi de cerca de US$ 2,72 bilhões, considerando os preços ofertados pela Petrobras e excluindo os juros capitalizados até a data de liquidação.
Como o montante total ofertado pelos investidores na oferta de recompra ficou dentro do limite de US$ 3,5 bilhões previamente estabelecido, o volume total ofertado em cada uma das séries foi aceito.

Banco do Brasil  (BBAS3)

Ainda no radar das estatais, o Banco do Brasil comunicou ontem a renúncia de Julio Cesar Rodrigues da Silva ao cargo de diretor comercial de Varejo, com efeitos a partir de hoje.

Bruno Giardino Roschel de Araujo renunciou ao cargo de Diretor de Relações com Investidores da Cogna, passando a atuar exclusivamente como Diretor Financeiro e de Relações com Investidores da subsidiária da Companhia, Vasta Platform. O Conselho da Cogna elegeu Frederico da Cunha Villa para ocupar o cargo de Diretor de Relações com Investidores, acumulando os cargos de Diretor Financeiro e Diretor de Relações com Investidores.

PetroRio (PRIO3)

PUBLICIDADE

A PetroRio, por sua vez, anunciou a eleição de Milton Salgado Rangel Neto ao cargo de Diretor Financeiro. Em reunião realizada em 09 de abril, o Conselho de Administração deliberou pela alteração da designação de Roberto Bernardes Monteiro, que deixa a atribuição de Diretor Financeiro, e pela eleição de Rangel Neto como Diretor Financeiro.

A Oi realiza áudio-conferência nesta terça às 11h após a companhia aceitar a proposta vinculante revisada apresentada pelo Grupo BTG para a aquisição parcial da InfraCo, divisão especializada em fibra óptica da operadora de telecomunicações em recuperação judicial.

A proposta vinculante prevê em 31 de dezembro deste ano o valor de firma (EV) da InfraCo de R$ 20,02 bilhões, considerando uma dívida líquida de R$ 4,107 bilhões, integralmente devida à Oi e a ser repaga em até 90 dias do fechamento da operação.

O valor da operação totaliza R$ 12,923 bilhões, o qual, segundo a Oi, estará sujeito a mecanismos de ajuste com base em determinadas métricas de desempenho da InfraCo.

De acordo com o Bradesco BBI, a princípio o negócio foi negativo, já que considerou o valor de firma abaixo dos R$ 28,4 bilhões que os analistas incluíram em suas estimativas. Por outro lado,  o acordo proposto para incorporar o contrato da Globenet por R $ 1,6 bilhão, o que representa um ganho de R$ 2,9 bilhões versus a estimativa do BBI.

“Em suma, vemos o resultado do negócio como negativo, dado que a avaliação ficou aquém de nossa expectativa; no entanto, ainda precisamos de mais esclarecimentos sobre a estrutura da oferta, principalmente no que diz respeito à incorporação do contrato Globenet. Continuamos otimistas com o case, com a Oi sendo a nossa top pick no segmento de telecomunicações da América Latina, com recomendação outperform (desempenho acima da média do mercado) e preço-alvo de R$ 3,50 [para os ativos OIBR3]”, afirmam.

A Cyrela teve queda de 60,4% nos lançamentos do primeiro trimestre ante o mesmo período do ano passado, mas as vendas avançaram cerca de 22%.

Os lançamentos de imóveis da companhia somaram R$ 421 milhões de janeiro ao fim de março ante R$ 1,065 bilhão lançado no primeiro trimestre de 2020. Na comparação com o quarto trimestre do ano passado, os lançamentos recuaram 85,3%, informou a empresa.

PUBLICIDADE

As vendas totais contratadas alcançaram a marca de R$ 1,031 bilhão, acima dos R$ 846 milhões de um ano antes. Ante os três últimos meses de 2020, as vendas caíram 44,6%.

A Cyrela afirmou que das vendas líquidas no trimestre passado, R$ 201 milhões referem-se à comercialização de estoque pronto, enquanto R$ 659 milhões a estoque em construção e R$ 172 milhões a lançamentos.

A companhia marcou a divulgação dos resultados completos do primeiro trimestre para 13 de maio.

Direcional (DIRR3)

A incorporadora mineira Direcional Engenharia, que desenvolve empreendimentos enquadrados no programa Casa Verde e Amarela (antigo Minha Casa Minha Vida) e no mercado de médio padrão, teve recorde de vendas nos primeiros três meses do ano.

As vendas líquidas contratadas da companhia somaram R$ 515 milhões no primeiro trimestre, avanço de 73% em relação ao mesmo período do ano anterior. Segundo a empresa, março foi o melhor mês de vendas de sua história, indicando a continuidade da “forte demanda que já vinha sendo observada no decorrer de 2020”. Já os lançamentos consolidados somaram R$ 575 milhões no primeiro trimestre de 2021, salto de 311% em comparação com o mesmo período de 2020.

O índice de Velocidade de Vendas (VSO) ficou em 17% (consolidado) no período. A geração de caixa ajustada, sem contar pagamento de dividendos e recompra de ações, foi de R$ 15 milhões no primeiro trimestre, acumulando R$ 172 milhões nos últimos 12 meses.

A construtora encerrou o trimestre com 13.112 unidades em estoque, totalizando VGV de R$ 2,6 bilhões (sendo R$ 2,2 bilhões participação da Direcional).

A subsidiária Riva, incorporadora que desenvolve moradias entre R$ 200 mil e R$ 500 mil, focada em consumidores de classe média nas capitais e regiões metropolitanas, novamente respondeu por boa parte do resultado. A subsidiária é o negócio mais recente dentro do grupo e está em fase de expansão.

PUBLICIDADE

No primeiro trimestre, a Riva realizou um lançamento, com VGV de R$ 126 milhões, enquanto as vendas líquidas atingiram R$ 122,1 milhões (alta de 141% ante igual período do ano anterior).

No acumulado de 12 meses, as vendas líquidas da Riva foram 46% maiores que o volume reportado um ano antes. Ao final do trimestre, o VGV em estoque do segmento totalizava R$ 499 milhões.

