Ambipar pede registro de IPO da controlada Environmental ESG Participações

Ambipar (Foto: Divulgação)

A Ambipar (AMBP3) informou que apresentou na quarta-feira à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) pedido de oferta pública inicial de distribuição primária de ações de sua controlada Environmental ESG Participações, que atua no segmento de soluções ambientais para gestão e valorização de resíduos pós e pré-consumo e na gestão de gases do efeito estufa e originação de créditos de carbono.

A oferta, que terá esforços de colocação no Brasil e no exterior, será acompanhada de pedido de adesão ao segmento do Novo Mercado da B3.

Segundo comunicado da empresa, a quantidade de ações a serem ofertadas e o preço serão definidos posteriormente pelo conselho de administração.

Em razão da decisão da oferta, a diretora presidente da Ambipar, Izabel Cristina Andriotti Cruz de Oliveira, renunciou ao cargo e foi eleita para o cargo de Diretora Presidente da Environmental ESG. Para seu lugar, foi escolhido Leon Tondowski.

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Gisele Bündchen se torna acionista da Ambipar e passará a integrar Comitê de Sustentabilidade da companhia

SÃO PAULO – A Ambipar (AMBP3), grupo que atua na gestão ambiental, de resíduos e de resposta a emergências e que completou um ano de capital aberto em julho, informou que a modelo Gisele Bündchen passará a integrar o Comitê de Sustentabilidade da companhia. O Comitê tem por objetivo promover a gestão estratégica dos negócios e soluções da Ambipar com foco em sustentabilidade.

Gisele também atuará na promoção da imagem institucional da marca Ambipar e de seus produtos e serviços, especialmente nos pilares ESG desenvolvido pelo grupo, afirmou a companhia em comunicado ao mercado. ESG é a sigla em inglês para “environmental, social and governance”, referente às melhores práticas ambientais, sociais e de governança, em português.

A Ambipar também informou que, no contexto da parceria, Gisele adquiriu, na última segunda-feira, ações ordinárias da empresa e de titularidade de seu acionista controlador. A companhia esclareceu que a venda não altera o controle da empresa.

Leia mais: Em ritmo acelerado de aquisições, Ambipar aponta que maior preocupação do mercado com ESG deve impulsionar crescimento

A companhia destacou que, em setembro do ano passado, dois meses após fazer seu IPO na B3, decidiu iniciar um trabalho de branding e comunicação mais intenso, “para que a sociedade e o mercado em geral conhecessem sua expertise em gestão ambiental, fortalecendo a conscientização sobre o tema”.

“Desde aquele momento, uma ideia mobilizou a companhia: convidar Gisele Bündchen para ser a embaixadora da marca, já que a modelo é brasileira, com forte atuação internacional e longa história em prol do meio ambiente – exatamente como a companhia”, afirmou a Ambipar.

A primeira campanha publicitária com a participação da modelo já está em produção, mas ainda não tem data prevista para estrear, destacou a empresa.

A Ambipar estreou na Bolsa em 13 de julho de 2020 a R$ 24,67 e, desde então, os papéis já subiram 72% na B3.

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Em ritmo acelerado de aquisições, Ambipar aponta que maior preocupação do mercado com ESG deve impulsionar crescimento

Fabio da Costa Castro, diretor de RI da Ambipar (crédito: Divulgação)

SÃO PAULO – A Ambipar (AMBP3) foi descrita por analistas do Bradesco BBI como “uma empresa para o futuro”, e considerando a importância que a pauta ESG (governança ambiental, social e corporativa, na sigla em inglês) assumiu no mercado financeiro, faz sentido que seja considerada assim.

Em entrevista ao InfoMoney, o diretor de Relações com Investidores da empresa, Fábio Castro, disse que a maior visibilidade do tema está ajudando sua companhia, que atua em dois segmentos, Enviroment (que lida com gestão de resíduos) e Response (prevenção a acidentes ambientais e resposta a emergências) a crescer ainda mais do que se esperava antes.

“Grande parte do nosso crescimento se deve dessa demanda de novos clientes. Existe no mercado financeiro mais cobrança para as empresas se tornarem mais sustentáveis”, argumenta, ressaltando que a emissão de títulos de dívida atrelados a metas de sustentabilidade é mais barata e que há uma pressão dos clientes porque as gerações mais novas estão cada vez mais preocupadas com o meio ambiente.

“A companhia dobrava de receita a cada dois anos, já aceleramos isso e a ideia é acelerar ainda mais e dobrar de faturamento em menos de dois anos. E isso se refletirá em [Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciações e Amortizações] Ebitda e lucro. Estamos bem confortáveis com as revisões recentes dos analistas para nossos números nos próximos trimestres”, admite.

Uma dessas revisões veio do Bradesco BBI, no qual os analistas Francisco Navarrete e Ricardo França, avaliaram que a Ambipar está apenas começando a mostrar seu alto potencial de crescimento no Brasil, América Latina e Estados Unidos.

De acordo com eles, a Ambipar executou brilhantemente desde a abertura de capital (IPO, na sigla em inglês) em 10 de julho de 2020 – as ações começaram a ser negociadas no dia 13 – seu plano de financiar a expansão da unidade de Resposta a Emergências (ER).

Já foram realizadas: a compra de sete unidades ER em 10 locais estratégicos com receita estimada de US$ 72 milhões para o final de 2022 (14% da receita total consolidada); preparação para lançar um call center próprio para emergências de materiais perigosos; vitória no contrato de 10 anos para operar o maior centro de treinamento ER do mundo (o TTC no Colorado).

“Esperamos que o negócio de ER da Ambipar (Brasil + internacional) registre Ebitda de R$ 175 milhões no ano de 2021, saltando para R$ 240 milhões no ano de 2022 ou 40% do Ebitda consolidado total (fusões & aquisições totalmente refletidos)”, escreve o Bradesco.

Para o Bradesco, o alto potencial de crescimento da Ambipar reflete um mundo em mudança, no qual as
indústrias em todos os segmentos estão se concentrando mais em boas práticas de produção e a companhia oferece soluções críticas para as indústrias em geral atingirem padrões elevados de ESG.

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Fábio Castro lembra que a Ambipar fez 17 aquisições ou fusões desde seu IPO, sendo que a mais recente foi a compra da Disal, que atua em gestão ambiental no Chile, no Paraguai e no Peru. “M&A está no sangue da companhia e 70% do recurso do IPO foi usado para comprar novas empresas. Gastamos R$ 770 milhões de uma oferta de quase R$ 1,1 bilhão. E a companhia conseguiu entregar e crescer mais rápido do que os analistas projetavam”, comemora, apontando ainda que a empresa pretende adquirir mais negócios no futuro. “Temos apetite para mais, e já há alguns no radar”.

O maior desafio da companhia, na opinião do executivo, é justamente fazer a integração de tantas empresas diferentes sob um único guarda-chuva. Uma das medidas tomadas para garantir essa convergência de culturas foi a manutenção dos antigos donos ou administradores ao mesmo tempo em que se trabalhava com um centro de serviços compartilhado e um back office estruturado.

“Esse processo de integração leva de dois a seis meses, porém é muito proveitoso. Quando olhamos para as empresas pré e pós aquisição dá para ver que elas mudam para melhor por ganhar o nosso portfolio de serviços.”

Segundo Castro, outro ponto importante é que o ESG da Ambipar não é só devido ao seu ramo de atuação, mas é efetivamente uma preocupação de seus gestores.

“Na parte de meio ambiente neutralizamos nossas emissões de gases do efeito estufa no ano passado, estamos implantando painéis solares para a energia e abastecemos caminhões com água de chuva. Já nossa parte social é de muito respeito à diversidade. Temos uma CEO mulher, nossa diretoria tem mais de 40% de mulheres, e isso foi algo que ocorreu naturalmente. Por fim, em governança corporativa é importante notar que entramos na B3 no segmento Novo Mercado, o mais rígido nesse sentido”, conta.

Desde a estreia das ações, precificada a R$ 24,75, a ação da Ambipar já subiu 73% (em relação à cotação de fechamento da última terça-feira, 20), a R$ 42,80. A recomendação do Bradesco BBI para o papel é de compra com preço-alvo de R$ 63,00, o que representa uma valorização de 47,20% sobre o fechamento do ativo na terça-feira.

Veja abaixo o compilado das recomendações de diversos bancos, corretoras e casas de análise para as AMBP3. 

Recomendação de compra Recomendação neutra Recomendação de venda Preço-alvo médio Potencial de valorização até o preço-alvo
4 1 0 R$ 51,65 20,68%

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Ação do Mater Dei salta 6% após compra de rede de hospitais; Vale segue em alta, enquanto petroleiras viram para queda

Mater Dei (Foto: Divulgação)

SÃO PAULO – Com os mercados à espera pela divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve, que deve dar novos sinais sobre o movimento de aperto monetário nos Estados Unidos, investidores monitoram na Bolsa brasileira nesta quarta-feira (7) os fortes ganhos da Mater Dei (MATD3).

O Hospital Mater Dei anunciou que seu Conselho de Administração aprovou a compra do Grupo Porto Dias, maior rede de hospitais da região Norte do país, em uma transação que envolve R$ 800 milhões, além da emissão de ações. Os papéis MATD3 apresentavam ganhos de 6,14% por volta das 10h30.

O movimento positivo também era visto no restante do índice. Companhias voltadas à reabertura econômica, como aéreas e educacionais, que recuaram na véspera, em meio ao avanço da variante delta do coronavírus no Brasil e com maiores incertezas sobre a recuperação econômica global, apresentavam altas nesta manhã. Os papéis da Gol ([GOLL4]) tinham alta de 0,7% por volta das 10h15, enquanto os da Cogna subiam perto de 0,5%.

Já a Ânima Educação (ANIM3), que abriu o pregão em alta após anunciar a aquisição de participação de 55,78% na edtech Gama Academy por R$ 33,8 milhões, operava perto da estabilidade, entre perdas e ganhos por volta das 10h15.

