“Recebemos de volta 12.000 apartamentos antes da lei dos distratos”, diz CEO da Helbor

SÃO PAULO — Apesar da pandemia, as construtoras brasileiras tiveram, de forma geral, um 2020 forte. Isso porque havia uma demanda represada por imóveis de pessoas que aguardavam condições melhores para comprarem sua casa própria, e a queda da taxa Selic no ano passado para seu menor nível histórico foi o gatilho para isso.

Segundo Henry Borenstein, CEO da Helbor (HBOR3), as companhias do setor se ajustaram rapidamente às vendas e assinaturas de contratos online e os lançamentos continuaram acontecendo, mesmo que de forma remota. Já o aumento da Selic anunciado nesta semana pelo Banco Central não deve afugentar os compradores, na visão de Borenstein, uma vez que os juros permanecerão baixos para os financiamentos imobiliários.

“Os juros ainda vão continuar baixos para o financiamento imobiliário. Até a nossa venda de estoque de unidades prontas está acontecendo e estamos tendo um bom volume de vendas. Apesar da pandemia e a questão econômica, no caso a Selic, o mercado imobiliário ainda vai ter um bom ano”, disse o executivo em live do InfoMoney na quinta-feira (18). “Não vai atrapalhar o nosso volume de vendas”, completou.

Sobre a operação da empresa, o executivo afirmou que ela “fez uma baita lição de casa nos últimos três anos” a fim de reduzir suas dívidas, parte delas geradas pela devolução de 12.000 apartamentos antes da lei dos distratos.

A entrevista faz parte do projeto Por Dentro dos Resultados, no qual CEOs e outros executivos importantes de empresas da Bolsa comentam os balanços do quarto trimestre de 2020 e o desempenho anual das companhias, e falam também sobre perspectivas. Para não perder as próximas lives, que acontecem até o início de abril, se inscreva no canal do InfoMoney no YouTube.

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Borenstein falou sobre a queima de caixa de R$ 52 milhões no ano passado, que, segundo ele, foi uma “queima de caixa para o bem”, já que o dinheiro foi utilizado para o pagamento de alguns terrenos que a companhia comprou para voltar a lançar, além da quitação de dívidas. Ele mencionou que a companhia tem um histórico de boa geração de caixa justamente pelo perfil de ciclos curtos — entre a compra do terreno, a execução da obra e a venda das unidades.

Franco Gerodetti, diretor de relações com investidores da companhia, comentou sobre a atual queda dos preços das ações. “Essa é uma questão que sempre aparece, se o agrupamento prejudicou o desempenho das ações e a resposta é não. Quando a gente olha o preço da ação hoje a gente fica muito chateados, muito tristes, porque a gente está aqui dentro e estamos enxergando de perto quanto essa companhia vale”, afirmou.

Os executivos falaram ainda sobre o aumento no custo dos materiais, o repasse do INCC mensalmente tanto aos clientes quanto aos fornecedores, perspectiva de vendas para este ano, a importância do landbank da companhia e remuneração ao acionista. Assista à live completa acima.

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Lucro da NotreDame sobe 18% e balanços de d1000, Profarma, Gafisa e Helbor; Petrobras, Eletrobras e Vale e mais notícias

A temporada de resultados continua e é um dos destaques do noticiário corporativo desta quarta-feira (17). A d1000 lucrou R$ 18 milhões no quarto trimestre de 2020, contra um lucro líquido de R$ 10,1 milhões no igual período do ano anterior. Já o lucro da Profarma cresceu 43% no quarto trimestre de 2020, para R$ 27,7 milhões, ante os últimos três meses de 2019. A NotreDame Intermédica, do setor de planos de saúde, teve lucro líquido de R$ 155,2 milhões nos últimos três meses do ano passado, em alta de 18,1% frente os R$ 131,4 milhões registrados no mesmo trimestre de 2019.

A Gafisa lucrou R$ 28,9 milhões, ante o ganho de R$ 47 milhões do mesmo período de 2019. A Helbor, por sua vez, registrou lucro líquido de R$ 26,2 milhões no 4º trimestre de 2020, revertendo prejuízo de R$ 26,9 milhões em igual período de 2019.

Já no noticiário das estatais, a Petrobras informou que seu Comitê de Pessoas aprovou na terça-feira o nome do general da reserva Joaquim Silva e Luna, indicado pelo presidente Jair Bolsonaro para assumir o comando da companhia e uma vaga no conselho de administração.

A Eletrobras ainda comunicou na terça que foi informada pelo governo sobre sua inclusão no PND (Programa Nacional de Desestatização).

Notre Dame (GNDI3)

A NotreDame Intermédica, do setor de planos de saúde, teve lucro líquido de R$ 155,2 milhões nos últimos três meses do ano passado, em alta de 18,1% frente os R$ 131,4 milhões registrados no mesmo trimestre de 2019.

A receita líquida foi de R$ 2,81 bilhões no mesmo período, queda de 22,1% frente o número de um ano antes. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado do quarto trimestre foi de R$ 419,5 milhões, alta de 6,1% sobre o mesmo trimestre de 2019.

A XP Investimentos apontou que a companhia apresentou um bom resultado (em linha com as estimativas), com um crescimento robusto da receita, devido a um aumento forte no número de beneficiários de planos de saúde, o que levam os analistas a reiterarem a recomendação de compra para GNDI3 e o preço alvo de R$ 117 por ação.

O número de beneficiários de planos de saúde atingiu 3,73 milhões, um aumento de 23% ano a ano – ou 3% acima das estimativas da XP. O número de beneficiários de planos odontológicos atingiu 2,7 milhões, um aumento de 7% em relação ao quarto trimestre de 2019.

Já o Bradesco BBI ressalta que o faturamento bruto veio 3% abaixo de sua expectativa, mas o Ebitda  estava em linha. Na avaliação do banco, o cancelamento de planos, em 147 mil no quarto trimestre frente a 57 mil no mesmo período do ano anterior, indica pressão da concorrência.

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A empresa teve aumento no número de beneficiários em linha com a expectativa dos analistas, que veem sinais mais claros de impacto da Covid sobre a empresa, e de que esses impactos podem perdurar nos próximos trimestres.

Apesar disso, o BBI aponta que a potencial fusão entre Hapvida e Notre Dame pode exigir algum tempo para que investidores assimilem as sinergias, que o banco diz calcular em R$ 15 bilhões.

Assim, a equipe de análise reitera sua avaliação de outperform (expectativa de valorização acima da média do mercado), e preço-alvo de R$ 88, frente aos R$ 86,27 de fechamento na segunda. O banco diz que o preço-alvo não contabiliza a valorização com sinergias da fusão.

A d1000 lucrou R$ 18 milhões no quarto trimestre de 2020, contra um lucro líquido de R$ 10,1 milhões no igual período do ano anterior.

Segundo a XP Investimentos, a d1000 reportou resultados fracos referentes ao quarto trimestre, com uma queda de vendas de 7,5% na base anual e um lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda) ajustado (excluindo o efeito não recorrente positivo de R$ 10,6 milhões referente ao reconhecimento de créditos de PIS e Cofins devido à exclusão do ICMS na sua base de cálculo) 38% abaixo do esperado e uma queda de 32% na base anual, devido a uma desalavancagem operacional da companhia. Com isso, a margem caiu 2 pontos percentuais na base de comparação anual.

“Apesar do resultado fraco, acreditamos que isso será revertido à medida que as vendas se recuperam e a companhia se beneficie de alavancagem operacional, uma vez que a margem bruta já se encontra em um patamar bastante sólido. Mantemos nossa recomendação de Compra e preço alvo de R$16,0 por ação para o fim de 2021 para DMVF3”, aponta a XP.

Profarma (PFRM3)

O lucro da Profarma cresceu 43% no quarto trimestre de 2020, para R$ 27,7 milhões, ante os últimos três meses de 2019.

A receita líquida da Profarma alcançou R$ 1,5 bilhão no último trimestre do ano passado, alta de 15,4% sobre igual período de 2019.

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O Ebitda somou R$ 58,4 milhões,  3,8% acima frente o mesmo período de 2019.

A Gafisa registrou lucro líquido de R$ 28,9 milhões no quarto trimestre do ano passado, ante um lucro de R$ 47 milhões do mesmo período de 2019. Contudo, se descontado o efeito não recorrente de ganho jurídico de arbitragem contra uma construtora, porém, o prejuízo seria de R$ 23 milhões.

Já a receita líquida subiu 5 vezes na comparação anual, totalizando R$ 579,9 milhões.

A Helbor registrou lucro líquido de R$ 26,2 milhões no 4º trimestre de 2020, revertendo prejuízo de R$ 26,9 milhões em igual período de 2019.

A receita operacional líquida da companhia, por sua vez, foi de R$ 212,6 milhões no trimestre, queda de 52,7% na comparação anual.

O faturamento bruto foi de R$ 212 milhões, alta de 52% na comparação anual, e de 34% na comparação trimestral. A margem bruta ajustada foi de 37,6% no quarto trimestre, frente a 26,6% no terceiro trimestre. No ano inteiro, foi de 19,7%, frente a 11,7% no ano anterior.

O Bradesco BBI destacou que a empresa foi negativamente impactada pela pandemia e pela venda não recorrente de ativos ao fundo Multirenda em 2019. Mas ressaltando que a margem bruta ajustada ficou bem acima de suas expectativas e daquelas do mercado. O Bradesco BBI mantém recomendação neutra sobre a Helbor, com preço-alvo de R$ 12,50, frente os R$ 8,39 de fechamento na terça (16).

Lavvi (LAVV3), Melnick (MELK3), Trisul (TRIS3), Cyrela (CYRE3) e EzTec (EZTC3)

Sobre o setor de construção, a XP Investimentos iniciou a cobertura para as ações de Lavvi (LAVV3; Compra e preço-alvo de R$11,50/ação), Melnick (MELK3; Compra e preço-alvo de R$9,00/ação), Trisul (TRIS3; Compra e preço-alvo de R$14,00/ação) e Even (EVEN3; Neutro e preço-alvo de R$13,00/ação). Além disso, retomaram a cobertura de Cyrela (CYRE3; Compra e preço-alvo de R$33,00/ação) e atualizaram as estimativas para EZTec (EZTC3; Compra e preço-alvo de R$48,0/ação).

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“Apesar de esperarmos volatilidade nos papéis em razão da alta da taxa de juros futuros, a nossa expectativa é de que o segmento de médio e alto padrão continue sua trajetória de recuperação após os impactos da pandemia por causa dos sólidos fundamentos: juros imobiliários na mínima histórica, demanda aquecida por imóveis, forte balanço patrimonial das incorporadoras listadas e valuations atrativos”, destacaram os analistas.

Sobre a Vale, a companhia iniciou, de forma gradual, a operação da planta de filtragem de rejeitos do Complexo Vargem Grande, a primeira de quatro plantas de filtragem que serão instaladas nas operações da companhia, em Minas Gerais, com investimentos de US$ 2,3 bilhões entre 2020 e 2024.