Moura Dubeux (MDNE3

A Moura Dubeux teve R$ 269 milhões, valor 248% superior ao registrado no mesmo período de 2020, em vendas e adesões no primeiro trimestre deste ano. Entre janeiro e março, a companhia adquiriu sete terrenos, com VGV bruto de R$ 633 milhões. Com isso, o estoque de área da empresa foi de R$ 4 bilhões.

O Bradesco BBI avalia os dados preliminares sobre volumes de lançamentos pela Moura Dubeux como “sólidos”, apesar das novas restrições pela Covid-19, avaliando ainda que novas divulgações de resultados devem dar visibilidade aos papéis. O BBI aponta que os dados reforçam sua visão da Moura Dubeux como uma das mais importantes em seu universo de cobertura, com boa perspectiva de valorização. O banco reforça sua avaliação de outperform (perspectiva de valorização acima da média do mercado), com preço-alvo em 2021 em R$ 16, frente aos R$ 9,14 de fechamento na segunda.

Pão de Açúcar (PCAR3)

Após a alta de quase 10% na véspera de suas ações, o Grupo Pão de Açúcar anunciou ter sido informado na segunda-feira pelo seu controlador, Grupo Casino, sobre o início dos “trabalhos preparatórios para potencial aumento de capital da Cdiscount”, subsidiária direta da Cnova – na qual o GPA detém 34,17% do capital social.

A operação tem como objetivo habilitar o Cdiscount a acelerar seu plano de crescimento e pode também incluir uma oferta secundária de ações detidas pelo GPA.

Em comunicado ao mercado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a empresa informa que seu conselho de administração recebeu “de maneira positiva o lançamento desses estudos”, ressaltando a “excelente performance operacional” da subsidiária, assim como o forte potencial de crescimento do Cdiscount e o ambiente favorável do mercado de capitais.

Aliansce Sonae (ALSO3)

A Aliansce Sonae Shopping Centers informou que as operações do Boulevard Shopping Campos e Shopping Parangaba foram retomadas na segunda (12). Assim, dezoito shoppings próprios da empresa, ou 69,6% do total, estão em operação.

O Itaú BBA comentou o avanço rápido da vacinação nos Estados Unidos e o grande volume de estímulos fiscais e monetários, que devem transformar os Estados Unidos, que pode atingir US$ 4 trilhões, em uma fonte central de crescimento global no curto prazo.

O banco acredita que, entre as empresas brasileiras, WEG, Gerdau e Tupy podem aproveitar oportunidades advindas do mercado americano.

Quer entender o que é o mercado financeiro e como ele funciona? Assista à série gratuita Carreira no Mercado Financeiro e conheça o setor da economia que paga os melhores salários de 2021.

O caminho da Direcional para reduzir endividamento e o que esperar da habitação popular com a alta da Selic

SÃO PAULO — Focada em habitação dentro do antigo Minha Casa, Minha Vida (hoje Casa Verde e Amarela), do governo federal, a Direcional (DIRR3) tem conseguido reduzir seu endividamento ao longo dos últimos anos, mantendo geração de caixa positiva. O desempenho foi reconhecido nesta semana, quando a agência de risco Standard & Poor’s classificou a nota de crédito da empresa como triplo A, a mais alta/segura em sua hierarquia.

Muito do desempenho recente também teve ajuda da subsidiária Riva, que atua no segmento imediatamente acima do MCMV, com unidades a partir de R$ 240 mil, focadas para a classe média. Segundo o CEO da companhia, Ricardo Gontijo, a demanda por habitação tem crescido nos últimos trimestres no Brasil por causa das baixas taxas de juros em relação ao que tínhamos anos atrás (em 2015 a Selic ainda estava em torno de 13% ao ano e hoje está em 2%).

“Em geral, os nossos compradores que precisam de crédito imobiliário têm renda formal, são celetistas. Então, o principal indicador que afeta nossa operação é justamente o volume de criação de vagas formais. O número de janeiro, inclusive, que foi divulgado ontem, foi bastante saudável, bastante forte”, disse em live do InfoMoney nesta quarta-feira (18).

“Por mais que estejamos num momento delicado, com a segunda onda da pandemia de Covid, a gente ainda vê um apetite bastante forte por parte dos bancos e uma manutenção do custo desse financiamento no mesmo patamar que a gente viu ao longo dos trimestres no início do ano passado”, completou.

A entrevista faz parte do projeto Por Dentro dos Resultados, no qual CEOs e outros executivos importantes de empresas da Bolsa comentam os balanços do quarto trimestre de 2020 e o desempenho anual das companhias, e falam também sobre perspectivas. Para não perder as próximas lives, que acontecem até o início de abril, se inscreva no canal do InfoMoney no YouTube.

Por Dentro dos Resultados
Participe do evento e baixe um ebook gratuito para aprender a identificar as melhores empresas da Bolsa:

A Direcional registrou R$ 1,763 bilhão em lançamentos no ano passado, contra R$ 1,946 bilhão em 2019. Ela interrompeu uma sequência de altas que vinha pelo menos desde 2015, mas segundo o executivo o movimento foi pensado para preservara companhia durante a pandemia. Ele não divulgou guidance para 2021.

Mesmo assim, Gontijo disse que o banco de terrenos da Direcional está bastante saudável, valendo R$ 25 bilhões — sendo R$ 5 bilhões de empreendimentos da parte Riva. O executivo comentou ainda sobre a diversidade geográfica de atuação da companhia, que está presente em diversos estados, inclusive em São Paulo, tanto em regiões metropolitanas quanto no interior.

Gontijo comentou sobre a emissão de debêntures realizada pela empresa para alongar a dívida e disse que o perfil de vencimento médio do grupo é de 3 anos. O CEO da Direcional falou ainda sobre recompra de ações, pagamento de dividendos, possível oferta da ações da Riva, que já foi cancelada no passado, mas não foi descartada, sobre concorrentes e também vendas online — agora o principal canal de vendas da companhia. Assista à live completa acima.