Nas commodities, a Petrobras (PETR3;PETR4) apresentava alta de até 1,5% em uma sessão de recuperação após a forte baixa da véspera e em um dia que apontava para ser de recuperação para o petróleo. Contudo, os papéis amenizaram os ganhos, com PETR4 em alta de cerca de 0,7% e PETR3 praticamente estável. Já as ações da PetroRio (PRIO3), após avançarem cerca de 2%, passaram a ter queda de 1%. O movimento coincidiu também com a virada do petróleo, que passou a ter leves perdas com as incertezas sobre a oferta da Opep+ predominando.

Na segunda-feira, os ministros da Opep+, que inclui a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), Rússia e outros produtores, abandonaram conversas após não conseguirem serem bem-sucedidos nas negociações entre a Arábia Saudita, maior produtor da Opep, e os Emirados Árabes Unidos. Inicialmente, o petróleo obteve fortes altas nos fins das negociações, porém os preços recuaram, pois os traders se concentraram na possibilidade de alguns produtores “abrirem as torneiras” e começarem a exportar mais barris.

Já a Vale (VALE3), uma das poucas ações a subirem na véspera, segue em alta com a continuidade da variação positiva da cotação do minério.

Confira os principais destaques desta quarta-feira (7):

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A sessão desta quarta-feira marca o leilão da InfraCo da Oi, o último dos grandes ativos colocados à venda pela companhia. Apenas uma proposta – a dos fundos do BTG Pactual em conjunto com a Globenet Cabos Submarinos – teria sido apresentada.

“O leilão da InfraCo não deve ter novidade. A chance é quase zero de o BTG tirar a oferta. Se houver alguma surpresa, é mais provável que seja positiva, de aparecer um forasteiro, como uma Digital Colony, mas é uma chance muito baixa”, destacou no mês passado ao InfoMoney Luiz Guerra, CIO da Logos Capital.

A ideia inicial era leiloar 51% da InfraCo, mas a Oi aceitou a proposta revisada do BTG para vender 57,9% da InfraCo, por R$ 12,9 bilhões. Veja mais clicando aqui e aqui.

A Ambipar anunciou uma nova aquisição: a companhia informou na noite da véspera que comprou integralmente a Swat Consulting Inc., por meio de sua controlada indireta Ambipar Holding USA. A empresa faturou US$ 7,5 milhões em 2020.

A Petrobras informou na terça que vai promover um aumento de 7% nos preços de venda de gás natural para as distribuidoras a partir de 1º de agosto. A empresa cita a valorização do petróleo no segundo trimestre deste ano. Os reajustes da companhia são realizados trimestralmente, com variações que decorrem da aplicação de fórmulas negociadas nos contratos de fornecimento.

Na véspera, as ações da Petrobras fecharam em queda de mais de 3%. No radar da companhia, estão a pressão dos caminhoneiros para que empresa reveja aumentos de combustíveis anunciados na segunda-feira e a visão de que o ajuste foi insuficiente para fechar o gap ante valores no mercado internacional.

A terça foi de forte volatilidade para os mercados de petróleo, com os futuros de commodity revertendo alta com preocupações de que o fracasso da Opep+ em ratificar um acordo pode levar os produtores a perderem a disciplina na oferta diante do aumento da demanda.

Mesmo com o reajuste recente da petrolífera, o Bradesco BBI vê os preços da gasolina e do diesel com um desconto de 9% e 4%, respectivamente, em relação aos preços internacionais, segundo o analista Vicente Falanga.

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A companhia ainda informou nesta quarta-feira que recebeu indicações de candidatos para o Conselho de Administração, caso adotado o procedimento de voto múltiplo para eleição na próxima assembleia geral extraordinária, a ser oportunamente convocada.

Os nomes indicados pelas gestoras Absolute Gestão de Investimentos, Moat Capital Gestão de Recursos e Banco Clássico são: José João Abdalla Filho; Marcelo Gasparino da Silva; e Pedro Rodrigues Galvão de Medeiros.

O anúncio ocorre após a efetivação da renúncia de Gasparino ao cargo de conselheiro. Representante dos minoritários, ele anunciou em abril que deixaria o posto para provocar nova eleição, alegando problemas nos procedimentos da assembleia que o elegeu.

Vale (VALE3) e siderúrgicas

Os contratos futuros do aço negociados na China dispararam nesta quarta-feira, com o vergalhão para construção e as bobinas laminadas a quente fechando em alta de mais de 3%, impulsionados por expectativas de cortes de produção.

“Recentemente, a antecipação da redução de produção de aço voltou à tona”, disse a SinoSteel Futures em nota, acrescentando que alguns governos locais emitiram documentos relacionados ao tema, embora detalhes ainda não tenham sido divulgados.

Já a referência do minério de ferro, para entrega em setembro, recuperou-se de perdas registradas na parte matutina da sessão e fechou em alta de 1%, a 1.244 iuanes por tonelada.

No radar da Vale, a companhia apresentou recurso na Justiça do Trabalho contra a decisão que fixou indenização de R$ 1 milhão por danos morais para cada empregado da mineradora que morreu na tragédia de Brumadinho, em Minas Gerais.

A sentença de primeira instância, publicada no início do mês passado, contemplou 131 funcionários. A mineradora alega, no entanto, que o valor é “absurdo” e “exorbitante” e que é “astronômico” o total de R$150 milhões arbitrado na decisão. Veja mais clicando aqui. 

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A Méliuz espera precificar em 15 de julho uma oferta bilionária de ações, com esforços restritos, segundo fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) nesta quarta-feira.

A operação consiste na distribuição primária de 7.500.000 papéis e secundária de inicialmente 6.010.645 ações, sendo os acionistas vendedores Ofli Campos Guimarães e fundos da Endeavor Catalyst e da Monashees Capital.

A oferta secundária poderá ser elevada em até 50% para atender eventual excesso de demanda. BTG Pactual, Itaú BBA, Morgan Stanley e UBS BB são os coordenadores da oferta.

Com base no preço de fechamento da ação na terça-feira, de R$ 55,44, a oferta alcança R$ 1,1 bilhão, considerando a colocação da totalidade das ações adicionais.

Os recursos com a oferta primária serão usados para ampliar a participação da companhia em marketplace e serviços financeiros, além de potenciais aquisições de empresas consideradas estratégicas.

A companhia de alimentos BRF anunciou o investimento de US$ 2,5 milhões na startup israelense Aleph Farms, e quer produzir carne cultivada a partir de células bovinas não geneticamente modificadas em 2024, disse à Reuters um executivo da empresa.

A produção deste tipo de carne começa com a obtenção de células de alta qualidade de animais, porém sem o abate. As células são cultivadas fora do corpo do animal com o fornecimento de nutrientes e ambiente propício para seu desenvolvimento.

Ainda em fase de testes, a proteína poderá chegar ao mercado brasileiro na forma de hambúrguer, almôndegas, embutidos como salsicha ou steaks.

O investimento fez parte da segunda rodada de captações da startup israelense que levantou US$ 105 milhões entre diversas companhias pelo mundo.

Somando os aportes obtidos na primeira rodada, o montante obtido chega a US$ 118 milhões.

De acordo com comunicado da BRF, os recursos obtidos pela Aleph serão aplicados para executar planos de comercialização de carne cultivada em larga escala global e expansão do portfólio. “Estudos realizados com base na metodologia de Análise do Ciclo de Vida apontam que a produção de carne cultivada tem potencial para reduzir significativamente a emissão de gases do evento estufa, além de diminuir o uso de terras para criação de animais em mais de 90% e o uso de água em até 50%.”

Mater Dei (MATD3)

O Hospital Mater Dei informou na terça-feira que seu conselho de administração aprovou compra do Grupo Porto Dias, maior rede de hospitais da região Norte do país, em uma transação que envolve R$ 800 milhões, além da emissão de ações. O acordo foi acertado sobre uma participação de 70% do Grupo Porto Dias e a Mater Dei vai emitir 27,27 milhões de papéis como parte do pagamento, cerca de 7,1% do capital social total da companhia.

O banco ressalta que o ativo tem, no momento, 388 leitos em operação, e que deve atingir 592 em 2022. O Mater Dei tem atualmente 624 leitos, e as previsões para fusões e aquisições feitas pelo Itaú são de 300 camas em 2022. O Itaú BBA mantém avaliação outperform (perspectiva de valorização acima da média do mercado), e preço-alvo de R$ 22 para o papel.

A Hapvida anunciou nesta quarta-feira acordos para duas aquisições nas regiões Sudeste e Nordeste do Brasil no total de R$ 475 milhões, seguindo sua estratégia de expansão e consolidação nacional e aumento da verticalização.

Em São Paulo, a companhia assinou proposta vinculante para a compra de até 100% do grupo Grupo HB Saúde de São José do Rio Preto por R$ 450 milhões – considerando a totalidade das ações.

Na Bahia, a subsidiária Ultra Som Serviços Médicos assinou contrato para a aquisição do Hospital Dia Cetro em Alagoinha por 25 milhões de reais, em operação que inclui o imóvel com terreno.

O Bradesco BBI iniciou a cobertura da Locaweb com recomendação outperform e preço-alvo de R$ 37 para 2022, ou potencial de valorização de 46% em relação ao fechamento da terça-feira.

A empresa oferece serviços de tecnologia de internet, focada em pequenas e médias empresas. O banco diz ver espaço para valorização devido à penetração relativamente pequena do mercado, amplo leque de produtos com vantagens competitivas, e espaço para aquisições.

O Bradesco ressalta que nos últimos 18 meses a empresa fez cerca de 10 aquisições. O banco avalia que atores globais mesmo setor registram crescimento e monetização de clientes, e afirma que a Locaweb pode estar nos estágios iniciais do setor no Brasil, com espaço para expansão e melhora da monetização nos próximos anos.

O banco ressalta que, entre 2018 e 2020, a empresa obteve uma taxa anual de crescimento composta de 25% em sua receita.

A agência de classificação de risco Standard and Poor’s Global Ratings elevou o rating da Companhia na Escala Nacional Brasil da Even de brAA para brAA+, com perspectiva positiva.

A companhia de alimentos Minerva Foods, maior exportadora de carne bovina da América do Sul, lançou e concluiu na quarta-feira, por meio de sua subsidiária em Luxemburgo, a precificação de títulos de dívida no valor total de US$ 400 milhões, informou a empresa em comunicado ao mercado.

