Commodities agrícolas: ainda fortes ou no fim do ciclo de alta? Confira a opinião de analistas e o impacto nas ações

Produção de soja, commodities, agricultura (fotokostic/GettyImages)

SÃO PAULO – Os preços das commodities agrícolas, em especial grãos como a soja e o milho, dispararam ao longo do primeiro semestre de 2021, o que teve impacto disseminado na economia brasileira. Tanto efeitos positivos, uma vez que o Brasil tem o perfil de exportador dessas commodities, quanto negativos, pois a inflação de alimentos e o setor de frigoríficos acabaram sentindo essa valorização.

A dúvida hoje é se essa trajetória de incremento nos valores dos grãos irá continuar pelos próximos meses ou se o superciclo já acabou.

Em números, é importante ressaltar que a soja teve um aumento de 12,9% no seu valor desde o fim do ano passado, atingindo R$ 173,75 a saca de 60 kg no fechamento da terça-feira (16) segundo dados da Esalq/BM&F Bovespa. O milho se valorizou ainda mais, acumulando ganhos de 27,01% até ontem, a R$ 99,89 a saca de 60 kg.

Segundo Leonardo Alencar, analista da XP, o cenário atual não permite análises de queda no preço de grãos até 2022. “A colheita de milho da safrinha [com plantio nos meses de fevereiro e março depois da colheita da safra principal] teve sucessivas revisões para baixo e como o preço está muito alto, há previsões até de possibilidade de aumento na importação de milho”, explica.

A estiagens e as ondas de frio recentes fizeram com que a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) revisasse suas projeções para a safra total de 2021, que de recorde histórico agora é estimada em queda de 1,2% ante a anterior, totalizando 253,98 milhões de toneladas.

Para Alencar, esperar um fim no ciclo de alta de grãos e outras commodities agrícolas até 2022 enquanto a demanda global se recupera dos impactos do coronavírus e os efeitos climáticos adversos estão cada vez mais presentes é, no mínimo, temerário.

“Não vejo queda em 2022. Os preços devem, no máximo, mostrar acomodação até lá. Esperar queda, com os riscos climáticos atuais, está cada vez mais arriscado”, defende.

Essa avaliação é oposta à da equipe de análise do Bradesco BBI, que acredita que as commodities agrícolas estão no fim do seu ciclo de valorização.

O analista Leonardo Fontanesi escreve em relatório que historicamente os preços de commodities agrícolas têm ciclos de alta (como o que vem ocorrendo de 2019 a 2021) de dois anos, em média, com um incremento de aproximadamente 20% ao ano no valor de cada grão, ao passo que os ciclos de queda duram, em média, três anos e meio e os preços caem em torno de 10% ao ano.

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“Esperamos um declínio de 30% nos preços de produtos agrícolas até 2024, ao mesmo tempo em que o consenso da Bloomberg projeta uma retração de 15%”, ressalta Fontanesi.

Os motivos para essa previsão não são meramente estatísticos. O analista do Bradesco BBI considera provável que a China corte importações de produtos agrícolas até 2022 depois dessas compras avançarem 50% nos últimos dois anos.

“Este aumento nas importações ocorreu porque a China dobrou seu número de criação de porcos nos últimos dois anos, depois de perder animais para a peste suína africana de 2018, e precisava comprar comida para alimentá-los. A população de suínos da China é relevante para a agricultura global porque a carne de porco é de longe a proteína mais importante do país e as necessidades de ração da China são responsáveis ​​por aproximadamente 15% da demanda global de trigo, milho e soja”, destaca o Bradesco.

Todavia, desde junho de 2021, as margens da indústria de suínos chinesa se tornaram negativas com um excesso de oferta de porcos e custos mais altos de grãos. “Nós estimamos que os preços do milho na China (correlacionados com os EUA e o Brasil) têm que cair de 20% a 30% para que as margens voltem a convergir para a média histórica.”

A questão do plantel de suínos da China, por outro lado, não existe sem algum grau de controvérsia. Leonardo Alencar diz ver com ceticismo esse anúncio do país de que repôs os rebanhos perdidos durante a epidemia da febre suína.

“Na nossa leitura, o preço deve começar a subir novamente. Nos últimos tempos, os pecuaristas chineses voltaram a abater animais com medo da peste. Teremos ainda aquela demanda extraordinária que ocorre no ano-novo chinês [em 1º de fevereiro] e a população do país está consumindo cada vez mais carne, inclusive proteínas de origem mais diversificada, graças ao aumento da renda”, argumenta.

A opinião do analista da XP é que os preços cairiam apenas se a demanda recuasse devido a um recrudescimento da pandemia, mas que nem isso é certo, pois as últimas ondas da Covid-19 foram mitigadas pelo suporte de programas governamentais.

Na linha dessas projeções mais otimistas com grãos, a equipe de análise do Bank of America comenta que a Balança Comercial brasileira mostrou que as exportações de alimentos no segundo trimestre foram muito fortes em todos os quesitos, com os preços em dólares avançando dois dígitos na comparação com o mesmo período do ano passado.

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“O bom desempenho vem na hora certa, conforme as empresas sofrem no mercado doméstico com um desafiador pass-through [impacto da depreciação da moeda local na inflação] para os consumidores e custos em alta”, escrevem os analistas Guilherme Palhares e Isabella Simonato.

Para o segundo semestre deste ano, a equipe do BofA espera que a demanda chinesa e a reativação da cadeia global de serviços alimentícios sejam os principais catalisadores para volumes e preços, providenciando um impulso para a atual inflação de custos.

Frigoríficos sofrem

Enquanto empresas que vendem commodities agrícolas como SLC (SLCE3), Brasil Agro (AGRO3) e Terra Santa ([ativo=LAND3]) se beneficiam desse quadro de elevações no valor de grãos, frigoríficos como JBS (JBSS3), Marfrig (MRFG3), Minerva (BEEF3) e, principalmente BRF (BRFS3), são impactadas negativamente.

Alencar destaca que aves e suínos têm alimentação quase que 100% composta de rações de milho e de farelo de soja. Como a BRF é a companhia do setor mais posicionada na venda de carne de aves e porcos, acaba sendo a mais afetada.

Marfrig e JBS, por sua vez, sofreriam impactos menores, pois o uso de grãos na dieta do boi ocorre apenas quando ele está em confinamento e as duas empresas têm ainda um outro trunfo, que são suas operações nos Estados Unidos.

“O cenário americano é de boa oferta e bons preços, com uma demanda muito aquecida nesta retomada pós-Covid. O maior problema para essas empresas no Brasil atualmente não é nem tanto o aumento dos custos como a demanda pressionada”, afirma.

Vale lembrar que no segundo trimestre de 2021, a Marfrig teve seu melhor desempenho histórico, lucrando R$ 1,7 bilhão, alta de 9% na comparação com o mesmo período do ano passado, com um resultado impulsionado pelos EUA.

A operação dos Estados Unidos, de acordo  analistas da XP, foi responsável por 96% do Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciações e Amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) total da Marfrig. O preço do gado aumentou 12% na comparação anual, mas o preço da carne bovina veio em linha com o segundo trimestre de 2020 e os spreads caíram 8,9%, algo que os analistas da casa veem como positivo.

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A JBS, por sua vez, teve lucro líquido recorde de R$ 4,4 bilhões no 2º trimestre. Na teleconferência de resultados, o CEO da companhia, Gilberto Tomazoni, apontou que o custo de produção dos animais vivos aumentou com a alta dos preços dos grãos, porém que a redução do volume de carne suína produzida, que foi impactada pelas condições climáticas e pela escassez de mão de obra combinada com o crescimento da demanda acima do esperado, impulsionaram o preço deste tipo de carne no mercado doméstico.

Já a BRF teve prejuízo líquido de R$ 199 milhões no trimestre, revertendo um lucro de R$ 307 milhões na base anual.

Na teleconferência de resultados, Lorival Luz, CEO da empresa, disse que cada vez mais o custo médio do estoque de grãos ou de outros insumos e matérias-primas da empresa vão aumentar. “Com os desafios desta safra e das próximas, de forma geral o custo de produção – e é visto já na margem do produtor – chegará a todas as empresas, todas as indústrias. O que traz a necessidade que exista o reequilíbrio sustentável da nossa operação”, defendeu.

Segundo o CEO, o caixa de R$ 9 bilhões do frigorífico, combinado com um valor relativamente baixo de vencimentos de curto prazo (R$ 700 milhões em 2021), permitem que impactos como o do atual patamar dos preços de grãos sejam mitigados.

“A companhia está absolutamente preparada, robusta, com uma liquidez financeira, suficiente para que atravessemos esse segundo semestre mesmo com um aumento de grãos, o aumento de custos que tivemos”, assegurou.

Falando especificamente do mercado de carne, o BofA ressalta que apesar da baixa disponibilidade de gado e da queda de 7% em volumes na comparação anual durante o segundo trimestre, os preços atingiram recordes históricos em junho.

“Em junho, os preços de carne bovina chegaram a US$ 5,20 por kg, valor 21% superior ao registrado no mesmo mês do ano passado e 5% acima de maio”, destacam os analistas. Para eles, essa sequência de valorizações levou os preços no segundo trimestre a subirem 14% em dólar e 11% em reais.

“Nós acreditamos que uma performance assim poderia ser em larga medida explicada por uma crescente demanda da China depois que plantéis de porcos foram abatidos. A reativação do canal de serviços alimentícios e restrições de oferta tanto na Austrália quanto no Brasil devem continuar provocando alta de preços”, explica o BofA.

O banco lembra que as margens de exportação de carne atingiram uma média de 15% no segundo trimestre, estável na comparação com o trimestre anterior apesar do aumento de 5% no preço médio do gado.

Já o mercado de aves, segundo os analistas, foi destaque pelos fortes volumes e preços. O volume diário médio bateu 12,1 mil toneladas em junho, em um crescimento de 13% em relação ao segundo trimestre de 2020, ao mesmo tempo em que os preços em dólares aumentaram em 4%.

“A demanda internacional por aves deve se beneficiar diretamente da recuperação do canal de serviços alimentícios, especialmente na região do Oriente Médio, onde o consumo depende do turismo”, escreve a equipe do BofA.

Entretanto, o banco aponta riscos no horizonte vindos da Arábia Saudita, que representa 14% do mercado externo de aves do Brasil. O país tem banido importações de diversos frigoríficos.

Já em suínos, as exportações de carne de porco tiveram, segundo o BofA, mais um ótimo mês, com os volumes crescendo 11% na comparação mensal em junho e 12% na base anual, tornando-se o melhor mês da história em termos de volumes exportados pelo Brasil, em mil toneladas por dia.

“Os preços em dólar ficaram estáveis na comparação mensal em junho, mas cresceram 21% na comparação anual, totalizando US$ 2,60 por kg. No segundo trimestre, os volumes se expandiram em 25% na base trimestral e os preços melhoraram em aproximadamente 5% na mesma base, implicando um sonoro crescimento de 11% em relação ao mesmo período de 2020.”

Para os analistas, esse desempenho comprova a opinião do banco de que apesar da China estar recompondo o seu plantel de porcos, a produção ainda está baixa devido aos mais baixos níveis de rentabilidade da carne.

“Esperamos que a demanda continue forte no segundo trimestre depois da liquidação de estoques que ocorreu no primeiro semestre na região, o que beneficia exportadores brasileiros.”

Revisões do Bradesco

Devido à visão mais negativa dos seus analistas para commodities agrícolas, o Bradesco BBI revisou recentemente as recomendações para uma série de papéis.

Ambev (ABEV3) foi de neutro para compra em meio à aposta de que os custos agrícolas irão cair. “Leva cerca de 12 meses para que os preços das commodities reflitam nos resultados da Ambev dados os hedges, mas o mercado provavelmente irá antecipar ganhos mais fortes devido à queda nos preços agrícolas”, escreve a equipe do banco. O múltiplo valor de mercado da empresa dividido pelo lucro (P/L) da Ambev cairia, assim, de 20 vezes em 2022 (contra 23 vezes na média histórica) para 17 vezes em 2023, um patamar considerado atrativo.

O preço-alvo das ações ABEV3 é de R$ 21,00, o que corresponde a uma valorização de 19,73% sobre o nível de fechamento dos papéis na sexta-feira (20).

A São Martinho (SMTO3), por sua vez, teve recomendação cortada de compra para neutra. “Dada nossa visão mais baixista sobre os preços agrícolas, cortamos nossa previsão de preço do açúcar em cerca de 5% na média para 2022.”

O preço-alvo das SMTO3 projetado pelo Bradesco é de R$ 38,00, em um upside de 16,31% ante o fechamento da sexta.