BR Distribuidora (BRDT3)

Wilson Ferreira assumiu como CEO da BR Distribuidora na última terça, o que os analistas do Credit destacam como positivo, uma vez que a chegada do executivo deve ajudar nas tomadas de decisões de longo prazo, principalmente com relação à alocação de capital e o plano de negócios da companhia.

A Eletrobras comunicou na terça que foi informada pelo governo sobre sua inclusão no PND (Programa Nacional de Desestatização). A medida, parte dos planos do presidente Jair Bolsonaro de privatizar a empresa, foi aprovada em reunião do CPPI (Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos).

O Credit Suisse comentou a informação de que a Eletrobras nomeou temporariamente a CFO Elvira Presta como CEO, até que um novo seja indicado; de que o CPPI aprovou a inclusão da Eletrobras no programa de privatização, permitindo ao BNDES iniciar os estudos sobre a redução de capital do governo; e de que os presidente do Senado e da Câmara têm visões favoráveis sobre a MP para a privatização da Eletrobras.

Mas o banco destaca que será necessário forte apoio político da maioria dos partidos para aprovar a proposta. A MP tem 120 dias para ser votada e aprovada. Apesar disso, as notícias são favoráveis, diz o banco.

O Credit Suisse mantém recomendação neutra para a ação ELET6, com preço-alvo de R$ 32, frente aos R$ 33,63 de fechamento da véspera.

A estatal Petrobras  informou que seu Comitê de Pessoas aprovou na terça-feira o nome do general da reserva Joaquim Silva e Luna, indicado pelo presidente Jair Bolsonaro para assumir o comando da companhia e uma vaga no conselho de administração.

A companhia disse que o comitê, ligado ao conselho, decidiu pela “não existência de vedações” à nomeação de Luna e avaliou que ele preenche requisitos previstos na Lei das Estatais e na Política de Indicação de Membros da Alta Administração da Petrobras, segundo comunicado na noite de terça-feira.

De acordo com o comitê, os acionistas da companhia e o conselho poderão, caso desejem, avaliar na sequência “o preenchimento de requisitos subjetivos adicionais aos previstos na legislação”.

O presidente Bolsonaro anunciou a indicação de Luna para a Petrobras em 19 de fevereiro, após desentendimentos com o atual CEO da empresa, Roberto Castello Branco, sobre os preços dos combustíveis. (Full Story)

A Petrobras convocou para 12 de abril uma assembleia geral de acionistas que irá deliberar, entre outros assuntos, sobre a indicação de Luna para o conselho e a formação do colegiado.

A estatal ainda informou na terça que a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) aprovou a revogação da outorga da usina termelétrica TermoCamaçari, na Bahia, e que está negociando o arrendamento da unidade com a Proquigel Química, empresa integrante do Grupo Unigel. “A companhia já vinha buscando alternativas para a termelétrica, como a venda de participação da unidade no âmbito da aliança estratégica firmada com a Total S.A. em dezembro de 2016, mas que não foi concluída”, disse a Petrobras em comunicado.

O preço final do gás natural vendido pela Petrobras a distribuidoras, que atendem os consumidores na ponta, deve ter um salto de 18% a 35% a partir de maio, projetou um técnico da Abrace (Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia) na terça, segundo informações da agência internacional de notícias Reuters.

A Vale iniciou, de forma gradual, a operação da planta de filtragem de rejeitos do Complexo Vargem Grande, a primeira de quatro plantas de filtragem que serão instaladas nas operações da companhia, em Minas Gerais, com investimentos de US$ 2,3 bilhões entre 2020 e 2024.

Em comunicado, a mineradora afirmou nesta terça-feira que o início da operação reduz a necessidade de utilização de barragens de rejeitos e ainda permitirá uma melhora da qualidade média do portfólio de produtos da Vale com o uso do processamento a úmido.

“Vemos o anúncio como positivo, uma vez que se trata de mais um passo em direção da retomada da capacidade produtiva da companhia. A Vale espera uma capacidade de 400 milhões de toneladas por ano ao final de 2022”, afirmam os analistas da XP, que mantém recomendação de compra para Vale, com preço-alvo de R$ 122 por ação.

O Bradesco BBI comentou o Dia do Investidor da Rumo, destacando que a empresa foca no licenciamento ambiental do projeto ferroviário de Lucas do Rio Verde. O banco diz que a empresa vem ganhando competitividade como produtor de baixo custo, e que diversificação de cargas devem levar a grãos ganharem participação de mercado.

O banco avalia que a maior pressão do mercado por governança ambiental e social e, consequentemente, a menor emissão de gás carbônico, podem beneficiar o transporte ferroviário promovido pela Rumo.

A equipe de análise aponta que a Rumo está no caminho para atingir sua guidance (documento com previsões e planos divulgados por empresas) de Ebitda em 2025 em entre R$ 7 bilhões e R$ 8 bilhões. O Bradesco diz que a empresa também deve se beneficiar de preços mais altos de diesel, o leilão da concessão de pedágios na BR-163 e o potencial de problemas legais com o seu projeto Ferrogrão. O banco mantém recomendação outperform para a Rumo, com preço-alvo de R$ 31 em 2021.

Focus Energia (POWE3)

O Morgan Stanley divulgou uma avaliação favorável à Focus Energia, destacando seu portfólio de cerca de 3 gigawatts em projetos e experiência em comércio de energia, que permite à empresa viabilizar capacidade adicional e garantir capacidade adicional. O banco diz que a empresa tem perspectiva de valorização atrativa, e mantém avaliação de overweight (expectativa de valorização acima da média do mercado), com preço-alvo de R$ 32, frente aos R$ 13,79 negociados na terça (16).

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

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Por dentro dos resultados

por dentro dos resultados PDR

O ano de 2020 foi um dos mais desafiadores na história de muitas empresas de capital aberto. A pandemia de coronavírus afetou de forma diferente os setores da economia e os balanços — e você poderá acompanhar a divulgação, e a análise dos números, no InfoMoney.

A série Por Dentro dos Resultados organiza lives com os CEOs e principais executivos de companhias da Bolsa. Eles comentam os números do quarto trimestre e acumulado de 2020, respondem perguntas dos espectadores e detalham as estratégias e perspectivas para 2021.

Nesta temporada, estão marcadas entrevistas com importantes empresas da Bolsa, como Vivo, Alpargatas, Cielo, Fleury, Azul, Raia Drogasil, Minerva, entre outras.

Para participar, fazer suas perguntas e ainda receber um ebook gratuito que ensina como identificar as empresas mais promissoras da Bolsa, deixe seu email no formulário abaixo e inscreva-se no canal do InfoMoney no YouTube para receber notificações sempre que uma nova live for começar:

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A primeira live será com Roberto Funari, CEO da Alpargatas, nesta segunda (1), às 14h. Em seguida, às 17h, Christian Gebara e David Melcon, CEO e CFO da Vivo, respectivamente, comentam o desempenho financeiro da empresa e perspectivas.

Veja a programação confirmada até agora (a agenda será atualizada até o final de março):

Data/horário Empresa Participantes Link da live
01/03, às 14h Alpargatas (ALPA4) Roberto Funari CEO) https://youtu.be/np0XoedRIdE
01/03, às 17h Vivo (VIVT3) Christian Gebara (CEO) e David Melcon (CFO) https://youtu.be/C8Hf3nlpfho
02/03, às 17h Log (LOGG3) Sergio Fisher CEO) e André Luiz de Ávila Vitória (CFO) https://youtu.be/eW00OxBbW5o
03/03, às 15h Cielo (CIEL3) Paulo Caffarelli (CEO) https://youtu.be/FSghPGxoKWk
03/03, às 17h Minerva Foods (BEEF3) Edison Ticle CF(CFO) https://youtu.be/1NyEySOT6h4
04/03, às 17h Fleury (FLRY3) Carlos Marenelli (CEO) e Fernando Leão (CFO)
05/03, às 17h MRV (MRV3) Rafael Menin (co-presidente) e Ricardo Paixão (CFO) https://youtu.be/INSgh9561jo
08/03, às 15h Aura Minerals (AURA33)
08/03, às 17h São Carlos (SCAR3)
09/03, às 17h Movida (MOVI3)
10/03, às 17h RD – Raia Drogasil (RADL3)
11/03, às 16h Azul (AZUL4)
11/03, às 18h Trisul (TRIS3)
12/03, às 17h Tupy (TUPY3)
15/03, às 17h Suzano (SUZB3)
16/03, às 17h Irani (RANI3)
17/03, às 15h Direcional (DIRR3)
18/03, às 15h Profarma (PFRM3)
18/03, às 17h Helbor (HBOR3)
19/03, às 15h Cury (CURY3)
19/03, às 17h Mills (MILS3)
23/03, às 15h Sequoia (SEQL3)
23/03, às 17h Mercado Livre (MELI34)
24/03, às 15h d1000 (DMVF3)
30/03, às 17h Locaweb (LWSA3)
01/04, às 15h HBR (HBRE3)
01/04, às 17h Primer (PRNR3)
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Ações de MRV, Even e Helbor sobem até 10% após prévias, IRB cai 11% na semana e Camil vira de alta de 9% para queda de 2%

SÃO PAULO – O Ibovespa fechou em queda nesta sexta-feira (9), apesar de encerrar a semana com ganhos de quase 4%.

Entre as ações, o destaque fica para o setor de construção, em um dia de diversas prévias operacionais que confirmaram a retomada do setor (veja mais clicando aqui).

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Even (EVEN3, R$ 12,21, +6,17%), pela MRV (MRVE3, R$ 18,24, +8,51%), pela Direcional (DIRR3, R$ 14,75, -2,06%) e pela Helbor (HBOR3, R$ 12,13, +9,87%) divulgaram seus números prévios do terceiro trimestre. As  ações, com exceção da Direcional, registraram fortes ganhos, que chegaram a quase 10%, também puxando outras ações do setor como Cyrela (CYRE3, R$ 26,23, +4,59%) e EzTec (EZTC3, R$ 37,71, +2,98%).

“O setor de construção civil é, por natureza, de ciclo longo e muito sensível às taxas de juros. A pandemia, mesmo que tenha afetado as atividades de construção e as vendas em um primeiro instante, não foi suficiente para inverter a tendência promissora do setor para os próximos anos”, avaliam os analistas da Levante.

“Os juros em patamares mínimos e alguma abundância de crédito imobiliário são dois vetores que têm impulsionado as empresas do setor. O crescimento dos lançamentos na comparação ano contra ano indicam que as construtoras seguem com custo de captação de recursos condizente com o potencial de vendas no futuro, visto que a demanda pelos imóveis segue firme”, disseram em relatório.

Já a Camil (CAML3, R$ 13,60, -2,30%) enfrentou um dia de forte volatilidade na B3. Após chegar a subir até 9,63% depois de informar um lucro líquido de R$ 138,6 milhões no segundo trimestre fiscal da companhia, encerrado em agosto, os papéis viraram para baixa. Na avaliação do Bank of America, os resultados foram fortes, com o resultado sendo explicado pela queda dos custos e alto dos preços dos produtos vendidos.