Segundo a Minerva, os “bonds” têm taxa de juros de 4,375% ao ano e vencimento em 2031 adicionais, originalmente emitidos em março deste ano. “A emissão das Notas Adicionais faz parte do processo de ‘liability management’ da Minerva, cujo objetivo é o de alongar o perfil dívida da companhia e reduzir o custo da estrutura de capital”, afirmou a empresa.

Os recursos, de acordo com a Minerva, serão utilizados no pagamento antecipado de dívidas da companhia e em usos gerais. A operação recebeu classificação de risco em moeda estrangeira “BB” pelas agências S&P e Fitch Ratings.

(com Reuters, Bloomberg e Estadão Conteúdo)

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Gol tem alta na demanda em junho, Cury divulga prévia do 2º tri recorde, nova aquisição da Ambipar e mais notícias

SÃO PAULO – O noticiário corporativo desta terça-feira (6) tem como destaque os dados da Gol mostrando recuperação do setor aéreo, a nova aquisição da Ambipar, a prévia operacional da Cury e também com os investidores de olho nas commodities, com a nova alta do petróleo e do minério. Confira no que ficar de olho:

A companhia aérea Gol  informou na segunda-feira dados que mostram continuidade na recuperação do setor aéreo, com alta de dois dígitos na demanda em junho em relação ao mês anterior. A demanda por voos da companhia aérea subiu 20,8% em junho ante maio, enquanto na comparação anual houve um salto de 281,6%, segundo os dados divulgados em comunicado ao mercado. Já a oferta da Gol, que seguiu sem realizar voos internacionais, cresceu em um ritmo mais forte que a demanda, de 26,7%, na relação mensal. Ante junho do ano passado, a oferta avançou 260,4%.

Segundo a companhia aérea, a taxa de ocupação das aeronaves fechou junho em 83,9% ante 88% em maio. Um ano antes, a ocupação foi de 79,2%. A empresa transportou 1,21 milhão de pessoas em junho, 1,06 milhão em maio e 320 mil em junho de 2020.

A construtora Cury divulgou prévia operacional recorde do segundo trimestre, somando R$ 686 milhões em lançamentos (VGV), alta de 120,3% frente igual período de 2020. O valor das vendas atingiu R$ 683 milhões, 133,7% acima na comparação anual, resultando em uma velocidade de vendas de 47%.

“O desempenho positivo reforça nossa visão de demanda resiliente do segmento de baixa renda, apesar das perspectivas econômicas desafiadoras no curto prazo”, aponta a XP, que reitera recomendação de compra e preço-alvo de R$ 15 por ação, sendo a CURY3 a preferência dos analistas no segmento de baixa renda.

“Destacamos o aumento do preço médio por unidade para R$212 mil (+24,3% em relação ao mesmo período do ano passado), o que se deve à sua estratégia de focar tanto nos segmentos mais elevados do programa habitacional Casa Verde e Amarela, quanto nos empreendimentos de média renda (faixa logo acima do programa habitacional)”, destacam os analistas.

Vale (VALE3) e siderúrgicas

Os contratos futuros do aço negociados na China avançaram nesta terça-feira, acompanhando uma alta nos preços de matérias-primas e em meio a expectativas de medidas para controle de produção, embora a desaceleração nas atividades de construção e nas vendas de veículos tenha limitado os ganhos.

O contrato mais ativo do vergalhão de aço para construção na bolsa de futuros de Xangai SRBcv1, para entrega em outubro, fechou em alta de 2,9%, a 5.304 iuanes (US$ 821,15) por tonelada. As bobinas laminadas a quente SHHCcv1, utilizadas em carros e eletrodomésticos, saltaram 3,2%, para 5.604 iuanes a tonelada. “Os futuros estão em níveis mais fortes que os preços ‘spot’, já que atualmente o mercado possui expectativas relativamente fortes em relação a restrições de produção”, disse a GF Futures em nota.

“Considerando que os preços ‘spot’ são apoiados pelos custos, o aço continuará flutuando em níveis elevados”, acrescentou.

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Os futuros do minério de ferro na bolsa de commodities de Dalian DCIOcv1, para entrega em setembro, fecharam em alta de 2,8%, a 1.231 iuanes por tonelada.

Petrobras (PETR3;PETR4) e BR Distribuidora (BRDT3)

Os Fundos de Investimento ficaram com a maior parcela da oferta de ações da BR Distribuidora detidas pela Petrobras realizada no último dia 30 na B3. Eles compraram 251.630.490 ações, o equivalente a 57,6% do total ofertado, de 436.875.000 ações.

Os investidores estrangeiros aparecem em segundo lugar, com 149.058.368 ações, seguidos por investidores pessoas físicas, com 26.456.056 papéis. A operação, a maior realizada neste ano até aqui, foi precificada a R$ 26, movimentando R$ 11,358 bilhões. Por ser uma oferta secundária, os recursos vão para o acionista vendedor dos papéis, ou seja, a Petrobras.

A oferta veio para encerrar um processo de venda das ações da BR que começou há cerca de quatro anos. A privatização de fato da empresa ocorreu em 2019, quando a petroleira deixou o controle do negócio.

A operação teve o Banco Morgan Stanley (Coordenador Líder), além de Bank of America, Citigroup Brasil, Goldman Sachs, Banco Itaú BBA, Banco JPMorgan e XP Investimentos.

No radar da Petrobras, a companhia iniciará na primeira quinzena de julho a primeira aquisição sísmica com a tecnologia Ocean Bottom Nodes (OBN) e novos levantamentos multifísica (magnetométricos e gravimétricos) do projeto 3D Nodes do Parque das Baleias, na Bacia de Campos, onde estão localizados os campos de Jubarte, Cachalote, Pirambu, Baleia Anã, Caxaréu e Mangangá, com a estatal sendo operadora única. O contrato firmado com a empresa ShearWater Geoservices do Brasil contempla a aquisição sísmica com área de OBN de 810 km2, totalizando investimentos de cerca de US$ 50 milhões.

A Petrobras ainda assinou com a empresa Petromais Global Exploração e Produção S.A. (Petro+) contrato para a venda da totalidade de sua participação em um conjunto de sete concessões terrestres e de águas rasas denominada Polo Alagoas, localizadas no Estado de Alagoas, por US$ 300 milhões.

A Ambipar anunciou na segunda-feira a compra da empresa de atendimento a emergências ambientais no modal rodoviário Sabi Tech, na Colômbia, ampliando a presença da companhia brasileira na América do Sul. A empresa não divulgou o valor do negócio. Segundo a Ambipar, a Sabi possui 14 bases operacionais na Colômbia, localizadas nas principais rotas e em pontos com histórico de acidentes. A empresa é líder de mercado na Colômbia e faturou 4,3 milhões de dólares no ano passado, afirmou o grupo brasileiro.

BTG Pactual (BPAC11)

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A varejista online Privalia anunciou ao mercado acordo operacional estratégico como banco BTG Pactual BPAC3.SA, que será investidor âncora em uma eventual oferta pública inicial de ações (IPO) da companhia. A Privalia havia pedido registro para o IPO junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) em meados de fevereiro. Segundo o acordo, o BTG Pactual se comprometeu a subscrever e integralizar ações equivalentes à até 5% do capital da Privalia no IPO que listará os papéis da companhia no Novo Mercado da B3.

A petroleira Enauta informou na noite de segunda-feira que interrompeu a produção em dois dos três poços do Campo de Atlanta, enquanto uma falha no sistema de bombeio de ambos também foi descoberta. Um dos poços deve retomar produção na segunda quinzena deste mês, e o segundo tem retorno previsto para agosto, disse a Enauta em fato relevante.

“Por ora, não é esperada mudança material no intervalo de produção divulgado anteriormente pela companhia”, acrescentou a empresa.

Iochpe Maxion (MYPK3) e Mahle Metal Leve (LEVE3)

O Bradesco BBI comentou a notícia que a fabricante chinesa de carros Great Wall Motors (GMW) anunciou em sua newsletter interna a compra da fábrica da Mercedes-Benz em Iracemápolis (SP). O banco considera a notícia positiva para a indústria automotiva brasileira, à medida que novos atores estão focando em planos de longo prazo para o país. O banco avalia que isso é positivo para a Iochpe, para a qual mantém recomendação outperform (expectativa de crescimento acima da média do mercado) e preço-alvo de R$ 22, e Mahle Metal Leve com avaliação underperform (valorização abaixo da média), com preço-alvo de R$ 20.

WEG ([ativo=WEGE3)]

O Bradesco comentou a notícia de que entre 2009 e 2020 as empresas elevaram a capacidade instalada de autogeração de energia de 12.834 megawatts em 2009 para 25.314 megawatts em 2020. O crescimento foi principalmente em biomassa, mas a nova onda de investimentos será em energia solar e energia eólica. O banco avalia que a WEG está bem posicionada para elevar a geração de energia renovável.

Ânima e Ser assinaram um acordo para extinção da opção de compra dos ativos anteriormente detidos pela Laureate: Faculdade Internacional da Paraíba (FPB), Centro Universitário dos Guararapes (UNIFG) e CEDEPE Business School, com a concessão de quitação integral a cada parte. Assim. a Ânima permanecerá proprietária de 100% dos ativos da Laureate.

A XP destaca que, para a Ânima, vê o anúncio como neutro, pois esses ativos são referências em seus mercados e são complementares do ponto de vista de exposição geográfica; por outro lado, a venda dos ativos ajudaria a empresa a se desalavancar mais rapidamente. Quanto à Ser, veem como um movimento positivo e em linha com a estratégia da companhia e seu foco principal de aumentar sua exposição ao ensino à distância e não ao ensino presencial.

“Mantemos nossas recomendações e preços-alvo: Ânima – Compra, preço-alvo de R$15/ação; e Ser – Neutra, preço-alvo de R$17/ação”, destacam.

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(com Reuters, Agência Senado e Estadão Conteúdo)

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CCR encerra longa disputa com SP e pagará R$ 1,2 bi; BB Seguridade indica novo CEO, notícias de Oi, Petrobras, CSN, Ambipar e mais

SÃO PAULO – Em destaque no radar corporativo, o presidente da Petrobras, general da reserva Joaquim Silva e Luna, se reuniu na terça na sede da estatal com a diretoria do Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC), grupo que reúne representantes de caminhoneiros, para ouvir demandas da entidade. Ainda no radar da petroleira, ela se desfaz das ações que ainda detém na BR Distribuidora nesta data.