Já a M.Dias Branco (MDIA3) foi mantida como a top pick do setor para o Bradesco, pois na visão dos analistas a fabricante de biscoitos e bolachas sofreu forte compressão na margem por conta do aumento nos custos agrícolas e, com preços mais baixos das commodities a partir do segundo semestre a margem Ebitda (Ebitda dividido pela receita líquida) se recuperaria de 7% em 2021 para 16% em 2022.

O preço-alvo das ações MDIA3 é de R$ 40, o que equivale a uma alta de 22,29% na comparação com o fechamento da sexta.

Para os frigoríficos, as recomendações do Bradesco não foram alteradas, embora os analistas tenham elevado estimativas de Ebitda para 2021 e 2022 em 10% em média para JBS e Marfrig. As projeções a partir de 2023, por outro lado, foram reduzidas pela visão revisada das margens da carne bovina nos EUA com base na previsão de oferta de gado.

“Embora tenhamos reduzido nossas estimativas de custo de grãos para nossa cobertura de proteína (responsável por cerca de 30% dos custos totais para BRF e aproximadamente 12% para JBS, mas não é relevante para Marfrig), que impacta principalmente as divisões de frangos, suínos e alimentos processados dessas empresas, nós conservadoramente assumimos que este impacto será principalmente compensado por preços mais baixos de carne fresca, dado que o excesso de oferta de carne suína na China pode pesar sobre as importações, fazendo com que nossas estimativas da BRF mudem apenas ligeiramente.”

Os preços-alvos de JBS, Marfrig e BRF projetados pelo Bradesco são R$ 38,00, R$ 25,00 e R$ 32,00. Os upsides esperados até atingir esses valores são 19,84%, 24,01% e 34,74% respectivamente.

Abaixo uma tabela com um compilado da Refinitiv de recomendações de bancos, corretoras e casas de análise para as empresas citadas.

Empresa Ticker Recomendações de compra Recomendações neutras Recomendações de venda Preço-alvo médio Valorização (upside) esperado
Ambev ABEV3 4 7 4 R$ 17,20 -1,94%
BRF BRFS3 4 8 1 R$ 28,69 +20,8%
JBS JBSS3 11 0 0 R$ 42,17 +32,99%
Marfrig MRFG3 8 4 0 R$ 23,36 +15,87%
M.Dias Branco MDIA3 3 4 2 R$ 34,81 +6,42%
São Martinho SMTO3 7 7 0 R$ 35,89 +9,86%

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BRF aprova política de compra sustentável de grãos

SÃO PAULO (Reuters) – O Conselho de Administração da BRF, uma das maiores companhias de alimentos do Brasil, aprovou uma Política de Compra Sustentável de Grãos, conforme ata de reunião do colegiado divulgada nesta quinta-feira.

A aprovação atende o plano Visão 2030 da BRF e o compromisso de rastreabilidade assumido pela empresa em dezembro de 2020, segundo a ata, que não trouxe mais detalhes.

Conforme documento sobre os compromissos de sustentabilidade da BRF, a companhia se propôs a garantir a rastreabilidade de 100% dos grãos adquiridos na Amazônia e Cerrado até 2025.

A política de grãos da BRF, grande compradora de soja e milho, foi aprovada por unanimidade e sem quaisquer ressalvas, seguindo recomendação favorável do Comitê de Pessoas, Governança, Organização e Cultura e do Comitê de Qualidade e Sustentabilidade da empresa.

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Arábia Saudita suspende redução do prazo de validade de cortes de frango, informa BRF; analistas veem notícia como positiva

A autoridade sanitária da Arábia Saudita (SFDA, na sigla em inglês) decidiu suspender a implementação da medida que determinava a redução do prazo de validade de frangos in natura congelados e seus cortes, de um ano para 3 meses, contados da data de abate, informou a companhia de alimentos BRF (BRFS3).

Segundo comunicado divulgado nesta terça-feira, os sauditas também optaram por retirar notificação sobre o tema junto à Organização Mundial do Comércio (OMC).

Quando a medida foi anunciada, em meados de maio, a BRF chegou a afirmar que a nova regra poderia afetar as vendas da empresa.

Maior processadora de frango do Brasil, a companhia produz a proteína no mercado saudita por meio de parcerias com empresas locais e também exporta produtos brasileiros para o país árabe.

Na avaliação do Bradesco BBI, a suspensão dessa medida é marginalmente positiva para a BRF, para quem eles possuem recomendação neutra e preço-alvo de R$ 32 por ação, uma vez que a medida anunciada anteriormente poderia ser um desafio para as exportações brasileiras de frango (dado o tempo necessário para processar e embarcar o frango do Brasil para a Arábia Saudita).

Os analistas estimam que a Arábia Saudita responda por 12% do volume total de exportação de frango do Brasil e o país represente 7% da receita consolidada da BRF.

A Guide também destaca que a suspensão da medida é positiva para as vendas da BRF. “O Oriente Médio é um importante mercado para a companhia, com destaque ao segmento Halal DDP, que teve significativa contribuição no resultado do segundo trimestre, em virtude da forte recuperação do preço dos produtos vendidos na região. A BRF havia anunciado neste ano a aquisição da Joody Al Sharqiya Food Production Factory, em Dammam, na Arábia Saudita, em virtude da importância estratégica daquele país para a empresa brasileira, contando com a intenção de aumentar consideravelmente a capacidade produtiva da fábrica”, aponta o analista Luís Sales.

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) disse em nota que a decisão dos sauditas acolheu argumentos de nações exportadoras, inclusive do Brasil, e de stakeholders locais.

“A acolhida da decisão restabelece os processos de nossas tratativas com o fundamental mercado da Arábia Saudita sob os critérios que norteiam o comércio internacional de alimentos”, afirmou o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

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“É uma notícia importante para os exportadores brasileiros, que tem uma sólida e longa relação com este mercado.”

(com Reuters)

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Resultados de Raízen, Embraer, Cogna, Natura, Magalu, CCR, Cyrela e mais dezenas de balanços; estreia da Kora na B3 e outros destaques

SÃO PAULO – A temporada de resultados é bastante movimentada, com a repercussão dos resultados de Embraer, Cogna, Americanas, Magazine Luiza, Natura, CCR e mais dezenas de balanços. Cosan, CVC e Vivara divulgam seus números após o fim do pregão.

A sessão também marca a estreia da Kora Saúde na B3. Ainda em destaque, a JBS informou que aprovou o envio de uma proposta à Pilgrim’s Pride Corporation para aquisição da totalidade das ações da companhia, negociadas nos Estados Unidos (Nasdaq). Confira os destaques:

Kora Saúde (KRSA3)

A sessão desta sexta-feira marca a estreia das ações da Kora Saúde na B3.

A ação da companhia foi precificada a R$ 7,20 na oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês), no piso da faixa indicativa.

Com isso, a empresa levantou R$ 769,9 milhões, considerando a oferta base e a venda de cerca de 10% de ações adicionais. O montante desconsidera a eventual venda de lote suplementar.

Metade do valor arrecadado, segundo prospecto, deve ser usado em aquisições, enquanto o restante será destinado à expansão orgânica.

A JBS informou na noite de quinta que aprovou o envio de uma proposta à Pilgrim’s Pride Corporation para aquisição da totalidade das ações da companhia, negociadas nos Estados Unidos (Nasdaq).

Segundo fato relevante, o preço oferecido por ação é de US$ 26,50 e o objetivo é fechar o capital da empresa. Atualmente, a JBS detém, por meio de suas subsidiárias, 80,21% das ações da empresa de criação, incubação, processamento e distribuição de frangos e suínos.

Caso a proposta seja aceita, a JBS informa que fará a aquisição por meio de uma de suas subsidiárias nos Estados Unidos e que a Pilgrim’s Pride Corporation poderá se tornar sua subsidiária integral. Veja mais clicando aqui. 

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O Bradesco BBI afirmou que o anúncio foi uma surpresa para nós, mas pode indicar que a JBS continuará com sua listagem (IPO) nos Estados Unidos, o que pode ser um potencial gatilho positivo para as ações. “Todo o resto igual, refletindo esta exclusão do modelo do BBI não mudaria o preço-alvo de R$ 38,00 para a JBS (e recomendação de compra)”, apontam.

Os analistas do BBI estimam que a proposta de fechamento da PPC implica que a JBS terá que pagar US$ 1,3 bilhão para comprar os cerca de 20% que não possui na PPC. O preço oferecido implica um prêmio de 17% sobre o preço de fechamento da PPC em 12 de agosto e um múltiplo EV / EBITDA de um ano a frente de 6,5 vezes, em linha com o múltiplo histórico da PPC de 5 anos.

No entanto, o múltiplo implícito pago pela PPC está acima do múltiplo de negociação da JBS de 4,2 vezes. O que explica esse movimento, na opinião dos analistas do BBI, é de que a JBS pode estar procurando listar toda a sua operação nos Estados Unidos, ou a maior parte dela e, portanto, manter a PPC listado pode não fazer sentido – ter uma entidade maior/mais líquida pode destravar mais valor.

“Dito isso, vemos a JBS sendo negociada com um desconto excessivo de aproximadamente 45% em relação a seu
principal concorrente nos EUA, a Tyson Foods, desconto que poderia ser parcialmente fechado com uma listagem nos Estados Unidos – estimamos que cada redução de 10 pp no desconto para a Tyson Foods, implica um aumento no preço das ações da JBS de R$ 7,00”, apontam os analistas.

A Petrobras não poderá ampliar as escalas de trabalho de empregados próprios e trabalhadores terceirizados quando não houver prévia autorização em instrumento coletivo de trabalho vigente. A decisão, do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT), é válida para todo território nacional.

A medida, divulgada na quinta, é decorrente de Ação Civil Pública (ACP) ajuizada pelo Ministério Público do Trabalho no Rio de Janeiro (MPT), no âmbito do Projeto Ouro Negro.

Segundo nota do MPT, desde o início da pandemia da Covid-19, o órgão tem recebido diversas denúncias de que empresas do setor de óleo e gás, entre elas a Petrobras e empresas terceirizadas, alteraram, unilateralmente, as escalas de trabalho de seus empregados, que é de 14×14, impondo novo regime de trabalho a bordo, de 21×21 dias ou 28×28 dias, sem prévia negociação coletiva. Saiba mais clicando aqui. 

A Cielo fechou a venda da subsidiária Multidisplay para a Bemobi ([ativo=BMBO3]) pelo total de até R$ 185 milhões, segundo fato relevante da empresa de meios de pagamentos à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) nesta sexta-feira.

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Do montante total, R$ 125 milhões referem-se a uma parcela fixa a ser paga na data de fechamento do negócios e R$ 60 milhões a uma parcela variável sujeita a determinadas premissas após o encerramento da operação.

A venda da Multidisplay “faz parte da estratégia de crescente concentração da companhia em suas competências centrais”, afirmou a Cielo.

O Bradesco BBI destacou ver o anúncio como positivo para a Cielo, já que a venda deve ser acretiva não apenas do ponto de vista de valuation, mas também de uma perspectiva qualitativa que deve permitir à Cielo focar em seus negócios principais. O valor representa cerca de 2% do valor de mercado da Cielo.

Minério de ferro

Os contratos futuros do minério de ferro negociados na China fecharam em queda nesta sexta-feira, engatando a segunda semana consecutiva de perdas, diante da fraca demanda pela matéria-prima siderúrgica devido aos controles de produção de aço impostos pelo governo local.

A Associação Chinesa de Ferro e Aço disse em comunicado divulgado nesta semana que as usinas que emitem maior poluição ou consomem mais energia devem reduzir seus níveis de produção. A entidade também prometeu garantir que a fabricação de aço recue em 2021 em uma base anual.

As taxas de utilização de capacidade dos altos-fornos em 247 usinas ao redor da China tiveram leve recuperação nesta semana, atingindo 85,89%, mas seguem bem abaixo da marca de 95,16% registrada em igual período do ano passado, segundo dados da consultoria Mysteel.

O contrato mais negociado do minério de ferro na bolsa de commodities de Dalian chegou a recuar 4,2% nesta sexta-feira, a 814 iuanes (US$ 125,66) por tonelada, antes de fechar em queda de 0,9%, a 842 iuanes/tonelada. Na semana, os futuros do minério acumularam queda de 8,2%.

Já os preços “spot” do minério com 62% de teor de ferro para entrega à China  cederam US$ 4 nesta sexta-feira, a US$ 162/tonelada, depois de já terem recuado US$ 2 na véspera, de acordo com a consultoria SteelHome.

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A empresa de energia Raízen teve lucro líquido de R$ 800,5 milhões no primeiro trimestre do ano/safra 2021 (trimestre de abril a junho), ante prejuízo líquido de R$ 332,8 milhões registrado em igual período de 2020, conforme dados atribuídos aos controladores.

O lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda) ajustado do primeiro trimestre do ano/safra 2021 foi de em R$ 1,76 bilhão, 12 vezes superior ao Ebitda de R$ 143,6 milhões de um ano antes.