Com isso, o preço-alvo foi elevado de R$ 12,50 para R$ 14,90. Contudo, o BofA reiterou a recomendação neutra para o ativo, vendo o potencial limitado de alta e questionando a sustentabilidade dos custos  mais baixos no longo prazo.

Após a alta de mais de 3% da véspera, os papéis da Petrobras (PETR3, R$ 19,91, -3,30%; PETR4, R$ 19,80, -3,13%) voltaram a ter perdas, em uma sessão de queda para o petróleo, com o WTI e o brent registrando perdas de mais de 1%, ainda que em alta na semana.

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Bancos abriram em queda após a disparada da véspera com as projeções positivas do UBS BB para o setor nos resultados do terceiro trimestre. Contudo, logo amenizaram as perdas ou viraram para ganhos – caso do Santander (SANB11, R$ 31,50, +2,34%).

Já o IRB (IRBR3, R$ 7,18, -7,24%) segue com forte volatilidade na B3. Após uma queda de 25% nos pregões entre terça e quarta após a recomendação do UBS BB e a disparada de mais de 20% na véspera, os papéis voltam a cair forte (veja mais sobre a empresa clicando aqui) e encerram com perdas acumuladas de 11,25% na semana.

As varejistas, por sua vez, subiram forte, com destaque para o Magazine Luiza (MGLU3, R$ 98,15, +6,84%), que aprovou desdobramento de suas ações na semana (e que passará a vigorar a partir do pregão do dia 14). A semana também foi marcada por dados positivos do setor de varejo, com os números apresentados pelo IBGE em relação ao mês de agosto apontando o maior patamar da série histórica.

A Gol (GOLL4, R$ 19,11, +3,24%) também teve ganhos expressivos: a companhia aérea informou que aumentou sua oferta para uma média de 270 voos por dia em setembro, crescimento de 42% ante à média de 190 voos diários em agosto. Confira os destaques:

Confira os destaques:

Natura &Co (NTCO3, R$ 46,98, -0,04%)

A Natura &Co informou que estabeleceu em R$ 46,25 o preço por ação em sua oferta pública primária restrita de 121,4 milhões de ações, resultando em uma captação de R$ 5,61 bilhões. A oferta será feita no país e no exterior sob a forma de American Depositary Shares (ADSs), representados por American Depositary Receipts (ADRs).

O objetivo da oferta de ações é obter recursos para reduzir o endividamento em dólar, reduzindo os efeitos da volatilidade da taxa de câmbio e dos juros altos. E também acelerar o crescimento da empresa nos próximos três anos. A empresa afirma que pretende digitalizar suas vendas, expandir suas atividades pelo mundo, desenvolver embalagens e utilizar matérias-primas mais sustentáveis, e diversificar sua força de trabalho.

Camil (CAML3, R$ 13,60, -2,30%)

A Camil Alimentos teve um lucro líquido de R$ 138,6 milhões no segundo trimestre do seu exercício (encerrado em agosto), alta de 26,7% ante o trimestre anterior, quando o lucro somou R$ 109,5 milhões.

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A alta foi de 245,6% ante o segundo trimestre do ano-fiscal passado, em que a empresa teve lucro de R$ 40 milhões. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação) foi de R$ 207,5 milhões, alta de 133% na comparação anual. A receita líquida atingiu R$ 1,9 bilhão, alta de 56,3%.

A Camil informou que a rentabilidade no período foi fruto do repasse gradual de preços dos grãos e dos pescados no Brasil. Ela também apontou a melhora da rentabilidade em suas operações internacionais, influenciada pela desvalorização do dólar ante o real, e a diluição dos custos no intervalo.

Renova (RNEW11, R$ 10,78, +16,04%)

A Renova Energia aceitou proposta da Prisma Capital para comprar o Complexo Eólico Alto Sertão III – Fase B. Segundo a empresa, a Prisma terá a condição de primeiro proponente (Stalking Horse), com direito de preferência na aquisição. A transação faz parte de esforços para reduzir os passivos da empresa, que está em recuperação judicial.

Vale (VALE3, R$ 61,60, +0,51%)

Vale informou nesta sexta-feira que seu conselho de administração aprovou a criação de uma joint venture com a Ningbo Zhoushan 601018.SS para construção e operação do chamado “Projeto West III” em um porto na China.

O projeto consiste na expansão das instalações do Porto de Shulanghu, na província chinesa de Zhejiang. A parceria vai desenvolver um pátio de estocagem e berços de carregamento, disse a companhia em comunicado ao mercado.

“Ao participar do projeto, a Vale garantirá uma capacidade portuária total de 40 Mtpa em Shulanghu, o que ajudará a Vale a otimizar custos em sua cadeia de valor”, disse a companhia.

Segundo a mineradora, o investimento tem valor total de 624 milhões de dólares, inclui a aquisição de direitos de propriedade e o desenvolvimento da capacidade portuária de 20 Mtpa, incluindo a construção de um novo pátio de estocagem e dois berços de carregamento, sujeitos a aprovações regulatórias.

A Vale deterá 50% da joint venture e ambas as partes pretendem obter empréstimos de terceiros de até 65%, mas não menos que 50% do investimento total.

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“Com essas premissas, a contribuição de capital da Vale para o projeto variará entre 109 milhões e 156 milhões de dólares, aproximadamente”, estimou.

A construção do projeto, que deve durar até três anos, terá início após ambas as partes obterem as aprovações antitruste e outras autorizações regulatórias na China.

“O projeto garantirá capacidade portuária estratégica para a Vale na China, uma vez que o porto de Shulanghu permite a atracação de navios Valemaxes e a otimização dos custos de transporte e distribuição da Vale.”

Localiza (RENT3, R$ 60,15, +0,32%)

O Conselho de Administração da Localiza aprovou a proposta de combinação de negócios com a Unidas, anunciada em 22 de setembro. Também foi aprovada a convocação de uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE) em 12 de novembro para deliberar sobre a incorporação de ações. A proposta da administração prevê a redução do número de membros do Conselho de Administração da empresa de sete para seis membros.

Totvs (TOTS3, R$ 27,00, -1,60%) e Linx (LINX3, R$ 35,00, +1,57%)

Em reunião realizada na quarta-feira, 7, o Conselho de Administração da Totvs aprovou a prorrogação da oferta de combinação com a Linx até o dia 17 de novembro e também criticou duramente a atuação dos conselheiros independentes da segunda empresa, que decidiram por não levar adiante a oferta para assembleia de acionistas.

A Totvs rebateu ponto por ponto cada um dos problemas levantados na proposta, e levanta suspeita sobre a idoneidade com favorecimento pela proposta da Stone.
O documento alega que a ausência de transparência e o ‘modus operandi’ de suprimir a possibilidade de escolha pelos acionistas tem sido prática reiterada pela administração da Linx, com a Totvs alegando que foram se criando dificuldades cada vez maiores para impedir que a proposta fosse devidamente apreciada em assembleia em detrimento da oferta que a Stone fez.

A Totvs informou que a combinação de seus negócios com a Linx poderá gerar sinergias operacionais de R$ 3,2 bilhões. Segundo a empresa, as sinergias poderão resultar em uma redução anual de aproximadamente R$ 60 milhões de OPEX, assumindo a sua captura 50% no primeiro ano, 75% no segundo ano e 100% no terceiro ano. Além disso, a empresa prevê R$ 160 milhões de receita líquida no quarto ano após a implementação da combinação de negócios.

A Linx informou nesta sexta-feira que vai analisar nova proposta da Totvs. “A companhia (Linx), por meio do comitê independente, analisará a nova proposta apresentada pela Totvs por meio de fato relevante de ontem, emitindo sua avaliação oportunamente, sempre em vista do melhor interesse da Linx e de seus acionistas”, afirmou.

Light (LIGT3, R$ 18,28, +8,10%)

A Light informou que Raimundo Nonato Alencar de Castro foi eleito para o cargo de Diretor
Presidente da companhia. Ele atuou como diretor presidente da Cepisa entre 2018 e 2020, diretor presidente da Celpa entre 2012 e 2018 e diretor de distribuição da Cemar entre 2008 e 2012. Além disso, Firmino Ferreira Sampaio Neto e David Zylbersztajn foram eleitos presidente e vice-presidente do conselho de administração.

Log-In (LOGN3, R$ 14,79, -1,27%)

A Log-In Logística Intermodal ampliou seu serviço de navegação costeira, passando a atender ao porto de Assunção, no Paraguai. A linha irá conectar os principais portos brasileiros ao Mercosul, de Manaus à Assunção, utilizando os serviços marítimos regulares já em operação.

Buenos Aires será o porto de conexão da carga em contêineres dos navios da Log-In para embarcações menores que farão a travessia via Rio Paraná através de uma parceria com o armador Independencia Shipping Lines (ISL). A ISL operará o trecho Assunção x Buenos Aires x Assunção utilizando três navios, inicialmente com escala quinzenal.

Com essa nova linha, os clientes poderão escoar seus produtos diretamente com a Log-In, numa rota regular, desde Manaus até a Argentina e o Paraguai. Hoje, 92% de tudo que é transportado do Paraguai para o Brasil é feito por caminhão, e apenas 8% utiliza o transporte marítimo.

Minerva (BEEF3, R$ 11,01, -2,31%)

A Minerva encerrou as tratativas para uma possível combinação de negócios de sua subsidiária Athena Foods com sociedade de propósito específico para aquisição, listada na bolsa de valores Nasdaq. A empresa não informou os motivos que a levaram a desistir das negociações.

Irani (RANI3, R$ 4,75, -1,86%)

Os acionistas da Irani aprovaram a listagem da empresa no Novo Mercado da B3 e a conversão das ações preferenciais em ações ordinárias, na proporção de uma ação ordinária para cada uma ação preferencial.

GOL (GOLL4, R$ 19,11, +3,24%)

A Gol aumentou sua oferta para uma média de 270 voos por dia em setembro, crescimento de 42% ante à média de 190 voos diários em agosto. Em dias de pico, a GOL operou 360 voos/dia em setembro para servir o aumento mensal de 36% na demanda por transporte aéreo. As vendas brutas consolidadas da companhia nesse mês somaram R$ 800 milhões e a taxa de ocupação média foi de 80%.

Em nota, o presidente da empresa, Paulo Kakinoff, disse que está ocorrendo um “crescimento saudável” da demanda por viagens no Brasil, e que isso deve persistir daqui para frente. “Portanto, confiamos que esses ventos favoráveis nos levem a um novo aumento em nossa capacidade ao longo dos próximos meses”, declarou.

No início de outubro, a GOL ampliou sua oferta para cerca de 400 voos por dia, e espera terminar o mês com 500 voos diários, colocando a operação da companhia em aproximadamente 60% da programação de voos em outubro de 2019. No mês de outubro, a GOL operará 93 aeronaves na sua malha e planeja a reabertura de mais três bases operacionais. A empresa destacou que não possui vencimentos significativos de dívida até 2024.