Por Dentro dos Resultados
Participe do evento e baixe um ebook gratuito para aprender a identificar as melhores empresas da Bolsa:

PUBLICIDADE

Comitê da Petrobras se reúne para avaliar nome de general; balanços de Mitre, Direcional, Guararapes, Metal Leve e mais

Plataforma da Petrobras na Baia da Guanabara, no Rio de Janeiro (Mario Tama/Getty Images)

SÃO PAULO – No noticiário corporativo desta terça-feira (16), as estatais têm destaque: o Comitê de Pessoas da Petrobras se reúne amanhã para analisar nome do general Silva e Luna para a presidência da estatal.

A Eletrobras adiou novamente a divulgação de seus resultados para o quarto trimestre de 2020, agora para a próxima sexta-feira (19) após o fechamento do mercado. O balanço estava previsto para esta segunda-feira. Além disso, a estatal informou que a diretora financeira e de Relações com Investidores da companhia, Elvira Cavalcanti Presta, ocupará a presidência da estatal de forma interina a partir desta terça.

Atenção ainda para os resultados de Metal Leve, Mitre, Guararapes, Direcional. Confira os destaques:

O Comitê de Pessoas da Petrobras se reúne nesta terça-feira e, entre os itens constantes na agenda, está a análise da indicação de Joaquim Silva e Luna para a presidência da estatal. Em comunicado, a estatal afirma que o Comitê pode ou não se manifestar sobre a indicação.

A CVM iniciou quatro ações judiciais para investigar supostos casos de má conduta na Petrobras após a recente turbulência em torno da troca de comando da empresa e a relação do governo. Uma das ações irá analisar como o governo efetivamente informou os acionistas sobre a saída de Roberto Castello Branco, presidente da empresa, e se a estatal cumpriu os deveres de divulgação de informações pelos acionistas controladores, administradores e demais pessoas ligadas à Petrobras.

“Não esperamos que a Petrobras incorra em multas relacionadas aos processos mencionados e o foco das investigações parece estar no acionista controlador – o governo brasileiro. Na verdade, essas ações judiciais devem ser benéficas para a empresa em termos de governança corporativa, pois mostra como as autoridades podem decidir contra medidas tomadas pelo controlador que não cumpram regulamentos como a Lei do Poder Público, a Lei das Sociedades por Ações e o Estatuto Social da empresa”, avalia o Bradesco BBI.

A mineradora Vale informou que o conselho de administração da companhia aprovou a reeleição do diretor-presidente Eduardo Bartolomeo e dos demais membros da diretoria-executiva, que terão mandatos de três anos.

Em paralelo, a empresa informou que seu diretor jurídico, Alexandre D´Ambrosio, passará à posição de diretor executivo jurídico, enquanto a diretora de pessoas Marina Barrenne Quental também passará a ser diretora executiva. A Vale ainda elegeu Maria Luiza de Oliveira Pinto e Paiva como diretora executiva de sustentabilidade.

A Vale disse que o mandato da diretoria executiva foi alterado para três anos após mudanças estatutárias aprovadas em assembleia em 12 de março, “visando conferir maior estabilidade à administração”, segundo comunicado na manhã desta terça-feira.

PUBLICIDADE

A mineradora também convocou uma assembleia-geral ordinária e extraordinária de acionistas para 30 de abril que irá deliberar sobre a formação do conselho de administração da companhia e outros assuntos.

Deverão ser aprovados na assembleia tanto os conselheiros quanto aqueles que assumirão o papel de presidente e vice-presidente do colegiado.

A Vale informou em 10 de março uma lista de indicados para o conselho para o mandato de 2021 a 2023. Os indicados como membros independentes são: Clinton James Dines, Elaine Dorward-King, José Luciano Duarte Penido, Maria Fernanda dos Santos Teixeira, Murilo César Lemos dos Santos Passos, Manuel Lino Silva de Sousa Oliveira (Ollie Oliveira), Roger Allan Downey e Sandra Maria Guerra de Azevedo. (Full Story)

Como membros não independentes, os candidatos são Eduardo de Oliveira Rodrigues Filho, Fernando Jorge Buso Gomes, José Mauricio Pereira Coelho e Ken Yasuhara.

A Eletrobras adiou novamente a divulgação de seus resultados para o quarto trimestre de 2020, agora para a próxima sexta-feira (19) após o fechamento do mercado. O balanço estava previsto para esta segunda-feira. Além disso, a estatal informou que a diretora financeira e de Relações com Investidores da companhia, Elvira Cavalcanti Presta, ocupará a presidência da estatal de forma interina a partir desta terça-feira, quando ocorre a saída do atual CEO, Wilson Ferreira Junior.

A Sanepar anunciou nesta segunda-feira a prorrogação da tarifa social para clientes cadastrados no benefício por 90 dias a partir de 20 de março. Segundo a empresa, a medida tem como objetivo minimizar os impactos à população ocasionados pela pandemia da pandemia da Covid-19, mas que não se trata de isenção ou abatimento de contas.

Segundo o Valor, a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), uma das maiores fabricantes de aço do país, decidiu fazer novos reajustes na sua tabela a partir de 1º de abril. Os reajustes ficarão de 10%, para alguns tipos de aço, até 15% para aço longo (vergalhão). Folhas metálicas, usadas em embalagens, vão ter 11,25%.

A Gol informou que a assembleia sobre a incorporação da Smiles, marcada para a véspera e que não foi instalada por falta de quórum, terá segunda convocação, para ocorrer no dia 24 de março.

Metal Leve (LEVE3)

PUBLICIDADE

A Mahle Metal Leve teve lucro líquido de R$ 100,8 milhões no quarto trimestre do ano passado, 52,3% maior frente igual período de 2019.  Em 2020, a empresa teve lucro líquido de R$ 124,5 milhões, queda de 51,9%.

A receita líquida de vendas, por sua vez, teve alta de 30,4%, a R$ 776,7 milhões. Em 2020, a receita foi de  R$ 2,4 bilhões, queda de 4,9%.