A Cogna  teve prejuízo líquido ajustado de R$ 20,376 milhões no segundo trimestre, queda de 85,4% nas perdas na comparação com igual período de 2020, quando teve perdas de R$ 139,987 milhões.

A receita líquida foi a R$ 1,3 bilhão, uma redução de 5% refletindo as pressões de receita no ensino superior presencial, cujo resultado foi parcialmente compensado pelo crescimento observado nas receitas de ensino superior EAD e Vasta.

Já o Ebitda recorrente da Cogna foi de R$ 329,5 milhões no segundo trimestre de 2021, o que representa um crescimento de 173,2% na comparação com o mesmo período de 2020. No mesmo período, a margem Ebitda (Ebitda sobre receita líquida) recorrente atingiu 25,3%, uma expansão de 16,5 pontos percentuais.

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Embraer (EMBR3

A Embraer apresentou lucro líquido ajustado (excluindo-se impostos diferidos e itens especiais) de R$ 212,8 milhões e lucro por ação ajustado de R$ 0,29. Este é o primeiro lucro líquido ajustado trimestral da companhia relatado desde o primeiro trimestre de 2018, com impulso da recuperação da demanda por viagens após a forte queda relacionada à pandemia de Covid-19. No segundo trimestre de 2020, o prejuízo líquido ajustado tinha sido de R$ 1,071 bilhão.

A receita líquida da companhia foi de R$ 5,922 bilhões no período, alta de 106,76% em base anual, com crescimento de dois dígitos em todos os segmentos de negócio.

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A Embraer também divulgou suas estimativas financeiras e de entregas para 2021. Ela estima que as entregas de jatos comerciais fiquem entre 45 e 50 aeronaves e a de jatos executivos entre 90 e 95 unidades. No ano, a projeção é de receita líquida consolidada entre US$ 4 bilhões a US$ 4,5 bilhões, com margem EBIT ajustada de 3,0% a 4,0%, margem EBITDA ajustada de 8,5% a 9,5% e Fluxo de caixa livre entre US$ (150) milhões e zero, sem fusões e aquisições ou desinvestimentos.

Veja mais sobre o balanço clicando aqui. 

A BRF, dona das marcas Sadia e Perdigão, voltou a registrar prejuízo líquido, desta vez de R$ 199 milhões, no segundo trimestre de 2021, ante lucro líquido de R$ 307 milhões obtido em igual período de 2020, informou a companhia nesta quinta-feira (12).

De acordo com a empresa, o prejuízo decorre de maiores despesas financeiras, cujos principais impactos foram a atualização do valor justo da opção de venda relacionada à combinação de negócios da Banvit e os juros associados ao endividamento, contingências, arrendamentos e passivos atuariais da empresa.

A companhia também informou que, considerando o total societário, o prejuízo líquido no trimestre atingiu R$ 240 milhões.

Veja mais sobre o resultado clicando aqui. 

A XP apontou que a BRF apresentou incremento da receita com aumento no volume em 6,0% ao mesmo tempo que subiu preços em 20,6%, algo que viram como muito positivo, mas os custos mantiveram o ritmo de alta (alta de 24,6%) e a margem Ebitda recuou para 10,9%, ligeiramente acima da projeção da XP de 10,1%.

No entanto, a empresa aumentou sua participação em produtos de valor agregado (84,2% do volume) e acelerou o ritmo de inovações (7,2% da receita total), melhorando sua estrutura comercial na expectativa de retomada da economia brasileira.

No segmento Internacional, a recuperação nas unidades Halal e de Exportações Diretas foram fundamentais para compensar as margens menores na Ásia. “Em meio a um cenário repleto de incertezas, mantemos nossa recomendação neutra para BRFS3 com preço-alvo de R$ 30 por ação para 2021”, apontam.

A Cyrela teve um lucro líquido de R$ 267 milhões no segundo trimestre de 2021, o que representa um crescimento de 298,2% em relação ao registrado no mesmo período do ano passado, conforme divulgou a construtora nesta quinta-feira (12).

Já o Lucro Líquido dividido pelo Patrimônio Líquido (ROE, na sigla em inglês) da Cyrela foi de 39,3% no trimestre. Foram feitos 19 lançamentos no período, contra três um ano antes.

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Segundo a XP, a Cyrela apresentou resultados fortes no trimestre, ligeiramente acima das estimativas dos analistas. A empresa reportou margens brutas mais fortes do que o esperado devido à maior contribuição dos lançamentos recentes com margens superiores, que compensaram o impacto dos maiores custos de construção.

“Além disso, o desempenho mais forte de suas JVs (Joint Ventures) também ajudou o lucro líquido a superar nossas estimativas para o trimestre”, apontam os analistas, que possuem recomendação de compra e preço-alvo de R$ 33 para a ação.

O lucro líquido da Cury subiu 112,4%, a R$ 78,6 milhões, no segundo trimestre na base de comparação anual.

A receita líquida teve alta de 83,3%, para o recorde de R$ 451,2 milhões, com patamares recordes de lançamentos e vendas do período, de R$ 686,2 milhões e R$ 682,6 milhões, respectivamente.

A margem bruta da companhia foi de 35,4%, no mesmo período do ano passado, para 36,1% de abril a junho deste ano.

A Lavvi teve lucro líquido de R$ 90,4 milhões no segundo trimestre de 2021, um aumento de 6,75 vezes em relação ao mesmo período do ano passado.

A receita líquida foi de R$ 260,2 milhões, multiplicando por cinco na comparação anual.

A XP apontou que, apesar da receita marginalmente abaixo da estimativa dos analistas, a Lavvi reportou resultados sólidos com uma margem bruta robusta de 42% (em linha com as estimativas da XP e alta de 1,7 p.p. trimestre contra trimestre) e mostrou poucos sinais de pressões de custo.

Os resultados foram beneficiados principalmente pelo forte desempenho de vendas de seu recente lançamento principal, o empreendimento Villa Versace. No balanço patrimonial, Lavvi apresentou uma pequena queima de caixa de R$6 milhões, já que a entrada de caixa das vendas do projeto Versace foi compensada pela aquisição de terrenos.

“Em suma, vemos os resultados como positivos e reiteramos nossa recomendação de compra e preço-alvo de R$ 11,50 por ação”, apontam.

A Trisul registrou lucro líquido de R$ 35,4 milhões, estável na comparação anual. A receita líquida subiu 5%, para R$ 210,9 milhões. A margem bruta passou de 33,1% para 36,9%, como reflexo dos aumentos de preços.

A incorporadora paulistana Eztec (EZTC3) obteve lucro líquido de R$ 139,5 milhões no segundo trimestre de 2021, montante 104% maior do que no mesmo período de 2020.

O Ebitda foi de R$ 109 milhões, 101% superior na mesma base de comparação. A margem Ebitda subiu 2 pontos porcentuais, para 38%.

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A Xp apontou que a EZTec apresentou resultados positivos e em linha com as estimativas dos analistas. Apesar da receita e margem bruta mais fortes do que o esperado de 46,3% (1,5 p.p. acima das estimativas da XP e 3,2 p.p. trimestre contra trimestre) devido a um mix mais favorável de projetos sendo reconhecidos (maior contribuição do empreendimento Cidade Maia, que possui margem bruta acima de 51%) e preços de vendas mais elevados.

Do lado negativo, os resultados financeiros mais fracos do que o esperado compensaram parcialmente os resultados e levaram o lucro líquido para patamares próximos das nossas estimativas. A XP reitera recomendação de compra e preço-alvo de R$ 48 por ação;

Lojas Renner (LREN3

A Lojas Renner divulgou nesta quinta-feira (12), após o fechamento do pregão, que apurou lucro líquido de R$ 193,1 milhões no segundo trimestre de 2021, queda de 76,4% em relação ao mesmo período do ano passado, quando somou R$ 818,1 milhões.

Pressionado em parte por expansão nas despesas operacionais, o número veio abaixo dos R$ 131,7 milhões esperados por analistas consultados pela Refinitv.

De acordo com a companhia, a redução decorreu principalmente da recuperação de crédito fiscal relacionado ao PIS e ao Cofins no período. Em bases comparáveis, o resultado do último trimestre foi 184,7% na base anual, em função, principalmente, do maior resultado operacional.

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A XP aponta que os resultados da companhia mostraram uma recuperação sequencial importante de faturamento com a volta à normalidade acontecendo e a companhia conseguiu apresentar uma melhora relevante de margem bruta. No entanto, as despesas operacionais vieram acima das estimativas da casa, que já incorporavam um cenário mais conservador em relação ao nível de investimentos da construção do seu ecossistema de moda e lifestyle enquanto a companhia queimou R$ 424 milhões de caixa por conta de um aumento relevante em recebíveis.

Magazine Luiza (MGLU3)

O Magazine Luiza registrou lucro líquido ajustado de R$ 89 milhões no segundo trimestre de 2021, revertendo o prejuízo de R$ 62,2 milhões registrado no mesmo período de 2020, informou a companhia nesta quinta-feira (12).

Considerando os ganhos líquidos não recorrentes, o lucro líquido foi de R$ 95,5 milhões, ante prejuízo de R$ 64,5 milhões registrado entre abril e junho do ano passado.

No trimestre, as vendas totais, incluindo lojas físicas, e-commerce com estoque próprio (1P) e marketplace (3P) cresceram 60,5%, para R$ 13,7 bilhões, reflexo do aumento de 46,4% no e-commerce total e de 111,6% nas lojas físicas. O e-commerce atingiu R$ 9,8 bilhões e representou 72% das vendas totais.

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O Credit Suisse destaca que a companhia reportou bons números para o trimestre, combinando crescimento robusto com uma dinâmica saudável de margem Ebitda. O total de GMV reportado foi de alguma forma antecipado pelo mercado.

“Olhando pelo ponto de vista de lucratividade, a margem bruta fico estável, enquanto que a margem Ebitda ajustada continuou em patamares normalizados (5,2%) dado uma diluição dos custos fixos.

As expectativas do Credit sobre a reação do mercado antes da abertura era de neutralidade, já que as expectativas eram bastante altas.

“Papeis de e-commerce no geral brilharam em 2020, mas perderam momentum em 2021 com os portfolios inclinados a empresas value e de commodities. Assim alguns investidores acreditam que há desafios para continuar entregando crescimento nos próximos trimestres dado a performance já brilhando no ano passado. O segundo trimestre veio para ‘trucar’ essa visão. E-commerce bombou e deve continuar tendo um momentum forte”, apontam.

Americanas (AMER3)

A Americanas SA, fruto da integração das operações das Lojas Americanas com a B2W, teve um lucro líquido de R$ 225 milhões no segundo trimestre de 2021, revertendo o prejuízo de R$ 36 milhões registrado no mesmo período do ano passado.

Já o Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciações e Amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) Ajustado da Americanas totalizou R$ 1,07 bilhão, em expansão de 44,9% na comparação anual.

A receita líquida da companhia, por sua vez, somou R$ 6,918 bilhões, valor 46,1% superior ao do segundo trimestre de 2020.

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A Americanas ainda anunciou estimativa de valor presente líquido das sinergias da combinação de negócios com a B2W de R$ 1,6 bilhão até 2024, já considerando os custos da transação.

A companhia projetou ainda em R$ 2,3 bilhões, até 2024, o valor bruto estimado das sinergias, antes dos custos da combinação.

Em sua primeira divulgação após a consolidação da fusão, a XP avalia que a Americanas reportou resultados fracos referentes ao segundo trimestre de 2021, com GMV total subindo 33% na base anual (abaixo dos seus pares), puxado pelo crescimento de 37% do GMV online (acima de Via mas abaixo de Magalu e MELI).

Em relação à rentabilidade, a margem bruta e Ebitda foram pressionadas pela maior penetração das vendas online e investimentos em marketing e novas iniciativas. Com isso, o prejuízo líquido (excluindo-se o efeito não recorrente de R$ 309 milhões referentes à créditos fiscais) totalizou R$ 85 milhões (versus estimativa da XP de perdas de R$ 42 milhões).

Contudo, apesar dos resultados fracos, a XP destaca que a companhia trouxe algumas informações novas positivas como o guidance de sinergias decorrentes da fusão operacional de negócios, totalizando um valor presente estimado de R$1,6 bilhão (3,8% de rendimento) e o anúncio de uma recompra de até 17,5 milhões de ações (4% do free float).

“Vemos a Americanas como um ecossistema robusto com diversas iniciativas sendo implementadas buscando a melhora da experiência, recorrência e fidelização de seus clientes. Ainda, acreditamos que tanto a fusão como a aquisição do HNT devem destravar valor ao longo do tempo, com a companhia inclusive detalhando sinergias a serem capturadas em ambas frentes no seu resultado. Mantemos nossa recomendação de Compra com preço alvo de R$82,0 e R$12,0 por ação para AMER3 e LAME4, respectivamente”, destaca a XP.