Direcional (DIRR3, R$ 14,75, -2,06%)

A Direcional Engenharia informou, em sua prévia operacional do terceiro trimestre, que os lançamentos totalizaram R$ 574 milhões no período, crescimento de 64% em relação ao trimestre anterior. Segundo a empresa, foi o melhor trimestre de vendas líquidas da história da companhia, com R$ 458 milhões, crescimento de 41% em relação ao mesmo período de 2019. O VSO (vendas sobre oferta) no segmento MCMV 2 e 3 atingiu 18% no período.

Even (EVEN3, R$ 12,21, +6,17%)

A Even também divulgou sua prévia operacional, com valor geral de vendas total de R$ 649,3 milhões no terceiro trimestre, alta de 124% na comparação anual. No segundo trimestre, a empresa lançou R$ 245 milhões.

As vendas do terceiro trimestre somaram R$ 480 milhões, volume 84% superior ao mesmo período de 2019 e 59% maior do que o trimestre anterior. A velocidade de vendas (VSO) consolidada foi de 20%,, contra 12% no mesmo período de 2019, e 14% no segundo trimestre de 2020. Os distratos somaram R$ 88 milhões no trimestre, valor igual ao registrado um ano antes.

MRV (MRVE3, R$ 18,24, +8,51%)

A MRV fez lançamentos de R$ 1,87 bilhão no terceiro trimestre, alta de 15% na comparação anual. Frente ao segundo trimestre, o avanço foi de 98,9%. Segundo a empresa, as vendas bateram recorde pelo terceiro trimestre consecutivo, com um total de R$ 1,97 bilhão, aumento de 41,1% no comparativo anual e de 8,3% frente ao segundo trimestre. A velocidade de vendas (VSO) subiu para 21,2%, ante 19,7% no trimestre anterior. Os distratos somaram R$ 187 milhões no trimestre, quase o dobro dos R$ 95 milhões vistos um ano antes.

Segundo o Credit Suisse, o resultado da MRV deve ser bem recebido pelo mercado, pois mostrou que a tese de crescimento de mercado continua válida. As vendas recordes vieram em linha com as estimativas do banco. “Esperamos que a ação reaja positivamente depois de cair 20% desde julho”, afirmou o banco. No entanto, o Credit manteve a recomendação neutra para o papel.

Helbor (HBOR3, R$ 12,13, +9,87%)

A prévia operacional da Helbor do terceiro trimestre mostrou vendas totais de R$ 465,9 milhões no período, alta de 112% frente ao trimestre anterior e 36% se comparado ao mesmo intervalo de 2019. A velocidade de vendas medida pelo indicador VSO Parte Helbor atingiu 16,8% no trimestre, frente 8,4% no segundo trimestre e 10,2% no mesmo período do ano passado. Já a Velocidade de Vendas dos Lançamentos atingiu 56% no trimestre. O VGV líquido somou R$ 215,7 milhões queda de 53% na comparação anual.

Wilson Sons (WSON33, R$ 41,47, +0,41%)

A Wilson Sons teve uma queda de 6,4% no movimento nos terminais de contêineres em setembro, que somou 91 mil TEU (Twenty equivalent unit). No acumulado dos nove primeiros meses do ano, o movimento caiu 0,8% para 512,5 mil TEU.

Simpar (SIMH3, R$ 27,31, +5,04%)

A Simpar, ex-JSL, informou que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) aprovou sem restrições a aquisição de 100% da Moreno Holding, sociedade que detém a integralidade da Transmoreno Transporte e Logística. A operação foi anunciada em 10 de agosto, por R$ 310 milhões.

(Com Reuters e Agência Estado)

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Ação da Eletrobras dispara 9,5% com possível privatização; Helbor salta 16% após balanço e varejistas avançam

(Eletrobras)

SÃO PAULO – Em uma sessão novamente positiva para o índice, o grande destaque de alta do Ibovespa ficou para a Eletrobras (ELET3, R$ 31,55, +9,47%; ELET6, R$ 32,80, +6,67%), com alta de 10% para os ativos ON da estatal de energia.

Segundo informações do jornal O Globo, o ministro da Economia, Paulo Guedes, planeja fazer quatro grandes privatizações este ano, incluindo Correios e Eletrobras na lista. A decisão foi tomada na última reunião do Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), na semana passada.

Contudo, vale ressaltar, parte dessas privatizações, incluindo a da Eletrobras, precisa passar pelo Congresso Nacional, sendo que ainda há muitas dúvidas sobre o apoio dos parlamentares à venda das estatais.

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Enquanto isso, a Helbor (HBOR3, R$ 2,75, +16,03%) disparou após o resultado do primeiro trimestre, enquanto a Cielo (CIEL3, R$ 5,18, +4,44%) viu seus papéis virarem para alta em meio ao maior ânimo do mercado. As ações abriram em queda após duas sessões de forte alta em meio ao acordo com o WhatsApp (veja mais clicando aqui). Na segunda, os ativos saltaram 14%, enquanto a alta na terça foi de 3,33%.

Varejistas no geral também tiveram ganhos, com a expectativa pela reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que deve reduzir a Selic de 3% ao ano para 2,25%. B2W (BTOW3, R$ 106,20, +6,12%), Lojas Renner (LREN3, R$ 43,69, +4,62%), Lojas Americanas (LAME4, R$ 32,64, +3,42%) e Magazine Luiza (MGLU3, R$ 67,19, +1,80%) são algumas das ações com fortes ganhos.

Veja os destaques:

Helbor (HBOR3, R$ 2,75, +16,03%)

A incorporadora Helbor apresentou um lucro líquido de R$ 5,445 milhões no primeiro trimestre do ano, ante prejuízo de R$ 39,279 milhões nos primeiros três meses de 2019.

Em seu relatório de resultados, a empresa afirmou que “os projetos novos que estão sendo lançados possuem margens robustas enquanto os projetos antigos com margem mais comprimida estão em processo de finalização, pela venda massiva do estoque de unidades prontas”.

A receita líquida da empresa subiu 11% nessa base de comparação, para R$ 258,654 milhões.

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O Ebitda saltou de R$ 5,090 milhões entre janeiro e março de 2019 para R$ 18,138 milhões para o primeiro trimestre de 2020. No mesmo período, a margem Ebitda subiu de 2,2% para 7%.

Segundo análise da Levante Ideias de Investimento, os principais destaques positivos foram: i) redução do estoque pronto; ii) geração de caixa pelo oitavo trimestre consecutivo de R$ 49,1 milhões; iii) aumento significativo na margem bruta ajustada e; iv) melhora no resultado financeiro reflexo da redução no nível de endividamento.

Por outro lado, do lado negativo, foi possível perceber um aumento considerável no cancelamento de vendas (distratos). Porém, esta informação já era pública desde a divulgação da prévia operacional.

Segundo os analistas da Levante, o resultado trimestral trouxe novidades positivas. A prévia operacional já havia mostrado bons números de vendas contratadas, especialmente vendas de estoques prontos, e volume de entregas, o que de fato impulsionou a geração de caixa no trimestre. O volume de vendas atingiu 242 milhões (parte Helbor), o maior volume de vendas dos últimos seis anos, mesmo em um trimestre sem lançamentos.

Apesar disso, os distratos representaram 23,4% das vendas brutas no trimestre, bem acima dos 9,8% registrados no trimestre anterior. O lado positivo é que 72% do forte volume de vendas correspondem a unidades concluídas, o que deve se traduzir em geração de caixa para a companhia, avaliam.

“Em um primeiro momento, a foto dos números da companhia pode não impressionar, mas a sequência dos resultados deixa claro o processo de retomada operacional que a empresa vive. Embora não tenha havido paralisação no setor de construção e as obras continuem em ritmo normal, a empresa informou que os lançamentos seguem suspensos até que se desenhe um cenário mais claro da atual situação econômica do país e da pandemia do coronavírus”, afirma a Levante.

Contudo, apontam, o segundo trimestre de 2020 deverá ser bem fraco em termos de vendas contratadas, pois os estandes de vendas foram abertos apenas em junho, com queda mais forte nas vendas no segmento de média e alta renda, pois a compra do imóvel “upgrade” foi adiada devido à pandemia da Covid-19.

AES Tietê (TIET11, R$ 14,58, +1,60%)

Dando prosseguimento ao interesse do BNDESPar em vender sua fatia na AES Tietê, a AES Corp. está interessada em comprar essa participação, segundo reportagem do jornal “Valor Econômico”.

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De acordo com a publicação, a AES contratou os bancos Credit Suisse e Goldman Sachs como seus assessores nessa tratativa. A participação, detida por meio da BNDESPar, é de 28,41%, correspondente a R$ 1,6 bilhão. Na terça-feira, a BNDESPar já havia informado que contratou a BR Partners como assessor financeiro para essa operação.

Petrobras (PETR3, R$ 22,25, +0,23%; PETR4, R$ 21,44, +0,33%)

A Petrobras divulgou que deu início a mais uma etapa de divulgação de oportunidade, também conhecida como “teaser”, dessa vez para a venda da totalidade de sua participação em um conjunto de sete concessões de campos de terra e águas rasas em Alagoas.

O “teaser” contém as principais informações sobre os ativos e os critérios para participação do processo.

O polo Alagoas compreende sete concessões de produção: Anambé, Arapaçu, Cidade de São Miguel dos Campos, Furado, Paru, Pilar e São Miguel dos Campos). Apenas co campo de Paru está localizado em águas rasas. Os demais são terrestres.

Neonergia (NEOE3, R$ 19,17, +2,08%)

A Neoenergia tenta levantar junto ao BNDES um financiamento de até R$ 3,4 bilhões, segundo reportagem do jornal “Valor Econômico”. Os recursos serão destinados às distribuidoras Coelba (BA), Celpe (PE), Cosern (RN) e Elektro (SP).

Os termos iniciais do empréstimo envolvem taxa de IPCA + 4,65% ao anos e prazo de 20 anos. A expectativa é fechar o financiamento até julho, o que irá garantir parte do investimento que as distribuidoras precisam realizar neste e no próximo ano.

Fras-le (FRAS3, R$ 5,32, +1,14%)

A Superintendência do Cade aprovou o acordo sem restrições, segundo o despacho no Diário Oficial e parecer no site do órgão regulador.

Em 17 de dezembro, o Conselho da Randon aprovou a compra da Nakata pela Fras-Le por R$ 457 milhões.

Locadoras 

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Em um caso específico, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que as empresas de aluguel de carros terão que pagar o IPVA de sua frota com base no local em que o carro circula e não onde ele foi licenciado, como se faz hoje. Segundo o jornal “Valor Econômico”, a alíquota do tributo é de 2% em SP, mas de 0,5% no Rio e 1% na maioria dos outros estados, incluindo Minas Gerais, onde a maioria dos carros é licenciada.