A CCR assinou nesta terça-feira acordo preliminar sobre disputas judiciais com o Estado de São Paulo envolvendo aditivos de concessões acertados em 2006. Pelo acordo, controladas da companhia se comprometeram com pagamento total de R$ 1,2 bilhão ao governo paulista. A Localiza assinou acordo de leniência com MPF sobre controlada Car Rental. Já a Ânima anunciou na terça-feira venda de três escolas em Santa Catarina para a Bahema Educação.

Já a BB Seguridade comunicou que Marcio Hamilton Ferreira apresentou na véspera pedido de renúncia aos cargos de Diretor-Presidente e de membro do Conselho de Administração, com efeitos a partir de 1 de julho de 2021. Confira os destaques:

A CCR assinou nesta terça-feira acordo preliminar sobre disputas judiciais com o Estado de São Paulo envolvendo aditivos de concessões acertados em 2006. Pelo acordo, controladas da companhia se comprometeram com pagamento total de R$ 1,2 bilhão ao governo paulista.

O pagamento, dividido em R$ 352 milhões pela AutoBAn, R$ 263 milhões pela SPVias e R$ 585 milhões pela ViaOeste, deverá ocorrer em 15 dias.

Segundo a CCR, o acordo prevê encerramento das ações judiciais envolvendo os contratos aditivos e confirma prazo da concessão das rodovias dos Bandeirantes e Anhnaguera (AutoBAn) até o final de janeiro de 2037.

O acordo preliminar estabelece que a agência reguladora estadual Artesp terá nove meses para confirmar os cálculos de reequilíbrio econômico das concessões da CCR antes da assinatura de um acerto definitivo.

A CCR afirmou que o acordo prevê também “a redução da taxa interna de retorno (TIR) contratual nos cálculos dos desequilíbrios que lhes são desfavoráveis”. Além disso, para o cálculo da recomposição do equilíbrio da concessão da AutoBAn, “serão adotadas reduções das TIRs” para os eventos de desequilíbrio ocorridos depois do acerto dos contratos de 2006, “em substituição às taxas pactuadas originalmente no contrato de concessão”.

A companhia também afirmou que a ViaOeste se comprometeu a realizar novos investimentos que serão passíveis a reequilíbrio da concessão a depender da avaliação da Artesp.

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Na avaliação do Itaú BBA, a assinatura é um marco crucial para a CCR, por mitigar o risco regulatório e abrir espaço para novas mudanças contratuais no futuro. O acordo indica um valor presente líquido de R$ 3,50 por ação, acima da estimativa anterior do banco, de R$ 3 por ação (também em linha com a projeção do mercado).

A XP estima R$ 8,5 bilhões de Valor Presente Líquido (VPL) para a CCR, ou R$ 4,20 por ação, um pouco abaixo do caso-base anterior dos analistas da casa, de R$ 4,60 por ação. Apesar do leve downside de cerca de 3% em relação ao preço-alvo, os analistas veem o anúncio como uma grande notícia positiva (o principal catalisador que eles esperavam para a convergência das ações para seu valor justo). Os analistas reiteraram visão positiva para a CCR.

Na avaliação do Credit, a CCR fechou um acordo que deve gerar valor para os acionistas. O banco estima um valor presente líquido de R$ 8,2 bilhões, e avalia que o acordo reduz o risco do investimento e permite à empresa focar em projetos futuros. O banco diz que esperava mais compromissos de investimento do que os anunciados. Na avaliação do Credit, o acordo possibilita à CCR que adicione investimentos aos contratos atuais, com a assinatura de novas emendas, e que foque em projetos futuros.

A CSN informou que a CSN Cimentos, companhia controlada pela CSN, celebrou, em 29 de junho de 2021, contrato pelo qual pretende adquirir o controle da Elizabeth Cimentos e da Elizabeth Mineração.

O negócio, que foi avaliado em R$ 1,08 bilhão, envolve pagamento em caixa, aporte de capital e assunção de dívidas. A companhia destacou que o fechamento da operação está sujeito a condições precedentes usuais em operações desta natureza, inclusive a aprovação por parte das autoridades concorrenciais.

“A aquisição das sociedades adiciona uma capacidade produtiva para a CSN Cimentos de 1,3 milhões de toneladas por ano através de equipamentos modernos, além de substanciais reservas de calcário de alta qualidade. São esperadas relevantes sinergias operacionais, logísticas, de gestão e comerciais, com espaço para evolução de mix de produtos e
expansão da base de clientes”, afirmou a empresa.

O movimento, destacou a empresa, se insere na estratégia de expansão da CSN Cimentos em meio à recuperação do
consumo de cimento no Brasil, demonstrando a capacidade da empresa de assumir papel de destaque na consolidação do setor. Com o fechamento da operação, a CSN Cimentos passará a ter uma capacidade total de 6,0MTPA e presença cada vez mais abrangente no território nacional como um produtor relevante e de baixo custo.

A empresa manterá seus acionistas e o mercado em geral devidamente informados dos desdobramentos da operação, nos termos da legislação aplicável.

G2D ([ativo=G2DI33])

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A XP iniciou a cobertura de G2D com recomendação de Compra e preço-alvo de R$ 7 por ação. Considerando o acesso ainda limitado ao mercado de Venture Capital (VC), os analistas acreditam que a G2D seja um ótimo veículo para pessoas físicas ganharem exposição a empresas em estágio inicial e pré-IPO com liquidez.

“Nossa visão positiva é baseada no portfólio de alto crescimento da G2D, embora compensado pelos riscos do mercado de Venture Capital (VC) e da empresa, que acreditamos que deve levar seu desconto ao Valor Líquido dos Ativos (NAV) para 0%, versus desconto atual de 4,0%”, apontam os analistas.

Segundo a coluna do Broadcast, no Estadão, a Oi avançou uma casa na batalha jurídica que se estende desde a aprovação de seu novo plano de recuperação judicial na assembleia de credores em setembro. O processo vinha sendo contestado por Santander, Itaú Unibanco, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Banco do Nordeste. A 8ª Câmara do Tribunal de Justiça do Rio concluiu nesta terça, 29, o julgamento dos recursos e confirmou, por unanimidade, o voto da desembargadora relatora, Monica de Piero, e do juiz do processo de recuperação, Fernando Viana, no sentido de homologar a decisão da assembleia de credores – conforme apurou a Coluna com fontes a par do assunto. O documento com a decisão deve ser expedido ainda nesta semana.

Vale (VALE3) e siderúrgicas 

Os contratos futuros do minério de ferro negociados em Dalian caminham para o sétimo trimestre consecutivo de ganhos, embora uma queda nas margens de lucros das usinas siderúrgicas chinesas tenha pressionado as cotações nas últimas sessões de junho.

Nesta quarta-feira, o contrato mais negociado do minério de ferro na bolsa de commodities de Dalian, para entrega em setembro, fechou em queda de 0,7%, a 1.165 iuanes (US$ 180,50) por tonelada, acumulando perda de 14,2% desde a máxima recorde atingida em 12 de maio.

Ainda assim, o preço do minério caminha para terminar o trimestre com ganho de cerca de 20%, ajudado pelo rali de maio.

A demanda robusta pela matéria-prima siderúrgica na China, maior produtora de aço do mundo, empurrou os preços do minério de ferro para máximas recordes, em um rali também desencadeado pelo que autoridades chinesas classificaram como um excesso de especulações no mercado.

Agora, o alto custo das matérias-primas, combinado com a redução da demanda por produtos de aço na China, estão pressionando as margens de lucro das siderúrgicas, disseram analistas.

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“Os preços do aço caíram de forma acentuada desde as máximas de maio”, disse Robert Rennie, head de estratégias em mercados financeiros da Westpac. “Com o carvão coque em máximas de dois anos e o minério de ferro perto de níveis recordes, a lucratividade das usinas colapsou.”

A Ânima anunciou na terça-feira venda de três escolas em Santa Catarina para a Bahema Educação, em uma operação que incluiu compromisso de sublocação de espaços em campi da companhia de ensino superior.

O preço de venda acertado das Escolas Internacionais de Florianópolis e de Blumenau e do Colégio Tupy, em Joinville, é de R$ 36,45 milhões.

O compromisso da Bahema de sublocação de espaços nos campi de ensino superior da Ânima em Joinville, Blumenau e Florianópolis envolve a abertura de escolas da própria Bahema. O valor a ser pago por ano é de R$ 816 mil, corrigidos por IPCA. O prazo mínimo é de 10 anos.

Além destes espaços, a Bahema também tem que locar espaços em outros campi da Ânima. “Estima-se, em um cenário base, a sublocação de 15 espaços adicionais, a um valor presente líquido (VPL) R$ 54,27 milhões, considerando fluxo dos 20 primeiros anos dos contratos de locação”, afirmou a Ânima em comunicado ao mercado.

“Caso a Bahema não subloque ao menos cinco outros espaços nas instituições de ensino superior da Ânima Educação até 2025, será devida uma multa de R$ 1 milhão para cada espaço que deixar de ser sublocado”, acrescentou a companhia.

O Itaú BBA classificou o negócio anunciado pela Anima como positivo, por avaliar que permitirá à empresa focar em seu negócio principal, que é o setor de ensino superior. O  negócio faz parte do esforço da empresa de reduzir o endividamento após a compra de ativos da Laureate. Também avalia que a sublocação dos campi da Anima é um bom uso dos espaços em horários ociosos. O banco mantém recomendação outperform (perspectiva de valorização acima da média do mercado) e preço-alvo de R$ 19, frente à cotação de R$ 13,92 de fechamento na terça.

O presidente da Petrobras, general da reserva Joaquim Silva e Luna, se reuniu na terça na sede da estatal com a diretoria do Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC), grupo que reúne representantes de caminhoneiros, para ouvir demandas da entidade, informou a petroleira em nota à imprensa. Em maio, o CNTRC havia defendido em carta aberta ao presidente Jair Bolsonaro que o governo deveria taxar exportações de petróleo e utilizar a arrecadação para reduzir impostos sobre combustíveis.