O BBI aponta que, apesar de crescer um pouco acima das expectativas da casa, o crescimento do comércio eletrônico ficou abaixo do MercadoLibre e do Magalu, mesmo com a implementação do frete grátis e dos incentivos para que os vendedores usem o atendimento.

“Esperamos ver o crescimento acelerar no segundo semestre contra base de comparação mais fácil, mas até que ponto a Americanas ganhará participação de mercado em 2022 não está claro. Talvez mais importante para as ações seja o anúncio de sinergias por trás da fusão das lojas e negócios online”, avalia.

Banrisul (BRSR6

O Banco do Estado do Rio Grande do Sul (Banrisul) registrou lucro líquido de R$ 281,9 milhões no segundo trimestre de 2021, alta de 135,3% ante o resultado de R$ 119,8 milhões apurado no mesmo período de 2020.

A rentabilidade do Banrisul, medida pelo retorno sobre patrimônio líquido (ROAE), deu um salto de 7,2 pontos porcentuais, chegando a 13,1% em um ano. Na comparação com o primeiro trimestre de 2021, houve um recuo de 0,1 ponto.

A carteira de crédito do Banrisul fechou junho em R$ 36,865 bilhões, valor que inclui coobrigação e riscos em garantias prestadas. Excluídas as garantias prestadas, o saldo das operações de crédito totalizou R$ 36,640 bilhões em junho de 2021, com crescimento de R$ 674,2 milhões ou 1,9% nos doze meses.

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Para o BBI, o Banrisul apresentou uma qualidade de lucro fraca, apesar do lucro líquido em linha, o que foi explicado principalmente pela menor alíquota efetiva de imposto, enquanto o lucro antes dos impostos ficou bem abaixo da expectativa do BBI, principalmente em função do menor lucro líquido de juros.

“Observamos que o desempenho do lucro líquido de juros e das receitas com tarifas foi mais fraco do que o de outros bancos, embora reconhecemos que a qualidade dos ativos e as despesas pareciam controladas. Como tal, mantemos nossa recomendação neutra levando em consideração uma qualidade de lucros mais fraca, apesar do valuation”, apontam.

A PagSeguro registrou lucro líquido de R$ 272,1 milhões no segundo trimestre deste ano, resultado 8,2% inferior ao obtido no mesmo período do ano passado.

Já as receitas totais da companhia se expandiram em 74,6%, na mesma comparação, e somaram R$ 2,369 bilhões entre abril e junho.

O volume total de pagamentos (TPV, na sigla em inglês) saltou 154% e alcançou R$ 102 bilhões, no segundo trimestre,

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O Credit Suisse comentou o crescimento acima do esperado em valor total de pagamentos do PagSeguro, de 89% na comparação anual, e que a receita líquida superou sua estimativa em 7%. O faturamento bruto superou as expectativas do Credit.

O banco vê o PagBank é um sucesso, com crescimento rápido e adição líquida de 2,1 milhões de clientes, dentre os quais 5 milhões são consumidores. O valor total de pagamentos do PagBank cresceu 341% no ano, e 261% no primeiro trimestre. O portfólio de empréstimos atingiu R$ 627 milhões, e as receitas do PagBank cresceram 89% na comparação anual. O Credit ressalta que o PagSeguro revisou suas diretrizes para cima, e mantém avaliação outperform, com preço-alvo de US$ 63, frente à cotação de US$ 57,09 de quinta para os papéis PAGS, negociados na Nasdaq.

O Grupo Soma  teve um lucro líquido de R$ 66,2 milhões no segundo trimestre de 2021, o que representa um crescimento de 252,1% em relação ao registrado no mesmo período do ano passado, conforme divulgou a varejista de moda e vestuário nesta quinta-feira (12).

Já o Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciações e Amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) do Soma totalizou R$ 100,5 milhões, em expansão de 143,9% na comparação anual.

A receita líquida da companhia, por sua vez, somou R$ 566,2 milhões, valor 58,8% superior ao do segundo trimestre de 2020.

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Energisa (ENGI11

Influenciada por uma forte recuperação nas vendas, a Energisa reportou lucro líquido consolidado de R$ 749 milhões no segundo trimestre do ano, revertendo prejuízo de R$ 88 milhões registrado no mesmo período do ano passado.

O movimento reflete o efeito positivo de R$ 142 milhões referente à Marcação a Mercado de Derivativos, sem efeito caixa, sendo R$ 72,8 milhões de impacto negativo referente ao bônus de subscrição atrelado à 7ª emissão.

Também se deve considerar o impacto de R$ 214,8 milhões positivo referente à opção de compra pela companhia da participação de minoritários da Energisa Participações Minoritárias. No acumulado do semestre foi apurado salto de 228,6% no lucro, para R$ 1,622 bilhão.

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A Marisa  teve um prejuízo líquido de R$ 59,5 milhões no segundo trimestre de 2021, o que representa uma melhora ante as perdas de R$ 171,7 milhões no mesmo período do ano passado, mas não uma reversão total, conforme divulgou a varejista de moda e vestuário nesta quinta-feira (12).

Já o Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciações e Amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) Ajustado da Marisa totalizou R$ 40,5 milhões, revertendo o Ebitda negativo de R$ 66,8 milhões no segundo trimestre de 2020.

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A CCR reportou prejuízo líquido de R$ 44 milhões no segundo trimestre do ano, uma perda 69% menor do que a registrada um ano antes, informou a companhia em balanço enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) nesta quinta-feira, 12.

Segundo a concessionária, o resultado se deve a um efeito não recorrente. No trimestre, a companhia celebrou um Termo Aditivo e Modificativo (TAM) preliminar com o governo de São Paulo, que prevê uma indenização de R$ 1,2 bilhão e a aplicação de R$ 2,3 bilhões em rodovias paulistas.

O fato influenciou os resultados e gerou o prejuízo, porém, considerando os dados de mesma base (quando são excluídos o desembolso para o Tesouro estadual, o reequilíbrio de ViaQuatro e a CCR ViaCosteira — que teve contrato assinado em julho de 2020 –, o grupo apresentou lucro líquido de R$ 294,4 milhões, ante prejuízo de R$ 142,5 milhões um ano antes.

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O Itaú BBA avalia os resultados divulgados pela CCR para o segundo trimestre como neutros. A depreciação e a amortização (D&A em inglês) estão em linha com a estimativa do banco, de R$ 531,4 milhões, ligados a um pagamento relacionado com o acordo preliminar entre AutoBan, SPVias e ViaOeste e o governo do estado de São Paulo. O lucro Ebitda e a margem Ebitda se mantiveram estáveis no trimestre.

A concessionária de logística Rumo  teve aumento de receitas no segundo trimestre, favorecida pelo aumento de volumes transportados e das tarifas cobradas de clientes, mas efeitos ligados à renovação da Malha Paulista pesaram no lucro.

A companhia, controlada pela Cosan, anunciou nesta quinta-feira que seu lucro líquido de abril a junho somou R$ 314 milhões, queda de 22,4% sobre um ano antes.

No relatório de resultados, a Rumo explicou que teve um ganho não recorrente de R$ 316 milhões no segundo trimestre de 2020, ligados à renovação da concessão da malha ferroviária paulista.

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A XP avalia que a Rumo reportou resultados fortes, embora esperados.

Além disso, destacou que, “em um bem-vindo exercício de transparência, a administração da Rumo decidiu descontinuar suas projeções financeiras para 2021 dada a baixa visibilidade dos volumes transportados no semestre devido às fracas perspectivas da safra de milho (um evento limitado à safra deste ano, em nossa opinião, não impactando nossas estimativas de demanda positivas de longo prazo)”, apontam.

Apesar do cenário de volume desafiador de 2021, os analistas notaram melhora significativa da Rumo nas tarifas ferroviárias (alta de 14% na base anual e de 2% na trimestral), confirmando uma recuperação sequencial no semestre que deve aliviar as preocupações dos investidores acumuladas desde o fraco desempenho de tarifas em 2020. “Reiteramos nossa recomendação de compra e visão positiva para a Rumo”, aponta a XP.

O Credit Suisse também ressaltou que a Rumo decidiu descontinuar a diretriz (guidance em inglês) para 2021 por conta de incertezas quanto a volumes de milho, prejudicados pelas condições climáticas, atraso em colheitas de soja. As estimativas da empresa para produção de milho foram reduzidas em 14%, a 82 milhões de toneladas, e as exportações de milho, em 38%, a 18 milhões de toneladas. A decisão indica que agora a empresa pretende apresentar resultados abaixo das estimativas mais modestas do lucro Ebitda, de R$ 4 bilhões, apesar de a diretriz relativa a 2025 continuar válida. O Credit Suisse mantém avaliação outperform e preço-alvo de R$ 25.

Natura & Co divulgou nesta quinta-feira lucro de cerca de R$ 235 milhões para o segundo trimestre, revertendo prejuízo do ano anterior, graças às estratégias aprimoradas de e-commerce e integração com a norte-americana Avon.

O Ebitda caiu 3,4% sobre um ano antes, para R$ 630 milhões.

Apesar do impacto da pandemia no setor global de beleza e cuidados pessoais, a empresa informou que suas quatro marcas – The Body Shop, Avon, Aesop e Natura – tiveram vendas maiores no período.

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O BBI apontou que a Natura teve um conjunto sólido de resultados, que mostra desempenhos robustos de todas as marcas em mercados que ainda enfrentam dificuldades (mercados da Avon Internacional) ou em processo de abertura e normalização (Brasil e América Latina).

“O crescimento na América Latina hispânica continua impressionante, com a marca Natura + 78% e a marca Avon + 72% (ambas em moeda constante), o que mostra a força que a primeira está construindo nos principais mercados fora do Brasil, e as primeiras vitórias de uma melhor gestão da Avon. No Brasil, achamos que alguns investidores podem ter planejado um crescimento maior para a marca Natura do que os 8% reportados, mas gostaríamos de observar que a taxa de execução de 2 anos acima de 20% nos trimestres anteriores foi extraordinariamente alta, então o crescimento provavelmente desacelerará para a faixa de 6 a 8%, que vemos como a taxa de execução sustentável para a Natura no Brasil”, avaliam os analistas do BBI.

A receita da Avon Brasil é menor do que no segundo trimestre de 2019 – mais do que no 1T21 – mas o BBI destaca que este foi o primeiro trimestre completo com a nova segmentação e modelo comercial implantado, o que levou à redução da base de representantes.

“A boa notícia é que a empresa está registrando ganhos de market share (mercado) da Avon no Brasil (uma boa notícia por si só) e isso está sendo conquistado junto com ganhos de market share também para a Natura, o que dá um sinal precoce de que as duas marcas são complementares”, avaliam.

Outro ponto importante a ser destacado é a melhora na satisfação dos representantes da Avon no Brasil e também em alguns mercados da Avon International, o que deve reduzir o churn (taxa de rotatividade), o que por sua vez reduzirá os custos de recrutamento de novos representantes e melhorará o serviço oferecido ao consumidor final.

A Sabesp mais do que dobrou seu lucro no segundo trimestre, refletindo sobretudo efeito da valorização do real contra o dólar, o que ofuscou a receita praticamente estável.

A companhia de saneamento do Estado de São Paulo anunciou nesta quinta-feira que seu lucro de abril a junho somou R$ 773,1 milhões, um salto de 104,4% ante mesma etapa de 2020.

Porém, o resultado veio pouco abaixo da previsão de analistas compilada pela Refinitiv, de R$ 819,5 milhões.

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A XP aponta que a Sabesp reportou resultados mais fracos do que o esperado, com um Ebitda ajustado de R$ 1,426 bilhão vindo 12,9% e 22,0% abaixo das estimativas da XP e do consenso, respectivamente. “Mantemos nossa recomendação Neutra na Sabesp, com preço-alvo de R$ 50 por ação”, apontam.

A Sanepar teve lucro de R$ 331,8 milhões no segundo trimestre, alta de 16,7% na comparação anual. A receita da companhia subiu 10,7% de abril a junho, para R$ 1,27 bilhão ante igual período de 2020.

O Ebitda foi a R$ 581,9 milhões, alta de 23,3%.

A XP aponta que a Sanepar divulgou resultados melhores do que o esperado no trimestre, com Ebitda ajustado de R$ 582,7 milhões 16,7% acima da  estimativa da casa de R$ 499,1 milhões e 17,9% acima do consenso.

“O sólido resultado reflete o impacto de tarifas médias acima do esperado devido a um melhor mix nos segmentos de água e esgoto, implicando em um aumento de 9,9% nas tarifas de água e 7% nas tarifas de esgoto na base anual, contra estimativas da XP de 2,2% e 2,7%. Além disso, a Sanepar reportou menores custos gerenciáveis de R$ 492,5 milhões, 6,5% abaixo da estimativa de R$ 526,8 milhões.