Para os analistas do Bradesco BBI, caso a medida seja aprovada, o gerenciamento das frotas ficaria mais complexo. Do ponto de vista financeiro, os analistas fizeram ainda um cálculo de retorno em que o resultado foi inferior a 5% no lucro líquido da Localiza em 2021.

“Se for aprovado, impactará naturalmente todo o setor de aluguel de carros. (…) Embora o impacto potencial não seja significativo, isso foi inesperado.

Oi (OIBR3, R$ 0,99, +1,02%; OIBR4, R$ 1,35, +2,27%)

A Oi divulgou nesta quarta-feira os dados financeiros de suas empresas que estão em recuperação judicial. Em abril, a geração de caixa operacional das recuperandas ficou negativa em R$ 774 milhões. Já os investimentos atingiram, no mesmo mês, R$ 660 milhões.

Como recebimentos, a empresa informou uma redução de R$ 72 milhões em abril, totalizando R$ 1,994 bilhão. E, em pagamentos, houve aumento de R$ 439 milhões, para o patamar de R$ 2,198 bilhões.

Com isso, o saldo final do caixa das recuperandas teve uma redução de R$ 743 milhões, para R$ 4,859 bilhões.

Segundo a coluna do Broadcast, do jornal O Estado de S. Paulo, o plano da Oi para a venda de uma série de ativos ao longo dos próximos meses provoca, como efeito colateral, pressão para que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) adie o leilão do 5G.

Nos bastidores, agentes do setor dizem que o bolso das empresas é um só, portanto não haveria dinheiro suficiente para bancar dois investimentos tão volumosos ao mesmo tempo. Ao manter o leilão, simultaneamente às vendas da operadora em recuperação judicial, seria colocado em risco a adesão das empresas ao leilão de 5G.

Na avaliação da Ericsson Mobility, o 5G pode ser responsável por 13% das conexões móveis na América Latina em 2025, segundo divulgou a Teletime.

Os analistas do Bradesco BBI, no entanto, se mostraram céticos em relação a essa projeção. “Acreditamos que será uma tecnologia cara e a acessibilidade é um fator importante para a implantação. Em nosso cenário de base, assumimos que o leilão de 5G do Brasil só ocorrerá em 2021″, disseram, em relatório a clientes.

Ainda no noticiário da empresa, a Elea Digital, uma das maiores empresas de data center do Brasil, fez uma oferta para comprar cinco data centers da Oi, que já aceitou. O negócio, porém, ainda precisa ser aprovado pelos credores.

Segundo a equipe do Bradesco BBI, a Oi assume um valor mínimo de R $ 325 milhões para seus data centers em uma “unidade produtiva isolada” (“UPI”). “Vemos isso como uma notícia positiva que reforça nossa visão otimista para a empresa e temos um rating outperform e preço-alvo de R$ 1,80”, afirmam os analistas.

Sabesp (SBSP3, R$ 56,59, +3,89%)

A Sabesp informou que assumiu o abastecimento de água em Mauá e prevê investir R$ 332 milhões. A companhia tem plano para executar obras de melhoria do fornecimento de água, dando mais segurança hídrica à população, combatendo as perdas e regularizando novas ligações de água.

O contrato prevê investimentos que vão melhorar o abastecimento por meio da ampliação da rede de água e da implantação de reservatórios, além de obras para reduzir as perdas e regularizar
comunidades com novas ligações de água, beneficiando diretamente os cerca de 454 mil moradores da cidade, segundo a empresa.

“A assinatura do contrato garante mais segurança hídrica para a população e representa um avanço importante no abastecimento do município, com o fim de interrupções constantes no fornecimento de água. A Sabesp vai investir R$ 219 milhões em obras durante o contrato. O município também vai receber da companhia recursos transferidos ao Fundo Municipal de Saneamento Ambiental e Infraestrutura (FMSAI) num total de R$ 113 milhões, o que eleva o investimento para R$ 332 milhões”, destaca o comunicado.

Entre as obras previstas, está a implantação de três reservatórios de água tratada: um na região do Anchieta, o segundo no Jardim Itapark e outro no Parque das Américas, elevando a capacidade de reservação em 10 milhões de litros. Também haverá a instalação de uma estação elevatória para bombeamento de água na região do Zaíra e serão executadas obras para a melhoria do abastecimento nos bairros Jardim Sônia Maria, Jardim Sílvia Maria, Vila Nova Mauá e região. A Sabesp vai ampliar as redes de distribuição e fazer novas ligações de água em comunidades onde a conexão é irregular, beneficiando cerca de 25 mil famílias que vivem nessas localidades.

A companhia também colocou como meta a redução das perdas de água na distribuição, que hoje ficam em torno de 50%. Com a substituição de redes e ramais antigos, a pesquisa e reparo de vazamento, o combate a irregularidades e outras ações, a Sabesp vai reduzir as perdas para 32% até 2022, com investimentos de R$ 6,1 milhões neste período. Durante todo o contrato, a meta é baixar as perdas dos atuais 424 litros por ligação/dia para 130 litros por ligação/dia, totalizando um investimento de R$ 60,8 milhões somente no combate a essas perdas.

O contrato de programa por 40 anos tem início imediato e prevê um período de transição na transferência pelo trabalho conjunto da Sabesp e da Sama, a autarquia municipal que agora deixa de operar o abastecimento da cidade.

“O contrato estabelece ainda que a dívida de R$ 3,5 bilhões do município com a Companhia seja equacionada ao longo do período de prestação de serviço. A medida vai aliviar o caixa da prefeitura, permitindo que a administração da cidade invista em outras áreas – como saúde, educação e
transporte. A fiscalização do cumprimento do contrato será feita pela Arsesp (Agência Reguladora de Energia e Saneamento do Estado de São Paulo)”, conclui o comunicado.

Ainda no radar do setor, o novo marco de saneamento básico, que está para ser votado no Senado, pode impulsionar novos investimentos e ajudar na retomada econômica do país no pós-pandemia, segundo reportagem do jornal “O Estado de São Paulo).

A ideia é que esse marco dê mais segurança jurídica aos investidores e estabeleça metas de qualidade. O relatório do projeto de lei deve ser votado na próxima semana, depois de dois anos de discussões.

O setor de saneamento precisa de R$ 500 bilhões para universalizar os serviços de água e esgoto, segundo a Associação Brasileira de Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib).

JBS (JBSS3, R$ 22,42, +4,04%), Marfrig (MRFG3, R$ 13,02, -0,76%) e BRF (BRFS3, R$ 22,49, +1,76%)

Os importadores de carne da China estão preocupados com possíveis atrasos devido aos testes de coronavírus que estãos endo impostos em alguns portos do país. Segundo a Reuters, o porto de Tianjin, na costa norte, passou a testar todos os lotes de contêineres que chegaram ao porto.

Para os analistas do Bradesco BBI, é preciso ter mais informações sobre as regras atuais para inspeção. “Gostaríamos de ter mais clareza se as inspeções mais rigorosas podem levar a gargalos na logística da carne, o que afetaria negativamente nossa cobertura de proteínas”, disseram.

A JBS está com recomendação de “outperform” no Bradesco BBI, com preço-alvo de R$ 32. Marfrig (R$ 15) e BRF (R$ 25) estão com recomendação “neutra”.

Vale ressaltar que, na tarde da véspera, a JBS teve o rating elevado de BB para BB+ pela Fitch Ratings, com perspectiva estável. A agência destacou que a decisão reflete os negócios resilientes e os fundamentos de médio prazo da JBS.

A elevação do rating também reflete o refinanciamento de dívida implementado no ano passado, forte posição de liquidez e fluxo de caixa livre, e níveis moderados de alavancagem em 2020. A Fitch espera que a empresa gere mais de US$ 1 bilhão em FCF em 2020.

Os ratings permanecem limtados por fatores como potenciais passivos contingentes e incertezas em torno das várias investigações ocorridas na JBS e com seu acionista controlador.

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Helbor reverte prejuízo e lucra R$ 5,4 mi no 1º tri; AES negocia bloco de ações do BNDES na Tietê e mais notícias

(Crédito: Fotos Públicas)

SÃO PAULO – O noticiário corporativo tem como destaque a notícia de que a AES Corp tem interesse em comprar a fatia de 28,4% que a BNDESPar possui na AES Tietê. Os bancos que atuarão como assessores financeiros para a vendedora e a potencial compradora já foram contratados.

Ainda sobre BNDES, a Neoenergia tenta levantar um financiamento de até R$ 3,4 bilhões com o banco público.

Já a Helbor divulgou seu balanço do primeiro trimestre, com um lucro líquido de R$ 5,445 milhões, ante prejuízo de R$ 39,279 milhões nos primeiros três meses de 2019.

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A incorporadora Helbor apresentou um lucro líquido de R$ 5,445 milhões no primeiro trimestre do ano, ante prejuízo de R$ 39,279 milhões nos primeiros três meses de 2019.

Em seu relatório de resultados, a empresa afirmou que “os projetos novos que estão sendo lançados possuem margens robustas enquanto os projetos antigos com margem mais comprimida estão em processo de finalização, pela venda massiva do estoque de unidades prontas”.

A receita líquida da empresa subiu 11% nessa base de comparação, para R$ 258,654 milhões.

O Ebitda saltou de R$ 5,090 milhões entre janeiro e março de 2019 para R$ 18,138 milhões para o primeiro trimestre de 2020. No mesmo período, a margem Ebitda subiu de 2,2% para 7%.

AES Tietê (TIET11)

Dando prosseguimento ao interesse do BNDESPar em vender sua fatia na AES Tietê, a AES Corp. está interessada em comprar essa participação, segundo reportagem do jornal “Valor Econômico”.

De acordo com a publicação, a AES contratou os bancos Credit Suisse e Goldman Sachs como seus assessores nessa tratativa. A participação, detida por meio da BNDESPar, é de 28,41%, correspondente a R$ 1,6 bilhão. Na terça-feira, a BNDESPar já havia informado que contratou a BR Partners como assessor financeiro para essa operação.

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A Petrobras divulgou que deu início a mais uma etapa de divulgação de oportunidade, também conhecida como “teaser”, dessa vez para a venda da totalidade de sua participação em um conjunto de sete concessões de campos de terra e águas rasas em Alagoas.

O “teaser” contém as principais informações sobre os ativos e os critérios para participação do processo.

O polo Alagoas compreende sete concessões de produção: Anambé, Arapaçu, Cidade de São Miguel dos Campos, Furado, Paru, Pilar e São Miguel dos Campos). Apenas co campo de Paru está localizado em águas rasas. Os demais são terrestres.

Neonergia (NEOE3)

A Neoenergia tenta levantar junto ao BNDES um financiamento de até R$ 3,4 bilhões, segundo reportagem do jornal “Valor Econômico”. Os recursos serão destinados às distribuidoras Coelba (BA), Celpe (PE), Cosern (RN) e Elektro (SP).

Os termos iniciais do empréstimo envolvem taxa de IPCA + 4,65% ao anos e prazo de 20 anos. A expectativa é fechar o financiamento até julho, o que irá garantir parte do investimento que as distribuidoras precisam realizar neste e no próximo ano.