A Mitre teve lucro líquido de R$ 22,56 milhões no quarto trimestre de 2020, alta de 329,3% ante igual período de 2019.

A receita líquida foi de R$ 154,761 milhões no período, alta de 26,8%. Já em 2020, a receita somou R$ 411,3 milhões, 31,9% superior à registrada em 2019 “em função do aumento no número de lançamentos, alto índice de velocidade de vendas e da manutenção da evolução das obras, que estão todas antecipadas.”

O Bradesco BBI classificou os resultados da Mitre como sólidos tanto para o quarto trimestre como para o ano de 2020 como um todo. O banco destacou os lançamentos equivalentes a R$ 920 milhões em 2020, 30,4% acima do ano anterior. As vendas ficaram em R$ 607 milhões, alta de 31,6% na comparação anual.

A margem bruta ficou levemente abaixo da estimativa do Bradesco, enquanto o faturamento líquido ficou em linha com sua estimativa. O banco diz que continua a preferir outras empresas, como a Trisul, devido aos riscos da Mitre com sua estratégia de crescimento rápido. O banco mantém avaliação neutra para a Mitre, com preço-alvo de R$ 19, frente aos R$ 13,08 de fechamento na segunda.

O Credit Suisse comentou os resultados da Mitre para o quarto trimestre, que classificou como fortes, 9% acima de sua estimativa, e um crescimento de 27% na comparação anual. O banco diz que a empresa continua em direção a suas metas após a oferta pública inicial de ações, atingindo um retorno sobre o capital investido de 9% em 2020, meta que o banco esperava que fosse atingida apenas em 2021. O banco espera que novos resultados positivos surjam, reafirmando sua avaliação de outperform, apesar de desafios operacionais. O preço-alvo é de R$ 17.

Guararapes (GUAR3)

A Guararapes teve lucro líquido de R$ 368 milhões no 4º trimestre, queda de 16,5%. Em 2020, o prejuízo foi de R$ 27 milhões.

PUBLICIDADE

A receita do quarto trimestre de 2020 foi de R$ 393 milhões, 38,9%, abaixo, enquanto em 2020 houve redução de 20% no indicador, para R$ 1,9 bilhão.

Direcional (DIRR3)

A Direcional, por sua vez, reportou lucro líquido de R$ 43,608 milhões no quarto trimestre de 2020, alta de 54,6% na base anual.

A receita líquida nos últimos três meses no ano anterior totalizou R$ 425,314 milhões, 15,7% acima frente o último trimestre de 2019. A margem bruta subiu de 35,6% no terceiro trimestre para 35,9%.

O Credit Suisse destaca que a empresa foi a única construtora focada no setor de baixa renda a reportar expansão em sua margem de projetos a concluir, de 31,3% no terceiro trimestre para 32,6% no quarto, apesar do cenário de inflação desafiador. O Credit mantém avaliação de outperform, e preço-alvo de R$ 20, frente aos R$ 13,07 de fechamento na segunda.

O Bradesco BBI publicou uma avaliação sobre a Direcional, afirmando que a subsidiária Riva continua a melhorar. Os lançamentos no programa Casa Verde Amarela atingiram R$ 1,3 bilhão. As vendas de R$ 1,2 bilhão representam alta de 23,4%, com as quais a Riva contribuiu com R$ 249 milhões.

O banco avalia que a margem bruta foi muito forte, significativamente acima daquela de outros atores do mercado, apesar da preocupação com os custos mais altos. A empresa é sua top pick (escolha favorita) entre construtoras brasileiras. O banco mantém avaliação de outperform, e preço-alvo de R$ 20.

Hidrovias do Brasil (HBSA3)

A Hidrovias do Brasil teve prejuízo de R$ 105,54 milhões em 2020, revertendo lucro de R$ 58,6 milhões em 2019.

Contudo, para o Credit Suisse, os resultados específicos do quarto trimestre mostraram um crescimento anual ainda maior do que o estimado, principalmente por : (1) crescimento de 30% no corredor norte; e (2) crescimento do Ebitda de cerca de 52% no Corredor Sul, devido a depreciação do real.

Os resultados, apontam, mostram não só ganhos de participação no Corredor Sul, mas também entre os players do Arco Norte (47% de market share no porto de Bacarena em 2020, alta de 10 pontos percentuais versus. 2019). A empresa encerrou 2020 com mais de R$ 1 bilhão em caixa e sem vencimentos relevantes até 2024. Em fevereiro, a Hidrovias reestruturou sua divida, estendendo vencimentos de dívida de 4 para 10 anos, enquanto reduziu o custo em 100 pontos-base, aumentando ainda mais a liquidez. A dívida líquida foi reduzida em 0,6 vezes, a 4,3 vezes o Ebitda. A recomendação é outperform para os ativos, com preço-alvo de R$ 9,50.

Positivo (POSI3)

A companhia reportou uma receita líquida de R$ 887 milhões no quarto trimestre de 2020, crescimento de 59% na base anual, e um Ebitda ajustado de R$ 95 milhões (alta de 142% na comparação anual), o que implica em uma margem de 11% (alta de 3,7 pontos percentuais na base anual. O lucro foi de R$147 milhões, positivamente impacto por efeitos não recorrentes, como reconhecimento de créditos fiscais, no total de R$139 milhões.

Segundo a XP Investimentos, os destaques do resultado foram os seguintes: i) forte crescimento de hardware levando a vendas recordes, impulsionado pela pandemia; ii) ganho da licitação das urnas eletrônicas do TSE e retomada de iniciativas no segmento de Instituições Públicas, o que deve contribuir para crescimento em 2021; iii) vendas online, que atingiram 47% da receita do segmento consumer; iv) forte recuperação de rentabilidade, devido à demanda aquecida, um portfólio mais aderente às necessidades dos consumidores, grande capacidade de reação no supply chain e uma melhor atuação junto aos canais de distribuições; e v) novas soluções de Meios de Pagamento, Tecnologia Educacional, Casa Inteligente (IoT), HaaS e Servidores, que já representam 19% do faturamento;

“Apesar do sólido resultado, vemos a redução do auxílio emergencial e depreciação do real como riscos para sustentar essa forte demanda vista em 2020. Mantemos nossa recomendação de neutro e um preço alvo de R$ 6,0 por ação para o final de 2021”, destacam os analistas.