Por fim, o lucro líquido de R$ 331,8 milhões, 40% acima da estimativa da XP de R$237,1 milhões, também reflexo do resultado operacional mais forte.

“Daqui para a frente, nossa maior preocupação continua sustentada pelas incertezas em relação ao desenrolar da atual crise hídrica do estado do Paraná, na qual acreditamos ser essencial monitorar. Mantemos nossa recomendação neutra nas ações da Sanepar (SAPR11) com preço alvo de R$ 24,50 por unit”, apontam os analistas.

A CPFL Energia  registrou lucro líquido de R$ 1,126 bilhão no primeiro trimestre de 2021, salto de 143,6% ante igual período do ano passado, em meio a uma retomada no consumo de eletricidade no país.

O Ebitda consolidado atingiu R$ 2,054 bilhões, avanço de 70% na comparação anual, acrescentou a CPFL, do grupo chinês State Grid.

“O destaque vem da retomada do consumo de energia, com crescimento de 12,9%, ficando inclusive acima do patamar do segundo trimestre de 2019”, disse em nota o presidente da companhia, Gustavo Estrella.

As vendas de energia na área de concessão da empresa totalizaram 16.881 gigawatts-hora (GWh) no período, de acordo com a CPFL.

“Esse crescimento se deu principalmente na classe industrial, que registrou crescimento 27,4%, em função da recuperação da indústria em segmentos relevantes em nossas regiões”, afirmou o executivo, acrescentando que o segmento comercial teve avanço de 14,1% na comparação anual, mas permaneceu com valor negativo ante mesma etapa de 2019.

No segmento de geração, Estrella destacou um bom desempenho do vento nos parques eólicos da empresa, o que levou a um aumento de 38,2% na geração eólica, e ressaltou que os reajustes contratuais também favoreceram o resultado do trimestre, uma vez que boa parte deles estão atrelados ao IGP-M.

A CPFL ainda reportou receita operacional líquida de R$ 8,813 bilhões no trimestre encerrado em junho, alta de 34,3% no ano a ano, enquanto os investimentos avançaram em 57,2%, para R$ 1,019 bilhão.

A administradora de shopping centers BR Malls registrou lucro líquido ajustado de R$ 57,127 milhões no segundo trimestre do ano, ante R$ 10,246 milhões no mesmo período de 2020, o que representa uma alta de 457,6%.

O Ebitda ajustado somou R$ 140,12 milhões, aumento de 188,4% sobre a mesma base de comparação. A margem Ebitda passou de 26,2% no segundo trimestre de 2020 para 53,5% no mesmo trimestre deste ano.

A receita líquida no intervalo foi de R$ 261,872 milhões, alta de 41,1% sobre abril a junho de 2020.

As vendas totais no trimestre atingiram R$ 3,48 bilhões, aumento de 346% quando comparado ao mesmo período do ano anterior. O indicador de vendas mesmas lojas (SSS) diminuiu 25,3% no trimestre na comparação com 2019.

“Os resultados dos shoppings listados no trimestre foram melhores do que o esperado, especialmente em termos de uma recuperação da receita de aluguel antes do esperado, o que também aconteceu no caso da brMalls. Esperamos que o segundo semestre continue a tendência e até o nosso ponto de preocupação neste trimestre – a inadimplência – deve apresentar uma recuperação gradual”, aponta o BBI, que possui recomendação neutra para o BRML3 e R$ 13,50 por ação de preço-alvo.

A distribuidora de energia Light teve lucro líquido de R$ 3,2 milhões no segundo trimestre de 2021, ante prejuízo líquido de R$ 44,7 milhões registrado no segundo trimestre de 2020.

A receita líquida da companhia foi de R$ 3 bilhões no segundo trimestre de 2021, alta de 27,7% frente os R$ 2,35 bilhões no mesmo período de 2020.

A SLC Agrícola registrou lucro de R$ 447,2 milhões no segundo trimestre, mais do que o dobro (alta de 128,1%) dos R$ 196,1 milhões de um ano antes.

Na mesma base de comparação, a receita líquida subiu 85,5%, chegando a R$ 1 bilhão nos três meses, como resultado do aumento de preços em todas as culturas, combinado ao maior volume faturado de algodão e soja.

Com isso, o resultado operacional medido pelo Ebitda – sigla em inglês do lucro sem os descontos de despesas com a dívida, impostos, depreciação e amortização – ficou em R$ 755,3 milhões, também mais de duas vezes acima (alta de 113,2%) da cifra apurada no segundo trimestre do ano passado.

O resultado final da empresa contou ainda com alta de 52,9% no cálculo do valor justo dos ativos biológicos da companhia, que reflete a expectativa de retorno das lavouras que passam por transformação biológica relevante.

Mahle Metal Leve (LEVE3)

A Mahle Metal Leve teve lucro líquido R$ 170 milhões no segundo trimestre de 2021, ante prejuízo de R$ 39,5 milhões no mesmo período de 2020.

A receita líquida de vendas subiu 146,4%, a R$ 360,9 milhões.

O Bradesco BBI avaliou os resultados da Mahle Metal Leve como acima do esperado. O Ebitda ajustado no segundo trimestre de R$ 194 milhões é superior àquele do mesmo período de 2020, de R$ 9 milhões, e equivalente a 69% daquele do mesmo período de 2019, e acima da expectativa do Bradesco, de R$ 109 milhões.

O Bradesco mantém avaliação underperform (perspectiva de desempenho abaixo da média do mercado), mas elevou o preço-alvo de 2022 de R$ 21 para R$ 24, incorporando os resultados do trimestre em seu modelo de valoração, e elevou a estimativa para 2021 em 53%, e de 2022 a 44% por conta de créditos fiscais e margem Ebitda acima do esperado no primeiro semestre.

A Ser Educacional teve lucro líquido de R$ 25,6 milhões no segundo trimestre de 2021, 53,0% abaixo frente o lucro líquido de R$ 54,7 milhões apurado no segundo trimestre de 2020.

A receita líquida foi de R$ 734,8 milhões no segundo trimestre de 2021, alta de 18,2% em relação aos R$ 621,8 milhões no mesmo período de 2020.

O Ebitda totalizou R$ 107,8 milhões, 19,4% menor sobre o Ebitda de R$ 133,6 milhões em igual período do ano passado.

A XP apontou que a Ser divulgou um conjunto misto de resultados com uma receita líquida 12% acima do esperado ofuscada por uma queda de lucro líquido, principalmente devido a despesas não recorrentes e resultado financeiro pior do que o esperado (juros mais baixos na mensalidade e descontos maiores);

A companhia apresentou fortes indicadores operacionais com um número de alunos 3% acima do esperado devido a aquisições e EAD, com ticket médio 8% acima da expectativa da XP. No entanto, o Ebitda ajustado de R$ 97 milhões ficou 10% abaixo das estimativas da XP, principalmente devido a maiores despesas com marketing e pessoal.

“O resultado sem brilho nos leva a reiterar nossa recomendação neutra e preço-alvo de R$ 17 por ação”, aponta.

Grupo SBF (SBFG3)

O Grupo SBF, controlador da Centauro, registrou lucro líquido de R$ 24,078 milhões no segundo trimestre de 2021, revertendo o prejuízo de R$ 102,287 milhões registrado um ano antes.

Entre abril e junho, o Ebitda somou R$ 169,394 milhões, também revertendo o indicador negativo de R$ 46,759 milhões na comparação anual. No critério ajustado, a empresa teve Ebitda de R$ 149,809 milhões e R$ 93,169 milhões (ex-IFRS), revertendo os resultados negativos de R$ 37,544 milhões e R$ 84,858 milhões, respectivamente.

A companhia atingiu receita líquida de R$ 1,122 bilhão no trimestre, alta anual de 369,1%. A dívida líquida foi de R$ 473,995 milhões, enquanto a alavancagem medida por dívida líquida ajustada por Ebitda foi de 1,59x, ante caixa líquido de R$ 917,713 milhões e -2,19x no ano anterior.

A empresa apresentou um resultado financeiro negativo de R$ 44,6 milhões no segundo trimestre, devido ao aumento de despesas financeiras no trimestre devido ao maior endividamento da companhia, justificado pelas dívidas tomadas para aquisição de Fisia e para reforço de caixa devido à pandemia. O fluxo de caixa operacional foi negativo em R$ 224,3 milhões.

A rede de medicina diagnóstica Alliar lucrou R$ 10,4 milhões no segundo trimestre de 2021, ante do prejuízo de R$ 84 milhões apurado um ano antes.

O Ebitda foi de R$ 64,8 milhões, com margem de 22,9%, ante Ebitda negativo de R$ 34,4 milhões e margem de -26,5% um ano antes.

A receita líquida subiu mais de 100%, a R$ 283 milhões, puxada pelo crescimento de exames de imagem que totalizaram receita bruta de R$ 247,6 milhões, avanço de 116,8%.

A Alper registrou um lucro líquido ajustado de R$ 1,725 milhão no segundo trimestre de 2021, alta de 201% na base de comparação anual.

A receita líquida saltou 43,5%, a R$ 32,695 milhões. O Ebitda ajustado subiu 114%, para R$ 6,238 milhões, enquanto a margem Ebitda avançou 6,3 pontos percentuais, a 19,1%.

Alphaville (AVLL3)

A Alphaville teve queda de 32,3% seu prejuízo líquido no segundo trimestre deste ano ante igual período de 2020, passando R$ 116,3 milhões para R$ 78,7 milhões, com valores  atribuíveis aos controladores.

A receita líquida foi R$ 22,2 milhões negativos para R$ 69,3 milhões em abril a junho de 2021.

A Arezzo teve lucro líquido atribuível aos sócios controladores de R$ 132,5 milhões no segundo trimestre deste ano, ante o prejuízo de R$ 82,3 milhões registrado no mesmo período de 2020.

A receita líquida saltou 258%, a R$ 553 milhões.

O Ebitda ajustado foi de R$ 84 milhões, ante resultado negativo de R$ 72,1 milhões em igual período de 2020. A margem ajustada cresceu 12 pontos percentuais, para 15,2%.

A XP aponta que a Arezzo registrou resultados sólidos no segundo trimestre, com Ebitda 9% acima das estimativas, impulsionado por margens brutas mais altas e menores despesas de SG&A.

Os principais destaques foram: (i) sólido desempenho de vendas, com vendas brutas 40,5% acima dos níveis de 2019, principalmente explicadas pela Reserva e Vans (com um crescimento orgânico estimado em alta de 7% e vendas ex-Reserva/Vans estagnadas vs 2019); e (ii) rentabilidade sólida, com expansão da margem bruta em funçao de vendas maiores da AR&Co, penetração do comércio eletrônico e menores promoções, e expansão da margem Ebitda com alavancagem operacional.

BMG 

O banco BMG teve lucro recorrente de R$ 85 milhões no segundo trimestre, 15,2% menor frente igual período do ano passado e baixa de 2,9% ante o primeiro trimestre.

A margem financeira foi de R$ 924 milhões, com retração de 8,3% na comparação anual e de 2,2% na trimestral.

O ROAE (retorno ajustado anualizado) foi de 8,8% no segundo trimestre, ante 9,0% no primeiro trimestre.

A plataforma de distribuição de seguros e produtos financeiro Wiz Soluções teve lucro líquido ajustado de R$ 84,6 milhões no segundo trimestre de 2021, alta de 66,8% na comparação anual.

A receita bruta foi de R$ 244,8 milhões, alta de 44,5% em relação ao mesmo intervalo do ano passado. O Ebitda ajustado subiu 43,8%, a R$ 109,5 milhões.

Bradespar (BRAP4)

A Bradespar, holding que detém participação na Vale, teve lucro de R$ 2,24 bilhões no segundo trimestre, alta de 673% frente os R$ 290,8 milhões registrados no mesmo período de 2020.

Grupo Mateus (GMAT3)

O Grupo Mateus, empresa de varejo que atua no Norte e Nordeste do País, apresentou lucro líquido ajustado de R$ 191 milhões no segundo trimestre, apontando leve queda de 2,5% ante o mesmo intervalo de 2020. A receita líquida no período somou R$ 3,724 bilhões, 28,9% maior que a de um ano atrás.

A companhia destaca a abertura de 45 lojas nos últimos 12 meses, das quais 20 estão em novas cidades e um ganho de 10% de participação em venda bruta com as inaugurações.

O Ebitda ajustado somou R$ 248 milhões, indicando queda de 2,5% ante o segundo trimestre de 2020, ao passo que no critério ajustado alcançou R$ 255 milhões, uma leve alta de 0,5%. A margem Ebitda ajustada caiu 1,9 ponto porcentual, para 6,8%.