A Superintendência do Cade aprovou o acordo sem restrições, segundo o despacho no Diário Oficial e parecer no site do órgão regulador.

Em 17 de dezembro, o Conselho da Randon aprovou a compra da Nakata pela Fras-Le por R$ 457 milhões.

Locadoras 

Em um caso específico, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que as empresas de aluguel de carros terão que pagar o IPVA de sua frota com base no local em que o carro circula e não onde ele foi licenciado, como se faz hoje. Segundo o jornal “Valor Econômico”, a alíquota do tributo é de 2% em SP, mas de 0,5% no Rio e 1% na maioria dos outros estados, incluindo Minas Gerais, onde a maioria dos carros é licenciada.

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Para os analistas do Bradesco BBI, caso a medida seja aprovada, o gerenciamento das frotas ficaria mais complexo. Do ponto de vista financeiro, os analistas fizeram ainda um cálculo de retorno em que o resultado foi inferior a 5% no lucro líquido da Localiza em 2021.

“Se for aprovado, impactará naturalmente todo o setor de aluguel de carros. (…) Embora o impacto potencial não seja significativo, isso foi inesperado.

A Oi divulgou nesta quarta-feira os dados financeiros de suas empresas que estão em recuperação judicial. Em abril, a geração de caixa operacional das recuperandas ficou negativa em R$ 774 milhões. Já os investimentos atingiram, no mesmo mês, R$ 660 milhões.

Como recebimentos, a empresa informou uma redução de R$ 72 milhões em abril, totalizando R$ 1,994 bilhão. E, em pagamentos, houve aumento de R$ 439 milhões, para o patamar de R$ 2,198 bilhões.

Com isso, o saldo final do caixa das recuperandas teve uma redução de R$ 743 milhões, para R$ 4,859 bilhões.

Segundo a coluna do Broadcast, do jornal O Estado de S. Paulo, o plano da Oi para a venda de uma série de ativos ao longo dos próximos meses provoca, como efeito colateral, pressão para que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) adie o leilão do 5G.

Nos bastidores, agentes do setor dizem que o bolso das empresas é um só, portanto não haveria dinheiro suficiente para bancar dois investimentos tão volumosos ao mesmo tempo. Ao manter o leilão, simultaneamente às vendas da operadora em recuperação judicial, seria colocado em risco a adesão das empresas ao leilão de 5G.

Na avaliação da Ericsson Mobility, o 5G pode ser responsável por 13% das conexões móveis na América Latina em 2025, segundo divulgou a Teletime.

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Os analistas do Bradesco BBI, no entanto, se mostraram céticos em relação a essa projeção.

“Acreditamos que será uma tecnologia cara e a acessibilidade é um fator importante para a implantação. Em nosso cenário de base, assumimos que o leilão de 5G do Brasil só ocorrerá em 2021”, disseram, em relatório a clientes.

A Sabesp informou que assumiu o abastecimento de água em Mauá e prevê investir R$ 332 milhões. A companhia tem plano para executar obras de melhoria do fornecimento de água, dando mais segurança hídrica à população, combatendo as perdas e regularizando novas ligações de água.

O contrato prevê investimentos que vão melhorar o abastecimento por meio da ampliação da rede de água e da implantação de reservatórios, além de obras para reduzir as perdas e regularizar
comunidades com novas ligações de água, beneficiando diretamente os cerca de 454 mil moradores da cidade, segundo a empresa.

“A assinatura do contrato garante mais segurança hídrica para a população e representa um avanço importante no abastecimento do município, com o fim de interrupções constantes no fornecimento de água. A Sabesp vai investir R$ 219 milhões em obras durante o contrato. O município também vai receber da companhia recursos transferidos ao Fundo Municipal de Saneamento Ambiental e Infraestrutura (FMSAI) num total de R$ 113 milhões, o que eleva o investimento para R$ 332 milhões”, destaca o comunicado.

Entre as obras previstas, está a implantação de três reservatórios de água tratada: um na região do Anchieta, o segundo no Jardim Itapark e outro no Parque das Américas, elevando a capacidade de reservação em 10 milhões de litros. Também haverá a instalação de uma estação elevatória para
bombeamento de água na região do Zaíra e serão executadas obras para a melhoria do abastecimento nos bairros Jardim Sônia Maria, Jardim Sílvia Maria, Vila Nova Mauá e região. A Sabesp vai ampliar as redes de distribuição e fazer novas ligações de água em comunidades onde a conexão é irregular, beneficiando cerca de 25 mil famílias que vivem nessas localidades.

A companhia também colocou como meta a redução das perdas de água na distribuição, que hoje ficam em torno de 50%. Com a substituição de redes e ramais antigos, a pesquisa e reparo de vazamento, o combate a irregularidades e outras ações, a Sabesp vai reduzir as perdas para 32% até 2022, com investimentos de R$ 6,1 milhões neste período. Durante todo o contrato, a meta é baixar as perdas dos atuais 424 litros por ligação/dia para 130 litros por ligação/dia, totalizando um investimento de R$ 60,8 milhões somente no combate a essas perdas.

O contrato de programa por 40 anos tem início imediato e prevê um período de transição na transferência pelo trabalho conjunto da Sabesp e da Sama, a autarquia municipal que agora deixa de operar o abastecimento da cidade.

“O contrato estabelece ainda que a dívida de R$ 3,5 bilhões do município com a Companhia seja equacionada ao longo do período de prestação de serviço. A medida vai aliviar o caixa da prefeitura, permitindo que a administração da cidade invista em outras áreas – como saúde, educação e
transporte. A fiscalização do cumprimento do contrato será feita pela Arsesp (Agência Reguladora de Energia e Saneamento do Estado de São Paulo)”, conclui o comunicado.

Ainda no radar do setor, o novo marco de saneamento básico, que está para ser votado no Senado, pode impulsionar novos investimentos e ajudar na retomada econômica do país no pós-pandemia, segundo reportagem do jornal “O Estado de São Paulo).

A ideia é que esse marco dê mais segurança jurídica aos investidores e estabeleça metas de qualidade. O relatório do projeto de lei deve ser votado na próxima semana, depois de dois anos de discussões.

O setor de saneamento precisa de R$ 500 bilhões para universalizar os serviços de água e esgoto, segundo a Associação Brasileira de Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib).

Os importadores de carne da China estão preocupados com possíveis atrasos devido aos testes de coronavírus que estãos endo impostos em alguns portos do país. Segundo a Reuters, o porto de Tianjin, na costa norte, passou a testar todos os lotes de contêineres que chegaram ao porto.

Para os analistas do Bradesco BBI, é preciso ter mais informações sobre as regras atuais para inspeção. “Gostaríamos de ter mais clareza se as inspeções mais rigorosas podem levar a gargalos na logística da carne, o que afetaria negativamente nossa cobertura de proteínas”, disseram.

A JBS está com recomendação de “outperform” no Bradesco BBI, com preço-alvo de R$ 32. Marfrig (R$ 15) e BRF (R$ 25) estão com recomendação “neutra”.

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JBS reabrirá unidade dos EUA, novo chairman da Gerdau e aprovação de dividendos por 2 empresas: veja mais notícias

Logo JBS (Shutterstock)

A construtora e incorporadora imobiliária Helbor publicou prévia do primeiro trimestre de 2020 e informou que obteve vendas de R$ 242,5 milhões no período, uma expansão de 10,1% sobre igual período do ano passado.

A Helbor não realizou nenhum lançamento no trimestre e 72% das suas vendas foram de unidades prontas. Confira os destaques:

A unidade de carne bovina da JBS USA em Souderton, Pensilvânia, reabrirá na segunda-feira, segundo
porta-voz. Com capacidade de 1.950 cabeças por dia, a planta estava programada para reabrir em 16 de abril.

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A desaceleração e a subsequente paralisação em Souderton foram provocados após vários membros da equipe de gerenciamento exibirem sintomas semelhantes aos de gripe.

A Petrobras decidiu paralisar temporariamente parte da construção do gasoduto Rota 3 e da unidade de processamento de gás do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). A medida foi tomada para atender a um ofício da prefeitura de Itaboraí, onde fica o Comperj, que solicita a interrupção do 70% das atividades do empreendimento.

A empresa mantém cerca de 30% do contingente nas obras. Com isso, foi possível afastar temporariamente da construção cerca de 4 mil trabalhadores.

A empresa informou que o cronograma das obras terá de ser reavaliado. O projeto do gasoduto, chamado de Rota 3, visa a criar mais uma rota de escoamento do gás natural produzido na camada pré-sal, ligando o pólo de gás da Bacia de Santos à Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN), que também teve as obras afetadas e que poderá processar até 21 milhões de metros cúbicos do produto por dia.

Sobre o setor da companhia, de petróleo, o Bradesco BBI avaliou o comunicado conjunto feito pelos ministros de Energia da Rússia, Alexander Novak, e da Arábia Saudita, o príncipe Abdul Aziz Bin Salman.

Os dois informaram que “as duas nações continuarão a monitorar de perto o mercado do petróleo e estão preparadas para medidas adicionais, em conjunto com a Opep+ e outros países, se elas se mostrarem necessárias”. Na semana passada, foi anunciado o corte de 9,7 milhões de barris na produção diária de petróleo, ou 10% da produção mundial total.

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“A Opep+ deve se encontrar de novo em 19 de junho. A questão-chave é se cortes adicionais serão implementados, ou se apenas serão anunciados para não ser cumpridos, especialmente os países do G-20. Uma queda nos estoques, na melhor das hipóteses, deverá ter início apenas no terceiro trimestre de 2020”, avalia o BBI.

Os metalúrgicos da Embraer aprovaram a proposta de acordo para suspensão de contratos de trabalho e redução de jornada com diminuição de salário, informaram a Embraer e o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos. A votação ocorreu em assembleia virtual, organizada pelo sindicato.

A proposta aprovada prevê a suspensão temporária de contratos de trabalho por 60 dias, como forma de prevenção ao coronavírus. Nesse caso, haverá redução salarial de 17,5% a 36,35%. Para aqueles que cumprirão home office, a redução será de 25%.

O sindicato informou que, durante as negociações, posicionou-se contra a proposta da Embraer, por discordar principalmente de dois pontos: a permanência de cerca de mil funcionários dentro das fábricas e a redução salarial. No entanto, com a aprovação em assembleia virtual, o acordo coletivo entra em vigor no próximo dia 22.

“A Embraer está sendo irresponsável ao manter mais de mil trabalhadores nas fábricas. Estamos passando por um grave momento que deveria ser respeitado por todos, e não é o que estamos vendo por parte da Embraer”, afirmou Herbert Claros, diretor do sindicato. Para ele, a empresa está, além disso, colocando os funcionários em situação financeira crítica com os cortes salariais. “Tudo isso apenas para garantir os lucros dos acionistas. O sindicato já havia se manifestado contra a proposta, mas vai seguir sua tradição de respeitar a decisão tomada pelos trabalhadores em assembleia”, disse Claros.