A varejista online de móveis Mobly teve a cobertura iniciada pelo Bradesco BBI e pelo Morgan Stanley. Os dois bancos iniciaram a cobertura com recomendação outperform (desempenho acima da média do mercado). O BBI tem preço-alvo de R$ 30, enquanto o Morgan tem preço-alvo de R$ 34.

O BBI espera uma taxa anual composta de crescimento nas vendas de 59% para o período entre 2020 e 2023, frente a 26% de outras empresas do setor neste período, e de 42% entre 2017 e 2020. O banco avalia que a empresa tem a capacidade de vencer em uma categoria complexa, com uma plataforma de logística especializada em itens grandes e uma marca própria forte. O banco diz acreditar que a empresa está pronta para acelerar seus investimentos, com gastos maiores em marketing e expansão de lojas.

A XP Investimentos iniciou a cobertura para as ações da Mosaico com recomendação de compra e preço alvo de R$ 38,0 para o final de 2021.

“Vemos a empresa em uma posição única para se consolidar como principal assistente de compras dos consumidores enquanto o cenário competitivo mais acirrado no ecommerce brasileiro favorece seu modelo de negócio. Além disso, estimamos retornos muito atrativos (ROIC médio 2020-25e de 40%), enquanto a recente parceria com o BTG deve permitir que ele se torne mais ativo na oferta de cashback, o que reforça sua proposta de valor, em nossa opinião”, avaliam.

Aliansce Sonae (ALSO3)

A administradora de shopping centers Aliansce Sonae informou na noite desta segunda-feira (15) que, a partir desta terça (16), estão suspensas as operações do Boulevard Shopping Belém e do Parque Shopping Belém. A interrupção deve durar, pelo menos, até o dia 22 de março. A suspensão ocorre por determinação das autoridades locais, como medida de controle da transmissão do novo coronavírus. “As atividades comerciais afetadas pelas restrições mencionadas acima continuarão a atender por delivery e Drive-Thru & Pick-up”, diz a empresa em comunicado.

O Conselho da Aura aprovou um dividendo de US$ 0,83, totalizando US$ 60 milhões, com um dividend yield de 8,3% e com data de pagamento em 17 de abril aos acionistas com posição no papel até 26 de março, o que é visto como uma notícia positiva pelos analistas do Credit Suisse.

“O dividendo vem significativamente acima do mínimo de US$ 18 milhões com base nos resultados de 2020 (yield de 2,5%) e exemplifica a disciplina de alocação de capital, já que a Aura tem caixa líquido e está no caminho certo para entregar um crescimento considerável”, avaliam.

A JSL anunciou ter aprovado o nome de Ramon Peres Martinez Garcia de Alcaraz como novo CEO da companhia em substituição a Fernando Antônio Simões, que assumirá a presidência do Conselho de Administração.

Como parte do plano de sucessão está a compra de 25% da participação que Ramon detém na Fadel Logística, que, como contrapartida, receberá ações correspondentes a 2,25% do capital social da JSL, após a emissão das novas ações. Ao todo, serão emitidos 6 milhões de papéis.

“A sucessão do cargo de Diretor Presidente está alinhada com o planejamento estratégico da JSL para que tenha um executivo com foco exclusivo em suas atividades. Este é um passo importante na trajetória da Companhia, que está pronta para um novo ciclo de desenvolvimento. O processo de sucessão desenhado possui, ainda, um alinhamento de interesses extremamente benéfico à Companhia uma vez que o Sr. Ramon se tornará, também, um dos principais acionistas
individuais da JSL. O plano de sucessão será iniciado imediatamente e a conclusão se dará no dia 14 de abril de 2021, quando o Sr. Ramon assumirá a presidência da Companhia”, afirmou a empresa em comunicado.

A JSL possui 75% da empresa atualmente, tendo desembolsado R$ 159 milhões pela fatia.

Ubook

A Ubook, que se apresenta como líder na América Latina em streaming de áudio, pediu na segunda o registro para realizar uma oferta inicial de ações. Fundada em 2013 como uma plataforma de oferta de áudio digital, a Ubook distribui audiobooks, e-books, podcasts, séries, documentários, notícias, revistas e música em português e em espanhol, com média mensal de 890 mil usuários ativos

Uma decisão judicial liminar suspendeu o leilão de privatização da distribuidora de energia elétrica CEEE-D, controlada pelo governo do Rio Grande do Sul, que estava agendado para 31 de março. A liminar foi concedida na sexta-feira, após ação movida por pessoas físicas que incluem um membro da União Gaúcha, entidade formada por sindicatos locais.

LG Informática

A oferta inicial de ações da LG Informática pode movimentar cerca de R$ 900 milhões, segundo premissas no cronograma publicado na segunda na Comissão de valores Mobiliários. O número toma como base o centro da faixa de preço estimada para a ação, de R$ 17,50 cada, e a venda integral dos papéis. A expectativa da LG Informática com base nesse cálculo é levantar cerca de R$ 350 milhões com a venda de ações novas.

Fiol e Bahia Mineração

O primeiro trecho da Fiol (Ferrovia de Integração Oeste-Leste) terá como usuário quase exclusivo a Bahia Mineração S.A, informa o jornal Valor. A empresa é subsidiária brasileira do ERG (Eurasian Resources Group), do Cazaquistão, investigado por corrupção no Reino Unido e alvo do DoJ (Departamento de Justiça americano) e do FBI. A ela pertence a mina Pedra de Ferro e um projeto de terminal portuário em Ilhéus, na Bahia. O primeiro trecho para subconcessão da ferrovia, 537 km entre Caetité e Ilhéus, tem licitação marcada para 8 de abril na B3.

(Com Reuters, Bloomberg e Estadão Conteúdo)

Você ganhou um curso de ações 100% online e ao vivo. Durante 4 aulas, André Moraes explica como faria para lucrar na Bolsa de começasse hoje. Clique aqui para assistir!