O resultado financeiro ficou em R$ 13,3 milhões, com uma queda de 60,1% sobre o segundo trimestre de 2020. Entre abril e junho, as despesas do grupo com vendas representaram 8,9% da receita líquida, contra 6,7% de um ano antes. Esse aumento, acrescenta a companhia, pode ser atribuído, principalmente, ao crescimento da venda bruta em mesmas lojas e à boa performance das 45 lojas inauguradas.

A XP aponta que o Grupo Mateus reportou resultados sólidos do segundo trimestre de 2021, acima das estimativas dos analistas. O principal destaque do resultado foi o crescimento do faturamento em 29% na comparação anual, principalmente impulsionado pela forte abertura de lojas da companhia (45 novas lojas nos últimos doze meses e 12 entre abril e junho).

Apesar de apresentar uma pressão de margem bruta (queda de 0,8 ponto na base anual), a companhia conseguiu expandir a margem Ebitda (alta de 0,2 ponto na base anual) através de alavancagem operacional e controle de despesas, apesar de maiores despesas com a transferência da operação do CD de Belém do Pará para Santa Isabel. A companhia apresentou uma queima de caixa de R$ 28 milhões, explicada principalmente pelos investimentos associados ao seu plano de expansão.

Paraná Banco

O lucro líquido do Paraná Banco somou R$ 43,5 milhões no segundo trimestre, queda de 15% em relação ao primeiro trimestre, mas aumento de 173,6% em um ano.

O retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROAE) foi a 14% em junho, redução de 3,4 pontos na comparação trimestral e incremento de 8,5 pontos percentuais em 12 meses.

Track&Field (TFCO4)

A Track&Field teve lucro líquido de R$ 13,4 milhões no segundo trimestre de 2021, ante prejuízo líquido contábil de R$ 1,38 milhão em igual período de 2020.

O Ebitda ficou em R$ 20,1 milhões, com margem de 21,3%, mais de 19 vezes o resultado do mesmo trimestre ano anterior. O Ebitda ajustado totalizou R$ 17,8 milhões.

O TC (Traders Club) teve lucro líquido ajustado de R$ 1,1 milhão no segundo trimestre, queda de 8,4% em relação aos três primeiros meses de 2021 e 72,3% menor em comparação ao mesmo período de 2020. Depois de uma margem Ebitda de 62% 12 meses atrás, a métrica caiu para 4,9%.

As receitas líquidas subiram 60,8% no trimestre e 196% em 12 meses, para R$ 23,2 milhões, com efeito do aumento do número de assinaturas e do lançamento de planos de maior valor agregado (o TC Premium). Contudo, contratações para posições chave na fase pré-IPO reduziram a margem e pesaram no desempenho, destacou o CEO do TC, Pedro Albuquerque Filho.

A Dasa reverteu o prejuízo de R$ 343 milhões registrados no segundo trimestre de 2020 e apurou lucro líquido ajustado (que inclui impactos da Covid-19, efeitos não recorrentes e stock options) de R$ 451 milhões entre abril e junho deste ano.
A receita operacional bruta totalizou $ 2,8 bilhões no período, aumento de 104,8% na base trimestral e recorde para a companhia.

O Ebitda ajustado no período foi de R$ 591 milhões, ante resultado negativo de R$ 79 milhões um ano antes. Já a margem ajustada veio em 22,7%, contra margem negativa de 6,3% no segundo trimestre de 2020.

Eletromidia (ELMD3)

A Eletromidia encerrou o segundo trimestre de 2021 como prejuízo líquido de R$ 10,6 milhões, uma melhora de 71,5% em relação ao prejuízo de R$ 37,3 milhões registrado no mesmo período do ano passado.

Entre abril e junho deste ano, a companhia teve uma receita líquida de R$ 70,9 milhões, crescimento de 354,8% ante os R$ 15,6 milhões apurados nos mesmos meses de 2020.

Já o Ebitda ajustado veio em R$ 9 milhões, crescimento de 134% na base anual, com margem Ebitda de 12,6%.

A Mills Estruturas e Serviços de Engenharia registrou lucro líquido de R$ 19,9 milhões no segundo trimestre deste ano, revertendo prejuízo de R$ 12,5 milhões apurado um ano antes.

Entre abril e junho de 2021, a receita líquida totalizou R$ 172,4 milhões, alta de 75,4% em relação aos R$ 98,3 milhões apurados no mesmo período de 2020.

O Ebitda ajustado somou R$ 61,9 milhões, 201,4% acima dos R$ 20,6 milhões registrados um ano antes.

A companhia também aprovou a distribuição de R$ 20,1 milhões de Juros Sobre Capital Próprio (JC) antecipados referentes ao lucro líquido no primeiro semestre, que serão pagos no terceiro trimestre deste ano.

Multilaser (MLAS3)

A Multilaser Industrial encerrou o segundo trimestre de 2021 com lucro líquido de R$ 202,3 milhões, alta de 122,9% em relação aos R$ 90,7 milhões registrados um ano antes.

A receita líquida da companhia teve queda de 11,8% na base anual, para R$ 1,2 bilhão, enquanto o Ebitda somou R$ 186,4 milhões, ante R$ 98,9 milhões no segundo trimestre de 2020 – alta de 88,6%.

A Neogrid registrou lucro líquido de R$ 8,9 milhões no segundo trimestre deste ano. O resultado representa um aumento de 461,7% em relação ao lucro de R$ 1,6 milhão registrado um ano antes.

A receita líquida da companhia totalizou R$ 58,7 milhões entre abril e junho deste ano, crescimento de 16,7% na base anual.

No período, o Ebitda somou R$ 12,3 milhões, 27,5% acima dos R$ 9,7 milhões registrados no mesmo trimestre de 2020. Já a margem Ebitda ficou em 21% no último trimestre – aumento de 1,8 ponto percentual na base anual.

Springs Global ( SGPS3)

A empresa de lar e decoração Springs Global teve prejuízo líquido de R$ 37,8 milhões no segundo trimestre deste ano, ampliando o prejuízo de R$ 65,2 milhões registrado um ano antes.

A receita da companhia subiu 46,2% entre abril e junho deste ano, na base anual, para R$ 385 milhões.

Já o Ebitda veio em R$ 43 milhões, bem acima dos R$ 2,7 milhões no segundo trimestre de 2020. A margem Ebitda, por sua vez, ficou negativa em 9,8% — melhora de 15 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano anterior.

Em mais um trimestre impactado pelo coronavírus, a empresa de entretenimento T4F registrou prejuízo líquido de R$ 14,6 milhões no segundo trimestre deste ano.

O resultado, contudo, representa uma melhora de 43% em relação ao prejuízo de R$ 25,6 milhões apurado um ano antes.

Excluindo efeitos não recorrentes, o prejuízo líquido foi de R$ 12 milhões no último trimestre.

A receita líquida da companhia ficou em R$ 1,6 milhão, queda de 41% na base anual, enquanto o Ebitda ajustado ficou negativo em R$ 9,7 milhões – melhora de 21% em relação ao mesmo período de 2020.

O Grupo Technos apurou lucro líquido de R$ 7,6 milhões no segundo trimestre deste ano, revertendo parte do prejuízo de R$ 17,3 milhões registrado um ano antes.

A receita líquida da companhia cresceu 329,2% ante o segundo trimestre de 2020, para R$ 76,5 milhões, enquanto o Ebitda ajustado somou R$ 17,5 milhões, com margem Ebitda ajustada de 22,9%.

Renova Energia ( RNEW4)

A Renova Energia, em recuperação judicial, encerrou o segundo trimestre de 2021 com prejuízo líquido de R$ 54,3 milhões, alta de 5,6% em relação ao prejuízo de R$ 51,5 milhões registrado no mesmo período de 2020.

A receita operacional líquida da companhia somou R$ 25,6 milhões, alta de 127,4% ante os R$ 11,3 milhões apurados um ano antes.

Já o Ebitda ajustado veio em R$ 3,3 milhões, queda de 91,1% ante o Ebitda de R$ 37,3 milhões registrado no mesmo período de 2020.

3tentos ( TTEN3)

A empresa do setor agrícola 3tentos mais que duplicou seu lucro líquido no segundo trimestre deste ano, para R$ 114,3 milhões. No mesmo período de 2020, a companhia havia registrado lucro de R$ 35 milhões.

Entre abril e junho deste ano, a empresa apurou uma receita operacional líquida de R$ 1,2 bilhão, crescimento de 52,3% na base anual, com destaque para o crescimento dos segmentos de insumos e indústria.

O Ebitda ajustado, por sua vez, somou R$ 99,7 milhões no segundo trimestre, alta de 74,1% ante o mesmo período de 2020, com margem Ebitda ajustado de 8,3%, aumento de 1,7 ponto percentual.

Triunfo ( TPIS3)

A Triunfo Participações e Investimentos teve prejuízo líquido da ordem de R$ 5 milhões no segundo trimestre deste ano, um aumento de 550% em relação ao lucro de R$ 1,1 milhão apurado um ano antes.

A receita líquida ajustada ficou em R$ 240,5 milhões, alta de 13,6% na base anual, enquanto o Ebitda ajustado somou R$ 94,8 milhões – alta de 5,8% ante os R$ 89,5 milhões registrados entre abril e junho de 2020.

Já a margem Ebitda veio em 39,4%, queda de 2,9 pontos percentuais na base de comparação anual.

Orizon [(ativo= ORVR3])

A Orizon encerrou o segundo trimestre deste ano com lucro líquido de R$ 6,4 milhões, queda de 74,4% em relação aos R$ 25 milhões apresentados no mesmo período de 2020.

No período, da receita líquida atingiu R$ 92,7 milhões, crescimento de 1,7% frente a registrada no segundo trimestre do ano passado sem créditos de carbono.

Segundo a companhia, os créditos de carbono gerados em 2021 serão negociados em “momento oportuno”, dado a tendência de valorização dos preços no mercado mundial.

O Ebitda ajustado totalizou R$ 37,6 milhões no período, alta de 23,8% na base anual, com margem Ebitda ajustado de 40,5%.

Westwing (WEST3)

A Westwing registrou um lucro líquido de R$ 596,6 mil no segundo trimestre de 2021, ante R$ 15,83 milhões em igual período de 2020.

O Ebitda Ajustado no trimestre foi negativo em R$ 3,3 milhões, melhora de R$ 1,4 milhão em relação ao primeiro trimestre de 2021, e redução de R$ 6,2 milhões em relação ao segundo trimestre de 2020, em função dos maiores investimentos na operação, apontou a companhia.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

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BRF tem prejuízo de R$ 199 milhões no 2º trimestre de 2021 com maiores despesas financeiras; receita sobe 27,8%

SÃO PAULO – A BRF (BRFS3), dona das marcas Sadia e Perdigão, voltou a registrar prejuízo líquido, desta vez de R$ 199 milhões, no segundo trimestre de 2021, ante lucro líquido de R$ 307 milhões obtido em igual período de 2020, informou a companhia nesta quinta-feira (12).

De acordo com a empresa, o prejuízo decorre de maiores despesas financeiras, cujos principais impactos foram a atualização do valor justo da opção de venda relacionada à combinação de negócios da Banvit e os juros associados ao endividamento, contingências, arrendamentos e passivos atuariais da empresa.

A companhia também informou que, considerando o total societário, o prejuízo líquido no trimestre atingiu R$ 240 milhões.

A receita líquida, por sua vez, teve crescimento de 27,8% na base de comparação anual, indo para R$ 11,637 bilhões. Segundo a companhia, a receita líquida avançou pelo maior volume e preços médios em reais.

Já o lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado totalizou R$ 1,27 bilhão, 23,2% superior na mesma base de comparação.

A margem Ebitda (relação entre Ebitda e receita líquida) teve queda de 0,4 ponto percentual, para 10,9%.

“Na China, a demanda por proteína permanece aquecida, o que se reflete no crescimento de volume tanto para suínos (alta de 11,9%) quanto para o frango (alta de 9,5%), na comparação com o segundo trimestre. Os preços de exportação para China da carne suína também continuam em patamares elevados e com sinais de recuperação da demanda interna, com elevação dos preços em dólares de carne suína em alta de 3,7% versus o primeiro trimestre”, aponta a BRF.

A empresa ainda aponta que os demais mercados asiáticos já sinalizam recuperação do consumo, como o Japão e Coreia do Sul, indicando queda no nível dos estoques locais com consequente crescimento de 15,2% em volume ano a ano e retorno dos preços em dólares a patamares pré-pandemia.

“Destacamos também o efeito positivo de R$ 337 milhões de hedge cambial, na comparação com o segundo trimestre de 2020. A eficiência de alocação da produção nos mercados mais rentáveis contribuiu para mitigar parcialmente as pressões de custos e fretes sobre o resultado”, aponta.