Ainda no radar da petroleira, está prevista nesta sessão a precificação da oferta de sua participação nas ações da BR Distribuidora (BRDT3).

BB Seguridade (BBSE3)

A BB Seguridade Participações comunicou que Marcio Hamilton Ferreira apresentou na véspera pedido de renúncia aos cargos de Diretor-Presidente e de membro do Conselho de Administração, com efeitos a partir de 1 de julho de 2021.

Ferreira vai para exercer novas funções no conglomerado Banco do Brasil.

Ele será substituído por Ullisses Christian Silva Assis, atual Diretor Comercial e de Marketing da Brasilprev, para completar os mandatos 2021-2023 como Diretor-Presidente e como membro do Conselho de Administração.

Segundo o Bradesco BBI, a mudança foi inesperada, já que Ferreira assumiu o cargo de CEO em outubro de 2020. “No entanto, não esperamos qualquer interrupção na estratégia da BB Seguridade neste momento”, apontam os analistas.

O Credit Suisse aponta que o impacto da notícia é neutro. Hamilton renunciou para assumir uma nova função no Banco do Brasil, enquanto o novo CEO tem boas credenciais, como carreira de 21 anos no BB.

A Ambipar fechou mais uma aquisição nesta semana, da empresa EMS Environmental, dos Estados Unidos. A companhia é focada em emergências ambientais e remediação do solo e possui três bases operacionais, tendo faturado US$ 3 milhões de em 2020.

Magazine Luiza (MGLU3)

O Magazine Luiza irá abrir pelo menos 50 lojas no Estado do RJ nas próximas semanas, um mercado responsável por 15% do varejo nacional. O movimento será feito em três ondas, sendo abertas 23 novas lojas no início de julho. Hoje, a companhia possui apenas quiosques dentro de lojas Marisa e lojas virtuais (sem estoque) e, portanto, marca a entrada efetiva da Magalu no Estado.

A campanha de marketing irá incluir 44 mil guarda-sóis adesivados assim como todos quiosques da orla, colar a marca no BRT com wifi gratuito nos próximos 6 meses e um laser a partir do Cristo para as 23 lojas em sua noite de inauguração.

“Vemos o movimento como positivo para Magalu, pois agrega capilaridade à companhia em um estado com forte concentração de renda. Acreditamos que o papel deva reagir positivamente à notícia, enquanto outros players podem sofrer devido ao aumento de concorrência em um estado com forte participação no varejo”, aponta a XP.

A Klabin informou nesta terça-feira que seu conselho de administração aprovou 23 projetos especiais e expansões de capacidade em suas instalações que devem consumir investimentos totais de R$ 342 milhões entre este ano e 2022.

Do total orçado, R$ 125 milhões serão desembolsados este ano e o restante será em 2022, afirmou a fabricante de papel para embalagens e celulose.

Segundo a companhia, a maior parte dos recursos dos projetos será aplicado em aumento de capacidade de conversão de papéis em embalagens. Com isso, as fábricas da empresa em Betim (MG) e Goiana (PE) receberão duas novas impressoras e a unidade fabril da empresa em Lages (SC) terá uma nova linha de sacos “para miscelânea”.

“Os demais projetos estão distribuídos em todos os segmentos de atuação da Klabin e focados substancialmente na otimização de custos”, afirmou a companhia.

A empresa acrescentou que os projetos “contam com rápido e alto retorno”, uma vez que o “baixo investimento em relação à geração de caixa esperada… faz com que a sua implementação contribua para a aceleração da desalavancagem da companhia no atual ciclo de crescimento”.

A XP vê o anúncio como positivo, uma vez que contribui para o ciclo de crescimento e aceleração da desalavancagem da Klabin. A recomendação é de compra, com preço-alvo de R$ 32 por ação.

Localiza (RENT3)

A Localiza assinou acordo de leniência com MPF sobre controlada Car Rental. A companhia disse que o acordo envolve a fatos relacionados à controlada em 2010 e não implica em pagamento adicional de valores.

Banco Inter (BIDI11)

O Conselho de administração do Banco Inter aprovou o pagamento de proventos de R$ 31,1 milhões em forma de juros sobre capital próprio (JCP).

Elétricas

A Aneel realizou na véspera  uma reunião de diretoria extraordinária para discutir o aumento da tarifa para a Bandeira Vermelha 2. A agência decidiu por um aumento provisório da tarifa para R$ 9,49/100KWh (aumento de 52%) para julho e agosto, enquanto uma consulta pública é realizada nos próximos 30 dias. Somente após a consulta uma tarifa será decidida para o resto do ano.

Embora seja relevante para a inflação, a XP não acredita que isso afete diretamente as empresas de energia. O aumento tarifário pode incentivar alguma redução no consumo de energia, mas isso tem impacto limitado sobre as empresas de distribuição, afirma a equipe de análise.

Por outro lado, o fato dessa medida ser necessária sinaliza uma hidrologia desafiadora à frente, o que pode impactar algumas empresas de geração como CESP, Engie e AES.

(Com Reuters e Estadão Conteúdo)

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Novonor deve receber propostas por Braskem até dia 9, Credit eleva preço-alvo de BR Distribuidora, nova compra da Ambipar e mais

SÃO PAULO – O noticiário corporativo desta terça-feira (29) tem como destaque a notícia do Valor de que a Novonor (antiga Odebrecht) receberá propostas por Braskem até 9 de julho. Hypera e Neoenergia aprovaram pagamento de JCP, enquanto a A Ambipar comprou 50% remanescente da Suatrans Chile.

Segundo informações do jornal Valor Econômico, o prazo para recebimento das propostas iniciais de compra da Braskem, que se encerraria na próxima quarta-feira, foi estendido até o dia 9 de julho a pedido de potenciais compradores da petroquímica controlada pela Novonor (antiga Odebrecht). O novo prazo foi comunicado na segunda-feira (28) pelo Morgan Stanley aos participantes do processo. Pelo menos dois interessados pediram mais tempo para elaborar uma oferta não vinculativa, afirmou o jornal.

Vale (VALE3) e minério

Os contratos futuros do minério de ferro recuaram nesta terça-feira, pressionados por uma redução na demanda por aço na China devido ao clima desfavorável e a ameaças de intervenção no mercado por parte de autoridades do país asiático, que buscam conter os altos preços da commodity.

O contrato mais negociado do minério de ferro na bolsa de commodities de Dalian, para setembro, fechou em queda de 2,7%, a 1.153 iuanes (US$ 178,57) por tonelada, interrompendo uma série de quatro sessões de ganhos.

Na bolsa de Cingapura, o contrato mais ativo da matéria-prima siderúrgica SZZFN1, para entrega em julho, recuava 2,3%, para US$ 207,75 a tonelada.

Os preços “spot” dos materiais de aço para construção voltaram a cair na segunda-feira, em razão da fraca demanda, de acordo com a consultoria chinesa Mysteel.

Os volumes diários de negociações do aço para construção – incluindo vergalhão, fio máquina e bobinas – entre 237 traders chineses compilados pela Mysteel encolheram em 17.608 toneladas na segunda-feira, somando 193.481 toneladas, por causa do tempo quente e úmido.

Os preços “spot” do minério com 62% de teor de ferro na China permaneceram acima dos US$ 200 por tonelada, mas já recuaram 5,2% em relação à máxima recorde apurada em 12 de maio, de US$ 232,50.

BR Distribuidora (BRDT3)

O Credit Suisse elevou o preço-alvo para as ações da BR Distribuidora de R$ 32 para R$ 39, um potencial de alta de 46% em relação ao fechamento de segunda.

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Os analistas apontam que as ações da companhia têm apresentado um bom desempenho recentemente, principalmente após os resultados do primeiro trimestre.

Ainda em destaque, a Petrobras decidiu prosseguir com o desinvestimento de sua participação remanescente de 37,5% na BRDT, que deve ser concluída em 30 de junho. “Em nossa opinião, as ações da empresa devem continuar tendo um bom desempenho após a conclusão do negócio, uma vez que remove o overhang que pesava sobre as ações e remove o risco de empresa estatal. Em nossa opinião, a tese de investimento do BRDT3 se beneficia de (i) ventos favoráveis ​​do setor, (ii) vantagens específicas da empresa e (iii) avaliação ainda atrativa”, avaliam os analistas.

Infraestrutura

A XP iniciou a cobertura do setor de Infraestrutura do Brasil, vendo um forte conjunto de oportunidades para operadores listados: (i) pipeline grande e realista de novos projetos em todos os modais de transporte (especialmente rodovias); (ii) expansão da produção/exportação de grãos, principalmente no Centro-Oeste (área de influência da Rumo e Hidrovias); e (iii) recuperação econômica para fomentar a demanda por transporte.

A Hidrovias do Brasil (HBSA3) é a preferida da XP do setor (13,6% de TIR alavancada real), seguida por CCR (CCRO3) e Rumo (RAIL3), com recomendação de compra (10,0% e 9,4% de TIR alavancada real) e Ecorodovias (ECOR3 e Santos Brasil (STBP3) com recomendação neutra (7,9% e 7,5% de TIR alavancada real).

Bradesco (BBDC4), Banco do Brasil (BBAS3), Santander (SANB11), BTG (BPAC11) e Banco Pan ([ativo=BPAN3])

O Itaú BBA publicou uma avaliação sobre a perspectiva de resultados para grandes bancos no segundo trimestre, que espera-se que sejam positivas, impulsionadas por menos gastos com provisões e um patamar de comparação baixo para receitas com serviços.

O banco diz que a recuperação da margem com clientes continua a progredir, mas que não vê melhora material na margem líquida dos juros no segundo trimestre de 2021. E diz que a projeção é de que a receita líquida de investimento somada dos clientes em Bradesco, Banco do Brasil e Santander cresça 2% na comparação trimestral e 4% na comparação anual.

A inadimplência deve continuar a subir, com a redução de linhas de crédito renegociadas, redução da transferência de recursos sociais pelo governo. Mas que isso não deve exigir mais gastos com provisão, devido à taxa de cobertura recorde, que deve continuar a impulsionar o rendimento até o início ou meados de 2022. O banco diz que, até então, a campanha de vacinação deverá ter sido completamente executada, possivelmente impulsionando o faturamento.