Por dentro dos resultados

por dentro dos resultados PDR

O ano de 2020 foi um dos mais desafiadores na história de muitas empresas de capital aberto. A pandemia de coronavírus afetou de forma diferente os setores da economia e os balanços — e você poderá acompanhar a divulgação, e a análise dos números, no InfoMoney.

A série Por Dentro dos Resultados organiza lives com os CEOs e principais executivos de companhias da Bolsa. Eles comentam os números do quarto trimestre e acumulado de 2020, respondem perguntas dos espectadores e detalham as estratégias e perspectivas para 2021.

Nesta temporada, estão marcadas entrevistas com importantes empresas da Bolsa, como Vivo, Alpargatas, Cielo, Fleury, Azul, Raia Drogasil, Minerva, entre outras.

Para participar, fazer suas perguntas e ainda receber um ebook gratuito que ensina como identificar as empresas mais promissoras da Bolsa, deixe seu email no formulário abaixo e inscreva-se no canal do InfoMoney no YouTube para receber notificações sempre que uma nova live for começar:

Por Dentro dos Resultados
Participe do evento e baixe um ebook gratuito para aprender a identificar as melhores empresas da Bolsa:

A primeira live será com Roberto Funari, CEO da Alpargatas, nesta segunda (1), às 14h. Em seguida, às 17h, Christian Gebara e David Melcon, CEO e CFO da Vivo, respectivamente, comentam o desempenho financeiro da empresa e perspectivas.

Veja a programação confirmada até agora (a agenda será atualizada até o final de março):

Data/horário Empresa Participantes Link da live
01/03, às 14h Alpargatas (ALPA4) Roberto Funari CEO) https://youtu.be/np0XoedRIdE
01/03, às 17h Vivo (VIVT3) Christian Gebara (CEO) e David Melcon (CFO) https://youtu.be/C8Hf3nlpfho
02/03, às 17h Log (LOGG3) Sergio Fisher CEO) e André Luiz de Ávila Vitória (CFO) https://youtu.be/eW00OxBbW5o
03/03, às 15h Cielo (CIEL3) Paulo Caffarelli (CEO) https://youtu.be/FSghPGxoKWk
03/03, às 17h Minerva Foods (BEEF3) Edison Ticle CF(CFO) https://youtu.be/1NyEySOT6h4
04/03, às 17h Fleury (FLRY3) Carlos Marenelli (CEO) e Fernando Leão (CFO)
05/03, às 17h MRV (MRV3) Rafael Menin (co-presidente) e Ricardo Paixão (CFO) https://youtu.be/INSgh9561jo
08/03, às 15h Aura Minerals (AURA33)
08/03, às 17h São Carlos (SCAR3)
09/03, às 17h Movida (MOVI3)
10/03, às 17h RD – Raia Drogasil (RADL3)
11/03, às 16h Azul (AZUL4)
11/03, às 18h Trisul (TRIS3)
12/03, às 17h Tupy (TUPY3)
15/03, às 17h Suzano (SUZB3)
16/03, às 17h Irani (RANI3)
17/03, às 15h Direcional (DIRR3)
18/03, às 15h Profarma (PFRM3)
18/03, às 17h Helbor (HBOR3)
19/03, às 15h Cury (CURY3)
19/03, às 17h Mills (MILS3)
23/03, às 15h Sequoia (SEQL3)
23/03, às 17h Mercado Livre (MELI34)
24/03, às 15h d1000 (DMVF3)
30/03, às 17h Locaweb (LWSA3)
01/04, às 15h HBR (HBRE3)
01/04, às 17h Primer (PRNR3)
Por Dentro dos Resultados
Participe do evento e baixe um ebook gratuito para aprender a identificar as melhores empresas da Bolsa:

Acordo entre AES e Ferbasa, prévia da Direcional, BBI inicia cobertura de PetroRio e rebaixa Ambev e mais notícias

SÃO PAULO – Em destaque no noticiário corporativo, o Itaú Unibanco lançou nesta terça-feira uma captação de US$ 500 milhões em bônus atrelados a projetos de sustentabilidade, segundo fontes da Reuters e da Bloomberg.

Já a elétrica AES Brasil, antiga AES Tietê, assinou nesta terça-feira um memorando de entendimento com a Ferbasa para o fornecimento de 80 megawatts médios pelo prazo de 20 anos, com entrega de energia a partir de 2024, informou a empresa em fato relevante.

Os investidores repercutem ainda a notícia da Bloomberg de que a Alimentation Couche-Tard, gigante canadense de lojas de conveniência dona da rede Circle K, estuda uma possível aquisição da rede francesa Carrefour, conforme disseram pessoas com conhecimento do assunto para a Bloomberg.

A Direcional divulgou prévia operacional do quarto trimestre, totalizando R$ 697 milhões em lançamentos no período, alta de 26% frente 2019.

No radar de recomendações, o Bradesco BBI iniciou a cobertura para as ações da PetroRio com recomendação equivalente à neutra e preço-alvo para o fim do ano de R$ 84 por ação, enquanto reduziu a recomendação para as ações da Ambev de neutra para equivalente à venda.

Itaú Unibanco (ITUB4)

O Itaú Unibanco lançou nesta terça-feira uma captação de US$ 500 milhões em bônus atrelados a projetos de sustentabilidade, segundo fontes da Reuters e da Bloomberg.

Os papéis embutem rentabilidade sugerida ao investidor de 3,95% ao ano. A operação é coordenada por BTG Pactual, Citi, Credit Agricole, Goldman Sachs, Itaú BBA e JPMorgan.

AES Brasil (TIET11) e Ferbasa (FESA4)

PUBLICIDADE

A elétrica AES Brasil, antiga AES Tietê, assinou nesta terça-feira um memorando de entendimento com a Ferbasa para o fornecimento de 80 megawatts médios pelo prazo de 20 anos, com entrega de energia a partir de 2024, informou a empresa em fato relevante.