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A receita líquida na Distribuição Halal sinalizou recuperação dos preços em dólares (alta de 6,3% na base trimestral) nos países do golfo pérsico e crescimento do volume de processados, “consequência do foco da companhia em priorizar um mix de maior valor agregado, com forte agenda de lançamentos, como as linhas Easy&Juicy e Broasted Chicken”. Além disso, a região foi positivamente impactada pelo hedge cambial em R$ 285 milhões na comparação anual, aponta.

A companhia aponta que, no segmento Brasil, teve crescimento de receita liquida, fruto de maiores volumes e estratégia de
repasse de preço – além da melhoria do mix de produtos e canais – o que proporcionou mitigação parcial do aumento de custo e da compressão das margens, dados os novos patamares históricos de preços de grãos, cenário inflacionário de matérias-primas (sobretudo embalagens e fretes) e gastos incrementais com prevenção e combate aos efeitos da Covid-19.

No mercado doméstico, a receita operacional líquida avançou 24,8% na comparação anual, mas o Ebitda ajustado caiu 8,8%, a R$ 540 milhões, enquanto a margem Ebitda ajustada teve queda de 3,1 pontos percentuais, indo a R$ 492 milhões.

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Suspensão de importações da BRF pela China se deu por problemas no transporte

O Ministério da Agricultura afirmou, em nota, que a suspensão, por parte da China, das importações de carnes de frango e suína da unidade da BRF (BRFS3) em Lucas do Rio Verde (MT) ocorreu por causa de problemas identificados no transporte dos produtos até o país asiático.

Segundo a pasta, a informação foi dada por uma autoridade chinesa nesta terça-feira, 3, após a publicação do embargo no site oficial da Administração Geral de Alfândegas da China (Gacc, na sigla em inglês).

“A empresa irá elaborar plano de ação para evitar que fatos como esses voltem a ocorrer e essa informação será encaminhada às autoridades chinesas com a agilidade necessária”, acrescentou no comunicado.

Mais cedo, a BRF informou que soube da decisão por meio do site da Gacc e que tomará as medidas cabíveis e “trabalhará na reversão da situação com as autoridades chinesas e brasileiras”. Até o momento da publicação anterior, a empresa ainda não havia sido notificada oficialmente pelas autoridades chinesas.

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou, em nota, que vai apoiar a BRF na reversão da suspensão de importações da sua unidade de Lucas do Rio Verde pela China. “A ABPA reforça os elevados padrões de qualidade do setor e da BRF e a excelência dos produtos brasileiros exportados para mais de 150 nações nos cinco continentes, apoiando a segurança alimentar de milhões de pessoas em todo o mundo”, afirmou a entidade. E acrescentou que confia que as exportações para o mercado chinês serão restabelecidas em breve.

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China suspende importação de carne de unidade da BRF no MT, sem notificar empresa

O governo chinês suspendeu as importações de carne suína e de aves da unidade da BRF (BRFS3) em Lucas do Rio Verde (MT), conforme comunicado no site oficial da Administração Geral de Alfândegas da China (Gacc, na sigla em inglês) publicado nesta terça-feira, 3. Os chineses informaram que a interrupção das compras entraram em vigor ontem, sem sinalizar quando os negócios podem ser retomados. Segundo o Ministério da Agricultura, problemas no transporte dos produtos até o país asiático teriam motivado a decisão.

Em nota, a BRF disse que soube da decisão por meio do site da Gacc e que tomará as medidas cabíveis e “trabalhará na reversão da situação com as autoridades chinesas e brasileiras”. A empresa ressaltou, porém, que ainda não foi notificada oficialmente sobre a suspensão. “A BRF reforça que possui confiança em seus rigorosos processos de segurança de alimentos e de qualidade e reafirma seu compromisso em continuar aprimorando os controles internos para garantir os mais elevados padrões de qualidade e segurança.”

Em nota enviada ao Estadão/Broadcast, o Ministério da Agricultura disse que a suspensão anunciada hoje teria sido causada por problemas identificados no transporte dos produtos até o país asiático. Segundo a pasta, a informação foi dada por uma autoridade chinesa, após a publicação do embargo no site oficial do Gacc. “A empresa irá elaborar um plano de ação para evitar que fatos como esses voltem a ocorrer e essa informação será encaminhada às autoridades chinesas com a agilidade necessária”, acrescentou no comunicado.

Já a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) disse, também em nota enviada ao Estadão/Broadcast, que vai apoiar a BRF na reversão da suspensão de importações da sua unidade de Lucas do Rio Verde. “A ABPA reforça os elevados padrões de qualidade do setor e da BRF e a excelência dos produtos brasileiros exportados para mais de 150 nações nos cinco continentes, apoiando a segurança alimentar de milhões de pessoas em todo o mundo”, afirmou. E acrescentou que confia que as exportações para o mercado chinês serão restabelecidas em breve.

A planta da BRF em Lucas do Rio Verde foi habilitada para exportar para a China em setembro de 2019 e também produz para a África do Sul e Canadá. É uma das unidades da empresa cuja operação é 100% digitalizada e recebe investimentos constantes. No início do mês passado, por exemplo, a companhia anunciou que vai investir R$ 670 milhões na operação de Mato Grosso, entre as fábricas de Lucas do Rio Verde e Nova Mutum, para modernização e ampliação da produção.

Ministério tenta intervir

O país asiático vem suspendendo, desde o ano passado, as compras de frigoríficos de vários países. A justificativa seria o maior controle sanitário, em razão da pandemia da covid-19. A última suspensão de um frigorífico brasileiro ocorreu em setembro do ano passado, porém em caráter temporário. Na época, a Gacc paralisou as compras de uma planta de bovinos da Minerva Foods por uma semana.

As relações de frigoríficos com a China têm sido discutidas pelo setor com a ministra Tereza Cristina. Na última semana ela se reuniu com representantes de frigoríficos para tratar de novas habilitações. Também na semana passada o Ministério da Agricultura informou ao Estadão/Broadcast que a China havia concordado em retomar a análise de pedidos de habilitação de frigoríficos brasileiros. De acordo com a nota, esse trabalho tinha sido suspenso desde o início da pandemia, com a Gacc mais focada na prevenção e controle da covid-19.

Na ocasião, a pasta disse também que 56 plantas aguardam análise para habilitação pelo governo chinês, mas, para dar continuidade ao processo, elas precisam atualizar informações técnicas, incluindo controles implementados para prevenção do coronavírus.

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Geadas no Sul e no Sudeste: qual o impacto para a inflação e para as ações de agro da Bolsa

Frio na Serra Catarinense (Foto: Paulo/Fotos Públicas)

SÃO PAULO – Em meio a condições climáticas adversas, com uma intensa onda de frio prejudicando o agronegócio e uma crise hídrica contribuindo para custos mais elevados de energia elétrica, o bolso dos consumidores deve sentir mais nos próximos meses.

O mesmo vale para investidores de ações, que têm empresas do agronegócio na carteira, que devem ficar atentos aos potencias impactos nas companhias.

Em relatório divulgado nesta sexta, a XP avalia que a geada de julho e dessa semana nas regiões Sul e Sudeste podem se traduzir em uma inflação ainda mais alta no curto prazo.

Isso porque, com a diminuição da oferta, devido ao impacto das geadas nas colheitas, os preços tendem a subir e esse repasse aos consumidores costuma ser rápido.

Na avaliação da XP, isso pode significar alta de 0,10 ponto percentual na projeção de inflação para 2021, já em 6,7%.

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Entre as culturas mais impactadas pela intensa onda de frio, a XP destaca o café, as hortaliças e as frutas.

O frio intenso, somado ainda à estiagem severa, que impactou fortemente os preços de grãos – como soja e milho, cana de açúcar, café e cítricos –, e elevou o custo da energia elétrica, especialmente no setor industrial, tende a pressionar ainda mais o índice de preços.

No caso da carne bovina, a XP escreve que a alta segue sustentada pelas exportações brasileiras de carne para a China em um cenário de escassez de animais prontos para abate. E a falta de chuvas fez com que o confinamento do gado aumentasse, gerando mais custos aos produtores.

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Tatiana Nogueira, economista da XP que assina o relatório, chama atenção ainda para a reabertura da economia pós-Covid, permitindo que serviços tenham seus preços reajustados, de uma forma mais rápida do que a projetada já esse ano.

Desta forma, a inflação pode ficar acima de 7% no ano, segundo Nogueira.

Em julho, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) subiu 0,72% frente junho, acima do esperado pelo mercado financeiro, de alta de 0,64%, e na maior variação para o mês desde 2004.

No ano, o indicador acumula alta de 4,88%, enquanto em 12 meses, sobe 8,59%.

E o impacto na Bolsa?

No mercado de renda variável, investidores com papéis ligados ao agronegócio também devem monitorar as questões climáticas no país.

Embora colheitas possam ser afetadas pelas geadas, alguns nomes podem se beneficiar de uma menor oferta de produtos, elevando os preços no mercado. É o caso, por exemplo, de São Martinho (SMTO3).

Em relatório, o Itaú BBA escreve que a produção da empresa deve ser impactada negativamente pelas geadas nas colheitas de 2021 e 2022, com a situação podendo perdurar até a colheita de 2022 e 2023.

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Ao mesmo tempo, a companhia pode se beneficiar de um aumento nos preços do açúcar diante da menor oferta, destaca o time de análise.

O Itaú tem recomendação outperform (acima da média do mercado) para os papéis SMTO3, com preço-alvo de R$ 42.

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O mesmo acontece com SLC Agrícola (SLCE3), que deve, segundo o Itaú BBA, ver seus preços de milho subirem no mercado nos próximos meses em meio à menor oferta da commodity.

O caso é semelhante em M. Dias Branco (MDIA3), cuja produção é concentrada, em sua maioria (cerca de 80%), na região Nordeste do país – também contribuindo para uma alta no preço do trigo, escrevem os analistas.

De acordo com o Itaú BBA, JBS (JBSS3) deve ser blindada dos efeitos da geada, em grande parte, dada a menor exposição ao mercado brasileiro. A oferta restrita de grãos, contudo, pode reprimir as margens da marca Seara.

Por fim, o banco escreve que o cenário deve continuar elevando os custos para a BRF (BRFS3). A companhia, contudo, pode compensar parcialmente as tendências negativas por meio de aumentos de preços, destaca o time de analise.

“Embora haja pressão sobre os custos dos grãos para ração, a compressão de margem esperada para a BRF foi mitigada pelos preços mais altos, uma vez que os preços dos alimentos processados no Brasil mantiveram seu ritmo de crescimento anual de dois dígitos”, escreve o Itaú, em relatório.

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O banco tem recomendação de market perform (performance em linha com o mercado) para os papéis de BRF e M. Dias Branco, com preço-alvo estimado de R$ 25 e R$ 30, respectivamente. Para SLC e JBS, a recomendação é de outperform, com preço-alvo de R$ 55 e R$ 47, respectivamente.

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Gestor explica por que prefere Marfrig ao invés de Minerva, JBS e BRF

(CONDADO DA FARIA LIMA) – No Coffee & Stocks desta quinta-feira (15), recebemos Flavio Kac, gestor com mais de 15 anos de experiência e que hoje é responsável pelo fundo Asa Long Biased, da Asa Investments. Ele explicou por que Marfrig (MRFG3) é a maior posição da carteira dele e por que, na visão dele, ela é um melhor investimento agora do que Minerva (BEEF3), JBS (JBSS3) e BRF (BRFS3).

A explicação completa você confere nos 30 minutos de conversa no vídeo acima ou direto em nosso canal no Youtube (link aqui). Aos mais apressados, deixo aqui um breve resumo:

Por que Marfrig? Maior exposição ao mercado americano, que é beneficiado não só pela forte demanda (forte estímulo do governo para a população durante a crise) como também pela oferta equilibrada, diferente daqui do Brasil, onde o ciclo do boi está desfavorável e gerando “spread negativo” para os produtores. Além disso, Marfrig finalmente começou a gerar fluxo de caixa positivo nos últimos 2 anos e neste 2º trimestre o resultado deve vir recorde.

Por que não Minerva? Justamente pelo ciclo desfavorável no Brasil. Isso é cíclico e uma hora isso vai mudar, mas o ciclo do boi é longo (demora cerca de 4 anos para um bezerro virar boi), é preciso esperar essa melhora.

Por que não JBS? Assim como a Marfrig, a JBS consegue se beneficiar do forte consumo americano, mas por ela ter mais exposição ao Brasil do que a Marfrig e maior exposição ao mercado de frango (que está sendo impactado pela forte alta nos preços das commodities, principal custo na criação dos frangos), o gestor prefere Marfrig.