Entre os 5.955 trabalhadores que participaram da assembleia, 5.485 (92,11%) votaram a favor, 353 (5,93%) contra e 117 (1,96%) abstiveram-se. A participação na assembleia foi de 80,41% do total de trabalhadores que o sindicato representa, que somam cerca de 7,4 mil.

A Embraer informou que as ações emergenciais e temporárias sugeridas terão duração de 60 a 90 dias e garantia de emprego por quatro meses a partir da assinatura do acordo ou pelo período correspondente ao tempo em que estiver em redução de jornada e salário ou suspensão do contrato, “o que for maior”. Segundo a empresa, os profissionais que desempenharão suas atividades em home office terão o emprego garantido pelo período correspondente ao que o colaborador estiver nessa condição.

Para os colaboradores em atividades essenciais e trabalho presencial, não haverá alterações na jornada ou salários, esclareceu a Embraer.

Segundo o sindicato, além de suspender contratos dos funcionários, a Embraer está cancelando os pedidos para as empresas fornecedoras de peças. “Essa medida está resultando em demissões em massa. A Status Usinagem, que tem a Embraer como principal cliente, anunciou a demissão de 75 trabalhadores e o fechamento de sua fábrica, na segunda-feira (13)”, informou a entidade.

Em nota, a Embraer informou que “permanecerá em contínuo diálogo com os clientes, fornecedores e governos para atender as necessidades essenciais do setor e da população, priorizando sempre a saúde e segurança dos seus colaboradores e a preservação de empregos”.

O Cade aceitou a BRF como interessada em acordo entre Bunge e Seara. A Superintendência do Cade aceitou pedido da BRF, que atua nos mercados afetados pelo acordo, segundo despacho no Diário Oficial e nota técnica no site do órgão regulador.

O Cade concedeu prazo para que Bunge e Seara forneçam informações solicitadas pela BRF e para que BRF apresente suas alegações.

Em 20 de dezembro, a Bunge concordou em vender ativos de margarina e maionese no Brasil para a Seara, unidade da JBS.

Helbor (HBOR3

A construtora e incorporadora imobiliária Helbor, de Mogi das Cruzes (SP), publicou a prévia dos resultados no primeiro trimestre deste ano e informou que obteve vendas de R$ 242,5 milhões no período, uma expansão de 10,1% sobre igual período de 2019. Segundo a Helbor, o primeiro trimestre de 2020 foi o melhor “nos últimos seis anos” da empresa. A Helbor detalhou que do total vendido, 72% foram unidades prontas. A incorporadora informou que a velocidade de vendas foi de 11,9% no trimestre, superior à velocidade de 9,7% no mesmo trimestre do ano passado.

Como destaque, a Helbor informou que vendeu uma torre comercial Helbor Trilogy em São Bernardo do Campo (SP) para o fundo de investimento imobiliário Multi Renda Urbana por R$ 44 milhões. A Helbor não fez nenhum lançamento no trimestre. Do total de vendas da Helbor, R$ 84,6 milhões foram para o segmento residencial médio alto, R$ 30,9 milhões para o segmento residencial alto e R$ 67,9 milhões para o segmento comercial.

Do total vendido, 38,3% foram imóveis na cidade de São Paulo; 48,6% no Estado de São Paulo (exceto a capital); 3,9% na Região Sul do país; 3,9% na Região Nordeste; e 3,7% na Região Centro-Oeste. A empresa entregou três prédios residenciais em janeiro, dois na capital paulista e um em Osasco, na região metropolitana.

O banco Bradesco BBI comentou a prévia do primeiro trimestre da Helbor. Segundo o BBI, as vendas foram fortes, apesar da construtora não ter feito nenhum lançamento no período. “As vendas líquidas atingiram R$ 186 milhões, um crescimento de 34% na base anual. A companhia deverá mostrar uma forte geração de caixa, apoiada pelas vendas de imóveis nos estoques e pelas recebíveis transferidas no primeiro trimestre de 2020”, avalia o BBI. O banco comenta que embora a previsão seja de um cenário mais difícil para o segmento médio-alto, onde a Helbor é mais forte, a construtora tem um portfólio sólido para 2020, quando os lançamentos forem retomados. O Bradesco BBI reafirmou a recomendação outperform – acima da média do mercado, para a ação HBOR3, com preço-alvo de R$ 2,70 para 2020, uma alta de 68% sobre os R$ 1,61 atuais.

O Conselho de Administração da siderúrgica Gerdau elegeu Guilherme Chagas Johannpeter Gerdau como o seu presidente, enquanto para o cargo de vice-presidente foi eleito Claudio Johannpeter. A reunião do Conselho aconteceu ontem na capital paulista, onde fica a sede do grupo siderúrgico brasileiro.

O Conselho também elegeu o executivo Gustavo Werneck da Cunha para o cargo de diretor-presidente da Gerdau, enquanto para vice-diretor-presidente foi eleito o executivo Harley Lorentz Scardoelli. Para as diversas diretorias da Gerdau, foram eleitos os seguintes executivos: César Obino da Rosa Peres; Fábio Eduardo de Pieri Spina; Fladimir Batista Lopes Gauto; Hermenio Pinto Gonçalves; Marcos Eduardo Faraco Wahrhaftig; Mauro de Paula; e Wendel Gomes da Silva.

A Vale divulga relatório de produção do primeiro trimestre de 2020, que pode ser o primeiro a mostrar os efeitos nos resultados corporativos da pandemia de coronavírus, que chegou à China em dezembro e teve os primeiros casos no Brasil registrados em fevereiro. A Vale divulga relatório após o fechamento do mercado.

A indústria Döhler de Joinville (SC) comunicou ao mercado que pretende realizar um aumento de capital de R$ 45 milhões, dos atuais R$ 180 milhões para R$ 225 milhões, com a emissão de 15,1 milhões de novas ações, das quais 10,8 milhões serão ordinárias e 4,2 milhões serão preferenciais. A fabricante de produtos têxteis apresentará a proposta à próxima assembleia geral ordinária e extraordinária, que ocorrerá na sede em 28 de abril.

A Döhler informou que pretende negociar suas ações na B3 a partir de 5 de maio deste ano. Segundo a empresa, as ações serão negociadas ex-direito à bonificação. A empresa esclareceu que as novas ações que serão emitidas no aumento de capital – se a transação for aprovada nas assembleias – não terão direito a nenhum dividendo ou bonificação relativos a 2019.

A Eneva Energia informou que concluiu a venda dos 30% de participação acionária que possuía na empresa Seival Sul Mineração, no Estado do Rio Grande do Sul, para a Copelmi Participações. Segundo a Eneva, a Copelmi paga um total de 21 milhões, sendo R$ 18 milhões pela participação societária e R$ 3 milhões por um imóvel no município de Candiota (RS). A Eneva informou que como parte do acordo recebeu ontem R$ 5,2 milhões, referentes ao imóvel e a uma parte das ações. O restante será pago até 30 de setembro deste ano.

Enauta (ENAT3

A petrolífera Enauta informou que distribuirá dividendos intermediários relativos a 2019, no valor total de R$ 300 milhões. Cada ação receberá R$ 1,142694902. Os dividendos serão pagos considerando a posição acionária de 16 de abril. A partir de hoje e durante este dia, 17 de abril, todas as ações serão negociadas ex-dividendos. A Enauta disse que pagará aos acionistas em 28 de abril deste ano. O pagamento será feito pela Itaú corretora de Valores Mobiliários.

O conselho de administração da Log aprovou o pagamento de R$ 21 milhões em dividendos. Segundo o documento, o valor bruto será de R$ 0,2116487 por ação ordinária, a ser pago no dia 29 de maio de 2020. A partir de 20 de maio, as ações serão negociadas de forma “ex- dividendos”.

A Taesa comunicou ter concluído três captações de recursos no total de R$ 900 milhões.

Pela emissão de debêntures simples, a companhia conseguiu captar R$ 450 milhões, outros R$ 350 milhões vieram da emissão da Cédula de Crédito Bancário (CCB) em favor do Citibank. Já os R$ 100 milhões restantes foram da emissão de CCB em favor do Bradesco (BBDC4).

“As captações reforçam a posição de caixa da empresa e, considerando o contexto atual dos mercados de capitais mundial, em especial o mercado de capitais brasileiro, representam uma importante medida alinhada ao seu pilar estratégico de disciplina financeira, que visa o cumprimento ordinário de suas obrigações contratuais, principalmente aquelas relativas a contratos de dívida”, destacou a companhia.

São Carlos (SCAR3)

O São Carlos Empreendimentos captou R$ 100 milhões através da emissão de uma cédula de crédito bancário (CCB), junto ao Banco Bradesco. A CCB vence em um ano. Segundo a empresa, o objetivo da captação é reforçar o caixa.

A Tupy teve a recomendação elevada a overweight (exposição acima da média do mercado) pelo JPMorgan, com preço-alvo de R$ 18.

Canopus

A CVM informou na manhã de hoje que a construtora Canopus, de Belo Horizonte (MG), suspendeu o pedido para realizar uma oferta pública de ações. A empresa protocolou o pedido para a oferta pública em 10 de fevereiro. Na época, os empresários não informaram quanto pretendiam levantar com a venda dos papéis. Segundo a CVM, o pedido da Canopus foi suspenso até janeiro de 2021.

Quero-Quero

A rede varejista gaúcha Quero-Quero, que vende materiais de construção, foi outra empresa que adiou a sua oferta pública de ações. Segundo a CVM, a oferta foi suspensa até janeiro de 2021.

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(Com Agência Brasil, Agência Estado e Bloomberg)

Conselho da Renner propõe pagar 50% do resultado em dividendos; prévias de MRV e Helbor e mais destaques

A Lojas Americanas comunicou que levantou R$ 222 milhões com seu aumento de capital, através da subscrição de 5,1 milhões de ações ordinárias e 9,9 milhões de preferenciais. As sobras, uma quantidade ao redor de 430 mil ações, serão oferecidas na B3 até 27 de janeiro. As construtoras e incorporadoras imobiliárias MRV e Helbor informaram ontem as prévias dos seus resultados no quarto trimestre de 2019.

Lojas Renner (LREN3)

O Conselho de Administração da Lojas Renner propôs aumentar o payout (porcentual de pagamento de dividendos e juros sobre capital próprio) para os acionistas para 50% do resultado do exercício de 2019, versus cerca de 40% nos últimos anos. O assunto será debatido na próxima Assembleia Geral Ordinária (AGO), a ser realizada em 16 de abril de 2020.

Lojas Americanas (LAME4)

A Lojas Americanas comunicou ontem ao mercado que foram subscritas 5,1 milhões de ações ordinárias e 9,9 milhões de preferenciais no seu aumento de capital, totalizando uma soma um pouco superior a R$ 222 milhões. As sobras, ou ações não subscritas, somam ao redor de 430 mil, entre ordinárias e preferenciais, e serão vendidas na B3 a partir de hoje, com prazo até 27 de janeiro.