O Itaú afirma que BTG e Banco Pan são suas top picks (escolhas favoritas) para o segundo trimestre de 2021 e depois deste período. O banco espera que ambos os bancos divulguem resultados fortes para o segundo trimestre. O lucro líquido de R$ 1,3 bilhão do BTG deve crescer mais 30%. O Banco Pan deve informar indicadores de performance fortes, com a adição de mais 2,5 milhões de clientes, atingindo 9 milhões, e mais 1 milhão de cartões de crédito, atingindo 3,5 milhões.

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Entre os bancos grandes, o Itaú diz preferir o Bradesco. A avaliação é de que o Bradesco precisará de resultados fortes para continuar a crescer, mas espera que o segundo trimestre seja mais brando. A expectativa é de que a receita líquida de investimentos cresça apenas 3% na comparação anual, à medida que margens menores prejudicam os ganhos com o crescimento dos empréstimos.

AES Brasil (AESB3) e Cesp (CESP6)

O Credit Suisse comentou a Medida Provisória 1055 de 2021, que cria a câmara responsável pela crise hídrica e energética. O banco avalia que ela pode alterar o fluxo e níveis mínimos de certos reservatórios e bacias hidrográficas, requisitando informações e definindo prazos para a implementação dessas medidas, considerando o potencial de impacto sobre outros tipos de uso da água.

Os custos seriam calculados pela Aneel e reembolsados por meio de fundos relativos ao setor. O Credit diz que a medida era esperada, e que novas medidas devem ser anunciadas nesta semana, potencialmente incentivos a produtores e indústrias que geram energia própria, para que reduzam sua demanda e injetem mais energia na rede elétrica.

O banco também diz que há expectativa de que a Aneel eleve a bandeira tarifária nesta terça, incentivando consumidores a reduzirem seu consumo e contribuindo para obter recursos para gastos excepcionais para distribuidoras. O banco avalia que as mais afetadas devem ser AES e Cesp.

Ao comentar a criação da câmara especial e o anúncio do almirante de esquadra Bento Albuquerque, ministro de Minas e Energia, o Itaú BBA ressaltou que o governo não mencionou os termos de incentivo para que grandes consumidores reduzam o consumo em horários de pico. Também ressaltou que Albuquerque não anunciou restrições no consumo de energia.

A Suzano atraiu forte demanda nesta segunda-feira para a sua segunda emissão de bônus vinculados a metas de sustentabilidade, com um registro de interesse três vezes acima da oferta.

A emissão de US$ 1 bilhão envolveu títulos de 10 anos a um spread de Treasuries mais 180 pontos básicos. A demanda chegou a US$ 3,2 bilhões de dólares, afirmaram fontes à Reuters.

A operação foi coordenada por BNP Paribas, BofA Securities, JP Morgan, Mizuho Securities, Rabo Securities e Scotiabank, além de Credit Agricole, Goldman Sachs, MUFG e SMBC Nikko, informou o IFR, serviço da Refinitiv.

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A demanda pela emissão foi atribuída aos números sólidos da companhia e crédito em grau de investimento. Algumas das fontes também citaram apetite dos investidores por emissões vinculadas a metas de sustentabilidade (SLB).

“Creio que a demanda veio do fato de que se trata de mais uma emissão SLB”, disse um analista que acompanhou a transação. “Em conjunto com o título de 2031 que está no mercado, eles agora têm duas emissões SLB cobrindo métricas diferentes.”

O Conselho da Hypera aprovou R$ 194,8 milhões em juros sobre capital próprio, a R$ 0,30817 por ação ordinária.

O montante líquido a ser distribuído na forma de juros sobre capital próprio será imputado ao montante total de dividendos que vier a ser declarado pelos acionistas para o exercício social de 2021, na forma da legislação e da regulamentação aplicáveis.

O pagamento dos juros sobre capital próprio será realizado até o final do exercício social de 2022, em data a ser oportunamente definida pela Companhia, com base na posição acionária constante dos registros ao final de 22 de julho de 2021, sendo que as ações de emissão da Companhia serão negociadas “ex-juros sobre capital próprio” a partir de 23 de julho de 2021, inclusive. Entre a data deste aviso aos acionistas e a data do pagamento não incidirá qualquer atualização monetária sobre o montante declarado, destacou a empresa.

A Hapvida publicou um comunicado atualizando o mercado sobre os impactos da Covid-19 na companhia.

De acordo com a empresa, houve: (i) redução de internações após os picos de março e maio, com forte tendência de queda para os próximos meses; (ii) redução do número de leitos dedicados (queda de 39% versus o primeiro trimestre); (iii) redução de 1/3 dos profissionais contratados excepcionalmente; e (iv) SP (São Francisco) ainda parecido com o primeiro trimestre – indicação de outro trimestre difícil para NotreDame, já esperado – mas com tendência de redução/melhora.

“Os números indicam uma tendência positiva de redução das interações relacionadas a Covid-19, o que deve resultar em um segundo semestre de 2021 com custos médicos inferiores à primeira metade do ano. Desta forma, reiteramos a nossa recomendação de compra para HAPV3 com preço-alvo de 19 por ação”, destaca a XP.

Neoenergia (NEOE3)

A Neoenergia pagará cerca de R$ 170,7 milhões em juros sobre o capital próprio, a um valor por ação de R$ 0,1406397677. O acionista que tiver posição acionária em 1 de julho de 2021 terá direito ao pagamento; assim, as ações ficarão “ex-juros” a partir de 2 de julho.

O Conselho da CCR aprovou a emissão de R$ 1,6 bilhão em debêntures de concessionária.

A Ambipar comprou 50% remanescente da Suatrans Chile. A empresa atua há mais de 20 anos com foco no atendimento a emergências ambientais em todos os modais de transporte (marítimo, rodoviário, ferroviário, dutoviário e aéreo).

Somada a aquisição da Disal, a Ambipar irá capturar as sinergias administrativas, operacionais e comerciais dos segmentos Environment e Response na América Latina, assim como tem feito no Brasil, informou a empresa. A Suatrans passará a utilizar a marca Ambipar Response.

“Para a Ambipar, esta aquisição: (i) consolida integralmente o lucro destas operações; (ii) gera sinergias; (iii) permite iniciar os serviços de atendimento as rodovias; e (iv) acelera o crescimento orgânico e inorgânico na região; em linha com o seu plano estratégico de crescimento, com captura de sinergias e potencial maximização das margens e retorno”, informou a companhia.

Equatorial Energia (EQTL3)

Durante teleconferência com analistas de mercado na segunda-feira, o diretor financeiro da Equatorial Energia, Leonardo Lucas, afirmou que a empresa assumirá uma dívida de R$ 800 milhões da Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA), ao adquirir a companhia em um leilão de privatização realizado na última sexta-feira, disse nesta segunda-feira. Antes da aquisição, a CEA tinha uma dívida de R$ 3,115 bilhões, sendo R$ 2,092 bilhões com fornecedores. No entanto, após uma renegociação, a parcela devida a fornecedores foi reduzida em R$ 1,5 bilhão. Um outro montante de R$ 772 milhões, referentes a RGR (encargo do setor elétrico), foi reduzido integralmente, segundo o executivo.

O Credit Suisse destaca que a unidade da CEA é relativamente pequena, mas complexa, operando no extremo Norte do Brasil, com renda per capita abaixo da média do Brasil. Os custos por cliente e taxa de perda são relativamente altos em comparação com outras unidades da Equatorial, mas a gestão afirmou que há esforços para reduzir a perda total.
Após as negociações, as deficiências atingem R$ 800 milhões, diz o Credit. Antes da compra, atingiam quase R$ 3,1 bilhões. Como ponto positivo, a empresa acumula créditos fiscais no valor de R$ 1,06 bilhão, que podem ser usados em compensações futuras.

O Credit avalia a compra como pequena mas positiva por consolidar a posição da Equatorial nas regiões Norte e Nordeste, com grande potencial de recomposição do ativo, mas pouco potencial de valorização para a Equatorial. Além disso, pode ajudar na aquisição da unidade de saneamento do Amapá, que deve ser leiloada em setembro, com investimentos estimados em R$ 3 bilhões.

Banco do Brasil (BBAS3)

O Banco do Brasil assinou na segunda-feira um acordo com o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), como é chamado o banco dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), para captar recursos no exterior visando liberar montantes para investimentos na agricultura brasileira. “Vamos assinar uma parceria com o NDB… para recursos de longo prazo que podem chegar a até R$ 1,5 bilhão, para a construção de silos e armazéns, irrigação e energia renovável”, disse o presidente do BB, Fausto Ribeiro, durante cerimônia sobre a atuação do banco no Plano Safra.

Aliansce Sonae (ALSO3)

O Itaú BBA realizou um encontro com a diretora de relações com investidores da Aliansce Sonae, Danielle Guanabara, e com o gerente de relações com investidores, Diego Canuto. O banco diz que a empresa ressaltou sua performance operacional até este momento do segundo trimestre, impulsionada pela forte retomada das vendas e de clientes físicos em maio.

Em junho, as vendas superam em 80% o patamar do mesmo período de 2019, o ano anterior ao início da pandemia de Covid. A empresa afirmou que continua a ver boas perspectivas para fusões e aquisições, e que espera retomar o desenvolvimento, com foco em retrofits e na expansão do Shopping Taboão.

A empresa avalia que não vê motivo para revisão do regime fiscal porque não atuou como incorporadora imobiliária. O Itaú mantém avaliação outperform (perspectiva de valorização acima da média do mercado) e preço-alvo de R$ 31,4, frente à cotação de R$ 29,1 da empresa.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

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Ação da CVC sobe com recomendação elevada pelo BofA; Ambipar salta 8% após aquisição e bancos seguem em baixa

SÃO PAULO – O Ibovespa tentou uma sessão de recuperação após a forte queda da última sexta-feira (25), impactada pela proposta de reforma tributária apresentada pelo governo ao Congresso. A Ambev (ABEV3), que caiu mais de 5% na sexta em meio à proposta de taxação de dividendos em 20%, avança cerca de 1,5%. Por outro lado, bancos, após caírem na última sessão em meio à proposta, abriram apenas em leve queda, mas intensificaram as perdas, com Itaú (ITUB4), Bradesco (BBDC4), Santander (SANB11) e Banco do Brasil (BBAS3) em queda entre 1% e 2%.