Compra da fatia da BRF: no primeiro momento, ficamos assustados, mas depois vimos que foi um movimento super acertado. O valuation foi atrativo e o ciclo do frango está ruim, mas uma hora tende a se normalizar. Ao mesmo tempo, a BRF tornou-se um dos maiores clientes da Marfrig, então se um grande player decidisse comprar a BRF, a Marfrig poderia perder um grande cliente; com a compra dessa fatia, ela consegue se proteger disso, lucrando com uma eventual venda da BRF.

Ação do Mater Dei salta 6% após compra de rede de hospitais; Vale segue em alta, enquanto petroleiras viram para queda

Mater Dei (Foto: Divulgação)

SÃO PAULO – Com os mercados à espera pela divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve, que deve dar novos sinais sobre o movimento de aperto monetário nos Estados Unidos, investidores monitoram na Bolsa brasileira nesta quarta-feira (7) os fortes ganhos da Mater Dei (MATD3).

O Hospital Mater Dei anunciou que seu Conselho de Administração aprovou a compra do Grupo Porto Dias, maior rede de hospitais da região Norte do país, em uma transação que envolve R$ 800 milhões, além da emissão de ações. Os papéis MATD3 apresentavam ganhos de 6,14% por volta das 10h30.

O movimento positivo também era visto no restante do índice. Companhias voltadas à reabertura econômica, como aéreas e educacionais, que recuaram na véspera, em meio ao avanço da variante delta do coronavírus no Brasil e com maiores incertezas sobre a recuperação econômica global, apresentavam altas nesta manhã. Os papéis da Gol ([GOLL4]) tinham alta de 0,7% por volta das 10h15, enquanto os da Cogna subiam perto de 0,5%.

Já a Ânima Educação (ANIM3), que abriu o pregão em alta após anunciar a aquisição de participação de 55,78% na edtech Gama Academy por R$ 33,8 milhões, operava perto da estabilidade, entre perdas e ganhos por volta das 10h15.

Nas commodities, a Petrobras (PETR3;PETR4) apresentava alta de até 1,5% em uma sessão de recuperação após a forte baixa da véspera e em um dia que apontava para ser de recuperação para o petróleo. Contudo, os papéis amenizaram os ganhos, com PETR4 em alta de cerca de 0,7% e PETR3 praticamente estável. Já as ações da PetroRio (PRIO3), após avançarem cerca de 2%, passaram a ter queda de 1%. O movimento coincidiu também com a virada do petróleo, que passou a ter leves perdas com as incertezas sobre a oferta da Opep+ predominando.

Na segunda-feira, os ministros da Opep+, que inclui a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), Rússia e outros produtores, abandonaram conversas após não conseguirem serem bem-sucedidos nas negociações entre a Arábia Saudita, maior produtor da Opep, e os Emirados Árabes Unidos. Inicialmente, o petróleo obteve fortes altas nos fins das negociações, porém os preços recuaram, pois os traders se concentraram na possibilidade de alguns produtores “abrirem as torneiras” e começarem a exportar mais barris.

Já a Vale (VALE3), uma das poucas ações a subirem na véspera, segue em alta com a continuidade da variação positiva da cotação do minério.

Confira os principais destaques desta quarta-feira (7):

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A sessão desta quarta-feira marca o leilão da InfraCo da Oi, o último dos grandes ativos colocados à venda pela companhia. Apenas uma proposta – a dos fundos do BTG Pactual em conjunto com a Globenet Cabos Submarinos – teria sido apresentada.

“O leilão da InfraCo não deve ter novidade. A chance é quase zero de o BTG tirar a oferta. Se houver alguma surpresa, é mais provável que seja positiva, de aparecer um forasteiro, como uma Digital Colony, mas é uma chance muito baixa”, destacou no mês passado ao InfoMoney Luiz Guerra, CIO da Logos Capital.

A ideia inicial era leiloar 51% da InfraCo, mas a Oi aceitou a proposta revisada do BTG para vender 57,9% da InfraCo, por R$ 12,9 bilhões. Veja mais clicando aqui e aqui.

A Ambipar anunciou uma nova aquisição: a companhia informou na noite da véspera que comprou integralmente a Swat Consulting Inc., por meio de sua controlada indireta Ambipar Holding USA. A empresa faturou US$ 7,5 milhões em 2020.

A Petrobras informou na terça que vai promover um aumento de 7% nos preços de venda de gás natural para as distribuidoras a partir de 1º de agosto. A empresa cita a valorização do petróleo no segundo trimestre deste ano. Os reajustes da companhia são realizados trimestralmente, com variações que decorrem da aplicação de fórmulas negociadas nos contratos de fornecimento.

Na véspera, as ações da Petrobras fecharam em queda de mais de 3%. No radar da companhia, estão a pressão dos caminhoneiros para que empresa reveja aumentos de combustíveis anunciados na segunda-feira e a visão de que o ajuste foi insuficiente para fechar o gap ante valores no mercado internacional.

A terça foi de forte volatilidade para os mercados de petróleo, com os futuros de commodity revertendo alta com preocupações de que o fracasso da Opep+ em ratificar um acordo pode levar os produtores a perderem a disciplina na oferta diante do aumento da demanda.

Mesmo com o reajuste recente da petrolífera, o Bradesco BBI vê os preços da gasolina e do diesel com um desconto de 9% e 4%, respectivamente, em relação aos preços internacionais, segundo o analista Vicente Falanga.

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A companhia ainda informou nesta quarta-feira que recebeu indicações de candidatos para o Conselho de Administração, caso adotado o procedimento de voto múltiplo para eleição na próxima assembleia geral extraordinária, a ser oportunamente convocada.

Os nomes indicados pelas gestoras Absolute Gestão de Investimentos, Moat Capital Gestão de Recursos e Banco Clássico são: José João Abdalla Filho; Marcelo Gasparino da Silva; e Pedro Rodrigues Galvão de Medeiros.

O anúncio ocorre após a efetivação da renúncia de Gasparino ao cargo de conselheiro. Representante dos minoritários, ele anunciou em abril que deixaria o posto para provocar nova eleição, alegando problemas nos procedimentos da assembleia que o elegeu.

Vale (VALE3) e siderúrgicas

Os contratos futuros do aço negociados na China dispararam nesta quarta-feira, com o vergalhão para construção e as bobinas laminadas a quente fechando em alta de mais de 3%, impulsionados por expectativas de cortes de produção.

“Recentemente, a antecipação da redução de produção de aço voltou à tona”, disse a SinoSteel Futures em nota, acrescentando que alguns governos locais emitiram documentos relacionados ao tema, embora detalhes ainda não tenham sido divulgados.

Já a referência do minério de ferro, para entrega em setembro, recuperou-se de perdas registradas na parte matutina da sessão e fechou em alta de 1%, a 1.244 iuanes por tonelada.

No radar da Vale, a companhia apresentou recurso na Justiça do Trabalho contra a decisão que fixou indenização de R$ 1 milhão por danos morais para cada empregado da mineradora que morreu na tragédia de Brumadinho, em Minas Gerais.

A sentença de primeira instância, publicada no início do mês passado, contemplou 131 funcionários. A mineradora alega, no entanto, que o valor é “absurdo” e “exorbitante” e que é “astronômico” o total de R$150 milhões arbitrado na decisão. Veja mais clicando aqui. 

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A Méliuz espera precificar em 15 de julho uma oferta bilionária de ações, com esforços restritos, segundo fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) nesta quarta-feira.

A operação consiste na distribuição primária de 7.500.000 papéis e secundária de inicialmente 6.010.645 ações, sendo os acionistas vendedores Ofli Campos Guimarães e fundos da Endeavor Catalyst e da Monashees Capital.

A oferta secundária poderá ser elevada em até 50% para atender eventual excesso de demanda. BTG Pactual, Itaú BBA, Morgan Stanley e UBS BB são os coordenadores da oferta.

Com base no preço de fechamento da ação na terça-feira, de R$ 55,44, a oferta alcança R$ 1,1 bilhão, considerando a colocação da totalidade das ações adicionais.

Os recursos com a oferta primária serão usados para ampliar a participação da companhia em marketplace e serviços financeiros, além de potenciais aquisições de empresas consideradas estratégicas.

A companhia de alimentos BRF anunciou o investimento de US$ 2,5 milhões na startup israelense Aleph Farms, e quer produzir carne cultivada a partir de células bovinas não geneticamente modificadas em 2024, disse à Reuters um executivo da empresa.

A produção deste tipo de carne começa com a obtenção de células de alta qualidade de animais, porém sem o abate. As células são cultivadas fora do corpo do animal com o fornecimento de nutrientes e ambiente propício para seu desenvolvimento.

Ainda em fase de testes, a proteína poderá chegar ao mercado brasileiro na forma de hambúrguer, almôndegas, embutidos como salsicha ou steaks.

O investimento fez parte da segunda rodada de captações da startup israelense que levantou US$ 105 milhões entre diversas companhias pelo mundo.

Somando os aportes obtidos na primeira rodada, o montante obtido chega a US$ 118 milhões.

De acordo com comunicado da BRF, os recursos obtidos pela Aleph serão aplicados para executar planos de comercialização de carne cultivada em larga escala global e expansão do portfólio. “Estudos realizados com base na metodologia de Análise do Ciclo de Vida apontam que a produção de carne cultivada tem potencial para reduzir significativamente a emissão de gases do evento estufa, além de diminuir o uso de terras para criação de animais em mais de 90% e o uso de água em até 50%.”

Mater Dei (MATD3)

O Hospital Mater Dei informou na terça-feira que seu conselho de administração aprovou compra do Grupo Porto Dias, maior rede de hospitais da região Norte do país, em uma transação que envolve R$ 800 milhões, além da emissão de ações. O acordo foi acertado sobre uma participação de 70% do Grupo Porto Dias e a Mater Dei vai emitir 27,27 milhões de papéis como parte do pagamento, cerca de 7,1% do capital social total da companhia.

O banco ressalta que o ativo tem, no momento, 388 leitos em operação, e que deve atingir 592 em 2022. O Mater Dei tem atualmente 624 leitos, e as previsões para fusões e aquisições feitas pelo Itaú são de 300 camas em 2022. O Itaú BBA mantém avaliação outperform (perspectiva de valorização acima da média do mercado), e preço-alvo de R$ 22 para o papel.

A Hapvida anunciou nesta quarta-feira acordos para duas aquisições nas regiões Sudeste e Nordeste do Brasil no total de R$ 475 milhões, seguindo sua estratégia de expansão e consolidação nacional e aumento da verticalização.

Em São Paulo, a companhia assinou proposta vinculante para a compra de até 100% do grupo Grupo HB Saúde de São José do Rio Preto por R$ 450 milhões – considerando a totalidade das ações.

Na Bahia, a subsidiária Ultra Som Serviços Médicos assinou contrato para a aquisição do Hospital Dia Cetro em Alagoinha por 25 milhões de reais, em operação que inclui o imóvel com terreno.

O Bradesco BBI iniciou a cobertura da Locaweb com recomendação outperform e preço-alvo de R$ 37 para 2022, ou potencial de valorização de 46% em relação ao fechamento da terça-feira.

A empresa oferece serviços de tecnologia de internet, focada em pequenas e médias empresas. O banco diz ver espaço para valorização devido à penetração relativamente pequena do mercado, amplo leque de produtos com vantagens competitivas, e espaço para aquisições.

O Bradesco ressalta que nos últimos 18 meses a empresa fez cerca de 10 aquisições. O banco avalia que atores globais mesmo setor registram crescimento e monetização de clientes, e afirma que a Locaweb pode estar nos estágios iniciais do setor no Brasil, com espaço para expansão e melhora da monetização nos próximos anos.

O banco ressalta que, entre 2018 e 2020, a empresa obteve uma taxa anual de crescimento composta de 25% em sua receita.

A agência de classificação de risco Standard and Poor’s Global Ratings elevou o rating da Companhia na Escala Nacional Brasil da Even de brAA para brAA+, com perspectiva positiva.

A companhia de alimentos Minerva Foods, maior exportadora de carne bovina da América do Sul, lançou e concluiu na quarta-feira, por meio de sua subsidiária em Luxemburgo, a precificação de títulos de dívida no valor total de US$ 400 milhões, informou a empresa em comunicado ao mercado.

Segundo a Minerva, os “bonds” têm taxa de juros de 4,375% ao ano e vencimento em 2031 adicionais, originalmente emitidos em março deste ano. “A emissão das Notas Adicionais faz parte do processo de ‘liability management’ da Minerva, cujo objetivo é o de alongar o perfil dívida da companhia e reduzir o custo da estrutura de capital”, afirmou a empresa.

Os recursos, de acordo com a Minerva, serão utilizados no pagamento antecipado de dívidas da companhia e em usos gerais. A operação recebeu classificação de risco em moeda estrangeira “BB” pelas agências S&P e Fitch Ratings.

(com Reuters, Bloomberg e Estadão Conteúdo)

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