O acordo prevê o desenvolvimento de um parque eólico no complexo Cajuína, no Rio Grande do Norte, onde a AES Brasil cria seu “cluster” eólico, disse a companhia, acrescentando que o projeto tem início de construção esperado para este ano.

O projeto possui, segundo a elétrica, 165 megawatts de capacidade instalada, equivalentes a 92 megawatts médios de energia assegurada a P50.

“Esse passo reforça a estratégia de crescimento e diversificação de portfólio da companhia por meio de desenvolvimento de projetos de fontes complementares à hídrica e com contratos de longo prazo”, disse a AES Brasil, controlada pela norte-americana AES Corp, no comunicado.

Com a assinatura do memorando, as partes iniciam a negociação do contrato de compra e venda de energia elétrica.

Em comunicado à parte, a Ferbasa, grande produtora de ferroligas, afirmou que a aquisição do volume junto à AES Brasil “não representa aumento de capacidade produtiva, mas estratégia de redução no custo da energia em seu portfólio de contratos”.

Carrefour Brasil (CRFB3)

Os investidores repercutem a notícia da Bloomberg de que a Alimentation Couche-Tard, gigante canadense de lojas de conveniência dona da rede Circle K, estuda uma possível aquisição da rede francesa Carrefour, conforme disseram pessoas com conhecimento do assunto para a Bloomberg.

A Couche-Tard fez uma abordagem inicial ao Carrefour para discutir uma combinação, de acordo com as pessoas, que pediram para não ser identificadas porque a informação é privada. Não há certeza de que as deliberações levarão a uma transação, disseram as pessoas para a agência de notícias. Na terça, as ações CRFB3 subiram 6,05%.

PUBLICIDADE

Os analistas do Credit Suisse avaliam que as mudanças indiretas no grupo de controle do Carrefour Brasil devem desencadear a cláusula de tag along (mecanismo previsto na Lei das empresas de Sociedade Anônima que visa dar mais garantia aos acionistas minoritários nos casos de mudança no controle) para os acionistas da companhia. O valor atribuído às operações brasileiras deve ser o driver de CRFB3 nos próximos meses, apontam.

O Bradesco BBI realizou reunião com executivos da Yduqs. A empresa aumentou sua base de alunos do ensino a distância rapidamente, atingindo 410 mil alunos e 1.383 hubs no terceiro trimestre de 2020, comparado com 179 mil alunos e 338 hubs no terceiro trimestre de 2017.

O banco diz que esse ritmo acelerado deve continuar, à medida que a maior parte dos hubs ainda deve amadurecer. A empresa também espera abrir outros 500 hubs em 2021.

A empresa vem investindo no setor, especialmente na divisão EnsineMe, e foi capaz de elevar em 2% a taxa de retenção em 2020.

Para o banco, a companhia tem espaço para reduzir preços e manter lucratividade. O banco também afirma que reduções de custos e diluições devem compensar por transferências maiores a parceiros. E fusões e aquisições deverão focar em setores estratégicos.

O banco reforça a previsão de crescimento para o setor de ensino a distância da Yduqs, que está em boa posição para continuar crescendo. O banco reafirma a preferência pelas ações da Yduqs no setor de educação, com avaliação em outperform e preço-alvo de R$ 52 em 2021, frente R$ 34,10 negociados na terça (12).

Direcional (DIRR3)

A Direcional divulgou prévia operacional do quarto trimestre, totalizando R$ 697 milhões em lançamentos no período, alta de 26% frente 2019.

Foram lançados 10 novos empreendimentos no período.

PUBLICIDADE

A Direcional teve vendas líquidas pelo terceiro trimestre consecutivo, com R$ 523 milhões, alta de 41% na mesma base de comparação.

O Itaú BBA destacou que a empresa mostrou métricas operacionais excelentes no trimestre, atingindo recordes de lançamentos e vendas, ultrapassando suas previsões em 11% e 7%, respectivamente. O banco avalia os papéis em outperform, com preço-alvo de R$ 14,80.

O Credit Suisse manteve avaliação de outperform para a Direcional, avaliando que a empresa deve continuar a acelerar suas operações. O banco diz ter uma visão positiva sobre a estratégia da empresa de aumentar a exposição ao segmento de renda média. O preço-alvo é de R$ 20.

Recomendações

No radar de recomendações, o Bradesco BBI iniciou a cobertura para as ações da PetroRio (PRIO3) com recomendação equivalente à neutra e preço-alvo para o fim do ano de R$ 84 por ação (potencial de alta de 10% em relação ao fechamento da véspera de R$ 76,50), enquanto reduziu a recomendação para as ações da Ambev (ABEV3) de neutra para equivalente à venda (underperform, ou desempenho abaixo da média do mercado). O preço-alvo para ABEV3 é de R$ 15,50, um valor 8% menor em relação ao fechamento de R$ 16,80 da véspera.

No caso da PetroRio, o Bradesco BBI faz uma referência entre a companhia e o popular reality show da TV americana “Property Brothers”, ou Irmãos à Obra na versão em português, em que o modelo de negócios da empresa está focado na aquisição de produtos maduros (quase ativos negligenciados) para melhorar seu valor por meio de renovações estratégicas.

Os analistas destacam que, apesar do sólido histórico da PetroRio em entregar bons níveis de Retorno Sobre Capital Investido (ROIC, Return On Invested Capital em inglês), muitas das recentes empreitadas da companhia, como Tubarão Martelo, Frade e as aquisições já estão precificadas nas ações em meio a uma alta de 120% do preço dos ativos desde novembro.

“A maioria dos gatilhos potenciais de agregação de valor para as ações (aquisição de 100% da Wahoo e Albacora), que poderia adicionar outros R$ 35 por ação (45% do valor de mercado atual) ao nosso caso base, com preço-alvo de R$ 84, só deve ocorrer no terceiro trimestre de 2021. Além disso, a oferta secundária de US$ 250 milhões em ações (12% do free float atual) esperado para fevereiro/ março pode levar a um overhang (excesso de ações no mercado, pressionando o papel) no curto prazo”, apontam os analistas.