Entre os destaques de ganhos nesta sessão, estão ainda os papéis de da CVC (CVCB3): a alta dos papéis chegou a ser de 5,35%, após a ação da companhia ter a recomendação elevada de underperform para compra pelo Bank of America. Contudo, os ativos amenizaram os ganhos, para cerca de 2%.

A Qualicorp (QUAL3) registra alta de cerca de 2% dos ativos após a companhia comunicar o lançamento de uma parceria com o Banco Inter e Inter Digital Corretora de Seguros para comercialização de planos de saúde coletivos por adesão.

As ações de Vale (VALE3) e siderúrgicas registravam ganhos, ainda que relativamente modestos, mas depois passaram a operar em queda.

Isso apesar dos contratos futuros do minério de ferro negociados na Ásia avançarem nesta segunda-feira, apoiados por um firme declínio nos estoques da matéria-prima siderúrgica nos portos da China, maior produtora de aço do mundo.

O contrato mais negociado do minério de ferro na bolsa de commodities de Dalian DCIOcv1, para setembro, fechou em alta de 2,1%, a 1.196 iuanes (US$ 185,31) por tonelada, engatando a quarta sessão consecutiva de ganhos. Mais cedo, chegou a atingir a marca de 1.209,50 iuanes, maior nível desde 21 de junho. Na bolsa de Cingapura, o contrato mais ativo do minério de ferro SZZFN1, para julho, avançou 0,8%, a US$ 213,35 a tonelada. Os estoques de minério de ferro importado nos portos da China recuaram pela quarta semana seguida, atingindo 123,95 milhões de toneladas na sexta-feira, menor patamar desde o início de outubro, de acordo com dados da consultoria SteelHome.

Fora do índice, a Ambipar (AMBP3) tem alta de mais de 8% das ações após fechar  a compra de 100% da Disal Ambiental Holding, atuante há 40 anos com soluções de gestão ambiental no Chile, Peru e Paraguai, com foco na gestão de resíduos industriais, com tratamento e coleta de sólidos e líquidos perigosos.

Já o BR Partners (BRBI11) dispara mais de 8% após ganhar licitação para fazer a avaliação do grupo Eletrobras em seu processo de capitalização. A seleção ocorreu após o envio, pelos bancos contatados de propostas, que foram posteriormente analisadas pela companhia.

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Confira no que ficar de olho:

O BofA elevou a recomendação para as ações da CVC de underperform (desempenho abaixo da média do mercado) para compra, com preço-objetivo de R$ 33.

Os analistas destacam as notícias sobre a companhia nos últimos nove meses, apontam que a a CVC rolou com sucesso dívidas que estavam para vencer e realizou emissões, sendo que um aumento de capital anunciado entre R$ 384 milhões e R$ 480 milhões deve fortalecer ainda mais o balanço patrimonial da CVC.

Embora impliquem em cerca de 34% de diluição, ambos ajudam a garantir a sobrevivência da CVC e posicionam a empresa a se financiar à medida que o segmento se recupera.

Essas medidas, avaliam, estão permitindo ganhos de participação de mercado uma vez que rivais mais fracos lutam por financiamento ou saem da indústria.

Simpar (SIMH3) e Movida (MOVI3)

A Simpar informou em fato relevante na noite desta sexta-feira que os Conselhos de Administração da Movida e da CS Participações aprovaram os documentos finais da reorganização societária, com o objetivo de integrar os negócios da Movida e da CS Frotas, conforme divulgado no dia 3 de fevereiro de 2021.

A incorporação de ações e documentos correlatos serão submetidos à aprovação dos acionistas da Movida e da CS Participações em assembleias convocadas para o próximo dia 26 de julho.

De acordo com o documento, a reorganização representa a possibilidade de a Movida atuar no mercado de gestão de frotas (GTF) leves no setor público, atualmente explorada pela CS Frotas no âmbito do grupo Simpar.

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“A Movida, se implementada a reorganização, se tornaria a segunda maior companhia de GTF leves do Brasil”, diz o fato relevante.

“Embora já esperada (a intenção de incorporação foi anunciada em 21 de fevereiro), damos as boas-vindas à transação potencial, pois: (i) faz sentido estratégico para Simpar e Movida; e (ii) o valuation implícito parece justo também para ambos os grupos de acionistas”, destaca a XP, que reitera a visão positiva (e recomendações de Compra) para Simpar e Movida.

Ultrapar (UGPA3)

O conglomerado industrial Ultrapar anunciou na sexta-feira (25) a venda de sua participação de 50% na empresa de meios de pagamento eletrônico ConectCar, que atua na abertura de cancelas de pedágios e estacionamentos. A fatia foi vendida para a Portoseg, unidade da Porto Seguro, por R$ 165 milhões, valor sujeito a ajustes. Trata-se da segunda venda de ativos por parte da Ultrapar, que está se consolidando nos segmentos de distribuição de combustíveis e petróleo e gás. Em meados de maio, a Ultrapar anunciou a venda de sua rede de drogarias Extrafarma para a Pague Menos por R$ 700 milhões.

O Credit ressalta que a empresa contribuiu com R$ 22 milhões negativos ao Ebitda da Ultrapar em 2020, respondendo por cerca de 0,8% da participação de mercado da Ultrapar. O banco ressalta que o negócio ocorre após a venda da Extrafarma à Pague Menos em maio.

O banco avalia que a empresa vem buscando focar mais no setor de óleo e gás, incluindo Ipiranga, Ultragaz e Ultracargo. E que a Ultrapar negocia com a Petrobras para comprar a refinaria Refap, no Sul do Brasil. O banco diz que o dinheiro com as vendas e potencial desinvestimento na Oxiteno pode ser usado para financiar a compra da refinaria e manter a dívida sob controle.

O Credit mantém avaliação neutra (perspectiva de valorização dentro da média do mercado), e preço-alvo de R$ 24, frente à cotação de sexta de R$ 18,99.

Qualicorp (QUAL3) e Banco Inter (BIDI11)

A Qualicorp Consultoria e Corretora de Seguros comunicou o lançamento de uma parceria com o Banco Inter e Inter Digital Corretora de Seguros para comercialização de planos de saúde coletivos por adesão.

“A iniciativa, inédita no setor, permitirá aos mais de 11 milhões de clientes do Inter a contratação de produtos do portfólio da Quali de forma 100% digital, facilitando e ampliando o acesso a planos de saúde. Por meio do aplicativo do Inter, os correntistas interessados na contratação do plano poderão, de maneira simples, escolher um dos diversos produtos oferecidos na plataforma da Quali por mais de 20 operadoras de saúde, como Amil, Bradesco, Grupo NotreDame Intermédica, Hapvida, SulAmérica e empresas do sistema Unimed, entre outras”, afirma o comunicado.

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A Qualicorp destaca que, caso não seja filiado a nenhuma entidade profissional, o cliente poderá realizar digitalmente sua filiação a uma associação de classe. Inicialmente, será possível se filiar, por meio do aplicativo, a sete entidades ligadas a profissionais liberais, servidores públicos, estudantes, consultores empresariais, administradores, advogados e bacharéis
em Direito. A filiação às demais categorias profissionais, por enquanto, vai requerer suporte fora do aplicativo.

“Sem perder o foco no principal canal de distribuição da Quali, que conta hoje com mais de 40 mil corretores de seguros, o acordo com o Inter representa mais um passo importante na transformação da Companhia em uma empresa multiplataforma e multicanal. Desta maneira, a Quali passa a ter mais um importante parceiro em sua missão de ampliar o acesso à saúde de boa qualidade”, destacou a Qualicorp.

Já o banco BR Partners ganhou a licitação para fazer a avaliação do grupo Eletrobras em seu processo de capitalização. A seleção ocorreu após o envio, pelos bancos contatados de propostas, que foram posteriormente analisadas pela companhia.

A avaliação econômico-financeira é um dos primeiros passos para que a estatal caminhe para sua privatização. Na última semana, a Câmara dos Deputados aprovou o parecer da Medida Provisória que permite a saída da União do controle da empresa de energia elétrica.

Ainda em destaque, a Ambipar fechou  a compra de 100% da Disal Ambiental Holding, atuante há 40 anos com soluções de gestão ambiental no Chile, Peru e Paraguai, com foco na gestão de resíduos industriais, com tratamento e coleta de sólidos e líquidos perigosos.

Enauta ([ativo-ENAT3])

A Enauta informou que foi assinado o aditivo ao contrato de concessão, concluindo o processo de cessão dos 50% de participação da Barra Energia do Brasil Petróleo e Gás no Bloco BS-4, onde está localizado o Campo de Atlanta, para a Enauta Energia,, subsidiária integral da Companhia. A partir da assinatura, a companhia passa a reconhecer 100% dos resultados de Atlanta em suas demonstrações financeiras, ante os 50% de participação detidos anteriormente.

Atualmente, o Campo de Atlanta opera por meio de dois poços. Nas próximas semanas, um terceiro poço retornará à produção. A produção reportada pela companhia aumenta de aproximadamente 9.000 para 18.000 barris de óleo por dia imediatamente, sendo ampliada para cerca de 22.500 barris de óleo por dia após a entrada do terceiro poço, volumes que representam recordes de produção de petróleo para a Enauta.

“Adicionalmente, estão em andamento atividades para ampliar a capacidade de tratamento de água no FPSO e aumentar a produção de óleo, com a conclusão da primeira etapa prevista até o final deste ano. Além disso, a Enauta avalia a possibilidade de antecipar a perfuração do quarto poço no Campo”, informou a empresa.

O montante de US$ 43,9 milhões devido pela Barra Energia à Enauta Energia, referente às operações de abandono futuro dos três poços e ao descomissionamento das facilidades existentes no Campo de Atlanta, será pago ainda em junho de 2021.

A Cielo anunciou na sexta que Mauro Ribeiro Neto renunciou ao cargo de presidente do Conselho de Administração, deixando de fazer parte também do conselho. O conselheiro Gustavo de Souza Fosse também apresentou carta de renúncia.

Também na sexta, foi aprovada a eleição de José Ricardo Fagonde Forni e Ênio Mathias Ferreira, indicados pelo BB Elo Cartões para substituir Mauro Ribeiro Neto e Gustavo de Souza Fosse, respectivamente.