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A construtora e incorporadora imobiliária MRV apresentou ontem ao mercado sua prévia do quarto trimestre de 2019. Entre os principais resultados, a MRV afirma que 2019 foi o “melhor ano de lançamentos da companhia em VGV, com crescimento de 7,4% sobre 2018”. A MRV também comunica que 2019 foi o melhor ano em produção, com crescimento de 7,3% sobre 2018.

“Em 2019 também tivemos o menor volume de distratos, com redução de 50,6% em relação a 2018”. A MRV afirma que o número de distratos caiu de 990 em 2018 para 489 em 2019.

Segundo o Credit Suisse, embora a MRV tenha apresentado lançamentos fortes de R$ 2,4 bilhões no trimestre, os dados em conjunto foram considerados fracos. “Os lançamentos não foram suficientes para impulsionar as vendas, que permaneceram estáveis. Houve forte queda no VSO para 12,8%, abaixo da Direcional (14,3%). O nível de estoque está aumentando, o que deve piorar a dinâmica do capital de giro, a não ser que a companhia decida reduzir os lançamentos, o que não parece provável”, comentam os analistas. Segundo eles, outro ponto preocupante é a queda da produção, “base para nossa visão mais cautelosa para o papel e o downgrade de novembro”.

O banco Credit Suisse manteve hoje a avaliação “underperform” (abaixo da média) para os papéis da construtora e incorporadora.

A construtora e incorporadora imobiliária Helbor divulgou ontem seus resultados prévios do quarto trimestre e do ano de 2019. Segundo a empresa, suas vendas totais cresceram 133% no quarto trimestre, sobre o esmo período de 2018.

A Helbor afirma que o destaque foram as vendas de unidades prontas, que representaram 63% do total vendido no período. A Helbor afirma que vendeu R$ 175 milhões em imóveis comerciais e usará os recursos para amortização de debêntures emitidas em junho do ano passado. Os imóveis que compõem o portfólio da operação são o One Eleven, o CittyOsasco e o Neolink Office. “As vendas totais de 2019 atingiram R$ 1,73 bilhão, crescimento de 40% sobre 2018. Já as vendas da parte Helbor totalizaram R$ 1,24 bilhão, 37% superiores ao mesmo período de 2018”, informou a companhia.

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O Bradesco BBI aumentou em 7% o preço-alvo da ação da construtora e incorporadora imobiliária Helbor, que ontem publicou seus resultados preliminares do quarto trimestre de 2019. Segundo o BBI, o preço-alvo da ação passou de R$ 4,66 para R$ 5,00. A análise classificou como “fortes” os resultados preliminares.

“Os lançamentos atingiram R$ 365 milhões no trimestre, alta de 170% sobre o mesmo período do ano passado. As vendas contratadas cresceram 584% sobre o quarto trimestre de 2018, apoiadas principalmente por propriedades comerciais. “Nós esperamos que a Helbor continue a se beneficiar da retomada do mercado”, avaliam.

Burger King (BKBR3)

O Banco Morgan Stanley iniciou a cobertura das ações do Burger King Brasil com uma classificação “underweight”, que é de desempenho abaixo da média. “O Burger King Brasil tem uma história atraente de crescimento, forte execução e o foco na lucratividade. Contudo, esperamos que o papel continue com desempenho abaixo da média em 2020, por causa da crescente competição e custos maiores de produção”, comentam os analistas do banco. O cenário não é de todo ruim, já que projetam expansão de 12% nas vendas no conceito mesmas lojas entre 2019 e 2022.

“O foco na lucratividade e disciplina é refletido no retorno das lojas, que está acima das nossas estimativas para a Alsea. Estimamos que a abertura de novas lojas acrescente US$ 1,6 por ação (9%) a cada ano”, comentam.

A CSN foi rebaixada de compra para manutenção pelo HSBC. O preço-alvo é de R$ 16, o que implica em potencial de alta de 8,4% em relação ao último fechamento.

BR Distribuidora (BRDT3)

A BR Distribuidora assinou com a Bitumina Industries, com sede em Dubai, documento que estabelece exclusividade por 90 dias para negociação para venda de 100% das ações da Stratura Asfaltos, com sede em Paulínia.

A Eletrobras informou ao mercado que sua subsidiária Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf) concluiu no dia 15 a energização dos aerogeradores dos complexos eólicos Pindaí I, II e III. Os três complexos eólicos, localizados no interior da Bahia, são compostos por 55 aerogeradores, dos quais 35 estão em operação comercial e 20 em testes. A Eletrobras afirma que quando todos estiverem em operação, irão agrega 110 MW à capacidade instalada da Chesf, o que equivale a uma receita de R$ 70,7 milhões.

Construtoras: uma virada espetacular em 2019 na bolsa e boas perspectivas para 2020

SÃO PAULO – Em 2015, diante de recessão, ajuste fiscal e consequências da Operação Lava-Jato, a crise das construtoras parecia não ter fim. Foram cerca de 600 mil demissões e queda de 98% nos lucros das companhias do setor.

Em meio a esse cenário, as ações das construtoras caíram entre 18% (queda da Trisul) e 65% (baixa da Helbor) entre o início de 2015 e fevereiro de 2016, período que marcou o auge da crise política e econômica brasileira. As exceções foram MRV, que saltou 20% naqueles tempos, e Gafisa, que subiu 5%.

Contudo, a história mudou de figura em 2019.

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O Índice Imobiliário (Imob) dispara 67% neste ano, enquanto os papéis da MRV (MRVE3) sobem 84%, Cyrela (CYRE3) salta 107% e. Even (EVEN3) tem alta de 153%. Tecnisa (TCSA3) registra ganhos de 27% Tenda (TEND3) sobe 86%, Direcional (DIRR3) sobe 112%, Eztec (EZTC3) tem 101% de ganhos, Helbor (HBOR3) apresenta uma alta impressionante de 196% e Trisul (TRIS3) uma ainda mais expressiva, de 276%. Só Gafisa (GFSA3) destoa, caindo 49% desde o início do ano por motivos já explicados aqui no InfoMoney.

Marcello Milman, analista da AZ Quest, explica o movimento, destacando que o mercado antecipa o que os investidores acreditam que acontecerá na economia e o horizonte macro atualmente tem bem menos nuvens do que tinha quatro anos atrás. “As coisas estão melhorando para o Brasil e mais ainda para os segmentos de média e alta renda em São Paulo”, afirma.

Renan Manda, analista de fundos imobiliários da XP Investimentos, entende que apesar da forte valorização recente, as empresas do setor de construção ainda têm potencial para continuar a performar bem no curto prazo na Bolsa.

Os fatores que sustentam essa tese são quatro: a recuperação da atividade econômica conjugada à queda nas taxas de desemprego, o que aumenta a estabilidade financeira das famílias; o corte na taxa básica Selic, que levou diversos bancos a reduzir os juros do financiamento imobiliário; estabilização da oferta com a redução no volume de lançamentos dos últimos anos; e a aprovação da nova lei dos distratos, que deve minimizar o impacto desse problema no futuro.

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Sobre esse último ponto, vale lembrar que antes da Lei 13.786/2018 não havia uma regra que regulasse as obrigações entre a construtora e o consumidor caso o contrato de compra não fosse cumprido devido ao desejo de qualquer uma das partes. Durante a crise, como diversas pessoas compraram imóveis a prestações e não conseguiram honrar com os valores que teriam de ser pagos, o número de distratos disparou e frequentemente as disputas foram parar no Judiciário.

Hoje, a questão está estabelecida em um teto de 25% de retenção pela construtora do total que foi desembolsado pelo comprador. “Na nossa visão, a nova lei deve amenizar o impacto dos distratos nas incorporadoras caso um novo ciclo negativo do setor ocorra e possivelmente evitará parcialmente o estresse financeiro das empresas”, aponta o analista da XP.

Em relatório, os analistas Thiago Lofiego, Victor Tapia, Maria Clara Negrão e José Cataldo, do Bradesco BBI, ressaltam ainda que a construção de moradias para pessoas de baixa renda já estava em recuperação desde 2017, por serem menos intensivas no uso de aço. Agora, dois anos depois, começam a ser vistos os sinais de que os segmentos de média e alta renda estão indo no mesmo caminho.

“Estimamos que os lançamentos para o público de média-alta renda cresçam 76% em 2019 e outros 18% em 2020”, destacou a equipe de análise do banco. As principais apostas do Bradesco no setor são Direcional, Tenda e Trisul, para as quais os especialistas estimam um rendimento médio de lucro de 12% entre 2020 e 2022, contra 9% dos seus pares.

Riscos e oportunidades no radar

De acordo com Milman, a confiança no aumento de emprego, renda e capacidade de financiamento aumentou, de modo que o mais importante agora a se monitorar é a oferta de imóveis. “Diversas empresas estão fazendo lançamentos, então alguns segmentos podem ter problemas de saturação, como é o caso dos compactos, que são incentivados na capital paulista.”

O analista da AZ Quest ressalva que este problema dos imóveis com áreas menores afeta hoje muito mais algumas empresas que não são listadas do que as mais tradicionais da B3. No caso das construtoras com capital aberto, Milman argumenta que o principal risco está associado ao excesso de otimismo.

“O setor deve crescer mais na economia real e menos na Bolsa, porque grande parte da melhora esperada nas demonstrações financeiras destas empresas já foi antecipada. Não deve se esperar uma apreciação de 100% nas ações de novo em 2020”, avalia.

A XP espera que os melhores desempenhos dentre as ações de construtoras em 2020 fiquem por conta de Cyrela e Eztec. A primeira pela combinação favorável de crescimento, geração de caixa, baixa alavancagem e exposição ao segmento de média e alta renda paulistano. Já a segunda ganharia um impulso dos seus projetos em cidades próximas à região metropolitana de São Paulo.

“Para o médio prazo, acreditamos que a companhia voltará a desenvolver projetos de grande porte no segmento de média renda, além do desenvolvimento de lajes corporativas para venda (como o projeto Esther Towers, atualmente em construção)”, comenta Renan Manda sobre a Eztec.

Confira na tabela abaixo o resumo das recomendações para cada empresa do setor de construção:

Empresa Recomendação de Compra Recomendação Neutra Recomendação de Venda Preço-alvo médio em 12 meses Upside esperado
CYRE3 8 5 0 R$ 28,82 -3,45%
DIRR3 10 1 0 R$ 14,48 -2,49%
EVEN3 9 1 0 R$ 13,57 -10,61%
EZTC3 9 3 0 R$ 44,53 -11,49%
GFSA3 0 1 2 R$ 4,96 -41,9%
HBOR3 1 1 1 R$ 4,00 -10,9%
MRVE3 7 4 3 R$ 20,18 -5,61%
TCSA3 3 3 0 R$ 1,76 -4,86%
TEND3 6 3 1 R$ 27,97 -4,54%
TRIS3 2 0 0 R$ 16,00 +6,67%

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