Com relação à Ambev, o Bradesco BBI destaca que a companhia teve alta de suas ações de cerca de 20% nos últimos seis meses, em linha com o Ibovespa.

Os analistas apontam inovações da empresa, como lançamento da Brahma Duplo Malte e o alcance da plataforma Zé Delivery, que contribuíram para que a Ambev tivesse ganho de mercado. Porém, avaliam que o mercado está excessivamente otimista com a perspectiva de consumo em 2021.

O banco diz esperar 2% de queda no volume de cerveja da empresa em 2021, com o fim do auxílio emergencial, que, em sua visão, vem contribuindo para manter altos volumes apesar do aumento do desemprego. Por isso, reduziu a recomendação para os ativos.

A construtora Gafisa informouque exerceu a opção que tinha com a Even para comprar de 32 unidades do Hotel Fasano Itaim, na capital paulista, por R$ 310 milhões.

O negócio, que inclui restaurantes e centro de eventos, inaugura as atividades da Gafisa Propriedades, braço de gestão de imóveis próprios e de terceiros. Com a transação, a fatia da Gafisa no negócio chega 80,37% do Hotel Fasano Itaim.

BR Distribuidora (BRDT3)

A BR Distribuidora informou nesta quarta-feira que assinou memorando de entendimento não vinculante com a New Fortress Energy e CCETC Brasil Holding para potencial venda de participação na Pecém Energia e Energética Camaçari Muricy II.

O preço e outras condições para uma transação ainda estão em discussão, disse em comunicado. Pecém e Muricy são veículos de propósito específico (SPE), ainda em fase pré-operacional, e são responsáveis pela implantação dos Projetos Pecém II e Muricy II.

A New Fortress financia, constrói e opera infraestrutura de gás natural e logística para fornecer soluções de energia. “A BR salienta que o fechamento desta transação e a assinatura do contrato de compra e venda continuam sujeitos às aprovações do seu conselho de administração e às condições precedentes usuais em transações desta natureza”, diz a empresa.

SulAmérica (SULA11)

Já o Conselho de Administração da Sul América informou que tomou conhecimento da decisão de Gabriel Portella Fagundes Filho de não renovar seu mandato como Diretor Presidente da companhia para o próximo ciclo. O conselho decidiu pela indicação de Ricardo Bottas Dourado dos Santos, atual Diretor Vice-Presidente de Controle e de Relações com Investidores para a posição de Diretor Presidente após o término do mandato de Portella, em 29 março de 2021.

O Credit Suisse avaliou a notícia como “não impactante”, por acreditar que não haverá mudanças de estratégia da empresa, que deverá se manter conservadora.

Frigoríficos

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) fez uma revisão para baixo nas expectativas de produção de milho, o que mantém o mercado bullish.

A XP Investimentos destaca que a menor produtividade do milho nos EUA foi um dos principais motivos da queda na projeção para a safra 2020/21. Tal fator, somado a números menores para Brasil e Argentina, resultou em alta nos preços do milho na CBOT ontem, com fechamento no limite de alta. Apesar da perspectiva de aumento na produção versus a safra 2019/20, o cenário de oferta e demanda parece estar ajustado e sem grande espaço para revisões para baixo.

Com relação à soja, uma ligeira redução da produtividade nos EUA somada a uma projeção de produção menor de Argentina foi parcialmente compensada por um aumento na safra da China, mas a expectativa é de que o próximo relatório revise a produção do Brasil para baixo então o cenário seguiria altista. Preços mais altos para o milho devem afetar negativamente a área de plantio de soja impulsionando os preços do farelo de soja, vide preços mais altos ontem na bolsa também.

Sobre os frigoríficos, os preços mais altos dos grãos devem pressionar as margens dos pecuaristas nos EUA, em um momento no qual a indústria ainda está processando o excesso de oferta de gado gerado em 2020. “Nesse sentido, a demanda deve seguir crucial para manter as margens dos frigoríficos nos atuais níveis elevados. Para a avicultura, o cenário ainda parece desafiador, com custos subindo mais rápido que o preço da carne, enquanto a carne suína perdeu fôlego após o Ano Novo chinês, como já era esperado”, apontam os analistas da XP.

Na sexta-feira (8), a Abicom (Associação Brasileira de Importadores de Combustíveis) protocolou ofício no Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) alertando sobre o que a entidade considera prática de “preços predatórios” por parte da Petrobras. A Abicom disse avaliar que o preço médio do litro do combustível vendido pela estatal na refinaria está R$ 0,40 abaixo da paridade internacional no caso da gasolina, e R$ 0,30 abaixo no caso do diesel.

Na terça, o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, rebateu as acusações de que a empresa estaria segurando o reajuste para prejudicar concorrentes privadas. Em entrevista ao jornal Valor, afirmou que “O controle de preços já foi remetido ao museu de armas ineficazes no combate à inflação”.

As empresa de educação Ser e Ânima informaram que não exerceram suas opções recíprocas de compra e de venda sobre 100% da UniRitter; Faculdade de Desenvolvimento do Rio Grande do Sul (Fadergs), e do Instituto Brasileiro de Medicina de Reabilitação (IBMR).

Segundo a Ser, no entanto, segue vigente seu direito de preferência, para compra de Ritter, Fadergs e IBMR, caso a Ânima decida vender tais entidades a terceiros.

Brasil Brokers (BBRK3)

Assembleia geral extraordinária da Brasil Brokers Participações aprovou proposta de aumento de capital no valor de R$ 120 milhões de ações, divulgada em 11 de dezembro. O aumento ocorrerá por meio de emissão de 42.253.521 ações.

A MRV Engenharia e Participações comunicou que Eduardo Paes Barretto renunciou ao cargo de diretor executivo de comercial e crédito, para o qual havia sido eleito pelo conselho de administração em março de 2019.

(Com Reuters, Agência Estado e Bloomberg)

PROCURA-SE: Profissionais de todas as formações estão migrando para uma das profissões mais bem remuneradas do mercado. Entenda como fazer o mesmo nesta série gratuita do InfoMoney!