A Petrobras informou que iniciou nesta segunda-feira licitação internacional, na modalidade EPC (engenharia, suprimento e construção), para implantação de uma nova unidade de hidrotratamento de diesel e os sistemas auxiliares necessários, visando à adequação e modernização do parque de refino de Paulínia (SP), onde está a maior refinaria da empresa.

Com o projeto, a Replan será capaz de produzir 100% de óleo diesel de baixo teor de enxofre (S-10) e aumentar a produção de querosene de aviação (QAV), visando o atendimento das especificações e quantidades demandadas pelo mercado.

A refinaria de Paulínia é uma das unidades que não integra o plano de desinvestimento.

A nova unidade de hidrotratamento de diesel terá capacidade de produção de 10.000 m³/dia de diesel S-10 e sua entrada em operação está prevista para ocorrer em 2025, em linha com o Plano Estratégico 2021-2025.

Inaugurada em maio de 1972, a Replan tem capacidade de processamento de carga de 69 mil m³/dia, o equivalente a 434 mil barris por dia.

A CCR divulgou dados da última semana, indicando que as estradas com pedágio indicaram tráfego estável em comparação com o mesmo período de 2019, ano anterior à pandemia, com redução de 0,3% em relação à semana imediatamente anterior. O tráfego de passageiros em concessões urbanas caiu 35% em relação a 2019, mas subiu 7,7% em relação à semana imediatamente anterior. E o tráfego em aeroportos caiu 46% em relação a 2019 mas subiu 0,2% em relação à semana anterior.

O Bradesco BBI mantém avaliação outperform (perspectiva de valorização acima da média do mercado) para a CCR, e preço-alvo de R$ 18, frente aos R$ 13,34 negociados na sexta.

O Morgan Stanley publicou uma avaliação sobre a Suzano, em que afirma que a empresa fez progresso em relação a métricas de ESG. O banco diz que a empresa tem metas claras em relação a diversidade, inclusão e mudanças climáticas, com oportunidades de monetizar tendências de ESG, como expansão em produtos renováveis e venda de crétidos de carbono.

O banco destaca que entre as metas de diversidade e inclusão estão aumento da parcela de mulheres e funcionários negros em posições de liderança, de 19% e 21% em 2020 respectivamente para 30% em 2025. E alcançar um ambiente de trabalho 100% inclusivo em 2025, com base em metodologia de pesquisa adotada pela empresa. A empresa também tem a meta de retirar 200 mil pessoas da pobreza até 2030.

O Morgan Stanley também ressalta que a Suzano pretende reduzir de 0,21 tonelada de CO2 emitido por tonelada de produção em 2015 para 0,18 tonelada em 2030, com uso de tecnologia, como inteligência artificial para calcular rotas de logística, uso de caminhões elétricos, uso de energia renovável e substituição de gás natural por biomassa nas caldeiras. Além disso, a empresa tem a meta de capturar 40 milhões de toneladas de carbono da atmosfera em dez anos, frente ao sequestro líquido de 15 milhões de toneladas em 2020.

O banco diz que a gestão pretende monetizar a tendência de ESG por meio de novos produtos renováveis e soluções para substituir plástico por papel no mercado. Também vê oportunidades em explorar a bio-óleo, lignina e o setor têxtil. A meta da gestão é vender 10 milhões de toneladas em produtos renováveis até 2030

A gestão também afirma que identificou 22 milhões de toneladas de CO2 equivalente em créditos de carbono potenciais, e está negociando com possíveis compradores. As vendas de crédito podem, possivelmente, representar cerca de 2% da atual participação de mercado da Suzano.

Além disso, o Morgan Stanley diz que títulos atrelados a sustentabilidade vêm ganhando importância na estrutura de financiamento da Suzano. A empresa levantou US$ 2,8 bilhões por meio de títulos ligados a sustentabilidade, que representam 20% da dívida total da Suzano.

O banco mantém avaliação equal-weight (perspectiva de valorização dentro da média do mercado) e preço-alvo de R$ 85, frente aos R$ 58,41 negociados na sexta.

Mais ESG

O Morgan Stanley publicou uma avaliação sobre a governança ambiental e social (ESG na sigla em inglês) na América Latina, com um crescimento de 250% em investimentos sustentáveis em um ano, a US$ 2,4 bilhões.

O banco avalia que a penetração da ESG em apenas 0,2% dos ativos na América Latina indica o potencial de crescimento, levando em consideração o patamar de 1% nos Estados Unidos e de 20% na Europa.

Em sua análise, o banco lista empresas da América Latina cujos produtos e serviços podem contribuir para solucionar desafios de sustentabilidade. Entre empresas que avalia como overweight (perspectiva de valorização acima da média do mercado), ressalta Cesp, Traxion, Eletrobras e Ienova como com potencial para abordar questões ligadas a mudança climática. Copasa, Sanepar e Orbia são citadas como empresas capazes de lidar com gestão de recursos. Intermédica, Hapvida e Hypera são capazes de lidar com saúde e bem-estar. America Movil, Yduqs, Arco e PagSeguro podem lidar com inclusão.

Ensino superior

O Credit Suisse realizou uma reunião com o fundador e diretor da Educa Insights, especializada em ajudar empresas a aumentarem a matrícula de estudantes, a partir da qual realizou uma avaliação sobre o setor de ensino superior no Brasil.
O Credit diz que ainda há incertezas sobre a matrícula de novos alunos em ensino presencial para o segundo semestre de 2020, já que, segundo pesquisa da Educa, 43% dos potenciais alunos atrasaram a matrícula para 2022. Outros 26% estão aguardando a resolução da situação da pandemia.

O Credit avalia que restrições e incertezas ocasionadas pela pandemia devem atrasar a volta à normalidade da indústria para 2022. A demanda reprimida pode impulsionar os dados do ano que vem.

A Educa avalia que descontos têm sido a estratégia comercial mais eficaz para atrair e reter novos alunos, e diz que este fenômeno, junto ao ensino a distância e e hibridização, deve reduzir o tíquete médio por algum tempo. Também avalia que a oferta de financiamento privado continuará a cair.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

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Ambipar anuncia aquisição de 100% da empresa de gestão ambiental Disal

Ambipar (Foto: Divulgação)

A Ambipar (AMBP3) informou a aquisição de 100% da Disal Ambiental Holding através de sua controlada direta, Environmental ESG Participações. A empresa não informou valores e ressalta que a compra não será submetida à aprovação dos seus acionistas, tampouco ensejará direito de recesso, tendo em vista que foi realizada por meio de sua subsidiária, de capital fechado.

De acordo com a companhia, a Disal atua há mais de 40 anos com soluções integradas de gestão ambiental no Chile, Peru e Paraguai, regiões onde possui posição de liderança de mercado e vanguarda tecnológica. O foco de atuação se dá nos serviços de gestão total de resíduos industriais, provendo soluções de coleta e tratamento de sólidos, líquidos e perigosos. Além disso, possui uma carteira diversificada de clientes blue chips e contratos de longo prazo para os setores de mineração, construção civil, alimentos, dentre outros. Conta com 2.205 colaboradores e 550 ativos alocados em 45 filiais.

Em 2020, a empresa teve receita líquida de R$ 503,2 milhões (US$ 103,6 milhões) e Ebitda de R$ 93,8 milhões (US$ 19,3 milhões).

A Ambipar destaca que, como parte do grupo, a Disal irá alavancar a oferta de serviços em segmentos ainda não explorados, como de papel e celulose, onde a Ambipar possui soluções proprietárias e é líder de mercado no Brasil; implantação de valorização de resíduos plásticos pós consumo, sob o conceito de economia circular, para transformação de matéria prima (resina PCR) para indústria petroquímica; crescimento orgânico e inorgânico na América Latina; e geração de créditos de carbono certificáveis.

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Ambipar vai operar o maior centro de treinamento de resposta a emergências do mundo; ações sobem 3%

Ambipar (Foto: Divulgação)

A Ambipar (AMBP3) anunciou, em comunicado na noite de segunda-feira (24), a assinatura de um contrato de prestação de serviço do Centro de Tecnologia de Transporte (TTC) com a ENSCO, empresa americana de tecnologia, e a Administração Ferroviária Federal (FRA), também dos Estados Unidos. A Ambipar destacou que a TTC é o maior centro de treinamento de emergência com produtos perigosos do mundo.

A Ambipar será a responsável pela capacitação técnica e operacional de profissionais de emergência. Ela também fornecerá serviços de atendimento emergencial nas instalações do complexo que pertence ao Governo Federal dos Estados Unidos, localizado em Pueblo, no Colorado.

O valor do contrato da ENSCO é de US$ 571 milhões. Para a Ambipar, o faturamento é de cerca de US$ 10 milhões por ano, podendo ser ampliado ao longo dos anos.

O prazo do contrato é de 20 anos, com período inicial de 5 anos, além de três renovações de iguais períodos, com início em outubro de 2022.

O Bradesco BBI destaca que a notícia é muito positiva para a Ambipar em três frentes: (i) vai adicionar cerca de R $ 55 milhões por ano em receita e lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda) de cerca de R$ 22 milhões ao ano, ou 6% de margem, a partir de outubro de 2022.

Na projeção dos analistas do banco, o contrato acrescenta um valor presente líquido (VPL) de cerca de 4,3% ao longo dos 20 anos completos (conservadoramente, seria cerca de 1,8% se assumidos apenas os primeiros 5 anos).

Além disso, o anúncio ajuda muito a posicionar a marca Ambipar nos EUA como um provedor confiável de serviços de resposta a emergências, que é de valor inestimável para a empresa consolidar sua rede de resposta a emergências nos EUA. Por fim, também ajuda a aumentar a exposição de receita em moeda estrangeira da companhia, com a adição deste contrato de US$ 10 milhões ao ano, cerca de 30% da receita total da Ambipar será em euros / dólares norte-americanos (contra 26% esperados para o ano fiscal de 2021).

Os analistas reiteraram recomendação outperform (desempenho acima da média do mercado) com preço-alvo de R$ 34. Às 13h (horário de Brasília), os ativos AMBP3 subiam 3,39%, a R$ 29,55.

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